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PROJETO DE NIVELAMENTO
LÍNGUA PORTUGUESA 
AULA 17
RESENHA E SEMINÁRIO
Objetivos
 Compreender o conceito, as características, a funcionalidade e os
tipos de resenha;
 Compreender o conceito, as características, a funcionalidade do
gênero textual seminário.
GÊNERO TEXTUAL RESENHA
Esse gênero apresenta e descreve um outro texto, chamado de texto-fonte. Por meio dessa
apresentação, o intuito é informar o leitor a respeito do que pode ser encontrado na leitura, além
de, algumas vezes, acrescentar críticas à obra, permitindo assim uma análise mais crítica e
profunda.
Apesar de poder se restringir ao aspecto descritivo, a resenha possui um forte valor interpretativo,
ou seja, além de resumir as principais informações e estrutura do texto-fonte, ela também critica
esse texto. Com o auxílio de outras leituras, o resenhador deve indicar quais são os pontos positivos
e negativos da obra, bem como saber localizar em qual área do saber ela está inserida, a função e o
público-alvo.
É possível fazer uma resenha sobre um filme e analisar toda a sua composição estética,
considerando a linguagem verbal e não verbal. É possível, também, resenhar um livro para adicionar
a sites, com intuito de direcionar o grande público a respeito do conteúdo desse texto — nesse caso,
o resenhador pode falar da divisão dos capítulos, da linguagem utilizada, etc.
DIFERENÇA ENTRE RESENHA E RESUMO
Apesar de haver semelhanças entre resenha e resumo, esses gêneros possuem algumas
diferenças em suas estruturas e funções. O resumo também tem o intuito de
apresentar as principais informações de um texto, mas essa apresentação se dá de
modo mais conciso e se restringe unicamente a resumir o texto na sua mensagem
principal.
Diferentemente, a resenha, além de apresentar as informações principais, aprofunda-se
em uma descrição mais detalhada da obra. Além disso, o resenhador pode adicionar
análises críticas a respeito do texto-fonte, acrescentando certo juízo de valor. Mesmo a
resenha descritiva, que não apresenta juízo de valor, aprofunda-se na apresentação da
estrutura e das informações do texto, podendo indicar como ele é construído, as
marcas diferenciais e outros detalhes relevantes.
TIPOS DE RESENHA
Pode-se falar em pelo menos três tipos de resenhas:
• resenha descritiva;
• resenha crítica;
• resenha científica.
RESENHA DESCRITIVA
A resenha descritiva é a mais semelhante ao resumo, pois não apresenta juízo de valor nem
interpretações críticas sobre o texto-fonte. Entretanto, ela pode se aprofundar nas
características estruturais do texto, apontar pontos de destaque, além de indicar o possível
público-alvo. É um tipo que se adéqua para apresentações de obras a grande público, onde não
se pretende julgar a qualidade das informações, mas descrever como elas são desenvolvidas no
texto-fonte.
Podem ser feitas resenhas descritivas sobre diferentes obras, tais como 
as que listaremos abaixo:
• longas-metragens,
• curtas-metragens,
• videoclipes,
• peças de teatro,
• eventos jornalísticos ou publicações acadêmicas e científicas.
Elas devem ser informativas e a imparcialidade do autor da resenha deve ser
mantida em todos os momentos do texto. Em suma, deve:
• Estruturar o material de acordo com a natureza do conteúdo;
• Ter uma linguagem simples;
• Apresentar os objetivos da resenha descritiva;
• Refinar o tópico discutido;
• Pegar as ideias principais e colocá-las em ordem;
• Descrever qual é a importância de cada parágrafo separadamente, destacando
suas ideias centrais.
ESTRUTURA
TÍTULO: Incluirá o nome da obra e seu autor. Dependendo do tipo de trabalho, 
você pode adicionar dados como data de criação ou publicação, produtora, 
editora, diretor, etc.
RESUMO: Assim como alguns textos têm uma introdução ao assunto, essas obras 
contêm uma espécie de sinopse que dá uma ideia geral do que será lido a seguir.
DESENVOLVIMENTO: Ele detalha o que foi escrito no resumo. O revisor se detém 
em algumas ideias e as explica em profundidade.
CONCLUSÃO: Um resumo ainda mais conciso e breve do desenvolvimento é feito, 
mas nenhum julgamento de qualquer tipo é feito. O que poderia conter são 
recomendações para o leitor.
Não há tamanho definido para a resenha, mas entre 50 e 80 linhas é suficiente
Autor: Joaquim Maria Machado de Assis.
Ano de publicação: 1899.
Gênero: Romance, Ficção, Realismo Literário.
