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Direito de informação
Instrumento de natureza administrativa, derivado 
do princípio da publicidade da atuação da administra-
ção pública, o qual tem como objetivo a atuação trans-
parente em decorrência da própria indisponibilidade 
do interesse público, disciplinado nos incisos XXXIII 
e LXXII do art. 5º da CF e Lei 9507/1997 que regula o 
direito de acesso a informações e disciplina o rito pro-
cessual do habeas data.
XXXIII - todos têm direito a receber dos órgãos 
públicos informações de seu interesse parti-
cular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão 
prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabi-
lidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja impres-
cindível à segurança da sociedade e do Estado;
Direito de certidão
O Estado é obrigado a fornecer as informações 
solicitadas, com exceção nas hipóteses de proteção 
por sigilo. Caso haja uma violação desse direito, que 
é líquido e certo, o remédio constitucional cabível é o 
mandado de segurança, tema também abordados no 
título Garantias Constitucionais. 
O direito de certidão tem previsão no inciso XXXIV, 
“b” do art. 5º da CF, e assegura a todos, independente 
do pagamento de taxas, o seguinte:
XXXIV - são a todos assegurados, independente-
mente do pagamento de taxas:
[...]
b) a obtenção de certidões em repartições públi-
cas, para defesa de direitos e esclarecimento de 
situações de interesse pessoal;
Importante frisar aqui que, conforme entendi-
mento dos Tribunais, já se consolidou o entendimen-
to no sentido de que não se exige do administrado a 
demonstração da finalidade específica do pedido.
Direito adquirido, coisa julgada e ato jurídico perfeito
Assim prevê o inciso XXXVI do art. 5º da CF: “a lei 
não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico per-
feito e a coisa julgada”. Entenda:
Direito adquirido é aquele direito que cumpriu 
todos os requisitos previstos em lei, como por exem-
plo, o homem que cumpriu todos os requisitos exi-
gidos para concessão da aposentadoria por idade, 
conforme determina o art. 201, § 7º, I da CF, tem o 
direito adquirido para requerer seu benefício. 
§ 7º É assegurada aposentadoria no regime geral 
de previdência social, nos termos da lei, obedecidas 
as seguintes condições: 
I - 65 (sessenta e cinco) anos de idade, se homem, e 
62 (sessenta e dois) anos de idade, se mulher, obser-
vado tempo mínimo de contribuição; 
Ato jurídico perfeito é o ato já realizado, confor-
me a lei vigente ao tempo que se realizou, pois nes-
te caso já cumpriu todos os requisitos conforme a lei 
vigente na época, tornando-se, portanto, completo.
Coisa julgada ocorre no âmbito do processo judi-
cial, decisão judicial a qual não cabe mais recurso, tor-
nando-a imutável e indiscutível. 
Júri popular
A nossa carta magna reconhece no seu inciso XXX-
VIII a instituição do júri, que é visto como uma prerro-
gativa democrática do cidadão, e que exige que o réu 
deve ser julgado pelos seus semelhantes. O tribunal 
é composto por um juiz togado e vinte cinco jurados 
que serão sorteados dentre os alistados.
XXXVIII - é reconhecida a instituição do júri, com a 
organização que lhe der a lei, assegurados:
a) a plenitude de defesa;
b) o sigilo das votações;
c) a soberania dos veredictos;
d) a competência para o julgamento dos crimes 
dolosos contra a vida; 
Destarte, a competência mencionada na alínea “d” 
não é absoluta, pois não abrange os crimes pratica-
dos contra a vida perpetrados por detentores de foro 
especial por prerrogativa de função, que deverão ser 
julgados por tribunais específicos conforme previsto 
na Constituição.
Ainda, o foro especial por prerrogativa de fun-
ção se refere ao órgão competente para julgar ações 
penais contra certas autoridades públicas, levando-se 
em conta o cargo ou a função que elas ocupam, de 
modo a proteger a função e a coisa pública, ou seja, 
por ligar-se à função e não à pessoa, essa forma de 
determinar o órgão julgador competente não acompa-
nha a pessoa após o fim do exercício do cargo.
Princípio da legalidade penal e da retroatividade da lei
Princípio da legalidade penal, com previsão no 
inciso XXXIX do art. 5º da CF, também chamado de 
princípio da reserva legal, refere-se à aplicação do 
princípio da legalidade, de forma mais específica no 
âmbito do direito penal.
Nesse sentido, crime será a conduta delituosa pre-
vista exclusivamente em lei, da mesma forma que a 
cominação da pena, a qual não é admissível à configu-
ração de crime baseado nos costumes.
