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Problemas Relacionados a Medicamentos (PRM) - (PRIMEIRO SLIDE) ● São problemas de saúde, resultados clínicos negativos, associados à farmacoterapia. ● Podem levar ao não alcance do objetivo terapêutico ou ao aparecimento de efeitos não desejados. ● A farmácia clínica permite identificar, prevenir e solucionar PRM. ● O farmacêutico atua para evitar Resultados Negativos Associados a Medicamentos (RNM). ● PRM podem ser reais (interferem atualmente) ou potenciais (podem vir a interferir) nos resultados desejados da farmacoterapia. ● A identificação de PRM é fundamental para planejar o cuidado ao paciente, em conjunto com a equipe de saúde. ● Definidos pelo Consenso de Granada (2002). Conceito de PRM inclui: ● Falhas no tratamento (problemas de efetividade e segurança). Ações relacionadas a PRM: ● Identificação, resolução e prevenção. O que avaliar em PRM: ● Uso correto do medicamento para a doença. ● Dose adequada. ● RAM (Reações Adversas a Medicamentos). ● Interações medicamentosas. ● A condição do paciente como consequência do uso ou não uso do medicamento prescrito. ● Adesão ao tratamento. Relação entre PRM e RNM: ● PRM podem causar RNM (resultados negativos associados a medicamentos). ● RNM são problemas de saúde atribuídos ao uso ou desuso de medicamentos. ● RNM são medidos por variáveis clínicas (sinais, sintomas, aferições, morte) que não atingem os objetivos terapêuticos. Fatores que podem gerar PRM: ● Erros de administração e dispensação. ● Características individuais do paciente. ● Conservação inadequada. ● Contraindicação. ● Dose, posologia e duração inadequadas. ● Duplicidade de medicamentos. ● Ausência de adesão. ● Interações medicamentosas. ● Problemas de saúde não tratados. Tipos de RNM (Como avaliar PRMs): ● RNM de Necessidade: ○ Problema de saúde não tratado (paciente não recebe o medicamento necessário). ○ Efeito de medicamento não necessário (paciente recebe medicamento que não necessita). ● RNM de Efetividade: ○ Inefetividade não quantitativa. ○ Inefetividade quantitativa. ● RNM de Segurança: ○ Insegurança não quantitativa. ○ Insegurança quantitativa. Outros Problemas Relacionados à Farmacoterapia: ● Efeito Colateral: Efeito não pretendido (adverso ou benéfico) causado por medicamento em dose terapêutica. ● Reação Adversa ao Medicamento (RAM): ● Evento Adverso: Ocorrência médica desfavorável durante o tratamento, com ou sem relação causal com o tratamento. Inclui erros de medicação, desvio de qualidade, queixas técnicas, RAM e inefetividade terapêutica. ● Erros de Medicação: Erro em qualquer etapa do processo de uso do medicamento (prescrição, comunicação, rotulagem, dispensação, distribuição, administração, adesão). ○ Inclui erros administrativos/de procedimento, erros de dosagem e erros terapêuticos. ● Desvio de Qualidade: Afastamento dos parâmetros de qualidade estabelecidos para um produto ou processo. Inclui alterações organolépticas, físico-químicas e gerais. ● Inefetividade Terapêutica: Falta do efeito terapêutico desejado. Pode ser por desvio de qualidade ou erro de medicação. ● Queixas Técnicas: Notificações de suspeita de irregularidade sanitária ou práticas ilegais. Notificações: ● Ato de comunicar à autoridade sanitária qualquer evento adverso ou queixa técnica. ● Quem pode notificar: Profissionais de saúde, ANVISA, vigilâncias sanitárias, farmácias, empresas, profissionais liberais, cidadãos. ● O que notificar: Reação adversa, inefetividade, erros de medicação, eventos adversos, reações transfusionais, problemas de identificação/embalagem/rotulagem, alterações no produto. Intervenção Farmacêutica: ● Ato planejado e documentado para resolver ou prevenir problemas na farmacoterapia. ● Tipos: Sem alteração da farmacoterapia (medidas educativas, terapia não medicamentosa, encaminhamento), com alteração da farmacoterapia (iniciar, suspender ou trocar medicamento), “não fazer nada”. Análise da Farmacoterapia: ● Inclui a identificação do paciente e prescritor, e a análise de diversos aspectos da prescrição (indicação, dose, intervalo, via, apresentação, reconstituição, estabilidade, tempo de infusão, interações). Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) - (SEGUNDO SLIDE) ● São o maior desafio da saúde pública em muitos países. ● As causas são geralmente conhecidas e há avaliações de custo-benefício das intervenções. ● Prevenção primária e controle são as melhores estratégias. ● O declínio nas taxas de mortalidade no século XIX em países industrializados ocorreu devido à redução nas mortes por doenças infecciosas. ● No século XX, o declínio das taxas de mortalidade por doenças cardiovasculares em países de renda alta foi resultado de medidas direcionadas às populações e aos indivíduos. Modelo de Causalidade: ● É importante identificar causas modificáveis das doenças. ● Estudos sobre doença coronariana permitiram identificar causas, desde fatores de risco individual até os mecanismos celulares da parede arterial. ● A inferência causal necessita levar em conta tanto características individuais quanto fatores sociais, econômicos, ambientais e políticos. ● Os determinantes sociais em saúde são as condições em que as pessoas vivem e trabalham. Fatores Determinantes: ● Determinantes subjacentes da saúde e seu impacto sobre as DCNT incluem fatores socioeconômicos, culturais, políticos e ambientais (globalização, urbanização, envelhecimento). ● Fatores de risco comuns modificáveis (tabagismo, consumo abusivo de álcool, dieta não saudável, sedentarismo) e não modificáveis (idade, sexo, hereditariedade). ● Fatores de risco intermediários (elevação da pressão sanguínea, elevação da glicemia, sobrepeso/obesidade). ● Principais doenças crônicas (doença cardíaca, acidente vascular cerebral, câncer, diabetes, doença respiratória crônica). ● O rastreamento para doença ou fatores de risco é motivado pelo potencial benefício da prevenção secundária através da detecção precoce e do tratamento. Aumento da Longevidade: ● Mudanças demográficas vêm ocorrendo, proporcionando um aumento na expectativa de vida e o envelhecimento da população. ● Esse aumento da longevidade trouxe a necessidade de atenção e cuidado mais eficiente, devido ao alto índice de doenças, em especial as doenças crônicas. Cuidado Farmacêutico: ● O farmacêutico pode analisar e contribuir para expressar as consequências envolvidas na farmacoterapia da população, buscando uma estratégia terapêutica eficiente. ● Há necessidade do aprimoramento do cuidado farmacêutico voltado a prestar serviços adequados a esse grupo da sociedade. ● Medidas educativas devem ser adotadas sobre os riscos e benefícios dos medicamentos, em especial os isentos de prescrição, utilizados continuamente por idosos. ● A falta de conhecimento sobre o uso contínuo de medicamentos, forma correta de administração e efeitos tóxicos deixam os usuários suscetíveis a alterações sistêmicas. Diabetes: ● O principal sinal do diabetes é a hiperglicemia. ● Hiperglicemia resulta de insuficiência relativa ou absoluta da secreção de insulina e/ou vários graus de resistência periférica à ação da insulina. ● A insulina é um hormônio anabolizante. Sua falta leva a uma cascata de respostas metabólicas (redução na captação da glicose, aumento da produção hepática de glicose, hiperglicemia, aumento na produção de ácidos graxos livres, depleção de proteínas). ● No diabetes tipo 2, há um ciclo vicioso entre deficiência de insulina, redução da produção hepática e da utilização de glicose. ● Existem diferentes tipos de diabetes (DM1, DM2, outros, diabetes gestacional), sendo o diabetes tipo 2 o mais