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LP PROVA PDF Formato # Págs miolo LOMBADA 220 x 275 mm 216 11 mm ISBN 978-85-16-10868-7 9 7 8 8 5 1 6 1 0 8 6 8 7 Co m p on en te s cu rr ic u la re s: H IS T Ó R IA E G E O G R A FI A A R – A PR EN D ER e R EL A C IO N A R H is tó ri a e G eo gr af ia 2o A N O Ensino Fundamenta l • A no s In ic ia is 2O ANO ARAPRENDER e RELACIONAR História e Geografia Componentes curriculares: HISTÓRIA E GEOGRAFIA Obra interdisciplinar MANUAL DO PROFESSOR Ricardo Dreguer • Cássia Marconi Neuza Guelli • Cíntia Nigro Área do conhecimento: CIÊNCIAS HUMANAS LP PROVA PDF Formato papel capa papel miolo # Págs miolo LOMBADA 230x288 cartão 250 g offset 75 g 216 11 mm CAPAS AR HIST E GEO PNLD 2019 LP 2.indd All Pages 12/8/17 5:50 PM ISBN 978-85-16-10868-7 9 7 8 8 5 1 6 1 0 8 6 8 7 Co m p on en te s cu rr ic u la re s: H IS T Ó R IA E G E O G R A FI A A R – A PR EN D ER e R EL A C IO N A R H is tó ri a e G eo gr af ia 2o A N O Ensino Fundamenta l • A no s In ic ia is 2O ANO ARAPRENDER e RELACIONAR História e Geografia Componentes curriculares: HISTÓRIA E GEOGRAFIA Obra interdisciplinar MANUAL DO PROFESSOR Ricardo Dreguer • Cássia Marconi Neuza Guelli • Cíntia Nigro Área do conhecimento: CIÊNCIAS HUMANAS LP PROVA PDF Formato papel capa papel miolo # Págs miolo LOMBADA 230x288 cartão 250 g offset 75 g 216 11 mm CAPAS AR HIST E GEO PNLD 2019 LP 2.indd All Pages 12/8/17 5:50 PM ISBN 978-85-16-10868-7 9 7 8 8 5 1 6 1 0 8 6 8 7 Co m p on en te s cu rr ic u la re s: H IS T Ó R IA E G E O G R A FI A A R – A PR EN D ER e R EL A C IO N A R H is tó ri a e G eo gr af ia 2o A N O Ensino Fundamenta l • A no s In ic ia is 2O ANO ARAPRENDER e RELACIONAR História e Geografia Componentes curriculares: HISTÓRIA E GEOGRAFIA Obra interdisciplinar MANUAL DO PROFESSOR Ricardo Dreguer • Cássia Marconi Neuza Guelli • Cíntia Nigro Área do conhecimento: CIÊNCIAS HUMANAS LP PROVA PDF Formato papel capa papel miolo # Págs miolo LOMBADA 230x288 cartão 250 g offset 75 g 216 11 mm CAPAS AR HIST E GEO PNLD 2019 LP 2.indd All Pages 12/8/17 5:50 PMCAPAS AR HIST E GEO LP 2 PNLD_2019_BNCC.indd All Pages 03/10/19 10:02 0073P19366002IM 1a edição São Paulo, 2017 Ricardo Dreguer Bacharel e licenciado em História pela Universidade de São Paulo. Professor de História no Ensino Fundamental. Autor de obras didáticas e paradidáticas de História. Cássia Marconi Bacharel em Ciências Políticas e Sociais pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo. Licenciada em Pedagogia pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras Prof. José Augusto Vieira da Fundação Educacional de Machado. Assessora e coordenadora pedagógica no Ensino Fundamental. Neuza Guelli Bacharel e licenciada em Geografia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Professora de Geografia no Ensino Fundamental. Coordenadora e diretora pedagógica no Ensino Fundamental e no Médio. Cíntia Nigro Bacharel e licenciada em Geografia pela Universidade de São Paulo. Mestre em Geografia Humana pela Universidade de São Paulo. Professora de Geografia no Ensino Fundamental, no Médio e no Superior. Ensino Fundamental • Anos Iniciais História e Geografia 2O ANO AR APRENDER e RELACIONAR Obra interdisciplinar Componentes curriculares: HISTÓRIA E GEOGRAFIA Área do conhecimento: CIÊNCIAS HUMANAS MANUAL DO PROFESSOR FRONTIS AR HIST E GEO PNLD 2019 LP 2.indd 1 12/20/17 2:29 PM 1 3 5 7 9 10 8 6 4 2 Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados EDITORA MODERNA LTDA. Rua Padre Adelino, 758 - Belenzinho São Paulo - SP - Brasil - CEP 03303-904 Vendas e Atendimento: Tel. (0_ _11) 2602-5510 Fax (0_ _11) 2790-1501 www.moderna.com.br 2017 Impresso no Brasil Coordenação editorial: Cesar Brumini Dellore Edição de texto: Ana Carolina F. Muniz, Andrea de Marco Leite de Barros, Denise Ceron Assessoria didático-pedagógica: Amarildo Aparecido Vieira, Cintia Fontes Gerência de design e produção gráfica: Sandra Botelho de Carvalho Homma Coordenação de produção: Everson de Paula Suporte administrativo editorial: Maria de Lourdes Rodrigues (coord.) Coordenação de design e projetos visuais: Marta Cerqueira Leite Projeto gráfico: Otávio Santos, Adriano Moreno Barbosa Capa: Patricia Malízia Ilustração: avião de papel, balão de fala com ponto de exclamação, relógio despertador, óculos, bicicleta, caderno, bola de futebol, cacto, corações: ArtnLera/Shutterstock; fone de ouvido, mochila: Irina Adamovich/Shutterstock; lupa: VectorPot/Shutterstock; estrelas, olho, bola de basquete: VectorPixelStar/ Shutterstock; pipa: Gst/Shutterstock; chapéu de formatura, televisão: Perfect Vectors/Shutterstock; luneta: Ola-ola/Shutterstock Coordenação de arte: Patricia Costa Edição de arte: Edivar Goularth, Mônica Maldonado Editoração eletrônica: MRS Editorial Coordenação de revisão: Maristela S. Carrasco Revisão: Ana Maria C. Tavares, Cárita Negromonte, Renato da Rocha, Rita de Cássia Sam Coordenação de pesquisa iconográfica: Luciano Baneza Gabarron Pesquisa iconográfica: Camila Lago, Elena Ribeiro Coordenação de bureau: Rubens M. Rodrigues Tratamento de imagens: Denise Feitoza Maciel, Fernando Bertolo, Joel Aparecido, Luiz Carlos Costa, Marina M. Buzzinaro Pré-impressão: Alexandre Petreca, Denise Feitoza Maciel, Everton L. de Oliveira, Marcio H. Kamoto, Vitória Sousa Coordenação de produção industrial: Wendell Monteiro Impressão e acabamento: Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) AR : aprender e relacionar : história e geografia : manual do professor / Ricardo Dreguer... [et al.]. — 1. ed. — São Paulo : Moderna, 2017. Outros autores: Cássia Marconi, Neuza Guelli, Cíntia Nigro. Obra em 5 v. do 1o ao 5o ano. Componentes curriculares: História e geografia. 1. Geografia (Ensino fundamental) 2. História (Ensino fundamental) I. Dreguer, Ricardo. II. Marconi, Cássia. III. Guelli, Neuza. IV. Nigro, Cíntia. 17-09748 CDD-372.891 Índices para catálogo sistemático: 1. Geografia : Ensino fundamental 372.891 2. História : Ensino fundamental 372.89 002-033-ARHG2-PG-G19.indd 2 12/22/17 10:38 AM III Apresentação Caro professor Este Manual do Professor tem como objetivo principal fornecer subsídios para o desenvolvimento das sequências didáticas propostas no livro do aluno. Nesse sentido, apresentamos sugestões e recomendações para o encaminhamento e a ampliação do trabalho em sala de aula, sempre visando favorecer o desenvolvimento de habilidades essenciais dos componentes curriculares História e Geografia, integrantes da área de Ciências Humanas. Visando atingir esse objetivo, este Manual do Professor está estruturado em duas partes. • Orientações gerais: a primeira parte é composta pela explicitação da linha teórico-metodológica adotada na coleção, por meio de textos dos autores e de alguns pesquisadores com os quais a obra se identifica. Esses textos permitem uma reflexão sobre o processo de ensino-aprendiza- gem dos componentes curriculares História e Geografia, integrantes da área de Ciências Huma- nas, nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. • Orientações específicas: na segunda parte, o foco são as quatro unidades que compõem o livro do aluno. Assim, são apresentadas orientações detalhadas, página a página, sobre o trabalho proposto. Entre os elementos indicados destacamos: ✔ comentários sobre as questões interdisciplinares, envolvendo História e Geografia, que cons- tituem o principal eixo de trabalho da coleção; ✔ textos de especialistas que embasam o trabalho realizado nos capítulos; ✔ objetivos dos capítulos; ✔ habilidades que poderão ser desenvolvidas a partir das atividades propostas. Bom trabalho! Os autores 002-033-ARHG2-PG-G19.inddgrupo. Atividade em grupo: atividades que permitem o trabalho coletivo, que envolve discussões, tomada de decisões, sistematização e eventual ampliação. Desenho: atividades de representação, por meio de desenhos, de diferentes recortes espaciais e narrativas. Ampliação das informações A coleção apresenta também seções destinadas à ampliação das informações presentes em cada unidade, em que são apresentados novos dados ou fontes de leitura. 6. Trabalho interdisciplinar e organização dos volumes Os volumes destinados aos Anos Iniciais do Ensino Fundamental foram organizados a partir dos pressupostos teórico-metodológicos desta coleção, apresentados nas páginas anteriores. Nesse sentido, as quatro unidades temáticas que compõem cada volume são divididas em capítulos em que são trabalhadas diferentes competências e habilidades necessárias para o desenvolvimento das noções centrais dos componentes curriculares História e Geografia, como destacado neste Manual do Professor. Nas unidades, há blocos de dois capítulos interligados por uma questão interdisciplinar que cons- titui o eixo organizador das sequências didáticas e que está relacionada às habilidades constantes na BNCC ou com outras habilidades indicadas pelos autores. 7. O volume do 2o ano Conhecimentos anteriores e posteriores Os alunos do 2o ano do Ensino Fundamental possuem conhecimentos prévios construídos a partir da própria experiência pessoal: família, amigos, meios de comunicação e escola. No 2o ano vamos retomar e ampliar os objetos de conhecimento previstos na BNCC para o 1o ano. De leitor para leitor Sugestões de livros relacionados aos te- mas das unidades que podem ser trabalhados em sala de aula ou in- dicados como leitura complementar. Glossário Outra forma de ampliação de informações presente nesta coleção é o glossário, que traz o significado de palavras que estão destacadas nos textos. 002-033-ARHG2-PG-G19_BNCC.indd 22 3/22/19 3:16 PM XXIII Conhecimentos anteriores: objetos de conhecimento da BNCC para o 1o ano do Ensino Fundamental História Geografia • As fases da vida e a ideia de temporalidade (passado, presente, futuro). • As diferentes formas de organização da família e da comunidade: os vínculos pessoais e as relações de amizade. • A escola e a diversidade do grupo social envolvido. • A vida em casa, a vida na escola e formas de representação social e espacial: os jogos e brincadeiras como forma de interação social e espacial. • A vida em família: diferentes configurações e vínculos. • A escola, sua representação espacial, sua história e seu papel na comunidade. • O modo de vida das crianças em diferentes lugares. • Situações de convívio em diferentes lugares. • Ciclos naturais e a vida cotidiana. • Diferentes tipos de trabalho existentes no seu dia a dia. • Pontos de referência. • Condições de vida nos lugares de vivência. Fonte: elaborado com base em BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018. p. 370 e 406. Conhecimentos posteriores: objetos de conhecimento da BNCC para o 3o ano do Ensino Fundamental História Geografia • O “Eu”, o “Outro” e os diferentes grupos sociais e étnicos que compõem a cidade e os municípios: os desafios sociais, culturais e ambientais do lugar onde vive. • Os patrimônios históricos e culturais da cidade e/ou do município em que vive. • A produção dos marcos da memória: os lugares de memória (ruas, praças, escolas, monumentos, museus etc.). • A produção dos marcos da memória: formação cultural da população. • A produção dos marcos da memória: a cidade e o campo, aproximações e diferenças. • A cidade, seus espaços públicos e privados e suas áreas de conservação ambiental. • A cidade e suas atividades: trabalho, cultura e lazer. • A cidade e o campo: aproximações e diferenças. • Paisagens naturais e antrópicas em transformação. • Matéria-prima e indústria. • Representações cartográficas. • Produção, circulação e consumo. • Impactos das atividades humanas. Fonte: elaborado com base em BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018. p. 374 e 410. É importante destacar que as habilidades construídas ao longo do 2o ano também estão relacio- nadas com os conhecimentos posteriores, que serão trabalhados no 3o ano do Ensino Fundamental, por meio dos objetos de conhecimento referentes aos componentes curriculares Geografia e Histó- ria, que compõem a área de Ciências Humanas: 002-033-ARHG2-PG-G19_edital.indd 23 07/11/19 17:51 XXIV Unidade 1. Atividades do dia a dia Questões interdisciplinares Quais atividades as crianças podem realizar diariamente? O que é possível observar em nosso lugar de viver? Conteúdos dos capítulos 1. Acontecimentos do dia a dia • Noções temporais: a) anterioridade; b) posterioridade. • Marcadores de tempo: a) relógios; b) calendários. • Os meses e as atividades humanas. 2. O dia, a noite e as atividades • Paisagens durante o dia e à noite. • Atividades realizadas em diferentes períodos do dia. • Profissionais que realizam atividades durante o dia e à noite. • Alfabetização cartográfica: a) lateralidade; b) diferentes trajetos. 3. Conhecer e representar o lugar de viver • Características do lugar de viver e elementos da paisagem: a rua da escola. • Sinalização de trânsito. • Alfabetização cartográfica: a) forma de representação: mapa mental; b) diferentes caminhos e pontos de referência; c) pontos de vista: visão frontal, oblíqua e vertical; d) representação da sala de aula: maquete e planta. 4. Memória dos lugares • Diferentes interpretações sobre a noção de memória. • Memórias sobre as mudanças nos lugares. • Fontes históricas oral (depoimento) e visual (fotografia). • Mudanças no lugar de viver. Objetos de conhecimento O tempo como medida. Tipos de trabalho em lugares e tempos diferentes. Localização, orientação e representação espacial. Localização, orientação e representação espacial. A noção do “Eu” e do “Outro”: comunidade, convivências e interações entre pessoas. A organização das unidades do 2o ano Nos quadros a seguir, apresentamos os principais conteúdos, objetos de conhecimento e habilida- des relacionados às questões interdisciplinares selecionadas no volume do 2o ano. Além dos objetos de conhecimento e habilidades da BNCC, identificadas pelos seus respectivos códigos, destacamos outras habilidades desenvolvidas em cada unidade, conforme explicação constante na parte especí- fica deste Manual do Professor. CONTINUA NA PÁGINA XXV 002-033-ARHG2-PG-G19_BNCC.indd 24 3/22/19 3:17 PM XXV Unidade 2. A convivência entre as pessoas Questões interdisciplinares Como é a convivência entre as pessoas em algumas comunidades? Como os meios de transporte e de comunicação estão presentes na vida das pessoas? Conteúdos dos capítulos 5. Conviver no dia a dia • Diferentes formas de convivência e sociabilidade. • Comunidades quilombolas. • Mutirões: práticas e papéis exercidos nas comunidades. • Fontes históricas visual (pintura) e escrita (reportagem). • Diversos lugares de convivência e sociabilidade. • Cuidados para uma convivência adequada na vizinhança. • A convivência na comunidade onde se vive. 6. Lugares de convivência • Elementos da paisagem do bairro. • Alfabetização cartográfica: a) criação de símbolos e identificação de diferentes visões; b) representação da paisagem do lugar de viver. • A presença dos migrantes no bairro onde se vive. 7. Meios de transporte e de comunicação • Meios de transporte utilizados para chegar à escola. • Alfabetização cartográfica: construção de gráfico. • Práticas e equipamentos de segurança na utilização dos meios de transporte. • Meios de comunicação utilizados no dia a dia. • Cuidados no uso de alguns meios de comunicação. 8. Os meios de transporteem outros tempos • Formas de locomoção em diferentes tempos. • Os bondes e as mudanças nos costumes. • A convivência nos trens: primeira e segunda classe. • A situação dos passageiros nos ônibus em diferentes tempos. • A relação entre pedestres e motoristas: passado e presente. • Fonte histórica visual (cartum). Habilidades (EF02HI06) Identificar e organizar, temporalmente, fatos da vida cotidiana, usando noções relacionadas ao tempo (antes, durante, ao mesmo tempo e depois). (EF02HI07) Identificar e utilizar diferentes marcadores do tempo presentes na comunidade, como relógio e calendário. (EF02GE06) Relacionar o dia e a noite a diferentes tipos de atividades sociais (horário escolar, comercial, sono etc.). (EF02GE10) Aplicar princípios de localização e posição de objetos (referenciais espaciais, como frente e atrás, esquerda e direita, em cima e embaixo, dentro e fora) por meio de representações espaciais da sala de aula e da escola. (EF02GE08) Identificar e elaborar diferentes formas de representação (desenhos, mapas mentais, maquetes) para representar componentes da paisagem dos lugares de vivência. (EF02HI03) Selecionar situações cotidianas que remetam à percepção de mudança, pertencimento e memória. CONTINUAÇÃO DA PÁGINA XXIV CONTINUA NA PÁGINA XXVI 002-033-ARHG2-PG-G19_BNCC.indd 25 3/22/19 3:17 PM XXVI Objetos de conhecimento A noção do “Eu” e do “Outro”: comunidade, convivências e interações entre pessoas. Convivência e interações entre pessoas na comunidade. Riscos e cuidados nos meios de transporte e de comunicação. Os meios de transporte em diferentes tempos. Habilidades (EF02HI01) Reconhecer espaços de sociabilidade e identificar os motivos que aproximam e separam as pessoas em diferentes grupos sociais ou de parentesco. (EF02HI02) Identificar e descrever práticas e papéis sociais que as pessoas exercem em diferentes comunidades. (EF02GE01) Descrever a história das migrações no bairro ou comunidade em que vive. (EF02GE02) Comparar costumes e tradições de diferentes populações inseridas no bairro ou comunidade em que vive, reconhecendo a importância do respeito às diferenças. (EF02GE03) Comparar diferentes meios de transporte e de comunicação, indicando o seu papel na conexão entre lugares, e discutir os riscos para a vida e para o ambiente e seu uso responsável. Identificar as mudanças e permanências nas formas de locomoção dos moradores das cidades brasileiras em diferentes tempos. Unidade 3. Memórias e lugares Questões interdisciplinares Quais são as formas utilizadas pelas pessoas para registrarem suas vivências? Como podemos reconhecer mudanças nos objetos e nos lugares? Conteúdos dos capítulos 9. Formas de registro • Registros de família. • Fontes históricas visuais (cartão- -postal e álbum de fotografias) e escrita (diário). • Acontecimentos marcantes da história familiar. 10. Viver em diferentes lugares • Semelhanças e diferenças entre bairros. • Atitudes que valorizam o respeito entre as pessoas e a qualidade de vida nos bairros. • Elementos da paisagem do campo e da cidade. • Alfabetização cartográfica: a) diferentes planos da foto; b) diferentes visões da foto. 11. Lembranças de objetos • Objetos familiares como fontes de memória: noções de pertencimento. • Fontes históricas oral (depoimento) e materiais (utensílios domésticos e materiais escolares). 12. A mudança na paisagem • Mudanças na paisagem de um mesmo local em diferentes tempos. • Lugar de viver: o cotidiano das pessoas em diferentes tempos e os elementos da paisagem. • Alfabetização cartográfica: a) formas de representação da paisagem: croqui; b) diferentes visões. CONTINUAÇÃO DA PÁGINA XXV CONTINUA NA PÁGINA XXVII 002-033-ARHG2-PG-G19_edital.indd 26 10/14/19 9:56 AM XXVII Objetos de conhecimento A noção do “Eu” e do “Outro”: registros de experiências pessoais e da comunidade no tempo e no espaço. Formas de registrar e narrar histórias (marcos de memória materiais e imateriais). As fontes: relatos orais, objetos, imagens (pinturas, fotografias, vídeos), músicas, escrita, tecnologias digitais de informação e comunicação e inscrições nas paredes, ruas e espaços sociais. Experiências da comunidade no tempo e no espaço. Localização, orientação e representação espacial. A noção do “Eu” e do “Outro”: comunidade, convivências e interações entre pessoas. As fontes: relatos orais, objetos, imagens (pinturas, fotografias, vídeos), músicas, escrita, tecnologias digitais de informação e comunicação e inscrições nas paredes, ruas e espaços sociais. Mudanças e permanências. Habilidades (EF02HI04) Selecionar e compreender o significado de objetos e documentos pessoais como fontes de memórias e histórias nos âmbitos pessoal, familiar, escolar e comunitário. (EF02HI05) Selecionar objetos e documentos pessoais e de grupos próximos ao seu convívio e compreender sua função, seu uso e seu significado. (EF02HI08) Compilar histórias da família e/ou da comunidade registradas em diferentes fontes. (EF02GE04) Reconhecer semelhanças e diferenças nos hábitos, nas relações com a natureza e no modo de viver de pessoas em diferentes lugares. (EF02GE09) Identificar objetos e lugares de vivência (escola e moradia) em imagens aéreas e mapas (visão vertical) e fotografias (visão oblíqua). (EF02HI03) Selecionar situações cotidianas que remetam à percepção de mudança, pertencimento e memória. (EF02HI09) Identificar objetos e documentos pessoais que remetam à própria experiência no âmbito da família e/ou da comunidade, discutindo as razões pelas quais alguns objetos são preservados e outros são descartados. (EF02GE05) Analisar mudanças e permanências, comparando imagens de um mesmo lugar em diferentes tempos. CONTINUAÇÃO DA PÁGINA XXVI 002-033-ARHG2-PG-G19_BNCC.indd 27 3/22/19 3:17 PM Bibliografia XXVIII Unidade 4. As pessoas, o trabalho e o ambiente Questões interdisciplinares Quais são as diversas formas de trabalho das pessoas? Quais são os impactos que o uso do solo e da água e as formas do trabalho provocam no ambiente? Conteúdos dos capítulos 13. Tipos de trabalho nas comunidades • Trabalhadores que atuam em locais abertos e fechados. • Instrumentos de trabalho. • O trabalho nas comunidades. • Fontes históricas visuais (pintura e fotografia) e escrita (reportagem). 14. O trabalho no campo e na cidade • Elementos da paisagem do campo e da cidade. • Diversas etapas de trabalho na agricultura. • Pecuária: diferentes trabalhadores. • Tipos de extrativismo e aproveitamento de recursos naturais pelas pessoas. • O trabalho nas indústrias. • O trabalho no comércio e na prestação de serviços. • Alfabetização cartográfica: leitura de planta e legenda. 15. Formas de trabalho e impactos ambientais • Plantação de café e impacto ambiental. • Atividades econômicas na Amazônia e diferentes impactos ambientais. • Atividades econômicas na comunidade onde se vive e impactos ambientais. • Fontes históricas visuais (fotografia e pintura) e escritas (notícia e poema). 16. O solo e a água • Técnica de conservação do solo: rotação de culturas. • A distribuição desigual da água no planeta Terra. • Cuidados na utilização da água no lugar de viver. • Impactos ambientais no campo: agricultura e pecuária. • Impactos ambientais nas cidades: lixo. • Alfabetização cartográfica: leitura de representação e legenda. Objetos de conhecimento A sobrevivência e a relação com a natureza. Tipos de trabalho em lugares e tempos diferentes. A sobrevivência e a relação com a natureza. Os usos dos recursos naturais: solo e água no campo e na cidade. Habilidades (EF02HI10) Identificar diferentes formas de trabalho existentes na comunidadeem que vive, seus significados, suas especificidades e importância. (EF02GE07) Descrever as atividades extrativas (minerais, agropecuárias e industriais) de diferentes lugares, identificando os impactos ambientais. (EF02HI11) Identificar impactos no ambiente causados pelas diferentes formas de trabalho existentes na comunidade em que vive. (EF02GE07) Descrever as atividades extrativas (minerais, agropecuárias e industriais) de diferentes lugares, identificando os impactos ambientais. (EF02GE11) Reconhecer a importância do solo e da água para a vida, identificando seus diferentes usos (plantação e extração de materiais, entre outras possibilidades) e os impactos desses usos no cotidiano da cidade e do campo. 002-033-ARHG2-PG-G19_edital.indd 28 10/14/19 9:56 AM XXIX Bibliografia ALMEIDA, Rosângela D. de. Cartografia escolar. São Paulo: Contexto, 2007. ______; PASSINI, Elza Y. O espaço geográfico: ensino e representação. São Paulo: Contexto, 1994. BARCA, Isabel. O pensamento histórico dos jovens: ideias dos adolescentes acerca da provisoriedade da explicação histórica. Braga (Portugal). Universidade do Minho, 2000. BERGAMASCHI, Maria A. O tempo histórico nas primeiras séries do Ensino Fundamental. Texto de trabalhos aprovado para a 23a Reunião Anual da ANPEd, Caxambu/MG, set. 2000. Disponível em: . Acesso em: 11 nov. 2017. 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Encaminhamento Sugestões de encaminhamento e propostas complementares para facilitar o trabalho em sala de aula. Textos para aprofundamento Textos teóricos e metodológicos selecionados para aprimorar o trabalho docente em sala de aula. Fonte histórica Subsídio para o trabalho com o tipo de fonte histórica apresentada na seção Explorar fonte histórica, do livro do aluno. Retomando a questão interdisciplinar Indicação de possibilidades de trabalho com a seção Ligando os pontos, do livro do aluno. Alfabetização cartográfica Orientações de trabalho com a seção Cartografando, do livro do aluno. Habilidades Apresentação das habilidades que terão seu desenvolvimento favorecido no capítulo. 002-033-ARHG2-PG-G19.indd 32 12/22/17 10:39 AM 11 001-007-ARHG2-INICIAIS-G19.indd 1 12/22/17 2:20 PM 2 001-007-ARHG2-INICIAIS-G19.indd 2 12/22/17 2:20 PM 3 001-007-ARHG2-INICIAIS-G19.indd 3 12/26/17 9:04 AM 4 001-007-ARHG2-INICIAIS-G19.indd 4 12/22/17 2:20 PM 5 001-007-ARHG2-INICIAIS-G19.indd 5 12/22/17 2:20 PM 6 001-007-ARHG2-INICIAIS-G19.indd 6 12/22/17 2:20 PM 7 001-007-ARHG2-INICIAIS-G19-EDITAL.indd 7 10/15/19 9:24 AM 52 UNIDADE 2 A atividade proposta envolve a observação e a interpreta- ção de uma fotografia, per- mitindo a identificação de di- ferentes situações de convívio coletivo e a comparação com a vivência dos alunos. Mobilizando conhecimentos • Solicitar aos alunos que ob- servem a fotografia e descre- vam os principais elementos da paisagem. Orientá-los a explorar os detalhes e a iden- tificar o local e a data da fo- tografia na legenda. • Conversar sobre as situações de convivência que identifi- caram na fotografia. Deixá- -los expressar livremente suas ideias. A arte de conviver A convivência não anula as diferenças. Ao contrário, é a capacidade de acolhê-las, deixá-las ser diferentes e mesmo assim viver com elas e não apesar delas. A convivên- cia só surge a partir da relativização das diferenças em favor dos pontos em comum. Então surge a convergência necessária, base concreta para uma convivência pacífica, embora sempre haja níveis de tensão, por causa das legítimas diferenças. Vejamos alguns passos rumo à convivência: Em primeiro lugar, superar a estranheza pelo fato de alguém não ser de nosso mun- do. Logo perguntamos: de onde vem? Que veio fazer? Não devemos criar constrangi- mentos, nem enquadrar o estranho, mas acolhê-lo cordialmente. 052-091-ARHG2-PE-U02-G19.indd 52 12/26/17 9:17 AM 53 • Orientar coletivamente a re- alização das atividades da se- ção Primeiros contatos: 1. A fotografia retrata um parque com balanço, escor- regador, tanque de areia, uso de bicicleta, vegetação e bancos. 2. É possível identificar diver- sos adultos conversando e crianças brincando juntas no tanque de areia. 3. Incentivar os alunos a des- crever os locais de convívio coletivo que frequentam, identificando semelhan- ças e diferenças em rela- ção ao local retratado na fotografia. Em segundo lugar, evitar fazer-se logo uma imagem do outro e dar lugar a algum preconceito (se é negro, muçulmano, pobre). É difícil, mas é incondicional para a convivência. Einstein bem dizia: “é mais fácil desintegrar um átomo do que tirar um preconceito da cabeça de alguém”. Mas podemos tirar. Em terceiro lugar, procurar construir uma ponte com o diferente que se faz pela pelo diálogo e pela compreensão de sua situação. Em quarto lugar, é fundamental conhecer a língua ou rudimentos dela. [...] BOFF, Leonardo. A ameaça da convivência humana nos dias de hoje. Jornal do Brasil, 19 fev. 2017. Disponível em: . Acesso em: 23 nov. 2017. 052-091-ARHG2-PE-U02-G19.indd 53 12/26/17 9:21 AM http://www.jb.com.br/leonardo-boff/noticias/2017/02/19/a-ameaca-da-convivencia-humana-nos-dias-de-hoje/ http://www.jb.com.br/leonardo-boff/noticias/2017/02/19/a-ameaca-da-convivencia-humana-nos-dias-de-hoje/ 54 UNIDADE 2 • Ler com os alunos a questão do Desafio à vista! • Registrar à parte as hipóte- ses/ideias dos alunos sobre a questão. • Comentar que essa questão será abordada nos capítulos 5 e 6 e será retomada na se- ção Ligando os pontos. A questão interdisciplinar permite aos alunos conhecer algumas formas de convívio em diferentes comunidades e identificara presença dessas formas de convívio na comu- nidade onde vivem. Questão interdisciplinar As comunidades quilombolas As comunidades quilombolas são grupos étnicos – predominantemente constituí- dos pela população negra rural ou urbana –, que se autodefinem a partir das relações específicas com a terra, o parentesco, o território, a ancestralidade, as tradições e práticas culturais próprias. Estima-se que em todo o País existam mais de três mil comunidades quilombolas. Por força do Decreto no 4.887, de 2003, o Incra é a autarquia competente, na esfe- ra federal, pela titulação dos territórios quilombolas. As terras ocupadas por rema- nescentes das comunidades dos quilombos são aquelas utilizadas para a garantia de Habilidades (EF02HI01) Reconhecer espaços de sociabilidade e identificar os motivos que aproximam e separam as pessoas em dife- rentes grupos sociais ou de pa- rentesco. (EF02HI02) Identificar e des- crever práticas e papéis sociais que as pessoas exercem em di- ferentes comunidades. Objetivo do capítulo Este capítulo permite aos alu- nos reconhecer diversos espa- ços de sociabilidade e papéis sociais existentes em diferen- tes comunidades e na comuni- dade em que vivem. • Fazer uma leitura compartilha- da do texto, identificando com os alunos a comunidade citada e os locais de convivência. 052-091-ARHG2-PE-U02-G19_BNCC.indd 54 3/22/19 3:22 PM 55 • Fazer uma leitura comparti- lhada do texto reproduzido na atividade 2. • Orientar os alunos a identifi- car os dias da semana em que os moradores da comunidade de Macapazinho trabalham e o dia em que descansam. Em seguida, pedir-lhes que com- pletem o quadro do item A. • Solicitar aos alunos que identi- fiquem o tipo de alimentação dos integrantes da comunida- de no dia de folga e comple- tem a atividade do item B. • Conversar com eles sobre os dias de descanso na comuni- dade em que vivem e pedir- -lhes que respondam à ques- tão da atividade 3. Incentivar a participação de todos. sua reprodução física, social, econômica e cultural. Como parte de uma reparação histórica, a política de regularização fundiária de Territórios Quilombolas é de suma importância para a dignidade e garantia da continuidade desses grupos étnicos. Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Quilombolas. Disponível em: . Acesso em: 23 nov. 2017. Tema contemporâneo Diversidade cultural As atividades propostas per- mitem aos alunos conhecer ca- racterísticas do modo de vida dos moradores de algumas comunidades quilombolas, contribuindo para o respeito à diversidade cultural presente no Brasil. 052-091-ARHG2-PE-U02-G19.indd 55 12/18/17 11:38 AM http://www.incra.gov.br/quilombola 56 UNIDADE 2 • Fazer a leitura compartilhada do texto do início da página. • Informar aos alunos que no trabalho em mutirão as pes- soas se unem para fazer uma atividade que, geralmente, beneficia toda a comunidade e não é remunerada. • Solicitar aos alunos que ob- servem as fotografias repro- duzidas na página e identifi- quem a atividade das pessoas, o local e a data das fotogra- fias nas legendas. Quilombos: memória e resistência Os quilombos foram construídos como uma unidade básica de resistência do negro contra as condições de vida impostas pelo sistema escravista. Hoje, os qui- lombos constituem um legado material e imaterial de resistência com os quais os quilombolas desenvolvem e reproduzem modos de vida característicos num deter- minado lugar. [...] SILVA, Simone Rezende da. Quilombos no Brasil: a memória como forma de reinvenção da identidade e territorialidade negra. In: XII Coloquio Internacional de Geocrítica, Bogotá, p. 12, 7-11 maio 2012. Disponível em: . Acesso em: 23 nov. 2017. (Título adaptado). 052-091-ARHG2-PE-U02-G19.indd 56 12/18/17 11:38 AM http://www.ub.edu/geocrit/coloquio2012/actas/08-S-Rezende.pdf 57 • Realizar a leitura comparti- lhada do texto reproduzido na atividade 2. • Interpretar o texto juntamen- te com os alunos, destacando uma característica de algumas comunidades quilombolas: a ajuda mútua das famílias para a realização de determinadas atividades. • Incentivar os alunos a refletir sobre o tempo que uma famí- lia gastaria para realizar uma atividade com e sem o siste- ma de mutirão. Comunidades tradicionais [...] algumas características básicas destas comunidades tradicionais: a autoidentificação e autorreconhecimento; a interação face a face e o trabalho/atuação; a utilização em comum do território e dos recursos naturais do meio com base em conhecimentos e práticas geradas e transmitidas pela tradição, mediante for- mas próprias de organização. ARAUJO, Maria do Socorro Gomes; FILHO, Domingos Leite. Práticas sociais, trabalho e cultura: ancestralidade, produção do conhecimento e organização das comunidades negras quilombolas do Paraná. In: XXVI Congreso de la Asociación Latinoamericana de Sociología. Guadalajara, 2007. p. 10. (Título adaptado). 