XXXIX - não há crime sem lei anterior que o defina, 
nem pena sem prévia cominação legal;
Princípio da retroatividade da lei tem previsão no 
inciso XL do art. 5º da CF, o qual consiste em analisar 
um fato passado à luz de um direito presente, esta-
belece que os fatos sejam apreciados com base na lei 
em vigor no tempo do crime. Assim, a lei aplicável é a 
lei do tempo do crime, ou seja, na regra geral, as nor-
mas penais não retroagem, salvo se trouxerem algum 
tipo de benefício para o réu.
XL - a lei penal não retroagirá, salvo para benefi-
ciar o réu;
Cuidado, aqui tem um exemplo de exceção da 
exceção: 
Crimes praticados durante a vigência de lei tempo-
rária ou excepcional não podem ser beneficiados pela 
retroatividade da lei mais benéfica. Entenda:
Lei excepcional é a lei criada para regular fatos 
ocorridos dentro de uma situação irregular, a qual 
perde seus efeitos após findar situação irregular que 
a motivou.
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Lei temporária vigorou até extinguir o prazo de 
duração fixado pelo legislador, por exemplo, uma lei 
que fixa a tabela de preços de artigos de consumo.
Crimes 
O legislador originário também se preocupou em 
mencionar e observar crimes de tortura, tráfico ilíci-
to de drogas, terrorismo e a ação de grupos armados 
contra ordem constitucional.
XLII - a prática do racismo constitui crime 
inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de 
reclusão, nos termos da lei;
Entenda. A pena de reclusão é a pena prevista 
para os casos mais graves, o qual o regime inicial será 
fechado, em prisão de segurança máxima.
XLIII - a lei considerará crimes inafiançáveis e 
insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tor-
tura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas 
afins, o terrorismo e os definidos como crimes 
hediondos, por eles respondendo os mandantes, os 
executores e os que, podendo evitá-los, se omitirem; 
Crimes hediondos são aqueles que a legislação 
entende que geram maior reprovação por parte da 
sociedade, assim merecem uma rigidez maior. Não 
são necessariamente crimes cometidos com alto grau 
de violência ou crueldade, mas sim os crimes previs-
tos expressamente no art. 1º da Lei 8.072/90.
O homicídio qualificado é o primeiro mencionado 
na legislação, ou seja, quando praticado em circuns-
tância que revele perversidade – por exemplo, se o 
crime é praticado por motivo fútil ou torpe.
Bem como, o homicídio praticado por grupo de 
extermínio também está no rol dos crimes hediondos, 
mesmo que cometido por uma só pessoa do grupo. 
XLIV - constitui crime inafiançável e impres-
critível a ação de grupos armados, civis ou mili-
tares, contra a ordem constitucional e o Estado 
Democrático;
Entenda: prescrição é a perda do direito de punir 
do Estado pelo seu não exercício em determinado lap-
so de tempo.
Em 2015, duas leis incluíram, no rol de cri-
mes hediondos, o assassinato de policiais e o 
feminicídio.
Em 2019 houve alterações na legislação penal e pro-
cessual diante da aprovação da Lei nº 13.964, também 
chamada de Pacote Anticrime, nessa oportunidade hou-
ve a inclusão de crimes no rol dos crimes hediondos.
Veja quais foram os crimes incluídos:
II – roubo:
a) circunstanciado pela restrição de liberdade 
da vítima (art. 157, § 2º, inciso V);
b) circunstanciado pelo emprego de arma de 
fogo (art. 157, § 2º-A, inciso I) ou pelo emprego de 
arma de fogo de uso proibido ou restrito (art. 
157, § 2º-B);
III – extorsão qualificada pela restrição da liber-
dade da vítima,ocorrência de lesão corporal ou 
morte (art. 158, § 3º);
IX – furto qualificado pelo emprego de explo-
sivo ou de artefato análogo que cause perigo 
comum (art. 155, § 4º-A).
III – o crime de comércio ilegal de armas de 
fogo, previsto no art. 17 da Lei nº 10.826, de 22 de 
dezembro de 2003;
IV – o crime de tráfico internacional de arma de 
fogo, acessório ou munição, previsto no art. 18 
da Lei nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003;
V – o crime de organização criminosa, quando 
direcionado;
Fique atento com os artigos mencionados acima 
e as novidades legislativas, são temas preferidos de 
bancas examinadoras.
