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Faculdades de Engenharia Elétrica, Eletrônica e Telecomunicações FÍSICA GERAL E EXPERIMENTAL II MATERIAL DIDÁTICO LABORATÓRIO 2016 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 158 EXPERIÊNCIA 01 INSTRUMENTOS DE MEDIDA ELÉTRICA OBJETIVO Fazer a verificação da primeira lei de Ohm e traçar a curva característica de um bipolo linear e de um bipolo não linear. PROCEDIMENTO Através da montagem de um circuito elétrico simples, obter a variação da intensidade de corrente elétrica nos elementos analisados em função da variação de tensão elétrica fornecida ao circuito. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Circuitos elétricos são associações de componentes elétricos como fontes de tensão (geradores elétricos), resistores, capacitores, diodos, etc., com um objetivo prático definido. Neste momento, vamos admitir circuitos elétricos simples (um único percurso para a corrente elétrica) compostos de apenas fontes de tensão e resistores. � Fontes de tensão Fontes de tensão são elementos capazes de estabelecer, no circuito, uma determinada diferença de potencial dando origem a uma corrente elétrica. Num circuito, a diferença de potencial (ou força eletromotriz – fem) é fundamental para a circulação dos elétrons pela fiação até os aparelhos elétricos. Exemplos de fontes de tensão: pilhas, baterias, alternadores e dínamos. No S.I. a unidade de tensão elétrica é o volt ( V ). A seguir é apresentado um exemplo de um circuito elétrico simples. Figura 1 onde, R = resistência do circuito, em ohms ( ΩΩΩΩ ); f.e.m = força eletromotriz, em volts ( V ); i = intensidade de corrente em ampéres ( A ). As baterias e pilhas fornecem tensão contínua perfeitamente retificada, ou seja, não há variação da diferença de potencial (ddp) com o tempo, conforme a figura abaixo. Figura 2 Os alternadores, por outro lado, fornecem tensão alternada e senoidal, conforme a figura ao lado. Neste caso, a diferença de potencial varia de forma periódica, apresentando uma fase positiva e uma negativa. Esta é a forma de energia elétrica fornecida pelas empresas de distribuição de energia elétrica para consumo residencial e industrial. Figura 3 1 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 159 Corrente elétrica Em determinados materiais (condutores metálicos), quando submetidos a uma tensão elétrica, se estabelece uma movimentação sistemática de elétrons de um átomo para outro: este fenômeno é chamado corrente elétrica. Podemos dizer que cargas elétricas em movimento ordenado formam uma corrente elétrica, ou seja, corrente elétrica é o fluxo (movimento organizado) de portadores de carga elétrica através de um meio condutor. A intensidade da corrente elétrica (i) é por definição: dt dq i = de modo que )( )( )( ).( ).( ).( Aampére ssegundo Ccoulomb dtunid dqunid iunid === Materiais como vidro, porcelana, borracha, são exemplos de isolantes, isto é, apresentam grande dificuldade à passagem da corrente elétrica. Nestes materiais os elétrons estão fortemente ligados aos seus núcleos. São exemplos de bons condutores: a prata, cobre, alumínio, ou seja, os materiais metálicos, isto porque, normalmente possuem elétrons fracamente ligados aos núcleos. Os condutores metálicos apresentam grande quantidade de elétrons livres. Quando um condutor (fio metálico) é conectado aos terminais de uma pilha (ou gerador), os elétrons livres (elétrons da última camada) são forçados a se movimentar em um determinado sentido, estabelecendo uma corrente elétrica. Resistência elétrica Ao aplicar uma tensão elétrica e conseqüentemente estimular a circulação de portadores de carga elétrica estabelecendo uma corrente elétrica em um condutor, pode-se observar que, para um mesmo valor de tensão aplicada, a condutores de diversos materiais, a corrente elétrica apresentará diferentes intensidades. Isso se deve a características intrínsecas de cada condutor. A resistência de um condutor pode ser entendida como uma oposição que o condutor apresenta à circulação de corrente elétrica, ou à circulação de elétrons. Dizemos que cada condutor apresenta diferente resistência elétrica em função de suas características microscópicas e macroscópicas. Características microscópicas As características microscópicas que influenciam o deslocamento dos elétrons livres são: • a forma de organização dos íons da rede cristalina; • o espaçamento disponível para o movimento dos elétrons livres. • sua velocidade média de arrasto. • número de íons e de elétrons livres disponíveis por unidade de volume. Como podemos observar, os aspectos microscópicos estão ligados à estrutura da rede cristalina, ao número de elétrons livres do material e à movimentação destes elétrons livres no condutor: quando os elétrons livres são estimulados a movimentar-se pela aplicação de uma tensão elétrica ocorrerão choques entre esses elétrons livres e a rede cristalina, o que caracteriza a dificuldade ao deslocamento dos elétrons. Características macroscópicas • comprimento • área da sua seção transversal • temperatura Todos estes fatores irão caracterizar a resistência elétrica do corpo condutor. 2 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 160 Resistores lineares e não lineares A resistência de um condutor é definida como a razão entre a tensão elétrica aplicada ao corpo e a corrente elétrica que o atravessa. Existe um grande número de condutores cuja resistência não varia com a tensão aplicada: são os resistores ôhmicos. A lei de Ohm estabelece que nos resistores ôhmicos a tensão elétrica é proporcional à intensidade da corrente elétrica. A constante de proporcionalidade é a resistência do condutor. Ou seja: i U R = de modo que )( )( )( ).( ).( ).( Ω=== ohm Aampére Vvolt iunid Uunid Runid Um resistor de cobre é um resistor ôhmico, mas há resistores que não são ôhmicos. Estes componentes, os resistores não ôhmicos ou não lineares, têm como principal característica variar a resistência de acordo com a mudança de tensão, temperatura, grau de iluminação, entre outras grandezas físicas. Recebem nome específico em função de suas características funcionais: LDR Um LDR (Light Dependent Resistor ou Resistor Dependente de Luz) altera sua resistência de acordo com a intensidade de luz recebida, devido ao efeito fotoelétrico. Em ausência e luz o LDR apresenta alta resistência entre os terminais. Com o aumento de iluminação, a resistência do LDR diminui. Este dispositivo é empregado na detecção de variação de luminosidade para o controle de alarmes, de lâmpadas de acendimento noturno, etc . NTC (termistores) Os termistores são os sensores de temperaturas utilizados em termostatos e termômetros. A resistência desses elementos varia com a mudança de temperatura. VARISTORES Os varistores estão, de modo geral, associados à proteção de fontes e circuitos de alimentação. Seu funcionamentos se baseia na forte condução, ou seja, na queda brusca da resistência provocada pelo aumento de tensão elétrica. Basicamente é construído colocando-se entre duas placas metálicas um dielétrico (não confundir com capacitores) que, com o aumento da tensão, e atingindo a tensão limite (tensão de ruptura), tem sua resistência reduzida a quase zero. Cada varistor é projetado para uma a tensão de ruptura específica conforme a necessidade. Determinação da resistência do bipolo Um bipolo é um dispositivo com características resistivas com dois terminais para sua conexão no circuito elétrico. Sendo assim, um resistor é um bipolo.______________________________________________________________________ PROCEDIMENTO: ________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ 1) Levantar a curva característica da Lâmpada. a) Montar o circuito abaixo: b) Ajustar o valor das tensões da fonte conforme a tabela abaixo e medir as respectivas correntes. Tabela 1: V(V) 1,0 2,0 3,0 4,0 5,0 6,0 7,0 8,0 9,0 10,0 I 2) Levantar a curva característica do resistor. a) Montar o circuito abaixo: b) Ajustar o valor das tensões da fonte conforme a tabela abaixo e medir as respectivas correntes. Tabela 2: V(V) 1,0 2,0 3,0 4,0 5,0 6,0 7,0 8,0 9,0 10,0 I 63 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 218 3) Levantar a curva da associação em série da Lâmpada com o resistor. a) Montar o circuito abaixo: b) Ajustar o valor das tensões da fonte conforme a tabela abaixo e medir as respectivas correntes. Tabela 3: V(V) 1,0 2,0 3,0 4,0 5,0 6,0 7,0 8,0 9,0 10,0 I 4) Levantar a curva da associação em paralelo da Lâmpada com o resistor. a) Montar o circuito abaixo: b) Ajustar o valor das tensões da fonte conforme a tabela abaixo e medir as respectivas correntes. Tabela 4: V(V) 1,0 2,0 3,0 4,0 5,0 6,0 7,0 8,0 9,0 10,0 I 64 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 219 1) Associação em série a) Trace as curvas características da lâmpada e do resistor (tabelas 1 e 2) ; b) Traçar a partir destas curvas a associação em série da lâmpada e o resistor; c) Comparar com os valores teóricos (tabela 3). 65 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 220 2) Associação em paralelo a) Trace as curvas características da lâmpada e do resistor (tabelas 1 e 2) ; b) Traçar a partir destas curvas a associação em paralelo da lâmpada com o resistor; c) Comparar com os valores teóricos (tabela 3). CONCLUSÃO 66 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 221 EXPERIÊNCIA 07 BIPOLO GERADOR OBJETIVO Estudar a Lei de Pouillet e a curva característica de um gerador. Construir e analisar graficamente a potência útil do gerador em função da intensidade de corrente elétrica e em função da resistência de carga do circuito, bem como o rendimento do gerador em função da intensidade de corrente que o atravessa. PROCEDIMENTO Através da montagem de um circuito elétrico simples, obter a variação da tensão elétrica fornecida ao circuito em função da variação de intensidade de corrente elétrica no bipolo gerador. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Os bipolos geradores são dispositivos cujo objetivo é elevar o potencial elétrico e assim produzir diferença de potencial a qual, por sua vez, produz corrente elétrica. Esta elevação de potencial corresponde a um aumento de energia o que significa que para que o bipolo gerador funcione se faz necessária uma fonte de energia, a qual é utilizada na realização do trabalho sobre as cargas elétricas que se movem. Esta fonte de energia adicional depende do tipo de gerador. Nas pilhas convencionais a energia prove de uma reação química irreversível, o que significa que, gradativamente, os componentes químicos vão sendo consumidos, o que corresponde ao desgaste da pilha. Nas baterias a reação química é reversível, isto é, a bateria pode ser recarregada através da reversão da reação química. Existem também geradores eletromagnéticos nos quais a energia elétrica adicional é obtida pela conversão de energia mecânica em energia elétrica através de processo magnético. Isto é o que ocorre nas grandes usinas geradoras utilizadas pelas companhias de eletricidade. Os geradores de energia química fornecem corrente contínua e são representadas pelo símbolo: Os geradores eletromecânicos fornecem corrente alternada e são representados pelo símbolo: É possível também se ter fontes de potencial elétrico pela conversão de corrente alternada em corrente contínua. Este processo, chamado retificação, exige um circuito elétrico, dotado de vários componentes eletrônicos, os quais não estudaremos neste texto. A vantagem desse procedimento é a obtenção de fontes de tensão variável, como é o caso das fontes utilizadas na maioria da experiência de laboratório. Essas fontes são representadas pelo símbolo: ������������������������������������������������������������������������������� � 67 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 222 Sendo assim, denomina-se bipolo gerador todo aquele que gera energia elétrica a partir de outras formas de energia e utiliza essa energia para alimentar um circuito elétrico. Os geradores de um modo geral transformam um determinado tipo de energia em energia elétrica, assim o gerador de uma usina hidroelétrica e o alternador de um veículo convertem energia mecânica em energia elétrica; as pilhas, e o gerador de Planté convertem energia química em energia elétrica; as baterias solares transformam energia luminosa em energia elétrica. O gerador ideal é representado de acordo com os símbolos abaixo : O gerador ideal é constituído apenas pelo elemento conversor que faz a transformação dos diferentes tipos de energia em energia elétrica. A tensão no elemento gerador é representada por E e denomina-se força eletromotriz do gerador . No gerador ideal a tensão independe da corrente que passa pelo mesmo, ou seja, U = E para qualquer valor de i. A curva característica de um gerador ideal é dada pelo gráfico abaixo : A resistência interna do gerador Os geradores não são ideais, ou seja, eles mesmos oferecem resistência à passagem da corrente elétrica. Por esta razão os geradores de corrente contínua devem ser representados pelos símbolos abaixo, onde r representa a "resistência interna do gerador" e E representa a tensão nominal da pilha ou seja, a tensão gerada pelo processo que ocorre no interior do gerador (e indicada pelo fabricante) que é chamada "força eletro motriz" (fem). O gerador real além do elemento conversor possui também uma resistência r denominada resistência interna do gerador. 