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Coordenação
A coordenação tem como objetivo a organização da 
administração pública, ou seja, objetiva evitar a dupli-
cidade de atuação pelos órgãos da administração. 
Diante disto, as atividades da Administração 
Federal e, especialmente, a execução dos planos e 
programas de governo, serão objeto de permanente 
coordenação (art. 8º Decreto-lei 200/67).
Bem como, a coordenação será exercida em todos 
os níveis da administração, com a realização sistemáti-
ca de reuniões e com a participação das chefias subor-
dinadas e a instituição e funcionamento de comissões 
de coordenação em cada nível administrativo.
Exemplo, O Ministério do Exército administra os 
negócios do Exército, o Ministério da Aeronáutica 
administra os negócios da Aeronáutica e o Ministério 
da Marinha administra os negócios da Marinha de 
Guerra.
Descentralização
A descentralização é a delegação de ativida-
des, mas sem o Estado deixar de fiscalizar, atuando 
indiretamente. 
O decreto em estudo prevê que a descentralização 
deve ser posta em prática em três planos principais 
(art. 10), quais sejam:
a) dentro dos quadros da Administração Federal, distin-
guindo-se claramente o nível de direção do de execução;
b) da Administração Federal para a das unidades 
federadas, quando estejam devidamente aparelha-
das e mediante convênio;
c) da Administração Federal para a órbita privada, 
mediante contratos ou concessões.
Sendo que a aplicação dessa possibilidade está con-
dicionada, em qualquer caso, aos ditames do interesse 
público e às conveniências da segurança nacional.
Exemplo: as Autarquias Federais que são res-
ponsáveis pela fiscalização e regulamentação de ati-
vidades ligadas à telecomunicação, energia elétrica 
e petróleo. (Ex.: ANATEL, ANEEL, ANP) e Fundações 
que são entidades que executam atividades sociais 
(pesquisa/saúde/ensino) sem fins lucrativos (Ex.: 
FUNASA, FUNAI etc.);
Delegação de competência 
É um instrumento de descentralização administrati-
va, com o objetivo de assegurar maior rapidez e objetivi-
dade às decisões, situando-as na proximidade dos fatos, 
pessoas ou problemas a atender (art. 11 Decreto-lei 
200/67), ou seja, um órgão administrativo poderá dele-
gar parte de sua competência a outros órgãos, ainda que 
estes não sejam hierarquicamente subordinados. 
Ainda, o ato de delegação deverá indicar com pre-
cisão a autoridade delegante, a autoridade delegada e 
as atribuições objeto de delegação.
Exemplo: em 1996 por meio da Lei nº 9.277/1996, 
a União delegou aos Estados a administração de rodo-
vias e exploração de trechos de rodovias, ou obras 
rodoviárias federais. 
São indelegáveis atos normativos, decisões em recur-
sos administrativos e matérias de competência exclusiva.
Controle
O controle deve ser feito pela chefia por meio de 
auditorias e também pelo sistema de controle interno. 
Conforme consagra o art. 13 do mencionado decre-
to, o controle das atividades da Administração Federal 
deverá ser exercido em todos os níveis e em todos os 
órgãos, compreendendo, particularmente, o contro-
le da execução dos programas e da observância das 
normas que governam a atividade específica do órgão 
controlado, o controle, pelos órgãos próprios de cada 
sistema, da observância das normas gerais que regu-
lam o exercício das atividades auxiliares e o controle 
da aplicação dos dinheiros públicos e da guarda dos 
bens da União pelos órgãos próprios do sistema de 
contabilidade e auditoria.
Exemplo: o Tribunal de contas da União que tem 
como função realizar inspeções e auditorias de natu-
reza contábil, financeira, orçamentária, operacional e 
patrimonial, nas unidades administrativas dos Pode-
res Legislativo, Executivo e Judiciário.
 EXERCÍCIOS COMENTADOS
1. (CESPE-CEBRASPE – 2019) De acordo com os prin-
cípios e valores que regem a administração pública, o 
servidor público.
a) deverá zelar pelo princípio da supremacia do interesse 
público, que veda, ao servidor, o questionamento da 
validade do ato a ser praticado.
b) deverá impor a penalidade cabível àquele que deixar 
de observar a legislação aplicável a um caso concreto, 
sendo irrelevante a comprovada boa-fé demonstrada 
pelo particular.
c) deverá zelar pelos princípios que regem a adminis-
tração pública e deles não poderá se afastar, sob 
pena de eventual responsabilização criminal, civil e 
administrativa.
d) poderá afastar o comando da lei diante de uma 
injustiça.
e) poderá deixar de entregar documentos sigilosos soli-
citados pelas autoridades competentes que possam 
comprometer a administração pública e o interesse 
público.
