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REVISÃO FISIOTERAPIA CARDIOVASCULAR UNIDADE 1 TÓPICO 1 ANATOMIA DO SISTEMA RESPIRATÓRIO UNIDADE 1 TÓPICO 1 ANATOMIA DO SISTEMA RESPIRATÓRIO DIVISÕES DO SISTEMA RESPIRATÓRIO DIVISÃO ESTRUTURAL DIVISÃO FUNCIONAL UNIDADE 1 TÓPICO 1 ANATOMIA DO SISTEMA RESPIRATÓRIO UNIDADE 1 TÓPICO 1 ANATOMIA DO SISTEMA RESPIRATÓRIO UNIDADE 1 TÓPICO 1 ANATOMIA DO SISTEMA RESPIRATÓRIO DIVISÃO DO SISTEMA RESPIRATÓRIO ALVÉOLOS A partir dos ductos alveolares, existirão os vários alvéolos e os sacos alveolares. MÚSCULO CARDÍACO – Ciclo Cardíaco MÚSCULO CARDÍACO – Ciclo Cardíaco Átrios coleta sangue do corpo para o coração Ventrículos Ventrículos cheios: “expulsa” o sangue como uma bomba para as partes correspondentes do corpo Ventrículo Esquerdo bombeia sangue pela artéria aórta, para a circulação. Ventrículo Direito bombeia o sangue pela artéria pulmonar para o pulmão. UNIDADE 1 TÓPICO 2 MECÂNICA RESOIRATÓRIA, TRANSPORTE, TROCAS, TRANSPORTE E REGULAÇÃO DA RESPIRAÇÃO A respiração é definida como a troca de gases entre a atmosfera, o sangue e as células corporais. Os pulmões são expandidos por meio da inspiração e retraídos através da expiração. UNIDADE 1 TÓPICO 2 MECÂNICA RESOIRATÓRIA, TRANSPORTE, TROCAS, TRANSPORTE E REGULAÇÃO DA RESPIRAÇÃO INSPIRAÇÃO A inspiração ocorre através da contração do músculo diafragma, permitindo a entrada de ar nos pulmões, sendo considerado um processo ativo. EXPIRAÇÃO A expiração em repouso é um processo passivo. Neste momento, não existe nenhuma contração dos músculos expiratórios, o movimento é devido à retração de todas as fibras elásticas, que foram estiradas ao longo da inspiração. UNIDADE 1 TÓPICO 2 MECÂNICA RESOIRATÓRIA, TRANSPORTE, TROCAS, TRANSPORTE E REGULAÇÃO DA RESPIRAÇÃO RESISTÊNCIA PULMONAR As paredes das vias respiratórias oferecem resistência ao fluxo de ar. Na inspiração os pulmões se expandem e se enchem de ar, os bronquíolos se dilatam. Durante a expiração a resistência das vias respiratórias aumentam, tendo em vista que o diâmetro dos bronquíolos diminuem. VOLUMES PULMONARES Existem quatro volumes pulmonares, sendo o volume corrente, volume de reserva inspiratório, volume de reserva expiratório e volume residual. Volume Corrente (VC): volume de ar inspirado ou expirado em cada respiração normal, equivalente a 500ml no homem adulto; Volume de Reserva Inspiratório (VRI): volume extra de ar que pode ser inspirado, além do volume corrente normal; Volume Reserva Expiratório (VRE): volume extra de ar expirado, além do volume corrente normal; Volume Residual (VR): volume de ar que continua nos pulmões após a expiração forçada; UNIDADE 1 TÓPICO 2 MECÂNICA RESOIRATÓRIA, TRANSPORTE, TROCAS, TRANSPORTE E REGULAÇÃO DA RESPIRAÇÃO CAPACIDADES PULMONARES Capacidade Vital (CV): soma volume corrente + volume de reserva inspiratório + volume de reserva expiratório; Capacidade Inspiratória (CI): soma do volume corrente + volume de reserva inspiratório; Capacidade Pulmonar Total (CPT): soma de todos os volumes pulmonares; UNIDADE 1 TÓPICO 2 MECÂNICA RESOIRATÓRIA, TRANSPORTE, TROCAS, TRANSPORTE E REGULAÇÃO DA RESPIRAÇÃO REGULAÇÃO DA RESPIRAÇÃO UNIDADE 1 TÓPICO 3 ANATOMIA, SEMIOLOGIA E AVALIAÇÃO DO SISTEMA CARDIOVASCULAR MÚSCULO CARDÍACO – SISTEMA DE CONDUÇÃO UNIDADE 1 TÓPICO 3 ANATOMIA, SEMIOLOGIA E AVALIAÇÃO DO SISTEMA CARDIOVASCULAR SEMIOLOGIA DO SISTEMA RESPIRATÓRIO AVALIAÇÃO DO SISTEMA RESPIRATÓRIO ANAMNESE QUEIXA PRINCIPAL INSPEÇÃO E PALPAÇÃO COLORAÇÃO DA PELE SINAIS VITAIS TIPOS DE TÓRAX AVALIAÇÃO DA EXPANSIBILIDADE TÓRACICA AVALIAÇÃO DO FRÊMITO TÓRACO-VOCAL PERCUSSÃO TORÁCICA AUSCULTA PULMONAR UNIDADE 