68 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 223 Observa-se que, quando o gerador está fornecendo uma corrente I, a diferença de potencial V fornecida pelo gerador não é a tensão nominal, pois ocorre uma queda de potencial na resistência interna. No gerador real a tensão U nos terminais do elemento é igual à força eletromotriz E , menos uma queda de tensão que ocorre na sua resistência interna r . Assim:VV BA U −= ( Lei de Pouillet ) (1) A Lei de Pouillet é a equação característica do gerador real e sua representação gráfica nos fornece a curva característica desse gerador. Como E e r são constantes, no gerador verificamos que a tensão nos seus terminais depende da corrente que atravessa o mesmo e a representação gráfica da equação do gerador é uma reta: Da equação do gerador, quando i = 0 temos U = E. Quando i = 0 dizemos que o gerador está em vazio ou em circuito aberto (não há corrente no gerador) e, neste caso, U = E . Quando U = 0 (gerador em curto-circuito) tem-se : iCCr E iriE ==⇒=− 0 (corrente de curto circuito do gerador ) Se os terminais do gerador estão em curto-circuito, isto é, interligados por um condutor de resistência desprezível , temos U = 0 ( tensão de curto) e a corrente no gerador será : r E ii CC == (2) Não se deve fazer o gerador operar na corrente de curto-circuito ou próximo a ela, pois isto poderá danificar o gerador. No gráfico da curva característica do gerador o ponto P, cujas coordenadas são respectivamente a corrente no gerador e a tensão em seus terminais, P ( i ; U ) , é denominado irEU .−= 69 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 224 ponto de operação do gerador. P é o ponto da curva característica do gerador que dá as condições em que o gerador está operando nesse momento. Com a curva característica do gerador é uma reta, podemos calcular a sua declividade: rtg r E E i CC E tg = == Θ θ A inclinação da reta que representa a curva característica do gerador está relacionada com a resistência interna r do mesmo, ou seja, quanto menor for a resistência interna r menor será a inclinação da reta. Para r tendendo a zero temos θθθθ tendendo a zero, isto é, a reta tende a ficar paralela ao eixo das correntes, isto significa que o gerador passaria a ter um comportamento ideal, ou seja, se r tende a zero, então, U tende a E. Para os bipolos geradores devemos, de preferência, adotar a convenção de corrente e tensão para gerador, ou seja, ambos os referenciais no mesmo sentido. Os geradores são bipolos ativos. Receptores Uma bateria recarregável, por exemplo, a bateria do automóvel (gerador de Planté), quando está sendo carregada funciona como um receptor ativo, também denominado motor . Neste caso a tensão e a corrente possuem sentidos opostos e a tensão nos terminais do elemento nessas condições será: Os motores elétricos também possuem um comportamento semelhante; neste caso a tensão E é denominada força contra-eletromotriz e no elemento conversor a energia elétrica é agora transformada em energia mecânica que será fornecida pelo motor. A curva característica do receptor ativo é dada pelo gráfico abaixo : As baterias recarregáveis quando estão sendo recarregadas se comportam como receptores ativos e a energia elétrica consumida neste caso é transformada em energia química. irEU .+= 70 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 225 No gerador de Planté o processo de carga é dado pelas reações abaixo : OSHOPbOHOSOPbSânodo 422244 22:)( +→+++ −− OSHPbHOPbScátodo 424 2:)( +→+− + No gerador de Planté o processo de descarga é dado pelas reações abaixo : � O ácido sulfúrico se dissocia em cátions hidrogênio H + e ânion S O 4 -- OHOH SS −−+ +→ 442 2 � O íon SO 4 - - se desloca para o eletrodo de chumbo, e aí reage com ele formando sulfato de chumbo e libertando dois elétrons na reação elétronsPbSSPb OO 2 44 +→+ −− O sulfato de chumbo, sendo insolúvel, fica aderente ao chumbo. Essa reação química é a fonte de elétrons para o acumulador e que cede ao condutor C, que os transporta ao pólo positivo. No processo de descarga o eletrodo de chumbo vai sendo consumido, e se transformado em sulfato de chumbo. � O cátion H + se desloca para o peróxido de chumbo, e aí recebe elétrons, que chegam através do condutor C, se transformando em átomo de hidrogênio. Este hidrogênio reduz o peróxido de chumbo, transformando-o em óxido de chumbo e formando água. O óxido de chumbo reage com o ácido sulfúrico, formando sulfato de chumbo, e mais água. O sulfato de chumbo adere à placa de peróxido de chumbo . OHPbOOPbH 222 +→++ OHOPbSOSHPbO 2442 +→+ Portanto as baterias recarregáveis após serem recarregadas voltam a funcionar como geradores (bipolo ativo). Quando ligamos aos terminais de um gerador um resistor de resistência R esse resistor passa a consumir a energia do gerador e costuma-se definir essa resistência como sendo a resistência da carga do gerador. Representando-se a curva característica do gerador e a curva característica do resistor de carga R (reta de carga do gerador) no mesmo gráfico , obtemos : 71 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 226 O ponto de intersecção das duas curvas é o ponto de operação P do gerador, cujas coordenadas ( i ; U ) são dadas pelas equações ( 1 ) e ( 2 ) . Sabemos que a diferença de potencial ou tensão é o trabalho realizado por unidade de carga, ou seja: VQ Q V .=⇒= τ τ onde τ = trabalho realizado pela força elétrica Q = carga transportada Consideremos então um gerador E alimentando um circuito que exige uma corrente I tal que a tensão efetiva aplicada ao mesmo seja U = E – r.i e seja dQ a quantidade de carga transportada através do gerador num intervalo de tempo dt. Nestas condições é o trabalho realizado sobre o circuito é dτ = dQ. U O trabalho por unidade de tempo, isto é, a potência desenvolvida pelo gerador sobre o circuito será U dt dQ dt d Pu .== τ Esta é a potência absorvida pelo sistema alimentado pelo gerador (que fornece uma tensão nominal E ) e por esta razão é chamada potência útil do gerador. Mas i dt dQ = , então: iUPu .= e i é a corrente que alimenta o circuito. Assim: 2.. )..( iriEP iirEP u u −= −= (3) ou ainda ou seja, a potência desenvolvida pelo gerador é função da resistência interna do gerador r e da corrente i que está sendo fornecida. Graficamente podemos representar a variação da potência em função da corrente. Representando-se a potência útil do gerador em função da corrente elétrica que por elecircula obtemos uma parábola que é denominada curva de potência do gerador. 72 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 227 Os pontos aonde a curva corta o eixo das correntes são as raízes da equação, ou seja as condições aonde a potência útil é nula. Assim para 0=uP , temos : 000)(0 2 =−=⇒=−⇒=− riEouiriEirEi i iCCr E i == A potência máxima que o gerador pode fornecer ocorre no ponto médio entre as raízes, ou seja ,quando: r Ei i CC 22 == (4) Substituindo-se ( 4 ) em ( 3 ), obtemos o valor da potência máxima útil que o gerador fornece: r E P r E r r E EP UmáxUmáx 4 ) 2 () 2 ( 2 2 =⇒−= ( 5 ) A potência consumida pelo resistor de carga R é : P =U i , mas U = r i , logo : P=R i 2 ( 6 ) Para consumir a máxima potência devemos ter : r E PP Umáx 4 2 == e r Ei i CC 22 == Substituindo-se em ( 6 ) temos : rR r ER r E r E R r E =⇒=⇒= 2 22 2 2 44 ) 2 ( 4 ( 7 ) Conclui-se que o resistor que consome a máxima potência de um gerador tem que possuir resistência igual à resistência interna do gerador . A potência dissipada pela resistência interna do gerador r, é dada por : irPd 2= A potência elétrica gerada pelo gerador a partir de uma forma qualquer de energia é dada por: EiPG = A unidade de medida de potência no SI é o watt (W). Define-se como rendimento elétrico do gerador a relação : i E r E riE E U Ei Ui P P G U −=⇒ − =⇒=⇒== 1ηηηη ( 8 ) 73 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 228 Quando o gerador fornece a potência máxima temos : r Ei i CC 22 == Logo o rendimento quando ocorre a potência máxima é igual a : %505,0) 2 )((1 ou r E r E =⇒−= ηη Conclui-se que quando o gerador opera nas condições de fornecer a máxima potência útil o seu rendimento é apenas de 50%. Representando a equação ( 8 ) graficamente temos : Podemos obter também a curva da potência útil em função da resistência de carga R . Substituindo-se as coordenadas do ponto P de operação na equação da potência útil ,temos : 2 2 )( ))(( rR ER P rR E rR ER PUiP UUU + =⇒ ++ =⇒= ( 9 ) Construindo-se o gráfico de Pu em função da resistência de carga R , obtemos : Na equação ( 9 ) quando : a) 00 =⇒= PR U ; b) P r E PrR UmáxU ==⇒= 4 2 c) 0→⇒∞→ PR U 74 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 229 EXERCÍCIOS PROPOSTOS 1) Ao estudar-se um gerador de tensão contínua no laboratório foram encontrados os seguintes valores de tensão e corrente elétrica : a) Construa o gráfico ( I,U ) ; b) Utilizando o gráfico anterior determine: � a fem desse gerador ; � a resistência interna do gerador ; � a corrente de curto-circuito ; � a potência útil máxima desse gerador ; � a equação desse gerador . I ( A ) 0,1 0,2 0,4 0,6 0,8 1,0 U( V ) 14,5 14,0 13,0 12,0 11,0 10,0 75 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 230 2) A curva característica de um bipolo gerador é dada pelo gráfico abaixo : Pede-se: a) a fem desse gerador; b) a equação desse gerador; c) a potência útil máxima; 76 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 231 3) Em um laboratório de eletricidade, um estudante realizando em estudo sobre geradores efetuou algumas medidas em circuito elétrico e verificou a variação da diferença de potencial em função da variação da intensidade de corrente elétrica no referido circuito. Os dados obtidos estão reproduzidos na tabela abaixo. U (v) 1 1,5 2 2,5 3 I (mA) 102 89 81 72 58 Baseado nos resultados obtidos, pede-se: a) a curva característica do gerador em questão; b) a resistência interna desse gerador; c) o diagrama P = f (Ι); d) a potência máxima do gerador. 77 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 232 4) Determine as características da fonte de tensão, sabendo que quando a chave K está na posição (1) tem-se uma corrente i = 10A e na posição (2) a fonte fornece potencia máxima. 