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Enfermeira: Raquel Abreu Cuidados a Pacientes Críticos em Unidade de Terapia Intensiva-(UTI) 1 2 TRANSPORTE INTRA E EXTRA -HOSPITALAR CONCEITO Transporte intra-hospitalar é o encaminhamento temporário ou definitivo de clientes dentro do ambiente hospitalar por profissionais de saúde, seja para fins diagnósticos ou terapêuticos (NOGUEIRA; MARIN; CUNHA, 2005). 3 O transporte inter-hospitalar refere-se à transferência de pacientes entre unidades não hospitalares ou hospitalares de atendimento às urgências e emergências, unidades de diagnóstico, terapêutica ou outras unidades de saúde que funcionem como bases de estabilização para pacientes graves, de caráter público ou privado. 4 CONCEITO Indicação do transporte intra ou extra hospitalar Admissão e alta hospitalar; Realização de exames diagnósticos e de procedimentos terapêuticos e cirúrgicos; Transferências entre leitos ou unidades de saúde; Encaminhamento às atividades de recreação. 5 Contraindicação do transporte Incapacidade de manter oxigenação, ventilação e desempenho hemodinâmico durante o transporte ou permanência no local de destino pelo tempo necessário. 6 Fases do transporte Fase Preparatória :Esta fase envolve a organização e comunicação pré-transporte. Fase de Transferência: Compreende desde a mobilização do paciente do leito da Unidade de origem para o meio de transporte, até sua retirada do meio de transporte para a unidade receptora. Fase de Estabilização: Pós-Transporte:Compreende os primeiros trinta a sessenta minutos após o transporte. 7 TIPOS DE CHOQUE Hipovolêmico Cardiogênico Séptico Anafilático 8 Choque é a expressão clínica da falência circulatória aguda que resulta na oferta insuficiente de oxigênio para os tecidos. É uma condição de alta mortalidade que deve ser identificada e tratada imediatamente. 9 Choque Hipovolêmico É o tipo mais freqüente de choque e é causado por débito cardíaco inadequado devido à redução do volume sanguíneo. Dividido em: Hemorrágico: pode ser relacionado ao trauma, em que há hipovolemia devido a perda de sangue e destruição tecidual. Ou não relacionado ao trauma, como ocorre no sangramento espontâneo por coagulopatia ou iatrogênico, hemoptise maciça e hemorragia digestiva. Não hemorrágico: perda de volume pelo trato gastrointestinal (diarréia, vômitos), rins (excesso de diurético), queimaduras ou hipertermia. 10 Choque Hipovolêmico A fisiopatologia do choque hipovolêmico é complexa e envolve diversas adaptações fisiológicas que o organismo realiza na tentativa de compensar a perda de volume sanguíneo. Na fase compensatória, o organismo tenta manter a pressão arterial e o fluxo sanguíneo para os órgãos vitais. Isso ocorre por meio de mecanismos de vasoconstrição, liberação de hormônios e aumento da frequência cardíaca. Esses mecanismos são importantes para manter a homeostase e garantir que os órgãos vitais recebam a quantidade adequada de sangue. 11 Choque Hipovolêmico No entanto, se a perda de volume sanguíneo não for corrigida, o organismo entra na fase descompensatória. Nessa fase, ocorre hipoperfusão tecidual generalizada. Essa fase leva a uma redução na oferta de oxigênio e nutrientes para os tecidos. Isso pode levar a disfunção de múltiplos órgãos, incluindo os rins, fígado e pulmões. Se a hipoperfusão persistir, o organismo entra na fase irreversível. Essa fase é caracterizada por lesões teciduais e disfunção orgânica grave. Quando o corpo está nessa fase, a recuperação completa pode ser difícil e muitas vezes há um risco elevado de mortalidade. 