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Cuidados com a Pele: Curativos e aplicação de Calor e Frio
 Profa.Raquel Mendes .
CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO DO CEARÁ
GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM
DISCIPLINA: Semiologia e Semiotécnica 
Complicações da cicatrização de feridas
Hemorragia
É normal durante o trauma e imediatamente após.
Hemorragia que ocorre depois da hemostasia indica uma sutura cirúrgica que se soltou, um coágulo desalojado, infecção ou erosão de um vaso por corpo estranho (ex. dreno).
Infecção
A infecção de feridas é a segunda infecção mais comumente associada aos cuidados de saúde.
Uma ferida está infectada se ocorrer drenagem de material purulento dela (CDC, 2001).
O risco de infecção da ferida é maior quando ela contém tecido necrótico, corpos estranhos e quando a irrigação local estiver deficiente.
A infecção bacteriana das feridas inibe a cicatrização.
Complicações da cicatrização de feridas
Tipos de drenagem de feridas (exsudato)
Serosa: plasma claro e aquoso.
Purulenta: Espessa, amarela, verde, acobreada ou acastanhada.
Serossanguinolenta: pálida, rósea, aquosa; mistura de líquido claro e vermelho.
Sanguinolenta: vermelho-viva; indica sangramento ativo.
Complicações da cicatrização de feridas
 Antes de fazer a avaliação do tipo de exsudato, limpe cuidadosamente a ferida com soro fisiológico;
Atenção - algumas coberturas interagem com a drenagem da ferida produzindo um gel ou líquido que pode confundir a avaliação. 
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Complicações da cicatrização de feridas
Deiscência: é a separação parcial ou total das camadas da ferida.
PACIENTES COM RISCO DE DEISCÊNCIA:
Estado nutricional deficiente;
Infecção;
Obesidade.
Complicações da cicatrização de feridas
Evisceração: protrusão dos órgãos viscerais através da abertura da ferida.
Emergência cirúrgica.
Compressas estéreis com soro fisiológico.
Complicações da cicatrização de feridas
Tecido de Granulação - crescimento de pequenos vasos sanguíneos e tecido conectivo - tecido saudável, brilhante, vermelho vivo, lustroso e granular com aparência aveludada.
- Suprimento vascular pobre – tecido com coloração rosa pálido ou esbranquiçado para o vermelho opaco;
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Tipo de tecido
Tecido Necrosado: é a principal manifestação de lesões celulares irreversíveis. 
Necrose de coagulação
Tipo mais comum;
Aspecto enegrecido, ressecado, e de difícil remoção.
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Tipo de tecido
Necrose de liquefação
Bastante comum em lesões bacterianas;
Tecido de coloração branco-amarelada, mole e desvitalizado, pode estar associado a exsudato fibroso.
Tipo de tecido
Necrose caseosa
Mais frequente em infecções tuberculosas;
Aspecto mole, friável e de coloração branco-acinzentada.
Tipo de tecido
Conceitos relacionados ao tratamento de feridas
Antissepsia: processo para destruição ou inativação de microrganismos das camadas superficiais ou profundas de tecidos de um organismo vivo;
Assepsia: conjunto de técnicas utilizadas para evitar chegada de germes a um local que não os contenha;
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Conceitos relacionados ao tratamento de feridas
Degermação: remoção de detritos e impurezas sobre a pele, aliado a redução da flora microbiana local, mediante uso de degermante;
Esterilização: processo que visa destruição de todo microrganismo (esporos) - Pode se dar por processos químicos (ex. glutaraldeído) ou físicos (ex. autoclave);
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Desinfecção: Processo físico ou químico (ex. álcool a 70%) que destrói os microrganismos na forma vegetativa (menos os esporos) de objetos;
Sepse: presença de organismos patogênicos e formadores de pus ou toxinas, no sangue ou tecidos;
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Conceitos relacionados ao tratamento de feridas
Proteção da lesão ou ferida contra a ação de agentes externos físicos, mecânicos ou biológicos
Curativo
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. 
