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BOM DIA!!!!
MMII
Suporta grande forças
- Manutenção da postura
- Marcha
- Corrida
OBS: Cadeia Cinética Fechada
A pelve
- Suporta e transmite uma 
grande quantidade de força
- Permite movimentos
- Inserção de grande 
quantidade de músculos.
183CAPÍTULO 6 Anatomia funcional do membro inferior
Ligamento Inserção Ação
Púbico anterior Fibra transversal desde o corpo do púbis ATÉ o corpo 
do púbis
Mantém a relação entre ossos púbicos direito e esquerdo
Sacrococcígeo 
anterior
Superfície anterior do sacro ATÉ a parte 
frontal do cóccix
Mantém a relação entre sacro e cóccix
Sacroilíaco anterior Delgada; superfície pélvica do sacro ATÉ a superfície 
pélvica do ílio
Mantém a relação entre sacro e ílio
Iliofemoral Espinha ilíaca anteroinferior ATÉ a linha intertrocanté-
rica do fêmur
Dá suporte ao quadril anterior; opõe resistência a movi-
mentos de extensão, rotação medial e rotação lateral
Iliolombar Processo transverso de L5 ATÉ a crista ilíaca Limita o movimento lombar em flexão e rotação
Interósseo (IS) Tuberosidade do ílio ATÉ a tuberosidade do sacro Impede o deslocamento inferior do sacro causado pelo 
peso do corpo
Isquiofemoral Acetábulo posterior ATÉ o ligamento iliofemoral Opõe resistência a adução e rotação medial
Ligamento da 
cabeça do fêmur
Incisura acetabular e ligamento transverso do joelho 
ATÉ a depressão da cabeça do fêmur
Transmite vasos à cabeça do fêmur; sem função mecânica
Sacroilíaco posterior Espinha ilíaca posteroinferior ATÉ a superfície pélvica 
do sacro
Mantém a relação entre sacro e ílio
Pubofemoral Parte púbica do acetábulo; ramos superiores ATÉ a 
linha intertrocantérica
Opõe resistência a abdução e rotação lateral
Sacroespinal Espinha do ísquio ATÉ as margens laterais do sacro 
e cóccix
Impede a rotação posterior dos ílios em relação ao sacro
Sacrotuberal Ísquio posterior ATÉ os tubérculos sacrais, margem 
inferior do sacro e cóccix superior
Impede que a parte inferior do sacro se incline para cima e 
para trás sob o peso do restante da coluna vertebral
A
Ligamento 
sacroilíaco anterior
Ligamento iliolombar
Ligamento 
sacrolombar
Ligamento 
sacroespinal
Ligamento 
sacrococcígeo 
anteriorLigamento 
púbico anterior
Ligamento 
sacrotuberal
Ligamento 
pubofemoral
B
Ligamento 
sacroespinal
Ligamento iliolombar
Ligamento
sacroilíaco
posterior
Ligamento
sacrotuberal
Ligamento
iliofemoral Ligamento 
iliofemoral
C
FIGURA 6.3 Ligamentos da pelve e da região do quadril ilustrados das perspectivas anterior (A) e posterior (B) e da articulação do quadril (C).
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Ligamentos da sacroilíaca
Ligamentos da sacroilíaca 183CAPÍTULO 6 Anatomia funcional do membro inferior
Ligamento Inserção Ação
Púbico anterior Fibra transversal desde o corpo do púbis ATÉ o corpo 
do púbis
Mantém a relação entre ossos púbicos direito e esquerdo
Sacrococcígeo 
anterior
Superfície anterior do sacro ATÉ a parte 
frontal do cóccix
Mantém a relação entre sacro e cóccix
Sacroilíaco anterior Delgada; superfície pélvica do sacro ATÉ a superfície 
pélvica do ílio
Mantém a relação entre sacro e ílio
Iliofemoral Espinha ilíaca anteroinferior ATÉ a linha intertrocanté-
rica do fêmur
Dá suporte ao quadril anterior; opõe resistência a movi-
mentos de extensão, rotação medial e rotação lateral
Iliolombar Processo transverso de L5 ATÉ a crista ilíaca Limita o movimento lombar em flexão e rotação
Interósseo (IS) Tuberosidade do ílio ATÉ a tuberosidade do sacro Impede o deslocamento inferior do sacro causado pelo 
peso do corpo
Isquiofemoral Acetábulo posterior ATÉ o ligamento iliofemoral Opõe resistência a adução e rotação medial
Ligamento da 
cabeça do fêmur
Incisura acetabular e ligamento transverso do joelho 
ATÉ a depressão da cabeça do fêmur
Transmite vasos à cabeça do fêmur; sem função mecânica
Sacroilíaco posterior Espinha ilíaca posteroinferior ATÉ a superfície pélvica 
do sacro
Mantém a relação entre sacro e ílio
Pubofemoral Parte púbica do acetábulo; ramos superiores ATÉ a 
linha intertrocantérica
Opõe resistência a abdução e rotação lateral
Sacroespinal Espinha do ísquio ATÉ as margens laterais do sacro 
e cóccix
Impede a rotação posterior dos ílios em relação ao sacro
Sacrotuberal Ísquio posterior ATÉ os tubérculos sacrais, margem 
inferior do sacro e cóccix superior
Impede que a parte inferior do sacro se incline para cima e 
para trás sob o peso do restante da coluna vertebral
A
Ligamento 
sacroilíaco anterior
Ligamento iliolombar
Ligamento 
sacrolombar
Ligamento 
sacroespinal
Ligamento 
sacrococcígeo 
anteriorLigamento 
púbico anterior
Ligamento 
sacrotuberal
Ligamento 
pubofemoral
B
Ligamento 
sacroespinal
Ligamento iliolombar
Ligamento
sacroilíaco
posterior
Ligamento
sacrotuberal
Ligamento
iliofemoral Ligamento 
iliofemoral
C
FIGURA 6.3 Ligamentos da pelve e da região do quadril ilustrados das perspectivas anterior (A) e posterior (B) e da articulação do quadril (C).
