Prévia do material em texto
D IR EI TO A D M IN IS TR A TI VO 199 b) somente pode ser prestado pelo Estado, pois é de sua titula- ridade exclusiva. c) não caracteriza propriamente um serviço público e pode, assim, ser delegado. d) pode ser prestado por particulares, em regime de direito privado, pois o Estado não detém sua titularidade exclusiva. e) pode ser repassado somente a fundações, em regime jurí- dico de direito público, em razão de sua titularidade mista. 126. (FCC – 2019) Determinados serviços públicos – como tele- fonia, fornecimento de luz e gás encanado – caracterizam-se pela possibilidade de cobrança de tarifas de seus usuários. Tal cobrança é possível, pois se trata de serviços classificados como a) uti universi. b) uti singuli. c) uti possidetis. d) ad utilitatem. e) ad valorem. 127. (FCC – 2018) Ao abordar o conceito de serviço público, dife- rentes classificações ou categorizações são apresentadas pela doutrina, a depender do prisma de análise, entre as quais se insere a divisão entre serviços públicos exclusivos e não exclu- sivos do Estado, sendo que a) os exclusivos somente podem ser prestados diretamen- te pelo Estado, não admitindo exploração por particulares mediante concessão ou delegação. b) os não exclusivos são aqueles que podem ser executados pelos particulares mediante autorização do poder público, como, por exemplo, os concernentes à saúde e educação. c) os não exclusivos são aqueles desempenhados pelo Estado em regime de exploração de atividade econômica, sujeitos à cobrança de tarifa dos usuários. d) os exclusivos são prestados em prol de toda a comunidade, ou seja, uti universi, correspondendo àqueles de natureza essencial como segurança pública. e) ambos são passíveis de prestação direta pelo poder públi- co ou exploração por particulares mediante concessão ou permissão, sendo os primeiros remunerados por tarifa e os segundos mediante taxa. 128. (FCC – 2017) Considere que determinada entidade inte- grante da Administração pública pretenda retomar a gestão de um hospital público que estava desativado num peque- no município, a fim de suprir a demanda local de saúde, que estava sendo atendida por apenas um hospital particular na região. O Ministério Público local, ciente da movimentação da Administração pública para reativação da unidade hospitalar, notificou os administradores públicos para que estes também assumissem a gestão do hospital particular, tendo em vista que a exploração do serviço público não poderia mais coexistir com a iniciativa privada. O pleito do Ministério Público é a) impertinente, tendo em vista que o serviço de saúde não é exclusivo, sendo passível de delegação para a iniciativa privada. b) impertinente, pois o serviço público de saúde, embora exclusivo do Estado, pode ser delegado à iniciativa privada para fins de exploração sem finalidade lucrativa. c) pertinente, pois a exploração de serviços públicos essen- ciais pela iniciativa privada somente é possível enquanto não se viabiliza a prestação pela Administração pública, titular direta. d) pertinente se o serviço público estivesse sendo prestado com finalidade lucrativa, tendo em vista que os serviços públicos exclusivos devem ser prestados por pessoas jurí- dicas de direito privado sem fins lucrativos. e) pertinente, pois os serviços públicos de titularidade aberta à iniciativa privada, podem ser explorados livremente, com ou sem finalidade lucrativa, desde que por pessoas jurídicas integrantes da Administração indireta. Æ PRINCÍPIOS (SERVIÇOS PÚBLICOS, LEI 8.987) 129. (FCC – 2022) Considera-se princípio inerente ao regime jurídico dos serviços públicos a a) participação na manutenção da qualidade, que indica a contribuição do usuário acerca da prestação do serviço público. b) continuidade do serviço público, que assegura a prestação do serviço, sem qualquer distinção de caráter pessoal. c) igualdade dentre os usuários, que reconhece privilégios à Administração, mas não diferencia a prestação compulsó- ria ao usuário que o contratou. d) aplicabilidade da exceção do contrato, que dispensa o usuá- rio do pagamento, caso haja ineficiência do serviço. e) mutabilidade do regime jurídico, que está autorizada para que sempre se possa adaptá-lo ao interesse público. 130. (FCC – 2022) O princípio da generalidade, quando se refere ao serviço público, encampa a ideia de que a) os serviços devem ser taxados, independentemente do poder aquisitivo de seus usuários e na medida de sua utili- zação, de forma genérica e impessoal. b) o serviço deve ser prestado, sem interrupção, a um núme- ro indeterminado de pessoas, independentemente de suas características jurídicas e pessoais. c) os serviços devem ser contínuos, atualizados em relação aos seus processos tecnológicos e globais, independente- mente de sua natureza. d) o serviço deve ser prestado independentemente do poder aquisitivo do usuário, evitando-se o alijamento deste em relação ao universo da prestação do serviço. e) os serviços devem ser prestados com a maior amplitude possível e sem discriminação aos seus usuários, não se admitindo preferências arbitrárias. 131. (FCC – 2018) A encampação e a caducidade, no âmbito da delegação de serviços públicos a particulares, são a) expressões do princípio da continuidade dos serviços públicos, pois conferem ao poder concedente a prerrogati- va de extinção dos contratos de concessão de serviço públi- co para garantir sua adequada prestação à população. b) formas de rescisão bilateral dos contratos de concessão de serviço público que se prestam a garantia do princípio da continuidade dos referidos serviços, com prévio estabeleci- mento dos critérios indenizatórios à concessionária. c) expressões dos princípios da supremacia do interesse público e da eficiência, positivados na legislação que rege as concessões de serviço público de forma hierarquicamente superior aos demais, a fim de garantir a prestação dos ser- viços ininterruptamente. d) hipóteses de rescisão unilateral dos contratos de conces- são de serviço público que dependem de prévia autorização legislativa, a fim de eximir o poder concedente dos impac- tos de eventual pedido indenizatório por reequilíbrio eco- nômico financeiro. e) formas de solucionar a inviabilidade de reequilíbrio econô- mico-financeiro comprovadamente necessário nos contra- tos de concessão, quando o poder concedente não aceite a via indenizatória como prioritária, na forma da lei.