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SISTEMA DE ENSINO
DIREITO 
PREVIDENCIÁRIO
Dependentes do RGPS
Livro Eletrônico
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Dependentes do RGPS
DIREITO PREVIDENCIÁRIO
Bernardo Machado
Sumário
Apresentação .....................................................................................................................................................................3
Dependentes do RGPS ..................................................................................................................................................4
Introdução ............................................................................................................................................................................4
Rol de Dependentes do RGPS ...................................................................................................................................4
Menor Sob Guarda ...........................................................................................................................................................5
Regras Gerais .....................................................................................................................................................................9
Perda da Qualidade de Dependente .....................................................................................................................11
Inscrição dos Dependentes e Comprovação de Vínculo e Dependência Econômica...............14
Manutenção e Perda da Qualidade de Segurado .........................................................................................16
Introdução ..........................................................................................................................................................................16
Prazos ...................................................................................................................................................................................18
Perda da Qualidade de Segurado ..........................................................................................................................21
Carência .............................................................................................................................................................................. 22
Introdução ......................................................................................................................................................................... 22
Períodos de Carência ...................................................................................................................................................23
Perda da Qualidade do Segurado ........................................................................................................................26
Início da Contagem da Carência ............................................................................................................................ 28
Salário de Benefício .....................................................................................................................................................29
Observações ....................................................................................................................................................................32
Renda Mensal do Benefício .....................................................................................................................................33
Reajustamento e Pagamento do Benefício ....................................................................................................38
Resumo ................................................................................................................................................................................41
Questões de Concurso ...............................................................................................................................................48
Gabarito ..............................................................................................................................................................................58
Gabarito Comentado ................................................................................................................................................... 59
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Dependentes do RGPS
DIREITO PREVIDENCIÁRIO
Bernardo Machado
ApresentAção
Querido(a) aluno(a)! Na aula de hoje, inicia-se o tema “benefícios do RGPS”. Assim, estu-
da-se, inicialmente, a parte geral dos benefícios. Inicia-se o estudo abordando dependentes, 
manutenção e perda da qualidade de segurado, carência, salário de benefício, renda mensal do 
benefício e, por fim, reajustamento e pagamento dos benefícios previdenciários.
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Dependentes do RGPS
DIREITO PREVIDENCIÁRIO
Bernardo Machado
DEPENDENTES DO RGPS
Introdução
Os beneficiários do RGPS são as pessoas físicas que fazem jus a uma prestação previ-
denciária, seja essa prestação um benefício ou um serviço.
Os beneficiários, como gênero, têm como espécies os segurados e os seus dependentes.
Assim, já foram estudados os segurados do RGPS. Passa-se, a partir de agora, a estudar 
os dependentes do RGPS.
Para facilitar o estudo, seguem algumas dicas. Em relação a esse tema, deve-se estudar 
o rol de dependentes, as regras gerais atinentes aos dependentes, além da inscrição dos de-
pendentes. Inicia-se o estudo com o rol dos dependentes.
rol de dependentes do rGps
Os dependentes estão divididos em 3 classes. Dependentes da classe I, também conheci-
dos como dependentes preferenciais, além dos dependentes das classes II e III.
Portanto, são dependentes do RGPS:
Dependentes do 
RGPS
I- o cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho 
não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 anos
ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou 
mental ou deficiência grave
II – Pais
III – o irmão não emancipado, de qualquer condição, 
menor de 21 anos ou inválido ou que tenha deficiência
intelectual ou mental ou deficiência grave
Considera-se companheira ou companheiro a pessoa que mantenha união estável com o 
segurado ou segurada.
Considera-se união estável aquela configurada na convivência pública, contínua e dura-
doura entre o homem e a mulher, estabelecida com intenção de constituição de família.
Para que haja união estável não podem ocorrer às situações de impedimento para o casa-
mento, como, por exemplo, as pessoas serem casadas.
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Cabe ressaltar que não há óbice para que o companheiro(a) de pessoas casadas façam 
jus a benefícios previdenciários na condição de dependentes, desde que haja separação de 
fato ou judicial.
O que não é possível é que seja considerada a concubina (amante) como dependente do 
RGPS, tendo em vista a existência de impedimento para o casamento, o que não possibilita a 
condição de união estável.
Em face dos julgamentosConsu-
midor – INPC, referente ao período decorrido a partir da primeira competência do salário de 
contribuição que compõe o período básico de cálculo até o mês anterior ao do início do bene-
fício, de modo a preservar o seu valor real.
Para fins de apuração do salário de benefício de qualquer aposentadoria precedida de 
auxílio-acidente, o valor mensal deste será somado ao salário de contribuição, não podendo 
o total apurado ser superior ao limite máximo do salário de contribuição.
Para entender o cálculo de qualquer aposentadoria precedida de auxílio-acidente, é neces-
sário entender o auxílio-acidente.
O auxílio-acidente é concedido, como indenização, ao segurado empregado, inclusive o 
doméstico, trabalhador avulso e segurado especial quando, após a consolidação das lesões 
decorrentes de acidente de qualquer natureza, resultar sequela definitiva.
Assim, o auxílio-acidente não é benefício por incapacidade, tendo em vista que o segurado 
retorna à atividade. Entretanto, tendo em vista a sequela consolidada cumulada com a redução 
da capacidade laborativa, o segurado é indenizado pela previdência social.
Perceba, portanto, que o segurado recebe remuneração pelo exercício da atividade e, ao 
mesmo tempo, recebe o auxílio-acidente da previdência social, fazendo com que, no futuro, o 
cálculo da sua aposentadoria precedida de auxílio-acidente leve em consideração o salário de 
contribuição referente a remuneração auferida no exercício da atividade e o valor do auxílio-a-
cidente, o qual entra no cálculo “como se fosse” salário de contribuição.
Visualiza-se o explicado por meio de um esquema ilustrativo.
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Por fim, cabe a ressalva que, com a publicação da MP n. 664, de 30 de dezembro de 2014, 
convertida na Lei n. 13.135/15, foi inserido o § 10 no art. 29 da Lei n. 8.213/91, determinan-
do que o auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença) não poderá exceder a 
média aritmética simples dos últimos doze salários de contribuição, inclusive no caso de re-
muneração variável, ou, se não alcançado o número de doze, a média aritmética simples dos 
salários de contribuição existentes.
rendA MensAl do benefícIo
A renda mensal do benefício é o valor efetivamente pago ao segurado. Ou seja, os benefí-
cios, quando calculados pelo salário de benefício, têm a incidência de um percentual, consti-
tuindo, assim, a renda mensal do benefício.
Portanto, estudam-se quais são os percentuais aplicados ao salário de benefício para cada 
benefício, cujo cálculo é feito utilizando a citada base de cálculo.
A renda mensal dos benefícios, cujo cálculo não é feito com base no salário de benefício, 
será estudada durante a explicação do benefício em si.
A renda mensal do benefício de prestação continuada será calculada aplicando-se sobre 
o salário de benefício os seguintes percentuais:
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Renda 
Mensal do 
Benefício
Aposentadoria programada 
60% x SB + 2% para cada 
ano que exceder o tempo de 
20 anos, no caso do homem, 
ou 15 anos, no caso da 
mulher
Aposentadoria especial
60% x SB + 2% para cada 
ano que exceder o tempo de 
20 anos, no caso do homem, 
ou 15 anos, no caso da 
mulher ou agente nocivo que 
permita aposentar após 15 
anos de exposição
Aposentadoria por 
incapacidade permanente 
(antiga aposentadoria por 
invalidez)
60% x SB + 2% para cada 
ano que exceder o tempo de 
20 anos, no caso do homem, 
ou 15 anos, no caso da 
mulher
Aposentadoria por 
incapacidade permanente 
(antiga aposentadoria por 
invalidez), quando 
decorrente de acidente de 
trabalho, de doença 
profissional e de doença do 
trabalho.
100% x SB
Aposentadoria por idade do 
trabalhador rural
70% x SB + 1% para cada 
ano de contribuição
Auxílio por incapacidade 
temporária (antigo auxílio-
doença)
91% x SB
Auxílio-acidente 50% x SB
Em relação aos percentuais a serem aplicados aos salários de benefícios, no intuito de 
se chegar ao valor da renda mensal do respectivo benefício, antes deve-se explicar uma regra 
básica em relação aos benefícios previdenciários, a qual segue abaixo.
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A renda mensal do benefício de prestação continuada que substituir o salário de contri-
buição ou o rendimento do trabalho do segurado não terá valor inferior ao do salário mínimo 
nem superior ao limite máximo do salário de contribuição, exceto a aposentadoria por inca-
pacidade permanente (antiga aposentadoria por invalidez) quando o segurado necessitar da 
assistência permanente de outra pessoa (acréscimo de 25% do valor benefício) e o salário-
-maternidade para as seguradas(os) empregada(o) e trabalhadora(or) avulsa(o).
Conclui-se, portanto, que o benefício previdenciário quanto a sua natureza pode ser en-
quadrado como benefício remuneratório, também conhecido como benefício substituidor, ou 
benefício indenizatório, também conhecido como benefício complementar.
Os benefícios remuneratórios (substituidores) são aqueles que visam substituir a remune-
ração do segurado. Portanto, não podem ser inferiores a 1 salário mínimo.
Já os benefícios indenizatórios (complementares) são aqueles que visam complementar 
a remuneração do segurado. Portanto, podem ser inferiores a 1 salário mínimo.
Benefícios 
quanto à sua 
natureza
Remuneratórios 
(substituidores)
Visam substituir a remuneração 
do segurado. Portanto, não 
podem ser inferiores a 1 
salário mínimo.
Indenizatórios
(complementares)
Visam complementar a 
remuneração do segurado. 
Portanto, podem ser inferiores 
a 1 salário mínimo.
Só existem 2 benefícios indenizatórios (complementares) que são o auxílio-acidente e o 
salário-família. Todos os demais benefícios são remuneratórios.
Uma vez estudada a classificação dos benefícios quanto a sua natureza, volta-se a estudar 
os percentuais a serem aplicados ao salário de benefício.
Em relação as aposentadorias programáveis (aposentadoria programada e aposentado-
ria especial), exceto a aposentadoria por idade do trabalhador rural, uma vez preenchidos os 
requisitos para a concessão dos citados benefícios, o percentual a ser aplicado ao salário de 
benefício é de 60%, com acréscimo de 2 pontos percentuais para cada ano de contribuição que 
exceder o tempo de 20 anos de contribuição, no caso do homem, e 15 anos de contribuição, no 
caso da mulher e no caso da aposentadoria especial, cujo agente nocivo permita a concessão 
do benefício após 15 anos de efetiva exposição.
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EXEMPLO
Assim, imagine um segurado que possua 65 anosde idade, 30 anos de tempo de contribuição 
e a carência necessária para fins de concessão da sua aposentadoria programada.
Nesse caso, a renda mensal da sua aposentadoria programada será de 80 % do salário de 
benefício (60% do SB + 2% por ano que ultrapassar os 20 anos, ou seja, (60% + 2% x 10) x SB 
= 80% x SB.
Imaginando que o salário de benefício seja no valor de R$ 3.000,00, a renda mensal do benefí-
cio será de R$ 2.400,00. Demonstra-se o cálculo!
• Idade = 65 anos; TC = 30 anos; Carência = OK; SB = R$ 3.000,00
• RMB = [60% + 2% por ano que ultrapassar os 20 anos] x SB
• RMB = [60% + 2% x 10] x R$ 3.000,00
• RMB = 80% x R$ 3.000,00 = R$ 2.400,00
EXEMPLO
Agora, imagine um segurado que possua 65 anos de idade, 35 anos de tempo de contribuição 
e a carência necessária para fins de concessão da sua aposentadoria programada.
Nesse caso, a renda mensal da sua aposentadoria programada será de 90 % do salário de 
benefício (60% do SB + 2% por ano que ultrapassar os 20 anos, ou seja, (60% + 2% x 10) x SB 
= 90% x SB.
Imaginando que o salário de benefício seja no valor de R$ 3.000,00, a renda mensal do benefí-
cio será de R$ 2.700,00. Demonstra-se o cálculo!
• Idade = 65 anos; TC = 35 anos; Carência = OK; SB = R$ 3.000,00
• RMB = [60% + 2% por ano que ultrapassar os 20 anos] x SB
• RMB = [60% + 2% x 15] x R$ 3.000,00
• RMB = 90% x R$ 3.000,00 = R$ 2.700,00
E se, nos exemplos citados, o salário de benefício calculado for no valor de 1 salário mínimo? 
Aplicam-se os percentuais de 80% ou 90%, respectivamente?
Não, tendo em vista que as aposentadorias programáveis são benefícios remuneratórios. 
Portanto, não podem ser inferiores a um salário mínimo.
Essa mesma regra se aplica a aposentadoria por incapacidade permanente (antiga apo-
sentadoria por invalidez), salvo quando esta é decorrente de acidente de trabalho, de doença 
profissional e de doença do trabalho. Nessa situação, a renda mensal do benefício consiste em 
100% do salário de benefício.
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No caso da aposentadoria por idade do trabalhador rural, não houve mudança na renda 
mensal do benefício com a recente reforma da previdência social (EC n. 103/19), salvo em 
relação à redação da regra. Portanto, nesse caso, o percentual a ser aplicado ao salário de 
benefício é de 70%, com acréscimo de 1% para cada ano de contribuição.
A ressalva da redação se deve ao fato de que a renda mensal do benefício aposentadoria 
por idade estava prevista no art. 39, II do RPS, o qual previa o percentual de 70% a ser aplicado 
sobre o salário de benefício, mais 1% a cada grupo de 12 contribuições mensais, até o máximo 
de 30%, ou seja, não podendo ultrapassar 100% do salário de benefício.
Atualmente, a renda mensal da aposentadoria por idade do trabalhador rural está prevista 
no art. 56, § 2º do RPS, o qual determina, conforme já mencionado, o percentual de 70% a ser 
aplicado sobre o salário de benefício, com acréscimo de 1% para cada ano de contribuição.
EXEMPLO
Imagine um caso prático! Imagine um segurado empregado rural, com 65 anos de idade, 240 
contribuições mensais vertidas e salário de benefício de R$ 2.000,00. Pergunta: qual será a 
renda mensal do benefício? Resposta: R$ 1.800,00! Como se chegou a esse valor? É simples! 
Demonstra-se o cálculo!
• Idade = 65 anos; TC = 20 anos; Carência = OK; SB = R$ 2.000,00
• RMB = [70% + 1% para cada ano de contribuição] x SB
• RMB = [70% + 1% x 20] x R$ 2.000,00
• RMB = 90% x R$ 2.000,00 = R$ 1.800,00
Como visto, em relação ao auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença), o 
percentual a ser aplicado ao salário de benefício é de 91%.
E se o salário de benefício calculado for no valor de 1 salário mínimo? Aplica-se o percen-
tual de 91%?
Não, tendo em vista que o auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença) é 
benefício remuneratório. Portanto, não pode ser inferior a um salário mínimo, salvo no caso do 
exercício do segurado de atividades concomitantes, onde a incapacidade ocorre em relação a 
apenas uma atividade. Nessa situação, o valor do auxílio por incapacidade temporária (antigo 
auxílio-doença) poderá ser inferior ao salário mínimo desde que somado às demais remunera-
ções recebidas resultar valor superior a este.
Em relação ao auxílio-acidente, o percentual a ser aplicado ao salário de benefício é de 50%.
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E se o salário de benefício calculado for no valor de 1 salário mínimo? Aplica-se o percen-
tual de 50%?
Sim, tendo em vista que o auxílio-acidente é benefício indenizatório. Portanto, pode ser 
inferior a um salário mínimo.
Por fim, algumas observações são necessárias.
No caso de segurado empregado, inclusive o doméstico, e de trabalhador avulso que te-
nham cumprido todas as condições para a concessão do benefício pleiteado, mas não possam 
comprovar o valor de seus salários de contribuição no período básico de cálculo, será conce-
dido o benefício de valor mínimo, devendo esta renda ser recalculada quando da apresentação 
de prova dos salários de contribuição.
Após a cessação do auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença) decorren-
te de acidente de qualquer natureza ou causa, tendo o segurado retornado ou não ao trabalho, 
se houver agravamento ou sequela que resulte na reabertura do benefício, a renda mensal será 
igual a 91% do salário de benefício do auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doen-
ça) cessado, corrigido até o mês anterior ao da reabertura do benefício, pelos mesmos índices 
de correção dos benefícios em geral.
reAjustAMento e pAGAMento do benefícIo
Os valores dos benefícios em manutenção serão reajustados, na mesma data de reajus-
te do salário mínimo, pro rata, de acordo com suas respectivas datas de início ou do último 
reajustamento, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC, apurado pela 
Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.
Os benefícios com renda mensal superior a 1 salário mínimo serão pagos do 1º ao 5º dia 
útil do mês subsequente ao de sua competência, observada a distribuição proporcional do 
número de beneficiários por dia de pagamento.
EXEMPLO
Visualiza-se o explicado por meio de um esquema ilustrativo. Imagine um benefício de aposen-
tadoria no valor de R$ 2.000,00 referente ao mês de agosto. Esse benefício é pago do 1º ao 5º 
dia útil do mês de setembro.
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Os benefícios com renda mensal no valor de até 1 salário mínimo serão pagos no período 
compreendido entre o 5º dia útil que anteceder o final do mês de sua competência e o 5º dia útil do 
mês subsequente, observada a distribuição proporcional dos beneficiários por dia de pagamento.
EXEMPLO
Visualiza-se o explicado por meio de um esquema ilustrativo. Imagine um benefício de aposen-
tadoria no valor de 1 salário mínimo referente ao mês de agosto. Esse benefício é pago do 5º 
dia útil que anteceder ofinal do mês de sua competência e o 5º dia útil do mês subsequente.
Reajuste do 
benefício
Data Mesma data do reajuste do salário mínimo
Índice Índice Nacional de Preço ao Consumidor – INPC
Pagamento
do benefício
Benefício superior
a 1 salário mínimo
Do 1º ao 5º dia útil do mês 
subsequente ao de sua competência
Benefício até 1 
salário mínimo
Do 5º dia útil que anteceder o final do 
mês de sua competência e o 5º dia útil
do mês subsequente
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004. (CESGRANRIO/INSS/2005/TÉCNICO DO SEGURO SOCIAL) O artigo 201, parágrafo 3º da 
Constituição Federal de 1988 assim dispõe: “É assegurado o reajustamento dos benefícios para 
preservar-lhes, em caráter permanente, o valor real, conforme critérios definidos em lei”. Tal dis-
positivo disciplina a manutenção do valor real dos benefícios previdenciários, que consiste em:
a) assegurar reajustamento de modo que a renda mensal seja equivalente ao número de salá-
rios mínimos da renda mensal inicial, na data de início do benefício.
b) reajustar o benefício de acordo com a variação inflacionária, de modo a evitar diminuição 
injusta do seu poder de compra, variação esta que será fixada em lei.
c) corrigir, monetariamente, todos os salários de contribuição considerados no cálculo do benefício.
d) adotar critérios de reajustamento dos benefícios previdenciários fixados anualmente pelo 
Poder Judiciário.
e) aplicar o mesmo índice de reajustamento vigente na data de início do benefício a todo o 
período de reajuste, durante a existência do benefício.
