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Interpretação de Texto
 no: 2023 anca: CESPE/CEBRASPE
Ins i uição: AGER - Mato Grosso381
Texto CB2A1
O mundo vegetal não é um silêncio 
absoluto, só quebrado pela ação do 
vento nas folhas ou de abelhas 
zumbindo próximas. Plantas com 
“sede” ou “feridas” podem murchar e 
empalidecer, mas agora sabemos que 
elas também emitem sons quando 
passam por situações de estresse.
Nessas ocasiões, elas podem produzir 
muitos estalos em staccato (notas 
muito curtas), aos quais as criaturas 
próximas podem responder. É o que 
aponta um novo estudo. “Quando 
essas plantas estão em boa forma, 
elas emitem menos de um som por 
hora, mas quando estressadas emitem 
muito mais, às vezes de 30 a 50 por 
hora”, afirma o professor Lilach 
Hadany, biólogo evolucionista da 
Universidade de Tel Aviv.
De 40 a 80 kHz, esses sons são muito 
agudos para o ouvido humano, que 
atua numa faixa de cerca de 20 kHz. 
Mas insetos como mariposas e 
pequenos mamíferos, incluindo-se 
ratos, podem detectar essas 
frequências, o que levanta a 
possibilidade de que os ruídos possam
influenciar seu comportamento, ou 
seja, os sons ultrassônicos emitidos 
pelas plantas podem ajudar a moldar 
seus ecossistemas.
“Eles [os sons] são potencialmente 
importantes porque outros organismos 
talvez tenham evoluído para ouvir 
esses sons e interpretá-los”, 
acrescenta Hadany. Essas emissões 
sonoras podem, por exemplo, ser úteis 
para criaturas próximas, talvez 
chamando a atenção de animais para 
plantas que lhes sirvam de alimento ou 
para locais onde insetos devam 
depositar seus ovos.
Não está claro o que cria os sons, mas 
suspeita-se de um processo chamado 
cavitação, em que as colunas de água 
em caules de plantas desidratadas se 
quebram, gerando bolhas de ar.
Alexandre Carvalho. Internet: (com
adaptações)
No segundo período do primeiro 
parágrafo do texto CB2A1, a oração 
“Plantas com ‘sede’ ou ‘feridas’ podem 
murchar e empalidecer” expressa uma
A) afirmação categórica.
B) imperatividade.
C) possibilidade.
D) necessidade.
E) dúvida.
Ano: 2023 Banca: CS-UFG Instituição: 
Prefeitura de Goiatuba - GO382
Tex o 
Reciclagem no asil
O Brasil é um dos países que mais 
produzem lixo em todo o mundo. 
Porém, a maior parte desses resíduos 
não é reciclada, sendo inclusive 
depositada de forma incorreta no meio 
ambiente. Esse cenário ocorre em 
razão da ausência de políticas públicas 
efetivas de reciclagem de lixo, como a 
promoção da coleta seletiva, a criação 
de usinas de reciclagem, a proposição 
de vantagens econômicas e, até 
mesmo, a construção de infraestrutura 
adequada de destinação de resíduos. O 
maior volume do lixo no Brasil não 
recebe o tratamento devido, sendo 
destinado para aterros sanitários e, até 
mesmo, lixões a céu aberto. Tal 
situação resulta em diversos 
problemas ambientais e sanitários, 
como proliferação de doenças, 
poluição do solo e da água e 
acentuação das enchentes. Esses 
aspectos ainda esbarram no 
desconhecimento de grande parcela 
da população sobre a correta 
destinação do lixo.1
Disponível em:
. Acesso 
em: 13 mar. 2023. [Adaptado].
A finalidade do texto é
A) narrar brevemente uma história.
B) dar instruções para realizar ações.
C) descrever espaços e personagens.
D) expor informações sobre um tema.
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Interpretação de Texto
Ano: 2023 Banca: VUNESP
Instituição: EPC383
Leia o texto para responder à questão.
