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CONTEÚDOS ESTÁGIO LACIPED 2025.1 
I. Protocolo pós-op. ERAS e ACERTO 
Definição dos protocolos 
1. Enhanced Recovery After Surgery (ERAS®) - fornece planos transformadores para 
minimizar dores, acelerar a recuperação do paciente e reduzir as complicações no 
perioperatório e a duração da internação no hospital. Além de melhorar os resultados 
dos pacientes, os mapas de cuidado e a padronização ERAS resultaram na redução 
notável no uso de opioides em pacientes cirúrgicos. 
 
 
2. ACERTO (Aceleração Da Recuperação Total Pós-Operatória) - território nacional. 
Cuidados tradicionais são modificados neste projeto, com base na evidência de estudos 
randomizados e meta-análises, como: 
● Avaliação perioperatória do status nutricional 
○ verifica desnutrição, perda ponderal e suas causas ou necessidade de perda de 
peso para cirurgia, necessidade de suplementação da dieta para otimização da 
reccuperação cirúrgica, necessidade de suplementação de proteínas, entre 
outros; 
● Abreviação do jejum pré-operatório: jejum para sólidos por seis a oito horas, 
líquidos claros até duas horas antes da operação; 
● Realimentação precoce no pós-operatório: 
Em colecistectomias, herniorrafias, cirurgias ano-orificiais e outras cirurgias do 
aparelho digestivo que não incluam anastomoses, deve-se oferecer dieta oral branda 
no mesmo dia da operação (3 a 12h após o procedimento). 
Em cirurgias com anastomoses gastrintestinais, enteroentérica, enterocólica ou 
colorretal, a dieta líquida deve ser iniciada até 24h de pós-operatório. 
Já em cirurgias com anastomose esofágica, a dieta deve começar com 12 a 24h 
de pós-operatório, através de sonda nasoenteral ou jejunostomia. 
● Redução de fluidos endovenosos: visando minimizar as consequências de uma 
reposição volêmica exacerbada (mortalidade e complicações perioperatórias); 
● Prevenção de náuseas e vômitos no pós-operatório: prescrição de procinéticos, 
sendo o principal exemplo prático a metoclopramida, associado a um antagonista 
do receptor 5-HT3 de resgate (ondansetrona); 
● Evitar o uso de opioides no pós-operatório: estão relacionados a depressão 
respiratória, retenção urinária, predisposição a náuseas e vômitos, além de íleo 
pós-operatório prolongado; 
● Uso racional de drenos e sondas apenas em cirurgias com > risco de dilatação 
gástrica ou íleo prolongado: sem comprovação científica de benefício em casos 
com menor risco; 
● Estímulo à deambulação extra precoce: para prevenção de complicações, como 
atelectasia, pneumonia, íleo adinâmico e tromboembolismo pulmonar, atrofia 
muscular e perda de massa magra; 
● Evidência contrária ao preparo mecânico do cólon para operações colônias 
convencionais; 
● Uso racional de antibióticos e prevenção de infecção de sítio cirúrgico. 
● Uso de sonda nasogástrica, drenos abdominais, preparo pré-operatório do 
cólon e jejum pré-operatório de 6-8 horas são modificados neste projeto, com 
base na evidência de estudos randomizados e meta-análises. Além disso, o projeto 
reforça a restrição de fluidos intravenosos e o uso de terapia nutricional no 
perioperatório. 
 
 
 
II. Tipos de Abdome Agudo 
Abdome Agudo = é uma condição clínica que tem como principal sintoma a dor abdominal de 
aparecimento súbito. 
● Dor abdominal aguda, necessita de avaliação e tratamento rápidos. 
● Pode ser clínico(não-cirúrgico) ou cirúrgico. 
● Não há abdome agudo sem dor. 
● O diagnóstico precoce é essencial para diminuir a morbimortalidade. 
● Anamnese detalhada e exame físico minucioso são mais importantes do que qualquer 
exame complementar. 
https://www.eumedicoresidente.com.br/post/tromboembolismo-pulmonar
● A primeira avaliação é a mais importante, porque a analgesia subsequente pode alterar 
o exame físico. 
● Avaliações seriadas pelo mesmo médico são a melhor forma de determinar a 
progressão ou a resolução da doença. 
 
Fisiopatologia da Dor Abdominal 
• Dor somática ou parietal: tem origem no peritônio parietal, é constante, fixa e se acentua 
com os movimentos, o paciente fica imóvel (peritonite). 
• Dor visceral: provocada por distensão ou contração de vísceras ocas, de localização 
imprecisa, que faz o paciente se movimentar constantemente (dor tipo cólica). 
• Dor referida ou irradiada: dor de origem intra-abdominal que se manifesta em área 
anatomicamente distante, por compartilhar os mesmos circuitos neurais centrais (dor no ombro 
direito por irritação do diafragma). 
 
Abdome Agudo Não Traumático 
● Dor Abdominal 
● Importância no Pronto Atendimento 
● A queixa de dor abdominal aguda é responsável por cerca de 5 a 10% das admissões 
nos Serviços de Emergência. 
● Cirurgiaem geral difusa, algumas vezes 
de forte intensidade. 
● Associado a vômitos graves. 
■ Gastroenterite infecciosa, enterite e colite: 
● Etiologias: viral, bacteriana, parasitária, uso de antibiótico. 
● Febre, diarreia e / ou vômitos podem ser sintomas mais 
proeminentes do que a dor abdominal, que se apresenta 
geralmente tipo cólica. 
 
III. Assepsia e antissepsia cirúrgica 
A assepsia e a antissepsia são pilares essenciais na cirurgia moderna, contribuindo 
significativamente para a redução das taxas de infecção e melhorando os resultados clínicos. A 
adesão estrita a essas práticas é fundamental para a segurança do paciente e a eficácia dos 
procedimentos cirúrgicos. 
Definições 
● Assepsia: Refere-se ao conjunto de práticas que visam manter um ambiente 
livre de microrganismos patogênicos. O objetivo é evitar a contaminação 
durante procedimentos cirúrgicos. 
● Antissepsia: Envolve a aplicação de substâncias químicas (antissépticos) para 
eliminar ou inibir o crescimento de microrganismos em tecidos vivos, 
especialmente na pele e mucosas, antes de intervenções cirúrgicas. 
 
IV. Instrumental Cirúrgico 
Diérese: ato de separar os tecidos com fins operatórios. 
- Incisão: separar os tecidos com corte 
- Divulsão: separar os tecidos sem corte. 
 
 
 
 
 
Hemostasia: processo fisiológico que o corpo usa para interromper ou prevenir hemorragia e 
sangramento. 
 
 
 
 
 
 
 
Síntese: consiste na aproximação e sutura dos tecidos seccionados ou ressecados com o 
objetivo de acelerar a cicatrização. 
 
 
 
Instrumentais Auxiliares 
 
 
 
Laparoscópio: são utilizados em cirurgias videolaparoscópicas. São os irrigadores, aspirador, 
pinças, tesouras, ganchos, afastadores de 5 e 10 mm de diâmetro que são introduzidos na 
cavidade abdominal ou torácica através dos trocátertes para realização dos procedimentos. 
 
 
 
	CONTEÚDOS ESTÁGIO LACIPED 2025.1 
	I.​Protocolo pós-op. ERAS e ACERTO 
	 
	II.​Tipos de Abdome Agudo 
	III.​Assepsia e antissepsia cirúrgica 
	Definições 
	IV.​Instrumental Cirúrgico 
	Diérese: ato de separar os tecidos com fins operatórios.

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