O intuito do reajustamento do benefício previdenciário é manter o seu valor real, conforme 
índice fixado na lei. Atualmente, o índice utilizado para o reajuste dos benefícios previden-
ciários é o INPC.
Letra b.
Chegamos ao fim da parte teórica da nossa aula. Faça com atenção os exercícios propos-
tos, pois são uma ferramenta valiosa para a fixação do conteúdo. Bons estudos e até a nossa 
próxima aula.
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RESUMO
• São dependentes do RGPS:
Dependentes do 
RGPS
I- o cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho 
não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 anos
ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou 
mental ou deficiência grave
II – Pais
III – o irmão não emancipado, de qualquer condição, 
menor de 21 anos ou inválido ou que tenha deficiência
intelectual ou mental ou deficiência grave
• Regra aplicáveis aos dependentes do RGPS:
Regras aplicáveis aos 
dependentes
A existência de dependente de qualquer das 
classes exclui do direito às prestações os das 
classes seguintes
Os dependentes de uma mesma classe concorrem 
em igualdade de condições
A dependência econômica dos dependentes da 
classe I é presumida, salvo os equiparados aos 
filhos (menor tutelado e o enteado), enquanto 
que a dependência econômica dos dependentes 
das classes II e III deve ser comprovada
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• Perda da Qualidade de Dependente:
Perda da 
qualidade de 
dependente
Cônjuge
Separação judicial ou divórcio, enquanto 
não lhe for assegurada a prestação de 
alimentos, pela anulação do casamento, 
pelo óbito ou por sentença judicial 
transitada em julgado ou pelo decurso 
do prazo de recebimento da pensão por 
morte, nos termos do art. 77, §2º, V da 
Lei n. 8.213/91
Companheiro
(a)
Cessação da união estável com o 
segurado ou segurada, enquanto não lhe 
for garantida a prestação de alimentos, 
ou pelo decurso do prazo de 
recebimento da pensão por morte, nos 
termos do art. 77, §2º, V da Lei n. 
8.213/91
Filho/Equiparado 
e Irmão
Ao completarem 21 anos de idade, ou 
em outras hipóteses, desde que essas 
hipóteses ocorram antes dos 21 anos de 
idade
Dependentes em 
Geral
Cessação da invalidez ou da deficiência 
intelectual, mental ou grave; ou
Falecimento
• A inscrição do dependente do segurado é feita pelo próprio quando do requerimento do 
benefício a que tiver direito.
• Quando for necessária a comprovação de vínculo e dependência econômica, exige-se 
a apresentação de, no mínimo, 2 documentos.
• Mantém a qualidade de segurado, independentemente de contribuições (período de graça):
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Mantém a 
qualidade de 
segurado
Sem prazo
Quem está em gozo de benefício, 
exceto na hipótese de auxílio-
acidente
Até 12 meses
Após a cessação de benefício por 
incapacidade ou das contribuições
Após cessar a segregação, o 
segurado acometido de doença de 
segregação compulsória
Após o livramento, o segurado 
detido ou recluso
Até 3 meses
Após o licenciamento, o segurado 
incorporado às Forças Armadas 
para prestar serviço militar
Até 6 meses Após a cessação das contribuições, 
o segurado facultativo
• O prazo do item II será prorrogado para até 24 meses, se o segurado já tiver pago mais de 
120 contribuições mensais sem interrupção que acarrete a perda da qualidade de segurado.
• Tal prazo ainda poderá ser acrescido de 12 meses para o segurado desempregado, desde 
que comprovada essa situação por registro no órgão próprio do Ministério do Trabalho.
• O reconhecimento da perda da qualidade de segurado no termo final dos prazos ocor-
rerá no dia seguinte ao do vencimento da contribuição do contribuinte individual relati-
va ao mês imediatamente posterior ao término daqueles prazos.
• Período de carência é o tempo correspondente ao número mínimo de contribuições men-
sais indispensáveis para que o beneficiário faça jus ao benefício, consideradas as compe-
tências cujo salário de contribuição seja igual ou superior ao seu limite mínimo mensal.
• O conceito de carência para o segurado especial não são contribuições mensais ver-
tidas para o sistema, mas o tempo mínimo de efetivo exercício de atividade rural, 
ainda que de forma descontínua, igual ao número de meses necessário à concessão 
do benefício requerido.
• Benefícios que exigem carência para a sua concessão:
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• Na hipótese de perda da qualidade de segurado, para fins da concessão dos benefícios 
de auxílio por incapacidade temporária, de aposentadoria por incapacidade permanente, 
de salário-maternidade e de auxílio-reclusão, as contribuições anterioresà perda so-
mente serão computadas para fins de carência depois que o segurado contar, a partir da 
nova filiação ao RGPS, com metade dos períodos de carência exigidos pela legislação 
previdenciária.
• O período de carência é contado:
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Início da 
contagem da 
carência
Segurado empregado, 
inclusive o doméstico (a 
partir de 06/2015), 
trabalhador avulso e CI, 
que presta serviço para 
empresa, a partir de 
04/2003
Da data da filiação ao 
RGPS
Demais segurados
Da data do efetivo 
recolhimento da 1ª 
contribuição sem atraso
• O salário de benefício consiste:
Salário de 
Benefício
- Aposentadorias 
programáveis
– Aposentadoria por 
incapacidade permanente 
(antiga aposentadoria 
por invalidez)
- Auxílio por 
incapacidade temporária 
(antigo auxílio-doença)
- Auxílio-acidente
Média aritmética simples dos 
salários de contribuição,
atualizados monetariamente, 
correspondentes a 100% do 
período contributivo desde a 
competência julho de 1994 ou 
desde o início da contribuição, 
se posterior àquela competência.
• O valor do salário de benefício não será inferior ao de um salário mínimo, nem superior 
ao limite máximo do salário de contribuição na data de início do benefício.
• Todos os salários de contribuição utilizados no cálculo do salário de benefício serão 
corrigidos, mês a mês, de acordo com a variação integral do Índice Nacional de Preço 
ao Consumidor – INPC, referente ao período decorrido a partir da primeira competência 
do salário de contribuição que compõe o período básico de cálculo até o mês anterior 
ao do início do benefício, de modo a preservar o seu valor real.
• Para fins de apuração do salário de benefício de qualquer aposentadoria precedida de 
auxílio-acidente, o valor mensal deste será somado ao salário de contribuição, não po-
dendo o total apurado ser superior ao limite máximo do salário de contribuição.
• O auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença) não poderá exceder a 
média aritmética simples dos últimos doze salários de contribuição, inclusive no caso 
de remuneração variável, ou, se não alcançado o número de doze, a média aritmética 
simples dos salários de contribuição existentes.
• A renda mensal do benefício de prestação continuada será calculada aplicando-se sobre 
o salário de benefício os seguintes percentuais:
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Renda 
Mensal do 
Benefício
Aposentadoria programada 
60% x SB + 2% para cada 
ano que exceder o tempo de 
20 anos, no caso do homem, 
ou 15 anos, no caso da 
mulher
Aposentadoria especial
60% x SB + 2% para cada 
ano que exceder o tempo de 
20 anos, no caso do homem, 
ou 15 anos, no caso da 
mulher ou agente nocivo que 
permita aposentar após 15 
anos de exposição
Aposentadoria por 
incapacidade permanente 
(antiga aposentadoria por 
invalidez)
60% x SB + 2% para cada 
ano que exceder o tempo de 
20 anos, no caso do homem, 
ou 15 anos, no caso da 
mulher
Aposentadoria por 
incapacidade permanente 
(antiga aposentadoria por 
invalidez), quando 
decorrente de acidente de 
trabalho, de doença 
profissional e de doença do 
trabalho.
100% x SB
Aposentadoria por idade do 
trabalhador rural
70% x SB + 1% para cada 
ano de contribuição
Auxílio por incapacidade 
temporária (antigo auxílio-
doença)
91% x SB
Auxílio-acidente 50% x SB
• A renda mensal do benefício de prestação continuada que substituir o salário de 
contribuição ou o rendimento do trabalho do segurado não terá valor inferior ao do 
salário mínimo nem superior ao limite máximo do salário de contribuição, exceto a 
aposentadoria por incapacidade permanente (antiga aposentadoria por invalidez) 
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DIREITO PREVIDENCIÁRIO
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quando o segurado necessitar da assistência permanente de outra pessoa (acrés-
cimo de 25% do valor benefício) e o salário-maternidade para as seguradas(os) 
empregada(o) e trabalhadora(or) avulsa(o).
• Os valores dos benefícios em manutenção serão reajustados, na mesma data de rea-
juste do salário mínimo, pro rata, de acordo com suas respectivas datas de início ou do 
último reajustamento, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC, 
apurado pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.
• Os benefícios com renda mensal superior a 1 salário mínimo serão pagos do 1º ao 5º 
dia útil do mês subsequente ao de sua competência, observada a distribuição propor-
cional do número de beneficiários por dia de pagamento.
• Os benefícios com renda mensal no valor de até 1 salário mínimo serão pagos no 
período compreendido entre o 5º dia útil que anteceder o final do mês de sua compe-
tência e o 5º dia útil do mês subsequente, observada a distribuição proporcional dos 
beneficiários por dia de pagamento.
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DIREITO PREVIDENCIÁRIO
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QUESTÕES DE CONCURSO
Uma instituição do terceiro setor realizou, em determinada comunidade carente de um muni-
cípio de médio porte, serviços essenciais gratuitos na área de cidadania, saúde e educação.
A seguir são apresentadas informações de alguns contribuintes da previdência social que par-
ticiparam da ação em busca de orientações previdenciárias.
Josefa, cinquenta e um anos de idade, presta serviço em caráter não eventual, em propriedade 
rural e recebe por mês R$ 1.200. Reside com o esposo Henrique, de cinquenta e quatro anos 
de idade e trabalhador informal na construção civil, com seu genitor José, de oitenta anos de 
idade, e com os dois filhos do casal, Miguel, de dezenove anos de idade e estudante, e Manoel, 
de vinte e três anos de idade, que está desempregado.
Cleber, quarenta e oito anos de idade, casado, tem três filhos e é empregado de uma sociedade 
anônima, na qual ocupa o cargo de diretor.
Maura, quarenta e cinco anos de idade, solteira, desenvolve atividade remunerada como síndi-
ca do prédio onde reside.
Amélia, trinta e nove anos de idade, casada, sem filhos, presta serviço de natureza contínua, 
em atividades sem fins lucrativos, à família de Cleber.
Samuel, cinquenta e cinco anos de idade, solteiro, sem filhos, ministro de congregação religiosa.
001. (CESPE/CEBRASPE/MPE-CE/2020/ANALISTA MINISTERIAL – SERVIÇO SOCIAL) Para 
fins previdenciários, no que tange à dependência econômica da família de Josefa, a dependência 
do seu genitor é presumida, ao passo que a do seu cônjuge deve ser comprovada.
002. (CESPE/CEBRASPE/MPE-CE/2020/ANALISTA MINISTERIAL – SERVIÇO SOCIAL) O com-
panheiro de Josefa, Henrique, e seu filho, Miguel, são beneficiários do regime geral de previdência 
social, na condição dedependentes dela.
003. (CESPE/CEBRASPE/PREFEITURA DE CAMPO GRANDE-MS/2019/PROCURADOR MU-
NICIPAL) Os irmãos Fátima e Ronaldo, plenamente capazes e sem nenhuma deficiência física, 
intelectual ou mental, possuem as seguintes características: ambos se enquadram em famí-
lias de baixa renda; Fátima tem trinta anos de idade e Ronaldo, trinta e cinco anos de idade; 
Fátima não tem renda própria, dedica-se exclusivamente ao trabalho doméstico no âmbito de 
sua residência e contribui para a previdência social na qualidade de segurada facultativa; Ro-
naldo contribui como segurado trabalhador avulso.
A partir dessa situação hipotética, julgue o item seguinte.
Fátima e Ronaldo não preenchem os requisitos para serem dependentes previdenciários um do outro.
004. (CESPE/CEBRASPE/SLU-DF/2019/ANALISTA DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS – 
SERVIÇO SOCIAL) Antônio, de sessenta e três anos de idade, empregado celetista no cargo de 
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DIREITO PREVIDENCIÁRIO
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auxiliar de serviços gerais havia dez anos em uma empresa de limpeza urbana, compareceu ao 
serviço de emergência de um hospital público, queixando-se de fortes dores de cabeça. Após 
primeiro atendimento médico, ele foi encaminhado para internação, sem previsão de alta, para 
investigação da causa das dores. Antônio é casado com Maria, de quarenta e cinco anos de 
idade, com a qual tem dois filhos menores de idade. Maria está desempregada e nunca con-
tribuiu para a previdência social. Apreensiva pela possibilidade de Antônio não poder retornar 
ao trabalho, Maria buscou orientação no serviço social do hospital a respeito dos direitos de 
Antônio e dos meios de exercê-los.
A partir dessa situação hipotética, julgue o item subsecutivo, tendo como referência a Lei Or-
gânica da Seguridade Social (Lei n. 8.212/1991), os planos de benefícios da previdência social 
(Lei n. 8.213/1991) e o Estatuto do Idoso (Lei n. 10.741/2003).
Para fins previdenciários, a dependência econômica de Maria e de seus filhos com Antônio 
deve ser comprovada.
005. (CESPE/PGM/JOÃO PESSOA-PB/2018/PROCURADOR DO MUNICÍPIO) À luz da Lei n. 
8.213/1991, é(são) dependente(s) do segurado do regime geral de previdência social
a) os pais, desde que com idade superior a sessenta anos.
b) o irmão não emancipado e menor de vinte e quatro anos de idade.
c) a companheira ou o companheiro, desde que em união estável há mais de dois anos.
d) o filho não emancipado e menor de vinte e quatro anos de idade.
e) os pais, em qualquer idade.
006. (CESPE/STJ/2018/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA) A respeito do regime 
geral da previdência social (RGPS), julgue o item que se segue, considerando a jurisprudência 
dos tribunais superiores.
Os genitores de segurado do RGPS serão seus dependentes independentemente de comprova-
ção da dependência econômica.
007. (CESPE/TRT – 7ª REGIÃO (CE)/2017/ANALISTA JUDICIÁRIO – OFICIAL DE JUSTIÇA 
AVALIADOR FEDERAL) João, segurado obrigatório no RGPS, é casado com Fabiana, pelo regi-
me da separação total de bens, com quem tem dois filhos, Marcos, de dezesseis anos de idade, 
e Felipe, de vinte e cinco anos de idade, portador de deficiência mental grave desde criança.
Nessa situação hipotética, à luz da Lei n. 8.213/1991, considera(m)-se dependente(s) previ-
denciário(s) de João
a) Marcos e Felipe, somente.
b) Felipe, somente.
c) Fabiana, somente.
d) Fabiana, Marcos e Felipe.
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DIREITO PREVIDENCIÁRIO
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008. (CESPE/DPU/2017/DEFENSOR PÚBLICO DA UNIÃO) A respeito da condição de segu-
rados e dependentes no RGPS e da fonte de custeio desse regime, julgue o item subsequente.
Para efeito de concessão de benefício aos dependentes, a dependência econômica dos geni-
tores do segurado é considerada presumida.
009. (CESPE/TCE-PE/2017/AUDITOR DE CONTROLE EXTERNO – AUDITORIA DE CONTAS 
PÚBLICAS) Acerca da filiação, acumulação de benefício e regimes próprios de previdência 
social, julgue o item a seguir.
O adolescente que estiver sob dependência econômica da madrasta, segurada do RGPS, pode-
rá ser inscrito no INSS como dependente desta.
010. (CESPE/SEDF/2017/ANALISTA DE GESTÃO EDUCACIONAL – DIREITO E LEGISLA-
ÇÃO) Relativamente a segurados, cumulação de benefícios e previdência complementar, 
julgue o item a seguir.
Entende-se como companheiro ou companheira para efeito de proteção previdenciária a pes-
soa com quem o segurado mantém união estável por período superior a cinco anos, indepen-
dentemente da existência de prole em comum.
011. (CESPE/TCE-SC/2016/AUDITOR FISCAL DE CONTROLE EXTERNO – DIREITO) A segu-
ridade social compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa dos poderes públicos e 
da sociedade, destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde, à previdência e à assistên-
cia social. Acerca da seguridade social, julgue o item subsequente.
O STF reconhece a união homoafetiva como entidade familiar e, consequentemente, assegura 
ao(à) companheiro(a) da pessoa segurada a qualidade de dependente para fins previdenciários.
012. (CESPE/CGE-PI/2015/AUDITOR GOVERNAMENTAL – CONHECIMENTOS BÁSICOS) A 
respeito do regime geral de previdência social, julgue o item a seguir.
A dependência econômica do irmão menor de vinte e um anos de idade na condição de depen-
dente do segurado é presumida para fins de obtenção de benefício previdenciário.
013. (CESPE/TC-DF/2014/ANALISTA DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA – SERVIÇOS) No que 
se refere ao regime geral de previdência social, julgue o item a seguir.
É presumida, por força de lei, a dependência econômica dos pais do segurado para fins de atri-
buição da qualidade de dependentes.
014. (CESPE/TRT – 10ª REGIÃO/2013/ANALISTA JUDICIÁRIO – EXECUÇÃO DE MANDADOS) 
José, com dezesseis anos de idade, não emancipado, vive às expensas de seu irmão mais velho, 
João, que é segurado da previdência social. Nessa situação, José é considerado beneficiário do 
regime geral da previdência social, na condição de dependente de João.
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DIREITO PREVIDENCIÁRIO
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015. (CESPE/MTE/2013/AFT) O companheiro e a companheira, desde que comprovem a exis-
tência de união estável, integram o rol de dependentes da primeira classe, o que lhes permite 
receber pensão por morte ou auxílio-reclusão, conforme o caso.
016. (CESPE/TRT – 17ª REGIÃO/2013/ANALISTA JUDICIÁRIO – OFICIAL DE JUSTIÇA AVA-
LIADOR) É presumida, por força de lei, a dependência econômica dos pais do segurado para fins 
de atribuição da qualidade de dependentes.
017. (CESPE/CEBRASPE/PGE-AL/2021/PROCURADOR DO ESTADO) João, profissional au-
tônomo regularmente filiado ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS), está em gozo de 
auxílio-doença desde junho de 2021.
Maria, empregada doméstica, está desempregada desde abril de 2020.
Pedro é professor empregado, mas está licenciado sem remuneração desde maio de 2020.
Julia é empregada e está em gozo de auxílio-acidente desde fevereiro de 2020.
Sérgio é tenente da Força Aérea Brasileira (FAB) há 6 meses.
Todos verteram 100 contribuiçõespara o RGPS.
À luz dessas informações, assinale a opção correta.
a) Sérgio mantém a qualidade de segurado até 6 meses após o seu ingresso na FAB.
b) João mantém a qualidade de segurado independentemente do prazo em que esteja no gozo 
de auxílio-doença.
c) Maria mantém a qualidade de segurada por 24 meses, prorrogáveis por mais 12 meses.
d) Pedro mantém a qualidade de segurado por 12 meses, prorrogáveis pelo mesmo período.
e) Julia mantém a qualidade de segurada enquanto estiver em gozo de auxílio-acidente.