GARANTIAS CONSTITUCIONAIS 
É importante não confundir direitos fundamentais 
com garantias fundamentais. Os direitos fundamen-
tais são vantagens, proteção em favor das pessoas, 
como por exemplo o direito de informação. Já as 
garantias fundamentais são instrumentos processuais 
para defesa daqueles direitos, conhecidos como ações 
ou remédios constitucionais, como por exemplo: 
habeas data, habeas corpus, Mandado de Segurança, 
Mandado de Injunção e a Ação Popular, conforme 
veremos a seguir. 
Habeas corpus
Tem como objetivo proteger o direito de ir e vir, 
ou seja, sempre que alguém sofrer ou se achar amea-
çado de sofrer violência ou coação em sua liberdade 
de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder, está 
fundamentado no art. 5º, LXVIII da CF e art. 647 a 667 
do CPP,
Pode ser habeas corpus preventivo para evitar 
uma futura violação à liberdade, ou habeas corpus 
repressivo, o qual busca o fim de uma coação já 
cometida. Importante frisar também que não existe a 
necessidade de um advogado para entrar com a ação.
 z Sujeito ativo (impetrante): qualquer pessoa.
 z Vítima (paciente): qualquer pessoa, brasileiro ou 
estrangeiro.
 z Sujeito passivo (coator): autoridade ou agen-
te público que cometeu ilegalidade ou abuso de 
poder contra particular.
Habeas corpus também pode ser impetrado por 
estrangeiro (desde que na língua portuguesa) contra 
particular. 
Não cabe habeas corpus contra punição disciplinar 
militar, salvo se imposta pela autoridade competente.
Destacamos a seguir algumas Súmulas importan-
tes do STF sobre o tema:
Súmula 395: Não se conhece de recurso de habeas 
corpus cujo objeto seja resolver sobre o ônus das 
custas, por não estar mais em causa à liberdade de 
locomoção.
Súmula 431: É nulo o julgamento de recurso crimi-
nal, na segunda instância, sem prévia intimação, ou 
publicação da pauta, salvo em habeas corpus.
Súmula 692: Não se conhece de habeas corpus con-
tra omissão de relator de extradição, se fundado em 
fato ou direito estrangeiro cuja prova não constava 
dos autos, nem foi ele provocado a respeito.
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Súmula 693: Não cabe habeas corpus contra deci-
são condenatória a pena de multa, ou relativo a 
processo em curso por infração penal a que a pena 
pecuniária seja a única cominada.
Súmula 694: Não cabe habeas corpus contra a 
imposição da pena de exclusão de militar ou de per-
da de patente ou de função pública.
Súmula 695: Não cabe habeas corpus quando já 
extinta a pena privativa de liberdade.
Habeas data
Com previsão no art. 5º, LXXII da CF e Lei 9507/1997 
que regula o direito de acesso às informações, e disci-
plina o rito processual do habeas data, tem o objetivo 
de acessar e retificar informações do impetrante que 
estão em um órgão público ou de caráter público14, 
como por exemplo: entidade privada de caráter públi-
co = SPC/SERASA.
Note que, neste caso, precisa ser demonstrado que 
foram solicitadas as informações em um primeiro 
momento, ou seja, precisa-se esgotar a via administrativa. 
A doutrina e jurisprudência admitem que cônju-
ge, ascendente, descendente ou irmão podem impe-
trar habeas data em favor de terceiro, caso este esteja 
incapacitado ou ausente.
Mandado de Segurança 
Agora passaremos a análise do mandado de segu-
rança, sendo que este pode ser individual ou coletivo, 
vejamos:
Mandado de Segurança Individual
Previsto no art. 5º LXIX da CF e Lei 12.016/2009, 
tem o objetivo de proteger direito líquido e certo 
(requerido no prazo de 120 dias do conhecimento da 
lesão), devidamente comprovado com provas docu-
mentais, não há prova testemunhal nem pericial. Tem 
caráter subsidiário, ou seja, quando não for caso de 
habeas corpus e nem habeas data.
Cabível quando existe abuso ou ilegalidade de 
autoridade pública. A súmula 625 do STF dispõe que, 
“Controvérsia sobre matéria de direito não impede con-
cessão de mandado de segurança”, ou seja, caso houver 
dúvida a respeito de interpretação da lei não impede 
o deferimento do mandado de segurança.
Não cabe Mandado de segurança nos seguintes 
casos: 
 z Atos meramente informativos; 
 z Atos que transitaram em julgado; 
 z Ato administrativo que comporte recurso com 
efeito suspensivo; e 
 z Ato judicial em fase recursal. 
