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Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO Unidade 1 Novas Tecnologias em Comunicação Aula 1 Globalização e tecnologias Globalização e tecnologias Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Dica para você Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua aprendizagem ainda mais completa. Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para você. Nela, você irá aprender conteúdos importantes para a sua formação pro�ssional. Vamos assisti-la? Bons estudos! Ponto de Partida A globalização transformou a interconectividade entre diferentes partes do mundo, criando uma rede complexa de relações econômicas, culturais e sociais, e essa interconectividade intensi�cada tem facilitado o comércio internacional e o intercâmbio de bens e serviços, permitindo que empresas de todos os tamanhos expandam suas operações para mercados estrangeiros. Diante disso, considere a situação geradora de aprendizagem (SGA) a seguir: Maria é uma pro�ssional com mais de 10 anos de experiência em recursos humanos; no momento, é gerente de RH de uma empresa de consultoria em recursos humanos chamada GlobalTalent Solutions, Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO sediada em uma cidade média. A empresa, por sua vez, oferece uma variedade de serviços, incluindo recrutamento, treinamento de liderança e consultoria em desenvolvimento organizacional para empresas de médio e grande porte em todo o mundo, diante disso, recentemente, percebeu a necessidade de expandir suas operações globalmente e aprimorar sua comunicação interna para atender às demandas de um mercado cada vez mais conectado. Maria, então, foi designada para liderar essa iniciativa estratégica e está empenhada em encontrar maneiras inovadoras de integrar as novas tecnologias de comunicação em suas práticas de RH. Ela reconhece que a empresa enfrenta desa�os importantes, devido à dispersão geográ�ca de seus clientes e funcionários, e que requer uma abordagem abrangente para melhorar a comunicação, o recrutamento e a formação de equipes. Além disso, Maria está ciente de que as expectativas dos candidatos e funcionários em relação às práticas de RH estão evoluindo rapidamente, devido às mudanças nas tecnologias e na sociedade em rede, e ela está empenhada em adotar abordagens inovadoras para atrair e reter talentos, promover o desenvolvimento pro�ssional e promover uma cultura de trabalho inclusiva e colaborativa. Consciente dos desa�os e das oportunidades que as novas tecnologias de comunicação oferecem, Maria está determinada a desenvolver um plano abrangente que leve a GlobalTalent Solutions a um novo patamar de excelência e competitividade global. Nesse contexto, imagine que você foi contratado como consultor da GlobalTalent Solutions, que deseja expandir sua presença global e aprimorar suas práticas de comunicação interna. Você, então, precisa apresentar a Maria exemplos concretos de como as empresas de consultoria em RH estão utilizando novas tecnologias de comunicação para expandir seus serviços globalmente, logo, discuta como a globalização afeta as práticas de recrutamento e seleção; explique como a adoção de plataformas de recrutamento online pode ampliar o alcance de talentos em diferentes regiões; e elabore um documento no word com essas informações. Vamos Começar! Como cidadãos do século XXI, sabemos que a humanidade já passou por muitas transformações graças ao desenvolvimento tecnológico. Podemos pensar, por exemplo, na arquitetura e em seus estilos ao longo da história: a arquitetura clássica, com seus belos edifícios e o cuidado com a perfeição geométrica; a arquitetura da idade média, que abrange o estilo gótico e suas catedrais imponentes em altura; a arquitetura moderna, que, com o desenvolvimento tecnológico, é composta de edifícios com amplos vãos livres, como do Masp (Museu de Arte de São Paulo, obra de Lina Bo Bardi), ou com as curvas de Oscar Niemeyer e outras tantas formas de pensar o espaço. As formas e as técnicas representam momentos históricos, além disso, por meio delas, também se constrói sentidos, ou seja, representações. Você deve estar imaginando: mas o que isso tem a ver com a unidade de estudo? Bem, o objetivo é estimular suas lembranças a respeito dos diversos desenvolvimentos tecnológicos que a humanidade já passou. Em relação às tecnologias de comunicação, por exemplo, podemos nos lembrar do telegrama; da presença da telefonista; do telefone de disco; do telefone digital; dos Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO primeiros aparelhos celulares, que mal cabiam no bolso e pesavam nas bolsas; até nos depararmos com um aplicativo de um smartphone, que, conectado à internet por uma rede Wi-Fi, possibilita a comunicação com alguém que também tenha o mesmo aplicativo e conexão em outro lado do mundo; aliás, por meio dele, podemos escrever, falar e enviar fotos e vídeos. Mensagens imediatas e conversas em tempo real �zeram as distâncias temporais e espaciais diminuírem! Além disso, essa diminuição de distâncias e o desaparecimento de fronteiras caracterizam a paisagem do mundo na atual fase da globalização, sendo seu grande diferencial, conforme o Relatório do Desenvolvimento Humano (United Nation Development Programme) de 1999. Segundo o relatório, há uma intrínseca relação entre a globalização e o desenvolvimento das tecnologias da comunicação, mas será que são as tecnologias a causa da globalização? Vamos, primeiro, pensar nas tecnologias a partir de um conceito-chave: o hipertexto. Segundo Lévy (2008), a ideia do hipertexto surgiu em 1945, com o Memex, um dispositivo imaginado por Vannevar Bush que utilizaria micro�lme e �ta magnética (ambos descobertos naquela época) e composto de uma tela de televisão com alto-falantes. Por meio do Memex, as pessoas poderiam estabelecer conexões entre dois dados para posteriores buscas, assim, depois de estabelecida a ligação entre dois itens, ao visualizar um deles, todos os outros relacionados a ele poderiam ser instantaneamente recuperados. Em 1945, surgiu a ideia e, em 1965, o termo hipertexto foi cunhado por Ted Nelson (Aarseth, 1997; Bolter, 2002). Segundo Aarseth (1997), o hipertexto é uma estratégia para organizar fragmentos textuais, com links que relacionam seções de textos diferentes em um mesmo sistema de recuperação; já Bolter (2002) associa o hipertexto a uma nota de rodapé, já que a nota está relacionada a um trecho do texto principal e esse link faz com que se recupere outras informações. Entretanto, a diferença principal em relação ao livro impresso é que o link na web pode levar a uma trajetória inimaginável, uma vez que conduz a uma página que pode levar a outra e a outra e assim por diante. A ideia de relacionar os dados é muito interessante e podemos dizer que é a forma como a web funciona. Alguns anos se passaram e o sonho de Bush foi realizado nos anos 1980, com técnicas diferentes das pensadas por ele. Essa realização se deu quando foram desenvolvidas interfaces informáticas mais amigáveis, como as citadas por Lévy (2008, p. 36): [...] – Representação �gurada, diagramática ou icônica das estruturas de informação e dos comandos [...]; – o uso do ‘mouse’ que permite ao usuário agir sobre o que ocorre na tela de forma intuitiva, sensoriomotora e não através do envio de uma sequência de caracteres alfanuméricos; – os ‘menus’ que mostram constantemente ao usuário as operações que ele pode realizar; – a tela grá�ca de alta resolução. Inicia-se, então, a era do microcomputador, com seus sistemas de arquivo, e-mail, servidores e bancos de dados, que se estendeu até 2000, com a presença da web 1.0 (“http, HTML, trabalhos Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO em equipe, intranets, Java, portais”), quando teve início a nova geração Web 2.0, conforme Lafuente (2011 apud Santaella, 2013). Siga em Frente...de forma e�caz. A atualização constante do conhecimento promove a adaptação rápida às mudanças e ajuda a equipe a se manter atualizada com as tendências emergentes. Por �m, reconhecer e recompensar a inovação é fundamental para fortalecer uma cultura de criatividade. Ao valorizar os esforços e as contribuições criativas da equipe, bem como estabelecer recompensas e incentivos adequados, é possível estimular a busca por ideias Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO inovadoras e garantir a implementação bem-sucedida de soluções criativas. Ao seguir essas diretrizes, é possível criar um ambiente propício à inovação e à criatividade que impulsione o sucesso da empresa em um mercado em constante evolução. Figura 1 | Síntese dos conteúdos abordados durante os estudos Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO AARSEHT, E. J. Introduction: ergodic literature. In: AARSEHT, E. J. Cybertext: perspectives on ergodic literature. Baltimore: John Hopkins Univ. Press, 1997. ALMEIDA, F. 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Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Dica para você Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua aprendizagem ainda mais completa. Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para você. Nela, você irá aprender conteúdos importantes para a sua formação pro�ssional. Vamos assisti-la? Bons estudos! Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO Ponto de Partida Olá, estudante! Vamos explorar um tema fascinante que permeia nossas vidas cotidianas: a in�uência das mídias em nossos comportamentos e como essas mídias in�uenciam e ditam novos comportamentos. Nesta unidade, você aprenderá alguns conceitos de um dos principais pesquisadores de mídias sociais da atualidade, Henry Jenkins, um renomado estudioso no campo da comunicação e da cultura contemporânea. Nesta aula, você mergulhará profundamente na cultura da convergência; entenderá como os diversos tipos de mídias se misturam e se complementam, criando novas formas de produção e consumo de conteúdo; e explorará o conceito de inteligência coletiva, que mostra como a colaboração e a troca de conhecimento moldam o cenário midiático e in�uenciam nossas decisões. Por �m, o último conceito será a produção cultural participativa, revelando como as mídias permitem que todos, como consumidores, também se tornem produtores ativos de conteúdo. Com a introdução desses conceitos, você poderá re�etir a respeito da seguinte situação geradora de aprendizagem (SGA): para Jenkins (2009), os fãs de grandes marcas como Harry Potter, Senhor Dos Anéis, Matrix etc. são os primeiros a se adaptar às novas tecnologias de mídias; a fascinação por esse universo �ccional gera novas formas de produção cultural, principalmente relacionadas ao cinema digital. Diante disso, como você explicaria o sucesso de grandes produções, mesmo depois de terem sido encerradas há muitos anos? Como você pode re�etir e analisar a cultura da participação e a cultura da convergência em obras como Harry Potter e Senhor dos Anéis? Por meio dos conceitos de Jenkins, analisar o conteúdo dessas obras se torna uma aventura instigante e cheia de aprendizados pelo caminho. O aprendizado é uma jornada contínua, e esta aula é apenas o ponto de partida. À medida que avançarmos, você terá a oportunidade de aprofundar seu conhecimento e explorar ainda mais os conteúdos apresentados. No campo Aprenda Mais, você encontrará informações adicionais sobre os temas apresentados na aula, e esses conteúdos poderão expandir seu entendimento e compressão dos tópicos apresentados aqui. Vamos Começar! Para começar, faz-se importante contextualizar: quem é Henry Jenkins? Professor de comunicação, artes cinematográ�cas, jornalismo e educação na Universidade Southern California, Jenkins é considerado um dos principais pesquisadores de mídias sociais da atualidade, relacionando a pesquisa de mídia e seus impactos na sociedade. Jenkins é autor de mais de vinte livros, tendo como um dos destaques de sua vasta coletânea de obras o livro Cultura da Convergência. Nesta aula, você verá alguns dos principaisconceitos apontados pelo autor em sua obra, como: cultura da convergência, inteligência coletiva e cultura participativa. Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO Durante os estudos sobre mídias e culturas, discutia-se muito como as velhas mídias se conectariam com as novas; alguns apontavam que as velhas mídias morreriam para dar espaço a esta nova era da comunicação. Apesar do conceito de convergência não surgir em Jenkins (2009), ele discute em sua obra que esse processo acontece e acontecerá de forma diferente, apontando o que ele chama de convergência, que é o �uxo de conteúdos de diversas mídias, em que as mídias antigas e as novas se chocam, conectam-se e se transformam, bem como o poder do produtor de mídia e o poder do consumidor passam a interagir de maneiras imprevisíveis. Cultura da convergência Em sua obra, Jenkins vai apontar os diversos caminhos que a cultura da convergência traz para a sociedade e como essas convergências criam formas de comportamento na sociedade, gerando uma grande in�uência. Para isso, ele de�ne cultura da convergência como: Por convergência, re�ro-me ao �uxo de conteúdos através de múltiplas plataformas de mídia, à cooperação entre múltiplos mercados midiáticos e ao comportamento migratório dos públicos dos meios de comunicação, que vão a quase qualquer parte em busca das experiências de entretenimento que desejam. Convergência é uma palavra que consegue de�nir transformações tecnológicas, mercadológicas, culturais e sociais, dependendo de quem está falando e do que imaginam estar falando (Jenkins, 2009, p. 26). Neste universo da convergência de mídias, várias histórias são contadas, e todas as histórias são importantes; várias marcas são comercializadas e todo consumidor é desejado por múltiplas plataformas de mídia. O surgimento de novas mídias e o aumento da circulação de conteúdos rompem fronteiras nacionais e contam com a participação ativa de seus consumidores. Para Jenkins, a convergência não é apenas um processo tecnológico que permite a conexão de múltiplas plataformas, mas, sim, uma transformação da cultura, pois os consumidores são levados a procurar novas formas de se conectar com o tema em meio a vários conteúdos de mídias diferentes (Jenkins, 2009). A convergência dos meios de comunicação também impacta a forma de consumirmos esses produtos. Uma pessoa fazendo um trabalho de faculdade em casa pode ter mais cinco janelas abertas em seu computador para, facilmente, ouvir um podcast, conversar com amigos em uma plataforma de comunicação e responder e-mails do trabalho, alternando todas essas atividades. Enquanto isso, fãs de uma série podem pegar trechos de um capítulo, resumir, roteirizar e criar diversas narrativas nesse universo, criando suas próprias trilhas sonoras, fazendo seus próprios �lmes ou vídeos baseados nessa narrativa (Fonseca, 2023). A convergência ocorre nas grandes franquias, nos aparelhos, nas empresas e no cérebro do consumidor, assim como dentro desses grupos de fãs, promovendo uma nova forma de se produzir e consumir (Jenkins, 2009; Bezerra, 2022). Para o autor, essa convergência não ocorre unicamente pelas diferentes formas de se conectar em diferentes aparelhos, e o smartphone é um exemplo; "a velha ideia de convergência" apontava Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO que todos os aparelhos convergiriam em um único aparelho, com um controle universal, no entanto, o que é apresentado é que, enquanto existe uma corrida para dispositivos mais especializados, também existe outra corrida na direção de aparelhos mais genéricos, e Jenkins chama isso de "proliferação das caixas pretas". Somos forçados a comprar diversos tipos de aparelhos, cada um especializado em algo diferente do anterior, e isso faz com que tenhamos cada vez mais aparelhos: notebooks, tablets, game boys, celulares, Kindles etc. A convergência altera a relação com a tecnologia, com o mercado e com o público; ela ocorre dentro do cérebro de cada consumidor e em suas interações sociais, causando outro elemento importante, a cultura participativa (Jenkins, 2009). Siga em Frente... Inteligência coletiva A inteligência coletiva é um conceito que aponta como a mídia e a cultura de massa estão interconectadas de diversas formas. As comunidades virtuais e a legião de consumidores dentro e fora do espaço da internet proporcionaram aos consumidores a construção de uma nova família, e essa família é construída por laços de a�nidade e aproximações voluntárias, onde são rea�rmadas por investimentos emocionais e empreendimentos intelectuais comuns. Para o autor: A inteligência coletiva refere-se a essa capacidade das comunidades virtuais de alavancar a expertise combinada de seus membros. O que não podemos saber ou fazer sozinhos, agora podemos fazer coletivamente. E a organização de espectadores no que Lévy chama de comunidades de conhecimento permite-lhes exercer maior poder agregado em suas negociações com produtores de mídia (JENKINS, 2009 p. 55). Junto com Levy (1999), o autor aponta como a cultura do conhecimento compartilhado complementa a cultura de massa, o que, gradualmente, fará com que a inteligência coletiva vá alterando o modo como a cultura de massa opera. Nesse espaço, os membros dessas culturas podem alterar o seu grupo na medida em que seus interesses vão se transformando, mas continuam mantendo a produção mútua e a troca de conhecimento. Esse espaço ainda produz a possibilidade de discussão, negociação e desenvolvimento coletivo somado ao estímulo e á busca por conhecimentos e informações que sejam um bem comum para o grupo. Como resultado desse modelo de inteligência coletiva, Jenkins (2009) cita o exemplo do spoiler. Esse fenômeno movimenta diversas produções de mídias, como séries, realities shows, �lmes e demais produções, e é levado a sério por muitos consumidores, não sendo incomum vermos anúncios em jornais, vídeos e propagandas com as informações “não contém spoiler” ou “contém spoiler”. Os fãs foram transformando o spoiler em uma espécie de jogo para conseguir descobrir o que poderiam fazer antes que determinado tema ou assunto fosse levado ao ar. Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO Como aponta Neiva (2022), o multiverso dos spoilers pode contribuir para o sucesso ou o fracasso de uma obra, tendo quem se bene�cia desse movimento e, respectivamente, quem não colhe bons frutos, e é por isso que se faz importante re�etir os efeitos dessa inteligência coletiva. O que consolida uma inteligência coletiva não é a posse do conhecimento – que é relativamente estática –, mas o processo social de aquisição do conhecimento – que é dinâmico e participativo –, continuamente testando e rea�rmando os laços sociais do grupo social (JENKINS, 2009 p. 83). Logo, a inteligência coletiva pode ser analisada como uma forma de se construir narrativas e poder midiático. A sociedade ainda está aprendendo a utilizar esse poder dentro da cultura da convergência; em um primeiro momento, esse poder está sendo usado apenas para �ns recreativos, mas para Jenkins (2009), no futuro, poderemos utilizar esse conceito para �ns muito mais sérios. Cultura participativa Os conceitos de inteligência coletiva e cultura participativa se relacionam. Jenkins (1998) diz que os fãs sempre foram os primeiros a se adaptarem às novas tecnologias de mídias; a paixão, o fascínio e a dedicação aos diferentes universos �ccionais em diferentes momentos inspiraram novas formas de produção cultural. A expressão "cultura participativa" representa uma mudança signi�cativa em relação às concepções mais antigas, que viam o público dos meios de comunicação como passivo. Em vez de abordar a produção e o consumo de mídia como papéis distintos e separados, agora, podemos considerá-los como participantes que interagem de acordo com um conjunto de regras novas e complexas, das quais ainda não temos um entendimento completo. No entanto, faz-se importante ressaltar que nem todos os participantes desempenham o mesmo papel; empresas e até mesmoindivíduos dentro dessas empresas de mídia ainda detêm um poder signi�cativo em comparação com um consumidor individual ou mesmo um grupo de consumidores. Além disso, alguns consumidores possuem mais habilidades para participar ativamente nessa cultura em evolução do que outros (Jenkins, 2009). Os fãs das grandes obras têm trilhado um caminho de grande in�uência na indústria comercial, suas ideias e sugestões estão alterando a forma de se produzir mídia. Mariana Pastorello, em matéria publicada pela Rolling Stone Brasil, aponta cinco �lmes que foram alterados após reclamações dos fãs; entre a lista, está o �lme Sonic, após o trailer ter sido lançado em 2019, a internet recebeu uma chuva de críticas ao design do personagem principal, e esse movimento fez com que o diretor se pronunciasse publicamente em suas redes sociais, atendendo aos pedidos dos fãs, conforme aponta reportagem: "Obrigado pelo apoio. E pelas críticas. A mensagem foi alta e clara... Vocês não estão felizes com o design e querem mudanças. Acontecerá” (Pastorello, 2021 apud Fowler, 2019). Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO Na cultura da convergência, todos somos participantes, mesmo sendo participantes que têm diferentes formas de interação, devido aos níveis de status social e in�uência. Aqui, é importante fazer uma diferenciação entre a interatividade e a participação, termos que, para o autor, assumem características distintas: A interatividade refere-se ao modo como as novas tecnologias foram planejadas para responder ao feedback do consumidor. Pode-se imaginar os diferentes graus de interatividade possibilitados por diferentes tecnologias de comunicação, desde a televisão, que nos permite mudar de canal, até videogames, que podem permitir aos usuários interferirem no universo representado. Tais relações, naturalmente, não são �xas: a introdução do gravador de vídeos digitais ou streamings podem transformar, de maneira fundamental, nossas interações com a televisão. As restrições da interatividade são tecnológicas. Em quase todos os casos, o que se pode fazer num ambiente interativo é determinado previamente pelo designer (Jenkins, 2009, p. 212). Já em relação à participação: A participação, por outro lado, é moldada pelos protocolos culturais e sociais. Assim, por exemplo, o quanto se pode conversar num cinema é determinado mais pela tolerância das plateias de diferentes subculturas ou contextos nacionais do que por alguma propriedade inerente ao cinema em si. A participação é mais ilimitada, menos controlada pelos produtores de mídia e mais controlada pelos consumidores de mídia (JENKINS, 2009, p. 212). McCracken (1998) aponta que os produtores de mídia deverão, ao longo do tempo, se ajustar às exigências de participação do público mais �el ou poderão perder boa parte de seus seguidores. A convergência está em constante evolução, alterando a forma de relacionamento entre as mídias e seus consumidores; por meio da convergência, novos padrões são criados e novas perspectivas dessa interação emergem. Se os consumidores de mídia do passado eram passivos e indiferentes, a nova geração de consumidores faz escolhas, reúne-se em "fandoms", em grupos de redes sociais, faz críticas consistentes sobre o conteúdo que consome e participa ativamente desse universo. Dentro desse processo de retroalimentação, existe uma cultura de in�uência entre comportamentos e interatividade, o que exige que você, estudante de comunicação, esteja atento às novas possibilidades que surgirão. Vamos Exercitar? Diante dos conceitos apresentados por Jenkins (2009), convidamos você a selecionar uma obra de �cção de sua preferência para realizar uma análise detalhada dos principais elementos culturais e midiáticos envolvidos nessa obra. Primeira análise: comece identi�cando o tipo de mídia em que essa obra teve origem, seja um livro, série, contos, vídeos, cinema, televisão, teatro, novela, entre outros; após essa identi�cação, Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO investigue em quais outras mídias essa obra transitou ao longo do tempo e quais foram os impactos culturais decorrentes desse processo: como essa obra in�uenciou a indústria do entretenimento, o comportamento do público e, principalmente, como obteve um retorno positivo. Para ilustrar esse processo, tomemos o exemplo de Harry Potter. Inicialmente, a saga foi lançada no formato de livros, com o primeiro volume publicado em junho de 1997; posteriormente, quase quatro anos depois, em 2001, o primeiro �lme da série chegou às telas de cinema. Ao longo de mais de duas décadas, o universo de Harry Potter atravessou diversos meios de comunicação, conquistou uma vasta legião de fãs ao redor do mundo e marcou profundamente várias gerações, consolidando-se como um dos produtos culturais de maior impacto do século XXI. O sentimento de pertencimento à comunidade de fãs e a expectativa constante de receber uma carta de admissão para Hogwarts incentivaram a participação ativa dos fãs em muitos aspectos da saga. Os chamados "Potterheads", resultado da cultura participativa, contribuíram signi�cativamente para a expansão desse "produto cultural", e isso se traduziu em parques temáticos, brinquedos, adaptações cinematográ�cas, vestuário, alimentos, peças de teatro e uma in�nidade de produtos relacionados, gerando um faturamento aproximado de 43 bilhões de reais. Portanto, Harry Potter se apresenta como um exemplo notável que nos permite explorar e compreender de forma prática os conceitos discutidos nesta aula (Souza-Leão; Costa, 2018). Saiba mais Podcast Resumo Cast – um podcast que trabalha com resumos e discussões sobre livros que envolvem empreendedorismo e que está disponível em plataformas digitais de áudio. No episódio 45, da segunda temporada, o podcast recebeu o Jacks Andrade, Professor Universitário e comentarista de comunicação da CBN; juntos, os pro�ssionais debateram os principais conceitos do livro Cultura da Convergência, de Henry Jenkins. Essa indicação vai ajudar você, estudante, a compreender os principais conceitos apresentados no livro. Boa escuta. Referências BEZERRA, M. L. M. Revistas de moda na era da convergência: uma análise do discurso da Vogue Brasil depois de uma década. 2022. Monogra�a (Graduação em Comunicação Social – Jornalismo) — Instituto de Cultura e Arte, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2022. 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NOGUEIRA, P. A. Comunicação organizacional contemporânea: uma atualização necessária. Organicom, [S. l.], v. 19, n. 38, p. 226-230, 2022. PASTORELLO, M. Além do Snyder Cut: 5 �lmes alterados depois de reclamações de fãs [lista]. 2021. Disponível em: https://rollingstone.uol.com.br/noticia/alem-do-snyder-cut-5-�lmes- alterados-depois-de-reclamacoes-de-fas-lista/. Acesso em: 2 fev. 2024. SOUZA-LEÃO, A. L.; COSTA, F. Z. da N. Agenciados pelo desejo: o consumo produtivo dos potterheads. Revista de Administração de Empresas, São Paulo, v. 58, n. 1, p. 74-86, jan./fev. 2018. Aula 2 Sinergia entre canais de comunicação Sinergia entre canaisde comunicação Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Dica para você https://gamarevista.uol.com.br/semana/os-nerds-venceram/o-impacto-do-spoiler-na-comunidade-nerd/ https://gamarevista.uol.com.br/semana/os-nerds-venceram/o-impacto-do-spoiler-na-comunidade-nerd/ https://rollingstone.uol.com.br/noticia/alem-do-snyder-cut-5-filmes-alterados-depois-de-reclamacoes-de-fas-lista/ https://rollingstone.uol.com.br/noticia/alem-do-snyder-cut-5-filmes-alterados-depois-de-reclamacoes-de-fas-lista/ Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua aprendizagem ainda mais completa. Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para você. Nela, você irá aprender conteúdos importantes para a sua formação pro�ssional. Vamos assisti-la? Bons estudos! Ponto de Partida Nesta aula, veremos como é possível estruturar e pensar formas de comunicação com o cliente por meio dos canais de comunicação. Com as novas estratégias e convergências nos canais de comunicação, abriu-se um mundo de oportunidades para marcas e pessoas se comunicarem; os canais de comunicação passaram a ser uma das ferramentas de maior alcance de resultados nos novos formatos de comunicação, o que aproximou a marca de seus seguidores e possibilitou a geração de conexão e identi�cação. Diante disso, vamos para uma situação geradora de aprendizagem (SGA): a "Lucky Food", uma empresa de food truck recém-lançada, está enfrentando o desa�o de segmentar e desenvolver efetivamente todos os canais de comunicação para alcançar seu público-alvo. Ela oferece uma variedade de pratos, desde hambúrgueres gourmet a pratos vegetarianos, e deseja criar uma presença sólida no mercado de alimentação rápida, no entanto, não tem experiência em estratégias de comunicação e está incerta sobre quais canais utilizar para atingir diferentes segmentos de seu público, que inclui jovens, famílias, pro�ssionais e amantes de comida saudável. Além da falta de experiência em estratégias de comunicação, a "Lucky Food" enfrenta o desa�o de um orçamento limitado para marketing, bem como está operando em uma área competitiva com outros food trucks estabelecidos, tornando a diferenciação e visibilidade ainda mais críticas. A empresa está sob pressão para decidir se deve investir em publicidade paga, como anúncios online e outdoors, ou se deve focar estratégias orgânicas, como marketing de conteúdo e engajamento nas redes sociais. Além disso, ela precisa estabelecer uma identidade de marca única que ressoe com todos os segmentos de seu público, mantendo a autenticidade de um food truck. Portanto, a "Lucky Food" precisa de uma estratégia abrangente, que leve em consideração todos esses fatores para garantir seu sucesso no mercado de alimentação rápida. Diante dessa situação, como você poderia ajudar a empresa a estruturar os seus canais? Proponha, pelo menos, quatro ações de curto e longo prazo; se necessário, pense nos conceitos vistos na Aula 1 e como grandes empresas trabalham seus canais de comunicação. Bom trabalho! Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO Vamos Começar! As novas tecnologias de comunicação continuam acelerando as mudanças e proporcionando alteração, fragmentações e integrações em seu público. Todos os dados que estão sendo gerados e transmitidos nos canais de comunicação vão, respectivamente, apontando comportamentos e tendências para as marcas anunciantes; os consumidores, agora, passam a dividir o seu tempo entre uma in�nita possibilidade de plataformas de entretenimento e informação (Austin, Aitchison, 2007; Fujisawa, 2016). Essa nova estruturação e a quantidade de possibilidades criam uma concorrência pela atenção dos consumidores e suas audiências, pois, em algum momento, esse consumidor liga a sua TV, o rádio ou acessa a internet pelo seu computador, pelo seu celular, ora recebem um jornal, ora leem uma revista impressa, ora acessam jornais online ou páginas de notícias, blogs, entre outros (Primo, 2012). Nesse contexto, é crucial ressaltarmos que, frequentemente, transformamo-nos em centros emissores, integrando as micromídias digitais, ou seja, temos a capacidade de criar nosso próprio blog, nosso microblog e nosso per�l em redes sociais para disseminar ou abordar algo, gerar e difundir materiais, estimulando a comunicação interpessoal. Para além do ato de consumir conteúdos, precisamos pensar em como nos expor nesses espaços, como construir nossa identidade e nossa reputação por meio do que postamos ou escrevemos (Fujisawa, 2016). Todas essas possibilidades produzem o surgimento de potencialidades e oportunidades para se combinar os canais de comunicação de uma organização, de modo que essa mensagem aja de forma sinérgica, potencializando seu resultado. É muito importante que as empresas e organizações tenham em mente que a ação conjunta desses canais, com a segmentação e a sinergia, produzirá um alcance maior nos usuários e consumidores (Primo, 2012; Fujisawa, 2016). Nesse contexto, em que devemos estar mais vigilantes quanto à comunicação interpessoal, à participação dos utilizadores, ao seu envolvimento, às diversas mídias acessadas pelos diversos públicos e aos variados canais de comunicação com os quais as pessoas entram em contato, é fundamental estarmos sintonizados com os conteúdos apropriados para serem transmitidos por meio de cada canal de comunicação. Além disso, é preciso gerar novos conteúdos para cada plataforma, pois, diferentemente do que se acreditava, não se trata apenas de dispositivos móveis; eles são essencialmente os mesmos, mas podem ser consumidos de formas distintas (Fujisawa, 2016). Planejamento integrado da comunicação Para além de ativos de mídia (como a administração de redes sociais digitais, jornal mural e releases para a imprensa), a comunicação integrada deve constituir uma parte essencial da estratégia empresarial, ou seja, uma atividade crítica para se alcançar os desejados níveis de Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO e�ciência e e�cácia empresariais, levando em consideração as constantes transformações no ambiente e na audiência, que se tornam cada vez mais diversi�cados e, ao mesmo tempo, possuem características especí�cas que requerem cuidadosa consideração nesse planejamento (Neves, 2000; Câmara, 2020). Para pensar o planejamento integrado de cada canal de comunicação, é necessário passar por três momentos: projeto, conteúdo e implementação; se necessário, retome a Aula 1 e entenda como “os grandes produtores de conteúdo e mídia” conseguem atingir resultados bilionários, a conexão e a participação de seus consumidores. A primeira etapa é dedicada à pesquisa. O departamento de comunicação deve realizar investigações acerca das necessidades da empresa, abordando o motivo subjacente a esse planejamento, reunindo informações e conduzindo uma análise do entorno externo, ou seja, o contexto político, econômico e social que in�uencia a organização. Dessa forma, torna-se possível realizar o diagnóstico, que é a parte mais objetiva, evidenciando-se as fraquezas e fortalezas da empresa, bem como as oportunidades de crescimento, entre outras características observadas em cada organização (Câmara, 2020). A segunda etapa engloba a criação do plano propriamente dito. Na terminologia jornalística, utiliza-se o termo "lead", que é composto de informações cruciais de uma notícia: o quê, quem, quando, onde, como e por quê. Para elaborar o plano, parte-se do mesmo princípio: é necessário destacar o que constitui o produto/serviço, como será realizado o planejamento, quem está envolvido e para quem se destina. É igualmente relevante enfatizar quais canais de comunicação serão utilizados: revista, jornal, televisão, podcast, youtube, tiktok, instagram, twitter, telegrama, whatsapp etc., uma vez que, para cada canal, deve-sedesenvolver um conteúdo especí�co, respeitando a linguagem característica e a forma de consumo de cada um deles (Câmara, 2020). A execução do projeto é a etapa de ação propriamente dita; as estratégias devem ser delineadas e postas em prática levando-se em consideração as particularidades de cada negócio ou canal, de modo que a comunicação seja o mais assertiva possível (Câmara, 2020), logo, requer a entendimento e apreço pela área no âmbito do planejamento global da organização, bem como a contribuição de toda a equipe e uma comunicação sincronizada entre colaboradores, fontes e clientes, por meio de diversos canais e ferramentas. Dado o signi�cado crucial da área de comunicação no progresso da empresa, é possível propor três abordagens para essa implementação, que compreende três fases essenciais na elaboração do plano estratégico de comunicação (Kunsch, 2016; Cãmara, 2020). Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO Figura 1 | Etapas de formulação do planejamento de comunicação. Fonte: adaptada de Câmara (2020) apud Kunsch (2016). A fase inicial diz respeito à organização e demanda uma compreensão prévia de sua história, metas, recursos �nanceiros e outros atributos que moldam sua identidade, sendo essencial para a elaboração de uma estratégia de comunicação que esteja em sintonia com esses elementos constitutivos. Consequentemente, é de suma importância a identi�cação da missão, visão e princípios da organização, pois esses elementos orientam suas operações e, por conseguinte, a comunicação deve aderir a esses fatores que identi�cam e caracterizam a instituição, sempre em concordância com sua relevância e pertinência. Além disso, faz-se crucial reconhecer e detalhar a natureza dos negócios nos quais a empresa se insere, levando em consideração sua relação com o mercado, e essa faceta está mais relacionada com a área de marketing e suas iniciativas, determinando o que a empresa oferece e seu público-alvo, visando aprimorar a e�cácia da comunicação (Câmara, 2020). Por último, é imperativo realizar uma análise do cenário externo, do contexto setorial e da realidade interna. Essa análise representa uma das etapas mais signi�cativas e especializadas no planejamento de comunicação; o cenário externo abarca aspectos políticos, econômicos e tecnológicos que estão além do controle direto da empresa, considerando-se três dimensões: global, nacional e regional, por outro lado, o contexto setorial é mais próximo da organização e diz respeito às interações com diferentes públicos aos quais a empresa está vinculada, como clientes, acionistas, concorrentes, comunidade etc. Aprofundando ainda mais, o cenário interno aborda os elementos internos da instituição, como os colaboradores, a infraestrutura e a gestão, abrangendo os aspectos direcionais, técnicos e sociais (Câmara, 2020). Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO Todas as estratégias também devem ser pensadas de acordo com o público, alcance e detalhes especí�cos de cada público, e com esse cenário, é possível apontar três tipos de mídia para se desenvolver a estratégia: mídia própria, mídia comprada e mídia ganha. A mídia própria é aquela que a empresa possui, sendo ela seus próprios meios de comunicação: boletins informativos, sites, aplicativos, páginas em redes sociais etc.; já a mídia comprada é a que se paga para produzir e circular, como a propaganda propriamente dita, podendo ser em comercial, televisão, anúncio no jornal ou revista, merchandising, spot em rádio, anúncios em redes sociais, divulgação com in�uenciadores etc.; por �m, a mídia ganha é a mídia mais “orgânica”, aquela que ocorre naturalmente, por meio da divulgação dos seus clientes, sendo o famoso “boca a boca” (Câmara, 2020). Siga em Frente... Conteúdos adequados aos canais de comunicação Após o desenvolvimento do escopo de atuação desses canais, podemos avançar na compreensão de que o comportamento de cada consumidor muda a partir da mídia que ele está utilizando. Apesar de vários usuários navegarem em diferentes mídias, cada qual tem suas preferências de consumo em cada uma delas. Há disparidade nas modalidades de comunicação, logo, deve-se abordar a maleabilidade do mesmo conteúdo em circunstâncias e meios diversos, respeitando suas particularidades e metas fundamentais. Também é crucial considerar a maneira como o público-alvo consome tais mensagens, seja por meio do dispositivo em que isso ocorre, seja pela linguagem com que foram concebidas, aproximando-se dele para promover uma identi�cação e envolvimento mais profundos, e é nesse cenário que se emprega o conceito de transmídia, que viabiliza uma maior integração entre os conteúdos e, no ambiente digital, entre o público e a empresa (Gabriel, 2011). Nesse contexto, a internet desempenha um papel crucial como principal parceira na aproximação com o público-alvo, e, por meio de estratégias de métricas e marketing digital, a comunicação passa a ser mais imediata com o usuário/consumidor �nal. Apesar de o conceito de transmídia ser frequentemente associado à comunicação de massa e a produtos midiáticos, como �lmes, séries e jornalismo (Jenkins, 2009), ele também pode ser adaptado ao ambiente empresarial, tanto na comunicação interna quanto externa. Dado que o enfoque aqui é o público-alvo, faz-se importante ter um entendimento aprofundado de quem se pretende alcançar com a mensagem, a �m de se criar conteúdos pertinentes, que suscitem engajamento e con�ança na mensagem e, por conseguinte, na empresa. Nesse sentido, ao considerar a comunicação externa, é viável estabelecer diversos canais de interação com os consumidores, assim como mensagens que permeiem essas mídias, como websites o�ciais, páginas em redes sociais e anúncios televisivos. Dessa forma, as diferentes formas de Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO mídia se complementam, formando uma ampla rede de acesso aos conteúdos produzidos pela empresa, fortalecendo a relação e a identi�cação do consumidor com a marca (Câmara, 2020). O público-alvo pode ser categorizado em quatro grupos: público interno, público intermediário, consumidor e comunidade. Todos esses segmentos devem ser considerados para se potencializar os efeitos da comunicação integrada. Quanto mais se prioriza o público-alvo de uma mensagem ou ação de comunicação, mais e�caz torna-se o trabalho de comunicação integrada. Essa priorização é o cerne do trabalho e orienta as ações do planejamento e seus desdobramentos potenciais, desde a de�nição do conteúdo, da linguagem até o meio utilizado (Câmara, 2020). Um plano mais e�ciente em relação ao público-alvo deve ser delineado, priorizando-se essas ações na execução do planejamento de comunicação integrada. Esse plano deve considerar as características especí�cas desses públicos e como as mensagens devem ser formuladas para promover a identi�cação do público. Mensagens com um tom mais pessoal demonstram ser mais e�cazes em seu propósito, pois estabelecem uma conexão emocional e direta com o receptor, juntamente à criação de conteúdos “virais” e à disponibilidade de se criar uma “comunidade” em volta do produto e/ou mensagem (Jenkins, 2009; Predebon, 2004). Estratégias de comunicação Após realizar a análise dos canais disponíveis para a execução do planejamento de comunicação integrada na empresa, tanto no contexto institucional quanto no mercadológico, é hora de estabelecer os objetivos e metas que alinhem a comunicação à empresa e avaliar esses resultados esperados por meio de indicadores de�nidos pela equipe. Na formulação do planejamento integrado de comunicação, os objetivos do negócio e da comunicação da empresa devem estar explicitamente de�nidos, pois são eles que orientarão as ações e recursos para a execução e implementação do projeto em questão. O objetivo primordial da comunicação é apresentar abordagens viáveis para se atingir o objetivo de negócio dessa empresa, ou seja, como a comunicação pode auxiliar a empresa a alcançar os objetivos de negócio estabelecidos em sua origem. Assim,um dos propósitos da comunicação é dar visibilidade à empresa e aos seus produtos e serviços no âmbito mercadológico, bem como fortalecer sua identidade, identi�cação e integração entre colaboradores e a organização no âmbito institucional. Para que esse objetivo seja compreendido e desenvolvido, é importante ter métricas de como o brasileiro consome esses diferentes canais, para alinhar as estratégias de comunicação (Câmara, 2020; Fujisawa, 2016). De acordo com pesquisas do Kantar Ibope Media, a audiência de consumo em conteúdo de vídeo em setembro de 2023 foi: TV linear (70,6%) e plataformas de vídeo online (29,4%). As plataformas de vídeo online de maior share de consumo em domicílio são YouTube (17,7%), TikTok (4,3%), Net�ix (4,2%) e Globoplay (1%); no consumo de rádio, o estudo trouxe dados por cidades, sendo a quantidade de ouvintes por minuto, entre janeiro e março de 2023: São Paulo – 19.373.637 pessoas; Rio de Janeiro – 11.847.880 pessoas; Belo Horizonte – 5.255.835 pessoas; Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO Salvador – 3.469.966 pessoas; Curitiba – 3.073.864 pessoas; Goiânia – 2.359.589 pessoas, entre outros (Ibope Media, 2023). Devido ao constante surgimento de novas mídias, compreender como essa segmentação impacta o público-alvo aponta o direcionamento de como criar estratégias de comunicação que alcancem o consumidor/público. Como Austin e Aitchison (2007, p. 47) apontam, uma estratégia de comunicação, para ser e�caz no contato com a marca, deve ser "acidental, incidental e aparentemente imprevisível", ou seja, o encontro com o público deve acontecer de forma orgânica e natural, sem gerar um incômodo em quem está assistindo, ouvindo ou lendo (Fujisawa, 2016). Vamos Exercitar? Para resolver esse problema, a "Lucky Food" deve realizar uma análise detalhada do seu público- alvo, quais são os canais de comunicação e mídia que esse público mais consome e considerar a segmentação dos canais de comunicação. A empresa pode optar por estratégias como: Trabalhar as mídias sociais: para alcançar um público mais jovem e conectado, a empresa pode usar plataformas como Instagram e TikTok, para compartilhar imagens atraentes de seus pratos e criar conteúdo relacionado à comida. Marketing local: para atrair famílias e residentes locais, a empresa pode investir em publicidade local, como pan�etos, cartazes em áreas comuns e parcerias com eventos da comunidade. Promoções focais: para atrair amantes de comida saudável, a empresa pode oferecer promoções sazonais de pratos vegetarianos e opções saudáveis, destacando sua variedade de escolhas. Cupons �delidade: para todos os segmentos de público, a "Lucky Food" pode implementar programas de �delização, com cartões de recompensa ou descontos para clientes frequentes. Saiba mais Recomendação 1: PodCast Sinapse, episódio 134, com Rafael Montalvão, diretor de marketing da NetShoes. O podcast traz entrevistas sobre o mundo da propaganda e criatividade; em especial, esse episódio discute alguns elementos, como: preço e promoção ainda fazem muita diferença no mundo digital? E como uma marca pode tentar mudar o estilo de vida dos brasileiros? Nascida em 2000, a Netshoes já ultrapassou a marca de 1 bilhão de visitas em seu site, sendo um dos principais varejistas de vendas digitais do país. Recomendação 2: Artigo – Da mídia de massa às novas mídias: aspectos evolutivos da comunicação em marketing. Um dos elementos discutidos no artigo é a fusão das novas mídias com os dispositivos móveis, o que tornou extremamente fácil e convincente para as https://midiaticom.org/anais/index.php/seminario-midiatizacao-resumos/article/view/890 https://midiaticom.org/anais/index.php/seminario-midiatizacao-resumos/article/view/890 Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO pessoas se manterem conectadas por um período maior e, assim, in�uenciar as decisões de compra umas dos outras. (Disponível no google Scholar.) Referências AUSTIN, M.; AITCHISON, J. Tem alguém aí?: as comunicações no século XXI. São Paulo: Nobel, 2006. CÂMARA, M. T. Planejamento integrado de comunicação. São Paulo: Editora Senac, 2020. FUJISAWA, K. S. Novas tecnologias aplicadas à comunicação. [S. l.]: Editora e Distribuidora Educacional S.A., 2016. GABRIEL, M. Marketing na era digital: conceitos, plataformas e estratégias. São Paulo: Novatec, 2011. JENKINS, H. Cultura da convergência. São Paulo: Aleph, 2009. KANTAR IBOPE MEDIA. Dados e rankings: audiência. 2023. Disponível em: https://kantaribopemedia.com/conteudo/dados-rankings/. Acesso em: 3 fev. 2024. KUNSCH, M. M. K. Planejamento de relações públicas na comunicação integrada. São Paulo: Summus, 2016. LUPETTI, M. Planejamento de comunicação organizacional: uma releitura da estrutura, enriquecida pelos modelos de análise de marketing. 2010. Tese (Douturado em Ciência da Comunicação) – Escola de Comunicação e Artes, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2010. NEVES, R. de C. Comunicação empresarial integrada. Rio de Janeiro: Mauad, 2000. PREDEBON, J. Curso de propaganda: do anúncio à comunicação integrada. São Paulo: Atlas, 2004. PRIMO, A. O que há de social nas mídias sociais? Re�exões a partir da teoria ator-rede. Contemporânea, Salvador, v. 10, n. 3, p. 618 - 641, set./dez. 2012. Disponível em: http:// www.portalseer.ufba.br/index.php/contemporaneaposcom/article/view/6800/4681. Acesso em: 15 nov. 2023. Aula 3 Usuários da internet https://kantaribopemedia.com/conteudo/dados-rankings/ http://www.portalseer.ufba.br/index.php/contemporaneaposcom/article/view/6800/4681 Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO Usuários da internet Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Dica para você Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua aprendizagem ainda mais completa. Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para você. Nela, você irá aprender conteúdos importantes para a sua formação pro�ssional. Vamos assisti-la? Bons estudos! Ponto de Partida Nesta aula, você avançará em elementos que apontam como a interação com os novos formatos de tecnologias também produz mudanças comportamentais na sociedade e alterações nas diferentes formas de se produzir mídia e conteúdo para o consumidor. A presença dessas novas tecnologias também traz mudanças no tempo e no conteúdo consumido na internet e nas redes sociais, na forma como os consumidores se relacionam com as diferentes mídias em seu contexto geral, trazendo, inclusive, inúmeros desa�os, alterando comportamentos em ambientes familiares, sociais e de trabalho. Antes de começarmos o estudo, pense na situação geradora de aprendizagem (SGA) desta aula. A inovação e a transformação digital trouxeram diversos benefícios para a população em geral, mas com elas também vieram os desa�os, como os haters e o cancelamento, as fakes news, os crimes digitais e a cibersegurança. Dentro desse contexto, Fernanda, analista de mídias digitais de uma empresa de tecnologia, foi recém-contratada para cuidar dos conteúdos digitais, tendo como principal foco divulgar informações cientí�cas e conscientizar o público interno dos desa�os desse novo universo globalizado. Fernanda precisa apresentar um plano de ação que esteja focado em resolver pelo menos três questões: fake news, cibersegurança e crimes digitais. Seu papel é ajudar Fernanda a avançar em propostas que trabalhem com os temas apresentados, a �m de conscientizar toda a empresa dos temas citados. Engajar-se nas propostas da aula é a chave para desbloquear o máximo do seu potencial de aprendizado. Quando você se envolve ativamente, transforma cada aula em uma oportunidade de crescimento pessoal, e não se trata, apenas, de absorver informações, mas, sim, construir seu Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO próprio entendimento. Ao participar ativamente, você não apenas completatarefas, mas molda sua própria jornada educacional. Cada pergunta que você faz e ideia que compartilha contribui não apenas para o seu aprendizado imediato como também para o desenvolvimento de habilidades essenciais para toda a vida. Bom trabalho! Vamos Começar! As novas tecnologias criaram práticas sociais de compartilhamento, notícias de forma geral geram conversas fora do universo interconectado. No passado, os jornais regionais replicavam, se parecesse atrativo ao público local, "a divulgação de conteúdos originalmente veiculados em outro meio", como "recirculação"; posteriormente, com o surgimento dos fotocopiadoras, a reprodução e a partilha foram simpli�cadas e, hoje, a rapidez na disseminação de histórias cativantes para diversas audiências é muito maior, devido às novas tecnologias (Jenkins, 2015). Ao contrário, do modelo massivo que se centra no núcleo, a web 2.0 fortalece as margens da rede, possibilitando que diversas vozes, anteriormente prejudicadas pelo modelo massivo unidirecional, possam se expressar ao mesmo tempo em que vandalismos, confusões e equívocos de informação ou de utilização das ferramentas (como apagamento acidental de dados) ganham destaque. Faz-se importante salientar também que a internet viabiliza a "tecnologia pull” (o conteúdo é “puxado” pela audiência), que contrasta com o “modelo push” (o conteúdo é “empurrado” até a audiência), da mídia massiva, dessa maneira, com a web 2.0 coexistem os modelos push e pull, conferindo novas con�gurações aos �uxos de mídia (Primo, 2007). E todo esse trânsito de textos midiáticos ocorre graças a diversas oportunidades de relacionamentos e aos acessos a conteúdos que anteriormente não encontravam espaço nas mídias existentes. Primo (2007) aponta que esse movimento depende de interações no ciberespaço, e, para essa análise, denomina os participantes do processo interativo como "interagentes", os quais podem ser indivíduos ou um mecanismo digital. Antes de explorarmos os interagentes, convém nos familiarizarmos com as categorias de interação, as quais Primo (2003) classi�ca em dois conjuntos: a interação reativa e a interação mútua (Fujisawa, 2016). A interação reativa é uma forma de interação restrita, caracterizada por uma ação de estímulo e resposta, e depende da previsibilidade e da automatização das trocas. Por exemplo, durante a instalação de um software, o usuário é solicitado a clicar em um botão para con�rmar se concorda ou discorda dos termos e condições de uso; além disso, quando um usuário, que deveria participar da interação mútua, con�gura seu e-mail para enviar uma resposta automática, ocorre uma interação reativa em que, para a ação de enviar uma mensagem, há uma resposta automática idêntica (Primo, 2003; Fujisawa, 2016). Outro exemplo apresentado por Primo (2003) é um site de e-commerce programado para conceder desconto ao cliente no sexto item, garantindo que sempre que um consumidor selecionar seis itens, o sexto terá o desconto prometido. Nesse caso, o site reage Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO automaticamente, seguindo sua programação, independentemente de quem faz a compra e em qual horário. Da mesma forma, ocorre interação reativa quando um leitor navega por hipertextos em sites, mas não pode interferir no texto nem colaborar com outras pessoas, pois cada link levará ao endereço programado correspondente (Fujisawa, 2016). Na interação mútua, as pessoas se unem em torno de questionamentos, dedicam tempo, estabelecem diálogos e negociam, sendo, assim, afetadas reciprocamente, e isso ocorre porque tais interações são construídas de maneira colaborativa e recursiva, em que cada ação reverbera sobre a relação, alterando e transformando tanto o próprio vínculo quanto os interagentes (in�uenciados por ela). Diferentemente da interação reativa, que segue uma sequência linear, em que uma ação "A" resulta, necessariamente, em uma reação "R", na interação mútua, trata-se de um processo mais complexo e interdependente. Ademais, é crucial destacarmos que a interação mútua é contextual, desdobrando-se ao longo do tempo e envolvendo a historicidade da relação, sendo, portanto, não previsível. Nesse contexto, podem surgir consensos e discordâncias, proporcionando uma dinâmica mais rica e variada (Primo, 2003). Nos estudos da “interatividade”, Primo (2005, p. 2) ressalta que o termo “usuário” é bastante utilizado, mas por deixar “subentendido que tal �gura está à mercê de alguém hierarquicamente superior, que coloca um pacote a sua disposição para uso (segundo as regras que determina)”, o autor prefere o termo “interagente”, “que emana a própria ideia de interação”. Nessas novas oportunidades proporcionadas pela segunda geração da web, Jenkins (2015) destaca que os princípios da web 2.0 incentivam o público a engajar-se na construção e personalização de serviços e mensagens, em vez de depender das empresas para apresentar experiências completas já formadas". Faz-se importante frisar também que a dinâmica entre produtores e suas audiências está se recon�gurando em um mercado de internet em estágio avançado, e olhar para os �uxos de mídia, criados pela audiência ativa, faz parte das estratégias das corporações em converter novas vantagens comerciais e de mercado. Siga em Frente... Interação e participação Para a discussão dos processos de interação e participação, vamos utilizar, novamente, os conceitos de Jenkins (2009) para estabelecer como essas participações são mediadas pelos processos culturais e sociais. A extensão da conversação em um cinema é mais determinada pela aceitação das audiências de diversas subculturas ou contextos nacionais do que por alguma característica intrínseca ao cinema em si; a participação é mais aberta, menos regulada pelos produtores de mídia e mais governada pelos consumidores de mídia (Jenkins, 2009). Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO Inicialmente, o computador proporcionou vastas oportunidades de interação com o conteúdo das mídias, e, enquanto operava nesse nível, era relativamente simples para as empresas de mídia controlar o que acontecia. Progressivamente, entretanto, a web evoluiu para ser um espaço de envolvimento do consumidor, incorporando diversas formas não autorizadas e não antecipadas de interação com o conteúdo de mídia. Embora a nova cultura participativa tenha suas origens em práticas que, no século XX, desenrolavam-se fora do alcance da indústria das mídias, a web trouxe essa camada oculta de atividade cultural para o primeiro plano, forçando as indústrias a lidar com as implicações para seus interesses comerciais. Permitir que os consumidores interajam com as mídias em circunstâncias controladas é uma coisa; permitir que participem na produção e distribuição de bens culturais – seguindo suas próprias regras – é completamente outra (Jenkins, 2009; Jenkins, 2015). Os jovens de hoje, desta geração denominada Napster, não são os únicos perplexos quanto aos limites; empresas de mídia estão emitindo sinais profundamente ambíguos, pois, na verdade, não conseguem decidir que tipo de relação desejam ter com esse novo per�l de consumidor. Elas desejam que observemos sem interagir e que adquiramos sem utilizar os conteúdos da mídia. Essa contradição talvez seja percebida de maneira mais intensa quando se trata de conteúdos cult, e o sucesso cult de mídia depende da conquista de uma clientela de fãs e de nichos de mercado; já o sucesso comercial depende de uma distância entre esse êxito e seus produtores, conforme a perspectiva dos próprios criadores de mídia. O sistema se baseia em relações dissimuladas entre produtores e consumidores, e o trabalho do fã em ampli�car o valor de uma propriedade intelectual jamais pode ser reconhecido publicamente, caso o estúdio queira manter a narrativa de que apenas ele é a fonte de todo o valor daquela propriedade. A Internet, no entanto, desmascarou essa dissimulação, uma vez que os sites dos fãs são, agora, acessíveis a qualquer pessoa que saiba usar o Google (Jenkins, 2009). A webrepresenta um campo de experimentação e inovação, em que os entusiastas exploram o terreno, desenvolvendo novos métodos, temas e materiais que possam atrair seguidores e que estabeleçam suas próprias condições. Os métodos mais viáveis comercialmente são, então, absorvidos pela mídia comercial, seja diretamente, mediante a contratação de novos talentos e o desenvolvimento de trabalhos para televisão, vídeo e cinema com base nesses materiais, seja indiretamente, por meio da imitação da mesma qualidade estética e temática. Em reciprocidade, a mídia comercial pode fornecer inspiração para empreendimentos amadores subsequentes, impulsionando a cultura popular para novas direções. Nesse contexto, os trabalhos dos fãs não podem mais ser vistos como meros derivados de materiais comerciais, mas, sim, como passíveis de apropriação e reformulação pelas indústrias midiáticas (Jenkins, 2009). O novo consumidor ajudará na criação de valor ou se recusará a fazê-lo; as corporações têm o direito de manter seus direitos autorais, mas também têm interesse em liberá-los; a economia da escassez talvez dite o primeiro e a economia da plenitude dita o segundo; e o aumento do leque de opções de mídias, que McCracken chama de “economia da plenitude”, forçará as empresas a abrir mais espaço para a participação e a�liação populares, a começar, talvez, com as empresas de nicho e públicos periféricos, mas movendo-se na direção de correntes cultural e comercialmente predominantes (Jenkins, 2009). Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO Cultura da atenção e novas formas de sociabilidade Todo o envolvimento dos consumidores em grandes mídias, internet e nos dispositivos sociais online impactam diretamente as novas formas de sociabilidade e os novos padrões de comportamentos, e esse efeito pode ser diferente, a depender da condição social, racial e de gênero de cada um, assim como a faixa etária e o envolvimento com os novos canais de comunicação e mídia. Estudos realizados especi�camente em jovens e adolescentes revelaram um aumento progressivo de in�uências prejudiciais, principalmente associadas às complicações no processo de aprendizado, falta de atenção com evidências de intromissão comportamental e outros marcadores de desconforto social (Caetano, 2017; Portugal; de Souza, 2020). Concomitantemente a esses dados, o Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD) divulgou um resumo estatístico, em 2021, indicando alguns elementos de variação de conduta na internet. Figura 1 | Consumo por horas e dias da semana de homens e mulheres. Fonte: SICAD (2021). A publicação demonstrou o consumo de horas no ano de 2021, demonstrando que a grande maioria dos usuários está conectada a algum tipo de mídia ou dispositivo por 4 horas ou mais, e esse consumo se apresenta maior em mulheres, tanto aos �nais de semana quanto durante a semana. Em seguida, você verá quais dispositivos estão sendo mais consumidos. Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO Figura 2 | Uso frequente de dispositivos para se conectar na internet em 2018. Fonte: SICAD (2021). Exclusivamente entre jovens e adolescentes, o uso de telemóvel/smartphones chega a quase 100%, já o uso de computadores, a quase 5% entre jovens com idade entre 13 e 17 anos. O tablet teve caminho inverso e apresenta quase 40% entre crianças com idade de 9 e 10 anos, e vai diminuindo com o tempo. Nas interações sociais online, os participantes são reconhecidos pelos mesmos atributos, normalmente utilizados para identi�car indivíduos na vida o�ine, como sua fotogra�a, idade, gênero, ocupação, entre outros. O que as plataformas de redes sociais trazem de inovador a esses indicadores de identidade é a capacidade de compartilhar uma variedade de informações e características individuais que contribuam para consolidar a identidade dos usuários. Assim, as informações e comentários postados, bem como o acesso a diversos bens culturais, têm o efeito de aumentar a visibilidade do indivíduo e enriquecer seus elementos identi�cativos, com o objetivo de se construir uma rede de amigos, e essas contribuições se tornam operadores importantes para a aceitação e a sensação de pertencimento ao grupo de amigos. Um processo interessante, por sua vez, é desencadeado pelas interações entre pares, em que certos traços identitários aproximam aqueles com a�nidades, no entanto, essa proximidade, muitas vezes, é acompanhada de demonstrações de distinção, ressaltando as inevitáveis diferenças entre os participantes (Santos; Cipriano, 2014). Assim, as interações online também podem ser um espaço de possibilidade de adequação e de criação de novas personas, a partir de uma identidade secreta e distinta da que se possui no mundo real (Graeml; Volpi; Graeml, 2004). Vamos Exercitar? Agora é o momento de você pensar como elaborar um plano de ação que possa dar suporte para a Fernanda implementar essa nova estratégia de comunicação digital interna. Abaixo, segue uma sugestão para auxiliá-lo na condução da situação-problema. Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO Sempre que você de�nir um plano de ação, comece pela de�nição de um objetivo que conduzirá o desenvolvimento do plano; neste caso, você pode considerar o seguinte objetivo: conscientizar o público interno da empresa dos perigos das fake News e dos crimes digitais e promover a importância da cybersegurança para proteger informações pessoais e corporativas. A seguir, temos cinco ações que Fernanda pode utilizar para conduzir esse projeto: 1. Levantamento de informações: realizar uma pesquisa interna para identi�car o nível de conhecimento atual dos colaboradores sobre fake news, crimes digitais e cybersegurança. 2. Desenvolvimento de conteúdo: criar materiais educativos claros e acessíveis, como vídeos, infográ�cos, e-mails informativos e cartazes. 3. Realização de workshops e palestras: agendar workshops e palestras conduzidos por especialistas em segurança digital. 4. Simulações de phishing: conduzir simulações de ataques de phishing para educar os colaboradores sobre os perigos de se clicar em links suspeitos ou fornecer informações con�denciais, bem como analisar os resultados das simulações para identi�car áreas que requerem mais atenção. 5. Avaliação contínua: realizar avaliações periódicas para medir o progresso na conscientização e ajustar o plano de ação conforme necessário, com base nos feedbacks e nas mudanças no cenário de segurança digital. De que forma você poderia complementar esses cinco passos? Você pode pensar em novos tópicos ou complementar os tópicos que já foram criados. Bons estudos! Saiba mais O A in�uência da tecnologia no comportamento social humano, apresenta os impactos e a in�uência do avanço tecnológico no comportamento da sociedade. Um dos pontos mais interessantes do estudo, é o levantamento dos aspectos positivos e dos aspectos negativos de um cenário cada vez mais inovador. Referências CAETANO, M. B. Crise de atenção ou nomofobia: os desa�os da educação na adolescência. Unoesc e Ciência-ACHS, Joaçaba, v. 8, n. 1, p. 37-50, 2017. FUJISAWA, K. S. Novas tecnologias aplicadas à comunicação. [S. l.]: Editora e Distribuidora Educacional S.A., 2016. GRAEML, K. S.; VOLPI, J. H.; GRAEML, A. R. O impacto do uso (excessivo) da internet no comportamento social das pessoas. Revista Psicologia Corporal, [S. l.], v. 5, 2004. https://proceeding.ciki.ufsc.br/index.php/ciki/article/download/1467/791/5901 Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO JENKINS, H.; FORD, S.; GREEN, J. Cultura da conexão. São Paulo: Aleph, 2015. PORTUGAL, A. F.; DE SOUZA, J. C. P. Uso das redes sociais na internet pelos adolescentes: uma revisão de literatura. Revista Ensino de Ciências e Humanidades, [S. l.], v. 4, n. 2, p. 262-291, jul./dez. 2020. PRIMO, A. A grande controvérsia: trabalho gratuito na web 2.0. In: RIBEIRO, J. C.; BRAG, V.; SOUSA, P. V. (Org.). Performances interacionais e mediações sociotécnicas. Salvador: EDUFBA, 2015. p. 57-85. Disponível em:https://www.academia.edu/13288538/A_grande_controv%C3%A9rsia_trabalho_gratuito_na_%20 Web_2.0. Acesso em: 5 fev. 2024. PRIMO, A. Enfoques e desfoques no estudo da interação mediada por computador. 2005. Disponível em: http://smeduquedecaxias.rj.gov.br/nead/Biblioteca/Forma%C3%A7%C3%A3o%20Continuada/Tec nologia/cibercultura/Enfoques%20e%20desfoques%20no%20estudo%20da%20intera%C3%A7%C 3%A3o%20mediada%20por%20computador.pdf. Acesso em: 5 fev. 2024. PRIMO, A. Interação mediada por computador: a comunicação e a educação a distância segundo uma perspectiva sistêmico-relacional. 2003. Tese (Doutorado em Informática na Educação) – Faculdade de Educação, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2003. PRIMO, A. O aspecto relacional das interações na web 2.0. E-Compós, Brasília, v. 9, p. 1-21, 2007. Disponível em: http://www.ufrgs.br/limc/PDFs/web2.pdf. Acesso em: 5 fev. 2023. SANTOS, F. C. dos; CYPRIANO, C. P. Redes sociais, redes de sociabilidade. Revista Brasileira de Ciências Sociais, [S. l.], v. 29, n. 85, p. 63–78, jun. 2014. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbcsoc/a/k5ykGdRVvtzwfCq9Twh6ZGq/?%20lang=pt#. Acesso em: 15 nov. 2023. SICAD — Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências. Sinopse Estatística 2021: jogos e internet. 2021. Disponível em: https://www.sicad.pt/PT/EstatisticaInvestigacao/Paginas/default.aspx. Acesso em: 5 fev. 2024. Aula 4 Tendências para o futuro tecnológico da comunicação Tendências para o futuro tecnológico da comunicação https://www.academia.edu/13288538/A_grande_controv%C3%A9rsia_trabalho_gratuito_na_%20Web_2.0 https://www.academia.edu/13288538/A_grande_controv%C3%A9rsia_trabalho_gratuito_na_%20Web_2.0 http://smeduquedecaxias.rj.gov.br/nead/Biblioteca/Forma%C3%A7%C3%A3o%20Continuada/Tecnologia/cibercultura/Enfoques%20e%20desfoques%20no%20estudo%20da%20intera%C3%A7%C3%A3o%20mediada%20por%20computador.pdf http://smeduquedecaxias.rj.gov.br/nead/Biblioteca/Forma%C3%A7%C3%A3o%20Continuada/Tecnologia/cibercultura/Enfoques%20e%20desfoques%20no%20estudo%20da%20intera%C3%A7%C3%A3o%20mediada%20por%20computador.pdf http://smeduquedecaxias.rj.gov.br/nead/Biblioteca/Forma%C3%A7%C3%A3o%20Continuada/Tecnologia/cibercultura/Enfoques%20e%20desfoques%20no%20estudo%20da%20intera%C3%A7%C3%A3o%20mediada%20por%20computador.pdf http://www.ufrgs.br/limc/PDFs/web2.pdf https://www.scielo.br/j/rbcsoc/a/k5ykGdRVvtzwfCq9Twh6ZGq/?%20lang=pt# https://www.sicad.pt/PT/EstatisticaInvestigacao/Paginas/default.aspx Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Dica para você Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua aprendizagem ainda mais completa. Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para você. Nela, você irá aprender conteúdos importantes para a sua formação pro�ssional. Vamos assisti-la? Bons estudos! Ponto de Partida Nesta aula, você compreenderá como a Inteligência Arti�cial e a evolução da comunicação impactará as tendências do futuro, bem como verá como os novos formatos de comunicação, como chatbots e a comunicação omnichannel, estão presentes nesse novo formato de comunicação. Para isso, vamos para a última situação-problema da unidade, em que você é um gerente de comunicação em uma empresa de tecnologia que desenvolveu um assistente virtual avançado baseado em inteligência arti�cial. O assistente é projetado para analisar dados, compreender as necessidades dos usuários e fornecer informações personalizadas em tempo real; a empresa, por sua vez, está prestes a lançar uma grande atualização do assistente virtual, prometendo uma experiência de usuário ainda mais aprimorada, e você precisa desenvolver uma estratégia de comunicação para abordar a situação e, a partir dos conceitos vistos até o momento, segmentar a comunicação desse assistente de acordo com cada canal de comunicação da empresa. Lembre-se de que a segmentação dos canais de comunicação se refere à prática de direcionar mensagens especí�cas para grupos especí�cos de público-alvo, levando em consideração características demográ�cas, comportamentais ou psicográ�cas, e essa abordagem visa aumentar a e�cácia das mensagens, garantindo que sejam mais relevantes e impactantes para cada segmento. Esperamos que você consiga desenvolver o seu aprendizado, mas também vislumbrar seu crescimento pessoal e pro�ssional. Bom trabalho! Vamos Começar! Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO Representações �ctícias do futuro da tecnologia de Inteligência Arti�cial frequentemente mostram imagens de veículos so�sticados e completamente automatizados, bem como robôs conscientes convivendo com seres humanos em residências e ambientes pro�ssionais, e essas visões inspiradas pela �cção cientí�ca retratam máquinas que exibem uma autoconsciência aparente, levando à preocupação de que possam mal interpretar, recusar obediência ou até mesmo rebelar-se contra seus criadores humanos, no entanto, a ansiedade associada a essas fantasias sugere erroneamente que o ápice da IA consiste em imitar comportamentos humanos (Schmidt; Huttenlocher; Kissinger, 2023). Seria mais proveitoso reconhecer que já compartilhamos nosso cotidiano com a IA, embora, muitas vezes, de maneiras não totalmente evidentes; ela está remodelando nossa ansiedade tecnológica, incentivando uma compreensão e transparência mais profundas em relação à sua integração em nossas vidas. Mídias sociais, pesquisas na web, streaming de vídeo, navegação, caronas compartilhadas e inúmeros outros serviços online dependem amplamente e cada vez mais do uso da IA. Ao utilizar esses serviços para atividades cotidianas, como receber recomendações, selecionar rotas, construir conexões sociais, obter insights ou encontrar respostas, as pessoas ao redor do mundo participam de um processo revolucionário e, ao mesmo tempo, trivial (Schmidt; Huttenlocher; Kissinger, 2023; Gunkel; Trento; Gonçalves, 2017). Dependemos da IA para realizar tarefas diárias e, muitas vezes, nem compreendemos completamente como ou por que ela está operando em determinados momentos; estamos estabelecendo novos tipos de relações que terão implicações signi�cativas para indivíduos, organizações e nações, entre a IA e as pessoas, entre as pessoas que utilizam serviços facilitados pela IA e entre os criadores e operadores desses serviços e os governos (Schmidt; Huttenlocher; Kissinger, 2023). Sem alardes signi�cativos, estamos incorporando a inteligência não humana à infraestrutura fundamental das atividades humanas, e esse processo está se desenrolando rapidamente e está associado a uma nova categoria de entidades que chamamos de "plataformas digitais": serviços digitais que acrescentam valor aos seus usuários, reunindo um grande número deles, muitas vezes, em uma escala transnacional e global. Essas plataformas digitais estão cada vez mais dependentes da inteligência arti�cial para criar uma interseção entre seres humanos e IA em uma escala que indica um evento de signi�cância civilizacional (Schmidt; Huttenlocher; Kissinger, 2023). Uma novidade ainda mais recente é a introdução das plataformas digitais capacitadas para IA. Com menos de uma década de desenvolvimento, até mesmo o vocabulário e os conceitos fundamentais para um diálogo esclarecido sobre essa tecnologia precisam ser estabelecidos, e este livro busca preencher essa lacuna. Inevitavelmente, diversas pessoas, corporações, partidos políticos, organizações civis e governos terão perspectivas distintas sobre a maneira mais apropriada de operar e regulamentar as plataformas digitais impulsionadas por IA (Schmidt; Huttenlocher; Kissinger, 2023). Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO O notável avanço das tecnologias voltadas para a gestão do relacionamento com clientes está levando diretores de empresas e especialistas em CustomerExperience a procurar compreender o contexto ao seu redor; somente assim será possível analisar de maneira mais aprofundada as evoluções tecnológicas do mercado e tomar decisões mais informadas para aprimorar a experiência do cliente (Schmidt; Huttenlocher; Kissinger, 2023). Experiência do cliente e a cultura de convergência de tecnologias É certo que o ato de conquistar e �delizar clientes vem sendo impulsionado pelo aprimoramento de tecnologias, as quais estão angariando adeptos em todo o mundo por permitirem a implantação de estratégias proativas mais robustas, como tornar a empresa omnichannel, desenvolver o customer experience, adotar a verdadeira personalização no relacionamento, instituir o mobile �rst e otimizar o customer journey (Gabriel, 2022) A gestão do relacionamento não é mais a mesma depois que diversas tecnologias foram criadas para tornar possível a gestão ativa de clientes. Na atualidade, em vez de o gestor esperar o �nal do mês para identi�car resultados, ele consegue, em tempo real, analisar situações e tomar decisões antes que simples falhas se tornem grandes crises (Gabriel, 2022). Consumidores podem solicitar suporte das empresas por meio de chat apps, fazer compras, tirar dúvidas e procurar muitas opções de serviços por meio dos aplicativos de bate-papo, contudo, na hora do pagamento, a coisa complica, pois essa operação exige o acoplamento de outras tecnologias, levando os usuários a mudar para outro aplicativo, di�cultando para as empresas o controle de suas taxas de conversão (Gabriel, 2022). De�nitivamente, as empresas não querem �car de fora dos chats apps que abastecem essa gigante rede de contatos. Siga em Frente... ChatBots A disseminação em larga escala dos chatbots nas plataformas de mídia social aponta para um futuro próximo no qual a interação primordial entre humanos e tecnologia ocorrerá predominantemente por meio da voz, pois, por que depender de teclados quando, diariamente, testemunhamos dispositivos transcrevendo mensagens ditadas ou realizando o processo inverso? (Gabriel, 2022). Os chatbots começaram a ganhar popularidade a partir de 2011, impulsionados pelo lançamento da Siri (a assistente pessoal de IA dos dispositivos iOS da Apple), que pavimentou o caminho para diversos outros assistentes de voz pessoais que foram surgindo progressivamente no mercado, como Google Now (2012), Alexa (Amazon, 2015), Cortana (Microsoft, 2015), bots para o Facebook Messenger (2016), entre outros (Gabriel, 2022; Pereira; Pinheiro, 2018). Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO Os chatbots se destacam como uma das categorias mais cruciais de autômatos, pois possibilitam a interação e o acesso a funcionalidades computacionais por meio da linguagem natural, e essa abordagem representa uma das formas mais descomplicadas e velozes de comunicação para os seres humanos, principalmente no âmbito oral (Gabriel, 2022). Conforme reportado pela revista Exame, na matéria Comandos de voz serão predominantes nas relações com máquinas, em breve, será viável comandar por voz aparelhos como geladeiras, aspiradores de pó e outros dispositivos domésticos. Após a era dos aplicativos em dispositivos móveis, como tablets e smartphones, o horizonte futuro sugere um cenário em que todos os dispositivos ao nosso redor estarão conectados à internet, utilizando dados para oferecer sugestões de forma oral (Madruga, 2021; Exame, 2017). Aliás, essa tendência já está sendo incorporada nos chatbots, softwares hábeis em responder a perguntas e realizar ações online com base em comandos orais ou escritos. Essa característica se apresenta como mais um elemento que assegura a utilidade desses programas não apenas no âmbito pro�ssional, mas também pessoal, e o diferencial no uso desses serviços reside na ausência de uma curva de aprendizado, visto que basta utilizar a fala para obter atendimento imediato (Madruga, 2021). O progresso nesse setor está contribuindo para um atendimento mais rápido e informativo a cada dia, contudo, é crucial manter o foco na garantia de uma experiência positiva e e�ciente para o cliente. Diante disso, incluímos em um projeto de chatbot várias expressões fundamentadas na Programação Neurolinguística (Madruga, 2021; Do Nascimento; Graciano, 2023). O chatbot é projetado para aceitar as entradas dos consumidores, seja em solicitações de SAC, seja em pedidos de compra, seja por meio de voz ou texto na web; posteriormente, a tecnologia impulsionada por inteligência arti�cial processa essas entradas, analisa o contexto, toma a decisão mais apropriada, cria a resposta e a disponibiliza para o público solicitante (Madruga, 2021). Com interface de usuário simples, inserção de dados de diferentes formatos, boas ferramentas de visualização e correlações de informações, os chatbots tendem a absorver, e esse fenômeno é comparável ao que ocorreu com as URAs no Brasil, no início dos anos 2000, em que as solicitações mais simples dos clientes foram transformadas em serviços completos, sem a necessidade de intervenção humana, resultando em uma signi�cativa redução nos custos de contato (Madruga, 2021). Omnichannel A cada dia que passa, são os consumidores que ditam as tendências do mercado, e nem sempre são as empresas que desempenham esse papel. Após a maioria das empresas reconhecer a relevância da adoção de uma abordagem multicanal, oferecendo suporte e atendimento em meios como redes sociais e aplicativos móveis, além do físico, a tendência, agora, aponta para outra direção, o omnichannel (Madruga, 2021), que é uma estratégia que se concentra em Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO proporcionar uma experiência uni�cada por meio de diversos canais, integrando informações para garantir a qualidade no atendimento. Desde o momento da divulgação até a pós-compra, abrangendo o produto e o serviço, essa tendência busca ampli�car o estado emocional dos clientes, gerando sentimentos de valorização e conhecimento (Madruga, 2021). O artigo Omnichannel: the new normal for retail banks, divulgado pela BankingTech, evidencia que, inquestionavelmente, um dos setores nos quais essa transformação deve ser mais amplamente aceita é o do banco online. A estratégia Omnichannel busca capacitar os colaboradores da instituição para integrarem e utilizarem todas as informações disponíveis sobre o indivíduo durante suas interações com ele (Madruga, 2021; Futures, 2013). Naturalmente, os bancos são entidades com uma ampla variedade de dados, no entanto, esses dados podem ser mais explorados para criar uma sensação de valorização do cliente se forem colocados sob a prioridade do Omnichannel. Ao analisar de maneira sistemática e em tempo real as informações levantadas, essas instituições �nanceiras podem elaborar per�s de gastos, entender quanto é investido mensalmente e identi�car quais serviços são mais utilizados (Madruga, 2021). A publicação da Harvard Business Review, How to Make the Most of Omnichannel Retailing, apresenta o caso de Xueming Luo, um professor chinês da Temple University que colaborou para uma loja de departamentos para compreender melhor como incentivar consumidores, seja exclusivamente físico, seja online, a adotar outros meios de compra que poderiam impactar os resultados da empresa, e os resultados foram, no mínimo, surpreendentes (Madruga, 2021; Harvard Business Review, 2016). Inicialmente, os consumidores foram divididos entre aqueles que moravam a até 5 km de distância de uma loja e os que ultrapassavam essa distância, bem como foram analisados os que realizavam compras apenas por meios virtuais e os que efetivamente frequentavam os estabelecimentos físicos. Enquanto a oferta de cupons de desconto para os residentes próximos só surtia efeito quando essa dedução era exclusivamente online e para aqueles que consumiam apenas por esse meio, ao proporcionar os mesmos descontos para indivíduos que moravam longe e compravam apenas nas lojas, ocorria uma redução nos gastos dessa parcela em 51% (Madruga, 2021; Harvard Business Review, 2016). Recentemente,As gerações da web A inteligência coletiva é uma forma de inteligência distribuída em todos os lugares, constantemente valorizada e coordenada em tempo real, resultando em uma mobilização e�caz das habilidades, e os conhecimentos individuais podem ser sinergizados e reunidos em um mesmo ambiente, por meio da mediação das tecnologias de informação e comunicação (Santos, 2012). Aliás, a cooperação desses conhecimentos pode ocorrer no ciberespaço, que não se limita apenas às tecnologias e instrumentos de infraestrutura, mas também é habitada pelos conhecimentos e pelas pessoas que os possuem. O amadurecimento da Web ocorreu com muita velocidade; atualmente, há autores falando em Web 4.0 e até mesmo Web 5.0, 6.0 e 7.0. As gerações web 1.0, web 2.0, web 3.0, segundo Santaella (2013, [s. p.]), dizem respeito a uma nomenclatura que “começou a ser empregada, depois que a expressão ‘web 2.0’ foi apresentada por Tim O’Reilly para se referir a uma espécie de segunda geração de aplicativos, comunidades e serviços de que a web seria a grande plataforma.” Ao utilizar o termo web 2.0, O’Reilly queria ressaltar a possibilidade de interação e de participação, que não era possível na web 1.0, e não alguma atualização técnica, já que, praticamente, eram os mesmos componentes tecnológicos (Santaella, 2013). A Web 1.0 permitia a publicação de conteúdos que eram simplesmente recebidos e consumidos pelos usuários, bem como organizados e editados por pessoas ou instituições autorizadas e especialistas reconhecidos em sua área (Lankshear, Knobel, 2007). Com o surgimento da nova geração, Web 2.0, os usuários passaram a participar e a colaborar para a distribuição do conteúdo. Por exemplo, o programa BitTorrent era um serviço que funcionava melhor quanto mais pessoas o utilizassem; tratava-se de uma arquitetura de participação, em que um computador de um usuário do programa podia se tornar um servidor, por isso o melhor funcionamento (O’Reilly, 2009). Assim, a web 2.0 possibilitou novos usos da internet, revolucionando os relacionamentos entre usuários, ampliando espaços compartilhados, favorecendo produções baseadas na participação coletiva, na colaboração, na inteligência coletiva e no conhecimento distribuído. Além disso, faz- se importante ressaltar a diferença entre a web 1.0 (1990-1999) e a web 2.0 (a partir de 2000). A Web 3.0 se refere a uma web mais inteligente e semântica, em que os dados são interconectados e interpretados por máquinas, resultando em experiências mais personalizadas e contextualizadas para os usuários. Ela se concentra na criação de um ambiente online, em que Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO os dados têm um signi�cado bem de�nido, permitindo que as máquinas entendam e respondam de maneira mais inteligente as consultas dos usuários (Santaella, 2013). Quanto a Web 4.0, os termos para referenciá-la não são totalmente claros e unânimes na literatura. Singh (2020) cita a Web 4.0 como o uso de técnicas avançadas de inteligência arti�cial e machine learning, permitindo construções de interfaces entre homem e máquina de forma simbiótica. Almeida (2017), por outro lado, já considerava que termos como “web simbiótica” estavam em desuso para se referenciar à Web 4.0, sendo que os termos mais apropriados seriam “computação pervasiva” e “computação ubíqua”. Estima-se que a Web 5.0 será baseada em rede sensorial emotiva; a ideia é que possa medir os efeitos das emoções das pessoas por meio de dispositivos, personalizar as interações e criar experiências que emocionem os usuários, bem como permitirá que o usuário interaja com o conteúdo de modo que responda às suas emoções ou mude em tempo real a expressão facial de um avatar (Zednik; Sales; Harvey, 2019). Estima-se, também, que a Web 6.0 (Web do Amanhã ou Rede do Futuro) e a Web 7.0 (Era Robótica) serão muito mais rápidas e melhores que as anteriores, uma vez que as redes sensoriais de equipamentos e dispositivos (colares, óculos, relógios) permitirão traduzir informação virtual e a digitalização de redes de conhecimento (Zednik; Sales; Harvey, 2019). Todas essas capacidades podem ser integradas pelas empresas em sua própria infraestrutura interna, possibilitando uma gestão do conhecimento corporativo. Segundo Madeira e Gallucci (2009), do mesmo modo, as empresas podem estar presentes nas redes sociais, criando conteúdo e participando com várias �nalidades, incluindo a comunicação e o marketing. Globalização Como podemos relacionar as novas tecnologias à globalização? O desenvolvimento das novas tecnologias foi tão rápido que, hoje, podemos enviar mensagens com imagens, textos, áudios etc., bem como nos comunicar por meio da web, via internet (rede mundial de computadores), e isso graças às camadas de software, da linguagem de programação, que transformam os circuitos eletrônicos físicos do computador em uma interface amigável, em que se corpori�cam diversas modalidades (verbal, sonora, visual etc.). Para pensar a globalização, é interessante pensar nas técnicas e como elas podem ser manejadas, porém, antes disso, vale conhecer as três perspectivas principais para se compreender a globalização (Morrow; Torres, 2004). A primeira perspectiva a�rma que a globalização já se iniciou nas origens da civilização humana, ou seja, há mais de cinco séculos, com as religiões universalistas; a segunda acredita que a globalização teve início no século XVI, com o capitalismo; e a terceira ou a teoria mais típica aponta que o início da globalização se deu no �nal do século XX, com as transformações pós-fordistas. O pós-fordismo trouxe outra concepção de trabalho, em que o caráter hierárquico se dilui, formam-se equipes de trabalho que dependem mais do discurso informal, oral e interpessoal. Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO Nessa terceira perspectiva, encontram-se grupos que acreditam que as transformações ocorreram devido ao desenvolvimento tecnológico e outros que creditam que ocorreram devido às relações de produção, ou seja, as relações possíveis graças às novas tecnologias de informação e comunicação. Por exemplo, não é mais necessário trabalhar com estoque, pode-se produzir de maneira fragmentada, de acordo com a demanda, e isso graças às tecnologias, que permitem uma comunicação e um transporte e�cientes, possibilitando uma economia global �uida e �exível. Santos (2012) faz parte da terceira perspectiva, do grupo que credita as transformações às novas relações, porque entende que não são os sistemas técnicos que promovem as mudanças, mas o uso que se faz deles e as ações políticas que bene�ciam o mercado global. O autor a�rma que as técnicas, hoje, somadas às políticas adotadas, estão a serviço do capital, fazendo com que o dinheiro e a informação sejam essenciais para a competitividade no mercado. Poucos e grandes grupos empresariais passaram a organizar o mercado, e os Estados não possuem tantas políticas intervencionistas como nos séculos XIX e XX, quando controlavam e padronizavam suas populações; ocorreram privatizações, e as escolas que antes eram importantes instituições para a formação da cultura nacional e padronização de cidadãos, foram perdendo seu status, deixando de ser um benefício proporcionado pelo Estado para os cidadãos (Cope, Kalantzis, 2009). Simultaneamente, pela comunicação possibilitada por meio das tecnologias, conhece-se outras culturas, outros modos de vida, outros valores e outros acontecimentos que nos fazem perceber que a história do Ocidente não é a universal, mas uma parte dela, assim, podemos veri�car muitos ganhos com as novas tecnologias. Santos (2012) aponta para outra globalização, em que, pela democratização das técnicas, quaisquer homens e mulheres do mundo poderão usá-las de modo criativo, para que o dinheiro e a informação não estejam relacionados com a competitividade, o que gera desigualdades, mas que as relações sejam outras, para que as desigualdades diminuam. Vamos Exercitar? Agora que exploramos os conceitos fundamentais das gerações da web e das novas tecnologiasaté mesmo as empresas que surgiram exclusivamente no ambiente virtual, como a Amazon, têm direcionado seu foco para essa tendência, evidenciando sua e�cácia e potencial, e para compreender de maneira mais aprofundada a Jornada do Consumidor, é crucial identi�car os canais de comunicação utilizados pelos usuários. Cada canal apresenta uma forma, um momento e uma razão distintos para serem acessados, e a habilidade de discernir esses fatores prepara de maneira mais e�ciente o conteúdo direcionado aos clientes (Madruga, 2021). Por ser uma tecnologia ainda em expansão, os horizontes para a Internet das Coisas (IoT) são inimagináveis, no entanto, os avanços que permeiam as pesquisas atuais re�etem um futuro promissor. Os desdobramentos que ela já proporciona, como consultoria (buscando orientar as empresas sobre os benefícios de sua adoção), serviços de implementação (a integração da Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO empresa com a tecnologia) e de gestão (assegurando o funcionamento e a qualidade esperada pela empresa) já são uma realidade (Madruga, 2021). Vamos Exercitar? Para desenvolver o projeto com foco na segmentação dos canais de comunicação, é necessário, em primeiro lugar, delimitar os objetivos e enfoques de cada um desses canais. Por exemplo, qual seria o propósito da comunicação no Instagram com o seu público? Vendas, atendimento SAC, prospecção? Após de�nir o objetivo, cada canal receberá orientações de acordo com a maneira como o público consome a mídia; em outras palavras, a comunicação com os usuários do Facebook não pode ser no mesmo formato dos usuários do TikTok, visto que, mesmo que os públicos estejam constantemente migrando entre as mídias, a forma de consumo varia. Dessa forma, em alguns canais, a comunicação via IA precisará focar produtos mais visuais, como vídeos, enquanto em outros, a ênfase pode ser maior no conteúdo, por meio de textos e imagens. Ao se levar em consideração a segmentação, o público-alvo, a faixa etária e a interatividade de cada canal, é possível criar uma estratégia de utilização da IA com resultados mais e�cazes. Saiba mais Recomendação 1: PodCast Sinapse, Episódio 134, em que Pedro, Greg e os alunos de Marketing da ESPM conversam sobre os caminhos da inteligência arti�cial. Recomendação 2: Passados e futuros da comunicação. Entrevista com Maria Immacolata Vassallo de Lopes cujos estudos se entrelaçam com o campo acadêmico da comunicação. Graduada em Ciências Sociais, pela Universidade de São Paulo (USP), com mestrado e doutorado em Ciências da Comunicação, pela mesma instituição, é professora titular da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP. Em sua atuação na área, destaca-se pela participação em várias associações de pesquisa, como a Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom), a Associação Ibero-Americana de Investigadores da Comunicação (Ibercom) e o Observatório Ibero-Americano da Ficção Televisiva (Obitel). Referências DO NASCIMENTO, A. F.; GRACIANO, F. C. Chatbots: a tecnologia que está transformando a forma como nos comunicamos. Revista Interface Tecnológica, [S. l.], v. 20, n. 1, p. 25-37, 2023. EXAME. Comandos de voz serão predominantes nas relações com máquinas. 2017. Disponível em: https://exame.com/tecnologia/comandos-de-voz-serao-predominantes-nas-relacoes-com- https://seer.casperlibero.edu.br/index.php/libero/article/view/1830 https://exame.com/tecnologia/comandos-de-voz-serao-predominantes-nas-relacoes-com-maquinas/ Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO maquinas/. Acesso em: 5 fev. 2024. FINTECH FUTURES. Omnichannel: the new normal for retail banks. 2013. Disponível em: https://www.�ntechfutures.com/2013/09/omnichannel-the-new-normal-for-retail-banks/. Acesso em: 5 fev. 2024. GABRIEL, M. Inteligência arti�cial: do zero ao metaverso. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2022. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786559773336/. Acesso em: 12 nov. 2023. GUNKEL, D. J.; TRENTO, F. B.; GONÇALVES, D. N. Comunicação e inteligência arti�cial: novos desa�os e oportunidades para a pesquisa em comunicação. Galáxia, São Paulo, v. 34, p. 5-19, jan./abr. 2017. HARVARD BUSINESS REVIEW, H. B. R. 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Aula 5 Encerramento da Unidade Videoaula de Encerramento Este conteúdo é um vídeo! https://exame.com/tecnologia/comandos-de-voz-serao-predominantes-nas-relacoes-com-maquinas/ https://www.fintechfutures.com/2013/09/omnichannel-the-new-normal-for-retail-banks/ https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786559773336/ https://hbr.org/2016/07/how-to-make-the-most-of-omnichannel-retailing https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786559770083/ https://portalintercom.org.br/anais/sul2018/resumos/R60-0725-1.pdf https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788550818436/ Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Dica para você Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua aprendizagem ainda mais completa. Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para você. Nela, você irá aprender conteúdos importantes para a sua formação pro�ssional. Vamos assisti-la? Bons estudos! Ponto de Chegada Durante os estudos, foi possível compreender conceitos, analisar estratégias e desenvolver habilidades fundamentais para o seu desenvolvimento pro�ssional; aliás, você pode relembrar alguns deles, como a cultura da convergência, cultura participativa, inteligência coletiva, estratégias nos canais de comunicação, o uso de tecnologias voltadas à inovação na comunicação e a in�uência das mídias nos comportamentos sociais. Ao analisarmos a cultura da convergência de Jenkins, avançamos na compreensão de como a participação social e coletiva dos usuários e consumidores dos grandes produtores de mídia gera uma relação de �uxo interativo; na mesma proporção que as pessoas in�uenciam as grandes produções, elas também são in�uenciadas pelos conteúdos da mídia, e esses eventos contribuem para diversas transformações sociais online, como a criação e mobilização dos fandons. Ao falarmos de estratégias e tecnologias, você pôde visualizar como é importante a segmentação diversa dos canais de comunicação e a importância de se traçar um plano de comunicação que atenda primeiro ao objetivo central da empresa e ao objetivo da comunicação organizacional, depois, que seja coerente com seu público-alvo e, por �m, que seja direcionado para cada canal de forma adequada. Na aula relacionada à evolução da IA na comunicação, você pôde conhecer ou se aprofundar em duas estratégias fundamentais na comunicação tecnológica: o Chatbot e o omnichannel, e, então, observar que di�cilmente o futuro da comunicação tecnológica não passará pelo aprimoramento e evolução dessas estratégias. Dito isso, parabéns por sua dedicação e evolução até aqui; a compreensão, análise e desenvolvimento desses conceitos,certamente, proporcionarão grandes resultados em sua carreira pro�ssional. Continue �rme e acredite na possibilidade de desenvolvimento contínuo, pois você poderá ser um agente propagador de todos esses aprendizados, contribuindo para a evolução de empresas, organizações, pessoas e da sociedade como um todo. Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO É Hora de Praticar! Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Em um ambiente empresarial dinâmico, a compreensão de conceitos-chave, como a cultura da convergência, proposta por Henry Jenkins, torna-se crucial para uma estratégia de comunicação e�caz. Vamos explorar como uma empresa �ctícia, TechInnovate, incorpora essa cultura em sua abordagem ao aplicar os princípios da cultura participativa e da inteligência coletiva. A TechInnovate percebeu a importância de estar atenta aos �uxos interativos entre os usuários e os produtos, reconhecendo que as in�uências não são unilaterais, e essa abordagem in�uenciou a criação de comunidades online, contribuindo para a mobilização de fãs em torno de seus produtos, proporcionando uma base sólida para a �delização dos clientes. Diante desse cenário, quais são os resultados que você acredita que a TechInnovate pode atingir após a implementação dos conceitos de cultura participativa e inteligência coletiva? 1. Quais são os sentimentos que a estratégia omnichannel busca atingir em seus clientes? 2. Qual é a primeira ação em que uma empresa deve pensar para implementar a segmentação e atuação em diversos canais de comunicação? 3. De acordo com a cultura da convergência em Jenkins (2009), os formatos de mídia antigos acabarão em algum momento? Os resultados podem ser implementados de acordo com vários elementos pensados nesta unidade, no entanto, serão sugeridas duas estratégias, e você, estudante, deverá propor mais três. Vamos lá? A primeira estratégia é buscar a utilização da IA nos canais de comunicação da empresa, para entender como os fãs da marca poderão contribuir com o desenvolvimento de novos produtos e novas soluções e melhorias em produtos que já existem. Será por meio de formulário? Será por meio de interações nas redes sociais? A segunda estratégia é garantir que toda a comunicação esteja envolvida nesse processo de criação, logo, montar uma campanha publicitária para os consumidores, a �m de explicar todo o processo, pode ajudar a criar mais conexão com esse público. Após isso, pode-se de�nir os critérios de um ranking de pontuação, que poderá ser revertido em descontos futuros nos produtos da campanha. Agora é com você; escreva mais três estratégias que poderiam ajudar a empresa a implementar esse projeto. Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO Figura 1 | Síntese dos conteúdos abordados durante os estudos. AUSTIN, M.; AITCHISON, J. Tem alguém aí? As comunicações no século XXI. São Paulo: Nobel, 2006. BEZERRA, M. L. M. Revistas de moda na era da convergência: uma análise do discurso da Vogue Brasil depois de uma década. 2022. Monogra�a (Graduação em Comunicação Social – Jornalismo) — Instituto de Cultura e Arte, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2022. CAETANO, M. B. 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Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Dica para você Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua aprendizagem ainda mais completa. Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para você. Nela, você irá aprender conteúdos importantes para a sua formação pro�ssional. Vamos assisti-la? Bons estudos! Ponto de Partida Nesta aula, vamos desenvolver nossos conhecimentos com base na situação-problema desta unidade, que apresenta o caso da Ana, uma jovem publicitária que trabalha em uma agência de marketing e é responsável pela criação de campanhas publicitárias para pequenas empresas. Atenta às tendências do mercado e às novas tecnologias, Ana sabe que elas podem impactar o comportamento do consumidor, por isso, ela foi contratada para criar uma campanha publicitária para uma empresa de roupas infantis, pois a empresa está lançando uma nova linha de roupas ecológicas e quer atingir um público jovem, que está preocupado com o meio ambiente. A empresa precisa que ela entenda o comportamento do consumidor jovem para criar uma campanha que seja e�caz, para tanto, ela precisa saber quais são os fatores que in�uenciam a decisão de compra desse público, como eles usam as novas tecnologias e como as empresas podem explorar o relacionamento com eles. Diante disso, nesta aula, Ana precisa convencer os clientes da importância de se considerar os fatores afetivos e o ambiente na campanha Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO publicitária, uma vez que os clientes estão preocupados apenas com os fatores cognitivos, ou seja, querem destacar somente informações sobre a seriedade do trabalho e a qualidade da informação que é possível acessar no site. Seu desa�o, então, é auxiliar Ana a argumentar e expor aos seus clientes a importância de se considerar os fatores afetivos, além dos cognitivos, e o ambiente na campanha publicitária; ela precisa mostrar que isso é essencial para atingir o público-alvo e alcançar os objetivos da empresa. Por �m, nesta seção, vamos estudar o comportamento do consumidor, enfatizando os fatores afetivos e cognitivos para compreender os consumidores e, assim, criar estratégias para in�uenciá-los. Vamos ao trabalho! Vamos Começar! Atualmente, os consumidores são mais descon�ados e não são tão �éis às marcas como antigamente; eles buscam mais informações e recomendações na internet. Aliás, faz-se importante conhecer o consumo de mídia do público-alvo, mas também é preciso conhecer o que in�uencia as decisões dos consumidores. Existem várias abordagens para pesquisar, analisar e entender os consumidores, mas não há consenso entre os pesquisadores. Peter e Olson (2009) adotam uma abordagem que se baseia em três fatores: afeto e cognição do consumidor, comportamento do consumidor e ambiente do consumidor. O primeiro fator, composto de elementos afetivos e cognitivos, são tipos de reação mental dos consumidores quando expostos a estímulos e eventos no ambiente. O afeto está relacionado aos sentimentos do consumidor em relação a esses estímulos e eventos – por exemplo, se gostam ou não de um determinadoproduto. A cognição está relacionada às suas opiniões – por exemplo, suas crenças/ convicções a respeito de um produto em particular (Peter; Olson, 2009, p. 22). Peter e Olson (2009, p. 22) a�rmam que “as reações emocionais podem ser favoráveis ou desfavoráveis e variam em intensidade”, podendo ser um sentimento de amor ou de raiva, uma satisfação ou frustração, estados de humor (tédio, por exemplo) e atitudes gerais, como gostar ou não de algo. Já a cognição está relacionada aos “conhecimentos, signi�cados e crenças desenvolvidos pelos consumidores com base em sua experiência e armazenados em sua mente”, bem como à avaliação, “à tomada de decisão e às opções de compra”. O comportamento do consumidor, por sua vez, diz respeito ao comportamento observável (por exemplo, os registros de navegação feitos por um consumidor para buscar informações até o ato da compra) e não às decisões mentais, que não podem ser registradas (por exemplo, a decisão subjetiva de se escolher esse ou aquele site de compras para comprar um determinado produto), e esse fator Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO pode ser in�uenciado por estratégias de marketing, por isso, devem ser analisados e compreendidos. Por �m, o último fator é o ambiente do consumidor, ou seja: [...] Todas as coisas que lhe são externas e que in�uenciam a maneira como ele pensa, sente e age. Aí se incluem os estímulos sociais que in�uenciam os consumidores, como a conduta de outras pessoas em culturas, subculturas, classes sociais, grupos de referência e famílias. O ambiente abrange ainda outros estímulos físicos que podem mudar as opiniões, os sentimentos e as condutas dos consumidores, como lojas, produtos, anúncios e símbolos (Peter; Olson, 2009, p. 24). No ambiente do consumidor, por exemplo, há estereótipos a serem seguidos e grupos dos quais se deseja fazer parte, bem como um repertório de ideias que nos faz imaginar “a maior parte das coisas antes de as experimentarmos” (Lipmann, 2010, p. 91 apud Bragaglia, 2014, p. 3-4), e isso pode implicar não conhecer o que compõe a verdade do objeto, gerando preconceitos, logo, isso deve ser observado quando nos comunicamos e elaboramos comunicações. Além disso, vale ressaltarmos que as forças sociais que in�uenciam as decisões do consumidor são muitas, e é no ambiente do consumidor que são inseridos estímulos para in�uenciá-lo. Os três fatores apresentados por Peter e Olson (2009) são interrelacionados, de modo que um pode modi�car o outro, assim como pode ser observado na Figura 1 a seguir: Figura 1 | Abordagens de análise dos consumidores. Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO Por exemplo, um comercial visto pela televisão no ambiente do consumidor pode trazer informações e provocar mudanças cognitivas, de modo que, por acreditar nas vantagens do novo produto, o consumidor o adquire, havendo uma mudança de comportamento observável. Outra mudança pode ser gerada por uma insatisfação (elemento afeto-cognitivo), por exemplo: uma reação à qualidade do serviço de uma loja pode gerar um novo comportamento: a experimentação do serviço da concorrência. Assim, podemos observar como um fator pode in�uenciar os outros fatores, sendo importante analisá-los e compreendê-los para o planejamento de ações, para in�uenciar o público-alvo. Da mesma forma, compreender esses fatores em conjunto fornece informações satisfatórias para se compreendermos o comportamento do consumidor. Entre os três conjuntos de fatores citados que nos possibilitam aprofundar o conhecimento do consumidor, vamos focar dois: os afetivos e os cognitivos. Nossas “reações afetivas são produzidas pelo sistema afetivo” (Peter; Olson, 2009, p. 40), que é “amplamente reativo”, isto é, reagimos “de forma imediata e automática a aspectos signi�cativos do ambiente”, tendo pouco controle direto sobre isso, além de sentir �sicamente a reação (Peter; Olson, 2009, p. 41). Siga em Frente... Por exemplo, quando nos deparamos com uma situação de medo, reagimos imediatamente, sem poder impedir que nosso batimento cardíaco acelere, no entanto, se, em uma loja, somos mal atendidos e �camos com raiva, podemos controlar nosso sentimento ao reportar o ocorrido para o gerente, amenizando o sentimento negativo. Vale lembrarmos, também, as reações avaliativas às situações: o gostar e o detestar são avaliações que surgem aos estímulos e que também podem ser aprendidas; por exemplo, aprende-se que tal alimento é ruim mesmo sem tê-lo experimentado. Com relação às nossas reações corporais, é interessante pensarmos o quanto a leitura da linguagem corporal pode nos dizer sobre os consumidores, se estão felizes, desanimados ou entediados, e o quanto essa capacidade de interpretação pode orientar a atitude dos comunicadores (palestrantes, vendedores, entre outros). Já a cognição se refere a processos mentais elaborados, “como entendimento, avaliação, planejamento, decisão e raciocínio” (Peter; Olson, 2009, p. 41-43). Por meio do sistema cognitivo, interpretamos, percebemos o sentido e compreendemos os aspectos signi�cativos de nossas experiências sociais (por que gosto de fazer compras no supermercado X?), avaliamos alternativas, escolhemos procedimentos, planejamos e tomamos decisões. Peter e Olson (2009) comentam que não há consenso sobre a relação dos sistemas afetivos e cognitivos, pois alguns a�rmam que eles são independentes, outros defendem a predominância de um sistema sobre o outro, contudo, Peter e Olson a�rmam que os dois sistemas são altamente interdependentes, in�uenciando-se mútua e continuamente. Ambos os sistemas Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO “podem reagir independentemente aos aspectos ambientais e ambos podem reagir ao processo um do outro” (Peter; Olson, 2009, p. 44). Assim, as reações afetivas podem ser interpretadas pelo sistema cognitivo “(‘Queria entender por que estou me sentindo tão feliz’; ‘não gosto do corretor de seguros porque ele me parece muito sério')" (Peter; Olson, 2009, p. 44), podendo in�uenciar na tomada de decisão, uma vez que o fato de o vendedor ter sido atencioso levou à interpretação de um bom atendimento e resultou na compra do produto. A satisfação do consumidor “tem elementos tanto de afeto (contentar-se, gostar de um produto ou serviço) quanto de cognição (saber por que gostamos de um produto)” (Peter; Olson, 2009, p. 45), assim, compreender esses elementos é essencial para oferecer o produto ou o serviço certo para determinado consumidor. Vale ressaltarmos que a importância das reações afetivas pode variar, a depender dos produtos ou serviços em questão. Por exemplo, segundo Peter e Olson (2009, p. 45), alguns produtos alimentícios, bebidas (como refrigerantes, cervejas e vinhos) e produtos cosméticos podem ser chamados de produtos emocionais, sendo as reações afetivas mais relevantes do que as cognitivas. Uma bebida pode estar associada a um momento divertido e sem estresse, e essa reação afetiva pode in�uenciar a decisão de compra. Para se compreender as decisões tomadas pelos consumidores, existem modelos de processamento de informações desenvolvidos por pesquisadores que procuram explicar como se dá o processamento de informações pelo sistema cognitivo. Peter e Olson (2009) apontam o modelo dos processos cognitivos envolvidos na tomada de decisão dos consumidores, que possui três processos cognitivos básicos, como nos mostra a Figura 2 a seguir: Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO Figura 2 | Processos cognitivos básicos. Fonte: adaptada de Peter e Olson (2009). No processo de integração, os novos conhecimentos são associados a outros resgatados da memória; os conhecimentos são integrados a reações afetivas para se planejar um comportamento, por exemplo: que produto comprar, onde, quando e como pagar. Os processos de interpretação e integração geram novos conhecimentos e experiências que são armazenadas na memória e ativadas de modo intencional quando há um esforço para se lembrar de algo, ou de modo automático, quando umobjeto, uma situação ou um signi�cado pode ativar outros (Peter; Olson, 2009, p. 49-50). Por essa automaticidade, a escolha de nomes de marcas deve ser cuidadosa, para não ativar nos consumidores signi�cados negativos (Peter; Olson, 2009, p. 52). Os autores também ressaltam que os processos cognitivos podem se tornar automáticos se praticados, como o ato de dirigir. Quando se tem prática na direção, é possível conversar, prestar atenção em uma notícia no rádio, mas quando ocorre algo incomum no trânsito, provavelmente, a atenção se volta totalmente para o ato de dirigir (Peter; Olson, 2009, p. 52). Por isso, para conhecer o consumidor, devemos considerar os fatores: afetivo-cognitivo, comportamentais e ambientais. Vamos Exercitar? Agora que conhecemos os conceitos básicos de comportamento e consumo, vamos retomar à situação-problema inicial sobre Ana, que é uma jovem publicitária que trabalha em uma agência de marketing e é responsável pela criação de campanhas publicitárias para pequenas empresas em uma agência de marketing. Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO Quanto à resolução da situação-problema, faz-se necessário auxiliar Ana a argumentar e expor aos seus clientes a importância de se considerar os fatores afetivos, além dos cognitivos, e o ambiente na campanha publicitária. Ela precisa mostrar que isso é essencial para atingir o público-alvo e alcançar os objetivos da empresa. Diante disso, você pode sugerir que apresente a teoria de um modo amigável, mas que os próprios clientes percebam a necessidade de se considerar as reações afetivas e o ambiente da seguinte forma: Ao apresentar a teoria de um modo amigável e relevante para os clientes, Ana tem mais chances de convencê-los da importância de se considerar os fatores afetivos e o ambiente. Além disso, você também pode auxiliar Ana a se concentrar na importância de se criar uma conexão emocional com os consumidores jovens e mostrar como eles são in�uenciados por suas emoções e sentimentos e como isso pode afetar suas decisões de compra. Por �m, também vale pensarmos em pontos a partir do tema “o consumidor de hoje que navega pela internet”. Elenque as características do consumo de conteúdos audiovisuais, a diferença dos meios tradicionais, a postura do consumidor (sua exigência no consumo gratuito e no pago, em sua postura para compartilhar informação) e as possibilidades que existem e, por �m, destaque o processo de compra e como a internet altera esse processo. Ao apresentar a teoria de um modo amigável e relevante para os clientes, Ana tem mais chances de convencê-los da importância de se considerar os fatores afetivos e o ambiente. Além disso, você também pode auxiliar Ana a se concentrar na importância de se criar uma conexão emocional com os consumidores jovens e mostrar como eles são in�uenciados por suas emoções e sentimentos e como isso pode afetar suas decisões de compra. Por �m, também vale pensarmos em pontos a partir do tema “o consumidor de hoje que navega pela internet”. Elenque as características do consumo de conteúdos audiovisuais, a diferença dos meios tradicionais, a postura do consumidor (sua exigência no consumo gratuito e no pago, em sua postura para compartilhar informação) e as possibilidades que existem e, por �m, destaque o processo de compra e como a internet altera esse processo. Saiba mais Para completar seus conhecimentos sobre o assunto abordado, recomendamos a leitura do livro O Comportamento do Consumidor: Comprando, Possuindo e Sendo, escrito por Michael Solomon e atualizado para acompanhar as últimas tendências e mudanças na área. Referências Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO BRAGAGLIA, A. P. Publicidade excludente e outros apelos emocionais: reforçando o estereotipo “feliz e quem consome”. Verso e Reverso, Niterói, v. 28, n. 67, p. 2-14, jan./abr. 2014. PETER, J. P.; OLSON, J. C. Comportamento do consumidor e estratégia de marketing. Porto Alegre: AMGH, 2009. SOLOMON, M. O comportamento do consumidor: comprando, possuindo e sendo. 