Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

PROBLEMA 02 – “POSSO ESTAR GRÁVIDA?”
· PRIMEIRA SEMANA
1. TRANSPORTE DOS GAMETAS
a) Ovócito
· Ovulação
- Após o pico de LH, o folículo começa a produzir moléculas que preparam o processo de ovulação (como as prostaglandinas, histamina, vasopressina e o ativador do plasminogênio) e o fluxo sanguíneo local aumenta nas camadas externas da parede folicular;
- As células do cúmulus secretam o ácido hialurônico, resultando no afrouxamento das células ao redor do ovócito;
- Algumas proteínas plasmáticas vazam para os tecidos pelas vênulas pós-capilares, resultando em um edema local;
- O edema e os componentes liberados pelo folículo promovem reações que possuem como produto as metaloproteinases da matriz, enzimas líticas que degradam os componentes da matriz extracelular, resultando no rompimento da parede folicular externa (28 a 36 horas após o pico de LH);
- Após o rompimento da parede folicular, o cúmulus oophorus se destaca da granulosa, de modo que o ovócito secundário (juntamente a sua zona pelúcida, corona radiata e matriz adesiva com as células circundantes do cúmulus oophorus) e o líquido antral são liberados do ovário para a cavidade peritoneal;
- pode ser acompanhada por uma dor leve ou acentuada, nomeada mittelshmerz e por um ligeiro sangramento, devido ao rompimento do folículo;
· Transporte do Óvulo
- Captura pela tuba uterina – antes da ovulação as células da tuba uterina tornam-se mais ciliadas e também são ampliadas a influência hormonal 
 e as atividades do músculo liso e dos seus ligamentos;
	- na ovulação, as fímbrias da tuba uterina se movimentam para perto do ovário, varrendo sua superfície e criando 
 correntes que auxiliam na captura do ovócito;
	- entre a superfície ciliar da tuba e o complexo do ovócito se desenvolve uma interação adesiva que facilita a captura;
	- o volumoso revestimento celular do ovócito facilita sua captura e transporte;
- Transporte na tuba uterina – o ovócito dentro da tuba é transportado em direção ao útero, a partir de contrações da musculatura lisa da parede 
 tubária e da movimentação do revestimento ciliar;
	 - leva de 3 a 4 dias, mesmo se não ocorrer a fertilização;
	 - ocorre em duas fases, sendo que a da ampola é mais lenta (cerca de 72 horas) e a da passagem pelo istmo e 
 entrada no útero é mais rápida (8 horas);
	 - o ovócito é temporariamente impedido de entrar na parte do istmo da tuba, mas por influência da progesterona, a 
 junção uterotubárica relaxa, permitindo a entrada;
- Por volta de 80 horas após a ovulação, o ovócito ou o embrião passa da tuba uterina para o útero;
**se a fertilização não ocorrer, o ovócito degenera e é fagocitado**
**enquanto o ovócito ovulado está passando pelas tubas uterinas, o folículo rompido sofre uma série de mudanças fundamentais para a progressão de eventos que levam e sustentam a gravidez**
b) Espermatozóide
· Trato reprodutivo masculino
- O transporte do espermatozóide no trato reprodutivo masculino está relacionado à sua maturação estrutural e funcional;
- Após a espermiogênese nos túbulos seminíferos, os espermatozóides são transportados passivamente via líquido testicular para a cabeça do epidídimo, devido à pressão do líquido que é provocada nos túbulos seminíferos pelas contrações do músculo liso e pelas correntes ciliares;
- Maturação bioquímica – ocorre no duto epididimário, demorando cerca de 12 dias;
	- envolve mudanças da membrana plasmática da cabeça dos espermatozóides;
**ao alcançar a cauda do epidídimo os espermatozóides já são capazes de fecundar**
- Ejaculação- os espermatozóides passam rapidamente pelo duto deferente, misturando-se as secreções líquidas das vesículas seminais (líquido 
 alcalino composto pela principal fonte de energia dos espermatozóides, a frutose e também pelas prostaglandinas) e próstata 
 (secreção ácida rica em ácido cítrico, fosfatase ácida e íons de zinco e magnésio);
	- libera de 2 a 6 ml de sêmen, que apresentam cerca de 40 a 250 milhões de espermatozóides;
· Trato reprodutivo feminino