Cuidado! Referente aos atos que transitaram em 
julgado hoje, a jurisprudência entende por uma possí-
vel mitigação da súmula 268 do STF. Vejamos:
“No entanto, sendo a impetração do mandado 
de segurança anterior ao trânsito em julga-
do da decisão questionada, mesmo que venha 
a acontecer, posteriormente, não poderá ser 
invocado o seu não cabimento ou a sua perda 
de objeto, mas preenchidas as demais exigências 
14 Caso a banca da sua prova for a FGV, esta entende que o habeas data é uma ação personalíssima.
jurídico-processuais, deverá ter seu mérito aprecia-
do”. (EDcl no MS 22.157/DF, Rel. Ministro Herman 
Benjamin, Rel. p/ Acórdão Ministro Luis Felipe Salo-
mão, julgado em 14.03.2019, DJe 11.06.2019)
 z Agente ativo: Pessoa física ou jurídica. Agentes 
políticos podem ser sujeitos ativo ou passivo.
 z Agente passivo: autoridade, pessoa física revesti-
da de poder público. União, Estados e DF ingres-
sarão como litisconsortes necessários, por meio de 
seus procuradores, no caso do município através 
de seu Prefeito.
 z Liminar: cabimento conforme art. 7º, III da Lei 
12.016/2009, o juiz poderá determinar a suspensão 
do ato (que causou a violação do direito), desde 
que exista motivo relevante, vejamos:
Art. 7° Ao despachar a inicial, o juiz ordenará: 
III - que se suspenda o ato que deu motivo ao 
pedido, quando houver fundamento relevante e 
do ato impugnado puder resultar a ineficácia da 
medida, caso seja finalmente deferida, sendo facul-
tado exigir do impetrante caução, fiança ou depósi-
to, com o objetivo de assegurar o ressarcimento à 
pessoa jurídica. 
Mandado de Segurança Coletivo
Previsto no art. 5º, LXX da CF e no art. 21 da Lei 
12.016/2009, tem o objetivo de proteger certo grupo de 
pessoas (corporativo). Os requisitos e o prazo deca-
dencial são os mesmos do Mandado de Segurança 
individual.
 z Agente ativo: Partido político com representação 
no Congresso Nacional; ou organização sindical, 
entidade de classe ou associação legalmente cons-
tituída e em funcionamento há pelo menos um 
ano, em defesa de seus membros ou associados, 
deve demonstrar pertinência temática.
 z Agente passivo: autoridade coatora.
 z Liminar: cabimento conforme art. 7º, III e art. 22§2º 
da Lei 12.016/2009. Basta representar os requisitos 
“fumus boni iuris” e “periculum in mora”.
Súmulas importantes do STF sobre o tema:
Súmula 629 do STF: A impetração de mandado de 
segurança coletivo por entidade de classe em favor 
dos associados independe da autorização destes.
Súmula 630 do STF: A entidade de classe tem legi-
timação para o mandado de segurança ainda quan-
do a pretensão veiculada interesse apenas a uma 
parte da respectiva categoria.
Mandado de Injunção
Tem previsão no art. 5º, LXXI da CF e Lei 13.300/2016 
(lei do MS), não tem lei específica própria, devem ser 
observadas as normas da lei do Mandado de Seguran-
ça, conforme prevê o art. 24, parágrafo único da lei 
8.038/1990. 
Art. 24 [...]
Parágrafo único - No mandado de injunção e 
no habeas data, serão observadas, no que couber, 
as normas do mandado de segurança, enquanto 
não editada legislaçãoespecífica.
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 z Aplicabilidade: falta de uma norma regulamen-
tadora de direito, liberdade constitucional e das 
prerrogativas inerentes a nacionalidade, sobera-
nia e cidadania. Buscar o exercício do direito para 
uma pessoa ou certo grupo de pessoas.
 Exemplo: Conseguir se aposentar ou exercer o 
direito de greve.
 z Agente ativo: Qualquer pessoa.
 z Liminar: Mandado de Injunção não tem liminar.
Ação Popular
É um direito fundamental e individual de todo 
cidadão, fundamentada no art. 5º, LXXIII e regulado 
pela lei 4.717/1965, e tem como objetivo a proteção 
do patrimônio público (erário), histórico, cultural, do 
meio ambiente e da moralidade administrativa, como 
é o caso das obras superfaturadas. 
Ação popular pode ter duas formas, a preventiva 
que é ajuizada antes da consumação dos efeitos do 
ato, e repressiva, que visa corrigir os atos danosos 
consumados.
 z Agente ativo: Qualquer cidadão brasileiro. Se este 
abandonar ação, outro cidadão poderá assumir.
