Prévia do material em texto
NUTRIÇÃO Objetivo estudar os processos que envolvem ingestão, digestão e absorção dos nutrientes dos alimentos pelos animais para sua manutenção, crescimento, reparo do organismo, produção e reprodução. A nutrição pode ajudar? Uma boa alimentação Faz com que os animais produzam mais e dá ao proprietário um lucro maior. Dá também uma maior qualidade de vida ao animal. Em relação ambiental (dejetos): a alimentação pode diminuir essa "poluição" no ambiente; pra isso se estuda dentro de nutrição, enzimas para melhor absorção de certas substâncias pelo animal, para que ele não elimine de forma excessiva e polua o meio ambiente. As condições nutricionais essenciais ao animal favorecem para que ele esteja saudável para o tratamento. NUTRIÇÃO X GENÉTICA: A nutrição está interligada com a genética. Se o animal possui uma genética exigente, sua nutrição será diferente de outro que possui uma genética de baixa exigência. Caso a nutrição de um animal com uma genética exigente, por exemplo, seja inadequada ele não vai expressar esse genótipo. Logo se deve fornecer uma alimentação boa para animais com uma genética mais exigente, e uma alimentação não tão "demais" para animais com uma exigência nutricional menor, pois o excesso também causa problemas. Cada espécie, cada raça, possui exigências diferentes em relação a nutrição. > Existem tabelas de relação á necessidade nutricional de cada raça, no instituto ANRC . Obs. Na produção além da questão da resposta da produção em si, deve se avaliar a questão do preço. Em animais de produção há um manuseio mais fácil, quando se deve alterar a nutrição, diferente dos animais de companhia, que possuem além do custo o afeto. A nutrição pode desfavorecer? A nutrição pode ocasionar problemas na produção. Por isso deve-se fornecer a quantidade de fibras adequadas, e balancear a alimentação do animal para se melhorar consequentemente a produção. Bem estar animal: a nutrição tem o papel em trazer o bem estar do animal, pois visa a saúde dele e a saúde do consumidor, quando se trata de um animal de produção, pois quando se tem um bem estar em um animal de produção se está visando também melhor qualidade do produto para o consumidor. ALIMENTO: São ingredientes que sejam capazes de atender de certa forma a sua exigência para manter vivo. Não necessariamente tem que ser saudável. Em um alimento se avalia: A qualidade nutricional do alimento, para suprir as necessidades nutricionais do animal; Não ser toxico; Palatável (diferente de algo que seja digestivo) dá a sensação do gosto, muitas vezes usadas para atrair os animais, para que haja um consumo maior. ALIMENTO CASEIRO X INDUSTRIAL Alimentos caseiros não são indicados à todos os animais, existem situações específicas para esta indicação, como por exemplo animais com alguma condição de saúde ruim. Porém existem pessoas que apenas alimentam seus animais com uma alimentação caseira pelo fato de achar melhor. Isso pode acarretar uma obesidade, problemas de pele, distúrbios de metabolismo e riscos de intoxicação, pois pode haver um preparo errado da alimentação caseira, causando excesso de nutrientes acarretando esses problemas. Vantagem da ração comercial: Nutrição completa e balanceada para cada raça; Pelagem mais bonita; Dentes mais limpos; Fezes menos fedidas e mais consistentes; Fácil armazenamento; Economia de tempo; Praticidade. CONCEITOS: Digestão: transformação de macromoléculas em moléculas simples e passíveis de absorção. Ingere carne pra digerir a proteína pra absorver o aa. Nutrientes: São minerais, vitaminas, proteínas. É o componente orgânico ou inorgânico, pois pode ser a proteína ou o cálcio, por exemplo, do alimento representando uma entidade química, que entra no metabolismo celular e concorre para manutenção da vida. Ingrediente: grãos, cereais, carne, farelo de soja, suplemento mineral e vitamínico, ex de ingredientes da razão. Dieta: organizar a alimentação de acordo com um objetivo. Seja engordar, emagrecer, produção maior, etc. Ração: É aquele alimento fornecido ao animal no período de 24 h. Metabolismo: são reações que acontecem no organismo tanto pra quebra quanto pra síntese de moléculas. Anabolismo = síntese, catabolismo = quebra. Bromatologia: parte da nutrição que estuda o alimento animal. Quanto tem de proteína, carboidrato, se é toxico ou não. Ciência da análise do alimento. COMPOSIÇÃO NUTRICIONAL DOS ALIMENTOS = BROMATOLOGIA: Estudo dos nutrientes presentes nos alimentos. ÁGUA: presente em todos os alimentos, até mesmos os secos. Importância da água: Transporte de nutrientes; Diluição de nutrientes no solo; Reações metabólicas; Controle de temperatura do animal; Forma dos organismos: Da forma ao corpo; Lubrificação das articulações, olhos e ouvido, constituição de tecidos. Algumas curiosidades: Podemos ficar 50 dias sem comer, mas só 4 dias sem água; Origem: pode ser proveniente da ingestão, de alimentos e de metabolismo; Falta de água causa desidratação: pele seca, frequência cardíaca alta, febre; Em adultos: observar consumo em excesso, que pode levar à um agravante (diabetes, doença renal); Gatos: consumo baixo de água (concentração de urina), consequência: cálculos. Análise Bromatológica de Determinação da Umidade Existe uma sequência de analises: (métodos de weendel). 