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Professor(a) Me. Bárbara Peixoto de Araujo
ÉTICA E LEGISLAÇÃO PARA 
ARQUITETURA E URBANISMO
REITORIA Prof. Me. Gilmar de Oliveira
DIREÇÃO ADMINISTRATIVA Prof. Me. Renato Valença 
DIREÇÃO DE ENSINO PRESENCIAL Prof. Me. Daniel de Lima
DIREÇÃO DE ENSINO EAD Profa. Dra. Giani Andrea Linde Colauto 
DIREÇÃO FINANCEIRA Eduardo Luiz Campano Santini
DIREÇÃO FINANCEIRA EAD Guilherme Esquivel
COORDENAÇÃO DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO Profa. Ma. Luciana Moraes
COORDENAÇÃO ADJUNTA DE ENSINO Profa. Dra. Nelma Sgarbosa Roman de Araújo
COORDENAÇÃO ADJUNTA DE PESQUISA Profa. Ma. Luciana Moraes
COORDENAÇÃO ADJUNTA DE EXTENSÃO Prof. Me. Jeferson de Souza Sá
COORDENAÇÃO DO NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA Prof. Me. Jorge Luiz Garcia Van Dal
COORDENAÇÃO DE PLANEJAMENTO E PROCESSOS Prof. Me. Arthur Rosinski do Nascimento
COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA EAD Profa. Ma. Sônia Maria Crivelli Mataruco
COORDENAÇÃO DO DEPTO. DE PRODUÇÃO DE MATERIAIS DIDÁTICOS Luiz Fernando Freitas
REVISÃO ORTOGRÁFICA E NORMATIVA Beatriz Longen Rohling 
 Carolayne Beatriz da Silva Cavalcante
 Caroline da Silva Marques 
 Eduardo Alves de Oliveira
 Jéssica Eugênio Azevedo
 Marcelino Fernando Rodrigues Santos
PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO Bruna de Lima Ramos
 Hugo Batalhoti Morangueira
 Vitor Amaral Poltronieri
ESTÚDIO, PRODUÇÃO E EDIÇÃO André Oliveira Vaz 
DE VÍDEO Carlos Firmino de Oliveira 
 Carlos Henrique Moraes dos Anjos
 Kauê Berto
 Pedro Vinícius de Lima Machado
 Thassiane da Silva Jacinto 
 
FICHA CATALOGRÁFICA
 Dados Internacionais de Catalogação na Publicação - CIP
A663e Araújo, Bárbara Peixoto de
 Ética e legislação para arquitetura e urbanismo / Bárbara
 Peixoto de Araújo. Paranavaí: EduFatecie, 2024.
 89 p.: il. Color.
 ISBN: 978-65-5433-092-3
 1. Arquitetos – Ética profissional . 2. Urbanistas – Ética 
 profissional. 3.. Arquitetos – Estatuto legal, leis, etc. - Brasil
 4. Urbanistas - Estatuto legal, leis, etc. - Brasil
 I. Centro Universitário UniFatecie.II. Núcleo de Educação a
 a Distância. III. Título. 
 CDD: 23. ed. 174.972
 Catalogação na publicação: Zineide Pereira dos Santos – CRB 9/1577
As imagens utilizadas neste material didático 
são oriundas do banco de imagens 
Shutterstock .
2023 by Editora Edufatecie. Copyright do Texto C 2023. Os autores. Copyright C Edição 2023 Editora Edufatecie.
O conteúdo dos artigos e seus dados em sua forma, correção e confiabilidade são de responsabilidade exclusiva
dos autores e não representam necessariamente a posição oficial da Editora Edufatecie. Permitido o download da 
obra e o compartilhamento desde que sejam atribuídos créditos aos autores, mas sem a possibilidade de alterá-la 
de nenhuma forma ou utilizá-la para fins comerciais.
https://www.shutterstock.com/pt/
3
Professor(a) Me. Bárbara Peixoto de Araujo
• Mestre em Tecnologias Limpas (UniCesumar); 
• Bacharel em Arquitetura e Urbanismo (FEITEP); 
• Professora de Graduação EaD (FEITEP);
• Professora de Graduação Presencial (FEITEP);
Atua como professora universitária nas disciplinas de desenho técnico e projeto 
arquitetônico. Além disso, trabalha como arquiteta em escritório de arquitetura e engenharia, 
na idealização de projetos e execução de obras. Quanto à área de pesquisa, possui ênfase 
em ecoeficiência urbana, e estuda a relação pessoa-ambiente sobre os espaços verdes da 
cidade de Maringá/PR.
CURRÍCULO LATTES: https://lattes.cnpq.br/3441601720289443 
AUTOR
https://lattes.cnpq.br/3441601720289443
4
Olá futuro arquiteto(a) e urbanista!
Seja muito bem-vindo(a) ao empolgante mundo ético e legal da arquitetura e 
urbanismo! É uma honra tê-lo(a) aqui conosco. Ao nos prepararmos para explorar esse 
universo fascinante, estou entusiasmado(a) com as inúmeras vidas que serão impactadas 
e as descobertas surpreendentes que faremos juntos.
Quando falamos sobre ética, a conduta humana desempenha um papel crucial. 
Nossas escolhas e ações estão diretamente relacionadas às teorias de grandes pensadores, 
como Aristóteles, que nos introduziu à importante correlação entre o agir “moralmente 
correto” e a cultura em que estamos inseridos. É fundamental compreendermos como 
nossas decisões éticas impactam nossa sociedade e o mundo ao nosso redor.
Nessa jornada de conhecimento, mergulharemos profundamente nos princípios 
éticos que norteiam a arquitetura e o urbanismo. Iniciaremos com a Unidade I, na qual 
abordaremos os conceitos e contextualizações que formam o que compreendemos como 
ética e moral. Vamos desmistificar a relação entre essas duas palavras, compreendendo 
suas nuances e diferenças.
Na Unidade II, adentraremos o universo das leis que regem as condutas morais e 
garantem a imparcialidade e uniformidade das ações, impactando toda uma comunidade. 
Entenderemos como as implicações éticas de nossas ações nos preparam para seguir os 
desígnios da lei, contribuindo para o desenvolvimento de espaços mais humanos, inclusivos 
e empáticos.
A Unidade III será dedicada aos conceitos de Aristóteles, que busca relacionar o 
ser humano na necessidade de convívio em grupo, explorando o conceito de “homem, um 
ser político” e sua relação com a sociedade em que está inserido. Compreenderemos como 
essas ideias podem moldar nossa atuação como arquitetos e urbanistas.
Encerraremos nossa jornada com a Unidade IV, focada no código de ética do 
arquiteto e urbanista, que rege nossas condutas no mercado de trabalho. Analisaremos 
as responsabilidades profissionais e os padrões éticos que devemos seguir para atuar de 
forma íntegra e responsável.
APRESENTAÇÃO DO MATERIAL
5
Prepare-se para participar de debates estimulantes, explorar conceitos desafiadores 
e se aprofundar em reflexões sobre a responsabilidade que temos como arquitetos 
e urbanistas na construção do mundo em que vivemos. Nossa expectativa é que você 
encontre inspiração e motivação para se tornar um profissional comprometido com a ética 
e o bem-estar da sociedade.
Estamos ansiosos para compartilhar conhecimentos, desafiar nossos horizontes e 
construir juntos um futuro mais promissor e consciente na área da arquitetura e urbanismo. 
E então, está preparado(a)? Vamos começar essa jornada incrível! Que essa experiência 
seja enriquecedora para sua formação acadêmica e sua trajetória profissional.
Bons estudos, Profª Bárbara Peixoto
6
UNIDADE 4
Código de ética do arquiteto e urbanista
Homem, um ser político
UNIDADE 3
Introdução a legislação
UNIDADE 2
Introdução: a ética e a moral
UNIDADE 1
SUMÁRIO
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .que trata da prevenção de riscos ambientais, e a NR 
10, que estabelece as diretrizes para a segurança em instalações e serviços em eletricidade 
(MORAES JR., 2017; MAAS et. al, 2018).
A ergonomia, que é o estudo da interação entre o ser humano e o ambiente de 
trabalho, é uma área que se beneficia diretamente da NR 17 que estabelece diretrizes 
para a adaptação das condições de trabalho às características físicas e psicológicas dos 
trabalhadores, visando a prevenção de lesões e doenças ocupacionais, atuando na melhora 
do desempenho das atividades (MORAES JR., 2017).
A observância das NRs não apenas garante a segurança e saúde dos trabalhadores, 
mas também é um requisito legal para a obtenção de alvarás e licenças para construção 
e operação de edificações. Ou seja, é essencial que os profissionais de arquitetura e 
urbanismo estejam atualizados e atentos às normas regulamentadoras em suas atividades.
LEGISLAÇÃO APLICADA À 
ARQUITETURA E URBANISMO: 
PANORAMA GERAL3
TÓPICO
37INTRODUÇÃO A LEGISLAÇÃOUNIDADE 2
O Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU) é uma autarquia federal responsável 
pela fiscalização e regulamentação do exercício da profissão de arquiteto e urbanista no 
Brasil. O CAU tem como base legal a Lei n.º 12.378/2010, que regulamenta o exercício da 
Arquitetura e Urbanismo no país e estabelece as atribuições profissionais do arquiteto e 
urbanista (BRASIL, 2016).
O Conselho se orienta através de três princípios fundamentais, sendo: (1) 
MISSÃO: “Promover Arquitetura e Urbanismo para Todos”; (2) VISÃO: “Ser reconhecido 
como referência na defesa e fomento das boas práticas em Arquitetura e Urbanismo” e, 
(3) PERSPECTIVA: “Impactar significativamente o planejamento e gestão do território e 
valorizar a Arquitetura e o Urbanismo” (BRASIL, 2016).
As três principais competências do Conselho Federal são apresentadas na Figura 
3, possui cinco comissões ordinárias e quatro comissões especiais.
38INTRODUÇÃO A LEGISLAÇÃOUNIDADE 2
FIGURA 3: PRINCIPAIS COMPETÊNCIAS DO CONSELHO FEDERAL (CAU/BR).
Fonte: Elaborado pela autora com base no CAU/BR (2016).
Além disso, o arquiteto e urbanista deve estar sempre atualizado sobre as leis e 
normas que regem sua profissão, tais como o Código de Ética e Deontologia do CAU, as leis 
de parcelamento do solo urbano, as normas técnicas da ABNT e às leis ambientais, entre 
outras. É fundamental que o profissional tenha conhecimento sobre essas leis e normas 
para que possa exercer sua profissão de forma ética e legal, garantindo a qualidade e 
segurança das obras e empreendimentos que projetar e executar.
O CAU surgiu, portanto, com finalidade de atender as antigas demandas dos 
profissionais, a fim de possuírem um conselho adequado, definindo os próprios rumos da 
profissão. A principal função do CAU se dá por “regular o exercício da profissão de arquiteto 
e urbanista no Brasil, defendendo o interesse e a segurança da sociedade como um todo”, 
possuindo ainda como obrigação “zelar pela fiel observância dos princípios de ética e disciplina 
da classe em todo o território nacional, bem como pugnar pelo aperfeiçoamento do exercício da 
arquitetura e urbanismo” (§ 1º do art. 24 da Lei n.º 12.378/2010) (BRASIL, 2016).
Por ora, é importante compreender o papel do CAU! Mas, calma caro aluno(a), 
pois, estudar sobre o Conselho que rege os principais parâmetros da nossa profissão é 
primordial, e por isso, na unidade IV deste livro iremos aprofundar ainda mais os nossos 
conhecimentos sobre o CAU.
MORALIDADE 
LEGAL4
TÓPICO
39INTRODUÇÃO A LEGISLAÇÃOUNIDADE 2
A moralidade legal se refere ao conjunto de valores éticos que orientam a criação 
e aplicação das leis em uma sociedade. Esses valores incluem justiça, igualdade, 
responsabilidade, entre outros, e são fundamentais para garantir que as leis sejam justas e 
imparciais para todos os membros da sociedade (VÁZQUEZ, 2012).
No entanto, o relativismo moral argumenta que a moralidade não é universal e que 
os valores éticos podem variar entre culturas e sociedades. Isso significa que as leis e os 
valores éticos que fundamentam essas leis podem variar de acordo com o contexto cultural 
e histórico ao qual o homem esteja inserido (VÁZQUEZ, 2012).
4.1 A moralidade na filosofia 
O relativismo da moral é uma corrente filosófica que defende que não existem 
valores morais objetivos e universais, mas sim que os valores morais são relativos a cada 
cultura, sociedade ou indivíduo. Essa posição filosófica tem importantes implicações para 
a nossa compreensão da moralidade e da ética, uma vez que questiona a existência de 
um conjunto de valores morais absolutos e universais que possam ser aplicados a todas as 
situações e contextos (VÁZQUEZ, 2012).
Estudar, neste contexto, a filosofia, permite que compreendamos as diferentes 
teorias éticas e morais que existem, incluindo o relativismo moral, e que possamos avaliar 
criticamente essas teorias à luz de argumentos e evidências. Além disso, nos ajuda a 
desenvolver habilidades críticas e argumentativas que são fundamentais para o exercício 
da cidadania e para a tomada de decisões éticas e responsáveis em nossa vida pessoal e 
profissional (SÁ, 2010; VÁZQUEZ, 2012).
40INTRODUÇÃO A LEGISLAÇÃOUNIDADE 2
A moralidade aristotélica, por exemplo, é baseada na ideia de que o objetivo final 
da vida humana é alcançar a felicidade, ou eudaimonia, que é alcançada através da prática 
da virtude. Segundo Aristóteles, a virtude é um hábito adquirido através da prática repetida 
de ações virtuosas (CAEIRO, 2017).
Existem duas categorias de virtudes na ética aristotélica: as virtudes éticas e as 
virtudes intelectuais. As virtudes éticas estão relacionadas com as emoções e os desejos, 
e incluem a coragem, a temperança, a generosidade e a justiça. Já as virtudes intelectuais 
estão relacionadas com o conhecimento e a razão, e incluem a sabedoria, a prudência e a 
compreensão (VÁZQUEZ, 2012; CAEIRO, 2017).
Aristóteles também acreditava que a moralidade não pode ser ensinada apenas 
através de teorias ou princípios abstratos, mas deve ser aprendida através da prática e do 
exemplo. Ele defendia que os pais e a sociedade devem ensinar as crianças a praticar a 
virtude desde cedo, e que a virtude deve ser recompensada e valorizada pela sociedade 
como um todo (CAEIRO, 2017).
Compreendemos, portanto, que a moralidade aristotélica é baseada na ideia de 
que a felicidade pode ser alcançada através da prática da virtude, que é adquirida através 
da repetição de ações virtuosas (VÁZQUEZ, 2012; CAEIRO, 2017).
4.2 Moralidade: observância ao profissional arquiteto e urbanista
A análise da moralidade legal pode ser especialmente relevante para arquitetos e 
urbanistas, já que as leis e regulamentações que regem o planejamento e a construção de 
edifícios e cidades podem variar amplamente entre países e culturas. Por exemplo, algumas 
culturas podem valorizar a sustentabilidade ambiental e incentivar práticas de construção 
e planejamento urbano que levam em consideração a preservação ambiental, enquanto 
outras podem enfatizar a utilidade e funcionalidade dos espaços construídos. (VÁZQUEZ, 
2012; CAU/BR, 2015; BRASIL, 2016; CAEIRO, 2017).
Ao mesmo tempo, as leis e regulamentações também são fundamentais para 
orientar as decisões dos arquitetos e urbanistas, fornecendo diretrizes para a construção 
e uso de edifícios e espaços públicos. A exemplo: as leis de zoneamento podem orientar 
o tamanho e o uso dos edifícios, enquanto as leis de acessibilidade podem garantir que 
os espaços públicos sejam acessíveis a todas as pessoas, independentemente de sua 
capacidade física (CAU/BR, 2015; BRASIL, 2016).
É importante lembrar, que as leis e regulamentações podem ser influenciadas por 
fatores políticos e econômicos, e nem sempre refletem os valores éticos universais que 
fundamentam a moralidade legal.
https://www.estantevirtual.com.br/livros/antonio-de-castro-caeiro
https://www.estantevirtual.com.br/livros/antonio-de-castro-caeirohttps://www.estantevirtual.com.br/livros/antonio-de-castro-caeiro
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https://www.estantevirtual.com.br/livros/antonio-de-castro-caeiro
41INTRODUÇÃO A LEGISLAÇÃOUNIDADE 2
Por isso, segundo o CAU/BR (2015) os arquitetos e urbanistas devem estar atentos 
às possíveis tensões entre as leis e regulamentações e os valores éticos universais que 
devem orientar o planejamento e a construção de espaços públicos.
Nesse sentido, é importante que os arquitetos e urbanistas estejam comprometidos 
com a ética profissional e busquem sempre considerar os valores universais da justiça, 
igualdade, responsabilidade e sustentabilidade ambiental em suas decisões. Isso pode 
envolver, por exemplo, buscar soluções criativas e inovadoras que permitam conciliar as 
exigências das leis e regulamentações com os valores éticos universais, bem como engajar 
as comunidades locais na definição das prioridades e necessidades para o planejamento e 
construção de espaços públicos (CAU/BR, 2015; BRASIL, 2016).
Concluímos, portanto, que a moralidade legal, o relativismo moral e as leis são fatores 
importantes que influenciam a prática do arquiteto e urbanista, e devem ser considerados 
cuidadosamente em cada projeto e tomada de decisão. Ao buscar um equilíbrio entre os 
valores éticos universais e as leis e regulamentações locais, os arquitetos e urbanistas 
podem contribuir para o desenvolvimento de espaços públicos mais justos, equitativos e 
sustentáveis para todas as pessoas.
