Prévia do material em texto
O PAPEL DO COORDENADOR PEDAGÓGICO NO PROCESSO DE INCLUSÃO DE ALUNOS COM NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS DOS SANTOS Lúbia Gonçalves.1 Inspenção escolar e AEE RESUMO Se fizermos uma contextualização histórica vislumbrar-se-á que as pessoas com deficiência passaram por grandes dificuldades até estarem com diversos direitos garantidos pelo ordenamento jurídico brasileiro e mundial, a educação especial apresentou uma acessão na contemporaneidade, com a luta pela igualdade social e responsabilização do estado, da escola e da família, bem como, com o dever de construir uma educação para todos. A inclusão é uma oportunidade que está sendo aberta para o avanço da educação escolar como um todo e para as pessoas com ou sem necessidades especiais. Desta premissa, para a efetivação e exteriorização desses direitos na escola, faz-se necessários colaboradores e servidores atuantes, destes, focar-se-á no supervisor pedagógico e sua atuação no processo de inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais. Palavras-chave: Educação Especial; Coordenador Pedagógico; Igualdade; Inclusão 1 Graduada em Pedagogia pela Pitágoras Unopar Anhaguera. E- mail: lg4435972@gmail.com INTRODUÇÃO Para contextualizar a história da educação especial é preciso entender sobre o tratamento destinado a pessoas com deficiência, ou seja, se é falado hoje em inclusão é porque durante muito tempo as pessoas que não enxergavam, não ouviam ou não se locomoviam eram excluídas socialmente. Apesar de não termos indícios de como os primeiros grupos de humanos se portavam diante das pessoas com deficiência, a história irá mostrar que nem sempre a relação com essas pessoas foi cordial e sociável, se por um lado à evidencias arqueológicas de que no Egito antigo as pessoas com deficiência ocupavam um lugar na sociedade, tendo como exemplo a estátua de calcário que representava um homem com deficiência e sua família fazendo oferenda a deuses, por outro lado na antiguidade clássica, na Grécia, em Atenas, na Roma Antiga, as pessoas nascidas deformes ou anormais sofreram práticas de abandono, negligência e em casos extremos, morte; mesmo na idade média com a concepção do homem como criatura divina oriunda do cristianismo, as pessoas com necessidades especiais eram isoladas em instituições especializadas ou asilos ou até mesmo conventos, onde eram colhidas como pecadoras ou como consequências de pecados. Uns dos grandes desafios encontrados na educação contemporânea é assegurar a todas as pessoas, inclusive aquelas com algum tipo de deficiência, a permanência na escola e uma aprendizagem significativa, de qualidade que rompa os muros escolares. A educação no país faz parte da formação humana, porém muitas das vezes se passa despercebida, com rotulagens que na prática não se condiz. Diante disto fica evidenciado que precisamos caminhar a passos largos, que é preciso movimenta-se em buscar fazer com que as Políticas Públicas deem atenção a uma educação centrada a realidade atual, com inclusão, valorização dos profissionais de educação, recursos tecnológicos, pedagógicos entre outros. A inclusão é um dos assuntos mais tratados nos últimos anos. As pessoas consideradas “diferentes” estão tendo mais oportunidades, pois a diferença é parte da natureza humana e a diversidade é fundamental para que haja mais oportunidades. Com a inclusão, todos têm a ganhar; pessoas com algum tipo de deficiência ganham quando a comunidade, em geral, proporciona meios de interação; e pessoas ditas “normais” ganham por poder conviver com a diversidade, aprendem a respeitar e, também, aprendem um novo sentido de vida. Um espaço considerado inclusivo deve trabalhar, de forma diversificada, atividades mais dinâmicas, com as quais todos possam colaborar de alguma maneira, que possam desenvolver as áreas motora, afetiva, cognitiva e, ainda, a linguagem. A inclusão é dever de todos, da escola, da comunidade, da família e da sociedade como um todo. Para que a inclusão seja de fato efetivada, a família também tem papel muito importante, pois é dela que vêm os primeiros contatos sociais, ela é a maior responsável pelos valores adquiridos e também de conhecimento. Unindo família e escola, garante-se que os alunos tenham uma educação de mais qualidade, enquanto uma assegura a proteção, o processo afetivo, social e cognitivo, a outra o processo de ensino-aprendizagem, construindo ainda mais conhecimento. A metodologia é um eixo estruturador de cada ciência. Ela teve base numa pesquisa bibliográfica, baseada em leituras, análise e interpretação de livros, artigos, leis e revistas, que tratam sobre os assuntos de como se dá, efetivamente, a inclusão e a aprendizagem do aluno portador