1 TÓPICO 3 ANATOMIA, SEMIOLOGIA E AVALIAÇÃO DO SISTEMA CARDIOVASCULAR AUSCULTA PULMONAR Murmúrio Vesicular: é o som auscultado nas regiões do tórax que correspondem aos pulmões, este som é decorrente da passagem do ar inspirado, dos bronquíolos terminais para os alvéolos e vice versa na expiração. Roncos: O ronco tem origem nos brônquios de maior calibre. Pode estar presente na inspiração ou expiração; Sibilos: os sibilos são originados nos brônquios de menor calibre. Os sibilos estão presentes principalmente na fase expiratória; Creptos: são ruídos bastante finos e baixos, semelhantes ao esfregar dos dedos os cabelos. AUSCULTA CARDÍACA é essencial para garantir um excelente diagnóstico quanto à presença de uma anormalidade cardiovascular. Trata-se de um importante procedimento, que deve sempre ser realizado com o paciente nas seguintes posições: • decúbito lateral esquerdo; • decúbito dorsal; • posição sentada. UNIDADE 2 TÓPICO 1 ESPIROMETRIA ESPIROMETRIA A espirometria avalia a velocidade e a quantidade de ar que um indivíduo é capaz de mover para dentro e para fora dos pulmões, conforme poderá ser observado a seguir, com um paciente realizando uma espirometria. Pico de fluxo ou peak flow: é o fluxo máximo atingido durante uma manobra da capacidade vital forçada. Essa variável é, normalmente, avaliada em litros por segundo. valores de peak flow nos adultos jovens normais: podem alcançar mais de 10 litros por segundo (600 l/min). FATORES QUE AFETAM DIRETAMENTE A FUNÇÃO PULMONAR estão listados a seguir, em ordem decrescente quanto à importância: • sexo; • altura; • idade; • raça; • peso corporal; • altitude; • técnica; • estado de saúde; • poluições ocupacional e ambiental; • estado social e econômico; • crescimento corporal. UNIDADE 2 TÓPICO 2 ELETROCARDIOGRAMA ELETROCARDIOGRAMA ELETROCARDIOGRAMA importante nos quadros isquêmicos coronarianos, sendo um marcador de doença cardíaca. exame fundamental para o diagnóstico dos pacientes e para a liberação dos indivíduos que estão interessados em iniciar qualquer tipo de atividade física regular. ELETROCARDIOGRAMA dividido em três tipos: • Eletrocardiograma de repouso. • Eletrocardiograma de esforço. • Holter. PAPEL MILIMETRADO Todo o registro do eletrocardiograma é realizado através de um papel milimetrado, que demonstram a captação de todos os batimentos cardíacos. A cada linha, existem pequenos quadrados de 1 mm. A cada cinco linhas mais claras, existe uma linha mais escura. A distância entre uma linha mais escura e a seguinte corresponde a cinco quadrados ou 5 mm. Ainda, velocidade do traçado eletrocardiográfico é de, geralmente, 25 mm/s Onda P corresponde à contração do átrio direito e do átrio esquerdo, iniciada quando existe uma elevação da linha de base, terminando com o retorno da linha de base. A medida normal da onda P deve ser menor do que 0,11 segundos em extensão. A onda P pode estar com a sua duração aumentada nos casos de fibrose e hipertrofia Complexo QRS formado por três ondas: as ondas Q, R e S, corresponde à medida da primeira alteração do intervalo QRS a partir da linha de base, podendo ser negativo ou positivo, para o retorno final do QRS da linha de base. O intervalo do complexo QRS deve ser menor do que 0,10 segundos. Onda T A onda T corresponde à repolarização ventricular. Durante todo esse período, os ventrículos devem estar em diástole, portanto, em repouso. Onda U geralmente, não é visualizada no eletrocardiograma, essa onda está relacionada com a despolarização do nodo sinusal, sendo considerado, portanto, um evento eletrocardiográfico silencioso. No centro da figura, estará demonstrada a onda