018. (CESPE/CEBRASPE/PREFEITURA DE CAMPO GRANDE-MS/2019/PROCURADOR MU-
NICIPAL) Jorge, na qualidade de contribuinte individual, vinha contribuindo até o início do cum-
primento de pena de reclusão pela prática do crime de homicídio qualificado, não tendo feito 
mais contribuições
Com referência a essa situação hipotética, julgue o seguinte item.
Jorge manterá a qualidade de segurado, independentemente de contribuições, até doze meses 
após o livramento.
019. (CESPE/PGE-PE/2018/PROCURADOR DO ESTADO) Hélio, filiado ao RGPS há mais de 
dez anos, foi demitido do emprego em fevereiro de 2018, interrompendo o recolhimento das 
contribuições sociais.
Nesse caso, Hélio
a) manterá a qualidade de segurado até a readmissão em novo emprego, desde que esta ocor-
ra no prazo de quarenta e oito meses.
b) perderá a qualidade de segurado se não voltar a contribuir para o regime geral de previdên-
cia social, ainda que como facultativo, em até sessenta dias após a demissão.
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c) manterá a qualidade de segurado, sem limite de prazo, se estiver em gozo de benefício 
previdenciário.
d) perdeu a qualidade de segurado, automaticamente, na data da demissão, se esta ocorreu 
por justa causa.
e) manterá a qualidade de segurado por cento e vinte dias, a partir da homologação da demissão.
020. (CESPE/FUNPRESP-EXE/2016/ESPECIALISTA – ÁREA JURÍDICA) A respeito do regramen-
to do RGPS sobre manutenção da qualidade de segurado e salário-família, julgue o item seguinte.
Empregado demitido de determinada empresa após ter contribuído por quinze anos de serviço 
manterá a qualidade de segurado por até trinta e seis meses, caso comprove a situação de 
desemprego em órgão próprio da previdência social.
021. (CESPE/TRF – 5ª REGIÃO/2015/JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO) Manterá a condição 
de segurado,
a) independentemente de contribuições, aquele que estiver em gozo de benefício.
b) pelo máximo de até seis meses após a cessação das contribuições, o segurado que deixar 
de exercer atividade remunerada abrangida pela previdência social.
c) pelo máximo de até dezoito meses após cessar a segregação, o segurado acometido de 
doença de segregação compulsória.
d) pelo máximo de até dezoito meses após o livramento, o segurado retido ou recluso.
e) pelo máximo de até seis meses após o licenciamento, o segurado incorporado às Forças 
Armadas para prestar serviço militar.
022. (CESPE/TC-DF/2014/ANALISTA DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA) O cidadão em gozo 
de benefício previdenciário mantém a qualidade de segurado, sem limite de prazo, independen-
temente de contribuições.
023. (CESPE/INSS/2008/TÉCNICO DO SEGURO SOCIAL) Osvaldo cumpriu pena de reclusão de-
vido à prática de crime de fraude contra a empresa em que trabalhava. No período em que esteve 
na empresa, Osvaldo era segurado da previdência social. Nessa situação, Osvaldo tem direito de 
continuar como segurado da previdência social por até dezoito meses após o seu livramento.
024. (CESPE/INSS/2008/TÉCNICO DO SEGURO SOCIAL) Alzira, estudante, filiou-se faculta-
tivamente ao regime geral de previdência social, passando a contribuir regularmente. Em razão 
de dificuldades financeiras, Alzira deixou de efetuar esse recolhimento por oito meses. Nessa 
situação, Alzira não deixou de ser segurada, uma vez que a condição de segurado permanece 
por até doze meses após a cessação das contribuições.
025. (CESPE/INSS/2008/TÉCNICO DO SEGURO SOCIAL) Ronaldo, afastado de suas ativida-
des laborais, tem recebido auxílio-doença. Nessa situação, a condição de segurado de Ronaldo 
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será mantida sem limite de prazo, enquanto estiver no gozo do benefício, independentemente 
de contribuição para a previdência social.
026. (CESPE/DPU/2015/DEFENSOR PÚBLICO DA UNIÃO) Considere a seguinte situação 
hipotética.
Marcelo, após um período em que realizou oitenta e quatro contribuições mensais ao RGPS, 
permaneceu sem contribuir durante sete meses e, em seguida, voltou a realizar as contribuições 
por um período de quarenta e oito meses, após o qual as contribuições cessaram novamente.
Nessa situação hipotética, o período de graça a que Marcelo tem direito se estenderá por, pelo 
menos, vinte e quatro meses após a última cessação das contribuições, uma vez que ele pa-
gou mais de cento e vinte contribuições mensais ao RGPS, ainda que não consecutivamente.
027. (CESPE/INSS/2001/AUDITOR FISCAL DA PREVIDÊNCIA SOCIAL) Considere a seguin-
te situação hipotética.
Vitima da recessão por que passou o país, Jose foi demitido da empresa onde trabalhava há 
quinze anos, período no qual esteve regularmente filiado ao regime geral de previdência social. 
Jose passou três anos desempregado – situação esta devidamente comprovada -, razão pela 
qual também não efetuou nenhuma contribuição para a previdência social.
Nessa situação, José não perdera sua condição de segurado do regime geral da previdência 
social no período referido, podendo, inclusive, fruir o benefício do auxílio-doença.
028. (CESPE/CEBRASPE/PREFEITURA DE CAMPO GRANDE-MS/2019/PROCURADOR MU-
NICIPAL) Jorge, na qualidade de contribuinte individual, vinha contribuindo até o início do cum-
primento de pena de reclusão pela prática do crime de homicídio qualificado, não tendo feito 
mais contribuições
Com referência a essa situação hipotética, julgue o seguinte item.
O reconhecimento da perda da qualidade de segurado de Jorge ocorrerá no dia seguinte ao do 
vencimento da contribuição de contribuinte individual relativa ao mês imediatamente posterior 
ao término do prazo de doze meses após o livramento.
029. (CESPE/DPU/2015/DEFENSOR PÚBLICO DA UNIÃO) A lei prevê que o período de graça 
do segurado obrigatório seja acrescido de doze meses no caso de ele estar desempregado, 
exigindo-se, em todo caso, conforme entendimento do STJ e da Turma Nacional de Uniformiza-
ção (TNU), que essa situação seja comprovada por registro no órgão próprio do MTE.
030. (CESPE/DPU/2013/DEFENSOR PÚBLICO DA UNIÃO) Acerca do RGPS, julgue os 
itens a seguir.
Considere a seguinte situação hipotética. Em julho de 2011, depois de pagar ininterrupta-
mente por mais de dez anos contribuições mensais à previdência social, Maria foi demitida 
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da empresa onde trabalhava como balconista e, desde então, ela não recolheu contribuições 
para a previdência social.
Em face dessa situação hipotética, é correto afirmarque, em março de 2013, Maria ainda man-
tinha a qualidade de segurada.
031. (CESPE/INSS/2001/AUDITOR FISCAL DA PREVIDÊNCIA SOCIAL) Caso um indivíduo 
completasse, em 1998, todos os requisitos definidos na legislação vigente para fruir o benefí-
cio da aposentadoria por tempo de serviço, então poderia obter a concessão do benefício em 
2001, ainda que tivesse perdido a qualidade de segurado em 1999.
032. (CESPE/ABIN/2010/OFICIAL TÉCNICO DE INTELIGÊNCIA – ÁREA DE DIREITO) Consi-
derando a jurisprudência do STJ e a legislação acerca do RGPS, julgue os itens seguintes.
Para efeito de ampliação do período de graça, a ausência de registro em órgão do Minis-
tério do Trabalho e Emprego não impede a comprovação do desemprego por outros meios 
admitidos em direito.
033. (CESPE/CEBRASPE/PG-DF/2021/ANALISTA JURÍDICO – DIREITO E LEGISLAÇÃO) 
Relativamente à carência e à forma de apuração dos benefícios previdenciários, julgue o item 
que segue.
O recebimento de auxílio-acidente depende de contribuição, para a previdência social por, no 
mínimo, doze meses.
034. (CESPE/CEBRASPE/2019/PREFEITURA DE BOA VISTA-RR) Maria solicitou à previdên-
cia social auxílio-acidente, não decorrente de acidente de trabalho, mas seu pedido foi inde-
ferido sob o fundamento de que ela não teria cumprido o tempo de carência legalmente es-
tabelecido. Seis anos depois do pedido, ela ingressou com uma ação previdenciária para o 
recebimento do referido benefício.
Considerando essa situação hipotética, à luz das normas vigentes acerca de direito previden-
ciário, julgue o próximo item.
Como a concessão de auxílio-acidente independe de tempo de carência, a decisão administra-
tiva de indeferimento foi incorreta.
035. (CESPE/STJ/2018/ANALISTA JUDICIÁRIO – OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR FEDE-
RAL) A respeito do regime geral da previdência social e do custeio da seguridade social, julgue 
o item que se segue, considerando a jurisprudência dos tribunais superiores.
O segurado especial terá direito a aposentadoria por idade com requisito diferenciado, desde 
que comprove o exercício da atividade rural por tempo igual ao número de meses exigidos para 
a carência do benefício.
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DIREITO PREVIDENCIÁRIO
Bernardo Machado
036. (CESPE/TCE-PE/2017/ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – AUDITORIA DE CON-
TAS PÚBLICAS) O item a seguir, apresenta uma situação hipotética, seguida de uma assertiva 
a ser julgada a respeito de benefício previdenciário e contribuição para o RGPS e regime pró-
prio de previdência social.
Flávio, que nunca havia contribuído para o RGPS, foi contratado como empregado de uma em-
presa privada. No quinto dia de trabalho, ao conduzir sua bicicleta rumo ao seu emprego, Flávio 
foi atropelado por um veículo, o que o deixou absolutamente incapacitado. Nessa situação, 
Flávio não terá direito à aposentadoria por invalidez concedida pelo RGPS, por não ter cumpri-
do o tempo mínimo de carência.
037. (CESPE/INSS/2016/TÉCNICO DO SEGURO SOCIAL) Com base no disposto na Lei n. 
8.213/1991, que trata dos planos de benefícios da previdência social e dá outras providências, 
julgue o item seguinte.
Em regra, o período de carência para a concessão do benefício de auxílio-doença é de doze 
contribuições mensais.
038. (CESPE/AGU/2013/PROCURADOR FEDERAL) Acerca do RGPS, julgue os itens a seguir.
A concessão do benefício de auxílio-doença, em regra, exige período de carência de doze con-
tribuições mensais. Todavia, a lei prevê casos em que a concessão do referido benefício inde-
pende de carência, entre os quais se inclui a situação na qual o segurado venha a ser vítima de 
moléstia profissional ou do trabalho.
039. (CESPE/MTE/2013/AFT) Para a concessão dos benefícios de aposentadoria por invali-
dez e auxílio-doença em decorrência de acidente do trabalho, a legislação de regência do RGPS 
dispensa o cumprimento do período de carência, dado que se trata de evento não programável.
040. (CESPE/FUB/2008/SECRETÁRIO EXECUTIVO) De acordo com a Constituição Federal e 
demais preceitos da legislação previdenciária no Brasil, julgue os itens a seguir.
Considere que Joana, há seis meses trabalhando no seu primeiro emprego com carteira assi-
nada, sem nunca antes haver contribuído com a previdência social, acaba de dar à luz a sua 
primeira filha. Nessa situação, Joana não terá direito ao salário-maternidade, uma vez que a 
carência para usufruir desse benefício é de, no mínimo, doze contribuições mensais ao regime 
geral de previdência social.
041. (CESPE/TRT – 21ª REGIÃO (RN)/2010/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRA-
TIVA) Julgue o item seguinte, que versa sobre a seguridade social e o regime geral da previ-
dência social (RGPS).
Para fazer jus a qualquer prestação do RGPS, o beneficiário deve preencher o período de carên-
cia, assim entendido como o número mínimo de contribuições mensais indispensáveis.
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DIREITO PREVIDENCIÁRIO
Bernardo Machado
042. (CESPE/BRB/2010/MÉDICO DO TRABALHO) A carência necessária para a concessão 
do benefício da aposentadoria por invalidez segue os mesmos moldes do auxílio-doença.
043. (CESPE/BRB/2010/MÉDICO DO TRABALHO) Para a concessão dos benefícios au-
xílio-doença acidentário e aposentadoria por invalidez acidentária, dispensa-se o período 
de carência.
044. (CESPE/INSS/2008/TÉCNICO DO SEGURO SOCIAL) Roberto, produtor rural, é segurado 
especial e não faz recolhimento para a previdência social como contribuinte individual. Nes-
sa situação, para recebimento dos benefícios a que Roberto tem direito, não é necessário o 
recolhimento para a contagem dos prazos de carência, sendo suficiente a comprovação da 
atividade rural por igual período.
045. (CESPE/INSS/2008/TÉCNICO DO SEGURO SOCIAL) Uma profissional liberal que seja 
segurada contribuinte individual da previdência social há três meses e esteja grávida de seis 
meses terá direito ao salário-maternidade, caso recolha antecipadamente as sete contribui-
ções que faltam para completar a carência.
046. (CESPE/INSS/2008/TÉCNICO DO SEGURO SOCIAL) Uma segurada empregada do regi-
me de previdência social que tenha conseguido seu primeiro emprego e, logo na primeira sema-
na, sofra um grave acidente que determine seu afastamento do trabalho por quatro meses não 
terá direito ao auxílio-doença pelo fato de não ter cumprido a carência de doze contribuições.
047. (CESPE/FHS-SE/2009/PROCURADOR) O valor dos benefícios de prestação continuada 
pagos pela previdência social, inclusive o salário-maternidade, será calculado com base no 
salário-de-benefício.
048. (CESPE/SEAD-SE (FPH)/2009/PROCURADOR) Em regra, a renda mensal do benefício 
de prestação continuada que substituir os salários-de-contribuição ou o rendimento do traba-
lho do segurado não terá valor inferior ao do salário mínimo, nem superior ao do limite máximo 
do salário-de-contribuição.
049. (CESPE/SERPO/2013/ANALISTA – GESTÃO DE PESSOAS) A norma constitucional es-
tabelece que os benefícios do RGPS devem ser reajustados para preservar-lhes, em caráter 
permanente, o valor real. Em consonância com essa norma, o legislador ordinário estabeleceu 
que esses benefícios devem ser reajustados anualmente utilizando-se o mesmo índice de rea-
juste do salário mínimo.
050. (CESPE/IPAJM/2006/ADVOGADO) José, aposentado por tempo de serviço, recebe pres-
tação previdenciária equivalente a um salário-mínimo.Em março de 2006, o governo federal 
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DIREITO PREVIDENCIÁRIO
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reajustou o salário-mínimo em 13%. No dia 1º de maio de 2006, houve reajuste geral dos bene-
fícios previdenciários em 7%. Nessa situação, sobre o salário-de-benefício de José incidirão os 
dois reajustes referidos acima.
051. (CESPE/INSS/2001/AUDITOR FISCAL DA PREVIDÊNCIA SOCIAL) Considerando que 
um segurado se aposentasse por invalidez com benefício equivalente a R$ 480,00, sendo de R$ 
80,00, à época, o valor do salário mínimo, então, sendo elevado para R$ 180,00 o valor desse 
salário mínimo, o benefício previdenciário no poderá ser inferior a R$ 1.080,00.
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DIREITO PREVIDENCIÁRIO
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GABARITO
1. E
2. C
3. C
4. E
5. e
6. E
7. d
8. E
9. C
10. E
11. C
12. E
13. E
14. C
15. C
16. E
17. b
18. C
19. c
20. C
21. a
22. C
23. E
24. E
25. C
26. Anulada
27. C
28. C
29. E
30. C
31. C
32. C
33. E
34. C
35. C
36. E
37. C
38. C
39. C
40. E
41. E
42. C
43. C
44. C
45. E
46. E
47. E
48. C
49. E
50. E
51. E
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DIREITO PREVIDENCIÁRIO
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GABARITO COMENTADO
Uma instituição do terceiro setor realizou, em determinada comunidade carente de um muni-
cípio de médio porte, serviços essenciais gratuitos na área de cidadania, saúde e educação.
A seguir são apresentadas informações de alguns contribuintes da previdência social que par-
ticiparam da ação em busca de orientações previdenciárias.
Josefa, cinquenta e um anos de idade, presta serviço em caráter não eventual, em propriedade 
rural e recebe por mês R$ 1.200. Reside com o esposo Henrique, de cinquenta e quatro anos 
de idade e trabalhador informal na construção civil, com seu genitor José, de oitenta anos de 
idade, e com os dois filhos do casal, Miguel, de dezenove anos de idade e estudante, e Manoel, 
de vinte e três anos de idade, que está desempregado.
Cleber, quarenta e oito anos de idade, casado, tem três filhos e é empregado de uma sociedade 
anônima, na qual ocupa o cargo de diretor.
Maura, quarenta e cinco anos de idade, solteira, desenvolve atividade remunerada como síndi-
ca do prédio onde reside.
Amélia, trinta e nove anos de idade, casada, sem filhos, presta serviço de natureza contínua, 
em atividades sem fins lucrativos, à família de Cleber.
Samuel, cinquenta e cinco anos de idade, solteiro, sem filhos, ministro de congregação religiosa.
001. (CESPE/CEBRASPE/MPE-CE/2020/ANALISTA MINISTERIAL – SERVIÇO SOCIAL) Para 
fins previdenciários, no que tange à dependência econômica da família de Josefa, a dependência 
do seu genitor é presumida, ao passo que a do seu cônjuge deve ser comprovada.
A dependência econômica dos dependentes da classe I é presumida, salvo os equiparados aos 
filhos (menor tutelado e o enteado), enquanto que a dependência econômica dos dependentes 
das classes II e III deve ser comprovada. Dessa forma, como o genitor de Josefa é dependente 
da classe II, a dependência econômica tem que ser comprovada, ao passo que a do seu cônju-
ge, que é dependente da classe I, é presumida.
Errado.
002. (CESPE/CEBRASPE/MPE-CE/2020/ANALISTA MINISTERIAL – SERVIÇO SOCIAL) O 
companheiro de Josefa, Henrique, e seu filho, Miguel, são beneficiários do regime geral de pre-
vidência social, na condição de dependentes dela.
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DIREITO PREVIDENCIÁRIO
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No caso em comento, o companheiro de Josefa, Henrique, é dependente da classe I, assim 
como seu filho Miguel. Portanto, ambos são dependentes preferenciais de Josefa, ou seja, 
dependentes da classe I, cuja dependência econômica é presumida.
Certo.
003. (CESPE/CEBRASPE/PREFEITURA DE CAMPO GRANDE-MS/2019/PROCURADOR MU-
NICIPAL) Os irmãos Fátima e Ronaldo, plenamente capazes e sem nenhuma deficiência física, 
intelectual ou mental, possuem as seguintes características: ambos se enquadram em famí-
lias de baixa renda; Fátima tem trinta anos de idade e Ronaldo, trinta e cinco anos de idade; 
Fátima não tem renda própria, dedica-se exclusivamente ao trabalho doméstico no âmbito de 
sua residência e contribui para a previdência social na qualidade de segurada facultativa; Ro-
naldo contribui como segurado trabalhador avulso.
A partir dessa situação hipotética, julgue o item seguinte.