 Hamill 06.indd 183 29/1/16 2:08 PM
181CAPÍTULO 6 Anatomia funcional do membro inferior
Em mulheres, a articulação sacroilíaca é mais móvel 
por existir maior frouxidão nos ligamentos de apoio da 
articulação. Essa frouxidão pode aumentar com os ciclos 
hormonais que ocorrem mensalmente, e a articulação fica 
extremamente frouxa e móvel durante a gravidez (59).
Outra razão para que a articulação sacroilíaca seja mais 
estável em homens está relacionada às diferenças de posi-
cionamento no centro de gravidade. Na posição ereta, o 
peso corporal força o sacro para baixo, tensionando os 
ligamentos posteriores e forçando conjuntamente o sacro 
e o ílio. Isso proporciona estabilidade à articulação, sendo 
a posição de máximo contato para a articulação sacroilíaca 
(129). Nas mulheres, o centro de gravidade se situa no 
mesmo plano do sacro, enquanto nos homens o centro de 
gravidade é mais anterior. Portanto, em homens, a maior 
carga incide na articulação sacroilíaca, o que, por sua vez, 
cria uma articulação mais firme e estável (164).
O movimento na articulação sacroilíaca pode ser des-
crito mais apropriadamente pelos movimentos do sacro. 
A Figura 6.4 apresenta os movimentos do sacro que 
acompanham cada movimento específico do tronco. Na 
verdade, o sacro, com sua forma triangular, consiste em 
cinco vértebras fundidas que se movimentam com a pelve 
e o tronco. A parte superior do sacro, sua parte mais 
larga, é a sua base, e quando essa base se movimenta 
anteriormente, o movimento é chamado flexão sacral 
(129). Esse movimento, que clinicamente é também cha-
mado de nutação, ocorre com a extensão do tronco ou 
a flexão da coxa.
A extensão sacral, ou contranutação, ocorre quando 
a base se movimenta posteriormente, com a extensão 
do tronco ou a extensão bilateral da coxa. Há também 
o movimento de rotação sacral, em que o sacro realiza 
rotação em torno de um eixo que avança diagonalmente 
através do osso. Diz-se que houve rotação à direita se a 
superfície anterior do sacro estiver voltada para a direita, 
e rotação à esquerda se a superfície anterior estiver vol-
tada para a esquerda. Essa torção do sacro é gerada pelo 
músculo piriforme, em um exercício de inclinação lateral 
do tronco (129). Ressalte-se ainda que, no caso de movi-
mentos assimétricos (p. ex., ficar ereto sobre um dos pés), 
pode ocorrer um movimento assimétrico na articulação 
sacroilíaca, resultando em torção da pelve.
Além do movimento entre o sacro e o ílio, há o movi-
mento do cíngulo do membro inferior como um todo. 
Esses movimentos, ilustrados na Figura 6.5, acompanham 
os movimentos do tronco e da coxa para facilitar o posi-
cionamento da articulação do quadril e das vértebras lom-
bares. Embora os músculos facilitem os movimentos da 
pelve, não existe um grupo isolado de músculos atuando 
especificamente nessa área; portanto, os movimentos pél-
vicos ocorrem como consequência de movimentos da coxa 
ou das vértebras lombares.
Os movimentos da pelve são descritos pela monitoração 
do ílio, especificamente das espinhasilíacas anterossupe-
rior e anteroinferior situadas na frente do ílio. Em um 
movimento de sustentação do peso em cadeia fechada, a 
Mulher
Homem
FIGURA 6.1 A pelve da mulher é mais leve, delgada e ampla que 
a do homem. Além disso, a pelve feminina se expande à frente e 
apresenta um sacro mais largo na parte de trás.
cartilagem hialina, mas que se apresentam em completa 
fusão ou ossificação por volta dos 20-25 anos de idade.
Os lados direito e esquerdo da pelve se conectam ante-
riormente na sínfise púbica, uma articulação cartilagínea 
que possui um disco fibrocartilaginoso que conecta os dois 
ossos púbicos. As extremidades de cada osso púbico tam-
bém estão revestidas por cartilagem hialina. Essa articula-
ção é firmemente sustentada por um ligamento púbico 
que avança ao longo dos lados anterior, posterior e superior 
da articulação. O movimento nessa articulação é limitado, 
sendo mantida uma firme conexão entre os lados direito e 
esquerdo do cíngulo do membro inferior.
A pelve está conectada ao tronco na articulação sacroi-
líaca, uma forte articulação sinovial que contém fibro-
cartilagem e um potente apoio ligamentar (Fig. 6.2). A 
superfície de articulação no sacro está voltada no sentido 
posterolateral, articulando-se com o ílio, que está voltado 
anterior e medialmente (164).
A articulação sacroilíaca transmite o peso do corpo para 
o quadril e é submetida a cargas provenientes da região 
lombar ou do solo. Essa articulação também funciona 
como local de absorção de energia gerada por forças de 
cisalhamento durante a marcha (129). Há três grupos de 
ligamentos que dão sustentação às articulações sacroilíacas 
esquerda e direita, e esses ligamentos são os mais fortes 
do corpo (Fig. 6.3). 
Embora a articulação sacroilíaca esteja bem reforçada 
por ligamentos muito fortes, ela se movimenta. A quanti-
dade de movimento permitida na articulação varia consi-
deravelmente entre os indivíduos e de acordo com o sexo. 
