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AO JUÍZO DA VARA CIVIL DA COMARCA DE SERRAVILLE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Processo nº 00008987-98.2024.4.5.0031 A parte apelante, FRÁVIO DUTRA, com profundo inconformismo e já com a devida qualificação nos autos em epígrafe, vem por meio de seu advogado, já constituído e infra-assinado, interpor tempestivamente RECURSO DE APELAÇÃO CÍVEL Contra a Sentença prolatada em AÇÃO DE RESPONSABILIDADE CIVIL POR DANOS MATERIAIS E MORAIS, na qual litiga em polo contrário a JOANA BRADINBURGO DUMONT, também já com devida qualificação nos autos em epígrafe, com fulcro nos art. 1009 e seguintes do Código de Processo Civil, pelos motivos de fato e direito que aqui serão devidamente apresentados. Oportunamente, requer-se a abertura de vistas pelo Juízo de 1º Grau, a intimação da parte Apelada para apresentar contrarrazões no prazo legal de 15 dias e que, decorrido o prazo, com ou sem contrarrazões, sejam remetidos os autos para o Egrégio Tribunal de Justiça de SERRAVILLE/RS, com embasamento nos §1º e §3º do art. 1010 do Código de Processo Civil. I - Da Tempestividade Em conformidade com o §5º do art. 1.003 do CPC/2015 (Lei 13.105 de 2015), que dispõe sobre o prazo da Apelação ser de até 15 dias úteis após o termo inicial 15 de março de 2023 a presente medida se realiza tempestivamente, sendo protocolada no dia 20 de abril de 2023. II - Das Custas e do Preparo Nos termos do que dispõe o art. 1007 do CPC/2015, a parte apelante indica que foram recolhidos os portes de remessa e retorno, bem como o devido Preparo e pagamento de custas, fatos que se comprovam pelas guias de pagamento e comprovantes corretamente anexados nos presentes autos. III - Da exposição dos fatos e do direito Nos termos do que dispõe o art. 1007 do CPC/2015, a parte apelante indica que foram recolhidos os portes de remessa e retorno, bem como o devido Preparo e pagamento de custas, fatos que se comprovam pelas guias de pagamento e comprovantes corretamente anexados nos presentes autos. Em sede de contestação Joana apontou que, ao contrário do alegado, em momento algum foi negligente, negando veementemente tal imposição, ao passo que o acidente ocorreu em circunstâncias imprevisíveis e incontroláveis, forte chuva e baixa visibilidade, não sendo possível imputar a ela a responsabilidade exclusiva pelos danos alegados. Frisou, ainda que, ainda, a contribuição do Sr. Flávio Dutra para o acidente, pontuando que a manobra repentina realizada pelo autor, ao corta sua trajetória l, dificultou qualquer reação adequada de sua parte, entendendo que Flávio também deve arcar com parte da responsabilidade pelo acidente. Flávio ficou inconformado com a Sentença proferida, principalmente porque, no dia do acidente, não houve qualquer chuva, Sendo um dia ensolarado e, principalmente, porque o magistrado, com certeza, não deve ter tomando ciência da gravação de Fls.729, na qual claro que Sr. Joana, neste dia de sol, fez uma manobra brusca em alta velocidade que contribuiu sobremaneira para o acidente. Tendo em vista a presente narrativa dos fatos do litígio e o inconformismo com a Sentença e resguardando máximo respeito ao douto juízo, dar-se-á prosseguimento à exposição dos motivos e fundamentos sobre os porquês de os argumentos da Sentença não deverem prosperar. IV - Da Fundamentação da presente Apelação Responsabilidade Civil por Ato Ilícito A responsabilidade civil por ato ilícito está disciplinada nos artigos 186 e 927 do Código Civil Brasileiro. O artigo 186 estabelece que "aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito". Já o artigo 927 dispõe que "aquele que, por ato ilícito, causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo". No caso em questão, a sentença de improcedência baseou-se na alegação de que os danos foram causados pelas fortes chuvas, eximindo a requerida de responsabilidade. No entanto, essa fundamentação