China, Índia e a nova ordem social
Há séculos a China é o país mais 
populoso do planeta. Na última década 
se tornou também o maior produtor 
industrial, maior exportador, com as 
maiores reservas internacionais e, em 
poder de compra, a maior economia. 
Mas, no dia 15, o governo anunciou o 
primeiro declínio populacional desde 
os anos 60. Naquela época foi algo 
episódico – consequência da fome –, 
mas agora será contínuo: em 2050, a 
população deverá ser 8% menor. A ONU 
projeta que a população da Índia 
ultrapassará a da China em abril, e 
crescerá até um pico, em 2064, de 1,7 
bilhão, 50% maior que a da China. Isso 
não significa que a Índia conquistará 
as outras primazias da China. Mas 
tentará. E essa competição moldará o 
século 21.
A redução demográfica chinesa foi 
fabricada. Após a fome causada pelo 
“Grande Salto Adiante” maoísta, o 
Partido Comunista ativou suas políticas 
de controle, com a campanha “mais 
tarde, mais longo, menos” – adiar 
casamentos, ampliar o intervalo entre 
os filhos e ter menos filhos. Em 1980, 
implementou a política “um filho”, 
envolvendo esterilizações e abortos 
forçados. O milagre econômico chinês 
resultou em parte da alteração 
abrupta na proporção entre adultos 
em idade de trabalho e crianças. Mas, 
agora que a população está 
envelhecendo, o peso dos idosos 
cobrará seu preço. A força de trabalho 
encolhe há anos, retesando a 
economia, e o sistema de seguridade 
está mal equipado. A mais ambiciosa 
política populacional da história foi não 
só um crime, mas está se provando um 
tiro no pé. O Partido reverteu sua 
política de natalidade, oferecendo 
dinheiro por mais filhos, acesso à 
fertilização in vitro e restringindo o 
aborto – mas sem sucesso.
No passado, a Índia também
(Opinião. 
https://www.estadao.com.br/opiniao, 
24.01.2023. Adaptado) 
implementou controles draconianos, 
incluindo esterilizações em massa. Mas 
seu insucesso lhe dá agora vantagens 
comparativas. Sua população não só 
está crescendo, como é significativamente 
mais jovem que a da China. Metade tem 
menos de 30 anos. Com esse bônus 
demográfico – mais trabalhadores 
do que dependentes –, a Índia é 
uma das economias que cresceram 
mais rápido nos últimos anos, 
ultrapassou a do Reino Unido como a 
quinta maior, e até 2030 deve se tornar a 
terceira maior
O editorial é um gênero textual 
predominantemente
A) argumentativo, com a análise da 
relação entre o contingente 
populacional e o desenvolvimento 
econômico dos países.
B) narrativo, com o relato 
pormenorizado das situações vividas
pelos países na busca pelo 
desenvolvimento social e econômico
C) descritivo, com a caracterização de 
dois países e da forma como crescem 
ao longo dos tempos as suas 
populações.
D) expositivo, com a apresentação de
dados com a intenção de mostrar a 
fragilidade social e econômica de dois 
países.
E) injuntivo, com a interação com o 
leitor, mostrando que os dois países 
são altamente competitivos na área 
econômica.
Ano: 2018 Banca: Instituto Excelência
Instituição: Prefeitura de São Carlos384
São características do texto 
injuntivo, EXCETO:
A) instruir ou educar o leitor.
B) incentivar ou induzir o leitor a agir 
da maneira recomendada no texto.
C) uso de linguagem culta e técnica.
D) estrutura geralmente feita em 
tópicos.
E) presença de verbos 
predominantemente no imperativo.
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Interpretação de Texto
385 Ano: 2023 Banca: Instituto Consulplan 
Instituição: Prefeitura de Orlândia - SP
Já tive muitas capas e infinitos 
guarda‐chuvas, mas acabei me 
cansando de tê‐los e perdê‐los; há 
anos vivo sem nenhum desses abrigos, 
e também, como toda gente, sem 
chapéu. Tenho apanhado muita chuva, 
dado muita corrida, me plantado 
debaixo de muita marquise, mas 
resistido. Como geralmente chove à 
tarde, mais de uma vez me coloquei 
sob a proteção espiritual dos irmãos 
Marinho, e fiz de O Globo meu 
paraguas de emergência.