11. ed. Porto Alegre: Bookman, 2016. Aula 2 Consumo e novas tecnologias Consumo e novas tecnologias Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Dica para você Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua aprendizagem ainda mais completa. Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para você. Nela, você irá aprender conteúdos importantes para a sua formação pro�ssional. Vamos assisti-la? Bons estudos! Ponto de Partida Olá, estudante! Nesta aula, estudaremos o comportamento do consumidor frente às novas tecnologias. Para tanto, retomaremos o caso de Ana, uma excelente pro�ssional que trabalha em uma agência de marketing, prestando serviços publicitários para pequenas empresas, e que foi convidada para dar uma entrevista a uma rádio sobre o seguinte tema: “O consumidor de hoje que navega pela internet”. Ela deverá abordar o consumo, no que tange aos conteúdos Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO audiovisuais, e como se dá o processo de compra no contexto em que a internet, cada vez mais, mescla-se com as atividades diárias. Ana sabe que o consumidor de hoje é muito diferente do consumidor de anos atrás; ele é mais informado, mais exigente e mais conectado, por isso, o seu desa�o é ajudar Ana a se preparar para a entrevista, organizando as informações de como se dá a difusão dos conteúdos audiovisuais na internet. Seguem algumas questões: Qual a lógica social na internet? Qual a diferença das mídias tradicionais? Como ocorre o processo de decisão de compra com a presença das novas tecnologias? Como a presença das redes sociais in�uencia o processo de decisão de compra? Diante da situação-problema apresentada, nesta aula, estudaremos as características do consumo de conteúdos audiovisuais, considerando as duas características que constituem a lógica social na internet e o consumo gratuito, bem como a exigência do consumidor e seu processo de compra. Com esse conteúdo, você conseguirá auxiliar a Ana na preparação de sua entrevista. Vamos ao trabalho! Vamos Começar! Com a presença das novas tecnologias, foram propiciadas novas práticas sociais, sendo a internet cada vez mais indissociável do dia a dia das pessoas, já que tem ocupado o tempo que era dedicado a outras atividades (Igarza, 2010, p. 61). Segundo Igarza (2010), assistir à televisão é a principal atividade renunciada para se acessar informação e entretenimento na internet por meio de computadores ou dispositivos móveis. Na época dos computadores pessoais, a internet apareceu como uma ferramenta de trabalho ou de estudos, mas, hoje, é utilizada em diversos âmbitos da vida, fazendo com que o lazer e o trabalho se mesclem, a vida pública e a privada também. “Ócio e produção já não são atividades que ocorrem de maneira dissociada, em lugares diferentes e tempos diferentes” (Igarza, 2010, p. 61). O computador e os dispositivos móveis, conectados à internet, permitem que os conteúdos sejam consumidos a qualquer momento e em qualquer contexto. “As formas de consumo mudam quanto mais mudam as formas e os tempos de relacionar-se com o sistema cultural- midiático” (igarza, 2010, p. 62). O consumo das mídias tem se modi�cado; as notícias diárias que eram lidas preferencialmente pela manhã têm seu conteúdo disponível na internet e podem ser acessadas durante todo o dia, entremeando o horário de trabalho e de estudo (Igarza, 2010); aliás, o consumo e a produção de conteúdo na internet estão crescendo, pois se trata de uma Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO forma “mais econômica, mais plural, mais personalizada, mais acessível”, com menos barreiras espaço-temporais (Igarza, 2010, p. 68). Sobre o consumo na internet, antes de abordarmos o que demanda investimento �nanceiro, vale estudarmos o consumo de audiovisuais(grande parte gratuita), ou seja, �lmes, programas de televisão, animações, videoclipes, vídeos amadores etc., que, segundo Santini e Calvi (2013), são principalmente difundidos e consumidos de duas formas: por download e por streaming (tecnologia possibilitada pela banda larga, em que o usuário consome o conteúdo por transmissão instantânea de dados de áudio e vídeo, sem a necessidade de fazer download). Em geral, trata-se de um consumo gratuito que se iniciou no âmbito privado, por meio do rádio e da televisão, meios que levaram para a casa de tantas pessoas a informação e o entretenimento por áudio e audiovisual, respectivamente. Atualmente, graças à internet e aos dispositivos para acessá-la, potencializa-se o consumo individual e personalizado (Santini; Calvi, 2013), no qual se pode fazer opções entre uma abundante oferta cultural altamente diversi�cada, permitindo maior heterogeneidade no âmbito das práticas e preferências sociais se comparadas com o que era e é oferecido pelos meios de comunicação tradicionais com seus repertórios �xos para um amplo público, tendendo nivelar os hábitos culturais (Santini; Calvi, 2013, p. 175). Referente a esse nivelamento das mídias de massa, faz-se interessante ressaltar que, na internet, essa tendência é amenizada pelo fato de o conteúdo ser muito heterogêneo, mas há um comportamento de imitação, repetição e reprodução. Conforme Santini e Calvi (2013, p. 166), existem duas características que constituem a lógica social na internet: Por um lado, a informação se propaga por imitação, repetição e reprodução de comportamentos, de forma instantânea e distribuída, em uma dinâmica de contágio viral e através da colaboração direta ou indireta entre milhões de pessoas. Por outro, os mecanismos desenvolvidos pelos usuários para difusão dos conteúdos tendem ao compartilhamento e ao seu consumo livre e gratuito – fenômeno que se constitui como uma tendência dominante na internet. Quanto ao consumo de bens culturais, Santini e Calvi (2013, p. 173) enfatizam, ainda, que há diferença na postura do consumidor quando se trata de bens gratuitos: “os usuários tendem a ser mais abertos e tolerantes culturalmente, porém quando é preciso pagar por estes bens, os usuários se tornam mais exigentes, escolhem e selecionam o que consumir com critérios mais restritos.” Siga em Frente... Essa exigência e as características da lógica social na internet, como vimos em nossos estudos, caracterizam o novo consumidor, usuário da web 2.0, que está atento às informações a respeito das marcas e as divulga, levando ao conhecimento de outros consumidores. Por exemplo, quando os consumidores �cam sabendo da exploração de mão de obra infantil por determinada marca, divulgam esse conteúdo em suas redes sociais. Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO Os “acontecimentos têm profundo impacto sobre a maneira como os consumidores veem as marcas e sobre suas intenções de interagir e comprar”, uma vez que eles “estão exigindo cada vez mais valor em troca de seu dinheiro” (Austin; Aitchison, 2006, p. 134-135). Nesse contexto, a tendência, conforme Igarza (2010), é que a internet seja a principal fonte de informação para tomadas de decisão. Por exemplo, antes de uma compra, pode-se fazer uma pesquisa na internet referente a preços e informações dos produtos e serviços; além disso, o autor destaca que a maior mudança provém da e�cácia da publicidade interativa, já que, cada vez mais, a publicidade on-line tem sido relacionada com as decisões de compra. Apesar de as lojas físicas ainda terem grande importância na ação efetiva da compra, percebemos que a internet é um espaço de interação, de comentários e de informações para a tomada de decisão. Nesse contexto, as redes sociais são lugares privilegiados para se obter informações de seus próprios contatos, além de apresentarem, segundo Igarza (2010), uma publicidade contextualizada socialmente e personalizada (por exemplo, uma publicidade que apresenta os amigos/contatos que já aderiram ao produto ou serviço). Nesse espaço, aceita-se a publicidade em troca da fruição e informação, no entanto, vale lembrarmos que existem plug-ins (todo programa, ferramenta ou extensão que adicione mais recursos a outro programa) em certos navegadores que bloqueiam os anúncios. Para encerrar esta seção, podemos retomar o consumo dos audiovisuais e re�etir, também, sobre o consumo de informação e de entretenimento nas redes sociais, que pode se ampliar por meio das recomendações do próprio sistema e, também, dos contatos de cada usuário (Santini; Calvi, 2013), pelos quais podem ser divulgados vídeos de canais de streaming, como YouTube, informações diversas (pessoais, de micromídias ou de algum grupo de mídia), imagens (como tirinhas ou remixes), fazendo com que haja vários polos de emissão: individuais, micromídias digitais, além das mídias de massa, alcançando-se públicos mais amplos que as micromídias analógicas (como TVs piratas, fanzines) e as mídias tradicionais. Sendo assim, os usuários da internet podem acessar novos gêneros audiovisuais, informação e entretenimento por essa forma de difusão gratuita, entretanto, vale ressaltarmos que as recomendações, em geral, re�etem e reproduzem gostos “maioritários”, conteúdos mais visualizados e difundidos (Santini; Calvi, 2013). Há uma “lógica de intercâmbio e replicação de conteúdos” que se baseia na interconexão dos usuários por meio da qual os conteúdos são distribuídos instantaneamente em escala global, constituindo-se “práticas de compartilhamento colaborativo e o contágio viral” (Santini; Calvi, 2013, p. 177), seja por e-mails, seja por chats, redes sociais, aplicativos nos dispositivos móveis etc. Vamos Exercitar? Quanto à resolução da situação-problema, faz-se necessário auxiliar Ana a organizar as ideias e a informação para poder responder à entrevista de maneira clara, objetiva e segura. O seu desa�o é ajudar Ana a se preparar para a entrevista, organizando as informações de como se dá a difusão dos conteúdos audiovisuais na internet. Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO Para tanto, podemos utilizar o recurso dos mapas conceituais, estruturas esquemáticas em que organizamos ideias e conceitos e, por meio deles, podemos ter uma visão mais clara de como esses conceitos e ideias se relacionam. Além disso, é importante que você destaque as informações que não podem ser esquecidas no momento da entrevista; caso faça pesquisas antes da aula presencial, anote os dados, o endereço do site e o dia em que acessou a informação. Você pode iniciar, por exemplo, por uma caixa com o termo “internet” e, então, relacionar as possibilidades de buscas, de espaços (redes sociais, blogs, sites etc.). Relacione a lógica social à internet e, a partir disso, aborde as características dessa lógica; assim, procure pensar nos pontos a serem abordados a partir do tema “o consumidor de hoje que navega pela internet”; elenque as características do consumo de conteúdos audiovisuais, a diferença dos meios tradicionais, a postura do consumidor (sua exigência no consumo gratuito e no pago, em sua postura para compartilhar informação) e as possibilidades na internet, por �m, destaque o processo de compra e como a internet altera esse processo. A lógica social na internet é baseada na colaboração e na troca de informações; os usuários da internet estão sempre conectados e compartilhando conteúdo, e isso cria uma rede de informações e relacionamentos que é muito diferente da lógica das mídias tradicionais, como a televisão e o rádio, que são unidirecionais, uma vez que o conteúdo é produzido por uma empresa e transmitido para o público. Já na internet, o conteúdo é produzido por todos os usuários, e isso dá ao consumidor mais controle sobre o que ele assiste e ouve. O processo de decisão de compra com a presença das novas tecnologias é mais complexo; o consumidor está exposto a uma grande quantidade de informações e pode comparar produtos e serviços de forma muito mais fácil, tornando o processo de decisãomais difícil, mas também mais e�ciente. As redes sociais são uma importante ferramenta de in�uência no processo de decisão de compra; os consumidores con�am nas recomendações de seus amigos e familiares, e as redes sociais são um canal importante para compartilhar essas recomendações. Além disso, para a resolução desta situação-problema, vale enfatizarmos o início do consumo gratuito de audiovisuais por mídias tradicionais e as mudanças ocorridas com a internet nesse tipo de consumo, bem como destacarmos a exigência dos consumidores que têm acesso a informações na internet e como podem replicá-las e in�uenciar, propagar e interagir durante o processo de compra. Saiba mais Como forma de ampliar seu conhecimento dos assuntos trabalhados nesta aula, indicamos que assista ao �lme O dilema das redes. Esse documentário explora os impactos das redes sociais em nossas vidas, desde a forma como nos relacionamos com os outros até a maneira como consumimos informações, bem como mostra como as redes sociais são projetadas para nos manter conectados e consumindo conteúdo, mesmo que isso não seja bom para nós. Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO Referências AUSTIN, M.; AITCHISON, J. Tem alguém aí? As comunicações no século XXI. São Paulo: Nobel, 2006. IGARZA, R. Nuevas formas de consumo cultural: por qué las redes sociales están ganando la batalla de las audiencias. Comunicação, Mídia e Consumo, São Paulo, v. 7, n. 20, p. 59-90, nov. 2010. Disponível em: https://revistacmc.espm.br/%20revistacmc/article/view/205. Acesso em: 6 fev. 2024. SANTINI, R. M.; CALVI, J. C. O consumo audiovisual e suas lógicas sociais na rede. Comunicação, Mídia e Consumo, São Paulo, v. 10, n. 27, p. 159-182, mar. 2013. Disponível em: http://revistacmc.espm.br/index.php/revistacmc/article/view/531. Acesso em: 6 fev. 2024. Aula 3 Interação com o consumidor Interação com o consumidor Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Dica para você Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua aprendizagem ainda mais completa. Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para você. Nela, você irá aprender conteúdos importantes para a sua formação pro�ssional. Vamos assisti-la? Bons estudos! Ponto de Partida https://revistacmc.espm.br/%20revistacmc/article/view/205 http://revistacmc.espm.br/index.php/revistacmc/article/view/531 Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO Nesta aula, nosso interesse se volta para a interação entre organizações e usuários, entre empresas e seus consumidores, e para visualizarmos esses conceitos na prática, vamos retomar o caso de Ana, uma jovem publicitária que trabalha em uma agência de marketing, responsável pela criação de campanhas publicitárias para pequenas empresas. Sabemos que Ana é superatenta às tecnologias e às demandas do mercado, por isso, na situação-problema desta seção, ela foi convidada a dar uma palestra a um grupo de empresários sobre a importância da presença das empresas nas redes sociais. Um dos sócios da agência, Carlos, a convidou para conversar e explicou que outro sócio não vê a necessidade de uma assessoria para iniciar suas páginas no Facebook e no Twitter, já que entende que abrir as páginas é tarefa bem simples e que a manutenção delas se restringe a responder às consultas dos seus consumidores como se fosse um simples SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor) na internet. No entanto, Carlos já ouviu falar que não é algo tão básico e resolveu procurar uma assessoria, por não saber como justi�car ao sócio a importância dessa ação, por isso, Ana precisa organizar seu material para explicar a Carlos e para os outros sócios o que signi�ca estar presente nas redes sociais e que se limitar a responder às perguntas dos clientes não é o su�ciente. Diante disso, Ana precisa expor a importância de se estar presente nas redes sociais on-line e como dialogar e interagir com os consumidores, para buscar ou manter a lealdade deles; além disso, ela também deseja falar sobre a publicidade híbrida, uma nova formatação da publicidade, mais �uida e sutil, já que é comum os consumidores fugirem das propagandas. Para auxiliá-la, nesta aula, vamos estudar a importância do diálogo e da interação entre empresa e consumidor, com o objetivo de o compreender e de se comunicar com ele da melhor forma, além de envolvê-lo e engajá-lo, buscando sua lealdade. Aliás, a publicidade híbrida também é um dos meios para a empresa se aproximar de seu consumidor. Vamos ao trabalho! Vamos Começar! A web 2.0 trouxe novas possibilidades para se buscar e compartilhar conteúdos. Atualmente, de acordo com Mateus e Caldevilla (2020), já estamos vivendo a web 5.0; antes “o usuário era mediado pelos meios de comunicação em um sistema hierarquizado, em que o conteúdo era �ltrado e disponibilizado de acordo com os interesses dos meios” (Rocha; Alves, 2010, p. 224), hoje, com a presença da internet 5.0, estamos vivendo com base na Internet das Coisas (IoT) e na inteligência arti�cial (IA). A web 5.0 visa tornar a internet mais inteligente, mais e�ciente e mais acessível, além disso, tem como objetivo conectar tudo, de pessoas a objetos, de máquinas a sistema, permitindo que dispositivos se comuniquem entre si de forma mais inteligente e e�ciente, o que abrirá novas possibilidades para a automação, a personalização e a colaboração (Mateus; Caldevilla, 2020). Além disso, os relacionamentos também apresentam novos formatos, podendo, os interagentes, ultrapassarem barreiras geográ�cas e temporais e se relacionarem com diversos usuários e Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO grupos: amigos, parentes, pessoas com interesses semelhantes, mesmo sendo desconhecidas no mundo off-line, além de empresas e suas marcas, que também são interagentes nesse espaço on-line. Quanto ao ciberespaço, as empresas devem compreender que se trata de um meio em que a comunicação não ocorre da mesma forma como ocorre nas mídias tradicionais. Nesse espaço, os consumidores buscam e compartilham conteúdos (notícias e experiências) que possam favorecer ou prejudicar as marcas, logo, as empresas buscam a lealdade de seus consumidores, já que isso “agrega valor à marca de diversas maneiras, destacando- -se: redução dos custos de marketing, alavancagem comercial, atração de novos consumidores e tempo maior para resposta aos concorrentes” (Aaker, 1998 apud Almeida; Ramos, 2012, p. 668). Com a concorrência global e os comportamentos do novo consumidor, a conquista e a manutenção, isto é, o gerenciamento da lealdade dos clientes é um desa�o para as empresas. A conquista da lealdade e sua manutenção dependem da percepção dos consumidores de que determinada marca é a melhor opção (Oliver, 1999 apud Almeida; Ramos, 2012), por isso, são necessários monitoramentos de notícias e experiências que circulam pela internet e podem alterar a percepção da marca. Além disso, para fortalecer o relacionamento com seus consumidores, as empresas podem explorar as diversas alternativas de uso na internet, como: “widgets, podcast, games, marketing, videocast, mídias sociais, redes sociais, mobile marketing etc.” (Rocha; Alves, 2010, p. 227); por meio delas, as empresas podem buscar o envolvimento dos usuários da internet, ou seja, podem interagir e buscar o engajamento deles, bem como conversar e estimular sua participação em ações que estejam relacionadas a seus interesses. Nessa tarefa de estimular a participação dos consumidores e torná-los leais pelo fortalecimento do relacionamento entre empresa e consumidor, são percebidas novas características da publicidade, sobre as quais Covaleski (2010 apud Bezerra; Covaleski, 2013, p. 126) “propõe uma nova formatação para a comunicação persuasiva: uma publicidade híbrida”, que possui quatro dimensões: a persuasão, o entretenimento, a interação e o compartilhamento.O discurso persuasivo aparece diluído em uma narrativa, que entretém o público (com uma mensagem revestida de ação, humor ou romance), estimulando sua interação e o compartilhamento desse conteúdo nas redes dos usuários, dessa forma, a publicidade se aproxima do consumidor. Siga em Frente... A publicidade e a interação com o consumidor Nessa nova formatação da publicidade, Bezerra e Covaleski (2013, p. 126) observam “a utilização da estratégia publicitária do product placement em narrativas audiovisuais como uma prática reincidente no cenário comunicativo internacional e, também, no brasileiro”. Essa estratégia é Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO conhecida, segundo Burrowes (2008 apud BEZERRA; COVALESKI, 2013), no Brasil como merchandising, em que produtos e marcas são introduzidos “em �lmes, programas de televisão, noticiários e outros conteúdos de entretenimento ou informação” (p. 126). No entanto, Santa Helena e Pinheiro (2012, p. 157 apud Bezerra; Covaleski, 2013, p. 126) apontam que o termo product placement não se refere à “presença de produtos em conteúdos de entretenimento”, mas, sim, a uma forma �uida, mais sutil, em que o produto é introduzido, mas não interrompe o �uxo natural do conteúdo, gerando menos repulsa por parte dos telespectadores. A estratégia de product placement (uma das estratégias da publicidade híbrida), conforme Chacel e Patriota (2010 apud Bezerra; Covaleski, 2013, p. 126), apresentam três maneiras para produtos e marcas participarem das narrativas: “screen placement – apenas uma aparição do produto na tela; script placement – o produto ou marca faz parte do roteiro de um certo personagem; e plot placement – quando a marca integra de forma mais profunda o roteiro”. Além dessas três maneiras de compor a narrativa, Pallacios (2010 apud Bezerra; Covaleski, 2013, p. 127) destaca mais uma: o story placement, em que “o produto é indispensável à trama, desfalcando o enredo caso seja removido”. Com a publicidade híbrida, os anunciantes procuram envolver o consumidor para que ele possa defender a marca e divulgá-la, “atrelando sua imagem à da empresa ou serviço” (Bezerra; Covaleski, 2013, p. 127). Quer-se, por meio da publicidade, envolver os consumidores a ponto de eles difundirem as mensagens, que “devem conter entretenimento, humor e conteúdos relevantes ou curiosos com informações úteis, motivando, assim, o internauta a compartilhá-las com os amigos” (Bezerra; Covaleski, 2013, p. 128). Outro exemplo de publicidade híbrida são os advergames, ou seja, jogos digitais para funções de marketing, que promovem interação e alto nível de engajamento, de modo a “estreitar os laços entre marcas e consumidores” de maneira natural, estabelecendo uma comunicação e�caz (Freitas; Patriota, 2011 apud Wanick; Ranchhod; Wills, 2015, [s. p.]). Mas vale ressaltarmos que esses jogos in�uenciam, por meio das regras, das mecânicas, da interface visual e da narrativa, a maneira como o jogador percebe e interage com a mensagem; “os advergames combinam duas características persuasivas: a natureza do jogo e a mensagem publicitária” (Freitas; Patriota, 2011 apud Wanick; Ranchhod; Wills, 2015, [s. p.]), que não pode ser percebida como algo intrusivo, para não gerar atitudes negativas. Assim, por essas e outras estratégias da publicidade híbrida, as marcas se aproximam dos consumidores, graças ao estreitamento de laços desenvolvidos por meio do engajamento do consumidor e da interação das empresas e marcas, mas não podemos nos esquecer de outras formas de contato da empresa com seus públicos, que se dá, por exemplo, por meio da área de relações públicas, mencionada na webaula. Terra (2015, p. 115) a�rma que não podemos ignorar “que vivemos a midiatização dos relacionamentos. Não em sua totalidade, mas em boa parte”. A autora ressalta que, graças às tecnologias da comunicação e da informação, há uma grande aproximação do modelo simétrico Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO de relações públicas, em que se busca o equilíbrio entre os interesses da organização e dos públicos envolvidos, isso porque o ambiente digital permite “diálogo, participação e interações” (Terra, 2015, p. 115), que devem ser aproveitados em sua potencialidade pelas empresas/organizações, não bastando estar visível, mas “interagir, ouvir e estabelecer diálogos efetivamente comunicacionais” (Barichello et al., 2013, p. 151 apud Terra, 2015, p. 115), de modo a envolver o interagente e criar valor com ele. Assim, é necessário tirar proveito da comunicação sem intermediários, facilitando o acesso dos públicos que interessam às organizações. Vamos Exercitar? Em nossa situação-problema, Ana precisa fazer uma apresentação justi�cando a importância de se planejar e estruturar a presença da empresa nas redes sociais, para tanto, considera-se que, na apresentação, é necessário explicar a importância de se estar presente nas redes sociais on- line e dialogar e interagir com os consumidores, para buscar ou manter a lealdade deles. Ana quer tratar, também, da publicidade híbrida, uma nova formatação da publicidade, mais �uida e sutil, considerando o comportamento comum de os consumidores evitarem as propagandas. As dimensões dessa nova formatação se aproximam de estratégias das relações públicas referentes ao diálogo e à interação. Nessa situação, pense como realizar a apresentação dos conteúdos, já que o sócio parece compreender as ferramentas da web como ferramentas da comunicação convencional. Para iniciar a apresentação, Ana pode trazer um exemplo hipotético, um comentário disseminado pela internet por causa da demora na troca de um produto dani�cado. Ao analisar a origem da reclamação, percebeu-se que o consumidor expôs seu descontentamento nas suas redes sociais e, rapidamente, por solidariedade, seus contatos espalharam o descontentamento, além de outras pessoas também. Além disso, você pode ajudar Ana nessa situação-problema de outras maneiras. Veja só: Fornecer informações e dados sobre o uso das redes sociais por empresas: você pode pesquisar as tendências de uso das redes sociais por empresas, bem como os resultados alcançados por empresas que investem em presença nas redes sociais. Essas informações podem ajudar Ana a argumentar de forma mais convincente sobre a importância da presença das empresas nas redes sociais. Criar exemplos de conteúdos relevantes e de valor para serem compartilhados nas redes sociais: você pode usar sua criatividade para criar exemplos de conteúdo que seja relevante e de valor para os consumidores, e esse conteúdo pode incluir notícias, informações, dicas, entretenimento, produtos e serviços. Os exemplos criados pelos alunos podem ajudar Ana a ilustrar seus pontos sobre a importância da criação de conteúdo relevante e de valor para as redes sociais. Apresentar cases de sucesso de empresas que usam as redes sociais de forma e�caz: pesquise empresas que usam as redes sociais de forma e�caz para se conectar com seus consumidores, gerar leads, aumentar as vendas e melhorar sua imagem. Os Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO cases de sucesso apresentados pelos alunos podem ajudar Ana a convencer os empresários da importância da presença da empresa nas redes sociais. Oferecer feedback sobre o material de apresentação de Ana: seria interessante alguém assistir à apresentação de Ana e oferecer feedback sobre o conteúdo, a estrutura e a apresentação. O feedback pode ajudar Ana a melhorar sua apresentação e a tornar sua mensagem mais clara e convincente. Faz-se importante enfatizar o diálogo e a interação entre os consumidores e a empresa, além do engajamento do consumidor, bem como relacionar esses pontos à presença das empresas nas redes sociais on-line e à utilização da publicidade híbrida. Saiba mais Para completar seus estudos, sugerimos que faça a leitura de uma reportagem produzida pela revista Exame, cujo título é A Web5 está entre nós: você já sabe o que é? Essa reportagem é interessante, pois retrata que, enquanto muitos aindaestão tentando entender a Web3, a 5ª versão da web já está aí, deixando muita gente confusa. Vale a pena a leitura! Referências ALMEIDA, T. N. V. de; RAMOS, A. S. M. Os impactos das reclamações on-line na lealdade dos consumidores: um estudo experimental. Revista de Administração Contemporânea, Rio de Janeiro, v. 16, n. 5, p. 664-683, set./out. 2012. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rac/v16n5/v16n5a03. Acesso em: 6 fev. 2024. BEZERRA, B. B.; COVALESKI, R. Estratégias de comunicação na cultura digital: publicidade e entretenimento aliados. Revista Geminis, São Carlos, v. 1, n. 2, p. 120-133, jul./dez. 2013. Disponível em: https://www.revistageminis.ufscar.br/index.php/geminis/article/view/149. Acesso em: 6 fev. 2024. MATEUS, A. F.; CALDEVILLA-DOMÍNGUEZ, D. Social networks in the web context and consumer behaviour: a longitudinal analysis. In: ORMAECHEA, S. L. Mañas Viniegra Las redes sociales como herramienta de comunicación persuasiva. Madrid: McGraw-Hill, 2020. ROCHA, E.; ALVES, L. M. Publicidade on-line: o poder das mídias e redes sociais. Fragmentos de Cultura, Goiânia, v. 20, n. 3-4, p. 221-230, mar./abr. 2010. 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Anais [...] Rio de Janeiro: Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação, 2015. Disponível em: http://portalintercom.org.br/anais/nacional2015/resumos/R10-3679-1.pdf. Acesso em: 6 fev. 2024. Aula 4 Direito do consumidor Direito do consumidor Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Dica para você Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua aprendizagem ainda mais completa. Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para você. Nela, você irá aprender conteúdos importantes para a sua formação pro�ssional. Vamos assisti-la? Bons estudos! Ponto de Partida Nesta aula, vamos estudar as normas que regem as relações de consumo. Para isso, retomaremos a situação geradora de aprendizagem sobre Ana, uma jovem publicitária que trabalha em uma agência de marketing, responsável pela criação de campanhas publicitárias http://www.revistas.usp.br/caligrama/article/download/64420/67082 http://portalintercom.org.br/anais/nacional2015/resumos/R10-3679-1.pdf Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO para pequenas empresas. Além de suas outras tarefas, Ana recebeu a missão de preparar um treinamento para seus clientes sobre a temática do direito do consumidor, uma vez que muitos clientes têm tido dúvidas a respeito das leis que os protegem, em especial, sobre direitos básicos, cadastro dos clientes, informações que devem oferecer a eles, e as normas que se referem ao ambiente digital e à proteção de dados (LGPD). Diante disso, Ana resolveu propor esse treinamento, porque percebeu que isso facilitaria o relacionamento estabelecido com eles e, consequentemente, tornaria esses clientes mais próximos e parceiros. Para auxiliar Ana nesse caso, devemos apresentar, de modo geral, cada documento, para que os clientes compreendam os direitos de seus clientes e seus próprios direitos enquanto consumidores, bem como seus deveres como fornecedores. Nessa preparação, Ana precisa pensar em algo dinâmico para não deixar o treinamento cansativo, já que se trata de algo bem técnico. Desse modo, estudaremos a origem legal da proteção do consumidor pelo Estado, o Código de Defesa do Consumidor, o Decreto do Comércio Eletrônico, o Marco Civil da Internet, o decreto que o regulamenta, o Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária e, por �m, a Lei Geral de Proteção dos Dados – LGPD. Vamos nessa?! Vamos Começar! Quando ouvimos a palavra direito, logo pensamos em lei, não é mesmo? Por isso, nesta aula, vamos estudar algumas normas e instrumentos que regulamentam as relações que envolvem os consumidores, no entanto, antes, é preciso que você conheça como se dá a proteção do indivíduo – consumidor exposto a tantas ofertas e publicidades de produtos e serviços. No Brasil, a Constituição Federal, de 5 de outubro de 1988 “é um marco na defesa do consumidor”, já que garante, no art. 5º, inciso XXXII, a defesa do consumidor pelo Estado (Azevedo, 2015, p. 18). Dois anos depois, em 11 de setembro de 1990, estabeleceu-se a Lei n. 8.078 ou o Código de Defesa do Consumidor (CDC), que regula “toda relação que possa ser caracterizada como de consumo” (Azevedo, 2015, p. 19-20). Assim, para se aplicar a Lei n. 8.078/1990, é necessário o reconhecimento de uma relação de consumo, que abrange agentes, como um consumidor e um fornecedor, e, entre eles, um produto ou um serviço, objeto da transação (Azevedo, 2015, p. 20-21). Conforme o art. 2º do CDC, “Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário �nal”, e, no parágrafo único desse artigo, acrescenta-se: “Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas, ainda que indetermináveis, que aja intervindo nas relações de consumo” (BRASIL, 1990, [s. p.]). Azevedo (2015, p. 22) aponta, ainda, dois artigos do CDC que acrescentam mais informações ao conceito de consumidor: art. 17 da Seção II e art. 29 do Capítulo V. Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO No art. 17, lê-se: “Para os efeitos desta Seção, equiparam-se aos consumidores todas as vítimas do evento” (BRASIL, 1990, [s. p.]), ou seja, as pessoas afetadas por acidente de consumo (vítimas de acidente de consumo) são consideradas consumidoras, mesmo não sendo elas as destinatárias �nais do produto ou serviço; já no art. 29 do Capítulo V, o conceito consumidor torna-se mais abrangente: “Para os �ns deste Capítulo e do seguinte, equiparam-se aos consumidores todas as pessoas determináveis ou não, expostas às práticas nele previstas” (BRASIL, 1990, [s. p.]). Essas práticas se referem “à oferta, à publicidade, às práticas abusivas, à cobrança de dívidas, aos bancos de dados e cadastros de consumidores e à proteção contratual” (Azevedo, 2015, p. 23). Azevedo (2015), ainda, a�rma que, de acordo com a Lei, qualquer pessoa que vê um outdoor ou um comercial de TV é considerado consumidor, sendo todas as pessoas “consumidoras por estarem potencialmente expostas a toda e qualquer prática comercial” (Nunes, 2012 apud Azevedo, 2015, p. 23). Dessa forma, quaisquer usuários da internet que estão expostos a banners, vídeos e anúncios em sites ou em aplicativos de smartphone ou tablet são consumidoras. Como Azevedo aponta, o conceito de consumidor é abrangente, assim como o de fornecedor (no art. 3º), que não faz qualquer “exclusão a pessoas jurídicas – e privadas, nacionais e estrangeiras, fundações, autarquias, entre outras” (Azevedo, 2015, p. 24). Aliás, vale destacarmos que, no art. 3º do CDC, também são de�nidos os conceitos produto e serviço nos parágrafos 1º e 2º, respectivamente. Siga em Frente... Segundo o art. 6º do CDC, incluem-se como direitos básicos do consumidor a educação e a divulgação sobre o consumo adequado, a informação adequada e clara sobre os produtos e os serviços,a proteção contra publicidade enganosa e abusiva etc. Azevedo (2015, p. 27) lembra, ainda, que a “informação aparece como importante elemento em outros capítulos do CDC, em especial no que diz respeito à oferta e à publicidade”; além disso, o consumidor “ocupa a posição mais fraca, frágil, nas relações de consumo, sendo reconhecido pelo CDC como vulnerável”, e essa característica decorre de dois aspectos, como aponta Nunes (2011 apud Azevedo, 2015, p. 27): o técnico, do qual o fornecedor é detentor de todo o conhecimento, e o econômico, já que se supõe que a capacidade econômica do consumidor é menor do que a do fornecedor. A qualidade e a segurança de produtos e serviços são asseguradas pelo CDC, que “descreve os principais parâmetros que devem nortear as relações de consumo nesse sentido, bem como as sanções em casos de descumprimento por parte dos fornecedores” (Azevedo, 2015, p. 30). Assim, de acordo com o art. 36 do CDC, todo esforço de comunicação com o objetivo de “transmitir publicamente mensagens em favor de produtos, serviços e marcas” deve ser veiculado de maneira que “o consumidor tenha condições de identi�cá-la, fácil e imediatamente, como tal” (Azevedo, 2015, p. 62). Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO Por essa razão, faz-se importante ressaltar que o CDC se refere apenas à “publicidade de produtos e serviços, tanto sob o ponto de vista promocional (vendas) quanto institucional (marca)”, não legislando sobre campanhas políticas, por exemplo (Azevedo, 2015, p. 64). No Brasil, além dos dispositivos legais, a Constituição Federal e o Código de Defesa do Consumidor, que também regulamentam a publicidade, existem normas privadas do próprio mercado publicitário, que não possuem reconhecimento estatal, mas são relevantes em termos práticos (Azevedo, 2015, p. 64-65). O Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária, por exemplo, oferece aos publicitários “um padrão ético que eles próprios desejavam ver re�etido nos seus trabalhos” (Lovison; Petroll, 2011, p. 343) e é gerido pelo Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar), “um órgão privado, formado pelas principais entidades que compõem o mercado publicitário brasileiro: os representantes de anunciantes, agências de publicidade e veículos de comunicação” (Azevedo, 2015, p. 65). Azevedo (2015), ainda, enfatiza que o Conar é de grande relevância, visto que o mercado publicitário é dinâmico e que, a cada dia, surgem novas tecnologias, novas mídias e novas formas de aproximar marcas e consumidores, logo, seria impossível que a legislação acompanhasse as atualizações na mesma velocidade. Sendo assim, o Conar publica normas especí�cas para “orientar a�liados (mercado publicitário), no sentido de proteger a sociedade (consumidores), com muito mais agilidade que o sistema judicial e judiciário brasileiro” (Azevedo, 2015, p. 65). Além disso, considerando a presença das novas tecnologias e novos hábitos de consumo, como compras pela internet, em 15 de março de 2013, foi publicado o Decreto n. 7.962 ou Decreto do Comércio Eletrônico, que “regulamenta o CDC no que diz respeito ao comércio eletrônico”, reforçando preceitos do CDC e detalhando “algumas obrigações dos fornecedores que atuam no ambiente digital” (Azevedo, 2015, p. 104). Outra regulamentação que complementa “questões referentes ao ambiente digital é o Marco Civil da Internet – instituído pela Lei n. 12.965, de 23 de abril de 2014” (Azevedo, 2015, p. 104), que estabelece “princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da internet no Brasil” (Azevedo, 2015, p. 105). Essa lei foi regulamentada pelo Decreto n. 8.771/2016, um decreto executivo resultado de uma experiência participativa em que o Ministério da Justiça, ao longo de 2015, fez uma consulta pública que “contou com mais de 2.500 contribuições e 70.000 acessos de cidadãos, empresários, ativistas e acadêmicos” (Zanatta, 2016, [s. p.]). Por �m, vale lembrar que, além dessas regulamentações, em 2018, foi regulamentada a Lei de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), que entrou em vigor em agosto de 2020 e estabelece regras para o tratamento de dados pessoais por pessoas físicas e jurídicas, públicas e privadas, no Brasil, e essa lei tem como objetivo garantir a privacidade dos dados pessoais e o controle dos titulares sobre seus dados. Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO Vamos Exercitar? Para auxiliarmos Ana a resolver o seu problema com o treinamento, podemos orientá-la a seguir alguns passos: Oferecer suporte jurídico: Ana precisa entender as leis e regulamentos que regem as relações de consumo, em especial, no ambiente digital. Faz-se necessário fornecer a Ana informações sobre os direitos e deveres de consumidores e fornecedores, bem como sobre as medidas cabíveis em caso de violação desses direitos. Desenvolver materiais didáticos: Ana precisa desenvolver materiais didáticos para o treinamento, como apresentações, vídeos e infográ�cos, e esses materiais podem ajudar a tornar o treinamento mais dinâmico e informativo. Começar o treinamento com uma atividade lúdica, como um jogo ou uma dinâmica de grupo, ajudará a despertar o interesse dos participantes e a quebrar o gelo. Utilizar vídeos e infográ�cos para ilustrar os conceitos apresentados ajudará a tornar os conceitos mais fáceis de entender. Propor atividades práticas, como a elaboração de um contrato de compra e venda ou a análise de uma publicidade, ajudará os participantes a aplicar os conceitos aprendidos. Incentivar a participação dos participantes, fazendo perguntas e promovendo debates, ajudará os participantes a re�etir sobre os temas abordados. Elaborar um cronograma realista para o treinamento, levando em consideração o tempo disponível dos participantes. Estimativa dos custos do treinamento, incluindo os custos de materiais, transporte e alimentação. Divulgar o treinamento para os clientes, utilizando e-mail, redes sociais e outros canais de comunicação. Acompanhar os resultados do treinamento, avaliando a satisfação dos participantes e o impacto do treinamento nas práticas das empresas. O treinamento deve abordar os seguintes tópicos: Origem legal da proteção do consumidor pelo Estado. Código de Defesa do Consumidor. Direitos básicos do consumidor. Cadastro do consumidor. Informações que devam ser fornecidas aos consumidores. Decreto do Comércio Eletrônico. Marco Civil da Internet e Decreto que o regulamenta. Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária. Lei Geral de Proteção dos Dados – LGPD. Além disso, é muito importante que Ana esteja por dentro de todas as leis e normas relacionadas à proteção do consumidor, pois, ao seguir essas sugestões, ela pode preparar um treinamento e�caz e que atenda às necessidades de seus clientes. Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO Saiba mais Para saber mais sobre o assunto, sugerimos que assista ao �lme O Vendedor do Ano, que faz uma crítica ao mundo dos negócios, mas também é um �lme sobre a importância da interação com o consumidor. Ele mostra como a interação com o consumidor pode ser um processo e�caz, mas também pode ser um processo perigoso. Assista! Além disso, sugerimos, também, que leia o artigo intitulado A (hiper)vulnerabilidade do consumidor no ciberespaço e as perspectivas da LGPD. Esse trabalho investiga a vulnerabilidade do consumidor no ambiente do ciberespaço, bem como realiza um paralelo entre o avanço da tecnologia e a ocorrência dos cibercrimes para, então, veri�car a extensão da aplicabilidade e e�cácia da nova Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) na proteção do consumidor frente às práticas abusivas das empresas e condutas delituosas de criminosos digitais. Vale a pena a leitura! Aproveite! Referências AZEVEDO, N. Q. Direito do consumidor. Curitiba: InterSaberes, 2015. BRASIL. Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990. Dispõe sobre a proteção do consumidor e dá outras providências. Brasília, DF, 1990. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8078.htm. Acesso em: 6 fev. 2024. BRASIL.relacionadas à globalização, vamos retornar ao problema inicial desta aula. Para ajudar Maria a entender como as empresas de consultoria em RH estão aproveitando as novas tecnologias de comunicação para se expandirem globalmente, recomendamos a apresentação de exemplos especí�cos de empresas semelhantes que alcançaram sucesso nesse campo, e isso pode incluir estudos de caso de empresas que implementam sistemas avançados de videoconferência para entrevistas virtuais com candidatos internacionais, permitindo uma seleção mais ampla e diversi�cada de talentos, independentemente da localização geográ�ca. Além disso, discussões sobre plataformas de recrutamento online, redes pro�ssionais, sites de emprego e sistemas de rastreamento de candidatos podem ser usadas para atrair talentos em diferentes regiões do mundo. Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO Recomendamos explorar, também, como as empresas estão se adaptando a abordagens multiculturais e multilíngues em suas estratégias de recrutamento e seleção, levando em consideração as nuances culturais e as especi�cidades locais de cada região. Fornecer insights sobre as melhores práticas de comunicação e recrutamento em um contexto global ajudaria Maria a moldar estratégias para a GlobalTalent Solutions e aprimorar sua presença internacional no mercado de consultoria em recursos humanos. Saiba mais Recomendamos a leitura do livro: Hiperculturalidade: cultura e globalização, de Byung-Chul Han, que apresenta a ideia de que a globalização não simpli�ca a diversidade de expressões, representações, culturas e tradições, mas, ao contrário, cria um espaço complexo de interações que gera tantas diferenças quanto semelhanças e cuja dinâmica não produz monotonia ou uniformidade, mas, sim, a geração de multiplicidade e variedade. Referências AARSEHT, E. J. Introduction: ergodic literature. In: AARSEHT, E. J. Cybertext: perspectives on ergodic literature. Baltimore: John Hopkins Univ. Press, 1997. ALMEIDA, F. Concept and dimension of Web 4.0. International Journal of Computer and Technology, Porto, v. 16, 2017. BOLTER, J. D. Hypertext and the remediation of print. In: BOLTER, J. D. Writing space: computers, hypertext and the remediation of print. 2. ed. Mahwah: Lawrence Erlbaum, 2002. p. 27-46. COPE, B.; KALANTZIS, M. Multiliteracies: new literacies, new learning. Pedagogies: An International Journal, [S. l.], v. 4, n. 3, p. 164-195, jul. 2009. LANKSHEAR, C.; KNOBEL, M. Sampling “the new” in new literacies. In: LANKSHEAR, C.; KNOBEL, M. (Org.). A new literacies sampler. Nova Iorque: Peter Lang, 2007. p. 1–24. LÉVY, P. As tecnologias da inteligência: o futuro do pensamento na era da informatica. São Paulo: Editora 34, 2008. MADEIRA, C. G.; GALLUCCI, L. Mídias sociais, redes sociais e sua importância para as empresas no início do século XXI. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO. 32., 2009, Curitiba. Anais [...]. Curitiba: Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação, 2009. Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO MORROW, R. A.; TORRES, C. A. Estado, globalização e políticas educacionais. In: BURBULES, N. C.; TORRES, C. A. (Org.). Globalização e educação: perspectivas críticas. Porto Alegre: Artmed, 2004. p. 27-44. O'REILLY, T. What is Web 2.0. 2009. Disponível em: https://www.oreilly.com/pub/a/web2/archive/what-is-web-20.html. Acesso em: 1 fev. 2024. SANTAELLA, L. Comunicação ubíqua: representações na cultura e na educação. São Paulo: Paulus, 2013. SANTOS, M. Por uma outra globalização: do pensamento único a consciência universal. 22. ed. Rio de Janeiro: Record, 2012. UNITED NATIONS DEVELOPMENT PROGRAMME (UNDP). Human Development Report 1999. Nova Iorque: Oxford, 1999. ZEDNIK, H.; SALES, S. B.; HARVEY, M. S. D. S. Internet das coisas (IoT) e seu in�uxo na educação 3.0 das gerações Z e Alpha. In: CONGRESSO NACIONAL DE EDUCAÇÃO. 6., 2019, Fortaleza. Anais [...]. Fortaleza, 2019. Aula 2 Geração Tecnológica Geração Tecnológica Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Dica para você Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua aprendizagem ainda mais completa. Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para você. Nela, você irá aprender conteúdos importantes para a sua formação pro�ssional. Vamos assisti-la? Bons estudos! https://www.oreilly.com/pub/a/web2/archive/what-is-web-20.html Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO Ponto de Partida A globalização transformou a interconectividade entre diferentes partes do mundo, criando uma rede complexa de relações econômicas, culturais e sociais. Essa interconectividade intensi�cada tem facilitado o comércio internacional e o intercâmbio de bens e serviços, permitindo que empresas de todos os tamanhos expandam suas operações para mercados estrangeiros. Diante disso, recorde a situação geradora de aprendizagem (SGA) sobre a Maria, gerente de RH de uma empresa de consultoria em recursos humanos, chamada GlobalTalent Solutions, sediada em uma cidade média. Considere-se no papel de consultor de redes sociais, logo, sua tarefa é desenvolver uma estratégia abrangente de mídia social que leve em consideração a dispersão geográ�ca de clientes e funcionários da empresa. Identi�que e analise as principais plataformas de redes sociais mais adequadas para promover a marca e os serviços da GlobalTalent Solutions levando em consideração a natureza dos serviços oferecidos e o per�l do público-alvo; além disso, sugira práticas inovadoras de engajamento e interação nas redes sociais para atrair talentos, promover eventos de desenvolvimento pro�ssional e uma cultura inclusiva e colaborativa; por �m, apresente uma análise detalhada dos benefícios potenciais e dos desa�os relacionados ao uso estratégico das redes sociais e como isso pode impactar concretamente a comunicação interna e a presença global da GlobalTalent Solutions. Vamos Começar! Com o desenvolvimento das tecnologias, muitos conteúdos, por meio das estruturas hipertextuais, conectam-se a outros, podendo formar sentidos novos e possibilitar novas ideias e novos conhecimentos a cada navegação, como conteúdos e dados que estão nas nuvens, que são ubíquos e imateriais, e que chegam ou são acessados por diversos dispositivos. Pierre Lévy, �lósofo da informação, a�rma que “a internet é a interação constante do localizado e do desterritorializado, a interação dos objetos e das nuvens” (Lévy, 2015, [s. p.]), ou seja, os localizados são os computadores, os dispositivos que estão localizados geogra�camente em algum lugar físico, já os desterritorializados são os conteúdos, os dados, imateriais e ubíquos, que estão nas nuvens. Essas novas tecnologias de comunicação e informação possibilitam outras formas de relacionamento entre corporações, grupos e pessoas, mas o uso delas não determina a sociedade, já que “a sociedade é que dá forma à tecnologia de acordo com as necessidades, valores e interesses das pessoas que utilizam as tecnologias” (Castells, 2006, p. 17), e assim ocorrem as transformações. Dessa maneira, a tecnologia é condição para uma nova forma de organização social baseada em redes, mas não o su�ciente. Castells (2006) aponta também que discorda das terminologias de sociedade de informação ou de conhecimento, visto que, segundo o autor, em todas as sociedades historicamente conhecidas, a informação e o conhecimento sempre foram centrais na sociedade, não sendo diferenciais do momento. Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO A novidade, segundo o autor, [...] é o fato de serem de base microelectroônica, através de redes tecnológicas que fornecem novas capacidades a uma velha forma de organização social: as redes. As redes ao longo da história têm constituído uma grande vantagem e um grande problema por oposição a outras formas de organizaçãoLei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018. Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). Brasília, DF, 2018. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015- 2018/2018/lei/l13709.htm. Acesso em: 6 fev. 2024. LOVISON, A.M.; PETROLL, M. L. M. Ética na publicidade e propaganda: a visão do executivo de agências de comunicação do Rio Grande do Sul. CADERNOS EBAPE. BR, v. 9, nº 2, artigo 6, Rio de Janeiro, Jun. 2011. Disponível em: https://www.scielo.br/j/cebape/a/6wdHqrbSPJbtPchSYgpmCXJ/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 21 fev. 2024. SIQUEIRA, O. N. et al. 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Dica para você Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua aprendizagem ainda mais completa. Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para você. Nela, você irá aprender conteúdos importantes para a sua formação pro�ssional. Vamos assisti-la? Bons estudos! Ponto de Chegada Olá, estudante, como vai? Estamos �nalizando esta seção e, para isso, é muito importante ressaltar a relevância e o impacto do comportamento de consumo, especialmente no contexto das novas tecnologias. Durante a unidade, abordamos conceitos fundamentais relacionados ao consumo e suas interações com as inovações tecnológicas; analisamos as tendências contemporâneas, destacando a in�uência da inteligência arti�cial, realidade virtual e internet das coisas e web 5.0; ao discutirmos a inteligência arti�cial, examinamos seu papel na personalização da experiência do consumidor, enfatizando como assistentes virtuais transformam a interação entre empresas e clientes; além disso, exploramos como a criação de experiências imersivas moldam o comportamento de compra e a percepção do consumidor. Considerando esses pontos, pudemos re�etir sobre sua in�uência na coleta de dados em tempo real e conectividade, destacando sua aplicação em contextos corporativos e domésticos, bem como analisamos as implicações da tecnologia na segurança e integridade das transações comerciais, ressaltando sua importância na proteção dos direitos do consumidor. Com isso, chegamos à conclusão de que é essencial considerar a necessidade de incorporar essas tecnologias de maneira ética, apoiando seu potencial para inovar e aprimorar a e�ciência operacional. A tecnologia dessas soluções tecnológicas não apenas eleva a e�cácia do Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO comportamento de consumo, mas também fortalece a competitividade das organizações em um ambiente global dinâmico. Assim, parabenizamos sua dedicação em compreender o impacto das novas tecnologias no comportamento de consumo. Que esses conhecimentos sejam uma base sólida para explorar e implementar estratégias inovadoras, contribuindo para o avanço contínuo em sua área de atuação e fortalecendo a interação ética entre consumidores e empresas. É Hora de Praticar! Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Agora, você vai se colocar na posição de líder de um departamento em uma empresa de consultoria focada em comportamento e consumo, consumo e novas tecnologias, interação com o consumidor e direito do consumidor. Diante das constantes evoluções no mercado e nas tecnologias digitais, sua equipe está enfrentando muitos desa�os em se manter inovadora e adaptada às mudanças. Com essa situação, você está observando uma lacuna na compreensão das interações entre comportamento de consumo, novas tecnologias, regulamentações do direito do consumidor e estratégias de interação, por isso, a empresa está sentindo a necessidade de uma abordagem inovadora para fortalecer sua posição no mercado de forma urgente. Como líder, então, você precisa fomentar uma cultura que promova a criatividade, considerando a in�uência das novas tecnologias no comportamento do consumidor e a integração ética dessas tecnologias nas práticas comerciais. Para enfrentar esse desa�o, requisita-se que você e sua equipe desenvolvam estratégias que explorarem soluções inovadoras, compreendam a dinâmica do comportamento de consumo em resposta às novas tecnologias e garantam a conformidade com as regulamentações do direito do consumidor. 1. Como a inteligência arti�cial impacta o comportamento de consumo? 2. Qual é o papel da realidade virtual no contexto do consumo? 3. Como a tecnologia blockchain contribui para os direitos do consumidor? Como líder de um departamento focado em comportamento e consumo, consumo e novas tecnologias, interação com o consumidor e direito do consumidor, é fundamental promover uma cultura inovadora que se alinhe aos desa�os e oportunidades desses temas em constante evolução. Comece incentivando a comunicação aberta e a participação ativa, apoiando a Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO importância de perspectivas diversas; organize sessões regulares de brainstorming, abordando questões especí�cas, como a in�uência das novas tecnologias no comportamento de consumo; e explore técnicas variadas de brainstorming para estimular diferentes abordagens, considerando a interação entre consumidores e tecnologias emergentes. Para promover a experimentação, crie um ambiente que valorize a tentativa e o erro; permita que a equipe experimente novas estratégias de interação com o consumidor, avaliando o impacto das novas tecnologias no comportamento do cliente; invista em treinamento para capacitar a equipe a entender e implementar inovações no campo do consumo e nas regulamentações do direito do consumidor; reconheça e recompense ideias inovadoras relacionadas ao comportamento do consumidor, mostrando a importância da integração ética das novas tecnologias; e estabeleça incentivos que valorizem a conformidade com o direito do consumidor, reforçando a responsabilidade da equipe em garantir práticas éticas e legais nas interações com os clientes. Ao seguir essas diretrizes, sua equipe se prepara para enfrentar os desa�os e explorar as oportunidades nos campos de comportamento e consumo, consumo e novas tecnologias, interação com o consumidor e direito do consumidor, e isso não só fortalecerá a cultura de inovação na empresa, mas também garantirá a adaptação contínua diante das mudanças dinâmicas nesses setores. Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO Figura 1 | Síntese dos conteúdos abordados durante os estudos. ALMEIDA, T. N. V. de; RAMOS, A. S. M. Os impactos das reclamações on-line na lealdade dos consumidores: um estudo experimental. Revista de Administração Contemporânea,Rio de Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO Janeiro, v. 16, n. 5, p. 664-683, set./out. 2012. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rac/v16n5/v16n5a03. Acesso em: 6 fev. 2024. AUSTIN, M.; AITCHISON, J. Tem alguém aí? As comunicações no século XXI. São Paulo: Nobel, 2006. AZEVEDO, N. Q. Direito do consumidor. 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Acesso em: 6 fev. 2024. http://www.scielo.br/pdf/rac/v16n5/v16n5a03 https://www.revistageminis.ufscar.br/index.php/geminis/article/view/149 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8078.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/l13709.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/l13709.htm https://revistacmc.espm.br/%20revistacmc/article/view/205 http://seer.pucgoias.edu.br/index.php/fragmentos/article/view/1371/917 http://revistacmc.espm.br/index.php/revistacmc/article/view/531 http://www.revistas.usp.br/caligrama/article/download/64420/67082 http://portalintercom.org.br/anais/nacional2015/resumos/R10-3679-1.pdf Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO ZANATTA, R. A. F. O que mudou na regulamentação do Marco Civil da Internet? 2017. Disponível em: https://idec.org.br/em-acao/artigo/o-que-mudou-na-regulamentaco-do-marco-civil-da- internet. Acesso em: 6 fev. 2024. , Unidade 4 Mídias Sociais Aula 1 Comunicação instantânea Comunicação instantânea Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Dica para você Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua aprendizagem ainda mais completa. Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para você. Nela, você irá aprender conteúdos importantes para a sua formação pro�ssional. Vamos assisti-la? Bons estudos! Ponto de Partida Com o advento das novas tecnologias da informação e de comunicação, a comunicação instantânea emerge como uma força transformadora, que tem o poder de moldar as interações humanas e rede�nir os paradigmas da comunicação. Essa realidade ganha vida principalmente no contexto da comunicação digital, em que a troca de mensagens e informações ocorre em https://idec.org.br/em-acao/artigo/o-que-mudou-na-regulamentaco-do-marco-civil-da-internet https://idec.org.br/em-acao/artigo/o-que-mudou-na-regulamentaco-do-marco-civil-da-internet Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO tempo real, impulsionando conexões e encurtando cada vez mais as distâncias entre as pessoas. Diante disso, considere a situação geradora de aprendizagem (SGA) a seguir: a Master Inovation, uma empresa de consultoria em tecnologia da informação (TI) com sede em uma metrópole em expansão, está em meio a uma transformação digital. Nesse contexto, a empresa reconhece a necessidade de aprimorar, de modo urgente, suas práticas de comunicação, tanto interna quanto externamente, e expandir sua presença global para enfrentar as demandas de um mercado altamente competitivo. Diante desse desa�o, a A Master Inovation decidiu contratar Lara, uma especialista em comunicação instantânea, para orientar a empresa na formulação de estratégias inovadoras de comunicação que impulsionem sua presença global. A missão de Lara é, também, garantir que, ao promover a instantaneidade das informações, a empresa não perca o foco nas relações o�ine, incentivando a aproximação fora do ambiente virtual. Como consultora, ela precisa apresentar aos diretores da Master Inovation exemplos concretos de como outras empresas de TI estão utilizando as novas tecnologias de comunicação para expandir seus serviços globalmente, ao mesmo tempo em que mantêm e fortalecem as relações interpessoais fora do mundo digital. Em sua análise, Lara deve destacar como a comunicação instantânea pode ser efetivamente incorporada às práticas de Recursos Humanos (RH) para atrair e reter talentos, promover o desenvolvimento pro�ssional e criar uma cultura organizacional inovadora e inclusiva. O relatório também deve explorar os desa�os inerentes à comunicação instantânea, considerando, especialmente, a geogra�a distribuída das organizações de TI e como as plataformas de comunicação online são utilizadas para superar esses desa�os e fortalecer a colaboração entre equipes espalhadas globalmente. Seu papel, enquanto estudante de novas tecnologias aplicadas à comunicação e conhecedor das mídias digitais e comunicação instantânea será ajudar Lara a desenvolver esse relatório. Por isso, apresente um documento em Word, apresentando exemplos especí�cos de empresas de TI que adotaram estratégias de comunicação instantâneas com sucesso, destacando os benefícios trazidos em termos de e�ciência, engajamento de funcionários e expansão global. Discuta, também, como a globalização impacta as práticas de recrutamento e seleção na indústria de TI e proponha formas inovadoras de aproveitar plataformas de recrutamento online para ampliar o alcance de talentos em diferentes regiões. Ao desenvolver o documento, lembre-se de considerar as especialistasdo setor de TI, como a rapidez das mudanças tecnológicas, a necessidade de pro�ssionais altamente especializados e a natureza globalizada do mercado. Sua análise e recomendações devem re�etir uma compreensão aprofundada das dinâmicas especí�cas do setor de tecnologia da informação e considerar os desa�os da instantaneidade das informações na nossa sociedade. Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO Vamos Começar! O século XX se destacou de maneira notável em diversas áreas, como na educação e na comunicação. De acordo com Pierre Lévy (1999), da Revolução Industrial à revolução eletrônica, a cultura contemporânea tem sido moldada por essas transformações. O que hoje chamamos de cibercultura foi de�nido pelo autor como o conjunto de técnicas, práticas, atitudes, modos de pensamento e valores que se desenvolvem com o crescimento do ciberespaço. Jenkins (2009), na introdução de seu livro Cultura da Convergência, argumenta que nenhum de nós possui conhecimento absoluto, cada indivíduo possui algum saber, e é possível unir esses saberes associando recursos e habilidades coletivamente. O autor, ainda, sugere que a inteligência coletiva pode ser vista como uma fonte alternativa de poder midiático (Ibid, 2009, p.30). Para Jenkins, os diversos usos dos celulares representam um elemento marcante do período que vivenciamos, caracterizado pela fragmentação do conteúdo em vários meios de comunicação. Ele exempli�ca que uma pessoa pode emitir e receber informações em tempo real de qualquer parte do planeta, destacando que a convergência não se resume apenas às tecnologias, mas, sim, à cultura e ao modo de agir na sociedade. A comunicação instantânea transcende as fronteiras geográ�cas, conectando pessoas em diferentes partes do mundo em questão de segundos. Seja por meio de aplicativos de mensagens, seja por redes sociais ou plataformas especí�cas, as interações instantâneas são onipresentes, rede�nindo a maneira como indivíduos, grupos e até as mesmas organizações se comunicam. A instantaneidade da comunicação digital não apenas acelera a transmissão de mensagens, mas também promove uma interatividade mais dinâmica. Em conversas online, a resposta imediata cria um ambiente de diálogo �uido, estimulando discussões envolventes e colaborativas. Essa agilidade na troca de informações impulsiona a criação de comunidades online vibrantes, em que a participação ativa é incentivada e valorizada. Conforme Nagumo e Teles (2016), as mudanças na dinâmica social resultantes do uso massivo de telefones celulares geraram uma transformação no paradigma das interações humanas. Os autores explicam que, à medida que o uso desses dispositivos se torna cada vez mais comum, é progressiva a expansão da presença de celulares no ambiente escolar. Segundo eles, os jovens estão desenvolvendo novas normas e competências sociais especi�camente direcionadas às experiências nas redes sociais, como as amizades articuladas e a forma de se comportar na companhia de seus pares. Diante disso, percebemos que a comunicação instantânea transcende as fronteiras geográ�cas, conectando pessoas em diferentes partes do mundo em questão de segundos. Seja por meio de aplicativos de mensagens, seja por meio das redes sociais ou de plataformas especí�cas, essas Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO interações são onipresentes, rede�nindo a maneira como indivíduos, grupos e até as organizações se comunicam. A evolução da instantaneidade por meio da internet A sociedade experimenta um processo contínuo de transformações, evidenciadas em diversos contextos, como morais, intelectuais, pro�ssionais e tecnológicos. Aliás, as formas de comunicação na contemporaneidade são notavelmente amplas, organizadas e valorizadas, conforme apontado por Barbosa (2012). De acordo com Castells (1999), a informação e o conhecimento sempre desempenharam um papel fundamental no desenvolvimento econômico; a evolução tecnológica, por sua vez, teve um impacto especí�co na capacidade produtiva da sociedade, nos padrões de vida e nas formas de organização econômica, e esse conjunto de transformações deu origem a um novo paradigma tecnológico. A emergência de um novo paradigma tecnológico organizado em torno de novas tecnologias da informação, mais �exíveis e poderosas, possibilita que a própria informação se torne produto do processo produtivo. Sendo mais preciso: os produtos das novas indústrias de tecnologia da informação são dispositivos de processamento da informação ou o próprio processamento da informação (Castells, 1999, p. 87). Esse processo resultou em uma mudança paradigmática signi�cativa, direcionando a atenção para o receptor. Destaca-se, além disso, que alguns desses recursos, como o computador, estão cada vez mais interligados a outra ferramenta revolucionária: a internet. Apresentada, inicialmente, no ambiente pro�ssional, a internet, em seguida, adentrou os lares e, por �m, passou a acompanhar os usuários de forma individual e permanente, alterando, assim, os conceitos preestabelecidos da comunicação. Aliás, diversos estudiosos se dedicam a investigar como esse instrumento transformou perspectivas e deu origem a um novo tipo de linguagem (Barbosa, 2012). A internet consegue captar o interesse tanto de crianças quanto de adultos, assim, devido à sua elevada relevância na comunicação e ao impacto que exerce no dia a dia das pessoas, ela se destaca de maneira especial, principalmente pela rapidez na transmissão de informações e a possibilidade de gerar comunicação instantaneamente. Essa forma mais contemporânea de comunicação viabiliza alterações nos comportamentos sociais, possibilitando a utilização de diversos recursos para a facilitação das tarefas cotidianas. De acordo com Gadelha (2012, p. 2): Em 1890, o norte americano Hermann Holerite (1860-1929) desenvolve o primeiro computador mecânico. A partir de 1930, começam as pesquisas para substituir as partes mecânicas por elétricas. O Mark I, concluído em 1944 por uma equipe liderada por Howard Aiken, é o primeiro Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO computador eletromecânico capaz de efetuar cálculos mais complexos sem a interferência humana. Ele mede 15 m x 2,5 m e demora 11 segundos para executar um cálculo. Em 1946, surge o Eniac (Electronic Numerical Integrator and Computer), primeiro computador eletrônico e digital automático: pesa 30 toneladas, emprega cerca de 18 mil válvulas e realiza 4.500 cálculos por segundo. O Eniac contém a arquitetura básica de um computador, empregada até hoje: memória principal (área de trabalho), memória auxiliar (onde são armazenados os dados), unidade central de processamento (o “cérebro” da máquina, que executa todas as informações) e dispositivos de entrada e saída de dados que atualmente permitem a ligação de periféricos como monitor, teclado mouse, scanner, tela, impressora, entre outros. A invenção do transistor, em 1947, substitui progressivamente as válvulas, aumentando a velocidade das máquinas. Além disso, as dimensões e o valor dos computadores diminuíram signi�cativamente durante os anos de 1950. Nesse período, foram realizadas as primeiras pesquisas sobre circuitos integrados, que desempenhariam um papel crucial na miniaturização especí�ca de dispositivos eletrônicos. O computador pioneiro, aproximando-se do formato atual, foi desenvolvido pela empresa Apple, em 1976. Diante dessas considerações, torna-se evidente a amplitude das transformações e os avanços tecnológicos rápidos, ocorrendo em intervalos de tempo cada vez mais curtos. Esses progressos ganharam ainda mais velocidade com a integração dos computadores à rede mundial: a internet. Atualmente, qualquer indivíduo que possua um computador conectado à internet pode explorar, de forma instantânea, uma variedade de recursos tecnológicos disponíveis a partir de um único ponto de acesso, que fornece uma ampla gama de informações e a possibilidade de acesso a serviços diversi�cados. Siga em Frente... O uso dos celulares e das redes sociais – aumentoexponencial das relações instantâneas O advento da telefonia móvel no Brasil ocorreu nos primeiros anos da década de 1990, quando os aparelhos, que eram �xos em ambientes de trabalho ou residências, passaram a ter dimensões reduzidas, cabendo no bolso e conferindo mobilidade aos seus usuários (Fernandes, 2016). Essa mudança permitiu que as pessoas se mantivessem conectadas em qualquer lugar, bem como carregassem consigo músicas, fotos e conteúdos preferidos, possibilitando, também, o compartilhamento desses elementos. Esse novo meio de comunicação provocou uma alteração signi�cativa no comportamento das pessoas; a partir dessa transformação na telefonia, o celular se tornou um companheiro constante, presente em diversos ambientes, como elevadores, ônibus, metrôs e salas de espera, transformando as experiências cotidianas em momentos variados (Fernandes, 2016). Aliás, a presença constante do celular passou a ser uma parte integrante do nosso dia a dia. Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO Com isso, a instantaneidade da comunicação digital passou a acelerar a transmissão de mensagens e promover uma interatividade mais dinâmica; em conversas online, a resposta imediata passou a criar um ambiente de diálogo �uido, estimulando discussões envolventes e colaborativas (Fernandes, 2016). Além disso, essa agilidade na troca de informações impulsionou a criação de comunidades online vibrantes, em que a participação ativa é incentivada e valorizada, impulsionando cada vez mais a interação entre as pessoas no ambiente virtual. Na mesma linha, o cenário da mídia também sofreu transformações. Diferentes segmentos de mídia têm direcionado investimentos crescentes em inovação, tornando-se cada vez mais acessível adaptar campanhas e criar ideias para diferentes plataformas. A mídia, assim, concentra-se em atingir uma audiência mais especí�ca e abrangente. A multiplicidade de mídias disponíveis na era digital adiciona uma camada rica à comunicação instantânea, pois, além do texto, imagens, vídeos e áudios, enriquece a expressão e a compreensão, com isso, a capacidade de compartilhar diferentes tipos de conteúdo amplia as possibilidades de interação, permitindo uma comunicação mais completa e envolvente. Os usuários, por exemplo, podem alternar entre mensagens de texto, chamadas de voz e videoconferências, escolhendo a modalidade que melhor se adeque ao contexto e à natureza da interação que estão estabelecendo. Por isso, podemos dizer que essa �exibilidade contribui para uma comunicação adaptável, capaz de atender às diversas necessidades e preferências dos usuários. Parte superior do formulário. Diante disso, é muito importante entendermos sobre os desa�os que surgem com a evolução a presença cada vez mais forte da comunicação instantânea. A necessidade constante de resposta imediata pode gerar ansiedade e impactar níveis de equilíbrio entre a vida pessoal e pro�ssional; além disso, a comunicação digital, muitas vezes, cuida das nuances da comunicação presencial, como expressões verbais e linguagem corporal, podendo levar a mal- entendidos. Os desa�os da comunicação instantânea Uma das características distintivas da era da instantaneidade é a percepção de variação do espaço e tempo; além disso, conforme apontado por Rosa (2013), nasceu de duas revoluções: a do transporte e a da transmissão, sendo esta relacionada ao processo de comunicação. A capacidade de transcender os limites da velocidade do movimento marcou o momento em que o poder adquiriu uma dimensão extraterritorial, passando a acompanhar a velocidade do sinal eletrônico, sem enfrentar as restrições do espaço (Pereira, 2015), e o progresso da tecnologia de telefonia celular desempenhou um papel signi�cativo nesse contexto: [...] o advento do telefone celular serve bem como “golpe de misericórdia" simbólico na dependência em relação ao espaço: o próprio acesso a um ponto telefônico não é mais Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO necessário para que uma ordem seja dada e cumprida. Não importa mais onde está quem dá a ordem - a diferença entre "próximo" e “distante” ou entre o espaço selvagem e o civilizado e ordenado, está a ponto de desaparecer (Bauman, 2001, p.18). Diante disso, percebemos que, embora a comunicação instantânea já existisse na sociedade por meio da comunicação por telégrafo e telefone �xo, o telefone celular passou a se destacar cada vez mais ao superar as barreiras relacionadas ao espaço e ao tempo na comunicação (Pereira, 2015); ele combina os atributos de interatividade (possibilidade de troca de mensagens em tempo real) com a hipermobilidade, permitindo deslocamento espacial com uma conexão contínua. Esse contexto fez emergir um “ambiente generalizado de conexão” (Lemos, 2010, p. 157) e suscita questionamentos sobre as interações com o espaço e as relações interpessoais. Os dispositivos móveis se apresentam de forma constante na rotina dos jovens, sugeridos para uma “nova con�guração dos lugares, das relações e da comunicação nos diversos sistemas e situações sociais” (Lemos, 2009, p. 32), impactando diversos aspectos da vida cotidiana. Para Corrêa (2009, p. 163): Difícil pensarmos nosso cotidiano sem a presença de algum dispositivo que transforma em bits simples operações como olhar as horas ou assistir à televisão. A digitalização hoje ocorre em rede mundial, conectando computadores, dispositivos e, especialmente, pessoas. Seja na forma mais imperceptível (quando realizamos uma transação por meio de um cartão magnético, por exemplo), seja na mais implícita (quando conectamos a internet), a sociedade conectada se faz presente e natural. O aumento na frequência de horas de uso está diretamente relacionado à utilização do celular em situações que envolvem emoções, como o uso mais frequente em momentos de tristeza, ansiedade ou preocupação em relação à possibilidade de se �car sem o celular ou perder mensagens (Costa, 2019). Um usuário que faz uso regular do dispositivo tende a olhar, em média, 150 vezes para o aparelho ao longo do dia (Instituto Delete, 2017), e essa hiperconectividade também pode resultar em um tipo de dependência conhecida como Nomofobia, caracterizada pelo medo de �car sem o celular, o que pode acarretar diversos problemas (Instituto Delete, 2017). Assim, percebemos que os efeitos do uso intensivo do celular no comportamento e nas emoções in�uenciam diretamente o desempenho e a vida cotidiana dos usuários. Diante do que foi apresentado, percebemos que a necessidade constante de resposta imediata pode gerar ansiedade e impactar níveis de equilíbrio entre a vida pessoal e pro�ssional; além disso, vimos que a comunicação instantânea é uma característica que remodela as interações humanas na era digital, pois a sua capacidade de conectar pessoas de forma instantânea, encurtar distâncias e integrar uma variedade de mídias tem transformado as relações sociais e a maneira como as pessoas vivem suas vidas pessoais e pro�ssionais no mundo contemporâneo. Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO Portanto, ao explorar essa dinâmica, torna-se fundamental equilibrar a e�ciência com a qualidade das interações, sincronizando os benefícios e desa�os intrínsecos a essa revolução comunicativa. Vamos Exercitar? Agora que exploramos os conceitos fundamentais de comunicação instantânea, interação e os desa�os da conectividade, vamos retornar ao problema inicial desta aula. Para ajudar Lara a desenvolver seu relatório para os diretores da Master Inovation, alguns pontos podem ser trabalhados. Primeiro, podemos propor que Lara realize uma análise aprofundada do cenário de transformação digital da Master, compreendendo os objetivos da empresa, os desa�os enfrentados e a importância da comunicação instantânea nesse contexto; depois, seria prudente que ela realizasse uma pesquisa e apresentasse casos de sucesso de outras empresas de TI que tenham utilizado efetivamente a comunicação instantânea para se expandir globalmente, bem como destacasse como essas empresassuperaram desa�os e alcançaram resultados positivos. Posteriormente, ela pode identi�car maneiras práticas de integrar a comunicação instantânea às práticas de Recursos Humanos (RH) da TechConnect Global; explorar como a tecnologia pode ser utilizada para atrair talentos; promover o desenvolvimento pro�ssional; e criar uma cultura organizacional inovadora e inclusiva. Outro passo é elaborar estratégias para garantir que, ao promover a instantaneidade das informações, a empresa não perca a essência das relações o�ine, além de incentivar ações que promovam a aproximação entre os colaboradores fora do ambiente virtual, reforçando a importância do contato pessoal. Nesse sentido, Lara deve identi�car e apresentar os desa�os especí�cos da comunicação instantânea, especialmente considerando a geogra�a distribuída da empresa, bem como propor soluções e estratégias para superar esses desa�os e fortalecer a colaboração entre equipes globais. Por �m, para elaboração do relatório, ela deve abordar todos os pontos mencionados acima, e o documento deve ser claro, objetivo e apresentar argumentos sólidos, respaldados por exemplos e dados relevantes. Além disso, para garantir seu sucesso, ela deve preparar uma apresentação convincente para os diretores da Master Inovation, destacando a importância estratégica da comunicação instantânea, os benefícios esperados e os passos práticos para implementação, bem como estar preparada para responder a perguntas e fornecer detalhes adicionais, se necessário. Saiba mais Recomendamos a leitura do livro: Hiperculturalidade: cultura e globalização, de Byung-Chul Han. Esse livro apresenta a ideia de que a globalização não simpli�ca a diversidade de expressões, representações, culturas e tradições, mas, ao contrário, cria um espaço complexo de interações Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO que gera tantas diferenças quanto semelhanças. Essa dinâmica não produz monotonia ou uniformidade, mas, sim, gera multiplicidade e variedade. Referências BARBOSA, L. R. A linguagem e seu processo de evolução. Monogra�a (Pós-graduação em Leitura e Produção de Textos) — Universidade Católica de Brasília, Brasília, DF, 2012. CASTELLS, M. A sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra, 1999. CORRÊA, E. S. A comunicação digital nas organizações: tendências e transformações. Organicom, [S. l.], ano 6, n. 10-11, p. 161-167, 2009. Disponível em: www.revistas.usp.br/organicom/article/download/139020/134368/. Acesso em: 03 de dez. 2023. COSTA, M. B da et al. A liquidez nas relações e a solidez do consumo de celulares entre universitários. 2019. 153 f. Tese (Doutorado em Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia) — Universidade Federal do Amazonas, Manaus, 2019. FERNANDES, E. A. A evolução da comunicação impactada pela tecnologia. Ideias e Inovação – Lato Sensu, Tiradentes, v. 3, n. 2, p. 93–102, 2016. GADELHA, J. A evolução dos computadores. [s. d.]. Disponível em: http://profs.ic.uff.br/~aconci/evolucao.html. Acesso em: 6 fev. 2024. INSTITUTO DELETE. Rio de Janeiro, 2017. 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Dica para você Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua aprendizagem ainda mais completa. Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para você. Nela, você irá aprender conteúdos importantes para a sua formação pro�ssional. Vamos assisti-la? Bons estudos! Ponto de Partida De acordo com a evolução dos conhecimentos adquiridos durante os estudos, você pôde aprender diversas ferramentas e inovações no campo da comunicação, entre elas, uma tendência que vem ganhando muito mercado, que é o marketing sensorial, que busca, principalmente, atingir os cinco sentidos de formas distintas em cada pessoa. O marketing sensorial emerge como uma abordagem estratégica inovadora, enraizada na percepção de que as experiências de consumo vão além do simples ato de compra. Esse conceito revolucionário transcende os limites tradicionais do marketing, direcionando-se para a criação de conexões emocionais profundas entre as marcas e os consumidores. Ao incorporar elementos sensoriais como som, aroma, textura e sabor, o marketing sensorial visa envolver os sentidos humanos de maneira única, in�uenciando as percepções e decisões de compra. Por meio dessa contextualização, pense na seguinte situação geradora de aprendizagem (SGA): Fabiana é gerente de marketing de uma loja de cosméticos, e todo plano de marketing de lançamento e de produtos já está �nalizado, porém Fabiana pode fazer alterações nos produtos antes do lançamento, caso seja importante, e como há um produto novo no mercado, Fabiana pensa em estratégias que possam atingir diversos sentidos sensoriais de seus futuros consumidores, já que seu produto precisa de um diferencial. Diante disso, ajude a Fabiana a pensar em pelo menos três estratégias de marketing sensorial para aplicação em seus produtos e que apresente um diferencial de mercado, bem como as nuances e os impactos do marketing sensorial, destacando sua evolução, aplicação em diversas indústrias e o papel crucial que desempenha na diferenciação de marcas em um cenário competitivo e globalizado. Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO Prepare-se para mergulhar em um universo em que a experiência do consumidor transcende o visual, incorporando uma abordagem holística que ressoa profundamente no âmago emocional de cada interação comercial. Vamos Começar! O surgimento da World Wide Web (WWW) e da hipertextualidade introduziu uma nova forma de comunicação digital, ampliando signi�cativamente as possibilidades de transmissão de informações, e isso resultou na criação de sites que passaram a apresentar conteúdos mais so�sticados e atrativos, consequentemente, as ferramentas de comunicação evoluíram, incluindo o jornalismo online e a publicidade digital (Bortoleto, 2020). Com o advento das novas mídias, surgiram novas normas e padrões para interação social e produção de conteúdo. A chegada da internet ao Brasil re�etiu essas mudanças, inicialmente no meio acadêmico e, posteriormente, no comercial. Um marco signi�cativo dessa transição foi a fundação do UOL (Universo Online), em 28 de abril de 1996, uma versão digital do tradicional jornal Folha de S. Paulo, incorporando inovações como salas de bate-papo e notícias dos veículos do grupo Folha (Bortoleto, 2020). No entanto, a criação de conteúdo para essas plataformas digitais ainda era desa�adora e dependia de programadores para desenvolver bancos de dados nos quais as notícias �cavam armazenadas e, posteriormente, eram apresentadas aos internautas. Nesse contexto, as ferramentas de blogs foram, talvez, as precursoras da facilidade de publicação de conteúdo online, originando-se da contração do termo "weblogs" ou diários virtuais (Bortoleto, 2020). Hoje, com as novas mídias sociais e as redes sociais, qualquer pessoa pode ter uma plataforma pessoal e, a depender do alcance, gerar grande in�uência social, pois a comunicação na internet não é restrita às pessoas que estudam e trabalham com comunicação, e esse fenômeno acontece de maneira prática e econômicaem poucos segundos. Mídias sociais x redes sociais Assim, é fundamental compreender a distinção entre mídias sociais e redes sociais, concentrando-se especialmente em explorar maneiras mais e�cazes de utilizar as mídias sociais para gerar ativos intangíveis para as empresas. Nesta seção, abordaremos o estudo das mídias sociais, esclareceremos a diferença entre esse conceito e redes sociais e destacamos a importância das mídias sociais na comunicação empresarial para a construção e manutenção de ativos intangíveis (Fujisawa, 2016). Ao longo desta disciplina, temos explorado as novas tecnologias, as transformações nos comportamentos e práticas sociais das pessoas, assim como o uso dessas tecnologias para a informação e comunicação, e como observamos, há uma crescente midiatização nos Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO relacionamentos. Diante desse cenário, é imprescindível ponderar sobre as mídias sociais digitais ou, simplesmente, mídias sociais, que são ferramentas facilitadoras das interações entre os usuários da internet (Fujisawa, 2016). Conforme Cipriani destaca, as mídias sociais [...] promovem vida em comunidade e cooperação, possibilidade de alterar ou misturar criações de terceiros, melhor experiência on-line, diversão, educação, controle e domínio do que queremos buscar ou usar, abrindo espaço para assuntos muito especí�cos e colocando o usuário em primeiro lugar e no centro das atenções (2011, p. 5). Conforme indicado pelo autor, a web 2.0 serve como alicerce para as mídias sociais, possibilitando a existência de wikis (sites em que os usuários podem modi�car o conteúdo), blogs, redes sociais e outros espaços online propícios a interações mútuas e intervenções dos usuários nos conteúdos. O autor Cipriani (2011, p. 6-8) “categoriza esse universo em redes sociais, blogs, microblogs, wikis, fóruns de discussão, compartilhamento de fotos ou vídeos, mashups e jogos sociais, nos quais circulam conteúdos frequentemente gerados pelos próprios usuários” (Fujisawa, 2016). Faz-se importante ressaltar, conforme destaca Primo (2012), com base na teoria ator-rede, que as mídias sociais não devem ser encaradas como uma simples lista de ferramentas, pois essa lista pode, rapidamente, tornar-se desatualizada, devido à evolução constante do cenário digital. Além disso, essas mídias não devem ser percebidas apenas como transmissoras de conteúdo, mas como atores participantes da interação, in�uenciando as ações por meio de suas interfaces e condicionando as interações. No momento da interação, essas mídias desempenham o papel de mediadores ativos. Pode-se a�rmar que as mídias sociais são mediadoras atuantes, pois, conforme as características de cada ferramenta, ocorrem interações diferenciadas. “Uma conversa entre dois colegas de trabalho através do e-mail seria diferente se fosse mantida via Twitter. E também não seria a mesma se ocorresse através de comentários em um blog de acesso público. Como se pode observar, a mídia nestes casos não é um mero condutor de dados” (Primo, 2012, p. 633). De acordo com a autora Colnago (2015, p. 10-11), “as mídias e redes sociais digitais incluem blogs, microblogs, redes de compartilhamento de fotos, redes de nicho (como o LinkedIn) e redes de cunho social (Instagram, Facebook, Google+)”, e é importante destacarmos a importância das interações, compartilhamento e discussão de conteúdos, enfatizando que essas plataformas são praticamente inseparáveis do cotidiano das pessoas e das empresas, impulsionando discussões, alimentando a cadeia de valor de produtos e serviços, sugerindo grandes tendências e in�uenciando comportamentos (Fujisawa, 2016). Apesar de a autora classi�car esses sites como redes sociais digitais, optamos por adotar a de�nição de Cipriani (2011) e Rocha e Alves (2010). Esses dois últimos autores a�rmam que as mídias sociais englobam as redes sociais, constituindo um conjunto de sites e ferramentas que Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO disponibilizam e compartilham conteúdos, abrindo espaço para a integração de usuários e formando redes sociais ou não. Recuero (2010, [s. p.]) também faz uma distinção entre redes e mídias sociais, explicando que o primeiro termo é uma metáfora para grupos sociais, enquanto o segundo se refere às dinâmicas de criação de conteúdo, difusão de informação e trocas dentro dos grupos sociais estabelecidos em plataformas online, como sites de redes sociais (Fujisawa, 2016). Portanto, embora os sites de redes sociais se enquadrem como mídias sociais, nem todas as mídias sociais são, necessariamente, redes sociais, no entanto, é crucial ressaltarmos que, na comunicação entre empresas e seus públicos, como já analisamos anteriormente, destaca-se a importância da aproximação entre esses interagentes e a construção de relacionamentos sólidos, e isso leva as empresas a explorar sites de redes sociais e formar redes sociais com seus públicos, justi�cando, assim, a perspectiva de Colnago (2015). Siga em Frente... Integração de plataformas Cada negócio possui uma variedade de canais, tanto físicos quanto online, que são delineados com base em critérios e estratégias especí�cas. Embora cada canal tenha suas características distintas, todos compartilham o objetivo comum de atender aos clientes e interessados que se aproximam da marca (Bortoleto, 2020). Ao considerar a incursão nas redes sociais, as empresas devem buscar a integração desses canais existentes, visando proporcionar uma experiência consistente e uni�cada para seus públicos. Independentemente do setor em que atuam, é crucial reconhecer que os consumidores contemporâneos utilizam diversas plataformas para interagir com as marcas, diante disso, as empresas devem investir na integração entre canais de atendimento e comunicação, uma prática conhecida como omnichannel (Bortoleto, 2020). A coerência do discurso presente no site da empresa deve ser re�etida nas redes sociais e no atendimento presencial nas lojas físicas, e esse alinhamento entre todos os canais é essencial para proporcionar segurança ao consumidor ao longo de sua jornada de compra (Bortoleto, 2020). As marcas podem empregar a tecnologia para rastrear o comportamento do usuário em diversos canais, como e-mail, redes sociais, telefone, chat online, atendimento presencial e e-commerce, gerando um histórico abrangente de suas interações e necessidades, e é fundamental estabelecer uma base organizada para armazenar as informações coletadas, incluindo interações e demandas nas diferentes plataformas, como o Facebook (Bortoleto, 2020). Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO A satisfação das expectativas dos consumidores contemporâneos vai além da simples satisfação de uma necessidade concreta; a adesão à marca e a realização de compras envolvem aspectos emocionais e de desejo, portanto, as empresas devem buscar oferecer experiências subjetivas que atendam a esses aspectos (Bortoleto, 2020; Fujisawa, 2016). Em meio a esse cenário, a con�ança na marca permanece crucial para os consumidores. Seja por meio de um per�l inspirador no Instagram, seja a partir de um atendimento exemplar no Facebook, é imperativo que a experiência do cliente seja consistente em todos os pontos de contato com a empresa, e para construir essa con�ança, os alinhamentos podem ser estabelecidos por meio de processos organizados e treinamentos, equalizando-se os níveis de atendimento para proporcionar uma experiência única (Bortoleto, 2020). Aliás, esse processe de integração também permite avançar em novas mídias de conexão com o seu público e delimitar novas estratégias de mídias sensoriais, como você verá a seguir. Mídia multissensorial Grupos de pesquisa e empresas estão, cada vez mais, desenvolvendo dispositivos de efeitos multissensoriais com o objetivo de aprimorar a qualidade da experiência dos usuários (QoE), e esses dispositivos buscam criar sensações como vibração, toque, cheiro, vento, entre outros (Saleme, 2019). Com o advento de tecnologias inovadoras e dispositivosacessíveis, estão surgindo formas inéditas de interação. As chamadas aplicações multissensoriais expandem a experiência além dos sentidos tradicionais de visão e audição, adicionando os aspectos humanos de olfato, paladar e tato. A interação humana é intrinsecamente multissensorial, incorporando elementos visuais, auditivos, táteis, olfativos e gustativos, desse modo, as aplicações multissensoriais representam um avanço signi�cativo no processo evolutivo das formas de interação humano- computador (Saleme, 2019). Para implementar sistemas multissensoriais de maneira abrangente, há diversos desa�os a serem enfrentados. No âmbito tecnológico, é preciso lidar com questões como a sincronização em tempo real das mídias com os efeitos, além dos desa�os relacionados à integração de efeitos subjetivos e de difícil aplicação, como os vinculados ao paladar e ao olfato. Aspectos econômicos também desempenham um papel signi�cativo, abrangendo transformações na indústria, tanto na criação de dispositivos e hardware que suportem essa forma de comunicação quanto na produção de conteúdo, em que é essencial encontrar um equilíbrio entre automação e qualidade (Vieira, 2023). Por último, desa�os sociais englobam a distribuição desigual e o acesso às novas tecnologias. A TV 3.0 representa a próxima geração do sistema de televisão digital brasileiro, incorporando integração multissensorial. Nesse contexto, é crucial encontrar um equilíbrio entre inovação e a disseminação efetiva dessas novas tecnologias (Vieira, 2023). Algumas previsões para a próxima década Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO Nos próximos anos, a estratégia de branding sensorial será adotada por três categorias de indústrias distintas: primeiro, os "pioneiros sensoriais", representados pelos fabricantes de automóveis e empresas farmacêuticas, que liderarão o caminho ao se concentrarem na inovação sensorial; em seguida, os "adotantes sensoriais", como as indústrias de telecomunicações e computadores, que buscam de�nição e diferenciação, sendo mais propensos a buscar inspiração nos setores automotivo e de entretenimento; por último, os "seguidores sensoriais", que incluem diversas indústrias, como varejo e entretenimento, que têm maior probabilidade de seguir tendências do que liderar. Todas as indústrias têm o potencial para adotar uma plataforma de branding sensorial, embora algumas estejam mais avançadas do que outras neste momento (Lindstrom, 2012). O sensorial na indústria automobilística Às vezes, é desa�ador para os líderes do setor se manterem à frente do grupo; as montadoras estão, agora, avançando em direção à fase �nal da inovação em branding sensorial e trabalhando em uma variedade de novos sons para ajustes de assento, caixas de câmbio, trilhos, indicadores, avisos de perigo, buzinas e janelas elétricas, bem como estão projetando cabines de carros com baixo nível de ruído e sons distintivos de marca. Todos os componentes possíveis de um carro que representam um ponto de contato sensorial estão sendo minuciosamente examinados e avaliados; em breve, cada marca de carro terá seu próprio aroma distintivo, uma sensação tátil única e um som característico. Não demorará muito para que cada componente seja patenteado como exclusivo do modelo e da marca do carro. Posteriormente, os fabricantes poderão levar esses componentes patenteados ao mercado e distribuí-los amplamente. A Porsche, por exemplo, já possui uma ampla variedade de produtos, desde guarda-chuvas até óculos, todos incorporando elementos sensoriais exclusivos, e esses pontos de contato sensoriais se tornam o principal meio de interação e conexão, explicando por que os entusiastas da Porsche estão dispostos a pagar um preço signi�cativamente mais alto por um laptop da Porsche em comparação com outras marcas (Lindstrom, 2012). Diante desse cenário, �ca o convite para que você acompanhe as evoluções sensoriais no mercado da comunicação. Vamos Exercitar? O marketing sensorial poderá ser um diferencial de qualquer marca, desde que bem trabalhado nas plataformas especiais, logo, seguem três estratégias que podem ajudar a Fabiana a estabelecer o marketing sensorial em seus produtos e contribuir para o novo lançamento. Experiência em loja com múltiplos sentidos: crie espaços de experiência em lojas físicas, onde os clientes possam experimentar o produto de maneira multisensorial. Isso pode Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO incluir estações de teste com texturas agradáveis, fragrâncias suaves e iluminação que destaque os benefícios do cosmético. Por exemplo, para um novo creme facial, desenvolva uma área em que os clientes possam sentir a textura do produto, experimentar sua fragrância relaxante e ver os resultados instantâneos em um espelho. Lançamento com evento interativo online e presencial: realize um evento de lançamento online e outro presencial, de acordo com a cartela de possíveis clientes. No lançamento online, procure envolver diversos elementos sensoriais, e isso pode incluir vídeos interativos que destacam a aplicação do produto, promoções e preços exclusivos, depoimentos de clientes reais e até mesmo uma trilha sonora personalizada, que re�ita a identidade da marca. No presencial, você pode ter amostras do produto como brindes e convidar in�uenciadores e clientes potenciais, proporcionando uma experiência tátil e olfativa antes mesmo da compra. Produtos segmentados com sabores: utilize uma das linhas de produtos que atribua o cheiro ou o sabor a determinadas frutas e siga as cores dessas frutas nos lançamentos dos produtos. Publique vídeos curtos demonstrando a aplicação do produto e até mesmo vídeos ASMR (Resposta Sensorial Autônoma do Meridiano) relacionando toda a campanha das frutas e sabores com os produtos. Encoraje os seguidores a compartilhar suas próprias experiências sensoriais com o produto, incentivando uma comunidade envolvente online. Essas estratégias não apenas destacam os atributos físicos do produto, mas também criam uma narrativa sensorial que ressoa emocionalmente nos consumidores, tornando a experiência de compra mais memorável e signi�cativa. Saiba mais O artigo Os Efeitos do Marketing Sensorial Sobre a Experiência de Compra do Consumidor no Ponto de Venda, de Claudia Rosa Acevedo e Victor Sérgio Lopes Fairbanks, realiza uma análise dos efeitos do marketing sensorial, o qual é usado para envolver o consumidor no ponto de venda, proporcionando uma experiência diferenciada. Por meio do suporte teórico e da pesquisa realizada, constatou-se a real importância do marketing sensorial, que �gura como importante vantagem sobre marcas concorrentes, uma vez que os estímulos propostos na loja tornam a experiência de compra memorável, �xando a marca na mente de seus consumidores. Chegou-se à conclusão de que o estímulo aos cinco sentidos no ponto de venda ilustra uma importante oportunidade para uma marca "se aproximar" de seus clientes e, consequentemente, diferenciar- se de seus concorrentes. Referências BORTOLETO, R. Planejamento e operações em mídias. São Paulo: Senac, 2020. https://periodicos.uem.br/ojs/index.php/rimar/article/view/34590 https://periodicos.uem.br/ojs/index.php/rimar/article/view/34590 Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO CIPRIANI, F. Estratégia em mídias sociais: como romper o paradoxo das redes sociais e tornar a concorrência irrelevante. São Paulo: Elsevier Campus, 2011. COLNAGO, C. K. Mídias e redes sociais digitais: conceitos e práticas. In: BUENO, W. C. (Org.). Estratégias de comunicação nas mídias sociais. Barueri: Manole, 2015. p. 3-22. FUJISAWA, K. S. Novas tecnologias aplicadas à comunicação. Londrina: Editora e Distribuidora Educacional S.A., 2016. LINDSTROM, M. BrandSense: revisada e atualizada. Porto Alegre: Grupo A, 2012. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788577809318/. Acesso em: 18 nov. 2023. PRIMO, A. O que há de social nas mídias sociais? Re�exões a partir da teoria ator-rede. Contemporânea, Salvador, v. 10, n. 3,p. 618 - 641, set./dez. 2012. 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Dica para você Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua aprendizagem ainda mais completa. Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para você. Nela, você irá aprender conteúdos importantes para a sua formação pro�ssional. Vamos assisti-la? Bons estudos! Ponto de Partida Nesta aula, você compreenderá como as inovações podem contribuir de forma signi�cativa para a transformação do comportamento social e para o desenvolvimento de novas tecnologias, como a realidade virtual (RV) e o metaverso. Você já pensou como será o futuro da comunicação com a interação dessas novas tecnologias? O metaverso, um ambiente virtual adicional, e a realidade aumentada (AR), uma tecnologia que possibilita a fusão de imagens reais com elementos digitais, estão alterando a maneira como diversas empresas operam; elas estão investindo nas novas oportunidades de interação, fantasia e enriquecimento de experiências. Você poderá utilizar a situação-problema para elaborar um pequeno projeto sobre inteligência arti�cial na comunicação, para tanto, saiba que João, diretor de produtos em uma empresa de tecnologia de jogos, integrou a equipe recentemente e �cou responsável por elaborar estratégias que aproximem os consumidores da marca utilizando a realidade aumentada e o metaverso; diante disso, quais estratégias João poderia pensar para conectar o público dessa marca a esses novos produtos? Aproveite a caminhada e busque sempre engrandecer sua trajetória com o conhecimento adquirido. Bons estudos. Vamos Começar! Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO Com os progressos tecnológicos, tem sido viável desenvolver um universo virtual para contribuir positivamente para diversas áreas, desde jogos de realidade virtual, nos quais os usuários são transportados para outros ambientes por meio dos óculos de realidade virtual, até procedimentos médicos virtuais remotos (Sanchez, 2020). As aplicações que combinam realidade virtual e gami�cação estão transformando os paradigmas convencionais, proporcionando uma imersão em um ambiente virtual envolvente e divertido, oferecendo várias oportunidades para que os gestores invistam nessas tendências. Quando o Second Life surgiu, em 2003, sendo um ambiente virtual em que as pessoas "viviam" uma vida alternativa, foram visualizadas as potencialidades de uma existência paralela à vida real, na qual as pessoas começaram a ter rotinas, posses e amigos totalmente virtuais, bem como a utilizar dinheiro físico para isso (Sanchez, 2020). Em 2009, James Cameron apresentou o �lme Avatar, que, apesar de ser uma obra de �cção, busca retratar o ano de 2154, no qual a mente humana controla corpos biológicos (avatares) de um mundo alienígena chamado Pandora, ou seja, um mundo real controlando outro mundo real. Atualmente, essas concepções, anteriormente consideradas �ccionais, estão se concretizando, abrindo um amplo leque de oportunidades para que os gestores de TI implementem soluções inovadoras em seus negócios, visando obter competitividade. Para compreendermos de forma mais fácil os denominados mundos paralelos ou virtuais, basta observarmos que a maior parte do capital do mundo é transacionada em plataformas virtualizadas dentro de instituições �nanceiras (Sanchez, 2020). As fotogra�as de cada indivíduo são capturadas no mundo físico por meio de dispositivos físicos, mas são armazenadas, processadas e compartilhadas no mundo virtual; da mesma forma, a lista de amigos dos utilizadores de redes sociais virtuais está disponível online, e nesse universo de novas alternativas de negócios, temos a gami�cação, que converte as experiências dos utilizadores em verdadeiras jornadas com narrativas, personagens e recompensas pelas etapas superadas (Sanchez, 2020). Realidade virtual Há diversas descrições acerca de realidade virtual (RV), contudo, a maior parte delas converge para um mesmo conceito: caracteriza a realidade virtual como uma vivência imersiva e interativa oferecida por um programa em tempo real que utiliza representações grá�cas (Espinheira Neto, 2004). Segundo Kirner (1999, p. 139), a imersão se refere ao ato de estar dentro do ambiente, uma vez que “[…] normalmente, um sistema imersivo é obtido com o uso de capacete de visualização ou óculos de realidade virtual, mas existem também sistemas imersivos baseados em salas com projeções nas paredes, teto e piso, hologramas entre outros”. Complementando, Espinheira Neto (2004, p. 21) ressalta, ainda, que “a ideia da interação está ligada com a capacidade do computador de detectar as entradas do usuário e modi�car instantaneamente o mundo virtual e as ações sobre ele”. Para Rodrigues e Porto (2013, p. 99), Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO realidade virtual é “o uso de alta tecnologia para convencer o usuário de que ele se encontra em outra realidade, provocando o seu envolvimento por completo”. Aqueles que pensavam que assistir a um �lme em 3D era uma experiência única �cam surpresos ao usar óculos de realidade virtual. As sensações provocadas por essa tecnologia, que variam de tontura a experiências imersivas e detalhadas, abrem caminho para oportunidades de mercado. Explorar uma loja virtual, examinar os produtos em 360°, analisar as características como se estivessem em nossas mãos, além das avaliações tradicionais nas redes sociais e comparações com outros produtos – tudo isso – pode estar vinculado a um sistema de recompensas no qual os clientes recebem parte do dinheiro de volta para incentivar compras futuras. Aliás, essas ações possibilitam que o novo modelo baseado em gami�cação e realidade virtual seja bem- sucedido (Sanchez, 2020). Uma experiência semelhante pode ser proporcionada por jogos de console, computador ou mobile, permitindo vivenciar as aventuras, cenários, combates, desa�os e a história do jogo, o que é vantajoso para as empresas que investem nessas tecnologias (Sanchez, 2020). Com os avanços tecnológicos, essas experiências já estão ao alcance do consumidor com dispositivos facilmente adquiridos em lojas de acessórios para computadores. Atualmente, existem,basicamente, duas categorias de óculos de realidade virtual: óculos VR para computadores e consoles e óculos VR para dispositivos móveis (Sanchez, 2020). Faz-se importante destacar que esses dispositivos estão em constante evolução e devem receber melhorias tecnológicas nos próximos anos, para tornarem-se ainda mais imersivos e ubíquos. Os óculos VR para computadores e consoles, que contêm processadores e se conectam a um computador ou console, oferecem uma experiência de alta qualidade. Exemplos: Óculos Rift, fabricado pela Óculos VR (adquirida pelo Facebook em 2014) e e�ciente para jogos, �lmes e até conversas virtuais. HTC Vive, produzido em parceria entre HTC Corporation e Valve Corporation, oferece imersão completa com sensores externos que mapeiam todos os movimentos dos usuários. PlayStation VR, fabricado pela Sony, especí�co para uso no console PlayStation 4, focado em jogos. Já os óculos VR para dispositivos móveis são acoplados aos celulares e proporcionam a experiência por meio de aplicativos (Sanchez, 2020); aliás, existem desde dispositivos de papelão até os mais so�sticados, feitos de plástico ou tecido. Dois exemplos são: Google Cardboard – óculos de papelão acessíveis e fáceis de produzir em casa, oferecendo uma experiência formidável. Samsung Gear VR – fabricados pela Samsung e Oculus VR em conjunto, com um bom custo-benefício e uma experiência imersiva com ampla amplitude periférica para realidade virtual em celulares. Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO Siga em Frente... Realidade aumentada Em julho de 2016, a Niantic introduziu o jogo Pokémon GO e, a partir desse momento, a realidade aumentada (AR) começou, verdadeiramente, a se popularizar e desmisti�car. Considerada como uma subdivisão da realidade virtual, a AR possibilita que o usuário visualize imagens virtuais no ambiente real e, além disso, facilita a interação entre ambas (Sanchez, 2020). Localizar um Pokémon no jardim de casa e capturá-lo pode parecer um tanto surreal quando observamos apenas o aspecto lúdico do aplicativo, no entanto, isso encantou as pessoas a ponto de interromperem suas atividades, alterarem trajetos, arriscarem-se no trânsito e iniciarem uma busca constante e interminável, embora divertida (Sanchez, 2020). Tecnicamente, o Pokémon não está presente naquele local físico, mas o aplicativo, com bastante gami�cação, cria essa sensação. Os algoritmos — componentes essenciais do jogo —, mapeiam os pontos na cidade onde os personagens Pokémon podem "aparecer", e, por meio do GPS do celular, o aplicativo combina a localização do usuário com esses pontos constantemente mapeados (Sanchez, 2020). Assim como o Pokémon GO, vários aplicativos obtêm sucesso integrando diferentes realidades, e um exemplo é o app SketchAR, que instrui a prática de desenho em papel ou quadro com base em modelos fornecidos pelo aplicativo, bem como o inkHunter, que permite ao usuário escolher e visualizar uma tatuagem diretamente na parte do corpo desejada, minimizando o risco de futuros arrependimentos por escolhas inadequadas (Sanchez, 2020). Aliás, é possível utilizar a realidade para inclusão, acessibilidade e melhoria de vida, como aponta o estudo de Carvalho e Manzini (2017). No percurso da evolução da AR, deparamo-nos com a hologra�a, que facilita cada vez mais a interação entre o mundo real e o mundo virtual semimaterializado, com o intuito de resolver questões corporativas e conferir vantagens competitivas às empresas. A Microsoft é uma das pioneiras nesse campo; por meio dos óculos Hololens, a empresa consegue apresentar imagens em 3D na mesa do usuário, permitindo que ele as analise e manipule, como nos �lmes da Marvel. Estar em qualquer lugar e, simultaneamente, ter o mundo virtual à disposição no mundo real é o grande avanço que a Microsoft proporciona com o Hololens — tecnologia também classi�cada como realidade mista, pois envolve as realidades virtual e aumentada (Sanchez, 2020; Brum; Rieder, 2017). A hologra�a realiza o sonho de diversos pro�ssionais, como um médico que pode analisar órgãos humanos provenientes de exames antes de um procedimento cirúrgico, tornando a cirurgia mais precisa, ou um designer que pode trabalhar seus produtos em 3D no ambiente em que serão efetivamente utilizados. Certamente, a prototipagem antes mesmo da materialização é um dos grandes benefícios que essa tecnologia oferece (Sanchez, 2020). Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO As virtualidades já se tornaram uma presença comum em grande parte das atividades empresariais, e a perspectiva é de um rápido aumento nesse cenário, abrangendo desde consultas médicas realizadas virtualmente até a aquisição de bens, como propriedades e veículos. Antes, a ideia de comprar esses bens à distância era quase impensável, pois as pessoas insistiam em veri�cá-los pessoalmente (Sanchez, 2020). A evolução da consciência: metaverso No início da história humana, nossa realidade estava intrinsecamente ligada ao ambiente físico, em que elementos tangíveis, como rios, montanhas, animais, plantas, proteção corporal e alimentos, eram determinantes para nossa existência e qualidade de vida, abrangendo a geosfera, biosfera e atmosfera. Ao longo do tempo, fomos construindo camadas conceituais de realidade, como países, dinheiro e leis, e expandindo nossas vidas para além do material tangível. A soma dessas camadas conceituais de realidade é encapsulada no termo �losó�co "noosfera", cunhado pelo bioquímico ucraniano Vladimir Vernadsky e pelo �lósofo francês Pierre Teilhard de Chardin. A noosfera, portanto, desenvolveu-se com a evolução humana, representando a "camada de pensamento" do planeta, a qual, em última análise, distingue a experiência humana das demais formas de vida (Martha, 2022). Nesse processo contínuo de crescente abstração dos elementos que determinam nossa existência e qualidade de vida, a tecnologia, especialmente a cognitiva, que favorece a comunicação e o pensamento, emerge como o grande catalisador. À medida que se torna mais poderosa, a tecnologia impulsiona uma transformação profunda e rápida em nossa realidade, culminando no advento da era digital (Martha, 2022). Metaverso A evolução de novas práticas e formatos de comunicação tem sido cada vez mais frequente na comunicação. Constantemente, mídias e portais de comunicação surgem enquanto outros caem em desuso por seus usuários, e a “recém-chegada” do metaverso apresenta uma dessas evoluções. O ambiente envolvente que nos cerca, entrelaçando tanto o mundo físico quanto o digital, �uindo entre eles e aproveitando recursos de ambos para viabilizar experiências personalizadas e impactantes, é conhecido como metaverso. Embora o termo tenha se originado na �cção cientí�ca há três décadas, em 1992, no livro Snow Crash, de Neal Stephenson, e tenha sido explorado em �lmes como Matrix e Jogador nº 1, a evolução tecnológica na era digital nas últimas décadas tem, gradualmente, estabelecido a infraestrutura para o desenvolvimento do metaverso, transformando-o, de uma ideia �ctícia, em uma realidade concreta, que se incorpora à nossa vida cotidiana (Martha, 2022; Pereira, 2022). Ao longo do tempo, temos explorado as diversas dimensões do metaverso, agora, vemos cada uma delas mesclando-se à nossa realidade física: 1D (textos, imagens, áudio etc.); 2D (videoconferências, por exemplo); e 3D (realidade aumentada, virtual, mista). Se anteriormente, Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO em 2003, o metaverso 3D estava restrito a ambientes especí�cos e isolados, como o Second Life, agora, graças ao desenvolvimento e à disseminação das tecnologias blockchain, é possível integrar e uni�car dados nas diversas dimensões do metaverso, possibilitando uma variedade de transações, desde as tangíveis até as intangíveis, abrangendo tudo e expandindo possibilidades, transformando-se, assim, no nosso universo (Martha, 2022). Conforme o próprio termo sugere, o signi�cado do pre�xo "meta", em grego, é transcender, e isso é precisamente o que estáocorrendo: o metaverso representa um universo muito além do que existia recentemente, adicionando camadas para ampliar a experiência humana por meio da fusão físico-digital proporcionada pela digitalização abrangente, e isso nos proporciona a oportunidade de realizar, no metaverso, o que seria impossível no mundo físico (Martha, 2022; Pereira, 2022). Por exemplo, em 2007, meu avatar no Second Life tinha habilidades como se teleportar, voar, ampliar a visão com zoom, entre outras que ainda não são possíveis (pelo menos por enquanto) no mundo físico (Martha, 2022). Devido à sua natureza �uida e integrada, o metaverso permite, de maneira orgânica, a transição das experiências entre o ON (online) e o OFF (o�ine), em outras palavras, transações híbridas, assim, o metaverso está cada vez mais se tornando um universo de realidades mistas, possibilitando a extração do máximo potencial que a noosfera (cada vez maior e mais densa) e o cibridismo (cada vez mais profundo) podem oferecer, complementando e expandindo as dimensões físicas/materiais tangíveis da vida (Martha, 2022). Faz-se importante observar que uma das principais distinções entre as realidades física e mista é que, enquanto a primeira é limitada e afeta a todos de maneira uniforme, a segunda é personalizável e ilimitada, permitindo customizações in�nitas com várias combinações de con�gurações físico-digitais em conformidade com as necessidades e preferências individuais (Martha, 2022). Dessa forma, à medida que as possibilidades digitais para con�gurar a realidade aumentam, ela se torna mais personalizável e individualizada, e uma maior quantidade de realidades simultâneas passa a poder coexistir. Isso, por sua vez, apresenta um potencial imenso para a vida humana, mas, simultaneamente, amplia a complexidade do tecido social, tornando-o mais misto, diversi�cado e interconectado, e é aqui que a inteligência arti�cial desempenha um papel fundamental (Martha, 2022). A inteligência arti�cial não só gerencia a complexidade, viabilizando a existência e o desenvolvimento do metaverso, mas também e sobretudo incorpora e amplia a inteligência nesse universo, impulsionando, gradualmente, a criação de um mundo superinteligente emergente, em que tudo, incluindo seres humanos e ambiente, tem a tendência de se tornar extraordinariamente inteligente. Esse cenário transforma de maneira integral a realidade que conhecemos atualmente (Martha, 2022), dessa forma, é importante que você esteja em constante atualização, para que possa agregar todas as inovações ao seu portfólio pro�ssional. Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO Vamos Exercitar? Uma comunicação e�caz ocorre quando as informações são transmitidas de maneira clara, direta e precisa, assegurando que uma pessoa seja compreendida pelas demais. Antes de abordar um plano de estratégia especí�co, é fundamental elaborar um projeto de comunicação bem estruturado, considerando o público-alvo, o veículo de mídia a ser utilizado, entre outros. Dado o objetivo de João de estabelecer uma comunicação mais próxima do público da marca, há duas estratégias que podem auxiliá-lo: Evento de lançamento: neste evento, João pode instalar diversos estandes de realidade aumentada e metaversos, incluindo a criação de avatares, bem como promover a presença dos consumidores no evento por meio de uma divulgação online, utilizando in�uenciadores e portais voltados para jogos. Durante o evento, João pode oferecer uma espécie de "degustação" para o público. Gami�cação: o público que consome jogos, geralmente, é bastante competitivo, portanto, pode-se criar uma competição dentro do evento e premiar os três primeiros colocados com ações como a) acesso antecipado e exclusivo ao jogo; b) elementos exclusivos dos avatares no metaverso; e c) encontros com streamers famosos do universo dos games. Saiba mais Dissertação de Mestrado: Metaverso: interação e comunicação em mundos virtuais, de Itamar de Carvalho Pereira, aborda um tipo especí�co de mundo virtual, o metaverso. Com origem na obra de �cção cientí�ca Snow Crash, de Neal Stephenson, um metaverso é comumente tratado como sinônimo de um ambiente virtual que os usuários acessam por meio da internet e interagem segundo uma �gura representativa virtual, chamada de avatar. Na busca por um conceito mais adequado para metaverso, o presente trabalho parte das proposições teóricas da cibercultura, articuladas com o campo da Comunicação, tratando de discussões fundamentais e ainda não esgotadas, como internet versus ciberespaço e comunicação mediada por computador e mundos sintéticos. Além dessa construção conceitual, o autor procura identi�car as possibilidades comunicacionais tomando como objeto empírico de pesquisa o Second Life — mundo virtual que se apropria do termo metaverso para designar sua interface e se apresenta como uma implementação daquilo que propõe a �cção cientí�ca de Snow Crash. Artigo: A comunicação como mito: o advento do metaverso e seus avatares, de Vanina Canavire, aborda as transformações apresentadas pelo próximo universo virtual criado pela inteligência arti�cial: o metaverso. Apostamos no modelo de comunicação que é proposto para as gerações futuras, e a partir de um trabalho analítico comparativo, problematizamos a possibilidade de que as trocas comunicativas do espaço virtual tornem a comunicação que conhecemos até hoje um “mito”. Na conclusão, apresentamos as duas faces do Metaverso (positiva e negativa) e questionamos as noções de “liberdade” e “realidade” http://icts.unb.br/jspui/handle/10482/4863 https://portalrevistas.ucb.br/index.php/esf/article/view/13815 Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO como promessas da experiência virtual imersiva. (Disponível de forma gratuita no Google scholar.) Referências BRUM, M. R.; RIEDER, R. Projeção holográ�ca em ambientes de realidade virtual. Tendências e Técnicas em Realidade Virtual e Aumentada, [S. l.], v. 4, p. 69-81, 2014. CARVALHO, D. de; MANZINI, E. J. Aplicação de um programa de ensino de palavras em libras utilizando tecnologia de realidade aumentada. Revista Brasileira de Educação Especial, [S. l.], v. 23, p. 215-232, 2017. ESPINHEIRA NETO, R. Arquitetura digital a realidade virtual, suas aplicações e possibilidades. 2004. Tese (Mestrado em Ciências) – Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2004. GABRIEL, M. Inteligência arti�cial: do zero ao metaverso. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2022. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786559773336/. Acesso em: 18 nov. 2023. KIRNER, C. Realidade virtual: dispositivos e aplicações. 1999. PEREIRA, I. O metaverso e a sua in�uência no posicionamento das marcas. The Trends Hub, [S. l.], n. 2, 2022. RODRIGUES, G.; PORTO, C. Realidade virtual: conceitos, evolução, dispositivos e aplicações. Revista Interfaces Cientí�cas, Aracaju, v. 1, n. 3, p. 97-109, 2013. SANCHEZ, W. Tópicos avançados em gestão de tecnologia da informação. São Paulo: Senac, 2020. Aula 4 Tendências das mídias sociais Tendências das mídias sociais Este conteúdo é um vídeo! https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786559773336/ Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Dica para você Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua aprendizagem ainda mais completa. Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para você. Nela, você irá aprender conteúdos importantes para a sua formação pro�ssional. Vamos assisti-la? Bons estudos! Ponto de Partida A game�cação utiliza técnicas e dinâmicas de jogos para enriquecer contextos diversos, normalmente, não relacionados a jogos. Apesar de ser muito utilizada nos processos educacionais, contribuindo para a aprendizagem e o engajamento dos alunos, é importante pensarmos que ela também pode ser utilizada em processos organizacionais.social. Por um lado, são as formas de organização mais �exíveis e adaptáveis, seguindo de um modo muito e�ciente o caminho evolutivo dos esquemas sociais humanos. Por outro lado, muitas vezes não conseguiram maximizar e coordenar os recursos necessários para um trabalho ou projecto que fosse para além de um determinado tamanho e complexidade de organização necessária para a concretização de uma tarefa (Castells, 2006, p. 17-18). Castells (2006) faz essa a�rmação pois lembra que, anteriormente, a organização em rede era e�ciente, em especial no âmbito da vida privada, enquanto o mundo da produção, do poder e da guerra era dominado por grandes organizações verticais, hierárquicas (por exemplo, os Estados, as igrejas, as empresas). Assim, a sociedade em rede baseada nas redes de comunicação digital permite uma organização �exível e adaptável por sua descentralização, mantendo a capacidade de coordenar todas as atividades descentralizadas, e essa sociedade é global graças à possibilidade de facilmente transcender fronteiras. “A sua lógica chega a países de todo o planeta e difunde-se através do poder integrado nas redes globais de capital, bens, serviços, comunicação, informação, ciência e tecnologia” (Castells, 2006, p. 18); essa forma de organização que não é nova, mas que possui novas capacidades, possibilita etapas de um processo produtivo não necessariamente próximas, geogra�camente, fazendo com que seja possível a participação de funcionários de diversas nacionalidades para a produção de um único produto. Além disso, faz- se importante ressaltar que, apesar de a rede se difundir por todo o mundo, a maior parte da humanidade está excluída dela, mesmo sendo afetada por sua lógica e pelas relações de poder (Castells, 2006). Siga em Frente... Além dessas transformações que permitem pensar o consumo e a circulação de produtos e serviços em escala global, maximizando a produtividade e a competitividade, graças à circulação de informações pelas redes, as redes de comunicação digital também possibilitaram transformações da sociabilidade, porque quanto mais os usuários da internet a utilizam, mais se envolvem em interações em todos os domínios da vida (Castells, 2006). Essas interações foram propiciadas, principalmente, pela web 2.0, já que por ela é possível conectar-se a mais usuários, participar de comunidades, compartilhar conteúdos e produzir colaborativamente. A Wikipédia, uma enciclopédia livre, é um exemplo de produção coletiva e colaborativa composta de participação e interação dos usuários; os verbetes são escritos e Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO editados a partir de um conjunto mínimo de diretrizes para orientar a escrita e a edição por quaisquer pessoas conectadas à internet que queiram contribuir. Dessa forma, conforme Lankshear e Knobel (2007), trata-se de um sistema que se autocorrige pela participação dos usuários, além de promover um conhecimento distribuído e de autoria descentralizada, e essas novas formas de construir e distribuir conhecimento constituem o novo éthos, que é um conjunto de comportamentos e valores que está estreitamente relacionado com a emergência do ciberespaço, determinando os novos letramentos (Lankshear; Knobel, 2007), uma vez que o éthos dos letramentos convencionais valorizava os conhecimentos centralizados e/ou autorias individuais, havendo maior estabilidade e regras. O impresso, especialmente, mediava relações sociais de controle e poder entre o autor (com sua voz autoral de especialista e de autoridade) e seus leitores, o professor e seus alunos (Lankshear; Knobel, 2007). Antes, nem todos podiam se expressar sobre um assunto, mas, hoje, nas redes digitais, é possível publicar o próprio livro, é possível expressar-se por um blog ou por um canal de vídeos, por exemplo. O novo éthos determina os novos letramentos, que, por meio de interações, propiciam o aparecimento de “lautores”, leitores que também participam com sua escrita, a partir de comentários. Antes, o leitor, em posse do livro impresso, di�cilmente comentava ou entrava em contato com o autor (Beaudouin, 2002); além disso, por meio dele, também vemos emergir produções colaborativas e, principalmente, a possibilidade de participação, colaboração e distribuição de conhecimentos a partir de relacionamentos construídos pela web entre pessoas, instituições e grupos diversos (Lankshear; Knobel, 2007, p. 21). Aliás, esses novos letramentos se inserem nos multiletramentos, termo cunhado pelo Grupo Nova Londres, formado por pesquisadores da área de educação e linguagem atuantes na Austrália, nos Estados Unidos e na Inglaterra para se discutir o que deveria ser ensinado nas escolas na contemporaneidade (Cope, Kalantzis, 2006). O termo abarca as multimodalidades ou múltiplas linguagens, em que há um entrelaçamento entre o verbal, o visual, o sonoro e o espacial, construindo sentidos diversos nos quais se levam em conta a diversidade local em contato com a diversidade global, intensi�cada pela migração, pelo multiculturalismo e pela integração econômica global (Cope; Kalantzis, 2006), que são fatores que devemos considerar no dia a dia no trabalho, uma vez que estamos em contato com pessoas de vários lugares, necessitando haver compreensão entre os pares e, também, um consenso entre as pessoas. Você deve estar se perguntando qual a relevância desses novos letramentos e multiletramentos, e a importância deles está na possibilidade de se re�etir e avaliar os novos valores e comportamentos, possibilitados pelos usos que fazemos das redes digitais, de pensar como se dão os entrelaçamento das linguagens e a presença de múltiplas culturas, de uma diversidade que enriquece, mas, às vezes, gera ódio, ampliando, assim, nosso horizonte para uma visão crítica a respeito dos conteúdos que estão circulando pela web, da construção de sentidos na contemporaneidade, de como o conhecimento pode ser produzido e distribuído. Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO Esses conceitos nos ajudam a re�etir sobre o impacto, por exemplo, da participação de diversos usuários no tagueamento, ou seja, na associação de tags ou palavras-chave a um texto, a um vídeo, a um podcast ou a uma imagem, porque essas tags geram metadados que permitem a classi�cação dos conteúdos online, constituindo uma classi�cação de usuários, de não especialistas, que alteram as futuras buscas na web, além de fornecer padrões de interesses dos próprios usuários (Lankshear; Knobel, 2007). Essa participação coletiva está relacionada aos novos letramentos e aos multiletramentos, permitidos pela linguagem computacional (linguagem que se corpori�ca nos dispositivos, como um áudio ou uma animação), podendo apresentar valores culturais de várias partes do globo. Vamos, então, analisar criticamente as produções pelas quais navegamos, com as quais temos contato por um compartilhamento de um amigo, de um colega no dia a dia e re�etir sobre seus impactos no nosso meio. Vamos Exercitar? Agora, vamos auxiliar Maria e a GlobalTalent Solutions na elaboração de uma estratégia e�caz de mídia social, sendo essencial seguir alguns passos importantes. Inicialmente, é crucial realizar uma análise abrangente do ambiente, levando em consideração a localização geográ�ca dos clientes e funcionários, bem como as tendências e demandas especí�cas do setor de consultoria em recursos humanos. Em seguida, é necessário realizar uma pesquisa detalhada sobre as preferências e comportamentos do público-alvo para se determinar as plataformas de redes sociais mais adequadas para atingir e envolver esse público. Com base nesses insights, será possível de�nir objetivos claros e mensuráveis que estejam alinhados com a estratégia global da empresa. Uma vez que os objetivos foram de�nidos, é fundamental trabalhar com a equipe de marketing para desenvolver um plano de conteúdo diversi�cado e relevante, que promova a marca e os serviços da GlobalTalent Solutions, bem como forneça informações úteis para o público-alvo. Além disso, é crucial implementarNa nossa situação-problema, Joana é gerente de RH e deseja utilizar novas metodologias com sua equipe e testar os resultados, então, decidiu utilizar a game�cação. Diante disso, quais indicadores e métricas você tentaria medir com essa ferramenta dentro da gestão organizacional? Participar ativamente nas atividades propostas durante a aula é fundamental para desbloquear todo o seu potencial de aprendizado. Quando você se envolve de maneira proativa, transforma cada sessão em uma oportunidade valiosa para o seu desenvolvimento pessoal. Não se trata apenas de absorver informações passivamente; é sobre construir o seu próprio entendimento. Aproveite a caminhada e busque sempre engrandecer sua trajetória com o conhecimento adquirido. Bons estudos. Vamos Começar! O que é, precisamente, a inteligência arti�cial (IA)? Segundo o Dicionário de Psicologia Oxford, a IA é "a conceção de programas ou dispositivos computacionais hipotéticos ou reais para realizar atividades normalmente executadas pela mente”. É a habilidade de uma máquina reproduzir competências semelhantes às humanas, como raciocínio, aprendizado, planejamento e criatividade, como no jogo de xadrez, pensamento lógico, composição poética, criação musical ou análise de substâncias químicas (Eysenck; Eysenck, 2023). Existem duas abordagens radicalmente distintas por meio das quais máquinas impulsionadas por IA podem gerar resultados análogos aos humanos. Primeiro, as máquinas podem ser Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO instruídas a modelar ou imitar o funcionamento cognitivo humano; por exemplo, programas de IA podem resolver muitos problemas a partir de estratégias bastante similares às que utilizamos, e um dos principais objetivos dessa abordagem é ampliar nossa compreensão da mente humana. Em relação aos conceitos assimilados nessa área, podemos contemplar como a IA contribuiu para alguns processos de comunicação, como no marketing, auxiliando no acompanhamento do comportamento dos clientes. A IA possibilita a análise dos conteúdos com os quais o público interage em redes sociais, sites, blogs e notícias, criação de bancos de dados, programação de respostas automáticas, entre outros (Eysenck; Eysenck, 2023). Historicamente, o primeiro programa a demonstrar o valor dessa abordagem foi o Solucionador de Problemas Gerais (GPS), desenvolvido por Allen Newell, John Shaw e Herb Simon, em 1958. Esse programa de computador foi concebido para resolver diversos problemas, incluindo o quebra-cabeça da Torre de Hanói. Nele, há três pinos verticais alinhados, inicialmente, com vários discos no primeiro pino, dispostos do maior na base ao menor no topo. A tarefa consiste em organizar os discos na mesma ordem no último pino, movendo apenas um disco de cada vez e sem colocar um disco maior sobre um menor (Eysenck; Eysenck, 2023). Os seres humanos possuem uma capacidade limitada de memória de curto prazo, o que pode di�cultar o planejamento antecipado em situações da vida real ou em jogos como xadrez; adicionalmente, as máquinas podem ser programadas simplesmente para executar tarefas complexas (ou mesmo simples), sem levar em consideração os processos cognitivos utilizados pelos humanos. O computador de xadrez Deep Blue, que derrotou Garry Kasparov, é um exemplo dessa abordagem; ele apresentava um impressionante poder de processamento, avaliando até 200 milhões de posições de xadrez por segundo, assim, a grande vantagem do Deep Blue residia na sua incrível velocidade de processamento, não na complexidade cognitiva das suas operações (Eysenck; Eysenck, 2023). Já nos procedimentos de delineamento da comunicação de uma marca, instrumentos de inteligência arti�cial assumem um papel crucial. Aprimorar procedimentos já não é mais o alvo almejado pelas marcas ao adotarem tecnologia para garantir competitividade, mas, sim, encontrar meios de intensi�car a expressividade criativa humana. Portanto, o ChatGPT não está prestes a "eliminar empregos", como frequentemente escutamos quando essa inovação foi introduzida, mas está, de fato, remodelando a maneira como conduzimos comunicação, estratégias de marketing e até mesmo o jornalismo (Ramos, 2023). Na elaboração de representações visuais, especialistas em design em todo o globo têm utilizado plataformas como Dall-E (desenvolvida pelos mesmos criadores do ChatGPT) e a amplamente reconhecida Midjourney, que, aliás, conquistou um concurso de arte e é creditada pelas fotogra�as do Papa vestindo uma jaqueta puffer, fenômeno que se espalhou pelas redes há alguns meses (Ramos, 2023). O domínio da redação também não �cou à margem dessa evolução; ferramentas como Copy.AI, Wordtune, Writesonic e o próprio ChatGPT já se integraram à rotina de pro�ssionais de publicidade, especialistas em marketing e jornalistas. Aliás, é crucial enfatizarmos que essas Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO plataformas ainda não possuem a capacidade de criar autonomamente (pelo menos por enquanto), portanto, não geram conteúdos verdadeiramente inéditos, mas, sim, otimizam o tempo, os processos e fornecem insights para que as mentes criativas genuínas possam produzir mais conteúdo com menor esforço e recursos (Ramos, 2023). Independentemente da aplicação que se dê a essas ferramentas, a realidade é que é imprescindível conhecê-las e se ajustar a essas tendências, que já representam a distinção entre liderança no mercado e obsolescência da marca (Ramos, 2023). Marketing e inteligência arti�cial A aplicação de inteligência arti�cial (IA) no campo do marketing visa aprimorar as estratégias desse setor, elevando a qualidade da experiência do cliente e criando mais oportunidades de vendas e �delização. No Brasil, de acordo com uma pesquisa conduzida pela Morning Consult para a IBM, 41% das empresas incorporam algum nível de inteligência arti�cial, e dentro desse total, 30% exploram os recursos de IA nas áreas de marketing e vendas (Teixeira, 2021). Sem uma estratégia clara ou propósito na implementação da IA e na interpretação de dados, é improvável que a organização alcance resultados signi�cativos. As decisões devem ser orientadas para maximizar o lucro, seja reduzindo custos, seja aprimorando receitas ou otimizando margens. Para que essas oportunidades sejam proveitosas, é fundamental que elas surjam de desa�os tangíveis, como a rotatividade de clientes, cancelamentos de assinaturas, custos elevados de mídia, dispersão da equipe de vendas ou retenção dos melhores funcionários. A verdade é que concordamos com a frase "a inteligência ama problemas", de autor desconhecido, pois quanto mais complexos forem os desa�os empresariais, maior será a motivação para se utilizar dados e IA na resolução desses problemas (Teixeira, 2021). A busca por desa�os substanciais destaca a importância do conhecimento em Economia, e isso se deve ao fato de que os indicadores-chave de desempenho (KPIs), amplamente conhecidos e utilizados, podem ser copiados, medidos ou, o que é ainda mais problemático, seguidos de forma padronizada pela ferramenta de métricas, como acesso, custo por clique ou impressões de banners. Para ir além, é crucial aprofundar a compreensão e aprender a capturar oportunidades extras, compreender as dinâmicas de plataformas bilaterais, o conceito de ancoragem (incentivar o consumidor a tomar uma decisão) e, principalmente, isolar a in�uência dos incentivos pessoais nas decisões empresariais (Teixeira, 2021). Siga em Frente... In�uenciadores digitais e nano in�uenciadores Em se tratando de novas tecnologias da comunicação, �ca impossível deixar de mencionar os in�uenciadores digitais. Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO Uma pro�ssão é uma ocupação ou atividade especializada na sociedade, geralmente, desempenhada por um pro�ssional, e considerando o expressivo número de pessoas envolvidas na prática de ser um in�uenciador digital, podemos a�rmar que a "in�uência digital" se tornou, nos dias de hoje, uma pro�ssão (Thompson; Thompson, 2019). Os pioneiros entre os in�uenciadorescomeçaram suas atividades na virada do milênio; muitos deles não tinham a intenção inicial de se pro�ssionalizar ou sequer imaginavam que seu passatempo pudesse se transformar em uma carreira. Os in�uenciadores, agora, ocupam um espaço crescente que, anteriormente, era exclusivo de artistas e celebridades. Indivíduos comuns de diversas partes do mundo, frequentemente munidos apenas de um smartphone comum e sem treinamento especí�co, conseguem atrair a atenção de empresas de mídia e comunicação, além de aparecer em diversos programas e comerciais. Um exemplo disso é a edição de 2019 do reality show O Aprendiz, transmitido pela Rede Bandeirantes de Televisão e apresentado pelo empresário brasileiro Roberto Justus, em que os novos aprendizes eram todos in�uenciadores digitais (Thompson; Thompson, 2019). Quando um in�uenciador conquista um considerável número de seguidores, visualizações, curtidas e compartilhamentos e sua mensagem gera comentários e chama a atenção da mídia tradicional, ele passa a integrar o seleto grupo dos in�uenciadores com poder de in�uência social e midiática; nesse sentido, a in�uência social é compreendida como a habilidade de se modi�car diretamente o comportamento das pessoas por meio de sua mensagem, tornando-se uma in�uência midiática se considerarmos o contexto do canal e a mensagem sendo disseminada (Thompson; Thompson, 2019). O que as redes sociais, rádio, jornal, TV e comerciais fazem é nos in�uenciar midiaticamente; por meio da mídia, tornamo-nos, constantemente, alvo de diferentes aspectos de in�uência. Antes da compra de um produto, é comum realizar pesquisas na internet e, em algum momento, assistir a uma "resenha" do produto e ler os comentários da postagem, dessa forma, surgem, então, os grandes in�uenciadores e os nanoin�uenciadores, que tendem a ter um público mais especí�co, resultando em um direcionamento mais preciso do conteúdo, levando a taxas de engajamento mais elevadas (Thompson; Thompson, 2019). Aliás, esses pro�ssionais talvez sejam, hoje, os principais comunicadores entre as marcas, os produtos e os consumidores. Gami�cação e educação A gami�cação ou gami�cation, em inglês, refere-se à aplicação de estratégias de jogos em atividades cotidianas com o intuito de se aumentar o envolvimento dos participantes. Essa abordagem se fundamenta no conceito de game thinking, que engloba a integração da gami�cação com outros conhecimentos provenientes do ambiente corporativo e do design. O progresso da tecnologia e da inteligência arti�cial tem destacado novas formas de ensino, incluindo as possibilidades oferecidas pelos jogos na educação, e a gami�cação não se limita à simples aplicação de jogos na educação, mas implica a criação de ambientes de aprendizagem Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO baseados em jogos. Hammer e Lee (2011) de�nem gami�cação como a dinâmica e as estruturas que os jogos utilizam para promover a aprendizagem, destacando que não se trata apenas do uso do jogo em si, mas da estrutura lúdica que o jogo possui. Faz-se relevante salientar que o professor não necessita ser um especialista em tecnologia para promover a gami�cação. Ideias simples, iniciadas com o propósito de motivar, como nas missões dos jogos, já representam um bom começo (Carmo, 2017). Em uma revisão bibliográ�ca realizada por Santaela (2017), foram identi�cados resultados positivos da aplicação de estratégias de gami�cação na educação, no entanto, é crucial distinguir estudos mais comuns que buscam medir o aumento da motivação daqueles que buscam mensurar os resultados de aprendizagem, que são mais desa�adores de realizar. Mesmo no contexto da motivação, há debates consideráveis na literatura sobre os efeitos da gami�cação nas motivações extrínsecas e intrínsecas dos alunos, levando em conta que diferentes alunos são motivados de maneiras diversas. A maioria dos estudos destaca a importância do design da gami�cação, incluindo a análise do contexto e dos alunos, a de�nição dos objetivos de aprendizagem (e das regras do jogo), a elaboração do conteúdo, entre outros procedimentos que podem ser adaptados do design educacional. Apesar de algumas críticas em relação à associação simplista da gami�cação com recompensas e prêmios, a introdução de um sistema de pontos para substituir as notas na educação tradicional parece ser uma das contribuições signi�cativas da gami�cação (Santaela, 2017). A gami�cação na educação também pode se bene�ciar do conhecimento em level design, que envolve o planejamento global do jogo, incluindo design de níveis ou fases, característica marcante nos jogos. Dessa forma, experiências gami�cadas podem oferecer níveis distintos à medida que o aluno progride nas atividades, e as conquistas são outro recurso proveniente do design de jogos que pode ser incorporado na gami�cação. A narrativa é um elemento essencial no design de jogos que pode contribuir signi�cativamente para a gami�cação da educação, envolvendo personagens, enredo, desa�os e tensão. Nesse sentido, a combinação de con�itos (em que o adversário precisa ser destruído), competição (em que o adversário precisa ser derrotado) e colaboração é uma das áreas em que o design de jogos pode contribuir mais para a educação, embora seja importante notar que a competição pode gerar efeitos negativos na aprendizagem, conforme indicado por vários estudos (Santaela, 2017). Portanto, a gami�cação promove a construção coletiva do processo de aprendizado, proporcionando ao aluno a oportunidade de contribuir com suas ideias e conhecimentos, e isso não apenas melhora o processo em si, mas também deixa lições aprendidas para os futuros participantes. Em resumo, os jogos facilitam a transmissão do conhecimento ao envolver ativamente os alunos na criação e aprimoramento das experiências educacionais (Santaela, 2017). Vamos Exercitar? Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO Agora que você sabe mais sobre inteligência arti�cial, in�uenciadores e gami�cação, terá a oportunidade de utilizar essas técnicas na gestão organizacional. A administração organizacional tem a responsabilidade de estabelecer estratégias e�cazes e bem-sucedidas visando ao desenvolvimento e ampliação dos resultados do ambiente, nesse contexto, Joana poderá trabalhar com indicadores de medição e controle, que serão analisados antes e depois da aplicação da gami�cação. Como sugestão de indicadores, você pode focar produtividade, engajamento/participação e satisfação do cliente, e para utilizar esses indicadores, primeiro, é necessário escolher uma métrica de medição e comparação para cada um deles. Cada indicador identi�cado deve ser medido antes e depois da aplicação da gami�cação, para isso, uma série de atividades deve ser organizada para a implementação do método. A utilização da gami�cação pode ser muito dinâmica, dessa forma, você pode aplicá-la seguindo as seguintes fases: Estabelecer os indicadores. Escolher jogos adequados à situação, por exemplo: cada vendedor ganhará uma pontuação de acordo com os produtos vendidos, e esses pontos concedem direitos especí�cos ao vendedor durante a semana, e toda a equipe acompanhará diariamente esses resultados. Integrar os jogos com as atividades diárias. Incentivar a colaboração e participação. Dar feedbacks claros e precisos. Analisar os resultados. Saiba mais Artigo – A in�uência da gami�cação no desempenho organizacional: um estudo de caso em uma empresa júnior. Com o passar dos anos, as motivações no trabalho foram mudando e, atualmente, as pessoas buscam mais do que uma troca de energia por remuneração, logo, as organizações têm se preocupado com a motivação dos colaboradores para que os seus negócios possam ter mais resultados. Nesse cenário, a utilização da gami�cação tem ganhado espaço como forma de despertar motivação para a melhora do desempenho, e a partir dessa premissa, esse trabalho buscou investigar como a gami�cação in�uencia o desempenho organizacional. Para isso, foi analisada uma Empresa Júnior de uma universidade federal, tratando-sede um estudo de caso de caráter quantitativo em que se coletou dados a partir de pesquisa documental para analisá-los por meio de indicadores de desempenho. Como resultado, foi possível analisar sete indicadores, em que seis deles apresentaram melhores resultados após a gami�cação no Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO período analisado. Conclui-se que o estudo reforça o benefício da gami�cação, servindo de guia para outras empresas. (Acesso gratuito: Google Scholar). Referências CARMO, V. O. do. Tecnologias educacionais. São Paulo: Cengage Learning Brasil, 2015. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788522123490/. 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Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Dica para você Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua aprendizagem ainda mais completa. Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para você. Nela, você irá aprender conteúdos importantes para a sua formação pro�ssional. Vamos assisti-la? Bons estudos! Ponto de Chegada Estudante, ao concluir esta aula, você �nalizará a disciplina de Novas Tecnologias aplicadas à comunicação. Durante esta jornada, foram explorados os conceitos fundamentais da comunicação instantânea e como as novas mídias exigem uma comunicação cada vez mais rápida e e�caz com seu público. Além disso, você pôde observar a diferença entre mídias sociais e redes sociais, aprender os principais elementos da realidade aumentada e compreender as tendências das novas mídias sociais, como a game�cação. Ao abordarmos a relação de mídias sociais e redes sociais, observamos que as mídias sociais promovem vida em comunidade e cooperação, a possibilidade de alterar ou misturar criações de terceiros, uma melhor experiência online, diversão, educação, controle e domínio do que queremos buscar ou usar, abrindo espaço para assuntos muito especí�cos e colocando o usuário em primeiro lugar e no centro das atenções. Já as redes sociais constituem um conjunto de sites e ferramentas que disponibilizam e compartilham conteúdos, abrindo espaço para a integração de usuários e formando redes sociais ou não. Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO Você pôde analisar, também, como as tecnologias de realidade aumentada estão presentes em quase todos os segmentos do mercado, atuando em jogos, na internet, no consumo e em grandes corporações. Junto a isso, você observou que a inteligência arti�cial é entendida como a concepção de programas ou dispositivos computacionais hipotéticos ou reais para se realizar atividades normalmente executadas pela mente, e que essas tecnologias podem e contribuem bastante para os processos comunicativos. Assim, é crucial reiterarmos a importância de se incorporar essas tecnologias de forma estratégica e ética, apoiando seu potencial de intervenção na inovação e melhorando a e�ciência operacional, pois a integração dessas soluções tecnológicas não apenas melhora a e�cácia da comunicação, mas também fortalece a competitividade das organizações em um cenário dinâmico e interconectado. Por �m, parabéns pela sua trajetória. Esses conhecimentos servem como base sólida para você explorar e implementar soluções inovadoras nos ambientes em que está inserido. Esperamos que você consiga contribuir com melhorias, com qualidade e muita dedicação para todos esses conceitos em sua prática pro�ssional. É Hora de Praticar! Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Considere que você é o gestor de um departamento de administração em uma empresa de consultoria organizacional que optou por aportar recursos em tecnologias inovadoras, visando aprimorar suas abordagens comunicativas e expandir sua clientela. Contudo, ao liderar sua equipe, você identi�cou a importância de trabalhar, a princípio, essas novas estratégias internamente, para, então, sobressair-se em um mercado cada vez mais acirrado e em contínua transformação. Durante uma sessão de Brainstorm, sua equipe decidiu que seria interessante utilizar a gami�cação como estratégia de conexão da equipe; �cou acordado, então, que a gestão colocará um painel no salão central da empresa, e esse painel medirá os resultados diários, semanais e mensais das equipes, e cada equipe que atingir essas metas, terá um bônus na Participação de Lucro Anual – PLA. Ao cultivar sua equipe para explorar novas abordagens e tecnologias inovadoras, você promove uma mentalidade de adaptação contínua, garantindo que sua empresa permaneça ativa diante Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO das mudanças dinâmicas no cenário da comunicação digital. Diante disso, quais resultados você acredita que poderá alcançar diante desse cenário? 1. Analise a relação entre mídias sociais e redes sociais, conforme descrito no texto. Quais são as principais características das mídias sociais e das redes sociais? 2. Qual a relação entre a inteligência arti�cial e as tecnologias de realidade aumentada? 3. Na sua concepção, qual opção abaixo seria um desa�o para o uso da Inteligência Arti�cial? Para cultivar uma mentalidade inovadora e impulsionar a criatividade dentro de uma equipe de trabalho, especialmente em um cenário competitivo e dinâmico, é crucial adotar uma abordagem sistemática e abrangente. O ponto de partida para se atingir esse objetivoé promover um ambiente colaborativo, em que a comunicação franca e a participação ativa de todos os membros da equipe são encorajadas. Ao incentivar o intercâmbio de ideias e perspectivas diversas, torna-se possível inspirar a criatividade e fomentar o pensamento inovador. Para conseguir impulsionar a inovação, é crucial criar um ambiente favorável à experimentação, e possibilitar que a equipe teste novas abordagens e tecnologias é fundamental para promover a implementação de ideias e soluções inovadoras. Ao estabelecer um espaço em que o aprendizado com os erros é reconhecido, a equipe se sente mais motivada a explorar novos caminhos e enfoques. Diante disso, estabeleça pelo menos três indicadores que serão responsáveis pela condução da gami�cação. Se necessário, estabeleça metas diferentes de acordo com cada realidade; isso pode ser mais justo e coerente com a equipe. Faça reuniões de alinhamento constantes para planejar e organizar eventos e momentos que estimulem a participação da equipe; por �m, crie uma relação direta e de con�ança com seus liderados. Nesse momento, é muito importante manter a palavra sobre todos os acordos da gami�cação, e uma dica importante é lembrar constantemente que o prêmio será pago na participação de lucro, e isso pode motivar várias pessoas. Boa sorte e bons estudos! Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO Figura 1 | Mídias sociais BORTOLETO, R. Planejamento e operações em mídias. São Paulo: Senac, 2020. BRUM, M. R.; RIEDER, R. 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Saiba mais Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO Recomendamos o documentário O dilema das redes, que aborda os riscos associados à extensa coleta de dados pelas redes sociais e aplicativos, destacando as ameaças que isso pode representar tanto para os usuários, individualmente, quanto para a sociedade como um todo. A noção de que todos nós, de certa forma, tornamo-nos “produtos” é fundamentada na percepção de que nossos dados pessoais especí�cos são os ativos mais valiosos no modelo de negócios das empresas de tecnologia. Referências EAUDOUIN, V. De la publication a la conversation: lecture et écriture électroniques. Réseaux, [S. l.], v. 6, n. 116, p. 199-225, 2002. CASTELLS, M. A sociedade em rede: do conhecimento à política. In: CASTELLS, M.; CARDOSO, G. A sociedade em rede: do conhecimento a ação política. Lisboa: Imprensa Nacional – Casa da Moeda, 2006. COPE, B.; KALANTZIS, M. Introduction: multiliteracies: the beginnings of an idea. In: COPE, B.; KALANTZIS, M. 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Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. http://www.fronteiras.com/entrevistas/pierre-levy-a-revolucao-digital-so-esta-no-comeco http://www.fronteiras.com/entrevistas/pierre-levy-a-revolucao-digital-so-esta-no-comeco Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO Dica para você Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua aprendizagem ainda mais completa. Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para você. Nela, você irá aprender conteúdos importantes para a sua formação pro�ssional. Vamos assisti-la? Bons estudos! Ponto de Partida Nosso percurso, nesta aula, consiste na compreensão do cenário contemporâneo. Nas aulas 1 e 2, estudamos a globalização, o conceito de hipertexto e as gerações da web, em especial, a web 2.0, que propicia um novo ethos, caracterizando os novos letramentos, bem como estudamos os multiletramentos e o entrelaçamento das diversas linguagens e culturas. Nesta aula, por sua vez, nosso objetivo é estudar os usuários da internet. Para isso, retomemos a situação geradora de aprendizagem, em que Maria, pro�ssional de recursos humanos da empresa GlobalTalent Solutions, percebeu a necessidade de expandir suas operações globalmente e aprimorar sua comunicação interna para atender às demandas de um mercado cada vez mais conectado. Ela foi designada a liderar essa iniciativa estratégica e está empenhada em encontrar maneiras inovadoras de integrar as novas tecnologias de comunicação em suas práticas de RH, no entanto, para ajudá-la nessa tarefa, você foi designado a colaborar para a implementação de estratégias de comunicação e engajamento que atendam às expectativas dos usuários da internet. Sua tarefa é desenvolver um plano abrangente de comunicação online que promova a marca e os serviços da GlobalTalent Solutions de maneira atraente e envolvente para o público- alvo, e isso deve incluir o uso estratégico de plataformas de mídia social, a criação de conteúdo relevante e informativo e a implementação de ferramentas de comunicação interna e�cazes para promover uma cultura de trabalho inclusivamente colaborativa. Além disso, proponha maneiras inovadoras de atrair e reter talentos por meio de canais online, considerando a demanda crescente por processos de recrutamento e seleção mais ágeis e interativos, além de identi�car e analisar as melhores práticas de engajamento online, levando em consideração as di�culdades e comportamentos dos usuários da internet, e sugerir estratégias de comunicação que fortaleçam a presença global da GlobalTalent Solutions e promovam uma interação signi�cativa com os clientes e funcionários em diferentes regiões do mundo. Por �m, apresente uma proposta detalhada sobre como a melhoria desse plano pode contribuir para o aprimoramento da comunicação interna, o fortalecimento da cultura organizacional e o aumento da competitividade global da GlobalTalent Solutions. Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO Vamos Começar! Na era digital contemporânea, os usuários da internet não são apenas consumidores passivos de informações, mas também produtores ativos de conteúdo, contribuindo para a crescente complexidade e diversidade da paisagem digital. Esses usuários estão envolvidos em uma variedade de atividades online, desde interações sociais em plataformas de mídia social até pesquisas informativas, compras online e colaborações em projetos de trabalho remoto. A interatividade e a conectividade oferecidas pela internet possibilitam a formação de comunidades virtuais e redes de apoio, permitindo que os usuários se envolvam em discussões signi�cativas, compartilhem interesses comuns e promovam mudanças sociais e políticas. Como vimos nas seções anteriores, a web 2.0 propiciou o novo éthos, potencializando “processos de trabalho coletivo, de troca afetiva, de produção e circulação de informações” (Primo, 2007, [s. p.]). Segundo Primo (2007), O’Reilly dá ênfase à passagem da publicação para a participação, que pode ser exempli�cada por comentários nos blogs e seu sistema de assinaturas. Primo (2007, [s. p.]) ressalta que, diferentemente do modelo massivo, que foca o centro, “a web 2.0 fortalece as bordas da rede", permitindo que múltiplas vozes, “antes prejudicadas pelo modelo massivo unidirecional”, possam se expressar, ao mesmo tempo em que “vandalismos, confusões e erros de informação ou de uso das ferramentas (como apagamento incidental de dados) ganham também espaço”. Vale destacarmos também que a internet permite a “tecnologia pull (o conteúdo é ‘puxado’ pela audiência), que se opunha ao modelo push (o conteúdo é ‘empurrado’ até a audiência) da mídia massiva” (Primo, 2007, [s. p.]), e toda essa circulação de textos midiáticos se dá graças a diversas possibilidades de relacionamentos e aos acessos a conteúdos que antes não tinham espaço nas mídias existentes. Essa circulação depende de interações no ciberespaço, e, para esse estudo, Primo (2007) chama os membros do processo interativo de “interagentes”, que podem ser pessoas ou um mecanismo digital. Antes de estudarmos os interagentes, é importante que você conheça os tipos de interação, que Primo (2007) classi�ca em dois grupos: a interação reativa e a interação mútua. A interação reativa é uma interação limitada, que envolve uma ação de estímulo e resposta, bem como depende da “previsibilidade e da automatização das trocas” (p. 145). Por exemplo, na instalação de um software, o usuário é levado a clicar em um botão para con�rmar se concorda ou discorda dos termos e condições de uso;além disso, quando um usuário, que deveria participar da interação mútua, programa seu e-mail para enviar uma resposta automática, há uma interação reativa em que, para a ação de enviar uma mensagem, há uma mesma resposta automática. Além desses exemplos, Primo (2007) apresenta outro, em que um site de e-commerce é programado para conceder desconto ao cliente no sexto item, de modo que sempre que um consumidor selecionar seis itens, o sexto terá o desconto prometido. Assim, o site reage automaticamente, conforme sua programação, independentemente do comprador e do horário Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO da compra. Da mesma forma, haverá interação reativa quando um leitor navegar por hipertextos de sites, mas este não poderá interferir no texto, nem recriá-lo com outras pessoas, porque cada link levará ao respectivo endereço programado. Siga em Frente... Assim, para estudar os interagentes que participam das interações em ambiente típicos da web 2.0, Primo (2007, [s. p.]), seguindo alguns autores (Benveniste, Charaudeau e outros), propõe o uso de pronomes pessoais: eu, tu (vós), ele (eles), it, nós, nós/todos. O eu “pode ser um blogueiro, um redator na Wikipédia, um fotógrafo no Flickr etc.”; o tu é o interagente com quem o eu mantém um relacionamento próximo, sendo vós, “no caso de um grupo de ‘tus’”; ele e eles são interagentes com quem o eu interage, mas não os conhece ou o relacionamento é distante, sem intimidade; o it, pronome neutro do inglês, refere-se a programas, a pessoas ou a mecanismos “que enviam mensagens ‘massivas’ como spam e vírus e cujas respostas de eu são normalmente ignoradas ou resultam no disparar automático de um software ‘maligno’ ou de um website” ou, ainda, apresenta-se utilizando dados alheios, como tu ou ele (dados que podem ser coletados por um “Cavalo de Tróia”). As interações com it são reativas, enquanto as outras interações, na maior parte das vezes, são mútuas. O nós é formado por eu e vós, um relacionamento em que “todos os participantes se conhecem” e compartilham “afetos de maior intensidade”; o nós/todos é o grupo em que o eu interage, mas nem todos se conhecem ou são próximos, é um grupo criado “basicamente em torno de interesses”, em que a afetividade não tem o mesmo impacto como em nós, mas os interagentes mantêm conversação enquanto outros testemunham; por �m, a coletividade é “constituída por vós, eles, pelo próprio eu e pela estrutura informática de interconexão e estoque”, de modo que quando o eu escreve na Wikipédia, está interagindo com a coletividade, podendo não existir um processo rigorosamente conversacional (Primo, 2007, [s. p.]). Vale ressaltarmos outros interagentes: “tu e ele podem ocultar suas identidades na web”. Quando um internauta lê o blog de eu sem se manifestar, é chamado de lurker, interagente com presença silenciosa; há outro caso (o eu/anônimo) em que o interagente participa da interação sem se identi�car, e o interagente que utiliza um nome falso é o fake, ele/fake. Lembra Primo (2007, [s. p.]) que “com grande frequência /fakes e /anônimos expressam-se de forma crítica e irônica”, e essa categorização de Primo é importante, pois deixa mais claro como o eu se relaciona com os outros interagentes e quão próximos estão esses interagentes ou se são máquinas que respondem. Como a�rmado por Castells (2006, p. 23), os usuários na internet interagem com outros usuários em vários âmbitos da vida, transformando a sociabilidade, já que nossa capacidade de se relacionar se amplia enormemente. Nessas novas possibilidades trazidas pela segunda geração da web, Jenkins (2015, [s. p.]) lembra que “os princípios da web 2.0 motivam o público a participar da construção e da customização de serviços e mensagens, em vez de esperar que as empresas lhes apresentem experiências completas formadas em sua totalidade”. Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO Para compreendermos melhor, podemos pensar nas atividades de fãs, que, muitas vezes, participam de grupos nós/todos para produzir e criar em cima de produções das empresas de mídia. Esses fãs podem ser chamados de "produsuários" “(produser, Bruns, 2008), um protagonista de práticas de ‘produsagem’ (produsage)” (Buzato; Sachs, 2015, p. 364). Os fãs, em sua "produsagem", tomam como ponto de partida trechos ou imagens originais das franquias que consomem e produzem outro texto midiático (o texto, aqui, é entendido de uma maneira mais ampla, não somente composto de linguagem verbal) e postam nos espaços em que compartilham com outros fãs. Por sua vez, estes podem retrabalhar o objeto postado e redistribuí-lo, tornando-se todos "produsuários". Essas práticas compõem a “cultura participativa”, termo cunhado por Henry Jenkins (1992) “para descrever a produção cultural e as interações sociais de comunidades de fãs” (Jenkins et al., 2015, [s. p.]). Atualmente, o termo se refere “a uma variedade de grupos que funcionam na produção e distribuição de mídia para atender a seus interesses coletivos” (Jenkins et al., 2015, [s. p.]); com essas mudanças, graças à presença e atuação dos públicos, “produtores, gerentes de marca, pro�ssionais de serviços ao consumidor e comunicadores corporativos estão acordando para a necessidade comercial de ouvi-los e de responder a eles de maneira ativa” (Jenkins et al., 2015, [s. p.]). As práticas citadas estão cada vez mais relacionadas ao capitalismo globalizado, e isso evidencia a chamada “economia afetiva”, “em que as corporações de mídia buscam promover o envolvimento do fã de todas as maneiras possíveis, de modo a criar e fortalecer love-brands, construindo, para tanto, um universo transmídia que envolve o fã a todo momento e em todo lugar e que captura sua energia criativa para capitalizar a própria marca” (Buzato; Sachs, 2015, p. 364). Por �m, é interessante observarmos os �uxos de mídia que são criados pela audiência ativa, a atenção a essas práticas por parte das corporações para incorporá-las e convertê-las em vantagens comerciais e sua preocupação com a propriedade do material, atentando-se para seus usos (comercial, educativo ou para entretenimento). Vamos Exercitar? Agora que já estudamos os conceitos desta seção, vamos nos empenhar para resolver nossa situação-problema. Para atender às demandas dos usuários da internet e integrar as novas tecnologias de comunicação de maneira e�caz, é crucial que Maria e sua equipe desenvolvam um plano abrangente de comunicação online para a GlobalTalent Solutions. Inicialmente, uma análise aprofundada da situação atual da empresa, considerando os desa�os decorrentes da dispersão geográ�ca e das expectativas em evolução dos usuários da internet no campo de Recursos Humanos, é fundamental para fundamentar as estratégias futuras. Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO Com base nessa análise, uma pesquisa extensiva de tendências e melhores práticas em comunicação online e estratégias de engajamento deve ser realizada para se identi�car abordagens bem-sucedidas aplicadas por outras empresas em políticas semelhantes. Isso fornecerá uma base sólida para o desenvolvimento de um plano de comunicação online que prioriza a presença da GlobalTalent Solutions nas plataformas de mídia social, com a criação de conteúdo relevante e atraente para seu público-alvo. Além disso, é essencial considerar abordagens inovadoras para atrair e reter talentos por meio de estratégias de recrutamento online, levando em conta as demandas especí�cas e comportamentos dos usuários da internet, e isso pode incluir o uso de técnicas de marketing de conteúdo e uma abordagem interativa durante o processo de seleção, para se criar uma experiência envolvente para os candidatos. Faz-se imprescindível de�nir métricas de avaliação que permitam monitorar o desempenho das estratégias de comunicação on-line e realizar os ajustes necessários. Dessa forma, a GlobalTalent Solutions poderá garantir que suas iniciativas estejam alinhadas com os objetivos da empresa e as expectativas em constante evolução dosusuários da internet, contribuindo, assim, para fortalecer sua presença global e sua competitividade no mercado. Saiba mais Recomendamos a leitura do artigo: Impactos do uso das redes sociais virtuais na saúde mental dos adolescentes: uma revisão sistemática da literatura, que explora uma extensa Revisão Sistemática de Literatura (RSL) que foi conduzida para examinar os efeitos do uso das tecnologias digitais na saúde mental dos adolescentes, seguindo todos os protocolos metodológicos da RSL. Os resultados con�rmaram a existência de uma relação entre dependência tecnológica e saúde psicológica entre os jovens, além de evidenciar que as redes sociais virtuais podem agravar problemas sociais e ter impactos signi�cativos na vida dos indivíduos, incluindo ansiedade, depressão e dependência. Referências BUZATO, M. El K.; SACHS, R. S. Práticas hipermodais dos fãs de Glee no Tumblr: desviar para crer. Calidoscópio, São Leopoldo, v. 13, n. 3, p. 363-375, set./dez. 2015. CASTELLS, M. A sociedade em rede: do conhecimento à política. In: CASTELLS, M.; CARDOSO, G. A sociedade em rede: do conhecimento à ação política. Lisboa: Imprensa Nacional – Casa da Moeda, 2006. JENKINS, H.; FORD, S.; GREEN, J. Cultura da conexão. São Paulo: Aleph, 2015. https://educacaoepsicologia.emnuvens.com.br/edupsi/article/view/156 https://educacaoepsicologia.emnuvens.com.br/edupsi/article/view/156 Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO PRIMO, A. A grande controvérsia: trabalho gratuito na web 2.0. In: RIBEIRO, J. C.; BRAGA, V.; SOUSA, P. V. (Org.). Performances interacionais e mediações sociotécnicas. Salvador: EDUFBA, 2015. PRIMO, A. O aspecto relacional das interações na web 2.0. E- Compós, Brasília, v. 9, p. 1-21, 2007. Aula 4 O impacto das novas tecnologias O impacto das novas tecnologias Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Dica para você Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua aprendizagem ainda mais completa. Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para você. Nela, você irá aprender conteúdos importantes para a sua formação pro�ssional. Vamos assisti-la? Bons estudos! Ponto de Partida Esta é a aula que fecha nossa primeira unidade da disciplina. Durante os estudos, conhecemos a globalização, compreendendo sua atual fase cujo diferencial é a presença das novas tecnologias, bem como vimos o conceito do hipertexto e as gerações da web. Também, abordamos as mudanças no comportamento dos usuários da internet com a web 2.0, o novo éthos e as característica dos novos letramentos que estão relacionados ao multiletramento; por �m, vimos as possibilidades de interação e os comportamentos dos usuários em relação ao consumo e, também, à produção de conteúdo para circular na web. Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO Nesta aula, re�etiremos sobre as mudanças na vida pro�ssional em um mercado de trabalho transformado pela presença das novas tecnologias e estudaremos o design thinking, método para se buscar inovações e ideias tão essenciais nesse mercado de trabalho que exige proatividade e �exibilidade dos pro�ssionais. Nesse contexto, como consultor de comunicação designado a auxiliar Maria e a GlobalTalent Solutions, você é responsável por desenvolver um plano estratégico abrangente que integre e�cazmente as novas tecnologias de comunicação para melhorar a vida pro�ssional dos funcionários e a participação na competitividade global da empresa. Sua tarefa é: Realizar uma análise detalhada das práticas atuais de comunicação interna e externa da GlobalTalent Solutions, identi�cando lacunas e oportunidades para a implementação de tecnologias de comunicação inovadoras. Propor uma abordagem abrangente para a integração de novas tecnologias de comunicação considerando os desa�os enfrentados devido à dispersão geográ�ca de clientes e funcionários. Identi�car as melhores práticas para o uso de ferramentas de comunicação online, como plataformas de colaboração remota, aplicativos de mensagens corporativas e softwares de gerenciamento de projetos, a �m de promover uma cultura de trabalho colaborativa e inclusiva. Desenvolver um plano de treinamento e capacitação para os funcionários, aprimorando suas habilidades no uso e�caz das novas tecnologias de comunicação, garantindo, assim, uma transição suave e e�ciente para as novas práticas de comunicação. Propor estratégias para aprimorar a marca da empresa por meio de campanhas de marketing digital e presença online, destacando a excelência da GlobalTalent Solutions e seu compromisso com a inovação e a qualidade na prestação de serviços de RH. Ao concluir essas etapas, você contribuirá signi�cativamente para o fortalecimento da competitividade global e para a criação de um ambiente de trabalho mais conectado e colaborativo na GlobalTalent Solutions. Vamos Começar! O funcionamento do mercado de bens e serviços tem se alterado com a presença das novas tecnologias, consequentemente, o mercado de trabalho vai re�etir essas mudanças. Conforme aponta Herédia (2004, [s. p.]), nos anos 1970, a economia internacional passou por “uma crise estrutural que acarretou um processo de aprofundamento da globalização do capital através da integração e da internacionalização de várias etapas do processo produtivo”. Os países de economia avançada se reestruturaram por meio das inovações técnicas, organizacionais e �nanceiras, enquanto os países não avançados, como o Brasil, também sentiram a crise, porém, como efeito, tiveram baixos índices de investimentos nas atividades produtivas, passaram por uma “forte sangria �nanceira para pagamento de juros da dívida externa” e pela “deterioração de importantes setores da infraestrutura econômica”, de maneira que o parque industrial �cou Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO estagnado não acompanhando “os avanços da revolução tecnológica e as exigências do comércio mundial” (Herédia, 2004, [s. p.]). O uso de novas tecnologias, em muitos países, reduziu a necessidade do trabalho, devido à automação, e alterou os processos produtivos. Rompeu-se, então, com o modelo fordista e sua linearidade na produção e deu-se a possibilidade de fragmentar, de modo estratégico, o processo produtivo em diversas regiões do planeta (Morrow; Torres, 2004). No Brasil, houve terceirizações justi�cadas pela competitividade e redução de custos, bem como mudanças que se iniciaram em áreas de apoio ao setor produtivo (limpeza, transporte entre outros), alcançando áreas como recursos humanos, comunicação e marketing (Herédia, 2004). Essa reestruturação produtiva, por sua vez, gerou precarização do trabalho “pela saída de trabalhadores do mercado formal de trabalho para os setores informais” (Herédia, 2004, [s. p.]), além de diminuir a organização dos trabalhadores para lutar por seus direitos (Morrow; Torres, 2004). Assim, com o desenvolvimento tecnológico, o quadro funcional das empresas encolheu, surgindo “nova cultura empresarial voltada para a educação e o treinamento” (Herédia, 2004, [s. p.]); a estrutura hierárquica se enfraquece, formando-se equipes de trabalho compostas de pro�ssionais proativos, �exíveis, que sabiam negociar e trabalhar em equipe, que buscavam sempre se atualizar, aprender, colaborar e avaliar alternativas (Cope; Kalantzis, 2009). Siga em Frente... Ideias e inovação Nesse mercado em que a presença da web 2.0 propiciou mudanças na forma de trabalhar, exige- se dos pro�ssionais que tragam novas ideias e trabalhem de forma colaborativa. Assim, é válido conhecer e recorrer a métodos e técnicas que auxiliem nesse processo de geração de ideias. Aqui, apresentamos o design thinking e o mapa conceitual; o primeiro é uma metodologia de inovação que se baseia nos métodos e na sensibilidade do designer para alinhar as necessidades das pessoas com o que é tecnologicamente e estrategicamenteviável, transformando-os em valor para o cliente e uma oportunidade de mercado (Brown, 2008); o segundo é um instrumento para organizar e representar conhecimento e organizar ideias. O design thinking, que é um método que foi criado por Tim Brown, CEO da Ideo, empresa que antes desenhava novos produtos e, agora, desenha soluções de negócios de inovação (Hashimoto, 2012), traz os princípios do design e aplica-os na maneira de trabalhar (Kolko, 2015), e não é a questão de estética que está em jogo, mas o modo que se trabalha, como se pensa. Uma abordagem que, segundo Kolko (2015, [s. p.]), procura responder “à crescente complexidade das novas tecnologias e dos negócios modernos”, já que “as pessoas esperam que a interação com as tecnologias recentes e sistemas complexos seja simples, intuitiva e prazerosa.” Os Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO pro�ssionais não precisam ser da área de design, mas devem buscar uma empatia com os usuários; saber escutá-los (Lellis, 2015); observar as experiências deles, principalmente as emocionais (Kolko, 2015); observar detalhadamente a questão a ser solucionada; desenvolver um pensamento integrativo, explorando ideias opostas ou contraditórias como fontes de inspiração; buscar sintetizar essas ideias, integrando utilidade e experiências emocionais; e trabalhar colaborativamente com pessoas de diversas áreas (Brown, 2008). Além disso, a prototipagem é algo importante, ou seja, protótipos devem ser executados para se testar a solução em questão, para observar erros e aprimorar a solução por meio de um modelo tridimensional físico ou projetado ou experiências simuladas nos ramos de serviços (Hashimoto, 2012), devendo-se tolerar falhas, pois “os equívocos fazem parte do desenvolvimento das ideias” (Kolko, 2015, [s. p.]). Diante disso, podemos resumir o processo em três momentos: inspiração, contextualização, empatia e motivação; ideação, geração, desenvolvimento e teste de ideias; e implementação da solução. Vale ressaltarmos que, no processo, as ideias podem ser rede�nidas e novas direções podem ser tomadas (Brown, 2008), e para facilitar a organização de ideias, é possível utilizar os mapas conceituais, que utilizam a linguagem grá�ca para organizar conceitos e os relacionarem entre si. Nesses mapas, são ressaltados os conceitos/as ideias consideradas mais importantes, estabelecendo-se relações entre elas; dessa forma, facilita-se a preparação de uma palestra, por exemplo, ou a resolução de um problema. En�m, com o design thinking, um método que nos leva a observar a situação e as pessoas envolvidas de modo empático e detalhado, além de nos chamar atenção para considerar ideias não compatíveis, estimula-nos a fazer testagens e aperfeiçoar nossas ideias para inovarmos. Nesse processo, o mapa conceitual (lembre-se do vídeo sugerido na webaula) pode nos ajudar na organização e na “visualização” de ideias para explorá-las e desenvolvê-las. A inteligência arti�cial e sua in�uência na vida pro�ssional e nas novas tecnologias da comunicação A Inteligência Arti�cial (IA) é um conceito relevante no campo da tecnologia da re�exão, representando a habilidade das máquinas de processar e interpretar dados com o propósito de solucionar tarefas especí�cas e alcançar metas prede�nidas (Ferreira et. al. 2023). A automação de processos é um dos principais benefícios, permitindo a delegação de tarefas repetitivas aos sistemas IA e possibilitando que os pro�ssionais se dediquem a atividades de maior valor, resultando em uma maior e�ciência operacional e na alocação estratégica de recursos humanos. Além disso, a incorporação de assistentes virtuais e chatbots impulsionados pela IA fortalece a comunicação tanto interna quanto externa, simpli�cando o suporte ao cliente, a execução de tarefas simples e o atendimento ágil e preciso a consultas. A capacidade da IA de processar grandes conjuntos de dados também é de extrema importância, permitindo a identi�cação de padrões, tendências e insights importantes, o que contribui para decisões informadas, integração Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO de tendências de mercado mais precisas e o desenvolvimento de estratégias de negócios mais e�cazes. Outro aspecto fundamental é a capacidade da IA de personalizar e segmentar conteúdos, proporcionando experiências personalizadas aos clientes com base em suas preferências e comportamentos individuais. Essa personalização reforça a e�cácia das campanhas de marketing e fortalece o relacionamento com o cliente, resultando em interações mais signi�cativas e produtivas. Além disso, a IA fortalece a segurança cibernética ao identi�car e responder a ameaças em tempo real, protegendo dados sensíveis da empresa e dos clientes, garantindo a integridade das operações de comunicação. De acordo com Ferreira et al. (2023), a aplicabilidade da IA evidencia várias vantagens trazidas, incluindo a redução de falhas e a otimização de processos, além de seu papel de apoio na tomada de decisões empresariais. No entanto, algumas implicações também merecem destaque, como o risco potencial de aumentar o desemprego e as considerações éticas envolvidas, e um desa�o tecnológico predominante em projetos que envolvem IA é a falta de compreensão sobre a área técnica, especialmente entre os pro�ssionais não familiarizados com a área técnica. Ao implementar estrategicamente a IA na vida pro�ssional e nas novas tecnologias de comunicação, as empresas aprimoram processos, contribuem com e�ciência e oferecem experiências de alta qualidade aos clientes, o que contribui para um ambiente de trabalho mais produtivo e competitivo. Vamos Exercitar? Agora que já estudamos os conceitos desta aula, vamos resolver nossa situação-problema. Como consultor de comunicação designado a auxiliar Maria e a GlobalTalent Solutions, você deve fazer uma análise minuciosa das práticas atuais de comunicação interna e externa da GlobalTalent Solutions, identi�cando as lacunas na comunicação entre equipes dispersas geogra�camente. Pode-se observar a falta de uma plataforma uni�cada para comunicação e�ciente, o que resulta em atrasos na transferência de informações cruciais e na colaboração entre equipes; diante disso, é possível propor a implementação de uma plataforma de comunicação online integrada, que permitirá o trabalho em tempo real entre os funcionários, independentemente de sua localização geográ�ca, e essa abordagem abrange a adoção de ferramentas de videoconferência e software de gerenciamento de projetos que visam melhorar a comunicação e a e�ciência operacional. Além disso, é recomendado o uso de plataformas de colaboração remota como o Slack e o Microsoft Teams com softwares de gerenciamento de projetos como o Asana e o Trello. Essas Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO ferramentas foram selecionadas devido à sua facilidade de uso, escalabilidade e capacidade de integrar diferentes equipes e departamentos. Desenvolva um plano de treinamento abrangente que inclui workshops presenciais e online, bem como tutoriais em vídeo para familiarizar os funcionários com o uso das novas tecnologias de comunicação. O objetivo é garantir que todos os membros da equipe possam utilizar ferramentas de maneira e�caz e e�ciente, facilitando uma transição suave para as novas práticas de comunicação. Por �m, proponha uma estratégia de marketing digital focada na criação de conteúdo relevante e informativo que destaque a experiência e a excelência da GlobalTalent Solutions. Além disso, recomendamos o uso de redes sociais e anúncios direcionados para ampliar o alcance da marca e promover sua con�ança como uma líder em soluções de RH inovadoras e de alta qualidade. Saiba mais Trabalho de Conclusão de Curso: O papel dos fãs na propagação de produtos culturais de fora do eixo mainstream midiático: uma análise da série Skam. Nesse trabalho, a autora aborda como uma série que não é transmitida no país e não possui visibilidade midiática teve um grande sucesso com a colaboração dos seusfãs, que foram fundamentais para que a série obtivesse o alcance que tem, e, em especial, como o grupo Portal Skam Brasil teve papel determinante para a disponibilização da série no país. Referências BROWN, T. Design thinking. Harvard Business Review, Nova Iorque, jun. 2008. COPE, B.; KALANTZIS, M. Multiliteracies: new literacies, new learning. Pedagogies – An International Journal, [S. l.], v. 4, n. 3, p. 164-195, jul. 2009. FERREIRA, J. M. et al. A inteligência arti�cial na educação: a tecnologia como aliada da educação a distância. Revista Amor Mundi, [S. l.], v. 4, n. 6, p. 143–157, 2023. HASHIMOTO, M. Você sabe o que é design thinking? Revista PEGN, São Paulo, ago. 2012. HEREDIA, V. Novas tecnologias nos processos de trabalho: efeitos da reestruturação produtiva. Scripta Nova – Revista Electrónica de Geografía y Ciencias Sociales, Barcelona, v. 6, n. 170, ago. 2004. KOLKO, J. O design thinking atinge a maturidade. Harvard Business Review Brasil, São Paulo, set. 2015. https://dspace.unipampa.edu.br/handle/riu/7943 https://dspace.unipampa.edu.br/handle/riu/7943 Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO LELLIS, J. A pro�ssão na era do “design thinking”. Observatório da Imprensa, São Paulo, set. 2015. MORROW, R. A.; TORRES, C. A. Estado, globalização e políticas educacionais. In: BURBULES, N. C.; TORRES, C. A. (Org.). Globalização e educação: perspectivas críticas. Porto Alegre: Artmed, 2004. Aula 5 Encerramento da Unidade Videoaula de Encerramento Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Dica para você Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua aprendizagem ainda mais completa. Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para você. Nela, você irá aprender conteúdos importantes para a sua formação pro�ssional. Vamos assisti-la? Bons estudos! Ponto de Chegada Estudante, precisamos ressaltar a importância e o impacto das novas tecnologias aplicadas à comunicação. Durante esta jornada, exploramos os conceitos fundamentais das tecnologias emergentes, compreendendo suas diversas aplicações e benefícios em uma variedade de contextos pro�ssionais e pessoais, bem como analisamos as tendências atuais, incluindo inteligência arti�cial, realidade virtual, internet das coisas e blockchain, destacando seu papel na transformação e otimização das práticas de comunicação. Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO Ao abordarmos a inteligência arti�cial, examinamos seu papel vital na automação de processos de comunicação, enfatizando como os assistentes virtuais e chatbots estão revolucionando a interação entre empresas e clientes. Além disso, exploramos o impacto da realidade virtual e a ampliamos na criação de experiências imersivas e interativas, abrindo novas possibilidades para a narrativa visual e a comunicação sensorial. Do mesmo modo, ao considerarmos a internet das coisas, re�etimos sobre sua in�uência na conectividade e na troca de dados em tempo real, enfatizando sua aplicação em ambientes corporativos e domésticos, bem como analisamos as implicações da tecnologia blockchain na segurança e integridade das comunicações digitais, demonstrando seu papel na proteção de informações sensíveis e na garantia de transações seguras e transparentes. Assim, é crucial reiterarmos a importância de se incorporar essas tecnologias de forma estratégica e ética, apoiando seu potencial de intervenção na inovação e melhorando a e�ciência operacional, pois a integração dessas soluções tecnológicas não apenas melhora a e�cácia da comunicação, mas também fortalece a competitividade e a resiliência das organizações em um cenário global cada vez mais dinâmico e interconectado. Por �m, parabéns pela sua dedicação e interesse em aprender as novas tecnologias aplicadas à comunicação; que esses conhecimentos sirvam como base sólida para você explorar e implementar soluções inovadoras e e�cazes em sua área de atuação, contribuindo para o avanço e a evolução contínua de sua prática pro�ssional. É Hora de Praticar! Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Considere que você é o gerente de um departamento de comunicação em uma empresa de consultoria em comunicação digital. Recentemente, a empresa decidiu investir em tecnologias inovadoras para aprimorar suas estratégias de comunicação e ampliar sua base de clientes, no entanto, ao liderar sua equipe, você percebe a necessidade de promover uma cultura de inovação e criatividade que é fundamental para se destacar em um mercado cada vez mais competitivo e em constante evolução. Para colaborar com a criatividade e gerar novas ideias inovadoras em sua equipe, planeje uma sessão de brainstorming e discussão sobre as tecnologias emergentes no campo da comunicação digital; além disso, propomos a criação de um moodboard que represente Disciplina NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS À COMUNICAÇÃO visualmente as ideias e conceitos discutidos durante a sessão, ressaltando a importância das representações visuais na comunicação e�caz das ideias e conceitos. Como líder, explore as diversas técnicas e estratégias de brainstorming adaptadas às novas tecnologias de comunicação, enfatizando como a criatividade e a colaboração são essenciais para a inovação nesse setor em constante evolução, e re�ita sobre como essa atividade prática pode fortalecer a cultura de inovação em sua empresa e como pode impactar positivamente o desenvolvimento de novas estratégias de comunicação digital e a melhoria dos serviços prestados aos clientes. Ao cultivar sua equipe para explorar novas abordagens e tecnologias inovadoras, você promove uma mentalidade de vanguarda e adaptação contínua, garantindo que sua empresa permaneça �rme diante das mudanças dinâmicas no cenário da comunicação digital. 1. Quais das seguintes tecnologias são conhecidas para facilitar a interação e o envolvimento do cliente? 2. Quais são os desa�os mais comuns associados à implementação de novas tecnologias de comunicação? 3. Qual é o principal benefício da aplicação prática de tecnologias emergentes na comunicação empresarial? Para promover uma cultura de inovação e estimular a criatividade em uma equipe de trabalho, especialmente em um ambiente competitivo e dinâmico, é fundamental adotar uma abordagem estruturada e abrangente, e o primeiro passo para alcançar esse objetivo é fomentar um ambiente colaborativo, em que a comunicação aberta e a participação ativa de todos os membros da equipe sejam incentivadas. Ao estimular o compartilhamento de ideias e perspectivas diversas, é possível inspirar a criatividade e o pensamento inovador. Além disso, a realização de sessões regulares de brainstorming e discussão é crucial. A organização de reuniões periódicas fornece um espaço para a equipe discutir desa�os e oportunidades, promovendo a geração de ideias inovadoras e soluções criativas. Aliás, a exploração de diferentes técnicas de brainstorming pode maximizar o potencial criativo da equipe, incentivando abordagens variadas e perspectivas únicas. Para estimular ainda mais a inovação, é fundamental estabelecer um ambiente propício à experimentação, e permitir que a equipe experimente novas abordagens e tecnologias é essencial para encorajar a implementação de ideias e soluções inovadoras. Ao criar um espaço em que o aprendizado com os erros é valorizado, a equipe se sente mais incentivada a explorar novos caminhos e abordagens. Investir em treinamento e desenvolvimento também é um papel fundamental, bem como oferecer oportunidades de aprendizado relacionadas às últimas tendências e tecnologias no campo da comunicação, capacitando os membros da equipe com as habilidades permitidas para se implementar novas tecnologias