052-091-ARHG2-PE-U02-G19.indd 57 12/27/17 12:12 PM 5858 UNIDADE 2 • Solicitar aos alunos que ob- servem a obra de arte e façam a leitura da legenda, identi- ficando o título da obra e o artista. • Orientar que descrevam as cenas representadas e a épo- ca em que a obra foi produ- zida, estimulando-os a perce- ber que a obra não é atual. • Instigá-los a comparar as cenas de convivência representadas na obra com as situações de convivência estudadas em sala de aula. Mediação, indagação e compreensão das obras de arte [...] a ação do mediador [...] estimula o público a pensar, imaginar e criar uma leitu- ra da obra que está em sua frente. [...] quando entramos em contato com o mediador, ele nos ajuda a ver elementos na obra que passaram despercebidos, possibilitando uma fantástica viagem na qual podemos relacionar o que estamos vendo com nossas vivências. Outro elemento importante a ser considerado na tarefa de mediação diz respeito ao argumento [...] que “não se trata mais de perguntar o que o artista quis dizer em sua obra, mas o que a obra nos diz, aqui e agora, em nosso contexto, e o que disse em outros contextos históricos, a outros leitores”. [...] Fonte histórica iconográfica ou visual: pintura A atividade proposta permi- te explorar com os alunos uma fonte histórica visual (a pintura) por meio da ob- servação e da descrição das situações de convivência re- presentadas. 052-091-ARHG2-PE-U02-G19.indd 58 12/18/17 11:38 AM 5959 • Fazer a leitura compartilha- da do texto introdutório. • Propor-lhes que observem a imagem reproduzida na ati- vidade 1 e descrevam a cena representada. • Fazer uma leitura comparti- lhada da reportagem, identi- ficando com os alunos as si- tuações de convivência entre as pessoas e as atitudes que contribuem para uma boa convivência. • Orientar os alunos a relacio- nar as informações identifi- cadas na imagem com suas atividades cotidianas. • Anotar na lousa os comentá- rios dos alunos. • Orientar os alunos na iden- tificação das atividades das pessoas e no cuidado com o espaço comum, destacando a participação dos vizinhos e a limpeza ao final. [...] o objetivo maior, então, não é simplesmente propiciar que os aprendizes co- nheçam apenas artistas como Monet, Picasso ou Volpi, mas que os alunos possam perceber como o homem e a mulher, em tempos e lugares diferentes puderam falar de seus sonhos e de seus desejos, de sua cultura, de sua realidade e de suas esperanças e desesperanças, de seu modo singular de pesquisar a materialidade por intermédio da linguagem da Arte (MARTINS, 2003, p. 57). JOHANN, Maria Regina; RORATTO, Luciara Judite Bernardi. A dimensão educativa da mediação artística e cultural: a construção do conhecimento através da apreciação na presença da obra. p. 5. Disponível em: .Acesso em: 23 nov. 2017. 052-091-ARHG2-PE-U02-G19.indd 59 12/18/17 11:38 AM https://periodicos.ufsm.br/revislav/article/viewFile/3071/2154 6060 UNIDADE 2 As atividades desta página possibilitam abordar com os alunos atitudes de respeito às pessoas com as quais convivem. • Propor aos alunos que obser- vem e leiam os diálogos da tirinha da personagem Ar- mandinho. • Encaminhar uma roda de conversa sobre a interpreta- ção que os alunos fizeram da tirinha, incentivando-os a ex- por suas ideias. • Solicitar que façam as ativi- dades individualmente. • Em uma roda de conversa, pedir aos alunos que compar- tilhem suas respostas com os colegas, retomando os hábitos adequados da convivência en- tre pessoas que vivem juntas. 052-091-ARHG2-PE-U02-G19.indd 60 12/18/17 11:38 AM 6161 • A atividade proposta permite ao aluno entrar em contato com um morador da comuni- dade e colher suas opiniões (fonte histórica oral). • Retomar com eles algumas atitudes de respeito ao en- trevistado. • Combinar um prazo para a rea- lização das entrevistas: uma se- mana ou quinze dias, de acordo com seu planejamento. • No dia combinado, registrar na lousa o resultado das en- trevistas, compilando os da- dos com os alunos. 052-091-ARHG2-PE-U02-G19.indd 61 12/18/17 11:39 AM 6262 UNIDADE 2 • Realizar a leitura comparti- lhada do texto inicial. • Conversar com os alunos so- bre o que compreenderam do texto e sobre as caracte- rísticas gerais do bairro onde moram e dos bairros pelos quais circulam. • Realizar a leitura, com os alu- nos, do texto sobre o bairro em que a personagem Marce- lo vive, reproduzido na ativi- dade 1, esclarecendo dúvidas de vocabulário. • Solicitar que descrevam oral- mente o bairro em que a per- sonagem Marcelo vive e re- latem se no bairro onde eles moram há locais semelhantes. O lugar e o bairro no ensino de Geografia Se trabalharmos a partir de situações e lugares próximos aos alunos e explicarmos a lógica que ordena a organização desses espaços, então os educandos poderão acom- panhar os processos de mudanças que se operam no seu entorno, porque tiveram a oportunidade de, em sala de aula, estabelecer a analogia entre o ambiente anterior e aquele que se estabeleceu após a sua interferência como cidadão ativo, porque con- tribuímos com algumas ferramentas que lhes possibilitaram a aquisição de conheci- mentos que potencialmente proporcionam sua ação efetiva. E por esta razão, nossos Objetivos do capítulo Possibilitar aos alunos: observar características dos bairros, suas paisagens e seus lugares de con- vivência, estabelecendo seme- lhanças e diferenças entre eles, e compreender a influência dos migrantes na formação desses bairros; desenvolver a habilida- de de elaboração de símbolos e representação gráfica de três pontos de vista: frontal, vertical e oblíquo. Habilidades (EF02GE01) Descrever a histó- ria das migrações no bairro ou comunidade em que vive. (EF02GE02) Comparar costu- mes e tradições de diferentes populações inseridas no bairro ou comunidade em que vive, reconhecendo a importância do respeito às diferenças. 052-091-ARHG2-PE-U02-G19.indd 62 12/18/17 11:39 AM 6363 alunos serão capazes de relacionar suas experiências vividas nas aulas com o seu co- tidiano: reconhecer o sentido entre escola – bairro – vida – cidade (e também relações inversas). A este aluno será possível trazer para a sala de aula sua vivência fora dos muros da escola. [...] DUARTE, Celma Soares da Mota. O lugar e o bairro no ensino de Geografia: refletindo sobre situações de ensino em uma escola da periferia de Uberlândia. Revista de Ensino de Geografia, v. 2, n. 3, p. 113-136, jul.-dez. 2011. • Orientar os alunos na realiza- ção das atividades 1 e 2. • Solicitar que observem os símbolos reproduzidos na atividade 3 e conversar sobre o que eles representam. • Perguntar se existem, no lu- gar onde vivem, os estabele- cimentos representados pelos símbolos identificados. • Propor que imaginem outros locais que esses símbolos pos- sam representar. O símbolo da loja, por exemplo, pode ser utilizado para representar uma sorveteria ou uma padaria; o da escola pode ser utilizado para representar uma biblio- teca ou um centro cultural; o da praça pode ser utilizado para representar um parque ou um jardim. Essa atividade é importante, pois ajuda os alunos a compreender que um símbolo é uma representação visual e pode conter alguns significados. • Orientá-los a elaborar os sím- bolos da atividade 4. Para isso, conversar com eles sobre a característica fundamental de um símbolo para repre- sentar adequadamente um elemento. • Em uma roda de conversa, so- licitar aos alunos que mostrem os símbolos que criaram e ex- pliquem como idealizaram essa elaboração. 052-091-ARHG2-PE-U02-G19.indd 63 12/21/17 2:56 PM 6464 UNIDADE 2 • Orientar os alunos a observar elementos da paisagem do bairro onde moram (constru- ções, sinalizações, estabeleci- mentos comerciais, vegetação e estado de conservação das ruas) e também aspectos re- lacionados à circulação das pessoas; os frequentadores do bairro, o movimento nas ruas e o respeito às sinalizações. • Solicitar que relatem na fi- cha da atividade 1 o que lhes chamou a atenção no bairro e por quê. • Conversar sobre a elaboração do desenho de uma paisagem do bairro, solicitando que es- colham um local que lhes cha- mou a atenção e desenhem elementos da paisagem que identifiquem uma caracterís- tica importante desse lugar. • Compartilhar as ideias sobre as vantagens e as desvanta- gens de viver nesse bairro, se sentiram falta de algo nos locais por onde passaram e o que mudariam na paisagem para melhorar a vida das pessoas. A observação da paisagem Ao iniciar um estudo novo, a observação é fundamental para produzir motivações, a partir da problematização do tema e da realidade observada. A observação de seres ou objetos encontrados pelos alunos deve ser, assim, guiada pela sua curiosidade e necessidades mais imediatas. [...] A paisagem problematizada através de uma observação direta do lugar de vi- vência do aluno ou de uma observação indireta de uma paisagem representada pode fornecer elementos importantes para a construção de conhecimentos referentes ao espaço nela expresso [...]. CAVALCANTI, Lana de Souza. Geografia e práticas de ensino. Goiânia: Alternativa, 2002. p. 81. 052-091-ARHG2-PE-U02-G19.indd 64 12/18/17 11:39 AM 6565 Alfabetização cartográfica [...] A construção dos conceitos de visão vertical e visão oblíqua facilitará a trans- posição de imagem tridimensional para bidimensional; a lateralidade será trabalhada para desenvolver noções de orientação; a compreensão da proporção ajudará a desen- volver as noções de escala; e a legenda, a função de, por meio de símbolos, representar objetos, fenômenos e lugares destacados no mapa. ROMANO, Sonia Maria M. Alfabetização cartográfica: a construção do conceito de visão vertical e a formação de professores. In: CASTELLAR, Sonia (Org.). Educação geográfica: teorias e práticas docentes. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2006. p. 157-158. • Solicitar aos alunos que ob- servem as imagens das cons- truções nos três pontos de vista e descrevam caracterís- ticas que podem ser observa- das em cada uma. • Conversar com eles sobre os elementos que podem ser percebidos nas imagens da casa: para observar a altura da porta, da janela e da pa- rede, a visão mais adequada é a frontal. Para observar o formato e tamanho do te- lhado, a visão vertical é mais adequada e, para observar o formato geral da casa, a visão oblíqua é mais adequada. • Realizar o mesmo procedimen- to na observação das imagens do edifício: características se- melhantes podem ser identi- ficadas tanto na casa quanto no edifício. • Comentar com os alunos que o ponto de vista vertical é o utilizado nos mapas e demaisrepresentações cartográficas. Alfabetização cartográfica A atividade possibilita aos alunos desenvolver a habili- dade de elaborar represen- tações de diferentes pontos de vista: frontal, vertical e oblíquo. 052-091-ARHG2-PE-U02-G19.indd 65 12/21/17 2:57 PM 6666 UNIDADE 2 • Realizar a leitura coletiva do texto sobre a moradora da Mooca, reproduzido na ati- vidade 1, e conversar com os alunos a respeito das dúvidas de vocabulário. • Conversar sobre as seme- lhanças entre a convivência dos moradores da Mooca e a convivência entre os mora- dores do bairro onde os alu- nos moram. • Comentar com os alunos al- gumas informações sobre a origem da imigração italiana no Brasil. O texto abaixo da reprodução da página do li- vro do aluno trata do assunto. • Conversar com eles sobre as ideias de bairro e convivência contidas no texto: identificar a atividade profissional que a moradora exerce e verifi- car se no bairro em que os alunos vivem há esse tipo de serviço; descrever a outra ati- vidade exercida por ela, além da profissional, e a origem da família dela. O legado e a cultura dos imigrantes italianos no Brasil Os italianos que desembarcaram nessa época no Brasil trouxeram na bagagem mui- tas tradições culturais que foram incorporadas à cultura brasileira, e que até hoje se fazem presentes. Algumas palavras do italiano foram “aportuguesadas” e, com o tempo, passaram a fazer parte do vocabulário do brasileiro, como a palavra tchau, proveniente do italiano “ciao”. As novas técnicas agrícolas que os imigrantes trouxeram foram aplicadas nas la- vouras do Brasil. Se falarmos então da culinária, podemos perceber que a influência italiana foi muito grande e marcante, principalmente, no quesito massas (macarro- nada, nhoque, canelone, ravióli etc.), molhos e pizzas. Como o catolicismo no Brasil 052-091-ARHG2-PE-U02-G19.indd 66 12/26/17 9:23 AM 6767 • Conversar com os alunos so- bre a opinião da moradora a respeito do bairro e os indícios que comprovam essa opinião. As mudanças que ela realizou, todas dentro do bairro, assim como a menção à solidarieda- de demonstrada pelos mora- dores, justificam o fato de que ela se identifica com o bairro. • Comentar sobre os locais de convivência do bairro da Mooca citados na reporta- gem, como a escola de sam- ba e o time de futebol. • Na atividade 2, orientar os alunos a refletir sobre a im- portância da boa convivência entre os moradores do bair- ro. Socializar as respostas in- dividuais. era forte, a imigração italiana – povo também católico em sua maioria – ajudou a fortalecer ainda mais a religião no país. Esses fatos mostram apenas um pedaço dessa história tão rica e que acabou aproximando os dois países geograficamente tão distan- tes, criando laços para todo sempre. Imigração italiana no Brasil. Pesquisa Italiana. Disponível em: . Acesso em: 1o nov. 2017. 052-091-ARHG2-PE-U02-G19.indd 67 12/18/17 11:39 AM https://www.pesquisaitaliana.com.br/imigracao-italiana-tempo/ 6868 UNIDADE 2 Migração e urbanização A proximidade entre urbanização e migração é evidente. A colonização europeia e o surgimento de núcleos de povoamento dependentes da exploração de recursos naturais foi um processo que atraiu migrantes do mundo inteiro, sobretudo quan- do metais preciosos eram descobertos. Cidades e povoados ganhavam muito com a imigração em massa, especialmente se a riqueza mineral ocupasse muitos anos de exploração, como ocorreu na América do Norte e no Brasil dos séculos XVIII e XIX. Esse foi o tempo da urbanização esparsa de tipo pré-industrial. Um segundo momen- to teve início no século XX quando determinadas cidades e regiões concentraram grande número de atividades industriais e imigrantes, a maioria deles de origem rural. • Realizar a leitura compartilha- da do texto sobre o migrante e esclarecer dúvidas de voca- bulário. • Conversar com os alunos so- bre as características dos locais pelos quais a pessoa citada no texto passou antes de se fixar em São Bernardo do Campo. • Chamar a atenção dos alu- nos para o fato de José ter se mudado, na década de 1980, para uma região que estava na fase de maior crescimento por causa da industrialização. • Destacar o rápido crescimento da população de São Bernar- do do Campo: o número de habitantes aumentou 14 vezes em apenas 30 anos. 052-091-ARHG2-PE-U02-G19.indd 68 12/18/17 11:39 AM 6969 • Orientar os alunos para a en- trevista, realizando a leitura de cada item da ficha e co- mentando o que é importan- te registrar em cada um deles. • Socializar o resultado das entrevistas em uma roda de conversa. Identificar os locais de origem dos entrevistados, as razões da migração e a re- lação deles com o lugar onde vivem atualmente. No Brasil, Rio de Janeiro e São Paulo tornaram-se polos regionais e atraíram milhões de imigrantes por várias décadas. Um terceiro momento iniciou-se a partir de 1980 no Brasil, com a dispersão de população e investimentos em direção a cidades de porte médio em diversas regiões do país. [...] MATOS, Ralfo. Migração e urbanização no Brasil. Geografias, v. 8, n. 1, p. 7, jan.-jun. 2012. Disponível em: . Acesso em: 1o nov. 2017. 052-091-ARHG2-PE-U02-G19.indd 69 12/21/17 2:57 PM 7070 UNIDADE 2 • Conversar com os alunos so- bre a convivência entre as pessoas no lugar onde vivem. • Encaminhar a conversa para que os alunos percebam que os conflitos são inerentes a qualquer grupo social. Di- ferenças sempre vão existir, mas os diálogos podem ser instrumentos importantes na busca de soluções em bene- fício de toda a comunidade. • Comentar as principais carac- terísticas das formas de convi- vência existentes em algumas comunidades, estabelecendo semelhanças e diferenças en- tre tais lugares. • Relembrar os elementos que compõem a paisagem dos bairros e seus aspectos posi- tivos e negativos, retoman- do as sugestões feitas pelos alunos de melhoria do bairro em que vivem. • Conversar sobre os espaços de convivência da comunidade, suas características e varieda- des, e a importância de sua existência. • Comentar as atividades de trabalho e de lazer nas comu- nidades, estimulando os alu- nos a refletir sobre os espaços de lazer mais comuns e o que é mais necessário no local em que vivem. Nesta seção, os alunos têm a possibilidade de refletir sobre a questão da seção Desafio à vista!, proposta na página 54, identificando as formas de convivência entre as pessoas em algumas co- munidades. Retomando a questão interdisciplinar 052-091-ARHG2-PE-U02-G19.indd 70 12/18/17 11:39 AM 7171 • Retomar com os alunos o sig- nificado do sistema de mu- tirão (um trabalho coletivo para ajudar alguém ou toda a comunidade) e propor-lhes a realização de um mutirão para melhorar a escola. • Escrever na lousa uma lista de itens que podem ser me- lhorados na escola. Os alunos podem, por exemplo, revita- lizar o acervo da biblioteca arrecadando doações na vi- zinhança da escola, construir um jardim, implantar uma horta na escola ou um posto de coleta seletiva de lixo. • Realizar uma votação para a escolha de um desses itens. • Elaborar uma lista de mate- riais necessários para a reali- zação dessa tarefa e distribuir as funções entre os alunos. • Estimular a ação dos alunos para que conversem com pes- soas da área, sob a supervisão de um adulto, e organizem a coleta de materiais necessá- rios. Se escolherem implantar um posto de coleta seletiva de lixo, além de obter os ma- teriais necessários para a ins- talação, orientar os alunos a escrever uma carta à prefei- tura requisitando o serviço de retirada do material reciclável. • Terminado o trabalho, con- versar com os alunos sobre a experiênciade participar de um mutirão. 052-091-ARHG2-PE-U02-G19.indd 71 12/18/17 11:39 AM 7272 UNIDADE 2 • Elaborar uma lista dos meios de transporte e de comunica- ção que os alunos conhecem. • Solicitar que relatem a im- portância desses meios para a vida das pessoas. • Conversar sobre os meios de transporte utilizados pelos alunos. • Realizar a leitura coletiva dos textos reproduzidos na ativi- dade 1 e esclarecer dúvidas de vocabulário. Tipos de vias para bicicletas Ciclovia É um espaço segregado para fluxo de bicicletas. Isso significa que há uma separa- ção física isolando os ciclistas dos demais veículos. [...] Essa separação pode ser através de mureta, meio-fio, grade, blocos de concreto ou outro tipo de isolamento fixo. [...] Ciclofaixa É quando há apenas uma faixa pintada no chão, sem separação física de qualquer tipo (inclusive cones ou cavaletes). Pode haver “olhos de gato” ou no máximo os ta- chões do tipo “tartaruga”, como os que separam as faixas de ônibus. [...] A questão proposta possibilita aos alunos identificar alguns meios de transporte e de co- municação e compreender sua importância para a conexão entre as pessoas e os locais. Questão interdisciplinar Objetivos do capítulo Possibilitar aos alunos refletir sobre os meios de transpor- te, suas vantagens e desvan- tagens, e a relação de cada um com o lugar em que vive e sua influência no meio am- biente e na vida das pessoas; conhecer a função de alguns meios de comunicação, sua importância na conexão de pessoas e o uso adequado de cada um; desenvolver as habi- lidades de organizar tabelas, construir gráficos de barra e elaborar símbolos. Habilidade (EF02GE03) Comparar diferen- tes meios de transporte e de comunicação, indicando o seu papel na conexão entre lugares, e discutir os riscos para a vida e para o ambiente e seu uso responsável. 052-091-ARHG2-PE-U02-G19_BNCC.indd 72 3/22/19 3:21 PM 7373 • Solicitar aos alunos que ob- servem as imagens desta página e da anterior, que re- tratam a bicicleta e o barco como meios de transporte. • Orientar os alunos para que descrevam as fotos, indican- do os elementos que com- põem a paisagem, o local retratado, as pessoas envol- vidas e a atividade que estão realizando. • Orientar os alunos a realizar o levantamento dos proble- mas relacionados ao uso dos meios de transporte retra- tados: bicicleta – é preciso atentar para a segurança de motoristas nas ruas, as subi- das e descidas e a falta de si- nalização ou de locais exclu- sivos para as bicicletas; barco – em épocas de seca, a vazão dos rios diminui, o que difi- culta o acesso às localidades, e a superlotação pode gerar problemas com segurança dos passageiros. • Conversar sobre a relação dos meios de transporte com o lugar de viver. Nas regiões repletas de rios, o barco é um meio de transporte ade- quado. Cidades com terreno plano ou com ciclovias incen- tivam o uso da bicicleta. Ciclovia operacional Faixa exclusiva instalada temporariamente e operada por agentes de trânsito. [...] Espaço compartilhado [...] Pela lei, quando não houver ciclovia ou ciclofaixa, a via deve ser compartilhada (art. 58 do Código de Trânsito). Ou seja, bicicletas e carros podem e devem ocupar o mesmo espaço viário. [...] CRUZ, Willian. Ciclovia, ciclofaixa, ciclorrota e espaço compartilhado. Vá de bike, 27 jun. 2014 Disponível em: . Acesso em: 23 nov. 2017. 052-091-ARHG2-PE-U02-G19.indd 73 12/21/17 2:57 PM http://vadebike.org/2011/05/ciclovia-ciclofaixa-ciclo-rota-e-espaco-compartilhado/ 7474 UNIDADE 2 • Orientar os alunos a comentar sobre os meios de transporte que usam para chegar à esco- la e as possíveis dificuldades que enfrentam no trajeto. • Solicitar aos alunos que des- crevam a imagem da atividade 5, chamando a atenção para a fumaça expelida pelos ônibus, pelos carros e pela moto, e as consequências dessa poluição para a vida das pessoas. • Incentivar os alunos a refletir sobre o tipo de cidade repre- sentado na imagem. Gráficos: fazer e entender A criança observa o gráfico e distingue sua forma e conteúdo, extraindo a infor- mação. Em estágios sucessivos de “melhoramento”, mediante a elaboração e leitura dos gráficos, o aluno passa a perceber a relação entre as informações, antes isoladas, até chegar à síntese. Ao analisar os dados e fazer a síntese, a criança pode perceber a Geografia presente nos dados. [...] é importante que os professores ofereçam situações reais para que as crianças observem, coletem dados concretos do espaço de vivência e elaborem gráficos. Essa 052-091-ARHG2-PE-U02-G19.indd 74 12/18/17 11:39 AM 7575 • Reproduzir na lousa o qua- dro sobre os meios de trans- porte da atividade 1. • Realizar o levantamento dos dados sobre os meios de trans- porte utilizados pelos alunos para se deslocar até a escola. • Marcar um sinal para cada aluno no meio de transporte correspondente. • Contar os sinais de cada meio de transporte e escrever a quantidade correspondente. • Conversar com os alunos so- bre o resultado do quadro: o meio de transporte mais utilizado e o menos utilizado pelos alunos. • Orientar os alunos para que construam o gráfico de bar- ras solicitado na atividade 2. • Importante ressaltar que cada quadradinho corresponde a cinco alunos da classe, e não a apenas um. • Caso a quantidade de alunos que utiliza algum meio de transporte não seja um múltiplo de 5, solicitar aos alunos que sugira ideias de representação para essa situação. Uma solu- ção possível é não pintar todo o quadradinho, mas apenas a parte proporcional à quanti- dade indicada. • Conversar sobre outros possí- veis símbolos para representar o meio de transporte mais uti- lizado pelos alunos. linguagem é importante para cidadãos do mundo, porque é universal; expõe a essência da informação, desenvolve o pensamento lógico; uma importante ferramenta para in- vestigação e apresentação dos resultados de uma pesquisa. PASSINI, Elsa Y. Gráficos: fazer e entender. In: PONTUSCHKA, Nídia N.; OLIVEIRA, Ariovaldo U. de (Orgs.). Geografia em perspectiva: ensino e pesquisa. São Paulo: Contexto, 2002. p. 209. Alfabetização cartográfica As atividades propostas pos- sibilitam aos alunos desen- volver a habilidade de orga- nizar dados em uma tabela, a de construir gráficos de barra e a de elaborar símbo- lo adequado a uma temática. 052-091-ARHG2-PE-U02-G19.indd 75 12/18/17 11:39 AM 7676 UNIDADE 2 • Orientar os alunos para que observem as imagens que re- presentam cenas de uso segu- ro dos meios de transporte e os respectivos meios. • Solicitar que descrevam as cenas das imagens e falem sobre os possíveis locais em que existem esses meios de transporte. • Conversar com eles sobre a importância do uso de equi- pamentos de segurança e a forma adequada de utilizar os meios de transporte. • Orientar os alunos para que relatem outras atitudes de prática segura no uso de cada meio de transporte. • Conversar com os alunos so- bre algumas regras do trân- sito que conhecem e por que elas são importantes. Montar um mural na classe com al- gumas regras e elaborar de- senhos para ilustrá-las. Tema contemporâneo Educação para o trânsito Essa é uma oportunidade para tratar da temática da educa- ção para o trânsito, conver- sando com os alunos sobre as medidas de segurança na utilização de diferentes meios de transporte. 052-091-ARHG2-PE-U02-G19.indd 76 12/21/17 2:58 PM 7777 • Solicitar aos alunos que ob- servem as imagens e descre- vam as cenas representadas. • Realizar a leitura comparti- lhada das informações, solici- tando a cada aluno que leia um item. • Conversar com os alunos so- bre as medidas de segurança que eles tomam para evitar acidentes nas ruas. Atividadecomplementar • Organizar os alunos em gru- pos e dar orientações para que elaborem desenhos de cenas em que pessoas tomem outras atitudes cuidadosas com rela- ção à segurança no trânsito. • Solicitar que elaborem le- gendas claras para os dese- nhos realizados. 052-091-ARHG2-PE-U02-G19.indd 77 12/18/17 11:39 AM 7878 UNIDADE 2 As mídias educam Estamos deslumbrados com o computador e a Internet na escola e vamos deixando de lado a televisão e o vídeo, como se já estivessem ultrapassados, não fossem mais tão importantes ou como se já dominássemos suas linguagens e sua utilização na educação. A televisão, o cinema e o vídeo, CD ou DVD – os meios de comunicação audio- visuais – desempenham, indiretamente, um papel educacional relevante. Passam-nos continuamente informações, interpretadas; mostram-nos modelos de comportamen- to, ensinam-nos linguagens coloquiais e multimídia e privilegiam alguns valores em detrimento de outros. • Escrever na lousa uma lista de meios de comunicação que os alunos conhecem. • Conversar com os alunos sobre os usos desses meios de comu- nicação, solicitando que re- latem situações em que cada um deles é usado e sua impor- tância para a vida das pessoas. • Realizar a leitura compartilha- da do texto inicial e conversar sobre os meios de comunica- ção citados que os alunos co- nhecem ou possuem. • Orientar os alunos no regis- tro da atividade 1, com base na conversa sobre meios de comunicação e seus usos. • Comentar com eles que exis- tem pessoas que não têm acesso a todos os meios de comunicação, principalmen- te à internet, ou têm acesso restrito, por exemplo, ao uso de televisão e rádio. Essas pessoas estão inseridas em um processo que chamamos de exclusão digital. • Perguntar se eles conhecem alguém nessa situação e como essa pessoa faz para se comunicar. 052-091-ARHG2-PE-U02-G19.indd 78 12/18/17 11:39 AM 7979 • Socializar os registros da ati- vidade 1 e conversar com os alunos sobre os meios de co- municação que mais utilizam. • Orientar o registro da ati- vidade 2 e conversar sobre cada meio de comunicação, suas vantagens, desvanta- gens e possibilidades de uso. A informação e a forma de ver o mundo predominantes no Brasil provêm funda- mentalmente da televisão. Ela alimenta e atualiza o universo sensorial, afetivo e ético que crianças e jovens – e grande parte dos adultos – levam a para sala de aula. [...] [...] Aqui reside o ponto crucial da educação: ajudar o educando a encontrar um eixo fundamental para a sua vida, a partir do qual possa interpretar o mundo (fenô- menos de conhecimento), desenvolva habilidades específicas e tenha atitudes coeren- tes para a sua realização pessoal e social. MORÁN, José. As mídias na educação. Desafios na comunicação pessoal. 3. ed. São Paulo: Paulinas, 2007. p. 162, 164. Disponível em: . Acesso em: 23 nov. 2017. 052-091-ARHG2-PE-U02-G19.indd 79 12/21/17 2:58 PM http://www.eca.usp.br/prof/moran/site/textos/tecnologias_eduacacao/midias_educ.pdf http://www.eca.usp.br/prof/moran/site/textos/tecnologias_eduacacao/midias_educ.pdf 8080 UNIDADE 2 Identidade, lugar, território e mídia A evolução dos meios de comunicação de massa e das redes sociais modifica a noção de tempo e espaço. Os telejornais e a imprensa escrita, quando noticiam um fato, fazem-no quando este já circulou pela Internet e pelas redes sociais – quando, na verdade, deixou de ser novidade. [...] Essa evolução da velocidade de circulação da informação tem seus efeitos no ensino e, portanto, deve ser incorporada na organização do trabalho do professor. O lugar de vivência dos alunos – deixou de ser apenas o espaço físico (a rua, o bairro, a sala de aula); hoje esses alunos se conectam e virtualmente constituem novos habitats. • Conversar com os alunos so- bre as profissões que eles gos- tariam de exercer no futuro. • Ler para os alunos o trecho do texto reproduzido na ati- vidade 1. • Comentar as profissões cita- das no artigo. • Conversar sobre os jornais im- pressos e digitais que conhecem. • Solicitar que investiguem no- mes de jornais impressos que existem no lugar onde vivem. • Orientá-los a conversar com um jornaleiro ou com al- guém que trabalhe na bi- blioteca da escola para obter mais informações a respeito. • Organizar os alunos em du- plas e propor que façam o registro das informações soli- citadas nas atividades 1, 2 e 3. 052-091-ARHG2-PE-U02-G19.indd 80 12/18/17 11:39 AM 8181 • Realizar a leitura compartilha- da do texto sobre os cuidados no uso dos meios de comuni- cação: televisão, computador e celular. • Conversar com os alunos so- bre cada um dos itens citados, evidenciando as desvantagens do uso excessivo desses meios de comunicação. • Solicitar aos alunos que rela- tem os cuidados que tomam ao usar esses meios de co- municação e se conhecem al- guém que já foi prejudicado por usá-los inadequadamente. • Orientar os alunos a escrever uma lista com outras suges- tões de uso adequado desses meios de comunicação. Atividade complementar • Orientar os alunos a elaborar cartazes com dicas de cuida- dos que as pessoas devem to- mar no uso de televisão, do computador e do celular. • Organizar os alunos em gru- pos e distribuir a cada um uma das informações conti- das no texto da atividade 1 e ampliadas na atividade 2. • Solicitar a cada grupo que escreva, a lápis, com letras grandes e legíveis, a informa- ção em uma folha de cartoli- na e elabore, também a lápis, um desenho grande, claro e ilustrativo da ação. • Formar uma roda de conversa e pedir aos alunos que com- partilhem os cartazes com os demais colegas, para que es- tes possam fazer sugestões de melhoria. • Orientar os alunos afixar os cartazes nas dependências da escola. Os alunos estabelecem vínculos de identidade virtuais. Tornou comum ouvir a expres- são “vai ver se eu estou on-line”. O sentimento de pertencimento a um lugar pode ser, agora, construído sobre bases imateriais. LEÃO, Inêz Aparecida de Carvalho; SOUZA, Heberth Paulo de; LEÃO, Vicente de Paula. Linguagem e conhecimento: mídia, território, identidade cultural e suas interfaces com as TICs. Encontro de Pesquisadores em Educação a Distância (Enped). São Carlos, 2012. p. 1. 052-091-ARHG2-PE-U02-G19.indd 81 12/18/17 11:39 AM 8282 UNIDADE 2 Objetivos do capítulo Explorar com os alunos algu- mas mudanças ocorridas nos meios de locomoção e sua influência no cotidiano dos moradores das cidades. Habilidade Identificar as mudanças e per- manências nas formas de lo- comoção dos moradores das cidades brasileiras em dife- rentes tempos. • Organizar uma roda de con- versa com os alunos com o objetivo de apresentar a te- mática do capítulo. • Orientar os alunos a comen- tar os impactos das mudan- ças ocorridas nos meios de transporte na vida cotidiana das pessoas. • Incentivar os alunos a perce- ber mudanças na realidade presente que causam impac- to no comportamento e nos hábitos das pessoas. • Anotar na lousa as mudanças identificadas pelos alunos. • Formar uma roda de conver- sa sobre os impactos das mu- danças identificadas. 052-091-ARHG2-PE-U02-G19.indd 82 12/18/17 11:40 AM 8383 • Informar aos alunos que a crônica de Machado de Assis da qual foi extraído o trecho lido foi escrita em 1883. Co- mentar também que as “re- gras” citadas são uma ironia, isto é, uma crítica humorís- tica às atitudes inadequadas de usuários de bondes. • Interpretar o texto com os alunos, destacando e escla- recendo, se necessário, as seguintes expressões: “não roçar as ventas dos vizinhos”, “não levar-lhes os chapéus” ou “não encostar o jornal no passageiro da frente”. • Listar oralmente com os alu- nos alguns problemas que podem ocorrer nos meios de transporte utilizados atual- mente. • Encaminhar uma conversa sobre as regras que pode- riam sercriadas para uma convivência adequada nesses meios de transporte. • Orientar a produção indivi- dual do texto solicitado na atividade 3. • Socializar as produções dos alunos. • Fazer a leitura compartilha- da do texto da seção Você sa- bia? e socializar as informa- ções que os alunos têm dos meios de transporte utiliza- dos no lugar em que vivem, verificando se há bondes em circulação. 