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Enfermeira: Raquel Abreu
Cuidados a Pacientes Críticos em Unidade de Terapia Intensiva-(UTI)
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 TRANSPORTE INTRA 
E 
EXTRA -HOSPITALAR 
CONCEITO
Transporte intra-hospitalar é o encaminhamento temporário ou definitivo de clientes dentro do ambiente hospitalar por profissionais de saúde, seja para fins diagnósticos ou terapêuticos (NOGUEIRA; MARIN; CUNHA, 2005).
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 O transporte inter-hospitalar refere-se à transferência de pacientes entre unidades não hospitalares  ou  
 hospitalares de atendimento às urgências e emergências, unidades de diagnóstico, terapêutica ou outras unidades de saúde que funcionem como bases de estabilização para pacientes graves, de caráter público ou privado.
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CONCEITO
Indicação do transporte intra ou extra hospitalar
Admissão e alta hospitalar;
Realização de exames diagnósticos e de procedimentos terapêuticos e cirúrgicos;
Transferências entre leitos ou unidades de saúde; 
Encaminhamento às atividades de recreação. 
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Contraindicação do transporte
Incapacidade de manter oxigenação, ventilação e desempenho hemodinâmico durante o transporte ou permanência no local de destino pelo tempo necessário.
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Fases do transporte
Fase Preparatória :Esta fase envolve a organização e comunicação pré-transporte. 
Fase de Transferência: Compreende desde a mobilização do paciente do leito da Unidade de origem para o meio de transporte, até sua retirada do meio de transporte para a unidade receptora. 
Fase de Estabilização: Pós-Transporte:Compreende os primeiros trinta a sessenta minutos após o transporte. 
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TIPOS DE CHOQUE
Hipovolêmico 
Cardiogênico 
Séptico 
Anafilático
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 Choque é a expressão clínica da falência circulatória aguda que resulta na oferta insuficiente de oxigênio para os tecidos.
 É uma condição de alta mortalidade que deve ser identificada e tratada imediatamente. 
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Choque Hipovolêmico
É o tipo mais freqüente de choque e é causado por débito cardíaco inadequado devido à redução do volume sanguíneo. Dividido em:
Hemorrágico: pode ser relacionado ao trauma, em que há hipovolemia devido a perda de sangue e destruição tecidual. Ou não relacionado ao trauma, como ocorre no sangramento espontâneo por coagulopatia ou iatrogênico, hemoptise maciça e hemorragia digestiva.
Não hemorrágico: perda de volume pelo trato gastrointestinal (diarréia, vômitos), rins (excesso de diurético),  queimaduras ou hipertermia.
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Choque Hipovolêmico
A fisiopatologia do choque hipovolêmico é complexa e envolve diversas adaptações fisiológicas que o organismo realiza na tentativa de compensar a perda de volume sanguíneo.
Na fase compensatória, o organismo tenta manter a pressão arterial e o fluxo sanguíneo para os órgãos vitais. Isso ocorre por meio de mecanismos de vasoconstrição, liberação de hormônios e aumento da frequência cardíaca. Esses mecanismos são importantes para manter a homeostase e garantir que os órgãos vitais recebam a quantidade adequada de sangue.
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Choque Hipovolêmico
No entanto, se a perda de volume sanguíneo não for corrigida, o organismo entra na fase descompensatória. Nessa fase, ocorre hipoperfusão tecidual generalizada. Essa fase leva a uma redução na oferta de oxigênio e nutrientes para os tecidos. Isso pode levar a disfunção de múltiplos órgãos, incluindo os rins, fígado e pulmões.
Se a hipoperfusão persistir, o organismo entra na fase irreversível. Essa fase é caracterizada por lesões teciduais e disfunção orgânica grave. Quando o corpo está nessa fase, a recuperação completa pode ser difícil e muitas vezes há um risco elevado de mortalidade.
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Choque Cardiogênico
O choque cardiogênico é uma condição médica grave que ocorre quando o coração não consegue bombear sangue suficiente para atender as necessidades do corpo.