U no eletrocardiograma. TIPOS DE ARRITMIAS Agrupadas em quatro categorias BLOQUEIOS CARDÍACOS divididos em três tipos: • Bloqueio sinusal. • Bloqueio atrioventricular. • Bloqueio ventricular INFARTO A aterosclerose pode ocluir uma artéria coronária, ou uma placa ateromatosa, constituindo o local de um trombo que oclui a artéria coronária. A oclusão da artéria coronária produz o infarto do miocárdio, o qual ocorre quando uma artéria coronária, que serve o ventrículo esquerdo, fica ocluída, deixando uma área do miocárdio sem suprimento sanguíneo. UNIDADE 2 TÓPICO 3 TREINAMENTO DOS MÚSCULOS RESPIRATÓRIOS NAS PATOLOGIAS PULMONARES E CARDÍACAS E OXIGENIOTERAPIA AVALIAÇÃO DA FORÇA MUSCULAR RESPIRATÓRIA definida como: as pressões estáticas máximas e mínimas, avaliadas através da boca. Função: avaliar o esforço respiratório. é realizada por meio da medida das pressões respiratórias máximas, ou seja: pressão inspiratória máxima (PImáx) e pressão expiratória máxima (PEmáx) PRESSÕES RESPIRATÓRIAS MÁXIMAS pressão inspiratória máxima (PImáx): corresponde a um índice da força dos músculos inspiratórios, especialmente do músculo diafragma. pressão expiratória máxima (PEmáx): corresponde a avaliação da força dos músculos expiratórios, principalmente dos músculos abdominais. PRESSÕES RESPIRATÓRIAS MÁXIMAS As medidas podem ser efetuadas através da utilização de um manovacuômetro, em escala de cmH2O. valores da pressão expiratória máxima: são maiores do que os valores da pressão inspiratória máxima, valores nos homens de ambas as pressões são maiores do que os encontrados nas mulheres. OXIGENIOTERAPIA Oxigênio: molécula fundamental para garantir a vida de praticamente toda as formas de vida mais evoluídas. considerado como um dos principais encarregados para a nutrição de todas as células e de todos os tecidos e órgãos do corpo humano. OXIGENIOTERAPIA finalidade da oxigenioterapia: manter a pressão parcial de oxigênio no sangue arterial com os valores padrões ou próximos do padrão. OXIGENIOTERAPIA principal indicação: casos de hipoxemia, sendo observada nos casos em que a pressão parcial de oxigênio está: menor que 60 mmHg ou SpO2 menor que 88% no ar ambiente onde é verificado a fração de oxigênio do ar inspirado de 21% (FiO2 = 21%). SISTEMAS DE OFERTA DE OXIGÊNIO A oxigenioterapia está envolvida com a administração do oxigênio em concentrações muito maiores do que as encontradas no meio ambiente. Existem dois sistemas de oferta ou fornecimento de oxigênio: Baixo fluxo ou fluxo variável Os sistemas presentes são: as máscaras faciais e os cateteres nasais. Em todos os sistemas, tanto o fluxo de oxigênio quanto a capacidade do reservatório, não são suficientes para atingir a ventilação total do paciente. Em função desta quantidade variável de ar ambiente que vai ser aspirada de uma maneira direta, a mistura modificada por meio do padrão ventilatório vai dificultar o controle da fração de oxigênio do ar inspirado. Alto fluxo ou fluxo fixo Neste caso, o fluxo e o reservatório de oxigênio vão atender à necessidade da ventilação do paciente. Os sistemas utilizados estão baseados no efeito de Venturi onde o fluxo rápido de um gás ao passar um pequeno orifício, gera uma pressão subatmosférica que aspira os volumes variáveis do ar ambiente alterando, a mistura inalada. Problemas no transporte de oxigênio • Hipoxemia: definida como a deficiência da concentração do oxigênio no sangue arterial. • Hipóxia: definida com a baixa oferta de oxigênio para um determinado tecido, podendo estar presente até mesmo quando ocorre uma quantidade normal de sangue arterial situação que está presente por exemplo