O agente público deve observar os princípios admi-
nistrativos explícitos do art. 37 da CF e também os 
princípios implícitos da Administração Pública, sen-
do que a não observância do mesmo resultará em 
responsabilização criminal, civil e administrativa. 
Resposta: Letra C.
2. (FCC – 2020) De acordo com o artigo 37 da Constitui-
ção Federal de 1988, os princípios da Administração 
pública da 
a) moralidade e publicidade devem ser obedecidas por 
uma autarquia estadual.
b) legalidade e universalidade devem ser obedecidas por 
uma assembleia legislativa estadual.
c) eficiência e competência devem ser obedecidas por 
empresas públicas estaduais.
d) exclusividade e impessoalidade devem ser obe-
decidas por instituições sem fins lucrativos não 
governamentais.
312
e) prudência e eficiência devem ser obedecidas pelos 
órgãos da administração direta estadual.
Conforme art. 37 da CF/88 a Administração pública indi-
reta também deve obediência aos princípios da mora-
lidade e publicidade conforme caput do art. 37 da CF. 
Resposta: Letra A.
3. (VUNESP – 2018) Nos termos da Constituição Fede-
ral, invalidada por sentença judicial a demissão do ser-
vidor estável,
a) ele não será reintegrado e deverá aguardar decisão 
sobre as providências que serão adotadas em rela-
ção ao eventual ocupante da vaga, o qual necessitará 
ser dispensado após a conclusão do devido processo 
administrativo, assegurando-se a ampla defesa e o 
contraditório.
b) ele não será reintegrado e deverá aguardar decisão 
sobre as providências que serão adotadas em relação 
ao eventual ocupante da vaga, o qual necessitará ser 
exonerado, dispensando-se a instauração de processo 
administrativo.
c) será ele reintegrado, e o eventual ocupante da vaga, se 
estável, reconduzido ao cargo de origem com direito 
à indenização, aproveitado em outro cargo ou posto 
em disponibilidade com remuneração proporcional ao 
tempo de serviço.
d) será ele reintegrado, e o eventual ocupante da vaga, se 
estável, reconduzido ao cargo de origem sem direito 
à indenização, aproveitado em outro cargo ou posto 
em disponibilidade com remuneração proporcional ao 
tempo de serviço.
e) será ele reintegrado, e o eventual ocupante da vaga, se 
estável, não poderá ser reconduzido ao cargo de ori-
gem, devendo permanecer em situação de disponibili-
dade até o surgimento de novo cargo, assegurando-se 
o direito à indenização.
Após o estágio probatório, o servidor público só per-
derá o cargo em virtude de sentença que, transitada 
em julgado, mediante processo administrativo em 
que lhe seja assegurado ampla defesa ou mediante 
procedimento de avaliação periódica de desempe-
nho, assegurada ampla defesa. Ainda, conforme art. 
41, § 2º da CF, caso seja invalidada a decisão por 
sentença judicial será ele reintegrado, e o eventual 
ocupante da vaga, se estável, reconduzido ao cargo 
de origem, sem direito a indenização, aproveitado 
em outro cargo ou posto em disponibilidade com 
remuneração proporcional ao tempo de serviço. 
Resposta: Letra D.
4. (FGV – 2018) A Constituição da República de 1988 
estabelece que o servidor público estável só perderá 
o cargo nas hipóteses lá elencadas, dentre elas, em 
virtude de:
a) sentença judicial recorrível, em que tenham sido asse-
gurados o contraditório e a ampla defesa;
b) procedimento de avaliação periódica de desempenho,na forma de lei complementar, assegurada a ampla 
defesa;
c) sindicância sumária disciplinar, em que tenham sido 
assegurados o contraditório e a ampla defesa;
d) processo administrativo de que tenha resultado con-
denação por ato de improbidade administrativa aplica-
da pelo chefe do Poder Executivo;
e) inquérito policial do qual tenha resultado relatório final 
assinado pelo Delegado de Polícia apontando prática 
de crime.