é falha, pois não considera adequadamente os elementos essenciais da responsabilidade civil: a conduta, o nexo causal e o dano. Primeiramente, a conduta da requerida deve ser analisada sob a ótica da negligência. Mesmo em condições adversas, como chuva forte, espera-se que o condutor adote medidas de segurança adequadas, como reduzir a velocidade e aumentar a atenção. A alegação de que a requerida cumpriu todas as regras de trânsito não exime a responsabilidade se a conduta negligente contribuiu para o acidente. Em segundo lugar, o nexo causal entre a conduta da requerida e os danos sofridos pelo autor é evidente. A colisão ocorreu devido à forma como a requerida conduzia o veículo, independentemente das condições climáticas. A chuva pode ter sido um fator contribuinte, mas não exclui a responsabilidade da requerida, que deveria ter ajustado sua condução às condições da via. Por fim, os danos materiais e morais sofridos pelo autor são inquestionáveis. O valor de R$ 72.000,00 relativo aos danos materiais e R$ 5.000,00 relativo aos danos morais foram devidamente comprovados nos autos, demonstrando o impacto significativo do acidente na vida do autor. Portanto, a sentença de improcedência deve ser reformada, pois a fundamentação utilizada pelo juiz desconsidera a negligência da requerida e o nexo causal entre sua conduta e os danos sofridos pelo autor. A responsabilidade civil por ato ilícito está claramente configurada, conforme os artigos 186 e 927 do Código Civil, impondo à requerida o dever de indenizar o autor pelos prejuízos materiais e morais decorrentes do acidente. Para corroborar a fundamentação trazida acima, é pertinente a seguinte menção à Jurisprudência pátria: APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS CORPORAL E MORAL – ACIDENTE DE TRÂNSITO – AUSÊNCIA DE PROVA DA DINÂMICA DO ACIDENTE (): APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS CORPORAL E MORAL – ACIDENTE DE TRÂNSITO – AUSÊNCIA DE PROVA DA DINÂMICA DO ACIDENTE – ÔNUS QUE INCUMBIA À PARTE AUTORA – ARTIGO 186 E ARTIGO 927, DO CC – ARTIGO 373, INCISO I, DO CPC/2015 – RECURSO CONHECIDO E PROVIDO.Dispõe o artigo 186, do Código Civil que "Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito". Se as provas coligidas aos autos não são esclarecedoras a respeito da dinâmica do acidente tampouco são conclusivas no sentido de que o requerido teria causado o sinistro, não há como lhe atribuir a culpa pelo evento, sendo o caso de julgamento improcedente do pleito indenizatório. TJ-MS - Apelação Cível: 0803299-46.2017.8.12.0001 Campo Grande, Data do Julgamento: Data de julgamento17/01/2022, 2ª Câmara Cível, Data de Publicação: Data de publicação19/01/2022 0803299-46.2017.8.12.0001 Campo Grande DIREITO PROCESSUAL CIVIL. DIREITO CIVIL. AÇÃO INDENIZATÓRIA. RESPONSABILIDADE CIVIL SUBJETIVA. ACIDENTE AUTOMOBILÍSTICO. DINÂMICA DO EVENTO. CULPA DO RÉU. DEVER DE INDENIZAR. DANOS MATERIAIS. DANOS MORAIS. (): DIREITO PROCESSUAL CIVIL. DIREITO CIVIL. AÇÃO INDENIZATÓRIA. RESPONSABILIDADE CIVIL SUBJETIVA. ACIDENTE AUTOMOBILÍSTICO. DINÂMICA DO EVENTO. CULPA DO RÉU. DEVER DE INDENIZAR. DANOS MATERIAIS. DANOS MORAIS. RECURSO DESPROVIDO. SENTENÇA MANTIDA.1. A responsabilidade civil subjetiva configura a obrigação de indenização pelo agente causador do dano àquele que o suportou. Faz-se necessária a plena comprovação da existência de uma ação ou omissão, praticada com dolo ou culpa (imperícia, imprudência e negligência) e nexo de causalidade entre a conduta e o resultado.2. A responsabilidade civil por danos decorrentes de acidentes automobilísticos deve ser avaliada, também, com base nas regras do Código de Trânsito Brasileiro - CTB.3. O condutor deve, ao transitar por fluxos que se cruzam, observar primordialmente a existência de sinalização de trânsito do local, dando a preferência de passagem indicada no sinal de tráfego ( CTB, art. 29, III).4. No presente caso, o conjunto probatório é firme para demonstrar que a culpa pelo acidente foi da parteré apelante, que não adotou conduta essencial para garantir a segurança do trânsito, qual seja, a de parar imediata e obrigatoriamente seu veículo, uma vez que havia sinalização vertical com tal comando, antes de adentar à rotatória, e dar preferência ao condutor da outra via, não sinalizada. 