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Cefaleia
Um sistema de classificação desenvolvido pela
International Headache Society caracteriza a
cefaleia como primária e secundária. 
É difícil estabelecer o diagnóstico e a classificação da
cefaleia. Isso exige histórico e exame físico completo
para excluir causas secundárias. 
● O HISTÓRICO DEVE INCLUIR 
Fatores precipitantes de cefaleia (Como ingestão de
alimentos e aditivos alimentares, perda de refeições e
associação ao período menstrual.)
Um histórico cuidadoso da medicação
Diário de cefaleia (no qual a pessoa deve fazer um
registro da ocorrência de cefaleia e de eventos
simultâneos ou anteriores para que seja possível
identificar fatores que contribuam para sua
manifestação.)
Compreender a classificação, sinais de alarme e Avaliação
Inicial das Cefaleias
primárias
A cefaleia primária é um tipo de cefaleia em
que a dor de cabeça é o próprio distúrbio, sem
uma causa subjacente identificável.
CONCEITO
PRIMÁRIA
São aquelas em que a cefaleia e suas manifestações
associadas constituem o distúrbio em si.
Frequentemente resulta em considerável
incapacidade e redução da qualidade de vida do
paciente
 SECUNDÁRIAS
São aquelas causadas por distúrbios exógenos. A
cefaleia secundária leve, como a observada em
associação a infecções do trato respiratório
superior, é comum, mas raramente preocupante.
CLASSIFICAÇÃO 
AVALIAÇÃO INICIAL DAS CEFALEIAS
A história clínica constitui o dado mais importante
para o diagnóstico das cefaleias. Dados pregressos de
vida, antecedentes familiares e o interrogatório
sobre os diversos aparelhos são elementos
fundamentais para se estabelecer o diagnóstico 
Deve ser analisado as características como:
LOCALIZAÇÃO
IRRADIAÇÃO
CÁRATER
DURAÇÃO
EVOLUÇÃO
INTENSÍDADE
FREQUENCIA 
FATOR DE MELHORA
FATOR DE PIORA
FATORES ASSOCIADOS
SINAIS DE ALARME 
Sinais e fatores de alarme que indiquem a
possibilidade de cefaleia secundária implicam a
execução de exames subsidiários, e isso
fundamental nas unidades de emergência 
A enxaqueca é um distúrbio hereditário de dor de
cabeça que se mostra tipicamente unilateral,
moderado a intenso, que piora com a atividade
física, está associado a náuseas e/ou vômito e é
acompanhado por fotofobia e fonofobia.
Apreender acerca da etiologia, fisiopatologia,
manifestações clínicas, diagnóstico e tratamento
Sintomas prodrômicos afetando o humor, o
apetite ou a cognição ocorrem em muitos
pacientes.
Considera-se que na enxaqueca ocorra um
episódio de depressão da atividade elétrica, que se
propaga pelo córtex em todas as direções,
fenômeno que ficou conhecido como Depressão
Alastrante (DA). 
Alterações genéticas dos canais de cálcio
provocam estado de hiperexcitabilidade que torna
o SNC mais suscetível a estímulos externos
(luminosos, alimentares, entre outros) e internos
(estresse). Isso leva ao aparecimento da DA. 
A passagem da DA, portanto, ativa o sistema
trigeminovascular na periferia e no tronco
cerebral, onde são liberados neurotransmissores
vasoativos que interagem com substâncias vaso
reguladoras presentes no sangue e/ou no vaso
fazendo a dilatação dos vasos arteriais cranianos
sensíveis a dor, induzindo o extravasamento do
plasma e de neurotransmissores, formando a
inflamação neurogênica e fazendo surgir a dor.
 
O chamado sistema trigêmeo vascular constitui o
substrato anatomofuncional sobre o qual a crise
enxaquecosa se desenvolve, incluindo vasos
(sobretudo artérias), e estruturas trigeminais
centrais e periféricas.
ENXAQUECA
A cefaleia ocorre a qualquer momento e persiste
por 4 a 72 horas, podendo ocorrer com ou sem
aura (um sintoma neurológico focal que pode ser
visual, sensorial ou motor). Auras visuais podem
mostrar características positivas (fotopsia) e
negativas (escotomas).