Dividido em cento e quarenta e oito capítulos curtos, Dom Casmurro é uma das grandes obras de seu autor, Machado de Assis. Esse romance é narrado por Bento Santiago, ou, como é
narrado já no início do livro, Dom Casmurro, cujo nome por conveniência se tornou o título da obra:
“Não consultes dicionários. Casmurro não está aqui no sentido que eles lhe dão, mas no que lhe pôs o vulgo de homem calado e metido consigo. Dom veio por ironia, para atribuir-me
fumos de fidalgo. Também não achei melhor título para minha narração; se não tiver outro daqui até o fim do livro, vai este mesmo. ”
A história contada pelos olhos de Bento tem um teor jurídico, vendo que nosso protagonista já era formado em direito na época em que escreveu. Dessa forma, ele se usa de artifícios
para colocar em pauta sua insegurança e ciúme relacionados a sua amiga de infância, Capitu. Assim, desenvolve desde o início do livro, a pergunta que só iria fazer em sua última página,
e na qual ronda os pensamentos de Dom Casmurro.
“Como vês, Capitu, aos catorze anos, tinha já ideias atrevidas, muito menos que outras que lhe vieram depois; mas eram só atrevidas em si, na prática faziam-se hábeis, sinuosas,
surdas, e alcançavam o fim proposto, não de salto, mas aos saltinhos. ”
Ao iniciarmos o livro, somos apresentados por Bento a sua mãe e viúva, Dona Glória; e a sua promessa de tornar seu filho um padre, a qual mais tarde, leva o narrador protagonista a
frequentar o seminário e lá conhecer Escobar (desde então seu melhor amigo). Entretanto, existem também diversos outros personagens que já no início nos são apresentados, e se
tornam importantes para desenvolver o pensamento de nosso narrador no momento em que ele escreveria o livro. Um deles é José Dias, que descreve os olhos de Capitu como sendo de
“cigana oblíqua e dissimulada”, característica que vemos citada por Bento em outros momentos ao decorrer da trama.
Em suma, não darei mais informações sobre a história, apesar desta ser muito comentada e seu dilema final percorrer a literatura nos intrigando verdadeiramente (afinal, não há resposta
para este). Acho melhor nesta resenha apenas cultivar a vontade de ler e saber mais sobre como Dom Casmurro consegue ser articuloso e usar dos artifícios com quais descreveu Capitu
em suas ideias atrevidas; dessa forma, de saltinhos, objetivando nos convencer que sua insegurança e pensamentos a respeito de sua mulher e seu melhor amigo estavam corretos.
Esse livro não é só uma experiência literária, acredito que seja também uma experiência reflexiva sobre como uma história pode ter versões diferentes se contada por pessoas
diferentes. Bento, acredita fielmente em sua versão, chegando a levar esse problema até mesmo para a relação com seu filho e para o resto de sua vida. Todavia, só poderíamos saber
como as coisas realmente se sucederam, se tivéssemos também a versão de Capitu e de Escobar.
A todos que se interessaram por essa obra sensacional, desejo uma ótima leitura. E para aqueles que já tiveram essa experiência literária comentem conosco o que acham sobre o
dilema deixado para nós por Machado de Assis.
Autora da resenha: Mariana Carachinski.
https://www3.unicentro.br/petfisica/2020/07/29/resenha-dom-casmurro/
RESENHA CRÍTICA E ACADÊMICA
AS RESENHAS CRÍTICAS são textos de opinião ligados ao universo cultural. São
publicadas em jornais, revistas, sites e canais especializados. Leitores recorrem a
esse texto para conhecer uma opinião profissional a respeito de exposições, livros,
filmes e games recém-lançados e, até mesmo, sobre o menu de um restaurante
novo.
AS RESENHAS ACADÊMICAS se assemelham à resenha crítica,mas se restringe a
analisar textos de cunho científico e fazem uma análise também científica a
respeito do texto-fonte. Nesse sentido, toda a crítica feita à obra precisa ser
embasada em pesquisas alinhadas aos parâmetros e paradigmas científicos. Esse
gênero é utilizado principalmente no ambiente acadêmico.
DEMAIS CARACTERÍSTICAS DA RESENHA CRÍTICA/ACADÊMICA
● Comparações são constantes nas resenhas, pois ajudam o leitor a entender o que
representa a obra no universo artístico;
● Prefácio é um texto de apresentação colocado no começo de um livro. Um de seus
objetivos é explicar determinados aspectos da obra, como a organização do texto e o que
motivou sua escrita;
● Contextualização - exposição de informações da obra;
● Sinopse- recontar de forma sintética, a história do livro, filme, etc;
● Opinião - expressa criticamente, seja positiva ou negativa.