Normas gerais para realização dos curativos
 Obter informações sobre as lesões (prontuário, profissionais...);
 A troca do curativo deverá acontecer 1 vez ao dia ou sempre que se fizer necessário;
 Expor a ferida e material por pouco tempo;
 Lavar as mãos antes e após sua realização, mesmo que seja no mesmo paciente; 
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Normas gerais para realização dos curativos
 Cuidados - pacote de curativo (data da esterilização, evitar contaminação antes e após abri-lo);
 Mais de um curativo no mesmo cliente - regra asséptica: menos contaminado para o mais contaminado;
 Os curativos devem ser realizados no leito com toda técnica asséptica (Nunca colocar material sobre a cama e sim sobre a mesa auxiliar ou carrinho de curativo - o mesmo deve sofrer desinfecção após cada uso);
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Normas gerais para realização dos curativos
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Quando exposta a lesão inspecioná-la quanto a sinais de infecção e necessidades quanto ao tratamento;
Curativos úmidos NÃO são indicados em locais de cateteres, introdutores, fixadores externos e drenos;
 Curativo contaminado (muito exsudato) – colocar cuba ou bacia sob a área – SF0,9%;
Normas gerais para realização dos curativos
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 Feridas limpas – mãos lavadas com solução antisséptica antes e após curativo – realizar limpeza com solução estéril e aplicar cobertura estéril;
 Manutenção do calor local – SF 0,9% aquecida – favorece a cicatrização;
Normas gerais para realização dos curativos
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 SF 0,9% - limpeza e tratamento de feridas com cicatrização por 2ª e 3ª intenção – umedece a ferida, favorece formação de tecido de granulação e amolece tecidos desvitalizados;
 Se as gazes estiverem aderidas na ferida, umedecê-las antes de retirá-las com SF 0,9%;
Normas gerais para realização dos curativos
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• Não falar e tossir sobre a ferida e ao manusear material estéril;
• Considerar contaminado qualquer material que toque sobre locais não esterilizados;
• Usar luvas de procedimentos em todos os curativos, fazendo-os com pinças estéreis (técnica asséptica);
Normas gerais para realização dos curativos
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• Utilizar luvas estéreis em curativos de cavidades ou necessidade de contato direto ou indireto (material em contato com a ferida);
• Mesma pessoa - trocar vários curativos no mesmo paciente – iniciar incisão limpa e fechada, seguir ferida aberta não infectada, drenos e por último colostomias e fístulas em geral;
Normas gerais para realização dos curativos
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• Ao aplicar ataduras, fazê-lo no sentido da circulação venosa - membro apoiado - não apertar em demasia;
EPI - luva, máscara e óculos de proteção;
- Contato feridas infectadas e exsudativas – avental também;
• Quando o curativo for oclusivo – anotar data, hora e nome (esparadrapo);
“No cuidado ao paciente com ferida é importante adotar uma abordagem global. Existem vários fatores que podem afetar o processo de cicatrização e que precisam ser observados”. 
ATENÇÃO!!!
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Tipos de Curativos
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 Semi-oclusivo
 Oclusivo
 Compressivo
 Aberto 
Curativo semi-oclusivo
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Este tipo de curativo é absorvente, e comumente utilizado em feridas cirúrgicas, drenos, feridas exsudativas, absorvendo o exsudato e isolando-o da pele adjacente saudável.
Curativo oclusivo
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Não permite a entrada de ar ou fluídos, atua como barreira mecânica, impede a perda de fluídos, promove isolamento térmico, veda a ferida, a fim de impedir formação de crosta.
Curativo compressivo
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Utilizado para reduzir o fluxo sanguíneo, promover estase e ajudar na aproximação das extremidades da lesão.
CURATIVO ABERTO
Realizado em ferimentos que não há necessidade de serem ocluídos. Feridas cirúrgicas limpas após 24 horas, cortes pequenos, suturas, escoriações.
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FINALIDADES DOS CURATIVOS
Ser impermeável à água e outros fluidos permitindo as trocas gasosas;
Ser de fácil aplicação e remoção, sem causar traumas;
Auxiliar na hemostasia;
Proteger contra traumas mecânicos e infecções;
Limitar o movimento dos tecidos ao redor da ferida;
Promover um ambiente úmido;
Absorver secreções;
Promover o desbridamento e aliviar a dor;
Proporcionar condições favoráveis às atividades diárias.