1° análise: Matéria seca Se determina o que é água e o que é matéria seca. Para isso se submete o alimento à uma temperatura elevada durante um tempo determinado. Antes de colocar o alimento nessa temperatura elevada, se pesa o alimento. Após pesar e colocar na estufa, a água vai evaporar, eliminando toda a umidade, logo o peso que ficar será o peso dos nutrientes (matéria seca). ÁGUA: Umidade MATÉRIA SECA (nutrientes): carboidratos, lipídeos, proteínas, vitaminas e minerais. Obs: Desta matéria seca existem a matéria orgânica e inorgânica. Mat. orgânica: Carboidratos, lipídeos, proteínas, vitaminas Matéria inorgânica: minerais. CARBOIDRATOS: Matéria orgânica (constituído por carbono, hidrogênio e oxigênio). Se diferencia das outras mat. orgânicas por ter uma proporção de moléculas idênticas. Origem: pode ser de origem vegetal ou animal, porém carboidratos utilizados na dieta dos animais possuem em sua maioria, origem vegetal. Carboidratos de origem animal: Glicogênio: reserva glicídica dos animais. É encontrado no organismo animal, onde é produzido no fígado, sendo fonte primária de glicídios para os animais; sua hidrólise dá a glicose. Porém não se fala muito de glicogênio para alimentar animal, pois é consumido muito rápido, prontamente é transformado em ác. Lático. Logo quando se utiliza uma carne pra alimentar um cão, o pouco de glicogênio existente na carne foi consumido no abate. Só é feita apenas a ingestão de glicogênio quando um animal ingere outro vivo, porém mesmo assim é pouco; Lactose (leite): quando se alimenta um filhote com leite, há a lactosa, um carboidrato de origem animal. Carboidratos de origem vegetal: Síntese: O carboidrato de origem vegetal se origina da fotossíntese que é a captura de CO2 da atmosfera + presença de água, com a presença de luz = gerando O2 e carboidrato estrutural. Celulose e Lignina (capim de boa qualidade tem pouca lignina). Principal fonte de energia: Os carboidratos são a principal fonte de energia para os animais que ingerem o alimento vegetal para obter energia. Porém tem grupos de animais que não fazem isso com eficiência: os carnívoros, que não possuem tal eficiência, pois fazem ingestão de animal, logo não se desenvolveu pra digerir outra coisa a não ser animal. Logo esse grupo tira energia pra sua manutenção de: proteína, lipídeo. Sua fonte de energia não é oriunda de carboidratos. Presença no organismo animal: glicose no sangue, lactose e glicogênio dos carboidratos. O que ocorre caso se utilize como principal fonte de energia para um carnívoro, um carboidrato? Que resposta tem desse animal? R: o animal apresenta diarreia. Pois o animal não possui estruturapra digerir o carboidrato. É pior para os gatos são restritamente carnívoros. Curiosidades: a vantagem de colocar ingredientes vegetais na dieta desses animais é a diminuição do custo da ração, porém sabe-se que colocando esses ingredientes de origem vegetais, esses animais apresentarão diarreia, logo se utiliza de técnicas para que haja absorção desses ingredientes, e assim, não ocorrendo diarreia. Classificação dos carboidratos: se classifica os carboidratos de acordo com a capacidade de ser ou não hidrolisados. • Monossacarídeos (não hidrolisáveis): estrutura mínima de um carboidrato. (não quebra). Milho – amido – glicose – monossacarídeo. O animal ingere açucares hidrolisáveis, mas apenas absorve monossacarídeos não hidrolisáveis. Logo é necessário que haja um processo de digestão eficiente, para que haja; disponibilidades desses monossacarídeos para nutrição animal; Produto final da digestão: açúcares simples (água, CO2 e energia). • Açúcares hidrolisáveis: Dissacarídeos: sacarose, lactose, maltose; Polissacarídeos (glicose). Dentro da classificação de carboidratos, existem os estruturais e os não estruturais. Os estruturais são denominados fibras. O que não é estrutural é o que está DENTRO da cel. O estrutural é o que tem na parede da planta. Fibras = Conceito genérico pra um grupo de carboidratos, que são os carboidratos estruturais. Análise Bromatológica para determinação dos Carboidratos: Fibra bruta (pouco solúveis): Celulose; Hemicelulose; Lignina Extrato não nitrogenado (mais solúveis): fibra que ao chegar no intestino grosso causará a fermentação. Amido (principalmente) e Açúcares. Celulose: Principal constituinte da parede das plantas. Está presente em todos os vegetais. Está em abundância em vegetais fibrosos e possui pouca digestibilidade, exceto para ruminantes. Para outros animais como suínos e aves, além de ser de baixa digestibilidade, podem reduzir a digestibilidade de outros alimentos. Lignina: A lignina é um composto que não é carboidrato mais faz parte da fibra bruta. Mais novo o capim, menos lignina melhor o capim. Celulose x amido : Carboidratos polissacarídeos de origem vegetal. Ambos são constituídos basicamente por glicose. O amido quase todos os animais conseguem digerir, exceto os carnívoros. E a celulose apenas certo grupo de animais que possuem uma enzima no rúmen, com capacidade para quebrar essas ligações. Importância da fibra: Associa aos processos digestivos de ruminantes e animais ceco funcionais. Logo quando se pensa em fibra se associa ela à alimentação desses animais. Esses animais utilizam fibra como fonte de energia, os outros animais não conseguem obter energia, porém a fibra para esses animais possuem outras funções. O tipo de fibra fornecida pra cão e gato, não é o mesmo tipo de fibra fornecido pra bovino e equino. Para animais como cães e gatos, essa fibra possui além da importância de estimular os movimentos peristálticos, outra importância: agem como prebiótipos. Os prebióticos são os: Mano-oligossacarídeos e fruto-oligossacarídeos (Fos e Mos). Esses são fibras que possuem outra função, que é a função de permitir a fermentação pelos microrganismos que povoam o trato gastro intestinal desses animais. FIBRAS: Solubilidade: relacionado ao movimento peristáltico. LIPÍDEOS (Extrato Etério): Matéria orgânica. Substâncias heterogêneas, insolúveis em água e solúveis em solventes orgânicos. = Extrato etéreo (extraído em éter) Gorduras e