- O transporte do espermatozóide no trato reprodutivo feminino está relacionado à busca pela efetivação da fecundação;
- Começa na parte superior da vagina e termina na ampola da tuba uterina, com o contato com o ovócito;
- Na cópula, o líquido seminal é depositado na parte superior da vagina, onde sua capacidade de tamponamento protege os espermatozóides da acidez vaginal;
**o líquido vaginal ácido tem função protetora do canal cervical, funcionando como bactericida**
**o efeito tamponamento dura apenas alguns minutos, sendo esse tempo suficiente para os espermatozóides se aproximarem do colo uterino**
- O canal cervical e o muco que o bloqueia são barreiras aos espermatozóides, no entanto a pressão intravaginal e os movimentos de natação os ajudam a penetrá-lo
** Muco Cervical – composto por mucina cervical e por componentes solúveis;
 - a composição e a viscosidade do muco cervical variam com o ciclo menstrual;
	 - muco E – ocorre entre os dias 9 e 16 do ciclo, por volta do período de ovulação;
	 - apresenta maior porcentagem de água, facilitando a passagem dos espermatozóides pelo colo do útero
	- muco G – ocorre após a ovulação;
	- apresenta um menor conteúdo de água, sendo pegajoso e dificultando a penetração do espermatozóide**
- Transporte pelo Colo –fase inicial rápida - alguns espermatozóides alcançam as tubas uterinas dentro de 5 a 20 minutos após a ejaculação, 
 - depende dos movimentos musculares do trato reprodutivo feminino;
	 - não são capazes de fertilizar o óvulo;
	 - fase lenta – dura cerca de 2 a 4 dias após a ejaculação;
	 - envolve a natação dos espermatozóides pelo muco cervical, o seu armazenamento das criptas cervicais e 
 sua passagem final pelo canal cervical;
	- o principal mecanismo intrauterino de transporte dos espermatozóides é a contração do seu músculo liso;
- Capacitação – período de condicionamento que ocorre dentro da tuba uterina, na região do istmo, durando cerca de 24 horas;
	- os espermatozóides de ligam ao epitélio da tuba, sendo influenciados pelas suas secreções a sofrerem a capacitação;
 - envolve a remoção do colesterol da superfície dos espermatozóides (o colesterol inibe a capacitação prematura) e das 
 glicoproteínas depositadas na sua superfície, durante a permanência no epidídimo;
	- é necessária para que os espermatozóides sejam capazes de fertilizar o óvulo;
Após a capacitação os espermatozóides passam por um período de hiperativação, que os ajuda a se libertarem das ligações que os mantinham ligados ao epitélio da tuba (libera um pequeno número de espermatozóides, reduzindo as possibilidades de poliespermia);
 A hiperativação também ajuda os espermatozóides na penetração do muco ístmico, da corona radiata e da zona pelúcida; 
- Ao se libertarem, os espermatozóides fazem um caminho ascendente na tuba, a partir dos movimentos musculares dessa e de sua natação;
- Devido os movimentos peristálticos da tuba, ocorre o transporte simultâneo dos espermatozóides para cima e do óculo para baixo, de modo que de 1 a 2 dias os gametas se encontraram juntos em um dos compartimentos da tuba;
- Os espermatozóides mantêm sua função no trato reprodutivo feminino por cerca de 80 horas;
- O que leva os espermatozóides ao ovócito – as substâncias químicas que funcionam como atrativos odorantes aos espermatozóides;
	 - a progesterona derivada do cúmulus;
 	 - quimiotaxia dos espermatozóides - os quimioatrativos (sinais químicos) emanados do líquidofolicular e das células do cúmulus;
	 - o gradiente de temperatura;
**apenas os espermatozóides capacitados respondem aos estímulos químicos e térmicos**
2. FERTILIZAÇÃO
- É uma série de processos iniciada quando os espermatozóides começam a penetrar a corona radiata que reveste o ovócito e termina com o entrelaçamento dos cromossomos maternos e paternos;
- Local – normalmente ocorre na ampola da tuba uterina, em sua porção maior e mais dilatada, mas também pode ocorrer em outras partes da tuba, não podendo acontecer no útero;
- Duração: cerca de 24 horas;
· Penetração Da Corona Radiata