Fátima e Ronaldo não preenchem os requisitos para serem dependentes previdenciários 
um do outro.
Irmãos são dependentes da classe III, desde que não emancipados, menores de 21 anos ou 
inválidos ou com deficiência mental ou intelectual ou deficiência grave, além da necessidade 
de comprovação da dependência econômica. Dessa forma, no caso em comento, Fátima (30 
anos de idade) e Ronaldo (35 anos de idade), por não preencherem os citados requisitos, não 
são dependentes previdenciários um do outro.
Certo.
004. (CESPE/CEBRASPE/SLU-DF/2019/ANALISTA DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS – 
SERVIÇO SOCIAL) Antônio, de sessenta e três anos de idade, empregado celetista no cargo de 
auxiliar de serviços gerais havia dez anos em uma empresa de limpeza urbana, compareceu ao 
serviço de emergência de um hospital público, queixando-se de fortes dores de cabeça. Após 
primeiro atendimento médico, ele foi encaminhado para internação, sem previsão de alta, para 
investigação da causa das dores. Antônio é casado com Maria, de quarenta e cinco anos de 
idade, com a qual tem dois filhos menores de idade. Maria está desempregada e nunca con-
tribuiu para a previdência social. Apreensiva pela possibilidade de Antônio não poder retornar 
ao trabalho, Maria buscou orientação no serviço social do hospital a respeito dos direitos de 
Antônio e dos meios de exercê-los.
A partir dessa situação hipotética, julgue o item subsecutivo, tendo como referência a Lei Or-
gânica da Seguridade Social (Lei n. 8.212/1991), os planos de benefícios da previdência social 
(Lei n. 8.213/1991) e o Estatuto do Idoso (Lei n. 10.741/2003).
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Dependentes do RGPS
DIREITO PREVIDENCIÁRIO
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Para fins previdenciários, a dependência econômica de Maria e de seus filhos com Antônio 
deve ser comprovada.
A dependência econômica dos dependentes da classe I é presumida, salvo os equiparados aos 
filhos (menor tutelado e o enteado), enquanto que a dependência econômica dos dependentes 
das classes II e III deve ser comprovada. Dessa forma, como Maria e seus filhos com Antôniosão dependentes da classe I, a dependência econômica é presumida.
Errado.
005. (CESPE/PGM/JOÃO PESSOA-PB/2018/PROCURADOR DO MUNICÍPIO) À luz da Lei n. 
8.213/1991, é(são) dependente(s) do segurado do regime geral de previdência social
a) os pais, desde que com idade superior a sessenta anos.
b) o irmão não emancipado e menor de vinte e quatro anos de idade.
c) a companheira ou o companheiro, desde que em união estável há mais de dois anos.
d) o filho não emancipado e menor de vinte e quatro anos de idade.
e) os pais, em qualquer idade.
Conforme determina o art. 16, II da Lei n. 8.213/91, os pais são dependentes do segurado do 
RGPS, independentemente da idade.
Letra e.
006. (CESPE/STJ/2018/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA) A respeito do regime 
geral da previdência social (RGPS), julgue o item que se segue, considerando a jurisprudência 
dos tribunais superiores.
Os genitores de segurado do RGPS serão seus dependentes independentemente de comprova-
ção da dependência econômica.
A dependência econômica dos dependentes da classe I é presumida, salvo os equiparados aos 
filhos (menor tutelado e o enteado), enquanto que a dependência econômica dos dependentes 
das classes II e III deve ser comprovada. Dessa forma, como os pais são dependentes da clas-
se II, a dependência econômica tem que ser comprovada.
Errado.
007. (CESPE/TRT – 7ª REGIÃO (CE)/2017/ANALISTA JUDICIÁRIO – OFICIAL DE JUSTIÇA 
AVALIADOR FEDERAL) João, segurado obrigatório no RGPS, é casado com Fabiana, pelo regi-
me da separação total de bens, com quem tem dois filhos, Marcos, de dezesseis anos de idade, 
e Felipe, de vinte e cinco anos de idade, portador de deficiência mental grave desde criança.
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Dependentes do RGPS
DIREITO PREVIDENCIÁRIO
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Nessa situação hipotética, à luz da Lei n. 8.213/1991, considera(m)-se dependente(s) previ-
denciário(s) de João
a) Marcos e Felipe, somente.
b) Felipe, somente.
c) Fabiana, somente.
d) Fabiana, Marcos e Felipe.
No caso em comento, Fabiana, por ser cônjuge, é dependente do João. Da mesma forma, 
Marcos e Felipe são dependentes do João. Marcos é dependente por ser filho, não emancipa-
do, menor de 21 anos de idade. Felipe é dependente por ser filho na condição de pessoa com 
deficiência grave, uma vez que a deficiência existe desde que Felipe é criança, ou seja, antes 
de uma eventual perda da qualidade de dependente. Todos são dependentes preferenciais de 
João, ou seja, dependentes da classe I, cuja dependência econômica é presumida.
Letra d.
008. (CESPE/DPU/2017/DEFENSOR PÚBLICO DA UNIÃO) A respeito da condição de segu-
rados e dependentes no RGPS e da fonte de custeio desse regime, julgue o item subsequente.
Para efeito de concessão de benefício aos dependentes, a dependência econômica dos geni-
tores do segurado é considerada presumida.
A dependência econômica dos dependentes da classe I é presumida, salvo os equiparados aos 
filhos (menor tutelado e o enteado), enquanto que a dependência econômica dos dependentes 
das classes II e III deve ser comprovada. Dessa forma, como os genitores são dependentes da 
classe II, a dependência econômica tem que ser comprovada.
Errado.
009. (CESPE/TCE-PE/2017/AUDITOR DE CONTROLE EXTERNO – AUDITORIA DE CONTAS 
PÚBLICAS) Acerca da filiação, acumulação de benefício e regimes próprios de previdência 
social, julgue o item a seguir.
O adolescente que estiver sob dependência econômica da madrasta, segurada do RGPS, pode-
rá ser inscrito no INSS como dependente desta.
O enteado, desde que comprove dependência econômica, é dependente para fins do RGPS.
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DIREITO PREVIDENCIÁRIO
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010. (CESPE/SEDF/2017/ANALISTA DE GESTÃO EDUCACIONAL – DIREITO E LEGISLA-
ÇÃO) Relativamente a segurados, cumulação de benefícios e previdência complementar, julgue o 
item a seguir.
Entende-se como companheiro ou companheira para efeito de proteção previdenciária a pes-
soa com quem o segurado mantém união estável por período superior a cinco anos, indepen-
dentemente da existência de prole em comum.
Considera-se companheira ou companheiro a pessoa que mantenha união estável com o segura-
do ou segurada. Considera-se união estável aquela configurada na convivência pública, contínua 
e duradoura entre o homem e a mulher, estabelecida com intenção de constituição de família.
Errado.
011. (CESPE/TCE-SC/2016/AUDITOR FISCAL DE CONTROLE EXTERNO – DIREITO) A segu-
ridade social compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa dos poderes públicos e 
da sociedade, destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde, à previdência e à assistên-
cia social. Acerca da seguridade social, julgue o item subsequente.
O STF reconhece a união homoafetiva como entidade familiar e, consequentemente, assegura 
ao(à) companheiro(a) da pessoa segurada a qualidade de dependente para fins previdenciários.
Perfeita a afirmativa! Em face dos julgamentos da ADI 4277 e da ADPF 132, o Supremo Tribunal 
Federal equiparou a união homoafetiva à união estável, de modo que devem ser estendidos 
àqueles todos os benefícios concedidos a estes, desde que preenchidos os demais requisitos 
legais para a sua concessão.
Certo.
012. (CESPE/CGE-PI/2015/AUDITOR GOVERNAMENTAL – CONHECIMENTOS BÁSICOS) A 
respeito do regime geral de previdência social, julgue o item a seguir.
A dependência econômica do irmão menor de vinte e um anos de idade na condição de depen-
dente do segurado é presumida para fins de obtenção de benefício previdenciário.
A dependência econômica dos dependentes da classe I é presumida, salvo os equiparados 
aos filhos (menor tutelado e o enteado), enquanto que a dependência econômica dos de-
pendentes das classes II e III deve ser comprovada. Dessa forma, uma vez que o irmão, não 
emancipado, menor de 21 anos, é dependente da classe III, a dependência econômica dele 
sempre terá que ser comprovada.
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DIREITO PREVIDENCIÁRIO
Bernardo Machado
013. (CESPE/TC-DF/2014/ANALISTA DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA – SERVIÇOS) No que 
se refere ao regime geral de previdência social, julgue o item a seguir.
É presumida, por força de lei, a dependência econômica dos pais do segurado para fins de atri-
buição da qualidade de dependentes.
A dependência econômica dos dependentes da classe I é presumida, salvo os equiparados aos 
filhos (menor tutelado e o enteado), enquanto que a dependência econômica dos dependentes 
das classes II e III deve ser comprovada. Dessa forma, como os pais são dependentes da clas-
se II, a dependência econômica tem que ser comprovada.
Errado.
014. (CESPE/TRT – 10ª REGIÃO/2013/ANALISTA JUDICIÁRIO – EXECUÇÃO DE MANDA-
DOS) José, com dezesseis anos de idade, não emancipado, vive às expensas de seu irmão 
mais velho, João, que é segurado da previdência social. Nessa situação, José é considerado 
beneficiário do regime geral da previdência social, na condição de dependente de João.
Irmão, não emancipado, menor de 21 anos, que depende economicamente do segurado, é be-
neficiário doRGPS, na condição de dependente (dependente da classe III).
Certo.
015. (CESPE/MTE/2013/AFT) O companheiro e a companheira, desde que comprovem a 
existência de união estável, integram o rol de dependentes da primeira classe, o que lhes per-
mite receber pensão por morte ou auxílio-reclusão, conforme o caso.
Perfeita a afirmativa, não sendo necessário nenhum comentário!
Certo.
016. (CESPE/TRT – 17ª REGIÃO/2013/ANALISTA JUDICIÁRIO – OFICIAL DE JUSTIÇA AVA-
LIADOR) É presumida, por força de lei, a dependência econômica dos pais do segurado para fins 
de atribuição da qualidade de dependentes.
A dependência econômica dos dependentes da classe I é presumida, salvo os equiparados aos 
filhos (menor tutelado e o enteado), enquanto que a dependência econômica dos dependentes 
das classes II e III deve ser comprovada. Dessa forma, como os pais são dependentes da clas-
se II, a dependência econômica tem que ser comprovada.
Errado.
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DIREITO PREVIDENCIÁRIO
Bernardo Machado
017. (CESPE/CEBRASPE/PGE-AL/2021/PROCURADOR DO ESTADO) João, profissional au-
tônomo regularmente filiado ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS), está em gozo de 
auxílio-doença desde junho de 2021.
Maria, empregada doméstica, está desempregada desde abril de 2020.
Pedro é professor empregado, mas está licenciado sem remuneração desde maio de 2020.
Julia é empregada e está em gozo de auxílio-acidente desde fevereiro de 2020.
Sérgio é tenente da Força Aérea Brasileira (FAB) há 6 meses.
Todos verteram 100 contribuições para o RGPS.
À luz dessas informações, assinale a opção correta.
a) Sérgio mantém a qualidade de segurado até 6 meses após o seu ingresso na FAB.
b) João mantém a qualidade de segurado independentemente do prazo em que esteja no gozo 
de auxílio-doença.
c) Maria mantém a qualidade de segurada por 24 meses, prorrogáveis por mais 12 meses.
d) Pedro mantém a qualidade de segurado por 12 meses, prorrogáveis pelo mesmo período.
e) Julia mantém a qualidade de segurada enquanto estiver em gozo de auxílio-acidente.
Mantém a qualidade de segurado, independentemente de contribuições, sem limite de prazo, 
quem está em gozo de benefício, exceto na hipótese de auxílio-acidente.
a) Errada. O segurado incorporado às Forças Armadas para prestar serviço militar mantém a 
sua qualidade, independentemente de contribuições, por até 3 meses após o licenciamento.
c) Errada. O segurado que deixar de contribuir mantém a sua qualidade, independentemente de 
contribuições, por até 12 meses.
d) Errada. O segurado que deixar de contribuir (caso de licenciamento sem auferir remunera-
ção) mantém a sua qualidade, independentemente de contribuições, por até 12 meses.
e) Errada. Mantém a qualidade de segurado, independentemente de contribuições, sem limite 
de prazo, quem está em gozo de benefício, exceto na hipótese de auxílio-acidente.
Letra b.
018. (CESPE/CEBRASPE/PREFEITURA DE CAMPO GRANDE-MS/2019/PROCURADOR MU-
NICIPAL) Jorge, na qualidade de contribuinte individual, vinha contribuindo até o início do cum-
primento de pena de reclusão pela prática do crime de homicídio qualificado, não tendo feito 
mais contribuições
Com referência a essa situação hipotética, julgue o seguinte item.
Jorge manterá a qualidade de segurado, independentemente de contribuições, até doze meses 
após o livramento.
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DIREITO PREVIDENCIÁRIO
Bernardo Machado
O segurado detido ou recluso mantém a sua qualidade, independentemente de contribuições, 
por até 12 meses após o livramento.
Certo.
019. (CESPE/PGE-PE/2018/PROCURADOR DO ESTADO) Hélio, filiado ao RGPS há mais de dez 
anos, foi demitido do emprego em fevereiro de 2018, interrompendo o recolhimento das contri-
buições sociais.
Nesse caso, Hélio
a) manterá a qualidade de segurado até a readmissão em novo emprego, desde que esta ocor-
ra no prazo de quarenta e oito meses.
b) perderá a qualidade de segurado se não voltar a contribuir para o regime geral de previdên-
cia social, ainda que como facultativo, em até sessenta dias após a demissão.
c) manterá a qualidade de segurado, sem limite de prazo, se estiver em gozo de benefício pre-
videnciário.
d) perdeu a qualidade de segurado, automaticamente, na data da demissão, se esta ocorreu 
por justa causa.
e) manterá a qualidade de segurado por cento e vinte dias, a partir da homologação da demissão.
Mantém a qualidade de segurado, independentemente de contribuições, sem limite de prazo, 
quem está em gozo de benefício, exceto na hipótese de auxílio-acidente.
Letra c.
020. (CESPE/FUNPRESP-EXE/2016/ESPECIALISTA – ÁREA JURÍDICA) A respeito do regramen-
to do RGPS sobre manutenção da qualidade de segurado e salário-família, julgue o item seguinte.
Empregado demitido de determinada empresa após ter contribuído por quinze anos de serviço 
manterá a qualidade de segurado por até trinta e seis meses, caso comprove a situação de 
desemprego em órgão próprio da previdência social.
Perfeita a afirmativa! No caso em comento, o segurado terá 36 meses de período de graça (12 
meses pelo desemprego cumulado com 12 meses por ter mais de 120 contribuições mensais 
cumulado com 12 meses do desemprego registrado).
Certo.
021. (CESPE/TRF – 5ª REGIÃO/2015/JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO) Manterá a condição 
de segurado,
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DIREITO PREVIDENCIÁRIO
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a) independentemente de contribuições, aquele que estiver em gozo de benefício.
b) pelo máximo de até seis meses após a cessação das contribuições, o segurado que deixar 
de exercer atividade remunerada abrangida pela previdência social.
c) pelo máximo de até dezoito meses após cessar a segregação, o segurado acometido de 
doença de segregação compulsória.
d) pelo máximo de até dezoito meses após o livramento, o segurado retido ou recluso.
e) pelo máximo de até seis meses após o licenciamento, o segurado incorporado às Forças 
Armadas para prestar serviço militar.
Mantém a qualidade de segurado, independentemente de contribuições, sem limite de prazo, 
quem está em gozo de benefício, exceto na hipótese de auxílio-acidente.
b) Errada. O segurado que deixar de exercer atividade remunerada abrangida pela previdência 
social mantém a sua qualidade, independentemente de contribuições, por até 12 meses após 
cessar as contribuições.
c) Errada. O segurado acometido de doença de segregação compulsória mantém a sua quali-
dade, independentemente de contribuições, por até 12 meses após cessar a segregação.
d) Errada. O segurado detido ou recluso mantém a sua qualidade, independentemente de con-
tribuições, por até 12 meses após o livramento.
e) Errada. O segurado incorporado às Forças Armadas para prestar serviço militar mantém a 
sua qualidade, independentemente de contribuições, por até 3 meses após o licenciamento.
Letra a.
022. (CESPE/TC-DF/2014/ANALISTA DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA) O cidadão em gozo 
de benefício previdenciário mantém a qualidade de segurado, sem limite de prazo, independen-
temente de contribuições.
Perfeita a afirmativa! Mantém a qualidade deda ADI 4277 e da ADPF 132, o Supremo Tribunal Federal equiparou a 
união homoafetiva à união estável, de modo que devem ser estendidos àqueles todos os benefí-
cios concedidos a estes, desde que preenchidos os demais requisitos legais para a sua concessão.
Dessa forma, o companheiro ou a companheira de mesmo sexo integra o rol de dependen-
tes do RGPS.
Filhos de qualquer condição são aqueles havidos ou não da relação de casamento, ou 
adotados, que possuem os mesmos direitos e qualificações dos demais, proibidas quaisquer 
designações discriminatórias relativas à filiação.
Equiparam-se a filho, na condição de dependente, exclusivamente o enteado e o menor 
tutelado, desde que comprovada a dependência econômica.
Cabe ressaltar que o menor sob tutela somente poderá ser equiparado aos filhos do segu-
rado mediante apresentação de termo de tutela.
Por fim, a partir da MP n. 1.523/96, convertida na Lei n. 9.528/97, o menor sob guarda dei-
xa de integrar a relação de dependentes para os fins previstos no RGPS, inclusive aquele já 
inscrito, salvo se o óbito do segurado ocorreu em data anterior.
Portanto, menor sob guarda, conforme determina a legislação previdenciária, não é de-
pendente do RGPS.
Em razão da complexidade do tema “menor sob guarda”, abre-se um tópico para tratar 
especificamente deste tema.
Menor sob GuArdA
A redação original do art. 16, § 2º da Lei n. 8.213/91 determinava que se equiparavam a 
filho, mediante declaração do segurado: o enteado; o menor que, por determinação judicial, 
esteja sob a sua guarda; e o menor que esteja sob sua tutela e não possua condições suficien-
tes para o próprio sustento e educação.
Da mesma forma, o art. 33, § 3º da Lei n. 8.069/90 (Estatuto da Criança e do Adolescente 
– ECA), determina que a guarda confere à criança ou adolescente a condição de dependente, 
para todos os fins e efeitos de direito, inclusive previdenciários.
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http://www010.dataprev.gov.br/sislex/paginas/23/1999/3048.htm
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DIREITO PREVIDENCIÁRIO
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Portanto, os citados dispositivos eram convergentes, não havendo antinomia (conflito de 
normas) no ordenamento jurídico.
Entretanto, em razão de fraudes ocorridas com o instituto da guarda, no intuito de percep-
ção da qualidade de dependente e a consequente concessão do benefício previdenciário, a MP 
n. 1.523/96, convertida da Lei n. 9.528/97, deu nova redação ao art. 16, § 2º da Lei n. 8.213/91, 
retirando o “menor sob guarda” da condição de equiparado a filho, deixando, por consequência, 
de ser dependente do RGPS.
