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HISTÓRIA E FILOSOFIA JURÍDICA FOTO CAPA ELLEN THAYNNÁ MARA DELGADO BRANDÃO 2 UNIDADE 1 INTRODUÇÃO À FILOSOFIA 1. INTRODUÇÃO À FILOSOFIA Ao estudarmos filosofia jurídica, antes de tudo, devemos saber o que vem a ser a pró- pria filosofia em si, para, posteriormente, tratarmos especificamente da filosofia jurídica. Sem que se compreenda a filosofia de forma geral, com seus métodos e funções, não é possível ter a compreensão plena da filosofia jurídica. 1.1. INTRODUÇÃO À FILOSOFIA, À CULTURA E AO DIREITO Iniciamos nosso estudo compreendendo o que vem a ser a filosofia de forma geral. De acordo com Mascaro (2016), é identificada, contemporaneamente, como uma tradição consolidada de pensamentos, temas, ideias, métodos, indagações e conclusões. Além dis- so, é uma disciplina universitária, estabelecida e especificada em relação aos demais ramos do conhecimento. A depender do modo como se trata a questão da sociedade, se lidamos com estatísticas, análises de movimentos empíricos concretos, costuma-se dizer que estamos fazendo sociologia. Se nos perquirimos sobre o sentido da sociedade, costuma-se dizer então que estamos fazendo filosofia. Assim, a filosofia é identificada a partir de uma série específica de percepções a respeito da própria razão. (MASCARO, 2016, p.12) Desse modo, entendemos a filosofia como a busca pelo sentido da sociedade, tendo o estudo do homem como seu foco. Como sabemos, o homem é capaz de ação e de pensamento, sendo essa uma dico- tomia que surgiu em conjunto com o termo filosofia. Quem criou o termo filosofia foi Pitágoras, que trouxe essa denominação como forma de designar aquele que não veio ainda a alcançar a sabedoria, porém, é amigo da sabedoria, porque se encontra em busca dela. Pitágoras se preocupou com o fato de que a percepção do todo não é dada àquele que atua, que age, que pratica ou que exerce alguma atividade. Aquele que age não possui como característica enxergar com distanciamento, ter a visão completa do horizonte, adentrar todos os quadrantes do observado, pois essas são características daquele que contempla (BITTAR; ALMEIDA, 2019). É ilustrada por Pitágoras essa relação da ação e da observação ao trazer como exem- plo um jogo. No jogo, aquele que se encontra imerso nele, disputando, lutando para ter uma posição de destaque, utilizando-se de esforços físicos, não consegue e não pode ter noção da conjuntura dos acontecimentos ocorridos dentro do estádio; esse ato dele então representa a ação. No entanto, aquele que se encontra no papel de observador U1 3História e filosofia jurídica Introdução à filosofia não age, não participa, não disputa, mas tem noção de tudo, pois tem a visão privilegia- da de tudo que ocorre dentro do estádio. Na filosofia pitagórica, o filósofo é apontado, por meio de um simbolismo alegórico, como aquele que participa da vida como espectador dos aconte- cimentos, e não como aquele que se coloca em posição ativa no desenvol- vimento de diversas atividades. A própria raiz etimológica do termo theoria descende diretamente de theastai, o que transmite a ideia da superioridade da observação com relação à participação. (BITTAR; ALMEIDA, 2019, p. 31) Por meio desse pensamento de Pitágoras, podemos observar que a filosofia, como estudo do homem, é muito mais do que o resultado do pensamento dele, a filosofia se constitui em um enfrentamento do pensamento e da realidade, sendo a análise sobre determinado assunto e o agir com relação a ele. Figura 01. O pensamento e a realidade, o pensar e o agir Fonte: Freepik Importante ainda delinear que esse agir possui uma ligação direta com a decisão, pois não existe ação sem haver uma decisão. Mesmo que o conteúdo da decisão seja míni- mo, toda ação advém de uma decisão. Diante desse contexto, pode-se dizer que a in- vestigação sobre os fundamentos da decisão reclama a atitude do observador externo. Daí se observa a ligação entre observação, decisão e ação. Agir é responder por condutas positivas ou negativas a estímulos de diver- sas naturezas (morais, econômicos, jurídicos, afetivos, religiosos…). Daí se poder falar em ação com estímulo moral, em ação jurídica, em ação afeti- va… O que há de comum a todas é o fato de necessitarem de decisões e 4 História e filosofia jurídica U1 