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
A enxaqueca é caracterizada por crises
recorrentes que podem incluir até cinco fases (nem
sempre todas estão presentes):
Sintomas premonitórios: Podem ocorrer horas
ou dias antes da cefaleia. Incluem
irritabilidade, raciocínio e memorização mais
lentos, desânimo e avidez por certos
alimentos.
1.
Aura: Complexo de sintomas neurológicos que
se desenvolvem gradualmente (em pelo menos
5 minutos) e duram até 60 minutos. A aura
típica é um distúrbio visual com pontos
fosfenos, perda ou distorção de parte do
campo visual. Pode ser acompanhada por
parestesia unilateral e/ou disfasia.
2.
Cefaleia: Dor de forte intensidade,
latejante/pulsátil, piora com atividades
diárias. A duração varia de 4 a 72 horas. A dor
é unilateral em dois terços das crises,
mudando de lado entre as crises.
3.
Sintomas associados: Náuseas e/ou vômitos,
fotofobia, fonofobia, osmofobia, alodinia e
vertigem.
4.
Fase de recuperação: Período de exaustão
onde alguns pacientes precisam de repouso
para completa recuperação. Apresentam
cansaço, exaustão e dificuldade de
concentração.
5.
FISIOPATOLOGIA
Características da enxaqueca:
Dor: Descrita como pulsátil, latejante ou em
pontadas. As crises são frequentemente
incapacitantes ou moderadas, raramente leves.
Movimentação: Piora marcante dos sintomas
com movimentação; pacientes preferem ficar
deitados e evitar esforços.
Náuseas e vômitos: Frequentemente
acompanham as crises devido à gastroparesia,
que também diminui a absorção de
medicamentos.
Ambiente: Pacientes procuram ambientes
escuros e silenciosos para evitar som e luz, que
intensificam o desconforto (foto e fonofobia).
Osmofobia: Aversão a determinadas
fragrâncias é comum.
 DIAGNÓSTICO
 TRATAMENTO
Os critérios diagnósticos para a migrânea Existem
várias formas de migrânea que foram definidas:
migrânea com e sem aura, migrânea episódica e
migrânea crônica.
O diagnóstico de enxaqueca baseia-se na
anamnese e no exame neurológico normal. O
diagnóstico diferencial inclui principalmente a
cefaleia tipo tensional, mas a maioria das cefaleias
moderadas a intensas são enxaquecas. Caso a
cefaleia for típica de enxaqueca e os achados no
exame neurológico estiverem normais, não há
necessidade de estudos complementares 
Tratamento não farmacológico 
A migrânea pode ser controlada, em parte, por
abordagens não farmacológicas, como identificar e
evitar deflagradores específicos da cefaleia. É
fundamental manter um estilo de vida regular, com
dieta saudável, exercícios, padrões de sono
rotineiros, evitar excesso de cafeína e álcool, e
reduzir o estresse (por meio de biofeedback,
meditação ou ioga). Essas modificações no estilo de
vida são eficazes para reduzir a frequência das
cefaleias e oferecem uma abordagem simples e
custo-efetiva para o manejo da migrânea. Se essas
medidas não forem suficientes, são necessárias
intervenções farmacológicas abortivas (OUIS et al.,
2018).
Tratamento farmacológico 
O tratamento da enxaqueca é dividido em
tratamento da crise aguda e prevenção de ataques
subsequentes (GOLDMAN; SCHAFER, 2022). 
Tratamento da crise aguda 
Tratamento Agudo Mais Eficaz: Uso de analgésicos
inespecíficos para crises leves e terapia mais
agressiva quando necessário.
Medicamentos Comuns:
Crises leves:
Paracetamol (650-1.000 mg)
AINEs: Ácido acetilsalicílico (250-1.000 mg),
ibuprofeno (1.000-1.200 mg), naproxeno (500-825
mg), diclofenaco (50 mg), cetoprofeno (75 mg).
Crises moderadas a graves:
Triptanas: Sumatriptana, zolmitriptana, rizatriptana,
almotriptana, naratriptana, frovatriptana,
eletriptana.
Ergotamina: Di-hidroergotamina, tartarato de
ergotamina.
Isometepteno.
Combinação naproxeno + sumatriptana pode ser
mais eficaz.Casos com Náuseas e Vômitos: Pode ser
necessário o uso de via retal ou injetável.
🚨 ATENÇÃO:
O tratamento deve ser individualizado, sem
abordagem única para todos.
Ajustes frequentes no tratamento podem ser
necessários para um alívio eficaz com poucos
efeitos colaterais.
