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Cuidados com a Pele: Curativos e aplicação de Calor e Frio Profa.Raquel Mendes . CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO DO CEARÁ GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM DISCIPLINA: Semiologia e Semiotécnica Complicações da cicatrização de feridas Hemorragia É normal durante o trauma e imediatamente após. Hemorragia que ocorre depois da hemostasia indica uma sutura cirúrgica que se soltou, um coágulo desalojado, infecção ou erosão de um vaso por corpo estranho (ex. dreno). Infecção A infecção de feridas é a segunda infecção mais comumente associada aos cuidados de saúde. Uma ferida está infectada se ocorrer drenagem de material purulento dela (CDC, 2001). O risco de infecção da ferida é maior quando ela contém tecido necrótico, corpos estranhos e quando a irrigação local estiver deficiente. A infecção bacteriana das feridas inibe a cicatrização. Complicações da cicatrização de feridas Tipos de drenagem de feridas (exsudato) Serosa: plasma claro e aquoso. Purulenta: Espessa, amarela, verde, acobreada ou acastanhada. Serossanguinolenta: pálida, rósea, aquosa; mistura de líquido claro e vermelho. Sanguinolenta: vermelho-viva; indica sangramento ativo. Complicações da cicatrização de feridas Antes de fazer a avaliação do tipo de exsudato, limpe cuidadosamente a ferida com soro fisiológico; Atenção - algumas coberturas interagem com a drenagem da ferida produzindo um gel ou líquido que pode confundir a avaliação. 5 Complicações da cicatrização de feridas Deiscência: é a separação parcial ou total das camadas da ferida. PACIENTES COM RISCO DE DEISCÊNCIA: Estado nutricional deficiente; Infecção; Obesidade. Complicações da cicatrização de feridas Evisceração: protrusão dos órgãos viscerais através da abertura da ferida. Emergência cirúrgica. Compressas estéreis com soro fisiológico. Complicações da cicatrização de feridas Tecido de Granulação - crescimento de pequenos vasos sanguíneos e tecido conectivo - tecido saudável, brilhante, vermelho vivo, lustroso e granular com aparência aveludada. - Suprimento vascular pobre – tecido com coloração rosa pálido ou esbranquiçado para o vermelho opaco; 8 Tipo de tecido Tecido Necrosado: é a principal manifestação de lesões celulares irreversíveis. Necrose de coagulação Tipo mais comum; Aspecto enegrecido, ressecado, e de difícil remoção. 9 Tipo de tecido Necrose de liquefação Bastante comum em lesões bacterianas; Tecido de coloração branco-amarelada, mole e desvitalizado, pode estar associado a exsudato fibroso. Tipo de tecido Necrose caseosa Mais frequente em infecções tuberculosas; Aspecto mole, friável e de coloração branco-acinzentada. Tipo de tecido Conceitos relacionados ao tratamento de feridas Antissepsia: processo para destruição ou inativação de microrganismos das camadas superficiais ou profundas de tecidos de um organismo vivo; Assepsia: conjunto de técnicas utilizadas para evitar chegada de germes a um local que não os contenha; 12 Conceitos relacionados ao tratamento de feridas Degermação: remoção de detritos e impurezas sobre a pele, aliado a redução da flora microbiana local, mediante uso de degermante; Esterilização: processo que visa destruição de todo microrganismo (esporos) - Pode se dar por processos químicos (ex. glutaraldeído) ou físicos (ex. autoclave); 13 Desinfecção: Processo físico ou químico (ex. álcool a 70%) que destrói os microrganismos na forma vegetativa (menos os esporos) de objetos; Sepse: presença de organismos patogênicos e formadores de pus ou toxinas, no sangue ou tecidos; 14 Conceitos