4.1. Há conduta culposa, por imprudência, da ré, nexo causal e danos material e moral decorrentes da colisão. Presentes os requisitos da responsabilidade civil, impõe-se a manutenção da condenação da parte ré no dever reparatório.5. APELAÇÃO DESPROVIDA. TJ-DF - 0712318-61.2021.8.07.0003 1650464, Data do Julgamento: Data do Julgamento07/12/2022, 6ª Turma Cível, Data de Publicação: Data de publicação23/01/2023 0712318-61.2021.8.07.0003 1650464 Obrigação de Reparar o Dano A obrigação de reparar o dano está fundamentada nos artigos 186 e 927 do Código Civil Brasileiro. O artigo 186 estabelece que "aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito". Já o artigo 927 dispõe que "aquele que, por ato ilícito, causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo". No caso em questão, a sentença proferida pelo juiz baseou-se na alegação de que as fortes chuvas foram a causa do acidente, eximindo a requerida de responsabilidade. No entanto, essa fundamentação é falha, pois não considera a negligência da requerida ao conduzir o veículo em condições adversas. A responsabilidade civil por danos materiais e morais não se exime pela ocorrência de fenômenos naturais, mas sim pela análise da conduta do agente em relação às circunstâncias. A requerida, ao dirigir sob forte chuva e baixa visibilidade, tinha o dever de redobrar a atenção e adotar todas as medidas necessárias para evitar acidentes, conforme preceitua o artigo 28 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que determina que "o condutor deverá, a todo momento, ter domínio de seu veículo, dirigindo-o com atenção e cuidados indispensáveis à segurança do trânsito". A negligência da requerida em não observar essas precauções configura ato ilícito, nos termos do artigo 186 do Código Civil. Ademais, o artigo 927, parágrafo único, do Código Civil, estabelece que "haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem". A condução de veículos automotores em condições adversas, como a descrita nos autos, é uma atividade que, por sua natureza, implica risco e, portanto, exige maior diligência por parte do condutor. Portanto, a sentença deve ser reformada para reconhecer a responsabilidade da requerida pelos danos causados ao autor. A negligência da requerida ao não adotar as medidas necessárias para conduzir o veículo de forma segura, mesmo em condições climáticas adversas, configura ato ilícito e gera a obrigação de reparar os danos materiais e morais sofridos pelo autor, conforme os artigos 186 e 927 do Código Civil. A decisão judicial que exime a requerida de responsabilidade com base exclusivamente nas condições climáticas é insuficiente e não atende aos preceitos legais de responsabilidade civil. Extensão da Indenização A extensão da indenização por danos materiais e morais deve ser analisada à luz dos princípios e normas estabelecidos no Código Civil Brasileiro, especialmente no que tange à responsabilidade civil e à reparação integral do dano. Primeiramente, é importante destacar que o artigo 927 do Código Civil estabelece que aquele que, por ato ilícito, causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo. No caso em questão, a responsabilidade de Joana Bradiburgo Dumont deve ser analisada sob a ótica da culpa, conforme previsto no artigo 186 do Código Civil, que define o ato ilícito como a ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência que viole direito e cause dano a outrem. A sentença proferida pelo juiz fundamenta-se na alegação de que as fortes chuvas foram a causa do acidente, eximindo a requerida de