42INTRODUÇÃO A LEGISLAÇÃOUNIDADE 2
“Sem o seu trabalho o homem não tem honra, e sem a sua honra se morre, se mata. Não dá pra ser feliz”
Fonte: (GONZAGUINHA, 1981).
“Os acidentes não acontecem simplesmente, mas são consequências de diversos fatores pré-existentes”
Fonte: (IIDA, 2005).
O Código de Ética do Arquiteto e Urbanista é um documento elaborado pelo Conselho de Arquitetura e 
Urbanismo (CAU) que estabelece os princípios éticos e normas de conduta que devem nortear a atuação 
profissional dos arquitetos e urbanistas no Brasil.
Entre os princípios éticos estabelecidos no código estão a responsabilidade social e ambiental, o respeito 
à legislação e aos direitos autorais, a transparência e a honestidade no exercício da profissão, além da 
valorização da cultura, da história e da identidade dos lugares onde se atua.
O objetivo do Código de Ética é garantir a qualidade e a integridade dos serviços prestados pelos arquitetos 
e urbanistas, além de preservar a imagem e a reputação da profissão perante a sociedade.
O documento é disponibilizado online na plataforma do CAU, através do link: https://www.caubr.gov.br/
wp-content/uploads/2015/08/Etica_CAUBR_06_2015_WEB.pdf visite o site e conheça mais sobre as con-
dutas éticas do profissional arquiteto e urbanista.
 https://www.caubr.gov.br/wp-content/uploads/2015/08/Etica_CAUBR_06_2015_WEB.pdf
 https://www.caubr.gov.br/wp-content/uploads/2015/08/Etica_CAUBR_06_2015_WEB.pdf
43INTRODUÇÃO A LEGISLAÇÃOUNIDADE 2
Finalizamos a segunda unidade! Esperamos que você tenha aproveitado ao máximo 
todo o conhecimento que foi apresentado. É importante lembrar que os estudos sobre esses 
temas não terminam aqui. Agora é o momento de buscar mais informações em sites, revistas, 
artigos científicos, livros e vídeos, para enriquecer ainda mais sua compreensão sobre o assunto!
É fundamental entender que a legislação e as normas regulamentadoras estão 
diretamente ligadas à conduta social, pois visam garantir direitos, bem-estar e qualidade de 
vida dos seres humanos. Esses conceitos se relacionam com a sociedade e o homem, que 
deve seguir requisitos e atribuições aos serviços e produtos.
Como futuros arquitetos e urbanistas, nossa missão é compreender o universo que 
cerca a sociedade, assimilando os conceitos sobre a legislação e compreendendo como 
são formadas as condutas que garantem a qualidade de trabalho em todos os aspectos, 
especialmente no universo da arquitetura.
Agradeço pela companhia até aqui e até a próxima unidade, Abraço!
CONSIDERAÇÕES FINAIS
44INTRODUÇÃO A LEGISLAÇÃOUNIDADE 2
MATERIAL COMPLEMENTAR
FILME/VÍDEO
• Título: Tempos Modernos
• Ano: 1936
• Sinopse: Um filme de comédia dramática de 1936, dirigido por 
Charlie Chaplin, que também estrela no papel principal. O filme 
segue as aventuras do personagem de Chaplin, um trabalhador 
de uma linha de montagem em uma fábrica que é afetado pelo 
estresse e pelas condições desumanas do trabalho moderno. Ele 
acaba perdendo o emprego e, depois de um tempo na prisão, 
encontra uma jovem órfã e juntos tentam sobreviver na cidade. 
O filme é um comentário sobre a era industrial e a vida urbana do 
período, além de abordar questões sociais e políticas relevantes da 
época. “Tempos Modernos” é considerado um clássico do cinema 
mudo e um dos mais importantes filmes de Chaplin.
• Link do vídeo: (288) Charlie Chaplin Tempos Modernos 
(Dublado) | Versão Brasileira - Herbert Richers - YouTube
LIVRO
• Título: Ergonomia Prática
• Autor: Jan Dul e Bernard Weerdmeester
• Editora: Blucher
• Sinopse: É um guia completo sobre a aplicação da ergonomia no 
design de produtos e sistemas, com exemplos práticos e estratégias 
para melhorar a saúde e segurança dos usuários. É uma leitura 
essencial para profissionais da arquitetura e urbanismo, que visam 
a saúde e segurança ocupacional.
https://www.youtube.com/watch?v=fCkFjlR7-JQ
https://www.youtube.com/watch?v=fCkFjlR7-JQ
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Plano de Estudos
• Cidadania;
• Cidadania: recortes sociais contemporâneos;
• Cultura da construção humana;
• Trabalho e realização.
Objetivos da Aprendizagem
• Compreender a evolução do atual conceito de cidadania na 
história;
• Analisar a construção da diversidade social, através das parcelas 
que moldam a riqueza cultural brasileira;
• Conceituar e contextualizar cultura, como ingrediente essencial 
da evolução humana enquanto indivíduo e sociedade;
• Estabelecer a importância do trabalho, como agente 
transformador da realidade e da inquietação por novas conquistas 
e evoluções.
Professor(a) Me.Bárbara Peixoto de Araujo
HOMEM, UM SER HOMEM, UM SER 
POLÍTICOPOLÍTICO
UNIDADEUNIDADE3
46HOMEM, UM SER POLÍTICOUNIDADE 3
INTRODUÇÃO
Olá, estudante! Bem-vindo(a) de volta!
Estamos começando mais uma unidade da nossa disciplina de Ética e Legislação 
para Arquitetura e Urbanismo. Nela, nós vamos conhecer um pouco melhor sobre a relação 
da filosofia e a ética, voltada ao entendimento da construção da cultura humana, desde o 
entendimento do homem como ser político de Aristóteles. Para isso, esta unidade conta 
com quatro tópicos, organizados da seguinte maneira:
No Tópico 1, o qual chamamos Cidadania, constam conceitos e abordagens sobre 
a responsabilidade individual, as ideias de cidadão e de cidade-estado, compreendendo 
as relações sociais contidas nestas definições e os impactos quando projetadas as 
consequências ao coletivo. Desta forma, juntos vamos compreender a relação do homem, 
filosofia, ética e a formação da cidadania.
Para a segunda unidade, Cidadania: recortes sociais contemporâneos, buscaremos 
primeiramente compreender brevementesobre os nichos que compõem a riqueza da 
diversidade cultural, social e étnica brasileira. Já para o terceiro tópico, chamado Cultura da 
construção humana, buscamos evidenciar a natureza da cultura que envolve o ser humano 
e determina suas relações a partir da evolução da espécie. Juntos compreenderemos que 
o indivíduo busca se desenvolver em alvo a conquistas, pessoais e coletivas.
Continuando as discussões, no quarto tópico, denominado Trabalho e realização, 
aproximaremos ainda mais os campos da filosofia e da arquitetura e urbanismo e seremos 
convidados a pensar sobre posturas éticas no exercício da profissão, como o trabalho é 
determinante no desenvolvimento de habilidades e criatividade, que evolui a cada conquista 
humana, transformando a realidade atual e futura.
Esperamos que você aproveite o caminho!
Vem comigo, Bons Estudos ;)
CIDADANIA1
TÓPICO
47HOMEM, UM SER POLÍTICOUNIDADE 3
Para que possamos compreender a relação do ser humano e a vivência em 
comunidade, primeiramente precisamos aprender sobre o conceito de cidadania e sua 
origem. Do latim “civitas”, que significa “cidade”, cidadania era um conceito fundamental 
na antiga Roma, onde os cidadãos tinham certos direitos e responsabilidades dentro da 
estrutura política e social da cidade (BITTAR, 2004).
No contexto romano, a cidadania conferia uma série de privilégios e direitos aos 
seus detentores, como o direito de participar nas assembleias populares, de votar, de ocupar 
cargos públicos e de receber proteção legal. No entanto, nem todos os residentes de Roma 
eram considerados cidadãos, pois havia uma distinção entre cidadãos e não cidadãos, 
como estrangeiros e escravos (ARANHA, 1993).
Ao longo da história, o conceito de cidadania evoluiu 
e expandiu-se para além do contexto da cidade-estado 
romana (ARANHA, 1993). Com o surgimento dos Estados 
modernos e a consolidação do sistema democrático, a 
cidadania adquiriu um significado mais amplo, abrangendo 
os direitos e deveres dos indivíduos como membros de 
uma nação ou Estado soberano (MARCON, 2017).
De acordo com a Justiça do Estado do Paraná (s.d), no 
contexto jurídico, o termo “cidadão” se refere a uma pessoa 
que possui plenitude dos direitos civis e políticos concedidos 
por um Estado. Em uma definição mais abrangente, o conceito 
de cidadania engloba a condição de ser um cidadão, o que 
implica ser titular de direitos e responsabilidades.
48HOMEM, UM SER POLÍTICOUNIDADE 3
Atualmente, a cidadania é considerada um princípio fundamental na organização das 
sociedades democráticas. Ela implica tanto direitos quanto responsabilidades, garantindo 
aos cidadãos a igualdade perante a lei, o direito de participação política, o acesso a serviços 
públicos e a proteção do Estado (BITTAR, 2004).
1.1 Homem, um ser político
A ideia de que os seres humanos são por natureza seres políticos tem sido 
amplamente discutida e debatida desde Aristóteles, uma vez que implica que os seres 
humanos são dotados de uma natureza social, que os leva a buscar a convivência em 
comunidades organizadas (ARANHA, 1993). Essa natureza social está fundamentalmente 
ligada à capacidade humana de raciocínio, linguagem e troca de ideias. Diferentemente 
de outros animais, os seres humanos possuem a habilidade de deliberar sobre questões 
coletivas, tomar decisões e construir instituições políticas (MARCONDES, 2007).
A dimensão política do homem é evidente nas formas de organização social que 
ele desenvolveu ao longo da história, como a cidade-estado grega, a república romana, as 
democracias modernas e outras estruturas políticas. Essas formas de governo são reflexo 
da necessidade humana de buscar a justiça, a ordem e o bem comum (ARANHA, 1993).
De acordo com Aristóteles (1991), ser um ser político envolve a capacidade de formar 
opiniões, debater ideias, buscar o consenso e resolver conflitos por meio de processos políticos. 
A política é uma arena em que os seres humanos expressam suas visões de mundo, defendem 
seus interesses e buscam construir sociedades mais justas e igualitárias.
No entanto, é importante ressaltar que ser um ser político não significa que todos 
os indivíduos participem ativamente da política. Há aqueles que se envolvem diretamente 
na vida política, ocupando cargos públicos, participando de movimentos sociais ou se 
engajando em atividades de cidadania. Porém, mesmo aqueles que não estão diretamente 
envolvidos na política, através de suas escolhas e ações diárias, exercem influência e 
contribuem para a formação e transformação da sociedade (ARANHA, 1993).
A cidadania, na relação da interação entre o indivíduo e a sociedade, abrange a 
condição de pertencer a uma comunidade política e de possuir direitos e obrigações nesse 
contexto. Essa condição desempenha um papel essencial na compreensão do homem em 
relação à sociedade (ARRUDA et. al, 2017).
No exercício da cidadania, os indivíduos podem engajar-se em atividades como 
a participação em eleições, manifestações e protestos, a filiação a partidos políticos e a 
contribuição voluntária para a comunidade, entre outras formas de envolvimento cívico.
49HOMEM, UM SER POLÍTICOUNIDADE 3
A cidadania ativa informada é fundamental para o adequado funcionamento de uma 
sociedade democrática (BITTAR, 2004; MARCON, 2017).
Além dos direitos e responsabilidades 
individuais, a cidadania pode ser compreendida em um 
contexto mais amplo, como a cidadania global. Isso 
implica o reconhecimento de que todos os indivíduos, 
independentemente de sua nacionalidade, fazem parte 
de uma comunidade global e têm responsabilidades em 
relação a questões globais, como os direitos humanos, o 
meio ambiente e a justiça social (ARRUDA et. al, 2017).
Importante destacar que a promoção e o fortalecimento da cidadania podem ocorrer 
por meio da educação cívica, do engajamento ativo na vida pública e da participação em 
atividades voltadas para o bem comum.
1.2 Cidadania e filosofia
A filosofia da cidadania aborda questões sobre a natureza dos direitos e sua 
fundamentação moral. Os filósofos discutem se os direitos são inerentes ao ser humano 
ou se são estabelecidos por convenção social e leis. Também debatem sobre a relação 
entre os direitos individuais e os interesses coletivos da comunidade (MARCONDES, 2007; 
MARCON, 2017). É o papel do indivíduo na sociedade e sua participação na construção de 
um sistema político justo e equitativo (MARCON, 2017).
À luz da justiça social e da igualdade, quando relacionamos a cidadania e a ética, 
compreendemos que ambas envolvem ações e comportamentos em relação aos outros 
membros da sociedade (BITTAR, 2004). A cidadania, como mencionado anteriormente, diz 
respeito aos direitos e responsabilidades dos indivíduos como membros de uma comunidade 
ou Estado e desta forma, conforme figura 12, envolve o exercício dos direitos civis, políticos 
e sociais, bem como o cumprimento dos deveres e obrigações para com a sociedade. A 
cidadania implica em respeitar as leis, contribuir para o bem comum e participar ativamente 
na vida pública (MARCON, 2017).
50HOMEM, UM SER POLÍTICOUNIDADE 3
FIGURA 12: ANÁLISE CONCEITUAL DE DIREITOS CIVIS, SOCIAIS E POLÍTICOS.
Fonte: Elaborado pela autora com base em Marcon (2017).
A ética se refere aos princípios e valores que orientam o comportamento humano em 
relação ao que é considerado certo e errado. A ética busca estabelecer padrões morais que 
governam as interações entre as pessoas, promovendo a justiça, a igualdade, o respeito e a 
responsabilidade (ARRUDA et. al, 2017). Ela envolve tomar decisões e agir de maneira ética, 
considerando o impacto de nossas ações nos outros e no bem-estar coletivo (ARANHA, 1993).
Assim, a cidadania ética implica em agir de acordo com os princípios éticos e em 
reconhecer a importância de agir em benefício da sociedade como um todo. Isso significa 
respeitar os direitos dos outros, ser honesto, tratar as pessoas com dignidade, evitar a 
discriminaçãoe buscar a justiça social. A ética, portanto, é um componente essencial 
da cidadania responsável e engajada, orientando as escolhas individuais e coletivas em 
direção a uma sociedade mais justa e solidária (ARRUDA et. al, 2017).
CIDADANIA: 
RECORTES SOCIAIS2
TÓPICO
51HOMEM, UM SER POLÍTICOUNIDADE 3
Já vimos no tópico anterior que a palavra cidadania carrega consigo muito além de 
sua definição literal. Nela, está embutida uma evolução que caracteriza o que temos hoje de 
dever e critérios a seguir e manter uma sociedade mais justa e igualitária (BITTAR, 2004).
Antes de abordar sobre a cultura e a sua relação e influência sobre a construção da 
identidade humana, precisamos compreender sobre os recortes da sociedade, que moldam 
o que entendemos como parcelas ou grupos sociais, que tornam o Brasil, um país com rica 
diversidade social e cultural.
A diversidade social do Brasil é resultado de um processo histórico complexo, 
que envolveu diferentes grupos étnicos, culturais e classes sociais. Essa diversidade 
se manifesta de diversas formas e tem um impacto significativo na sociedade brasileira 
(ZIMMERMANN, 2020).
Uma das principais características da diversidade social no Brasil é a sua 
composição étnico-racial. O país possui uma grande variedade de grupos étnicos, que 
incluem povos indígenas, afrodescendentes, descendentes de europeus, asiáticos e de 
outras origens. Essa mistura étnica se deu ao longo dos séculos e resultou na formação 
de uma sociedade multicultural, onde diferentes tradições, idiomas, religiões e costumes 
coexistem (THOMAZ, 2016).
A diversidade étnica e racial brasileira também está relacionada à questão da 
desigualdade social. Historicamente, os afrodescendentes e os povos originários enfrentam 
marginalização, discriminação e exclusão social.
52HOMEM, UM SER POLÍTICOUNIDADE 3
A luta pela igualdade de direitos e oportunidades tem sido uma pauta constante 
para promover a inclusão e a justiça social (MARCON, 2017).
É importante reconhecer, também, que o Brasil apresenta uma ampla gama de 
diversidade cultural. Cada região do país possui suas tradições, festividades, danças, 
culinária e costumes específicos (THOMAZ, 2016). Que se expressa principalmente nas 
manifestações artísticas, nas festas populares, nas diferentes formas de expressão religiosa 
e nas práticas cotidianas das comunidades.
Podemos relacionar a diversidade social às desigualdades 
socioeconômicas. O Brasil é um país marcado pela 
desigualdade de renda, acesso à educação, saúde, 
moradia e outros serviços básicos. As disparidades 
socioeconômicas são visíveis nas áreas urbanas e 
rurais, refletindo-se em condições de vida distintas entre 
diferentes grupos sociais (MARCON, 2017).
Contudo, a nossa diversidade não se limita às desigualdades e desafios. Há um 
movimento crescente de valorização e respeito à diversidade, com ações afirmativas, políticas 
públicas e programas de inclusão que buscam promover a igualdade de oportunidades e a 
valorização das diferenças (THOMAZ, 2016).
De acordo com Pallares-Burke (2005) Gilberto Freyre discute em suas obras a 
diversidade social do Brasil como um patrimônio valioso e um desafio constante para a 
construção de uma sociedade mais justa e inclusiva. Reconhecer e respeitar as múltiplas 
identidades e perspectivas é essencial para promover a coexistência pacífica, o diálogo 
intercultural e a construção de uma sociedade mais equitativa.