relacionados ao tratamento de feridas Proteção da lesão ou ferida contra a ação de agentes externos físicos, mecânicos ou biológicos Curativo 15 . Normas gerais para realização dos curativos Obter informações sobre as lesões (prontuário, profissionais...); A troca do curativo deverá acontecer 1 vez ao dia ou sempre que se fizer necessário; Expor a ferida e material por pouco tempo; Lavar as mãos antes e após sua realização, mesmo que seja no mesmo paciente; 16 Normas gerais para realização dos curativos Cuidados - pacote de curativo (data da esterilização, evitar contaminação antes e após abri-lo); Mais de um curativo no mesmo cliente - regra asséptica: menos contaminado para o mais contaminado; Os curativos devem ser realizados no leito com toda técnica asséptica (Nunca colocar material sobre a cama e sim sobre a mesa auxiliar ou carrinho de curativo - o mesmo deve sofrer desinfecção após cada uso); 17 Normas gerais para realização dos curativos 18 Quando exposta a lesão inspecioná-la quanto a sinais de infecção e necessidades quanto ao tratamento; Curativos úmidos NÃO são indicados em locais de cateteres, introdutores, fixadores externos e drenos; Curativo contaminado (muito exsudato) – colocar cuba ou bacia sob a área – SF0,9%; Normas gerais para realização dos curativos 19 Feridas limpas – mãos lavadas com solução antisséptica antes e após curativo – realizar limpeza com solução estéril e aplicar cobertura estéril; Manutenção do calor local – SF 0,9% aquecida – favorece a cicatrização; Normas gerais para realização dos curativos 20 SF 0,9% - limpeza e tratamento de feridas com cicatrização por 2ª e 3ª intenção – umedece a ferida, favorece formação de tecido de granulação e amolece tecidos desvitalizados; Se as gazes estiverem aderidas na ferida, umedecê-las antes de retirá-las com SF 0,9%; Normas gerais para realização dos curativos 21 • Não falar e tossir sobre a ferida e ao manusear material estéril; • Considerar contaminado qualquer material que toque sobre locais não esterilizados; • Usar luvas de procedimentos em todos os curativos, fazendo-os com pinças estéreis (técnica asséptica); Normas gerais para realização dos curativos 22 • Utilizar luvas estéreis em curativos de cavidades ou necessidade de contato direto ou indireto (material em contato com a ferida); • Mesma pessoa - trocar vários curativos no mesmo paciente – iniciar incisão limpa e fechada, seguir ferida aberta não infectada, drenos e por último colostomias e fístulas em geral; Normas gerais para realização dos curativos 23 • Ao aplicar ataduras, fazê-lo no sentido da circulação venosa - membro apoiado - não apertar em demasia; EPI - luva, máscara e óculos de proteção; - Contato feridas infectadas e exsudativas – avental também; • Quando o curativo for oclusivo – anotar data, hora e nome (esparadrapo); “No cuidado ao paciente com ferida é importante adotar uma abordagem global. Existem vários fatores que podem afetar o processo de cicatrização e que precisam ser observados”. ATENÇÃO!!! 24 Tipos de Curativos 25 Semi-oclusivo Oclusivo Compressivo Aberto Curativo semi-oclusivo 26 Este tipo de curativo é absorvente, e comumente utilizado em feridas cirúrgicas, drenos, feridas exsudativas, absorvendo o exsudato e isolando-o da pele adjacente saudável. Curativo oclusivo 27 Não permite a entrada de ar ou fluídos, atua como barreira mecânica, impede a perda de fluídos, promove isolamento térmico, veda a ferida, a fim de impedir formação de crosta. Curativo compressivo 28 Utilizado para reduzir o fluxo sanguíneo, promover estase e ajudar na aproximação das extremidades da lesão. CURATIVO ABERTO Realizado em ferimentos que não há necessidade de serem ocluídos. Feridas cirúrgicas limpas após 24 horas, cortes pequenos, suturas, escoriações. 