Principais causas de choque cardiogênico:
IAM
Valvopatias
ICC
Arritmias
Miocardite
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O que é choque séptico?
Choque séptico é o resultado de uma infecção que se alastra pelo corpo, rapidamente, afetando vários órgãos e que pode levar à morte. 
Quais as causas do choque séptico?
Geralmente, o choque séptico é causado por uma infecção bacteriana. Vírus e fungos também podem causar o choque séptico. As toxinas liberadas pelos agentes invasores podem causar danos graves aos tecidos e resultar em funções reduzidas dos órgãos e pressão arterial baixa.
Ter certos quadros clínicos (como um sistema imunológico enfraquecido), certos distúrbios crônicos, uma articulação ou válvula cardíaca artificial e certas anormalidades cardíacas aumenta o risco.
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choque séptico
O choque séptico pode afetar qualquer parte do organismo, como cérebro, coração, rins, intestinos e fígado.
 Os sintomas podem incluir:
tontura;
temperatura alta ou muito baixa;
tremores;
frequência cardíaca acelerada;
falta de ar;
pressão arterial baixa;
palpitações;
inquietação, letargia, agitação ou confusão;
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Quais os sintomas do choque séptico?
Como é o tratamento do choque séptico?
O choque séptico é uma emergência médica e, por isso, deve ser tratado como tal. 
As formas de tratamento são:
cirurgia;
líquidos por via intravenosa;
medicamentos para pressão arterial;
ventilação mecânica;
monitoramento hemodinâmico.
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Choque anafilático
É a forma mais grave de reação de hipersensibilidade (alergia), desencadeada por diversos agentes como drogas, alimentos e contrastes radiológicos. Os sinais e sintomas podem ter início após segundos à exposição ao agente ou até uma hora depois. A avaliação e o tratamento imediatos são fundamentais para evitar a morte.
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Principais causas:
venenos: abelhas, marimbondos, vespas, etc;
medicamentos: alguns antibióticos, como a penicilina, alguns antiinflamatórios, anestésicos, contrastes contendo iodo, insulina, entre outros;
alimentos: camarão, mariscos, frutos do mar, amendoim, dentre outros;
latex: derivados da borracha, como luvas.
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Choque anafilático
Sintomas:
Sensação de desmaio;
 Pulso rápido;
Dificuldade de respiração, incluindo chiados no peito, tosse;
Náusea e vômito;
Dor no estômago;
Inchaço nos lábios, língua ou garganta;
Placas altas e com coceira na pele (urticária);
Pele pálida, fria e úmida;
Tontura, confusão mental, perda da consciência;
Parada cardíaca.
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Choque anafilático
Tratamento:
O tratamento do choque anafilático deve ser iniciado com rapidez nos serviços de saúde de urgência e emergência. É importante saber que, apesar de ser uma situação de emergência, é controlável e reversível desde que diagnosticada e tratada a tempo. O esclarecimento e a correta orientação do paciente e de seus familiares, bem como a prevenção, constituem o melhor tratamento da anafilaxia, reduzindo sua mortalidade.
Prevenção:
A principal medida para prevenir a anafilaxia é bloquear o contato com os elementos que podem desencadear a reação alérgica, como alimentos, medicamentos, produtos químicos ou insetos.
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Referência Bibliográfica
 https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2010/res0007_24_02_2010.html
 APIASSÚ, André Miguel. Transporte Intra-Hospitalar de Pacientes Graves. Revista Brasileira de Terapia Intensiva, V. 17, N. 3, Julho/Setembro 2005, p 210-220.
 LACERDA, Marcio Augusto; CRUVINEL, Marcos Guilherme Cunha; SILVA, Waston Vieira. Transporte de Paciente: Intra-hospitalar e Inter-hospitalar. Curso de educação à distância em Anestesiologia. Capítulo 6:105-123. 2006.
Associação Brasileira de Alergia e Imunologia – ASBAIRevista da Associação Médica Brasileira
https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/medicina-de-cuidados-cr%C3%ADticos/sepse-e-choque-s%C3%A9ptico/sepse-e-choque-s%C3%A9ptico
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