O Ministério Público não pode propor, mas pode 
assumir andamento e dar execução a decisão da ação 
popular (legitimidade extraordinária ou superveniente).
 z Agente passivo: administrador da entidade que 
lesionou.
Lei 4.717/1965
Art. 6º A ação será proposta contra as pessoas 
públicas ou privadas e as entidades referidas no art. 
1º, contra as autoridades, funcionários ou adminis-
tradores que houverem autorizado, aprovado, rati-
ficado ou praticado o ato impugnado, ou que, por 
omissas, tiverem dado oportunidade à lesão, e con-
tra os beneficiários diretos do mesmo. (grifo nosso)
Art. 1º Qualquer cidadão será parte legítima para plei-
tear a anulação ou a declaração de nulidade de atos 
lesivos ao patrimônio da União, do Distrito Federal, dos 
Estados, dos Municípios, de entidades autárquicas, de 
sociedades de economia mista (Constituição, art. 141, 
§ 38), de sociedades mútuas de seguro nas quais a União 
represente os segurados ausentes, de empresas públicas, 
de serviços sociais autônomos, de instituições ou funda-
ções para cuja criação ou custeio o tesouro público haja 
concorrido ou concorra com mais de cinquenta por cen-
to do patrimônio ou da receita ânua, de empresas incor-
poradas ao patrimônio da União, do Distrito Federal, 
dos Estados e dos Municípios, e de quaisquer pessoas 
jurídicas ou entidades subvencionadas pelos cofres 
públicos.
 z Liminar: Basta representar os requisitos “fumus 
boni iuris” e “periculum in mora”.
Súmula 101 do STF: O mandado de segurança não 
substitui a ação popular.
Súmula 365 do STF: Pessoa jurídica não tem legiti-
midade para propor ação popular.
A Ação popular é isenta de custas judiciais e do 
ônus de sucumbência.
Sobre o tema, vejamos também art. 5º, §4º da Lei 
4.717/1965:
Art. 5º Conforme a origem do ato impugnado, é 
competente para conhecer da ação, processá-la e 
julgá-la o juiz que, de acordo com a organização 
judiciária de cada Estado, o for para as causas que 
interessem à União, ao Distrito Federal, ao Estado 
ou ao Município.
§ 4º Na defesa do patrimônio público caberá à sus-
pensão liminar do ato lesivo impugnado. 
Ainda, é possível requerer a condenação por per-
das e danos dos responsáveis pela lesão. Sendo que 
cabe a todos os cidadãos a fiscalização da vida públi-
ca, auxiliando o Estado na boa gestão da vida pública.
DIREITOS SOCIAIS
Os direitos sociais tem previsão no art. 6º ao 11º 
da Constituição, e também podem ser encontrados no 
título VIII da Constituição Federal, que trata da ordem 
social. 
São direitos que pertencem à segunda geração dos 
direitos fundamentais, ou seja, da dimensão que tra-
ta dos direitos da democracia e informação, e alguns 
doutrinadores também os chamam de liberdades 
positivas, quando o Estado precisa deixar de ser omis-
so com o objetivo de assegurar uma compensação 
resultante da desigualdade entre as pessoas.
Os direitos sociais exigem uma atuação do Estado 
em face da desigualdade social e tem aplicabilidade 
imediata. Nesse sentido, com o objetivo de garantir a 
igualdade formal (ou também chamada de igualdade 
jurídica, conforme prevê na CF/88, significa que todos 
devem ser tratados da mesma forma).
Ainda, a Constituição dividiu os direitos sociais em 
três espécies:
a) Direitos sociais destinados a toda sociedade; (Art. 
6º da CF)
b) Direitos sociais para os trabalhadores; (Art.7° da 
CF)
c) Direitos sociais coletivos dos trabalhadores. (Art. 
8º ao 11º da CF)
Direitos sociais destinados a toda sociedade
Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a 
alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, 
o lazer, a segurança, a previdência social, a prote-
ção à maternidade e à infância, a assistência aos 
desamparados, na forma desta Constituição. 
Direitos garantidos para toda sociedade brasileira, 
com exceção, por exemplo, da previdência social, que 
neste caso só terá benefício quem for contribuinte e 
preencher todos os requisitos legais exigidos.
Direito à propriedade x direito à moradia
Na sua prova, cuidado! Direito de propriedade é 
um direito individual, conforme já estudado neste 
material, já o direito à moradia é um direito social, 
localizado no caput do art. 6º da CF/88.
Direito à segurança, localizado no art. 5º (direi-
to individual) e art. 6º (direito social), entenda a 
diferença:

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