A alternativa (b) está em consonância com o art. 41, 
§ 1º, III da CF: O servidor público somente perde-
rá o cargo diante de três hipóteses, em virtude de 
sentença judicial transitada em julgado, mediante 
processo administrativo em que lhe seja assegu-
rada ampla defesa ou mediante procedimento de 
avaliação periódica de desempenho, na forma de lei 
complementar, assegurada ampla defesa.  Resposta: 
Letra B.
5. (CESPE-CEBRASPE – 2018) Considerando a jurispru-
dência do STF a respeito do direito de greve dos servi-
dores públicos, julgue o item seguinte.
 Os servidores públicos, sejam eles civis ou militares, 
possuem direito a greve.
( ) CERTO  ( ) ERRADO
Aos militares é proibida a sindicalização e greve, 
conforme art. 142, §3º, IV da CF. Nesse sentido, o 
Supremo Tribunal Federal já se posicionou sobre 
o tema, vejamos: “O exercício do direito de greve, 
sob qualquer forma ou modalidade, é vedado aos 
policiais civis e a todos os servidores públicos que 
atuem diretamente na área de segurança pública” 
(STF. ARE 654.432, rel. p/ o ac. min. Alexandre de 
Moraes, j. 5-4-2017, P, DJE de 11-6-2018). Resposta: 
Errado.
PODER EXECUTIVO
ATRIBUIÇÕES DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA E 
DOS MINISTROS DE ESTADO
A teoria criada por Montesquieu determina a com-
posição e divisão do Estado. Ela objetiva que cada 
poder seja independente e harmônico entre si, como 
forma de dividir as funções do Estado, entre poder 
executivo, poder legislativo e poder judiciário, a esse 
entendimento chamamos de Teoria da Separação dos 
Poderes.
O poder legislativo tem o poder de fazer emendas, 
alterar e revogar leis, já o poder executivo, função de 
administrar o Estado, e por fim, o poder judiciário é 
quem tem a função jurisdicional, por exemplo, a apli-
cação do Direito em um caso concreto, através de um 
processo judicial. 
LEGISLATIVO EXECUTIVO JUDICIÁRIO
Elabora as leis Administra o 
Estado Aplica as leis
Senadores e Deputados; 
Federais;
Deputados Estaduais;
Vereadores.
Presidente da 
República;
Governadores 
do Estado;
Prefeitos.
Supremo Tribunal 
Federal;
Tribunais;
Juízes.
A seguir iniciaremos o estudo específico de cada 
um dos poderes.
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PODER EXECUTIVO
O poder executivo está consagrado no art. 76 a 91 
da Constituição e tem como função a solução e admi-
nistração de casos concretos e individualizados, de 
acordo com as leis gerais e abstratas elaboradas pelo 
legislativo, ou seja, tem a função típica de adminis-
trar e gerenciar o Estado. Entretanto, também pode 
exercer funções legislativas através das medidas pro-
visórias e leis delegadas. 
Federal
Conforme já abordado anteriormente, o nosso país 
é regido pelo sistema presidencialista, em que as fun-
ções de chefe de Estado estão na figura do Presiden-
te da República, conforme o art. 76 da CF. No âmbito 
Federal, o Poder Executivo é representado pelo Pre-
sidente da República com o auxílio dos Ministros de 
Estado. 
Art. 76. O Poder Executivo é exercido pelo Presi-
dente da República, auxiliado pelos Ministros de 
Estado.
O Presidente da República e seu vice têm um man-
dato de quatro anos e são eleitos pelo sistema majori-
tário absoluto.
Majoritário absoluto: ganha a eleição o candida-
to que conseguir a maioria de votos (o primeiro núme-
ro inteiro, depois da metade do total) avaliados em 1° 
ou em 2° turno.
1° Turno: realizado no 1° domingo de outubro;
2° Turno: último domingo de outubro.
Bem como, conforme art.14, § 3° VI, a da CF/88, o 
Presidente da República deve ter a idade mínima de 
35 anos e ser brasileiro nato (art. 12 § 3°, I da CF/88).
Art. 14 A soberania popular será exercida pelo 
sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, 
com valor igual para todos, e, nos termos da lei, 
mediante:
§ 3º São condições de elegibilidade, na forma da lei:
I - a nacionalidade brasileira;
II - o pleno exercício dos direitos políticos;
III - o alistamento eleitoral;
IV - o domicílio eleitoral na circunscrição;
V - a filiação partidária;     
VI - a idade mínima de:
a) trinta e cinco anos para Presidente e Vice-
-Presidente da República e Senador; (grifo nosso)
A Constituição consolidou o direito do povo para 
eleger seus representantes, pelo sufrágio universal e 
voto secreto. 