Assim sendo, com a citada nova redação, conforme já mencionado, equiparam-se a filho, 
na condição de dependente, exclusivamente o enteado e o menor tutelado, desde que com-
provada a dependência econômica.
A partir desse momento, forma-se uma antinomia no ordenamento jurídico brasileiro, pois 
a lei previdenciária não arrola o “menor sob guarda” como dependente do RGPS, enquanto que 
o ECA assegura ao “menor sob guarda” a condição de dependente para fins previdenciários.
Enfim! O que deve prevalecer? A lei previdenciária em face do ECA, ou o ECA em face da 
lei previdenciária?
A citada antinomia foi discutida perante o Poder Judiciário.
Durante muitos anos, o entendimento foi divergente! O Superior Tribunal de Justiça (STJ), 
inicialmente, entendeu que o “menor sob guarda” não era dependente do RGPS, com base na 
técnica da hermenêutica para a solução do conflito de normas que determina que a lei especial 
prevalece sobre a lei geral (“lex specialis derogat legi generali”).
Tal entendimento foi superado pelo próprio STJ, ou seja, ocorreu um “overrulling” (expres-
são utilizada no processo civil que significa “superação de precedente”).
Portanto, conforme os mais recentes entendimentos jurisprudenciais, o menor sob guarda, 
ainda que este não estivesse incluído no rol de dependentes previsto na lei previdenciária, era 
considerado dependente do RGPS, fazendo jus ao benefício pensão por morte, ocorrendo o 
óbito do guardião, caso dependa economicamente dele.
Dessa forma, conforme entendimento exarado pelo STJ, embora a lei previdenciária apli-
cável ao segurado seja lei específica da previdência social, não menos certo é que a criança e 
adolescente tem norma específica que conferiria ao menor sob guarda a condição de depen-
dente para todos os efeitos, inclusive previdenciários, nos termos do art. 33, § 3º do Estatuto 
da Criança e do Adolescente – ECA (Lei n. 8.069/90).
Tal entendimento foi exarado pelo STJ em julgamento de recurso especial, em sede de recurso 
repetitivo (REsp n. 1411258/RS), tendo sido fixada a tese jurídica sob o tema 732/STJ, in verbis:
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JURISPRUDÊNCIA
O menor sob guarda tem direito à concessão do benefício de pensão por morte do seu 
mantenedor, comprovada sua dependência econômica, nos termos do art. 33, § 3º do 
Estatuto da Criança e do Adolescente, ainda que o óbito do instituidor da pensão seja pos-
terior à vigência da Medida Provisória 1.523/96, reeditada e convertida na Lei 9.528/97. 
Funda-se essa conclusão na qualidade de lei especial do Estatuto da Criança e do Ado-
lescente (8.069/90), frente à legislação previdenciária.
No momento em que o entendimento jurisprudencial era no sentido de que o “menor sob 
guarda” não era dependente do RGPS, prevalecendo a lei previdenciária em face do ECA, a Pro-
curadoria Geral da República (PGR) ajuizou a ADI 4878, com pedido de medida cautelar a fim 
de que crianças e adolescentes sob guarda sejam incluídos entre os beneficiários do Regime 
Geral de Previdência Social (RGPS).
A PGR, na citada ADI, pede que seja dada interpretação conforme a Constituição Federal ao 
parágrafo 2º do artigo 16 da Lei 8.213/91.
A causa petenti da ADI é que a CF/88 consagra o princípio da proteção integral à criança e 
ao adolescente, cabendo à família, à sociedade e ao Estado o dever de, solidariamente, asse-
gurar a eles os direitos fundamentais com absoluta prioridade. E, no art. 227, § 3º, arrola sete 
normas a serem seguidas pelo legislador ordinário, entre as quais se destacam aquelas que 
asseguram, a crianças e adolescentes, garantia de direitos previdenciários e o estímulo do po-
der público, inclusive mediante incentivos fiscais e subsídios, ao acolhimento, sob a forma de 
guarda, dos órfãos ou abandonados.
Para a PGR, não é admissível que crianças e adolescentes, em razão da prioridade absoluta 
que lhes conferiu a CF/88, vejam-se privados de recursos no mais das vezes indispensáveis à 
sua saúde e à sua própria subsistência. O Estado tem papel fundamental na proteção dos ci-
dadãos, notadamente quando estes se encontram em situação de vulnerabilidade, completou.
Assim, a PGR pede o deferimento de medida liminar para que, até o julgamento final da 
ação, seja dada ao art. 16, § 2º da Lei n. 8.213/91 interpretação no sentido de incluir no seu 
âmbito de incidência os menores sob guarda. No mérito, requer que o pedido seja julgado 
procedente, para dar interpretação conforme a Constituição ao dispositivo retromencionado.
A citada ADI, bem como a ADI 5083, ajuizada pela Ordem dos Advogados do Brasil (ADI 
com o mesmo mérito da ADI 4878), foram julgadas apenas no dia 08/06/21, onde o STF reco-
nheceu, por maioria (6 x 5), a inconstitucionalidade da Lei n. 9.528/97, no que dizsegurado, independentemente de contribui-
ções, sem limite de prazo, quem está em gozo de benefício previdenciário, exceto na hipó-
tese de auxílio-acidente.
Certo.
023. (CESPE/INSS/2008/TÉCNICO DO SEGURO SOCIAL) Osvaldo cumpriu pena de reclusão de-
vido à prática de crime de fraude contra a empresa em que trabalhava. No período em que esteve 
na empresa, Osvaldo era segurado da previdência social. Nessa situação, Osvaldo tem direito de 
continuar como segurado da previdência social por até dezoito meses após o seu livramento.
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Após o livramento, o segurado mantém a sua qualidade, independentemente de contribuições, 
por até 12 meses.
Errado.
024. (CESPE/INSS/2008/TÉCNICO DO SEGURO SOCIAL) Alzira, estudante, filiou-se faculta-
tivamente ao regime geral de previdência social, passando a contribuir regularmente. Em razão 
de dificuldades financeiras, Alzira deixou de efetuar esse recolhimento por oito meses. Nessa 
situação, Alzira não deixou de ser segurada, uma vez que a condição de segurado permanece 
por até doze meses após a cessação das contribuições.
Após cessar as contribuições, o segurado facultativo mantém a sua qualidade, independente-
mente de contribuições, por até 6 meses.
Errado.
025. (CESPE/INSS/2008/TÉCNICO DO SEGURO SOCIAL) Ronaldo, afastado de suas ativida-
des laborais, tem recebido auxílio-doença. Nessa situação, a condição de segurado de Ronaldo 
será mantida sem limite de prazo, enquanto estiver no gozo do benefício, independentemente 
de contribuição para a previdência social.
Perfeita a afirmativa! Mantém a qualidade de segurado, independentemente de contribuições, 
sem limite de prazo, quem está em gozo de benefício previdenciário.
Certo.
026. (CESPE/DPU/2015/DEFENSOR PÚBLICO DA UNIÃO) Considere a seguinte situação 
hipotética.
Marcelo, após um período em que realizou oitenta e quatro contribuições mensais ao RGPS, 
permaneceu sem contribuir durante sete meses e, em seguida, voltou a realizar as contribuições 
por um período de quarenta e oito meses, após o qual as contribuições cessaram novamente.
Nessa situação hipotética, o período de graça a que Marcelo tem direito se estenderá por, pelo 
menos, vinte e quatro meses após a última cessação das contribuições, uma vez que ele pa-
gou mais de cento e vinte contribuições mensais ao RGPS, ainda que não consecutivamente.
A questão foi anulada pela banca preparatória, tendo em vista que não está explícito na ques-
tão que o segurado é um segurado obrigatório do RGPS. Entretanto, essa é uma ótima questão 
para ser estudada! Partindo do pressuposto que estamos diante da situação de um segurado 
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obrigatório do RGPS, este, tendo em vista não contribuir por não mais exercer uma atividade 
remunerada, possui 12 meses de período de graça. Além disso, após 84 contribuições mensais, 
este segurado deixou de contribuir por 7 meses. Importante perceber que esse segurado não 
perdeu a sua qualidade. Portanto, para fins de dilação de mais 12 meses de período de graça, 
tendo em vista o segurado possuir mais de 120 contribuições mensais, não houve interrupção 
do prazo. Dessa forma, quando o segurado volta a contribuir e contribui por mais 48 meses, a 
contagem continua. Assim sendo, após 48 meses de contribuições, o segurado já conta com 
mais de 120 contribuições mensais (84 + 48 = 132 contribuições mensais), razão pela qual esse 
segurado possuirá 24 meses de período de graça (12 meses, tendo em vista não mais contribuir 
por não mais exercer uma atividade remunerada, acrescida de mais 12 meses, tendo em vista 
ter versado mais de 120 contribuições mensais para o sistema). Portanto, o gabarito inicial foi 
afirmativa “Certo”. Entretanto, a questão foi anulada, conforme já mencionado anteriormente.
Anulada.
027. (CESPE/INSS/2001/AUDITOR FISCAL DA PREVIDÊNCIA SOCIAL) Considere a seguin-
te situação hipotética.
Vitima da recessão por que passou o país, Jose foi demitido da empresa onde trabalhava há 
quinze anos, período no qual esteve regularmente filiado ao regime geral de previdência social. 
Jose passou três anos desempregado – situação esta devidamente comprovada -, razão pela 
qual também não efetuou nenhuma contribuição para a previdência social.
Nessa situação, José não perdera sua condição de segurado do regime geral da previdência 
social no período referido, podendo, inclusive, fruir o benefício do auxílio-doença.
Nessa situação, José terá 36 meses de período de graça (12 meses pelo desemprego cumu-
lado com 12 meses por ter mais de 120 contribuições mensais cumulado com 12 meses do 
desemprego registrado). Lembre-se que a perda da qualidade não ocorre no dia seguinte ao 
fim do prazo, pois o termo final ocorre no dia seguinte ao do vencimento da contribuição do 
contribuinte individual relativa ao mês imediatamente posterior ao término do prazo. Assim, 
o segurado sempre ganha mais um mês e meio. Como José está há 3 anos desempregado, 
ainda está mantendo a sua qualidade de segurado.
Certo.
028. (CESPE/CEBRASPE/PREFEITURA DE CAMPO GRANDE-MS/2019/PROCURADOR 
MUNICIPAL) Jorge, na qualidade de contribuinte individual, vinha contribuindo até o início 
do cumprimento de pena de reclusão pela prática do crime de homicídio qualificado, não 
tendo feito mais contribuições
Com referência a essa situação hipotética, julgue o seguinte item.
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O reconhecimento da perda da qualidade de segurado de Jorge ocorrerá no dia seguinte ao do 
vencimento da contribuição de contribuinte individual relativa ao mês imediatamente posterior 
ao término do prazo de doze meses após o livramento.
Perfeita a afirmativa, sendo uma ótima questão para se estudar quando ocorre a perda da qua-
lidade de segurado! É importante frisar que a perda da qualidade não ocorre no dia seguinte 
ao fim do prazo, pois o termo final ocorre no dia seguinte ao do vencimento da contribuição do 
contribuinte individual relativa ao mês imediatamente posterior ao término do prazo, ou seja, no 
caso em comento, no dia seguinte ao do vencimento da contribuição de contribuinte individual 
relativa ao mês imediatamente posterior ao término do prazo de doze meses após o livramento.
Certo.
029. (CESPE/DPU/2015/DEFENSOR PÚBLICO DA UNIÃO) A lei prevê que o período de graça 
do segurado obrigatório seja acrescido de doze meses no caso de ele estar desempregado, 
exigindo-se, em todo caso, conforme entendimento do STJ e da Turma Nacional de Uniformiza-
ção (TNU), que essa situação seja comprovada por registro no órgão próprio do MTE.
Conforme entendimento do STJ e da Turma Nacional de Uniformização dos Juizados Especiais 
Federais (TNU), a ausência de registro em órgão próprio do MTE não impede a comprovação do 
desemprego por outros meios admitidos em Direito, admitindo-se, inclusive, prova testemunhal. 
Tal entendimento está previsto na súmula 27 da Turma Nacional de Uniformizaçãodos Juizados 
Especiais Federais (TNU), que assim dispõe: “A ausência de registro em órgão do Ministério do 
Trabalho não impede a comprovação do desemprego por outros meios admitidos em Direito”.
Errado.
030. (CESPE/DPU/2013/DEFENSOR PÚBLICO DA UNIÃO) Acerca do RGPS, julgue os 
itens a seguir.
Considere a seguinte situação hipotética. Em julho de 2011, depois de pagar ininterruptamente 
por mais de dez anos contribuições mensais à previdência social, Maria foi demitida da em-
presa onde trabalhava como balconista e, desde então, ela não recolheu contribuições para a 
previdência social.
Em face dessa situação hipotética, é correto afirmar que, em março de 2013, Maria ainda man-
tinha a qualidade de segurada.
No caso em comento, Maria possui 24 meses de período de graça. Maria possui 12 meses de 
período de graça, tendo em vista não contribuir por não mais exercer uma atividade remunera-
da. Além disso, Maria faz jus a dilação de mais 12 meses de período de graça, tendo em vista 
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que esta possui mais de 120 contribuições mensais, ininterruptamente. Dessa forma, uma vez 
que Maria possui 24 meses de período de graça, em março de 2013, Maria ainda mantinha a 
sua qualidade de segurada.
Certo.
031. (CESPE/INSS/2001/AUDITOR FISCAL DA PREVIDÊNCIA SOCIAL) Caso um indivíduo 
completasse, em 1998, todos os requisitos definidos na legislação vigente para fruir o benefí-
cio da aposentadoria por tempo de serviço, então poderia obter a concessão do benefício em 
2001, ainda que tivesse perdido a qualidade de segurado em 1999.
Sem dúvida, tendo em vista que o segurado tem um direito adquirido. Inclusive seus depen-
dentes, no caso de morte do segurado, farão jus a pensão por morte (Súmula n. 416 do STJ).
Certo.
032. (CESPE/ABIN/2010/OFICIAL TÉCNICO DE INTELIGÊNCIA – ÁREA DE DIREITO) Consi-
derando a jurisprudência do STJ e a legislação acerca do RGPS, julgue os itens seguintes.
Para efeito de ampliação do período de graça, a ausência de registro em órgão do Ministério 
do Trabalho e Emprego não impede a comprovação do desemprego por outros meios admi-
tidos em direito.
Conforme entendimento do STJ e da Turma Nacional de Uniformização dos Juizados Especiais 
Federais (TNU), a ausência de registro em órgão próprio do MTE não impede a comprovação do 
desemprego por outros meios admitidos em Direito, admitindo-se, inclusive, prova testemunhal. 
Tal entendimento está previsto na súmula 27 da Turma Nacional de Uniformização dos Juizados 
Especiais Federais (TNU), que assim dispõe: “A ausência de registro em órgão do Ministério do 
Trabalho não impede a comprovação do desemprego por outros meios admitidos em Direito”.
Certo.
033. (CESPE/CEBRASPE/PG-DF/2021/ANALISTA JURÍDICO – DIREITO E LEGISLAÇÃO) 
Relativamente à carência e à forma de apuração dos benefícios previdenciários, julgue o 
item que segue.
O recebimento de auxílio-acidente depende de contribuição, para a previdência social por, no 
mínimo, doze meses.
O auxílio-acidente é benefício que independe de carência para a sua concessão.
Errado.
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034. (CESPE/CEBRASPE/2019/PREFEITURA DE BOA VISTA-RR) Maria solicitou à previdên-
cia social auxílio-acidente, não decorrente de acidente de trabalho, mas seu pedido foi inde-
ferido sob o fundamento de que ela não teria cumprido o tempo de carência legalmente es-
tabelecido. Seis anos depois do pedido, ela ingressou com uma ação previdenciária para o 
recebimento do referido benefício.
Considerando essa situação hipotética, à luz das normas vigentes acerca de direito previden-
ciário, julgue o próximo item.
Como a concessão de auxílio-acidente independe de tempo de carência, a decisão administra-
tiva de indeferimento foi incorreta.
O auxílio-acidente é benefício que independe de carência para a sua concessão. Dessa forma, 
a decisão administrativa de indeferimento foi incorreta.
Certo.
035. (CESPE/STJ/2018/ANALISTA JUDICIÁRIO – OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR FEDE-
RAL) A respeito do regime geral da previdência social e do custeio da seguridade social, julgue 
o item que se segue, considerando a jurisprudência dos tribunais superiores.
O segurado especial terá direito a aposentadoria por idade com requisito diferenciado, desde 
que comprove o exercício da atividade rural por tempo igual ao número de meses exigidos para 
a carência do benefício.
Perfeita a afirmativa! O conceito de carência para o segurado especial não são contribuições 
mensais vertidas para o sistema, mas o tempo mínimo de efetivo exercício de atividade rural, 
ainda que de forma descontínua, igual ao número de meses necessário à concessão do be-
nefício requerido. Dessa forma, o segurado especial terá direito a aposentadoria por idade do 
trabalhador rural, desde que, além do cumprimento do requisito etário, comprove o exercício 
da atividade rural pelo período de, no mínimo, 180 meses, que é o número de meses exigidos 
para a carência do benefício.
Certo.
036. (CESPE/TCE-PE/2017/ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – AUDITORIA DE CONTAS 
PÚBLICAS) O item a seguir, apresenta uma situação hipotética, seguida de uma assertiva a ser 
julgada a respeito de benefício previdenciário e contribuição para o RGPS e regime próprio de 
previdência social.
Flávio, que nunca havia contribuído para o RGPS, foi contratado como empregado de uma em-
presa privada. No quinto dia de trabalho, ao conduzir sua bicicleta rumo ao seu emprego, Flávio 
foi atropelado por um veículo, o que o deixou absolutamente incapacitado. Nessa situação, 
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Dependentes do RGPS
DIREITO PREVIDENCIÁRIO
Bernardo Machado
Flávio não terá direito à aposentadoria por invalidez concedida pelo RGPS, por não ter cumpri-
do o tempo mínimo de carência.
Independe de carência a concessão da aposentadoria por incapacidade permanente (antiga 
aposentadoria por invalidez) nos casos de acidente de qualquer natureza ou causa. Dessa 
forma, Flávio fará jus a aposentadoria por incapacidade permanente (antiga aposentadoria por 
invalidez), ainda que não tenha vertido uma única contribuição mensal para o sistema.
Errado.
037. (CESPE/INSS/2016/TÉCNICO DO SEGURO SOCIAL) Com base no disposto na Lei n. 
8.213/1991, que trata dos planos de benefícios da previdência social e dá outras providências, 
julgue o item seguinte.
Em regra, o período de carência para a concessão do benefício de auxílio-doença é de doze 
contribuições mensais.
Os benefícios por incapacidade (auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença) e 
aposentadoria por incapacidade permanente (antiga aposentadoria por invalidez)), regra geral, 
dependem de carência de, no mínimo, 12 contribuições mensais.
Certo.
038. (CESPE/AGU/2013/PROCURADOR FEDERAL) Acerca do RGPS, julgue os itens a seguir.
A concessão do benefício de auxílio-doença, em regra, exige período de carência de doze con-
tribuições mensais. Todavia, a lei prevê casos em que a concessão do referido benefício inde-
pende de carência,entre os quais se inclui a situação na qual o segurado venha a ser vítima de 
moléstia profissional ou do trabalho.