óleos: Gordura = Saturada (sólida). Ligação simples. Tipo de ligação forte, desfeita apenas em altas temperaturas. (Dificil de se quebrar); Óleos = Insaturada (líquida) ligações duplas (↓PF). Tipo de ligações fracas (tanto que à temp. ambiente, fica fluida). (fácil de se quebrar). Importante saber, pois as saturadas entopem as artérias. Ex: uma carne em alta temperatura a gordura saturada fica fluida (desfez as ligações), ao ser ingerida a temperatura volta a esfriar, logo a gordura volta a solidificar no nosso organismo, isso pode causar entupimento de vasos. Ácidos Graxos: estruturas mais simples do lipídeo. A queima de lipídeos originará ac. Graxos. Essenciais: essencial que esteja na dieta, pois nosso organismo não produz, ou produz em pouca quantidade. Não essenciais: não essencial estar na dieta, pois nosso organismo produz. Rancificação: processo de deterioração do lipídeo. Principais funções lipídicas: Fonte de energia; Fontes de ácidos graxos essenciais; Isolante contra o frio; Melhoram a palatabilidade e poeira das rações; Participam na síntese e transporte de vitaminas; Transporte de lipídios; Síntese de sais biliares e hormônios. Omega 6: importante reprodução e saúde da pele e dos pelos Omega 3: leite materno, oxigenação celular, músculos ,articulações, intestino, pele, rim PROTEINAS (CONSTITUIDAS POR AA E SÃO ORGÂNICAS) Função: Estrutural (construção e renovação): PNT’s contrátéis; colágeno; elastina; Defesa; Transporte; Enzimas; Hormônios; Nutrição (fonte de energia para os carnívoros). Aminoácidos: Essenciais: essencial que esteja na dieta, pois nosso organismo não produz, ou produz em pouca quantidade. (metionina, arginina e taurina) Não essenciais: não essencial estar na dieta, pois nosso organismo produz. (cistina). Obs: A arginina não é muito importante para o cão, mas para gato sim pq a amônia mata o gato pela falta dela. Não pode faltar na dieta do gato arginina e taurina. • Os aminoácidos limitantes (limita a síntese de uma proteína): são aqueles que estão presentes nos alimentos ou rações em quantidades pequenas, de forma a afetar a utilização dos demais aa’s. Podem estar limitante em uma ração um ou mais aminoácidos ao mesmo tempo, porém, em uma ordem de limitação. • Proteína de alto valor biológico: Proteína de alta digestabilidade (ovo- origem animal e soja – origem vegetal) Analise para determinação da proteína (Metodo de Kjeldahl) MINERAIS (SÃO INORGANICOS E NÃO GERA ENERGIA) Função: participação na formação dos tecidos; ativação das reações bioquímicas através da ativação de sistemas enzimáticos; Participação no processo de absorção e transporte de nutrientes no organismo. Classificação dos Minerais: Macrominerais: exigidos em maiores quantidades (Ca, P,K, S, Na, Cl e Mg). Os animais precisam em grande quantidade; Microminerais: menos exigidos (Fe, Zn, Cu, I, Mn, Co,Cr, Mo, Se, F, B, Ni, Br). Os animais precisam em menor quantidade. Os minerais são Essenciais: essencial que esteja na dieta, pois nosso organismo não produz. Ex: Fosforo de concha. Análise Bromatológica de determinação das cinzas: Queima tudo que é orgânico. Ficando apenas o que é inorgânico (cinzas são minerais). 100g vira 10g de cinza = 10% de cinza VITAMINAS (importantes e vitais) Supersensíveis, se perde muito fáceis, muito frágeis e insubstituíveis. Exigidas em pequena quantidade nas dietas. Lipossolúveis - solúveis em lipídeos e solventes orgânicos (A, D, E, K): O excesso dessas vitaminas acumulam no fígado. Tomar logo após a ingestão de alimentos para que tenha efeito. Nunca em jejum. • Hidrossolúveis - solúveis em água (complexo B e vit. C) • Intoxicação: A suplementação de vitaminas em excessos pode causar intoxicação. TIPOS DE ALIMENTOS O que mais aumenta um custo na produção é a alimentação (cerca de 60 a 75% dos custos de produção): Seleção e pesquisa por ingredientes que substituam em parte milho e farelo de soja (reduzir ao mínimo para que não afete a produção). CLASSIFICAÇÃO BÁSICA DOS ALIMENTOS VOLUMOSOS E CONCENTRADOS: Volumoso: Alimento que possui acima de 18% de Fibra Bruta (FB). Ex: Forragens secas (feno) e Forragens aquosas (forrageira ou Silagem) (Tem + Fibra). Menos lignina melhor qualidade de volumoso e + lignina pior qualidade de volumoso. Concentrado: Alimento que possui até 18% de FB. Ex: Concentrado Proteico: Alimento que possui acima de 20% de PB e Concentrado Energético: Alimento que possui menos de 20% de PB. (Tem – Fibra). Obs: Quanto mais velho o capim mais lignina (menos digestível) Quanto mais novo o capim menos lignina.Concentrado energético: Grãos de cereais (milho, aveia, trigo, sorgo, centeio, cevada); Óleos e gorduras; Raízes e tubérculos; Melaço e polpa cítrica (aditivo palatizante usado em filhotes). Concentrado Proteico: Farelo de oleaginosas (soja, girassol, amendoim, algodão); Farinhas de origem animal (carne, penas,vísceras, carne e ossos)não se usa em ruminante por conta da vaca louca; Resíduo de cervejaria; Uréia (proteico com uso restrito em ruminante). Ureia: Mantém e/ou aumenta a produção (principal função da ureia); Reduz custo da alimentação no período da seca; Uso simples e acessível; Misturada ao sal mineral (10 a 30%) com uso de palatabilizante (melaço): pastagem como fonte de energia (macega) AA +Energia = proteina; Com cana-de-açúcar; Cuidado com intoxicação. Variação na composição e qualidade dos alimentos: Época de plantio, manejo da cultura, colheita e outros fatores, como armazenamento, podem ser decisivos nos níveis de umidade, proteína, fibras, matéria mineral, gordura, energia e outros componentes e fatores nutritivos. NUTRIÇÃO DE NÃO RUMINANTES Os animais não ruminantes são todos os animais que não tem a capacidade de ruminar, ou