- Ocorre na ampola da tuba uterina, durante o primeiro encontro entre os espermatozóides e o ovócito;
- A fecundação é confrontada pela corona radiata (camada altamente celular, com uma matriz intercelular formada por proteínas e por uma alta concentração de carboidratos) e pelas células remanescentes do cúmulus oophorus, ou seja, pela camada externa do complexo do ovócito;
- Faz com que a corona radiata desapareça;
· 
- Tem como principais mecanismos de penetração a liberação da hialuronidase que emana do acrossoma dos espermatozóides (por meio de perfurações); as enzimas da mucosa tubária, que auxiliam na dispersão da hialuronidase, e os movimentos ativos de natação do espermatozóide;
· Adesão e Penetração da Zona Pelúcida
- Após penetrar a corona radiata, os espermatozóides se ligam firmemente à zona pelúcida (composta pela combinação entre proteínas que se polimerizam em longos filamentos ligados por pontes cruzadas de moléculas) por meio da membrana plasmática da cabeça do espermatozóide;
- Ao se ligarem à zona pelúcida, os espermatozóides sofrem a reação acrossômica, sendo essa a fusão das partes da membrana acrossômica externa com a membrana plasmática sobrejacente e a eliminação das partes fundidas sob a forma de pequenas vesículas, de modo a resultar na liberação da multiplicidade de enzimas (como a proteinase ácida, acrosina, arilaminidase, arilsulfatase, colagenase, esterase, hialuronidase, fosfolipase c, proacrosina, b-galactosidase e b-glucuronidase) que estavam no acrossoma e que vão auxiliar os espermatozóides a atravessar a zona pelúcida (ao provocar a sua lise, formando um caminho);
**a enzima mais importante é a acrosina** 
- A reação acrossômica tem como evento inicial o influxo maciço de cálcio e sódio pela membrana plasmática da cabeça do espermatozóide e o efluxo de hidrogênio, aumentando o pH celular;
- Após a reação acrossômica, a membrana acrossômica interna se funde a membrana plasmática pós-acrossômica, formando a superfície externa que reveste a maior parte da cabeça do espermatozóide e mantendo a continuidade membranosa;
- Com a reação acrossômica, a partir da combinação entre a propulsão mecânica pelos movimentos da cauda e a digestão resultante das enzimas acrossômicas, o espermatozóides começam a penetrar a zona pelúcida, fazendo um caminho;
**a reação acrossômica provoca mudanças nas propriedades da membrana do espermatozóide**
- Ao passar pela zona o espermatozóide entra no espaço perivitelino, que exige um tempo breve de passagem, e faz contato direto com a membrana plasmática do ovócito;
Prevenção da Polispermia – quando um espermatozóide se funde a um ovócito a entrada de outros espermatozóides é impedida a partir de dois 
 bloqueios à polispermia;
	 - bloqueio rápido: é um bloqueio rápido de natureza exata não conhecida, que é procedido pelo lento e permanente;
	 - bloqueio lento – após a entrada do espermatozóide ondas sucessivas do íon de cálcio passam pelo citoplasma do 
 ou ovócito, sendo que o primeiro conjunto dessas, que se espalha a partir do local de fusão entre os 
 reação sazonal gametas, estimula a conclusão da segunda divisão meiótica do ovócito;
	- as ondas posteriores dos íons de cálcio recrutam os RNAs maternos no ovócito e atuam nos 
 grânulos corticais, provocando a fusão desses com a membrana plasmática e a liberação do seu 
 conteúdo(enzimas hidrolíticas e polissacarídeos) no espaço perivitelínico;
 - os produtos da secreção dos grânulos corticais se difundem nos poros da zona pelúcida e 
 hidrolisam os receptores de espermatozóides, de modo a eliminar a capacidade dos 
 espermatozóides de se ligarem e penetrarem à zona;
 - mudança nas propriedades da zona pelúcida que a torna impermeável à penetração de outros 
 espermatozóides;
· Ligação e Fusão dos Espermatozóides e do Ovócito
- Primeira etapa – ocorre quando a região equatorial da cabeça do espermatozóide entra em contato com as microvilosidades ao redor do ovócito;
	- nessa fase as moléculas da membrana plasmática da cabeça do espermatozóide (fertilinas e ciritestina) se ligam às moléculas 
 (alfa 6 integrina e Cd9) na superfície do ovócito;