Ontem, porém, choveu demais, e eu 
precisava ir a três pontos diferentes de 
meu bairro. Quando o moço de 
recados veio apanhar a crônica para o 
jornal, pedi‐lhe que mecomprasse um 
chapéu‐de‐chuva que não fosse 
vagabundo demais, mas também não 
muito caro. Ele me comprou um de 
pouco mais de trezentos cruzeiros, 
objeto que me parece bem digno da 
pequena classe média, a que pertenço 
(uma vez tive um delírio de grandeza 
em Roma e adquiri a mais fina e 
soberba umbrella da Via Condotti; 
abandonou‐me no primeiro bar em 
que entramos; não era coisa para 
mim).
Coisas antigas
Depois de cumprir meus afazeres
voltei para casa, pendurei o guarda‐ 
chuva a um canto e me pus a 
contemplá‐lo. Senti então uma certa 
simpatia por ele; meu velho rancor 
contra guarda‐chuvas cedeu lugar a 
um estranho carinho, e eu mesmo 
fiquei curioso de saber qual era a 
origem desse carinho.
Pensando bem, ele talvez derive do 
fato, creio que já notado por outras 
pessoas, de ser o guarda‐chuva o 
objeto do mundo moderno mais 
infenso a mudanças. Sou apenas um 
quarentão, e praticamente nenhum 
objeto de minha infância existe mais 
em sua forma primitiva. De máquinas 
como telefone, automóvel etc., nem é 
bom falar. Mil pequenos objetos de uso 
mudaram de forma, de cor, de 
material; em alguns casos, é verdade, 
para melhor; mas mudaram.
O guarda‐chuva tem resistido. Suas
irmãs, as sombrinhas, já se entregaram 
aos piores desregramentos futuristas e 
tanto abusaram que até caíram de 
moda. Ele permaneceu austero, negro, 
com seu cabo e suas invariáveis 
varetas. De junco fino ou pinho vulgar, 
de algodão ou de seda animal, pobre 
ou rico, ele se tem mantido digno.
Reparem que é um dos engenhos 
mais curiosos que o homem já 
inventou; tem ao mesmo tempo algo 
de ridículo e algo de fúnebre, essa 
pequena barraca ambulante.
Já na minha infância era um objeto 
de ares antiquados, que parecia vindo 
de épocas remotas, e uma de suas 
características era ser muito usado em 
enterros. Por outro lado, esse grande 
acompanhador de defuntos sempre 
teve, apesar de seu feitio grave, o 
costume leviano de se perder, de 
sumir, de mudar de dono. Ele na 
verdade só é fiel a seus amigos cem 
por cento, que com ele saem todo dia, 
faça chuva ou faça sol, apesar dos 
motejos alheios; a estes, respeita. O 
freguês vulgar e ocasional, este o irrita, 
e ele se aproveita da primeira 
distração para fugir.
Nada disso, entretanto, lhe tira o ar 
honrado. Ali está ele, meio aberto, 
ainda molhado, choroso; descansa 
com uma espécie de humildade ou 
paciência humana; se tivesse 
liberdade de movimentos não duvido 
que iria para cima do telhado quentar 
sol, como fazem os urubus.
Entrou calmamente pela era
atômica, e olha com ironia a 
arquitetura e os móveis chamados 
funcionais: ele já era funcional muito 
antes de se usar esse adjetivo; e tanto 
que a fantasia, a inquietação e a ânsia 
de variedade do homem não 
conseguiram modificá‐lo em coisa 
alguma. Não sei há quantos anos 
existe a Casa Loubet, na Rua Sete de 
Setembro. Também não sei se seus 
guarda‐chuvas são melhores ou piores 
que os outros; são bons; meu pai os 
comprava lá, sempre que vinha ao Rio, 
herdei esse hábito.