Os homens possuem ligamentos sacroilíacos mais espessos 
e fortes, e, consequentemente, não possuem articulações 
sacroilíacas móveis. Na verdade, três em cada dez homens 
apresentam articulações sacroilíacas fundidas (164).
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Ligamentos com 
maior mobilidade
184 SEÇÃO II Anatomia funcional
Anterior tilt Posterior tilt
LeftLeft
Right Right
Anterior tilt Posterior tilt
LeftLeft
Right Right
Anterior tilt Posterior tilt
LeftLeft
Right Right
Anterior tilt Posterior tilt
LeftLeft
Right Right
FIGURA 6.4 A. Na posição neutra, o sacro está situado na posição de máximo contato pela força da gravidade. O sacro responde a movimentos 
tanto da coxa como do tronco. B. Quando ocorre extensão do tronco ou flexão da coxa, o sacro se flexiona. A flexão do sacro ocorre quando a base 
ampla dessa estrutura se movimenta anteriormente. C. Durante a flexão do tronco ou a extensão da coxa, ocorre extensão do sacro, com sua base se 
movimentando no sentido posterior. O sacro também realiza rotação para a direita ou para a esquerda durante a flexão lateral do tronco (não ilustrado).
A. Neutral position B. Trunk extension;
sacral flexion
C. Trunk flexion:
 sacral extension
A Posição neutra B Extensão do tronco; C Flexão do tronco;
 flexão sacral extensão sacral
FIGURA 6.5 A pelve se movimenta em seis direções, em resposta 
a um movimento do tronco ou da coxa. A inclinação anterior da pelve 
acompanha a flexão do tronco ou a extensão da coxa (A). A inclinação 
posterior acompanha a extensão do tronco ou a flexão da coxa (B). Incli-
nações laterais para a esquerda (C) e para a direita (D) acompanham a 
sustentação do peso nos membros direito e esquerdo, respectivamente, 
ou movimentos laterais da coxa ou do tronco. Rotações para a esquerda 
(E) e para a direita (F) acompanham a rotação do tronco para a esquerda 
e para a direita, respectivamente, ou um movimento unilateral da perna.
Anterior tilt Posterior tilt
LeftLeft
Right Right
INCLINAÇÃO LATERAL
A. Inclinação anterior B. Inclinação posterior
C. Esquerda D. Direita
E. Esquerda F. Direita
FIGURA 6.6 A pelve pode ajudar nos movimentos da coxa incli-
nando-se anteriormente, o que aumenta a extensão do quadril (A); ou 
posteriormente, o que aumenta a flexão do quadril (B).
ao da queda da pelve. Esse movimento é controlado por 
músculos, em particular pelo glúteo médio, de modo que 
não se trata de um movimento pronunciado, a menos que 
os músculos controladores estejam debilitados. Portanto, 
ocorrerão inclinações laterais direita e esquerda durante a 
sustentação do peso e em qualquer movimento lateral da 
coxa ou do tronco (Fig. 6.7).
A B
ROTAÇÃO
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184 SEÇÃO II Anatomia funcional
Anterior tilt Posterior tilt
LeftLeft
Right Right
Anterior tilt Posterior tilt
LeftLeft
Right Right
Anterior tilt Posterior tilt
LeftLeft
Right Right
Anterior tilt Posterior tilt
LeftLeft
Right Right
FIGURA 6.4 A. Na posição neutra, o sacro está situado na posição de máximo contato pela força da gravidade. O sacro responde a movimentos 
tanto da coxa como do tronco. B. Quando ocorre extensão do tronco ou flexão da coxa, o sacro se flexiona. A flexão do sacro ocorre quando a base 
ampla dessa estrutura se movimenta anteriormente. C. Durante a flexão do tronco ou a extensão da coxa, ocorre extensão do sacro, com sua base se 
movimentando no sentido posterior. O sacro também realiza rotação para a direita ou para a esquerda durante a flexão lateral do tronco (não ilustrado).
A. Neutral position B. Trunk extension;
sacral flexion
C. Trunk flexion:
 sacral extension
A Posição neutra B Extensão do tronco; C Flexão do tronco;
 flexão sacral extensão sacral
FIGURA 6.5 A pelve se movimenta em seis direções, em resposta 
a um movimento do tronco ou da coxa. A inclinação anterior da pelve 
acompanha a flexão do tronco ou a extensão da coxa (A). A inclinação 
posterior acompanha a extensão do tronco ou a flexão da coxa (B). Incli-
nações laterais para a esquerda (C) e para a direita (D) acompanham a 
sustentação do peso nos membros direito e esquerdo, respectivamente, 
ou movimentos laterais da coxa ou do tronco. Rotações para a esquerda 
(E) e para a direita (F) acompanham a rotação do tronco para a esquerda 
e para a direita, respectivamente, ou um movimento unilateral da perna.
Anterior tilt Posterior tilt
LeftLeft
Right Right
INCLINAÇÃO LATERAL
A. Inclinação anterior B. Inclinação posterior
C. Esquerda D. Direita
E. Esquerda F. Direita
FIGURA 6.6 A pelve pode ajudar nos movimentos da coxa incli-
nando-se anteriormente, o que aumenta a extensão do quadril (A); ou 
posteriormente, o que aumenta a flexão do quadril (B).
ao da queda da pelve. Esse movimento é controlado por 
músculos, em particular pelo glúteo médio, de modo que 
não se trata de um movimento pronunciado, a menos que 
os músculos controladores estejam debilitados. Portanto, 
ocorrerão inclinações laterais direita e esquerda durante a 
sustentação do peso e em qualquer movimento lateral da 
coxa ou do tronco (Fig. 6.7).