- Segunda etapa – a fusão entre o espermatozóide e o ovócito torna suas membranas plasmáticas em continuidade, ou seja, a membrana 
 plasmática do espermatozóide se incorpora a membrana plasmática do ovócito;
	- a fusão permite que a cabeça e a cauda do espermatozóide mergulhem no ovócito;
**as mitocôndrias do espermatozóide mesmo entrando no ovócito, não contribuem para a funcionalidade do zigoto; já o centrossoma do espermatozóide contribui para a clivagem da célula zigótica**
· Ativação Metabólica do Ovócito
- A entrada do espermatozóide no ovócito inicia inúmeras alterações em seu interior, como por exemplo a intensificação rápida da respiração e do metabolismo do ovócito, pela liberação dos íons de cálcio e da troca entre os íons de sódio extracelular e os íons de hidrogênio intracelular, aumentado o pH intracelular e o metabolismo oxidativo;
· Conclusão da Meiose
- Com a entrada do espermatozóide no ovócito, este completa a última divisão, liberando o segundo corpo polar no espaço perivitelinoe o ovócito maduro;
- Devido à ação da miosina, na rede de filamentos de actina que conecta um dos pólos mitóticos ao córtex, todo o aparelho mitótico é atraído em direção à superfície da célula e o núcleo do ovócito se movimenta em direção ao córtex, determinando assim a posição em que os corpos polares serão expulsos;
- Uma membrana citoplasmática pró-nuclear originada do retículo endoplasmático do óvulo se forma ao redor do material genético feminino;
- O núcleo do óvulo passa a ser chamado de pró-núcleo feminino, quando seus cromossomos descondensam;
· Descondensação do Núcleo do Espermatozóide e Formação do Pró-Núcleo Masculino
- Ao entrar no citoplasma do ovócito, a permeabilidade da membrana nuclear do espermatozóide é aumentada, possibilitando que os fatores citoplasmáticos do ovócito afetem o conteúdo nuclear do espermatozóide;
- A alteração do conteúdo nuclear é marcada pelo espalhamento da cromatina no interior do núcleo espermático e pela desmetilação (dissociação das histonas), visto que essa no espermatozóide maduro era bem comprimida;
- A cabeça do espermatozóide é remodelada, aumentando de volume, e a cauda se degenera;
- Constitui o processo de formação do pró-núcleo, que dura um período de 6 a 8 horas;
· Desenvolvimento dos Pró-Núcleos no Óvulo
- Os pró-núcleos aparecem cerca de 6 a 8 horas após a penetração do espermatozóide e persistem por cerca de 10 a 12 horas;
**oótide: ovócito que contém dois pró-núcleos haplóides
- Os fatores citoplasmáticos controlam o crescimento dos pró-núcleos feminino e masculino, de modo que, morfologicamente, elespassam a ser indistinguíveis;
- A duplicação do DNA acontece nos pró-núcleos haplóides em desenvolvimento;
- Os pró-núcleos se aproximam um do outro, e quando entram em contato suas membranas se rompem e os cromossomos se misturam;
- Os cromossomos maternos e paternos se organizam ao redor do fuso mitótico, preparando-se para uma divisão mitótica normal;
- O óvulo fertilizado é chamado de zigoto, completando-se o processo de fertilização;
**a fecundação se completa quando os pró-núcleos se unem e os cromossomos paternos e maternos misturam-se durante a metáfase da primeira divisão mitótica do zigoto**
 (
 
Processo de Fertilização
- Est
imula o ovócito a completar a segunda divisão meiótica;
- Restaura o número diplóide de cromossomos no zigoto;
- O complemento cromossômico do espermatozóide determina o sexo genético do futuro embrião;
- A variabilidade do rearranjo cromossômico permite um produto geneticamente único para o embrião;
- A ativação metabólica é necessária para a realização da clivagem e do desenvolvimento embrionário do zigoto;
)
 
· Reprodução Assistida – Fecundação In Vitro e – os folículos ovarianos são estimulado a crescer e amadurecer com a administração de 
	 Transferência de gonadotrofinas (superovulação)
	Embrião	 - os ovócitos maduros são aspirados de folículos ovarianos por laparoscopia ou por uma 
			 agulha conduzida por um ultrassom intravaginal;
				- os ovócitos e os espermatozóides (se capacitam) são colocados em meio de cultura;