no infarto agudo do miocárdio ou no acidente vascular encefálico. “hipoxemia: pode provocar a hipóxia” APARELHOS UTILIZADOS PARA A ADMINISTRAÇÃO DO OXIGÊNIO Cânula ou prong nasal Cateter nasal Cateter nasofaringeo. APARELHOS UTILIZADOS PARA A ADMINISTRAÇÃO DO OXIGÊNIO Tenda e capacete de oxigênio Máscaras simples e com reservatório de oxigênio Máscara de Venturi UNIDADE 3 TÓPICO 1 ATUAÇÃO DO FISIOTERAPEUTA NO PRÉ E PÓS OPERATÓRIO DE CIRURGIA TORÁCICA PRÉ-OPERATÓRIO DE CIRURGIA CARDÍACA Procedimentos que o fisioterapeuta pode executar: • Exercícios respiratórios. • Mobilização precoce. • Técnicas de higiene brônquica Estes procedimentos atuam na prevenção das complicações pulmonares pós-operatórias na cirurgia cardíaca. FATORES DE RISCO PARA COMPLICAÇÃO PULMONAR PÓS-OPERATÓRIA • Doença pulmonar obstrutiva crônica. • Tabagismo. • Idade. • Obesidade. AVALIAÇÃO DAS FUNÇÕES RESPIRATÓRIA E CARDÍACA principais instrumentos utilizados para avaliar a função respiratória: espirometria; pletismografia; raio-x; ausculta pulmonar. Teste de caminhada de seis minutos Avalia: a distância deslocada em metros, por meio de um ritmo acelerado pelo indivíduo, um teste submáximo. Função: avaliar as respostas globais e integradas de todos os sistemas que estão presentes durante o exercício físico. Ao longo do teste, o paciente é orientado a caminhar o mais rápido possível em um ritmo muito acelerado. É indicado que o avaliador, a cada 30 segundos, fale uma frase, como: “você está indo muito bem” ou “mantenha este ritmo”. ABORDAGEM DO FISIOTERAPEUTA NO PERÍODO PRÉ-OPERATÓRIO (cirurgia torácica) orientação dos pacientes: a respeito de todos os possíveis efeitos da cirurgia, à relação ao sistema respiratório, intubação endotraqueal e ventilação mecânica. Orientação: dos exercícios respiratórios, posicionamento correto no leito e mobilização precoce durante o período pré-operatório. os pacientes que participam de um programa de educação referente ao pré-operatório para a cirurgia cardíaca apresentam grandes diminuições quanto à ansiedade anterior à cirurgia. FISIOTERAPIA RESPIRATÓRIA NO PERÍODO PÓS-OPERATÓRIO Um dos grandes objetivos é promover a higiene brônquica: • Drenagem postural. • Drenagem autógena. • Tapotagem. • ELTGOL. • Tosse. • Expiração forçada. • Cliniflo. • Coach. • Ezpap. • Flutter e shaker Drenagem postural função: realizar a condução das secreções que estão situadas nos brônquios. Ação da gravidade: ajuda na drenagem do muco para as vias aéreas de maior calibre e as alterações no posicionamento proporcionam uma redistribuição da ventilação, alterando a potência local das vias aéreas e a troca gasosa. Drenagem autógena Função: proporcionar independência quanto à higiene brônquica. O paciente realiza a identificação do ruído da secreção e, posteriormente, faz a modificação do volume de ar a cada respiração, movendo a secreção até que esta seja eliminada por meio da tosse. técnica utilizada para a remoção da secreção ativa e do fluxo lento, sendo praticada em três fases: • Descolamento. • Coleta. • Eliminação Tapotagem gera ondas de energia mecânica por meio da aplicação das mãos em forma de concha. Essa aplicação deve ser realizada sob a superfície torácica correspondente ao segmento pulmonar que necessita ser drenado. ELTGOL técnica que possibilita a mobilização das secreções localizadas nas vias aéreas de médio calibre para as mais proximais, através dos fluxos expiratórios, com a glote aberta, provocando uma diminuição gradual do lúmen das vias aéreas, levando a uma diminuição do risco de colabamento no pulmão infralateral. Objetivo: realizar a mobilização das secreções