Prévia do material em texto
UNIVERSIDADE AGOSTINHO NETO FACULDADE DE CIÊNCIAS DEPARTAMENTO DE FÍSICA PRÁTICAS DE LABORATÓRIO DE FÍSICA MOLECULAR E TERMODINÂMICA TRABALHO PRÁTICO N°8 DILATAÇÃO TÉRMICA NOS SÓLIDOS E NOS LÍQUIDOS ELABORADO POR: Anselmo Gomes Tomás LUANDA 2016 Laboratório de Física Molecular e Termodinâmica FC-UAN 2019 Página 2 ÍNDICE 2.Conceitos introdutórios………………………………………………………...............Página 3 2.1.Objectivos da prática experimental………………………………………...………...Página 3 3.Fundamentação teórica…………………………………………………………………Página 3 4.Método experimental………………………………………………………….…..........Página 5 4.1.Instalação dos equipamentos e funcionamento………………………………………Página 5 4.2.Procedimentos experimental…………………………..……………………………...Página 6 5.Conteúdos relacionasdos……………………………………………………………….Página 7 6.Anexos………………………………………………………………………………….Página 8 7.Bibliografia………………………………………………………………..…………..Página 10 Laboratório de Física Molecular e Termodinâmica FC-UAN 2019 Página 3 2. Conceitos introdutórios A dilatação dos corpos é um fenómeno no qual as dimensões de uma dada substância, em certo estado de agregação, variam com a variação da temperatura. Deste conceito, percebe-se que a dilatação de uma substância é proporcional a variação da sua temperatura. 2.1. Objectivos da prática experimental: Determinar o coeficiente de dilatação volumétrica dos líquidos e o coeficiente de dilatação linear dos sólidos. 3. Fundamentação teórica A temperatura é uma grandeza física que indica a energia interna de um dado corpo. Esta energia interna faz com que as partículas do corpo se movam, sendo que estas, estão concentradas A curva de potencial (Figura 1) das forças de ligação corresponde apenas a uma primeira aproximação para a parábola de uma oscilação harmónica (linha tracejada); geralmente é mais plana no caso de maiores distâncias inter-atómicas do que no caso de menores distâncias. Se a amplitude de vibração for grande, o centro de oscilações move- se, e assim, aumentam as distâncias inter-atómicas. O espaçamento médio entre os átomos aumentam, bem como o volume total (à pressão constante ). Figura 1: Curva de potencial em função do espaçamento inter-planar. Figura 2: Relação entre o volume de V e a temperatura de: a) acetato de etilo, b) álcool metílico, c) azeite, d) glicerol e e) água. As consequências habituais das variações de temperatura de uma substância, são as alterações em suas dimensões e mudanças do seu estado de agregação. Consideremos as dilatações que ocorrem sem mudanças de fase. A figura 3 apresenta o modelo simples de uma rede cristalina onde os átomos são mantidos juntos, em uma disposição regular, por forças intermoleculares em torno de um ponto de equilíbrio e exercem uma nas outras forças eléctricas. Laboratório de Física Molecular e Termodinâmica FC-UAN 2019 Página 4 Figura 3: Modelo simplificado de uma rede cristalina As forças intermoleculares, são semelhantes as forças que seriam exercidas por um conjunto de molas que ligassem os átomos. Estes átomos apresentam vibração, com amplitude da ordem de 10 -9 cm e frequência de 10 13 Hz. Quando a temperatura for elevada, a amplitude de vibração aumenta, assim como a distância média entre os átomos, o que acarreta uma dilatação do corpo. A variação de qualquer dimensão linear do sólido, como o comprimento, a largura ou a espessura, denomina-se dilatação linear. Ou seja, com o aumento da energia interna, que as faz se moverem em torno do ponto de equilíbrio, as partículas tendem a romper estas ligações que possuem, e se movem livremente, ao romperem esta ligação, aumenta as dimensões do corpo, fenómeno este que chamamos de dilatação. Existem três tipos de dilatação, dilatação linear, superficial e a volumétrica. O tipo de dilatação que a substância sofre depende de factores como o estado de agregação e a distribuição maciça da substância. A dilatação linear expressa a variação de uma dimensão do corpo, somente se a distribuição maciça do corpo for, em maior parte numa dimensão, considerando-se a dilatação das outras dimensões do corpo desprezáveis. Este tipo de dilatação é característico em corpos cuja densidade expressa a quantidade de matéria em cada unidade cumprimento. Desta forma, a dilação deste corpo é expressa pela variação do seu cumprimento em função da variação da temperatura. A dilatação superficial expressa a variação da superfície de um dado corpo, causando assim a variação das duas dimensões que definem a superfície. Neste tipo de dilatação, a densidade do corpo representa a quantidade de matéria que há em cada unidade de área. Sendo assim, a dilatação superficial expressa a variação da área de um corpo em função da variação da temperatura. A dilatação volumétrica expressa a variação do volume em função da variação da temperatura. O volume é definido por três dimensões, logo a dilatação volumétrica implica a variação destas três dimensões. A densidade do corpo expressa, neste caso a quantidade de matéria em cada unidade de volume. A variação do volume em função da temperatura é denominada dilatação volumétrica. O estado de agregação da substância influência no tipo de dilatação que esta pode sofrer. Os corpos no estado sólido são os únicos que podem sofrer os três tipos de dilatação, dependendo de como a massa do corpo estará distribuída. Os líquidos e os Laboratório de Física Molecular e Termodinâmica FC-UAN 2019 Página 5 gases sofrem apenas a dilatação volumétrica, dado