responsabilidade. No entanto, essa fundamentação é falha, pois desconsidera a análise da conduta negligente de Joana no manejo do veículo em condições adversas. O artigo 927, parágrafo único, do Código Civil, prevê a responsabilidade objetiva em casos específicos, mas, mesmo sob a responsabilidade subjetiva, a imprudência ou negligência em dirigir sob condições climáticas adversas pode configurar culpa. Ademais, o artigo 944 do Código Civil estabelece que a indenização mede-se pela extensão do dano. No caso em tela, Flávio Dutra sofreu danos materiais e morais que devem ser integralmente reparados. Os danos materiais, no valor de R$ 72.000,00, correspondem aos prejuízos efetivamente sofridos em decorrência do acidente, incluindo reparos no veículo e eventuais despesas médicas. Já os danos morais, no valor de R$ 5.000,00, decorrem do sofrimento, angústia e abalo psicológico experimentados pela vítima, que são igualmente passíveis de reparação. A sentença desconsidera a necessidade de reparação integral dos danos sofridos por Flávio, contrariando o princípio da restitutio in integrum, que visa colocar a vítima na situação anterior ao dano. A alegação de que as chuvas foram a causa do acidente não exime a requerida de sua responsabilidade, uma vez que a negligência no manejo do veículo em tais condições deve ser considerada. Portanto, a extensão da indenização deve abranger tanto os danos materiais quanto os morais, conforme previsto nos artigos 927 e 944 do Código Civil, garantindo a reparação integral dos prejuízos sofridos por Flávio Dutra. A sentença deve ser reformada para reconhecer a responsabilidade de Joana Bradiburgo Dumont e condená-la ao pagamento das indenizações devidas, assegurando a justiça e a reparação adequada ao autor. Ônus da Prova No que tange ao ônus da prova, é imperioso destacar que o Código de Processo Civil brasileiro, em seu artigo 373, estabelece claramente a distribuição do ônus probatório. O caput do referido artigo dispõe que "o ônus da prova incumbe: I - ao autor, quanto ao fato constitutivo de seu direito; II - ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor." No presente caso, o autor, Flávio Dutra, cumpriu com seu ônus probatório ao apresentar evidências de que a requerida, Joana Bradiburgo Dumont, dirigia de forma negligente, resultando na colisão que lhe causou danos materiais e morais. Flávio forneceu relatos detalhados e provas documentais que corroboram sua versão dos fatos, demonstrando que a requerida não observou as normas de trânsito e, consequentemente, agiu de maneira imprudente. Por outro lado, a requerida alegou que as condições climáticas adversas (forte chuva e baixa visibilidade) foram as responsáveis pelo acidente, configurando um fato impeditivo de sua responsabilidade. Contudo, a mera alegação de condições climáticas desfavoráveis não exime a requerida de sua responsabilidade, especialmente quando não há provas robustas que demonstrem que tais condições foram a causa exclusiva do acidente. A requerida, portanto, não cumpriu com seu ônus probatório de demonstrar que as chuvas foram a causa determinante do acidente e que ela adotou todas as medidas necessárias para evitar a colisão. Ademais, é importante ressaltar que a responsabilidade civil por danos causados no trânsito é regida pelo princípio da responsabilidade objetiva, conforme disposto no artigo 927, parágrafo único, do Código Civil, que prevê a obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem. Nesse sentido, dirigir um veículo em condições adversas exige maior cautela e diligência, e a requerida não demonstrou ter adotado tais medidas preventivas. Portanto, a sentença de improcedência proferida pelo juiz de primeiro grau desconsiderou a correta aplicação do ônus da prova, uma vez que a requeridanão conseguiu comprovar de forma satisfatória a existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. A decisão deve ser reformada