pulmonares por meio do deslocamento eficiente de ar nas diferentes regiões brônquicas, principalmente, nas vias mais periféricas. Tosse cria um fluxo expiratório elevado em decorrência da grande abertura da glote, o que gera a expulsão das secreções das vias aéreas centrais. a tosse é, geralmente, utilizada como uma atividade durante o fim da terapia respiratória, promovendo o deslocamento da secreção e a sua posterior eliminação. Expiração forçada técnica que tem como proposta: provocar a modificação ou, ainda, a facilitação da tosse. são unidas as respirações diafragmáticas ao fluxo expiratório rápido com a glote aberta (huffing), o que possibilita as baixas pressões intrapulmonares e a retirada da secreção das vias aéreas centrais. pacientes que possuem uma grande obstrução ao fluxo aéreo: o deslocamento do ponto de igual pressão pode levar ao colapso distal e grave limitação ao fluxo expiratório, o que provoca uma redução da efetividade da expiração forçada e da tosse. Cliniflo indicado: nos casos pós-cirúrgicos, principal função: auxílio para a prevenção das possíveis complicações pulmonares. Esse equipamento oferece a oferta à terapia de inspiração máxima sustentada. Coach é um inspirômetro de incentivo a volume, Indicado: casos de pós-cirúrgico, das cirurgias torácica e abdominal alta, existindo uma hipoventilação alveolar. Essa terapêutica, através da inspirometria de incentivo, proporciona a elevação da capacidade pulmonar total, fazendo com que os pulmões fiquem insuflados, prevenindo o aparecimento de unidades de shunt. Ezpap técnica que pode ser utilizada para substituir a drenagem postural. Utiliza uma expiração contra uma resistência ao fluxo variável, o que ajuda na estimulação das secreções nas vias aéreas através do preenchimento dos segmentos que estão hipoventilados, ventilação colateral e prevenção do colapso das vias aéreas ao longo da expiração. Flutter e shaker Quando o paciente sopra o aparelho, encontra um sistema ocluído por uma esfera metálica, sendo preciso que seja atingido um limiar pressórico para realizar a movimentação da esfera, assim, ao ocorrer o escape de ar, é iniciado o fluxo expiratório. THRESHOLD É conectado a uma válvula unidirecional, que impõe uma resistência para a passagem do fluxo aéreo inspiratório ou expiratório, dependendo do equipamento. Cirurgia abdominal - é observada a existência de complicações pulmonares, gerando uma diminuição das capacidades pulmonares, como a capacidade vital e a capacidade residual funcional, decorrentes da disfunção diafragmática, dor no local da cirurgia e colapso alveolar. Fisioterapia respiratória: papel fundamental para o retorno da função pulmonar do paciente. Para isso, é necessário que exista uma avaliação respiratória, além de um exame físico de forma cuidadosa, para avaliar os riscos cardíacos e as possíveis complicações pulmonares. Objetivo da fisioterapia no pré-operatório melhorar a condição clínica do paciente, reduzindo a possibilidade de complicações frequentes do pós-operatório, redução da morbidade e da mortalidade. Objetivos da fisioterapia no pós-operatório • Prevenção das complicações pulmonares. • Prevenção das complicações circulatórias. • Prevenção das complicações musculoesqueléticas. • Recuperação da capacidade funcional. • Estímulo da melhora da capacidade respiratória. • Estímulo da melhora da capacidade cardiovascular. Objetivos da fisioterapia no pós-operatório Após o procedimento cirúrgico, a função da fisioterapia está relacionada, principalmente, com o controle e o ajuste das condições ventilatórias do paciente através da utilização, de forma correta, da ventilação