Estratégia de Tratamento:
Adaptar o tratamento ao tipo de cefaleia
reduz a incapacidade e o uso excessivo de
medicamentos.
Evitar o uso abusivo de analgésicos e opioides,
pois podem causar cefaleia crônica diária.
Iniciar o tratamento o quanto antes melhora
os resultados.
Contraindicações:
Os agonistas de serotonina devem ser evitados emindivíduos com:
Anormalidades cardiocirculatórias ou
cerebrovasculares.
Vasculopatias periféricas.
Insuficiência renal ou hepática.
Hipertensão arterial grave.
Hipertireoidismo.
Porfíria.
Durante a gestação.
 Anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) 
Os efeitos colaterais importantes dos AINE
consistem em dispepsia e irritação gastrintestinal,
bem como efeitos cardiovasculares e renais
potenciais (particularmente com uso frequente ou
a longo prazo) (OUIS et al., 2018).
Triptanos (agonistas de receptor da serotonina 5
HT1B/D
Os agonistas de serotonina são uma classe de
medicamentos utilizados no tratamento da
enxaqueca e incluem fármacos como as triptanas
e os alcaloides do ergot. Existem duas hipóteses
principais para explicar como esses fármacos
funcionam:
Mecanismo de Ação
Inibição da Liberação de Peptídeos
Vasodilatadores: As triptanas, os alcaloides do
ergot e os antidepressivos podem ativar os
receptores 5-HT1D/1B nas terminações pré-
sinápticas do nervo trigêmeo. Essa ativação
inibe a liberação de peptídeos que causam
vasodilatação, reduzindo assim a dor
associada à enxaqueca.
Ações Vasoconstritoras: Os agonistas 5-HT
diretos, como as triptanas e os alcaloides do
ergot, podem causar vasoconstrição dos vasos
sanguíneos. Isso pode impedir a vasodilatação
e o estiramento das terminações de dor, que
são processos frequentemente implicados na
gênese da enxaqueca.
Tratamento preventivo 
O tratamento preventivo é recomendado quando as
cefaleias interferirem nas atividades em três ou mais
dias por mês, se mostrarem intensas ou prolongadas
ou a enxaqueca for complicada por eventos, como um
infarto cerebral (GOLDMAN; SCHAFER, 2022). 
As drogas reconhecidamente mais eficazes na
profilaxia da enxaqueca são: (MARTINS et al., 2016). 
• Betabloqueadores: propranolol (40 a 120 mg/dia),
metoprolol (50 a 200 mg/dia), atenolol (50 a 100
mg/dia), nadolol, timolol, pindolol. 
• Antagonistas da serotonina (bloqueadores 5-HT2):
metisergida (3 a 6 mg/dia), pizotifeno (1 a 2 mg/dia). 
• Bloqueadores de canais de cálcio: flunarizina (5 a 10
mg/dia), verapamil (80 a 480 mg/dia). Antidepressivos
tricíclicos: amitriptilina (12,5 a 100 mg/dia),
nortriptilina, imipramina e outros. 
• Antidepressivos IMAO (uso muito restrito
atualmente). 
• Antiepilépticos: topiramato (25 a 200 mg/dia),
valproato de sódio/divalproato (500 a 1.500 mg/dia),
gabapentina (300 a 1.600 mg/dia). 
• Neurolépticos: clorpromazina 5 a 50 mg/dia 
CEFALEIA EM SALVA
A cefaleia em salvas é um tipo relativamente
incomum de dor de cabeça que se manifesta com
mais frequência em pacientes do sexo masculino do
que feminino e, tipicamente, se inicia na terceira
década de vida. Esse tipo de cefaleia tende a ocorrer
em grupos, ou salvas, por períodos de semanas ou
meses, seguido por um período de remissão longo,
sem dores de cabeça. A cefaleia em salvas é um tipo
de cefaleia neurovascular primária que tipicamente
inclui dor intensa, implacável e unilateral.
A cefaleia em salvas se apresenta na forma de
dores de cabeça em salvas breves, muito graves,
unilaterais, não latejantes, que duram 15 minutos
a 3 horas (GREENBERG et al., 2014). 
Diferentes das cefaleias enxaquecosas, as
cefaleias em salvas sempre são unilaterais e
costumam recorrer no mesmo lado em um mesmo
paciente. Elas geralmente ocorrem à noite,
despertando o paciente do sono, e recorrem
durante o dia, com frequência na mesma hora
(periodicidade circadiana), por um período de
salvas de semanas a meses (GREENBERG et al.,
2014). 