Por conseguinte, ainda se tratando do art. 14, esse 
consagra que é possível uma reeleição para um perío-
do subsequente. Entretanto, atualmente não é mais 
possível um terceiro mandato seguido. Sobre esse 
aspecto, é importante frisar que a reeleição não é uma 
cláusula pétrea, podendo ser retirada da Constituição.
§ 5º O Presidente da República, os Governadores de 
Estado e do Distrito Federal, os Prefeitos e quem os 
houver sucedido, ou substituído no curso dos man-
datos poderão ser reeleitos para um único perío-
do subsequente.  
O art. 12, § 3°da CF relaciona os cargos privativos 
de brasileiro nato:
§ 3º São privativos de brasileiro nato os cargos:
I - de Presidente e Vice-Presidente da República;
II - de Presidente da Câmara dos Deputados;
III - de Presidente do Senado Federal;
IV - de Ministro do Supremo Tribunal Federal;
V - da carreira diplomática;
VI - de oficial das Forças Armadas.
VII - de Ministro de Estado da Defesa.
Estadual e Distrital
No âmbito estadual, o chefe do Executivo é o Gover-
nador do respectivo Estado membro, com mandato de 
quatro anos, também eleito pelo sistema majoritário 
absoluto, e tem como auxiliar direto os secretários esta-
duais e, no Distrito Federal, os secretários distritais. 
O Governador de estado deve ser cidadão brasilei-
ro, com idade mínima de 30 anos, conforme determi-
na o art. 14, § 3º, VI, b da CF/88.
VI - a idade mínima de: 
b) trinta anos para Governador e Vice-Governador 
de Estado e do Distrito Federal;
Municipal 
No âmbito municipal, o Poder Executivo é coman-
dado pelo Prefeito, o qual deve ser cidadão brasileiro 
e, conforme art. 14 § 3°, VI, da CF, deve ter idade míni-
ma de 21 anos. O mandato é de quatro anos, contando 
com o auxílio dos secretários municipais. Eleito pelo 
sistema majoritário absoluto, para município com mais 
de 200 mil eleitores, e sistema majoritário simples ou 
relativo, para municípios com até 200 mil eleitores.
Majoritário simples ou relativo: ganha a eleição o 
candidato que conseguir a maioria dos votos válidos, ou 
seja, ganha o mais votado em um só turno.
Exemplo: 100.000 votos válidos.
Realizado no 1° domingo de outubro.
Cuidado! Se houver empate, ganha o mais idoso.
Sistema também usado para eleição de Senadores. 
Município com mais de 200 
mil eleitores
Município com até 200 mil 
eleitores
Sistema de eleição majoritá-
rio absoluto
Sistema de eleição majoritá-
rio simples ou relativo
PODER EXEUTIVO
FEDERAL ESTADUAL MUNICIPAL
Presidente da 
República + Vice 
= Mandato de 
quatro anos.
Auxiliar direto: 
Ministros do 
Estado.
Sistema de elei-
ção majoritário 
absolutO.
Governador do Esta-
do + Vice = Mandato 
de quatro anos.
Auxiliar direto: Es-
tados - Secretários 
Estaduais. 
Distrito Federal: Se-
cretários Distritais.
Sistema de eleição 
majoritário absoluto.
Prefeito + Vice = Mandato 
de quatro anos.
Auxiliar direto: Secretários 
Municipais. Sistema de 
eleição majoritário abso-
luto, para município com 
mais de 200 mil eleitores.
Sistema de eleição majo-
ritário simples ou relativo, 
para município com até 
200 mil eleitores.
314
Ordem de substituição ou sucessão Presidencial 
O Presidente será eleito com um Vice-Presidente, 
companheiro de chapa. A eleição do Presidente impli-
ca na eleição do Vice com ele registrado.
O Vice-Presidente temfunção de auxiliar o Presidente 
sempre que convocado para missões especiais, bem como, 
no caso de impedimento, o substituirá (art. 79 da CF). 
Ainda, conforme determina o art. 80 da CF, em caso 
de impedimento concomitante do Presidente e do Vice, 
ou vacância dos respectivos cargos, serão chamados ao 
exercício da Presidência o Presidente da Câmara dos 
Deputados, o do Senado Federal e o do Supremo Tribu-
nal Federal, sucessivamente, nessa ordem.