052-091-ARHG2-PE-U02-G19.indd 83 12/18/17 11:40 AM 8484 UNIDADE 2 • Orientar a leitura comparti- lhada do texto introdutório. • Conversar com os alunos so- bre as características dos va- gões de primeira e de segun- da classes dos trens. • Solicitar aos alunos que façam a leitura do trecho do livro de Zélia Gattai reproduzido na atividade 1. • Interpretar o texto com os alunos. • Ler a palavra que consta do glossário e seu significado. • Destacar a comparação dos vagões, identificando com os alunos as diferenças entre eles. O “trem da história” em movimento Trem dá arte: música, poesia, contos, fotografias, pinturas. Trem dá prosa e dá verso. [...] Na música brasileira, o trem e seus personagens produziram verdadeiras obras-pri- mas. Canções que viajam pelos trilhos da memória e fazem da alma sua estação de partida e de chegada, encantando as novas gerações e trazendo saudade para aqueles que vivenciaram os tempos em que a estrada de ferro vicejava por todos os rincões, transportando gente e sonhos levando cargas e progresso, fazendo a alegria do povo. FERREIRA, Victor José. Trilhos & Letras. Revista Ferroviária, p. 56, fev.-mar. 2010. Disponível em: . Acesso em: 3 nov. 2017. 052-091-ARHG2-PE-U02-G19.indd 84 12/18/17 11:40 AM http://www.revistaferroviaria.com.br/imagens/pdf/76.pdf 8585 • Fazer a leitura compartilha- da dos textos e a observação das imagens. • Encaminhar a atividade da seção Investigue: os alunos deverão perguntar aos adul- tos com os quais convivem se na localidade em que vivem há trem e metrô, se esses meios de transporte funcio- nam em vários horários e se há horários em que há maior concentração de passageiros. • Formar uma roda de con- versa e pedir aos alunos que compartilhem com os cole- gas as informações obtidas. Atividade complementar Desenvolver com os alunos uma atividade com a letra da can- ção “Ponta de areia”, de Milton Nascimento e Fernando Brandt. • Ler a letra da canção com os alunos, identificando ele- mentos históricos, temporais e afetivos. • Se possível, cantar a canção com eles com o acompanha- mento de um instrumento musical. • Interagir com os alunos atra- vés da música, inclusive re- produzindo os sons do trem em movimento. • Desenvolver atividades de mo- vimento do corpo utilizando a música de Milton Nascimento e outras do cancioneiro popu- lar que estejam relacionadas à temática da aula. 052-091-ARHG2-PE-U02-G19.indd 85 12/26/17 9:23 AM 8686 UNIDADE 2 • Conversar com os alunos sobre os aspectos históricos relacio- nados à utilização do trans- porte por ônibus. • Comentar que os ônibus es- tão entre os principais meios de transporte coletivo nas ci- dades. • Identificar as causas das pre- cárias condições do trans- porte público por ônibus nas grandes cidades brasileiras. • Enfatizar para os alunos os dados da fonte histórica es- crita (reportagem): título, jornal em que foi publicada, local e data. Com base nes- ses dados, reforçar para eles a importância desse tipo de fonte histórica para a recons- tituição, ainda que parcial, da situação dos usuários de ônibus nas cidades brasileiras em outros tempos. 052-091-ARHG2-PE-U02-G19.indd 86 12/18/17 11:40 AM 8787 • Realizar a leitura do poema com os alunos. • Estimular os alunos a relacio- nar o transporte público de boa qualidade aos direitos dos cidadãos. • Solicitar aos alunos que pro- ponham medidas para melho- rar o transporte por ônibus. • Registrar na lousa as suges- tões dos alunos. • Solicitar aos alunos que apre- sentem suas propostas por meio de cartazes ou meios digitais. Tema contemporâneo Educação para os Direitos Humanos Este é um bom momento para conversar com os alunos so- bre os direitos humanos, com destaque para os direitos so- ciais, particularmente o direi- to ao transporte. Inscrito na Constituição brasileira desde 2015, esse direito ainda não foi implementado em muitas cidades do país. 052-091-ARHG2-PE-U02-G19.indd 87 12/21/17 2:58 PM 8888 UNIDADE 2 Mudanças nos transportes No século XIX, o transporte de cargas e o transporte público e privado de pessoas tinham um importante elemento comum: eram todos, em sua maioria, realizados por animais. [...] Por volta dos anos 1800, a população de equinos crescia vertiginosamente nas gran- des cidades e, com ela, os problemas sociais e sanitários trazidos pela grande quanti- dade de animais. [...] [...] No Brasil, em especial, a preferência ao transporte rodoviário começou a ser dada a partir da Constituição de 1934, com o direcionamento dos esforços para construção • Fazer a leitura do texto intro- dutório com os alunos. • Solicitar aos alunos que obser- vem os elementos do cartum reproduzido na atividade 1, destacando as expressões fa- ciais e a postura corporal das personagens. A imagem possi- bilita explorar a relação entre o motorista do automóvel e os pedestres, representada pelo autor do cartum de forma crí- tica há cerca de cem anos. • Realizar a leitura da legenda, localizando a data em que o cartum foi publicado. 052-091-ARHG2-PE-U02-G19.indd 88 12/18/17 11:40 AM 8989 • Solicitar aos alunos que ob- servem o cartum reproduzi- do na atividade 2. A imagem possibilita explorar a relação entre os motoristas dos au- tomóveis e o único pedestre representado. • Solicitar aos alunos que iden- tifiquem os elementos do cartum, destacando as ex- pressões de surpresa no rosto das personagens, e comen- tem o que compreenderam. • Registrar na lousa os comen- tários dos alunos. • Orientar a comparação en- tre esse cartum, de 2012, e o reproduzido na atividade 1, de 1907, possibilitando aos alunos compreender que, nos dois casos, os cartunis- tas representaram a díficil convivência entre pedestres e motoristas; porém há al- gumas diferenças, como a quantidade de automóveis em relação à de pedestres. de rodovias no país. Em 1956, passamos pela introdução da indústria automobilística, acompanhada, desde então, por políticas públicas de apoio aos veículos automotores, em especial ao carro e à motocicleta. Essas políticas de incentivo, que persistem até hoje, no entanto, fizeram que, cem anos após a crise vivida pelo uso de cavalos no transporte, o uso do automóvel (outrora uma solução) se tornasse um problema sério nos grandes centros urbanos. Voltamos a enfren- tar e discutir os impactos sociais, ambientais e de saúde gerados pelo uso exagerado de um modal no transporte de pessoas: hoje, o carro se tornou o cavalo do século XXI. LEITÃO, Sérgio; RUBIM, Barbara. O Plano de Mobilidade Urbana e o futuro das cidades. Estudos Avançados, v. 27, n. 79, p. 55-56, 2013. Disponível em: . Acesso em: 24 nov. 2017. 052-091-ARHG2-PE-U02-G19.indd 89 12/18/17 11:40 AM http://www.revistas.usp.br/eav/article/view/68702/71282 http://www.revistas.usp.br/eav/article/view/68702/71282 9090 UNIDADE 2 Nesta seção, os alunos têm a possibilidade de retomar a questão do Desafio à vista!, da página 72, e refletir sobre a presença dos meios de trans- porte e de comunicação na vida das pessoas em diferen- tes tempos. Retomando a questão interdisciplinar • Orientar os alunos para que observem e descrevam a repre- sentação. • Anotar na lousa as observa- ções dos alunos sobre a repre- sentação. • Explorar os elementos da pai- sagem representada, identifi- cando com os alunos as ações3 12/22/17 10:38 AM IV Orientações gerais, V 1. Proposta teórico-metodológica da coleção, V A área de Ciências Humanas ......................................................................................... V • As Ciências Humanas e a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) ................................. V A visão de ensino-aprendizagem nesta coleção ............................................................ VII • Mobilização, construção e síntese do conhecimento ..................................................... VII • Competências e habilidades ....................................................................................... VII • O trabalho interdisciplinar nesta coleção ...................................................................... VIII • Ciências Humanas: letramento e alfabetização ............................................................. IX 2. O componente curricular História, IX Educação Histórica ...................................................................................................... IX História: conceitos estruturantes ................................................................................... X História: categorias temporais ...................................................................................... XI O componente curricular História e a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) ................... XII 3. O componente curricular Geografia, XIV O ensino-aprendizagem da Geografia ............................................................................. XIV A alfabetização geográfica ............................................................................................ XIV A alfabetização cartográfica .......................................................................................... XVI O componente curricular Geografia e a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) ................ XVII 4. Avaliação, XVIII 5. Estrutura da coleção, XX Conhecimentos prévios: a seção Primeiros contatos ....................................................... XX Sequências didáticas e organização dos capítulos ............................................................ XX Os componentes curriculares História e Geografia: seções específicas .............................. XXI Procedimentos de trabalho ........................................................................................... XXI Ampliação das informações .......................................................................................... XXII 6. Trabalho interdisciplinar e organização dos volumes, XXII 7. O volume do 2o ano, XXII Conhecimentos anteriores e posteriores ........................................................................ XXII A organização das unidades do 2o ano ............................................................................ XXIV Bibliografia, XXIX Orientações específicas, XXXII Conheça a parte específica deste manual, XXXII Unidade 1: Atividades do dia a dia .................................................................................... 8 Unidade 2: A convivência entre as pessoas ...................................................................... 52 Unidade 3: Memórias e lugares ........................................................................................ 92 Unidade 4: As pessoas, o trabalho e o ambiente ............................................................. 134 Sumário 002-033-ARHG2-PG-G19.indd 4 12/22/17 10:38 AM V Orientações gerais 1. Proposta teórico-metodológica da coleção A área de Ciências Humanas A área de Ciências Humanas tem um papel importante no processo de formação do aluno do En- sino Fundamental. O desenvolvimento do raciocínio em relação aos conceitos de espaço e tempo deve estar ligado à ideia de que as pessoas criam e produzem o espaço de vivência a partir de determinadas condições históricas. Os estudos em Ciências Humanas permitem definir os objetos de conhecimento que favorecerão o desenvolvimento das habilidades para que, dessa forma, o aluno tenha a possibilidade de pensar e de valorizar diversas sociedades com suas paisagens e tempos históricos. O ensino-aprendizagem em Ciências Humanas fortalece o desenvolvimento da autonomia intelec- tual do aluno para um pensamento crítico com toda responsabilidade necessária ao desenvolvimen- to de uma postura de participação ativa na sociedade. Temos há algum tempo vários educadores refletindo sobre o trabalho em Ciências Humanas. No texto a seguir, você vai encontrar elementos para essa reflexão. As Ciências Humanas e a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) destacou algumas competências gerais a serem traba- lhadas em todas as áreas do conhecimento e respectivos componentes curriculares. As Ciências Humanas As Ciências Humanas no Ensino Fundamental têm um papel importante no sentido de ajudar a descor- tinar o mundo aos olhos do educando, oferecendo instrumentos que possibilitem o desenvolvimento de sua capacidade de análise, interpretação e sistematização da realidade social. Não estamos diante de uma área de estudos com estatuto menor de cientificidade – os tradicionais estudos sociais – mas sim, face a uma área de conhecimento que realiza a integração de um conjunto de ciências do homem e da sociedade que se distinguem das Ciências Físicas e Naturais. Distinguem-se pelo seu objeto e seu método de investigação. Diferentemente das ciências naturais, que abordam fatos no plano exterior, as ciências humanas estão diante de ações realizadas conscientemente, portadoras de significação. Elas procuram compreender as ações dos homens, o que os moveram, que fins buscavam e o significado destas ações. [...] As Ciências Humanas, para representarem uma contribuição coerente e consistente na formação do educando, devem abarcar as noções básicas referentes às ciências que compõem essa área. Isso pressupõe a formação do professor no que diz respeito aos conceitos básicos de cada uma destas ciências. Isso para rea- lizar seu trabalho em sala e para compreender as relações sociais em que está envolvido. A formação destes conceitos resulta de uma atividade complexa, em que todas as funções intelectuais básicas tomam parte. [...] RIBEIRO, Miriam Bianca Amaral; MASCARENHAS, Angela Cristina B.; SILVA, Simei Araujo. As Ciências Humanas no Ensino Fundamental. In: ANPUH – XXIII Simpósio Nacional de História. Londrina: UEL, 2005. p. 1-3. Competências gerais da Educação Básica 1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva. CONTINUA NA PÁGINA VI 002-033-ARHG2-PG-G19_edital.indd 5 10/14/19 9:56 AM VI A partir dessas competências gerais, a BNCC elencou as competências específicas de cada área do conhecimento. No caso das Ciências Humanas, essa área inclui dois componentes curriculares: História e Geografia. Assim, a BNCC destaca alguns dos focos principais de trabalho da área de Ciências Humanas nos Anos Iniciais (1o ao 5o ano) do Ensino Fundamental. Segundo a BNCC, é importante valorizar as experiências individuais e familiares dos alunos, possi- bilitando observar, interpretar e ressignificar os elementos da paisagem do espaço vivido com o tem- po vivido. Para isso se faz necessário desenvolver alguns procedimentos de investigação em Ciên- cias Humanas, como a pesquisa de fontes históricas, realização de trabalho de campo, entrevistas, entre outros, para poder desenvolver análises e o pensamento criativo e crítico. A partir desses procedimentos, os alunos podem ainda perceber as relações que os seres huma- nos estabelecem entre si e com os demais elementos do ambiente, refletindo sobre os significados dessas relações. 2. Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências,das personagens, as constru- ções, os meios de transporte, os meios de comunicação e outros elementos que consi- derar pertinentes. • Destacar o uso de equipa- mentos de segurança ade- quados aos diferentes meios de transporte. Território, direitos e cidadania [...] O direito à cidade compreende todos os direitos civis, políticos, econômicos e sociais dos citadinos, como o direito ao trabalho, à moradia, à saúde, à água, à educa- ção, mas também direitos coletivos como o direito ao meio ambiente, à participação efetiva na gestão das cidades, o direito ao transporte público, à mobilidade. Verifica-se, então, que a mobilidade urbana figura como um dentre os pilares que compõem o direito à cidade, mas também como um elemento garantidor do próprio direito à cidade, na medida em que possibilita o acesso aos serviços e oportunidades que constituem o exercício pleno desse direito, especialmente num contexto de disper- são das atividades urbanas. 052-091-ARHG2-PE-U02-G19.indd 90 12/18/17 11:40 AM 9191 • Conversar com os alunos so- bre as recomendações de se- gurança que dariam às per- sonagens representadas nas ilustrações. • Refletir com eles sobre o transporte público de boa qualidade. • Sugerir aos alunos que com- parem os meios de transporte e comunicação representados na ilustração com os utilizados pelas pessoas nos seus lugares de viver. Tendo em vista a distribuição desigual destes serviços pela cidade, a mobilidade urbana demonstra-se como elemento essencial para o acesso a estes bens e exercício dessas funções, sendo, portanto, necessária à reprodução da vida humana nas cida- des. A busca ou a reivindicação do direito à cidade em sua plenitude, que assegure a dignidade e o bem-estar coletivo das pessoas nas cidades, perpassa, portanto, necessa- riamente, as discussões sobre a mobilidade urbana. OLIVEIRA, Clara Flores Seixas de; OLIVEIRA, Marília Flores Seixas de; OLIVEIRA, Orlando José Ribeiro de. Cidade, mobilidade urbana e vida contemporânea. p. 2. Disponível em: . Acesso em: 24 nov. 2017. 052-091-ARHG2-PE-U02-G19.indd 91 12/18/17 11:40 AM http://actacientifica.servicioit.cl/biblioteca/gt/GT2/GT2_RibeirodeOliveiraSeixasdeOliveira.pdf 92 UNIDADE 3 A atividade proposta possi- bilita aos alunos identificar alguns elementos da paisa- gem de uma cidade em ou- tro tempo e comparar com o lugar onde vivem. Mobilizando conhecimentos • Orientar os alunos na obser- vação do cartão-postal, des- tacando a leitura da legenda para que identifiquem o local, retratado por volta de 1910. • Enfatizar com os alunos que, a partir desta unidade, os textos do volume serão escritos com letras maiúsculas e minúsculas. Incentivá-los a folhear o livro, identificando a presença des- ses dois tipos de letra. Atividade complementar • Solicitar aos alunos que re- cortem de jornais, revistas e textos da internet 5 palavras escritas apenas com letras maiúsculas, 10 palavras escri- tas apenas com letras minús- culas e 10 palavras utilizando os dois tipos de letra. • No dia combinado, dividir os alunos em grupos para que analisem as palavras sele- cionadas e reflitam sobre a questão: por que foi utiliza- do determinado tipo de letra em cada contexto? • Conversar com os alunos so- bre as regras ortográficas que regem o uso de maiús- culas (no início de frases, em nomes próprios etc.) e mi- núsculas (nos demais casos). Destacar a questão de ênfase informativa, caso do uso ex- clusivo de maiúsculas para reforçar a mensagem que se deseja transmitir. Alfabetização: passagem da maiúscula para a minúscula Nesta coleção, seguindo o compromisso com o processo de alfabetização/letramento dos alunos, foi adotada a letra de fôrma maiúscula no volume do 1o ano e nas duas pri- meiras unidades do volume do 2o ano. A partir da terceira unidade do 2o ano passamos a utilizar também as minúsculas. O texto a seguir, publicado pelo Ministério da Educação, sintetiza os argumentos da posição adotada nesta coleção. O uso de maiúsculas e minúsculas Alguns estudos recomendam o uso exclusivo de letras de fôrma maiúsculas nos primei- ros momentos da alfabetização, pelo menos até que o aluno passe a reconhecer todas as 092-133-ARHG2-PE-U03-G19.indd 92 12/21/17 3:32 PM 93 • Ressaltar para os alunos os aspectos humanos envolvi- dos no registro de memórias de pessoas e lugares. • Estabelecer a relação entre diferentes tempos. • Retomar o conceito de per- tencimento a um determina- do espaço. • Conversar com os alunos so- bre as atividades propostas na seção Primeiros contatos. 1. Elementos da paisagem: igreja, prédios de 3 ou 4 andares, bonde puxado por animais, pessoas, árvores. 2. O bonde puxado por ani- mais, o calçamento das ruas, o tipo de iluminação, a vestimenta das pessoas. letras e tenha destreza na escrita das palavras. Essa orientação apoia-se em alguns pontos. No âmbito da leitura, um argumento é que, por serem unidades separadas [...], as maiús- culas de imprensa podem ser diferenciadas e contadas mais facilmente pelos alunos. Outro argumento é que é mais fácil reconhecer as letras que aparecem em sequên- cia nas diversas palavras quando essas letras se apresentam com tipos uniformes e regulares [...]. [...] É também importante que professores e professoras fiquem atentos ao momento mais adequado para apresentarem sistematicamente aos seus alunos as letras minúsculas [...]. BRASIL. Pró-letramento: Programa de Formação Continuada de Professores dos Anos/Séries Iniciais do Ensino Fundamental: alfabetização e linguagem. Brasília: MEC/SEB, 2008. p. 30-31. 092-133-ARHG2-PE-U03-G19.indd 93 12/21/17 3:33 PM 94 UNIDADE 3 • Ler com os alunos a questão do Desafio à vista! e solicitar- -lhes que a respondam para sondar seus conhecimentos prévios sobre o tema. • Orientar os alunos a pesqui- sar as formas utilizadas pelas pessoas para registrar as me- mórias da vida cotidiana. • Verificar se os alunos têm al- guma experiência com regis- tro de memórias. • Explicar a eles a importância do registro das memórias. • Fazer a leitura compartilha- da dos trechos do diário de Bernardina. A questão proposta possi- bilita aos alunos conhecer diferentes formas de regis- trar acontecimentos da vida cotidiana. Questão interdisciplinar Habilidades (EF02HI04) Selecionar e com- preender o significado de ob- jetos e documentos pessoais como fontes de memórias e histórias nos âmbitos pes- soal, familiar, escolar e comu- nitário. (EF02HI05) Selecionar objetos e documentos pessoais e de grupos próximos ao seu con- vívio e compreender sua fun- ção, seu uso e seu significado. (EF02HI08) Compilar histórias da família e/ou da comunida- de registradas em diferentes fontes. Memória e sensibilidade [...] Há uma história oficial, a dos manuais e das datas importantes que todos nós quando estudantes, e sob protesto, tivemos de decorar. A a que se refere Ecléa é outra história, a de cada um, construída ao longo da vida, a partir de um cotidiano muitas vezes corriqueiro, mas sempre relevante. A toda hora, somos capazes de recuperar aspectos de nosso passado: é como se nos contássemos histórias a nós mesmos, alguns chegam a registrá-las em forma de diário. Mas o relato primordial é o que pode ser feito a outras pessoas: através dele, o que vivemos e que é bem nosso ganha uma dimensão social, obtém testemunhas (mesmo que a posteriori), faz com que os outros ampliem sua experiência, através das nossas Objetivos do capítulo Construir com os alunos re- cursos para que selecionem, interpretem e comparem do- cumentos relacionados à sua vivência pessoal, familiar, es- colar ou com outros membros da comunidade. 092-133-ARHG2-PE-U03-G19_edital.indd 94 10/14/19 10:26 AM 95 • Interpretar com os alunos o texto reproduzido na ativida- de 1 e solicitar-lhes que regis- trem asrespostas das questões da página. • Conversar com eles sobre os aspectos humanos e os valo- res éticos envolvidos no re- gistro de memórias. • Enfatizar a mudança na gra- fia das palavras ao longo do tempo. Atividade complementar • Propor aos alunos uma in- vestigação sobre cartazes da propaganda de outros tem- pos em livros ou na internet. • Identificar palavras com gra- fia diferente da atual, bem como vestimentas e constru- ções que apontem para ou- tro tempo. palavras. Há troca e cumplicidade. Viver, para Contar (a vida), o título das memórias de Gabriel García Márquez, serve para todos nós. Viver algo notável gera a necessida- de de contar: você sabe o que eu vi? você sabe o que me aconteceu? E tudo o que nos acontece é notável porque nos concerne. [...] ADES, César. A memória partilhada. Resenha de: BOSI, Ecléa (2003). O tempo vivo da memória: ensaios de psicologia social. São Paulo: Ateliê Editorial. Psicologia USP, v. 15, n. 3, p. 233, 2004. 092-133-ARHG2-PE-U03-G19_edital.indd 95 10/14/19 10:34 AM 96 UNIDADE 3 • Recuperar com os alunos al- gumas noções abordadas nas páginas anteriores, como a de tempo, a de calendário e a de formas de linguagem. • Orientá-los a mobilizar os co- nhecimentos adquiridos para escrever a página de diário solicitada na atividade 5, aju- dando-os a lembrar-se de um acontecimento, da data em que ocorreu e de quem parti- cipou dele. • Lembrar os alunos que entre os membros da comunidade que eles podem incluir em seu diário estão, entre outros, seus vizinhos de moradia, os funcionários da escola e os trabalhadores que encontram no seu dia a dia. • Para auxiliar os alunos na ati- vidade 6, retomar com eles o trabalho com meios de co- municação realizado nas pá- ginas 78 e 79 deste volume. 092-133-ARHG2-PE-U03-G19_edital.indd 96 10/17/19 8:10 AM 97 • Ler o texto da seção Você sa- bia? com os alunos e orientá- -los a destacar o tema central. • Pedir-lhes que observem a foto e a legenda e as relacio- nem com o texto. • Orientá-los a imaginar a si- tuação descrita no diário e perguntar se Amyr Klink con- seguiria se lembrar de tantos detalhes se não tivesse escri- to o texto. • Ressaltar a importância do registro escrito para a preser- vação da memória. • Se possível, propor que façam um desenho de imaginação representando a cena narrada no texto “Grandes ondas”. • Fazer uma socialização dos desenhos. 092-133-ARHG2-PE-U03-G19.indd 97 12/21/17 3:34 PM 9898 UNIDADE 3 • Promover a leitura coletiva da letra da canção reprodu- zida na página. • Conversar com os alunos so- bre o que eles entenderam da letra e pedir que respondam às questões da atividade 1. • Destacar a relação da fotogra- fia com a história e a memó- ria: a fotografia é considerada uma fonte histórica que pode ser utilizada para a preserva- ção da memória pessoal, fami- liar, escolar e comunitária. Fotografia e memória Quaisquer que sejam os conteúdos das imagens devemos considerá-las sempre como fontes históricas de abrangência multidisciplinar. [...] As imagens fotográficas, entretanto, não se esgotam em si mesmas, pelo contrário, elas são apenas o ponto de partida, a pista para tentarmos desvendar o passado. Elas nos mostram um fragmento selecionado da aparência das coisas, das pessoas, dos fatos, tal como foram (estética ideologicamente) congelados num dado momento de sua existência/ocorrência. Assim como as demais fontes de informação históricas, as fotografias não podem ser aceitas imediatamente como espelhos fiéis dos fatos. Assim como os demais documentos elas são plenas de ambiguidades, portadoras de significados não explícitos e de omissões 092-133-ARHG2-PE-U03-G19_edital.indd 98 10/14/19 10:45 AM 9999 • Ler a atividade com os alunos e verificar se todos a compreen deram, destacando a possibi lidade de utilizar desenhos no lugar das fotografias. • Lembrar aos alunos que po dem utilizar a máquina fo tográfica ou o celular para fotografar. • Orientar os alunos na obten ção de fotos antigas para a realização do álbum de foto grafias, levantando fontes de pesquisa e definindo um prazo para a realização do trabalho. pensadas, calculadas, que aguardam pela competente decifração. Seu potencial informa- tivo poderá ser alcançado na medida em que esses fragmentos forem contextualizados na trama histórica em seus múltiplos desdobramentos (sociais, políticos, econômicos, reli- giosos, artísticos, culturais enfim) que circunscreveu no tempo e no espaço o ato da toma- da do registro. Caso contrário, essas imagens permanecerão estagnadas em seu silêncio: fragmentos desconectados da memória, meras ilustrações “artísticas” do passado. KOSSOY, Boris. Realidades e ficções na trama fotográfica. São Paulo: Ateliê Editorial, 2001. p. 21-22. 092-133-ARHG2-PE-U03-G19_edital.indd 99 10/17/19 8:16 AM 100100 UNIDADE 3 • Orientar os alunos na confec- ção do álbum de fotografias, dizendo-lhes que devem se- lecionar cinco fotografias ou desenhos. • Ajudá-los na seleção das fotografias destinadas ao álbum ou na confecção dos desenhos. • Chamar a atenção deles para a necessidade de definir o tema das fotografias, o pe- ríodo e a cronologia em que serão organizadas. • Orientar a elaboração da le- genda que deve trazer, na medida do possível: ✓ data da foto; ✓ local da foto; ✓ nome das pessoas. Fotografia e memória coletiva [...] No universo familiar brasileiro [...], identificamos a presença da imagem foto- gráfica. Ela aparece das formas mais variadas: emoldurada em lugares de destaque, nos clássicos porta-retratos de penteadeira, no centro da parede como quadro deco- rativo ou de forma improvisada, erguida e apoiada por outros objetos como livros e vasos [...]. Quando a foto não aparece, “escondida” em caixas de sapato ou protegida pelas páginas de um álbum de família, compreende-se que ela será “revelada” nos momen- tos especiais desse mesmo universo familiar. [...] Nesse processo revelador surgem as clássicas fotos de casamento, nascimento, batizado e formatura. Essas imagens 092-133-ARHG2-PE-U03-G19_edital.indd 100 10/14/19 11:03 AM 101101 fotográficas são quase sempre apresentadas em séries, vinculadas desse modo ao ele- mento narrativo, o que por sua vez possibilita a construção de memórias individuais e coletivas, projetando os caminhos e as aspirações da família. [...] Interessa-nos demonstrar [...] a importância [...] das fotografias de família no cam- po da memória social e o seu papel documental e narrativo, reunindo informação e experiência, representação e imaginário. RENDEIRO, Márcia Elisa Lopes Silveira. Álbuns de família: fotografia e memória; identidade e representação. In: XIV Encontro Regional da ANPUH-Rio: memória e patrimônio. Rio de Janeiro, 19-23 jul. 2010. Disponível em: . Acesso em: 24 nov. 2017. • Lembrar aos alunos que é preciso classificar as fotos es- colhidas. • Organizar a exposição dos ál- buns dos alunos. É fundamen- tal a escolha prévia do local, a autorização para utilizá-lo, a escolha do material neces- sário para fazer a montagem, a confecção dos convites, a divulgação da exposição e a segurança das pessoas e do acervo. • Após a exposição, fazer uma avaliação com os alunos: a) O que contribuiu para a realização do álbum e da exposição? b) O que atrapalhou? c) Os álbuns atingiram os ob- jetivos propostos? Por quê? 092-133-ARHG2-PE-U03-G19.indd 101 12/19/17 9:34 AM http://www.encontro2010.rj.anpuh.org/resources/anais/8/1276726781_ARQUIVO_ArtigoANPUH[MarciaElisa_2010.1].pdf http://www.encontro2010.rj.anpuh.org/resources/anais/8/1276726781_ARQUIVO_ArtigoANPUH[MarciaElisa_2010.1].pdf 102102 UNIDADE 3 • Realizar a leitura comparti- lhada do texto reproduzido na atividade 1. • Solicitar aos alunos que iden- tifiquema área em que se destacam casas e a área cujas construções predominantes são edifícios. • Pedir que descrevam as carac- terísticas dessas duas áreas e indiquem a que é mencionada no texto citado. • Comentar que a área com predominância de edifícios e ruas movimentadas apresenta características de regiões cen- trais, enquanto as áreas mais afastadas, onde predominam casas e pequenas ruas, apre- sentam características do bair- ro descrito no texto. Por que estudar Geografia? Podemos colocar três razões para responder a essa pergunta. Primeiro: para conhe- cer o mundo e obter informações, que há muito tempo é o motivo principal para es- tudar Geografia. Segundo: podemos acrescer que a Geografia é a ciência que estuda, analisa e tenta explicar (conhecer) o espaço produzido pelo homem. Ao estudar certos tipos de organização do espaço, procura-se compreender as causas que deram origem às formas resultantes das relações entre sociedade e natureza. Para entendê-las, faz-se necessário compreender como os homens se relacionam entre si. Terceira razão: não é no conteúdo em si, mas num objetivo maior que dá conta do tudo o mais, qual seja Objetivos do capítulo Permitir aos alunos conhecer e observar características de diversos municípios, suas pai- sagens, seus habitantes e as atividades exercidas, estabe- lecendo semelhanças e dife- renças entre eles, e compreen- der as transformações que ocorrem na paisagem ao lon- go do tempo; desenvolver a habilidade de elaboração de planos de paisagem urbana e rural por meio da observação de fotografias, identificando os planos dessa paisagem. Habilidades (EF02GE04) Reconhecer seme- lhanças e diferenças nos há- bitos, nas relações com a na- tureza e no modo de viver de pessoas em diferentes lugares. (EF02GE09) Identificar objetos e lugares de vivência (escola e moradia) em imagens aé- reas e mapas (visão vertical) e fotografias (visão oblíqua). 092-133-ARHG2-PE-U03-G19.indd 102 12/21/17 4:13 PM 103103 a formação do cidadão. Instrumentalizar o aluno fornecer-lhe as condições para que seja realmente construída a sua cidadania é objetivo da escola, mas à Geografia cabe um papel significativo nesse processo, pelos temas, pelos assuntos que trata. CALLAI, Helena C. O ensino de Geografia: recortes espaciais para análise. Em: CASTROGIOVANNI, Antonio C. et al. (Orgs.). Geografia em sala de aula: práticas e reflexões. 