29 FINALIDADES DOS CURATIVOS Ser impermeável à água e outros fluidos permitindo as trocas gasosas; Ser de fácil aplicação e remoção, sem causar traumas; Auxiliar na hemostasia; Proteger contra traumas mecânicos e infecções; Limitar o movimento dos tecidos ao redor da ferida; Promover um ambiente úmido; Absorver secreções; Promover o desbridamento e aliviar a dor; Proporcionar condições favoráveis às atividades diárias. FINALIDADES DOS CURATIVOS CARACTERÍSTICAS DE UM CURATIVO IDEAL Remover o exsudato; Manter alta umidade entre a ferida e o curativo; Permitirtrocas gasosas; Ser impermeável às bactérias; Fornecer isolamento térmico; Ser isento de partículas ou substâncias tóxica contaminadas; Permitir a remoção sem causar traumas adicionais. TIPOS DE COBERTURAS Primária: permanece em contato direto com o leito da lesão; Secundária: recobre a primária. FIXAÇÃO DE COBERTURAS: Coberturas secundárias Ataduras; Fitas adesivas; Esparadrapos; Adesivos microporosos. ATENÇÃO! TÉCNICAS DE CURATIVOS Bandeja com kit de curativo; Solução fisiológica; Adesivo hipoalergênico; Carrinho de curativo ou mesa auxiliar; Gaze estéril; Seringa de 20ml; Agulha de 40mm x 12mm; Cuba-rim; Luvas de procedimento; Luvas estéreis; Cobertura escolhida; Compressa; Esparadrapo; Atadura de crepe; Saco para material infectante; Álcool a 70%; Água, sabão e papel toalha. CURATIVO EM FERIDA ABERTA MATERIAL NECESSÁRIO TÉCNICAS DE CURATIVOS CURATIVO EM FERIDA ABERTA Lavar as mãos com solução antisséptica; Reunir o material; Orientar o paciente sobre o procedimento; Promover a privacidade do paciente; Posicionar o paciente de acordo com o local da ferida; TÉCNICAS DE CURATIVOS CURATIVO EM FERIDA ABERTA Abrir o pacote de curativo na mesa auxiliar; Abrir o pacote de gazes, cuba rim, seringa, agulha, entre outros materiais necessários, e colocar no campo do curativo; Calçar luvas de procedimentos; Retirar o curativo anterior; Retirar luvas de procedimentos; CURATIVO EM FERIDA ABERTA Higienizar as mãos; Calçar as luvas estéreis (ou utilizar pinças estéreis); Limpar a pele ao redor da ferida com solução fisiológica (menos contaminado para mais contaminado); TÉCNICAS DE CURATIVOS TÉCNICAS DE CURATIVOS CURATIVO EM FERIDA ABERTA Proceder a limpeza de acordo com a avaliação da ferida; Colocar a cobertura indicada; Fixar com adesivo hipoalergênico ou enfaixar com atadura de crepe; Assinar e datar sobre o curativo – no esparadrapo; Deixar o paciente em posição confortável; Retirar o material utilizado com o campo; Retirar a luva estéril; TÉCNICAS DE CURATIVOS CURATIVO EM FERIDA ABERTA Desprezar o material perfurocortante em recipiente próprio; Fazer a desinfecção da mesa auxiliar ou do carro de curativo com álcool a 70%; Lavar a bandeja com água e sabão, seque com papel toalha e passe álcool 70%; Higienizar as mãos; Registrar na prescrição de enfermagem e no prontuário do paciente. TÉCNICAS DE CURATIVOS CURATIVO EM FERIDA OPERATÓRIA – MATERIAL NECESSÁRIO Bandeja; Mesa auxiliar; Saco de lixo branco; Kit de curativo (ou luvas estéreis); Solução fisiológica; Adesivo hipoalergênico; Pacotes de gaze estéril. TÉCNICAS DE CURATIVOS CURATIVO EM FERIDA OPERATÓRIA ... Limpar a pele ao redor da ferida com gaze estéril embebida em solução fisiológica; Secar a ferida e ocluir com gazes estéreis; Fixar com adesivo hipoalergênico; ... CURATIVO EM INSERÇÃO DE CATETER VENOSO CENTRAL TÉCNICAS DE CURATIVOS TÉCNICAS DE CURATIVOS CURATIVO EM INSERÇÃO