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BOM DIA!!!! MMII Suporta grande forças - Manutenção da postura - Marcha - Corrida OBS: Cadeia Cinética Fechada A pelve - Suporta e transmite uma grande quantidade de força - Permite movimentos - Inserção de grande quantidade de músculos. 183CAPÍTULO 6 Anatomia funcional do membro inferior Ligamento Inserção Ação Púbico anterior Fibra transversal desde o corpo do púbis ATÉ o corpo do púbis Mantém a relação entre ossos púbicos direito e esquerdo Sacrococcígeo anterior Superfície anterior do sacro ATÉ a parte frontal do cóccix Mantém a relação entre sacro e cóccix Sacroilíaco anterior Delgada; superfície pélvica do sacro ATÉ a superfície pélvica do ílio Mantém a relação entre sacro e ílio Iliofemoral Espinha ilíaca anteroinferior ATÉ a linha intertrocanté- rica do fêmur Dá suporte ao quadril anterior; opõe resistência a movi- mentos de extensão, rotação medial e rotação lateral Iliolombar Processo transverso de L5 ATÉ a crista ilíaca Limita o movimento lombar em flexão e rotação Interósseo (IS) Tuberosidade do ílio ATÉ a tuberosidade do sacro Impede o deslocamento inferior do sacro causado pelo peso do corpo Isquiofemoral Acetábulo posterior ATÉ o ligamento iliofemoral Opõe resistência a adução e rotação medial Ligamento da cabeça do fêmur Incisura acetabular e ligamento transverso do joelho ATÉ a depressão da cabeça do fêmur Transmite vasos à cabeça do fêmur; sem função mecânica Sacroilíaco posterior Espinha ilíaca posteroinferior ATÉ a superfície pélvica do sacro Mantém a relação entre sacro e ílio Pubofemoral Parte púbica do acetábulo; ramos superiores ATÉ a linha intertrocantérica Opõe resistência a abdução e rotação lateral Sacroespinal Espinha do ísquio ATÉ as margens laterais do sacro e cóccix Impede a rotação posterior dos ílios em relação ao sacro Sacrotuberal Ísquio posterior ATÉ os tubérculos sacrais, margem inferior do sacro e cóccix superior Impede que a parte inferior do sacro se incline para cima e para trás sob o peso do restante da coluna vertebral A Ligamento sacroilíaco anterior Ligamento iliolombar Ligamento sacrolombar Ligamento sacroespinal Ligamento sacrococcígeo anteriorLigamento púbico anterior Ligamento sacrotuberal Ligamento pubofemoral B Ligamento sacroespinal Ligamento iliolombar Ligamento sacroilíaco posterior Ligamento sacrotuberal Ligamento iliofemoral Ligamento iliofemoral C FIGURA 6.3 Ligamentos da pelve e da região do quadril ilustrados das perspectivas anterior (A) e posterior (B) e da articulação do quadril (C). Hamill 06.indd 183 29/1/16 2:08 PM Ligamentos da sacroilíaca Ligamentos da sacroilíaca 183CAPÍTULO 6 Anatomia funcional do membro inferior Ligamento Inserção Ação Púbico anterior Fibra transversal desde o corpo do púbis ATÉ o corpo do púbis Mantém a relação entre ossos púbicos direito e esquerdo Sacrococcígeo anterior Superfície anterior do sacro ATÉ a parte frontal do cóccix Mantém a relação entre sacro e cóccix Sacroilíaco anterior Delgada; superfície pélvica do sacro ATÉ a superfície pélvica do ílio Mantém a relação entre sacro e ílio Iliofemoral Espinha ilíaca anteroinferior ATÉ a linha intertrocanté- rica do fêmur Dá suporte ao quadril anterior; opõe resistência a movi- mentos de extensão, rotação medial e rotação lateral Iliolombar Processo transverso de L5 ATÉ a crista ilíaca Limita o movimento lombar em flexão e rotação Interósseo (IS) Tuberosidade do ílio ATÉ a tuberosidade do sacro Impede o deslocamento inferior do sacro causado pelo peso do corpo Isquiofemoral Acetábulo posterior ATÉ o ligamento iliofemoral Opõe resistência a adução e rotação medial Ligamento da cabeça do fêmur Incisura acetabular e ligamento transverso do joelho ATÉ a depressão da cabeça do fêmur Transmite vasos à cabeça do fêmur; sem função mecânica Sacroilíaco posterior Espinha ilíaca posteroinferior ATÉ a superfície pélvica do sacro Mantém a relação entre sacro e ílio Pubofemoral Parte púbica do acetábulo; ramos superiores ATÉ a linha intertrocantérica Opõe resistência a abdução e rotação lateral Sacroespinal Espinha do ísquio ATÉ as margens laterais do sacro e cóccix Impede a rotação posterior dos ílios em relação ao sacro Sacrotuberal Ísquio posterior ATÉ os tubérculos sacrais, margem inferior do sacro e cóccix superior Impede que a parte inferior do sacro se incline para cima e para trás sob o peso do restante da coluna vertebral A Ligamento sacroilíaco anterior Ligamento iliolombar Ligamento sacrolombar Ligamento sacroespinal Ligamento sacrococcígeo anteriorLigamento púbico anterior Ligamento sacrotuberal Ligamento pubofemoral B Ligamento sacroespinal Ligamento iliolombar Ligamento sacroilíaco posterior Ligamento sacrotuberal Ligamento iliofemoral Ligamento iliofemoral C FIGURA 6.3 Ligamentos da pelve e da região do quadril ilustrados das perspectivas anterior (A) e posterior (B) e da articulação do quadril (C). Hamill 06.indd 183 29/1/16 2:08 PM 181CAPÍTULO 6 Anatomia funcional do membro inferior Em