A B
ROTAÇÃO
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184 SEÇÃO II Anatomia funcional
Anterior tilt Posterior tilt
LeftLeft
Right Right
Anterior tilt Posterior tilt
LeftLeft
Right Right
Anterior tilt Posterior tilt
LeftLeft
Right Right
Anterior tilt Posterior tilt
LeftLeft
Right Right
FIGURA 6.4 A. Na posição neutra, o sacro está situado na posição de máximo contato pela força da gravidade. O sacro responde a movimentos 
tanto da coxa como do tronco. B. Quando ocorre extensão do tronco ou flexão da coxa, o sacro se flexiona. A flexão do sacro ocorre quando a base 
ampla dessa estrutura se movimenta anteriormente. C. Durante a flexão do tronco ou a extensão da coxa, ocorre extensão do sacro, com sua base se 
movimentando no sentido posterior. O sacro também realiza rotação para a direita ou para a esquerda durante a flexão lateral do tronco (não ilustrado).
A. Neutral position B. Trunk extension;
sacral flexion
C. Trunk flexion:
 sacralextension
A Posição neutra B Extensão do tronco; C Flexão do tronco;
 flexão sacral extensão sacral
FIGURA 6.5 A pelve se movimenta em seis direções, em resposta 
a um movimento do tronco ou da coxa. A inclinação anterior da pelve 
acompanha a flexão do tronco ou a extensão da coxa (A). A inclinação 
posterior acompanha a extensão do tronco ou a flexão da coxa (B). Incli-
nações laterais para a esquerda (C) e para a direita (D) acompanham a 
sustentação do peso nos membros direito e esquerdo, respectivamente, 
ou movimentos laterais da coxa ou do tronco. Rotações para a esquerda 
(E) e para a direita (F) acompanham a rotação do tronco para a esquerda 
e para a direita, respectivamente, ou um movimento unilateral da perna.
Anterior tilt Posterior tilt
LeftLeft
Right Right
INCLINAÇÃO LATERAL
A. Inclinação anterior B. Inclinação posterior
C. Esquerda D. Direita
E. Esquerda F. Direita
FIGURA 6.6 A pelve pode ajudar nos movimentos da coxa incli-
nando-se anteriormente, o que aumenta a extensão do quadril (A); ou 
posteriormente, o que aumenta a flexão do quadril (B).
ao da queda da pelve. Esse movimento é controlado por 
músculos, em particular pelo glúteo médio, de modo que 
não se trata de um movimento pronunciado, a menos que 
os músculos controladores estejam debilitados. Portanto, 
ocorrerão inclinações laterais direita e esquerda durante a 
sustentação do peso e em qualquer movimento lateral da 
coxa ou do tronco (Fig. 6.7).
A B
ROTAÇÃO
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184 SEÇÃO II Anatomia funcional
Anterior tilt Posterior tilt
LeftLeft
Right Right
Anterior tilt Posterior tilt
LeftLeft
Right Right
Anterior tilt Posterior tilt
LeftLeft
Right Right
Anterior tilt Posterior tilt
LeftLeft
Right Right
FIGURA 6.4 A. Na posição neutra, o sacro está situado na posição de máximo contato pela força da gravidade. O sacro responde a movimentos 
tanto da coxa como do tronco. B. Quando ocorre extensão do tronco ou flexão da coxa, o sacro se flexiona. A flexão do sacro ocorre quando a base 
ampla dessa estrutura se movimenta anteriormente. C. Durante a flexão do tronco ou a extensão da coxa, ocorre extensão do sacro, com sua base se 
movimentando no sentido posterior. O sacro também realiza rotação para a direita ou para a esquerda durante a flexão lateral do tronco (não ilustrado).
A. Neutral position B. Trunk extension;
sacral flexion
C. Trunk flexion:
 sacral extension
A Posição neutra B Extensão do tronco; C Flexão do tronco;
 flexão sacral extensão sacral
FIGURA 6.5 A pelve se movimenta em seis direções, em resposta 
a um movimento do tronco ou da coxa. A inclinação anterior da pelve 
acompanha a flexão do tronco ou a extensão da coxa (A). A inclinação 
posterior acompanha a extensão do tronco ou a flexão da coxa (B). Incli-
nações laterais para a esquerda (C) e para a direita (D) acompanham a 
sustentação do peso nos membros direito e esquerdo, respectivamente, 
ou movimentos laterais da coxa ou do tronco. Rotações para a esquerda 
(E) e para a direita (F) acompanham a rotação do tronco para a esquerda 
e para a direita, respectivamente, ou um movimento unilateral da perna.
Anterior tilt Posterior tilt
LeftLeft
Right Right
INCLINAÇÃO LATERAL
A. Inclinação anterior B. Inclinação posterior
C. Esquerda D. Direita
E. Esquerda F. Direita
FIGURA 6.6 A pelve pode ajudar nos movimentos da coxa incli-
nando-se anteriormente, o que aumenta a extensão do quadril (A); ou 
posteriormente, o que aumenta a flexão do quadril (B).
ao da queda da pelve. Esse movimento é controlado por 
músculos, em particular pelo glúteo médio, de modo que 
não se trata de um movimento pronunciado, a menos que 
os músculos controladores estejam debilitados. Portanto, 
ocorrerão inclinações laterais direita e esquerda durante a 
sustentação do peso e em qualquer movimento lateral da 
coxa ou do tronco (Fig. 6.7).