mecânica, garantindo rapidez quanto ao desmame do ventilador nos pacientes. Nas cirurgias que são consideradas de grande porte, existe, em média, uma redução entre 30 a 40% das forças musculares inspiratória e expiratória, levando a um grande comprometimento das condições respiratórias nos pacientes UNIDADE 3 TÓPICO 2 REABILITAÇÃO CARDÍACA FREQUÊNCIA DE TREINAMENTO Para que seja alcançado o objetivo do treinamento físico: deve ser realizado três vezes por semana e, no máximo, cinco. Ideal para os treinamentos realizados com os pacientes cardiorrespiratórios: frequência de três vezes por semana e em dias intervalados. ESCALA DE BORG É considerada um dos indicadores subjetivos do esforço físico, devendo ser empregada em concomitância com a frequência cardíaca máxima prevista para a idade. o avaliado indica a sua percepção em relação ao esforço físico que está executado. COMPONENTES DE UMA SESSÃO DE REABILITAÇÃO CARDÍACA TIPOS DE TREINAMENTO FÍSICO dois tipos: • Treinamento contínuo. • Treinamento intervalado. ERGÔMETROS - principais ergômetros utilizados: • Bicicleta ergométrica – este ergômetro pode ser utilizado para avaliar os membros inferiores, membros superiores ou para ambos ao mesmo tempo. • Esteira ergométrica – este ergômetro é utilizado para avaliar os membros inferiores. PROTOCOLOS EM BICICLETA ERGOMÉTRICA Os dois protocolos são crescentes contínuos ou em degraus. A diferença entre os dois é o tempo de duração de cada estágio. protocolo de Balke: duração de dois minutos para cada estágio. protocolo de Astrand: duração de três minutos. - fórmula para ambos os testes: Objetivo: a avaliação, de forma indireta, do consumo máximo de oxigênio alcançado ao fim do teste ergométrico. PROTOCOLOS EM ESTEIRA Protocolos mais empregados para o teste ergométrico: REABILITAÇÃO CARDÍACA A reabilitação cardíaca é dividida em quatro fases: • Fase I. • Fase II. • Fase III. • Fase IV. REABILITAÇÃO CARDÍACA quanto menor a fase, maior é o comprometimento do paciente e, mais recente, todo o evento cardíaco. fase 1: intra-hospitalar: fase hospitalar iniciando após 12 a 24 horas do infarto agudo do miocárdio sem nenhuma complicação. fases 2 a 4: são ambulatoriais. PRINCIPAIS OBJETIVOS DA FASE I: - estão diretamente relacionados com as medidas que evitam os efeitos deletérios do repouso prolongado do paciente no leito, como: • Introdução do paciente em um programa de atividade física intra-hospitalar e avaliação da resposta clínica por meio dos níveis de esforço (programa de reabilitação cardíaca). • Explicação básica, para o paciente, da sua doença cardiovascular. • Identificação de todos os fatores de risco para a doença arterial coronariana. • Conscientização e modificação dos fatores de risco com foco na prevenção secundária. ....... ....... Prática da atividade física com foco na redução das sensações relacionadas, como a invalidez e a recuperação da autoconfiança. • Evitar o aparecimento de complicações respiratórias e tromboembólicas. • Exercícios físicos de baixa intensidade com gastos, em média, de duas equivalentes metabólicas (2mets) . • Exercícios respiratórios. • Promoção e recuperação mais rápidas das atividades após a alta hospitalar. Todas essas ações proporcionam uma alta hospitalar precoce. Outro objetivo é informar a família do paciente acerca do caso e todos os cuidados necessários que devem ser levados a casa. Fase II é iniciada após a alta hospitalar, possuindo uma duração variável que depende de cada paciente, por volta de um a três meses. Prescrição dos exercícios físicos deve ser baseada: • Tipo. • Intensidade. Duração. • Frequência. Fase III A fase III