DE CATETER VENOSO CENTRAL Bandeja; Mesa auxiliar; Saco de lixo branco; Kit de curativo; Luvas estéreis; Clorexidina alcoólica; Adesivo hipoalergênico; Luvas de procedimento; pacotes de gaze estéril e solução fisiológica. TÉCNICAS DE CURATIVOS CURATIVO EM INSERÇÃO DE CATETER VENOSO CENTRAL ... Posicionar o paciente em decúbito dorsal, com o rosto voltado para o lado oposto ao da inserção do cateter; Higienizar as mãos; Colocar as luvas de procedimento e abrir o pacote de curativo na mesa auxiliar; Retirar o curativo anterior com pinça do tipo dente-de-rato ou luva de procedimento; TÉCNICAS DE CURATIVOS CURATIVO EM INSERÇÃO DE CATETER VENOSO CENTRAL Limpar o local da inserção com gaze estéril embebida em solução fisiológica; Secar o local com gaze estéril; Passar clorexidina alcoólica na inserção e extensão do cateter; Secar e cobrir; Fixar o curativo e o cateter na pele ; Usar gaze ou curativo estéril transparente semipermeável para cobrir o sítio de inserção dos cateteres; Anotar no adesivo a data de realização do curativo... TÉCNICAS DE CURATIVOS Trocar o curativo na presença de sujidade; Para cateteres centrais, na ausência de sujidade visível, trocar a gaze pelo menos a cada 2 dias e o curativo transparente a cada 7 dias; TÉCNICAS DE CURATIVOS O uso de pomada com antimicrobianos pode danificar o material do cateter e induzir resistência antibiótica, sendo por isso contra-indicada; TÉCNICAS DE CURATIVOS Utilização de coberturas ESCOLHENDO A COBERTURA... Avaliar a lesão identificando a fase de cicatrização e os tipos de tecidos presentes (esfacelo, necrótico, granulação ou epitelização); Avaliar presença de exsudato; Avaliar sinais de infecção. COBERTURAS PARA CURATIVOS GAZE UMEDECIDA EM SOLUÇÃO FISIOLÓGICA Composição Mecanismo de ação: mantém a umidade e estimula o desbridamento autolítico; Indicação: todos os tipos de úlceras; Modo de usar COBERTURAS PARA CURATIVOS HIDROCOLÓIDE Composição: carboximetilcelulose + pectina + gelatina; Mecanismo de ação: estimula granulação e angiogênese, mantém o ambiente úmido, protege as células de traumas e bactérias, favorece o isolamento térmico; HIDROCOLÓIDE Indicação: prevenção ou tratamento de feridas não infectadas, que apresentem de pouca a moderada quantidade de exsudato, independente da presença ou não de tecido necrótico; Contra-indicação: infecção e alta exsudação; Modo de usar: sempre que saturar ou descolar ou no máx. a cada 7 dias. COBERTURAS PARA CURATIVOS COBERTURAS PARA CURATIVOS HIDROCOLÓIDE Quando em contato com o exsudato, o hidrocolóide produz um gel amarelo semelhante ao exsudato purulento, com odor desagradável, que desaparece após limpeza. COBERTURAS PARA CURATIVOS MEMBRANA OU FILME SEMIPERMEÁVEL Composição: poliuretano; Mecanismo de ação: mantém ambiente úmido, favorece o debridamento autolítico e protege contra traumas; Indicação: úlceras superficiais com drenagem mínima, cirúrgicas limpas, fixação de cateteres e prevenção de úlcera por pressão; Contra-indicação: muito exsudato e infecção; Modo de usar: descolar ou sinais de infecção; trocar em até 7 dias. FILME TRANSPARENTE COBERTURAS PARA CURATIVOS COBERTURAS PARA CURATIVOS ALGINATO DE CÁLCIO Composição: polissacarídeo composto de cálcio; Mecanismo de ação: auxílio no desbridamento autolítico; indução à hemostasia e conservação do meio úmido; Indicação: feridas abertas, cavitárias, sangrantes, exsudação com ou sem infecção; deiscência; úlceras venosas e por compressão. Contra-indicação: feridas secas, queimaduras; Modo de usar: até 7 dias, quando a cobertura secundária saturar. ALGINATO DE CÁLCIO COBERTURAS PARA CURATIVOS