FINALIDADES DOS CURATIVOS
CARACTERÍSTICAS DE UM CURATIVO IDEAL
Remover o exsudato;
Manter alta umidade entre a ferida e o curativo;
Permitirtrocas gasosas;
Ser impermeável às bactérias;
Fornecer isolamento térmico;
Ser isento de partículas ou substâncias tóxica contaminadas;
Permitir a remoção sem causar traumas adicionais.
TIPOS DE COBERTURAS 
Primária: permanece em contato direto com o leito da lesão;
Secundária: recobre a primária.
FIXAÇÃO DE COBERTURAS: Coberturas secundárias
Ataduras;
Fitas adesivas;
Esparadrapos;
Adesivos microporosos.
ATENÇÃO!
TÉCNICAS DE CURATIVOS
Bandeja com kit de curativo;
Solução fisiológica; 
Adesivo hipoalergênico; 
Carrinho de curativo ou mesa auxiliar;
Gaze estéril;
Seringa de 20ml;
Agulha de 40mm x 12mm;
Cuba-rim;
Luvas de procedimento;
Luvas estéreis;
Cobertura escolhida;
Compressa;
Esparadrapo;
Atadura de crepe;
Saco para material infectante; 
Álcool a 70%;
Água, sabão e papel toalha. 
CURATIVO EM FERIDA ABERTA MATERIAL NECESSÁRIO
TÉCNICAS DE CURATIVOS
CURATIVO EM FERIDA ABERTA
Lavar as mãos com solução antisséptica;
Reunir o material;
Orientar o paciente sobre o procedimento;
Promover a privacidade do paciente;
Posicionar o paciente de acordo com o local da ferida;
TÉCNICAS DE CURATIVOS
CURATIVO EM FERIDA ABERTA
Abrir o pacote de curativo na mesa auxiliar;
Abrir o pacote de gazes, cuba rim, seringa, agulha, entre outros materiais necessários, e colocar no campo do curativo;
Calçar luvas de procedimentos;
Retirar o curativo anterior;
Retirar luvas de procedimentos;
CURATIVO EM FERIDA ABERTA
Higienizar as mãos;
Calçar as luvas estéreis (ou utilizar pinças estéreis);
Limpar a pele ao redor da ferida com solução fisiológica (menos contaminado para mais contaminado);
TÉCNICAS DE CURATIVOS
TÉCNICAS DE CURATIVOS
CURATIVO EM FERIDA ABERTA
Proceder a limpeza de acordo com a avaliação da ferida;
Colocar a cobertura indicada;
Fixar com adesivo hipoalergênico ou enfaixar com atadura de crepe;
Assinar e datar sobre o curativo – no esparadrapo;
Deixar o paciente em posição confortável;
Retirar o material utilizado com o campo;
Retirar a luva estéril;
TÉCNICAS DE CURATIVOS
CURATIVO EM FERIDA ABERTA
Desprezar o material perfurocortante em recipiente próprio;
Fazer a desinfecção da mesa auxiliar ou do carro de curativo com álcool a 70%;
Lavar a bandeja com água e sabão, seque com papel toalha e passe álcool 70%;
Higienizar as mãos;
Registrar na prescrição de enfermagem e no prontuário do paciente.
TÉCNICAS DE CURATIVOS
CURATIVO EM FERIDA OPERATÓRIA – MATERIAL NECESSÁRIO
Bandeja;
Mesa auxiliar;
Saco de lixo branco;
Kit de curativo (ou luvas estéreis);
Solução fisiológica;
Adesivo hipoalergênico;
Pacotes de gaze estéril.
TÉCNICAS DE CURATIVOS
CURATIVO EM FERIDA OPERATÓRIA
...
Limpar a pele ao redor da ferida com gaze estéril embebida em solução fisiológica;
Secar a ferida e ocluir com gazes estéreis;
Fixar com adesivo hipoalergênico;
...