começa quando o paciente apresenta uma estabilização do quadro e está preparado para continuar os exercícios físicos, com mais intensidade, sendo determinados por meio das respostas da pressão arterial e da frequência cardíaca, podendo, também, ser empregada a escala de Borg. Essa fase tem a duração, em média, de seis a 24 meses. Objetivos da Fase III Limitação dos efeitos patológicos da doença cardíaca. • Limitação dos efeitos psicológicos da doença cardíaca. • Redução do risco para a morte súbita. • Redução do risco para o reinfarto. • Controle dos sintomas cardíacos. • Estabilização do processo aterosclerótico. • Aumento do status psicossocial. • Aumento do status vocacional Diferença entre a fase III e IV: - fase III: necessária a presença do fisioterapeuta, o paciente deve realizar os exercícios físicos sempre de forma supervisionada. - fase IV: os exercícios físicos podem ser realizados sem nenhuma supervisão. Fase IV Os tipos de exercícios físicos podem ser contínuos e intervalados. Essas atividades podem ser realizadas em vários locais, como parques, quadras ou nas próprias residências. A supervisão a distância é indicada, principalmente, para os casos em que os pacientes possuem riscos baixos, além de conseguirem realizar o monitoramento quanto à intensidade do treinamento. Esses pacientes, geralmente, são capazes de fazer o reconhecimento dos sinais e sintomas que fazem parte da intolerância ao exercício físico. UNIDADE 3 TÓPICO 3 TRATAMENTO DAS PATOLOGIAS CARDIOVASCULARES INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO *considerar no tratamento do paciente pós-infarto agudo do miocárdio: • Tempo transcorrido desde o início dos sintomas. • A eficácia do agente fibrinolítico reduzida com o passar do tempo. • As duas primeiras horas do infarto, sendo, principalmente, a primeira hora diretamente envolvida com a diminuição da mortalidade. INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO *Teste ergométrico: indicado para os pacientes que estão estáveis após o infarto agudo do miocárdio. determina o prognóstico, o que possibilita a estratificação do risco. HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA - marcada por um distúrbio quanto à regulação da pressão arterial, sendo decorrente de uma elevação no débito cardíaco ou mais comumente uma elevação na resistência vascular periférica total. PROTOCOLO DE ATENDIMENTO – REABILITAÇÃO CARDÍACA FASE 1: subdivida em sete etapas. 1ª etapa: o paciente estará deitado e realizará os exercícios respiratórios, ativos para todos os membros e ativos assistidos para as articulações do cotovelo e joelho. PROTOCOLO DE ATENDIMENTO – REABILITAÇÃO CARDÍACA segunda etapa: o paciente estará sentado e deverá realizar: exercícios respiratórios em associação com os membros superiores, exercícios da cintura escapular e exercícios ativos para as extremidades. Após: exercícios na posição deitada, por exemplo os exercícios ativos para o joelho e o quadril. PROTOCOLO DE ATENDIMENTO – REABILITAÇÃO CARDÍACA terceira etapa: paciente realizará todos os exercícios na posição em pé, por meio de alongamentos ativos tanto para os membros superiores quanto inferiores, exercícios ativos dos membros superiores. Neste momento, o paciente deve iniciar a marcha de acordo com o seu ritmo, devendo percorrer uma distância de 35 metros em média. PROTOCOLO DE ATENDIMENTO – REABILITAÇÃO CARDÍACA quarta etapa: paciente na posição em pé, devendo realizar exercícios ativos de alongamento dos membros superiores e inferiores, exercícios ativos dos membros superiores e a distância da marcha deve ser de 70 metros em média. quinta etapa: o paciente