2.1 Os profissionais: parcela da sociedade
No dicionário, o termo “profissão” possui diferentes definições. Como, uma atividade 
especializada que exige conhecimento teórico e prático para ser exercida de forma remunerada 
em caráter permanente (AURÉLIO, 2004). Observamos que essas definições destacam a ideia 
de uma atividade especializada, que requer conhecimentos e qualificações específicas e que 
é realizada com o objetivo de obter remuneração. Ou seja, um ofício que exige habilidades 
específicas, conhecimentos técnicos e ética profissional (SÁ, 2010). 
Pois bem, a profissão, independente do segmento, está intrinsecamente relacionada à 
cidadania e à ética. Como, por exemplo, arquitetos e urbanistas, que atuam desenvolvendo a 
criação e a transformação do ambiente construído, afetando diretamente a vida das pessoas e 
a sociedade como um todo, seja pelo viés social, sustentável, econômico ou ético.
CULTURA DA 
CONSTRUÇÃO HUMANA3
TÓPICO
53HOMEM, UM SER POLÍTICOUNIDADE 3
A palavra cultura, tem origem latina da palavra cultura, ae – que, por sua vez, 
deriva de colo, colui, cultum. Francisco Torrinha, dá, entre outros, os significados de cultivar, 
habitar, cuidar de. Cultura tem, em primeiro lugar, o sentido de cultivo da terra (TORRINHA, 
1942). Ela pode ser relacionada a uma techné, à realização de uma atividade, a um fazer 
para suprir a necessidade vital de sobreviver.
Podemos entender que metaforicamente, o cultivo, traz um sentido de melhoria, de 
aperfeiçoamento, que pode ser aplicado ao homem. Como uma planta bem tratada produz 
maiores colheitas e melhores frutos, o homem, submetido ao impacto aperfeiçoador da 
cultura, tende a ser melhor, mais refinado e, especialmente, elevar-se mais na condição 
humana, aprofundando as diferenças entre ele e o reino da natureza, na orgulhosa convicção 
de saber, conhecer e agir (LEONHARDT, 2008).
Para Thompson (ibid.), o conceito de cultura que emergiu no final do século XVIII 
e início do século XIX e que foi principalmente articulado pelos filósofos e historiadores 
alemães pode ser descrito como a “concepção clássica”, ou seja,
[...] cultura é o processo de desenvolvimento e enobrecimento das faculda-
des humanas, um processo facilitado pela assimilação de trabalhos acadêmi-
cos e artísticos e ligado ao caráter progressista da era moderna. (Thompson, 
ibid, p. 169, 170)
A antropologia, ciência que utilizou do termo cultura para designar todos os tipos de 
manifestação do homem, levantou uma teoria que considera a existência da superposição 
evolutiva entre o biológico e o cultural, o desenvolvimento do cérebro e os indícios de 
humanização.
54HOMEM, UM SER POLÍTICOUNIDADE 3
Isso significa que a cultura, em vez de ser acrescentada, por assim dizer, a um 
animal acabado ou virtualmente acabado, foi um ingrediente, e um ingrediente essencial, 
na produção desse mesmo animal. (GEERTZ, 1989).
FIGURA 13: CULTURA COMO INGREDIENTE ESSENCIAL NA EVOLUÇÃO HUMANA
Fonte: Elaborado pela autora.
Em antropologia, cultura significa tudo que o homem produz ao construir sua 
existência: as práticas, as teorias, as instituições, os valores materiais e espirituais. A cultura 
é, portanto, um processo de auto liberação progressiva do homem, o que o caracteriza 
como um ser de mutação, um ser que ultrapassa a própria experiência.
Segundo Berger e Luckmann (1973), o homem é tanto um ser da natureza como 
da sociedade. Coexistem permanentemente animalidade e socialidade, numa relação 
dialética. Essa condição humana se manifesta em cada indivíduo.
FIGURA 14: COEXISTÊNCIA DE ANIMALIDADE E SOCIEDADE NO HOMEM
Fonte: Elaborado pela autora, 2023.
Sendo a relação natureza/mundo, uma relação dialética, o homem produz a 
realidade, construindo e habitando um mundo com outros homens, tornando este mundo 
sua realidade definitiva e dominante, ao mesmo tempo, em que o mundo atua sobre a 
natureza, transformando o homem, determinando a atividade humana, a consciência do 
ser, até mesmo, o funcionamento do organismo biológico humano.
55HOMEM, UM SER POLÍTICOUNIDADE 3
Sendo assim, o processo de humanização do homem é variável em sentido sócio-
cultural, ou seja, “a forma específica em que esta humanização se molda é determinada por 
essas formações sócio-culturais, sendo relativas às suas numerosas variações”. Ou ainda, 
“o homem produz a realidade e com isso produz a si mesmo” (Berger; Luckmann, 1973).
Neste sentido, o homem dispõe de um ato humano voluntário, que o diferencia 
dos demais animais que nãopassaram por este processo de humanização. Os animais 
possuem atos instintivos e ignoram a finalidade da própria ação, enquanto, o homem possui 
consciência da finalidade. Ao contrário da rigidez dos reflexos e instintos, a inteligência 
dá uma resposta ao problema ou à situação nova de maneira improvisada e criativa. Em 
resumo, por mais que adentramos os animais superiores e os façamos nos aproximar de 
comportamentos semelhantes aos humanos, jamais eles conseguirão transpor o limite que 
separa a natureza da cultura. Esse limiar encontra-se na linguagem simbólica, na ação 
criativa e intencional, na imaginação capaz de efetuar transformações inesperadas, e na 
característica humana mais nobre: a capacidade de produzir sua própria história e de se 
tornar sujeito de seus atos (ARANHA, 1993).
FIGURA 15: DIFERENÇAS ENTRE O ANIMAL E O HOMEM, QUE CONTRIBUÍRAM PARA O 
PROCESSO DE HUMANIZAÇÃO
Fonte: Elaborado pela autora, 2023.
White (2009) considera que o homem e a cultura são inseparáveis, ou seja, um não 
existe sem o outro. A explicação para essa afirmação pode ser feita por meio dos símbolos 
e dos significados atribuídos a eles, que é uma capacidade inerente ao Homem. A cultura 
é, então, realizada pela simbolização. A linguagem, neste contexto, possibilita acumular 
e transmitir o conhecimento, que, por meio da simbolização e do discurso articulado, 
cria organizações sociais, instituições econômicas, aperfeiçoa constantemente o uso de 
ferramentas e forma tradições de conhecimentos e de crenças.
56HOMEM, UM SER POLÍTICOUNIDADE 3
FIGURA 16: LIMIAR ENTRE O HUMANO E O ANIMAL
Fonte: Elaborado pela autora, 2023.
Assim, o papel da cultura para White (2009) é contribuir para uma vida com mais 
segurança e durabilidade para a espécie humana. O homem é, ao mesmo tempo, animal e 
ser humano.
TRABALHO E 
REALIZAÇÃO4
TÓPICO
57HOMEM, UM SER POLÍTICOUNIDADE 3
Seria muito raso concluirmos que a diferença entre homem e animal estaria no fato 
de o homem ser um animal que pensa e fala. De fato, a linguagem humana permite a melhor 
ação transformadora do homem sobre o mundo, e com isso completamos a distinção: o 
homem é um ser que trabalha e produz o mundo e a si mesmo (LEONHARDT, 2008).
Para Marx (1983), o fundamento de toda vida social é a produção material. Esta se dá 
pelo trabalho humano, que se distingue do trabalho instintivo/primitivo, sendo especificamente 
humano por sua Intencionalidade - segue, em seus passos e resultados, um projeto idealizado 
pelo homem. O trabalho é definido como o processo de intercâmbio material entre o homem 
e a natureza no qual o homem atua, intencionalmente, sobre os elementos da natureza, 
transformando-os em valores de uso em atendimento às suas necessidades.
O trabalho, exclusivamente humano em sua natureza, é a interação do 
homem nesse mundo, que pelo mesmo se manifesta; assim como forma que 
produz o homem - e o produz em identidade. O trabalho é espaço de produção 
e objetivação, assim como, é o lócus de construção e expressão humana, 
porquanto instância nunca totalmente dominada pelos determinantes que 
sobre ele pesam. (NETTO, 2000).
Marx (1991) nos diz ainda, que a produção humana é determinada socialmente, os 
indivíduos produzem em sociedade, ou melhor, em um determinado grau de desenvolvimento 
social, ou seja, a produção tem relação com as condições sociais de produção.
Para compreendermos juntos, em um breve resumo, pelo trabalho, o homem 
transforma a natureza, e nessa atividade se distingue do animal porque sua ação é dirigida 
por um projeto (antecipação da ação pelo pensamento), sendo, portanto, deliberada, 
intencional. 
58HOMEM, UM SER POLÍTICOUNIDADE 3
O trabalho estabelece a relação dialética entre a teoria e a prática, pela qual uma 
não pode existir sem a outra: o projeto orienta a ação e está altera o projeto, que de novo 
altera a ação, fazendo com que haja mudança dos procedimentos empregados, o que gera 
o processo histórico (LEONHARDT, 2008).
FIGURA 17: RELAÇÃO DIALÉTICA ENTRE TEORIA E PRÁTICA
Fonte: Elaborado pela autora, 2023.
Saviani (1994) afirma que o trabalho coincide com a própria existência humana (…) 
À medida que determinado ser natural se destaca da natureza e é obrigado, para existir, a 
produzir sua própria vida, é que ele se constitui propriamente enquanto homem (…) O ato 
de agir sobre a natureza, adaptando-a às necessidades humanas, é o que conhecemos 
pelo nome de trabalho. Por isso, podemos dizer que o trabalho define a essência humana. 
Portanto, o homem, para continuar existindo, precisa estar continuamente produzindo sua 
própria existência através do trabalho. Isto faz com que a vida do homem seja determinada 
pelo modo como ele produz sua existência.
Além de transformar a natureza, humanizando-a, além de proceder à “comunhão” 
(à união) dos homens, o trabalho transforma o próprio homem. ‘’Todo trabalho trabalha para 
fazer um homem ao mesmo tempo que uma coisa’’. (MOUNIER, 1976).
Para Leonhardt (2008), isto significa que, pelo trabalho, o homem se autoproduz: 
desenvolve habilidades e imaginação; aprende a conhecer as forças da natureza e a 
desafia-lá; conhece as próprias forças e limitações, relaciona-se com os companheiros 
e vive os afetos de toda relação, impõe-se uma disciplina. O homem não permanece o 
mesmo, pois o trabalho altera a visão que ele tem do mundo e de si mesmo.
Se retornarmos ao capítulo anterior podemos compreender que a concepção de 
trabalho é essencial para se compreender o que é cultura e humanização, sendo possível 
interligar estes três conceitos. Através do trabalho o homem estabelece relações sociais, 
comportamentais e cria vínculos nas instituições e nos saberes. O caminho da humanização 
do homem é potencializado pelo seu ato de trabalhar, pois o trabalho é considerado como 
ação transformadora das realidades (RIBEIRO, 2015).
59HOMEM, UM SER POLÍTICOUNIDADE 3 59
A sustentabilidade se tornou uma preocupação central na arquitetura contemporânea. Nós arquitetos 
temos a responsabilidade de projetar espaços sustentáveis, considerando o uso eficiente de recursos, 
a redução do impacto ambiental e a promoção de práticas de construção e design ecologicamente 
responsáveis. Ao adotar uma abordagem sustentável, contribuímos para a preservação do meio ambiente 
e para uma cidadania consciente em relação ao uso dos recursos naturais.
Fonte: autora, 2023.
O papel do arquiteto na sociedade vai além da criação de espaços físicos. Nós desempenhamos um papel 
importante na promoção da responsabilidade social ao projetar ambientes que atendam às necessidades 
das pessoas e promovam a inclusão, a segurança e o bem-estar de todos os usuários.
Fonte: autora, 2023.
Gilberto Freyre foi um importante sociólogo, antropólogo, historiador e escritor brasileiro, nascido em 
1900 e falecido em 1987. Ele é amplamente reconhecido como uma das figuras mais influentes no estudo 
das relações raciais e da formação social do Brasil. Freyre ganhou notoriedade com a publicação de sua 
obra mais conhecida, “Casa-Grande & Senzala”, em 1933. Nesse livro, ele apresentou uma interpretação 
original sobre a formação da sociedade brasileira, destacando a influência da miscigenação racial, da cul-
tura afro-brasileira e das relações sociais na construção da identidade nacional. Segundo Freyre, a mistura 
racial e cultural ocorrida durante o período colonial no Brasil foi um fator fundamental para a formação da 
sociedade brasileira. Ele defendia a ideia de que a convivência e a interação entre diferentes grupos étni-
cos, como os indígenas, africanos e europeus, criaram uma cultura singular e uma sociedade mais tolerante 
e aberta às diferenças.
Freyre também foi um defensor da democracia e dos direitos humanos. Ele atuou politicamente e parti-
cipou de debates importantes sobre questões sociais e raciais no país. Sua influência e seu trabalho con-
tribuíram para a valorização da cultura popular brasileira e para o reconhecimento da importância da 
diversidade na construçãoda identidade nacional.
Gilberto Freyre deixou um legado significativo no campo das ciências sociais e humanas. Sua abordagem 
inovadora e suas ideias sobre raça, cultura e sociedade influenciaram gerações de estudiosos e contribuí-
ram para o desenvolvimento de uma visão mais complexa e inclusiva da história e da identidade brasileira.
Fonte: Pallares-Burke, 2005.
60HOMEM, UM SER POLÍTICOUNIDADE 3
Chegamos ao término de mais uma etapa! Tenho certeza de que suas ideias já 
não são as mesmas que você tinha no início dos estudos sobre os conteúdos abordados 
em nossa disciplina. Isso é extremamente positivo, pois demonstra que você está se 
aprofundando no vasto campo da ética e sendo aprimorado para se tornar um(a) excelente 
arquiteto(a), concorda?
E o que aprendemos durante nossa terceira unidade? Aprendemos que a sociedade 
é formada por indivíduos que possuem direitos e responsabilidades, os quais estabelecem 
e orientam as regras e leis para garantir a aplicação e o respeito à conduta ética. Já 
compreendemos desde a primeira unidade que o ser humano é um ser político, e aqui 
reforçamos como essa relação está intrinsecamente ligada a diversos aspectos sociais. 
A filosofia é o caminho que busca identificar e analisar a relação entre o ser humano e a 
moral, estreitando assim a compreensão da construção de nossa identidade no passado, 
no presente e buscando compreendê-la também no futuro.
Seja por meio da cultura, que molda os costumes e define caminhos, limitando 
ou proporcionando novas oportunidades, ou pela criatividade e habilidades humanas, que 
transformam a realidade. Portanto, seus estudos não podem e não devem terminar aqui! 
Agora é a sua vez de procurar livros, revistas, pesquisar em sites, visitar museus de arte, 
entre tantas outras fontes de inspiração, para adquirir conhecimento e oferecer aos outros 
uma relação humana e moralmente aprimorada.
E então? Aceita o desafio de continuar pesquisando? Mãos à obra!
Nos vemos na última unidade, Abraço, Profª. Bárbara
CONSIDERAÇÕES FINAIS
61HOMEM, UM SER POLÍTICOUNIDADE 3
MATERIAL COMPLEMENTAR
• FILME/VÍDEO
• Título: Mãos Talentosas
• Ano: 2009
• Sinopse: Baseado em uma autobiografia de mesmo nome, Mãos 
Talentosas conta a história de Benjamin Carson e sua trajetória 
até se tornar um dos maiores neurocirurgiões pediátricos. O drama 
conta como o garoto enfrenta os problemas de sua infância, 
crescendo em meio a uma família desestruturada, pobreza e 
preconceito enquanto tenta melhorar suas notas e controlar seu 
temperamento ao seguir o sonho de ser um médico. Já adulto, 
assume a chefia do departamento de neurocirurgia em um dos 
maiores hospitais dos Estados Unidos, tentando equilibrar os 
problemas familiares com os casos complexos a serem resolvidos. 
No filme podemos perceber como a cultura, a educação e o 
trabalho estão intimamente ligados à construção da identidade do 
homem. Além disso, é possível perceber como a cultura origina 
um processo de desenvolvimento e enobrecimento no ser humano, 
sendo um dos principais catalisadores para a evolução do ser.
LIVRO
• Título: Filosofando: Introdução à Filosofia
• Autor: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins
• Editora: Moderna
• Sinopse: Este livro propõe a compreensão dos conteúdos filosóficos 
sem perder de vista as indagações e os desafios atuais. Ela possibilita 
que o aluno se aproprie dos conteúdos da tradição filosófica e os utilize 
no exercício permanente de reflexão e ação na sociedade.
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 
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Plano de Estudos
• O profissional e a sociedade;
• Obrigações do arquiteto e urbanista;
• Exercícios do arquiteto e urbanista;
• Normas regulamentadoras aplicadas à arquitetura e urbanismo
Objetivos da Aprendizagem
• Conceituar o termo profissional;
• Compreender o papel de um profissional perante a sociedade;
• Discutir sobre as obrigações de um arquiteto e urbanista;
• Analisar as normas técnicas aplicadas à arquitetura.
Professor(a) Me. Bárbara Peixoto de Araujo
CÓDIGO DE ÉTICA CÓDIGO DE ÉTICA 
DO ARQUITETO E DO ARQUITETO E 
URBANISTAURBANISTA
UNIDADEUNIDADE4
63CÓDIGO DE ÉTICA DO ARQUITETO E URBANISTAUNIDADE 4
INTRODUÇÃO
Olá, futuro arquiteto (a)!
