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5 UNIVERSIDADE PAULISTA CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM GESTÃO PÚBLICA PROJETO INTEGRADO MULTIDISCIPLINAR III Casa de Belém – Salto/SP Roberto Barea Junior – RA 245178-2 ITU-SP 2024 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO......................................................................................... 2 CASA DE BELÉM................................................................................... 3 DISCUSSÃO........................................................................................... 4 CONCLUSÃO......................................................................................... REFERÊNCIAS..................................................................................... 1 INDRODUÇÃO São vários os motivos que levam uma criança ou adolescente para instituições que prestam serviços de abrigo. Da mesma maneira, as características individuais e o tempo em que elas permanecem acolhidas também variam muito. Porém um aspecto fundamental e comum a todas é que quando uma criança vai para um abrigo, mesmo que momentaneamente, há algum tipo de rompimento com suas famílias de origem. Sem dúvida, o rompimento familiar, mesmo que temporário, deveria ser considerado apenas como medida extrema. Procurar entender melhor o que ocorre nas famílias ou os motivos que levaram essas crianças a ser abrigadas constitui um aspecto fundamental para a elaboração e a execução de políticas públicas mais eficazes e voltadas para o bem-estar presente e futuro dessas crianças. A análise das consequências de políticas especificamente voltadas para as famílias ainda tem um caráter bastante incipiente no Brasil e em grande parte no mundo. Hoje, a maior parte dos estudos, nessa área, está relacionada aos impactos de programas e ações voltados para a transferência de renda para as famílias e suas condicionalidades. Porém, dada a própria complexidade do tema, ainda existe uma grande lacuna a ser preenchida. A família está entre as primeiras instituições responsáveis pela socialização do ser humano. Portanto, pode-se concluir que as experiências na fase inicial da vida estão fundamentalmente envolvidas com suas experiências. Por sua vez, o ambiente familiar está entre os principais fatores para o desenvolvimento de atividades cognitivas e não cognitivas das crianças. Assim, crianças que crescem em ambientes saudáveis tendem a ter um desenvolvimento pleno das suas capacidades. 2 CASA DE BELÉM A partir da Campanha da Fraternidade de 1995 proposta pela Igreja Católica no Brasil, cujo tema se referia à exclusão social, sob o lema: “Quem acolhe o menor a mim acolhe”, a Pastoral do Menor da Paróquia São Benedito/Salto, sob orientação do Pe. Geraldo da Cruz B. de Almeida, então Pároco, iniciou o Projeto do Abrigo. Em 26 de novembro de 1996, realizou-se a assembleia de fundação da Associação Promocional Nossa Senhora das Graças, na qual foi eleita a sua primeira diretoria estatutária. Inaugurada em 10 de dezembro do mesmo ano, a “Casa de Belém”, tornou-se um lugar de acolhida para as crianças vítimas de violência doméstica e/ou situação de vulnerabilidade social, no município de Salto. Situava-se na Rua Quintino Bocaiúva, 136, Vila Nova, em uma casa cedida pelo casal Arnaldo Lázaro Corti e Jane Mariza M. Corti, ali permanecendo por três anos. Em agosto de 1997 foi promulgada a lei n° 2015/97 que dispôs sobre a seção do Centro Comunitário do Jd. Santo Antônio, em regime de Comodato, onde em junho de 1998 foi instalada a sede da organização, permanecendo até os dias atuais. Em 18 de agosto de 2017, a lei n° 3.686 dispôs sobre a Concessão de Direito Real de uso do referido imóvel com a finalidade de sediar a Associação Promocional Nossa Senhora das Graças, pelo prazo de 10 anos. No decorrer deste período, ampla reforma foi realizada neste espaço, buscando uma melhor adequação e organização do trabalho, oferecendo às crianças acolhidas acesso a ambiência acolhedora (casa bonita, arejada, aconchegante), com padrões de qualidade, habitabilidade, salubridade, segurança e conforto, com espaços reservados a manutenção da privacidade e guarda de pertences individuais, conforme preconiza o ECA, as Orientações Técnicas para os Serviços de Acolhimento Institucional, a Resolução que trata da Tipificação dos Serviços socioassistenciais e recomenda as Resoluções n° 23/2013 e 31/2013 (CNAS) sobre o processo de expansão qualificada e Reordenamento dos Serviços de Acolhimento para crianças, adolescentes e jovens. Cadastrada no CNPJ nº 01.631.097/0001-01, foi reconhecida como Utilidade Pública Municipal em maio de 1997, registrada no Conselho Nacional da Assistência Social em novembro de 2002, Utilidade Pública Estadual, em julho de 2003, Utilidade Pública Federal em outubro de 2003, sendo certificada como Entidade Beneficente de Assistência Social (CEBAS) em julho de 2012 e renovada em 2018 e 2021. Concebemos a missão da organização para além do acolhimento institucional temporário às crianças vitimizadas pela violência, proporcionando-lhes condições favoráveis ao seu desenvolvimento, ao resgate de sua autoestima, acesso aos bens e serviços da comunidade enquanto cidadãos de direitos. Nossa missão consiste na reintegração sociofamiliar da criança acolhida, assegurando-lhe o direito à convivência familiar e comunitária de forma saudável e protetiva. Gráfico image1.jpeg