na posição em pé, devendo realizar alongamentos dos membros superiores e inferiores, rotações do tronco e do pescoço, e a distância percorrida na marcha deve ser de 140 metros, em média. PROTOCOLO DE ATENDIMENTO – REABILITAÇÃO CARDÍACA sexta etapa: paciente na posição em pé e deve realizar exercícios de alongamentos ativo dos membros superiores e inferiores, descer alguns degraus de uma escada e percorrer uma distância por volta de 210 metros, em média. sétima etapa: paciente, na posição em pé, além de realizar todos os exercícios das etapas anteriores deve descer e subir escadas e ser orientado quanto a todos os procedimentos necessários para a alta hospitalar. Cada uma das sete etapas da fase 1 deve durar em média um dia. PROTOCOLO DE ATENDIMENTO – REABILITAÇÃO CARDÍACA FASE 2: - inicia com a alta hospitalar, devendo ser realizados os mesmos exercícios físicos, mas com uma maior intensidade, todo o tratamento é efetuado no ambulatório, visto que este paciente ainda pode ter a necessidade de cuidados mais especializados. PROTOCOLO DE ATENDIMENTO – REABILITAÇÃO CARDÍACA fase 3: inicia com o atendimento do paciente fora do hospital, dentro das dependências da clínica, esta fase inicia em média após seis até dezesseis semana da alta hospitalar. protocolo de atendimento: considerado de longo prazo. sessão de tratamento: composta por uma fase de aquecimento, condicionamento, desaquecimento. PROTOCOLO DE ATENDIMENTO – REABILITAÇÃO CARDÍACA fase 3: intensidade do exercício físico: baseada na frequência cardíaca máxima prevista para a idade, tendo como frequência cardíaca alvo entre 65 a 85% da frequência cardíaca máxima prevista para a idade. Nos primeiros três meses de tratamento a frequência cardíaca alvo deve estar entre 60% a 75%, sendo indicado um novo teste ergométrico caso não existe nenhuma alteração significativa a carga pode ser elevada para até 85% da frequência cardíaca máxima prevista para a idade, nos próximos meses de tratamento. PROTOCOLO DE ATENDIMENTO – REABILITAÇÃO CARDÍACA fase 3: Com a progressão do tratamento podem ser incluídos exercícios resistidos com uma frequência de duas a três vezes por semana com duração de 5 a 10 minutos. ATENÇÃO PARA OS PRAZOS DAS AVALIAÇÕES (TURMA FLEX CURSO) 1ª Avaliação: On-line (10 questões objetivas), liberada a partir do 2º encontro da disciplina no AVA, com 15 dias de prazo para realização. 2ª Avaliação: On-line (10 questões objetivas), liberada a partir do 3º encontro da disciplina no AVA, com 15 dias de prazo para realização. 3ª Avaliação: On-line (2 questões dissertativas), liberada a partir do 3º encontro da disciplina no AVA, com 15 dias de prazo para realização. 4ª Avaliação: Presencial no polo. Agendamento deve ser realizado pelo aluno no AVA a partir do último encontro da disciplina (10 questões objetivas). Importante não esquecer de responder a CPA, dessa forma, conseguimos obter resultados que nos embasam em melhorias e novidades a vocês acadêmicos. 107 image1.emf image2.png image3.png image4.png image5.png image6.png image7.jpeg image8.jpeg image9.png image10.png image11.png image12.png image13.png image14.png image15.png image16.png image17.png image18.png image19.png image20.emf image21.png image22.png image23.png image24.png image25.png image26.png image27.png image28.png image29.png image30.png image31.png image32.png image33.png image34.png image35.png image36.png image37.png image38.png image39.png image40.png image41.png image42.png image43.png image44.png image45.png image46.png image47.png image48.png image49.png image50.png image51.png image52.png image53.png image54.png image55.png image56.png