5) Determine as características da fonte de tensão, sabendo que quando a chave K está na posição (1) tem-se uma tensão v = 30V e na posição (2) tem-se i = 3A. 78 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 233 6) Determine as características da fonte de tensão, sabendo que quando a chave K está na posição (1) a fonte fornece uma potencia de 160W e quando a chave esta na posição (2) o rendimento da fonte é de 50%. 7) Determine as características da fonte de tensão, sabendo que quando a chave K está na posição (1) a fonte fornece uma potencia de 120W e quando a chave esta na posição (2) o rendimento da fonte é de 80%. 79 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 234 PARTE PRÁTICA 1) Monte o circuito ao lado. Utilize um gerador constituído por quatro pilhas ligadas em série e coloque um reostatoR como resistência de carga. 2) Ajustando o reostato R, varie a resistência de carga e conseqüentemente a corrente i e a tensão U no gerador. Varie a tensão de 0,5 V em 0,5 V e anote a corrente correspondente na tabela abaixo: 3) Construa em papel milimetrado o gráfico (i ; U ). A partir desse gráfico obtenha a força- eletromotriz E, a resistência interna do gerador r e a corrente de curto-circuito i CC . U 0 0,5 1,0 1,5 2,0 2,5 3,0 3,5 4,0 4,5 i 80 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 235 RELATÓRIO DE FÍSICA GERAL E EXPERIMENTAL II ATIVIDADE 09 EXPERIMENTO 07 BIPOLO GERADOR DATA DE EXECUÇÃO : ____/____/____ DATA DE ENTREGA : ____/____/____ NOTA: Nome:_______________________________________________ Nº Dia da semana da Turma:_________________ 81 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 236 ATIVIDADE 09 – EXERCÍCIOS PROPOSTOS EXPERIMENTO 07 – BIPOLO GERADOR 1) Determine as características da fonte de tensão, sabendo que quando a chave K está na posição (1) a fonte fornece uma potencia de 160W e quando a chave esta na posição (2) tem-se i = 5A. 82 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 237 2) Ao estudar-se um gerador de tensão contínua no laboratório foram encontrados os seguintes valores de tensão e intensidade de corrente elétrica : a) Construir o gráfico ( I,U ) ; b) Utilizando o gráfico anterior determinar : � a fem desse gerador ; � a resistência interna do gerador ; � a corrente de curto-circuito ; � a potência útil máxima desse gerador ; � a equação desse gerador . I ( A ) 0,1 0,2 0,4 0,6 0,8 1,0 U( V ) 14,5 14,0 13,0 12,0 11,0 10,0 83 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 238 RELATÓRIO DE FÍSICA GERAL E EXPERIMENTAL II ATIVIDADE 10 EXPERIMENTO 07 BIPOLO GERADOR DATA DE EXECUÇÃO : ____/____/____ DATA DE ENTREGA : ____/____/____ NOTA: Nome:_______________________________________________ Nº Dia da semana da Turma:_________________ 84 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 239 ATIVIDADE 10 – RELATÓRIO EXPERIMENTO 07 – BIPOLO GERADOR OBJETIVO: ____________________________________________________________ ______________________________________________________________________ PROCEDIMENTO: ________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ EXECUÇÃO: 1) Montar o circuito ao lado : 2) Ajustar o reostato R, variando a resistência de carga e conseqüentemente a corrente I e a tensão U no gerador. Variar a tensão de 0,5 V em 0,5 V e anotar os correspondentes valores de corrente na TABELA abaixo : 3) Construir, em papel milimetrado, o gráfico ( I ; U ). U (V) 0 0,5 1,0 1,5 2,0 2,5 3,0 3,5 4,0 4,5 I (A) Pu (W) 85 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 240 4) A partir desse gráfico determinar, : a) a força eletro-motriz do gerador: b) a resistência interna do gerador: c) a corrente de curto circuito do gerador: 5) Construa o gráfico da potência útil em função da corrente. 6) A partir desse gráfico determinar a potência útil máxima desse gerador. CONCLUSÃO ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ 86 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 241 EXPERIMENTO 08 MÉTODO DE ANALISE DE MALHAS 1. Introdução A análise de circuitos pode ser feita de forma simples e sistemática por meio de análise de malhas, a qual é baseada na Lei das Tensões de Kirchhoff (LTK) aplicada às malhas do circuito. Neste tipo de análise serão também empregadas variáveis auxiliares conhecidas como correntes de malha, das quais todas as correntes e tensões dos ramos podem ser obtidas. A vantagem da utilização de correntes de malha é a redução no número de equações. Deve ser lembrado que uma malha é um caminho fechado no circuito que não contém nenhum outro caminho dentro dele. 2. Procedimento Básico A análise de malhas envolve sempre os cinco passos descritos a seguir. 2.1 Definição das Malhas e Sentidos de Percurso Inicialmente deve ser determinado o número de malhas contidas no circuito. Para um circuito contendo b ramos (componentes) e n nós existirão sempre (b-n+1) malhas, as quais permitirão escrever um número de equações independentes igual a (b-n+1). Uma vez identificadas as malhas, deve-se numerá-las e designá-las como I1, I2, I3 KIb-n+1. Além disso, deve-se escolher um sentido de percurso para cada malha. A escolha do sentido não interfere com as equações que serão obtidas, mas é importante na determinação das correntes e tensões de ramo. Também nesta etapa serão definidas polaridades para as tensões nos ramos, as quais definem as correntes de ramo que serão consideradas positivas. 2.2 Aplicação da LTK para as Malhas Após a definição das malhas, deve-se percorrê-las de acordo com o sentido atribuído para cada uma delas, retornando-se ao ponto de partida após a malha ter sido percorrida. Pode-se adotar a seguinte convenção quanto às diferenças de potencial: quedas de potencial ao longo deste percurso serão consideradas positivas, ao passo que elevações de potencial serão consideradas negativas. Como resultado desta etapa haverá (b-n+1) equações que representam os somatórios das tensões sobre os componentes que compõem cada malha, de acordo com a convenção adotada. 2.3 Consideração das Relações Tensão-Corrente dos Ramos Considerando que as equações da etapa anterior foram escritas em função das tensões dos ramos e sendo as correntes de malha as incógnitas, deve-se utilizar as relações de tensão corrente para substituir as tensões dos ramos por relações envolvendo as correntes de malha. Como resultado desta etapa, obtém-se (b-n+1)equações envolvendo as correntes de malha. Deve-se atentar que existe uma relação tensão corrente para cada ramo (componente), existindo portanto b relações deste tipo. 2.4 Solução do Sistema de Equações Após a obtenção das equações de malha, deve-se utilizar algum método de solução de sistemas lineares - por exemplo, o Método de Gauss - e determinar as (b-n+1) incógnitas. Num caso geral, obtém-se um sistema de equações íntegro-diferenciais, cuja solução é assegurada caso o circuito seja composto apenas de elementos lineares e invariantes. Caso o circuito seja composto apenas de resistores, obtém-se um sistema de (b-n+1) equações algébricas onde os 87 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 242 coeficientes são obtidos a partir das resistências do circuito, sendo a solução neste caso mais fácil, uma vez que não envolvem integrais e derivadas. 2.5 Obtenção das Correntes e Tensões dos Ramos Depois de solucionado o sistema de equações, pode-se obter todas as correntes e tensões de ramo do circuito a partir das correntes de malha. Por exemplo a corrente de ramo Ik, percorrido por um lado pela corrente de malha Ix e por outro pela corrente de malha Iy do circuito conforme a Figura 1, pode ser obtida pela seguinte equação: Ik = Ix - Iy (1) Na equação acima, foi considerada como positiva a corrente de malha que circula no mesmo sentido que a corrente do ramo, ao passo que foi considerada negativa a que circula em sentido contrário. Deve-se também atentar que a equação (1) pode ser obtida aplicando-se a LCK a qualquer um dos nós do ramo k. Considerando-se os sentidos associados, a tensão no ramo k será dada com: vk = ik ×Rk = (Ix - Iy) ×Rk (2) Rk - resistência do ramo k (ohms, Ω) 3. Exemplo de Aplicação O método exposto será ilustrado por meio de um exemplo simples ilustrado na Figura 2, onde todos as etapas citadas serão realizadas passo a passo. 3.1 Definição das Malhas e Sentidos de Percurso Para o circuito da Figura 2, existem n=4 nós e b=5 componentes. Desta forma, o número de malhas fechadas é (5-4+1)=2. Os sentidos adotados para os percursos das malhas serão todos no sentido horário, conforme mostra a Figura 2, podendo no entanto ser escolhido um outro sentido. Na Figura 2 também são mostrados os sentidos considerados positivos para as quedas de tensão (polaridade das tensões) para os componentes. 88 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 243 3.2 Aplicação da LTK para as Malhas De acordo com convenção adotada, as equações para as malhas 1 e 2 são dadas pelas expressões que seguem: − E + vR1 + vR3 = 0 ⇔ E = vR1 + vR3 (3) − vR3 + vR2 + vR4 = 0 (4) 3.3 Consideração das Relações Tensão-Corrente dos Ramos As relações tensão corrente para os ramos do circuito são estabelecidas baseadas nas equações (1) e (2) da forma que segue: Inserindo-se as relações tensão-corrente nas equações de malha, obtêm-se as equações em termos das correntes de malha. 89 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 244 Equação da malha 1: Equação da malha 2: É possível também expressar as equações de forma matricial: 3.4 Solução do Sistema de Equações Para a obtenção da solução serão considerados os seguintes valores: E=20 volts R1 = 2 Ω R2 = 4 Ω R3 = 6 Ω R4 = 3 Ω Desta forma, o sistema de equações terá a seguinte forma: Solucionando-se o sistema obtém-se a resposta: 90 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 245 3.5 Obtenção das Correntes e Tensões dos Ramos A partir das correntes de malha, as correntes e tensões em todos os ramos podem ser obtidas: Uma vez conhecidas as correntes e tensões nos ramos podem ser também determinadas as potências em cada um dos componentes, bem como a potência total dissipada no circuito. 4. Obtenção das Equações de Malha por Inspeção Quando o circuito contém somente resistores lineares e fontes independentes de tensão, as equações de malha do circuito podem ser escritas diretamente. Deve-se observar que a matriz de coeficientes do sistema de equações contém valores de resistência, sendo portanto denominada de matriz de resistências. Deve-se também observar que, neste caso, o sentido de todas as correntes de malha deve ser atribuídos como horário. Com esta convenção, a matriz de resistências possui a seguinte forma geral, onde N=(b-n+1): A matriz de resistências é uma matriz do tipo simétrica com as seguintes propriedades, as quais permitem a sua montagem baseada apenas na topologia do circuito. Rkk = soma das resistências da malha k Rjk = Rkj = resistência comum entre a malha j e k Deve-se atentar para o fato de que os elementos fora da diagonal principal são valores negativos na matriz de resistências O sistema de equações terá a seguinte forma geral: 91 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 246 Ek - somatório das fontes das fontes de tensão existentes na malha, sendo que serão consideradas positivas as fontes que atuam no sentido da corrente de malha e as demais negativas. Fontes que atuam no sentido da corrente de malha são aquelas que ao serem percorridas no sentido de percurso da malha são atravessadas do terminal negativo para o terminal positivo. Baseado nas propriedades acima, pode-se montar diretamente as equações de malha do circuito, atentando-se para o fato que o circuito contenha apenas fontes de tensão independentes e resistores lineares. Pode-se comprovar esta afirmação para o exemplo anterior obtendo-se diretamente as equações de malha do circuito. Material adaptado de: http://diana.ee.pucrs.br/~lpereira/CKT_I/AnaliseMalhas.pdf PUCRS- FENG - DEE - Prof. Luís Alberto Pereira 92 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 247 RELATÓRIO DE FÍSICA GERAL E EXPERIMENTAL II ATIVIDADE 11 EXPERIMENTO 08 ANALISE DE MALHAS DATA DE EXECUÇÃO : ____/____/____ DATA DE ENTREGA : ____/____/____ NOTA: Nome:_________________________________________________ Nº Dia da semana da Turma:_________________ 93 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 248 ATIVIDADE 11- RELATÓRIO EXPERIMENTO 08 – ANALISE DE MALHAS OBJETIVO: ____________________________________________________________ ______________________________________________________________________ PROCEDIMENTO: ________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________________________________________________________________ 1) Montar o circuito abaixo. 