				- a fecundação dos gametas e as clivagens são monitoradas;
				- um ou mais embriões são transferidos para o interior do útero;
				- o paciente permanece de face para cima (posição supina) por várias horas;
		 - Criopreservação de Embriões – é a preservação, por longos períodos, de embriões originados da fecundação in 
					vitro, a partir do congelamento em nitrogênio líquido;
		 - Injeção Intracitoplasmática de Espermatozóides – espermatozóide é injetado diretamente no citoplasma do
						ovócito;
		 - Fecundação Assistida In Vivo – ovócitos e espermatozóides são coletados e colocados nas tubas uterinas, para 
				 que ocorra a fecundação no local normal;
		 - Mães substitutas – técnica usada por mulheres que produzem ovócitos maduros, mas são incapazes de 
 engravidar;
			 - é realizada uma fecundação in vitro e o embrião é transferido para o útero de outra mulher, 
 que carregará o embrião e o feto até o nascimento, entregando-o a mãe biológica;
3. CLIVAGEM 
- São divisões mitóticas repetidas do zigoto, que se iniciam cerca de 30 horas após a fecundação;
- Ocorre enquanto o zigoto passa pela tuba uterina, indo em direção ao útero, ou seja, é o tempo de duração do transporte do embrião do seu local de fertilização para o de implantação;
- Blastômeros – são as células resultantes da divisão do zigoto;
 - tornam-se menores a cada divisão, de modo que as células filhas sempre serão menores que as parentais;
- A corona radiata é perdida dentro de 2 dias do início da clivagem;
- O zigoto permanece dentro da zona pelúcida, impedindo o aumento do tamanho do embrião (até o embrião alcançar o útero);
**a composição da zona pelúcida muda durante a clivagem, devido as contribuições dos blastômeros e do tecido reprodutivo feminino, contribuindo para o transporte e a diferenciação do embrião**
- Compactação – fenômeno que ocorre quando já existem 9 blastômeros;
	 - é mediado por glicoproteínas de adesão de superfície celular, que permitem que os blastômeros se agrupem firmemente uns 
 com os outros, formando uma bola compacta de células; 
	 - permite uma maior integração entre as células;
	 - os blastômeros individuais externos, a partir das junções comunicantes e de oclusão, perdem sua identidade individual na 
 visualização externa;
- Por aproximadamente 3 dias, o embrião permanece na porção da ampola da tuba uterina;
- Em menos de oito horas, o embrião, influenciado pela progesterona e pelo relaxamento da junção uterotubária, atravessa a porção do istmo;
- Mórula – quando já existem de 12/16 (mínimo) a 32 (máximo) blastômeros;
- se forma cerca de 3 dias após a fecundação;
- nesse estágio o embrião já atingiu o útero;
4. FORMAÇÃO DO BLASTOCISTO/BLASTOGÊNESE
- Ocorre quando a mórula alcança o útero, ou seja, cerca de 4 dias após a fecundação;
- Eclosão do Blastocisto – pequena região da zona pelúcida se dissolve e o blastocisto emerge do orifício;
	 - a zona pelúcida dessa área é digerida e o embrião começa a se projetar;
- Cavitação: processo que ocorre no 4º dia de fecundação, a partir do sistema de transporte de íons de sódio e potássio, a água se movimenta pelos blastômeros externos, acumulando-se entre os blastômeros internos e formando a blastocele (cavidade blastocística);
 Cavidade Blastocística – o fluído da cavidade uterina começa a passar pela zona pelúcida, formando um espaço no interior da mórula, que é 
 preenchido por esse fluído;
 Separa os blastômeros em – trofoblasto – camada celular epitelial externa, que originará estruturas extraembrionárias e a placenta;
 - parede do blastocisto, que envolve o embrioblasto e a cavidade blastocística; 
 - embrioblasto – é uma massa celular de blastômeros localizados centralmente (interna), que originará o 
 embrião;
- O embrião formado pelo trofoblasto, embrioblasto e cavidade uterina é nomeado blastocisto;
**a extremidade do blastocisto que contém a massa celular interna é o pólo embrionário e a extremidade oposta, o pólo abrembrionário**
Destino Final do Blastômero – Hipótese dentro-fora – blastômeros externos se diferenciam em trofoblasto e os blastômeros internos em massa 