Os mecanismos fisiopatológicos subjacentes à
cefaleia em salvas não são completamente
conhecidos, embora recentemente tenha sido
observado que a hereditariedade, por meio de um
gene autossômico dominante, tenha algum papel
na patogênese da cefaleia em salvas.
Os mecanismos fisiopatológicos mais prováveis
incluem a ação combinada de fatores vasculares,
neurogênicos, metabólicos e humorais. Acredita-
se que a ativação do sistema vascular do nervo
trigêmeo e os reflexos autônomos
parassimpáticos cranianos possam explicar a dor
e os sintomas autônomos. Acredita-se também
que o hipotálamo desempenhe um papel
fundamental.
O possível papel dos centros de regulação do
hipotálamo anterior está implicado pela
observação de alterações biológicas circadianas e
distúrbios neuroendócrinos (p. ex., alterações no
cortisol, na prolactina e na testosterona) tanto nos
períodos ativos quanto durante a remissão clínica.
Ressonâncias magnéticas revelam artérias
intracranianas dilatadas no lado doloroso. Crê-se
que a perda de tônus vascular resulte de um
defeito na inervação simpática perivascular.
FISIOPATOLOGIA
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 
 A cefaleia pode começar como uma sensação de
queimação sobre a região lateral do nariz ou
como uma pressão atrás do olho. Congestão
ocular ipsilateral, lacrimejamento, congestão nasal
e síndrome de Horner comumente estão
associados com a crise (GREENBERG et al., 2014).
Os ataques ocorrem de 1 a 8 vezes/dia, sendo
geralmente descrita como dor excruciante
perfurante ou “penetrante”, que persiste por 15
minutos a 2 horas. Podem coexistir sintomas da
enxaqueca, incluindo fotofobia unilateral,
fonofobia e raramente uma aura. Diferentemente
dos pacientes com enxaqueca, que, em geral,
tentam descansar, os pacientes com cefaleia em
salvas caminham de forma inquieta e não
conseguem sentar ou deitar (GOLDMAN;
SCHAFER, 2022). 
Os critérios diagnósticos para cefaleia em salvas
incluem dor forte unilateral orbitária,
supraorbitária ou temporal, que persiste por 15 a
180 minutos com pelo menos um dos seguintes:
hiperemia conjuntiva ipsilateral ou
lacrimejamento, congestão nasal ou rinorreia,
edema palpebral, transpiração facial e na testa,
miose com ou sem semiptose, inquietação ou
agitação. Não existe outra causa do distúrbio
(SANARFLIX). 
Um exame de imagem como ressonância
magnética é indicado para todos os pacientes nos
primeiros sintomas de cefaleias em salvas ou
outras cefalalgias autônomas trigeminais, pois
elas podem ser o resultado de infecção,
malformações vasculares, dissecação da carótida
ou neoplasia, especialmente um tumor da
hipófise. No diagnóstico diferencial, outras
possibilidades incluem enxaqueca, cefaleia hípnica
(cefaleias raras de curta duração exclusivamente
durante o sono nos idosos) e neuralgia do trigêmeo
(GOLDMAN; SCHAFER, 2022). 
Tratamento agudo
TRATAMENTO 
Existem medicamentos abortivos (agudos) e
terapias preventivas que podem ser utilizados
durante um episódio de salvas (OUIS et al., 2018). 
DIAGNOSTICO 
As crises de cefaleia em salvas rapidamente
alcançam um pico, de modo que é necessário um
tratamento de início rápido. Muitos pacientes
com cefaleia em salvas aguda respondem muito
bem à inalação de oxigênio. Pode ser
administrado como oxigênio a 100%, 10 a 12
ℓ /min, por 15 a 20 min no início da crise. A
sumatriptana, na dose de 6 mg SC, tem início
rápido e habitualmente diminui a duração de uma
crise para 10 a 15 min; não há evidências de
taquifilaxia. A sumatriptana (20 mg) e a
zolmitriptana (5 mg) em spray nasal também são
efetivas na cefaleia em salvas aguda. A
sumatriptana oral não é efetiva para prevenção ou
tratamento agudo da cefaleia em salvas (OUIS et
al., 2018). 