A B
ROTAÇÃO
 Hamill 06.indd 184 4/2/16 3:49 PM
184 SEÇÃO II Anatomia funcional
Anterior tilt Posterior tilt
LeftLeft
Right Right
Anterior tilt Posterior tilt
LeftLeft
Right Right
Anterior tilt Posterior tilt
LeftLeft
Right Right
Anterior tilt Posterior tilt
LeftLeft
Right Right
FIGURA 6.4 A. Na posição neutra, o sacro está situado na posição de máximo contato pela força da gravidade. O sacro responde a movimentos 
tanto da coxa como do tronco. B. Quando ocorre extensão do tronco ou flexão da coxa, o sacro se flexiona. A flexão do sacro ocorre quando a base 
ampla dessa estrutura se movimenta anteriormente. C. Durante a flexão do tronco ou a extensão da coxa, ocorre extensão do sacro, com sua base se 
movimentando no sentido posterior. O sacro também realiza rotação para a direita ou para a esquerda durante a flexão lateral do tronco (não ilustrado).
A. Neutral position B. Trunk extension;
sacral flexion
C. Trunk flexion:
 sacral extension
A Posição neutra B Extensão do tronco; C Flexão do tronco;
 flexão sacral extensão sacral
FIGURA 6.5 A pelve se movimenta em seis direções, em resposta 
a um movimento do tronco ou da coxa. A inclinação anterior da pelve 
acompanha a flexão do tronco ou a extensão da coxa (A). A inclinação 
posterior acompanha a extensão do tronco ou a flexão da coxa (B). Incli-
nações laterais para a esquerda (C) e para a direita (D) acompanham a 
sustentação do peso nos membros direito e esquerdo, respectivamente, 
ou movimentos laterais da coxa ou do tronco. Rotações para a esquerda 
(E) e para a direita (F) acompanham a rotação do tronco para a esquerda 
e para a direita, respectivamente, ou um movimento unilateral da perna.
Anterior tilt Posterior tilt
LeftLeft
Right Right
INCLINAÇÃO LATERAL
A. Inclinação anterior B. Inclinação posterior
C. Esquerda D. Direita
E. Esquerda F. Direita
FIGURA 6.6 A pelve pode ajudar nos movimentos da coxa incli-
nando-se anteriormente, o que aumenta a extensão do quadril (A); ou 
posteriormente, o que aumenta a flexão do quadril (B).
ao da queda da pelve. Esse movimento é controlado por 
músculos, em particular pelo glúteo médio, de modo que 
não se trata de um movimento pronunciado, a menos que 
os músculos controladores estejam debilitados. Portanto, 
ocorrerão inclinações laterais direita e esquerda durante a 
sustentação do peso e em qualquer movimento lateral da 
coxa ou do tronco (Fig. 6.7).
A B
ROTAÇÃO
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Articulação do Quadril
Articulação estável e com 
3 graus de liberdade
Uma única articulação
Pouco móvel
Muita estabilidade
Suporte do peso
locomoção
Para baixo e adiante
Acetábulo
Articulação do Quadril – Articulação estável
Estabilizadores estáticos 
- Grande área de contato (70%)
- Lábio do acetábulo
- Estabilidade em cadeia cinética 
fechada
- Pressão atmosférica
Maior Instabilidade:
Flexão com adução
Fatores musculares da estabilidade do quadril
Estabilizadores dinâmicos 
• piramidal
• obturador externo
• glúteo médio
• glúteo mínimo
Articulação do Quadril
Cabeça e colo do fêmur possui uma 
grande quantidade de osso 
esponjoso:
- facilita a distribuição de carga
As lâminas do osso esponjoso
Ligamentos
- Iliofemural: oferece sustentação na postura ereta (pouco extensão)
- Pubofemural: Resiste a abdução (pouco extensão e rotação lateral)
- Isquiofemural: resistência a extensão, adução e rotação medial
Resistencia a Flexão???
Ligamento redondo
Função:
Vascularização da cabeça 
femoral
Função mecânica secundária
187CAPÍTULO 6 Anatomia funcional do membro inferior
que formam a pelve – ílio, ísquio e púbis – fazem suas 
conexões fibrosas entre si na cavidade acetabular. Essa 
cavidade é revestida com cartilagem articular, que é mais 
espessa nas bordas e atinge máxima espessura em sua parte 
superior (76,118). Não existe cartilagem na parte inferior 
do acetábulo. Como ocorre com o ombro, uma borda de 
fibrocartilagem, chamada lábio do acetábulo, circunda 
o acetábulo. Essa estrutura tem a função de aprofundar a 
depressão do acetábulo e aumentar sua estabilidade (151).
A cabeça do fêmur,esférica, se encaixa na cavidade ace-
tabular, provendo à articulação congruência e uma grande 
área de superfície de contato. Tanto a cabeça do fêmur 
como o acetábulo possuem grande quantidade de osso 
trabecular esponjoso, que facilita a distribuição das forças 
absorvidas pela articulação do quadril (118). A cabeça do 
fêmur também é revestida por cartilagem articular, que é 
mais espessa em suas partes centrais médias, onde o osso 
sustenta a maior parte do peso. A cartilagem na cabeça 
do fêmur fica mais fina nas margens, onde a cartilagem 
acetabular é espessa (118). A cabeça do fêmur se articula 
aproximadamente 70% com o acetábulo, em comparação 
com os 20% a 25% de relação entre a cabeça do úmero e 
a cavidade glenoidal.
Circundando toda a articulação do quadril, existe uma 
cápsula frouxa, mas forte, que é reforçada por ligamentos e 
pelo tendão do músculo psoas; essa estrutura envolve toda 
a cabeça do fêmur e boa parte do colo do fêmur. A cápsula 
se revela mais densa na parte frontal e superior da articu-
lação, onde as cargas são maiores, sendo bastante delgada 
no lado posterior e na parte inferior da articulação (142).