3. ed. Porto Alegre: Editora da UFRGS/AGB, 2001. p. 57. • Solicitar aos alunos que pen- sem sobre as possibilidades de funções das áreas verdes contidas no espaço urbano, entre as construções. Algu- mas possibilidades são: pra- ça, parque, clube, jardim bo- tânico, área de conservação, arborização das ruas. • Conversar com eles sobre as características do bairro Ney Braga, relatando a oferta de serviços de comércio no local e as vantagens de se viver em lugar semelhante, segundo a reportagem. • Orientar os alunos no preen- chimento do quadro compa- rativo entre o local citado na reportagem e o bairro onde eles moram. • Fazer uma lista, na lousa, das características anotadas pe- los alunos. 092-133-ARHG2-PE-U03-G19.indd 103 12/18/17 5:10 PM 104104 UNIDADE 3 • Organizar os alunos em gru- pos para realizar a atividade 2. • Caso os integrantes de um grupo não morem no mesmo bairro, orientá-los a conversar sobre as atividades, mas fazer as anotações individualmente. • Conversar sobre as vantagens e as desvantagens de morar em cada um dos bairros. • Organizar uma roda de con- versa para que os grupos compartilhem as informações sobre os bairros. • Conversar com os alunos so- bre a importância das áreas verdes em centros urbanos. • Comentar alguns benefícios trazidos pelas áreas verdes nas cidades, como a melhora da qualidade de vida das pessoas. • Comentar algumas consequên- cias da falta de áreas verdes nas cidades para o meio am- biente e para a população. A importância das áreas verdes nas cidades As áreas verdes são importantes para a qualidade ambiental das cidades, já que assumem um papel de equilíbrio entre o espaço modificado para o assentamento ur- bano e o meio ambiente. [...] A falta de arborização, por exemplo, pode trazer desconforto térmico e possíveis al- terações no microclima, e como essas áreas também assumem papel de lazer e recreação da população, a falta desses espaços interfere na qualidade de vida desta. [...] Além de servirem como equilíbrio do ambiente urbano e de locais de lazer, também podem oferecer um colorido e plasticidade ao meio urbano. Tema contemporâneo Educação ambiental Essa é uma boa oportunida- de para tratar da temática da importância das áreas verdes em centros urbanos. 092-133-ARHG2-PE-U03-G19_BNCC.indd 104 3/22/19 3:26 PM 105105 • Orientar os alunos para que observem as cenas represen- tadas nas ilustrações. • Solicitar que descrevam o que está acontecendo em cada situação. • Conversar sobre as atitudes que contribuem para a me- lhora da qualidade de vida dos moradores e sobre as ati- tudes que prejudicam a cida- de e a boa convivência entre as pessoas. • Orientar os alunos para que sugiram possíveis alternati- vas para resolver cada situa- ção em que o meio ambiente ou a vida das pessoas estejam sendo prejudicados. • Pergunte aos alunos se ocor- rem situações semelhantes no lugar onde vivem e como eles e os outros moradores reagem. Atividade complementar • Organizar os alunos em gru- pos e solicitar que criem uma situação dramatizada em que ocorra uma atitude ou ação que contribua para a qualida- de de vida nos lugares de vi- ver, além das já citadas. Após a apresentação de cada gru- po, os demais alunos devem sugerir outras possíveis situa- ções que favoreçam a quali- dade de vida das pessoas. Outro fator importante referente à vegetação é a arborização das vias públicas que serve como um filtro para atenuar ruídos, retenção de pó, reoxigenação do ar, além de oferecer sombra e a sensação de frescor. Por outro lado, a falta de vegetação nas áreas traz consequências negativas para o meio ambiente urbano como: “alterações do clima local, enchentes, deslizamentos e falta de áreas de lazer para a população” (AMORIM, 2001, p. 38). Pode provocar processos erosivos nessas áreas e nos terrenos ao seu entorno. [...] LIMA, Valéria; AMORIM, Margarete Cristiane de Costa Trindade. A importância das áreas verdes para a qualidade ambiental das cidades. Formação, n. 13, p. 69, 71, 2006. Disponível em: . Acesso em: 25 nov. 2017. 092-133-ARHG2-PE-U03-G19_BNCC.indd 105 3/22/19 3:26 PM http://revista.fct.unesp.br/index.php/formacao/article/viewFile/835/849 106106 UNIDADE 3 • Solicitar aos alunos que obser- vem as fotografias e descre- vam os elementos que com- põem as paisagens retratadas. • Solicitar que identifiquem se- melhanças e diferenças entre alguns elementos das paisa- gens: construções, vegeta- ção, vias de acesso e rede de iluminação elétrica. • Chamar a atenção dos alunos para o fato de que em ambas as paisagens há os elementos citados, mas em formatos e quantidades diferentes. • Solicitar que leiam as legen- das e identifiquem a localiza- ção das paisagens. • Localizar os municípios de Londrina e Bueno Brandão em um mapa. A construção do espaço [...] A produção do espaço é resultado da ação dos homens agindo sobre o próprio espaço através dos objetos, naturais e artificiais. Cada tipo de paisagem é a reprodu- ção de níveis diferentes de forças produtivas, materiais e imateriais, pois o conheci- mento também faz parte do rol das forças produtivas. A paisagem artificial é a paisagem transformada pelo homem; já, grosseiramente, podemos dizer que a paisagem natural é aquela ainda não mudada pelo esforço huma- no. Se no passado havia paisagem natural, hoje essa modalidade de paisagem pratica- mente já não existe.Se um lugar não é fisicamente tocado pela força do homem, ele é, 092-133-ARHG2-PE-U03-G19.indd 106 12/18/17 5:10 PM 107107 • Comentar com os alunos que Bueno Brandão é bem me- nos populosa que Londrina. Além disso, a maior parte da população de Londrina vive na cidade, ao passo que, em Bueno Brandão, a população rural e a urbana são quase equivalentes, com leve pre- ponderância desta última. • Chamar a atenção dos alunos para a extensão territorial dos dois municípios. Esse dado é importante para que eles não relacionem diretamente a proporção entre área de ter- ritório e população. • Durante essa comparação, é importante salientar para os alunos que, muitas vezes, muni- cípios com pequena população têm qualidade de vida – servi- ços de saúde, educação, lazer, moradia – superior a outros municípios mais populosos. • Solicitar aos alunos que com- parem as paisagens dos mu- nicípios com as paisagens do lugar onde vivem, estabele- cendo semelhanças e dife- renças entre elas. • Orientar os alunos no regis- tro das informações conver- sadas anteriormente. • Solicitar que leiam, em du- plas, as atividades 1 e 2 e re- gistrem as respostas no livro. • Formar uma roda de conver- sa e solicitar aos alunos que compartilhem as respostas com os colegas. todavia, objeto de preocupações e de intenções econômicas ou políticas. Tudo hoje se situa no campo de interesse da história, sendo, desse modo, social. A paisagem é um conjunto heterogêneo de formas naturais e artificiais; é formada por frações de ambas, seja quanto ao tamanho, volume, cor, utilidade, ou por qual- quer outro critério. A paisagem é sempre heterogênea. A vida em sociedade supõe uma multiplicidade de funções, e quanto maior o número destas, maior a diversidade de formas e de atores. Quanto mais complexa a vida social, tanto mais nos distancia- mos de um mundo natural e nos endereçamos a um mundo artificial. SANTOS, Milton. Metamorfoses do espaço habitado. 6. ed. São Paulo: Edusp, 2008. p. 70-71. 092-133-ARHG2-PE-U03-G19.indd 107 06/07/18 19:04 108108 UNIDADE 3 Mudanças na paisagem do Rio de Janeiro [...] A verticalização é um fator que mudou radicalmente a paisagem, e mudou tam- bém a hierarquia dos elementos que compunham a paisagem: a igreja, antes em posi- ção de destaque, passou a ficar “intimidada” entre os prédios em altura. [...] Interessante também notar que, entre 1988 e 2002, houve uma tentativa de resgate da ambiência mais antiga, expressa pela retirada de vias destinadas aos veículos e recuperação desses espaços para os pedestres. [...] SABOYA, Renato. A transformação da paisagem do Rio de Janeiro (1580-2002). Urbanidades: urbanismo, planejamento urbano e planos diretores. Disponível em: . Acesso em: 26 nov. 2017. • Conduzir os alunos para um ambiente aberto da escola em que haja planos de ob- servação de uma paisagem, como o pátio ou a quadra. • Solicitar a um aluno que diga o que vê mais perto nessa paisagem e, depois, o que ele vê o mais distante possível (o que está no limite máximo do que sua visão pode alcan- çar). Por fim, solicitar-lhe que identifique o que ele vê en- tre o objeto mais próximo e o mais distante. • Deslocar-se com os alunos para outra paisagem aberta na escola e solicitar-lhes que façam a mesma identificação. • Em sala de aula, solicitar que observem a imagem da ati- vidade e descrevam a paisa- gem da imagem reproduzida na atividade 1. • Orientar os alunos a observar as marcas vermelhas feitas na fotografia. Elas indicam os pla- nos de observação da paisagem. • Solicitar que descrevam os elementos da paisagem con- tidos em cada plano. Alfabetização cartográfica A atividade possibilita aos alunos desenvolver as habi- lidades de identificação e de elaboração de planos de pai- sagem urbana e rural a partir da observação de fotografias. 092-133-ARHG2-PE-U03-G19.indd 108 06/07/18 18:56 http://urbanidades.arq.br/2008/07/a-transformacao-da-paisagem-do-rio-de-janeiro-1580-2002/ http://urbanidades.arq.br/2008/07/a-transformacao-da-paisagem-do-rio-de-janeiro-1580-2002/ 109109 • Realizar o mesmo procedi- mento de observação da pai- sagem do Rio de Janeiro na fotografia que retrata o mu- nicípio de Alto Caparaó. • Chamar a atenção dos alunos para o fato de que a paisagem apresenta apenas dois planos. • Solicitar que descrevam os elementos da paisagem con- tidos em cada plano, lem- brando que o plano 2 está mais distante dos olhos do observador do que o plano 1. • Solicitar aos alunos que obser- vem o desenho abaixo da pai- sagem de Alto Caparaó e rela- tem o que significam as linhas vermelhas: as áreas dos planos de paisagem. Uma paisagem pode ter quantidades variadas de planos, mas o último é rela- tivo ao horizonte. • Propor que comparem a fo- tografia da paisagem de Alto Caparaó com a da paisagem do Rio de Janeiro e descre- vam características que as identifiquem como do meio urbano ou rural. Atividade complementar • Solicitar aos alunos que tra- gam fotos com diversos pla- nos. No dia combinado, devem desenhar as áreas de planos das paisagens retratada na fotografia em uma folha de papel transparente: devem colocar a folha de papel trans- parente por cima da imagem, fixá-la com fita adesiva e fazer os contornos dos planos. Caso os alunos não tenham acesso a esse tipo de papel, usar outro papel fino ou solicitar-lhes que desenhem ao lado da imagem os planos da paisagem, desta- cando os principais elementos de cada um. • Organizar os alunos em gru- pos, distribuir outras ima- gens de paisagens, sem os planos definidos, e solicitar- -lhes que descubram quais são os planos e os desenhem no papel transparente. 092-133-ARHG2-PE-U03-G19.indd 109 12/18/17 5:11 PM 110110 UNIDADE 3 • Solicitar aos alunos que, na companhia de um adulto, escolham uma paisagem do lugar onde moram e a foto- grafem ou a desenhem. • Usar uma folha de papel trans- parente para fazer os planos da paisagem ou desenhar di- reto em um papel em branco os contornos dos planos. • Colar no livro a fotografia ou o desenho da paisagem e o seu desenho dos planos da paisagem. • Em uma roda de conversa, so- licitar aos alunos que compar- tilhem com os demais colegas as fotografias ou os desenhos e seus respectivos planos de paisagem, destacando os prin- cipais elementos que com- põem a paisagem. Desenho de observação O desenho de observação a partir de outros desenhos e do mundo físico é realiza- do na presença do modelo a ser reproduzido pelo aluno [...]. Não é possível esperar que o aluno desenhe como o adulto desenvolvido ou represente a réplica de desenhos de artistas. IAVELBERG, Rosa. O desenho cultivado da criança: práticas e formação de educadoras. Porto Alegre: Zouk, 2006. p. 75. 092-133-ARHG2-PE-U03-G19.indd 110 12/18/17 5:11 PM 111111 • Solicitar aos alunos que obser- vem as fotografias e descre- vam as paisagens retratadas. • Orientar os alunos para que distingam os elementos das paisagens que indicam inter- ferência da ação humana na natureza, ou seja, que foram construídos pelas pessoas. • Conversar com eles sobre a ocorrência dessas transforma- ções e como elas afetam a vida das pessoas. O olhar espacial Fazer a análise geográfica significa dar conta de estudar, analisar, compreender o mundo com o olhar espacial. [...] O olhar espacial supõe desencadear o estudo de determinada realidade social veri- ficando as marcas inscritas nesse espaço. O modo como se distribuem os fenômenos e a disposição espacial que assumem representam muitas questões, que por não serem visíveis têm que ser descortinadas, analisadas através daquilo que a organização espa- cial está mostrando (CALLAI, 2000. p. 94). CALLAI, Helena C. Aprendendo a ler o mundo: a Geografia nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Cadernos Cedes, v. 25, n. 66, maio-ago. 2005. Disponível em:scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-32622005000200006>. Acesso em: 26 nov. 2017. 092-133-ARHG2-PE-U03-G19.indd 111 12/18/17 5:11 PM http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-32622005000200006 http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-32622005000200006 112112 UNIDADE 3 • Solicitar aos alunos que des- crevam os elementos da re- presentação destacando as construções, a vegetação, a circulação de meios de trans- porte e de pessoas e as ativi- dades que elas realizam. • Solicitar que apontem ca- racterísticas da representa- ção que indicam se tratar de uma paisagem de cidade ou de campo. • Perguntar aos alunos se acham que a representação é de uma paisagem de cidade pequena ou grande, justificando suas observações. • Chamar a atenção deles para o fato de que, ao fundo da imagem, é representada uma área de morro com vegetação. • Propor que pensem sobre o que pode haver depois des- sa área: pode haver o início de uma área sem construções ou uma área rural, mas não necessariamente. Pode, ain- da, haver, atrás dos morros, novas áreas com construções, até mais intensas do que essa, e continuar sendo uma paisagem de cidade. O papel da Geografia no ensino Um ponto de partida relevante para se refletir sobre a construção de conhecimentos geográficos, na escola, parece ser o papel e a importância da Geografia para a vida dos alunos. Há um certo consenso entre os estudiosos da prática de ensino de que esse papel é o de prover bases e meios de desenvolvimento e ampliação da capacidade dos alunos de apreensão da realidade do ponto de vista da espacialidade, ou seja, de com- preensão do papel do espaço nas práticas sociais e destas na configuração do espaço. O que se acredita é que, ao longo da História, os seres humanos se organizam em sociedade e vão produzindo sua subsistência, produzindo com isso seu espaço, que vai se configurando conforme os modos culturais e materiais de organização dessa 092-133-ARHG2-PE-U03-G19.indd 112 12/18/17 5:11 PM 113113 • Solicitar aos alunos que loca- lizem indícios de sons e chei- ros presentes na paisagem. • Orientar os alunos para que identifiquem as profissões das pessoas representadas na imagem. • Solicitar que observem as re- presentações de profissionais no item e e identifiquem as profissões que podem ser exercidas na cidade, no cam- po ou em ambos. • Comentar que, embora pos- sam existir pequenas áreas destinadas ao cultivo de ali- mentos no interior de espaços urbanos, geralmente a ativi- dade agrícola se realiza em áreas maiores localizadas nos espaços rurais dos municípios. Atividade complementar • Solicitar que, em grupos, na biblioteca, os alunos pesqui- sem e elaborem uma lista de profissionais que podem exercer suas atividades na ci- dade e no campo. • Socializar as ideias que foram registradas e comentar a pos- sibilidade de cada uma delas ocorrer na cidade, no campo ou em ambos. sociedade. Há, dessa forma, um caráter de espacialidade em toda prática social, assim como há um caráter social da espacialidade. Além disso, o pensar geográfico contribui para a contextualização do próprio aluno como cidadão do mundo, ao contextualizar espacialmente os fenômenos, ao conhecer o mundo em que vive, desde a escala local à regional, nacional e mundial. O conhecimento geográfico é, pois, indispensável à formação de indivíduos participantes da vida social à medida que propicia o entendi- mento do espaço geográfico e do papel desse espaço nas práticas sociais. CAVALCANTI, Lana de Souza. Geografia, escola e construção de conhecimentos. Campinas: Papirus, 2010. p. 11. 092-133-ARHG2-PE-U03-G19.indd 113 12/26/17 9:25 AM 114114 UNIDADE 3 • Retomar algumas formas utilizadas pelas pessoas para registrar os acontecimentos de sua vida: fotografia, diá- rio, álbum. • Realizar a leitura das etapas para o registro dos aconteci- mentos da semana. • Orientar os alunos a registrar as datas dos acontecimentos na ordem em que ocorreram. • Solicitar que indiquem as lo- calidades onde ocorreram os acontecimentos, informando se foram vivenciados no es- paço da cidade ou do campo, destacando os elementos de paisagem. Compreender as formas de registro O exercício de transformar um objeto em documento é prerrogativa do sujeito que o observa e o interroga para desvendar a sociedade que o produziu. O documento, para o historiador, é o campo da produção do conhecimento histórico; portanto, é esta a atividade mais importante a ser desenvolvida com os alunos. Os documentos são portadores de sentido, capazes de sugerir mediações entre o que é visível (pedra, por exemplo) e o que é invisível (amuleto, por exemplo), permitindo ao sujeito formular problemas e colocar em questão a sociedade que os produziu. Nessa seção, os alunos pode- rão retomar a questão pro- posta na seção Desafio à vis- ta!, na página 94, refletindo sobre as diversas formas de registrar os acontecimentos cotidianos ocorridos no lu- gar em que vivem. Retomando a questão interdisciplinar 092-133-ARHG2-PE-U03-G19.indd 114 12/21/17 3:40 PM 115115 • Orientar os alunos a desenhar elementos que identifiquem o local, as pessoas envolvidas e suas atividades. • Lembrar aos alunos que, em um diário, a narração é em primeira pessoa e o diálogo ocorre entre o narrador e o próprio diário. • Socializar os desenhos em uma roda de conversa, solici- tando aos alunos que relatem as situações escolhidas, justifi- cando sua opção e explicitan- do os sentimentos envolvidos no momento representado. Os procedimentos básicos para o trato com a documentação envolvem: identificação das propriedades do objeto (peso, textura, sabor, cheiro etc.); compreensão dos sentidos que a sociedade atribuiu ao objeto e seus usos (máquina que produz mercadorias, objeto de arte, conhecimento etc.); e utilização e transformações de significado a que o objeto foi exposto ao longo do tempo. Esse exercício permite que os estudantes desenvolvam a ca- pacidade de identificar, interpretar, analisar, criticar e compreender as formas de registro. BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018. p. 418. (Título adaptado). 092-133-ARHG2-PE-U03-G19_BNCC.indd 115 3/22/19 3:26 PM 116116 UNIDADE 3 Objetivos do capítulo Identificar mudanças e per- manências em objetos de uso familiar ou comunitário, rela- cionando-os com as noções de pertencimento e memória. Habilidades (EF02HI03) Selecionar situações cotidianas que remetam à per- cepção de mudança, pertenci- mento e memória. (EF02HI09) Identificar objetos e documentos pessoais que remetam à própria experiên- cia no âmbito da família e/ou da comunidade, discutindo as razões pelas quais alguns objetos são preservados e outros são descartados. A questão interdisciplinar proposta permite aos alunos refletir sobre as mudanças nos objetos de uso cotidiano e nos lugares onde as pessoas vivem. Questão interdisciplinar • Ler a questão do Desafio à vista! e lembrar aos alunos a importância de mobilizar os conhecimentos prévios. • Fazer uma leitura comparti- lhada do texto, identificando com os alunos a importância da máquina de fazer macar- rão e o motivo de ela ter sido preservada pela família. 092-133-ARHG2-PE-U03-G19_edital.indd 116 10/17/19 8:42 AM 117117 • Orientar a observação da ima- gem destacando com os alu- nos os seus elementos. • Fazer uma leitura comparti- lhada da receita da atividade 3, identificando as principais informações, com destaque para os tópicos que descrevem o funcionamento da máquina. • Confrontar as informações do texto com as hipóteses dos alunos e verificar se estabele- ceram relação entre a foto da máquina e o texto que men- ciona suas partes. Atividade complementar • Propor aos alunos que con- versem com adultos de sua convivência sobre alimentos que são consumidose/ou ela- borados pelos membros da família há muito tempo. • Investigar a receita de um dos alimentos familiares. • No dia combinado, os alunos deverão apresentar as recei- tas familiares. • Se possível, solicitar que os adultos com os quais os alunos convivem preparem as recei- tas e mandem para a escola. 092-133-ARHG2-PE-U03-G19.indd 117 12/18/17 5:11 PM 118118 UNIDADE 3 Lembranças afetivas da escola Que lembranças vêm das escolas? Que marcas ficaram no nosso corpo? Não há adulto que não se lembre de sua infância, não há adulto que não se lembre de sua trajetória de escola. Dessas lembranças, das saudades risonhas e tristonhas falam as cenas vindouras. Chega a Menina que Brinca na Rua com Irmãos – anunciando, denunciando cenas vividas na escola quando criança: • Ler com os alunos o texto in- trodutório e o trecho do livro Eu me lembro reproduzido na atividade 1. • Interpretar o texto com eles e pedir-lhes que respondam às questões dos itens a a c. • Ressaltar o fato de que a escola é um espaço de convivência social. Dessa forma, é rica em memórias que podem ser ex- ploradas, a exemplo dos ob- jetos escolares utilizados em outros tempos, das relações entre alunos e professores, das mudanças nas disciplinas ensinadas, entre outras. 092-133-ARHG2-PE-U03-G19_edital.indd 118 10/15/19 9:34 AM 119119 • Ler com os alunos o texto sobre a caneta-tinteiro e so- licitar que relacionem os ob- jetos das colunas. • Orientar os alunos a produzir o desenho solicitado na ativi- dade 2. • Conversar com eles sobre a dificuldade em utilizar o ob- jeto desenhado, conforme proposto na atividade 3. • Estimular os alunos a consti- tuir um acervo com seus ob- jetos escolares. Atividade complementar • Propor aos alunos que conver- sem com adultos da sua convi- vência sobre os materiais esco- lares que utilizavam quando eram crianças. • Se possível, solicitar que tra- gam para a escola alguns desses objetos. Se não, solici- tar que desenhem os objeti- vos citados pelos adultos. • Fazer fichas para cada objeto/ desenho com o nome do obje- to, da pessoa a quem perten- ceu e a data aproximada. Lembranças do primeiro dia de aula, das alegrias [...]. Enfim, expressam que: o primei- ro dia de aula, na primeira série, minha mãe preparando o material escolar, o uniforme, a pasta, o lanche... Que alegria! Tinha uma ideia do que seria a escola; mas, ao mesmo tempo, medo. Será que saberei o que fazer? A disciplina na escola era bem rígida, contro- lada por freiras, as quais, ao mesmo tempo, eram amorosas e cuidadosas. FIGUEIREDO, Márcio Xavier Bonorino; RIGO, Luiz Carlos. Memórias das infâncias no processo das educadoras. Revista Pensar a Prática, v. 11, n. 3, 2008. Disponível em: . Acesso em: 26 nov. 2017. (Título adaptado). 092-133-ARHG2-PE-U03-G19.indd 119 12/21/17 3:41 PM https://www.revistas.ufg.br/fef/article/view/3540/4545 120120 UNIDADE 3 Objetos e história das vivências escolares [...] [conforme Augustín Escolano Benito] os objetos não são autônomos e atem- porais, mas sim produções culturais que falam de nossas tradições, de nossos modos de pensar e sentir e de nossa memória individual e coletiva. Para ele, ao se tomar o material, devem-se examinar seus significados culturais. Isso possibilitaria estruturar uma história holística da educação na busca da compreensão do uso dos objetos, das vinculações entre eles, de suas relações com os atores e com as práticas empíricas que são postas em ação, de sua localização nos espaços institucionais e, por fim, da imbri- cação entre as mediações que perpassam o ensino e os modos de produção. • Orientar a realização da ativi- dade 4, fazendo uma obser- vação coletiva das imagens de objetos e relacionando-os com as respectivas legendas. • Conversar com os alunos so- bre a importância da preser- vação de objetos de outros tempos para a manutenção da memória coletiva. • Solicitar que pesquisem infor- mações relacionadas à pre- servação das fontes materiais existentes na escola. • Anotar na lousa as informa- ções identificadas pelos alu- nos e pedir que registrem no caderno as anotações. 092-133-ARHG2-PE-U03-G19.indd 120 12/21/17 3:41 PM 121121 • Solicitar aos alunos que ob- servem os objetos pessoais utilizados na escola, em es- pecial o vestuário. • Explicar-lhes que esses obje- tos são produções culturais que podem ser fontes de in- formações sobre nossas tra- dições, de nossos modos de pensar e sentir e de nossa me- mória individual e coletiva. • Orientá-los a fazer as ativi- dades propostas na página, socializando as respostas in- dividuais. • Incentivar os alunos a deba- ter sobre as vantagens e as desvantagens do uso de uni- forme escolar, apresentando argumentos para defender seu ponto de vista. [...] a valorização das fontes materiais para a história da escola supõe um giro epis- têmico e social importante: por um lado, retoma a investigação histórica sobre o co- nhecimento das práticas culturais e sobre os modos de produção da cultura escolar em que os objetos dão visibilidade a essa cultura; por outro, atribui-se aos materiais uma importância que antes não possuíam, ao considerá-los como elementos empíricos que afetam a coletividade que foi educada [...]. RIBEIRO, Ivanir; SILVA, Vera Lucia Gaspar da. Das materialidades da escola: o uniforme escolar. Educação e Pesquisa, v. 38, n. 3, p. 577, jul.-set. 2012. Disponível em: . Acesso em: 27 nov. 2017. 092-133-ARHG2-PE-U03-G19.indd 121 12/21/17 3:41 PM http://www.scielo.br/pdf/ep/v38n3/03.pdf 122122 UNIDADE 3 • Fazer a leitura compartilhada do poema reproduzido na ativida- de 8, identificando com os alu- nos o nome da poetisa; a época em que ela foi criança; o nome da professora dela; o local onde os alunos se sentavam na época; o que os alunos utilizavam para registrar as informações. • Explorar oralmente com os alunos os movéis presentes na escola onde estudam e os ma- teriais que utilizam para regis- trar as informações. Comparar com os utilizados há cerca de cem anos, identificando mu- danças e permanêcias. Como utilizar a fonte histórica material Estudar um artefato de cultura material vai além de expor suas ocupações funcio- nais [...]. Interessam-nos tanto as relações oriundas de sua produção e utilização como a sua circulação e a atribuição de significado que é conferida a eles. Trata-se de questionar e compreender aspectos sobre a dinâmica da vida coti- diana. Se tomarmos como exemplo a organização e disposição de móveis e objetos dentro do espaço doméstico, até mesmo uma cortina, uma almofada, a disposição de um tapete em uma sala adquirem significado no contexto. A cortina, por exem- plo: é ela que divide os espaços, delimita a separação entre o que é visto e o que deve ser ocultado, seleciona a quantidade de claridade que deve iluminar o ambiente. 092-133-ARHG2-PE-U03-G19.indd 122 12/18/17 5:12 PM 123123 • Solicitar aos alunos que citem fontes históricas materiais existentes na sala de aula. Podem ser objetos pessoais ou pertencentes à escola. • Ressaltar a importância de relacionar as fontes históri- cas materiais com outras, em especial as escritas. • Instigar os alunos a explorar ao máximo as fontes citadas. • Orientá-los a realizar as ativi- dades propostas. Desse modo, existem padrões de organização material de habitação que podem ser questionados pelo historiador. [...] Tente estabelecer diálogo com outras fontes documentais, de forma a preencher possíveis lacunas. Muitas vezes as discussões são complementadas pela articulação entre esses tipos de fontes, denominadas também como tridimensionais, com mate- riais iconográficos e textuais, o que facilita sua contextualização. UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL. Metodologias para diferentesfontes históricas. p. 91. Disponível em: . Acesso em: 27 nov. 2017. (Título adaptado). Fonte histórica material: objetos A atividade proposta permite explorar objetos da vida comu- nitária que constituem fontes de memória e símbolos de per- tencimento e que, por isso, não foram descartados. 092-133-ARHG2-PE-U03-G19_edital.indd 123 10/14/19 11:08 AM http://www.cesadufs.com.br/ORBI/public/uploadCatalago/13553006102014Metodologia_da_Pesquisa_Historica_Aula_4.pdf http://www.cesadufs.com.br/ORBI/public/uploadCatalago/13553006102014Metodologia_da_Pesquisa_Historica_Aula_4.pdf 124124 UNIDADE 3 A natureza transformada O espaço geográfico tem dois aspectos intimamente ligados: o social ou cultural e o natural ou físico. Isso significa que ele é resultado da dinâmica da sociedade e da dinâ- mica da natureza. Entre as duas, a sociedade é a que exerce maior influência na deter- minação das paisagens, ou melhor, no processo de construção do espaço geográfico. O ritmo e as necessidades da moderna sociedade industrial estão presentes em quase todos os espaços e, direta ou indiretamente, marcam praticamente todas as paisagens do planeta. As paisagens urbanas e rurais estão repletas de natureza transformada, ou seja, aspectos da natureza reelaborados pelo trabalho humano. O que são viadutos, senão partes da natureza (minério de ferro, calcário, pedra, areia) transformadas pela Objetivos do capítulo Possibilitar aos alunos obser- var e compreender as trans- formações que ocorrem nas paisagens ao longo do tem- po; desenvolver a habilidade de identificar os diferentes ti- pos de visão (vertical, oblíqua e frontal) nas representações; conhecer as características de um croqui e elaborar repre- sentações gráficas desse tipo. Habilidade (EF02GE05) Analisar mudanças e permanências, comparando imagens de um mesmo lugar em diferentes tempos. • Orientar os alunos para a ob- servação dos principais ele- mentos da paisagem retrata- da na foto da atividade 1. • Solicitar que, a partir da lei- tura da legenda, descrevam as principais características da fotografia e identifiquem a data em que a fotografia foi obtida. • Solicitar aos alunos que ob- servem que existe uma praia no lado direito da fotografia, indicando uma localidade li- torânea. • Organizar os alunos em gru- pos para que possam con- versar sobre as observações da paisagem solicitadas na atividade 1. 092-133-ARHG2-PE-U03-G19.indd 124 12/26/17 9:26 AM 125125 • Orientar os alunos para que observem a fotografia repro- duzida na atividade 2 e, sem ler a legenda, descrevam os elementos constituintes da paisagem. • Solicitar que indiquem mu- danças que ocorreram nos elementos que constituem a paisagem retratada em com- paração com a fotografia da página anterior. • Chamar a atenção para os elementos da imagem: asfal- to, edifícios altos, placas de sinalização, mais carros, ciclo- via na orla, crescimento dos coqueiros, postes de ilumina- ção na orla, semáforo. • Perguntar aos alunos por que esses elementos foram introduzidos na paisagem ao longo do tempo. • Relacionar tais elementos com o aumento da urbanização, que elevou a população local, impulsionando a construção de edifícios altos, a instalação de sinalização para organizar o trânsito e de iluminação na praia para atender os pedes- tres, a construção da ciclovia e o asfaltamento para que as pessoas transitassem pelo local com mais conforto. ação humana? Mesmo os espaços tidos como naturais, a exemplo da Antártida e da floresta amazônica, contêm elementos da sociedade humana. Exames realizados em animais da Antártida demonstram a presença de elementos químicos originados no hemisfério norte, a milhares de quilômetros; os rios amazônicos estão carregados de dejetos de minérios explorados na região. KOZEL, Salete; FILLIZOLA, Roberto. Didática da Geografia: memórias da terra; o espaço vivido. São Paulo: FTD, 1996. p. 58. 