de Deficiência Intelectual. ADAPTAÇÕES NO SISTEMA DE ENSINO Desde o início das eras, existe a exclusão de pessoas que nascem portando algum tipo de necessidade especial, uma deficiência. Essas crianças eram discriminadas e até mesmo sacrificadas por serem consideradas um mau sinal, um castigo dos deuses. Com o passar dos anos, essa cultura foi ficando para trás e, cada vez mais, buscava-se um método para incluir essa criança na sociedade em que ela vivia e, a partir de então, frequentar escolas juntamente com as crianças normais. Mas qual seria o princípio da inclusão? Essa resposta está descrita em (UNESCO, 1994, p. 3) que apresenta da seguinte maneira; “O princípio da inclusão é o reconhecimento da necessidade de se caminhar rumo à escola para todos, um lugar que inclua todos os alunos, celebre a diferença, apoie a aprendizagem e responda às necessidades individuais”. É possível entender que a política inclusiva demanda aumento quantitativo e qualitativo na produção de recursos humanos e garantia de recursos financistas e função de suporte educacional público e privado qualificados para proporcionar a construção pedagógica dos alunos. (MANTOAN, 2006, p. 59). A partir disso, Mantoan aduz que: Para que se avance nessa direção, é essencial que os sistemas de ensino busquem conhecer a demanda real de atendimento a alunos com necessidades educacionais especiais, mediante à criação de sistemas de informação e o estabelecimento de interface com os órgãos governamentais responsáveis pelo Censo Escolar e pelo Censo Demográfico, para atender a todas as variáveis implícitas à qualidade do processo formativo desses alunos. Nestes termos a acessibilidade deve ser assegurada nos seguintes aspectos: mediante à eliminação de barreiras arquitetônicas, urbanísticas, na edificação. Incluem-se também, as instalações, equipamentos, mobiliários, nos transportes escolares, nas barreiras nascomunicações e informações. (MANTOAN, 2006, p. 64). Um processo pelo qual a sociedade se adapta para poder incluir em seus sistemas sociais gerais pessoas com necessidades especiais e, simultaneamente, estas se preparam para assumir seus papéis na sociedade. (...) incluir é trocar, entender, respeitar, valorizar, lutar contra exclusão, transpor barreiras que a sociedade criou para as pessoas. É oferecer o desenvolvimento da autonomia, por meio da colaboração de pensamentos e formulação de juízo de valor, de modo a poder decidir, por si mesmo, como agir nas diferentes circunstâncias da vida. Estas exigências especiais apresentam que característica de estratégias contrarias das usuais são necessários para aceitar que todos os estudantes, incluindo também as pessoas com déficit, utilizem inteiramente das chances didáticas, com efeitos favoráveis, inclusos no planejamento com normas capazes. Tais modos analisam ações que demandam de atribuições e instâncias político-administrativas que são excelentes Adaptações Curriculares de grande porte. Contrapondo as demais adaptações que abrangem alternativas menores, de poder exclusivo do educador que podem ser pequenos ajustes e especificaçõesque são conhecidas como Adaptações Curriculares de Pequeno Porte. Exemplo disso é a capacitação dos docentes; em alguns casos pequenas atitudes que podem gerar benefícios em grande escala. Docente capacitado terá competência para colocar em prática as normas previstas no currículo, neste mesmo sentido, faz-se necessário políticas públicas que coloquem em prática todos os objetivos que visam a inclusão e melhoria das instituições de ensino. Deste modo, ao passo que se relatam necessidades educacionais especiais, precisase salientar a necessidade de adaptar o sistema educacional a servir ao estudante, não nas complicações que ele indica. Assim, considerar-se-á a diversidade e continuará o trabalho educativo, transformando o desafio na construção de algo positivo para os alunos que apontam necessidades especiais. Não obstante, a “Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva” afirma que: Os sistemas de ensino devem organizar as condições de acesso aos espaços, aos recursos pedagógicos e à comunicação que favoreçam a promoção da aprendizagem e a valorização das diferenças, de forma a atender as necessidades educacionais de todos os estudantes. A acessibilidade deve ser assegurada mediante a eliminação de barreiras arquitetônicas, urbanísticas, na edificação incluindo instalações, equipamentos e mobiliários – e nos transportes escolares,bem como as barreiras nas comunicações e informações. (...) O atendimento educacional especializado não deve ser uma atividade que tenha como objetivo o ensino escolar especial adaptado para desenvolver conteúdos acadêmicos, tais como a Língua Portuguesa, a