12 Choque Cardiogênico O choque cardiogênico é uma condição médica grave que ocorre quando o coração não consegue bombear sangue suficiente para atender as necessidades do corpo. Principais causas de choque cardiogênico: IAM Valvopatias ICC Arritmias Miocardite 13 O que é choque séptico? Choque séptico é o resultado de uma infecção que se alastra pelo corpo, rapidamente, afetando vários órgãos e que pode levar à morte. Quais as causas do choque séptico? Geralmente, o choque séptico é causado por uma infecção bacteriana. Vírus e fungos também podem causar o choque séptico. As toxinas liberadas pelos agentes invasores podem causar danos graves aos tecidos e resultar em funções reduzidas dos órgãos e pressão arterial baixa. Ter certos quadros clínicos (como um sistema imunológico enfraquecido), certos distúrbios crônicos, uma articulação ou válvula cardíaca artificial e certas anormalidades cardíacas aumenta o risco. 14 choque séptico O choque séptico pode afetar qualquer parte do organismo, como cérebro, coração, rins, intestinos e fígado. Os sintomas podem incluir: tontura; temperatura alta ou muito baixa; tremores; frequência cardíaca acelerada; falta de ar; pressão arterial baixa; palpitações; inquietação, letargia, agitação ou confusão; 15 Quais os sintomas do choque séptico? Como é o tratamento do choque séptico? O choque séptico é uma emergência médica e, por isso, deve ser tratado como tal. As formas de tratamento são: cirurgia; líquidos por via intravenosa; medicamentos para pressão arterial; ventilação mecânica; monitoramento hemodinâmico. 16 Choque anafilático É a forma mais grave de reação de hipersensibilidade (alergia), desencadeada por diversos agentes como drogas, alimentos e contrastes radiológicos. Os sinais e sintomas podem ter início após segundos à exposição ao agente ou até uma hora depois. A avaliação e o tratamento imediatos são fundamentais para evitar a morte. 17 Principais causas: venenos: abelhas, marimbondos, vespas, etc; medicamentos: alguns antibióticos, como a penicilina, alguns antiinflamatórios, anestésicos, contrastes contendo iodo, insulina, entre outros; alimentos: camarão, mariscos, frutos do mar, amendoim, dentre outros; latex: derivados da borracha, como luvas. 18 Choque anafilático Sintomas: Sensação de desmaio; Pulso rápido; Dificuldade de respiração, incluindo chiados no peito, tosse; Náusea e vômito; Dor no estômago; Inchaço nos lábios, língua ou garganta; Placas altas e com coceira na pele (urticária); Pele pálida, fria e úmida; Tontura, confusão mental, perda da consciência; Parada cardíaca. 19 Choque anafilático Tratamento: O tratamento do choque anafilático deve ser iniciado com rapidez nos serviços de saúde de urgência e emergência. É importante saber que, apesar de ser uma situação de emergência, é controlável e reversível desde que diagnosticada e tratada a tempo. O esclarecimento e a correta orientação do paciente e de seus familiares, bem como a prevenção, constituem o melhor tratamento da anafilaxia, reduzindo sua mortalidade. Prevenção: A principal medida para prevenir a anafilaxia é bloquear o contato com os elementos que podem desencadear a reação alérgica, como alimentos, medicamentos, produtos químicos ou insetos. 20 Referência Bibliográfica https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2010/res0007_24_02_2010.html APIASSÚ, André Miguel. Transporte Intra-Hospitalar de Pacientes Graves. Revista Brasileira de Terapia Intensiva, V. 17, N. 3, Julho/Setembro 2005, p 210-220. LACERDA, Marcio Augusto; CRUVINEL, Marcos Guilherme Cunha; SILVA, Waston Vieira. Transporte de Paciente: Intra-hospitalar e Inter-hospitalar. Curso de educação à distância em Anestesiologia. Capítulo 6:105-123. 2006. Associação Brasileira de Alergia e Imunologia – ASBAIRevista da Associação Médica Brasileira https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/medicina-de-cuidados-cr%C3%ADticos/sepse-e-choque-s%C3%A9ptico/sepse-e-choque-s%C3%A9ptico 21 image2.jpeg image3.jpeg image4.jpeg image5.jpeg