092-133-ARHG2-PE-U03-G19.indd 125 12/18/17 5:12 PM 126126 UNIDADE 3 • Fazer uma leitura comparti- lhada do texto. • Informar aos alunos que o livro de onde foi extraído esse tre- cho foi escrito por uma autora com base em suas vivências familiares. Como todo texto memorialistico, esse não pode ser tomado como descrição objetiva do “real“, mas como recorte desse real filtrado pela subjetividade da autora. • Solicitar que observem a fo- tografia da atividade 3 e apontem elementos consti- tuintes da paisagem. • Orientar os alunos para que relatem os indícios de que se trata da representação de um momento passado da ci- dade de São Paulo. • Comentar com os alunos sobre a autora do texto, Zélia Gattai: Ela nasceu em São Paulo (SP), em 2 de julho 1916, e faleceu em Salvador (BA), no dia 17 de maio de 2008, aos 91 anos. Foi escritora, fotógrafa e me- morialista, além de militan- te política durante 56 anos. Recebeu muitos prêmios na- cionais e internacionais e foi membro da Academia Brasi- leira de Letras. Sua obra mais conhecida, Anarquistas, graças a Deus, foi escrita em 1979 e relata a in- fância da autora na cidade de São Paulo, na década de 1920. Alguns de seus livros foram traduzidos para o francês, o italiano, o espanhol, o ale- mão e o russo. Foi casada com o também escritor Jorge Amado. Fonte: Academia Brasileira de Letras. Disponível em: . Acesso em: 27 nov. 2017. (Adaptado). Paisagens em diferentes tempos [...] Pela datação dos objetos de uma paisagem, deveríamos poder reconhecer a sua idade (ou as suas idades). Mas isso nem sempre é possível, já que muitas vezes os ob- jetos antigos são suprimidos da paisagem. Quem desembarca em São Paulo reconhece a história dos objetos presentes, mas não a história da cidade. Na velha Europa, os traços do passado são mais visíveis; é toda uma diferença de ritmos. Mas em todos os casos não há paisagem indiferenciada de um ponto de vista histórico, exceto a de uma cidade porventura inaugurada ontem. A paisagem tem, pois, um movimento que pode ser mais ou menos rápido. As for- mas não nascem apenas das possibilidades técnicas de uma época; mas dependem 092-133-ARHG2-PE-U03-G19.indd 126 12/26/17 9:27 AM http://www.academia.org.br/academicos/zelia-gattai/biografia http://www.academia.org.br/academicos/zelia-gattai/biografia http://www.academia.org.br/academicos/zelia-gattai/biografia 127127 • Realizar a leitura comparti- lhada do texto reproduzido na atividade 3. • Conversar com os alunos so- bre as informações contidas no texto e solicitar que apon- tem o que mais lhes chamou a atenção. • Orientar os alunos para que identifiquem as mudanças que, na memória da autora, apare- cem como as principais dos anos 1920 nos meios de transporte e de comunicação. • Solicitar que desenhem uma paisagem da fase de infância de Zélia Gattai, na década de 1920, representando as crian- ças brincando nas ruas, como solicitado na atividade 4. Podem, ainda, representar elementos da paisagem da- quele tempo: ruas não asfal- tadas, bondes e carros anti- gos, pessoas com vestimentas da época. • Lembrar que, em 1920, mui- tos brinquedos eram feitos artesanalmente: bonecas de pano e carrinhos de madeira, por exemplo. • Reunir os alunos e solicitar que compartilhem o desenho com os colegas, explicando os elementos da paisagem que representaram. também das condições econômicas, políticas, culturais etc. A técnica tem um papel importante, mas não tem existência histórica fora das relações sociais. A paisagem deve ser pensada paralelamente às condições políticas, econômicas e também cultu- rais. Desvendar essa dinâmica social é fundamental [...]. SANTOS, Milton. Metamorfoses do espaço habitado. 6. ed. São Paulo: Edusp, 2008. p. 75. 092-133-ARHG2-PE-U03-G19.indd127 12/21/17 3:42 PM 128128 UNIDADE 3 • Solicitar aos alunos que ob- servem e comparem as duas paisagens. • Chamar a atenção deles para a paisagem mais recente, na qual há barracas no lugar dos bondes e dos trilhos. • Solicitar que observem as mu- danças nos meios de transpor- te a partir dos elementos da paisagem retratados nas duas fotografias. • Comentar que os prédios se modernizaram e o tamanho das árvores aumentou, mas o edifício ao lado mantém ca- racterísticas semelhantes às do prédio que havia na paisagem anteriormente. 092-133-ARHG2-PE-U03-G19.indd 128 12/18/17 5:12 PM 129129 • Solicitar aos alunos que ci- tem alguns elementos pre- sentes na paisagem do lugar onde vivem. • Conversar sobre outras trans- formações que ocorreram na paisagem desse local. • Em uma roda de conversa, so- licitar que expliquem se consi- deram necessária determinada transformação na paisagem para melhorar a qualidade de vida das pessoas. Atividade complementar • Solicitar aos alunos que de- senhem a paisagem do lugar onde vivem com as modifica- ções que acharem necessárias para melhorar a qualidade de vida das pessoas. • Formar uma roda de conversa para que socializem as produ- ções e relatem suas ideias. 092-133-ARHG2-PE-U03-G19.indd 129 12/18/17 5:12 PM 130130 UNIDADE 3 • Solicitar aos alunos que ob- servem a representação e descrevam os elementos que a compõem. • Chamar a atenção deles para o tipo de visão em que a pai- sagem está representada, indicando as características que podem ser observadas. • Solicitar que relatem o que não conseguiriam visualizar se a paisagem fosse representa- da do ponto de vista frontal. Não seria possível visualizar a parte de cima das construções, nem o tipo e o formato de te- lhamento, nem uma área da cidade, mas apenas uma rua, vista de frente. • Solicitar que relatem os ele- mentos que não consegui- riam visualizar se a paisagem fosse representada do ponto de vista vertical. A altura das construções e as fachadas não poderiam ser visualizadas. Desenho da paisagem Desenhar a paisagem, desde as primeiras séries até a universidade, possibilita o desenvolvimento da sensibilidade por meio da visão. A observação dirigida, quando realizada nas visitas e nos trabalhos de campo, aprimora a habilidade de expressão gráfica e estética, de leitura e interpretação dos sinais da natureza, de levantamento de hipóteses e de confronto de explicações e teorias sobre, por exemplo, as tendências de expansão ou degradação do espaço local. PONTUSCHKA, Nídia N.; PAGANELLI, Tomoko I.; CACETE, Núria H. Para ensinar e aprender Geografia. São Paulo: Cortez, 2007. p. 299. Alfabetização cartográfica As atividades possibilitam aos alunos desenvolver a habili- dade de identificar uma re- presentação em visão oblíqua, conhecer as características de um croqui e elaborar repre- sentações gráficas desse tipo. 092-133-ARHG2-PE-U03-G19.indd 130 12/18/17 5:12 PM 131131 • Solicitar aos alunos que ob- servem a representação e in- diquem suas características. • Comentar que um croqui se parece com um esboço e contém, sem muitos deta- lhes, os elementos principais de uma paisagem. • Comparar o croqui à repre- sentação anterior, indicando semelhanças e diferenças en- tre eles. • Propor aos alunos que termi- nem o croqui reproduzido na atividade, desenhando, em linhas gerais, porém propor- cionais e bem localizadas, o restante da representação da paisagem. • Solicitar que compartilhem com os colegas o croqui desenhado. • Comentar as produções le- vantando semelhanças en- tre elas e sugerindo possí- veis alterações. Atividade complementar • Organizar os alunos em gru- pos e solicitar a cada um que elabore uma representação de parte da paisagem repro- duzida na atividade 1 do pon- to de vista frontal. Cada gru- po deve escolher um trecho de rua ou construção para elaborar sua representação. • Solicitar aos grupos que com- partilhem com os colegas o desenho. • Comentar as produções le- vantando semelhanças entre elas e sugerindo possíveis alterações. O croqui no trabalho de campo [...] Nas séries iniciais do ensino fundamental, o professor orienta o olhar para os aspectos principais, seja de uma edificação, seja de um conjunto de edificações, seja de uma vista do campo ou de uma cidade. Algumas orientações podem contribuir para a elaboração de um croqui, tais como o uso de uma prancheta e de material de desenho. [...] O croqui pode ser um ponto de partida para um estudo mais detalhado de um fenômeno que se destaca na paisagem (morro-testemunho, lagunas, restingas e outros) ou de determinadas concentrações (edificações, eixos rodoviários, favelas etc.). PONTUSCHKA, Nídia N.; PAGANELLI, Tomoko I.; CACETE, Núria H. Para ensinar e aprender Geografia. 3. ed. São Paulo: Cortez, 2009. p. 306. 092-133-ARHG2-PE-U03-G19.indd 131 12/18/17 5:12 PM 132132 UNIDADE 3 Esta seção permite aos alunos retomar a questão da seção Desafio à vista!, da página 116. As atividades propostas pos- sibilitam aos alunos observar a reprodução de uma pintura e refletir sobre as transfor- mações que podem ocorrer em diferentes lugares e em diferentes tempos. Retomando a questão interdisciplinar • Orientar os alunos a obser- var a pintura reproduzida na atividade 1, identificando seus principais elementos: crianças, construções e obje- tos utilizados pelas crianças para brincar. • Ressaltar que a pintura é uma fonte histórica e, portanto, precisa ser interpretada. • Orientar os alunos para que façam uma leitura da pintu- ra e respondam às atividades dos itens A e B. Os desenhos preparatórios Antes de transformar uma ideia em uma obra de arte, o artista percorre um longo caminho de preparo. Inicia-se nas impressões que o artista obteve de suas vivências intrapessoais. Dentro de um contexto elas formam uma ideologia que se transforma de acordo com as mudanças sociais e culturais de uma época inserida num tempo geográfico e num tempo histórico. Esse objeto artístico é o mediador entre as repre- sentações do artista e a realidade. O artista certamente é um historiador, na medida em que registra os passos da construção do objeto artístico que pertence a uma área específica do conhecimento. Parto do princípio de que a obra de arte pertence ao cam- 092-133-ARHG2-PE-U03-G19.indd 132 12/21/17 3:42 PM 133133 • Orientar coletivamente a rea- lização do desenho proposto por meio de questões como: “Quais elementos da paisa- gem podem ter sido altera- dos? Que novas construções podem ter sido realizadas? Qual foi o impacto dessas construções nas formas de brincar das crianças?”. • Solicitar aos alunos que com- partilhem com os colegas o desenho. po da humanidade. Seus registros organizam a variedade de dados observados de uma dada realidade a ser representada. Portanto a história de cada desenho é a história de sua representatividade no ato da criação. O desenho é a gênese da obra, de onde tudo começou e que resultou no nascimento concreto da idealização. BERNARDO, Hebe de Camargo. Os trabalhadores do Café: análise de uma obra de Portinari. Dissertação (Mestrado em Artes) – Instituto de Artes, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, São Paulo, 2012. p. 35. Disponível em: . Acesso em: 27 nov. 2017. 092-133-ARHG2-PE-U03-G19.indd 133 12/26/17 9:27 AM https://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/86904/bernardo_hc_me_ia.pdf?sequence=1 https://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/86904/bernardo_hc_me_ia.pdf?sequence=1 134 A atividade possibilita aos alu- nos estabelecer uma relação entre o espaço físico e os indi- víduos por meio do trabalho. Mobilizando conhecimentos • Solicitar aos alunos que ob- servem a imagem identifican- do com eles uma plantação. Comentar que os indivíduos que aparecemna imagem tra- balham em relação com ele- mentos da natureza. • Orientar que identifiquem a relação entre o espaço físico e os agricultores por meio do trabalho. UNIDADE 4 O trabalho [...] o trabalho surge por uma necessidade humana de transformar a natureza e dela retirar o seu sustento ou os meios que auxiliaram na realização de tarefas ou de algum lazer. Diante de uma necessidade, o homem se utiliza do trabalho para transformar as matérias naturais em produtos que atendem às suas necessidades. O trabalho é essencial tanto para a vivência em sociedade quanto para a sobrevivência do próprio homem enquanto ser biológico [...]. 134-177-ARHG2-PE-U04-G19.indd 134 12/20/17 12:10 PM 135 • Após a exploração dos elemen- tos da imagem, instigar os alu- nos a responder às questões propostas e incentivá-los a re- latar oralmente suas conclu- sões para a turma. 1. O trabalho do agricultor envolve o preparo do solo, o plantio, cuidados com a plan- tação e a colheita, entre outras atividades. 2. Abacaxi. [...] o trabalho é a categoria fundante do ser social. Ele é a categoria que dá origem ao agir humano. Sem ele, as inúmeras e variadas formas de atividade humana não po- deriam existir. Ele é fundante, pois é a única categoria social que faz a mediação entre o homem e a natureza, gerando novas possibilidades e necessidades. LEITE, Ângelo Antônio Macêdo. O trabalho e a origem do homem em sociedade: uma análise através da filosofia de Marx e Lukács. Cadernos Cajuína, v. 2, n. 2, p. 79-80, 2017. Disponível em: . Acesso em: 9 nov. 2017. 134-177-ARHG2-PE-U04-G19.indd 135 12/22/17 9:06 AM 136 • Solicitar aos alunos que leiam a questão do Desafio à vista!. • Fazer uma roda de conversa compartilhando as diversas res- postas sugeridas pelos alunos. • Solicitar aos alunos que obser- vem a imagem reproduzida na atividade 1 e leiam a legenda, identificando o título da obra, o nome do autor (Alexandre Freire) e a data da produção. É fundamental ressaltar esses dados, pois a obra pode ser utilizada como fonte histórica. • Pedir a eles que registrem as informações na ficha. • Orientar que identifiquem o tipo de pesca (industrial ou artesanal) representado na pintura. UNIDADE 4 A questão apresentada possi- bilita aos alunos identificar al- gumas formas de trabalho e compreender como essas ativi- dades são realizadas e influen- ciam a sociabilidade humana. Questão interdisciplinar Objetivos do capítulo Identificar alguns tipos de tra- balho desenvolvidos nas diver- sas comunidades, percebendo que trabalho, sociabilidade e memória se entrelaçam consti- tuindo o modo de vida das pes- soas nas comunidades. Habilidade (EF02HI10) Identificar diferen- tes formas de trabalho exis- tentes na comunidade em que vive, seus significados, suas especificidades e importância. Atividade complementar • Se considerar pertinente, solicitar aos alunos que realizem uma investigação com o objetivo de identificar as diferenças entre pesca artesanal e pesca industrial. • Identificar com os alunos possíveis fontes de investigação: livros, jornais, revistas, conversas com pescadores da comunidade ou internet. • Combinar um prazo para a investigação: 15 dias, por exemplo. • Orientar os alunos a respeito das formas de apresentar os resultados da pesquisa: cartazes com desenhos, colagens, escritos ou meios digitais. 134-177-ARHG2-PE-U04-G19_BNCC.indd 136 3/22/19 3:27 PM 137 • Solicitar aos alunos que obser- vem as fotografias e as respec- tivas legendas. • Pedir a eles que identifiquem: a profissão dos trabalhado- res retratados; o local onde trabalham; os instrumentos que utilizam; e os problemas que podem enfrentar em seu trabalho. • Orientar coletivamente a ativi- dade 2, questionando com os alunos os significados e a im- portância para a comunidade de cada uma das atividades re- presentadas nas fotografias. Atividade complementar • Solicitar aos alunos que in- vestiguem os cuidados que as pessoas devem tomar ao reali- zar atividades em locais aber- tos, expostos ao sol, à chuva e ao vento. • Orientá-los a fazer a exposi- ção do resultado da pesquisa. • Com base nesses resultados, questionar os alunos sobre os cuidados que as pessoas que trabalham em locais abertos deveriam ter: utilizar protetor solar, boné ou chapéu, capa ou guarda-chuva e manter a hidratação quando expostas ao sol. • Conversar com os alunos sobre a dificuldade que muitas pes- soas que trabalham em locais abertos têm de comprar pro- tetores solares, que são mui- to caros, e sobre o que fazer para resolver esse problema. _RESSALVA_134-177-ARHG2-PE-U04-G19_edital.indd 137 7/18/20 10:38 AM 138 • Realizar a leitura compartilha- da do poema reproduzido na atividade 1, organizando-a de modo que todos participem. • Interpretar o poema com os alunos e pedir a eles que respon- dam às questões dos itens a a c. • Ressaltar para os alunos que, hoje em dia, os vendedores ambulantes necessitam de uma licença concedida previamen- te pelos governos municipais para exercerem suas ativida- des. As licenças são concedi- das de acordo com o tipo de produto comercializado (há re- gras específicas, por exemplo, para a venda de alimentos). UNIDADE 4 O vendedor de rua é parte da história brasileira Por todo o século XVII, XVIII e, principalmente, XIX, o Brasil [...] moveu-se por formas de trabalhos de rua. Suas cidades eram povoadas por trabalhadores/as de rua. Ou seja, no Brasil, o trabalho de rua é mais do que uma resultante de “falhas” econômi- cas, [...] é, sobretudo, parte culturalmente constitutiva das próprias cidades. [...] DURÃES, Bruno José Rodrigues. “Camelô de tecnologia” ou Camelô Global”: novas formas de expansão do capital na rua. Tese de doutorado. Universidade Estadual de Campinas. Instituto de Filosofia e Ciências Humanas. Campinas, 2011. p. 100. 134-177-ARHG2-PE-U04-G19.indd 138 12/27/17 12:01 PM 139 • Orientar a leitura comparti- lhada do pregão reproduzido na atividade 2, identificando com os alunos o tipo de pro- duto divulgado e as caracte- rísticas destacadas. • Orientar a realização do pre- gão proposto na atividade 3, destacando com os alunos o tipo de produto a ser divul- gado e os elementos a serem destacados. • Socializar as respostas indi- viduais. Atividade complementar • Organizar a turma em grupos de no máximo quatro alunos. • Tendo como ponto de partida a ilustração da página, propor aos grupos que produzam uma encenação sobre o modo como os ambulantes vendiam suas mercadorias nas ruas. • Sugerir aos grupos que façam um roteiro anteriormente à performance, na qual possam atuar com total liberdade e por conta própria. • Colaborar com os grupos na constituição do roteiro, na con- cepção e na apresentação da performance. Para isso, é pre- ciso orientar os alunos a mobili- zar seus conhecimentos a respei- to da preservação da memória. • Ajudar os alunos a constituir um cenário utilizando obje- tos condizentes com o roteiro. • Solicitar que atentem ao figu- rino para dar vida aos perso- nagens e sua época. • Organizar a ordem de apre- sentação dos grupos. Tema contemporâneo: Educação para o consumo Essa é uma boa oportunidade para explorar criticamente alguns mecanismos da propaganda, em consonância com o disposto no Parecer CEB no 15/2000: A escola, ao se apoderar da publicidade comercial, eventualmente presente em livros didáticos, de seus mecanismos e tecnologias, pode tornar-se lugar de uma lei- tura diferenciada, propiciando discernimento, contextualização, análise de níveis e crítica de valores. [...] BRASIL. Parecer CEB no 15/2000. Brasília: CNE/MEC, 2000. p. 15. Disponível em: . Acesso em: 27 nov. 2017. 134-177-ARHG2-PE-U04-G19.indd139 12/20/17 12:10 PM http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=14453-pceb015-00&category_slug=outubro-2013-pdf&Itemid=30192 http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=14453-pceb015-00&category_slug=outubro-2013-pdf&Itemid=30192 140140 • Propor a leitura compartilhada do poema, organizando-a de modo que os alunos participem. • Solicitar aos alunos que rela- cionem as informações do po- ema com a imagem do traba- lho do sapateiro. • Incentivar os alunos a refle- tir sobre as diferenças entre o trabalho do sapateiro e o do vendedor ambulante e a ava- liarem as possíveis consequên- cias de cada atividade para a saúde dos trabalhadores. UNIDADE 4 O trabalho artesanal A organização do trabalho como forma de atividade artesanal permite o domí- nio integral do processo de produção, fato inexistente no caso de um operário de fábrica que é obrigado a se especializar numa operação tão simples a ponto de cau- sar demência. O artesão é dono do saber e centro do processo de produção e não um simples apêndice de uma máquina. Só ele pode iniciar e concluir o processo e ainda detém o conhecimento sobre a compra, os tipos e a qualidade das matérias-primas, além de comumente comercializar o produto final gerado. Sua importância no processo e seu domínio elevam sua autoestima, que gera uma série de benefícios, dos quais podemos citar a alteração positiva de sua 134-177-ARHG2-PE-U04-G19.indd 140 12/20/17 12:10 PM 141141 • Pedir aos alunos que observem as fotografias e identifiquem o tipo de atividade realizado, o local e os instrumentos de trabalho de cada profissional retratado. • Solicitar a eles que registrem individualmente as respostas do quadro. • Em uma roda de conversa, con- versar com os alunos sobre os significados e a importância para a comunidade dos traba- lhos realizados pelos trabalha- dores retratados nas fotografias. Atividade complementar • Orientar os alunos a selecionar um dos profissionais retrata- dos nas fotografias. • Eles vão pesquisar mais infor- mações sobre o cotidiano des- se trabalhador em livros, jor- nais, revistas ou na internet. • No dia combinado, todos tra- rão suas pesquisas. • Orientar a produção de um texto coletivo sobre esse pro- fissional. sensibilidade individual ao adoecimento, aumento natural da produtividade e qualidade dos produtos gerados. GENTIL, Rafaelli Freire Costa; BEZERRA, Isabela Xavier Barbalho; SALDANHA, Maria Christine Werba. Repercussões da organização do trabalho artesanal cooperativo: caso do núcleo de produção artesanal da vila de Ponta Negra em Natal/RN. In: XXVIII Encontro Nacional de Engenharia de Produção. Rio de Janeiro, 13-16 out. 2008, p. 4. Disponível em: . Acesso em: 27 nov. 2017. (Título adaptado). _RESSALVA_134-177-ARHG2-PE-U04-G19_edital.indd 141 7/18/20 10:38 AM http://www.abepro.org.br/biblioteca/enegep2008_TN_STO_072_508_12310.pdf 142142 UNIDADE 4 • Realizar a leitura comparti- lhada do texto, identificando com os alunos a comunidade citada, as atividades que os moradores realizam e a im- portância dessas atividades. • Orientar os alunos a realizar as atividades e socializar as respostas individuais. • Se considerar conveniente, re- tome com os alunos a expli- cação sobre as comunidades quilombolas, já apresentada neste volume. Atividade complementar • Se considerar pertinente, pro- por aos alunos uma investiga- ção sobre comunidades quilom- bolas na unidade federativa onde vivem. • Seguir o roteiro: 33Nome da comunidade. 33Onde se localiza. 33População estimada. 33Principais atividades enco- nômicas. 33Principais festas e tradições. • Organizar na lousa as desco- bertas individuais. A economia solidária O aparecimento, em escala crescente, de empreendimentos populares baseados na livre associação, no trabalho cooperativo e na autogestão, é hoje fato indiscutível em nossa paisagem social [...]. [...] tais iniciativas, de tímida reação à perda do trabalho e a condições extremas de subalternidade, estão convertendo-se em um eficiente meca- nismo gerador de trabalho e renda, por vezes alcançando níveis de desempenho que as habilitam a permanecer no mercado, com razoáveis perspectivas de sobrevivência [...]. GAIGER, Luiz Inácio. A economia solidária diante do modo de produção capitalista. Economia Solidária, v. 1, p. 18. Disponível em: . Acesso em: 10 nov. 2017. (Título adaptado). 134-177-ARHG2-PE-U04-G19.indd 142 12/22/17 9:08 AM http://www.uff.br/incubadoraecosol/docs/ecosolv1.pdf http://www.uff.br/incubadoraecosol/docs/ecosolv1.pdf 143143 • Orientar a realização da entre- vista, identificando com os alu- nos as pessoas da comunidade que podem ser entrevistadas, conversando sobre a postura de respeito que eles devem ter durante a entrevista e re- fletindo sobre as perguntas a serem feitas. • Orientar o levantamento das principais profissões dos entre- vistados, bem como o preen- chimento do quadro. Atividade complementar • Propor aos alunos que se or- ganizem em duplas e pesqui- sem na internet atividades e trabalhos desenvolvidos por grupos de pessoas que resul- tam em produtos consumi- dos por todos os membros de uma comunidade. • Orientá-los a pesquisar infor- mações sobre a situação des- sa comunidade e característi- cas do trabalho desenvolvido. • Solicitar aos alunos que apresen- tem a pesquisa para os colegas. Produzindo para a comunidade Todas vestidas de branco, toucas nas cabeças e “mangas arregaçadas” na “lida” de pro- duzir os pães de legumes agroecológicos. Nas expressões era possível observar o orgulho de estarem construindo uma história bonita de autonomia e participação, convictas de contribuir para o desenvolvimento da comunidade e do meio ambiente [...]. SILVA, Flávia Regina Fernandes. Gênero, agroecologia e economia solidária: estudo de caso do grupo de mulheres do Acampamento Recanto da Natureza em Laranjeiras do Sul – PR. Desenvolvimento e Meio Ambiente, v. 39, p. 122, dez. 2016. Disponível em: . Acesso em: 27 nov. 2017. (Título adaptado). 134-177-ARHG2-PE-U04-G19.indd 143 12/22/17 9:08 AM http://revistas.ufpr.br/made/article/view/45697 144144 • Realizar a leitura compartilha- da do texto. • Solicitar aos alunos que indi- quem os elementos que com- põem a paisagem e as ativi- dades que as pessoas estão realizando. • Conversar com os alunos sobre o fato de que, atualmente, as zonas rurais (campo) e as zo- nas urbanas (cidade) possuem algumas semelhanças em ter- mos de acesso a tecnologias, tipos de construção e algumas atividades econômicas. UNIDADE 4 Objetivos do capítulo Possibilitar aos alunos observar características das paisagens da cidade e do campo e das formas como o trabalho influencia a ocupação e o uso do solo; co- nhecer as vantagens e as des- vantagens de intervenções na paisagem ocasionadas por agri- cultura, pecuária, extrativismo, indústria, comércio e presta- ção de serviços; compreender as principais consequências de impactos ambientais para o meio ambiente e para a vida das pessoas; na alfabetização cartográfica, descrever e ela- borar trajetos utilizando ter- mos como “direita”, “esquer- da” e “em frente”. Habilidade (EF02GE07) Descrever as ati- vidades extrativas (minerais, agropecuárias e industriais) de diferentes lugares, identifi- cando os impactos ambientais. 134-177-ARHG2-PE-U04-G19_BNCC.indd 144 3/22/19 3:28 PM 145145 • Realizar a leitura compartilha- da do texto. • Solicitar aos alunos que indi- quem os elementos que com- põem a paisagem e as ativida- des que os moradores desse local podem realizar. • Conversar com eles sobre a vida das pessoas na cidade. En- corajá-los a falar o que sabem sobre o trabalho nas cidades, o lazer, as moradias, as ativi-incluindo a inves- tigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferentes áreas. 3. Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e também par- ticipar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural. 4. Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital –, bem como conhecimentos das linguagens artística, matemática e científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo. 5. Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, signi- ficativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva. 6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade. 7. Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global, com posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta. 8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, compreendendo-se na diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas. 9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promo- vendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza. 10. Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e deter- minação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários. BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018. p. 9-10. CONTINUAÇÃO DA PÁGINA V 002-033-ARHG2-PG-G19_BNCC.indd 6 3/25/19 12:34 PM VII A visão de ensino-aprendizagem nesta coleção Mobilização, construção e síntese do conhecimento No final do século XX e início do século XXI, os estudos sobre ensino-aprendizagem apontaram no- vos caminhos para a construção do conhecimento. Segundo Celso Vasconcellos (1992), a teoria dialética do conhecimento indica que o conhecimen- to ocorre principalmente em três grandes momentos: a síncrese, a análise e a síntese. Trazidos para o trabalho pedagógico, esses três momentos entrelaçados se traduzem em três preocupações principais para o educador: 1) Mobilização para o Conhecimento, 2) Construção do Conhecimento e 3) Elaboração da Síntese do Conhecimento. A primeira etapa – Mobilização para o Conhecimento – corresponde ao momento inicial de apro- ximação com o objeto de estudo, quando o aluno tem uma visão indeterminada e fragmentada da realidade. Nesse momento o educador deve explorar as representações dos alunos com base na realidade concreta deles. A segunda etapa – Construção do Conhecimento – corresponde ao momento em que o aluno já consegue identificar desdobramentos da realidade em seus elementos, formular hipóteses, estabele- cer relações mais totalizantes e fazer uma análise dessas relações que compõem o objeto de estudo. Já a terceira etapa – Elaboração da Síntese do Conhecimento – é vista como fundamental para a complementação dos momentos anteriores. Deve ser realizada concretamente, seja de forma oral, gestual, gráfica ou escrita, expondo as diversas relações que o aluno conseguiu estabelecer com o objeto de estudo, os conceitos e as generalizações. A sistematização é imprescindível para que o processo de aprendizado das Ciências Humanas se realize de forma aprofundada e crítica, colabo- rando para o desenvolvimento cognitivo do aluno e também de seu envolvimento e de sua autono- mia na construção do conhecimento. Competências e habilidades Atualmente, um dos focos centrais do processo de ensino-aprendizagem é a mobilização de com- petências e habilidades. De acordo com a BNCC, os conteúdos curriculares estão a serviço do desenvolvimento de compe- tências. Na BNCC, competência é definida como a mobilização de conhecimentos (conceitos e procedimentos), habilidades (práticas, cognitivas e socioemocionais), atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho. BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018. p. 8. Segundo Nilson Machado (2006), a competência está ligada à mobilização de recursos para a solu- ção de problemas e exige um domínio de conteúdos e a capacidade de abstração. Além disso, para Machado, a competência envolve um processo de trabalho interativo e, portanto, não se confunde com a ideia de competição individual. Sobre a ideia de competência [...] A competência está sempre associada à capacidade de mobilização dos recursos de que se dispõe para realizar aquilo que se deseja. A fonte de legitimação de todo o conhecimento do mundo é justamente essa possibilidade de mobilização para a realização dos projetos das pessoas; sem ela, o conhecimento é inerte, é como um banco de dados carente de usuários. [...] CONTINUA NA PÁGINA VIII 002-033-ARHG2-PG-G19_BNCC.indd 7 3/22/19 3:14 PM VIII De acordo com a BNCC, o desenvolvimento das competências em cada componente curricular apresenta um conjunto de habilidades. Estas estão relacionadas a diferentes objetos de conhecimen- to, entendidos como conteúdos, conceitos e processos. Nos diversos componentes curriculares, as habilidades são estruturadas a partir do processo cog- nitivo envolvido, do objeto do conhecimento mobilizado e do contexto da aprendizagem esperada: “As habilidades expressam as aprendizagens essenciais que devem ser asseguradas aos alu- nos nos diferentes contextos escolares” (BRASIL, 2018, p. 29). O trabalho interdisciplinar nesta coleção A interação entre os componentes curriculares no ensino escolar pode ser realizada de diversas formas. Ela pode se dar pela ação simultânea de dois ou mais componentes em torno de uma temá- tica comum. Outra possibilidade é a articulação dos currículos por meio de uma investigação ou um tema. Há ainda alguns pesquisadores que defendem o fim das disciplinas, com a organização dos estudos por meio de projetos. Nesta coleção adotamos uma visão de interdisciplinaridade que implica a manutenção das espe- cificidades dos componentes curriculares História e Geografia, pois acreditamos que eles têm uma contribuição específica e complementar no estudo do modo de vida dos seres humanos em diferen- tes tempos e espaços, interagindo para a abordagem interdisciplinar de uma determinada questão. Em seu uso corrente, à palavra competência associa-se quase automaticamente o qualificativo pessoa, o que constitui um indício linguístico forte da pessoalidade como elemento fundador da ideia de competência. Competentes ou incompetentes são os agentes, são as pessoas. O mercado não age, os computadores não agem, os animais não agem, os livros não agem, apenas as pessoas agem livremente, conscientemente, na busca da realização de seus projetos [...]. É impossível conceber-se qualquer forma de competênciadades comerciais e de serviço, a circulação de pessoas e ou- tros aspectos que envolvam a organização do espaço. • Chamar a atenção dos alunos para o fato de que as pintu- ras foram feitas pelo mesmo artista e representam paisa- gens do campo e da cidade. 