seja, a ingestão de fibra (que é um alimento grosseiro e que precisa de microrganismos pra quebrar a parede celular vegetal) não será bem digerida pelos animais não ruminantes, exceto os ceco-funcionais. Processo fermentativo: o animal ceco-funcional (equino e coelho) faz a fermentação no ceco. Tipos de animais quanto ao aparelho Digestivo: Ruminantes (ovino, bovino, caprino, bubalino); Não ruminantes com ceco simples (carnívoros, suínos, aves); Não ruminantes com ceco funcional (coelho e equino). Processos digestivos: Todos os animais, ruminantes e não ruminantes possuem no processo digestivo etapas de ação química, enzimática e fermentativa, porém cada espécie vai apresentar uma etapa do processo digestivo de maior significância e predominância: Ruminantes: possuem o estômago dividido em várias câmaras sendo uma delas, onde ocorre o processo fermentativo. A etapa de maior significância no processo digestivo em ruminantes, é a fermentação, onde os microrganismos presentes no rúmen vão fermentar e gerar energia para o animal. Não ruminantes com ceco simples: são animais que não possuem capacidade fermentativa significativa. Apresentam um estômago com apenas um compartimento. A etapa predominante com maior significância no processo digestivo desses animais é a ação química e enzimática que ocorre no estômago e intestino. Não ruminantes com ceco funcional: possui as etapas fermentativas e químicas e enzimáticas em uma mesma proporção de significância. Características Nutricionais dos Animais Não Ruminantes: • Reduzida capacidade de armazenamento de alimentos, ou seja, precisa de acesso continuo á alimentação. Comem pouco, porém durante todo o tempo, pois o trato digestivo possui porções limitadas. •Taxa de passagem rápida: nutrientes devem estar prontamente disponíveis para seu aproveitamento. Processo fermentativo é lento e os processos enzimáticos possuem ação rápida. •Baixa capacidade de digerir fibra devido a reduzida microfila existente no trato digestivo. (Exceto equino) Ou seja, não utilizam a fibra como fonte de energia, porém não se pode isentar a fibra da dieta desses animais por ela é importante para funções pré-bióticas, que auxiliam em uma saúde intestinal consequentemente melhorando na absorção de nutrientes e imunidade do animal. A qualidade de fibra para animais não ruminantes: a fibra não pode ser digerida, não pode ser extremamente solúvel para auxiliar nos movimentos peristálticos. • Pequena capacidade de síntese: os nutrientes devem estar na dieta. Como os animais não ruminantes tem pouca capacidade de síntese, não são muito eficientes em sintetizar aa, vitaminas assim como ruminantes, precisam ter esses nutrientes adicionados na dieta. • A digestão dos alimentos faz‐se por intermédio de enzimas digestivas produzidas pelos animais. • Aproveitam mais eficientemente os alimentos concentrados do que os ruminantes. Esses alimentos vão bater primeiro na digestão enzimática e química. Aproveitam melhor, pois fazem o uso do concentrado mais eficiente. Em ruminantes são os microrganismos que fazem o uso desse concentrado, logo o concentrado vai para o rúmen. • Competem pela mesma alimentação com o homem. Logo deve se descobrir alimentos utilizados por eles que não sejam da mesma categoria que a nossa. • Ingestão de proteína de origem animal. Esses animais podem e devem (tecnicamente) ingerir produtos de origem animal. Até para equinos. Não ruminantes com ceco simples: Suínos: Reduzida capacidade de digerir fibra (praticamente nenhuma) ‐intestino grosso pequeno Usando fibra como um pre-biotico e para motilidade intestinal. A fibra é importante no período da gestação. A porca tem uma gestação de muitos filhotes. A presença desses filhotes faz com que o estômago e todo trato digestivo fique reduzido/apertado, fazendo com que a porca fique com a alimentação estagnada, podendo ter evento de constipação e assim afetando na quantidade de nutrientes que chegam para os filhotes, tendo uma gestação complicada. Então essas porcas precisam de um teor grande de fibras, para estimular os movimentos peristálticos, pois possui o trato digestivo apertado tendo um transito intestinal parado e tendo outras complicações devido a isso; Desmama precoce: fazem a desmama cedo, pois quanto mais cedo a porca sai da lactação, mais rápido ela retorna para o cio e fica gestante de novo. Porém o trato digestivo do leitão é naturalmente de um animal lactante e ainda não evoluiu para o consumo de alimentos sólidos, então acaba dando um alimentos que os leitões não são capazes de digerir, e esse alimento muda pH do estomago do leitão , isso gera uma diarreia que em leitões é fatal; Focinho desenvolvido: habito de fuçar para procurar o alimento; Deficiência de ferro: antigamente suínos tinham o hábito de fuçar, e ao fuçar a terra fazia muita ingestão de mineral e ferro, e como hoje em dia ele não possui esse hábito, ocorre uma carência da quantidade de ferro que deve ser suprida através de suplementações; Mitos sobre a nutrição de suínos: criação suja (não é suja), presença de hormônios na ração (não possui hormônio na ração) Aves: Evolução da nutrição e da genética: usa-se grande quantidade de antibióticos na avicultura pelo fato de como os frangos ficam comportados em um espaço pequeno, pois se um fica doente todos ficam prejudicando a produção. Os antibióticos são usados para garantir a eliminação de microrganismos patogênicos, reduzindo os riscos de que eles adoecem e melhorando a saúde intestinal aumentando a absorção, consequentemente melhor produção. O problema do antibiótico é a resistência que se cria no nosso organismo, pois ficam resíduos na carne. Logo se tem como alternativa substituir os antibióticos por pre-bióticos, pro bióticos (..); Corte e postura; Ausência de dentes, presença de bico córneo; Dilatação no esôfago: papo; Função gástrica em dois locais: pro ventrículo e moela; Duplo ceco; Mitos nutricionais: ovos com casca vermelha são de melhor qualidade (não, isso não interfere na qualidade, a cor é pelo fato da espécie de ave que produz o ovo) Na avicultura e na suinocultura possuem 7 tipos de ração durante o desenvolvimento dos animais. Isso em um tempo curto de aprox. 