para reconhecer a responsabilidade da requerida pelos danos causados ao autor, Flávio Dutra, em razão de sua conduta negligente no trânsito. Responsabilidade Objetiva A fundamentação da apelação deve centrar-se na aplicação da responsabilidade objetiva ao caso em questão, conforme previsto no Código Civil Brasileiro. O artigo 927, parágrafo único, estabelece que haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos especificados em lei ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem. No presente caso, a requerida, Joana Bradiburgo Dumont, ao conduzir um veículo automotor, está inserida em uma atividade que, por sua própria natureza, envolve riscos significativos para terceiros. A condução de veículos em vias públicas é uma atividade que, conforme entendimento doutrinário e legal, pode ser enquadrada na teoria do risco, uma vez que o trânsito é uma atividade potencialmente perigosa e sujeita a causar danos a terceiros, independentemente da existência de culpa. Ademais, o artigo 931 do Código Civil reforça a responsabilidade objetiva ao dispor que "os empresários individuais e as empresas respondem, independentemente de culpa, pelos danos causados pelos produtos postos em circulação". Embora o dispositivo se refira a empresários e empresas, a lógica subjacente é aplicável ao caso em tela, pois a circulação de veículos automotores em vias públicas é uma atividade que coloca em risco a integridade física e patrimonial de terceiros. A sentença proferida pelo juiz de primeira instância desconsiderou a aplicação da responsabilidade objetiva ao focar exclusivamente na ausência de culpa da requerida devido às condições climáticas adversas. No entanto, a forte chuva e a baixa visibilidade, mencionadas como fatores imprevisíveis, não afastam a responsabilidade objetiva, uma vez que a atividade de conduzir um veículo em tais condições ainda representa um risco significativo para terceiros. A responsabilidade objetiva visa justamente a proteção das vítimas de danos decorrentes de atividades perigosas, independentemente da culpa do agente. Portanto, a sentença deve ser reformada para reconhecer a responsabilidade objetiva da requerida pelos danos causados ao autor, Flávio Dutra. A aplicação da responsabilidade objetiva é imperativa para garantir a reparação dos danos materiais e morais sofridos pelo autor, que foram devidamente comprovados nos autos. A decisão de primeira instância, ao não considerar a responsabilidade objetiva, violou os princípios de proteção à vítima e de reparação integral dos danos, consagrados no ordenamento jurídico brasileiro. Em conclusão, a fundamentação da apelação deve demonstrar que a responsabilidade objetiva é aplicável ao caso, independentemente das condições climáticas adversas, e que a requerida deve ser responsabilizada pelos danos causados ao autor, garantindo assim a justa reparação dos prejuízos sofridos. V - Dos Requerimentos Diante do acima exposto, e dos documentos acostados, é a presente apelação para requerer os seguintes pleitos: · A reforma da sentença proferida, reconhecendo a responsabilidade civil de Joana Bradiburgo Dumont pelos danos materiais e morais causados a Flávio Dutra em decorrência do acidente de trânsito. · A condenação da apelada ao pagamento dos danos materiais no valor de R$ 72.000,00 (setenta e dois mil reais) e dos danos morais no valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais). · A produção de prova testemunhal para demonstrar a negligência da apelada e a ausência de contribuição do autor para o acidente. · A intimação da apelada para que apresente contrarrazões à presente apelação, caso queira. · A concessão dos benefícios da justiça gratuita, caso Flávio Dutra não possua condições financeiras para arcar com as custas processuais e honorários advocatícios. Termos em que Pede Deferimento JORDEL VASCONCELOS NUNES OAB nº 487.457 15 de Maio de 2023 Jordel Vasconcelos Nunes