Curativo com alginato de cálcio 60 COBERTURAS PARA CURATIVOS CARVÃO ATIVADO Composição: almofada contendo carvão impregnado com prata; Mecanismo de ação: alta absorção e eliminação do odor das úlceras; Indicação: feridas infectadas ou não, com ou sem odor, com exsudação de moderada a abundante, fúngicas, neoplásicas; deiscência cirúrgica; com sinus ou tecido necrótico; úlceras venosas e por compressão; Contra-indicação: feridas limpas, queimaduras, pouco exsudativas, Modo de usar: troca em 48 a 72 horas, ou a cada 7 dias; trocar a cobertura secundária sempre que saturar. COBERTURAS PARA CURATIVOS COBERTURAS PARA CURATIVOS CARVÃO ATIVADO Não pode ser cortado; somente quando permitido pelo fabricante. COBERTURAS PARA CURATIVOS SULFADIAZINA DE PRATA Composição: sulfadiazina de prata a 1%; Mecanismo de ação: bactericida e bacteriostática. Mantém meio úmido; Indicação: prevenção de colonização e tratamento de queimaduras; Contra-indicação: hipersensibilidade; Modo de usar: não usar por mais de 14 dias. Troca em 12 horas. SULFADIAZINA DE PRATA COBERTURAS PARA CURATIVOS COBERTURAS PARA CURATIVOS ÁCIDOS GRAXOS ESSENCIAIS Composição: ácido linoléico, caprílico, cáprico, vit. A, E e lecitina de soja; Mecanismo de ação: promove atração dos leucócitos e angiogênese, mantêm o meio úmido e favorece a granulação; Indicação: prevenção e tratamento de dermatites, úlceras por pressão,venosa e neurotrófica; tratamento de úlceras abertas com ou sem infecção; Modo de usar: troca em até 24 horas. ÁCIDOS GRAXOS ESSENCIAIS COBERTURAS PARA CURATIVOS COBERTURAS PARA CURATIVOS PAPAÍNA Composição: enzima proteolíta retirada do mamão papaía; Mecanismo de ação: desbridamento químico. Ação bactericida e bacteriostática; Indicação: úlceras abertas, infectadas ou limpas e desbridamento; Modo de usar: trocar em até 24 horas. PAPAÍNA parei Concentrações: 2% a 4%: na presença de tecido de granulação; 4% a 6%: na presença de exsudato purulento e esfacelo; 6%, 8% e 10%: na presença de tecido desvitalizado e/ou necrótico espesso e aderido ou necrose seca. COBERTURAS PARA CURATIVOS COBERTURAS PARA CURATIVOS HIDROFIBRA Composição: carboximetilcelulose; Indicação: feridas em geral, com moderada a grande quantidade de exsudato, limpas (sem prata), infectadas ou com colonização crítica (com prata); úlceras neuropáticas ou venosas. Queimaduras de segundo grau; úlceras por compressão; traumáticas e oncológicas. HIDROFIBRA Contraindicação: alergia aos componentes; necrose seca. Propriedades: grande capacidade de absorção e retenção do exsudato; preenchimento de cavidades; bactericida e fungicida de amplo espectro, quando com prata. Troca: 3 dias no máx. para feridas infectadas; de 3 a 7 dias feridas limpas. COBERTURAS PARA CURATIVOS COBERTURAS PARA CURATIVOS HIDROGEL Composição: água, carboximetilcelulose, pectina e propileno glicol. Indicação: feridas secas ou pouco exsudativas, com crostas; tecidos desvitalizados e necróticos em feridas abertas; áreas doadoras de pele; queimaduras de primeiro e segundo grau. Contraindicação: alta sensibilidade aos componentes; feridas altamente exsudativas; pele íntegra e incisões cirúrgicas fechadas. HIDROGEL Propriedades: manutenção do meio úmido, desbridamento autolítico e estímulo à granulação. Troca: até 48 horas. COBERTURAS PARA CURATIVOS 74 PRODUTO TIPO DE FERIDA AÇÃO Pomada Desbridante(Colagenase) Feridas com crostas, tecido necrosado, fibrina, pouco Exsudato; Promove a retirada do tecido necrótico superficial por ação enzimática sem afetar o colágeno de tecido sadio ou de granulação; COBERTURAS PARA CURATIVOS 75 PRODUTO EFEITO NA FERIDA CONTRA