2) ajuste os valores das fontes conforme a tabela abaixo e faça as medidas das correntes indicadas. E1 E2 I1 I2 αααα1 αααα2 8 4 7 5 6 6 5 7 4 8 94 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 249 3) Calcule os valores de αααα1 e αααα2 utilizando o método da analise de malhas, anote na tabela e compare com os valores de I1 e I2 . Modelo Teórico: − = α α − − 2 1 2 1 E E 800470 470690 Como exemplo, para E1=8V e E2 = 4V temos: − = α α − − 4 8 800470 470690 2 1 mA02,3 mA65,13 2 1 =α =α ⇒ CALCULOS 95 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 250 4) Inverta o sentido da fonte E2 e ajuste sua tensão para 12V. a) ligue um amperímetro para medir a corrente que passa pela resistência de 470Ω; b) varie a tensão na fonte E1 até obter um valor igual a zero no amperímetro; c) compare o valor obtido com o valor teórico. E1 = ____________V Calculo Teórico Para que a corrente no resistor iguale-se a zero é necessário que α1 e α2 tenham o mesmo valor. Temos então: = − − 12 E 800470 470690 1 1 1 αααα αααα CONCLUSÃO 96 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 251 EXPERIÊNCIA 09 TEOREMA DE THÉVENIN O teorema de Thévenin afirma que, do ponto de vista de um qualquer par de terminais, um circuito linear pode sempre ser substituído por uma fonte de tensão com resistência interna. Como se verifica nas figuras abaixo. Quando o objetivo da análise de um circuito se resume a identificar a corrente, a tensão ou a potência a jusante de um par de terminais, então o teorema de Thévenin indica que todo o circuito a montante pode ser reduzido a dois elementos apenas, constituindo globalmente uma fonte de tensão com resistência interna. O conjunto de componentes vTh e RTh é designado por equivalente de Thévenin do circuito. Equivalente de Thévenin de um Circuito com Fontes Independentes Considere-se o circuito representado na figura abaixo, relativamente ao qual se pretende determinar o equivalente de Thévenin do subcircuito à esquerda dos terminais a e b indicados. 97 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 252 O equivalente de Thévenin calcula-se nos seguintes dois passos: a) Obtenção da tensão em aberto b) Determinação da resistência equivalente vista dos terminais de saída, quando se anulam todas as fontes independentes no circuito. 98 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 253 EXEMPLO No circuito, abaixo representado, determine o Gerador de Thevenin equivalente à esquerda de AB. a) Obtenção da tensão em aberto V80120 6030 60 VTh = + = b) Determinação da resistência equivalente vista dos terminais de saída Ω= + = 20 6030 60.30 R Th 99 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 254 RELATÓRIO DE FÍSICA GERAL E EXPERIMENTAL II ATIVIDADE 12 EXPERIMENTO 09 THEOREMA DE THÉVENIN DATA DE EXECUÇÃO : ____/____/____ DATA DE ENTREGA : ____/____/____ NOTA: Nome:_________________________________________________ Nº Dia da semana da Turma:_________________ 100 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 255 ATIVIDADE 12- RELATÓRIO EXPERIMENTO 09 – TEOREMA DE THÉVENIN OBJETIVO: ____________________________________________________________ ______________________________________________________________________ PROCEDIMENTO: ________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ 1ª Parte - Montar o circuito abaixo ; - Medir o valor da corrente indicada ; - Medir o valor da tensão na lâmpada . V = ___________ i = ___________ 2ª Parte - Determine, experimentalmente, o Gerador de Thevenin equivalente a esquerda de AB; a) Medir o Vth VTh = __________ 101 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 256 b) Medir o Rth RTh = __________ - Monte um circuito para simular este gerador ( ver figura abaixo); Obs.: Utilizar a década de resistência para o RTh ; Ajustar a fonte para o valor de VTh. - Medir o valor da corrente indicada ; - Medir o valor da tensão na lâmpada . V = ___________ i = ___________ - Calcule o erro percentual das tensões medidas na lâmpada. 102 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 257 - Calcule o erro percentual das correntes na lâmpada. CONCLUSÃO 103Figura 4 - Curva característica de um resistor ôhmico 3 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 161 RESISTÊNCIA NOMINAL É a resistência especificada pelo fabricante (de modo geral vem inscrita no corpo do resistor). RESISTÊNCIA APARENTE É determinada experimentalmente. Inicialmente levanta-se a curva característica (diagrama tensão elétrica versus corrente elétrica) do elemento. Podemos ilustrar dois casos distintos: • Bipolo ôhmico ou linear A curva característica se apresenta da seguinte forma: Figura 5 Como a curva característica é uma reta então .tan constR i U i U i U N N M M P P =====α • Bipolo não ôhmico ou não linear A curva característica se apresenta da seguinte forma: Como a curva característica não é uma reta então definimos a resistência do elemento em cada ponto, assim: R i U P P P P ==αtan R i U M M M M ==αtan R i U N N N N ==αtan Esses valores são ditos resistência aparente do elemento nos pontos, respectivamente, P, e N. Os bipolos elétricos podem, ainda, ser ativos ou passivos. Os primeiros contêm pelo menos um gerador e os passivos são os demais. A curva característica permite, por exemplo, distinguir, os bipolos ativos dos passivos: a curva dos bipolos passivos passará necessariamente pela origem, isto é, para U = 0, temos I = 0; se for ativo, não passará pela origem ( I e U não são nulos simultaneamente ) . Figura 6 4 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 162 Figura 7 As curvas características dos bipolos passivos embora passem pela origem dos eixos, podem apresentar formas diversas. Se elas forem retilíneas, o bipolo será dito linear. Os bipolos também podem ser classificados em simétricos e assimétricos em relação à origem do sistema. Um bipolo é simétrico quando, invertida a sua posição no circuito (permutam-se as ligações de seus terminais), a sua curva característica permanece a mesma, embora se troquem os sinais das correntes e tensões. Portanto um bipolo simétrico não depende do sentido da corrente, isto é, pode-se ligá-lo num circuito sem se preocupar com a sua polaridade (não existe). Um bipolo assimétrico tem polaridade .Portanto o seu funcionamento depende do sentido da corrente. Figura 8 Medidores elétricos Os instrumentos básicos utilizados para medidas elétricas são o amperímetro e o voltímetro, cujo funcionamento se baseia no galvanômetro. Galvanômetro é o nome genérico dado a um instrumento capaz de detectar a passagem uma corrente elétrica. Eles se baseiam nos efeitos magnéticos produzidos pela passagem das correntes elétricas a serem medidas. Sabemos que a passagem de uma corrente elétrica por um condutor, gera um campo magnético à sua volta. Se este condutor for enrolado na forma de uma espira (ou várias delas), o efeito magnético será idêntico ao de um imã. Este é o princípio de funcionamento básico do galvanômetro: uma bobina muito leve formada de muitas espiras de fio de cobre (fino) montada de tal maneira que quando passa uma corrente por ela, um torque de origem magnética é gerado, causando a deflexão de uma agulha, conforme mostrado na figura a seguir. Figura 9 5 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 163 É importante observar o sentido correto de entrada e saída da corrente elétrica, indicado pelo fabricante, porque ao invertermos o sentido da corrente, a agulha sofrerá deflexão no sentido oposto e isso pode causar danos ao aparelho. Como a deflexão da agulha é proporcional à intensidade da corrente elétrica que passa pela bobina, na ausência de corrente elétrica, o ponteiro se posiciona no “zero” do galvanômetro. A bobina é calculada de maneira tal que se tenha deflexão máxima para a maior corrente permitida (com uma boa segurança) pela resistência elétrica da bobina. Como sabemos, a corrente elétrica, ao passar por um condutor, dissipa calor. Se a corrente for muito alta, o condutor será aquecido e, dependendo da situação, o fio da bobina poderá se romper, “queimando” o aparelho. Por isso, devemos ter muito cuidado ao utilizarmos um galvanômetro. Tendo definido os valores zero e máximo, constrói-se uma escala linear. Os galvanômetros têm algumas limitações práticas intrínsecas. Inicialmente, devido à existência da bobina, eles apresentam uma resistência interna cujo valor dependerá da forma como ele é construído. Em segundo lugar, eles estão limitados a medir correntes de uma ordem de grandeza bastante pequena. Em geral, os galvanômetros encontrados em laboratórios medem correntes de fundo de escala (uma leitura com a agulha totalmente defletida) da ordem de 1mA, ou até menores. AMPERÍMETRO Um amperímetro é um galvanômetro com a escala ampliada. Por exemplo, se dispomos de um galvanômetro com 100 µA de fundo de escala e desejamos construir um outro instrumento que meça até 1mA, deveremos colocar em paralelo com o galvanômetro uma resistência chamada de shunt que desvie o excesso (no caso 0,9 mA) .O circuito está indicado na Figura 10. Figura 10: Ampliando a escala do galvanômetro - circuito equivalente VOLTÍMETRO Um voltímetro é construído pela associação em série de um resistor RS com um galvanômetro. A diferença de potencial total UV aplicada sobre a associação se divide entre o resistor e o galvanômetro na razão direta de suas resistências RS e RG. A tensão UG aplicada sobre os terminais do galvanômetro é apenas uma fração da tensão total UV aplicada sobre a associação; se soubermos em que proporção UV se divide entre UG e US poderemos determinar quanto vale a tensão total UV medindo a parte dela que atua sobre o galvanômetro. Um amperímetro deve ser instalado em série com o trecho de circuito em que pretendemos medir a intensidade da corrente elétrica. 6 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 164 Figura 11: Construção de voltímetro com galvanômetro e resistor em série Vejamos alguns exemplos: 1) Qual ddp se deve aplicar a um resistor ôhmico de resistência 200 Ω, para se obter uma corrente de 100 mA? Resolução: )(20100,0.200. VUUIRU I U R =⇒=⇒=⇒= 2) Um resistor ôhmico, quando submetido a uma ddp de 40 V, é atravessado por uma corrente elétrica de intensidade 20 A. Quando a corrente que o atravessa for 4A qual será a ddp, em V, nos seus terminais? Resolução: Se )(2 20 40 Ω=⇒=⇒= RR I U R então para AI 4= e para o mesmo resistor, teremos: )(84.2. VUUIRU I U R =⇒=⇒=⇒= 3) A curva característica de um resistor ôhmico está representada no gráfico. Determine: a) a resistência do resistor b) a tensão no resistor quando percorrido por uma corrente de 1,5 A. Resolução: a) Sabemos que a resistência do resistor é dada pela declividade da resta do gráfico, então: )(6 5 30 Ω=⇒=⇒ ∆ ∆ == RR I U tgR θ b) para I = 1,5 A e para o mesmo resistor: )(95,1.6. VUUIRU I U R =⇒=⇒=⇒= Um voltímetro deve ser instalado em paralelo com o trecho de circuito em que pretendemos medir tensão elétrica. 