Três ligamentos se fundem com a cápsula e são nutridos 
pela articulação. As inserções e ações desses ligamentos são 
apresentadas na Figura 6.3. O ligamento iliofemoral, ou 
ligamento Y, é forte e oferece sustentação à articulação 
do quadril anterior na posição ereta, opondo resistência a 
extensão, rotação lateral e a certa adução (151). Esse liga-
mento é capaz de sustentar a maior parte do peso corpo-
ral, desempenhando papel importante para a postura ereta 
(122). Além disso, a hiperextensão pode ficar tão limitada 
por esse ligamento que nem chega a ocorrer na própria 
articulação do quadril, e sim como uma consequên cia da 
inclinação pélvica anterior.
O segundo ligamento na parte frontal da articulação do 
quadril, o ligamento pubofemoral, exerce principalmente re- 
sistência a abdução, com alguma resistência a rotação late-
ral e extensão. O último ligamento no lado externo da 
articulação é o ligamento isquiofemoral, na cápsula pos-
terior, onde oferece resistência a extensão, adução e rota-
ção medial (151). Nenhum dos ligamentos que circundam 
a articulação do quadril opõe resistência a movimentos de 
flexão, e todos ficam frouxos durante a flexão. Isso faz da 
flexão o movimento com a maior amplitude.
O fêmur é mantido afastado da articulação do quadril 
e da pelve pelo colo do fêmur, que é formado por osso 
trabecular esponjoso, com uma fina camada cortical como 
reforço. A camada cortical é reforçada na superfície infe-
rior desse colo, onde há necessidade de maior resistên-
cia, em resposta a forças de tensão maiores. Além disso, a 
parte medial do colo do fêmur é a responsável por opor 
resistência às forças de reação do solo. A parte lateral do 
colo do fêmur resiste às forças de compressão criadas pelos 
músculos (118).
O colo do fêmur se une à diáfise do fêmur, que se in- 
clina medialmente até o joelho. A diáfise é muito estreita 
no meio, onde está reforçada pela camada mais espessa de 
osso cortical. Além disso, a diáfise arqueia-se anteriormente 
para oferecer a estrutura ideal para sustentação e apoio de 
forças elevadas (142).
O colo do fêmur é posicionado em um ângulo específico 
tanto no plano frontal como no transverso para facilitar 
uma articulação congruente no interior da articulação do 
quadril e manter o fêmur afastado do corpo. Ângulo de 
inclinação é o ângulo do colo do fêmur com relação à 
diáfise do fêmur no plano frontal. Esse ângulo mede apro-
ximadamente 125° (142) (Fig. 6.9). Ele é maior na ocasião 
do nascimento em cerca de 20 a 25%, tornando-se menor 
à medida que o indivíduo se desenvolve e passa a assumir 
posições de sustentação do peso. Acredita-se também que 
o ângulo continue a diminuir em aproximadamente 5° nos 
anos adultos mais avançados.
FIGURA 6.9 O ângulo de inclinação do colo 
do fêmur é de aproximadamente 125°. Se o 
ângulo for inferior a 125°, está presente a con-
dição denominada coxa vara. Quando o ângulo 
é superior a 125°, ocorre a chamada coxa valga.
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Ângulo de inclinação da cabeça do fêmur
90 a 135 graus
Ângulo de inclinação da cabeça do fêmur
Ângulo maior que 125 graus
- Reduz a eficácia do Abdutores
- Aumenta a sobrecarga sobre a cabeça 
do fêmur
- Diminui a sobrecarga no colo do fêmur
188 SEÇÃO II Anatomia funcional
A amplitude do ângulo de inclinação se situa habitual-
mente dentro de 90° a 135° (118). O ângulo de inclinação é 
importante por determinar a eficácia dos abdutores do qua- 
dril, o comprimento do membro e as forças impostas à arti-
culação do quadril (Fig. 6.10). Um ângulo de inclinação 
maior que 125° é chamado coxa valga. Esse aumento no 
ângulo de inclinação aumenta o comprimento do membro, 
reduz a eficácia dos abdutores do quadril, aumenta a carga 
sobre a cabeça do fêmur e diminui a sobrecarga no colo do 
fêmur (151). Coxa vara, em que o ângulo de inclinação é 
inferior a 125°, encurta o membro, aumenta a eficácia dos 
abdutores do quadril, diminui a carga incidente na cabeça 
do fêmur e aumenta a sobrecarga no colo do fêmur. Essa 
posição em varo dá aos abdutores do quadril um ganho me- 
cânico necessário para contrabalançar as forças geradas 
pelo peso corporal. O resultado se traduz em reduções da 
carga imposta à articulação do quadril e da quantidade de 
força muscular necessária para se contrapor à força do peso 
corporal (142). Há grande prevalência de coxa vara em 
atletas, tanto do sexo feminino como do masculino (121). 
O ângulo do colo do fêmur no plano horizontal é cha-
mado ângulo de anteversão (Fig. 6.11). Normalmente, 
o colo do fêmur realiza rotação anterior de 12° a 14° 
em re lação ao fêmur (151). A anteversão no quadril 
Moment
arm
Valgo“Normal”
Braço do 
momento
Varo
Músculos 
abdutores
FIGURA 6.10 O ângulo de inclinação 
do colo do fêmur influencia a carga inci-
dente no colo do fêmur e a eficácia dos 
abdutores do quadril. Quando o ângulo 
está reduzido, em casos de coxa vara, 
ocorre encurtamento do membro e os 
abdutores se tornam mais efetivos por 
causa de um braço do momento mais 
longo – resultando em menor carga inci-
dente na cabeça do fêmur, mas com maior 
carga no colo do fêmur. A posição de coxa 
valga alonga o membro, reduz a eficácia 
dos abdutores por causa de um braço do 
momento mais curto, aumenta a carga 
incidente na cabeça do fêmur e diminui a 
carga sobre o colo do fêmur.