Matemática, dentre outros. Com relação à Língua Portuguesa e à Matemática, o atendimento educacional especializado pode desenvolver o conhecimento que permite ao aluno a leitura, a escrita e a quantificação, conforme a necessidade e o interesse de cada um, sem o compromisso de sistematizar essas noções, como é o objetivo da escola (MANTOAN, 2011,p. 126). Para que essa aprendizagem ocorra da melhor forma, é necessário que o professor busque novas formações, esteja sempre atualizado com o que há de novo na educação, novas maneiras e formas de ensinar, principalmente no que se refere aos alunos portadores de necessidades especiais. Segundo Soares e Carvalho (2012, p. 23) “A formação de professores de educação especial no Brasil tem sido objeto de preocupação dos governantes e gestores, bem como de estudos e pesquisas, desde, pelo menos, a década de 1950”. As escolas são encarregadas pela promoção de recursos materias, metodologias e adequação do currículo para receber toda a diversidade de alunos que frequentam as escolas hoje em dia. Não é mais de responsabilidade da escola dizer se um aluno tem ou não capacidade de aprender, todos são alunos com direitos iguais, de aprender dentro de seus limites. No parecer nº 17, de 3 de julho de 2001, do Conselho Nacional de Educação, diz que a escola inclusiva: Em vez de focalizar a deficiência da pessoa, enfatiza o ensino e escola, bem como as formas e condições de aprendizagem; em vez de procurar, no aluno, a origem de um problema, define-se pelo tipo de resposta educativa e de recursos e apoio que a escola deve proporcionar-lhes para que obtenha sucesso escolar; por fim, em vez de pressupor que o aluno deve ajustar-se a padrões de “normalidade” para aprender, aponta para a escola o desafio de ajustar-se apara atender à diversidade de seus alunos. (BRASIL, 2001, p. 15). As pessoas portadoras de deficiência são capazes de aprender, se desenvolver e interagir em diversos ambientes; a escola, por sua vez, é o principal ambiente para que ocorra a inclusão, aprendizagem e socialização entre os estudantes, por meio das práticas pedagógicas. Assim, a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, Lei Nº 13.146, de 6 de julho de 2015, em seu Artigo 1º, tem a premissa de “assegurar e a promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais por pessoas com deficiência, visando à sua inclusão social e cidadania.” (BRASIL, 2015). Alunos especiais habitualmente necessitam de PEI (Plano Educacional Individualizado), suas necessidades devem ser analisadas conforme seu grau, tipo e natureza para que o PEI seja estruturado da melhor maneira possível para cada aluno. Para que se consiga planejar de forma adequada, devem ser realizadas avaliações com os alunos portadores de deficiência, avaliações essas que levam o professor a conhecer melhor seu aluno e suas aptidões. Os alunos portadores de Deficiência Intelectual (DI) são aqueles que possuem um funcionamento intelectual muito abaixo da média, sendo percebida na comunicação, higiene pessoal, contato social, lazer e na aprendizagem. O deficiente intelectual deve ser visto como uma pessoa que possui direitos e deveres e deve ser estimulado para perceber seu próprio potencial, ter uma visão positiva de suas habilidades e aumentar sua autoconfiança, bem como, sua autoestima. Para o autor supracitado, atualmente o cenário educacional é bem diversificado. Existem muitas maneiras de buscar conhecimento e informações. Levando isso em consideração, deve-se, sempre, “enfatizar a contextualização do saber e sua relação com o indivíduo que aprende, que, considerando sua integralidade, juntamente ao saber, é o pressuposto do sucesso no processo de ensino-aprendizagem” (TRANCOSO, 2020, p. 128). As crianças portadoras de deficiência intelectual podem ser diagnosticadas logo nos primeiros meses de vida. Ela apresenta dificuldades motoras como, por exemplo, para engatinhar, falar e andar. Por isso, elas precisam de mais estímulos frequentemente. Relvas (2011), diz que a criança com deficiência intelectual tem “dificuldades na discriminação de objetos, percepção exata que, por deficiência dos sentidos, prejudicam o aprendizado”. Ainda considerando os estudos do autor supracitado, “o aluno deve ser considerado um ser total que possui outras inteligências, além da linguística e da lógico-matemática, que devem ser desenvolvidas” (RELVAS, 2011, p. 121). A inteligência emocional vem contribuindo para a descontinuação do ensino tradicional. Esse tipo de inteligência é o que as pessoas usam para conhecer a si próprias, suas próprias emoções. Ponderando os alunos com deficiência intelectual essa inteligência é o que os leva a se descobrirem como um todo, desenvolvendo o seu potencial para