Perfeita a afirmativa! Os benefícios por incapacidade (auxílio por incapacidade temporária (an-
tigo auxílio-doença) e aposentadoria por incapacidade permanente (antiga aposentadoria por 
invalidez)), regra geral, dependem de carência de, no mínimo, 12 contribuições mensais. Entre-
tanto, os citados benefícios são concedidos, independentemente de carência, nos casos de aci-
dente de qualquer natureza ou causa e de doença profissional ou do trabalho, bem como nos 
casos de segurado que, após filiar-se ao RGPS, for acometido de alguma das doenças e afecções 
especificadas em lista elaborada pelos Ministérios da Saúde e da Previdência Social, atualizada 
a cada 3 anos, de acordo com os critérios de estigma, deformação, mutilação, deficiência ou 
outro fator que lhe confira especificidade e gravidade que mereçam tratamento particularizado.
Certo.
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Dependentes do RGPS
DIREITO PREVIDENCIÁRIO
Bernardo Machado
039. (CESPE/MTE/2013/AFT) Para a concessão dos benefícios de aposentadoria por invali-
dez e auxílio-doença em decorrência de acidente do trabalho, a legislação de regência do RGPS 
dispensa o cumprimento do período de carência, dado que se trata de evento não programável.
No caso de benefícios por incapacidade (auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-
-doença) e aposentadoria por incapacidade permanente (antiga aposentadoria por invalidez)), 
quando decorrentes de acidente de qualquer natureza ou causa, bem como doença profissio-
nal ou doença do trabalho, tais benefícios são concedidos independentemente de carência.
Certo.
040. (CESPE/FUB/2008/SECRETÁRIO EXECUTIVO) De acordo com a Constituição Federal e 
demais preceitos da legislação previdenciária no Brasil, julgue os itens a seguir.
Considere que Joana, há seis meses trabalhando no seu primeiro emprego com carteira assi-
nada, sem nunca antes haver contribuído com a previdência social, acaba de dar à luz a sua 
primeira filha. Nessa situação, Joana não terá direito ao salário-maternidade, uma vez que a 
carência para usufruir desse benefício é de, no mínimo, doze contribuições mensais ao regime 
geral de previdência social.
O salário-maternidade, para a segurada empregada, é concedido independentemente de carência.
Errado.
041. (CESPE/TRT – 21ª REGIÃO (RN)/2010/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATI-
VA) Julgue o item seguinte, que versa sobre a seguridade social e o regime geral da previdência 
social (RGPS).
Para fazer jus a qualquer prestação do RGPS, o beneficiário deve preencher o período de carên-
cia, assim entendido como o número mínimo de contribuições mensais indispensáveis.
Nem toda prestação previdenciária exige carência para a sua concessão. A título de exemplo, 
o auxílio-acidente é concedido independentemente de carência.
Errado.
042. (CESPE/BRB/2010/MÉDICO DO TRABALHO) A carência necessária para a concessão 
do benefício da aposentadoria por invalidez segue os mesmos moldes do auxílio-doença.
Os benefícios por incapacidade (auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença) e 
aposentadoria por incapacidade permanente (antiga aposentadoria por invalidez)), regra geral, 
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DIREITO PREVIDENCIÁRIO
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dependem de carência de, no mínimo, 12 contribuições mensais. Entretanto, os citados bene-
fícios são concedidos, independentemente de carência, nos casos de acidente de qualquer 
natureza ou causa e de doença profissional ou do trabalho, bem como nos casos de segurado 
que, após filiar-se ao RGPS, for acometido de alguma das doenças e afecções especificadas 
em lista elaborada pelos Ministérios da Saúde e da Previdência Social, atualizada a cada 3 
anos, de acordo com os critérios de estigma, deformação, mutilação, deficiência ou outro fator 
que lhe confira especificidade e gravidade que mereçam tratamento particularizado.
Certo.
043. (CESPE/BRB/2010/MÉDICO DO TRABALHO) Para a concessão dos benefícios au-
xílio-doença acidentário e aposentadoria por invalidez acidentária, dispensa-se o período 
de carência.
Os benefícios por incapacidade (auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença) e 
aposentadoria por incapacidade permanente (antiga aposentadoria por invalidez)), regra geral, 
dependem de carência de, no mínimo, 12 contribuições mensais. Entretanto, os citados bene-
fícios são concedidos, independentemente de carência, nos casos de acidente de qualquer 
natureza ou causa e de doença profissional ou do trabalho, bem como nos casos de segurado 
que, após filiar-se ao RGPS, for acometido de alguma das doenças e afecções especificadas 
em lista elaborada pelos Ministérios da Saúde e da Previdência Social, atualizada a cada 3 
anos, de acordo com os critérios de estigma, deformação, mutilação, deficiência ou outro fator 
que lhe confira especificidade e gravidade que mereçam tratamento particularizado.
Certo.
044. (CESPE/INSS/2008/TÉCNICO DO SEGURO SOCIAL) Roberto, produtor rural, é segurado 
especial e não faz recolhimento para a previdência social como contribuinte individual. Nes-
sa situação, para recebimento dos benefícios a que Roberto tem direito, não é necessário o 
recolhimento para a contagem dos prazos de carência, sendo suficiente a comprovação da 
atividade rural por igual período.
O conceito de carência para o segurado especial não são contribuições mensais vertidas para 
o sistema, mas o tempo mínimo de efetivo exercício de atividade rural, ainda que de forma des-
contínua, igual ao número de meses necessário à concessão do benefício requerido.
Certo.
045. (CESPE/INSS/2008/TÉCNICO DO SEGURO SOCIAL) Uma profissional liberal que seja 
segurada contribuinte individual da previdência social há três meses e esteja grávida de seis 
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DIREITO PREVIDENCIÁRIO
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meses terá direito ao salário-maternidade, caso recolha antecipadamente as sete contribui-
ções que faltam para completar a carência.
Não se permite recolhimentos antecipados no RGPS para fins de contagem de carência. Ade-
mais, período de carência é o tempo correspondente ao número mínimo de contribuições men-
sais indispensáveis para que o beneficiário faça jus ao benefício, consideradas as competên-
cias cujo salário de contribuição seja igual ou superior ao seu limite mínimo mensal. Portanto, 
caso a segurada contribuinte individual não tenha 10 contribuições mensais vertidas para o 
sistema, não fará jus ao salário-maternidade.
Errado.
046. (CESPE/INSS/2008/TÉCNICO DO SEGURO SOCIAL) Uma segurada empregada do regi-
me de previdência social que tenha conseguido seu primeiro emprego e, logo na primeira sema-
na, sofra um grave acidente que determine seu afastamento do trabalho por quatro meses não 
terá direito ao auxílio-doença pelo fato de não ter cumprido a carência de doze contribuições.
No caso de acidente de qualquer natureza ou causa, não se exige carência para a concessão 
do auxílio por incapacidade temporária(antigo auxílio-doença).
Errado.
047. (CESPE/FHS-SE/2009/PROCURADOR) O valor dos benefícios de prestação continuada 
pagos pela previdência social, inclusive o salário-maternidade, será calculado com base no 
salário-de-benefício.
Nem todos os benefícios do RGPS são calculados com base no salário de benefício. No caso 
do salário-maternidade, a título de exemplo, para os segurados(as) empregados(as), a renda 
mensal do benefício é a remuneração integral do beneficiário.
Errado.
048. (CESPE/SEAD-SE (FPH)/2009/PROCURADOR) Em regra, a renda mensal do benefício 
de prestação continuada que substituir os salários-de-contribuição ou o rendimento do traba-
lho do segurado não terá valor inferior ao do salário mínimo, nem superior ao do limite máximo 
do salário-de-contribuição.
Conforme determina o art. 33 da Lei n. 8.213/91, em regra, a renda mensal do benefício de 
prestação continuada que substituir o salário de contribuição ou o rendimento do trabalho do 
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segurado não terá valor inferior ao do salário mínimo, nem superior ao do limite máximo do 
salário de contribuição.
Certo.
049. (CESPE/SERPO/2013/ANALISTA – GESTÃO DE PESSOAS) A norma constitucional 
estabelece que os benefícios do RGPS devem ser reajustados para preservar-lhes, em cará-
ter permanente, o valor real. Em consonância com essa norma, o legislador ordinário estabe-
leceu que esses benefícios devem ser reajustados anualmente utilizando-se o mesmo índice 
de reajuste do salário mínimo.
Os valores dos benefícios em manutenção serão reajustados, na mesma data de reajuste do 
salário mínimo, pro rata, de acordo com suas respectivas datas de início ou do último reajusta-
mento, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC, apurado pela Fundação 
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.
Errado.
050. (CESPE/IPAJM/2006/ADVOGADO) José, aposentado por tempo de serviço, recebe pres-
tação previdenciária equivalente a um salário-mínimo. Em março de 2006, o governo federal 
reajustou o salário-mínimo em 13%. No dia 1º de maio de 2006, houve reajuste geral dos bene-
fícios previdenciários em 7%. Nessa situação, sobre o salário-de-benefício de José incidirão os 
dois reajustes referidos acima.
No caso em comento, como José recebe aposentadoria no valor equivalente a 1 salário míni-
mo, este benefício será reajustado com base no reajuste do salário mínimo, ou seja, será rea-
justado no percentual de 13%. Os demais beneficiários, que recebem benefícios superiores ao 
salário mínimo, terão seus benefícios reajustados pelo percentual de reajuste dos benefícios 
em geral, ou seja, serão reajustados no percentual de 7%.
Errado.
051. (CESPE/INSS/2001/AUDITOR FISCAL DA PREVIDÊNCIA SOCIAL) Considerando que 
um segurado se aposentasse por invalidez com benefício equivalente a R$ 480,00, sendo de R$ 
80,00, à época, o valor do salário mínimo, então, sendo elevado para R$ 180,00 o valor desse 
salário mínimo, o benefício previdenciário no poderá ser inferior a R$ 1.080,00.
O reajuste do benefício previdenciário não utiliza o mesmo índice de reajuste do salário míni-
mo, mas sim o INPC. Assim, na questão estudada, o reajuste do salário mínimo foi de 125%. 
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DIREITO PREVIDENCIÁRIO
Bernardo Machado
A banca examinadora reajustou o benefício pelo mesmo índice, chegando ao valor de R$ 
1.080,00. Portanto, a afirmativa é errada.
Errado.
Bernardo Machado
Auditor-fiscal da Receita Federal do Brasil. Graduado em Engenharia de Produção pela Universidade do 
Estado do Rio de Janeiro (Uerj), bacharel em Direito pela Universidade Cândido Mendes (Ucam) e pós-
graduado em Direito Tributário pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Professor de Direito Previdenciário em 
cursos preparatórios para concurso público.
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	Apresentação
	Dependentes do RGPS
	Introdução
	Rol de Dependentes do RGPS
	Menor Sob Guarda
	Regras Gerais
	Perda da Qualidade de Dependente
	Inscrição dos Dependentes e Comprovação de Vínculo e Dependência Econômica
	Manutenção e Perda da Qualidade de Segurado
	Introdução
	Prazos
	Perda da Qualidade de Segurado
	Carência
	Introdução
	Períodos de Carência
	Perda da Qualidade do Segurado
	Início da Contagem da Carência
	Salário de Benefício
	Observações
	Renda Mensal do Benefício
	Reajustamento e Pagamento do Benefício
	Resumo
	Questões de Concurso
	Gabarito
	Gabarito Comentado
	AVALIAR 5: 
	Página 79:respeito à 
supressão do “menor sob guarda” do rol de dependentes do RGPS.
Primeiramente, o STF mencionou que o STJ possui entendimento firmado no sentido de 
que o “menor sob guarda” ainda mantêm a condição de dependente previdenciário, com fun-
damento no art. 33, § 3º do ECA.
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DIREITO PREVIDENCIÁRIO
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Ademais, a maioria formada no STF declarou inconstitucional o trecho da Lei n. 9.528/97 
que suprimiu o “menor sob guarda” do rol de dependentes previdenciários, à medida em que 
essa alteração normativa viola o princípio da proteção integral à criança e ao adolescente, pre-
vista no art. 227 da CF/88.
É importante frisar que a decisão consigna a necessidade de que a dependência econômi-
ca do “menor sob guarda” seja comprovada, da mesma forma que ocorre com o enteado e o 
menor tutelado.
Todo o entendimento exarado pelo STJ e recentemente exarado pelo STF no julgamento 
das ADI 4878 e 5083 deixa de ter sentido, uma vez que, com a recente reforma da previdência 
social (EC n. 103/19), o Poder Constituinte Derivado Reformador, especificamente no art. 23, § 
6º, determina que se equiparam a filho, para fins de recebimento da pensão por morte, exclu-
sivamente o enteado e o menor tutelado, desde que comprovada a dependência econômica.
Portanto, o art. 33, § 3º do ECA se torna incompatível materialmente com o art. 23, § 6º da 
EC n. 103/19, sendo não recepcionado e, por consequência, revogado tacitamente.
Assim sendo, após a recente reforma da previdência social (EC n. 103/19), o menor sob 
guarda não é dependente do RGPS.
Cabe frisar que o citado dispositivo previsto na EC n. 103/19 (art. 23, § 6º) não foi objeto 
das ADI 4878 e 5083 e, por consequência não foi enfrentada a sua constitucionalidade, em 
atenção ao princípio da adstrição ao pedido.
Caso fosse enfrentada tal questão, haveria um vício na decisão, o que poderia levar a 
sua nulidade.
O que pode-se concluir até o presente momento é que, antes da reforma da previdência 
social, o “menor sob guarda” é dependente do RGPS, devendo prevalecer o ECA em face da 
Lei n. 8.213/91.
Tal entendimento está absolutamente consolidado, seja com base no recurso especial jul-
gado em sede de recurso repetitivo pelo STJ, seja com base na decisão exarada no julgamento 
das ADI 4878 e 5083.
O problema é afirmar se o “menor sob guarda” é dependente do RGPS após a recente refor-
ma da previdência social (EC n. 103/19), uma vez que o Poder Constituinte Derivado Reforma-
dor, de forma literal, no art. 23, § 6º da EC n. 103/19, determina que equiparam-se a filho, para 
fins de recebimento da pensão por morte, exclusivamente o enteado e o menor tutelado, desde 
que comprovada a dependência econômica.
Até que se fale o contrário, o art. 23, § 6º da EC n. 103/19 deve ser considerado como 
constitucional!
A discussão será hercúlea perante o Poder Judiciário!
É importante frisar que, para que o art. 23, § 6º da EC n. 103/19 seja declarado inconstitu-
cional, terá que ser demonstrado que o Poder Constituinte Derivado Reformador infringiu um 
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DIREITO PREVIDENCIÁRIO
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dos limites ao poder de reforma (limite procedimental, limite circunstancial ou limite material 
(cláusulas pétreas implícitas e explícitas)).
Quanto aos limites procedimental e circunstacial, isso, indubitavelmente, não ocorreu. A 
discussão irá girar em torno de uma possível inobservância de uma cláusula pétrea, o que po-
deria levar a citada declaração de inconstitucionalidade.
Por ora, conclui-se:
• Antes da reforma da Previdência Social (EC n. 103/19) – “menor sob guarda” é depen-
dente do RGPS – fundamento: REsp n. 1411258/RS e ADI 4878 e 5083
• Após a reforma da Previdência Social (EC n. 103/19) – de forma apriorística, “menor sob 
guarda” não é dependente do RGPS – fundamento: art. 23, § 6º da EC n. 103/19, o qual 
não foi objeto das ADI 4878 e 5083. Até que se fale o contrário, o art. 23, § 6º da EC n. 
103/19 deve ser considerado como constitucional!
reGrAs GerAIs
Existem 3 regras atinentes aos dependentes.
A primeira determina que a existência de dependente de qualquer das classes exclui do 
direito às prestações os das classes seguintes.
Assim, a existência de dependentes da classe I, faz com que os dependentes das classes 
II e III não tenham direito ao benefício previdenciário.
A segunda determina que os dependentes de uma mesma classe concorrem em igualdade 
de condições.
Portanto, caso existam 4 dependentes da classe I, o benefício previdenciário será dividido 
em 4 cotas iguais.
A terceira e última regra se refere à dependência econômica, pois a dependência econômi-
ca dos dependentes da classe I é presumida, salvo os equiparados aos filhos (menor tutelado 
e o enteado), enquanto que a dependência econômica dos dependentes das classes II e III 
deve ser comprovada.
Portanto, cônjuge ou filho não precisam comprovar dependência econômica. Entre-
tanto, a mãe de um segurado deverá comprovar dependência econômica para fazer jus ao 
benefício previdenciário.
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DIREITO PREVIDENCIÁRIO
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Estudam-se as regras atinentes aos dependentes por meio de um esquema ilustrativo.
Primeiramente, cumpre mencionar que, com a recente reforma da previdência social (EC 
n. 103/19), a pensão por morte concedida a dependente de segurado do RGPS é equivalente a 
uma cota familiar de 50% do valor da aposentadoria recebida pelo segurado ou daquela a que 
teria direito se fosse aposentado por incapacidade permanente na data do óbito, acrescida de 
cotas de 10 pontos percentuais por dependente, até o máximo de 100%.
EXEMPLO
Imagine, portanto, João, segurado empregado do RGPS, casado com Maria e pai de 3 filhos, 
não emancipados, menores de 21 anos, vem a falecer. Antes de sua morta, João possuía uma 
mãe e um irmão, que dependiam dele economicamente. Ao falecer, João deixou uma pensão 
por morte no valor de R$ 2.000,00, a qual foi calculada nos termos do parágrafo anterior (50% 
de cota familiar + 10% por dependente).
Pergunta: quem tem direito a pensão por morte?
Apenas cônjuge e filhos, tendo em vista que a existência de dependente da classe I exclui 
o direito dos dependentes das classes II e III.
Qual é o valor da cota de cada dependente da classe I?
R$ 500,00 para cada dependente, tendo em vista que dependentes da mesma classe con-
correm em igualdade de condições. Assim, uma vez que a pensão por morte é no valor de R$ 
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2.000,00 e existem 4 dependentes da classe I, divide-se o valor da pensão por morte em 4 cotas 
iguais. Assim, cônjuge tem direito a R$ 500,00, enquantoque cada filho tem direito a R$ 500,00.
Caso um filho perca a qualidade de dependente (ex: quando atinge a idade de 21 anos), 
a pensão por morte é recalculada, pois, com a recente reforma da previdência social (EC n. 
103/19), as cotas por dependente cessarão com a perda dessa qualidade e não serão rever-
síveis aos demais dependentes, preservado o valor de 100% da pensão por morte quando o 
número de dependentes remanescente for igual ou superior a 5.
Caso todos os dependentes da classe I percam a sua qualidade, ainda que exista depen-
dente das demais classes, a pensão não passará para esse dependente, tendo em vista que a 
existência de dependente da classe I exclui o direito dos dependentes das classes II e III.
