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Material de Estudo 57: Bioquímica – Metabolismo de Proteínas e Aminoácidos 1. Qual é o principal destino dos grupos amino (NH2) removidos dos aminoácidos durante seu catabolismo? a) Excreção direta na urina. b) Conversão em amônia (NH3). c) Conversão em ureia no ciclo da ureia. d) Utilização na síntese de ácidos graxos. e) Incorporação em proteínas Resposta: c) Justificativa: O nitrogênio dos grupos amino é tóxico na forma de amônia (NH3). No fígado, a amônia é convertida em ureia (menos tóxica) no ciclo da ureia, sendo então excretada na urina. 2. Qual é a principal enzima responsável pela remoção do grupo amino de um aminoácido, transferindo-o para um alfa-cetoácido? a) Aminotransferase (transaminase). b) Desaminase. c) Descarboxilase. d) Sintetase. e) Liase Resposta: a) Justificativa: As aminotransferases (transaminases) catalisam a transaminação, uma reação chave no metabolismo de aminoácidos em que o grupo amino é transferido de um aminoácido para um alfa-cetoácido (ex: alfa-cetoglutarato), formando um novo aminoácido e um novo alfa-cetoácido. 3. Qual é a diferença entre aminoácidos glicogênicos e cetogênicos? a) Aminoácidos glicogênicos podem ser convertidos em glicose; aminoácidos cetogênicos podem ser convertidos em corpos cetônicos ou ácidos graxos. b) Aminoácidos glicogênicos são essenciais; aminoácidos cetogênicos são não essenciais. c) Aminoácidos glicogênicos são degradados no fígado; aminoácidos cetogênicos são degradados no músculo. d) Aminoácidos glicogênicos têm cadeias laterais polares; aminoácidos cetogênicos têm cadeias laterais apolares. e) Não existe diferença. Resposta: a) Justificativa: Aminoácidos glicogênicos são aqueles cujos esqueletos carbônicos podem ser convertidos em glicose (via gliconeogênese). Aminoácidos cetogênicos são aqueles cujos esqueletos carbônicos são convertidos em acetil-CoA ou acetoacetato (que podem formar corpos cetônicos). Alguns aminoácidos são glicogênicos e cetogênicos. 4. O que são aminoácidos essenciais? a) Aminoácidos que o organismo não consegue sintetizar e precisam ser obtidos da dieta. b) Aminoácidos que o organismo consegue sintetizar a partir de outros compostos. c) Aminoácidos que não são utilizados na síntese de proteínas. d) Aminoácidos que são degradados a glicose. e) Aminoácidos que são armazenados Resposta: a) Justificativa: Aminoácidos essenciais não podem ser sintetizados pelo organismo humano (ou são sintetizados em quantidade insuficiente) e, portanto, devem ser obtidos da dieta. 5. Qual é o principal produto da desaminação oxidativa do glutamato? a) Ureia. b) Amônia (NH3) e alfa-cetoglutarato. c) Piruvato. d) Oxaloacetato. e) Glutamina Resposta: b) **Justificativa:** A *desaminação oxidativa* do glutamato (catalisada pela glutamato desidrogenase) libera *amônia* (NH3) e *alfa-cetoglutarato*. 6. Qual é a função da enzima carbamoil fosfato sintetase I (CPS I) no ciclo da ureia? a) Catalisar a condensação de ornitina com citrulina. b) Catalisar a condensação de amônia e bicarbonato para formar carbamoil fosfato. c) Catalisar a clivagem da arginina em ureia e ornitina. d) Transportar ornitina para dentro da mitocôndria. e) Catalisar a conversão de Arginina em Ornitina Resposta: b) Justificativa: A CPS I catalisa a primeira etapa (e etapa limitante da velocidade) do ciclo da ureia, a condensação de amônia (NH3), bicarbonato (HCO3-) e ATP para formar carbamoil fosfato, na matriz mitocondrial. 7. Qual é o destino do esqueleto carbônico dos aminoácidos após a remoção do grupo amino? a) Excreção direta na urina. b) Conversão em glicose (aminoácidos glicogênicos). c) Conversão em corpos cetônicos ou ácidos graxos (aminoácidos cetogênicos). d) Oxidação completa a CO2 e H2O (ciclo de Krebs). e) Todas as alternativas anteriores, dependendo do aminoácido e do estado metabólico. Resposta: e) Justificativa: O esqueleto carbônico dos aminoácidos pode ter diferentes destinos, dependendo do aminoácido específico e das necessidades energéticas e biossintéticas do organismo. Podem ser convertidos em intermediários da glicólise ou do ciclo de Krebs (para produção de energia), em glicose (gliconeogênese) ou em corpos cetônicos/ácidos graxos.