tratar com situações que são vivenciadas no cotidiano. Assim, Relvas (2011, p. 122) acrescenta que “o cultivo de uma inteligência não implica que as outras não possam ser adquiridas: indivíduos diferentes, em culturas diferentes, desenvolvem, em maior ou menor grau, diferentes tipos de inteligências”. Deve-se sempre ter em mente que o deficiente intelectual é uma pessoa como as outras, possui vontades, capacidades, especialidades e características particulares. Não se deve olhar somente para o “problema” ou sua “incapacidade”, essas pessoas podem carregar consigo inúmeras qualidades que, se bem trabalhadas, podem trazer vários benefícios para a comunidade como um todo. Porém, os alunos portadores de Deficiência Intelectual enfrentam grandes desafios no que se refere à aprendizagem escolar, como, por exemplo, professores despreparados, falta de adaptações curriculares e pouco uso de tecnologias. Os professores precisam “utilizar-se de experiências concretas para aprender, estímulos e motivações para aprender, elogio e recompensa, individual e em grupo e atenção individual” (RELVAS, 2011, p. 86). O uso da tecnologia pode garantir que o estudante portador de deficiência se sinta mais seguro com relação à aprendizagem, oportunidades e novas possibilidades de conhecimento. “Ela pode permitir a comunicação, a escrita, o registro e a autonomia em diversas tarefas, auxiliandoimensamente no processo de aprendizagem” (KLEINA, 2012, p. 30). A educação de crianças portadoras de deficiência intelectual deve começar tão logo quanto a educação de uma criança dita “normal”, junto com outras atividades que estimulem mais o desenvolvimento dessas crianças e se construa novos aprendizados. Fierro (1995, p 247) afirma que, “a detecção precoce dos problemas de desenvolvimento contribui para orientar, adequadamente, os programas educacionais, nesses primeiros anos”. A aprendizagem envolve habilidades cognitivas, e algumas são fundamentais para o processo de aquisição de conhecimento. Os alunos portadores de deficiência intelectual precisam que várias áreas sejam estimuladas para que ocorra a aprendizagem. “A neurociência dialoga com várias áreas do conhecimento, entre e as a educação. Esse diálogo é fundamental para ajudar todas as pessoas no processo de ensino e aprendizagem, principalmente as que possuem algum tipo de deficiência” (GROSSI, 2018, p. 131). A educação convencional não é suficiente para o aluno portador de deficiência intelectual; as abordagens tradicionais não dão conta da aprendizagem de diversos alunos que se encontram em nossas escolas hoje, não conseguem abordar como o conhecimento é adquirido conforme suas capacidades. Assim, uma nova educação inclusiva, uma reorganização para atender as diferenças existentes na sala de aula, é o caminho para que ocorra a aprendizagem. Isso é favorecer ao aluno deficiente uma nova abordagem para que se efetive o conhecimento, respeitando suas condições de aprendizagem, sem igualá-lo aos outros. Como diz Padilha (2001, p. 135) “vencer as barreiras de sua deficiência – expandir possibilidades, diminuir limites, encontrar saídas para estar no mundo, mais do que ser apenas uma pessoa no mundo”. Apresentar atividades digitais para alunos portadores de deficiência intelectual é uma boa oportunidade de fazer com que eles consigam superar certas dificuldades encontradas durante as atividades escritas. Com o tempo e insistência pode-se notar que esse tipo de atividade é significativo. Logo no início pode gerar um pouco mais de esforço dos profissionais, mas em longo prazo os benefícios para toda turma serão notórios. O aluno com deficiência intelectual pode realizar várias vezes a mesma atividade, convertendo-se quase que em um reforço, pois pode realizar essas atividades no seu ritmo e no seu tempo, sempre exigindo mais de seu raciocínio, transferindo todo o seu aprendizado em sala de aula. (KLEINA, 2012). Para que essas atividades sejam realizadas na escola, normalmente existem laboratórios de informática carregados com Software Educativos, encarregados de colaborar com a aprendizagem dos alunos, reforçando os conteúdos trabalhados em sala de aula. Para Lucena (1992, apud. KLEINA, 2012, p. 142) esse software é “todo programa que possa ser usado para algum objetivo educacional, pedagogicamente defensável, por professores e alunos, qualquer que seja a natureza ou finalidade para a qual tenha sido criado”. Sabe-se que esses softwares são mais voltados para alunos sem deficiência, pois quanto maior forem os elementos que compõe o software, maior será seu preço. Por isso deve-se estar bem atentos na escolha do software que a escola terá, precisam- se levar em consideração os alunos com e sem deficiência, para que o investimento