mulheres, a articulação sacroilíaca é mais móvel por existir maior frouxidão nos ligamentos de apoio da articulação. Essa frouxidão pode aumentar com os ciclos hormonais que ocorrem mensalmente, e a articulação fica extremamente frouxa e móvel durante a gravidez (59). Outra razão para que a articulação sacroilíaca seja mais estável em homens está relacionada às diferenças de posi- cionamento no centro de gravidade. Na posição ereta, o peso corporal força o sacro para baixo, tensionando os ligamentos posteriores e forçando conjuntamente o sacro e o ílio. Isso proporciona estabilidade à articulação, sendo a posição de máximo contato para a articulação sacroilíaca (129). Nas mulheres, o centro de gravidade se situa no mesmo plano do sacro, enquanto nos homens o centro de gravidade é mais anterior. Portanto, em homens, a maior carga incide na articulação sacroilíaca, o que, por sua vez, cria uma articulação mais firme e estável (164). O movimento na articulação sacroilíaca pode ser des- crito mais apropriadamente pelos movimentos do sacro. A Figura 6.4 apresenta os movimentos do sacro que acompanham cada movimento específico do tronco. Na verdade, o sacro, com sua forma triangular, consiste em cinco vértebras fundidas que se movimentam com a pelve e o tronco. A parte superior do sacro, sua parte mais larga, é a sua base, e quando essa base se movimenta anteriormente, o movimento é chamado flexão sacral (129). Esse movimento, que clinicamente é também cha- mado de nutação, ocorre com a extensão do tronco ou a flexão da coxa. A extensão sacral, ou contranutação, ocorre quando a base se movimenta posteriormente, com a extensão do tronco ou a extensão bilateral da coxa. Há também o movimento de rotação sacral, em que o sacro realiza rotação em torno de um eixo que avança diagonalmente através do osso. Diz-se que houve rotação à direita se a superfície anterior do sacro estiver voltada para a direita, e rotação à esquerda se a superfície anterior estiver vol- tada para a esquerda. Essa torção do sacro é gerada pelo músculo piriforme, em um exercício de inclinação lateral do tronco (129). Ressalte-se ainda que, no caso de movi- mentos assimétricos (p. ex., ficar ereto sobre um dos pés), pode ocorrer um movimento assimétrico na articulação sacroilíaca, resultando em torção da pelve. Além do movimento entre o sacro e o ílio, há o movi- mento do cíngulo do membro inferior como um todo. Esses movimentos, ilustrados na Figura 6.5, acompanham os movimentos do tronco e da coxa para facilitar o posi- cionamento da articulação do quadril e das vértebras lom- bares. Embora os músculos facilitem os movimentos da pelve, não existe um grupo isolado de músculos atuando especificamente nessa área; portanto, os movimentos pél- vicos ocorrem como consequência de movimentos da coxa ou das vértebras lombares. Os movimentos da pelve são descritos pela monitoração do ílio, especificamente das espinhasilíacas anterossupe- rior e anteroinferior situadas na frente do ílio. Em um movimento de sustentação do peso em cadeia fechada, a Mulher Homem FIGURA 6.1 A pelve da mulher é mais leve, delgada e ampla que a do homem. Além disso, a pelve feminina se expande à frente e apresenta um sacro mais largo na parte de trás. cartilagem hialina, mas que se apresentam em completa fusão ou ossificação por volta dos 20-25 anos de idade. Os lados direito e esquerdo da pelve se conectam ante- riormente na sínfise púbica, uma articulação cartilagínea que possui um disco fibrocartilaginoso que conecta os dois ossos púbicos. As extremidades de cada osso púbico tam- bém estão revestidas por cartilagem hialina. Essa articula- ção é firmemente sustentada por um ligamento púbico que avança ao longo dos lados anterior, posterior e superior da articulação. O movimento nessa articulação é limitado, sendo mantida uma firme conexão entre os lados direito e esquerdo do cíngulo do membro inferior. A pelve está conectada ao tronco na articulação sacroi- líaca, uma forte articulação sinovial que contém fibro- cartilagem e um potente apoio ligamentar (Fig. 6.2). A superfície de articulação no sacro está voltada no sentido posterolateral, articulando-se com o ílio, que está voltado anterior e medialmente (164). A articulação sacroilíaca transmite o peso do corpo para o quadril e é submetida a cargas provenientes da região lombar ou do solo. Essa articulação também funciona como local de absorção de energia gerada por forças de cisalhamento durante a marcha (129). Há três grupos de ligamentos que dão sustentação às articulações sacroilíacas esquerda e direita, e esses ligamentos são os mais fortes do corpo (Fig. 6.3). Embora a articulação sacroilíaca esteja bem reforçada por ligamentos muito fortes, ela se movimenta. A quanti- dade de movimento permitida na articulação varia consi- deravelmente entre os indivíduos e de acordo com o sexo. Os homens possuem ligamentos sacroilíacos mais espessos e fortes, e, consequentemente, não possuem articulações