Introdução à filosofia reclamarem respostas. Como todas as demais espécies de ação, a ação jurídica reclama decisão. Ater-se à ação jurídica, no entanto, é deter-se e bastar-se com a simples decisão, com a resposta. E, de fato, o que se pode dizer desde já é que a ação é uma resposta, positiva ou negativa, a um es- tímulo (externo ou interno). Uma ação colérica que, por vingança a um mal sofrido anteriormente, se desdobra em um assassínio, é uma decisão de tirar a vida de outrem, com base em sentimentos pessoais e relacionais de simpatia, antipatia. (BITTAR; ALMEIDA, 2019, p. 32) No entanto, quando se investigam as causas que levaram a esse agir, quando se pro- curam os fundamentos, buscam-se respostas que são levadas a questionamentos. É a partir desses questionamentos que o campo da filosofia se abre, sendo uma atitude tipicamente filosófica o ato de pensar os fundamentos, reclamar os princípios, analisar as consequências. O pensamento filosófico, em suma, encontra-se no terreno das incertezas, das pergun- tas, não se detendo simplesmente às respostas, mas, sim, ao pensamento do porquê os fatos vêm a ocorrer. A relação na filosofia não se encontra comprometida plenamen- te com a simples ação, porque ela iria se converter em tecnicismo decisório (NADER, 2018). Compreenda-se, portanto, que a filosofia não é uma inimiga da ação, nem prescinde da ação. Para muitos, a filosofia é mesmo uma forma de ação, ou deve se comprometer com a ação (filosofia da praxis). É ela grande aliada da ação, mas no sentido de sua iluminação. Investigar, e não agir, é sua proposta. Ou, até mesmo, agir racionalmente objetivando melhor conheci- mento da ação humana, é esta sua proposta. E, com esta, atrela-se a um objeto de estudo extremamente vasto, que abarca inúmeras práticas sociais e capacidades intrínsecas humanas (ação científica, ação religiosa, ação moral, ação lógica, ação política, ação ética, ação retórica, ação jurídica, ação burocrática…), ao qual se detém de modo universal. (BITTAR; ALMEI- DA, 2019, p. 36) Busca-se, com a filosofia, estimular o pensamento do homem. Quando tratamos da cultura relacionada a esse campo de estudo, devemos ter em mente que a sua formação advém da aptidão que o homem possui de conhecer e que é exercida por meio da faculdade de distinguir e relacionar as coisas (também chamada de discriminação). Assim, a filosofia desempenha papel fundamental na estruturação cultural do homem, pois, ao observar, ele delimita perguntas sobre a sociedade em que vive e, desse modo, consegue distinguir e relacionar todos os elementos que se encontram à sua volta. U1 5História e filosofia jurídica Introdução à filosofia Figura 02. Homem relacionando as coisas e a importância do pensar Fonte: Freepik Nessa conjuntura, torna-se importante ter em mente que a filosofia não é só a somatória do pensamento já estabelecido do mundo sobre si mesmo. A filosofia pode ser um extrato distinto do todo da tradição do pen- samento. Em muitos momentos, ela chega a ser até mesmo o contrário do pensamento estabelecido. Quando a maioria da tradição filosófica consi- dera o direito positivo do Estado como aquilo que é justo, uma outra filoso- fia pode superar tal posição média e apontar para outro sentido de justiça. (MASCARO, 2016, p. 17) Faz-se ainda necessário dispor o que Nader expõe sobre o conceito de filosofia, de forma a acentuarmos a sua importância e assim podermso fazer a sua ligação com a ciências jurídicas. A Filosofia corresponde a uma atividade espontânea, instintiva, pela qual o homem procura captar a realidade como um todo e apreender o profundo significado dos objetos. A sua única motivação é o amor à sabedoria. A refle-xão se faz desinteressada, numa expansão natural do espírito e, por isso, é pensamento independente e autêntico. Mas a Filosofia não é puro exercício mental, atividade lúdica ou devaneio. Como modelo de interpretação, ela se projeta na realidade concreta, influenciando as ciências, o comportamento dos homens, os rumos da Humanidade. Às ciências, ao analisar e fazer a crítica em seus postulados básicos e na delimitação de seu campo de pes- quisa. Cada ciência acha-se comprometida com uma determinada ordem de conhecimentos e o seu conjunto não fornece uma noção universal, mas vi- sões parciais, setorizadas. À Filosofia