comum (90% dos casos). ● Os fatores de risco para diabetes tipo 2 podem ser genéticos, relacionados ao estilo de vida e uso de medicamentos. ● O controle do diabetes envolve gestãoda doença por equipe multiprofissional, educação do paciente para autocuidado e monitoração, farmacoterapia anti-hiperglicemiante e terapia de mudanças no estilo de vida. ● A meta primária do tratamento é controlar a glicemia (metas específicas de glicemia pré e pós-prandial e HbA1c são apresentadas). ● O tratamento farmacológico inclui antidiabéticos orais (medicamentos que aumentam a secreção de insulina, medicamentos que não aumentam a secreção de insulina e medicamentos que aumentam a secreção de insulina de forma dependente) e insulinoterapia. ● A insulinoterapia busca mimetizar a liberação pancreática de insulina (basal e bolus) e as insulinas terapêuticas podem ser humanas ou análogas. ● As insulinas humanas e análogas possuem diferenças cinéticas que determinam sua aplicabilidade e posologia (são apresentadas informações sobre tipos de insulina, aparência, início da ação, pico e duração). ● O protocolo de atendimento para diabetes envolve acolher, avaliar e aconselhar. ● O público-alvo do cuidado farmacêutico em diabetes inclui usuários de anti diabéticos, pessoas com pré-diabetes, pacientes polimedicados, pessoas com dificuldade de controlar a doença e diabéticos usuários de insulina. ● A avaliação do paciente diabético envolve identificar o paciente, rastreamento, determinação da glicemia capilar e pressão arterial, fatores de risco, metas terapêuticas, hábitos de vida, medicamentos e adesão ao tratamento. ● O aconselhamento do paciente diabético envolve fornecer a síntese da avaliação, ajudar a simplificar e organizar o tratamento, aconselhar sobre a doença e os objetivos do tratamento, indicar medidas não farmacológicas, entregar a declaração de serviço farmacêutico, comunicar de forma clara, verificar o entendimento e marcar o retorno. Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS): ● Aumento irregular da pressão que o sangue exerce ao circular pelas artérias. ● Doença Crônica Não Transmissível (DCNT). ● Condição multifatorial (fatores genéticos/epigenéticos, ambientais e sociais). ● Impacto nas Doenças Cardiovasculares (alterações em órgãos-alvo, principal fator de risco modificável, associação com fatores de risco metabólicos). ● Riscos Associados (alterações vasculares e lesões em órgãos-alvo). ● Dados Epidemiológicos (alta prevalência, aumento com a idade, relevância nas mortes por doenças cardiovasculares). ● Critérios Diagnósticos (níveis elevados e sustentados de PA, medição correta por profissional de saúde, procedimentos e cuidados na medição). ● Principais Intervenções Preventivas (ver detalhes no documento original). ● Mecanismos de Regulação da PA (força do sangue contra as artérias, dependência do Débito Cardíaco e Resistência Vascular Periférica). ● Objetivo do Tratamento (reduzir morbimortalidade cardiovascular, meta terapêutica Descrição da terapia (farmacológica ou não farmacológica). ○ Subinscrição: Quantidade a ser fornecida. ○ Adscrição: Orientações sobre a utilização correta dos medicamentos. ○ Data e assinatura: Local e data da prescrição, assinatura, nome completo do farmacêutico e número de registro no CRF. Proibições ao Farmacêutico: ● Prescrever sem identificar-se ou sem identificar o paciente. ● Prescrever de forma secreta, codificada, abreviada, ilegível. ● Assinar folhas de receituários em branco. ● Utilizar a prescrição farmacêutica como propaganda e publicidade. Implicações Éticas: ● O descumprimento das regulamentações pode ser caracterizado como infração ética, conforme o Código de Ética Farmacêutica. ● Art. 10: O farmacêutico deve cumprir as disposições legais e regulamentares que regem a prática profissional.