sacroilíacas móveis. Na verdade, três em cada dez homens apresentam articulações sacroilíacas fundidas (164). Hamill 06.indd 181 29/1/16 2:08 PM Ligamentos com maior mobilidade 184 SEÇÃO II Anatomia funcional Anterior tilt Posterior tilt LeftLeft Right Right Anterior tilt Posterior tilt LeftLeft Right Right Anterior tilt Posterior tilt LeftLeft Right Right Anterior tilt Posterior tilt LeftLeft Right Right FIGURA 6.4 A. Na posição neutra, o sacro está situado na posição de máximo contato pela força da gravidade. O sacro responde a movimentos tanto da coxa como do tronco. B. Quando ocorre extensão do tronco ou flexão da coxa, o sacro se flexiona. A flexão do sacro ocorre quando a base ampla dessa estrutura se movimenta anteriormente. C. Durante a flexão do tronco ou a extensão da coxa, ocorre extensão do sacro, com sua base se movimentando no sentido posterior. O sacro também realiza rotação para a direita ou para a esquerda durante a flexão lateral do tronco (não ilustrado). A. Neutral position B. Trunk extension; sacral flexion C. Trunk flexion: sacral extension A Posição neutra B Extensão do tronco; C Flexão do tronco; flexão sacral extensão sacral FIGURA 6.5 A pelve se movimenta em seis direções, em resposta a um movimento do tronco ou da coxa. A inclinação anterior da pelve acompanha a flexão do tronco ou a extensão da coxa (A). A inclinação posterior acompanha a extensão do tronco ou a flexão da coxa (B). Incli- nações laterais para a esquerda (C) e para a direita (D) acompanham a sustentação do peso nos membros direito e esquerdo, respectivamente, ou movimentos laterais da coxa ou do tronco. Rotações para a esquerda (E) e para a direita (F) acompanham a rotação do tronco para a esquerda e para a direita, respectivamente, ou um movimento unilateral da perna. Anterior tilt Posterior tilt LeftLeft Right Right INCLINAÇÃO LATERAL A. Inclinação anterior B. Inclinação posterior C. Esquerda D. Direita E. Esquerda F. Direita FIGURA 6.6 A pelve pode ajudar nos movimentos da coxa incli- nando-se anteriormente, o que aumenta a extensão do quadril (A); ou posteriormente, o que aumenta a flexão do quadril (B). ao da queda da pelve. Esse movimento é controlado por músculos, em particular pelo glúteo médio, de modo que não se trata de um movimento pronunciado, a menos que os músculos controladores estejam debilitados. Portanto, ocorrerão inclinações laterais direita e esquerda durante a sustentação do peso e em qualquer movimento lateral da coxa ou do tronco (Fig. 6.7). A B ROTAÇÃO Hamill 06.indd 184 4/2/16 3:49 PM 184 SEÇÃO II Anatomia funcional Anterior tilt Posterior tilt LeftLeft Right Right Anterior tilt Posterior tilt LeftLeft Right Right Anterior tilt Posterior tilt LeftLeft Right Right Anterior tilt Posterior tilt LeftLeft Right Right FIGURA 6.4 A. Na posição neutra, o sacro está situado na posição de máximo contato pela força da gravidade. O sacro responde a movimentos tanto da coxa como do tronco. B. Quando ocorre extensão do tronco ou flexão da coxa, o sacro se flexiona. A flexão do sacro ocorre quando a base ampla dessa estrutura se movimenta anteriormente. C. Durante a flexão do tronco ou a extensão da coxa, ocorre extensão do sacro, com sua base se movimentando no sentido posterior. O sacro também realiza rotação para a direita ou para a esquerda durante a flexão lateral do tronco (não ilustrado). A. Neutral position B. Trunk extension; sacral flexion C. Trunk flexion: sacral extension A Posição neutra B Extensão do tronco; C Flexão do tronco; flexão sacral extensão sacral FIGURA 6.5 A pelve se movimenta em seis direções, em resposta a um movimento do tronco ou da coxa. A inclinação anterior da pelve acompanha a flexão do tronco ou a extensão da coxa (A). A inclinação posterior acompanha a extensão do tronco ou a flexão da coxa (B). Incli- nações laterais para a esquerda (C) e para a direita (D) acompanham a sustentação do peso nos membros direito e esquerdo, respectivamente, ou movimentos laterais da coxa ou do tronco. Rotações para a esquerda (E) e para a direita (F) acompanham a rotação do tronco para a esquerda e para a direita, respectivamente, ou um movimento unilateral da perna. Anterior tilt Posterior tilt LeftLeft Right Right INCLINAÇÃO LATERAL A. Inclinação anterior B. Inclinação posterior C. Esquerda D. Direita E. Esquerda F. Direita FIGURA 6.6 A pelve pode ajudar nos movimentos da coxa incli- nando-se anteriormente, o que aumenta a extensão do quadril (A); ou posteriormente, o que aumenta a flexão do quadril (B). ao da queda da pelve. Esse movimento é controlado por músculos, em particular pelo glúteo médio, de modo que não se trata de um movimento pronunciado, a menos que os músculos controladores estejam debilitados. Portanto, ocorrerão inclinações laterais direita e esquerda durante a sustentação do peso e em qualquer movimento lateral da coxa ou do tronco (Fig. 6.7). A B ROTAÇÃO Hamill 06.indd 184 4/2/16 3:49 PM 184 SEÇÃO II Anatomia funcional Anterior tilt Posterior