7 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 165 EXERCÍCIOS PROPOSTOS 1) Um aluno realizou uma experiência em um laboratório utilizando um resistor ôhmico e uma lâmpada ligados a um circuito simples alimentado por uma fonte de tensão contínua variável de 0 a 10 V. Os bipolos foram ligados separadamente e para cada um foi obtida uma tabela representando como variou a intensidade de corrente elétrica em função da tensão sobre o bipolo. As tabelas foram reproduzidas abaixo. BIPOLO: LÂMPADA U (v) 0 0,3 0,8 1,5 2,43,7 5,2 7,0 9,4 I (mA) 0 100 200 300 400 500 600 700 800 Baseado nas informações acima: a) construir, no diagrama U x I abaixo, a curva característica do resistor do bipolo utilizado no experimento. Calcular, graficamente, o valor da resistência aparente ( Rap ) para o ponto de aplicação ( P ) onde U = 2 V . b) sabendo que a potência dissipada em um bipolo pode ser calculada pela expressão P = U.I, construir no diagrama P x I abaixo a curva característica da potência da lâmpada. 8 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 166 2) Um aluno realizou uma experiência em um laboratório utilizando um resistor ôhmico e uma lâmpada ligados a um circuito simples alimentado por uma fonte de 10 V. Os bipolos foram ligados separadamente e para cada um foi obtida uma tabela representando como variou a intensidade de corrente elétrica em função da tensão sobre o bipolo. As tabelas foram reproduzidas abaixo. BIPOLO: LÂMPADA U(v) 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 I(mA) 0 20 60 80 120 180 240 300 420 540 700 BIPOLO: RESISTOR U(v) 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 I(mA) 0 70 130 200 270 330 400 470 530 600 670 Com base nos dados da experiência, construir, no mesmo diagrama, o gráfico U=f ( I ) para o resistor e para a lâmpada . 3) Um resistor ôhmico, quando submetido a uma ddp de 40 V, é atravessado por uma corrente elétrica de intensidade 20 A. Quando a corrente que o atravessa for 4A qual será a ddp, em V, nos seus terminais? 4) “Duas crianças morreram eletrocutadas após tentarem recuperar uma pipa com um arame que havia ficado presa na rede elétrica urbana.” Esta trágica manchete de um jornal poderia ser evitada utilizando- se os conceitos básicos da eletricidade. Sabe-se que a intensidade de corrente elétrica de 50 mA, ou maior, circulando por 1 segundo, são fatais se passarem pelo coração de uma pessoa. Supondo que a tensão da rede conectada pelo arame lançado pelas crianças era de 220 V, qual era, no máximo, a resistência do corpo humano atingido? 9 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 167 5) O circuito abaixo foi utilizado para o estudo experimental de bipolos. Indique os instrumentos utilizados e as respectivas polaridades: 6) Ao estudar-se experimentalmente dois bipolos utilizando o circuito do exercício anterior , foram encontrados os seguintes valores : a) Construa as curvas características dos dois bipolos e classifique-os; b) Calcule a resistência de cada bipolo para uma tensão igual a 5 V . Bipolo 1 U (V ) 0 3,0 5,0 10,0 13,0 I ( mA ) 0 40 60 100 120 Bipolo 2 U ( V ) 0 4,0 6,0 8,0 10,0 I ( mA ) 0 40 60 80 100 10 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 168 7) Ao se estudar um determinado bipolo foram encontrados os seguintes valores : Construa a sua curva característica e classifique-o . direto U (V ) 0 1 2 2,9 3,4 I ( mA ) 0 5 10 20 40 inverso U ( V ) 0 -1 -2 -3 -4 I ( mA ) 0 -3 -8 -10 -12 11 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 169 COMPLEMENTO 1. Resistores elétricos � São dispositivos utilizados para limitar a passagem da corrente elétrica nos circuitos; � São feitos com material condutor de alta resistividade elétrica; � Transformam a energia elétrica em energia térmica (efeito Joule) � Tipos de Resistores quando à Resistência a) FIXOS: o valor da resistência elétrica é preestabelecido; b) AJUSTÁVEIS: o valor da resistência elétrica pode ser escolhido e ajustado dentro de uma faixa de valores. Geralmente são usados para calibração de circuitos elétricos e eletrônicos. Exemplo: trimpots; c) VARIÁVEIS: o valor da resistência elétrica pode ser variado dentro de uma faixa de valores. São usado para controle de parâmetros em circuitos elétricos e eletrônicos. Exemplo: potenciômetros, reostatos. � Tipos Construtivos de Resistores RESISTOR DE FIO Descrição geral: � Consiste basicamente de um tubo cerâmico (ou vidro) que serve de suporte a um fio condutor de alta resistividade enrolado (níquel-cromo) sobre este tubo; � O comprimento e o diâmetro do fio determinam sua resistência elétrica; � Os terminais são soldados nas extremidades do fio; � Aplicada uma camada de material isolante para proteção. Características: � robustos; � suportam altas temperaturas; � geralmente na cor verde; � especificações impressas no seu corpo (resistência, tolerância e potência nominal). Valores: � baixas resistências (� a k�); � alta potência (de 5W a 1000kW); � alta tolerância (10% a 20%). � RESISTOR DE FILME DE CARBONO (DE GRAFITE) Descrição geral: � tubo cerâmico (ou de vidro) coberto por um filme (película) de carbono; � o valor da resistência elétrica é obtido mediante a formação de um sulco no filme, produzindo uma fita � espiralada cuja largura e espessura define o valor da sua resistência; � os terminais são soldados na extremidade do filme; � aplicada uma camada de material isolante para proteção. Características: � potência nominal está associada ao tamanho; � geralmente na cor bege; � especificações impressas através do código de cores. 12 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 170 Valores: � grande faixa de valores de resistências (� a 10M�), com mesmo tamanho; � baixa potência (até 3W); � média tolerância (5% a 10%). RESISTOR DE FILME METÁLICO Descrição geral: � Semelhante ao de carbono; � Tubo cerâmico coberto por um filme de uma liga metálica (níquel-cromo). Características: � geralmente na cor azul; � potência associada ao seu tamanho; � especificações impressas através do código de cores. Valores: � grande faixa de resistências (� até M�); � baixa potência (até 7W); � baixa tolerância - mais precisos (1% a 2%); � outras cores: de potência (marrom) e de precisão (verde escuro). POTENCIÔMETRO Descrição geral: � É um resistor variável de 3 terminais, sendo 2 ligados às extremidades; � da resistência e um ligado a um cursor móvel; � entre os extremos: resistência fixa; � entre um extremo e o cursor: resistência variável; � uma haste é acoplada ao cursor para permitir variação da resistência; � usados em circuitos para variar grandezas controladas por corrente ou tensão elétrica. Exemplos: volume de som, contraste de cores em TV, temperaturas, etc. Valores: � de � a M�. TRIMPOT Descrição geral: � É um resistor ajustável cujo cursor é acoplado a uma base plana giratória vertical ou horizontal, dificultando o acesso manual; � usados em circuitos em que não se deseja mudança freqüente da resistência. Exemplos: circuitos para ajuste ou calibração (uso interno). REOSTATOS Descrição geral: � os reostatos são resistores de fio variáveis ou ajustáveis; � sua resistência varia em função do comprimento do fio utilizado entre os contatos móvel (cursor) e fixo. Valores comerciais de resistores Os resistores são fabricados e vendidos com valores nominais padronizados. A tabela abaixo apresenta as raízes das séries de valores comerciais de resistores. Todos os valores comerciais encontrados são múltiplos das raízes das séries de valores. 13 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 171 SérieI – Resistores de 5%, 10% e 20% de tolerância 10 12 15 18 22 27 33 39 47 56 68 82 Série II – Resistores de 2% e 5% de tolerância 10 11 12 13 15 16 18 20 22 24 27 30 33 36 39 43 47 51 56 62 68 75 82 91 Exemplo: Resistores da Série I, raiz 27, podem ter valores como: 0,27�; 270�; 2k7�; 270k�; etc. Código de cores para resistores � Os resistores são fabricados em valores padronizados (resistência nominal); � Os valores padronizados são determinados a partir de séries de valores (raízes), dos quais são determinados os múltiplos e submúltiplos; � O código de cores determina o valor padrão (resistência nominal) dos resistores a partir dos anéis coloridos impressos no corpo do resistor; � Normalmente os resistores vêm com 4 anéis coloridos; � Os resistores de precisão possuem 3 algarismos significativos e vêm com 5 anéis impressos; � Em geral, o primeiro anel a ser lido é aquele mais próximo a um dos terminais do resistor, desde que não seja da cor preto, ouro ou prata; � A tolerância representa percentualmente a faixa de variação admissível para o valor da resistência do resistor. A leitura dos anéis deve ser efetuada a partir do anel mais próximo a uma das extremidades do resistor. Exemplo: Um resistor de 4 anéis: amarelo, violeta, laranja, prata. amarelo: 4 violeta: 7 laranja: 1000 prata: ± 10% Resistência nominal: 47k� ± 10% (resistência admissível de 42300� a 51700�) 14 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 172 PARTTE PRÁTICA 1) Montar o circuito ao lado para o resistor de carvão ( R). 2) Variar a diferença de potencial sobre o resistor e verificar a variação da intensidade de corrente elétrica. Anotar na TABELA 1 (Resistor). 3) Usando papel milimetrado, construa a curva característica do resistor de carvão e classifique-o. 4) A partir da sua curva característica, calcular graficamente a resistência do resistor R. 5) Calcular o erro percentual cometido na medida da resistência do resistor R. 6) Montar o mesmo circuito substituindo o resistor mesmo circuito substituindo o resistor R pela lâmpada de filamento (L). 7) Para este bipolo L variar a diferença de potencial sobre ele e verificar a variação da intensidade de corrente elétrica. Anotar na TABELA 2 (Lâmpada). 8) Usando papel milimetrado, construa a curva característica da lâmpada de filamento o e classifique este bipolo. 9) A partir da sua curva característica, calcular graficamente a resistência aparente da lâmpada L para 3,5 V. 15 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 173 RELATÓRIO DE FÍSICA GERAL E EXPERIMENTAL II ATIVIDADE 01 EXPERIMENTO 01 INSTRUMENTOS DE MEDIDAS ELÉTRICAS DATA DE EXECUÇÃO : ____/____/____ DATA DE ENTREGA : ____/____/____ NOTA: Nome:_________________________________________________ Nº Dia da semana da Turma:_________________ 16 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 174 ATIVIDADE 01- RELATÓRIO EXPERIMENTO 01 – INSTRUMENTOS DE MEDIDAS ELÉTRICAS OBJETIVO: ____________________________________________________________ ______________________________________________________________________ PROCEDIMENTO: ________________________________________________________ ________________________________________________________________________ EXECUÇÃO 1) Montar o circuito ao lado utilizando o resistor de carvão ( R ): 2) Para o bipolo R ajustar a tensão da fonte E para diferentes valores (indicados pelo professor de laboratório), a partir de zero, e anotar na TABELA 1. TABELA 1: Resistor 3) Usando papel milimetrado, construir a curva característica do resistor de carvão e classificá-lo. U (V ) I ( mA ) 17 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 175 4) A partir da sua curva característica, calcular graficamente a resistência do resistor R. 5) Calcular o erro percentual cometido na medida da resistência do resistor R. 6) Montar o circuito ao lado para a lâmpada de filamento ( L ): 7) Para este bipolo L que está sendo estudado, ajusta-se a tensão da fonte E para diferentes valores (indicados pelo professor de laboratório), a partir de zero, anotando-se na TABELA 2. TABELA 2: Lâmpada de 8) Construir a curva característica da lâmpada de filamento e classificá-la. CONCLUSÃO ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ U (V ) I ( mA ) Rgraf = ____________ (ΩΩΩΩ) εεεε% = ____________% 18 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 176 EXPERIÊNCIA 02 ESTUDO DO VOLTÍMETRO Os voltímetros convencionais não são instrumentos ideais devido ao fato de que sua resistência interna não é infinita. Como conseqüência deste fato ao ser associado em paralelo com um componente de um circuito para medir a tensão sobre ele, a sua resistência se associa com a resistência desse componente e, como resultado, o circuito é alterado. Ainda como conseqüência deste fato, a indicação do voltímetro pode apresentar grande erro. Por essa razão os voltímetros devem são representados pelo símbolo abaixo, colocando em evidência a existência da resistência interna. É fácil verificar-se este fato: suponhamos que se deseje medir a tensão sobre o resistor de resistência 300k�. no circuito abaixo e que essa medida deva ser feita com um voltímetro cuja resistência interna é 100k�. Neste circuito a corrente é e conseqüentemente a tensão sobre o resistor de 300k � é que é o valor que se espera que o voltímetro indique. Quando o voltímetro é associado com o resistor de 300k� passa-se a ser o mostrado abaixo. 