Espero que esteja bem e aproveitando sua jornada de novos conhecimentos. Seja 
bem-vindo a quarta e última unidade da disciplina de Ética e Legislação para Arquitetura e 
Urbanismo! Gostaria de agradecer por estarmos compartilhando tantos temas e experiências, 
e te convido a mais uma unidade repleta de aprendizagens que possibilitará abrir novas 
portas para o mundo profissional.
No primeiro tópico, vamos compreender o conceito de profissional, quais os 
requisitos éticos almejados em um profissional, bem como, a sua posição e compromissos 
na sociedade, se recordando também de um conceito fundamental tratado no primeiro 
capítulo do nosso livro: a ética! Todas as competências tratadas neste tópico são ideais 
para construir sua carreira de forma sólida, e fornecendo seus conhecimentos e habilidades 
em prol da evolução da sociedade.
O segundo tópico trata das obrigações que um arquiteto e urbanista deve sempre 
se lembrar em sua trajetória profissional. Para isso, é necessário conhecer o Código de 
Ética e Disciplina do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR), que rege os 
princípios, regras e recomendações a serem seguidas em sua vida como arquiteto.
O assunto do tópico três é relativo aos exercícios que a profissão de arquiteto e 
urbanista lhes possibilita, almejando expandir seus horizontes para as diversas áreas que 
a arquitetura abrange. Por fim, no quarto tópico será abordado as normas técnicas que se 
aplicam a arquitetura, e que serão amplamente utilizadas no seu dia a dia.
Está preparado?! Bons estudos!
PROFISSIONAL E A 
SOCIEDADE1
TÓPICO
64CÓDIGO DE ÉTICA DO ARQUITETO E URBANISTAUNIDADE 4
1.1 Exercício de um profissional
Profissão, originária do latim professione, é o ato público de declarar uma crença, 
sentimento, opinião ou modo de vida. Essa palavra abrange uma ampla gama de atividades 
ou ocupações especializadas, todas exigindo preparo e formação. Assim, um profissional 
é alguém que se dedica a uma ocupação específica como meio de vida, possuindo 
conhecimentos e habilidades comprovados. Mais do que apenas realizar uma tarefa, um 
profissional é reconhecido por sua capacidade de desempenhá-la corretamente e com 
segurança (TARGINO, 2000).
Portanto, podemos relacionar que um profissional é aquele que se apresenta 
à sociedade como detentor de habilidades comprovadas, capaz de executar tarefas de 
maneira competente e ética, inspirando confiança e respeito.
FIGURA 17: CONCEITO DE PROFISSIONAL.
Fonte: Elaborado pela autora, 2023.
65CÓDIGO DE ÉTICA DO ARQUITETO E URBANISTAUNIDADE 4
Ser um profissional vai muito além de possuir uma sólida formação teórico-técnica. É 
essencial cultivar também uma sólida base pessoal, que promova o respeito e contribua para 
a construção do indivíduo, da dignidade humana, da cidadania e do bem-estar daqueles que 
são impactados por nossas ações profissionais. Isso reflete um compromisso ético intrínseco, 
onde a qualidade do exercícioprofissional não se mede apenas por habilidades técnicas, mas 
também pelo impacto positivo que temos na vida das pessoas com quem interagimos.
A ética profissional implica em assumir responsabilidades sociais perante aqueles com 
quem trabalhamos e que dependem de nosso conhecimento e prática profissional. Começa 
com a reflexão e deve ser iniciada antes da prática profissional. (CONTRETAS, 2002).
De acordo com Costa (2009), ao escolher uma profissão, o indivíduo assume uma 
série de responsabilidades que antes não possuía. Estas são resultantes do compromisso 
estabelecido com a sociedade e são inerentes à identidade profissional que o indivíduo 
adquire. Entre as características essenciais destacam-se o espírito de serviço, a dedicação 
ao próximo e a solidariedade.
1.2 Ética profissional
Anteriormente, discutimos que ser um profissional implica em integrar os 
conhecimentos técnicos obtidos na formação acadêmica com uma base ética sólida. Mas o 
que exatamente a sociedade espera em termos de conduta ética de um profissional?
Para começar, é importante relembrar a definição de ética. Segundo Nalini (2014), 
ética é a “ciência do comportamento moral dos indivíduos em sociedade”. A perda dos 
valores morais impacta diretamente a dignidade humana, comprometendo sua integridade.
Lopes de Sá (2000) enfatiza que a ética é uma parte essencial tanto na vida 
pessoal quanto na vida de qualquer profissional. A ética empresarial surge com o propósito 
de promover uma maior qualidade profissional, mantendo um compromisso moral em 
meio às demandas do mercado e aos resultados financeiros, enquanto preserva o cuidado 
necessário com o bem-estar da sociedade (Ferrell; Fraedrich; Ferrell, 2001).
FIGURA 18: ÉTICA EMPRESARIAL.
Fonte: desenvolvido pela autora, 2023.
66CÓDIGO DE ÉTICA DO ARQUITETO E URBANISTAUNIDADE 4
Caros alunos, podemos compreender que o agir com ética não apenas fortalece a 
reputação individual, mas também contribui para o bom funcionamento das organizações. 
É como um elo invisível que une colaboradores em um ambiente de trabalho saudável e 
produtivo (Ferrell; Fraedrich; Ferrell, 2001).
Ao longo da história, a ética tem sido a bússola que orienta a conduta humana, 
adaptando-se e evoluindo conforme as necessidades da sociedade. Desde os tempos mais 
remotos até os dias atuais, seus princípios permanecem como pilares fundamentais para a 
construção de um mundo mais justo e equilibrado (Sá, 2000).
“Para que haja conduta ética é preciso que exista o AGENTE CONSCIENTE, 
isto é, aquele que conhece a diferença entre bem e mal, certo e errado, 
permitido e proibido, virtude e vício”. (CHAUÍ, 1997).
Dentro do contexto da ética profissional, onde os valores morais desempenham 
um papel fundamental, surge a necessidade de uma postura exemplar diante dos colegas, 
clientes e da própria empresa. A sociedade estabelece certos fundamentos éticos que se 
tornam requisitos indispensáveis para um profissional (Sá, 2000).
Esses requisitos éticos não são apenas diretrizes abstratas, mas sim pilares que 
sustentam a integridade e a confiança no ambiente profissional. Eles abrangem desde a 
honestidade e a transparência nas relações interpessoais até o respeito pela diversidade e 
a responsabilidade social (Ferrell; Fraedrich; Ferrell, 2001).
Assim, ser ético não é apenas uma escolha, mas uma necessidade imperativa para 
aqueles que desejam se destacar e serem respeitados em suas áreas de atuação. É a base 
sobre a qual se constrói uma carreira sólida e duradoura, que não apenas beneficia o indivíduo, 
mas também contribui para o bem-estar da sociedade como um todo (Costa, 2009).
Fonte: desenvolvido pela autora, 2023.
67CÓDIGO DE ÉTICA DO ARQUITETO E URBANISTAUNIDADE 4
Segundo Andrade (2017), alguns dos princípios éticos fundamentais que a 
sociedade espera de um profissional incluem:
• Demonstração de honestidade em todas as esferas da vida, tanto pessoal 
quanto profissional.
• Persistência na busca de metas e objetivos, mostrando determinação e 
comprometimento.
• Possuir conhecimento amplo e especializado, garantindo segurança e qualidade 
na execução das atividades profissionais.
• Assumir responsabilidade por todas as tarefas atribuídas, demonstrando 
compromisso e confiabilidade.
• Mostrar iniciativa para resolver problemas e enfrentar desafios de maneira 
proativa.
• Ser imparcial no desempenho do trabalho e na apresentação de resultados e 
sugestões.
• Investir em atualização constante e contínua, mantendo-se informado sobre as 
últimas tendências e desenvolvimentos em sua área.
• Valorizar o trabalho em equipe, promovendo um ambiente colaborativo e 
solidário.
• Buscar aprimorar a eficiência na execução das tarefas, visando sempre à 
excelência.
• Alcançar a eficácia na realização do trabalho, garantindo que os resultados 
correspondam às expectativas.
• Demonstrar ambição na busca pelo crescimento pessoal e profissional, sem 
deixar de considerar os valores éticos.
• Manter o controle emocional em todas as interações, buscando gerenciar 
conflitos de maneira construtiva.
• Cultivar relacionamentos interpessoais baseados na compreensão, na ajuda 
mútua, no respeito e na consideração.
• Adotar uma postura profissional em todas as situações, valorizando a cortesia, 
a educação, a comunicação eficaz, os bons hábitos e a aparência adequada.
OBRIGAÇÕES DO 
ARQUITETO E URBANISTA2
TÓPICO
68CÓDIGO DE ÉTICA DO ARQUITETO E URBANISTAUNIDADE 4
Para discutirmos as responsabilidades do arquiteto e urbanista, é importante 
mencionar a existência do Código de Ética, um documento crucial elaborado pelos principais 
gestores de uma organização ou pelos Conselhos responsáveis pela regulamentação 
da profissão. Esse código tem como propósito destacar os princípios, a missão e os 
comportamentos adequados esperados dos profissionais, de modo a atender às demandas 
da categoria e às expectativas da sociedade (Andrade, 2017).
A elaboração de um código de ética, busca enfatizar os valores, os deveres e 
as obrigações que devem ser praticados e respeitados pelos profissionais e 
pelas instituições e são, geralmente, embasados na legislação vigente do país, 
na Declaração dos Direitos Humanos, nas Leis Trabalhistas e nas Resoluções 
e Normas dos Conselhos Profissionais, de cada profissão. (ANDRADE, 2017).
Os arquitetos e urbanistas seguem as diretrizes do Código de Ética e Disciplina do 
Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR), vigorado pela Resolução n.º 52, 
de 6 de setembro de 2013 (BRASIL, 2010).
FIGURA 19: OBRIGAÇÕES E RECOMENDAÇÕES PRESENTES NO CÓDIGO 
DE ÉTICA E DISCIPLINA.
Fonte: desenvolvido pela autora, 2023.
69CÓDIGO DE ÉTICA DO ARQUITETO E URBANISTAUNIDADE 4
Para garantir a conduta ética e disciplinada, todos os arquitetos e urbanistas devem 
acatar integralmente os termos do Código de Ética e Disciplina, independentemente da 
forma como prestam seus serviços profissionais - seja como autônomos, empresários, 
gestores, assalariados do setor privado ou servidores públicos. As normas estabelecidas 
neste código são aplicáveis a todas as atividades profissionais e em todos os campos de 
atuação em território nacional (CAU-BRASIL, 2013).
O Código de Ética e Disciplina segue uma estrutura hierárquica que compreende 
três classes distintas: princípios, regras e recomendações, como ilustrado na Figura 20. 
Esta hierarquia reflete a subordinação relativa entre essas classes, delineando os valores 
fundamentais, as diretrizes obrigatórias e as orientações recomendadas para a conduta 
dos profissionais (CAU-BRASIL, 2013).
FIGURA 20: HIERARQUIA DA ESTRUTURAÇÃO DO CÓDIGO DE ÉTICA E DISCIPLINA.
Fonte: adaptado do Código de Ética e Disciplina do CAU pela autora, 2023.
Portanto, ela foi desenvolvida com duas funções, sendo elas: a de função educacional 
preventiva, sendo um guia com as responsabilidades e deveres que você deverá sempre 
ter em consideração, e a segunda função, é de caráter coercitivo, reprimindo os desacertos 
procedimentais (CAU-BRASIL,2013).
De acordo com o CAU (2013), dentre os princípios das obrigações gerais do arquiteto 
e urbanista, presentes no Código de Ética e Disciplina, três destes destacam-se por entrar 
em conformidade com os temas abordados anteriormente, levando em consideração a 
conduta ética, contribuição perante a sociedade e empatia com o Humano. São eles:
1.1.3. O arquiteto e urbanista deve reconhecer, respeitar e defender as reali-
zações arquitetônicas e urbanísticas como parte do patrimônio socioambien-
tal e cultural, devendo contribuir para o aprimoramento deste patrimônio.
1.1.4. O arquiteto e urbanista deve manter e desenvolver seus conhecimentos, 
preservando sua independência de opinião, imparcialidade, integridade e 
competência profissional, de modo a contribuir, por meio do desempenho de 
suas atribuições específicas, para o desenvolvimento do ambiente construído.
1.1.5. O arquiteto e urbanista deve defender os direitos fundamentais da pes-
soa humana, conforme expressos na Constituição brasileira e em acordos 
internacionais (CAU, 2013).
70CÓDIGO DE ÉTICA DO ARQUITETO E URBANISTAUNIDADE 4
Fonte: desenvolvido pela autora, 2023.
Estimado aluno, durante toda a sua carreira, é importante seguir as orientações 
e normas que mencionamos antes: os princípios, as regras e as recomendações. Isso 
garante que você exerça sua profissão da melhor maneira possível. Ao fazer isso, você 
não só mostra que é um profissional confiável e ético, mas também ajuda a fortalecer a 
reputação da profissão como um todo. Seguir essas orientações significa agir de forma 
responsável e fazer o que é certo, o que é essencial para o bom funcionamento do seu 
trabalho e para o respeito de seus colegas e clientes.
EXERCÍCIO DO ARQUITETO 
E URBANISTA3
TÓPICO
71CÓDIGO DE ÉTICA DO ARQUITETO E URBANISTAUNIDADE 4
O exercício da profissão de arquiteto e urbanista é regulamentado pela Lei Federal 
n.º 12.378, de 31 de dezembro de 2010. Esta lei é responsável pela criação também do 
Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil – CAU/BR, e dos Conselhos de Arquitetura 
e Urbanismo dos Estados e do Distrito Federal – CAUs, além de trazer outras providências 
referentes à profissão.
Na Lei n.º 12.378 é possível conferir todas as atividades que um arquiteto e 
urbanista pode desempenhar, trazendo o âmbito de abrangência da profissão. Confira na 
tabela abaixo todas as atividades que você poderá realizar futuramente.
72CÓDIGO DE ÉTICA DO ARQUITETO E URBANISTAUNIDADE 4
3.1 Projeto
• Elaboração de projetos de arquitetura para edificações;
• Desenvolvimento de sistemas construtivos e estruturais;
• Consideração de aspectos de conforto ambiental;
• Design de espaços interiores;
• Planejamento e especificação de instalações e equipamentos;
• Desenho de áreas paisagísticas;
• Preparação de relatórios técnicos de arquitetura;
• Urbanismo e planejamento urbano;
• Elaboração de relatórios técnicos urbanísticos;
• Preservação do patrimônio arquitetônico, urbanístico e paisagístico.
3.2 Execução
• Implementação de projetos de arquitetura para edificações;
• Acompanhamento da construção de sistemas construtivos e estruturais;
• Garantia de conforto ambiental durante a execução;
• Supervisão do design de interiores;
• Coordenação de instalações e equipamentos;
• Desenvolvimento de áreas paisagísticas;
• Implementação de planos de urbanismo e desenho urbano;
• Fiscalização do patrimônio arquitetônico, urbanístico e paisagístico.
3.3 Gestão
• Coordenação e compatibilização de projetos;
• Supervisão e direção de obras ou serviços técnicos;
• Gerenciamento e acompanhamento de obras ou serviços técnicos;
• Fiscalização e desempenho de funções técnicas.
3.4 Meio ambiente e planejamento regional e urbano
• Georreferenciamento e topografia;
• Planejamento ambiental;
• Planejamento regional e urbano.
73CÓDIGO DE ÉTICA DO ARQUITETO E URBANISTAUNIDADE 4
3.5 Atividades especiais em arquitetura e urbanismo
• Assessoria e consultoria;
• Assistência técnica e vistoria;
• Perícia e avaliação;
• Elaboração de laudos e pareceres técnicos;
• Auditoria e arbitragem;
• Mensuração de áreas.
3.6 Ensino e pesquisa
• Atuação em instituições de ensino;
• Pesquisa em arquitetura e urbanismo;
• Desenvolvimento de tecnologias construtivas e controle de qualidade.
3.7 Engenharia de segurança do trabalho
• Elaboração de planos e programas de segurança;
• Avaliação e mapeamento de riscos;
• Preparação de relatórios técnicos para fins judiciais;
• Emissão de laudos técnicos sobre condições de trabalho;
• Realização de inspeções e avaliações de condições laborais.
Porém, lembre-se, para exercer todas as atividades 
que competem ao título de arquiteto e urbanista, se faz 
necessário realizar o registro profissional no CAU do seu 
Estado ou do Distrito Federal. Tendo como requisitos para 
o registro: capacidade civil e diploma de graduação em 
arquitetura e urbanismo, obtido em instituição de ensino 
superior oficialmente reconhecida pelo poder público.
“O registro habilita o profissional a atuar em todo o território nacional” (BRASIL, 2010).
NORMAS REGULAMENTADORAS 
E TÉCNICAS APLICADAS À 
ARQUITETURA E URBANISMO4
TÓPICO
74CÓDIGO DE ÉTICA DO ARQUITETO E URBANISTAUNIDADE 4
As Normas Regulamentadoras (NR) são disposições adicionais ao Capítulo V 
(Segurança e Medicina do Trabalho) do Título II da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), 
conforme estabelecido pela Lei n.º 6.514, de 22 de dezembro de 1977. Elas estabelecem 
direitos, deveres e obrigações tanto para empregadores quanto para trabalhadores, visando 
garantir um ambiente de trabalho seguro e saudável, com o intuito de prevenir acidentes e 
doenças ocupacionais (BRASIL, 1977).