tilt LeftLeft Right Right Anterior tilt Posterior tilt LeftLeft Right Right Anterior tilt Posterior tilt LeftLeft Right Right Anterior tilt Posterior tilt LeftLeft Right Right FIGURA 6.4 A. Na posição neutra, o sacro está situado na posição de máximo contato pela força da gravidade. O sacro responde a movimentos tanto da coxa como do tronco. B. Quando ocorre extensão do tronco ou flexão da coxa, o sacro se flexiona. A flexão do sacro ocorre quando a base ampla dessa estrutura se movimenta anteriormente. C. Durante a flexão do tronco ou a extensão da coxa, ocorre extensão do sacro, com sua base se movimentando no sentido posterior. O sacro também realiza rotação para a direita ou para a esquerda durante a flexão lateral do tronco (não ilustrado). A. Neutral position B. Trunk extension; sacral flexion C. Trunk flexion: sacralextension A Posição neutra B Extensão do tronco; C Flexão do tronco; flexão sacral extensão sacral FIGURA 6.5 A pelve se movimenta em seis direções, em resposta a um movimento do tronco ou da coxa. A inclinação anterior da pelve acompanha a flexão do tronco ou a extensão da coxa (A). A inclinação posterior acompanha a extensão do tronco ou a flexão da coxa (B). Incli- nações laterais para a esquerda (C) e para a direita (D) acompanham a sustentação do peso nos membros direito e esquerdo, respectivamente, ou movimentos laterais da coxa ou do tronco. Rotações para a esquerda (E) e para a direita (F) acompanham a rotação do tronco para a esquerda e para a direita, respectivamente, ou um movimento unilateral da perna. Anterior tilt Posterior tilt LeftLeft Right Right INCLINAÇÃO LATERAL A. Inclinação anterior B. Inclinação posterior C. Esquerda D. Direita E. Esquerda F. Direita FIGURA 6.6 A pelve pode ajudar nos movimentos da coxa incli- nando-se anteriormente, o que aumenta a extensão do quadril (A); ou posteriormente, o que aumenta a flexão do quadril (B). ao da queda da pelve. Esse movimento é controlado por músculos, em particular pelo glúteo médio, de modo que não se trata de um movimento pronunciado, a menos que os músculos controladores estejam debilitados. Portanto, ocorrerão inclinações laterais direita e esquerda durante a sustentação do peso e em qualquer movimento lateral da coxa ou do tronco (Fig. 6.7). A B ROTAÇÃO Hamill 06.indd 184 4/2/16 3:49 PM 184 SEÇÃO II Anatomia funcional Anterior tilt Posterior tilt LeftLeft Right Right Anterior tilt Posterior tilt LeftLeft Right Right Anterior tilt Posterior tilt LeftLeft Right Right Anterior tilt Posterior tilt LeftLeft Right Right FIGURA 6.4 A. Na posição neutra, o sacro está situado na posição de máximo contato pela força da gravidade. O sacro responde a movimentos tanto da coxa como do tronco. B. Quando ocorre extensão do tronco ou flexão da coxa, o sacro se flexiona. A flexão do sacro ocorre quando a base ampla dessa estrutura se movimenta anteriormente. C. Durante a flexão do tronco ou a extensão da coxa, ocorre extensão do sacro, com sua base se movimentando no sentido posterior. O sacro também realiza rotação para a direita ou para a esquerda durante a flexão lateral do tronco (não ilustrado). A. Neutral position B. Trunk extension; sacral flexion C. Trunk flexion: sacral extension A Posição neutra B Extensão do tronco; C Flexão do tronco; flexão sacral extensão sacral FIGURA 6.5 A pelve se movimenta em seis direções, em resposta a um movimento do tronco ou da coxa. A inclinação anterior da pelve acompanha a flexão do tronco ou a extensão da coxa (A). A inclinação posterior acompanha a extensão do tronco ou a flexão da coxa (B). Incli- nações laterais para a esquerda (C) e para a direita (D) acompanham a sustentação do peso nos membros direito e esquerdo, respectivamente, ou movimentos laterais da coxa ou do tronco. Rotações para a esquerda (E) e para a direita (F) acompanham a rotação do tronco para a esquerda e para a direita, respectivamente, ou um movimento unilateral da perna. Anterior tilt Posterior tilt LeftLeft Right Right INCLINAÇÃO LATERAL A. Inclinação anterior B. Inclinação posterior C. Esquerda D. Direita E. Esquerda F. Direita FIGURA 6.6 A pelve pode ajudar nos movimentos da coxa incli- nando-se anteriormente, o que aumenta a extensão do quadril (A); ou posteriormente, o que aumenta a flexão do quadril (B). ao da queda da pelve. Esse movimento é controlado por músculos, em particular pelo glúteo médio, de modo que não se trata de um movimento pronunciado, a menos que os músculos controladores estejam debilitados. Portanto, ocorrerão inclinações laterais direita e esquerda durante a sustentação do peso e em qualquer movimento lateral da coxa ou do tronco (Fig. 6.7). A B ROTAÇÃO Hamill 06.indd 184 4/2/16 3:49 PM 184 SEÇÃO II Anatomia funcional Anterior tilt Posterior tilt LeftLeft Right Right Anterior tilt Posterior tilt LeftLeft Right Right Anterior tilt Posterior tilt LeftLeft Right Right Anterior tilt Posterior tilt LeftLeft Right Right FIGURA 6.4 A. Na posição neutra, o sacro está