19 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 177 Observe que a resistência do voltímetro se associa em paralelo com a resistência e a resistência da associação passa a ser : e portanto a corrente no circuito passa a ser ou seja, ocorre um aumento de corrente devido à redução da resistência total. A tensão medida pelo voltímetro será: Verifica-se portanto um erro percentual Este simples exemplo mostra a influência da resistência interna do voltímetro. Determinação da resistência interna Mostremos que é possível determinar a resistência interna do voltímetro a partir de uma tensão medida por ele. Para isto consideremos o circuito ao lado no qual são utilizadas duas resistências iguais de valor R conhecido bem como que se conheça a tensão V da fonte. É fácil observar-se que o valor esperado a ser indicado pelo voltímetro é 2 V . Entretanto, pelo exposto acima, sabemos que o valor indicado não será este. Equacionemos o problema. A corrente que circulará no circuito será TR V I = onde RT é a resistência total do circuito dada pela soma da resistência R com a resultante da associação em paralelo da resistência R com a resistência do RV voltímetro, ou seja: 20 ����������� ����������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 178 e a corrente no circuito será: A tensão indicada pelo voltímetro será a queda de tensão na associação paralelo, ou seja: Observando atentamente esta última expressão verifica-se que se conhecermos os valores de R, RV e V e se medirmos a tensão VMED indicada pelo voltímetro, será possível determinar a resistência interna do voltímetro. Desenvolvendo convenientemente a expressão: Esta expressão permite que se determine a resistência do voltímetro, bastando que o mesmo seja utilizado para medir a tensão no circuito que contem duas resistências iguais. É importante observar-se neste ponto que existem voltímetros de qualidade que apresentam resistência interna infinita. Eles são chamados “voltímetros eletrônicos”. Podemos observar, a partir da Equação I que nesta condição o voltímetro dará a medida correta da tensão, isto é 2 V Vmed = Isto pode ser facilmente observado, passando-se ao limite a equação I para: ∞→VR . 21 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 179 RELATÓRIO DE FÍSICA GERAL E EXPERIMENTAL II ATIVIDADE 02 EXPERIMENTO 02 ESTUDO DO VOLTÍMETRO DATA DE EXECUÇÃO : ____/____/____ DATA DE ENTREGA : ____/____/____ NOTA: Nome:_________________________________________________ Nº Dia da semana da Turma:_________________ 22 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 180 ATIVIDADE 02- RELALTÓRIO EXPERIMENTO 02 – ESTUDO DO VOLTÍMETRO OBJETIVO: ____________________________________________________________ ______________________________________________________________________ PROCEDIMENTO: ________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ I - Escala de 0 a 10V Monte o circuito abaixo, ajustando previamente a tensão da fonte para 10V. Use dois resistores iguais de 100 k� e coloque o voltímetro em estudo na escala de 0-10V. Você sabe que nesta condição espera-se que o voltímetro indique 5,0V, ou seja, metade o valor da fonte pois os resistores são iguais. Leia então a medida da tensão indicada pelo voltímetro, anotando na tabela abaixo Usando a Equação II, calcule a resistência RV do voltímetro, anotando o resultado na tabela abaixo. O valor encontrado é a resistência do voltímetro na escala 0 - 10V. ESCALA Tensão da Fonte (V) Tensão Medida (Vmed) RV Calculada 0 – 10V 10V 23 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 181 1) Cálculo de Rv. 2) Cálculo do erro percentual entre a tensão medida e a tensão teórica (5V). II - Escala de 0 a 3V Altere a tensão da fonte para 6V e meça a tensão sobre o resistor com o voltímetro na escala 0- 3V. Anote os valores na tabela abaixo. Usando a Equação II, calcule a resistência RV do voltímetro, anotando o resultado na tabela abaixo. O valor encontrado é a resistência do voltímetro na escala 0 - 3V. ESCALA Tensão da Fonte (V) Tensão Medida (Vmed) RV Calculada 0 – 3V 6V 3) Cálculo de Rv. 4) Cálculo do erro percentual entre a tensão medida e a tensão teórica (3V). Rv = ___________ εεεε% = ___________ Rv = ___________ εεεε% = ___________ 24 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 182 III - Escala de 0 a 1V Altere a tensão da fonte para 2V e meça a tensão sobre o resistor com o voltímetro na escala 0 - 1V. Anote os valores na tabela abaixo. Usando a Equação II, calcule a resistência RV do voltímetro, anotando o resultado na tabela abaixo. O valor encontrado é a resistência do voltímetro na escala 0 - 1V. ESCALA Tensão da Fonte (V) Tensão Medida (Vmed) RV Calculada 0 – 1V 2V 5) Cálculo de Rv. 6) Cálculo do erro percentual entre a tensão medida e a tensão teórica. CONCLUSÃO Rv = ___________ εεεε% = ___________ 25 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 183 EXPERIÊNCIA 03 ESTUDO DO AMPERÍMETRO Os amperímetros normalmente utilizados, quando inseridos em um circuito, alteram as características do mesmo, isto porque, eles mesmos oferecem resistência a passagem de corrente elétrica. Essa resistência interna se compõe com as demais resistências do circuito alterando-o. Por esta razão os amperímetros devem ser representados pelo símbolo: onde Ri representa a resistência oferecida pelo próprio amperímetro e que é chamada “resistência interna”. Um bom amperímetro deve apresentar a menor resistência interna possível (idealmente zero) para que sua influência no circuito seja mínima. Para que se possa conhecer o efeito da resistência interna do amperímetro é necessário conhecer o seu valor. Para isso normalmente utilizamos dois métodos diferentes: o da substituição por uma resistência equivalente e o da resistência de derivação. Em ambos os métodos utilizaremos dois amperímetros um denominado amperímetro de estudo e outro amperímetro de referência. O primeiro será aquele cuja resistência interna será determinada e o segundo será utilizado apenas para manter constante a corrente no circuito durante o processo de medida. É importante observar que, para um mesmo instrumento, a resistência interna varia de uma escala para a outra. 26 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 184 RELATÓRIO DE FÍSICA GERAL E EXPERIMENTAL II EXPERIMENTO 03 ESTUDO DO AMPERÍMETRO DATA DE EXECUÇÃO : ____/____/____ DATA DE ENTREGA : ____/____/____ NOTA: Nome:_________________________________________________ Nº Dia da semana da Turma:_________________ 27 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 185 ATIVIDADE 08- RELALTÓRIO EXPERIMENTO 06 – ESTUDO DO AMPERÍMETRO OBJETIVO: ____________________________________________________________ ______________________________________________________________________ PROCEDIMENTO: ________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ 1o Método – Substituição Por Resistência Equivalente Este método consiste em substituir um amperímetro em um circuito série por uma resistência equivalente sem alterar a corrente que circula pelo mesmo. Para isto são utilizados dois amperímetros em série: um cuja resistência interna será determinada e um outro que permite medir em cada instante a corrente, a qual deverá ser mantida constante. Procedimento Experimental: a) Coloque a década de resistências R1 (resistência variável) no seu valor máximo. b) Ajuste a fonte para fornecer uma tensão de 5V e não altere ao longo da experiência. c) Ajuste a década para que o amperímetro em estudo A1 indique indicada a corrente I indicada na tabela abaixo. Leia e anote, a corrente indicada pelo amperímetro A2. Esta corrente será chamadacorrente de referência Iref. d) Substitua o amperímetro em estudo A1 por outra década R2 inicialmente em seu valor máximo. 28 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 186 e) Ajuste então a década R2, reduzindo a resistência até que o amperímetro A2 indique novamente o valor de referência Iref. Quando isto acontecer o valor da resistência da década R2 será exatamente o valor da resistência interna do amperímetro em estudo. f) Anote o valor da resistência R2 na tabela abaixo. g) Repita os procedimentos dos itens a) até f) para as escalas de 0 - 10mA e 0 - 1mA 0 - 30mA 0 - 10mA 0 - 1mA I 20 mA 8 mA 0,8 mA Iref Ri = R2 2o Método – Resistência de Derivação Este método consiste em se fixar uma corrente determinada no amperímetro em estudo e colocar em paralelo com ele um resistor, chamado de “resistência de derivação” ou “resistência de shunt”, a qual provocará um desvio de corrente, reduzindo assim a corrente por ele indicada. Quando esta resistência de derivação for igual a resistência interna do amperímetro a corrente por ele indicada será exatamente a metade da original fixada. a) monte o mesmo circuito do procedimento anterior. b) Coloque a década de resistências R1 no seu valor máximo. c) Ajuste a fonte para fornecer uma tensão de 5V e não altere ao longo da experiência. d) Ajuste a década para que o amperímetro em estudo A1 indique sua corrente de fundo de escala. Leia e anote na tabela abaixo, a corrente indicada pelo amperímetro A2. Esta corrente será chamada corrente de referência Iref. e) Coloque em paralelo com o amperímetro A1 uma outra década R2 inicialmente em seu valor máximo. 29 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 187 f) Ajuste então a década R2, reduzindo a resistência até que o amperímetro A1 indique metade do valor de seu fundo de escala, sempre ajustando R1 para que o amperímetro de referencia A2 volte a indicar o valor Iref. Quando isto acontecer o valor da resistência da década R2 será exatamente o valor da resistência interna do amperímetro em estudo. g) Anote o valor da resistência R2 na tabela abaixo. h) Repita os procedimentos dos itens a) até g) para a escala de 0 - 10mA 0 - 30mA 0 - 10mA Iref Ri = R2 CONCLUSÃO 30 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 188 EXPERIÊNCIA 04 CONDUTORES FILIFORMES OBJETIVO Determinar o comportamento da resistência de condutores filiformes em função de suas dimensões (área de sua secção transversal e comprimento) bem como do material que o constitui. Esta resistência será determinada para diferentes diâmetros de fios e diferentes comprimentos. PROCEDIMENTO Aplicar uma diferença de potencial nas extremidades do fio analisado e medir a intensidade da corrente elétrica que se estabelece nesse fio. Como a relação entre a diferença de potencial e a intensidade de corrente expressa a resistência do condutor filiforme, este procedimento será utilizado para a determinação da resistência para diferentes diâmetros e diferentes comprimentos de fios. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA O mais comum dos bipolos utilizados é um simples fio. Todo circuito elétrico tem seus componentes interligados por eles e o material mais comumente empregado é o cobre. Outros materiais são também utilizados, como o alumínio ou uma liga de níquel e cromo (NiCr) utilizada em resistências de aquecimento (chuveiro, ferro de passar, etc.). Por esta razão é importante que se conheçam as propriedades dos fios condutores. Analisaremos a seguir, quais os fatores determinantes da resistência elétrica de um condutor metálico, isto é, quais grandezas físicas concorrem para a definição de sua resistência. Vamos considerar um condutor filiforme de área de secção transversal constante, constituído de um material homogêneo, como mostra a figura abaixo. Aplicando-se uma diferença de potencial nas extremidades A e B do condutor, este condutor será percorrido por uma corrente elétrica. A razão entre a diferença de potencial aplicada e a intensidade de corrente elétrica produzida fornece, segundo a Primeira Lei de Ohm, a resistência do condutor, isto é, I U R = Se considerarmos o mesmo condutor da figura, porém com um comprimento AB maior, e repetirmos o procedimento descrito acima, a experiência nos mostra que a resistência desse condutor será maior. A experiência nos mostra, ainda, que para um fio cujo comprimento é duas vezes maior teremos uma resistência duas vezes maior, para um fio de comprimento três vezes maior teremos uma resistência três vezes maior e assim sucessivamente. Esta constatação nos permite concluir que a resistência de um condutor é diretamente proporcional ao seu comprimento. �≈R Por outro lado, se o comprimento do fio for mantido constante e se a seção transversal do condutor sofrer variações, a experiência nos mostra que a resistência do condutor irá variar na razão inversa, ou seja, para um fio cuja área de seção transversal for duas vezes maior teremos uma 31 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 189 resistência duas vezes menor, para um fio de secção transversal três vezes maior teremos uma resistência três vezes menor e assim sucessivamente. Esta constatação nos permite concluir que a resistência do condutor é inversamente proporcional à seção transversal. S R 1 ≈ Portanto, para aumentarmos a resistência de um condutor filiforme podemos aumentar o seu comprimento ou diminuir a sua seção transversal (que é função do diâmetro do fio). Sendo assim, podemos escrever a seguinte expressão S R � ρ= onde ρρρρ é uma constante de proporcionalidade, denominada resistividade do material que constitui o condutor . A resistividade é uma propriedade do material, logo, cada condutor metálico possui uma resistividade ρρρρ própria do material que o constitui. A tabela abaixo apresenta alguns materiais e seus respectivos valores de resistividade ρρρρ a 20 ° C . Material Material ( 10 – 8 ΩΩΩΩ . m) Ponto de Fusão ( K ) Alumínio 2,8 823 Cobre 1,7 1356 Níquel- cromo 110 1773 Ouro 2,4 1336 Prata 1,6 1234 Tungstênio 4,9 3683 Devemos citar que a resistividade de um material varia com sua temperatura. Para variações de temperatura até cerca de 673 K (400°C), é possível admitir como linear a variação da resistividade com a variação da temperatura . ρρρρ = ρρρρ 20 [ 1 + αααα ( θθθθ – 20 °°°° C ) ] onde αααα é o coeficiente de temperatura da resistividade que também é uma característica de cada material. 32 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 190 PARTE PRÁTICA 1) Montar o circuito ao lado ajustando inicialmente a fonte para fornecer o menor potencial possível (0 V). Neste circuito, R é uma resistência de valor 47 Ω cujo objetivo é limitar a corrente no circuito e AB é um fio de Níquel-Cromo montado sobre uma prancha. Utilize neste primeiro procedimento o fio de menor diâmetro. 2) Ligar a fonte e cuidadosamente aumente a diferença de potencial por ela fornecida até que a corrente indicada pelo amperímetro seja próxima de 200mA. Esta corrente deverá ser mantida nesse valor durante toda a experiência.3) Medir agora a diferença de potencial entre o ponto A e um ponto C interno a AB. Faça medidas variando a distância conforme valores da tabela abaixo. Anote os valores de U na TABELA 1. TABELA 1 � (cm) U (V) I U R = (Ω) 10 20 30 40 50 60 70 80 90 3) Completar a tabela, calculando o valor da resistência (R) do fio para cada valor de �. 4) Construir o gráfico de R = f (�) (você deverá obter um comportamento linear que demonstra a proporcionalidade entre a resistência do resistor e seu comprimento). 5) Utilizando o mesmo circuito, utilize agora os quatro fios existentes na prancha e que apresentam diâmetros diferentes e mesmo comprimento de 1m. Os diâmetros dos fios estão indicados na tabela 2. 6) Para cada fio de diâmetro diferente ajuste o potencial da fonte para obter uma corrente de 200mA (que deve ser mantida durante todo o processo) e meça o potencial correspondente anotando na TABELA 2 os valores obtidos. � = 200 mA 33 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 191 TABELA 2 d (mm) S (mm2) U (V) I (mA) I U R = (Ω) R.S (Ω.mm2) 0,55 200 0,75 200 1,00 200 1,50 200 Lembrar que a área da secção reta do fio é dada por 2 2 . = d S π e completar a coluna correspondente aos valores de S na tabela 2. 7) Complete a tabela 2 calculando a resistência (R) de cada um dos fios, bem como o produto dessa resistência pela área da secção do fio (R.S). Observe que o produto R.S é constante, o que significa que R e S são inversamente proporcionais. Elabore uma segunda conclusão. 8) A partir dos dados obtidos anteriormente e anotados nas duas tabelas, determine a resistividade do fio de NiCr que foi utilizado. Para isto, copie para a tabela 3 os valores de R, � e S, fazendo a conversão para as unidades indicadas. Complete a tabela 3. TABELA 3 R (Ω) � ��(m)� S (m2) � SR . =ρ (Ω.m) Valor mais provável de ρ Observe que ρ é constante, independentemente da secção do fio. Esse valor constante é a resistividade do NiCr. Elabore uma terceira conclusão. ).( mNiCr Ω=ρ 34 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 192 RELATÓRIO DE FÍSICA GERAL E EXPERIMENTAL II ATIVIDADE 04 EXPERIMENTO 04 CONDUTORES FILIFORMES DATA DE EXECUÇÃO : ____/____/____ DATA DE ENTREGA : ____/____/____ NOTA: Nome:_________________________________________________ Nº Dia da semana da Turma:_________________ 35 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 193 ATIVIDADE 04 – EXERCÍCIOS PROPOSTOS EXPERIMENTO 04: CONDUTORES FILIFORMES 1) Um fio de níquel-cromo tem comprimento de 100 m e diâmetro de 0,5 mm. Determinar sua resistência. 2) A resistência elétrica de um fio é 60 Ω. Quando cortamos um pedaço de 3 m a sua resistência passa a ser 14 Ω. Qual o comprimento original do fio? 3) Um resistor em forma de fio tem resistência elétrica de 110 Ω. Se a ele for acrescentado um outro fio idêntico de 0,7 m de comprimento, sua resistência passa a ser 140 Ω. Qual o comprimento do resistor original? 4) Um tubo de magnésio de diâmetro interno 3 mm e externo 5mm, possui uma certa resistência por unidade de comprimento. Qual o diâmetro de um fio cilíndrico maciço que possui a mesma resistência por unidade de comprimento? 36 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 194 5) 10m de um fio de cobre, com secção circular, tem resistência de 0,30Ω. Calcule o diâmetro do fio. 6) Um tubo de aço, de 5m de comprimento, está submetido a uma tensão de 5V. Calcule a corrente que circulará pelo mesmo. Dados: Diâmetro externo do tubo = 5mm Diâmetro interno do tubo = 4mm m10.20 8 aço Ω=ρ − 37 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 195 RELATÓRIO DE FÍSICA GERAL E EXPERIMENTAL II ATIVIDADE 05 EXPERIMENTO 04 CONDUTORES FILIFORMES DATA DE EXECUÇÃO : ____/____/____ DATA DE ENTREGA : ____/____/____ NOTA: Nome:_______________________________________________ Nº Dia da semana da Turma:_________________ 38 EXPERIÊNCIA 04: CONDU OBJETIVO Determinar o comportamento da re de sua secção transversal e compri Esta resistência será determinada p PROCEDIMENTO Aplicar uma diferença de potencial elétrica que se estabelece nesse f corrente expressa a resistência do c da resistência para diferentes diâme FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA O mais comum dos bipolos utiliz componentes interligados por eles são também utilizados, como o alu em resistências de aquecimento (c se conheçam as propriedades dos f A seguir analisaremos quais os fato é, quais grandezas físicas concorre Vamos considerar um condutor fil material homogêneo, como mostra Fig Aplicando-se uma diferença de p percorrido por uma corrente elétrica A razão entre a diferença de pote fornece, de acordo com a Primeira L Se considerarmos o mesmo condut um comprimento AB maior, e repe resistência desse condutor será ma A experiência nos mostra, ainda, q resistência duas vezes maior, para vezes maior e assim sucessivamen Esta constatação nos permite conc ao seu comprimento. Por outro lado, se o material e o c transversal do condutor sofrer varia na razão inversa, ou seja, para um 2 UTORES FILIFORMES resistência de condutores filiformes em funçã rimento) bem como do material que o constitu para diferentes diâmetros de fios, diferentes c al nas extremidades do fio analisado e medi fio. Como a relação entre a diferença de po condutor filiforme, este procedimento será ut etros e diferentes comprimentos de fios. ilizados é um simples fio condutor. Todo s e o material mais comumente empregado é lumínio ou uma liga de níquel e cromo (NiCr) (chuveiro, ferro de passar roupas, etc.). Por e fios condutores. tores determinantes da resistência elétrica de rem para a definição de sua resistência. filiforme de área de secção transversal con a a figura abaixo. igura 1: Ilustração do condutor filiforme. potencial nas extremidades A e B do con ca. tencial (U) aplicada e a intensidade de cor Lei de Ohm, a resistência do condutor, isto é � � � � utor da figura (mesmo material e mesma secç etirmos o procedimento descrito acima, a ex aior. , que para um fio cujo comprimento é duas ra um fio de comprimento três vezes maior te nte. ncluir que: a resistência de um condutor é � ∝ � comprimento do fio condutor forem mantido iações, a experiência nos mostra que a resist m fio cuja área de secção transversal for duas ão de suas dimensões (área itui. s comprimentos e materiais. dir a intensidade da corrente potencial e a intensidade de utilizado para a determinação o circuito elétrico tem seus é o cobre. Outros materiais r) principalmente empregada esta razão é importante que de um condutor metálico, isto onstante, constituído de um ondutor, este condutor será orrente elétrica (i) produzida é, cção transversal), porém com xperiência nos mostra que a s vezes maiorteremos uma teremos uma resistência três é diretamente proporcional os constantes e se a seção istência do condutor irá variar as vezes maior teremos uma 39 3 resistência elétrica duas vezes menor; para um fio de secção transversal três vezes maior teremos uma resistência elétrica três vezes menor e assim sucessivamente. Esta constatação nos permite concluir que: a resistência do condutor é inversamente proporcional à seção transversal. � ∝ 1 � Portanto, para aumentarmos a resistência de um condutor filiforme podemos aumentar o seu comprimento ou diminuir a sua seção transversal (que é função do diâmetro do fio). Sendo assim, podemos escrever a seguinte expressão � � � � onde ρ é uma constante de proporcionalidade denominada resistividade do material, que depende do material que constitui o condutor e de sua temperatura. Ou seja, cada material condutor, em cada temperatura, apresenta valor próprio de resistividade. A tabela abaixo apresenta alguns materiais e seus respectivos valores de resistividade ρ a 20 °C. Material ρMaterial.10 -8 Ω.m Alumínio 2,8 Cobre 1,7 Níquel- Cromo 110 Ouro 2,4 Prata 1,6 Tungstênio 4,9 Como foi afirmado acima, a resistividade de um material varia com sua temperatura. Verifica-se que para variações de temperatura de até aproximadamente 673 K (400°C), a variação da resistividade de cada material é função linear da temperatura. � � °�[1 + ��� − 20 °��] onde α é o coeficiente de temperatura da resistividade que também é uma característica de cada material. 