 celular interna;
	 - Modelo de polaridade celular – se a clivagem de um blastômero é perpendicular à superfície do embrião, as células 
 filhas tornaram trofoblasto;
	 - se o plano de clivagem é paralelo à superfície, o blastômero do interior passa a 
 compor o embrioblasto, já o localizado na superfície do trofoblasto, diferenciam-se 
 em trofoblastos;
- O blastocisto permanece livre e suspenso nas secreções uterinas, obtendo nutrição das secreções das glândulas uterinas;
- A zona pelúcida, no estágio de blastocisto tardio (5 dias após a fecundação, 2 após a chegada no útero),gradualmente se degenera e desaparece, de modo que o desaparecimento da zona pelúcida permite que o blastocisto aumente rapidamente de tamanho;
· Implantação do Blastocisto
- Ocorre cerca de 6 dias após a fecundação, quando o blastocisto se adere firmemente ao epitélio endometrial do lado adjacente ao pólo embrionário (sugere que a superfície do trofoblasto não é totalmente igual);
**a dissolução da zona pelúcida sinaliza a prontidão do embrião para começar a implantação**
- É iniciado pelo contato entre as projeções da trofectoderme com as células epiteliais endometriais;
- O mecanismo de implantação envolve a sincronização e o alto grau de preparação entre o blastocisto invasor e o endométrio receptor (se torna receptivo devido às microvilosidades de suas células, às moléculas celulares de adesão, como: as citocinas, as prostaglandinas, os fatores de crescimento, as metaloproteinases de matrize os genes homeobox);
**a superfície apical das células endometriais e as células trofoblásticas do blastocisto possuem moléculas de adesão que mediam os ligantes de ponte **
- No fim do período menstrual anterior se iniciam complexas preparações hormonais do endométrio, buscando preparar um ambiente celular e nutricional adequado para o embrião;
- Anteriormente ao contato efetivo do embrião com o endométrio, o epitélio uterino secreta no líquido uterino citocinas e quimiocinas, que facilitam o processo de implantação (na superfície do trofoblasto surgem receptores de citocina);
- Ao se aderir ao endométrio, o trofoblasto, influenciado pelos fatores intrínsecos e pelos da matriz extracelular, começa a proliferar rapidamente e se diferenciar (7º dia);
- Citotrofoblasto – camada interna de células mononucleadas que reveste o blastocisto;
	 - são células mitoticamente ativas que forma novas células, mas essas não permanecem na sua camada, migrando para 
 o sinciciotrofoblasto e fusionando para formá-lo;
- Sinciciotrofoblasto – massa externa, formada por prolongamentos digitiformes que se estendem pelo epitélio endometrial, invadindo o tecido 
 conjuntivo (8º dia);
	 - formado por uma massa protoplasmática multinucleada, sem limitações celulares;
	 - produz enzimas que corroem os tecidos endometriais, possibilitando a implantação do blastocisto dentro do endométrio;
	 - expande-se no pólo embrionário (área adjacente ao embrioblasto);
	 - suas células deslocam as células endometriais da parte central de implantação, inserindo-se entre as células do epitélio 
 uterino;
	 - as células endometriais sofrem apoptose (morte celular programada), facilitando a invasão; 
 - algumas células deciduais, se degeneram, fornecendo uma rica fonte de nutrição embrionária;
 - produz o hormônio Gonadotrofina Coriônica Humana (hCG) que mantém a atividade hormonal do corpo lúteo durante a 
 gravidez;
	 - após o início da implantação rodeia todo o embrião, espalhando-se pela superfície epitelial da lâmina basal para formar uma 
 placa trofoblástica achatada;
**Células Deciduais – são células localizadas em torno do sítio de implantação, pertencentes ao tecido conjuntivo endometrial, que passaram pela 
 reação decidual (transformação para fornecer ao embrião um sítio imunológico privilegiado, protegendo-o de ser rejeitado);
 - acumulam glicogênio e lipídios em seu citoplasma, ficando inchadas;
 - são aderentes e formam uma matriz celular maciça que envolve o embrião em implantação;