situado na posição de máximo contato pela força da gravidade. O sacro responde a movimentos tanto da coxa como do tronco. B. Quando ocorre extensão do tronco ou flexão da coxa, o sacro se flexiona. A flexão do sacro ocorre quando a base ampla dessa estrutura se movimenta anteriormente. C. Durante a flexão do tronco ou a extensão da coxa, ocorre extensão do sacro, com sua base se movimentando no sentido posterior. O sacro também realiza rotação para a direita ou para a esquerda durante a flexão lateral do tronco (não ilustrado). A. Neutral position B. Trunk extension; sacral flexion C. Trunk flexion: sacral extension A Posição neutra B Extensão do tronco; C Flexão do tronco; flexão sacral extensão sacral FIGURA 6.5 A pelve se movimenta em seis direções, em resposta a um movimento do tronco ou da coxa. A inclinação anterior da pelve acompanha a flexão do tronco ou a extensão da coxa (A). A inclinação posterior acompanha a extensão do tronco ou a flexão da coxa (B). Incli- nações laterais para a esquerda (C) e para a direita (D) acompanham a sustentação do peso nos membros direito e esquerdo, respectivamente, ou movimentos laterais da coxa ou do tronco. Rotações para a esquerda (E) e para a direita (F) acompanham a rotação do tronco para a esquerda e para a direita, respectivamente, ou um movimento unilateral da perna. Anterior tilt Posterior tilt LeftLeft Right Right INCLINAÇÃO LATERAL A. Inclinação anterior B. Inclinação posterior C. Esquerda D. Direita E. Esquerda F. Direita FIGURA 6.6 A pelve pode ajudar nos movimentos da coxa incli- nando-se anteriormente, o que aumenta a extensão do quadril (A); ou posteriormente, o que aumenta a flexão do quadril (B). ao da queda da pelve. Esse movimento é controlado por músculos, em particular pelo glúteo médio, de modo que não se trata de um movimento pronunciado, a menos que os músculos controladores estejam debilitados. Portanto, ocorrerão inclinações laterais direita e esquerda durante a sustentação do peso e em qualquer movimento lateral da coxa ou do tronco (Fig. 6.7). A B ROTAÇÃO Hamill 06.indd 184 4/2/16 3:49 PM Articulação do Quadril Articulação estável e com 3 graus de liberdade Uma única articulação Pouco móvel Muita estabilidade Suporte do peso locomoção Para baixo e adiante Acetábulo Articulação do Quadril – Articulação estável Estabilizadores estáticos - Grande área de contato (70%) - Lábio do acetábulo - Estabilidade em cadeia cinética fechada - Pressão atmosférica Maior Instabilidade: Flexão com adução Fatores musculares da estabilidade do quadril Estabilizadores dinâmicos • piramidal • obturador externo • glúteo médio • glúteo mínimo Articulação do Quadril Cabeça e colo do fêmur possui uma grande quantidade de osso esponjoso: - facilita a distribuição de carga As lâminas do osso esponjoso Ligamentos - Iliofemural: oferece sustentação na postura ereta (pouco extensão) - Pubofemural: Resiste a abdução (pouco extensão e rotação lateral) - Isquiofemural: resistência a extensão, adução e rotação medial Resistencia a Flexão??? Ligamento redondo Função: Vascularização da cabeça femoral Função mecânica secundária 187CAPÍTULO 6 Anatomia funcional do membro inferior que formam a pelve – ílio, ísquio e púbis – fazem suas conexões fibrosas entre si na cavidade acetabular. Essa cavidade é revestida com cartilagem articular, que é mais espessa nas bordas e atinge máxima espessura em sua parte superior (76,118). Não existe cartilagem na parte inferior do acetábulo. Como ocorre com o ombro, uma borda de fibrocartilagem, chamada lábio do acetábulo, circunda o acetábulo. Essa estrutura tem a função de aprofundar a depressão do acetábulo e aumentar sua estabilidade (151). A cabeça do fêmur,esférica, se encaixa na cavidade ace- tabular, provendo à articulação congruência e uma grande área de superfície de contato. Tanto a cabeça do fêmur como o acetábulo possuem grande quantidade de osso trabecular esponjoso, que facilita a distribuição das forças absorvidas pela articulação do quadril (118). A cabeça do fêmur também é revestida por cartilagem articular, que é mais espessa em suas partes centrais médias, onde o osso sustenta a maior parte do peso. A cartilagem na cabeça do fêmur fica mais fina nas margens, onde a cartilagem acetabular é espessa (118). A cabeça do fêmur se articula aproximadamente 70% com o acetábulo, em comparação com os 20% a 25% de relação entre a cabeça do úmero e a cavidade glenoidal. Circundando toda a articulação do quadril, existe uma cápsula frouxa, mas forte, que é reforçada por ligamentos e pelo tendão do músculo psoas; essa estrutura envolve toda a cabeça do fêmur e boa parte do colo do fêmur. A cápsula se revela mais densa na parte frontal e superior da articu- lação, onde as cargas são maiores, sendo bastante delgada no lado posterior e na parte inferior da articulação (142). Três ligamentos se fundem com a cápsula e são nutridos pela articulação. As inserções e ações desses ligamentos são apresentadas na Figura 6.3. O