CURATIVO EM INSERÇÃO DE CATETER VENOSO CENTRAL
TÉCNICAS DE CURATIVOS
TÉCNICAS DE CURATIVOS
CURATIVO EM INSERÇÃO DE CATETER VENOSO CENTRAL
Bandeja;
Mesa auxiliar; 
Saco de lixo branco;
Kit de curativo; Luvas estéreis;
Clorexidina alcoólica;
Adesivo hipoalergênico;
Luvas de procedimento; pacotes de gaze estéril e solução fisiológica.
TÉCNICAS DE CURATIVOS
CURATIVO EM INSERÇÃO DE CATETER VENOSO CENTRAL
...
Posicionar o paciente em decúbito dorsal, com o rosto voltado para o lado oposto ao da inserção do cateter;
Higienizar as mãos;
Colocar as luvas de procedimento e abrir o pacote de curativo na mesa auxiliar;
Retirar o curativo anterior com pinça do tipo dente-de-rato ou luva de procedimento;
TÉCNICAS DE CURATIVOS
CURATIVO EM INSERÇÃO DE CATETER VENOSO CENTRAL
Limpar o local da inserção com gaze estéril embebida em solução fisiológica;
Secar o local com gaze estéril;
Passar clorexidina alcoólica na inserção e extensão do cateter;
Secar e cobrir;
Fixar o curativo e o cateter na pele ;
Usar gaze ou curativo estéril transparente semipermeável para cobrir o sítio de inserção dos cateteres;
Anotar no adesivo a data de realização do curativo...
TÉCNICAS DE CURATIVOS
Trocar o curativo na presença de sujidade;
Para cateteres centrais, na ausência de sujidade visível, trocar a gaze pelo menos a cada 2 dias e o curativo transparente a cada 7 dias;
TÉCNICAS DE CURATIVOS
O uso de pomada com antimicrobianos pode danificar o material do cateter e induzir resistência antibiótica, sendo por isso contra-indicada;
TÉCNICAS DE CURATIVOS
Utilização de coberturas
ESCOLHENDO A COBERTURA...
Avaliar a lesão identificando a fase de cicatrização e os tipos de tecidos presentes (esfacelo, necrótico, granulação ou epitelização);
Avaliar presença de exsudato;
Avaliar sinais de infecção.
COBERTURAS PARA CURATIVOS
GAZE UMEDECIDA EM SOLUÇÃO FISIOLÓGICA
Composição
Mecanismo de ação: mantém a umidade e estimula o desbridamento autolítico;
Indicação: todos os tipos de úlceras;
Modo de usar
COBERTURAS PARA CURATIVOS
HIDROCOLÓIDE
Composição: carboximetilcelulose + pectina + gelatina;
Mecanismo de ação: estimula granulação e angiogênese, mantém o ambiente úmido, protege as células de traumas e bactérias, favorece o isolamento térmico;
HIDROCOLÓIDE
Indicação: prevenção ou tratamento de feridas não infectadas, que apresentem de pouca a moderada quantidade de exsudato, independente da presença ou não de tecido necrótico;
Contra-indicação: infecção e alta exsudação;
Modo de usar: sempre que saturar ou descolar ou no máx. a cada 7 dias.
COBERTURAS PARA CURATIVOS
COBERTURAS PARA CURATIVOS
HIDROCOLÓIDE
Quando em contato com o exsudato, o hidrocolóide produz um gel amarelo semelhante ao exsudato purulento, com odor desagradável, que desaparece após limpeza.
COBERTURAS PARA CURATIVOS
MEMBRANA OU FILME SEMIPERMEÁVEL
Composição: poliuretano;
Mecanismo de ação: mantém ambiente úmido, favorece o debridamento autolítico e protege contra traumas;
Indicação: úlceras superficiais com drenagem mínima, cirúrgicas limpas, fixação de cateteres e prevenção de úlcera por pressão;
Contra-indicação: muito exsudato e infecção;
Modo de usar: descolar ou sinais de infecção; trocar em até 7 dias.
FILME TRANSPARENTE
COBERTURAS PARA CURATIVOS
COBERTURAS PARA CURATIVOS
ALGINATO DE CÁLCIO
Composição: polissacarídeo composto de cálcio;
Mecanismo de ação: auxílio no desbridamento autolítico; indução à hemostasia e conservação do meio úmido;
Indicação: feridas abertas, cavitárias, sangrantes, exsudação com ou sem infecção; deiscência; úlceras venosas e por compressão.