Assim, caso todos os filhos atinjam os 21 anos e cônjuge venha a falecer, ainda que a mãe 
ainda esteja viva, a pensão por morte não passará para a mãe.
perdA dA QuAlIdAde de dependente
A perda da qualidade de dependente ocorre:
• Para o cônjuge, pela separação judicial ou divórcio, enquanto não lhe for assegurada 
a prestação de alimentos, pela anulação do casamento, pelo óbito ou por sentença ju-
dicial transitada em julgado, ou pelo decurso do prazo de recebimento da pensão por 
morte, nos termos do art. 77, §2º, V da Lei n. 8.213/91 (o decurso do prazo será melhor 
estudado na aula acerca do benefício pensão por morte);
• Para a companheira ou companheiro, pela cessação da união estável com o segurado 
ou segurada, enquanto não lhe for garantida a prestação de alimentos ou pelo decurso 
do prazo de recebimento da pensão por morte, nos termos do art. 77, §2º, V da Lei n. 
8.213/91 (o decurso do prazo será melhor estudado na aula acerca do benefício pen-
são por morte);
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Dependentes do RGPS
DIREITO PREVIDENCIÁRIO
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• Ao completar 21 anos de idade, para o filho, o irmão, o enteado ou o menor tutelado, ou 
nas seguintes hipóteses, se ocorridas anteriormente a essa idade:
− casamento;
− início do exercício de emprego público efetivo;
− constituição de estabelecimento civil ou comercial ou da existência de relação de 
emprego, desde que, em função deles, o menor com 16 anos completos tenha eco-
nomia própria; ou
− concessão de emancipação, pelos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante 
instrumento público, independentemente de homologação judicial, ou por sentença 
do juiz, ouvido o tutor, se o menor tiver 16 anos completos; e
• Para os dependentes em geral:
− pela cessação da invalidez ou da deficiência intelectual, mental ou grave; ou
− pelo falecimento.
Perda da 
qualidade de 
dependente
Cônjuge
Separação judicial ou divórcio, enquanto 
não lhe for assegurada a prestação de 
alimentos, pela anulação do casamento, 
pelo óbito ou por sentença judicial 
transitada em julgado ou pelo decurso 
do prazo de recebimento da pensão por 
morte, nos termos do art. 77, §2º, V da 
Lei n. 8.213/91
Companheiro
(a)
Cessação da união estável com o 
segurado ou segurada, enquanto não lhe 
for garantida a prestação de alimentos, 
ou pelo decurso do prazo de 
recebimento da pensão por morte, nos 
termos do art. 77, §2º, V da Lei n. 
8.213/91
Filho/Equiparado 
e Irmão
Ao completarem 21 anos de idade, ou 
em outras hipóteses, desde que essas 
hipóteses ocorram antes dos 21 anos de 
idade
Dependentes em 
Geral
Cessação da invalidez ou da deficiência 
intelectual, mental ou grave; ou
Falecimento
Para entender a perda da qualidade de dependentes, alguns comentários se fazem necessários.
Em relação a cônjuge, ocorrendo à separação judicial ou o divórcio, cônjuge só mantém a 
qualidade de dependente, caso seja assegurada a prestação de alimentos. Tal regra também 
se aplica a separação de fato.
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JURISPRUDÊNCIA
Cabe ressaltar a Súmula n. 336 do STJ, que assim determina: “A mulher que renunciou aos 
alimentos na separação judicial tem direito à pensão previdenciária por morte do ex-ma-
rido, comprovada a necessidade econômica superveniente.”
Assim, mesmo que não seja determinada a prestação de alimentos, poderá ser concedida 
a pensão por morte para ex-cônjuge, desde que seja comprovada a sua necessidade econômi-
ca superveniente, como, por exemplo, com a comprovação de ajuda no pagamento de aluguel 
ou outras contas.
Para companheiro(a), aplica-se a mesma regra atinente a cônjuge, ou seja, cessando a união 
estável, é mantida a qualidade de dependente, caso seja assegurada a prestação de alimento.
Em relação aos filhos/equiparados (enteado e menor tutelado) e irmãos, uma vez atingida 
a idade de 21 anos, perdem a qualidade de dependentes, ou em outras hipóteses, desde que 
essas outras hipóteses ocorram antes dos 21 anos de idade.
É importante frisar que o filho inválido ou da deficiência intelectual, mental ou grave, ainda 
que atinja os 21 anos, mantém-se como dependente, desde que a invalidez ou a deficiência 
ocorra antes da perda da qualidade de dependente.
EXEMPLO
Imagine um filho de um segurado que perca a sua qualidade de dependente por atingir a idade 
de 21 anos. No dia seguinte ao aniversário, sofre um grave acidente que o torna inválido. Infe-
lizmente, tal filho não receberá a pensão por morte, pois a invalidez ocorreu após a sua perda 
da qualidade de dependente.
Conclui-se, portanto, que uma vez perdida a qualidade de dependente, esse status não re-
torna mais.
PEGADINHA DA BANCA
PELO AMOR DE DEUS! NÃO EXISTE AMPLIAÇÃO DA IDADE PARA O ESTUDANTE ATÉ OS 24 
ANOS, se ainda estiver cursando estabelecimento de ensino superior ou escola técnica de 
segundo grau!
tal ampliação ocorre apenas para consideração de dependentes para efeitos do impos-
to de renda.
JURISPRUDÊNCIA
Tal entendimento está previsto na súmula 37 da Turma Nacional de Uniformização dos 
Juizados Especiais Federais (TNU), que assim dispõe: “A pensão por morte, devida ao 
filho até os 21 anos de idade, não se prorroga pela pendência do curso universitário.”.
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Portanto, como dito anteriormente, uma vez atingida a idade de 21 anos, o filho/equiparado 
(enteado ou menor tutelado) ou irmão perde a qualidade de dependente, ou em outras hipóte-
ses, desde que essas outras hipóteses ocorram antes dos 21 anos de idade.
Outra forma de os filhos/equiparados (enteado e menor tutelado) ou irmãos perderem a 
qualidade de dependentes é se emancipando, salvo se a emancipação for decorrente de cola-
ção de grau em curso de ensino superior.
As situações de emancipação estão previstas no art. 5º, § único do Código Civil, sendo elas:
• Pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento públi-
co, independentemente de homologação judicial, ou por sentença do juiz, ouvido o tutor, 
se o menor tiver dezesseis anos completos;
• Pelo casamento;
• Pelo exercício de emprego público efetivo;
• Pela colação de grau em curso de ensino superior;
• Pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de emprego, desdeque, em função deles, o menor com dezesseis anos completos tenha economia própria.
As situações de emancipação elencadas no código civil, uma vez ocorridas, fazem com 
que o filho/equiparado (enteado ou menor tutelado) ou irmão perca a sua qualidade de depen-
dente, salvo a colação de grau em curso de ensino superior, situação que não está prevista no 
art. 17, III do RPS.
Portanto, leve a seguinte regra para a prova. Qualquer que seja a situação de emancipação, 
o filho/equiparado (enteado ou menor tutelado) ou irmão perde a qualidade de dependente, 
salvo se a emancipação for decorrente da colação de grau em curso de ensino superior.
Ademais, o filho, o irmão, o enteado e o menor tutelado, desde que comprovada a depen-
dência econômica dos três últimos, se inválidos ou se tiverem deficiência intelectual, mental 
ou grave, não perderão a qualidade de dependentes desde que a invalidez ou a deficiência 
intelectual, mental ou grave tenha ocorrido antes de uma das situações de perda da qualidade 
de dependente, ou seja, antes de completarem 21 anos ou incorrerem em algumas das situa-
ções de emancipação elencadas na legislação previdenciária.
A data de início da invalidez ou da deficiência intelectual, mental ou grave será estabelecida 
pela Perícia Médica Federal.
Por fim, perdem a qualidade os dependentes em geral pela cessação da invalidez ou pelo 
falecimento.
InscrIção dos dependentes e coMprovAção de vínculo e dependêncIA 
econôMIcA
A inscrição do dependente do segurado é feita pelo próprio quando do requerimento do 
benefício a que tiver direito.
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Quando for necessária a comprovação de vínculo e dependência econômica, exige-se a 
apresentação de, no mínimo, 2 documentos, como, por exemplo, disposições testamentárias, 
prova de mesmo domicílio, conta bancária conjunta, apólice de seguro da qual conste o segu-
rado como instituidor do seguro e a pessoa interessada como sua beneficiária...
Caso o dependente só possua um dos documentos mencionados produzido em período 
não superior a 24 meses anteriores à data do óbito ou do recolhimento à prisão, a compro-
vação de vínculo ou de dependência econômica para esse período poderá ser suprida por 
justificação administrativa.
Inscrição do Dependente Feita pelo próprio quando do 
requerimento do benefício
Comprovação de vínculo e 
dependência econômica
Apresentar, no mínimo, 2 
documentos
No caso de dependente inválido ou com deficiência intelectual, mental ou grave, para fins 
de inscrição e concessão de benefício, a invalidez será comprovada por meio de exame médi-
co-pericial a cargo da Perícia Médica Federal e a deficiência, por meio de avaliação biopsicos-
social realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar.
O dependente menor de 21 anos de idade apresentará declaração para atestar a não ocor-
rência das hipóteses de emancipação elencadas no art. 17, III do RPS.
001. (CESPE/MTE/2013/AFT) Apesar de integrarem a segunda classe de dependentes, os 
pais poderão fazer jus ao recebimento de pensão por morte, desde que comprovem a de-
pendência econômica do segurado a eles, ainda que existam dependentes que integrem a 
primeira classe.
A existência de dependente de qualquer das classes exclui do direito às prestações os das 
classes seguintes. Assim sendo, uma vez que existam dependentes da primeira classe, os 
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pais, que são dependentes da classe II, não fazem jus a pensão por morte, ainda que compro-
vem a dependência econômica do segurado.
Errado.
MAnutenção e perdA dA QuAlIdAde de seGurAdo
Introdução
O tema em estudo se refere ao conhecido “período de graça”. Ou seja, é um período onde 
o segurado não verte contribuições para o sistema, mas, mesmo assim, se mantém amparado 
por ele. Por isso é dado o nome desse período como período de graça.
Estudar-se-ão várias situações para melhor explicar o tema.
EXEMPLO
Na primeira situação, imagine um segurado que fica desempregado. Como regra geral, o seu 
período de graça será de até 12 meses. No oitavo mês após o desemprego, esse segurado 
sofre um acidente, que determina que tenha uma incapacidade temporária para o trabalho em 
período superior a 15 dias consecutivos. Tal fato enseja a concessão do benefício conhecido 
como auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença).
O benefício será concedido?
Sem dúvida, pois o segurado está no período de graça, ou seja, está no período onde ele 
não está vertendo contribuições para o sistema, mas faz jus aos benefícios previdenciários, 
tendo em vista estar mantendo a sua qualidade de segurado.
EXEMPLO
Na segunda situação, imagine uma segurada desempregada, que, como regra geral, mantém a 
sua qualidade por até 12 meses. Estressada, ela e o maridão seguem a sua vida matrimonial, 
continuando a fazer o que estão acostumados. Ou seja, um mês após o desemprego: “BIMBA”! 
Nove meses após o “BIMBA” vem o parto, que é um dos eventos ensejadores do salário-ma-
ternidade.
O benefício será concedido?
Sem dúvida, pois a segurada está no período de graça, ou seja, está no período onde ela 
não está vertendo contribuições para o sistema, mas faz jus aos benefícios previdenciários, 
tendo em vista estar mantendo a sua qualidade de segurada.
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É importante frisar que o evento ensejador do benefício tem que ocorrer dentro do perío-
do de graça.
Portanto, em ambas as situações, se o evento ensejador (acidente ou parto) ocorresse 
após o período de graça, ou seja, após a perda da qualidade de segurado(a), o benefício não 
seria concedido.
Esse tema é de suma importância não apenas para o segurado, mas também para os seus 
dependentes.
EXEMPLO
Imagine um segurado que fica desempregado. Como regra geral, o seu período de graça será 
de até 12 meses. No oitavo mês após o desemprego, esse segurado sofre um acidente e vem 
a falecer.
A pensão por morte será concedida para os seus dependentes?
Sem dúvida, pois o segurado está no período de graça.
Entretanto, caso a morte ocorresse após o período de graça, ou seja, após a perda da qua-
lidade de segurado, o benefício não seria concedido aos seus dependentes.
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Cabe apenas ressaltar que, caso o segurado tivesse preenchido os requisitos para obten-
ção de aposentadoria, mas não se aposentasse, e viesse a perder a sua qualidade de segurado, 
seria concedida a pensão por morte para os seus dependentes.
EXEMPLO
Imagine um segurado que tenha 65 anos de idade, 20 anos de tempo de contribuiçãoe mais 
de 180 contribuições mensais vertidas para o sistema (carência necessária para a concessão 
do benefício – próximo tópico a ser estudado). Esse segurado fica desempregado e acaba 
perdendo a sua qualidade de segurado, vindo, posteriormente, a falecer. Nessa situação, seria 
concedida a pensão por morte para os seus dependentes, tendo em vista que o segurado pre-
encheu todos os requisitos para se aposentar antes da data do seu óbito, mas não exerceu o 
seu direito enquanto estava vivo.
JURISPRUDÊNCIA
Tal entendimento está sumulado pelo STJ (Súmula n. 416 do STJ), a qual dispõe: “É devida 
a pensão por morte aos dependentes do segurado que, apesar de ter perdido essa qualidade, 
preencheu os requisitos legais para a obtenção de aposentadoria até a data do seu óbito.”
Uma vez entendido o tema, passa-se a estudar os períodos que o segurado mantém a sua 
qualidade, independentemente de contribuições.
prAzos
Mantém a qualidade de segurado, independentemente de contribuições:
• sem limite de prazo, quem está em gozo de benefício, exceto na hipótese de auxílio-acidente;
• até 12 meses após a cessação de benefício por incapacidade ou das contribuições;
• até 12 meses após cessar a segregação, o segurado acometido de doença de segre-
gação compulsória;
• até 12 meses após o livramento, o segurado detido ou recluso;
• até 3 meses após o licenciamento, o segurado incorporado às Forças Armadas para 
prestar serviço militar; e
• até 6 meses após a cessação das contribuições, o segurado facultativo.
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Mantém a 
qualidade de 
segurado
Sem prazo
Quem está em gozo de benefício, 
exceto na hipótese de auxílio-
acidente
Até 12 meses
Após a cessação de benefício por 
incapacidade ou das contribuições
Após cessar a segregação, o 
segurado acometido de doença de 
segregação compulsória
Após o livramento, o segurado 
detido ou recluso
Até 3 meses
Após o licenciamento, o segurado 
incorporado às Forças Armadas 
para prestar serviço militar
Até 6 meses Após a cessação das contribuições, 
o segurado facultativo
O prazo do item II será prorrogado para até 24 meses, se o segurado já tiver pago mais de 
120 contribuições mensais sem interrupção que acarrete a perda da qualidade de segurado.
Tal prazo ainda poderá ser acrescido de 12 meses para o segurado desempregado, desde 
que comprovada essa situação por registro no órgão próprio do Ministério do Trabalho.
Analisam-se casos práticos para melhor entender a ampliação do período de graça.
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EXEMPLO
Imagine um segurado que trabalha há 2 anos e fica desempregado, fazendo jus ao seguro-
-desemprego. Nessa situação, o segurado terá 24 meses de período de graça (12 meses pelo 
desemprego cumulado com 12 meses do desemprego registrado).
Imagine, agora, um segurado que trabalha há 20 anos e fica desempregado, fazendo jus ao 
seguro-desemprego. Nessa situação, o segurado terá 36 meses de período de graça (12 meses 
pelo desemprego cumulado com 12 meses por ter mais de 120 contribuições mensais cumula-
do com 12 meses do desemprego registrado).
Perceba, portanto, que, no item II, o período de graça pode ser de 12 meses, ou 24 meses, 
ou 36 meses, dependendo da situação.
Cabe ressaltar que é possível, dentre outras formas, comprovar a situação de registro no 
órgão próprio do MTE mediante declaração expedida pelas Superintendências Regionais do 
Trabalho e Emprego ou outro órgão do MTE; comprovação do recebimento do seguro-desem-
prego; ou inscrição cadastral no Sistema Nacional de Emprego – SINE, órgão responsável pela 
política de emprego nos Estados da federação.
Cabe, ainda, ressaltar que, conforme entendimento jurisprudencial, a ausência de registro em 
órgão próprio do MTE não impede a comprovação do desemprego por outros meios admitidos 
em Direito, admitindo-se, inclusive, prova testemunhal.
JURISPRUDÊNCIA
Tal entendimento está previsto na súmula 27 da Turma Nacional de Uniformização dos 
Juizados Especiais Federais (TNU), que assim dispõe: “A ausência de registro em órgão 
do Ministério do Trabalho não impede a comprovação do desemprego por outros meios 
admitidos em Direito”.
Por fim, para o contribuinte individual, o período de manutenção da qualidade de segurado 
inicia-se no primeiro dia do mês subsequente ao da última contribuição com valor igual ou 
superior ao salário-mínimo.
Ademais, o segurado que receber remuneração inferior ao limite mínimo mensal do salário 
de contribuição somente manterá a qualidade de segurado se efetuar os ajustes de comple-
mentação, utilização e agrupamento.
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perdA dA QuAlIdAde de seGurAdo
Quando acontece a perda da qualidade do segurado? Dia seguinte ao fim dos prazos, ou 
seja, dia seguinte ao fim dos 12 meses, ou dos 3 meses, ou dos 6 meses?
Não!
O reconhecimento da perda da qualidade de segurado no termo final dos prazos ocorrerá 
no dia seguinte ao do vencimento da contribuição do contribuinte individual relativa ao mês 
imediatamente posterior ao término daqueles prazos.
Apesar de ser uma redação complicada, a regra não é difícil.
EXEMPLO
Imagine um caso prático. Imagine um segurado que trabalha há 2 anos e fica desempregado, 
sem que o desemprego seja registrado. Nessa situação, o segurado terá 12 meses de período 
de graça.
Entretanto, a perda da qualidade não ocorre no dia seguinte ao final dos 12 meses, pois 
ninguém pode afirmar que ele não irá contribuir em relação ao 13º mês. Assim, caso ele venha 
contribuir em relação ao 13º (como contribuinte individual), o vencimento da obrigação apenas 
acontece no dia 15 do mês seguinte, ou seja, no dia 15 do 14º mês. Assim, perda da qualidade 
apenas ocorre no dia 16 do 14º mês. Repare que o segurado sempre ganha mais um mês e 
meio de período de graça.
Visualiza-se o explicado por meio de um esquema ilustrativo.
EXEMPLO
Imagine, portanto, o nosso caso prático acima, cujo período de graça do segurado é de 12 
meses. Infelizmente, o segurado sofre um acidente no dia 13 do 14º mês, que determina que 
tenha uma incapacidade temporária para o trabalho em período superior a 15 dias consecutivos. 
Pergunta: será concedido o auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença)? Res-
posta: sem dúvida, pois o segurado ainda está no período de graça. Ele só perde a sua qualidade 
de segurado no dia 16 do 14º mês.
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Cabe apenas ressaltar que a explicação utilizou o dia 16 como o termo final. Entretanto, 
utilizar o dia 16 é apenas para fins didáticos.
EXEMPLOImagine que o vencimento da obrigação em relação ao 13º mês recaia em um dia que não 
tenha expediente bancário, como, por exemplo, um sábado. Assim, o vencimento é postergado 
para o dia útil imediatamente posterior, ou seja, o vencimento recairá no dia 17 do 14º mês, 
fazendo com que a perda da qualidade do segurado ocorra apenas no dia 18.