sirva para todos os educandos. “A escolha do software educativo deve favorecer a aprendizagem do educando com deficiência, com suas características e necessidades individuais, quanto dos demais estudantes” (KLEINA, 2012, p. 145). Para alunos portadores de deficiência intelectual, os níveis de dificuldade devem ir aumentando aos poucos, para chegar a níveis mais complexos de aprendizagem nosso softwares educativos. O PAPEL DO COORDENADOR PEDAGÓGICO DIANTE A INCLUSÃO ESCOLAR O Projeto Política Educacional nos dá a identidade da escola e mostra o caminho que deve ser percorrido para se receber de fato uma boa educação, pois toda escola tem seus objetivos, sonhos e ideais, portanto, na perspectiva do PPP, a escola tem o norte , que se torna um meio de ajuda para encontrar maneiras de realizar os objetivos da escola. Toda escola formula PPP com o auxílio de professores, funcionários e familiares indicados pela LDB, pois quem tem a responsabilidade pelas normas básicas do auxílio educacional é ela, principalmente quando nos referimos aos alunos com necessidades especiais como auxílio especial, pois este é as escolas que regulamentam a educação especial são uma forma de lei escolar, mas mesmo que sejam regulamentações, o sistema em última análise as exclui porque o ensino precisa se adaptar às diferenças e necessidades de todos. Para os profissionais que trabalham com esse cliente, é necessário oferecer cursos de formação que levem em conta a heterogeneidade da sala de aula e ensinar a esses professores como usar todas as diferenças da sala de aula, desde alunos modelo, alunos em situações difíceis, até pessoas em sociedades marginalizadas precisam de ajuda especial, elas ajudam a usar materiais de ensino, recursos de ensino, tecnologia e, em suma, tudo que proporciona aos alunos um melhor aprendizado e interação. Pode-se ver que o papel do supervisor não é nada fácil, e muitas vezes é confundido com um burocrata supervisor puro, que falha em promover a integração do comportamento docente, comportamento do supervisor e a cooperação coletiva do supervisor devem ser considerados. A escola e seu foco principal são os professores, pois o trabalho de orientação é trabalho do instrutor e dá sentido à orientação, pois parte da realidade e das dificuldades encontradas pelo professor, assim formaram uma ação comum, e voltaram-se para o trabalho docente pautado na democracia e princípios do diálogo, em um ambiente onde a burocracia é mais valiosa do que completar um trabalho bem desenvolvido, o supervisor muitas vezes está no meio da "papelada" e precisa prestar contas ao superior e parar de cooperar com mais atividades de ensino pode de fato fazer a diferença, porque é necessário supervisionar as atividades de ensino, implementar as normas e regulamentos dos superiores, avaliar os resultados do ensino, cuidar dos planos curriculares, fornecer atividades de formação aos professores e fazer a distinção entre a formação, como na educação especial. Ou seja, para ser um excelente orientador, devemos entender o conhecimento da sala de aula e todas as dificuldades que os professores encontram no dia a dia, para que possamos começar a realizar um trabalho destacado na supervisão e dar o suporte necessário aos professores. Cada educador escolar procura auxiliá-los da melhor forma, buscando formas de suprir todas as suas necessidades, seja por meio de projetos, treinamentos ou auxiliando no dia a dia, quando sabemos os resultados que queremos, é possível supervisionar com sucesso. Cabe ao supervisor inspecionar acerca de todo o sistema educacional, para que a escola possa alcançar as metas do saber e as metas da escola, agindo numa administração que auxilie os professores na orientação dos alunos especiais ou não, aumentando o currículo escolhendo e instruindo, fornecendo junto a escola circunstâncias de trabalho, preparando material e meios educativos. Nesse caso é concernente ao supervisor assessorar as circunstâncias do conhecimento como “ensino de qualidade”. Controlando a ética competente para conseguir um ensino de importância especialmente numa escola inclusiva. A ATUAÇÃO DO COORDENADOR PEDAGÓGICO NOS PROJETOS DE INCLUSÃO O coordenador tem tarefas diárias. Ele precisa acompanhar e registrar o ensino e aprendizagem e intervir de forma ética e empática. Além disso, ele precisa dialogar e estar bem informado. Essas iniciativas objetivam promover e detalhar planos de ação que procuram enfrentar as dificuldadesdo cotidiano escolar. A resiliência e empenho da coordenação escolar tendem a promover melhores condições de trabalho na escola por meio da valorização de professores. Seu trabalho também contribui para o acolhimento de jovens alunos, a inserção de seus