ligamento iliofemoral, ou ligamento Y, é forte e oferece sustentação à articulação do quadril anterior na posição ereta, opondo resistência a extensão, rotação lateral e a certa adução (151). Esse liga- mento é capaz de sustentar a maior parte do peso corpo- ral, desempenhando papel importante para a postura ereta (122). Além disso, a hiperextensão pode ficar tão limitada por esse ligamento que nem chega a ocorrer na própria articulação do quadril, e sim como uma consequên cia da inclinação pélvica anterior. O segundo ligamento na parte frontal da articulação do quadril, o ligamento pubofemoral, exerce principalmente re- sistência a abdução, com alguma resistência a rotação late- ral e extensão. O último ligamento no lado externo da articulação é o ligamento isquiofemoral, na cápsula pos- terior, onde oferece resistência a extensão, adução e rota- ção medial (151). Nenhum dos ligamentos que circundam a articulação do quadril opõe resistência a movimentos de flexão, e todos ficam frouxos durante a flexão. Isso faz da flexão o movimento com a maior amplitude. O fêmur é mantido afastado da articulação do quadril e da pelve pelo colo do fêmur, que é formado por osso trabecular esponjoso, com uma fina camada cortical como reforço. A camada cortical é reforçada na superfície infe- rior desse colo, onde há necessidade de maior resistên- cia, em resposta a forças de tensão maiores. Além disso, a parte medial do colo do fêmur é a responsável por opor resistência às forças de reação do solo. A parte lateral do colo do fêmur resiste às forças de compressão criadas pelos músculos (118). O colo do fêmur se une à diáfise do fêmur, que se in- clina medialmente até o joelho. A diáfise é muito estreita no meio, onde está reforçada pela camada mais espessa de osso cortical. Além disso, a diáfise arqueia-se anteriormente para oferecer a estrutura ideal para sustentação e apoio de forças elevadas (142). O colo do fêmur é posicionado em um ângulo específico tanto no plano frontal como no transverso para facilitar uma articulação congruente no interior da articulação do quadril e manter o fêmur afastado do corpo. Ângulo de inclinação é o ângulo do colo do fêmur com relação à diáfise do fêmur no plano frontal. Esse ângulo mede apro- ximadamente 125° (142) (Fig. 6.9). Ele é maior na ocasião do nascimento em cerca de 20 a 25%, tornando-se menor à medida que o indivíduo se desenvolve e passa a assumir posições de sustentação do peso. Acredita-se também que o ângulo continue a diminuir em aproximadamente 5° nos anos adultos mais avançados. FIGURA 6.9 O ângulo de inclinação do colo do fêmur é de aproximadamente 125°. Se o ângulo for inferior a 125°, está presente a con- dição denominada coxa vara. Quando o ângulo é superior a 125°, ocorre a chamada coxa valga. Hamill 06.indd 187 29/1/16 2:09 PM Ângulo de inclinação da cabeça do fêmur 90 a 135 graus Ângulo de inclinação da cabeça do fêmur Ângulo maior que 125 graus - Reduz a eficácia do Abdutores - Aumenta a sobrecarga sobre a cabeça do fêmur - Diminui a sobrecarga no colo do fêmur 188 SEÇÃO II Anatomia funcional A amplitude do ângulo de inclinação se situa habitual- mente dentro de 90° a 135° (118). O ângulo de inclinação é importante por determinar a eficácia dos abdutores do qua- dril, o comprimento do membro e as forças impostas à arti- culação do quadril (Fig. 6.10). Um ângulo de inclinação maior que 125° é chamado coxa valga. Esse aumento no ângulo de inclinação aumenta o comprimento do membro, reduz a eficácia dos abdutores do quadril, aumenta a carga sobre a cabeça do fêmur e diminui a sobrecarga no colo do fêmur (151). Coxa vara, em que o ângulo de inclinação é inferior a 125°, encurta o membro, aumenta a eficácia dos abdutores do quadril, diminui a carga incidente na cabeça do fêmur e aumenta a sobrecarga no colo do fêmur. Essa posição em varo dá aos abdutores do quadril um ganho me- cânico necessário para contrabalançar as forças geradas pelo peso corporal. O resultado se traduz em reduções da carga imposta à articulação do quadril e da quantidade de força muscular necessária para se contrapor à força do peso corporal (142). Há grande prevalência de coxa vara em atletas, tanto do sexo feminino como do masculino (121). O ângulo do colo do fêmur no plano horizontal é cha- mado ângulo de anteversão (Fig. 6.11). Normalmente, o colo do fêmur realiza rotação anterior de 12° a 14° em re lação ao fêmur (151). A anteversão no quadril Moment arm Valgo“Normal” Braço do momento Varo Músculos abdutores FIGURA 6.10 O ângulo de inclinação do colo do fêmur influencia a carga inci- dente no colo do fêmur e a eficácia dos abdutores do quadril. Quando o ângulo está reduzido, em casos de coxa vara, ocorre encurtamento do membro e os abdutores se tornam mais efetivos por causa de um braço do momento mais longo – resultando em menor carga inci- dente na cabeça do fêmur, mas com maior carga no colo do fêmur. A posição de coxa valga alonga o membro, reduz a eficácia dos