ORDEM DE SUBSTITUIÇÃO OU SUCESSÃO PRESIDENCIAL
Temporário Definitivo
Presidente da Câmara 
dos Deputados
Presidente do Senado 
Federal
Presidente do STF
Vice-Presidente
Definitivamente 
ou temporário - 
interinamente
Conforme consagra o art. 81 da CF, vagando os car-
gos de Presidente e Vice, far-se-á eleição noventa dias 
para complementar o mandato, depois de aberta a 
última vaga. Ainda, caso ocorra à vacância nos últi-
mos dois anos do período presidencial, a eleição 
para ambos os cargos será feita em trinta dias depois 
da última vaga, pelo Congresso Nacional.
Importante atentar que o dispositivo em comento 
só é aplicado se não houver definitivamente Presiden-
te e nem Vice-Presidente. 
Linha do tempo da sucessão Presidencial:
Eleição Direta
Primeiros 2 ANOS
Eleição Indireta
Últimos 2 ANOS
Eleição direta até 90 dias da 
última vaga
Eleição Indireta feita pelo 
Congresso Nacional, em até 
30 dias da última vaga
Nos dois casos, serão eleitos novo Presidente e 
novo Vice-Presidente para completar o mandato, cha-
mado como mandato tampão.
É possível eleição indireta nas demais esferas fede-
rativas (ex.: Governador - Prefeito)
Crimes de responsabilidade
Os crimes de responsabilidade têm previsão 
nos arts. 85 e 52 da CF, bem como na Lei 1079/1950, 
que define os crimes de responsabilidade e regula o 
respectivo processo de julgamento, por exemplo, o 
Presidente da República cometeu improbidade admi-
nistrativa ou não obedeceu a decisão do STF.
A lei 1.079/1950 foi recepcionada pela ADPF 378 
(estudaremos o que é uma ADPF no tópico Controle 
de Constitucionalidade).
ADPF 378teve por objeto central analisar a compatibi-
lidade do rito de impeachment de Presidente da República, 
previsto na Lei nº 1.079/1950 com a Constituição de 1988.
O crime de responsabilidade trata-se de um ilícito 
político administrativo definido em lei especial fede-
ral, que podem ser cometidos no desempenho de suas 
funções, e como consequência pode resultar no impe-
dimento para o exercício de suas funções públicas. 
Trata-se de um resultado obtido através do processo 
de impeachment.
O art. 85 da CF dispõe sobre crimes de responsa-
bilidade, ou seja, os atos do Presidente da República 
que atentem contra a Constituição Federal e, especial-
mente, contra a existência da União, livre exercício do 
Ministério Público e dos Poderes constitucionais dos 
Estados e DF, direitos políticos, individuais e sociais, 
segurança interna do país, probidade na administra-
ção, lei orçamentária, cumprimento das leis e deci-
sões judiciais.
Qualquer cidadão é legitimado ativo para pro-
por a acusação contra o Presidente da República 
na Câmara dos Deputados pela prática de crime de 
responsabilidade.
Art. 85 São crimes de responsabilidade os atos 
do Presidente da República que atentem contra a 
Constituição Federal e, especialmente, contra:
I - a existência da União;
II - o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder 
Judiciário, do Ministério Público e dos Poderes 
constitucionais das unidades da Federação;
III - o exercício dos direitos políticos, individuais e 
sociais;
IV - a segurança interna do País;
V - a probidade na administração;
VI - a lei orçamentária;
VII - o cumprimento das leis e das decisões judiciais.
Parágrafo único. Esses crimes serão definidos em 
lei especial, que estabelecerá as normas de proces-
so e julgamento.
Crimes comuns cometidos pelo Presidente da 
República
Os crimes comuns cometidos pelo Presidente da 
República abrangem todas as infrações penais, por 
exemplo, caso o Presidente da República venha a 
cometer crime de homicídio. 
Sendo que, dependerá de autorização pela Câmara 
dos Deputados, que aprovará o recebimento ou não 
da denúncia pelo Supremo Tribunal Federal.
Importante lembrar que o Presidente não dispõe 
da imunidade material, a qual somente se estende 
aos membros do Poder Legislativo, ou seja, o Presi-
dente não é inviolável por suas palavras e opiniões, 
mesmo que no exercício de suas funções. 
Processo de impeachment
O processo de impeachment é previsto na Consti-
tuição Federal nos arts. 86, 52 e na Lei nº 1079/1950, 
que define os crimes de responsabilidade e regula o 
respectivo processo de julgamento.

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