45 para o abate. Diferente que no cão e gato em 15 anos aprox., se tem apenas no máx. 3 tipos de ração. Cães e gatos: Ascendência x hábito alimentar: o hábito alimentar ainda está muito atrelado à ascendência do animal, a hábitos ancestrais. Onívoros ou carnívoros? ptn como fonte de energia O animal carnívoro usa a proteína como fonte de energia, logo se limitar a proteína, consequentemente limita a fonte de energia; aa essencial para gatos: arginina → ciclo da uréia (ausência de enzima que converte ornitina); taurina retina, cardiopatia, infertilidade (não usa aa sulfurado); Processamentopermite ingestão de amido (cães): é um processamento que aumenta a pressão do amido mudando sua estrutura permitindo que este consiga ser absorvido por cães. Essa instrusão barateia o custo da ração; Características das rações (especificas para cada fase da vida). Não ruminantes de ceco funcional: Equinos: Extremamente sensíveis á alimentação; Estômago relativamente pequeno: capacidade de ingestão limitada, frequência alimentar; Água após exercício (tem que deixar o animal descansar e depois oferece água) ele pode ter cólicas por conta da água; Volumoso: atleta herbívoro; Não deve se fornecer capim e concentrados juntos na alimentação, pois a celulose do capim abaixa a digestabilidade dos outros alimentos. O capim atua como uma barreira física, evitando que haja a digestão do concentrado. Se o concentrado não for digerido ele chega ao ceco juntamente com o capim onde vai ser fermentado. O concentrado é fermentado de forma rápida e como a fermentação gera ácidos e gases, causa um quadro de cólicas no equino. • Consumo: 3% do PV/dia (1,5% do PV de forragem seca/dia). • Forragem: 50% da matéria seca consumida. Exemplo: Um cavalo de 400 Kg: ele vai fazer ingestão de 6 kg de concentrado (é 1,5 % de 400 kg) de volumoso seco, que equivale a aproximadamente 6 kg de feno, porque feno é um volumoso sem água; ou 12 a 24 kg de capim verde (quanto mais água, maior quantidade capim verde). Como animal tem estomago reduzido, por isso que atletas tem que dar feno. Então 50% do que ele precisa ele vai ingerir de forragens, e os outros 50% será do concentrado. • Ração: 0,5 a 1,5% seu PV (2 a 6 kg de ração por dia). Cada refeição de ração não deve exceder 3 kg, sendo o ideal refeições de 2 kg cada uma. Importância da fibra: Fonte de energia; Ausência: cólicas e vícios; Ração balanceada e fibras; fibra reduzir a eficiência do concentrado deve dar intercalado em um intervalo de 2/2h. Não ruminantes de ceco funcional: Coelhos: Faz fermentação assim como ruminantes e equinos, porém se diferem quanto a câmara fermentativa. já o coelho assim como o equino tem como câmara fermentativa o intestino grosso, no fim do trato digestivo; Ingestão de paletes; Suscetibilidade à diarreia; Cecotrofagia: aspecto nutricional importante. O coelho faz a ingestão de cecotrofos que são uma massa de alimentos que não foram bem digeridos que passaram muito rápido pelo trato digestivo e possuem um alto teor de ptn, logo são essenciais para coelhos e não deve se interromper esta ingestão, pois o animal aproveita o valor nutricional presente nesses cecotrofos; Tem uma demanda de ptn de uns 16% de ptn e uns 18% de fibra. NUTRIÇÃO DE RUMINANTES Apesar de estarem em um mesmo grupo, cada animal tem suas diferenças. Alguns animais possuem maior capacidade digestiva do que outros. Podendo assim, ser os animais: seletivos e não seletivos. Animais que evoluíram em um período onde existia uma maior disponibilidade de gramíneas, são menos seletivos, e os que evoluíram em um período com menor disponibilidade de gramíneas eles são mais seletivos. SELETIVOS (CAPRINOS): precisam ingerir alimentos de fácil digestão. Busca a porção de pastagem com mais concentrados. Extremamente seletivos. NÃO SELETIVOS (BOVINOS E BUBALINOS): conseguem digerir alimentos grosseiros. O bubalino possui microorganismos no rumem capazes de digerir gramineas que os microorganismos presentes no rumen dos bovinos não conseguem. Mais seletivo Caprino-ovino-bovino-bubalino Menos seletivo PROCESSOS DIGESTIVOS: Os ruminantes possuem 2 momentos de alimentação: Mastigação e Ruminação O evento de ruminação é importante pois é uma etapa de digestão (quebra de macro moléculas em moléculas mais simples). Quanto mais ele rumina mais ele tenta facilitar a fermentação. Esse processo de ruminação aumenta a quantidade de saliva, diminui o tamanho da partícula e consequentemente aumenta a capacidade de ser fermentado. Saliva: a saliva dos ruminantes é diferente dos outros animais. É incolor; pH variando de 6,5 a 7,3 (essa variação é em decorrência do alimento que o animal ingere); Possui ausência de amilase; Importante para transporte de alimento (deglutição e regresso); Possui capacidade de tampão (fosfatos e bicarbonatos) (ajuda a manter o pH) Animais de pasto não possuem acidose pois mastigam muito muita saliva muito tamponante liberação de fosfato e bicarbonato *Acidose -> quando pH ruminal está acido. A quantidade de saliva varia com a alimentação. Alimentos que promovem menor mastigação, ocorre uma menor produção de saliva e alimentos que promovem maior mastigação, ocorre uma maior produção de saliva, então a quantidade