O tratamento preventivo da cefaleia em salvas varia
conforme a duração dos episódios. Para pacientes
com episódios prolongados ou cefaleia crônica, é
essencial o uso de medicamentos seguros para
administração a longo prazo. Já em episódios mais
curtos, o uso de glicocorticoides por um período
limitado pode ser eficaz. Um ciclo de 10 dias de
prednisona, iniciando com 60 mg diários por 7 dias,
seguido de redução gradual da dose, pode ajudar a
interromper o ciclo. O lítio (400-800 mg/dia)
também se mostra útil para a forma crônica da
doença.
Entre os tratamentos preventivos, muitos
especialistas consideram o verapamil a primeira
escolha para pacientes com episódios prolongados
ou crônicos. Apesar de ser mais eficaz que o lítio,
alguns pacientes precisam de doses
significativamente mais altas do que as utilizadas em
distúrbios cardíacos. A doseinicial varia entre 40 e
80 mg, duas vezes ao dia, podendo chegar a 960
mg/dia. No entanto, o verapamil pode causar
constipação, edema nos membros inferiores e riscos
cardiovasculares, exigindo monitoramento rigoroso
com ECG. Cerca de 20% dos pacientes apresentam
alterações no ECG, mesmo com doses baixas (240
mg/dia), que podem piorar com o tempo.
Tratamento preventivo
Terapia de neuroestimulação 
Quando os tratamentos médicos fracassam na
cefaleia em salvas crônica, pode-se considerar o uso
de estratégias de neuroestimulação. A estimulação
cerebral profunda da região da substância cinzenta
hipotalâmica posterior demonstrou ter sucesso em
uma proporção substancial de pacientes; todavia,
em virtude de sua morbidade e possível mortalidade,
não é recomendada antes do uso de abordagens
menos invasivas. Foram também relatados
resultados favoráveis com a abordagem menos
invasiva de estimulação do nervo occipital e
estimulação do gânglio pterigopalatino, bem como
com um estimulador do nervo vagal não invasivo
(OUIS et al., 2018).
 Cefaleia tensional é o termo usado para descrever
cefaleia recorrente crônica, de causa
desconhecida e que não apresenta características
de enxaqueca ou das demais síndromes de cefaleia
(GREENBERG et al., 2014). 
A cefaleia tensional é definida como dor
holocraniana leve ou moderada sem náuseas ou
vômitos. Os pacientes podem manifestar fotofobia
ou fonofobia, mas não ambas, e a cefaleia não
piora com a atividade física (GOLDMAN;
SCHAFER, 2022). 
A cefaleia do tipo tensional (CTT) constitui a
cefaleia primária mais comum, embora os
pacientes raramente procurem a clínica devido ao
baixo nível de incapacidade associada (OUIS et al.,
2018). 
 Os mecanismos precisos da cefaleia tensional não
são conhecidos e as hipóteses de causalidade são
contraditórias. Uma teoria popular é que a
cefaleia tensional resulta da tensão sustentada de
músculos do couro cabeludo e pescoço;
entretanto, algumas pesquisas não conseguiram
encontrar uma correlação entre a contração
muscular e a cefaleia tensional. 
Acredita-se que a cefaleia do tipo enxaqueca
possa sofrer uma transformação gradual em
cefaleia tensional crônica. A cefaleia tensional
também pode ser causada por disfunção 
oromandibular, estresse psicogênico, ansiedade,
depressão e estresse muscular. Também pode
resultar do uso excessivo de analgésicos ou
cafeína.
CEFALEIA TENSIONAL MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
 OBS: A biopatologia da cefaleia tensional é menos
compreendida que a de outros tipos de cefaleia, havendo
aumento da sensibilidade miofascial, especialmente nos casos
crônicos. Os fatores genéticos são incertos. As cefaleias de
enxaqueca e tipo tensional coexistem em geral; embora estas
não sejam causadas por emoção ou contração muscular, os
gatilhos de uma cefaleia desse tipo são similares àqueles
associados à enxaqueca: esforço, fadiga e falta de sono. As
comorbidades em pacientes com cefaleia tipo tensional incluem
depressão e ansiedade em mais de 50% dos indivíduos.
FISIOPATOLOGIA
A cefaleia em pressão, holocraniana, de leve a
moderada intensidade, podendo beneficiar-se com
atividade física, aparece geralmente no fim do dia,
durando de 30 minutos a sete dias. Pode haver foto
e/ou fonofobia, mas náuseas e vômitos estão
ausentes. O exame neurológico é normal, hipertonia
e hiperestesia da musculatura pericraniana podem
estar presentes. 