Paralelamente às NRs, existem as Normas Técnicas (NBRs), definidas pela 
Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) como documentos estabelecidos 
por consenso e aprovados por organizações reconhecidas. Essas normas fornecem 
diretrizes e requisitos mínimos para atividades ou resultados específicos, com o objetivo 
de promover uma padronização adequada em determinado contexto. Ao contrário das 
NRs, que são obrigatórias, as NBRs têm caráter voluntário. No entanto, elas geralmente 
refletem o consenso sobre as melhores práticas em um determinado campo, obtido entre 
especialistas das partes envolvidas. Não conformidade com as NBRs pode exigir esforços 
adicionais para introduzir um produto ou serviço no mercado, incluindo a necessidade de 
demonstrar sua adequação às necessidades do cliente e garantir a compatibilidade com 
outros componentes e insumos (ABNT, 2006).
75CÓDIGO DE ÉTICA DO ARQUITETO E URBANISTAUNIDADE 4
Fonte: desenvolvido pela autora, 2023.
O propósito da normalização é chegar a soluções acordadas por todas as partes 
envolvidas para questões que ocorrem repetidamente. Isso se torna uma ferramenta 
eficaz para os agentes dos mercados autodisciplinarem-se, simplificando as questões e 
destacando para os legisladores se é necessário regulamentar áreas não abordadas por 
normas específicas (ABNT, 2006).
Fonte: desenvolvido pela autora, 2023.
Todas as profissões e campos de atuação têm suas próprias normas técnicas 
específicas, e isso também se aplica à arquitetura e ao urbanismo. De acordo com o CREA 
(2016), é essencial que todos os arquitetos e urbanistas estejam familiarizados com essas 
normas, pois elas estabelecem padrões de qualidade, segurança e normalização. Além 
disso, muitos agentes do mercado exigem a conformidade com essas regras como um 
padrão mínimo de qualidade e segurança.
Aqui estão algumas das principais Normas Brasileiras (NBRs) que são fundamentais 
para o dia a dia do arquiteto e urbanista:
76CÓDIGO DE ÉTICA DO ARQUITETO E URBANISTAUNIDADE 4
TABELA 1: NORMAS TÉCNICAS APLICADAS À ARQUITETURA E URBANISMO
ABNT NBR Título
ABNT NBR 6118:2014 Projeto de estruturas de concreto – Procedimentos
ABNT NBR 6492:2021 Documentação técnica para projetos arquitetônicos e 
urbanísticos - RequisitosABNT NBR 7190:1997 Projetos de estruturas de madeira
ABNT NBR 9050:2015 Acessibilidade
ABNT NBR 10126:1987 Cotagem em desenho técnico
ABNT NBR 13532:1995 Elaboração de projetos de edificações - Arquitetura
ABNT NBR 15575:2013 Edificações habitacionais - Desempenho
ABNT NBR 16280:2015 Reforma em edificações
ABNT NBR 16537:2016 Acessibilidade – Sinalização tátil no piso – Diretrizes 
para elaboração de projetos de instalação
ABNT NBR 
16636:2017/2020
Elaboração e desenvolvimento de serviços técnicos es-
pecializados de projetos arquitetônicos e urbanísticos
Fonte: desenvolvido pela autora, 2023.
Caro aluno, é importante ressaltar que as normas técnicas elaboradas pela ABNT 
são cruciais para orientar os processos construtivos, assegurando a qualidade, segurança 
e conformidade dos projetos arquitetônicos, bem como a execução de obras e reformas. 
Portanto, é imprescindível que os profissionais analisem minuciosamente todas as normas 
pertinentes antes de iniciar qualquer projeto, garantindo assim o cumprimento das diretrizes 
estabelecidas e a excelência no resultado.
77CÓDIGO DE ÉTICA DO ARQUITETO E URBANISTAUNIDADE 4
“Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas, ao tocar uma alma humana, seja apenas outra 
alma humana.”
Fonte: Carl G. Jung
“Se amanhã você quiser ser um grande profissional, comece hoje sendo um grande aprendiz.”
Fonte: Inácio Dantas
No site do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU), é possível acessar uma série de vídeos intitulada 
“Empreender Arquitetura”, que é veiculada semanalmente no canal do CAU/SC no YouTube. Esta iniciativa 
é realizada pelo CAU/SC, por meio da Comissão de Exercício Profissional (CEP), com produção a cargo do 
professor Ênio Padilha.
Os vídeos abordam uma variedade de temas relevantes para arquitetos, incluindo empreendedorismo, 
estratégias empresariais, modelos e planos de negócios, contrato social e legislações pertinentes à profis-
são. Esta série oferece uma oportunidade valiosa para os profissionais da área se manterem atualizados e 
adquirirem conhecimentos relevantes. Vale a pena conferir!
Link: https://www.causc.gov.br/projetos/empreender-arquitetura/
https://www.causc.gov.br/projetos/empreender-arquitetura/
78CÓDIGO DE ÉTICA DO ARQUITETO E URBANISTAUNIDADE 4
Nossa viagem juntos pela Ética e Legislação chegou ao fim! Entretanto, o seu 
caminho na arquitetura continuará, e você já sabe que o conhecimento deve ser sempre 
renovado, certo? Explore o máximo que puder, busque por mais informações, seja em 
livros, sites, vídeos, artigos científicos, revistas e documentários, lembre-se que para se 
tornar um grande profissional, você deve ser, primeiro, um grande aprendiz!
Para finalizarmos nossa caminhada, lembre-se que, um bom profissional sempre 
alia seus conhecimentos técnicos com uma boa conduta ética, assumindo seu papel de 
transformador e agente de evolução da sociedade.
As obrigações que você deve desempenhar como um arquiteto e urbanista nunca 
devem ser esquecidas, sendo levadas como um guia e norteador para um brilhante futuro 
profissional.
As atividades que você pode exercer como um arquiteto podem ser sempre 
consultadas novamente na Lei n.º 12.375. Lembre-se que é necessário emitir sempre um 
Registro de Responsabilidade Técnica (RRT) para a atividade que estará desempenhando, 
e levar em consideração as diretrizes das Normas Regulamentadoras (NRs) vigentes para 
a Arquitetura e Urbanismo.
Agradeço a sua companhia até aqui, chegou a hora de você explorar novos 
caminhos do conhecimento, Um grande abraço!
CONSIDERAÇÕES FINAIS
79CÓDIGO DE ÉTICA DO ARQUITETO E URBANISTAUNIDADE 4
MATERIAL COMPLEMENTAR
FILME/VÍDEO
• Título: The Human Scale
• Ano: 2012
• Sinopse: “The Human Scale” é um documentário que oferece uma 
perspectiva crítica sobre a maneira como planejamos e utilizamos 
nossas cidades. Baseado em um estudo de 40 anos realizado pelo 
arquiteto Jan Gehl, o filme apresenta dados reveladores sobre a 
ocupação dos espaços urbanos. Com mais da metade da população 
mundial vivendo em áreas urbanas atualmente e previsões de que 
esse número chegará a 80% até 2050, as questões levantadas 
pelo documentário são mais relevantes do que nunca. Por meio de 
depoimentos de arquitetos, urbanistas e pensadores contemporâneos, 
o filme questiona a inclusividade dos espaços públicos, a forma como 
as pessoas interagem com a cidade e por que as necessidades 
humanas muitas vezes são negligenciadas em favor de outros 
interesses na hora de planejar o desenvolvimento urbano.
LIVRO
• Título: Muito Além das Expectativas
• Autor: Carlos Busch
• Editora: Gente
• Sinopse: Em seu livro ‘Muito Além das Expectativas’, Carlos Busch 
compartilha insights sobre como se destacar em um mercado em 
constante evolução. Ele ressalta a importância de questionar as normas 
estabelecidas e persistir em suas próprias ideias e visões para se tornar 
um verdadeiro pioneiro. Em um ambiente onde a irrelevância ameaça 
muitos executivos e empresas, é essencial evitar a armadilha da 
conformidade e buscar constantemente a excelência. Busch apresenta 
histórias inspiradoras de indivíduos e empresas que transcenderam as 
expectativas e alcançaram o sucesso. Seu método dos 5Ps - Propósito, 
Pioneirismo, Pense e Faça, Performance e Pessoas - oferece um guia 
para se tornar o protagonista de sua jornada, incentivando a ação 
proativa e a busca pela excelência constante.
80
Parabéns por chegar ao fim dessa jornada de aprendizagem! O processo de 
aprimoramento nunca cessa, e como futuros arquitetos(as) e urbanistas, estamos em 
constante construção para enfrentar os desafios éticos e legais que nos aguardam. Ao 
longo desta disciplina, exploramos conceitos fundamentais que permeiam o empolgante 
mundo da ética e legislação no campo da arquitetura e urbanismo.
Na primeira unidade, compreendemos a importância de aplicar a ética e a moral em 
nossa atuação profissional. Exploramos como as influências sociais moldam nossa conduta 
moral e discutimos sobre o relativismo moral na sociedade, buscando lapidar nosso senso 
crítico e considerar os efeitos e consequências de nossas escolhas. Com isso, na segunda 
unidade, conhecemos a relação entre a lei e a moralidade legal, aprofundando nossa 
compreensão sobre o tema.
Na terceira unidade, abordamos o conceito de cidadania e sua relevância na construção 
da diversidade social. Exploramos as diversas parcelas que moldam a riqueza cultural brasileira 
e como a cultura é um ingrediente essencial para a evolução tanto do indivíduo quanto da 
sociedade. Além disso, compreendemos como o trabalho se torna um agente transformador da 
realidade, impulsionando a busca por novas conquistas e evoluções.
A última unidade nos trouxe uma visão mais clara do Código de Ética do Conselho 
de Arquitetura e Urbanismo (CAU), possibilitando uma maior compreensão das condutas 
profissionais. Entendemos o papel do profissional perante a sociedade, abrindo espaço 
para discussões e a aplicação das obrigações e leis específicas para cada nicho do 
mercado de trabalho.
Agora, desejo a você, caro(a) aluno(a), muito sucesso em sua jornada de 
conhecimento! Lembre-se de que a atualização contínua é essencial para se destacar como 
profissional. O campo da arquitetura e urbanismo é apaixonante e repleto de oportunidades 
para criar espaços que impactem positivamente a sociedade. Continue se dedicando ao 
estudo ético e legal da profissão, pois isso o (a) tornará um (a) profissional mais completo(a) 
e preparado (a) para enfrentar os desafios do mundo contemporâneo. Parabéns novamente, 
e que sua trajetória seja repleta de conquistas e realizações!
Sucesso, Profª. Bárbara Peixoto.
CONCLUSÃO GERAL
81
ABNT ISO/IEC Guia 2:2006. Normalização e atividades relacionadas – Vocabulário geral. 
Rio de Janeiro: ABNT, 2006. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS.
ANDRADE, Inacilma Rita Silva. Ética Geral e Profissional. Salvador: UFBA, Faculdade de 
Ciências Contábeis, 2017.ANTUNES, Maria Thereza Pompa. Ética. 1ed. Pearson, 2012.
ARANHA, Maria Lúcia Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando – Introdução à 
Filosofia. 2º ed. São Paulo: Moderna, 1993.
ARAÚJO JÚNIOR, Francisco Milton. A terceirização e o descompasso com a higidez, saúde 
e segurança no meio ambiente laboral: responsabilidade solidária do tomador do serviço 
a partir das normas de saúde e segurança no trabalho. Revista do Tribunal Regional do 
Trabalho da 3ª Região, Belo Horizonte, v. 58, n. 89, 2014.
ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. Tradução de Leonel Vallandro e Gerd Bornheim, da 
versão inglesa de W. D. Ross. São Paulo: Editora Nova Cultural, 1991.
ARON, R. As etapas do pensamento sociológico. 5ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 2000.
ARRUDA, Maria Cecília Coutinho de; Whitaker. Maria do Carmo; Ramos, José Maria 
Rodriguez. Fundamentos de Ética Empresarial e Econômica. São Paulo: Atlas, 5ªed., 2017.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10126: Versão Corrigida: 
1998 Cotagem em desenho técnico - Procedimento. Rio de Janeiro: ABNT, 1987.
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e desenvolvimento de serviços técnicos especializados de projetos arquitetônicos e 
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urbanísticos. Parte 2: Projeto Arquitetônico.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 16636-3:2020 - Elaboração 
e desenvolvimento de serviços técnicos especializados de projetos arquitetônicos e 
urbanísticos. Parte 3: Projeto Urbanístico.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6118: projeto de estruturas de 
concreto – procedimentos. Versão corrigida. Rio de Janeiro, 2014.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6492: Representação de 
projetos de arquitetura. Rio de Janeiro, 1994.
83
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madeira. São Paulo, 1997.
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AURELIO, B. H. de H. Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Nova 
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https://transparencia.caubr.gov.br/resolucao52/
https://transparencia.caubr.gov.br/resolucao52/
84
BRASIL. Lei n.º 12.378, de 31 de dezembro de 2010. Regulamenta o exercício da 
Arquitetura e Urbanismo; cria o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil – CAU/BR 
e os Conselhos de Arquitetura e Urbanismo dos Estados e do Distrito Federal – CAUs; e dá 
outras providências. Brasília, DF: Diário Oficial da União, 2010.
BRASIL. Lei n.º 6.512, de 22 de dezembro de 1977. Altera o capítulo V do Título II da 
Consolidação das Leis do Trabalho, relativo a segurança e medicina do trabalho e dá outras 
providências. Brasília, DF. Diário Oficial da União, 1977.
BRASIL. Ministério do Trabalho (MTB). Portaria n. 3.214, de 8 de junho de 1978 [Aprova 
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Plano de Estudos
• A ética e a moral;
• O homem, um ser consciente;
• O indivíduo e a sociedade;
• Relativismo moral.
Objetivos da Aprendizagem
• Conceituar ética e moral;
• Relacionar a ética e a filosofia;
• Compreender a consciência moral e a conduta ética individual e 
coletiva;
• Analisar as influências sociais na formação da conduta moral do 
indivíduo;
• Discutir sobre o relativismo moral na sociedade.
Professor(a) Me. Bárbara Peixoto de Araujo
INTRODUÇÃO: A ÉTICA INTRODUÇÃO: A ÉTICA 
E A MORALE A MORAL1UNIDADEUNIDADE
INTRODUÇÃO
8INTRODUÇÃO: A ÉTICA E A MORALUNIDADE 1
Olá aluno (a), tudo bem? Seja bem-vindo (a) à nossa primeira unidade da disciplina 
de Ética e Legislação para Arquitetura e Urbanismo. Acredito que, assim como eu, você 
deve estar com muitas expectativas para iniciar essa trilha de aprendizagem. Portanto, 
procure um lugar confortável e se acomode, porque vamos realizar uma introdução à ética 
e a moral a partir de agora.
Vamos compreender juntos como a ética está relacionada com as influências que 
recebemos da sociedade e dos grupos sociais as quais estamos inseridos. A maneira como 
buscamos seguir a conduta ética, de acordo com os ensinamentos e aperfeiçoamentos do 
que é moralmente correto, ditado pelas tradições transculturais. 
Para lapidar a temática, no primeiro tópico abordaremos sobre a ética e a moral, 
conceituando os termos e analisando como a filosofia uniu duas palavras com sentidos 
etimológicos diferentes, uma vez que a ética é original do grego que significa “caráter” e 
a palavra “moralis” que significa “moral” vem do latim. Buscaremos juntos compreender 
as relações dos termos às ricas considerações de dois importantes filósofos, Aristóteles e 
Emmanuel Kant, que contribuíram com a lapidação do que hoje entendemos como ética! 
Essas duas importantes figuras da história da filosofia são os destaques dessa primeira 
parte da unidade.
Já no nosso segundo tópico, estudaremos a relação do homem e a sua consciência 
que molda suas atitudes sobre a relação da sua conduta moral junto a sociedade. 
Analisaremos como a ética está relacionada com a forma que somos ensinados sobre o 
que é certo e errado.
O que nos leva ao assunto do tópico três, que apresenta a respeito da relação do 
indivíduo e a sociedade, em como as influências sociais interferem na formação cultural e 
moral do homem.
No quarto e último tópico vamos discutir sobre o relativismo moral, visto que, 
qualquer ponto de vista é levado em consideração, principalmente sobre a necessidade de 
se submeter a comportamentos pré-estabelecidos pela sociedade, sobretudo nos aspectos 
culturais e religiosos de um determinado grupo social.
Está preparado?! Bons estudos
A ÉTICA E A MORAL1
TÓPICO
9INTRODUÇÃO: A ÉTICA E A MORALUNIDADE 1
Para compreendermos a ética e a moral é preciso antes entender a filosofia e seus 
preceitos, já que é um estudo crítico baseado na razão humana dos problemas fundamentais 
que dizem respeito ao existente, a conduta humana consigo e com o próximo, em suma, 
ao conhecimento e ao comportamento humano. O filósofo, palavra de origem grega que 
significa a junção de philos = amigo e sophia = sabedoria, conhecimento, é, portanto, desde 
a Grécia antiga, considerado um “amigo do saber” (MARCON, 2017).
“[...] o que chamamos de filosofia mudou ao longo da história da humanidade. 
Na antiguidade, as diferenças entre ciência e filosofia não eram muito claras, 
e os primeiros filósofos foram também os primeiros cientistas. Pode-se dizer 
que a filosofia é a “ciência-mãe”, da qual pouco a pouco foram se separando 
formas de pensar e métodos que mais tarde se especializaram e se tornaram 
independentes – essas formas de pensar e métodos são aquilo que hoje você 
chama de ciência” (MARCON, 2017, p. 3).