INDICAÇÃO Polivinilpirrolidona (PVPI) Citotóxico para feridas, destrói os fibroblastos Pode causar dermatites - Existem relatos de absorção pela mucosa e lesões, podendo levar tardiamente a uma tireoidite a até mesmo insuficiência renal se usado por tempo prolongado. Antibiótico Tópico Seleção de flora bacteriana no local da lesão, prejudicando a cicatrização. Predispõe a hipersensibilidade ao antibiótico e dermatites 76 PRODUTO EFEITO NA FERIDA CONTRA INDICAÇÃO Éter Ação irritante, resfria o tecido perilesão, desidrata o mesmo; Retarda o processo de cicatrização e promove ressecamento do tecido perilesão; Lidocaína gel Não promove efeito anestésico comprovado. Inibe a ação de outros produtos que serão usados nas feridas ex: pomada desbridante; Corticóides Desfavorece o processo inflamatório por ação antiinflamatória retardando o crescimento tecidual Retarda o processo de cicatrização. Tecidos desvitalizados e seu manejo Desbridamento - Remoção de tecidos desvitalizados ou colonizados; Estimula avanço das bordas das feridas que estacionaram no processo de cicatrização; Principais tipos – Químico, Autolítico, Mecânico, Cirúrgico e Biológico; 77 Tecidos desvitalizados e seu manejo Para escolha depende: Quantidade de tecido desvitalizado; Tempo necessário de desbridamento; Habilidade do profissional e necessidade de analgesia. Tipos Seletivo: remove APENAS tecidos desvitalizados – hidrogéis e biológicos; Não seletivo – remove tec. desvitalizado e saudável – mecânico, químico e cirúrgico; 78 Tecidos desvitalizados e seu manejo Desbridamento Químico (não seletivo): aplicação de enzimas proteolíticas para digerir quimicamente tecidos inviáveis (papaína, colagenase e fibrinolisina); Necessário várias semanas para tratamento; Efeito colateral – lesão dos tecidos peri-úlcera e hipersensibilidade; 79 Tecidos desvitalizados e seu manejo Desbridamento Autolítico (seletivo): Utilização de curativos oclusivos – meio úmido – hidrogéis e hidrocolóides; Meio úmido – ativa células fagocíticas e enzimas proteolíticas; Utilizado em feridas colonizadas e infectadas; 80 Tecidos desvitalizados e seu manejo Desbridamento Mecânico (não seletivo): para tecidos com grande quantidade de tecidos desvitalizados e necrótico; Forma mais rápida de desbridamento; Pode ser doloroso; Curativo úmido – seco: gaze aplicada até ressecar (remoção da gaze traz tecido necrótico); 81 Tecidos desvitalizados e seu manejo Desbridamento Mecânico Curativo hidroterapia e irrigação – irrigação no leito da ferida (baixa, intermediária e alta pressão); Terapia com pressão negativa – aplicação de pressão subatmosférica na superfície da ferida; 82 Tecidos desvitalizados e seu manejo Desbridamento cirúrgico: para tecidos com grandes quantidades de tecidos desvitalizados ou necróticos; Método não seletivo – analgesia; Pode ser realizado com bisturi e tesouras; 83 Tecidos desvitalizados e seu manejo Desbridamento Biológico (seletivo): aplicação de larvas criadas em laboratório; As larvas alimentam-se do tecido necrótico. 84 ÚLCERAS DE PRESSÃO Áreas de riscos: - Calcanhares, trocanteres, sacra, occipital, cotovelos. 85 Escalas de avaliação 86 87 Estágio de úlcera de pressão Estágio 1 Estágio 2 Estágio 3 Estágio 4 Aplicação de calor e frio Aplicação de calor 89 O calor eleva temperatura dos tecidos e amplia o processo inflamatório, aumentando vasodilatação (circulação local); CALOR (garrafas com água quente, panos umedecidos) – colocados sobre a região dolorida, 24 a 48 horas após ter ocorrido a lesão; O aquecimento direto pode ser seco ou úmido. O aquecimento seco pode ser ministrado a uma temperatura mais alta e por mais tempo. O aquecimento úmido amolece crostas e exsudações, penetra profundamente na pele, produz quantidade menor de transpiração, mais confortável para o paciente. 