134-177-ARHG2-PE-U04-G19.indd 145 12/26/17 9:29 AM 146146 • Conversar com os alunos so- bre os produtos que conso- mem com origem na ativida- de agrícola. • Orientar os alunos a observar as ilustrações que representam as etapas do trabalho agríco- la e a descrever as atividades antes de ler as legendas. • Conversar com eles sobre cada uma das etapas e solicitar que leiam as legendas comparan- do o que observaram com a descrição. • Chamar a atenção deles para os instrumentos que o agri- cultor usa em cada etapa, pe- dindo que os descrevam. Co- mentar essas observações será importante para os alunos de- senvolverem a diferenciação entre os conceitos de agricul- tura familiar e de agricultura comercial. • Conversar com eles sobre o destino e o volume da produ- ção representada, e sobre os consumidores desse produto. • Informar aos alunos que as imagens e textos correspon- dem a uma situação específi- ca de pequenos agricultores e que no Brasil há outros tipos de agricultura, como a agri- cultura comercial, caracteri- zada por grandes proprieda- des, máquinas e produção em larga escala. Agricultura familiar no Brasil [...] em 2006, a Lei no 11.326, no seu Art. 3o, estabeleceu como agricultores e em- preendedores rurais familiares aqueles que possuam atividades no meio rural e que atendam concomitantemente os requisitos a seguir: I – não detenham, a qualquer título, área maior do que quatro módulos fiscais; II – utilizem predominantemente mão de obra da própria família nas atividades econômicas do seu estabelecimento ou empreendimento; III – tenham renda familiar predominantemente originada de atividades econômicas vinculadas ao próprio estabelecimento ou empreendimento; e IV – dirijam seu estabelecimento ou empreendimento com sua família. UNIDADE 4 134-177-ARHG2-PE-U04-G19.indd 146 12/22/17 9:09 AM 147147 • Organizar os alunos em grupos, orientando-os a fazer a pesqui- sa solicitada na seção Investi- gue sobre alimentos obtidos na atividade agrícola. • Realizar o levantamento dos alimentos consumidos pelos alunos que tenham origem na atividade agrícola. • Distribuir um nome de alimen- to por grupo e organizar a pes- quisa, na sala de aula ou na biblioteca, solicitando que os alunos procurem informações em jornais, revistas, livros e na internet. Conversar com adul- tos que conheçam as etapas de produção do alimento também pode trazer outras informações. • Solicitar aos alunos que enfo- quem os aspectos das etapas de plantio e colheita, para que o tema não se amplie demais. • Auxiliar na realização da sínte- se de cada item, orientando-os a registrar os aspectos principais de cada etapa. • Retomar as características de um cartaz: título em letras grandes, imagens ilustrativas do tema e uso de legendas claras e com- pletas, porém sintéticas. • Orientar os alunos na seleção ou elaboração dos desenhos, verificando a possibilidade de imprimirem ou desenharem re- presentações sobre as etapas de plantio e colheita do pro- duto investigado. • Socializar os cartazes entre os alunos da classe e organizar uma exposição nas dependên- cias da escola. Observa-se que a agricultura familiar, apesar de possuir a maior parte dos estabele- cimentos agropecuários, compreendendo 4 366 267 ou 84,4% do total existente no País, detinha apenas 80 102 694 hectares ou 24% da área dos estabelecimentos. Consequen- temente, a área média dos estabelecimentos da agricultura familiar brasileira era de 18,3 hectares, muito menor do que a área média dos estabelecimentos agropecuários de agricultura não familiar, de 313 hectares. [...] ANTUNES, Dalea Soares. Características da agricultura familiar. In: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Atlas do espaço rural brasileiro. Disponível em: . Acesso em: 27 nov. 2017. (Adaptado). 134-177-ARHG2-PE-U04-G19.indd 147 12/20/17 12:10 PM https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv63372_cap5.pdf https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv63372_cap5.pdf 148148 • Realizar a leitura compartilha- da do texto inicial. • Orientar os alunos para que observem cada fotografia e para que verifiquem se ela retrata a criação de animais para a obtenção de alimento ou para a obtenção de mate- riais utilizados na produção de objetos. • Comentar com eles que a pe- cuária é uma importante ati- vidade econômica realizada no Brasil. Perdas e desperdício de alimentos A produção e o consumo sustentáveis de alimento não são apenas uma moda passa- geira, mas duas áreas que demandam a aplicação do conhecimento científico para am- pliar a oferta de alimentos com menor impacto ambiental. Em um mundo que enfrenta mudanças climáticas e escassez de recursos naturais, e ainda convive com o flagelo da insegurança alimentar, a redução das perdas e do desperdício de alimento deve ser uma prioridade global. A produção de alimentos no mundo, em relação ao período de 2005 a 2007, precisa aumentar 60% até 2050 para suprir a crescente demanda, resultante do crescimento da população no hemisfério sul, aumento do consumo nos países em desenvolvimento UNIDADE 4 134-177-ARHG2-PE-U04-G19.indd 148 12/22/17 9:09 AM 149149 • Conversar com alunos sobre os produtos que podem resultar da criação de animais: lã, cou- ro, carne, ovos e leite. • Solicitar que associem as fo- tos ao objetivo da criação dos animais. e mudanças nos padrões de consumo. [...] Grande parte do ganho necessário para fazer frente a este desafio de aumentar a produção global de alimentos pode vir da re- dução do desperdício. As perdas e desperdício de alimentos são um entrave para “aca- bar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável”, segundo dos dezessete objetivos da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas. [...] PERDAS e desperdício de alimentos. Embrapa. Disponível em: . Acesso em: 28 nov. 2017. Tema contemporâneo Educação alimentar e nutricional Este é um bom momento para abordar com os alunos algu- mas características de uma ali- mentação saudável e o tema do desperdício de alimentos. • Conversar com os alunos so- bre o desperdício de alimen- tos e solicitar que relatem se já presenciaram situações em que isso ocorreu, onde acon- teceu e quais eram as pessoas envolvidas. • Comentar as informações do texto “Perdas e desperdício de alimentos”, relatando que o problema ocorre não somente no Brasil, mas no mundo todo. • Chamar a atenção dos alunos para a necessidade de se ga- rantir alimento para as pessoas de todo o planeta. • Conversar sobre o desperdí- cio depois da colheita e o que podemos fazer para evitá-lo. 134-177-ARHG2-PE-U04-G19.indd 149 12/20/17 12:10 PM https://www.embrapa.br/tema-perdas-e-desperdicio-de-alimentos/sobre-o-tema 150150 • Realizar a leitura compartilha- da do texto. • Comentar com os alunos que extrativismo é toda atividade de coleta de produtos natu- rais de origem mineral – pe- tróleo, ouro, prata, bauxita –, animal – pesca, aquicultu- ra, carne, pele – ou vegetal – madeira, folhas e frutos. • Organizar os alunos em gru- pos e distribuir a leitura de um tipo de extrativismo para cada grupo. • Orientar os alunos a ler o tex- to sobre o tipo de extrativis- mo selecionado para seu gru- po e relatar oralmente para os demais grupos o que entende- ram e o que mais lhes chamou a atenção. Atividade complementar • Realizar a leitura das infor- mações das legendas das fo- tos sobre os municípios onde é praticadocada tipo de ex- trativismo, localizando-os em um mapa do Brasil. • Colocar, no mapa, etiquetas com a indicação do produto extraído em cada localidade citada. A localização no mapa é importante para os alunos compreenderem onde ocor- re espacialmente determina- da atividade. • Se julgar pertinente, sugerir aos alunos uma pesquisa na internet sobre outras locali- dades brasileiras onde ocorre extrativismo vegetal, animal ou mineral, bem como o tipo de produto. • Completar as etiquetas do mapa com as informações co- letadas. Extrativismo no Brasil Atualmente, o Brasil é o grande exportador de produtos florestais e aparece como o maior produtor e exportador de celulose de madeira de eucalipto. Além da extração de madeira, a Região Amazônica também é responsável pela produção nacional de castanha-do-pará, látex (retirado da seringueira), babaçu entre outras sementes e frutas tipicamente brasileiras, manufaturadas pelas indústrias ali- mentícia, farmacêutica e até de combustíveis. [...] Com rico potencial mineral, a Amazônia tem atualmente grandes projetos de ex- ploração como: Carajás e Rio Trombetas no Pará (ferro e bauxita); Serra do Navio no Amapá (manganês), Serra Pelada no Pará (ouro); em Porto Velho (cassiterita). UNIDADE 4 134-177-ARHG2-PE-U04-G19.indd 150 12/20/17 12:11 PM 151151 • Observar as imagens repro- duzidas na atividade 2 e soli- citar aos alunos que indiquem o tipo de extrativismo realiza- do para a obtenção dos pro- dutos representados. • Conversar com eles sobre a existência de alguma ativida- de extrativista no lugar em que vivem. Tema contemporâneo Educação ambiental Essa é uma boa oportunida- de para tratar da importância da fiscalização e do controle dos recursos naturais ligados ao extrativismo. • Conversar com os alunos so- bre o uso racional dos recur- sos naturais para que não se esgotem suas reservas. O Ibama é o órgão fiscaliza- dor dos recursos naturais brasi- leiros. Toda empresa que receba autorização para explorar preci- sa obter o licenciamento, forne- cido pelo órgão. [...] Para explorar uma área com potencial mineral [...] é impres- cindível que a pessoa ou empre- sa autorizada a explorá-lo se comprometa a recuperar o meio ambiente degradado. [...] No extrativismo animal, o Ministério da Pesca e Aquicul- tura define os períodos de defe- so, quando fica proibida a pesca de espécies de animais aquáticos que estejam em época de repro- dução ou de crescimento. REGIÃO Norte lidera extrativismos vegetal e mineral. Portal Brasil, 10 abr. 2012. Disponível em: . Acesso em: 28 nov. 2017. Outro local de grande potencial é o estado de Minas Gerais – o maior produtor de minério de ferro do Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). [...] A exploração de petróleo também merece destaque. A Bacia de Campos, no Rio de Janeiro, é responsável pela maior parte da produção de petróleo nacional. [...] Já o extrativismo animal concentra-se principalmente na pesca e na aquicultura (cul- tivo de animais aquáticos). Região Norte lidera extrativismos vegetal e mineral. Portal Brasil, 10 abr. 2012. Disponível em: . Acesso em: 28 nov. 2017. 134-177-ARHG2-PE-U04-G19_BNCC.indd 151 3/22/19 3:28 PM http://www.brasil.gov.br/economia-e-emprego/2012/04/regiao-norte-lidera-extrativismos-vegetal-e-mineral http://www.brasil.gov.br/economia-e-emprego/2012/04/regiao-norte-lidera-extrativismos-vegetal-e-mineral http://www.brasil.gov.br/economia-e-emprego/2012/04/regiao-norte-lidera-extrativismos-vegetal-e-mineral http://www.brasil.gov.br/economia-e-emprego/2012/04/regiao-norte-lidera-extrativismos-vegetal-e-mineral http://www.brasil.gov.br/economia-e-emprego/2012/04/regiao-norte-lidera-extrativismos-vegetal-e-mineral http://www.brasil.gov.br/economia-e-emprego/2012/04/regiao-norte-lidera-extrativismos-vegetal-e-mineral 152152 • Solicitar aos alunos que des- crevam os elementos presen- tes em cada uma das fotos, a maneira de produzir, os equi- pamentos utilizados, o produ- to obtido, o tempo provável de produção de cada item e as pessoas envolvidas. • Conversar com eles sobre os trabalhadores e os equipamen- tos tecnológicos envolvidos na produção dos dois produtos. • Comparar o número de traba- lhadores envolvidos na produ- ção dos produtos. O espaço da indústria Enquanto a atividade agrícola ocupa grandes extensões do planeta, a atividade in- dustrial se concentra em pontos do espaço. Todavia, essa pequena concentração tem o poder de articular e integrar, através do mercado e da divisão espacial e internacional do trabalho, todo o universo. Isso significa que a indústria é a atividade capaz de produzir e desenvolver a integração de vastas áreas. Ana Fani A. Carlos. Espaço e indústria. 8. ed. São Paulo: Contexto, 2000. p. 20. UNIDADE 4 Tema contemporâneo Trabalho, ciência e tecnologia Este é um bom momento para conversar com os alunos sobre a presença da tecnologia – ro- bôs, esteiras rolantes – nos tra- balhos na indústria e seus impac- tos positivos (como o aumento da produtividade) e negativos (como o desemprego devido ao uso de robôs). 134-177-ARHG2-PE-U04-G19.indd 152 12/22/17 9:10 AM 153153 • Solicitar aos alunos que ob- servem as imagens e descre- vam as situações representa- das, apontando equipamentos, produtos e pessoas envolvidas. • Conversar com os alunos sobre a produção de algodão no Bra- sil com base no texto a seguir. O Brasil é um dos cinco maio- res produtores mundiais de al- godão, ao lado de países como China, Índia, Estados Unidos e Paquistão. Ocupa o primeiro lugar em produtividade em sequeiro, téc- nica agrícola para cultivar em terrenos onde a quantidade de chuva é diminuta. O Brasil também é um dos maiores exportadores mundiais de algodão. Entre 2016 e 2017, a região em que mais se plantou algo- dão no país foi a Centro-Oeste, seguida da Região Nordeste, as duas maiores produtoras. Informações obtidas em: . Acesso em: 28 nov. 2017. • Perguntar aos alunos se sabem como algum outro produto é feito. Se souberem, pedir que expliquem as etapas envolvi- das nesse processo. A industrialização e seus impactos no meio ambiente A industrialização, acompanhada da urbanização, causou grandes impactos am- bientais nas cidades em que se processou com maior intensidade. Convém ressaltar, no entanto, que eles também foram e são verificados em meios ambientes afastados das cidades, em decorrência da construção de grandes empreendimentos de engenharia, como usinas hidrelétricas, termoelétricas e termonucleares, da exploração [...]. LEAL, Georla Cristina de Gois; FARIAS, Maria S. Sobral de; ARAUJO, Aline de Farias. O processo de industrialização e seus impactos no meio ambiente urbano. QUALIT@S: Revista Eletrônica, v. 7, n. 1, 2008. Disponível em: . Acesso em: 28 nov. 2017. (Título adaptado). 134-177-ARHG2-PE-U04-G19.indd 153 12/22/17 9:10 AM http://www.abrapa.com.br/Paginas/dados/algodao-no-brasil.aspx http://www.abrapa.com.br/Paginas/dados/algodao-no-brasil.aspx http://www.ceap.br/material/MAT2004201302831.pdf http://www.ceap.br/material/MAT2004201302831.pdf 154154 • Realizar a leitura compartilha- da do texto introdutório e con- versar com os alunos sobre as características do comércio e da prestação de serviços. • Observar as fotos reproduzi- das na atividade 1 e solicitar aos alunos que as descrevam. • Elaborar na lousa uma lista de atividades relacionadas ao comércio e à prestação de serviços. • Escrever, ao lado de cada um dos itens mencionados, os ti- pos de trabalhador envolvidos. • Conversar com os alunos so- bre as atividades de comércio e de serviçosdesenvolvidas no lugar em que vivem. • Perguntar a eles se precisaria ser desenvolvido algum outro tipo de atividade no lugar em que vivem e por quê. • Orientar os alunos a registrar as informações solicitadas nas atividades 1 e 2. • Comentar com os alunos que o Sudeste concentra a maio- ria das empresas e dos traba- lhadores da área de comércio e serviços no Brasil, com des- taque para os estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Empregos no setor de comércio e serviços Ao longo do dia, vivenciamos e usamos vários tipos de serviço, sejam eles produtivos (seguro, transações bancárias, corretagem, comunicação), de distribuição de bens (co- mércio, transporte e armazenagem), sociais (educação, saúde e lazer) e pessoais (restau- rantes, salão de beleza, hotelaria), entre outros. Esses setores, que correspondem à venda de produtos e aos serviços comerciais ofe- recidos à população, são os que mais geram emprego e renda na economia brasileira. Considerado um dos propulsores do desenvolvimento econômico no País, nos últi- mos anos o setor ajudou a aumentar a competitividade interna e externa, gerou milhares de empregos qualificados e acelerou o progresso tecnológico. UNIDADE 4 134-177-ARHG2-PE-U04-G19.indd 154 12/20/17 12:11 PM 155155 • Solicitar aos alunos que ob- servem os símbolos da legen- da apresentada, ao lado da re- presentação gráfica do bairro, e seus significados. • Orientar os alunos a locali- zar na representação gráfi- ca do bairro cada um desses símbolos. • Conversar com eles sobre ou- tros símbolos que poderiam representar cada um dos ele- mentos citados. • Solicitar que identifiquem os símbolos que indicam ativida- des de comércio e de presta- ção de serviços. • Organizá-los em grupos para que elaborem os trajetos soli- citados na atividade b. • Indicar a localização da Rua Via Láctea e solicitar que ela- borem trajetos, por escrito, com descrições de caminhos dessa rua até a escola e até a padaria, utilizando termos como “direita”, “esquerda” e “em frente”. • Solicitar que compartilhem as descrições de trajetos com os colegas, comparando as su- gestões dos grupos e identi- ficando semelhanças e dife- renças entre elas. Eles são tão presentes na vida dos brasileiros que o setor terciário corresponde a mais da metade do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de tudo o que o País produz – e pela maioria da geração dos empregos formais, segundo o IBGE. SETOR de comércio e serviços é o que mais gera emprego e renda. Portal Brasil, 5 nov. 2009. Disponível em: . Acesso em: 28 nov. 2017. Alfabetização cartográfica A atividade possibilita aos alunos identificar e elaborar símbolos adequados a uma representação e observar e descrever trajetos em uma representação gráfica, consi- derando pontos de referên- cia e desenvolvendo a orien- tação espacial por meio do uso de termos como “esquer- da”, “direita” e “em frente”. 134-177-ARHG2-PE-U04-G19.indd 155 12/20/17 12:11 PM http://www.brasil.gov.br/economia-e-emprego/2009/11/setor-de-comercio-e-servicos-e-o-que-mais-gera-emprego-e-renda http://www.brasil.gov.br/economia-e-emprego/2009/11/setor-de-comercio-e-servicos-e-o-que-mais-gera-emprego-e-renda 156156 • Orientar os alunos a fazer a atividade proposta mobilizan- do os conhecimentos adquiri- dos, como diferentes formas, locais e instrumentos de tra- balho; peculiaridades de cada espaço geográfico; diversas atividades produtivas; mu- danças e permanências nas formas de trabalho. Nessa atividade, eles deverão estabelecer relação de interação entre o produto, a atividade geradora do produto e o traba- lhador envolvido no processo. • Propor a eles que socializem oralmente suas respostas. UNIDADE 4 Nessa seção, os alunos têm a possibilidade, por meio da realização das atividades pro- postas, de retomar a ques- tão da seção Desafio à vista! da página 136 identificando as diversas formas de traba- lho, as diferentes atividades produtivas e as particularida- des dos espaços geográficos em que são realizadas. Retomando a questão interdisciplinar 134-177-ARHG2-PE-U04-G19.indd 156 12/22/17 9:10 AM 157157 • Orientar os alunos a completar o quadro da atividade 2 iden- tificando os tipos de produtos e serviços oferecidos no lugar em que vivem, as atividades praticadas e as profissões dos trabalhadores. • Propor a eles que socializem oralmente suas respostas. • Anotar na lousa as respostas dos alunos. • Identificar os profissionais ci- tados com maior frequência pelos alunos. 134-177-ARHG2-PE-U04-G19.indd 157 12/20/17 12:11 PM 158158 • Ler com os alunos a questão do Desafio à vista! e solicitar que a respondam para sondar seus conhecimentos prévios so- bre o tema. Estimular a parti- cipação de todos. • Anotar as respostas para serem retomadas no fim da sequên- cia didática. • Fazer a leitura compartilhada do poema, identificando com os alunos o sujeito histórico (lavra- dor) e o fato histórico (desmata- mento para plantação de café). • Solicitar aos alunos que façam individualmente as atividades propostas. • Em uma roda de conversa, so- cializar as respostas individuais. A questão apresentada possi- bilita aos alunos identificar os possíveis impactos ambientais das formas de trabalho e do uso da água e do solo. Questão interdisciplinar O ser humano e o ambiente A tecnologia empregada evoluiu rapidamente e as consequências indesejáveis se agravaram com igual rapidez. A exploração de recursos naturais passou a ser feita de forma demasiadamente intensa. De onde se retirava uma árvore, agora se retiram cente- nas. Onde moravam algumas famílias, consumindo alguma água e produzindo poucos detritos, agora moram milhões de famílias, exigindo imensos mananciais e gerando mi- lhares de toneladas de lixos por dia [...]. NEVES, Daniela; TEIXEIRA, Flávia. Ação do homem no meio ambiente. Curso de formação de Docentes da Educação Infantil e Series Iniciais do Ensino Fundamental. CEWK, p. 2. Disponível em: . Acesso em: 28 nov. 2017. Objetivos do capítulo Apresentar aos alunos a ques- tão dos impactos ambientais decorrentes da ação humana e algumas iniciativas criadas para preservar o meio ambiente e promover o desenvolvimento sustentável. Habilidade (EF02HI11) Identificar impac- tos no ambiente causados pelas diferentes formas de trabalho existentes na comu- nidade em que vive. UNIDADE 4 134-177-ARHG2-PE-U04-G19_BNCC.indd 158 3/22/19 3:28 PM estagiocewk.pbworks.com/f/meio+ambiente-fl�via.pdf 159159 • Fazer a leitura compartilhada da notícia, identificando com os alunos o título, o autor, o acontecimento histórico des- crito e as consequências para os moradores e para o meio ambiente. • Orientar os alunos a preencher individualmente o esquema e, depois, compartilhar as respos- tas com os colegas. Fonte histórica escrita: notícia A atividade proposta possibi- lita retomar e ampliar os co- nhecimentos dos alunos sobre fontes históricas escritas ex- plorando uma notícia sobre a questão do impacto ambiental da atividade mineradora. Tema contemporâneo Educação ambiental A partir da notícia lida, conver- sar com os alunos sobre os di- versos impactos socioambien- tais da atividade mineradora: desmatamento, poluição das águas, barragens de rejeitos da mineração em situação de risco, contaminação do lençol freático, influência nas ativi- dades econômicas das pessoas e/ou seu deslocamento para outras localidades, afastan- do-as do seu lugar de viver. 134-177-ARHG2-PE-U04-G19_BNCC.indd 159 3/22/19 3:28 PM 160160 UNIDADE 4 • Fazer a leitura compartilhada do texto e pedir aos alunos que observem as fotografias, identificando o tipo de ativi- dade retratado em cada foto, a forma como essa atividade é realizada e os possíveis im- pactos ambientais dessafor- ma de trabalho. • Perguntar aos alunos se, no lu- gar onde vivem, há trabalha- dores que realizam atividades semelhantes às retratadas nas fotografias. • Socializar as respostas indi- viduais. Desenvolvimento sustentável: pressupostos para um novo modelo de desenvolvimento De acordo com conceituações estabelecidas na Agenda 21 (Brasil s/d), o “Desen- volvimento Sustentável” trata-se de um novo modelo de civilização, construído coleti- vamente, para mudar o padrão de desenvolvimento, com adoção de princípios éticos, de forma que atenda às necessidades básicas atuais, sem prejuízo para as futuras gera- ções, estabelecendo um contínuo melhoramento da qualidade de vida das comunidades, criando e implantando soluções para combater a degradação ambiental e as desigual- 134-177-ARHG2-PE-U04-G19.indd 160 12/26/17 9:30 AM 161161 • Orientar coletivamente a lei- tura do texto e das fotogra- fias identificando com os alu- nos as atividades realizadas. Atividade complementar • Propor aos alunos o cultivo de uma horta coletiva na esco- la. É fundamental destacar as razões pelas quais essa é uma iniciativa que deve ser adota- da e apoiada. • Orientá-los a realizar uma pes- quisa sobre cultivo de horta coletiva. • Iniciar o projeto de constru- ção da horta com base nas informações disponíveis em: . Acesso em: 12 dez. 2017. • Estimular os alunos a participar do projeto de cultivo da horta. dades econômicas e sociais, em que as medidas são aplicadas em uma balança de três pratos – justiça social, proteção ambiental e eficiência econômica. CURI, Rosires Catão; PEREIRA, Suellen Silva. Meio ambiente, impacto ambiental e desenvolvimento sustentável: conceituações teóricas sobre o despertar da consciência ambiental. Reunir: Revista de Administração, Contabilidade e Sustentabilidade, v. 2, n. 4, p. 44, set.-dez. 2012. Disponível em: . Acesso em: 28 nov. 2017. (Título adaptado). 134-177-ARHG2-PE-U04-G19.indd 161 12/26/17 9:30 AM http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/horta.pdf http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/horta.pdf 162162 UNIDADE 4 • Retomar com os alunos as infor- mações e as fotografias apre- sentadas nas páginas 160 e 161 e pedir que façam as ativida- des propostas. • Conversar com eles sobre os diferentes impactos ambien- tais de cada tipo de atividade e as possíveis formas de mini- mizá-los. Atividade complementar • Propor aos alunos que se reú- nam em grupos para pesqui- sar iniciativas de caráter popu- lar que objetivam preservar o meio ambiente. • Orientá-los sobre possíveis fon- tes de pesquisa: conversa com pessoas da comunidade; livros, jornais ou revistas; a internet. • Orientá-los durante a realiza- ção da pesquisa. • No dia programado, solicitar aos grupos que apresentem os resultados da pesquisa aos demais colegas. Chico Mendes A convivência de Chico com a floresta e o conhecimento que adquiriu sobre como obter da natureza os meios de vida instigaram sua curiosidade e deram origem a uma teoria que seria, mais tarde, comprovada: a de que os benefícios derivados da manu- tenção da floresta são maiores do que o valor que se obtém com a sua derrubada. Foi essa matriz ideológica formada pelo sindicalismo, pela defesa dos direitos huma- nos [e] pelo respeito à floresta [que] marcou a identidade de Chico Mendes como líder político e que transcendeu sua localidade e conquistou o respeito do internacional. CHICO Mendes. Memorial Chico Mendes. Disponível em: . Acesso em: 28 nov. 2017. 134-177-ARHG2-PE-U04-G19.indd 162 12/22/17 9:11 AM http://memorialchicomendes.org/chico-mendes 163163 • Solicitar aos alunos que ob- servem a pintura reproduzida na atividade 3 e orientá-los a identificar na legenda o título, o autor e o tema da obra. • Conversar com eles sobre o im- pacto ambiental da pecuária representado na obra. • Pedir a eles que façam indi- vidualmente o registro das respostas das questões dos itens a a d. • Indicar que, nos locais onde ocorre a prática de atividades ligadas à pecuária, ocorre a remoção da vegetação nativa para o plantio de vegetações rasteiras, como as gramíneas. Em outras áreas, retiram-se ape- nas a vegetação arbórea e a ar- bustiva para que os animais se alimentem na pastagem natu- ral. O pisoteio dos animais de grande porte também pode ocasionar a compactação exces- siva do solo, impossibilitando seu uso posteriormente. 134-177-ARHG2-PE-U04-G19.indd 163 12/22/17 9:12 AM 164164 UNIDADE 4 A investigação proposta possi- bilita aos alunos aplicar os conhe- cimentos construídos na obser- vação da realidade dos membros da sua comunidade. • Ajudar os alunos a identificar as atividades praticadas no lu- gar em que vivem e pedir que pintem o quadro correspon- dente a elas no item a. • Conversar com os alunos so- bre os impactos causados pe- las atividades desenvolvidas no lugar em que vivem e pedir a eles que façam o desenho pe- dido no item b. • Em uma roda de conversa, so- licitar que compartilhem o desenho com os colegas e ex- pliquem suas propostas para reduzir os danos causados pela atividade escolhida. História e imaginação [...] O ato de contar histórias deve impregnar todos os sentidos, tocando o coração e enriquecendo a leitura de mundo na trajetória de cada um. A contação de histórias está ligada diretamente ao imaginário infantil. O uso dessa ferramenta incentiva não somente a imaginação, mas também o gosto e o hábito da lei- tura; a ampliação do vocabulário, da narrativa e de sua cultura; o conjunto de elemen- tos referenciais que proporcionarão o desenvolvimento do consciente e subconsciente infantil, a relação entre o espaço íntimo do indivíduo (mundo interno) com o mundo social (mundo externo), resultando na formação de sua personalidade, seus valores e suas crenças. Tema contemporâneo Educação ambiental Este é um bom momento para explorar com os alu- nos os impactos ambientais de algumas formas de traba- lho e as estratégias de con- trole desses impactos. 134-177-ARHG2-PE-U04-G19_BNCC.indd 164 3/22/19 3:28 PM 165165 • Fazer a leitura compartilhada do poema. • Identificar com os alunos o per- sonagem citado e suas princi- pais características. • Perguntar a eles de quem o Curupira desvia o caminho (do caçador), o motivo des- se desvio (proteger as matas e os animais) e a relação des- se personagem com o assunto discutido no capítulo (as ativi- dades humanas e seu impacto ambiental). Atividade complementar • Propor uma aula envolvendo a contação de histórias relacio- nadas ao meio ambiente. Ini- ciar a atividade recontando a lenda do Curupira. • Com os alunos, selecionar ou- tras histórias para contar. • Criar a possibilidade de os alu- nos representarem papéis na história contada. • Instigar a criatividade e a imagi- nação dos alunos com pergun- tas como: “O quê?”, “Quan- do?”, “Onde?” e “Por quê?”. • Se possível, registrar o momen- to da contação de história por fotografias e filmagem. • Se achar conveniente, por meio das redes sociais, compartilhar as imagens e os vídeos com a comunidade escolar e a famí- lia dos alunos, enfatizando a importância da preservação da memória escolar. A capacidade de imaginar permite que o ser humano crie uma habilidade de entendi- mento e compreensão de histórias ficcionais, pois nossa vida apenas é entendida dentro de narrativas. [...] A história tem um papel significativo na contribuição com a tolerância e o senso de justiça social, podendo criar novos rumos à imaginação [...]. MATEUS, Ana do Nascimento Biluca et al. A importância da contação de história como prática educativa na Educação Infantil. Departamento de Pedagogia, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Belo Horizonte, p. 56-57. Disponível em: .Acesso em: 28 nov. 2017. 134-177-ARHG2-PE-U04-G19.indd 165 12/22/17 9:12 AM http://periodicos.pucminas.br/index.php/pedagogiacao/article/viewFile/8477/7227 http://periodicos.pucminas.br/index.php/pedagogiacao/article/viewFile/8477/7227 166166 UNIDADE 4 • Realizar a leitura do texto es- clarecendo dúvidas a respeito do vocabulário. • Solicitar aos alunos que obser- vem as representações de área de cultivo nos dois momentos diferentes, indicando seme- lhanças e diferenças entre elas. • Chamar a atenção deles para al- guns elementos, como as cons- truções, que permaneceram iguais em ambos os momentos. A importância da rotação de culturas [É possível] [...] demonstrar os benefícios da rotação de culturas para a sustenta- bilidade da produção agrícola [...] Os dados obtidos têm demonstrado que os bene- fícios da rotação de culturas sobre a qualidade do solo, bem como sobre a dinâmica de pragas, doenças e plantas daninhas, resultam em aumentos na produtividade de todas as culturas econômicas envolvidas no sistema de produção, podendo ainda reduzir os custos de produção pela racionalização do uso de insumos. Do mesmo modo, a rotação de culturas tem se revelado uma prática essencial para aumentar a estabilidade da produção das culturas face às variações climáticas comumente Objetivos do capítulo Permitir aos alunos compreen- der a importância da preser- vação do solo e reconhecer a rotação de culturas como um dos meios para conservá-los; identificar a água como recur- so natural não renovável, sua importância para a vida na Ter- ra, sua distribuição no planeta e formas de uso consciente e sustentável desse recurso; co- nhecer alguns impactos am- bientais, na cidade e no cam- po, causados pela interferência humana inadequada por meio da agricultura, do extrativis- mo e da pecuária; reconhecer a importância da educação e da conscientização para atuar de forma positiva no meio em que vivem. Habilidades (EF02GE07) Descrever as ati- vidades extrativas (minerais, agropecuárias e industriais) de diferentes lugares, identifi- cando os impactos ambientais. (EF02GE11) Reconhecer a impor- tância do solo e da água para a vida, identificando seus dife- rentes usos (plantação e extra- ção de materiais, entre outras possibilidades) e os impactos desses usos no cotidiano da ci- dade e do campo. 134-177-ARHG2-PE-U04-G19_edital.indd 166 10/14/19 11:16 AM 167167 • Comentar com os alunos que houve mudanças no tipo de plantação ou um “descanso”, ou seja, o solo ficou descober- to, sem nenhum tipo de plan- tio. A esse rodízio de uso do solo chamamos de “rotação de culturas”, que serve para pre- servar os nutrientes do solo, evitando sua infertilidade. • Orientar os alunos que ob- servem que pode ser feito o “descanso” do solo, como nas áreas 5 e 6, ou a troca de tipos de plantio, como nas áreas 10 e 11, para preservar o solo. • Lembrar os alunos de que, mesmo realizando a rotação de culturas e o “descanso” do solo, pode ser necessário o uso de adubos para enriquecer o solo com nutrientes. • Comentar com eles que o uso de fertilizantes químicos em excesso pode contaminar o solo e a água. Os adubos or- gânicos oferecem uma alter- nativa mais sustentável. Atividade complementar • Relembrar o que foi conver- sado sobre a rotação de cul- turas e, com base nas obser- vações que os alunos fizeram das áreas nos dois momentos representados, solicitar que pensem no próximo uso do solo, daqui a dois anos, nas áreas 5, 6, 10 e 11. observadas no Paraná, não só pela melhoria na qualidade do solo e pela produção de cobertura, mas também por proporcionar a diversificação de cultivares e o esca- lonamento da época de semeadura. A utilização de diferentes espécies vegetais para produção de grãos e/ou forragem permite a diversificação da renda da propriedade, reduzindo os riscos de mercado e de clima inerente à atividade agrícola. FRANCHINI, Julio Cezar et al. Importância da rotação de culturas para a produção agrícola sustentável no Paraná. Londrina: Embrapa, 2011. p. 9. Disponível em: . Acesso em: 28 nov. 2017. 