responsáveis na rotina de aprendizagem e a formação continuada de todos os envolvidos no processo. Segundo Celso Vasconcellos (2010), um coordenador não deve ser confundido com um fiscal de professor, pombo correio ou quebra-galho (p. 86- 87). É fundamental que haja um ambiente de trabalho adequado. Em outras palavras, ambientes escolares com culturas saudáveis de trabalho não enxergam a função da coordenação como punitivista de colegas ou generalista. Além disso, não é adequado que coordenadores exerçam serviços de outros campos de atuação, como inspeção escolar, enfermagem, secretaria e afins. Nas últimas décadas, o foco da educação inclusiva no Brasil foi o de garantir o acesso de crianças, adolescentes e jovens com deficiência à escola comum. Hoje, mais de dez anos após a implementação da política que orienta a educação especial na perspectiva inclusiva, a preocupação dos educadores é garantir o direito à aprendizagem. Afinal, incluir não é só estar no mesmo espaço, mas também possibilitar que todos possam se desenvolver integralmente e ter sucesso escolar. Como a perspectiva inclusiva prevê a colaboração de todos, os coordenadores são responsáveis por garantir que informações trazidas pelos próprios estudantes, seus familiares, outros profissionais envolvidos e parceiros da escola sejam contempladas nos momentos coletivos. Samuel conta: “Na nossa escola, esses encontros reúnem os professores da sala regular, os profissionais do atendimento educacional especializado (AEE), outros de apoio, tudo em diálogo com as famílias”. A presença do docente do AEE nas horas de trabalho pedagógico, aliás, é fundamental para superar os desafios encontrados na sala comum. Quando ele participa, pode propor atividades ao colega da sala comum considerando os interesses e as necessidades de cada aluno com deficiência, identificar possíveis barreiras à aprendizagem e apontar estratégias para que o estudante tenha as mesmas oportunidades que toda a turma. “Os coordenadores devem garantir que eles estejam presentes”, afirmam as especialistas do IRM. E, ao trabalhar essas questões coletivamente, as soluções encontradas potencializam a aprendizagem de todos os alunos, com ou sem deficiência. Na relação com mães, pais ou responsáveis, Katia reforça que cabe à coordenação pedagógica buscar informações sobre a vida do estudante que podem ser úteis para a escola. “Juntar o que a família traz com aquilo que os educadores veem em sala de aula”, reforça. Chamá-los para contar como se comunicam com a criança, o que ela gosta de fazer, o que ela comenta sobre a escola em casa são maneiras de se aproximar dos familiares de modo propositivo. O TRABALHO DO COORDENADOR EM ARTICULAR O AEE COM OS DEMAIS EDUCADORES Percebo e entendo a atuação docente como um trabalho interativo sobre o outro e com o outro, uma construção coletiva de “fazer com” e não “fazer para” alguém. Sendo assim, o papel do professor do atendimento educacional especializado (AEE) é também encontrar maneiras para somar à gestão escolar, aos professores regentes, a todos os profissionais da escola e com aos familiares para possibilitar, efetivamente, uma educação inclusiva. Desde 2009, com a implementação da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva Inclusiva (PNEEPEI), o trabalho dos professores do AEE nas salas de recursos multifuncionais se estabeleceu, predominantemente, no contraturno da escolarização para crianças e adolescentes que têm necessidades de uma intervenção mais individualizada. Isso foi feito para que essa atuação fosse complementar às aulas regulares, e não substitutiva. Mas também provocou um distanciamento que parece inevitável, como se a ponte que interligasse os dois serviços [AEE e ensino regular] estivesse interditada pelas barreiras de espaço e tempo, uma vez que ocorrem em horários diferentes e até mesmo em lugares distintos, no caso dos estudantes que precisam ir para outra escola ou instituição para participar do AEE. Alguns profissionais relatam que se sentem isolados, pela escassez de encontros ou pela impossibilidade da troca com os professores regentes. Em meio às questões burocráticas, administrativas, pedagógicas e barreiras atitudinais, acaba-se tendo rupturas na comunicação entre os dois serviços. O sentimento de isolamento não é de todos, mas é real, existe e precisa ser validado e discutido. A cultura escolar também precisa mudar para que os professores do AEE se sintam abraçados como parte da equipe que compõe a escola. Percebo que, nos locais nos quais isso acontece, há uma diferença nítida no resultado do trabalho do profissional, que se sente valorizado. O professor regente também é afetado pela falta de parceria com os profissionais da educação especial. Quando