Há um certo conforto íntimo em
seguir um hábito paterno; uma certa
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Interpretação de Texto
segurança e uma certa doçura. Estou 
pensando agora se quando ficar um 
pouco mais velho não comprarei uma 
cadeira de balanço austríaca. É outra 
coisa antiga que tem resistido, embora 
muito discretamente. Os mobiliadores 
e decoradores modernos a ignoram; já 
se inventaram dela mil versões 
modificadas, mas ela ainda existe na 
sua graça e leveza original. É 
respeitável como um guarda‐chuva 
me convém para resguardo da cabeça 
encanecida, e talvez o embalo de uma 
cadeira de balanço dê uma cadência 
mais sossegada aos meus 
pensamentos, e uma velha doçura 
familiar aos sonhos de senhor só.
(BRAGA, Rubem. 1913‐1990. 200 crônicas 
escolhidas – 31ª ed. Rio de Janeiro:
Record, 2010.)
Considerando as características 
textuais e semânticas, o texto 
configura-se como narrativo. Dessa 
forma, podemos afirmar que 
predominam
A) Comparações.
B) Alusões históricas.
C) Argumentos consensuais.
D) Argumentos de autoridade.
Ano: 2023 Banca: VUNESP
Instituição: TCM-SP386
Considere os enunciados para 
responder à questão.
• Martins (2012, p. 107) explica que “São 
também carregadas de afetividade as 
palavras que exprimem um 
pensamento pessoal.”
• Ao analisar o uso do discurso indireto 
livre, Martins (2012, p. 251) explica que
Flaubert encontrou nesse recurso a 
possibilidade de atingir o seu ideal
artístico: “O autor, em sua obra, deve 
ser como Deus no Universo: presente
em toda parte e visível em nenhuma.” 
(apud Ullmann, Style in French Prose,
p.181)
Os enunciados exemplificam, correta e 
respectivamente, uma citação
A) direta curta e uma citação direta 
longa.
B) indireta e uma citação direta.
C) de citação e uma citação de 
citação.
D) direta longa e citação direta.
E) direta curta e uma citação de 
citação.
 no: 2023 anca: FUNDEP Ins i uição: 
Prefeitura de Contagem - MG387
A cartomante
HAMLET observa a Horácio que há mais 
causas no céu e na terra do que sonha 
a nossa filosofia. Era a mesma 
explicação que dava a bela Rita ao 
moço Camilo, numa sexta-feira de 
novembro de 1869, quando este ria 
dela, por ter ido na véspera consultar 
uma cartomante; a diferença é que o 
fazia por outras palavras.
– Ria, ria. Os homens são assim; não 
acreditam em nada. Pois saiba que fui,
e que ela adivinhou o motivo da 
consulta, antes mesmo que eu lhe
dissesse o que era. Apenas começou a 
botar as cartas, disse-me: “A senhora
gosta de uma pessoa...” Confessei que
sim, e então ela continuou a botar as 
cartas, combinou-as, e no fim 
declarou-me que eu tinha medo de 
que você me esquecesse, mas que não 
era verdade.
ASSIS, Machado de. A cartomante. 
Disponível em: http:// 
www.biblio.com.br/defaultz.asp? 
link=http://www.biblio.com.br/ 
conteudo/machadodeassis/acartoma 
nte.htm. Acesso em: 15 ago. 2022.
No fragmento de Machado deAssis, 
é(são) empregado(s) o(s) discurso(s)
A) direto, apenas.
B) direto e indireto.
C) indireto, apenas.
D) direto e indireto livre.