de saliva varia de 50\150L por dia; Serve de alimento: pois a saliva contem ureia e minerais. A ureia é oriunda de um resíduo do metabolismo das ptns. O animal não fez uso de nada, a amônia foi para fígado onde é transformada em ureia. Parte dessa ureia vai para urina e parte volta para a saliva e é usada pelos microrganismos, que conseguem converter ureia em amônia e depois em aa. Esses microrganismos serão usados de ptn para o hospedeiro -> em ptns microbiana. O ruminante tem duas fontes proteicas : Pela ptn que ele ingere e pelo Microorganismo do rúmen. COMPARTIMENTAÇÃO DO ESTÔMAGO: Bezerros: Quando filhotes, eles nascem com pouquíssima ou nada de características de compartimentação do estômago, não tendo capacidade de fermentação, pois ele ainda está em período de lactação. Com o passar do tempo em sua dieta aumenta o volume de concentrados, de alimentos volumosos para aumentar o povoamento dos microrganismos ruminais e estimular a fermentação. Esse filhote tem uma estrutura que se forma que se chama de goteira esofágica (prega entre rumen e reticulo, que no momento da sucção do leite, ele fecha essa dobra, formando uma espécie de goteira). Essa goteira é usada para que o leite não passe pelo rumen, sendo mandado direto para o abomaso. Nos primeiros dias o leite é rico de imunoglobulinas e em todos os nutrientes, o leite é tão rico que ele nem tem nome de leite, é chamado de colostro. A importância desse colostro, é atender a demanda altíssima do animal que acabou de nascer, principalmente atender a demanda de Ac, pois a placenta não permite a passagem de Ac, logo o animal nasce isento de imunidade. O bezerro é capaz de absolver uma macromolécula para adquirir uma imunidade mais rápida. Isso pode ocorrer pois nos primeiro dias ele nasce sem capacidade de produção de Hcl, logo não possui componentes que possam quebrar essas macromoléculas. Por esses motivos o bezerro deve ser amamentado de forma rápida, pois o colostro só é produzido no início da amamentação e o bezerro nos primeiros dias consegue absorver essa macromolécula sem destruí-la. À medida que o animal cresce ele aumenta sua proporção de rúmen e diminui a representatividade de abomaso. Então com o passar do tempo a fermentação começa a acontecer, pois o bezerro passa a não ingerir só leite, e começa a desenvolver a capacidade de fermentação. COMPARTIMENTAÇÃO DO ESTOMAGO: Essas proporções varia de acordo com a idade do animal: Rúmen -> fermentação (maior capacidade fermentativa); Reticulo -> fermentação; Omaso -> absorção de água e reabsorção de saliva; Abomaso -> Início da digestão enzimática e ácida -> estômago químico FERMENTAÇÃO: Condições básicas para que aconteça fermentação: Ter microrganismos; Ter umidade (saliva) em ambiente seco não ocorre fermentação; pH 6,8; Ter substrato (o alimento quebrar em particulas menores para fermentar); Anaerobiose (fermentação acontece em meios com ausencia ou baixa concentração de O); Temperatura (acima da corporea); Eliminação de ácido (AGV) e gases -> pra que haja formação de um novo produto. Os gases são eliminados via eructação e os ácidos são absorvidos no rúmen sendo usados como fonte de energia. (ácidos graxos voláteis = fonte de energia para ruminantes). · O ruminantes não tem acesso a glicose do alimento, ele tem acesso a glicose através da gliconeogenese. A glicose serve para a bacteriaque fará a fermentação. · Bovino possui glicemia baixa, pois a glicose do alimento é consumida pelos microganismos. · A base da fermentação é um monossacarídeo. MICRORGANISMOS RUMINAIS Bactérias: microrganismos mais importantes, pois elas promovem a fermentação dos ruminantes. Sem elas não há fermentação. Estão em maior quantidade · Compõem: 10 (elevado a 10) bactérias por mL de liquido ruminal. · Outros microrganismos podem estar presentes, porém não possuem grande importância. Mais tolerantes: Bacteria com pH alto ou baixo · Bactérias primárias: tem função principal -> produz AGV · Bactérias secundárias: Não produz AGV. Ex: celulolíticas (cerlulose), amilolítcas (amido), hemicelulolíticas, glicolíticas, acidófilas, metanogênicas, proteolíticas, ureolíticas. -> de acordo com o que ela usa como substrato. Bactérias secundarias usam o subproduto dessa fermentação inicial para manter o pH ruminal em condições favoráveis. Ingestão predominantemente de dieta fibrosa uma dieta rica em fibra e celulose o animal mastigou muito salivou muito produziu tampão pH se mantém alcalino que é o pH que é adequado para a bactéria que degrada celulose (celulolitica).Essa fermentação ocorre de forma mais lenta, então quanto melhor for o capim (mais novo e menos lignina) mais rápida a fermentação fermentação resulta na formação de AGV (acético em maior proporção) serve para produção de energia (menos) porém além disso possui uma caracteristica lipogênica (síntese de lipídeo), então quando o animal ingere capim ele tem mais chaces de fazer sintese de lipídeos (gordura do leite) ex: vacas a pasto tendem a fazer mais gordura do leite do que vacas confinadas que comem concentrados. Dieta rica em Fibra (menos energia e menos leite mas com gordura) Dieta rica em amido (mais energia e mais leite com menos gordura) AGV acético : menor energia, menor produção. Porém com custo de produção baixo. Ingestão predominantemente de dieta concentrada ingere amido (ração) mastiga menos produz menos tampão acidifica o meio meio favorece bactéria amiliolitica fermentação --> produz AGV acético propionico é gliconeogenico (o organismo converte o que não é carboidrato (AGV acético propionico) em glicose) e mais energetico aumenta a produção. A dieta de concentrados é mais produtiva, pois o acido propionico além de ser mais energético é