que não se pode analisar a dilatação linear e a superficial dos líquidos pois só se pode distribuir a massa dos líquidos e dos gases em unidades de volume. Esta é uma característica peculiar dos líquidos e dos gases. Por outro lado, a dilatação de uma substância depende também da sua natureza, logo, as substâncias de mesma natureza que forem submetidas as mesmas condições, dilatam de mesmo modo e as de natureza diferente dilatam de modo diferente. Então, cada substância tem uma propriedade específica que dita o quanto ela dilata com a variação de uma unidade de temperatura. Essa propriedade física chama-se “coeficiente de dilatação ”, que corresponde ao tipo de dilatação que o corpo sofre. Essa grandeza física é expressa em . Portanto, a dilatação de uma substância é directamente proporcional ao coeficiente de dilatação e a variação de temperatura. Matematicamente expressa-se por: a) Para a dilatação linear: b) Para a dilatação superficial: c) Para a dilatação volumétrica: Se considerarmos a dilatação do corpo em apenas uma dimensão, o coeficiente de expansão será dado pela seguinte expressão: 4. Método experimental 4.1. Instalação dos equipamentos e funcionamento: Materiais utilizados: Dilatómetro com relógio comparador; Tubo de cobre, de alumínio, de ferro e de quartzo; Termostato de imersão e reservatório; Termômetro de laboratório, -10 à +100 ° C; Seringa de 1 ml; Tubo de medição, ; Recipiente de lavagem, de plástico, de 250 ; Frasco, fundo plano, 50 ; Copo de vidro, alto, 100 ; Acetato de etilo, 250 ; Glicerol, 250 ; Azeite de oliva, puro, 100 ; Laboratório de Física Molecular e Termodinâmica FC-UAN 2019 Página 6 Montagem: A experiência A é montada como na figura 1 dos anexos, e a experiência B como na figura 2 dos anexos. Funcionamento: O termostato aquecerá a água no seu banho; A temperatura da água é medida com o termómetro imerso no banho do termostato; A água circulará pela barra em estudo por intermédio dos tubosde ligação entre o termostato e a barra. Durante um certo itervalo de tempo, a barra será aquecida pela água que nela percorre; Devido a variação da sua temperatura a barra vai dilatar, e a leitura da variação do seu comprimento é lida no relógio do dilatómetro. 4.2. Procedimento experimental: Prática A: Dilatação volumétrica dos líquidos. 1. Determinar o volume do picnómetro; 2. Encher o picnómetro com o líquido a ser estudado; 3. Colocar o picnómetro cheio com o líquido a ser medido no banho de água do termostato; 4. Ligar o termóstato para aquecer a água no banho; 5. Medir o volume do líquido em estudo para quatro temperaturas distintas, efectuando a leitura a partir da escala do tubo construído na tampa do picnómetro; 6. Anotar os valores medidos na tabela 2 dos anexos; 7. Fazer o gráfico do volume em função da temperatura e encontrar o coeficiente de dilatação volumétrica através do gráfico. Prática B: Dilatação linear dos sólidos. 1. Despejar uma certa quantidade de água no banho do termóstato; 2. Ligar o dilatómetro com relógio comparador ao circuito de água e mantê-lo mais longe possível das linhas de alimentação e descarga para não aquece-lo; 3. Fixar a barra a ser estudada e mantê-la em contacto com o relógio comparador e definir a escala do relógio comparador para zero. 4. Ligar o termóstato de imersão que aquecerá a água e a conduzirá para a barra; 5. Colocar um termómetro no banho do termóstato para medir a temperatura; 6. Para valores distintos da temperatura, medir a variação do cumprimento da barra; 7. Anotar os valores medidos na tabela 3 dos anexos; 8. Fazer o gráfico da variação do comprimento em função da temperatura e encontrar o coeficiente de dilatação linear a partir do gráfico; 9. Efectuar o mesmo procedimento para as outras barras. Laboratório de Física Molecular e Termodinâmica FC-UAN 2019 Página 7 5. Conteúdos relacionados Leia sobre... Dilatação linear Dilatação volumétrica Capacidade térmica Questões de controlo… Apresente o modelo da constituição do sólido e partir dele explique a dilatação térmica. O que é o coeficiente de dilatação linear? Deduza a fórmula e explique o sentido físico. Qual é a diferença entre dilatação linear, superficial e volumétrica? Porque que nos gases e nos líquidos não se estuda a dilatação linear? Explique como determinar o coeficiente linear na experiencia? Que substâncias e em que condições violam a lei geral de dilatação térmica e porquê? Laboratório de Física Molecular e Termodinâmica FC-UAN 2019 Página 8 ANEXOS RESULTADOS TEÓRICOS: Tabela 1- Valores teóricos do coeficiente de dilatação linear. TABELAS: Tabela 2- Valores medidos para prática A. 25 30 35 40 45 Tabela 3- Valores medidos para prática B. 25 35 45 55 65 FIGURAS: Figura 1- Montagem do experimento para a prática A. Material Alumínio Latão Cobre Aço Quartzo Glicerol Água Laboratório de Física Molecular e Termodinâmica FC-UAN 2019 Página 9 Montagem do experimento para a prática B. Figura 2- Sistema completo. Figura 3- Sistema do circuito de água. GRANDEZAS E CONSTANTES: 1. : Comprimento da barra a ser estudada; 2. : Área ou superfície do corpo; 3. : Volume do corpo; 4. : Coeficiente de dilatação linear. Laboratório de Física Molecular e Termodinâmica FC-UAN 2019 Página 10 BIBLIOGRAFIA Manual de laboratório de física experimental. II-Hat sumi Makai e Paulo R.G; HALLIDAY, D. Resnick. Fundamentos de Física 2, Termodinâmica. RAMALHO, NICOLAU, TOLEDO, Fundamentos de Física, Vol. 2, 10ª Edição.