134-177-ARHG2-PE-U04-G19.indd 167 12/20/17 12:12 PM https://www.embrapa.br/busca-de-publicacoes/-/publicacao/897259/importancia-da-rotacao-de-culturas-para-a-producao-agricola-sustentavel-no-parana https://www.embrapa.br/busca-de-publicacoes/-/publicacao/897259/importancia-da-rotacao-de-culturas-para-a-producao-agricola-sustentavel-no-parana https://www.embrapa.br/busca-de-publicacoes/-/publicacao/897259/importancia-da-rotacao-de-culturas-para-a-producao-agricola-sustentavel-no-parana 168168 UNIDADE 4 • Ler o texto e conversar com os alunos sobre as ideias principais. • Orientar os alunos para que ob- servem a representação da quan- tidade de água no planeta, cha- mando a atenção deles para a pequena parcela do recurso dis- ponível para consumo humano. • Orientar o registro das infor- mações nas lacunas dos itens a a c: solicitar a um aluno que leia a frase de cada item até a lacuna e aos demais que sugiram uma palavra para completá-la. • Conversar com os alunos so- bre a escassez de água e suas causas principais, com base na leitura do texto abaixo. Direito à água 1. A água faz parte do patrimônio do planeta. Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão, é plenamente responsável aos olhos de todos. 2. A água é a seiva de nosso planeta. Ela é condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou ser humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. 3. Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia [...]. Tema contemporâneo Educação em direitos humanos Este é um bom momento para trabalhar com os alunos o “Direito à água”, garantido na”Declaração Universal dos Direitos da Água”, publicada pela organização das Nações Unidas (ONU), em 1992. 134-177-ARHG2-PE-U04-G19.indd 168 12/22/17 9:12 AM 169169 • Solicitar a três alunos que leiam os textos dos balões da atividade 2. • Propor aos alunos que pen- sem nas perguntas e conver- sem sobre possíveis respostas. • Organizar os alunos em duplas e pedir que elaborem pergun- tas relativas à água, sua im- portância e seu uso para que os alunos dos outros grupos as respondam. • Indicar algumas perguntas: “A agricultura é o setor que mais usa água no mundo?”; ”Quais são as culturas mais irri- gadas?”; ”A água utilizada na irrigação é totalmente consu- mida pelas plantas?”. Essas e outras perguntas, com suas res- pectivas respostas, podem ser encontradas no site da Empre- sa Brasileira de Pesquisa Agro- pecuária (Embrapa), disponível em: . Acesso em: 28 nov. 2017. • Solicitar a cada dupla que leia a pergunta que elaborou para os demais alunos sugerirem respostas. • Conversar sobre todas as res- postas possíveis indicadas pe- las duplas e solicitar à dupla que elaborou a pergunta que escolha uma resposta para re- gistrar no livro. 7. A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira ge- ral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis [...]. 9. A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social. 10. O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra. Declaração universal dos direitos da água. ONU, 1992. Companhia Ambiental do Estado de São Paulo(Cetesb). Disponível em: . Acesso em: 28 nov. 2017. 134-177-ARHG2-PE-U04-G19.indd 169 12/26/17 9:31 AM https://www.embrapa.br/agua-na-agricultura/perguntas-e-respostas https://www.embrapa.br/agua-na-agricultura/perguntas-e-respostas https://www.embrapa.br/agua-na-agricultura/perguntas-e-respostas http://cetesb.sp.gov.br/aguas-interiores/informacoes-basicas/tpos-de-agua/declaracao-universal-dos-direitos-da-agua/ http://cetesb.sp.gov.br/aguas-interiores/informacoes-basicas/tpos-de-agua/declaracao-universal-dos-direitos-da-agua/ 170170 UNIDADE 4 • Solicitar aos alunos que obser- vem as representações e leiam as legendas que indicam situa- ções de uso adequado da água no cotidiano. • Pedir aos alunos que reportem sobre outras situações relacio- nadas ao desperdício de água que já presenciaram no inte- rior da moradia, na escola ou em outros locais. Consumo de água [...] a quantidade de água doce disponível para tudo o que fazemos é muito peque- na, perto de 3% do volume total existente, pois os outros 97% é de água salgada. Desses 3% de água doce, grande parte está na forma de gelo, portanto apenas 1% está acessível para a população de todo o planeta. A quantidade mínima de água necessária para a vida de um ser humano varia de acordo com seu padrão de vida, o local em que mora, e seus hábitos. [...] para levar uma vida saudável, segundo a Organização Mundial da Saúde, o consumo mínimo de água potável diário seria de 50 L. No Brasil, é adotado como consumo de água necessário para uma vida confortável numa residência, de 150 a 200 litros por pessoa por dia. 134-177-ARHG2-PE-U04-G19.indd 170 12/26/17 9:31 AM 171171 • Orientar os alunos a realizar a entrevista proposta, pensando no uso da água no lugar em que vivem. • Realizar a leitura de cada item e esclarecer as possíveis dúvidas. • Apontar a necessidade de o entrevistado conhecer as ca- racterísticas da água no local. • Se possível, solicitar aos alunos que observem em uma conta de água da sua residência o consumo nos últimos meses. • Orientar os alunos para a con- versa com o adulto na seção Entreviste e a observar o con- sumo de água pelas pessoas que moram na residência, os momentos em que há mais consumo e se percebem des- perdícios. • Na atividade 2, cuidar para que os alunos desenhem uma situação em que tenham eco- nomizado água no lugar onde vivem. • Socializar os resultados das entrevistas, estabelecendo se- melhanças e diferenças entre os registros. Para saber se você e os membros de sua casa são consumidores moderados de água, faça o desafio 1. Se o resultado em sua casa for menor que 150 L por pessoa, significa que vocês praticam a economia de água. Se o resultado for entre 150 e 300 L é sinal de que vocês estão no limite do bom senso. Mas, se passar de 300 L, significa que vocês devem refletir sobre a utilização da água na sua casa, ou mesmo averiguar se este ele- vado consumo não seria por causa de vazamentos. TRATAMENTO de água. Laboratório de Química Ambiental. Disponível em: . Acesso em: 28 nov. 2017. 134-177-ARHG2-PE-U04-G19.indd 171 12/20/17 12:12 PM http://www.usp.br/qambiental/tratamentoAgua.html 172172 UNIDADE 4 • Conversar com alunos sobre o significado das palavras “im- pacto” (algo forte que deixa uma marca) e “ambiental” (re- lativo ao ambiente). • Comentar com os alunos que a paisagem do campo no Bra- sil tem sido transformada por diversas atividades, como a agricultura, a pecuária e o ex- trativismo. Essa transforma- ção causa “impacto” no “meio ambiente”. • Solicitar a eles que observem as duas imagens de satélite e estabeleçam semelhanças e di- ferenças entre elas. • Conversar sobre a intensifica- ção do desmatamento, citando algumas causas, como a expan- são agropecuária, a atividade mineradora, a crescente de- manda por recursos naturais, o crescimento da urbanização e o aumento das queimadas naturais ou intencionais. • Relacionar a área de desmata- mento da Amazônia ao número de estádios de futebol: de agos- to de 2011 a julho de 2012, o des- matamento na Amazônia foi de 457 100 campos de futebol. No mesmo período do ano seguin- te – em que se aprovou o Novo Código Florestal –, o desmata- mento na região cresceu 28%, passando a 584 300 campos de futebol. Os dados são do Insti- tuto Nacional de Pesquisas Es- paciais (Inpe). O efeito negativo do extrativismo no Brasil O impacto que a extração de minério traz ao ambiente é enorme, apesar das regu- lamentações. Este tipo de atividade modifica sensivelmente as áreas exploradas, pois dependem da abertura de grandes crateras, alterando o relevo e retirando sua cobertura vegetal. O resultado são grandes áreas sujeitas a erosões. A poluição hídrica e do solo é outro fator negativo. A mineração faz uso de vários produtos químicos que contaminam o solo quando entram em contato com a terra, assim a chuva leva estas substâncias para os rios, além do risco de contaminação de lençóis freáticos. 134-177-ARHG2-PE-U04-G19.indd 172 06/07/18 18:57 173173 • Solicitar aos alunos que obser- vem as fotos e identifiquem o tipo de atividade humana re- lacionado ao desmatamento retratado em cada situação. • Conversar com eles sobre algu- mas consequências do desma- tamento: perda da biodiversi- dade ou extinção de espécies, erosão e perda de nutrientes do solo, extinção de rios, alte- ração do equilíbrio climático, intensificação do efeito estu- fa, desertificação e perda de recursos naturais. • Comentar com os alunos que as queimadas correspondem a um jeito mais rápido e mais barato de desmatamento de áreas, impactando a flora e a fauna locais. Ainda que as cin- zas decorrentes das queimadas possam deixar o solo mais pro- dutivo em alguns casos, esse efeito costuma ser temporá- rio, tornando-o mais suscetí- vel à erosão. A extração de produtos vegetais tem lados bem distintos, localizados na região Ama- zônica. Quando se trata da exploração de madeira o cenário é bem nebuloso. Como um dos maiores exportadores mundiais de celulose, o Brasil tem se organizado para criar áreas de uso consciente dos recursos naturais e próprios para o cultivo de árvores. O problema fica por conta do desmatamento que madeireiras ilegais promovem na flo- resta amazônica. O que é extrativismo e o efeito negativo desta atividade no Brasil. Pensamento Verde, 28 fev. 2014. Disponível em: . Acesso em: 28 nov. 2017. 134-177-ARHG2-PE-U04-G19.indd 173 06/07/18 15:56 http://www.pensamentoverde.com.br/meio-ambiente/o-que-e-extrativismo-e-o-efeito-negativo-desta-atividade-brasil/ http://www.pensamentoverde.com.br/meio-ambiente/o-que-e-extrativismo-e-o-efeito-negativo-desta-atividade-brasil/ 174174 UNIDADE 4 • Solicitar aos alunos que obser- vem todos os elementos repre- sentados na imagem e identi- fiquem algumas situações que causam impacto negativo no meio ambiente: poluição do ar, descarte inadequado de lixo orgânico, lixo reciclável e resíduos hospitalares, uso ina- dequado de lixões, impermea- bilização dos solos e retirada da vegetação. • Organizar os alunos em grupos e pedir que reflitam sobre as consequências de cada impacto ambiental, propondo possíveis ações e atitudes para enfren- tar o problema: Poluição do ar – aumento de problemas respiratórios, dimi- nuição da vegetação, elevação da temperatura do ar e do efeito estufa. Descarte inadequado de lixo orgânico – contaminação de re- cicláveis e perda de oportunida- de de realizar a compostagem de alimentos e gerar adubo. Descarte inadequado de resí- duos hospitalares – contamina- ção das águas e de pessoas que tenham contato com o material. Descarte inadequado de reci- cláveis – poluição do ambiente,perda da oportunidade de re- ciclar materiais e elevação da produção de novos materiais e do consumo. Uso inadequado de lixões – contaminação dos solos e das águas e transmissão de doenças às pessoas que tenham contato com o material. Impermeabilização dos solos – lixo acumulado após a chu- va, enchentes, aquecimento da temperatura do ar e falta de abastecimento dos lençóis freáticos. Retirada da vegetação – aumen- to de problemas respiratórios, elevação da temperatura do ar e redução da biodiversidade. Problemas ambientais urbanos [...] A industrialização, a produção, circulação e consumo de mercadorias e a concen- tração populacional nas cidades, que se intensificaram nos últimos dois séculos, tanto promoveram a explosão urbana quanto introduziram paulatinamente a degradação dos ambientes urbanos (MENDONÇA, 2001, p. 82). Esses conceitos permitem concluir que, muito importante para compreender o espaço urbano − ou a cidade − devem-se estudar e analisar sua forma e seu crescimento como subsídios às políticas de planeja- mento e de gestão ambiental. E ainda, obter informações e dados ambientais suscetíveis a cruzamentos, análises e discussões, tornando-os visíveis e acessíveis ao público, de forma a conscientizar a população sobre questões de educação ambiental, que deve 134-177-ARHG2-PE-U04-G19.indd 174 12/20/17 12:12 PM 175175 ser permanente. [...] Os danos socioambientais urbanos e/ou suas ameaças são carac- terizados pela poluição sonora, poluição atmosférica, poluição hídrica, desmatamento irregular, degradação ambiental e desequilíbrio ecológico (danos à fauna e à flora), além da lesão ao patrimônio cultural de valor histórico, cultural, urbanístico e paisagístico e riscos à qualidade de vida (saúde e bem-estar). FRANCISCO, Denise Pinheiro. Danos socioambientais urbanos em Curitiba: uma abordagem geográfica. RA´EGA, n. 9, p. 50 e 52, 2005. Disponível em: . Acesso em: 28 nov. 2017. • Socializar os registros dos gru- pos conversando com os alunos sobre as consequências observa- das e as ações propostas. • Identificar os impactos ambien- tais mais comuns no local onde moram os alunos. • Conversar com eles sobre as consequências desses impactos no ambiente e na vida das pes- soas e as possíveis atitudes para enfrentar o problema. Atividade complementar • Solicitar aos alunos que dese- nhem uma situação em que haja um problema causado por um impacto ambiental e uma situa- ção em que houve uma interfe- rência positiva no meio ambien- te para enfrentar o problema. • Socializar os registros com os alunos e conversar sobre as si- tuações propostas. 134-177-ARHG2-PE-U04-G19.indd 175 12/20/17 12:12 PM http://revistas.ufpr.br/raega/article/view/3446/2723 176176 UNIDADE 4 Educação comunitária e ambiental [...] Falou-se das deficiências de infraestrutura das grandes cidades, dos índices de pobreza, da insalubridade das casas e dos alimentos contaminados. Tudo isso cau- sa, como sabemos, doenças como diarreia, pneumonia, malária e outras transmitidas pela água contaminada. Muitas dessas doenças, contudo, poderiam ser evitadas por uma educação para a saúde. A ecoeducação, a educação ambiental e comunitária (popular), o que chamamos aqui de educação sustentável, precisa, nesse sentido, ser estimulada. A elaboração de políticas de humanização e democratização das cidades necessita certamente de planejadores e urbanistas, mas necessita também de vontade política e de uma educação para a cidadania. [...] O desenvolvimento sustentável tem • Retomar a questão do Desa- fio à vista!. • Realizar a leitura do poema e solicitar aos alunos que obser- vem as atitudes cidadãs apon- tadas pelo autor. • Relacionar a leitura do poema com os assuntos abordados ao longo do capítulo: consumo e desperdício, esgotamento dos recursos naturais, participação coletiva e cidadã, intervenções positivas no meio ambiente e propostas de enfrentamento dos problemas locais e globais. • Conversar com os alunos sobre a importância de ações coleti- vas para a transformação da realidade e da educação para a conscientização ambiental. As atividades propostas permi- tem ao aluno retomar o Desafio à vista! da página 158 e refle- tir sobre os impactos socioam- bientais das intervenções huma- nas relativas ao uso do solo, da água e do trabalho. Questão interdisciplinar 134-177-ARHG2-PE-U04-G19.indd 176 12/22/17 9:13 AM 177177 um componente educativo formidável: a preservação do meio ambiente depende de uma consciência ecológica e a formação da consciência depende da educação. É aqui que entra em cena a ecopedagogia. Ela é uma pedagogia para a promoção da aprendi- zagem do sentido das coisas a partir da vida cotidiana. GADOTTI, Moacir. Pedagogia da terra: ecopedagogia e educação sustentável. In: TORRES, Carlos Alberto (Ed.). Paulo Freire y la agenda de la educación latinoamericana en el siglo XXI. Buenos Aires: Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales Editorial (CLACSO ), 2001. p. 88-89. • Orientar os alunos na elabo- ração dos poemas. • Pensar nas atitudes para se preservar o meio ambiente que serão abordadas no poe- ma: ações relativas ao lixo, à poluição do ar, ao desmata- mento ou outras. • Considerando as característi- cas da classe e, se achar conve- niente, comentar as caracterís- ticas de um poema abordadas no texto abaixo. Um ou vários blocos frequen- temente alinhados à esquerda, geralmente com a escrita não indo até o fim da linha. A primeira letra de cada linha às vezes com iniciais maiúsculas. O texto em geral é curto o bastante para caber numa pá- gina, mas existem poemas que ocupam várias páginas. Possui uma abertura, uma dinâmica progressão e um en- cerramento. A estrutura da linguagem pode criar combinações e efei- tos de sentido sonoro, rítmico, gráfico, espacial e outros. Encontra-se com frequência um título e um nome do autor. JOLIBERT, Josette. Formando crianças produtoras de textos. Porto Alegre: Artmed, 1994. p. 201. • Orientar os alunos na elabo- ração dos desenhos com ele- mentos pertinentes ao assun- to do poema. • Socializar as produções em uma roda de conversa, soli- citando aos alunos que leiam os poemas. • Montar um mural com os poe- mas e as ilustrações respectivas. 134-177-ARHG2-PE-U04-G19.indd 177 12/20/17 12:12 PM 178 178-184-ARHG2-FINAIS-G19.indd 178 12/22/17 10:13 AM 179 178-184-ARHG2-FINAIS-G19.indd 179 12/22/17 10:13 AM 180 178-184-ARHG2-FINAIS-G19.indd 180 12/22/17 10:13 AM 181 178-184-ARHG2-FINAIS-G19.indd 181 12/22/17 10:13 AM 182 178-184-ARHG2-FINAIS-G19.indd 182 12/22/17 10:13 AM 183 178-184-ARHG2-FINAIS-G19.indd 183 12/22/17 10:14 AM 184184 178-184-ARHG2-FINAIS-G19.indd 184 12/22/17 10:14 AM LP PROVA PDF Formato # Págs miolo LOMBADA 220 x 275 mm 216 11 mm ISBN 978-85-16-10868-7 9 7 8 8 5 1 6 1 0 8 6 8 7 Co m p on en te s cu rr ic u la re s: H IS T Ó R IA E G E O G R A FI A A R – A PR EN D ER e R EL A C IO N A R H is tó ri a e G eo gr af ia 2o A N O Ensino Fundamenta l • A no s In ic ia is 2O ANO ARAPRENDER e RELACIONAR História e Geografia Componentes curriculares: HISTÓRIA E GEOGRAFIA Obra interdisciplinar MANUAL DO PROFESSOR Ricardo Dreguer • Cássia Marconi Neuza Guelli • Cíntia Nigro Área do conhecimento: CIÊNCIAS HUMANAS LP PROVA PDF Formato papel capa papel miolo # Págs miolo LOMBADA 230x288 cartão 250 g offset 75 g 216 11 mm CAPAS AR HIST E GEO PNLD 2019 LP 2.indd All Pages 12/8/17 5:50 PM ISBN 978-85-16-10868-7 9 7 8 8 5 1 6 1 0 8 6 8 7 Co m p on en te s cu rr ic u la re s: H IS T Ó R IA E G E O G R A FI A A R – A PR EN D ER e R EL A C IO N A R H is tó ri a e G eo gr af ia 2o A N O Ensino Fundamenta l • A no s In ic ia is 2O ANO ARAPRENDER e RELACIONARHistória e Geografia Componentes curriculares: HISTÓRIA E GEOGRAFIA Obra interdisciplinar MANUAL DO PROFESSOR Ricardo Dreguer • Cássia Marconi Neuza Guelli • Cíntia Nigro Área do conhecimento: CIÊNCIAS HUMANAS LP PROVA PDF Formato papel capa papel miolo # Págs miolo LOMBADA 230x288 cartão 250 g offset 75 g 216 11 mm CAPAS AR HIST E GEO PNLD 2019 LP 2.indd All Pages 12/8/17 5:50 PM ISBN 978-85-16-10868-7 9 7 8 8 5 1 6 1 0 8 6 8 7 Co m p on en te s cu rr ic u la re s: H IS T Ó R IA E G E O G R A FI A A R – A PR EN D ER e R EL A C IO N A R H is tó ri a e G eo gr af ia 2o A N O Ensino Fundamenta l • A no s In ic ia is 2O ANO ARAPRENDER e RELACIONAR História e Geografia Componentes curriculares: HISTÓRIA E GEOGRAFIA Obra interdisciplinar MANUAL DO PROFESSOR Ricardo Dreguer • Cássia Marconi Neuza Guelli • Cíntia Nigro Área do conhecimento: CIÊNCIAS HUMANAS LP PROVA PDF Formato papel capa papel miolo # Págs miolo LOMBADA 230x288 cartão 250 g offset 75 g 216 11 mm CAPAS AR HIST E GEO PNLD 2019 LP 2.indd All Pages 12/8/17 5:50 PMCAPAS AR HIST E GEO LP 2 PNLD_2019_BNCC.indd All Pages 03/10/19 10:02 0073P19366002IM 178-184-ARHG2-FINAIS-G19.pdf Untitledque possa prescindir de conhecimentos específicos, de complexidade crescente, a cada dia. Não se trata necessariamente de conhecimento escolar, ou científico, ou formal em algum sistema de ensino: trata-se do conhecimento em sentido pleno, que pode incluir as discipli- nas escolares, mas que certamente vai muito além delas, envolvendo as noções de conhecimento e de valor, e desembocando na ideia de sabedoria, ou do conhecimento relevante, do saber que tem valor. A noção de com- petência, finalmente, fiel a sua raiz etimológica, caracteriza-se plenamente como capacidade de pedir junto com os outros, de buscar-se coletivamente fins prefigurados, mantendo-se a integridade pessoal e a integração social. MACHADO, Nilson José. Sobre a ideia de competência. FEUSP – Programa de Pós-Graduação 2o semestre de 2006. Seminários de Estudos em Epistemologia e Didática (SEED), p. 3-5, São Paulo, ago. 2006. Disponível em: . Acesso em: 11 nov. 2017. CONTINUAÇÃO DA PÁGINA VII A interdisciplinaridade A interdisciplinaridade acontece como um caso particular de contextualização. Como os contextos são quase sempre multidisciplinares, quando o conteúdo de uma determinada área ou disciplina é em contexto, é quase inevitável a presença de outras áreas de conhecimento. [...] Ao tratarmos da interdisciplinaridade é fundamental levar em conta que, como o próprio nome indica, ela implica a existência de disciplinas. Sem domínios disciplinares não há relações a estabelecer. Por esta razão, é conveniente lembrar que a melhor interdisciplinaridade é a que se dá por transbordamento, ou seja, é o domínio profundo e consolidado de uma disciplina que torna claras suas fronteiras e suas “incursões” nas fronteiras de outras disciplinas ou saberes. Dessa forma, o trabalho interdisciplinar não impede e, ao contrário, pode requerer que uma vez tratado o objeto de perspectivas disciplinares distintas, se promova o movimento ao contrário, sistematizando em nível disciplinar os conhecimentos constituídos interdisciplinarmente. RIO GRANDE DO SUL (Estado). Secretaria de Estado da Educação. Departamento Pedagógico. Referencial Curricular. Lições do Rio Grande: Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, Língua Portuguesa e Literatura, Língua Estrangeira Moderna. Volume 1. Porto Alegre: Seduc, 2009. p. 23-24. 002-033-ARHG2-PG-G19_BNCC.indd 8 3/22/19 3:14 PM http://nilsonjosemachado.net/20060804.pdf IX Assim, todas as sequências didáticas desta coleção envolvem momentos interdisciplinares, como a mobilização inicial dos conhecimentos em torno do tema de estudo, a apresentação de uma questão interdisciplinar e a retomada dessa questão, com a sistematização dos conhecimentos construídos. Tais sequências didáticas também envolvem momentos específicos para cada componente curri- cular desenvolver a questão interdisciplinar, garantindo a construção, pelos alunos, das competên- cias e habilidades específicas dos componentes curriculares História e Geografia elencados na Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Ciências Humanas: letramento e alfabetização Nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, as diversas áreas de conhecimento – Linguagens, Matemá- tica, Ciências Humanas e Ciências da Natureza – e seus respectivos componentes curriculares têm um compromisso com o processo de letramento e alfabetização, que por sua vez consiste em eixo organiza- dor de todos os componentes curriculares, permitindo articulá-los a uma mesma perspectiva pedagógica. Nesta coleção, os componentes curriculares História e Geografia trabalham com diferentes ele- mentos ligados ao processo de letramento e alfabetização. Nas diversas sequências didáticas pro- postas são trabalhadas leitura e escrita de textos de diferentes gêneros discursivos, como, por exem- plo, os citados por Roxane Rojo: 2. O componente curricular História Educação Histórica Nesta coleção, o componente curricular História se aproxima dos pressupostos teórico-metodoló- gicos da linha de pesquisa intitulada “Educação Histórica”, desenvolvida, a partir da década de 1990, por diversos pesquisadores, como o inglês Peter Lee, a portuguesa Isabel Barca e a brasileira Maria Auxiliadora Schmidt. Leia o texto que apresenta alguns dos referenciais teóricos da Educação Histórica, relacionando-os à construção, pelos alunos, de competências históricas. Ciências Humanas e gêneros discursivos [...] nos Anos Iniciais, seria um grande ganho deixar o trabalho com certas esferas de circulação dos dis- cursos (como a jornalística e a de divulgação científica) e com um conjunto de gêneros orais e escritos (da ordem do relatar, do argumentar e do expor) e de gêneros multissemióticos específicos dessas esferas (gráficos, mapas, infográficos, tabelas, certas imagens fotográficas ou vídeos etc.) para o âmbito dessas áreas curriculares, ao invés de simular um trabalho com gêneros dessas esferas, brevemente, em aulas de Língua Portuguesa. Em nosso entender, isso é o que quer dizer “leitura e escrita como um compromisso de todas as áreas”. ROJO, Roxane. Os letramentos e o papel das linguagens nas Orientações Curriculares do Estado de São Paulo – Ensino Fundamental/Anos Iniciais – das Áreas de Ciências Humanas e da Natureza. In: ESTADO DE SÃO PAULO. Orientações Curriculares do Estado de São Paulo. Ensino Fundamental – Anos Iniciais. Ciências da Natureza e Ciências Humanas (versão preliminar). São Paulo: Secretaria da Educação, 2013. p. 12-13. Disponível em: .Acesso em: 11 nov. 2017. Educação histórica e competências [...] Nessa perspectiva, ensinar e aprender História significa desenvolver competências pautadas no conhecimento histórico. Um aluno competente nos estudos históricos é capaz de compreender a História como uma ciência particular, que admite a existência de múltiplas explicações ou narrativas sobre o passado, contudo, sem aceitar o relativismo de todas as explicações sobre o passado e o presente, mas, pelo contrário, entender a objetividade dos processos históricos. CONTINUA NA PÁGINA X 002-033-ARHG2-PG-G19.indd 9 12/22/17 10:38 AM http://www.cdcc.usp.br/cda/PARAMETROS-CURRICULARES/Sao-Paulo-Faz-Escola/Ciclo-I/orientacoes_estado_cie_his_geo.pdf http://www.cdcc.usp.br/cda/PARAMETROS-CURRICULARES/Sao-Paulo-Faz-Escola/Ciclo-I/orientacoes_estado_cie_his_geo.pdf X CONTINUAÇÃO DA PÁGINA IX Dessa forma, o passado e o presente precisam ser interpretados com base em evidências históricas, que podem ser construídas pelo indivíduo, a partir da relação com diferentes fontes. [...] Portanto, um programa de ensino organizado na perspectiva da Educação Histórica privilegia o desen- volvimento gradativo das seguintes competências históricas: – Saber “ler” fontes históricas diversas, com suportes diversos, com mensagens diversas; – Saber confrontar as fontes nas suas mensagens, nas suas intenções, na sua validade; – Saber seleccionar as fontes, para confirmação e refutação de hipóteses (descritivas e explicativas); – Saber entender – ou procurar entender – o “Nós” e os “Outros”, em diferentes tempos, em diferentes espaços; – Saber levantar novas questões, novas hipóteses a investigar – algo que constitui, afinal a essência da progressão do conhecimento. [...] GERMINARI, G. D.; BARBOSA, M. R. Educação histórica e consciência histórica: fundamentos e pesquisa In: Cadernos de Pesquisa: Pensamento Educacional, Curitiba, v. 9, n. 21, jan./abr. 2014. p. 24. História: conceitos estruturantes Grande parte das pesquisas sobre ensino de História destaca alguns conceitos estruturantes desse componente curricular, como os elencados abaixo. Sujeitos históricos O sujeito histórico, que se configura na inter-relação complexa, duradoura e contraditória entre as identi- dades sociais e pessoais, é o verdadeiro construtor da História. Assim, é necessário acentuar que a trama da História não éo resultado apenas da ação de figuras de destaque, consagradas pelos interesses explicativos de grupos, mas sim a construção consciente/inconsciente, paulatina e imperceptível de todos os agentes sociais, individuais e coletivos. BEZERRA, Holien G. Ensino de História: conteúdos e conceitos básicos. In: KARNAL, Leandro (Org.). História na sala de aula. São Paulo: Contexto, 2003. p. 45-46. Nessa perspectiva, os sujeitos históricos podem ser entendidos como agentes da ação social – indivíduos, classes sociais, grupos étnicos, grupos de gêneros ou de faixas etárias – envolvidos em processos relacionados à vida cotidiana, às atividades econômicas e às lutas políticas. Nesta coleção, criamos algumas situações para que o aluno perceba a si mesmo como sujeito his- tórico, um agente da ação social que vivencia processos históricos de seu município, de seu estado, de seu país e do mundo em que vive. Além disso, apresentamos diversas atividades que estimulam o aluno a compreender que existem e existiram sujeitos históricos que vivem ou viveram situações semelhantes ou diferentes das enfrentadas por ele, reforçando a construção das noções de identi- dade e alteridade, fundamentais para o respeito à pluralidade e à diversidade cultural. Fatos históricos [...] a passagem do tempo, recortada por inumeráveis ações cuja importância será maior ou menor de acordo com o significado que lhe atribuirmos, é possível identificar fatos, eventos ou acontecimentos, que podem ser políticos (quando estiverem ligados às ações que digam respeito às instituições do governo de uma coletivida- de), sociais (quando estiverem ligados às ações de indivíduos ou grupos que constituem uma coletividade) ou econômicos (quando estiverem ligados à produção ou distribuição da riqueza produzida numa dada sociedade). MACEDO, José Rivair. História. In: RIO GRANDE DO SUL. Referenciais curriculares: Ciências Humanas e suas tecnologias. Porto Alegre: SE/DP, 2009. p. 55. 002-033-ARHG2-PG-G19.indd 10 12/22/17 10:38 AM XI As fontes históricas escritas englobam registros governamentais, cartas, diários, jornais, livros, en- tre outras. Já as fontes iconográficas ou visuais incluem pinturas, gravuras, fotografias, charges, de- senhos, entre outras. Entre as fontes materiais podemos incluir utensílios domésticos, instrumentos de trabalho, construções, brinquedos, entre outras. Por fim, há as fontes históricas imateriais, que envolvem criações humanas como língua, tradições transmitidas de geração em geração, cantigas etc. Entre elas, destacamos as fontes históricas orais, que podem ter sido produzidas diretamente por participantes de determinados fatos históricos (re- latos) ou transcritas por pesquisadores mediante entrevistas (depoimentos). Nos dois casos, apesar de ser registrada em forma escrita, trata-se de uma fonte histórica oral, pois foi produzida oralmente. História: categorias temporais A construção das noções temporais é uma das bases da compreensão das relações entre os se- res humanos e os demais elementos naturais e permite entender como os humanos agem entre si, mudando constantemente suas formas de organização social. Esse trabalho possibilita ao aluno se situar entre o passado (o que foi), o futuro (o que virá) e o pre- sente (o que é) por meio da percepção das semelhanças, das diferenças, das permanências, das mu- danças, das rupturas, das continuidades e descontinuidades. Fonte histórica, documento, registro, vestígio são todos termos correlatos para definir tudo aquilo pro- duzido pela humanidade no tempo e no espaço; a herança material e imaterial deixada pelos antepassados que serve de base para a construção do conhecimento histórico. SILVA, Kalina V.; SILVA, Maciel H. Dicionário de conceitos históricos. São Paulo: Contexto, 2005. p. 158. Assim, os fatos históricos podem ser definidos como ações humanas significativas, escolhidas para o estudo de determinado contexto histórico. Podem ser incluídas como fatos históricos as ações rea- lizadas pelos seres humanos que envolvem diferentes aspectos da vida em sociedade, como criações artísticas, leis, ritos religiosos, brincadeiras, técnicas de produção, modos de aprender, entre outras. Nesta coleção, enfatizamos a importância de contribuir para que o aluno desenvolva a percepção de que os fatos históricos englobam tanto as suas ações cotidianas – como brincar e estudar – quan- to as ações realizadas por outros sujeitos históricos. Fontes históricas A construção da noção de tempo Estudos como os de Abud (2004), Siman (2005), entre outros, ajudam a compreender que para as crian- ças pequenas o conceito de tempo mostra-se complexo e desafiador, uma vez que desde muito cedo elas vivenciam o tempo, lidam com o tempo vivido, mas não têm consciência da sua existência. Nesse sentido, entendemos que a escola está entre os ambientes mais propícios para a aprendizagem das crianças sobre o tempo. Marcado por rotinas – hora da entrada, de fazer a lição, do recreio, de encerramento da aula – o tempo escolar passa a se constituir como referência para a vida das crianças dentro e fora da escola. No entanto, precisamos considerar que a aprendizagem sobre as noções de tempo se dá de forma processual e que não basta a vivência das rotinas escolares para que as crianças cheguem à compreensão sobre o tempo histórico. Para isso, é essencial a elaboração de propostas didáticas que propiciem o entendimento sobre algumas relações temporais, tais como: a ordem ou sucessão, a duração e a simultaneidade, bem como a relação entre presente, passado e futuro, cuja aprendizagem inclui o diálogo com as experiências cotidianas das crianças. FREIRE, Eleta de Carvalho. Ciências Humanas no Ciclo de Alfabetização: quais conceitos, quais práticas? In: BRASIL. Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa. Ciências Humanas no Ciclo de Alfabetização. Caderno 9. Brasília: MEC/SEB, 2015. p. 13. 