glioneogenico aumentando a síntese de lactose. MICROORGANISMOS RUMINAIS Protozoários: bactéria principal fonte de N; Ingestão de amido e AG poliinsaturados (evita o quadro de acidose); Sensíveis (indicativos de qualidade de dieta). As bactérias são extremamente importantes e estão em grandes quantidades, já os protozoários e fungos não. Fungos estão presentes em dietas mais concentradas, pois haverá uma menor acidez o que proporciona seu crescimento. Os protozoários estão em maior concentração quando a dieta tem mais concentrados. As bacterias são encaminhadas para o abomaso onde é digerida e usada como fonte proteica, porém o protozoário quando chega em direção ao reticulo ele volta para o liquido ruminal, não servindo como uma fonte de ptn microbiana. Os protozoários em situação de pH ácido, se reproduzem bem e quanto mais alto fica, ele é capaz englobar as partículas de amido , assim o amido não é fermentado e não acidifica o meio. Fungos: Quanto melhor a dieta menor a quantidade de fungo mais acido será o pH ruminal, assim o animal mastiga menos - saliva menos - menos tampão-> acidifica) e o fungo não se desenvolve em meio ácido. FUNÇÕES DOS AGVS: Acético e butirico lisogênicos (síntese de gordura no leite); Propionico gliconeogenico ( SNC, sêmen e leite) Quanto mais produz se usa mais concentrado quanto mais concentrado mais chances de acidose pois mastiga menos menos tampão acidifica O que fazer para diminuir o risco de acidoses em vacas de produção? fazer uso de aditivo tamponante sinteticamente. Se pegar o fosfato e bicarbonato e adicionar na dieta. FERMENTAÇÃO DE PROTEÍNAS: ptn e lipideos são importantes para dieta do ruminantes, porém os processos fermentativos são menores que o carboidrato. Lipídeo: fonte de energia e sintese de gordura no leite. A ingestão de lipideo ajuda na composição de gordura no leite, essa gordura já vem na forma do grão\farelo que já se usa na dieta do animal, pois não se pode acrescentar gordura na dieta do animal, pois a gordura vai ''grudar'' na fibra prejudicando sua ingestão. Proteína: 2 tipos (uma que é degradada no rúmen (PDR) e outra que é não degradada no rúmen (PNDR)) · Ptn degradada no rúmen (usam o aa como sintese da sua ptn e também para fermentação) · Ptn não degradada no rúmen Ptn que cai no rumen e por algum motivo o rumen e a bacteria nao consegue fazer uso.. Além desses componentes se utilizam de outras substancias na alimentação de ruminantes : Ureia: ela em si não é toxica, porém quando entra no rumem a bactéria transforma ureia em amônia que é extremamente toxica, porém ao mesmo tempo outras bactérias usam isso para síntese de ptn. Logo pode se usar ureia para dieta de ruminantes, como fonte proteica. A vantagem de fornecer ureia é fortalecer os microrganismos do rumen em determinados momentos (principalmente em periodos de seca) e juntamente a ureia fornecer uma fonte de energia. Aa + energia = ptn microbiana que o animal fará uso. Ingestão predominantemente de dieta fibrosa: Em dietas com alto teor de fibras ocorre uma mastigação excessiva, ativando os mecanorreceptores bucais, resultando em uma salivação excessiva, sendo que a saliva é rica em fosfato e bicarbonato, não deixando o pH do rumem ficar ácido. Dessa forma, a bactéria celulolítica que fermenta a celulose, consegue fazer o seu trabalho de fermentar a celulose em pH neutro. Ingestão predominantemente de dieta concentrada: Em dietas ricas em concentrados, tem pouca mastigação, ativa os mecanorreceptores, porém em menor quantidade, e com isso há pouca quantidade de saliva sendo liberada. Como a saliva é responsável por deixar o rumem alcalino (presença de bicarbonato e fosfato), e por estar em pouca quantidade o pH do rumem fica ácido. Dependo do grau da acidez pode causar acidose ruminal o que pode levar o animal a morte. Mas se não chegar a esse nível, o que ocorre é que nesse pH ácido quem trabalha melhor são as bactérias amiolíticas, responsáveis pela fermentação do amido presente no concentrado. ENERGIA Definição: É o produto da queima (catabolismo) de alguns nutrientes. Uns animais vão utilizar mais e outros menos. Fontes de energia: carboidratos, lipídeos e proteínas (compostos orgânicos). · Matéria orgânica contém C, H e O e quando queima resulta em CO2 + energia. · Matéria inorgânica é o que sobra da queima da matéria orgânica. · Nutriente não é o mesmo que energia. Eles são capazes de fornecer energia. · A ptn além de suprir as necessidades do animal, tbm vira energia. Se faltar energia o animal vai se movimentar menos ou vai produzir com deficiência. · A diferença entre as fontes de energia depende da capacidade do animal em digerir e queimar esse alimento transformando em energia. Ex. a fibra é boa fonte de energia para ruminantes e seco funcionais. Unidades: Para nutrição animal é Kilocaloria (Kcal) e em humana é Caloria (cal). Sendo: · Caloria = quantidade de calor necessário para elevar em 1° C, 1 grama de água. · Kilocaloria = quantidade de calor necessário para elevar em 1° C, 1 kg de água. Partições da energia da Dieta: E. Bruta (E. do alimento) ----[E. perdida nas fezes]---> E. digestível --- [E. perdida na urina] ---> E. Metabolizada---- [incremento calórico]---- ----> E.liquida (e. mantence ou e. produção) EB [en.bruta] ED [en.digst] EM [en.met] EL [en.liqu] - Fezes - Urina Encremento cal Gasto [mov perist] A quantidade de energia está diretamente relacionada com a sua digestibilidade. · Energia Bruta: é a quantidade de energia que o alimento tem. Mas nem todos os animais vão aproveitartoda essa energia. A energia bruta vai ser sempre a mesma, independente do animal que vai comer. Ex. Feno = 1500 kcal - se for dado para o equino, ele vai aproveitar todas