Leucócitos – simultaneamente à reação decidual, os leucócitos infiltram o estroma endometrial na fase progestacional tardia do ciclo endometrial, 
 secretando interleucina-2, que impede o reconhecimento materno do embrião como um corpo entrando durante os estágios iniciais 
 de implantação
- Hipoblasto – camada de células cuboidal que surge na superfície inferior do embrioblasto, em torno do sétimo dia de fecundação;
 - também conhecido como endoderma primitivo, o hipoblasto surge por delimitação do embrioblasto;
- Ao final da primeira semana o blastocisto encontra-se superficialmente implantado no endométrio;
Normalmente, a implantação do blastocisto ocorre na porção superior do corpo do útero, porém essa também pode ocorrer fora do útero (gestações ectópicas), como a tubária e a abdominal;
**Gravidez Tubária – apresenta sinais e sintomas de gravidez;
	 - pode se manifestar por dores abdominais e sensibilidade (devido as distensões da tuba uterina), por sangramentos 
 anormais e irritação do peritônio pélvico;
	 - produz hCG (mais lentamente);
	 - causada por aderências na mucosa da tuba uterina ou por obstruções causadas por cicatriz resultante de infecções pélvicas 
 abdominal;
	 - normalmente, durante as 8 primeiras semanas, conduz à ruptura da tuba uterina e à hemorragia na cavidade abdominal, 
 ameaçando a vida materna;
	 - pode ocorrer no istmo (a pouca expansibilidade faz com que a tuba se rompa), na intramural/uterina (pode evoluir até a 8ª 
 semana), ou na ampola;**
** Gravidez Abdominal – geralmente o blastocisto é expulso para a cavidade peritoneal ao se implantarem na ampola ou nas fímbrias da tuba, 
 implantando-se na bolsa retouterina;
	 - pode levar a aderência entre a placenta e os órgãos abdominais, causando sangramentos intraperitoneais;
	- o feto pode morrer e não ser detectado, calcificando-se e formando o litopédio (feto de pedra);**
**Placenta Prévia – deve-se a implantação do blastocisto no segmento inferior do útero, 
 próximo ao orifício interno, ocasionando a formação de uma placenta que 
 cubra parcialmente ou totalmente o orifício;
	 - pode causar sangramento devido a separação prematura durante a 
 gravidez ou durante o parto;**
· SEGUNDA SEMANA
- A implantação do blastocisto é completada no fim da segunda semana, ocorrendo mudanças morfológicas no embrioblasto;
(a implantação dura de 6 a 10 semanas)
- Disco Embrionário – camada bilaminar de células achatadas, composta de epiblasto e hipoblasto;
	 - origina as camadas germinativas que formam todos os tecidos e órgãos do embrião;
	 - epiblasto – camada mais espessa constituída por células colunares altas;
	 - suas células estão relacionadas com a cavidade amnióticas, uma vez que formam seu assoalho em 
 continuidade com o âmnio;
	 - hipoblasto - composto por pequenas células cubóides adjacentes à cavidade exocelômica, formando seu teto;
	 - está em continuidade com a delgada membrana exocelômica;
	- situa-se entre a cavidade amniótica e o saco vitelino primitivo;
- Âmnio – o primórdio da cavidade amniótica surge com um pequeno espaço no embrioblasto;
 - os amnioblastos (células formadoras do âmnio) se separam do epiblasto e revestem âmnio;
- Saco Vitelino Primitivo – formado pelo hipoblasto e pela membrana exocelômica;
	 - não contém vitelo, mas exerce importantes funções como a transferência seletiva de nutrientes para o embrião;
- Mesoderma extra-embrionário – tecido conjuntivo formado pelas células do endoderma do saco vitelino;
 - circunda o âmnio e o saco vitelino;
	- surge em seu interior espaços celômicos extra-embrionários isolados, que posteriormente se fundem, formando 
 o celoma extra-embrionáro (grande cavidade isolada que envolve o âmnio e o saco vitelino );
	- é dividido pelo celoma extra-embrionário em somático e esplâncnico;
 - somático – reveste o trofoblasto e cobre o âmnio;
		- forma, juntamente com as duas camadas do trofoblasto, o córion (engloba o embrião e os sacos 
 vitelinos e amnióticos, sendo esses suspensos pelo pedículo embrionário);
- Lacunas – surge após a formação do âmnio, disco embrionário e saco vitelino primitivo (9º dia); 