abdutores por causa de um braço do momento mais curto, aumenta a carga incidente na cabeça do fêmur e diminui a carga sobre o colo do fêmur. Dedos do pé voltados para fora, em decorrência da retroversão do quadril Normal Anteversão Normal Retroversão 0 Quadril normal Dedos do pé voltados para dentro, em decorrência da anteversão do quadril FIGURA 6.11 O ângulo do colo do fêmur no plano horizontal é chamado ângulo de anteversão. O ângulo normal mede aproximadamente 12º a 14° para o lado anterior. Se esse ângulo aumentar, será criada uma posição em que os dedos do pé se voltam para dentro. Se o ângulo de anteversão sofrer inversão, de modo que o colo do fêmur se movimente posteriormente, passará a ser chamado de retroversão. A retroversão faz com que os dedos do pé se voltem para fora. Hamill 06.indd 188 29/1/16 2:09 PM Ângulo de inclinação da cabeça do fêmur Ângulo menor que 125 graus - Aumenta a eficácia do Abdutores - Diminui a carga sobre a cabeça do fêmur - Aumenta a sobrecarga no colo do fêmur 188 SEÇÃO II Anatomia funcional A amplitude do ângulo de inclinação se situa habitual- mente dentro de 90° a 135° (118). O ângulo de inclinação é importante por determinar a eficácia dos abdutores do qua- dril, o comprimento do membro e as forças impostas à arti- culação do quadril (Fig. 6.10). Um ângulo de inclinação maior que 125° é chamado coxa valga. Esse aumento no ângulo de inclinação aumenta o comprimento do membro, reduz a eficácia dos abdutores do quadril, aumenta a carga sobre a cabeça do fêmur e diminui a sobrecarga no colo do fêmur (151). Coxa vara, em que o ângulo de inclinação é inferior a 125°,encurta o membro, aumenta a eficácia dos abdutores do quadril, diminui a carga incidente na cabeça do fêmur e aumenta a sobrecarga no colo do fêmur. Essa posição em varo dá aos abdutores do quadril um ganho me- cânico necessário para contrabalançar as forças geradas pelo peso corporal. O resultado se traduz em reduções da carga imposta à articulação do quadril e da quantidade de força muscular necessária para se contrapor à força do peso corporal (142). Há grande prevalência de coxa vara em atletas, tanto do sexo feminino como do masculino (121). O ângulo do colo do fêmur no plano horizontal é cha- mado ângulo de anteversão (Fig. 6.11). Normalmente, o colo do fêmur realiza rotação anterior de 12° a 14° em re lação ao fêmur (151). A anteversão no quadril Moment arm Valgo“Normal” Braço do momento Varo Músculos abdutores FIGURA 6.10 O ângulo de inclinação do colo do fêmur influencia a carga inci- dente no colo do fêmur e a eficácia dos abdutores do quadril. Quando o ângulo está reduzido, em casos de coxa vara, ocorre encurtamento do membro e os abdutores se tornam mais efetivos por causa de um braço do momento mais longo – resultando em menor carga inci- dente na cabeça do fêmur, mas com maior carga no colo do fêmur. A posição de coxa valga alonga o membro, reduz a eficácia dos abdutores por causa de um braço do momento mais curto, aumenta a carga incidente na cabeça do fêmur e diminui a carga sobre o colo do fêmur. Dedos do pé voltados para fora, em decorrência da retroversão do quadril Normal Anteversão Normal Retroversão 0 Quadril normal Dedos do pé voltados para dentro, em decorrência da anteversão do quadril FIGURA 6.11 O ângulo do colo do fêmur no plano horizontal é chamado ângulo de anteversão. O ângulo normal mede aproximadamente 12º a 14° para o lado anterior. Se esse ângulo aumentar, será criada uma posição em que os dedos do pé se voltam para dentro. Se o ângulo de anteversão sofrer inversão, de modo que o colo do fêmur se movimente posteriormente, passará a ser chamado de retroversão. A retroversão faz com que os dedos do pé se voltem para fora. Hamill 06.indd 188 29/1/16 2:09 PM OBS: Menor sobrecarga articular (musculo trabalha mais) Comum em atletas Varo Ângulo do colo do fêmur (Angulo de anteversão) Ângulo maior 14 graus (Anteversão) 188 SEÇÃO II Anatomia funcional A amplitude do ângulo de inclinação se situa habitual- mente dentro de 90° a 135° (118). O ângulo de inclinação é importante por determinar a eficácia dos abdutores do qua- dril, o comprimento do membro e as forças impostas à arti- culação do quadril (Fig. 6.10). Um ângulo de inclinação maior que 125° é chamado coxa valga. Esse aumento no ângulo de inclinação aumenta o comprimento do membro, reduz a eficácia dos abdutores do quadril, aumenta a carga sobre a cabeça do fêmur e diminui a sobrecarga no colo do fêmur (151). Coxa vara, em que o ângulo de inclinação é inferior a 125°, encurta o membro, aumenta a eficácia dos abdutores do quadril, diminui a carga incidente na cabeça do fêmur e aumenta a sobrecarga no colo do fêmur. Essa posição em varo dá aos abdutores do quadril um ganho me- cânico necessário para contrabalançar as forças geradas pelo peso corporal. O resultado se traduz em reduções da carga imposta à articulação do quadril e da quantidade de força muscular necessária para se contrapor à força do peso