Contra-indicação: feridas secas, queimaduras;
Modo de usar: até 7 dias, quando a cobertura secundária saturar.
ALGINATO DE CÁLCIO
COBERTURAS PARA CURATIVOS
Curativo com alginato de cálcio
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COBERTURAS PARA CURATIVOS
CARVÃO ATIVADO
Composição: almofada contendo carvão impregnado com prata;
Mecanismo de ação: alta absorção e eliminação do odor das úlceras;
Indicação: feridas infectadas ou não, com ou sem odor, com exsudação de moderada a abundante, fúngicas, neoplásicas; deiscência cirúrgica; com sinus ou tecido necrótico; úlceras venosas e por compressão; 
Contra-indicação: feridas limpas, queimaduras, pouco exsudativas, 
Modo de usar: troca em 48 a 72 horas, ou a cada 7 dias; trocar a cobertura secundária sempre que saturar.
COBERTURAS PARA CURATIVOS
COBERTURAS PARA CURATIVOS
CARVÃO ATIVADO
 Não pode ser cortado; somente quando permitido pelo fabricante.
COBERTURAS PARA CURATIVOS
SULFADIAZINA DE PRATA
Composição: sulfadiazina de prata a 1%;
Mecanismo de ação: bactericida e bacteriostática. Mantém meio úmido;
Indicação: prevenção de colonização e tratamento de queimaduras;
Contra-indicação: hipersensibilidade;
Modo de usar: não usar por mais de 14 dias. Troca em 12 horas.
SULFADIAZINA DE PRATA
COBERTURAS PARA CURATIVOS
COBERTURAS PARA CURATIVOS
ÁCIDOS GRAXOS ESSENCIAIS
Composição: ácido linoléico, caprílico, cáprico, vit. A, E e lecitina de soja;
Mecanismo de ação: promove atração dos leucócitos e angiogênese, mantêm o meio úmido e favorece a granulação;
Indicação: prevenção e tratamento de dermatites, úlceras por pressão,venosa e neurotrófica; tratamento de úlceras abertas com ou sem infecção;
Modo de usar: troca em até 24 horas.
ÁCIDOS GRAXOS ESSENCIAIS
COBERTURAS PARA CURATIVOS
COBERTURAS PARA CURATIVOS
PAPAÍNA
Composição: enzima proteolíta retirada do mamão papaía;
Mecanismo de ação: desbridamento químico. Ação bactericida e bacteriostática;
Indicação: úlceras abertas, infectadas ou limpas e desbridamento;
Modo de usar: trocar em até 24 horas.
PAPAÍNA parei
Concentrações:
2% a 4%: na presença de tecido de granulação;
4% a 6%: na presença de exsudato purulento e esfacelo;
6%, 8% e 10%: na presença de tecido desvitalizado e/ou necrótico espesso e aderido ou necrose seca.
COBERTURAS PARA CURATIVOS
COBERTURAS PARA CURATIVOS
HIDROFIBRA
Composição: carboximetilcelulose;
Indicação: feridas em geral, com moderada a grande quantidade de exsudato, limpas (sem prata), infectadas ou com colonização crítica (com prata); úlceras neuropáticas ou venosas. Queimaduras de segundo grau; úlceras por compressão; traumáticas e oncológicas.
HIDROFIBRA
Contraindicação: alergia aos componentes; necrose seca.
Propriedades: grande capacidade de absorção e retenção do exsudato; preenchimento de cavidades; bactericida e fungicida de amplo espectro, quando com prata.
Troca: 3 dias no máx. para feridas infectadas; de 3 a 7 dias feridas limpas.
COBERTURAS PARA CURATIVOS
COBERTURAS PARA CURATIVOS
HIDROGEL
Composição: água, carboximetilcelulose, pectina e propileno glicol.
Indicação: feridas secas ou pouco exsudativas, com crostas; tecidos desvitalizados e necróticos em feridas abertas; áreas doadoras de pele; queimaduras de primeiro e segundo grau.