Dedos do pé voltados para 
fora, em decorrência da 
retroversão do quadril
Normal Anteversão
Normal
Retroversão
0
Quadril normal
Dedos do pé voltados para 
dentro, em decorrência da 
anteversão do quadril
FIGURA 6.11 O ângulo do colo do fêmur no plano horizontal é chamado ângulo de anteversão. O ângulo normal mede aproximadamente 
12º a 14° para o lado anterior. Se esse ângulo aumentar, será criada uma posição em que os dedos do pé se voltam para dentro. Se o ângulo de 
anteversão sofrer inversão, de modo que o colo do fêmur se movimente posteriormente, passará a ser chamado de retroversão. A retroversão 
faz com que os dedos do pé se voltem para fora.
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Ângulo de inclinação da cabeça do fêmur
Ângulo menor que 125 graus
- Aumenta a eficácia do Abdutores
- Diminui a carga sobre a cabeça do 
fêmur
- Aumenta a sobrecarga no colo do fêmur
188 SEÇÃO II Anatomia funcional
A amplitude do ângulo de inclinação se situa habitual-
mente dentro de 90° a 135° (118). O ângulo de inclinação é 
importante por determinar a eficácia dos abdutores do qua- 
dril, o comprimento do membro e as forças impostas à arti-
culação do quadril (Fig. 6.10). Um ângulo de inclinação 
maior que 125° é chamado coxa valga. Esse aumento no 
ângulo de inclinação aumenta o comprimento do membro, 
reduz a eficácia dos abdutores do quadril, aumenta a carga 
sobre a cabeça do fêmur e diminui a sobrecarga no colo do 
fêmur (151). Coxa vara, em que o ângulo de inclinação é 
inferior a 125°,encurta o membro, aumenta a eficácia dos 
abdutores do quadril, diminui a carga incidente na cabeça 
do fêmur e aumenta a sobrecarga no colo do fêmur. Essa 
posição em varo dá aos abdutores do quadril um ganho me- 
cânico necessário para contrabalançar as forças geradas 
pelo peso corporal. O resultado se traduz em reduções da 
carga imposta à articulação do quadril e da quantidade de 
força muscular necessária para se contrapor à força do peso 
corporal (142). Há grande prevalência de coxa vara em 
atletas, tanto do sexo feminino como do masculino (121). 
O ângulo do colo do fêmur no plano horizontal é cha-
mado ângulo de anteversão (Fig. 6.11). Normalmente, 
o colo do fêmur realiza rotação anterior de 12° a 14° 
em re lação ao fêmur (151). A anteversão no quadril 
Moment
arm
Valgo“Normal”
Braço do 
momento
Varo
Músculos 
abdutores
FIGURA 6.10 O ângulo de inclinação 
do colo do fêmur influencia a carga inci-
dente no colo do fêmur e a eficácia dos 
abdutores do quadril. Quando o ângulo 
está reduzido, em casos de coxa vara, 
ocorre encurtamento do membro e os 
abdutores se tornam mais efetivos por 
causa de um braço do momento mais 
longo – resultando em menor carga inci-
dente na cabeça do fêmur, mas com maior 
carga no colo do fêmur. A posição de coxa 
valga alonga o membro, reduz a eficácia 
dos abdutores por causa de um braço do 
momento mais curto, aumenta a carga 
incidente na cabeça do fêmur e diminui a 
carga sobre o colo do fêmur.
Dedos do pé voltados para 
fora, em decorrência da 
retroversão do quadril
Normal Anteversão
Normal
Retroversão
0
Quadril normal
Dedos do pé voltados para 
dentro, em decorrência da 
anteversão do quadril
FIGURA 6.11 O ângulo do colo do fêmur no plano horizontal é chamado ângulo de anteversão. O ângulo normal mede aproximadamente 
12º a 14° para o lado anterior. Se esse ângulo aumentar, será criada uma posição em que os dedos do pé se voltam para dentro. Se o ângulo de 
anteversão sofrer inversão, de modo que o colo do fêmur se movimente posteriormente, passará a ser chamado de retroversão. A retroversão 
faz com que os dedos do pé se voltem para fora.
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OBS: Menor sobrecarga articular (musculo trabalha mais)
Comum em atletas Varo
Ângulo do colo do fêmur (Angulo de anteversão)
Ângulo maior 14 graus (Anteversão)
188 SEÇÃO II Anatomia funcional
A amplitude do ângulo de inclinação se situa habitual-
mente dentro de 90° a 135° (118). O ângulo de inclinação é 
importante por determinar a eficácia dos abdutores do qua- 
dril, o comprimento do membro e as forças impostas à arti-
culação do quadril (Fig. 6.10). Um ângulo de inclinação 
maior que 125° é chamado coxa valga. Esse aumento no 
ângulo de inclinação aumenta o comprimento do membro, 
reduz a eficácia dos abdutores do quadril, aumenta a carga 
sobre a cabeça do fêmur e diminui a sobrecarga no colo do 
fêmur (151). Coxa vara, em que o ângulo de inclinação é 
inferior a 125°, encurta o membro, aumenta a eficácia dos 
abdutores do quadril, diminui a carga incidente na cabeça 
do fêmur e aumenta a sobrecarga no colo do fêmur. Essa 
posição em varo dá aos abdutores do quadril um ganho me- 
cânico necessário para contrabalançar as forças geradas 
pelo peso corporal. O resultado se traduz em reduções da 
carga imposta à articulação do quadril e da quantidade de 
força muscular necessária para se contrapor à força do peso 
corporal (142). Há grande prevalência de coxa vara em 
atletas, tanto do sexo feminino como do masculino (121). 