40 4 PARTE PRATICA Figura 2: Ilustração do equipamento a ser utilizado 1 – Painel com bornes interespaçados entre 0 e 100 mm contendo: � 1a - resistor (1) de fio resistivo com diâmetro de 0,32 mm; � 1b - resistor (2) de fio resistivo com diâmetro de 0,51 mm; � 1c - resistor (3) de fio resistivo com diâmetro de 0,72 mm; � 1d - resistor (4) de fio resistivo com diâmetro de 0,51 mm; � 1e - resistor (5) de fio resistivo com diâmetro de 0,52 mm; Composição dos resistores de fio. • Resistores 1, 2 e 3: 32% de Cr, 4,5% de Al e 73,5% de Fe • Resistor 4 80% de Ni e 20% de Cr. • Resistor 5: cobre. 1) Inicialmente selecionar o condutor filiforme (4) e montar o circuito ao lado ajustando inicialmente a fonte para fornecer a menor tensão elétrica possível (0 V). Neste circuito, R é uma resistência de valor 47 Ω cujo objetivo é limitar a corrente no circuito e AB em um fio montado sobre uma prancha. Figura 3: esquema experimental a ser montado. 2) Ligar a fonte e cuidadosamente aumentar a diferença de potencial fornecida até que a corrente indicada pelo amperímetro seja próxima de 250 mA. Essa intensidade correntedeverá ser mantida nesse valor durante toda a experiência. � � 250 �� � 0,25 � 41 6 Qual o aspecto das curvas obtidas? Qual a relação entre a resistência (R) do condutor e seu comprimento (l)? Como essa relação pode ser representada matematicamente? ESTUDO DA VARIAÇÃO DA RESISTÊNCIA DO CONDUTOR EM FUNÇÃO DA ÁREA DE SUA SECÇÃO TRANSVERSAL 7) Utilizando o mesmo circuito, utilizar agora os condutores filiformes da prancha numeradosde 1 a 3. De acordo com a especificação do fabricante eles são constituídos e uma mesma liga metálica composta de 22 % de Cr, 45,5 % de Al e 73,5 % de Fe apresentam diâmetro respectivamente: 0,32 mm, 0,51 mm e 0,72 mm e mesmo comprimento de 1,00 m. 8) Calcular a área da secção transversal (S) de cada fio (1, 2 e 3) e anotar o valor calculado na coluna 4 da TABELA 2. (Lembrar que a área da secção reta do fio é dada por� � !" # ) 9) Para cada fio (1, 2, e 3), de diâmetros diferentes, ajustar a tensão fornecida pela fonte para obter uma corrente elétrica de intensidade 200mA (quedeve ser mantida durante todo o processo). 10) Para cada condutor medir o valor dessa tensão elétrica que produz a corrente elétrica de intensidade 200 mA. Anotar cada um desses valores de tensão elétrica na coluna 5 da TABELA 2. 11) Anotar esse valor de intensidade de corrente elétrica na coluna 6 da TABELA 2. 12) Completar a TABELA 2 calculando a resistência elétrica (R) de cada um dos fios, bem como o produto dessa resistência pela área da secção do fio (R.S). TABELA 2 1 2 3 4 5 6 7 8 condutor d(mm) d(m) S(m2) U(V) I(A) � � � � �Ω� R.S(Ω.m2) 1 0,32 2 0,51 3 0,72 42 7 13) Observar que o produto R.S é constante para cada condutor, o que significa que R e S são inversamente proporcionais. Elaborar uma segunda conclusão. Qual a relação entre a resistência (R) do condutor e a área de sua secção transversal (S)? Como essa relação pode ser representada matematicamente? ESTUDO DA VARIAÇÃO DA RESISTÊNCIA DO CONDUTOR EM FUNÇÃO DE SUA COMPOSIÇÃO. 14) Transportar para a TABELA 3 os valores de R, l e S, fazendo a conversãopara as unidades do Sistema Internacional de Medidas, conforme indicado. 15) Calcular a resistividade de cada condutor e complete a TABELA 3. TABELA 3 16) Observaros valores obtidos para a resistividade do material que constitui o condutor. Avalor da resistividade do material que constitui os condutores 1, 2 e 3 (são constituídos de mesmo material) variade condutor para condutor, ou permanece constante? . CONCLUSÃO: Proponha uma expressão matemática que resuma o que foi constatado neste experimento. condutor R.S(Ω.m2) l(m) � �. � � �Ω.�� 1 1m 2 1m 3 1m 43 5 ESTUDO DA VARIAÇÃO DA RESISTÊNCIA DO CONDUTOR EM FUNÇÃO DE SEU COMPRIMENTO 3) Medir a diferença de potencial (U) entre o ponto A e um ponto C interno a AB. Faça medidas variando a distância conforme valores da tabela abaixo. Anote os valores de U na TABELA 1. 4) Completar a tabela, calculando o valor da resistência (R) do fio para cada comprimento de fio (l). 5) Repetir os procedimentos de 1 até 4 utilizando o condutor filiforme (5). TABELA 1 RESISTOR 4 RESISTOR 5 l (m) U (V) � � � � �Ω� U (V) � � � � �Ω� 0,25 0,50 0,75 1,00 6) Construir o gráfico de R= f (l) para cada um dos resistores da Tabela 1 (você deverá obter um comportamento linear que demonstra a proporcionalidade entre a resistência do resistor e seu comprimento). 44 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 199 EXPERIÊNCIA 05 PONTE DE WHEATSTONE Um problema comum que se encontra na vida diária é a determinação da resistência de um resistor. Lembremos que a resistência elétrica é uma característica dos bipolos lineares e, nesse tipo de bipolo vale a Lei de Ohm, ou seja, aplicando-se sobre ele uma diferença V de potencial aparece uma corrente I tal que I V R = Evidentemente essa equação pode ser utilizada para a determinação da resistência do resistor. Entretanto para que a resistência possa determinada com precisão é necessário que tanto V como I sejam determinados também com precisão, ou seja, são necessários instrumentos de qualidade, nem sempre disponíveis. Para contornar este problema foi desenvolvida uma técnica que permite determinar a resistência de um resistor a partir de resistores padrões e/ou de medidas puramente geométricas. Essas técnicas baseiam-se num circuito particular denominado ponte e que apresenta diversas variantes, a mais simples delas é a chamada Ponte de Wheatstone. A Ponte de Wheatstone é um circuito constituído de um arranjo de resistores possibilitando obter-se em um determinado ramo do circuito uma corrente nula (equilíbrio da ponte) . No circuito acima a ponte estará equilibrada quando i5 for igual a zero. Nesta situação temos: 4 4 3 3 2 2 1 1 2 2 2 1 1 1 4321 R V R V e R V R V R V ie R V i iieii == == == 45����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 200 4 4 3 42 2 1 2 4321 4 3 4 3 2 1 2 1 V R R .VV R R .V VVVV R R V V e R R V V +=+ +=+ == 4 3 2 1 42 R R R R :entãoVVcomo = = Se montarmos uma Ponte de Wheatstone com duas resistências de valores conhecidos e uma década resistiva (ou qualquer outro tipo de resistência variável ) é possível determinar o valor de uma quarta resistência da ponte. Exemplo: Sabe-se que a ponte abaixo esquematizada, está equilibrada quando o valor da resistência R é igual a 330Ω. Qual o valor da resistência Rx ? Resolução: 150 R.100 Rx )década( = 150 330x100 Rx = Ω= 220Rx 46 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 201 RELATÓRIO DE FÍSICA GERAL E EXPERIMENTAL II ATIVIDADE 06 EXPERIMENTO 05 PONTE DE WHEATSTONE DATA DE EXECUÇÃO : ____/____/____ DATA DE ENTREGA : ____/____/____ NOTA: Nome:_________________________________________________ Nº Dia da semana da Turma:_________________ 47 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 202 ATIVIDADE 06- RELATÓRIO EXPERIMENTO 05 – PONTE DE WHEATSTONE OBJETIVO: ____________________________________________________________ ______________________________________________________________________ PROCEDIMENTO: ________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ PARTE PRÁTICA PROCEDIMENTO: - Identifique o valor de Rx ( teórico ) através do código de cores; - Faça a medição de Rx com o ohmimetro; - Ajuste a década até obter uma corrente nula no amperímetro; - Calcule o valor da resistência com base na Ponte de Wheatstone 150 R.100 Rx )década( = 48 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 203 Rx ( teórico ) Rx ( ohmímetro ) R (década) Rx (experimental) 27 Ω 68 Ω 220 Ω 470 Ω 560 Ω - Para cada um dos valores obtidos, calcule o erro percentual entre os valores obtidos com o ohmímetro e os valores teóricos. Rx ( teórico ) Rx ( ohmímetro ) ε % 27 Ω 68 Ω 220 Ω 470 Ω 560 Ω - Para cada um dos valores obtidos, calcule o erro percentual entre os valores obtidos experimentalmente e os valores teóricos. Rx ( teórico ) Rx (experimental ) ε % 27 Ω 68 Ω 220 Ω 470 Ω 560 Ω CONCLUSÃO ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ 49 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 204 EXPERIÊNCIA 06 ASSOCIAÇÃO DE BIPOLOS ASSOCIAÇÃO EM PARALELO Quando dois bipolos são associados em paralelo, ficam submetidos a uma mesma tensão e a corrente total da associação será a soma algébrica das correntes nos bipolos, ou seja, i = i1 + i2 Para realizar a associação graficamente devemos pegar as distancias, na horizontal, do eixo vertical até a primeira curva e transportar para depois da segunda curva, obtendo assim os pontos que representam a associação. 50 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 205 ASSOCIAÇÃO EM SÉRIE Quando dois bipolos são associados em série, os dois serão percorridos pela mesma corrente e a tensão total da associação será a soma algébrica das tensões nos bipolos, ou seja, V = V1 + V2 . Para realizar a associação graficamente devemos pegar as distancias, na vertical, do eixo horizontal até a primeira curva e transportar para depois da segunda curva, obtendo assim os pontos que representam a associação. 51 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 206 EXERCÍCIOS 1) Determine a curva da associação representada abaixo. 52 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 207 2) Determine os valores de V e de i no circuito esquematizado abaixo. 53 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 208 3) Determine a curva da associação representada abaixo. Levantamento da curva do bipolo B1 V (V) 5 10 16 22 30 40 50 62 77 98 I (A) 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 54 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 209 4) Determine a curva da associação representada abaixo. 55 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 210 RESPOSTAS 1) 2) i = 5A e V = 110V 56 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 211 3) 4) 57 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 212 RELATÓRIO DE FÍSICA GERAL E EXPERIMENTAL II ATIVIDADE 07 EXPERIMENTO 06 ASSOCIAÇÃO DE BIPOLOS DATA DE EXECUÇÃO : ____/____/____ DATA DE ENTREGA : ____/____/____ NOTA: Nome:_________________________________________________ Nº Dia da semana da Turma:_________________ 58 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 213 ATIVIDADE 07- EXERCÍCIOS EXPERIMENTO 06– ASSOCIAÇÃO DE BIPOLOS 1) Determine a curva da associação em paralelo de B1 com B2. 59 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 214 2) Determine os valores (aproximados) de V e de i no circuito esquematizado abaixo. 60 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 215 3) Dada a curva da associação em série do bipolo B1 com a resistência de 5Ω . Determine a curva característica do bipolo B1. 61 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 216 RELATÓRIO DE FÍSICA GERAL E EXPERIMENTAL II ATIVIDADE 08 EXPERIMENTO 06 ASSOCIAÇÃO DE BIPOLOS DATA DE EXECUÇÃO : ____/____/____ DATA DE ENTREGA : ____/____/____ NOTA: Nome:_________________________________________________ Nº Dia da semana da Turma:_________________ 62 ����������� �� ��������������� �� ��������������� �� ��������������� �� ���� 217 ATIVIDADE 08- RELATÓRIO EXPERIMENTO 06 – ASSOCIAÇÃO DE BIPOLOS OBJETIVO: ____________________________________________________________