eu era professora regente, meu contato com as docentes do AEE era limitado a poucas conversas realizadas por telefone e às devolutivas feitas por meio do plano de ensino individualizado (PEI). Agora, como coordenadora do AEE, sei que a elaboração desses planos requer muito tempo de observação dos educadores. Ainda assim, também sei que, às vezes, as informações contidas no documento não respondem a algumas das questões pontuais vividas no dia a dia da sala de aula regular. Eu sentia falta de orientações dentro do contexto da aula. É preciso, portanto, cautela para que o trabalho do AEE no contraturno não se torne estanque. Essa via não é de mão dupla, é de mão única! As equipes gestoras das escolas devem possibilitar meios de articular e promover trocas para que professores do AEE e professores regentes, em colaboração com coordenadores e diretores, caminhem juntos, no diálogo e na prática, buscando pertencimento e firmando parcerias. Nós, profissionais do AEE, precisamos nos fazer presentes nos espaços que compõem o todo da escola, marcando nosso lugar de fala, tecendo diálogos com as famílias, com os gestores das instituições, com os professores regentes e demais profissionais, dando passos na mesma direção, o que beneficiará crianças e adolescentes público-alvo das ações do AEE. Os desafios para articular tudo isso são muitos e estamos começando o trabalho. Mas ele é essencial porque todo estudante tem direito de ser, estar e pertencer à escola. E os profissionais da educação especial têm o direito de serem acolhidos como equipe. Os gestores precisam articular meios para efetivação desses direitos e todos os envolvidos precisam se sentir parte do processo, acessando rampas, em linguagem literal e figurada que viabilizem uma escola para todos e para cada um. Isso é uma construção coletiva! Seguimos quebrando paradigmas, em constante alerta para que ninguém se sinta isolado, deixe de ser ouvido ou respeitado por seus pares nem fique à beira do caminho. O trajeto é longo, mas estamos dando passos nessa direção. DESAFIOS E POSSIBILIDADES: ADAPTAÇÕES CURRICULARES Nesse sentido, para que aconteça a inclusão social na escola, é preciso uma adequação curricular para incluir essa demanda, abraçando e traçando metas para superar desafios, e que os professores abracem a causa, participando das capacitações (formação continuada), que servirão de suporte para sua prática pedagógica. A formação continuada possibilita aos profissionais junção teoria/prática, metodologias, dinamismo e aprendizagens, sendo expostos em discussão/diálogo permitindo a troca de ideias, atualizando e apresentandoas de modo mais significativo, com aprendizagens que possam vir a beneficiar as crianças e ao mesmo tempo ao professor. Neste sentido Batista e Mantoan (20007, p. 17), destacam que: Aprender é umaação humana criativa, individual, heterogênea e regulada pelo sujeito da aprendizagem, independentemente de sua condição intelectual ser mais ou ser menos privilegiada. São as diferentes ideias, opiniões e níveis de compreensão que enriquecem o processo escolar e clareiam o entendimento dos alunos e professores. Desse modo, as crianças com DI ganham experiências e estímulos de novas habilidades através das práticas que lhe são ensinadas, eliminando barreiras e dando- lhes autonomia e oportunidade sem descriminação, com criatividade e acessibilidade segundo a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, artigo 4° 13.146/2015 (BRASIL, 2015). Conforme Carvalho (1999), para que essas barreiras sejam superadas faz-se necessário entender que a inclusão à pessoas com DI não é apenas uma responsabilidade da escola ou professores mais da sociedade como um todo, pois a inclusão vai além da escola. Vale salientar que o documento a qual norteia a educação inclusiva é a Declaração de Salamanca, apresentando os direitos e de uma proposta de ação para pessoas com deficiência. A declaração surgiu em uma Conferência Mundial, patrocinada pela UNESCO, em Salamanca, na Espanha, entre os dias 07 e 10 de junho de 1994, em prol dos direitos a alunos com qualquer grau de deficiência ou distúrbio neurológico de aprendizagem. A pessoa com deficiência intelectual pode ter comprometimento em áreas específicas do cérebro, por ele fazer menor quantidade de conexões neurais entre as células nervosas, porém isso não quer dizer que elas não sejam capazes, pois todas as pessoas, com ou sem deficiência, tem suas próprias limitações e potencialidades em diversas áreas de conhecimento e até na sua atuação social. Existem diversas pessoas com deficiência e conseguem vencer desafios e se tornam destaque nas mídias sociais, na carreira acadêmica, profissional entre outras. Da mesma maneira a pessoa com