compete promover a grande conexão entre todas as perspectivas e ser, assim, a grande intérprete da realidade. O seu papel não é apenas o de decodificar o mundo objetivo, pois também de- 6 História e filosofia jurídica U1 Introdução à filosofia senvolve a crítica da conduta humana e do saber acumulado. Ao considerar a universalidade dos objetos e revelar o sentido da vida, indica aos homens os seus valores fundamentais e orienta os caminhos da Humanidade. Na expressão de Will Durant, “a ciência dá-nos o conhecimento, mas somente a Filosofia nos pode conferir sabedoria”. (NADER, 2018, p. 25) Diante de tais pensamentos sobre o conceito da filosofia de modo geral e como ela influencia na cultura, chega-se ao ápice introdutório da nossa disciplina: o que vem a ser o direito? Quando pensamos no direito, nossa mente rapidamente programa para o pensamen- to das normas, e esse é realmente o cerne do direito. No entanto, faz-se necessário destacar que, de acordo com Reale (1995), o direito se constitui, aos olhos do homem comum, em uma lei e ordem, ou seja, um conjunto de regras de caráter obrigatório que garante a convivência social ao estabelecer limites à ação de cada indivíduo. O direito então traz regras que ordenam a conduta humana, de forma a facilitar o conví- vio social, possuindo um caráter coercivo. Assim, aquele que desobedece a uma norma estabelecida pelo direito, vem a sofrer uma penalização imposta pela norma. Além dis- so, o direito é considerado como um fato social e um ramo do conhecimento, isto é, ele tanto se volta para a produção da norma jurídica quanto para a investigação do sentido dessas normas. Quando o direito cria os modelos de comportamento social, considerando os valores de conservação e o desenvolvimento do indivíduo, ele torna possível a sociabilidade, devido à sua importância. A compreensão do direito deve ser alcançada na visão geral dos fenômenos e fatos. Dentro do direito, temos a divisão entre direito objetivo e direito subjetivo. O direito objetivo constitui as normas jurídicas que são impostas e direcionadas a todos os indi- víduos pelo Estado. Essas normas são regras relacionadas ao comportamento, sendo vinculadas à conduta humana, trazendo em seu texto regras sobre o agir e o não agir. No que tange ao direito subjetivo, constitui as normas jurídicas facultativas, quando a pessoa decide se quer ou não invocar o direito objetivo. Como exemplo de direito sub- jetivo temos as normas delimitadas no Código Civil. O direito também pode ser positivo e natural. O direito positivo é equivalente ao direito objetivo, isso porque ele faz referência às normas que são responsáveis por regrar o comportamento do indivíduo em sociedade em determinados tempo e espaço. Desse modo, a norma positiva ou objetiva corresponde a uma norma de cunho coercitivo. Já o direito natural se refere à ordem social e pública de forma geral, independentemen- te das normas materiais, pois ele emana da ética, da moral e da consciência dos indi- víduos. Desse modo, causa reflexos no direito positivo, levando em consideração que é dever do legislar considerar o valor social da norma, pois tem como objetivo torná-la obrigatória a todos, mas o seu foco é de leva-la àqueles que não respeitam o que se considera moralmente correto se não houver uma tipificação com consequências que o obrigam a fazê-lo. U1 7História e filosofia jurídica Introdução à filosofia O direito natural é considerado sob medida e não arbitrário, trazendo um equilíbrio entre aquilo que é certo e aquilo que é errado. Não podemos afirmar que uma pessoa ou que a coletividade irá agir desta ou daquela forma, mas há uma grande probabilidade de que se aja de acordo com o que determina o sistema ético e moral. Mas qual é a relação do direito com a filosofia? Por que estudar a filosofia do direito e qual a sua importância? Estudaremos isso no próximo subtópico. 