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GABARITO: D 
 
A questão versa acerca do Regime Jurídico Administrativo. Nesse contexto, vamos analisar os itens para 
encontrar a resposta correta. 
 
a) os princípios possuem hierarquia superior às regras constantes da legislação, sobrepondo-se, 
portanto, a elas. 
 
Incorreto. Os princípios são, juntamente com as normas, espécies de regras jurídicas, portanto, não há 
que se falar em hierarquia entre eles. Vejamos o que diz Alexandre Mazza (Manual de Direito 
Administrativo. 9. ed. São Paulo: Saraiva, 2019, p. 50-51): 
 
Assim, a regra jurídica seria todo comando de conduta estabelecido pelo Direito. Tais regras, por sua vez, 
seriam de dois tipos: a) princípios – regras gerais norteadoras de todo o sistema jurídico; b) normas – 
comandos específicos de conduta voltados à disciplina de comportamentos determinados. [...] os 
princípios administrativos também são normas dotadas de força cogente capaz de disciplinar o 
comportamento da Administração Pública. Portanto, desde que não se questione a força cogente dos 
princípios jurídicos (possuem força cogente máxima), não faz diferença denominar os comandos mais 
específicos como normas ou regras. 
 
b) a Administração indireta se submete apenas às regras constantes da legislação, não se lhes 
aplicando os princípios que regem a Administração direta. 
 
Incorreto. O texto constitucional é claro em prescrever os princípios de legalidade, impessoalidade, 
moralidade, publicidade e eficiência para aplicação também na administração indireta. Vejamos: 
 
Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do 
Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, 
publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: 
 
c) as regras legais podem ser afastadas se a Administração pública demonstrar que essa conduta 
melhor atenderá ao princípio da eficiência. 
 
Incorreto. A Administração Pública não pode usar o princípio da eficiência para burlar a lei, devendo 
buscar os melhores resultados por meio da aplicação da lei, conforme ensina Alexandre Mazza (Manual 
de Direito Administrativo. 9. ed. São Paulo: Saraiva, 2019, p. 143): 
 
É impossível deixar de relacionar o princípio da eficiência com uma lógica da iniciativa privada de como 
administrar. Porém, o Estado não é uma empresa; nem sua missão, buscar o lucro. Por isso, o princípio 
da eficiência não pode ser analisado senão em conjunto com os demais princípios do Direito 
Administrativo. A eficiência não pode ser usada como pretexto para a Administração Pública descumprir 
a lei. Assim, o conteúdo jurídico do princípio da eficiência consiste em obrigar a Administração a buscar 
os melhores resultados por meio da aplicação da lei. 
 
d) o conteúdo dos princípios pode ser identificado em inúmeras regras legais, a exemplo da 
obrigatoriedade de realizar procedimento licitatório para garantia da impessoalidade entre os 
interessados. 
 
Correto. De fato, é possível identificar o conteúdo do princípio da impessoalidade no processo de 
licitação, uma vez que uma contratação é escolhida de forma objetiva, sem favoritismos ou perseguições, 
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