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b) somente pode ser prestado pelo Estado, pois é de sua titula-
ridade exclusiva. 
c) não caracteriza propriamente um serviço público e pode, 
assim, ser delegado. 
d) pode ser prestado por particulares, em regime de direito 
privado, pois o Estado não detém sua titularidade exclusiva. 
e) pode ser repassado somente a fundações, em regime jurí-
dico de direito público, em razão de sua titularidade mista.
126. (FCC – 2019) Determinados serviços públicos – como tele-
fonia, fornecimento de luz e gás encanado – caracterizam-se 
pela possibilidade de cobrança de tarifas de seus usuários. Tal 
cobrança é possível, pois se trata de serviços classificados como 
a) uti universi. 
b) uti singuli. 
c) uti possidetis. 
d) ad utilitatem. 
e) ad valorem.
127. (FCC – 2018) Ao abordar o conceito de serviço público, dife-
rentes classificações ou categorizações são apresentadas pela 
doutrina, a depender do prisma de análise, entre as quais se 
insere a divisão entre serviços públicos exclusivos e não exclu-
sivos do Estado, sendo que 
a) os exclusivos somente podem ser prestados diretamen-
te pelo Estado, não admitindo exploração por particulares 
mediante concessão ou delegação. 
b) os não exclusivos são aqueles que podem ser executados 
pelos particulares mediante autorização do poder público, 
como, por exemplo, os concernentes à saúde e educação. 
c) os não exclusivos são aqueles desempenhados pelo Estado 
em regime de exploração de atividade econômica, sujeitos 
à cobrança de tarifa dos usuários. 
d) os exclusivos são prestados em prol de toda a comunidade, 
ou seja, uti universi, correspondendo àqueles de natureza 
essencial como segurança pública. 
e) ambos são passíveis de prestação direta pelo poder públi-
co ou exploração por particulares mediante concessão ou 
permissão, sendo os primeiros remunerados por tarifa e os 
segundos mediante taxa.
128. (FCC – 2017) Considere que determinada entidade inte-
grante da Administração pública pretenda retomar a gestão 
de um hospital público que estava desativado num peque-
no município, a fim de suprir a demanda local de saúde, que 
estava sendo atendida por apenas um hospital particular na 
região. O Ministério Público local, ciente da movimentação da 
Administração pública para reativação da unidade hospitalar, 
notificou os administradores públicos para que estes também 
assumissem a gestão do hospital particular, tendo em vista que 
a exploração do serviço público não poderia mais coexistir com 
a iniciativa privada. O pleito do Ministério Público é 
a) impertinente, tendo em vista que o serviço de saúde não 
é exclusivo, sendo passível de delegação para a iniciativa 
privada. 
b) impertinente, pois o serviço público de saúde, embora 
exclusivo do Estado, pode ser delegado à iniciativa privada 
para fins de exploração sem finalidade lucrativa. 
c) pertinente, pois a exploração de serviços públicos essen-
ciais pela iniciativa privada somente é possível enquanto 
não se viabiliza a prestação pela Administração pública, 
titular direta. 
d) pertinente se o serviço público estivesse sendo prestado 
com finalidade lucrativa, tendo em vista que os serviços 
públicos exclusivos devem ser prestados por pessoas jurí-
dicas de direito privado sem fins lucrativos. 
e) pertinente, pois os serviços públicos de titularidade aberta 
à iniciativa privada, podem ser explorados livremente, com 
ou sem finalidade lucrativa, desde que por pessoas jurídicas 
integrantes da Administração indireta.
 Æ PRINCÍPIOS (SERVIÇOS PÚBLICOS, LEI 8.987)
129. (FCC – 2022) Considera-se princípio inerente ao regime 
jurídico dos serviços públicos a 
a) participação na manutenção da qualidade, que indica a 
contribuição do usuário acerca da prestação do serviço 
público. 
b) continuidade do serviço público, que assegura a prestação 
do serviço, sem qualquer distinção de caráter pessoal. 
c) igualdade dentre os usuários, que reconhece privilégios à 
Administração, mas não diferencia a prestação compulsó-
ria ao usuário que o contratou. 
d) aplicabilidade da exceção do contrato, que dispensa o usuá-
rio do pagamento, caso haja ineficiência do serviço. 
e) mutabilidade do regime jurídico, que está autorizada para 
que sempre se possa adaptá-lo ao interesse público.
130. (FCC – 2022) O princípio da generalidade, quando se refere 
ao serviço público, encampa a ideia de que 
a) os serviços devem ser taxados, independentemente do 
poder aquisitivo de seus usuários e na medida de sua utili-
zação, de forma genérica e impessoal. 
b) o serviço deve ser prestado, sem interrupção, a um núme-
ro indeterminado de pessoas, independentemente de suas 
características jurídicas e pessoais. 
c) os serviços devem ser contínuos, atualizados em relação 
aos seus processos tecnológicos e globais, independente-
mente de sua natureza. 
d) o serviço deve ser prestado independentemente do poder 
aquisitivo do usuário, evitando-se o alijamento deste em 
relação ao universo da prestação do serviço. 
e) os serviços devem ser prestados com a maior amplitude 
possível e sem discriminação aos seus usuários, não se 
admitindo preferências arbitrárias.
131. (FCC – 2018) A encampação e a caducidade, no âmbito da 
delegação de serviços públicos a particulares, são 
a) expressões do princípio da continuidade dos serviços 
públicos, pois conferem ao poder concedente a prerrogati-
va de extinção dos contratos de concessão de serviço públi-
co para garantir sua adequada prestação à população. 
b) formas de rescisão bilateral dos contratos de concessão de 
serviço público que se prestam a garantia do princípio da 
continuidade dos referidos serviços, com prévio estabeleci-
mento dos critérios indenizatórios à concessionária. 
c) expressões dos princípios da supremacia do interesse 
público e da eficiência, positivados na legislação que rege as 
concessões de serviço público de forma hierarquicamente 
superior aos demais, a fim de garantir a prestação dos ser-
viços ininterruptamente. 
d) hipóteses de rescisão unilateral dos contratos de conces-
são de serviço público que dependem de prévia autorização 
legislativa, a fim de eximir o poder concedente dos impac-
tos de eventual pedido indenizatório por reequilíbrio eco-
nômico financeiro. 
e) formas de solucionar a inviabilidade de reequilíbrio econô-
mico-financeiro comprovadamente necessário nos contra-
tos de concessão, quando o poder concedente não aceite a 
via indenizatória como prioritária, na forma da lei.

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