● Sua crise é de fraca ou moderada intensidade,
com sensação de aperto ou pressão e, na maioria
das vezes, é bilateral. Pode ser frontal, occipital ou
holocraniana. 
A dor pode melhorar com atividades físicas. Surge,
em geral, no final da tarde, relaciona-se com
estresse físico (cansaço, exagero de atividade física,
especialmente no calor e sob o sol), muscular
(posicionamento do pescoço no sono ou no
trabalho) ou emocional. Por vezes, há hiperestesia e
hipertonia da musculatura pericraniana que pode
ser percebida com a palpação cuidadosa.
DIAGNÓSTICO
 As cefaleias que podem ser diagnosticadas de
maneira incorreta como tensional incluem
enxaqueca, hemicrania contínua, cefaleia nova e
persistente desde o início e cefaleias causadas por
tumores cerebrais, por pressão intracraniana alta
ou baixa, ou por arterite de células gigantes. Uma
anamnese cuidadosa é o melhor meio de
diferenciar os outros tipos de cefaleia.
 TRATAMENTO
Os fármacos usados para o tratamento da cefaleia
tensional incluem muitos dos agentes usados para
a enxaqueca
 Cefaleia tensional é o termo usado para descrever
cefaleia recorrente crônica, de causa desconhecida
e que não apresenta características de enxaqueca
ou das demais síndromes de cefaleia (GREENBERG
et al., 2014). 
A cefaleia tensional é definida como dor
holocraniana leve ou moderada sem náuseas ou
vômitos. Os pacientes podem manifestar fotofobia
ou fonofobia, mas não ambas, e a cefaleia não piora
com a atividade física (GOLDMAN; SCHAFER,
2022). 
A cefaleia do tipo tensional (CTT) constitui a
cefaleia primária mais comum, embora os pacientes
raramente procurem a clínica devido ao baixo nível
de incapacidade associada (OUIS et al., 2018). 
As crises agudas podem responder ao ácido
acetilsalicílico, fármacos esteroides, paracetamol,
anti-inflamatórios ergotamina não ou di-
hidroergotamina. Para o tratamento profilático, a
amitriptilina ou a imipramina com frequência são
eficazes, e o propanolol é útil em alguns casos.
(NEUROLOGIACLÍNICA)
O tratamento sintomático da cefaleia tipo tensão
deve ser realizado com analgésicos simples ou
AINEs. A associação com cafeína aumenta a
eficácia analgésica. Os relaxantes musculares não
apresentam evidência de eficácia para essa
condição. A amitriptilina é a droga de escolha para
o tratamento profilático da cefaleia do tipo tensão.
Embora muitos pacientes respondam a
benzodiazepínicos como diazepam, 5 a 30 mg/dia
por via oral, ou clordiazepóxido, 10 a 75 mg/dia por
via oral, esses fármacos devem ser usados com
parcimônia em decorrência de seu potencial de
adicção. Psicoterapia, fisioterapia e técnicas de
relaxamento podem fornecer benefício adicional em
casos selecionados.(NEUROLOGIACLÍNICA)
O tratamento pode visar ao controle da cefaleia
aguda ou à profilaxia. Na fase aguda, os AINH
(ibuprofeno, naproxeno, cetoprofeno, cetarolaco,
indometacina, dipirona) são os agentes de
preferência. Os inibidores específicos da
cicloxigenase-2 (celecoxibe, parecem ser também
eficazes. rofecoxibe, parecoxibe) 
O tratamento profilático consiste no uso de
antidepressivos (amitriptilina, nortriptilina,
clomipramina, maprotilina, mianserina,
venlafaxina). Essa medida alivia a cefaleia em 80%
dos casos após o quarto mês de tratamento,
ocasião em que pode ser tentada a retirada
progressivamente. Técnicas de biofeedback com
eletromiografia e relaxamento, intervenções
cognitivo comportamentais, programas de manejo
do estresse, demedicina física, incluindo técnicas
de adequação da postura e de ergonomia,
massoterapia, estimulação elétrica transcutânea,
aplicação de frio ou calor, alongamento,
fisioterapia e reabilitação da mastigação podem
também proporcionar efeito satisfatório.

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