1.2. O LUGAR DO DIREITO NO ESCOPO DA FILOSOFIA Compreendendo que a filosofia gira em torno do agir e das perguntas que norteiam a vida em sociedade e o comportamento humano, podemos associá-la ao saber, pois, por mais que as respostas não sejam tão importantes quanto as perguntas, elas surgem e delimitam a atuação dos indivíduos. Desse modo, quando o filósofo encontra-se em posse do saber, ele consegue orientar a conduta, definindo o dever ser, que tem como objetivo aperfeiçoar a moral do indivíduo. Ainda, ressalta-se que a filosofia se constitui em: ` Saber racional. ` Saber sistemático. ` Saber metódico. ` Saber causal e lógico. Por meio desses saberes, é possível dizer que a filosofia possui um campo extenso, mas que sempre tem como preocupação as relações humanas. Quando relacionada ao direito, tenta avaliar, sopesar a atuação que este tem frente à sociedade, com a finali- dade de contribuir para que ele procure meios para aprimorar, o máximo possível, o al- cance da sua meta principal, que corresponde a organizar a sociedade, razoavelmente, de modo a administrar de forma equitativa os diferentes interesses dos indivíduos que fazem parte da sociedade. Figura 03. Filosofia e direito Fonte: Freepik 8 História e filosofia jurídica U1 Introdução à filosofia O direito vem então a conseguir um espaço junto da filosofia, pois esta orienta as dife- rentes formas de proteção à vida e à liberdade do indivíduo, considerando não apenas as normas, mas também os fatos dentro da sociedade. Com relação a esse assunto, Nader (2018) aponta que há, pois, um papel relevante a ser cumprido pela Filosofia na esfera jurídi- ca. Como produto da experiência, o Direito, em sua concreção fática, pode adotar diferentes ideologias e assumir variados modelos. As formações jurídicas não se fazem alheias às correntes de pensamento: pressupõem sempre uma opção ideológica, uma interpretação objetiva da realidade. Tal é a importância da scientia altior para esse campo do pensamento, que não se consegue chegar ao Direito legítimo sem a reflexão filosófica. É que o fenômeno jurídico, por influenciar a vida humana, deve ser estudado para- lelamente à análise do homem, e as suas formulações devem desenvolver projetos homogêneos de existência. (NADER, 2018, p.29) A filosofia, dessa forma, apresenta-se para o direito como um instrumento de suma im- portância, pois auxilia na compreensão do sentido das normas jurídicas, a partir dos co- nhecidos por ela elaborados. Assim, os juristas começam a compreender a sua própria atividade, na qual são enumerados diferentes pensamentos e indagações do convívio social. Figura 04. Convívio social alinhado com o direito Fonte: Freepik U1 9História e filosofia jurídica Introdução à filosofia Como a filosofia se constitui em um ramo amplo, pois os seus pensamentos influenciam as mais diversas disciplinas, enxergamos o direito como um dos seus ramos, em virtude da necessidade da reflexão filosófica para enxergá-lo e compreender como se dão as relações sociais e a maneira que os indivíduos vêm se comportando. Por meio da filosofia são analisadas as últimas atividades com relação ao âmbito jurí- dico, sobre os seus fins e o seu sentido, fazendo-se questionamentos e críticas, contri- buindo, assim, para que seja dado sentido e dinamismo. O direito possui uma grande complexidade, pois delimita regras sobre os diferentes assuntos sociais, como relações de consumo, relaçõesparentais, tributos a serem pagos pela socieda- de, crimes e suas penas, entre outros. Assim, o direito comporta diferentes planos de estudo. Nader (2018) aponta que o direito, como objeto cultural dotado de complexidade, com- porta diferentes planos de estudo. Entre eles, está a atitude filosófica que se projeta nos domínios da jurisprudência: “tomando o fenômeno jurídico por objeto de indagação, a análise se processa em um riquíssimo plano, onde se questionam problemas da maior relevância para a organização social” (NADER, 2018, p. 30). Por fim, cabe destacarmos que a filosofia alinhada ao direito possui diferentes metas e tarefas compreendidas em suas perspectivas de investigação, a saber (BITTAR; ALMEIDA, 2019): ` Proceder à crítica das práticas, atitudes e atividades dos operadores do direito. ` Avaliar e questionar a atividade de legislar, assim como oferecer suporte reflexivo ao le- gislador. ` Proceder à avaliação do papel desempenhado pela ciência jurídica e o próprio comporta- mento do jurista ante ela. ` Investigar as diferentes causas de desestruturação, do enfraquecimento ou da ruína de um sistema jurídico. ` Investigar se os institutos jurídicos são eficazes, como também a sua atuação social e seu compromisso com as questões sociais, seja com relação aos