Contraindicação: alta sensibilidade aos componentes; feridas altamente exsudativas; pele íntegra e incisões cirúrgicas fechadas.
HIDROGEL
Propriedades: manutenção do meio úmido, desbridamento autolítico e estímulo à granulação.
Troca: até 48 horas.
COBERTURAS PARA CURATIVOS
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	PRODUTO	TIPO DE FERIDA 	AÇÃO
	Pomada Desbridante(Colagenase)	Feridas com crostas, tecido
necrosado, fibrina, pouco
Exsudato;	Promove a retirada do tecido
necrótico superficial por ação
enzimática sem afetar o colágeno de tecido sadio ou
de granulação;
COBERTURAS PARA CURATIVOS
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	PRODUTO	EFEITO NA FERIDA 	CONTRA INDICAÇÃO
	Polivinilpirrolidona (PVPI)	Citotóxico para feridas,
destrói os fibroblastos	Pode causar dermatites - Existem relatos de absorção pela mucosa e lesões, podendo levar tardiamente a uma tireoidite a até mesmo insuficiência renal se usado por tempo prolongado.
	Antibiótico Tópico	Seleção de flora bacteriana no local da lesão, prejudicando a cicatrização.	Predispõe a hipersensibilidade ao antibiótico e dermatites
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	PRODUTO	EFEITO NA FERIDA 	CONTRA INDICAÇÃO
	Éter
	Ação irritante, resfria o tecido
perilesão, desidrata o mesmo;	Retarda o processo de cicatrização e promove ressecamento do tecido perilesão;
	Lidocaína gel	Não promove efeito anestésico comprovado.
	Inibe a ação de outros produtos que serão usados nas feridas ex: pomada desbridante;
	Corticóides
	Desfavorece o processo inflamatório por ação antiinflamatória retardando o crescimento tecidual	Retarda o processo de
cicatrização.
Tecidos desvitalizados e seu manejo
Desbridamento - Remoção de tecidos desvitalizados ou colonizados;
Estimula avanço das bordas das feridas que estacionaram no processo de cicatrização;
Principais tipos – Químico, Autolítico, Mecânico, Cirúrgico e Biológico;
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Tecidos desvitalizados e seu manejo
Para escolha depende:
Quantidade de tecido desvitalizado; 
Tempo necessário de desbridamento;
Habilidade do profissional e necessidade de analgesia.
Tipos 
 Seletivo: remove APENAS tecidos desvitalizados – hidrogéis e biológicos;
Não seletivo – remove tec. desvitalizado e saudável – mecânico, químico e cirúrgico;
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Tecidos desvitalizados e seu manejo
Desbridamento Químico (não seletivo): aplicação de enzimas proteolíticas para digerir quimicamente tecidos inviáveis (papaína, colagenase e fibrinolisina);
Necessário várias semanas para tratamento;
Efeito colateral – lesão dos tecidos peri-úlcera e hipersensibilidade;
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Tecidos desvitalizados e seu manejo
Desbridamento Autolítico (seletivo): Utilização de curativos oclusivos – meio úmido – hidrogéis e hidrocolóides;
Meio úmido – ativa células fagocíticas e enzimas proteolíticas;
Utilizado em feridas colonizadas e infectadas;
 
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Tecidos desvitalizados e seu manejo
Desbridamento Mecânico (não seletivo): para tecidos com grande quantidade de tecidos desvitalizados e necrótico;
Forma mais rápida de desbridamento;
Pode ser doloroso;
Curativo úmido – seco: gaze aplicada até ressecar (remoção da gaze traz tecido necrótico); 
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Tecidos desvitalizados e seu manejo
Desbridamento Mecânico 
Curativo hidroterapia e irrigação – irrigação no leito da ferida (baixa, intermediária e alta pressão);
Terapia com pressão negativa – aplicação de pressão subatmosférica na superfície da ferida; 
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Tecidos desvitalizados e seu manejo
Desbridamento cirúrgico: para tecidos com grandes quantidades de tecidos desvitalizados ou necróticos;
Método não seletivo – analgesia;
Pode ser realizado com bisturi e tesouras;
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Tecidos desvitalizados e seu manejo
Desbridamento Biológico (seletivo): aplicação de larvas criadas em laboratório;
As larvas alimentam-se do tecido necrótico.