90 Cuidados na aplicação de calor O tratamento direto com calor não pode ser utilizado em pacientes que apresentem riscos de hemorragia; É contra indicado também para pacientes com membro distendido em estágio agudo (vasodilatação – aumenta dor e edema); 91 Cuidados na aplicação de calor Deve ser aplicado com cautela em pacientes com deficiência na função renal, cardíaca ou respiratória (vasodilatação –desvia sangue dos órgãos vitais); quando o paciente apresentar deficiências sensórias e sensitivas e em áreas sensíveis ao calor como tecidos de estomas; 92 Aplicação de frio A aplicação de frio contrai vasos sanguíneos, inibe circulação e edema local (vasodilatação) e o metabolismo dos tecidos; Conduz as substâncias químicas causadoras da dor para dentro da circulação; Alivia congestão vascular, desacelera atividade bacteriana nas infecções, reduz temperatura do corpo, e pode atuar como anestésico temporário; 93 Utilizados para tratamentos - aliviam inflamações e desaceleram sangramento; Pode proporcionar tratamento inicial efetivo após ferimentos oculares, entorses, distensões, ferimentos causados por pancadas, espasmos musculares e queimaduras; Frio reduz taxa metabólica e produz vasoconstrição – ocorre menos edema – Frio não reduz edema já presente; Aplicação de frio 94 Cuidados na aplicação de frio Não se deve aplicar gelo diretamente na pele, pois pode causar danos; A aplicação úmida é mais penetrante que a seca, porque a umidade facilita a condução; Deve ser aplicado com cautela em casos de problemas circulatórios, crianças, e pessoas idosas ou com artrite, pois há risco de danos ao tecido isquêmico. 95 REFERÊNCIAS BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de condutas para tratamento de úlceras em hanseníase e diabetes. Brasília: Ministério da Saúde, 2008. CARMAGNANI, M. I. S. et al. Procedimentos de Enfermagem: guiaprático. Guanabara Koogan, 2009. SILVA, R. C. L.; FIGUEIREDO, N. M. A.; MEIRELES, I. B. (Org.) Feridas: fundamentos e atualizações em enfermagem. São Caetano do Sul, SP: Yendis Editora, 2007. FRANCO, D.; GONCALVES, L. F. Feridas cutâneas: a escolha do curativo adequado. Rev. Col. Bras. Cir., Rio de Janeiro, v. 35, n. 3, June 2008. TAYAR, G.; PETERLINI, M. A. S.; PEDREIRA, M. L. G. Proposta de um algorítmo para seleção de coberturas, segundo o tipo de lesão aberta em crianças. Acta paul. enferm.,São Paulo, v. 20, n. 3, Sept. 2007 . SILVA, R. C. L. et al. Feridas: fundamentos e atualizações em enfermagem. 3. ed. São Caetano do Sul: Yendis Editora, 2011. REFERÊNCIAS OBRIGADA! image1.jpeg image2.png image3.png image4.png image5.png image6.png image7.png image8.png image9.png image10.jpeg image11.jpeg image12.jpeg image13.jpeg image14.jpeg image15.png image16.jpeg image17.png image18.jpeg image19.jpeg image20.jpeg image21.jpeg image22.jpeg image23.jpeg image24.jpeg image25.jpeg image26.png image27.jpeg image28.jpeg image29.jpeg image30.jpeg image31.jpeg image32.png image33.png image34.jpeg image35.jpeg image36.jpeg image37.gif image38.jpeg image39.jpeg image40.jpeg image41.jpeg image42.jpeg image43.jpeg image44.jpeg image45.jpeg image46.jpeg image47.jpeg image48.jpeg image49.jpeg image50.jpeg image51.jpeg image52.jpeg image53.jpeg image54.png image55.jpeg image56.jpeg image57.gif image58.jpeg image59.jpeg image60.jpeg image61.jpeg image62.png image63.gif image64.jpeg image65.jpeg image66.png image67.gif image68.gif image69.jpeg