as calorias e se for dado para um cão, não vai ser nada aproveitado. · Energia Digestível: é a energia bruta ingerida menos e excretada pelas fezes. Isto é, é a energia aproveitada depois de excretar. Ex. Energia bruta = 3000 kcal -> Energia perdida nas fezes = 500 kcal Energia digestível = 2500 kcal · Energia Metabolizável: é a energia que o animal utilizou depois de considerar as perdas pelas fezes e pela urina. (A energia é perdida pela urina em forma de uréia). Ex. Energia bruta --------------- = 3000 kcal Energia perdida nas fezes = ( - 500 kcal) Energia digestível ---------- = 2500 kcal Energia perdida na urina-- = (-500 kcal) Energia metabolizável ---- = 2000 kcal Obs: Quando o valor da energia bruta está bem próximo da energia metabolizável, significa que o animal está absorvendo quase tudo e perdendo quase nada. · A energia metabolizável é a mais precisa porque já descontou tudo que foi perdido nas fezes e na urina. É o que realmente o animal vai utilizar. · A aves excretam junto com a urina e por isso não é possível falar de energia digestível. · Todo processo metabólico tbm queima energia. · Incremento Calórico: é toda a energia que o animal gasta para metabolizar e digerir os alimentos. É mensurado por estimativa. Quanto pior for o alimento maior a perda por incremento calórico e menos energia vai sobrar para o animal utilizar. · Energia Líquida: é toda a energia que sobrou e será absorvida. · Energia Líquida de Mantença é a energia que ele terá para se manter sem nenhuma exigência especial. · Energia Líquida de Produção é a energia que ele terá para produção. MÉTODOS DE DETERMINAÇÃO: Os valores são apurados por análise laboratorial. Análise laboratorial = queima do alimento em laboratório para ver a quantidade de kcal (energia bruta) ele tem. Análise: bomba calorimétrica: é usada para saber a quantidade de energia bruta do alimento, das fezes, da urina, ... Faz o teste com 1 grama e depois converte. O resultado será sempre energia bruta (energia bruta do alimento, das fezes ou da urina). Valor tabelado: Vantagem: rapidez e praticidade; Desvantagem: é feita através de médias que nem sempre representam a nossa realidade, além do que os alimentos não são nutricionalmente iguais, depende da área onde foram cultivados. Cálculo: VALORES DE ENERGIA BRUTA (NRC 1985) Carboidratos: 4,15 kcal/gr. (1g de carboidrato tem 4,15 kcal) Lipídeos: 9,40 kcal/gr. Proteínas: 5,65 kcal/gr. Calcularam quanto que 1 grama de carboidrato queimava e gerava de kcal. Fizeram isso para todos os alimentos e descobriram a energia bruta de todos. VALORES DE ENERGIA METABOLIZÁVEL - PARA HUMANOS · Carboidratos: 4,00 kcal/gr. · Lipídeos: 9,00 kcal/gr. Valores já descontados as perdas pela fezes e urina. · Proteínas: 4,0 kcal/gr. Fator de Atwater = usado para descobrir a fração que vai ser eliminada pelas fezes e urina. VALORES DE ENERGIA METABOLIZÁVEL – atwater modificado p/ ANIMAIS · Carboidratos: 3,5 kcal/gr. · Lipídeos: 8,50 kcal/gr. ESSE É O QUE VAMOS USAR! · Proteínas: 3,5 kcal/gr. Ex.: Ração - Cão (análise para 100gr) · Umidade ------- 12% - 12g( dependendo do animal, vai variar) · Proteína -------- 21% - 21g · Lipídeo - -------- 8% - 8g · Fibra ------------- 4% - 4g (apesar de gerar energia, como a ração é p/ cão, ele não usa) · Mat. mineral--- 12% - 12g TOTAL = 57% O que faltar para chegar a 100% é extrativo não nitrogenado (fração solúvel do carboidrato solúveis não estruturado). Então 100 – 57 = 43% é de extrativo não nitrogenado. E como calcular a energia desta ração? 1gr. de ptn bruta ------------ 3,5 kcal 1gr. de lipídeo ----------- 8,5 kcal 21gr. de ptn bruta ----------- X 8gr de lipídeo ------------ Y X = 73,5 Kcal Y = 68 Kcal 1 gr. de carboidrato ----------- 3,5 kcal 43 gr. de carboidrato --------- Z = 150,5 kcal · NEM = Necessidade Energética de Manutenção. - PC = peso corporal; - Cães inativos = sedentário ou sem muita atividade; - Ex. Cão adulto ativo com 30 kg = 130 x 300,75 = 1666,41 kcal por dia. (Esse cão do exemplo deve comer 1.666,41 kcal por dia.) - Voltando ao exemplo da ração: · A ração tem ------------------ 292 kcal--------- 100gr O animal precisa de -- 1666,41 kcal--------- X -> X = 570 gr. da ração /dia. Tipo Kcal em /dia Caes adultos ativos 130 kcal x [pc em kg]0,75 Necessidade acima da media Caes jovens ativos 140 kcal x [pc em kg]0,75 Necessidades abaixo da media Caes inativos 95 kcal x [pc em kg]0,75 Caes idosos ativos 105 kcal x [pc em kg]0,75 Resposta: A energia dessa ração = X + Y + Z = Energia total = 292 kcal/100gr Diferentes etapas diferentes exigencias Cães Pos desmame 2x EM de mantença 40% do peso de adulto:1,6xEM de matença – inicial de crescimento 80% do peso de adulto: 1,2 x EM de mantença- final de crescimento Final da gestação: 1,5 x EM de mantença Lactação 3x EM de mantença Não se deve mudar a alimentação da cadela gestante desde o início da gestação, porque o crescimento dos filhotes é muito lento. Esse aumento só vai fazer com que a cadela ganhe peso. A necessidade só vem no 1/3 final da gestação, quando o desenvolvimento final dos filhotes é mais rápido PARA RUMINANTES NÃO SE FAZ CÁLCULOS. CÁLCULO DAS NECESSIDADES ENERGÉTICAS PARA O GATO: Necessidade de EM = Kcal/kg PV (onde: EM = em manutenção; PV = peso vivo) · Gatos caseiros e sedentários: 60 kcal/Kg; · Gatos moderadamente ativos: 70 kcal/kg; · Gatos muito ativos: 80 a 90 Kcal/Kg. A cada Kg de peso vivo multiplicar pela classe em que está enquadrado. DIFERENTES ETAPAS, DIFERENTES EXIGÊNCIAS - GATOS · A gata ficou gestante (logo no início) colocamos 100kcal porque o crescimento fetal é constante durante todo o período gestacional. · Uma gata com 2 kg em lactação: 160 Kcal + 10% (16%) por filhote. image2.png