DI, que tem suas potencialidades e podem não ser percebidas pela falta de credibilidade ou preconceito da comunidade a qual está inserida, bem como o capacitismo, mas na atualidade a superação e aceitação pela deficiência vem ganhando um novo cenário, em vez de serem segregados ou se esconderem, estão a cada dia empoderados e mostrando que a deficiência não os impedem de viver, existem músicos com DI, cantor, comediante, ator, entre outros, isto é, estão em todo lugar sejam eles anônimos/ desconhecidos ou famosos conquistando seu espaço e demostrando para sociedade que todos temos as mesmas capacidades mesmo com limitações. O coordenador pedagógico desempenha um papel essencial nas instituições de ensino, sendo um dos pilares fundamentais para a evolução constante da prática educacional. Especialmente no que diz respeito à formação continuada dos docentes, esse profissional tem a responsabilidade de desenvolver e implementar projetos que estejam alinhados ao projeto político pedagógico da escola. Tais projetos são criados para enriquecer o ambiente educacional, oferecendo aos professores espaços de estudo, reflexão e diálogo colaborativo sobre suas práticas docentes. CONSIDERAÇÕES FINAIS O supervisor pedagógico tem grande importância em todo o processo ensinoaprendizado, tendo a função de auxiliar o professor a atingir metas pré- estabelecidas, bem como, garantir que os alunos efetivamente assimilem o conhecimento lecionado. No que tange inclusão, cabe ao supervisor pedagógico buscar junto ao professor mecanismos adequados para efetivar os direitos humanos inerentes quaisquer necessidades especiais. Desta premissa, o grande desafio da educação inclusiva é expandir-se, tendo como objetivo principal a pedagogia centrada no discente. Tal centralização não deve separar alunos, mas sim, incluí-los e principalmente adaptar-se as peculiaridades individuais. Como outrora apresentado, a inclusão é uma oportunidade que está sendo aberta para o avanço da educação escolar como um todo e para as pessoas com ou sem necessidades especiais. A inclusão implica em uma alternativa de conduta que é primordial para a formação dos cidadãos. Inserir totalmente as crianças na escola, bem como, tratalas com igualdade ética, equidade e respeito, é um direito fundamental; todos devem ter acesso ao saber e a formação. Desta premissa, faz-se necessário para um desenvolvimento social benéfico para todos, que docentes e discentes, governo e sociedade em geral, trabalhem a educação como mecanismo para desconstruir preconceitos, estereótipos, discriminações, bem como, rompendo barreiras físicas e mentais; adaptando-se para que todos, independentemente de quaisquer condições, têm iguais condições de aprender; outrossim, vislumbra-se a necessidade ter como objetivo principal o bem estar de todos que no meio do processo educacional entenderiam a necessidade do respeito às diversidades existentes. As contribuições deste estudo são múltiplas. Primeiramente, ele oferece insights valiosos sobre como a coordenação pedagógica pode efetivamente melhorar a prática educativa em contextos inclusivos, servindo como um guia para políticas educacionais futuras. Além disso, destaca a importância da formação continuada como um processo dinâmico e adaptativo que precisa ser constantemente revisado e aprimorado para atender às exigências de um ambiente educacional em constante mudança. Assim, conclui-se que a coordenação pedagógica tem um papel inestimável na configuração da educação inclusiva. Sua atuação eficaz não só melhora a prática pedagógica, mas também modela o ambiente educacional de maneira a refletir os valores de uma sociedade que respeita e valoriza a diversidade. O estudo, portanto, serve como um chamado para um investimento contínuo na formação e desenvolvimento profissional dos coordenadores pedagógicos, para que possam continuar a ser os agentes de mudança necessários na promoção de uma educação verdadeiramente inclusiva. REFERÊNCIAS ALARCÃO, Isabel. Supervisão Pedagógica: princípios e práticas. Campinas, SP: Papirus, 2001, b. BARRETO, Angela Maria R. F. A educação infantil no contexto das políticas públicas. Revista Brasileira de Educação, Brasília, n. 24, dez. 2003. MANTOAN, M. T. E. Inclusão Escolar. Editora Moderna, 2006. MANTOAN, Maria Tereza Egler. (Org.) Caminhos pedagógicos da inclusão. São Paulo: Memnon, 2001. MENDES, Enicéia Gonçalves; FERREIRA, Júlio Romero; NUNES, Leila Regina d'Oliveira de Paula. Integração/inclusão: o que revelam as teses e dissertações em educação e psicologia. In: NUNES SOBRINHO, Francisco de Paula (Org.). Inclusão educacional: pesquisas e interfaces. SASSAKI, Romeu K. Inclusão: construindo uma sociedade para todos. 7. ed. Rio de Janeiro:WVA, 2006.