002. (CESPE/DPU/2015/DEFENSOR PÚBLICO DA UNIÃO) Em regra, mantêm a qualidade de 
segurado por até doze meses, independentemente de contribuições, o segurado empregado, o 
avulso, o doméstico e o facultativo.
O segurado facultativo mantém a sua qualidade de segurado, independentemente de contri-
buições, até seis meses após a cessação das suas contribuições. Para os demais segurados 
mencionados, a afirmativa está correta.
Errado.
cArêncIA
Introdução
Período de carência é o tempo correspondente ao número mínimo de contribuições men-
sais indispensáveis para que o beneficiário faça jus ao benefício, consideradas as competên-
cias cujo salário de contribuição seja igual ou superior ao seu limite mínimo mensal.
O intuito da carência é manter o equilíbrio financeiro e atuarial do sistema.
Portanto, caso o segurado não contribua com, no mínimo, 180 contribuições mensais, não 
fará jus as aposentadorias programáveis (aposentadoria programada, aposentadoria por idade 
do trabalhador rural e aposentadoria especial).
Qual é o conceito de carência para o segurado especial? Não tem, tendo em vista que o 
segurado especial apenas contribui quando comercializa a sua produção rural?
Não! Existe conceito de carência para o segurado especial, conforme preceitua o RPS 
(art. 26, § 1º do Decreto n. 3.048/99). Entretanto, o conceito não são contribuições mensais 
vertidas para o sistema, mas o tempo mínimo de efetivo exercício de atividade rural, ainda 
que de forma descontínua, igual ao número de meses necessário à concessão do benefício 
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requerido, no caso de benefícios concedidos nos termos do art. 39, § 2º, I do RPS (aposen-
tadoria por idade do trabalhador rural ou por incapacidade permanente, de auxílio por inca-
pacidade temporária, de auxílio-reclusão).
Assim, o segurado especial precisa, para fazer jus a aposentadoria por idade do trabalhador ru-
ral, comprovar que durante 180 meses exerceu a atividade rural, ainda que de forma descontínua.
Entende-se como forma descontínua os períodos intercalados de exercício de atividades 
rurais, ou urbana e rural, com ou sem a ocorrência da perda da qualidade de segurado.
Conceito de 
carência
Regra geral
Tempo correspondente ao número 
mínimo de contribuições mensais
indispensáveis para que o beneficiário 
faça jus ao benefício, consideradas 
as competências cujo salário de 
contribuição seja igual ou superior 
ao seu limite mínimo mensal.
Para o segurado 
especial
Tempo mínimo de efetivo exercício 
de atividade rural, ainda que de 
forma descontínua, igual ao número 
de meses necessário à concessão do 
benefício requerido
Por fim, cabe ressaltar que para efeito de carência, considera-se presumido o recolhimen-
to das contribuições do segurado empregado, inclusive o doméstico (a partir da competência 
junho de 2015), do trabalhador avulso e, relativamente ao contribuinte individual, a partir da 
competência abril de 2003, as contribuições dele descontadas pela empresa.
períodos de cArêncIA
Em relação ao tema carência, é importante saber quais são os benefícios que exigem ca-
rência para a sua concessão.
Portanto, elabora-se uma lista dos benefícios que exigem carência para a sua concessão. 
Se algum benefício não for mencionado nessa lista é porque a carência para a sua concessão 
é zero, ou seja, independe de carência para a sua concessão.
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Qual é a carência exigida para a concessão do salário-família, ou da pensão por morte, ou 
do salário-maternidade para a segurada empregada?
Zero!
Como dito anteriormente, caso o benefício não conste na nossa lista acima, é porque 
a carência exigida para a sua concessão é zero, ou seja, independe de carência para a sua 
concessão.
Portanto, não fique decorando os benefícios que independem de carência (nem perderei 
tempo listando-os aqui), pois, sabendo os benefícios que exigem carência, automaticamente, 
você sabe quais são os benefícios que independem de carência para a sua concessão.
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É de se estranhar a exigência de 10 contribuições mensais para a concessão do salário-
-maternidade para a segurada especial. Entretanto, nada é estranho! Como já visto, não são 
exigidas 10 contribuições mensais vertidas para a concessão do salário-maternidade para a 
segurada especial, mas apenas que a segurada especial comprove que durante 10 meses exer-
ceu a sua atividade rural, ainda que de forma descontínua.
E se o parto for antecipado? O que acontece com a carência exigida para a concessão 
do salário-maternidade para as seguradas contribuinte individual, facultativa e segurada 
especial?
Em caso de parto antecipado, o período de carência será reduzido em número de contri-
buições equivalente ao número de meses em que o parto foi antecipado.
EXEMPLO
Assim, imagine uma segurada contribuinte individual que faça a sua inscrição no RGPS e passa 
a verter as suas contribuições mensais. Dois meses após a inscrição, descobre que está grávi-
da de um mês, nascendo o filho prematuramente no 7º mês da gestação. Pergunta: essa segu-
rada não terá direito ao salário-maternidade, tendo em vista não ter vertido 10 contribuições 
mensais para o sistema, mas apenas 8? Resposta: não, uma vez que a carência é reduzida em 
relação ao número de meses em que o parto foi antecipado.
Assim, caso o parto seja antecipado em 2 meses, a carência será de 8 contribuições men-
sais. Já se o parto for antecipado em 1 mês, a carência será de 9 contribuições mensais.
Perceba que no caso de concessão do auxílio por incapacidade temporária (antigo auxí-
lio-doença) e da aposentadoria por incapacidade permanente (antiga aposentadoria por inva-
lidez), a carência pode ser zero em duas situações:
• Acidente de qualquer natureza ou causa e de doença profissional ou do trabalho;
• Nos casos de segurado que, após filiar-se ao RGPS, for acometido de alguma das do-
enças e afecções especificadas em lista elaborada pelos Ministérios da Saúde e da 
Previdência Social, atualizada a cada 3 anos, de acordo com os critérios de estigma, 
deformação, mutilação, deficiência ou outro fator que lhe confira especificidade e gra-
vidade que mereçam tratamento particularizado (art. 30, § 2º do RPS).
Entende-se como acidente de qualquer natureza ou causa aquele de origem traumáti-
ca e por exposição a agentes exógenos (físicos, químicos e biológicos), que acarrete lesão 
corporal ou perturbação funcional que cause a morte, a perda, ou a redução permanente ou 
temporária da capacidade laborativa.
Em suma, é um acidente qualquer,que acarrete lesão corporal ou perturbação funcional 
que cause a morte, a perda, ou a redução permanente ou temporária da capacidade laborativa.
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DIREITO PREVIDENCIÁRIO
Bernardo Machado
Assim, percebe-se que acidente de qualquer natureza ou causa é gênero que abarca como 
espécie o acidente de trabalho.
perdA dA QuAlIdAde do seGurAdo
Na hipótese de perda da qualidade de segurado, para fins da concessão dos benefícios 
de auxílio por incapacidade temporária, de aposentadoria por incapacidade permanente, de 
salário-maternidade e de auxílio-reclusão, as contribuições anteriores à perda somente serão 
computadas para fins de carência depois que o segurado contar, a partir da nova filiação ao 
RGPS, com metade dos períodos de carência exigidos pela legislação previdenciária.
Visualiza-se essa regra por meio de vários casos práticos!
EXEMPLO
Imagine um segurado que tivesse exercido atividade remunerada pelo período de 6 meses, 
ficando desempregado e perdendo a sua qualidade. Após nova filiação, exerceu atividade por 
6 meses e foi acometido de uma doença que exigia carência para a concessão do auxílio por 
incapacidade temporária (antigo auxílio-doença).
Pela citada regra, seria concedido o auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-
-doença), tendo em vista que o segurado ficou incapacitado para o seu trabalho por perí-
odo superior a 15 dias consecutivos?
Sem dúvida, tendo em vista que, uma vez que o segurado contribuiu por 6 meses (1/2 da 
carência exigida para a concessão do benefício), recuperou o passado para efeitos de carên-
cia. Assim, somando-se os 6 meses recuperados com os novos 6 meses, o segurado já teria 
vertido 12 contribuições mensais, ou seja, teria a carência necessária para a concessão do 
benefício.
Visualiza-se o explicado por meio de um esquema ilustrativo.
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EXEMPLO
Imagine, agora, o mesmo segurado que tivesse exercido atividade remunerada pelo período de 
6 meses, ficando desempregado e perdendo a sua qualidade de segurado. Após nova filiação, 
exerceu atividade por 5 meses e foi acometido de uma doença que exigia carência para a con-
cessão do auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença).
Seria concedido o auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença), tendo em 
vista que o segurado ficou incapacitado para o seu trabalho por período superior a 15 dias 
consecutivos?
Não, tendo em vista que, uma vez que o segurado contribuiu por apenas 5 meses, não 
recuperou o passado para efeitos de carência, pois não tinha 1/2 da carência exigida para a 
concessão do benefício. Assim, o segurado teria apenas as 5 contribuições mensais, ou seja, 
não teria a carência necessária para a concessão do benefício.
EXEMPLO
Imagine, por fim, o mesmo segurado que tivesse exercido atividade remunerada pelo período 
de 5 meses, ficando desempregado e perdendo a sua qualidade de segurado. Após nova filia-
ção, exerceu atividade por 6 meses e é acometido de uma doença que exige carência para a 
concessão do auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença).
Será concedido o auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença), tendo em 
vista que o segurado ficou incapacitado para o seu trabalho por período superior a 15 dias 
consecutivos?
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Não, tendo em vista que, ainda que o segurado tenha contribuído por 6 meses (1/2 da ca-
rência exigida para a concessão do benefício), recuperou o passado para efeitos de carência. 
Entretanto, somando-se os 5 meses recuperados com os novos 6 meses, o segurado só teria 
11 contribuições mensais, ou seja, não teria a carência necessária para a concessão do bene-
fício. Portanto, o benefício seria indeferido por ausência de carência.
InícIo dA contAGeM dA cArêncIA
O período de carência é contado:
• Para o segurado empregado, inclusive o doméstico (a partir da competência junho de 
2015), trabalhador avulso e o contribuinte individual, a partir da competência abril de 
2003, que presta serviço para a empresa, da data da filiação ao RGPS; e
• Para o segurado contribuinte individual, que não presta serviço para empresa, inclusive 
o segurado especial que contribui, facultativamente, como contribuinte individual, e 
o segurado facultativo, da data do efetivo recolhimento da primeira contribuição sem 
atraso, não sendo consideradas para esse fim as contribuições recolhidas com atraso 
referentes a competências anteriores.
Início da 
contagem da 
carência
Segurado empregado, 
inclusive o doméstico (a 
partir de 06/2015), 
trabalhador avulso e CI, 
que presta serviço para 
empresa, a partir de 
04/2003
Da data da filiação ao 
RGPS
Demais segurados
Da data do efetivo 
recolhimento da 1ª 
contribuição sem atraso
A lógica de o início da carência ser da data da filiação ao RGPS para o segurado empregado, 
inclusive o doméstico (a partir da competência junho de 2015), trabalhador avulso e contribuinte 
individual, a partir da competência abril de 2003, que presta serviço para a empresa, é que o respon-
sável pelo recolhimento da contribuição do segurado é da empresa ou do empregador doméstico.
É importante frisar que, no caso do início da contagem da carência para os demais segu-
rados, na hipótese de perda da qualidade desses segurados, somente serão consideradas, 
para fins de carência, as contribuições efetivadas após novo recolhimento sem atraso.
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003. (CESPE/STJ/2012/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA) Segundo a legislação 
sobre os planos de benefícios da previdência social, o período de carência é o número mínimo 
de contribuições mensais indispensáveis para que o beneficiário faça jus ao benefício.
Período de carência é o tempo correspondente ao número mínimo de contribuições mensais 
indispensáveis para que o beneficiário faça jus ao benefício, consideradas as competências 
cujo salário de contribuição seja igual ou superior ao seu limite mínimo mensal.
Certo.
sAlárIo de benefícIo
O salário de benefício é o valor básico utilizado para cálculo da renda mensal dos benefí-
cios de prestação continuada.
Entretanto, alguns benefícios não são calculados com base no salário de benefício. Nessas 
situações, o cálculo do benefício será melhor estudado durante o estudo do benefício em si.
O salário de benefício, com a recente reforma da previdência social (EC n. 103/19), con-
siste na média aritmética simples dos salários de contribuição, atualizados monetariamente, 
correspondentes a 100% do período contributivo desde a competência julhode 1994 ou des-
de o início da contribuição, se posterior àquela competência.
Portanto, após a recente reforma da previdência social (EC n. 103/19), o assunto passou 
a ser simplório, pois deixa de existir a regra dos maiores salários de contribuição correspon-
dentes a 80% de todo o período contributivo, bem como deixa de existir a aplicação do fator 
previdenciário para o cálculo do salário de benefício para certos benefícios previdenciários.
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Com o advento da Lei n. 14.331/22, para o segurado filiado à Previdência Social até julho de 
1994, no cálculo do salário de benefício das aposentadorias, exceto a aposentadoria por inca-
pacidade permanente, o divisor considerado no cálculo da média dos salários de contribuição 
não poderá ser inferior a 108 meses.
Como o período básico de cálculo do salário de benefício utiliza apenas os salários de con-
tribuição referentes às competências a partir de 07/1994, a lógica do fator divisor considerado 
no cálculo do salário de benefício não ser inferior a 108 meses, para o segurado filiado ao RGPS 
antes desta data, é evitar que beneficiário contribua um único mês sobre o limite máximo mensal 
do salário de contribuição e venha a auferir um benefício nesse valor (atualmente, R$ 7.087,22).
Dessa forma, o legislador utilizou o divisor correspondente a 60% da carência exigida para as 
aposentadorias programáveis, ou seja, 60% de 180 meses, o que perfaz o fator divisor de 108 meses.
Ademais, é apenas importante frisar que, para o aplicador do direito, é fundamental o co-
nhecimento do tema “salário de benefício” antes da recente reforma da previdência social (EC n. 
103/19), pois há a questão do direito adquirido, bem como alguns assuntos atinentes ao tema 
ainda são aplicáveis em regras transitórias, como, por exemplo, o fator previdenciário. Nesse 
caso, o tema será explicado no presente curso no momento da explicação da regra transitória.
Ademais, o art. 26, § 6º da EC n. 103/19 determina que poderão ser excluídas da média 
as contribuições que resultem em redução do valor do benefício, desde que mantido o tempo 
mínimo de contribuição exigido, vedada a utilização do tempo excluído para qualquer fina-
lidade, inclusive para o acréscimo na renda mensal do benefício, para a averbação em outro 
regime previdenciário ou para a obtenção dos proventos de inatividade dos militares.
EXEMPLO
Dessa forma, imagine um segurado que possua 65 anos de idade, 45 anos de tempo de con-
tribuição e a carência necessária para fins de concessão da sua aposentadoria programada.
A renda mensal desse benefício será de 100% do salário de benefício, pois, conforme será 
estudado, a renda mensal das aposentadorias programáveis, regra geral, corresponde a 60% 
do salário de benefício, com acréscimo de 2 pontos percentuais para cada ano de contribuição 
que exceder o tempo de 20 anos de contribuição, no caso do homem, e 15 anos de contribui-
ção, no caso da mulher e no caso da aposentadoria especial, cujo agente nocivo permita a 
concessão do benefício após 15 anos de efetiva exposição.
Assim sendo, com 40 anos de tempo de contribuição, o segurado faz jus a aposentadoria pro-
gramada no valor de 100% do salário de benefício.
Entretanto, como esse segurado tem 45 anos de tempo de contribuição, percebe-se, claramen-
te, que ele contribuiu além do necessário. Portanto, ele poderá excluir da média as contribui-
ções que resultem em redução do valor do benefício, sem que isso lhe cause um prejuízo.
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Logo, imagine que esse segurado contribuiu durante os 5 primeiros anos da sua vida laboral 
em relação ao valor do salário mínimo, contribuindo os demais 40 anos sobre o limite máximo 
do salário de contribuição.
Se todas as contribuições forem aproveitadas no cálculo do salário de benefício, inevitavel-
mente, esses 5 primeiros anos vertidos sobre o valor do salário mínimo irão reduzir a média, 
reduzindo, por consequência, o valor do benefício.
Portanto, a exclusão dos 5 primeiros anos de contribuição será saudável para o segurado, 
fazendo com que este, em regra, consiga receber a sua aposentadoria programada no valor do 
limite máximo do salário de benefício, ou próximo deste valor.
Alterando um pouco o exemplo, imagine um segurado que possua 65 anos de idade, 45 anos 
de tempo de contribuição e a carência necessária para fins de concessão da sua aposenta-
doria programada.
Diferente do primeiro exemplo, imagine que este segurado contribuiu durante os 6 primeiros 
anos da sua vida laboral em relação ao valor do salário mínimo, contribuindo os demais 39 
anos sobre o limite máximo do salário de contribuição.
Se todas as contribuições forem aproveitadas no cálculo do salário de benefício, inevitavel-
mente, esses 6 primeiros anos vertidos sobre o valor do salário mínimo irão reduzir a média, 
reduzindo, por consequência, o valor do benefício.
Assim, caso o segurado queira, ele pode excluir os 6 primeiros anos do cálculo da sua média. 
Entretanto, uma vez retiradas as contribuições do cálculo, é vedada a utilização do tempo 
excluído para qualquer finalidade, inclusive para o acréscimo na renda mensal do benefício.
Portanto, nessa situação, caso o segurado decida retirar os 6 primeiros anos de contribuição, o 
segurado terá apenas 39 anos de contribuição, fazendo com que a renda mensal do seu bene-
fício seja 98% do salário de benefício (60% do SB + 2% por ano que ultrapassar os 20 anos, ou 
seja, (60% + 2% x 19) x SB = 98% x SB.
Nesse caso, o segurado precisa sopesar e chegar a conclusão se vale a retirada dos 6 primei-
ros anos de contribuição, fazendo com que a renda mensal da sua aposentadoria programada 
seja no valor de 98% do salário de benefício, ou se vale retirar apenas os 5 primeiros anos de 
contribuição, mantendo um ano de contribuições vertidas sobre o valor do salário mínimo no 
cálculo do seu salário de benefício, pois, nessa situação, a renda mensal da sua aposentadoria 
programada será no valor de 100% do salário de benefício.
Para fins da exclusão mencionada, consideram-se programadas as aposentadorias progra-
mada, especial e por idade do trabalhador rural e as aposentadorias transitórias por idade e por 
tempo de contribuição, para as quais se exige tempo mínimo de contribuição.
O salário de benefício do segurado que contribuir em razão de atividades concomitantes 
será calculado com base na soma dos salários de contribuição das atividades exercidas na 
data do requerimento ou do óbito ou no período básico de cálculo.
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observAções
O valor do salário de benefício não será inferior ao de um salário mínimo, nem superior ao 
limite máximo do salário de contribuição na data de início do benefício.
Todos os salários de contribuição utilizados no cálculo do salário de benefício serão cor-
rigidos, mês a mês, de acordo com a variação integral do Índice Nacional de Preço ao

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