O indivíduo busca desenvolver sua própria compreensão a partir da análise crítica 
da tradição filosófica e dos desenvolvimentos atuais. Ou seja, o estudo da filosofia tem 
sido a principal disciplina que guia os seres humanos a refletirem sobre a moral e a ética, 
abordando questões profundas sobre o que é certo e errado, distinguindo o bem e o mau, e 
também determinando o justo e o injusto. Essas reflexões, surgem a partir do senso comum, 
ou seja, do conhecimento construído por tentativa e erro, que se refere a uma forma de 
raciocinar que adota um código de conduta compartilhado que é comumente aceito pela 
sociedade, passada de geração a geração, reconhecidas pelos seus valores e princípios.
10INTRODUÇÃO: A ÉTICA E A MORALUNIDADE 1
Porém, não necessariamente segue as diretrizes estabelecidas pelas leis, 
dependendo mais de um pressuposto de boa-fé sobre qual ação é correta e qual não é, 
na qual, estas ações bem intencionadas são pensadas como tendo as melhores intenções 
para a coletividade do que é bom, certo e justo, em vez de priorizar o interesse individual 
(SÁ, 2009; ANTUNES, 2012; MARCON, 2017).
A capacidade de autoconsciência é especialmente significativa para os seres 
humanos, porque permite que eles se reconheçam a si mesmos como indivíduos únicos 
e distintos, capazes de refletir sobre suas próprias experiências e emoções. Isso também 
significa que as pessoas podem tomar decisões conscientes com base em suas próprias 
crenças, valores e desejos (PULS, 2006). A busca da compreensão sobre a consciência 
humana é pauta desde a era pré-socrática e desde então é repercutida e rediscutida nas 
reflexões sobre a conduta humana (SÁ, 2009).
Antes de qualquer citação sobre filósofos e estudos a respeito da ética e a moral, 
é importante a compreensão sobre estas duas palavras que muitas vezes são usadas 
alternadamente com o mesmo propósito e finalidade, mas que possuem significados 
distintos. No sentido etimológico, a palavra “moral” vem do latim “moralis”, que significa 
“relativo aos costumes ou hábitos”, enquanto a palavra “ética” vem do grego “ethos”, que 
significa “caráter ou modo de vida” (VÁZQUEZ, 2012; MARCON, 2017).
A moral é um conjunto de regras e valores que orientam o comportamento humano 
em uma determinada sociedade ou grupo. É um conjunto de costumes, hábitos e normas 
que foram estabelecidos ao longo do tempo e que são transmitidos de geração em 
geração. A moral é influenciada por fatores como a religião, a cultura, a história e a tradição 
(VÁZQUEZ, 2012).
Por outro lado, a ética é uma reflexão crítica sobre a moral. É um campo de estudo, 
ou ciência, que busca entender os princípios que orientam o comportamento humano e 
a sua justificação racional. A ética busca compreender os valores que devem orientar a 
conduta humana, independentemente de sua origem histórica ou cultural (VÁZQUEZ, 2012; 
MARCON, 2017).
Embora a moral e a ética tenham origens diferentes, elas estão intrinsecamente 
relacionadas. A moral nos estabelece um conjunto de regras, valores e normas que orientam 
o comportamento humano em uma determinada sociedade, enquanto a ética se preocupa 
11INTRODUÇÃO: A ÉTICA E A MORALUNIDADE 1
em justificar esses valores e normas de forma racional. A ética questiona os valores morais 
e busca entender se eles são justificáveis e universais, partindo do entendimento que a 
ética é aquilo que não foi produzido de forma intencional, com a intenção subjetiva de 
prejudicar (SÁ, 2009). Desta forma, ambas têm uma importância fundamental, seja em 
consciência individual ou nas relações em sociedade.
1.1 Ética e filosofia
Por meio dos ensinamentos da filosofia, os indivíduos são capazes de entender 
melhor a conduta moral e ética necessária para uma vida saudável em sociedade, e para 
isso os filósofos desempenharam um papel importante na formação de princípios éticos 
e morais ao longo dos séculos. A cronologia do entendimento sobre as discussões de 
ética – e consequentemente a relação com a moral – é apresentada nos registros desde 
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	Site UniFatecie 3:pré-socráticos, ou seja, antiquíssimos (VÁZQUEZ, 2012). Agora, vamos estudar os 
dois principais pensadores que se destacam no estudo da ética, que são: (1) Aristóteles, 
discípulo de Platão; e (2) Immanuel Kant.
1.1.1 Aristóteles
Nasceu na Macedônia no ano de 384 a.C. e aos 18 anos foi para Atenas, estudar filosofia 
na academia de Platão, se destacando como o mais brilhante discípulo. Após a morte de Platão, 
Aristóteles (figura 1) seguiu seu próprio caminho, fundando sua própria escola e passou então 
a dividir caminhos, o que originou o nome da sua escola que ficou conhecida como “escola 
peripatética” (caminho), oportunizando o conhecimento e proporcionando novas caminhadas a 
partir de discussões e lições (PULS, 2006; MARCONDES, 2007; VÁZQUEZ, 2012).
FIGURA 1: ARISTÓTELES, FILÓSOFO GREGO
Fonte: Elaborado pela autora com base em Nodari (2023)
12INTRODUÇÃO: A ÉTICA E A MORALUNIDADE 1
Atuando na quebra do dualismo platônico, Aristóteles acreditava que existia uma 
divisão, ou dicotomia, entre o mundo natural e o abstrato mundo das formas (MARCONDES, 
2007). Pois, ao contrário de Platão, Aristóteles presumia que o indivíduo buscava aperfeiçoar 
o que conhecia do mundo natural, recriando suas formas em novas obras, a partir do que 
era observado, sentido e apreciado do mundo natural (PULS, 2006).
A virtude aristotélica está relacionada ao íntimo do ser humano, ultrapassando a 
face apenas do comportamento humano louvável. Na conduta respeitosa por si e aos seus 
semelhantes. A essência natural da relação humana que busca viver em harmonia, sem 
causar malefícios, vivendo respeitosamente em pleno acordo com a natureza da alma: a 
prática do amor (SÁ, 2009; NODARI, 2010).
O ser humano naturalmente é um animal político, ou seja, um ser social que vive em 
uma sociedade e depende das relações para realizar suas conquistas e atingir a “felicidade”. 
Face a isso, a ética para Aristóteles é uma virtude humana, e sustenta que essa virtude está 
relacionada com o hábito, ou seja, aos valores vivenciados. Assim, ensinar o que é ético, atua 
no fortalecimento da conduta moral do homem, uma vez que acredita ser possível, através 
do ensinamento lapidar e aperfeiçoar a capacidade humana de compreender a ética e assim, 
viver em harmonia em uma cidade (polis) (MARCONDES, 2007; VÁZQUEZ, 2012).
A Ética a Nicômaco é uma obra escrita por Aristóteles, por volta de 340 a.C. e é 
considerada uma das principais obras da ética ocidental, que busca apresentar uma reflexão 
sobre as virtudes e o comportamento humano. Aristóteles argumenta que a felicidade (ou 
eudaimonia, do grego) é o objetivo último da vida humana, e que essa felicidade só pode ser 
alcançada através da prática das virtudes. Considerando ainda que as virtudes são hábitos 
adquiridos ao longo da vida, que nos levam a agir de forma correta e a encontrar o equilíbrio 
entre excessos e deficiências, o que chama de “excelência moral” (MARCONDES, 2007; 
NODARI, 2010; VÁZQUEZ, 2012).
A amizade é uma ação da virtude, é a relação íntima de troca entre os seres humanos, 
assim atribui três relações: (1) amizades fundadas sobre o interesse; (2) amizades fundadas 
sobre o prazer; e (3) amizades fundadas sobre o bem. A qual atribui como menos estimável, 
a primeira delas, uma vez que os interesses individuais não devem ditar as relações, pois 
não se tratam de virtudes genuínas (NODARI, 2010).
Além disso, Aristóteles também discute a importância da amizade na vida humana e 
a relação entre a ética e a política (social), defendendo que estão intimamente relacionadas 
e que a busca pela felicidade individual deve estar sempre em harmonia com o bem comum 
da sociedade (MARCONDES, 2007; VÁZQUEZ, 2012).
13INTRODUÇÃO: A ÉTICA E A MORALUNIDADE 1
1.1.2 Kant
Ilustrado na Figura 2, Immanuel Kant (1724-1804) foi um filósofo alemão amplamente 
considerado um dos pensadores mais influentes da filosofia ocidental moderna. Ele é mais 
conhecido por seus trabalhos sobre metafísica, ética e epistemologia, que tiveram um 
profundo impacto no pensamento filosófico subsequente (VÁZQUEZ, 2012).
FIGURA 2: KANT, FILÓSOFO ALEMÃO
Fonte: Elaborado pela autora com base em Nodari (2023)
Kant publicou em 1781 sua obra mais influente “Crítica da Razão Pura” que trata 
da ética. O livro é uma análise crítica da metafísica tradicional e da teoria do conhecimento 
que a sustenta. Kant argumenta que a metafísica tradicional é baseada em pedidos 
problemáticos sobre a natureza do conhecimento humano e da realidade. Ele propõe uma 
nova abordagem para o estudo da metafísica que se concentra na natureza da experiência 
humana e na estrutura da mente humana (MARCONDES, 2007).
Kant argumenta que todo conhecimento começa com a experiência sensorial e 
que a mente humana é responsável por estruturar essa experiência em objetos coerentes 
e compreensíveis. Ele introduz a distinção entre intuições sensíveis e conceitos puros 
do entendimento, e argumentos que ambos são necessários para o conhecimento 
(MARCONDES, 2007; SÁ, 2009).
Kant conclui que uma investigação mais profunda da estrutura da mente humana 
e da natureza do conhecimento humano é limitada por certas categorias ou formas a 
priori do entendimento, que estruturam a experiência e tornam o conhecimento possível. 
Assim, essas categorias são universitárias e necessárias para todo conhecimento humano 
(MARCONDES, 2007; SÁ, 2009).
14INTRODUÇÃO: A ÉTICA E A MORALUNIDADE 1
Uma das principais contribuições desta obra é a distinção entre conhecimento 
analítico e conhecimento sintético, na qual o conhecimento analítico é aquele em que o 
predicado já está contido no sujeito, enquanto o conhecimento sintético é aquele em que o 
predicado é adicionado ao sujeito. Kant argumenta que todo conhecimento sintético requer 
uma fonte externa de informação e que, portanto, a metafísica tradicional, que se baseia no 
conhecimento sintético, é problemática (MARCONDES, 2007; SÁ, 2009; VÁZQUEZ, 2012).
A teoria ética de Kant, conhecida como ética deontológica, enfatiza o dever moral de 
agir de acordo com a razão e os princípios morais universais, e não com base na inclinação 
ou desejo pessoal. Ele argumentou que o valor moral de uma ação não reside em suas 
consequências, mas na intenção por trás dela. O formalismo Kantiano, a respeito da “boa 
vontade” de ser bom (SÁ, 2009; VÁZQUEZ, 2012).
Para Kant, a moralidade é baseada em imperativos categóricos, que são regras ou 
princípios morais absolutos que devem ser seguidos independentemente de qualquer interesse 
pessoal. Ele afirmava que existem dois tipos de imperativos categóricos: o imperativo hipotético, 
que depende de um desejo ou objetivo específico, e o imperativo moral, que é baseado na 
razão e na autoridade humana (MARCONDES, 2007; VÁZQUEZ, 2012).
Kant também enfatizava a importância do respeito. Ele acreditava que todas as 
pessoas têm uma herança inerente e que devem ser tratadas como fins em si mesmas, e 
não apenas como meios para alcançar objetivos pessoais. Isso significa que não podemos 
usar outras pessoas como objetos para alcançar nossos próprios objetivos ou desejos, 
caso seja intencional, o indivíduo perde o direito de ser virtuoso (SÁ, 2009).
Desta forma, a ética de Kant se concentra em princípios básicos e incondicionais, 
como a lei moral e o respeito pela humanidade. E a importância da intenção por trás das 
ações e da obrigação moral independentemente das consequências (MARCONDES, 2007; 
SÁ, 2009; VÁZQUEZ, 2012).
O HOMEM, UM SER 
CONSCIENTE2
TÓPICO
15INTRODUÇÃO: A ÉTICA E A MORALUNIDADE 1
A obrigatoriedade moral é um termo utilizado para descrever sobre a conduta ética 
pautada em princípios enraizados na cultura e sociedade. São diretrizes que norteiam o 
pensamento e as atitudes do indivíduo quanto às suas escolhas. A consciência possui 
dois significados distintos que podem ser aplicados a situações diversas: o primeiro deles 
ao que diz respeito ao sentido literal da palavra“consciência” por exemplo: “fulano perdeu 
a consciência” ou então “fulano não tinha consciência dos perigos”, porém a consciência 
dos atos, e o interesse em manter a boa conduta, parte da relação voluntária ou não dos 
conhecimentos que são adquiridos durante a vida, julgando empiricamente o que é certo ou 
errado, bem ou mal, justo ou injusto (VÁZQUEZ, 2012).
A consciência também permite que as pessoas desenvolvam um senso de 
moralidade e ética. A moralidade se refere aos princípios que orientam o comportamento 
humano e a ética é o estudo desses princípios. A consciência permite que as pessoas 
considerem o impacto de suas ações sobre os outros e o mundo ao seu redor. Isso significa 
que as pessoas podem avaliar as consequências de suas ações e decidir agir de forma 
moralmente correta, que dependem de fatores e conexões (SÁ, 2009).
O julgamento das atitudes, são retratados pelo próprio indivíduo através da sua 
conduta. Pela razão da consciência estar intimamente relacionada com o ato moral. Sendo 
que, o conhecimento passado ao indivíduo sobre as regras morais, torna este sujeito capaz 
de lidar com sua própria consciência ética. Desta forma, o termo “consciência ética” está 
relacionado intimamente com “obrigatoriedade” (SÁ, 2009; VÁZQUEZ, 2012).
O INDIVÍDUO E A 
SOCIEDADE3
TÓPICO
16INTRODUÇÃO: A ÉTICA E A MORALUNIDADE 1
O indivíduo e a comunidade possuem uma ligação particular em relação ao 
caráter social da moral, ou seja, os indivíduos se submetem a princípios, normas ou 
valores socialmente estabelecidos. O indivíduo está sujeito a ser influenciado desde a sua 
infância, conforme ilustrado na esquematização da Figura 3, através de diversos caminhos, 
como: por meio dos pais, das amizades, no ambiente escolar e profissional, meios de 
comunicação, entre outros. Devido a isso, aos poucos vão se formando suas ideias morais 
e seus respectivos modelos de condutas comportamentais (VÁZQUEZ, 2012).
FIGURA 3: INDIVÍDUO ANTES E DEPOIS DE SER TOMADO PELAS INFLUÊNCIAS SOCIAIS.
Fonte: Elaborado pela autora com base em Vázquez (2012)
Durkheim elaborou o livro denominado Divisão do Trabalho Social, em 1893, tinha 
como tema central a relação entre o indivíduo e a sociedade. Sua atenção estava voltada para 
descobrir como os indivíduos formam a sociedade e o consenso em seu interior. Suposições que 
permitiram a Durkheim elaborar uma teoria norteadora de todas as suas reflexões, a teoria da 
solidariedade (LUCENA, 2012). Essa teoria foi dividida em duas dimensões, conforme Figura 4.
17INTRODUÇÃO: A ÉTICA E A MORALUNIDADE 1
FIGURA 4: DIMENSÕES DA TEORIA DA SOLIDARIEDADE DURKHEIMINIANA.
Fonte: Elaborado pela autora com base em Lucena (2012).
Para Durkheim o indivíduo nasce da sociedade, e não a sociedade nasce do 
indivíduo (ARON, 2000). A sociedade que favorece o crescimento individual é obrigada a 
respeitar a justiça. Pois, se os valores comuns de uma sociedade se enfraquecem, a mesma 
fica ameaçada de se fragmentar. O principal problema das sociedades contemporâneas é 
a relação entre o grupo e os indivíduos. O individualismo é considerado perigoso, pois 
exige da sociedade além do que se é esperado. Nesse contexto, Durkheim defende que as 
organizações de grupos profissionais propiciem a inclusão desses indivíduos à sociedade, 
solucionando assim esse problema (LUCENA, 2012).
 Durkheim diferencia a consciência individual da consciência coletiva, onde a 
consciência coletiva provém da junção das consciências particulares que atuam e refilam 
umas sobre as outras, oferecendo uma nova realidade, mais vantajosa e atraente do que a 
condição individual. Desta forma, o social excede o individual, proporcionando bem-estar, 
equilíbrio e inclusão (COSTA, 2016).
É na consciência individual que ocorrem as decisões de caráter moral, mas, por estar 
condicionada socialmente, ou seja, haver influência de diversos fatores sociais, não pode 
deixar de retratar o contexto societário presente e, por conseguinte, indivíduos diferentes 
que, em um mesmo período, pertencem a um mesmo grupo social, agem de forma análoga. 
18INTRODUÇÃO: A ÉTICA E A MORALUNIDADE 1
Nesse contexto, se torna evidente que a individualidade é um produto social, e são 
as relações sociais predominantes numa determinada época que demonstram a maneira 
que a individualidade expõe a sua própria natureza social (VÁZQUEZ, 2012).
Vázquez (2012) salienta ainda que, nas sociedades primitivas, a coesão comunitária 
se preserva por meio da absorção quase total do indivíduo na sociedade como um todo. Já 
na sociedade capitalista, o indivíduo é o suporte ou a representatividade de determinadas 
relações sociais, mesmo que sua conduta individualista não se esgote no aspecto social 
que o sistema lhe estabelece.