O ângulo do colo do fêmur no plano horizontal é cha-
mado ângulo de anteversão (Fig. 6.11). Normalmente, 
o colo do fêmur realiza rotação anterior de 12° a 14° 
em re lação ao fêmur (151). A anteversão no quadril 
Moment
arm
Valgo“Normal”
Braço do 
momento
Varo
Músculos 
abdutores
FIGURA 6.10 O ângulo de inclinação 
do colo do fêmur influencia a carga inci-
dente no colo do fêmur e a eficácia dos 
abdutores do quadril. Quando o ângulo 
está reduzido, em casos de coxa vara, 
ocorre encurtamento do membro e os 
abdutores se tornam mais efetivos por 
causa de um braço do momento mais 
longo – resultando em menor carga inci-
dente na cabeça do fêmur, mas com maior 
carga no colo do fêmur. A posição de coxa 
valga alonga o membro, reduz a eficácia 
dos abdutores por causa de um braço do 
momento mais curto, aumenta a carga 
incidente na cabeça do fêmur e diminui a 
carga sobre o colo do fêmur.
Dedos do pé voltados para 
fora, em decorrência da 
retroversão do quadril
Normal Anteversão
Normal
Retroversão
0
Quadril normal
Dedos do pé voltados para 
dentro, em decorrência da 
anteversão do quadril
FIGURA 6.11 O ângulo do colo do fêmur no plano horizontal é chamado ângulo de anteversão. O ângulo normal mede aproximadamente 
12º a 14° para o lado anterior. Se esse ângulo aumentar, será criada uma posição em que os dedos do pé se voltam para dentro. Se o ângulo de 
anteversão sofrer inversão, de modo que o colo do fêmur se movimente posteriormente, passará a ser chamado de retroversão. A retroversão 
faz com que os dedos do pé se voltem para fora.
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188 SEÇÃO II Anatomia funcional
A amplitude do ângulo de inclinação se situa habitual-
mente dentro de 90° a 135° (118). O ângulo de inclinação é 
importante por determinar a eficácia dos abdutores do qua- 
dril, o comprimento do membro e as forças impostas à arti-
culação do quadril (Fig. 6.10). Um ângulo de inclinação 
maior que 125° é chamado coxa valga. Esse aumento no 
ângulo de inclinação aumenta o comprimento do membro, 
reduz a eficácia dos abdutores do quadril, aumenta a carga 
sobre a cabeça do fêmur e diminui a sobrecarga no colo do 
fêmur (151). Coxa vara, em que o ângulo de inclinação é 
inferior a 125°, encurta o membro, aumenta a eficácia dos 
abdutores do quadril, diminui a carga incidente na cabeça 
do fêmur e aumenta a sobrecarga no colo do fêmur. Essa 
posição em varo dá aos abdutores do quadril um ganho me- 
cânico necessário para contrabalançar as forças geradas 
pelo peso corporal. O resultado se traduz em reduções da 
carga imposta à articulação do quadril e da quantidade de 
força muscular necessária para se contrapor à força do peso 
corporal (142). Há grande prevalência de coxa vara em 
atletas, tanto do sexo feminino como do masculino (121). 
O ângulo do colo do fêmur no plano horizontal é cha-
mado ângulo de anteversão (Fig. 6.11). Normalmente, 
o colo do fêmur realiza rotação anterior de 12° a 14° 
em re lação ao fêmur (151). A anteversão no quadril 
Moment
arm
Valgo“Normal”
Braço do 
momento
Varo
Músculos 
abdutores
FIGURA 6.10 O ângulo de inclinação 
do colo do fêmur influencia a carga inci-
dente no colo do fêmur e a eficácia dos 
abdutores do quadril. Quando o ângulo 
está reduzido, em casos de coxa vara, 
ocorre encurtamento do membro e os 
abdutores se tornam mais efetivos por 
causa de um braço do momento mais 
longo – resultando em menor carga inci-
dente na cabeça do fêmur, mas com maior 
carga no colo do fêmur. A posição de coxa 
valga alonga o membro, reduz a eficácia 
dos abdutores por causa de um braço do 
momento mais curto, aumenta a carga 
incidente na cabeça do fêmur e diminui a 
carga sobre o colo do fêmur.
Dedos do pé voltados para 
fora, em decorrência da 
retroversão do quadril
Normal Anteversão
Normal
Retroversão
0
Quadril normal
Dedos do pé voltados para 
dentro, em decorrência da 
anteversão do quadril
FIGURA 6.11 O ângulo do colo do fêmur no plano horizontal é chamado ângulo de anteversão. O ângulo normal mede aproximadamente 
12º a 14° para o lado anterior. Se esse ângulo aumentar, será criada uma posição em que os dedos do pé se voltam para dentro. Se o ângulo de 
anteversão sofrer inversão, de modo que o colo do fêmur se movimente posteriormente, passará a ser chamado de retroversão. A retroversão 
faz com que os dedos do pé se voltem para fora.
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Ângulo do colo do fêmur (Angulo de anteversão)
Ângulo maior 14 graus (Anteversão)- Aumento do ângulo Q
- Aumento da pronação
- Aumento da curvatura lombar
- Aumento do contato articular no quadril
Ângulo do colo do fêmur (Angulo de anteversão)
Ângulo menor 14 graus (retroversão)
- Rotação lateral do MMII
- Pé supinado
- Diminuição do ângulo Q
Ângulo Q
Ângulo Q
3 graus de liberdade
• eixo transverso
• eixo antero posterior
• eixo longitudinal
flexão extensão
abdução adução
rotação interna e externa
Circundução
Flexão
Amplitude variada Ativa

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