 - são cavidades isoladas no sinciciotrofoblasto, que, por meio do rompimento de capilares endometriais, são preenchidos por sangue 
 materno e por restos celulares das glândulas uterinas erodidas;
 - o seu fluído (embriotrofo) passa por difusão ao disco embrionário, fornecendo material nutritivo ao embrião;
 - fundem-se formando as redes lacunares, de modo a conceder ao sinciciotrofoblasto um aspecto esponjoso (dia 10,11 ou 12);
 - as redeslacunares (principalmente as envolta do pólo embrionário) são os primórdios dos espaços intervilosos da placenta;
- Sinusóide – são os capilares endometriais terminais que se localizam em torno do embrião e se tornam congestos e dilatados;
 - são erodidos pelas projeções sinciciotrofoblasto que envolvem partes dos vasos sanguíneos endometriais maternos, escavando as 
 paredes desses vasos, de modo que o sangue materno flua livremente para o interior das redes lacunares (dias 11/12);
**circulação uteroplacentária primitiva – comunicação dos capilares endometriais rompidos com as lacunas**
Vazamento de sangue do útero – ocorre devido a ação do sinciciotrofoblasto escavando as paredes dos vasos sanguíneos presentes no 
 endométrio;
	- produz manchas, que podem ser interpretadas como período menstrual;
- No décimo dia, o embrião e as membranas extra-embrionárias (concepto humano) estão completamente implantados no endométrio;
Surge uma falha no epitélio endometrial (ocorre no 10º dia e dura 2 dias) que é preenchida por um coágulo sanguíneo fibrinoso (tampão) temporariamente, sendo que por volta do 12º dia é substituído pelo epitélio que se regenera, ou seja, o local original de penetração no endométrio se fecha pelo epitélio;
 A falha é derivada da implantação do embrião, de modo que o tampão cobre o embrião, revestindo-o completamente pelo endométrio (processo semelhante à cicatrização de uma lesão cutânea);
- No 12º dia, o embrião implantado produz na superfície endometrial uma pequena elevação, projetada para a luz uterina;
- Saco Vitelino Secundário – com a formação do celoma extra-embrionário, o saco vitelino primitivo diminui de tamanho e se forma um saco 
 vitelino menor, composto por células endodérmicas extra-embrionárias que migram do hipoblasto para o interior do 
 saco vitelino primitivo (13º dia);
	 - durante sua formação, grande parte do saco vitelino primitivo destaca-se e desaparece (14º dia);
- Vilosidades Coriônicas primárias – surgem ao fim da segunda semana (13º dia), com a proliferação das células citotrofoblásticas, que produzem 
 e extensões celulares crescentes para dentro do sinciciotrofoblasto; 	 
 - o surgimento é induzido pelo mesoderma somático extra-embrionário; 
	 - são formadas pelas projeções celulares, sendo essas o primeiro estágio do desenvolvimento das vilosidades 
 coriônicas da placenta;
- Placa precordal – surge no 14º dia, quando as células hipoblásticas do disco embrionário formam uma área circular espessa, que indica a futura 
 região cefálica do embrião;
Aborto Espontâneo de Embriões – geralmente ocorrem de forma precoce, durante as três primeiras semanas de gravidez;
	 - ocorre antes da detecção da gravidez, muitas vezes sendo confundida com um atraso menstrual;
	 - pode decorrer da produção inadequada de progesterona e estrógeno pelo corpo lúteo ou por seleção natural de 
	Embriões (abortamento de embriões com anormalidades cromossômicas);
Inibição da Implantação – pílula do dia seguinte – consiste na administração de doses altas de estrogênio e progesterona de 5 a 6 dias após uma 
 relação sexual não protegida;
	 - não impede a fecundação, mas sim a implantação do blastocisto no endométrio;
 - DIU– instrumento inserido no útero através da vagina e do colo, que interfere na implantação, provocando uma inflamação; 
· REFERÊNCIAS
- - Moore, K. (2008). Embriologia Clínica. Capítulos 2 e 3 . 8ª edição. Editora: Elsevier;
- Carlson, B. (2014). Embriologia Humana e Biologia do Desenvolvimento. Capítulos 2 e 3 – Parte 1. 5ª edição. Editora: Elsevier;

Mais conteúdos dessa disciplina