ESTRUTURA DA RESENHA CRÍTICA E ACADÊMICA
● TÍTULO E LINHA-FINA: Título atrativo. Opcional apresentar subtítulo 
que chame a atenção da resenha.
● INTRODUÇÃO: Ficha técnica (dados bibliográficos) e sinopse. 
Revela o que estará contido no roteiro da obra. São poucas linhas que 
devem dar uma ideia geral de toda a história.
●DESENVOLVIMENTO: Aspectos do objeto da resenha que justifiquem sua
avaliação, curiosidades, comparações. Geralmente esta é a parte maior da
resenha, pois embora escrita de forma resumida, tem que contar aspectos
importantes da obra resenhada. É desejável que a resenha não conte o final da
história, instigando a curiosidade em quem já leu/viu a obra para ler novamente
e, em quem não leu, para tentar encontrar a obra resenhada.
● CONCLUSÃO: Balanço final, recomendando ou não a obra.
MODELO DE RESENHA CRÍTICA
https://revistaseletronicas.pucrs.br/index.php/porescrito/article/view
/32199/26886
SEMINÁRIO
O seminário é um dos componentes dos gêneros
orais, entretanto, não deve ser entendido como
uma simples exposição de um tema.
Aliás, seu principal objetivo não é a exposição, é a
reflexão. Diferentemente do que em geral
acontece, o seminário não deve ser considerado
como concluído no final da exposição.
Essa é apenas a primeira parte, pois, a partir dela,
surgem as dúvidas, as argumentações, os pontos
de vistas e são esses fatores que enriquecem o
seminário.
Ele pertence à categoria vinculada à exposição oral com base na transmissão de
conhecimentos específicos (técnicos ou científicos) a respeito de um assunto
relacionado à determinada área do conhecimento.
Não somente na escola é que ele acontece, mas também no meio acadêmico e 
no profissional, podendo ser apresentado individualmente ou em grupo. 
PLANEJAMENTO
O planejamento, ou seja, aquilo que é feito antes da apresentação, definirá o sucesso ou o insucesso do
trabalho. Portanto, atenção, essa parte não deve ser negligenciada. Veja alguns pontos que devem ser
considerados como importantes no momento do planejamento.
1- Definição do tema e dos componentes;
2- Definição do público-alvo;
4- Pesquisar sobre o tema em diferentes fontes e anexar todos os dados que possam contribuir com o
seminário;
5- Elaboração de um roteiro escrito e divisão das partes para a apresentação.
ESTRUTURA
O seminário é um texto, portanto, suas partes não devem ser entendidas como fragmentos, mas como
elementos que compõem um todo. Logo, o seminário precisa seguir uma sequência dividida em:
INÍCIO: Em poucas palavras, uma pessoa do grupo faz a apresentação do tema e dos componentes do
grupo. É interessante justificar a escolha do tema, entretanto, isso só é necessário quando o próprio
grupo escolhe o tema, quando esse é preestabelecido, não é necessário.
DESENVOLVIMENTO: Embora cada participante apresente a sua parte, não perca o foco de que o
seminário é um texto. Portanto, os elementos de textualidade (coesão, coerência e clareza) devem
estar presentes. Entenda que as partes precisam se relacionar, por isso, é importante que se retome a
fala do colega e que se utilize alguma explicação feita anteriormente para embasar a argumentação.
CONCLUSÃO: Para finalizar o seminário, os principais pontos apresentados devem ser retomados, e o
posicionamento do grupo referente ao tema apresentado deve ser definido. Lembre-se de que, a
partir desse momento, o debate deverá ser iniciado. Logo, é importante que todos do grupo dominem
o assunto e estejam preparados para simpaticamente responderem aos colegas.
Muitas pessoas não se acham capacitadas para falar em público, entretanto, no 
caso de um seminário, não é preciso que a pessoa seja dotada dessa capacidade.
Evidentemente, quem a possui pode se sentir mais à vontade, no entanto, o que 
define a qualidade de um seminário é o seu planejamento.
FONTES
AIUB, T. (org.). Português: práticas de leitura e escrita. Porto Alegre: Penso, 2015. Disponível em: 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/books/9788584290666 ISBN 978858429066. 
Bittencourt, Guida Fernanda Proença. Linguística Textual. Disponível em: 
https://plataforma.bvirtual.com.br/Acervo/Publicacao/182642
Resenha descritiva: https://projetoacademico.com.br/resenha-descritiva/
Exemplo de resenha científica: https://www.studocu.com/pt-br/document/universidade-federal-de-
pernambuco/psicologia-social/resenha-de-filme/22322762
Gênero textual seminário: https://www.preparaenem.com/portugues/seminario.htm

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