corporal (142). Há grande prevalência de coxa vara em atletas, tanto do sexo feminino como do masculino (121). O ângulo do colo do fêmur no plano horizontal é cha- mado ângulo de anteversão (Fig. 6.11). Normalmente, o colo do fêmur realiza rotação anterior de 12° a 14° em re lação ao fêmur (151). A anteversão no quadril Moment arm Valgo“Normal” Braço do momento Varo Músculos abdutores FIGURA 6.10 O ângulo de inclinação do colo do fêmur influencia a carga inci- dente no colo do fêmur e a eficácia dos abdutores do quadril. Quando o ângulo está reduzido, em casos de coxa vara, ocorre encurtamento do membro e os abdutores se tornam mais efetivos por causa de um braço do momento mais longo – resultando em menor carga inci- dente na cabeça do fêmur, mas com maior carga no colo do fêmur. A posição de coxa valga alonga o membro, reduz a eficácia dos abdutores por causa de um braço do momento mais curto, aumenta a carga incidente na cabeça do fêmur e diminui a carga sobre o colo do fêmur. Dedos do pé voltados para fora, em decorrência da retroversão do quadril Normal Anteversão Normal Retroversão 0 Quadril normal Dedos do pé voltados para dentro, em decorrência da anteversão do quadril FIGURA 6.11 O ângulo do colo do fêmur no plano horizontal é chamado ângulo de anteversão. O ângulo normal mede aproximadamente 12º a 14° para o lado anterior. Se esse ângulo aumentar, será criada uma posição em que os dedos do pé se voltam para dentro. Se o ângulo de anteversão sofrer inversão, de modo que o colo do fêmur se movimente posteriormente, passará a ser chamado de retroversão. A retroversão faz com que os dedos do pé se voltem para fora. Hamill 06.indd 188 29/1/16 2:09 PM 188 SEÇÃO II Anatomia funcional A amplitude do ângulo de inclinação se situa habitual- mente dentro de 90° a 135° (118). O ângulo de inclinação é importante por determinar a eficácia dos abdutores do qua- dril, o comprimento do membro e as forças impostas à arti- culação do quadril (Fig. 6.10). Um ângulo de inclinação maior que 125° é chamado coxa valga. Esse aumento no ângulo de inclinação aumenta o comprimento do membro, reduz a eficácia dos abdutores do quadril, aumenta a carga sobre a cabeça do fêmur e diminui a sobrecarga no colo do fêmur (151). Coxa vara, em que o ângulo de inclinação é inferior a 125°, encurta o membro, aumenta a eficácia dos abdutores do quadril, diminui a carga incidente na cabeça do fêmur e aumenta a sobrecarga no colo do fêmur. Essa posição em varo dá aos abdutores do quadril um ganho me- cânico necessário para contrabalançar as forças geradas pelo peso corporal. O resultado se traduz em reduções da carga imposta à articulação do quadril e da quantidade de força muscular necessária para se contrapor à força do peso corporal (142). Há grande prevalência de coxa vara em atletas, tanto do sexo feminino como do masculino (121). O ângulo do colo do fêmur no plano horizontal é cha- mado ângulo de anteversão (Fig. 6.11). Normalmente, o colo do fêmur realiza rotação anterior de 12° a 14° em re lação ao fêmur (151). A anteversão no quadril Moment arm Valgo“Normal” Braço do momento Varo Músculos abdutores FIGURA 6.10 O ângulo de inclinação do colo do fêmur influencia a carga inci- dente no colo do fêmur e a eficácia dos abdutores do quadril. Quando o ângulo está reduzido, em casos de coxa vara, ocorre encurtamento do membro e os abdutores se tornam mais efetivos por causa de um braço do momento mais longo – resultando em menor carga inci- dente na cabeça do fêmur, mas com maior carga no colo do fêmur. A posição de coxa valga alonga o membro, reduz a eficácia dos abdutores por causa de um braço do momento mais curto, aumenta a carga incidente na cabeça do fêmur e diminui a carga sobre o colo do fêmur. Dedos do pé voltados para fora, em decorrência da retroversão do quadril Normal Anteversão Normal Retroversão 0 Quadril normal Dedos do pé voltados para dentro, em decorrência da anteversão do quadril FIGURA 6.11 O ângulo do colo do fêmur no plano horizontal é chamado ângulo de anteversão. O ângulo normal mede aproximadamente 12º a 14° para o lado anterior. Se esse ângulo aumentar, será criada uma posição em que os dedos do pé se voltam para dentro. Se o ângulo de anteversão sofrer inversão, de modo que o colo do fêmur se movimente posteriormente, passará a ser chamado de retroversão. A retroversão faz com que os dedos do pé se voltem para fora. Hamill 06.indd 188 29/1/16 2:09 PM Ângulo do colo do fêmur (Angulo de anteversão) Ângulo maior 14 graus (Anteversão)- Aumento do ângulo Q - Aumento da pronação - Aumento da curvatura lombar - Aumento do contato articular no quadril Ângulo do colo do fêmur (Angulo de anteversão) Ângulo menor 14 graus (retroversão) - Rotação lateral do MMII - Pé supinado - Diminuição do ângulo Q Ângulo Q Ângulo Q 3 graus de liberdade • eixo transverso • eixo antero posterior • eixo longitudinal flexão extensão abdução adução rotação interna e externa Circundução Flexão Amplitude variada Ativa