Para Martins (2021) ‘’a imagem que os indivíduos têm e/ou constroem de si mesmos 
não se desliga do que ocorre na sociedade’’. É a formação de seu caráter em relação ao mundo 
que proporciona ao indivíduo os meios necessários para construção de sua autoimagem. Assim, 
a distinção entre o eu e o mundo se apresenta diretamente na construção de si.
RELATIVISMO 
MORAL4
TÓPICO
19INTRODUÇÃO: A ÉTICA E A MORALUNIDADE 1
O Relativismo é considerado uma corrente filosófica que com o passar dos dias vem 
crescendo cada vez mais, no mundo inteiro e nos mais diferentes setores da sociedade, seja 
na política, na moral, ética, educação ou religião, esse pensamento está presente. Isso é fruto 
da busca por querer construir um mundo em que tudo gira ao redor da subjetividade humana, 
onde o certo e o errado, a verdade ou a mentira, o justo e o injusto, depende apenas do modo 
como cada indivíduo interpreta o que está sendo apresentado (SANTOS, 2018).
Dentre as diversas correntes filosóficas, o relativismo se entrelaça com o ceticismo 
e o subjetivismo. A Figura 5 demonstra as características pertinentes a cada um.
FIGURA 5: CARACTERÍSTICAS DO CETICISMO E SUBJETIVISMO.
Fonte: Elaborado pela autora com base em Santos (2018) e Megale (2018).
20INTRODUÇÃO: A ÉTICA E A MORALUNIDADE 1
Para entender as raízes do relativismo é fundamental reportar-se a uma das 
grandes questões filosóficas e científicas, que consiste na busca das relações entre o real 
e o aparente, entre a forma de como percebemos o mundo e aquilo que ele realmente é 
(MICHELON JR., 2004). Sebold (2014) corrobora que a corrente filosófica do relativismo é 
fundamentada na crença de que não é possível estabelecer, de forma genuína e racional, 
o que é correto moralmente. 
4.1 O pensamento relativista
Quando falamos em pensamento relativista entende-se que com o passar do tempo 
a verdade não se torna algo superior, ou seja, não é algo absoluto e sim variável. Para um 
relativista todo ponto de vista é levado em consideração (SANTOS, 2018). O autor enfatiza 
ainda os esforços em querer destituir da vida das pessoas a capacidade dos indivíduos em 
buscar compreender os fatos, as razões, os acontecimentos e os objetos de forma única.
O relativismo moral indaga algumas questões relevantes, tanto morais quanto 
psicológicas (LA TAYLLE, 2010). Na perspectiva moral, a tolerância de forma ilimitada 
destrói a si mesma. Spaemann (1994, p. 23) destaca que “a tolerância não é, de forma 
alguma, a decorrência natural do relativismo moral, como é frequentemente afirmado. A 
tolerância tem seu fundamento numa convicção moral bem determinada, uma convicção 
para a qual exige-se universalidade”. 
La Taylle (2010) enfatiza do ponto de vista psicológico, como alguém pode realmente 
estar convencido que mutilar alguém é errado moralmente, aceitando sem nenhum problema 
de consciência que, se mutilem pessoas, seja de onde for? “Faltar-lhe-ia experimentar o 
sentimento de indignação, inseparável do sentimento de obrigatoriedade”.
Por fim, não há um modelo concludente de moralidade, nenhum tipo de 
posicionamento ou declaração apontada como certo ou errado, melhor ou pior. Como dito 
anteriormente, por se tratar de uma expressãofilosófica, o relativismo se fundamenta na 
relatividade do conhecimento, levando em consideração qualquer ponto de vista, além de 
que a moral absoluta não existe (SEBOLD, 2014).
4.1.1 A origem do pensamento
O pensamento do relativismo está presente nas obras de diferentes filósofos, dentre 
eles destacam-se Hume, Kant e Nietzsche. Esses filósofos dão lugar a percepção, intuição 
humana e a observação, excluindo a razão. A maneira de ver os fatos e objetos desses 
filósofos auxilia na formação do relativismo, uma linha de pensamento fundamentada na 
relatividade dos conceitos, fatos e acontecimentos (SANTOS, 2018).
21INTRODUÇÃO: A ÉTICA E A MORALUNIDADE 1
4.1.1.1 DAVID HUME
Nascido em 1711, David Hume (figura 6) acreditava que nenhum conhecimento pode 
ser alcançado pela razão, e sim pela experiência. Só seria possível alcançar o conhecimento 
objetivo passando pela experiência, mesmo possuindo grandes habilidades intelectuais 
(PEQUENO, 2012). Experiência firmada na percepção individual, ou seja, meio pelo qual 
o indivíduo organiza e interpreta suas sensações através dos sentidos, com o objetivo de 
compreender a importância de seu meio, sem o estudo pela razão (JOHAS, 2008, p. 33).
FIGURA 6: HUME, FILÓSOFO ESCOCÊS
Fonte: Elaborado pela autora com base em Pequeno (2023)
Para o filósofo, “todas as leis da natureza e todas as operações dos corpos são 
conhecidas apenas pela experiência (...)” (HUME, 1748, p. 43). Diante disso, Hume 
considerava que somente a razão poderia demonstrar um conhecimento objetivo e 
verdadeiro. Uma vez que, tudo é embasado na vivência das pessoas e em suas experiências, 
questionando de forma ímpia princípios que são fundamentais (SANTOS, 2018).
4.1.1.2 IMMANUEL KANT
O filósofo alemão Immanuel Kant, já apresentado no início dos estudos da unidade, 
também foi um importante filósofo que defendia a razão, mas, ao mesmo tempo, a revoga. 
Sua razão se fundamenta nos instintos naturais do ser humano, no que cada sujeito acha 
e não pelo que de fato é (SANTOS, 2018).
Santos (2018) ainda expõe sobre a diferença com o filósofo Hume, uma vez que para 
Kant a razão e a experiência são essenciais para se alcançar o conhecimento. Concordava 
apenas que, o conhecimento é resultado da interpretação subjetiva e da percepção. Nesse 
contexto, é possível mencionar, que para Kant, a experiência relacionada a intuição é a 
base para o conhecimento.
22INTRODUÇÃO: A ÉTICA E A MORALUNIDADE 1
4.1.1.3 FRIEDRICH NIETZSCHE
Nascido em 1844, Nietzsche (figura 7) foi um filósofo predecessor da pós-modernidade, 
suas ideologias favoreceram para o desenvolvimento dos princípios relativistas, mesmo 
existindo razões para tentar provar o contrário (MELO NETO, 2017; SANTOS, 2018).
FIGURA 7: NIETZSCHE, FILÓSOFO ALEMÃO
Fonte: Elaborado pela autora com base em Melo Neto (2023)
Nietzsche era individualista e excluía a razão, para ele tudo o que rodeia a vida 
humana ocorre por acaso, os indivíduos não possuem uma capacidade lógica diante dos 
acontecimentos e fatos (MELO NETO, 2017; SANTOS, 2018).
“Se o objetivo da ética é estudar a moralidade humana, talvez você esteja se perguntando qual é a sua 
finalidade. Ela pretende apenas descrever o que é considerado moral ou tornar o homem mais ético?”
Fonte: (ANTUNES, 2012, p. 24).
O estudo sistemático da sociedade, das instituições sociais e das relações humanas nos ajuda a compreen-
der como as pessoas se relacionam umas com as outras, na conduta moral, sobre suas escolhas e maneiras 
de conduzir aos seus objetivos individuais e coletivos. 
Émile Durkheim (1858-1917) foi um sociólogo francês, considerado um dos fundadores da sociologia mo-
derna. Uma de suas principais contribuições foi a ideia de que os fenômenos sociais têm uma realidade 
objetiva e independente da vontade individual, o que ele chamou de “fatos sociais”. Ele argumentou que 
esses fatos sociais são estudados e discutidos como objetos empíricos, e que contribuem com a compreen-
são das suas causas e efeitos. 
Fonte: A autora (2023).
23INTRODUÇÃO: A ÉTICA E A MORALUNIDADE 1
Chegamos ao final da nossa primeira unidade! Espero que você tenha aproveitado 
ao máximo os conhecimentos apresentados aqui. Você sabe que seus estudos sobre esses 
assuntos não acabam aqui, né?! Agora é o momento de procurar por mais informações, 
continuar suas pesquisas em sites, revistas, artigos científicos, livros e vídeos, a fim de 
enriquecer ainda mais seu repertório sobre o assunto!
Sabendo que você vai continuar seus estudos depois de finalizar a leitura da nossa 
unidade, precisamos fechar nossas discussões entendendo que a ética e a moral estão 
intrinsecamente relacionadas com a nossa conduta social.
Além disso, entendemos que os conceitos atribuídos sobre os termos: ética e moral, 
são discutidos desde o início da filosofia, e instiga a sociedade a refletir sobre o homem 
como um ser capaz de escolher fazer o bem e a ser justo. 
Nossa missão, enquanto futuros arquitetos e urbanistas, é compreender o universo 
que cerca a sociedade, a fim de lapidar nossas condutas para que sejam morais e éticas. 
Para isso, é necessário compreender os conceitos e assimilar a nossa forma de lidar com 
as mais diversas situações.
Agradeço pela companhia e até a próxima unidade, Abraço!
CONSIDERAÇÕES FINAIS
MATERIAL COMPLEMENTAR
24INTRODUÇÃO: A ÉTICA E A MORALUNIDADE 1
FILME/VÍDEO
• Título: Efeito Borboleta
• Ano: 2004
• Sinopse: A história gira em torno de Evan Treborn (Kutcher), um 
jovem estudante universitário que sofre de lapsos de memória desde 
a infância. Evan encontra um diário que ele escreveu quando criança e 
começa a ler suas anotações. Ao fazer isso, ele começa a ter visões do 
passado e pode mudar o curso dos eventos que o levaram a esquecer 
as memórias. O filme traz diversas questões éticas e morais que se 
relacionam com as ações e escolhas dos personagens. Uma das 
principais questões éticas do filme é a ideia de que mudar o passado 
tem consequências imprevisíveis e graves no presente e no futuro. 
Evan, o protagonista, utiliza seu poder de mudar o passado para tentar 
melhorar a vida de seus amigos, mas acaba criando problemas ainda 
maiores. A partir disso, o filme levanta a questão moral de até onde é 
ético e moralmente correto interferir no passado, já que nossas ações 
podem ter consequências que afetam não só a nossa vida, mas também 
a de outras pessoas. Além disso, o filme também aborda a questão do 
livre-arbítrio e como as escolhas que fazemos podem influenciar nossas 
vidas e as vidas de outras pessoas. Desta forma, o filme mostra como 
nossas ações têm um efeito em cascata que pode afetar as vidas de 
outras pessoas de maneiras inesperadas e até mesmo trágicas.
• Link do vídeo: www.youtube.com/watch?v=jsUbVMvShz8
LIVRO
• Título: Ética a Nicômaco
• Autor: Antonio de Castro Caeiro
• Editora: Gen Forense
• Sinopse: Apresenta uma visão abrangente e sofisticada da 
moralidade e da virtude, e é uma obra essencial para quem deseja 
entender a ética ocidental. A obra “Ética a Nicômaco” de Aristóteles é 
uma das mais importantes e influentes obras da filosofia moral. Nesta 
obra, Aristóteles discute a natureza da virtude, do caráter humano e da 
felicidade. Segundo Caeiro, a ética aristotélica é uma ética teleológica, 
ou seja, baseada em fins ou objetivos. Aristóteles acreditava que todo 
ser humano tem um propósito ou objetivo final, que é a felicidade. Para 
Aristóteles, a felicidade é alcançada através da realização de atividades 
virtuosas, que são aquelas que são realizadas de acordo com a razão.
http://www.youtube.com/watch?v=jsUbVMvShz8
https://www.estantevirtual.com.br/livros/antonio-de-castro-caeiro
https://www.estantevirtual.com.br/livros/antonio-de-castro-caeiro
https://www.estantevirtual.com.br/editora/gen-forense
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Plano de Estudos
• Conceitos de legislação;
• Normas Regulamentadoras: panorama geral;
• Legislação aplicada à arquitetura e urbanismo: panorama geral;
• Moralidade legal.
Objetivos da Aprendizagem
• Conceituar Legislação brasileira;
• Relacionar a importância das Normas Regulamentadoras como 
diretrizes das leis no Brasil;
• Compreender a conduta do CAU sobre as Leis aplicadas ao 
arquiteto e urbanista;
• Analisar sobre a moralidade legal e o relativismo.
Professor(a) Me. Bárbara Peixoto de Araujo
INTRODUÇÃO A INTRODUÇÃO A 
LEGISLAÇÃOLEGISLAÇÃO
UNIDADEUNIDADE2
INTRODUÇÃO
26INTRODUÇÃO A LEGISLAÇÃOUNIDADE 2
Saudações, caro(a) estudante! Desejo que esteja bem. É com grande prazer 
que lhe dou as boas-vindas à segunda unidade da disciplina de Ética e Legislação para 
Arquitetura e Urbanismo. Tenho certeza de que, assim como eu, você está empolgado(a) 
para continuar aprendendo. Então, reserve um lugar confortável para se acomodar, pois 
vamos começar uma introdução à legislação agora mesmo.
No primeiro tópico, vamos abordar a legislação, definir os termos e examinar como 
os três poderes - legislativo, executivo e judiciário - trabalham juntos para garantir a ordem 
e o progresso na conduta da população brasileira.
O segundo tópico trata da relação entre as normas regulamentadoras e as leis 
brasileiras, buscando a preservação da qualidade de vida e do bem-estar das pessoas, 
bem como a promoção da saúde e segurança no trabalho.
Em seguida, no terceiro tópico, vamos estudar a relação geral entre o profissional 
arquiteto urbanista e a legislação brasileira. Vamos nos basear nas diretrizes e contextos 
estabelecidos pelo CAU (Conselho de Arquitetura e Urbanismo) abordando desde a 
criação do conselho, e compreender os parâmetros estabelecidos para os profissionais 
competentes, visando à garantia do cumprimento de valores e princípios em conformidade 
com as leis.
Por fim, no quarto e último tópico, discutiremos o relativismo da moralidade ética. 
Vamos juntos compreender o comportamento humano e sua limitação em relação ao que é 
considerado “correto”, conforme estabelecido pelas leis sancionadas.
Está preparado(a)?! Então, bons estudos!
27INTRODUÇÃO A LEGISLAÇÃOUNIDADE 2
CONCEITOS DE 
LEGISLAÇÃO1
TÓPICO
A lei é, de acordo com Nander (2014) “o preceito comum e obrigatório, emanado do 
Poder Legislativo, no âmbito de sua competência”. Nesse contexto, a lei determina normas 
segundo os interesses sociais. E, portanto, não se trata mais da expressão de uma vontade 
individual, como foi no passado, uma vez que compreende interesses coletivos, sua fonte 
material é caracterizada pelos acontecimentos e padrões que a própria sociedade oferece.
O autor descreve ainda que, a formação da lei no processo legislativo é definida pela 
Constituição Federal e se divide em sete etapas principais, conforme apresentado na Figura 8:
 
FIGURA 8: ETAPAS DA FORMAÇÃO DA LEI NO BRASIL.
Fonte: Elaborado pela autora com base em Nader (2014).
28INTRODUÇÃO A LEGISLAÇÃOUNIDADE 2
O processo legislativo é uma sequência de atos normativos que, possuem como objetivo 
desenvolver normas, regras, padrões ou obrigações jurídicas estabelecidas, ou sugeridas de 
modo geral, ou intangível previsto no texto constitucional (NADER, 2014).
E a palavra lei possui dois significados distintos, sendo eles em sentido formal e material, 
conforme descreve Machado (2002):
Em sentido formal, lei é o ato jurídico produzido pelo Poder competente para o 
exercício da função legislativa, nos termos estabelecidos pela Constituição. [...] 
Em sentido material, lei é o ato jurídico normativo, vale dizer, que contém uma 
regra de direito objetivo, dotada de hipoteticidade. Em outras palavras, a lei, em 
sentido material, é uma prescrição jurídica hipotética, que não se reporta a um 
fato individualizado no tempo e no espaço, mas a um modelo, a um tipo. É uma 
norma. Nem sempre as leis em sentido material também são leis em sentido 
formal (MACHADO, 2002, p. 83).
Já para Silva (1999), no sentido formal, “a lei é o ato jurídico emanado do Poder 
Legislativo composto de representantes do povo, elaborado e aprovado de acordo com o 
processo legislativo estabelecido na Constituição, abstração feita de seu conteúdo”, embora 
só exista nos regimes constitucionais da separação de poderes. E a lei, em sentido material, 
representa “num ato normativo de caráter geral, abstrato e obrigatório, tendo como finalidade 
o ordenamento da vida coletiva, no sentido de trazer certeza, precisão e garantia às relações 
jurídicas”.
Aproveitando a oportunidade da apresentação do autor, é importante salientar ainda 
que, a lei é comumente elaborada para regular condutas, não atendendo a questões certas 
e específicas, mas de forma genérica, igualmente a todos. Sendo lei geral e abstrata, geral, 
pois instrui o comportamento de diversas pessoas em determinadas situações. É abstrata, pois 
estabelece um conjunto de ações e não de uma ação individual. Assim, a lei é considerada 
como ferramenta institucional de grande importância no controle social, pois é um instrumento 
de domínio político, com o propósito de impedir práticas abusivas e autoritarismo (SILVA, 1999).