indivíduos, ou com relação a grupos e a coletividade, e a preocupações humanas universais. ` Explicar e definir a teologia do direito, seu aspecto valorativo e suas relações com a so- ciedade e os anseios culturais. ` Estudar as origens e os valores fundantes dos processos e institutos jurídicos, visando identificar a história e a utilidade das definições, das práticas e das decisões jurídicas. ` Por meio da crítica conceitual institucional, valorativa, política e procedimental, auxiliar o juiz no processo decisório. ` Insculpir a mentalidade da justiça como fundamento e finalidade das práticas jurídicas. ` Estudar, discutir e avaliar, de forma crítica, a dimensão aplicativa dos direitos humanos. ` Abalar a estrutura de conceitos antigos, de hábitos que já foram solidificados, de práticas desenraizadas e desconexas com a realidade sociocultural, na qual se inserem normas desconexas e que atravancam a melhor e mais escorreita aplicação do sistema jurídico. 10 História e filosofia jurídica U1 Introdução à filosofia Atividade comentada O direito se constitui em normas para colocar limites a algumas condutas humanas, bem como em disciplinar as relações sociais por meio dos diferentes dispositivos normativos es- tabelecidos pelo Poder Legislativo. A filosofia, por sua vez, constitui-se em um enfrentamento do pensamento e da realidade, sendo a análise sobre determinado assunto e o agir com relação a ele. Diante desse contexto, qual a importância da filosofia para o direito? Resposta: O direito vem então a conseguir um espaço junto da filosofia, pois esta orienta as diferentes formas de proteção à vida e à liberdade do indivíduo, considerando não apenas as normas, mas também os fatos dentro da sociedade. Por meio do estudo filosófico, é possível delimitar fatores que necessitam ser normatizados, visando fazer que a sociedade viva em harmonia. ` Discutir sobre as bases axiológicas, econômicas e estruturais que moram atrás das prá- ticas jurídicas. ` Retratar as ideologias que orientam a cultura da comunidade jurídica, os pré-conceitos que orientam as atitudes dos operadores do direito e enfatizar as críticas necessárias para a re- orientação da função de responsabilidade ético-social que repousa nas profissões jurídicas. ` Propagar a cultura do humanismo como forma ético-filosófica de resistência à tecnificação e pragmatização, à materialização e à alienação própria da vida hodierna. Desse modo, podemos concluir que, por meio da filosofia, é possível enxergar o direito com um olhar diferente, analisando a vida em sociedade, os aspectos que podem fazer esse convívio melhorar e debater sobre os pontos que vêm sendo atualizados conforme a evolução dos seres humanos. O ponto-chave do nosso capítulo foi trazer uma introdução com relação à filosofia e a sua relação com o direito. Desse modo, nada mais justo do que começarmos estu- dando sobre o que vem a ser a filosofia, compreendendo que o seu foco se encontra no estudo dos indivíduos e na busca pelo sentido da sociedade, de forma a fazer que vivam em harmonia e que as culturas sejam respeitadas. Após compreendermos todos os conceitos relacionados à filosofia e percebemos a sua importância com rela- ção ao agir humano ao preocupar-se com as causas que levam a esse agir e a seus fundamentos, vimos então qual lugar o direito ocupa no escopo da filosofia. Isso por- que o direito é responsável por delimitar normas para que as pessoas vivam bem em sociedade. Assim, ele necessita dos pensamentos filosóficos para compreender o que se passa na sociedade e enumerar as normas que irão regê-la. Cumpre enfatizar que o estudo sobre a importância do convívio social está alinhado com as normas, pois as normas trazem limitações, elucidando penalidades para aqueles que as descumprem, o que facilita o convívio entre as pessoas. R ES U M IN D O U1 11História e filosofia jurídica Introdução à filosofia Atividade Prática A filosofia é um campo que vem ganhando espaço desde o seu surgimento, pois busca promover a conexão entre as perspectivas e a ser um intérprete da realidade. Diante dessa perspectiva e com base no que você aprendeu, assinale a alternativa que contém a motiva- ção da filosofia. a. A perspectiva da vida. b. O desejo de viver. c. O amor à sabedoria. d. O ato de pensar. e. A grandeza do mundo.