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Interpretação de Texto
Ano: 2022 Banca: CESPE/CEBRASPE
Instituição: CESPE / CEBRASPE388
Texto CB1A1
Percebe-se no Brasil um persistente 
discurso de negativação da atividade 
fiscal, do Estado fiscal, ainda marcado 
por figuras arcaicas como a do “leão” 
do imposto de renda, a tão repetida 
expressão “carga tributária”, entre 
outras. Essa “demonização” do fisco 
em muito se justifica por uma 
deslegitimação do Estado brasileiro 
como um todo e, na seara tributária, 
especialmente por não sentir retorno a 
população em relação ao quanto é 
onerada. Frise-se, porém, que essa 
imagem negativa é, às vezes, 
patrocinada por quem 
ideologicamente julga desnecessária 
uma tributação nas proporções em 
que o Estado brasileiro vem 
aplicando. Nesse cenário, percebe- 
se, com linhas mais nítidas, um 
fenômeno que acompanha toda a 
história tributária do homem: o da 
oposição social aos tributos, entendida 
aqui não como uma predisposição 
“natural”, “inata” dos contribuintes, 
mas como todo desvio que afasta o 
contribuinte do cumprimento de uma 
obrigação tributária, não sendo 
naturais as causas que o levam a 
resistir. O contribuinte resiste diante da 
cobrança de uma tributação ilícita; 
diante da cobrança ou da instituição 
de um tributo por um governo ou 
legislador ilegítimo; diante da 
possibilidade de se praticar uma 
conduta tributária menos onerosa, 
tendo o contribuinte a liberdade e o 
direito deresistir à tributação mais 
severa; e, no caso dos crimes contra a 
ordem tributária, quando apenas há a 
vontade livre e consciente de cometer 
o crime.
A resistência fiscal, assim, tem um 
conteúdo que ora se distancia dos 
conceitos clássicos de direito de 
resistência (objeção de consciência, 
desobediência civil, greve política, 
direito de revolta, entre outros), ora se 
aproxima desses mesmos conceitos. É 
quando se veem na literatura, 
especialmente na estrangeira, 
expressões como “direito de resistência 
fiscal”, “objeção fiscal”, “desobediência 
fiscal”, “greve fiscal”, “revolta fiscal”, 
“rebelião fiscal”. Entre outras, tais 
expressões relacionam-se com os 
conceitos de “direito de resistência” e 
de “resistência fiscal”, tomados como 
dois gêneros em que algumas 
espécies coincidem, mas que também 
possuem pontos incomunicáveis.
Com efeito, dado que seja gênero de 
múltiplas espécies, podem ser 
elencadas como modalidades de 
resistência fiscal: a) a resistência à 
cobrança de tributos 
ilícitos/inconstitucionais, que tem total 
amparo no princípio constitucional da 
legalidade tributária, tendo os 
contribuintes direito de resistir a essa
tributação ilegal/inconstitucional; b) a 
resistência à cobrança ou à instituição 
de tributos que, mesmo amparados na 
lei e na Constituição Federal de 1988, 
são, porém, rechaçados pela 
sociedade, considerados ilegítimos 
pela população, ou rechaçados por 
camada social que se veja prejudicada 
com sua instituição; c) o crime 
tributário, que não passa de uma 
ofensa deliberada à lei; e d) a 
resistência lícita, na qual se opta por 
alternativa legal menos onerosa ou 
pela abstenção de conduta tributável.
A história mostrou que a resistência 
fiscal, por mais que pareça natural e
inevitável a toda realidade tributária, 
teve proporções menores em regimes
considerados mais democráticos, uma 
vez que os abusos e o arbítrio das
autoridades foram, em muitas 
sociedades, as principais causas para
a recusa ao pagamento dos tributos.
Verifica-se, assim, uma razão 
inversamente proporcional entre 
o quantum democrático de um regime 
político e a resistência social aos 
tributos por ele instituídos. Assim, a
democracia participativa, em 
superação aos modelos clássicos e 
insuficientes da representação ou do 
exercício semidireto do poder, aponta 
para uma “relegitimação” do Estado 
fiscal, na qual a sociedade passa a 
tomar parte de espaços de decisões 
políticas.
A sociedade contribuinte deve-se
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