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ÚLCERAS DE PRESSÃO
Áreas de riscos:
- Calcanhares, trocanteres, sacra, occipital, cotovelos.
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Escalas de avaliação
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Estágio de úlcera de pressão
 Estágio 1
 Estágio 2
 Estágio 3
 Estágio 4
Aplicação de calor e frio
Aplicação de calor
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 O calor eleva temperatura dos tecidos e amplia o processo inflamatório, aumentando vasodilatação (circulação local);
 CALOR (garrafas com água quente, panos umedecidos) – colocados sobre a região dolorida, 24 a 48 horas após ter ocorrido a lesão;
 O aquecimento direto pode ser seco ou úmido.
O aquecimento seco pode ser ministrado a uma temperatura mais alta e por mais tempo.
O aquecimento úmido amolece crostas e exsudações, penetra profundamente na pele, produz quantidade menor de transpiração, mais confortável para o paciente.
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Cuidados na aplicação de calor
 O tratamento direto com calor não pode ser utilizado em pacientes que apresentem riscos de hemorragia;
 É contra indicado também para pacientes com membro distendido em estágio agudo (vasodilatação – aumenta dor e edema);
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Cuidados na aplicação de calor
 Deve ser aplicado com cautela em pacientes com deficiência na função renal, cardíaca ou respiratória (vasodilatação –desvia sangue dos órgãos vitais); quando o paciente apresentar deficiências sensórias e sensitivas e em áreas sensíveis ao calor como tecidos de estomas;
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Aplicação de frio
 A aplicação de frio contrai vasos sanguíneos, inibe circulação e edema local (vasodilatação) e o metabolismo dos tecidos;
 Conduz as substâncias químicas causadoras da dor para dentro da circulação;
 Alivia congestão vascular, desacelera atividade bacteriana nas infecções, reduz temperatura do corpo, e pode atuar como anestésico temporário;
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 Utilizados para tratamentos - aliviam inflamações e desaceleram sangramento;
 Pode proporcionar tratamento inicial efetivo após ferimentos oculares, entorses, distensões, ferimentos causados por pancadas, espasmos musculares e queimaduras;
 Frio reduz taxa metabólica e produz vasoconstrição – ocorre menos edema – Frio não reduz edema já presente;
Aplicação de frio
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Cuidados na aplicação de frio
 Não se deve aplicar gelo diretamente na pele, pois pode causar danos;
 A aplicação úmida é mais penetrante que a seca, porque a umidade facilita a condução;
 Deve ser aplicado com cautela em casos de problemas circulatórios, crianças, e pessoas idosas ou com artrite, pois há risco de danos ao tecido isquêmico. 
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REFERÊNCIAS
BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de condutas para tratamento de úlceras em hanseníase e diabetes. Brasília: Ministério da Saúde, 2008.
CARMAGNANI, M. I. S. et al. Procedimentos de Enfermagem: guiaprático. Guanabara Koogan, 2009. 
SILVA, R. C. L.; FIGUEIREDO, N. M. A.; MEIRELES, I. B. (Org.) Feridas: fundamentos e atualizações em enfermagem. São Caetano do Sul, SP: Yendis Editora, 2007.
FRANCO, D.; GONCALVES, L. F. Feridas cutâneas: a escolha do curativo adequado. Rev. Col. Bras. Cir.,  Rio de Janeiro,  v. 35,  n. 3, June  2008. 
TAYAR, G.; PETERLINI, M. A. S.; PEDREIRA, M. L. G. Proposta de um algorítmo para seleção de coberturas, segundo o tipo de lesão aberta em crianças. Acta paul. enferm.,São Paulo, v. 20,  n. 3, Sept.  2007 .  
SILVA, R. C. L. et al. Feridas: fundamentos e atualizações em enfermagem. 3. ed. São Caetano do Sul: Yendis Editora, 2011.
REFERÊNCIAS
OBRIGADA!
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