1.1 Hierarquia das normas
Em uma democracia, a soberania do país se manifesta através dos três poderes 
principais: o Poder Executivo, o Legislativo e o Judiciário. Cada um desses poderes desempenha 
um papel fundamental na estrutura e organização do Estado, com o propósito de orientar suas 
ações. O Poder Executivo é responsável pela execução das resoluções, o Legislativo elabora 
as leis e o Judiciário julga os cidadãos (OGUISSO E SCHMIDT, 1999). A Figura 2 ilustra as 
funções de cada poder e sua composição.
29INTRODUÇÃO A LEGISLAÇÃOUNIDADE 2
FIGURA 2: TRÊS PODERES
Fonte: Elaborado pela autora com base em Oguisso e Schmidt (1999).
Os autores destacam ainda sobre a função do Congresso Nacional, sendo o 
responsável pela elaboração das leis com base no interesse da comunidade, além de fiscalizar 
o desempenho presidencial, analisando “os projetos apresentados pelos seus parlamentares, 
pelos representantes dos tribunais federais, pelo presidente da República e por projeto de lei 
de iniciativa popular”. A Figura 3 representa a hierarquia das normas, fazendo com que as leis 
sejam válidas, pois se apoiam umas às outras.
FIGURA 3: HIERARQUIA DAS NORMAS.
Fonte: Elaborado pela autora com base em Oguisso e Schmidt (1999).
As leis complementares são consideradas as mais rigorosas (CARVALHO; AQUINO, 
2020), onde devem ser aprovadas, no mínimo, pela maior parte absoluta dos membros do 
Senado Federal e Câmara dos Deputados, denominados também de duas Casas. Além de 
possuírem como finalidade proceder às matérias expressamente previstas na Constituição 
(SCHMIDT, 2018).
Para Silva (1982), “leis complementares da Constituição são leis integrativas de normas 
constitucionais de eficácia limitada, contendo princípio institutivo ou de criação de órgãos 
e sujeitas à aprovação pela maioria absoluta dos membros das duas Casas do Congresso 
Nacional”. São exemplos de lei complementar: Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 
30INTRODUÇÃO A LEGISLAÇÃOUNIDADE 2
(OGUISSO; SCHMIDT, 1999). Teoricamente todas as leis são complementares, pois se 
destinam a acrescentar princípios básicos apresentadosna Constituição (LEAL, 1947). E, os 
parâmetros que constituem a hierarquia entre a lei complementar e a lei ordinária se dão por:
As leis complementares se situam logo abaixo das emendas à Constituição e 
acima das leis ordinárias, no art. 49 da Constituição de 1967, art. 46 da Emenda 
Constitucional n° 1 de 1969 e art. 59 da Constituição de 1988; 
A lei ordinária não pode alterar a lei complementar ou revogá-la (BORGES, 1975, 
p. 19).
Para os autores Oguisso e Schmidt (1999), as leis ordinárias “referem-se a qualquer 
matéria e sua iniciativa segue o preceito constitucional”, citando como exemplo o Código Penal, 
Código Civil, entre outros. A lei ordinária é inferior à lei complementar pelo fato de depender 
apenas de maioria simples de votos nas duas Casas do Congresso para se obter aprovação 
(SCHMIDT, 2018), de acordo com o art. 47 da Constituição de 1988: “salvo disposição 
constitucional em contrário, as deliberações de cada Casa e de suas Comissões serão tomadas 
por maioria dos votos, presente a maioria absoluta de seus membros”.
Existem duas categorias principais de leis no sistema legal: a lei complementar e a 
lei ordinária. A lei complementar, conforme definida na Constituição, requer aprovação pela 
maioria absoluta e tem um papel tanto formal quanto material, uma vez que completa o texto 
constitucional. Por outro lado, a lei ordinária é a forma normativa típica, geral e abstrata, que 
é aprovada por maioria simples e tem seu âmbito de aplicação definido pelo critério residual 
(SCHMIDT, 2018).
Oguisso e Schmidt (1999) conceituam ainda sobre leis delegadas, medida provisória, 
decreto legislativo, resolução e portaria. Leis delegadas são assim chamadas, pois “o Congresso 
Nacional pode delegar sua função legislativa a uma comissão composta de seus membros ou 
até mesmo ao presidente da República, sem a participação do plenário”. Já a medida provisória 
é o “ato do presidente da República com força de lei, mas que deve ser submetida imediatamente 
ao Congresso”. E quanto ao Decreto Legislativo, é considerado um “ato que visa regular matéria 
de competência do Legislativo, sem a sanção do chefe do Poder Executivo”. A Resolução é um 
“ato da administração de um colegiado [...] ou uma assembleia, contendo esclarecimentos, 
solução, deliberação, regulamentação ou determinação sobre algum assunto”. E por fim, a 
Portaria: 
É um ato escrito por meio do qual uma autoridade qualquer na esfera dos três 
Poderes [...] determina providências de caráter administrativo, dá instruções so-
bre a execução de leis ou serviços, nomeia ou designa funcionários e aplica 
medidas de ordem disciplinar a subordinados que incidam em falta (OGUISSO e 
SCHMIDT, 1999, p. 178).
Desta forma, a finalidade do estudo sobre leis delegadas, medidas provisórias, decreto 
legislativo, resolução e portaria, na formação do arquiteto e urbanista é fornecer aos profissionais 
dessa área uma compreensão das diferentes formas de normatização utilizadas pelo Estado 
brasileiro, de modo que possam aplicá-las corretamente em suas atividades profissionais e 
garantir a conformidade de seus projetos e empreendimento às exigências legais.
NORMAS REGULAMENTADORAS: 
PANORAMA GERAL2
TÓPICO
31INTRODUÇÃO A LEGISLAÇÃOUNIDADE 2
No Brasil, as leis e as Normas Regulamentadoras (NRs) são instrumentos legais 
distintos, mas que se complementam na regulação das atividades econômicas e trabalhistas no 
país (BRASIL, 1978). Haja vista que, a saúde do trabalhador, visando a qualidade do ambiente 
de trabalho, a segurança e as condições que as são propostas podem afetar diretamente a 
saúde física e mental dos trabalhadores (PINHO et. al, 2007; BEZERRA e NEVES, 2010)
As leis são normas gerais e abstratas, elaboradas pelo poder legislativo (Congresso 
Nacional, Assembleias Legislativas, Câmara de Vereadores), que estabelecem direitos, 
deveres, obrigações e proibições aplicáveis a todos os cidadãos e empresas do país. Elas 
têm como objetivo regulamentar a vida em sociedade, estabelecendo regras que orientam o 
comportamento das pessoas e das instituições (ARAÚJO JÚNIOR, 2014; MAAS et. al, 2018).
As normas regulamentadoras, por sua vez, são normas específicas e técnicas, 
elaboradas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que estabelecem requisitos 
mínimos de segurança, saúde e meio ambiente de trabalho, aplicáveis a atividades 
econômicas e trabalhistas em todo o país (MAAS et. al, 2018).
32INTRODUÇÃO A LEGISLAÇÃOUNIDADE 2
Elas têm como objetivo proteger a integridade física e mental dos trabalhadores, 
prevenindo acidentes de trabalho e doenças ocupacionais (BRASIL, 1978).
Enquanto as leis são de aplicação geral e abstrata, as NRs são de aplicação 
específica e concreta. As leis estabelecem princípios e diretrizes gerais, enquanto as NRs 
estabelecem requisitos técnicos e práticos para a implementação desses princípios e 
diretrizes em atividades específicas (ARAÚJO JÚNIOR, 2014; MAAS et. al, 2018).
Importante frisar a compreensão que, entre leis e NRs as diferenças observadas, 
tanto quanto das leis serem elaboradas pelo poder legislativo, enquanto as NRs são 
elaboradas pelo poder executivo, por meio do MTE. Observamos também que as leis exigem 
um processo mais complexo de aprovação, que envolve a discussão, votação e sanção 
pelos representantes eleitos pelo povo, enquanto as NRs são elaboradas por técnicos e 
especialistas do MTE, sem a necessidade de aprovação legislativa (MAAS et. al, 2018).
Desta forma, enquanto as leis estabelecem princípios e diretrizes gerais para a 
regulação da vida em sociedade, as NRs estabelecem requisitos técnicos e práticos para a 
proteção da saúde e segurança dos trabalhadores, visando garantir condições adequadas de 
trabalho em diferentes atividades econômicas. Ambas são importantes para a regulação das 
atividades econômicas e trabalhistas no país (ARAÚJO JÚNIOR, 2014; MAAS et. al, 2018).
2.1 Normas regulamentadoras
Passaremos, a partir de agora, a compreender as abrangências das Normas 
Regulamentadoras (NRs) brasileiras, que foram criadas a partir da Lei n.º 6.514 de 22 de 
dezembro de 1977, na qual estabeleceu a obrigatoriedade de elaboração e implementação 
de normas regulamentadoras com o objetivo de garantir a segurança e a saúde dos 
trabalhadores brasileiros (BRASIL, 1978).
As NRs são classificadas, conforme descreve a PORTARIA N.º 787, DE 27 DE 
NOVEMBRO DE 2018, artigo 3º: 
“Art. 3º As NR são classificadas em normas gerais, especiais e setoriais.
§1º Consideram-se gerais as normas que regulamentam aspectos decorren-
tes da relação jurídica prevista na Lei sem estarem condicionadas a outros 
requisitos, como atividades, instalações, equipamentos ou setores e ativida-
des econômicos específicos.
§2º Consideram-se especiais as normas que regulamentam a execução do 
trabalho considerando as atividades, instalações ou equipamentos emprega-
dos, sem estarem condicionadas a setores ou atividades econômicos espe-
cíficos.
§3º Consideram-se setoriais as normas que regulamentam a execução do 
trabalho em setores ou atividades econômicos específicos.”
De acordo com a tabela de classificação das normas regulamentadoras de segurança 
e saúde no trabalho, com atualização em 14 de dezembro de 2022, são totalizadas 38 NRs, 
que são divididas por estes 3 grupos, sendo: (1) “NR geral” com 8 normas; (2) “NR setorial” 
com 10 normas; e (3) “NR especial” com 18 normas. Além da categoria “revogada” com 2 
normas. Observe a Tabela 1:
33INTRODUÇÃO A LEGISLAÇÃOUNIDADE 2
TABELA 1: NORMAS REGULAMENTADORAS BRASILEIRAS E SUA CLASSIFICAÇÃO
NR Título Classificação
NR 1
Disposições gerais e 
gerenciamento de riscos 
ocupacionais
GERAL
NR 2 Inspeção Prévia REVOGADA
NR 3 Embargo e Interdição GERAL
NR 4
Serviço Especializado em 
Segurança e Medicina do 
Trabalho – SESMT
GERAL
NR 5
Comissão interna de 
prevenção de acidentes
GERAL
NR 6
Equipamento de proteção 
individual - epi
ESPECIAL
NR 7
Programa de controle 
médico de saúde 
ocupacional
GERAL
NR 8 Edificações ESPECIALNR 9
Avaliação e controle das 
exposições ocupacionais a 
agentes físicos, químicos e 
biológicos
GERAL
NR 10
Segurança em instalações 
e serviços em eletricidade
ESPECIAL
NR 11
Transporte, movimentação, 
armazenagem e manuseio 
de materiais
ESPECIAL
NR 12
Segurança no trabalho em 
máquinas e equipamentos
ESPECIAL
NR 13
Caldeiras, vasos de 
pressão e tubulações 
e tanques metálicos de 
armazenamento
ESPECIAL
NR 14 Fornos ESPECIAL
NR 15
Atividades e operações 
insalubres
ESPECIAL
NR 16
Atividades e operações 
perigosas
ESPECIAL
NR 17 Ergonomia GERAL
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/ctpp/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-5-nr-5
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/ctpp/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-5-nr-5
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/ctpp/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-6-nr-6
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/ctpp/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-6-nr-6
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/ctpp/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-7-nr-7
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/ctpp/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-7-nr-7
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/ctpp/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-7-nr-7
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/ctpp/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-8-nr-8
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/ctpp/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-9-nr-9
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/ctpp/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-9-nr-9
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/ctpp/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-9-nr-9
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/ctpp/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-9-nr-9
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/ctpp/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-10-nr-10
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/ctpp/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-10-nr-10
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/ctpp/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-11-nr-11
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/ctpp/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-11-nr-11
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/ctpp/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-11-nr-11
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/ctpp/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-12-nr-12
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/ctpp/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-12-nr-12
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/ctpp/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-13-nr-13
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/ctpp/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-13-nr-13
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/ctpp/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-13-nr-13
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/ctpp/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-13-nr-13
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/ctpp/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-14-nr-14
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/ctpp/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-15-nr-15
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/ctpp/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-15-nr-15
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/ctpp/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-16-nr-16
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/ctpp/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-16-nr-16
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/ctpp/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-17-nr-17
34INTRODUÇÃO A LEGISLAÇÃOUNIDADE 2
NR 18
Segurança e saúde no 
trabalho na indústria da 
construção
SETORIAL
NR 19 Explosivos ESPECIAL
NR 20
Segurança e saúde no 
trabalho com inflamáveis e 
combustíveis
ESPECIAL
NR 21 Trabalhos a céu aberto ESPECIAL
NR 22
Segurança e saúde 
ocupacional na mineração
SETORIAL
NR 23 Proteção contra incêndios ESPECIAL
NR 24
Condições sanitárias e 
de conforto nos locais de 
trabalho
ESPECIAL
NR 25 Resíduos industriais ESPECIAL
NR 26 Sinalização de segurança ESPECIAL
NR 27
Registro profissional do 
técnico de segurança do 
trabalho
REVOGADA
NR 28 Fiscalização e penalidades GERAL
NR 29
Norma regulamentadora 
de segurança e saúde no 
trabalho portuário
SETORIAL
NR 30
Segurança e saúde no 
trabalho aquaviário
SETORIAL
NR 31
Segurança e saúde no 
trabalho na agricultura, 
pecuária, silvicultura, 
exploração florestal e 
aquicultura
SETORIAL
NR 32
Segurança e saúde no 
trabalho em serviços de 
saúde
SETORIAL
NR 33
Segurança e saúde nos 
trabalhos em espaços 
confinados
ESPECIAL
NR 34
Condições e meio ambiente 
de trabalho na indústria da 
construção, reparação e 
desmonte naval
SETORIAL
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/ctpp/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-18-nr-18https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/ctpp/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-18-nr-18
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/ctpp/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-18-nr-18
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/ctpp/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-19-nr-19
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/ctpp/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-20-nr-20
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/ctpp/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-20-nr-20
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/ctpp/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-20-nr-20
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/ctpp/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-21-nr-21
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/ctpp/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-22-nr-22
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/ctpp/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-22-nr-22
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/ctpp/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-23-nr-23
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/ctpp/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-24-nr-24
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/ctpp/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-24-nr-24
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/ctpp/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-24-nr-24
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/ctpp/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-25-nr-25
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/ctpp/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-26-nr-26
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/ctpp/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-27-nr-27
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/ctpp/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-27-nr-27
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/ctpp/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-27-nr-27
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/ctpp/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-28-nr-28
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/ctpp/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-29-nr-29
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/ctpp/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-29-nr-29
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/ctpp/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-29-nr-29
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/ctpp/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-30-nr-30
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/ctpp/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-30-nr-30
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/ctpp/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-33-nr-33
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/ctpp/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-33-nr-33
https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/ctpp/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes/norma-regulamentadora-no-33-nr-33
35INTRODUÇÃO A LEGISLAÇÃOUNIDADE 2
NR 35 Trabalho em Altura ESPECIAL
NR 36
Segurança e saúde no 
trabalho em empresas de 
abate e processamento de 
carnes e derivados
SETORIAL
NR 37
Segurança e saúde em 
plataformas de petróleo
SETORIAL
NR 38
Segurança e saúde no 
trabalho nas atividades de 
limpeza urbana e manejo 
de resíduos sólidos
SETORIAL
Fonte: Elaborado pela autora com base a GOV.BR (2023)
As NRs são constantemente atualizadas e revisitadas, de acordo com a necessidade 
da sociedade e as oportunidades que são dirigidas as revisões e adesões de novas normas 
que serão diretrizes a serem seguidas e implementadas, em respaldo a Lei n.º 6.514 com 
texto original de 1977 (MAAS et. al, 2018). Como, por exemplo, a NR 38 tem sua vigência a 
partir de 2 de janeiro de 2024, conforme Portaria MTP n° 4.101, de 16 de dezembro de 2022.
Desta forma, podemos compreender que, no contexto da arquitetura e urbanismo, 
as NRs possuem um papel importante na elaboração de projetos e construção de 
edificações. Isso porque elas estabelecem requisitos específicos para a segurança e saúde 
dos trabalhadores envolvidos na construção, manutenção e operação dos imóveis.
Analisaremos, por exemplo, a NR 18 estabelece as condições e requisitos mínimos de 
segurança para a construção civil, incluindo a proteção contra quedas, o uso de equipamentos 
de proteção individual (EPIs) e a segurança em escavações e demolições. Essas normas devem 
ser observadas pelos profissionais da área, como arquitetos, engenheiros e construtores, na 
elaboração e execução de projetos e obras (MAAS et. al, 2018).
Podemos também conferir outras normas, como a NR 7, que trata da saúde do 
trabalhador, e a NR 9, que estabelece as diretrizes para o controle da qualidade do ar em 
ambientes de trabalho, também têm impacto na arquitetura e urbanismo, especialmente 
em projetos de edificações destinadas ao trabalho, como escritórios, indústrias e comércios 
(MAAS et. al, 2018).
http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr35.htm
36INTRODUÇÃO A LEGISLAÇÃOUNIDADE 2
Deste modo, existem outras NRs que tratam de temas relacionados à segurança e 
saúde no trabalho, como a NR 6, que estabelece as diretrizes para o uso de equipamentos 
de proteção individual (EPIs), a NR 9,

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