002-033-ARHG2-PG-G19.indd 11 12/22/17 10:38 AM XII Mudanças e permanências A construção da noção de tempo envolve também o trabalho constante com as ideias de mudan- ças e permanências. [...] Outra noção cara para a compreensão do tempo é a “sucessão”: as coisas que acontecem uma depois da outra, o muito antes, o muito depois, os diferentes ritmos deste suceder, deste tempo sequencial. Mas também compreender a “simultaneidade” temporal, que permite ao aluno perceber que existem coisas que acontecem ao mesmo tempo e que, enquanto se está na escola, a mãe, o pai, os amigos estão fazendo outras coisas ou, ainda, complexificando, que, enquanto acontecem os jogos da copa do mundo, em outro lugar, outros grupos sociais podem estar envolvidos numa guerra. BERGAMASCHI, M. A. O tempo histórico nas primeiras séries do Ensino Fundamental. Texto de trabalhos aprovado para a 23a Reunião Anual da ANPEd, Caxambu/MG, set. 2000. Disponível em: . Acesso em: 11 nov. 2017. O tempo histórico não se limita ao tempo cronológico, à sucessão linear dos acontecimentos no tempo físico. As capacidades de ordenação, de sucessão, de duração, de simultaneidade e de quantificação do tem- po necessárias para lidar com a temporalidade histórica não são suficientes para o seu alcance. O tempo histórico é produto das ações, relações e formas de pensar dos homens e essas ações variam ao longo do tempo cronológico. Em cada tempo histórico – ou em cada presente – coexistem relações de continuida- des e de rupturas com o passado, bem como perspectivas diferenciadas de futuro. Assim, as mudanças e permanências que acontecem num determinado tempo não se explicam pelo que aconteceu num tempo cronológico imediatamente anterior; no entanto, não podemos prescindir da cronologia para construir demarcações dos processos históricos. [...] SIMAN, Lana Mara de Castro. A temporalidade histórica como categoria central do pensamento histórico: desafios para o ensino. In: ROSSI, Vera L. S.; ZAMBONI, Ernesta (Org). Quanto tempoo tempo tem! Campinas: Alínea, 2005. p. 111 e 115. Anterioridade, posterioridade e simultaneidade Um dos focos da construção da noção de tempo são as propostas de trabalho em que os alunos devem sequenciar os fatos históricos uns em relação aos outros. Esse trabalho envolve as ideias de sucessão (anterioridade e posterioridade) e simultaneidade. O componente curricular História e a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) incluiu a História como um dos componentes curricu- lares da área de Ciências Humanas em todos os anos do Ensino Fundamental. Nesse documento foram definidas as principais competências a serem desenvolvidas pelo componente curricular História ao longo dos nove anos no Ensino Fundamental, como disposto no box. Competências específicas de História para o Ensino Fundamental 1. Compreender acontecimentos históricos, relações de poder e processos e mecanismos de transformação e manutenção das estruturas sociais, políticas, econômicas e culturais ao longo do tempo e em diferentes espaços para analisar, posicionar-se e intervir no mundo contemporâneo. CONTINUA NA PÁGINA XIII _RESSALVA_002-033-ARHG2-PG-G19_edital.indd 12 7/18/20 11:16 AM http://23reuniao.anped.org.br/textos/1317t.PDF XIII 2. Compreender a historicidade no tempo e no espaço, relacionando acontecimentos e processos de trans- formação e manutenção das estruturas sociais, políticas, econômicas e culturais, bem como problematizar os significados das lógicas de organização cronológica. 3. Elaborar questionamentos, hipóteses, argumentos e proposições em relação a documentos, interpretações e contextos históricos específicos, recorrendo a diferentes linguagens e mídias, exercitando a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos, a cooperação e o respeito. 4. Identificar interpretações que expressem visões de diferentes sujeitos, culturas e povos com relação a um mesmo contexto histórico, e posicionar-se criticamente com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários. 5. Analisar e compreender o movimento de populações e mercadorias no tempo e no espaço e seus signi- ficados históricos, levando em conta o respeito e a solidariedade com as diferentes populações. 6. Compreender e problematizar os conceitos e procedimentos norteadores da produção historiográfica. 7. Produzir, avaliar e utilizar tecnologias digitais de informação e comunicação de modo crítico, ético e responsável, compreendendo seus significados para os diferentes grupos ou estratos sociais. BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018. p. 402. O ensino de História nos Anos Iniciais Retomando as grandes temáticas do Ensino Fundamental – Anos Iniciais, pode-se dizer que, do 1o ao 5o ano, as habilidades trabalham com diferentes graus de complexidade, mas o objetivo primordial é o reconhecimento do “Eu”, do “Outro” e do “Nós”. Há uma ampliação de escala e de percepção, mas o que se busca, de início, é o conhecimento de si, das referências imediatas do círculo pessoal, da noção de comunidade e da vida em sociedade. Em seguida, por meio da relação diferenciada entre sujeitos e objetos, é possível separar o “Eu” do “Outro”. Esse é o ponto de partida. [...] Para evitar uma visão homogênea, busca-se observar que, no interior de uma sociedade, há formas de registros variados, e que cada grupo produz suas memórias como elemento que impulsiona o estabelecimento de identidades e o reconhecimento de pertencimento a um grupo social determinado. As memórias podem ser individuais ou coletivas e podem ter significações variadas, inserindo-se em uma lógica de produção de patrimônios (materiais ou imateriais) que dizem respeito a grupos ou povos específicos. BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018. p. 404. A BNCC também explicita os focos principais de trabalho do componente curricular História nos Anos Iniciais (1o ao 5o ano) do Ensino Fundamental, que corresponde aos alunos a que se destina esta coleção didática. Nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental deve-se partir das vivências cotidianas das crianças, per- mitindo que elas identifiquem seu lugar na família, na escola e no espaço em que vivem – desenvol- vendo a percepção de si mesmas e do “Outro”. Nesse processo, a criança também aprende a identi- ficar códigos variados, permitindo o desenvolvimento da cognição, comunicação e socialização, com- petências fundamentais para a vida em sociedade. CONTINUAÇÃO DA PÁGINA XII 002-033-ARHG2-PG-G19_BNCC.indd 13 3/22/19 3:15 PM XIV 3. O componente curricular Geografia O ensino-aprendizagem da Geografia Nesta coleção, não se espera que o aluno memorize as informações que lhe são transmitidas, mas que compreenda o que faz, por que faz, como faz e para que faz. Nesse sentido, também muda o papel do professor – de transmissor de informações para mediador e articulador do conhecimento, favorecendo a formação de um aluno cidadão, que leia a realidade, o espaço geográfico, aproprie- -se dele e interfira de forma consciente. Nessa perspectiva, a Geografia não deve ser vista como uma ciência meramente descritiva, e sim como a ciência que objetiva a compreensão e a apreensão do espaço a partir da realidade vivida, pos- sibilitando ao aluno desenvolver a capacidade de observar, conhecer, explicar, comparar e represen- tar tanto as características do lugar em que vive, como as de diferentes paisagens. O estudo da Geografia tem como objetivos analisar como as pessoas produzem e organizam o seu espaço e de que modo se apropriam dele, além de verificar como a organização do espaço interfere nas relações sociais e as define. O objeto de estudo da Geografia na escola é o espaço geográfico entendido como um espaço social em movimento. Um estudo do espaço, assim pensado, necessita de uma análise da sociedade, da na- tureza, do trabalho e da tecnologia, bem como da dinâmica resultante da relação entre esses aspectos. A alfabetização geográfica Nos primeiros anos do Ensino Fundamental, a aprendizagem da Geografia pressupõe preparar o aluno para uma “leitura de mundo”, partindo de seu lugar de vivência. Quando o aluno inicia o processo de alfabetização e letramento, é o momento também de iniciar o processo de alfabetização geográfica. Ler o mundo [...] Queremos tratar aqui sobre qual a possibilidade de aprender a ler, aprendendo a ler o mundo; e es- crever, aprendendo a escrever o mundo. Para tanto, buscamos refletir sobre o papel da Geografia na escola, em especial no ensino fundamental, no momento do processo de alfabetização. Uma forma de fazer a leitura do mundo é por meio da leitura do espaço, o qual traz em si todas as marcas da vida dos homens. Desse modo, ler o mundo vai além da leitura cartográfica, cujas representações refletem as realidades territoriais, por vezes distorcidas por conta das projeções cartográficas adotadas. Fazer a leitura do mundo não é fazer uma leitura apenas do mapa, ou pelo mapa, embora ele seja muito importante. É fazer a leitura do mundo da vida, construído cotidianamente e que expressa tanto as nossas utopias, como os limites que nos são postos, sejam eles do âmbito da natureza, sejam do âmbito da sociedade (culturais, políticos, econômicos). Ler o mundo da vida, ler o espaço e compreender que as paisagens que podemos ver são resultado da vida em sociedade, dos homens na busca da sua sobrevivência e da satisfação das suas necessidades. Em linhas gerais, esse é o papel da Geografia na escola. Refletir sobre as possibilidades que representa, no processo de alfabetização, o ensino da Geografia, passa a ser importante para quem quer pensar, entender e propor a Geografia como um componente curricular significativo. Presente em toda a educação básica, mais do que a definição dos conteúdos com que trabalha, é fundamental que se tenha clareza do que se pretende com o ensino de Geografia, de quais objetivos lhe cabem. CALLAI,Helena Copetti. Aprendendo a ler o mundo: a geografia nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Caderno Cedes, Campinas, v. 25, n. 66, p. 228-229, maio/ago. 2005. Disponível em: . Acesso em: 11 nov. 2017. No processo de alfabetização geográfica, os conceitos de espaço geográfico, paisagem, lugar, região e território são norteadores, pois permitem aos alunos compreender a “geograficidade” so- cial e, dessa forma, contribuem para um amplo entendimento da realidade. Além disso, esses conceitos possibilitam ao aluno localizar os lugares e atribuir-lhes significados, refletir sobre esses significados e estabelecer relações com sua vida cotidiana. 002-033-ARHG2-PG-G19.indd 14 12/22/17 10:38 AM http://www.scielo.br/pdf/ccedes/v25n66/a06v2566.pdf XV É consenso entre os autores que têm se destacado nas pesquisas sobre o ensino da Geografia que os conceitos básicos são recursos fundamentais para a compreensão dos diferentes espaços geográficos. Conceito de espaço geográfico Analisar o espaço geográfico implica compreender as relações que as pessoas estabelecem en- tre si, pois, dependendo da forma como elas se organizam, os espaços vão adquirindo formas di- ferenciadas. Nesse sentido, o espaço geográfico é, antes de tudo, um produto das práticas sociais. Assim, para compreender o conceito de espaço geográfico é importante analisar como as pessoas se apropriam da natureza e a transformam por meio do trabalho. Requer, ainda, identificar como as so- ciedades constroem os espaços, conforme seus valores, interesses e necessidades, em determina- dos momentos históricos, num processo contínuo de transformação. Ao longo do processo de alfabetização geográfica, o aluno apreende o espaço geográfico como uma esfera ampla, dinâmica e complexa, e também compreende o mundo em que vive, como par- te de um contexto maior, algo que está interligado e inter-relacionado, onde ele próprio é um agente participante da realidade social. Conceito de paisagem Na Geografia, o conceito de paisagem refere-se à dimensão visível do espaço geográfico e assim, portanto, à sua dimensão física, material. O espaço produzido é um resultado da ação humana sobre a superfície terrestre que expressa, a cada momento, as relações sociais que lhe deram origem. MORAES, Antonio Carlos Robert. Ideologias geográficas: espaço, cultura e política no Brasil. 3. ed. São Paulo: Hucitec, 1996. p. 15. A paisagem é o conjunto de formas que, num dado momento, exprimem as heranças que representam as sucessivas relações localizadas entre homem e natureza. [...] A rigor, a paisagem é apenas a porção da configuração territorial que é possível abarcar com a visão. [...] A paisagem se dá como um conjunto de objetos reais-concretos. Nesse sentido, a paisagem é transtem- poral, juntando objetos passados e presentes, uma construção transversal. SANTOS, Milton. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. São Paulo: Hucitec, 1996. p. 83. Assim, a paisagem é formada por fatores de ordens social, cultural e natural, contém o passado e o presente. É na paisagem que podemos perceber as marcas históricas de uma sociedade. Dessa maneira, a paisagem se constitui na soma de tempos desiguais. No processo de alfabetização geográfica, importa evidenciar a paisagem como algo presente co- tidianamente na vida das pessoas, considerando os diversos elementos que a formam. Além disso, interessa estimular o aluno a buscar as explicações que estão além das aparências. Nesta coleção, por meio da construção do conceito de paisagem, desenvolvemos importantes ha- bilidades, como a observação, a descrição, a analogia, a interação, a ação e a síntese. Conceito de lugar O conceito de lugar compreende a dimensão do espaço onde se realizam as ações cotidianas das pessoas, como: o viver, o habitar, o trabalhar e, mesmo, o estudar. Refere-se aos espaços com os quais as pessoas constroem seus vínculos afetivos e subjetivos, onde ocorrem os laços de familiaridade. Assim, o lugar é onde estão fortemente estabelecidas as referências pessoais e onde se identifica o sistema de valores no qual se insere a percepção e a transformação do espaço geográfico. No processo de alfabetização geográfica, os temas e conteúdos podem ser trabalhados e proble- matizados a partir dos espaços de vivência dos alunos. 002-033-ARHG2-PG-G19.indd 15 12/22/17 10:38 AM XVI Conceito de região O conceito de região se relaciona com a diferenciação e agrupamento de áreas da superfície ter- restre, a partir de seus aspectos físicos e humanos. Entretanto, isso não significa que as regiões se- jam isoladas; elas são unidades espaciais interligadas. Compreender o lugar em que se vive encaminha-nos a conhecer a história do lugar e, assim, a pro- curar entender o que ali acontece. Nenhum lugar é neutro, pelo contrário, os lugares são repletos de história e situam-se concretamente em um tempo e em um espaço fisicamente delimitado. As pessoas que vivem em um lugar estão historicamente situadas e contextualizadas no mundo. Assim o lugar, não pode ser considerado/entendido isoladamente. O espaço em que vivemos é o resultado da história das nossas vidas. [...] CALLAI, Helena Copetti. Aprendendo a ler o mundo: a geografia nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Caderno Cedes, Campinas, v. 25, n. 66, p. 236, maio/ago. 2005. Disponível em: . Acesso em: 11 nov. 2017. O conceito de região está vinculado à ideia de parte de um todo. Nesse sentido, conduz diretamente à ideia de divisão e à questão da dimensão das partes. Mas cada parte é igualmente parte de um todo, mas também se constitui numa totalidade. LENCIONI, Sandra. Região e Geografia. São Paulo: Edusp, 1999. p. 27. No processo de alfabetização geográfica, é importante que o aluno seja levado a explorar esse as- pecto mediador da região, como uma dimensão espacial que está entre o universal e o singular, en- tre o global e o local. Conceito de território Falar de território é falar do exercício de poder. Todo processo de ocupação e produção do espaço geográfico traz consigo uma dimensão política, que institui diferentes formas de controle sobre ele. O território é a dimensão espacial do processo de apropriação de uma área por um grupo social, cir- cunscrito por limites e fronteiras. Em alguns casos, a fronteira se manifesta de forma concreta, em outros, de forma simbólica, abstrata. Assim, o território é um campo de força composto de diversos atores sociais que atuam em diferentes escalas, desde o local até o global. É inconcebível que um espaço que tenha sido alvo de valorização pelo trabalho possa deixar de estar territorializado por alguém. Assim como o poder é onipresente nas relações sociais, o território está, ou- trossim, presente em toda a espacialidade social – ao menos enquanto o homem também estiver presente. SOUZA, Marcelo Lopes de. O território: sobre espaço e poder, autonomia e desenvolvimento. In: CASTRO, Iná E.; GOMES, Paulo Cesar da C.; CORRÊA, Roberto L. (Org.). Geografia: conceitos e temas. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1995. p. 96. Entretanto, o uso clássico do conceito de território relaciona-se às bases de atuação do Estado, que dentro das suas fronteiras abriga povos e etnias de várias crenças e tradições, convivendo de forma nem sempre harmônica. A alfabetização cartográfica No processo de ensino-aprendizagem de Geografia, o processo de alfabetização geográfica deve ocorrer paralelamente ao processo de alfabetização cartográfica. Nesse sentido, é importante o desenvolvimento de habilidades como representar, localizar e orien- tar. Com esse objetivo são desenvolvidas atividades para que o aluno compreenda e seja capaz de representar o espaço geográfico e de utilizar mapas. 002-033-ARHG2-PG-G19.indd 16 12/22/17 10:38 AM http://www.scielo.br/pdf/ccedes/v25n66/a06v2566.pdf XVII Com o objetivo de contribuir para o processo de alfabetizaçãocartográfica, a coleção propõe um cuidado- so trabalho com fotos, desenhos, obras de arte, maquetes, plantas, mapas, símbolos, gráficos e outros re- cursos visuais que facilitem a compreensão dos processos necessários para fazer representações gráficas. A alfabetização cartográfica é construída pelo sujeito no decorrer da escolaridade e da própria vida. Muitas vezes, os conteúdos da alfabetização cartográfica também aparecem vinculados a meios de comunicação do cotidiano, como jornais, revistas, telejornais, entre outros. O professor deve apro- veitar os momentos oportunos para aprofundar esse trabalho. Conceito de relações espaciais, projetivas e euclidianas A construção da noção de espaço é progressiva, à medida que a criança vai atingindo alterações em sua percepção espacial. Dessa maneira, a criança passa a localizar os objetos no espaço, tendo como referencial o próprio corpo, desenvolvendo relações espaciais topológicas. Durante esse período, surge lentamente a ha- bilidade de projetar o esquema corporal em objetos e em outras pessoas. Nesse momento, a criança começa a localizar os objetos em relação a outros objetos ou pessoas, desenvolvendo as relações espaciais, projetivas e euclidianas. O componente curricular Geografia e a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) incluiu a Geografia como um dos componentes curri- culares da área de Ciências Humanas em todos os anos do Ensino Fundamental. Nesse documento foram definidas as principais competências a serem desenvolvidas pelo com- ponente curricular Geografia ao longo dos nove anos no Ensino Fundamental. Relações espaciais As relações topológicas são entendidas com o reconhecimento das relações de lateralidade (ao lado, atrás, em frente) e noções de direção, enfim, noções espaciais que têm como referência o corpo da criança; e as relações projetivas consideram a compreensão da perspectiva, assim como a explicação das relações euclidianas pelas medidas e distâncias. Nesse sentido, o processo da alfabetização cartográfica envolve a compreensão e construção dos seguin- tes conceitos: visão vertical e oblíqua; lateralidade e orientação; proporção e noções de escala e legenda. A construção dos conceitos de visão vertical e visão oblíqua facilitará a transposição de imagem tridimensional para bidimensional; a lateralidade será trabalhada no sentido de desenvolver noções de orientação, favore- cendo a localização; a compreensão da proporção ajudará a desenvolver as noções de escala; e, finalmente, a legenda, com a função de, por meio de símbolos, representar objetos, fenômenos e lugares destacados no mapa, devendo, por esta razão, ser clara e objetiva, no sentido de facilitar a leitura do mapa. ROMANO, Sonia Maria M. Alfabetização cartográfica: a construção do conceito de visão vertical e a formação de professores. In: CASTELLAR, Sonia (Org.). Educação geográfica: teorias e práticas docentes. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2006. p. 157-158. Competências específicas de Geografia para o Ensino Fundamental 1. Utilizar os conhecimentos geográficos para entender a interação sociedade/natureza e exercitar o interesse e o espírito de investigação e de resolução de problemas. 2. Estabelecer conexões entre diferentes temas do conhecimento geográfico, reconhecendo a importância dos objetos técnicos para a compreensão das formas como os seres humanos fazem uso dos recursos da natureza ao longo da história. 3. Desenvolver autonomia e senso crítico para compreensão e aplicação do raciocínio geográfico na análise da ocupação humana e produção do espaço, envolvendo os princípios de analogia, conexão, diferenciação, distribuição, extensão, localização e ordem. CONTINUA NA PÁGINA XVIII 002-033-ARHG2-PG-G19_BNCC.indd 17 3/22/19 3:15 PM XVIII Levando em consideração as características da faixa etária, dos processos de alfabetização e letra- mento linguístico, da alfabetização geográfica e cartográfica, podemos definir alguns focos de trabalho do componente curricular Geografia nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, como descrito a seguir. 4. Desenvolver o pensamento espacial, fazendo uso das linguagens cartográficas e iconográficas, de dife- rentes gêneros textuais e das geotecnologias para a resolução de problemas que envolvam informações geográficas. 5. Desenvolver e utilizar processos, práticas e procedimentos de investigação para compreender o mundo natural, social, econômico, político e o meio técnico-científico e informacional, avaliar ações e propor perguntas e soluções (inclusive tecnológicas) para questões que requerem conhecimentos científicos da Geografia. 6. Construir argumentos com base em informações geográficas, debater e defender ideias e pontos de vista que respeitem e promovam a consciência socioambiental e o respeito à biodiversidade e ao outro, sem preconceitos de qualquer natureza. 7. Agir pessoal e coletivamente com respeito, autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, propondo ações sobre as questões socioambientais, com base em princípios éticos, de- mocráticos, sustentáveis e solidários. BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018. p. 366. CONTINUAÇÃO DA PÁGINA XVII O ensino de Geografia nos Anos Iniciais O estudo da Geografia no Ensino Fundamental – Anos Iniciais, em articulação com os saberes de outros componentes curriculares e áreas de conhecimento, concorre para o processo de alfabetização e letramento e para o desenvolvimento de diferentes raciocínios. O estudo da Geografia permite atribuir sentidos às dinâmicas das relações entre pessoas e grupos sociais, e desses com a natureza, nas atividades de trabalho e lazer. É importante, na faixa etária associada a essa fase do Ensino Fundamental, o desenvolvimento da capacidade de leitura por meio de fotos, desenhos, plantas, maquetes e as mais diversas representações. Assim, os alunos desenvolvem a percepção e o domínio do espaço. Nessa fase, é fundamental que os alunos consigam saber e responder algumas questões a respeito de si, das pessoas e dos objetos: Onde se localiza? Por que se localiza? Como se distribui? Quais são as características socioespaciais? Essas perguntas mobilizam as crianças a pensar sobre a localização de objetos e das pessoas no mundo, permitindo que compreendam seu lugar no mundo. BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018. p. 367. 4. Avaliação Estudos sobre as concepções de ensino-aprendizagem enfatizam que a avaliação deve apresen- tar três funções principais: • adequar a ação pedagógica às características individuais dos alunos; • possibilitar a análise dos resultados obtidos pelo grupo-classe em relação aos objetivos estabe- lecidos inicialmente; • redirecionar o trabalho de acordo com as necessidades específicas da classe. Existem diferentes etapas do processo de avaliação que podem integrar o trabalho diário com os alunos, como avaliações iniciais, reguladoras e finais. Trata-se de uma classificação meramente didá- tica, pois essas etapas da avaliação estão interligadas e não devem ser separadas do processo mais global de ensino-aprendizagem, visto que a avaliação deve ser contínua. 002-033-ARHG2-PG-G19_edital.indd 18 10/14/19 9:56 AM XIX Processo de avaliação Portanto, a primeira necessidade do educador é responder às perguntas: que sabem os alunos em relação ao que quero ensinar? Que experiências tiveram? O que são capazes de aprender? Quais são os seus inte- resses? Quais são seus estilos de aprendizagem? Neste marco a avaliação não pode ser estática, de análise de resultado, porque se torna um processo e uma das primeiras fases do processo consiste em conhecer o que cada um dos alunos sabe, sabe fazer e é, e o que pode chegar a saber, saber fazer ou ser, e como aprendê-lo. A avaliação é um processo em que sua primeira fase se denomina avaliação inicial. O conhecimento do que cada aluno sabe, sabefazer e como é, é o ponto de partida que deve nos permitir, em relação aos objetivos e conteúdos de aprendizagem previstos estabelecer o tipo de atividades e tarefas que têm que favorecer a aprendizagem de cada menino e menina. [...] Conforme se desenvolva o plano previsto e conforme a resposta dos meninos e meninas a nossas pro- postas, haverá que ir introduzindo atividades novas que comportem desafios mais adequados e ajudas mais contingentes. O conhecimento de como cada aluno aprende ao longo do processo de ensino/aprendizagem, para se adaptar às novas necessidades que se colocam é o que podemos denominar avaliação reguladora. [...] O conjunto de atividades de ensino/aprendizagem realizadas permitiu que cada aluno atingisse os ob- jetivos previstos num determinado grau. A fim de validar as atividades realizadas, conhecer a situação de cada aluno e poder tomar as medidas educativas pertinentes, haverá que sistematizar conhecimento do progresso obtido. Isto requer, por um lado, apurar os resultados obtidos – as competências conseguidas em relação aos objetivos previstos – e, por outro, analisar o processo e a progressão que cada aluno seguiu, a fim de continuar sua formação levando em conta às suas características específicas. Seguidamente o conhecimento dos resultados objetivos é designado com o termo avaliação f inal ou avaliação formativa. ZABALA, Antoni. A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: Artmed, 1998. p. 199-200. No cotidiano da sala de aula, o professor poderá utilizar diferentes recursos para realizar cada eta- pa do processo de avaliação. Avaliações iniciais As avaliações iniciais estão presentes nos momentos de introdução de noções, conceitos e pro- cedimentos de trabalho. Nesse sentido, são propostas situações relacionadas ao diagnóstico das re- presentações sociais e hipóteses formuladas pelos alunos sobre os conteúdos a serem estudados, com o objetivo de recuperar os conhecimentos prévios dos alunos obtidos por meio: • da vivência pessoal (relações familiares, amizades, experiências das pessoas da localidade); • dos veículos de comunicação (rádio, televisão, jornal, revista, internet etc.); • do estudo de conteúdos programáticos em anos anteriores. A socialização dessas atividades favorece a troca entre conhecimentos individuais. É uma estra- tégia que possibilita estabelecer uma avaliação inicial do grupo-classe e garantir, ao mesmo tempo, uma ampliação dos repertórios individuais. Avaliações reguladoras As avaliações reguladoras visam acompanhar o percurso do aluno, ou seja, os progressos e as di- ficuldades no seu processo de aprendizagem. Para esse tipo de avaliação, o professor deverá acom- panhar os registros dos alunos, a entrega de pesquisas e de lições de casa, a participação nos deba- tes e nos trabalhos em grupo, as entrevistas, entre outras atividades. Sugerimos a utilização de uma ficha ou de um caderno de registro e de anotações diárias sobre a atuação, o desenvolvimento e o desempenho dos alunos nas atividades propostas. Esses registros poderão auxiliar o professor a acompanhar o processo de aprendizagem individual e do grupo-clas- se em cada unidade de trabalho. Avaliações finais As avaliações finais visam verificar os resultados obtidos em relação às competências e habilida- des, considerando os objetivos previstos. 002-033-ARHG2-PG-G19.indd 19 12/22/17 10:38 AM XX 5. Estrutura da coleção A coleção está organizada em cinco volumes destinados aos alunos do 1o ao 5o ano do Ensino Fun- damental. Cada volume está dividido em quatro unidades de trabalho. Cada unidade está organizada como descrito a seguir. Conhecimentos prévios: a seção Primeiros contatos Visando garantir uma aprendizagem significativa, todas as unidades desta coleção são iniciadas com um levantamento de conhecimentos prévios dos alunos sobre os assuntos que serão abordados ao longo da unidade de trabalho. Com esse objetivo, cada unidade possui uma abertura em página dupla em que são apresentadas imagens – foto- grafias, pinturas, gravuras, ilustrações. Na seção Primeiros contatos são propostas questões que permitem a mobiliza- ção dos conhecimentos prévios dos alunos. Sequências didáticas e organização dos capítulos Cada unidade foi dividida em quatro capítulos, organizados em torno de dois blocos, corresponden- tes a duas sequências didáticas. Cada sequência didática inclui dois capítulos com as seguintes partes: Desafio à vista! Corresponde a uma questão interdisciplinar. Essa questão foi construída a partir de uma articula- ção entre os objetos de conhecimento e as habilidades definidos pela BNCC, em cada ano, para os componentes curriculares História e Geografia. Capítulos As questões interdisciplinares servem como fio condutor do trabalho nos dois capítulos que com- põem cada bloco, permitindo desenvolver as habilidades específicas dos componentes curriculares História e Geografia, relacionando-as à questão interdisciplinar. 002-033-ARHG2-PG-G19_BNCC.indd 20 3/22/19 3:16 PM XXI Ligando os pontos Nesta seção são propostas atividades que possi- bilitam ao aluno recorrer a saberes que compõem as habilidades trabalhadas na sequência didática, re- tomando a questão interdisciplinar e sistematizando os conhecimentos construídos. Os componentes curriculares História e Geografia: seções específicas A partir da visão de interdisciplinaridade adotada nesta coleção, o trabalho interdisciplinar – reali- zado em seções como Primeiros contatos, Desafio à vista! e Ligando os pontos – é interligado a momentos disciplinares, em que são propostas atividades que possibilitam abordar aspectos espe- cíficos dos componentes curriculares História e Geografia. Explorar fonte histórica Nesta coleção há uma seção específica para o trabalho com fontes his- tóricas escritas (jornais, documentos governamentais, diários, relatos de viagem, entre outros), iconográficas ou visuais (fotografias, pinturas, gra- vuras, charge, entre outros), orais (entrevistas e depoimentos) e materiais (utensílios domésticos, instrumentos de trabalho, brinquedos, entre outros). As atividades propostas permitem ao aluno observar, descrever, com- parar e interpretar diferentes tipos de fontes, desenvolvendo uma “atitu- de historiadora” (BNCC, p. 398). Cartografando Um dos focos centrais do ensino de Geografia é a alfabetização carto- gráfica. Nesse sentido, as atividades propostas na seção Cartografando – incluindo fotos, desenhos, obras de arte, maquetes, croquis, mapas men- tais, gráficos, mapas – permitem desenvolver aspectos da organização es- pacial, possibilitando o trabalho com as habilidades de representar, locali- zar e orientar. Investigue São propostas atividades de coleta e registro de dados em diferentes fontes – livros, revistas, jornais, internet – que complementam ou ampliam os temas estudados. Procedimentos de trabalho Um dos objetivos desta coleção é o desenvolvimento de procedimentos de trabalho que permitam ao aluno uma progressiva autonomia na cons- trução do conhecimento. Esses procedimentos são trabalhados, principalmente, em duas seções: Entreviste As atividades propostas nesta seção permitem aos alunos ter con- tato direto com outras crianças ou adultos, possibilitando a convivên- cia e o respeito à diversidade existente na comunidade em que vivem, bem como a obtenção de informações que ampliam os estudos reali- zados em classe. 002-033-ARHG2-PG-G19_BNCC.indd 21 3/22/19 3:16 PM XXII Você sabia? Aqui são apresenta- dos detalhes ou infor- mações adicionais refe- rentes aos conteúdos específicos que estão sendo trabalhados. A questão dos procedimentos está presente também nas modalidades de trabalho que, nesta co- leção, são indicadas por meio de ícones. Oralidade: atividades que valorizam a expressão oral, essencial no processo de alfabetização/ letramento. Atividade em dupla: atividades que priorizam a troca de saberes em duplas, visando uma pro- dução e posterior exposição ao