Prévia do material em texto
UNIVERSIDADE DE MOGI DAS CRUZES NATANE DE CASSIA DA SILVA DELFINO O papel do biomédico na prevenção, diagnóstico e monitoramento de doenças transmissíveis emergentes The biomedical role in the prevention, diagnosis and monitoring of emerging communicable diseases Mogi das Cruzes, SP 2022 UNIVERSIDADE DE MOGI DAS CRUZES NATANE DE CASSIA DA SILVA DELFINO 11182500846 O papel do biomédico na prevenção, diagnóstico e monitoramento de doenças transmissíveis emergentes The biomedical role in the prevention, diagnosis and monitoring of emerging communicable diseases Trabalho de conclusão de curso apresentado ao curso de Biomedicina da Universidade de Mogi das cruzes, como parte dos requisitos para obtenção do título de Bacharel em biomedicina. Professor(a). Orientador(a): Dra Katia Cristina Ugolini Mugnol Mogi das Cruzes, SP 2022 Agradecimentos Agradeço à minha avó Maria Aparecida (em memória), que lutou tanto por mim e era o seu maior sonho que eu fosse estudar em Mogi. Aos meus avós Conceição e Ildefonso por acreditarem em meus sonhos. As minhas amigas, em especial Cauana que me apresentou o curso de Biomedicina, Taiane, Marina, Débora e Emily que me ajudaram a me sentir mais confiante e deram apoio moral ao longo da graduação. Agradeço também as minhas amigas e professores da universidade de Mogi das cruzes que contribuíram para que eu chegasse ao final da graduação. Em especial, um agradecimento à minha querida orientadora Katia Mugnol, pela dedicação, compreensão, amizade e por ter me dado todo o suporte necessário para a elaboração do artigo. Por fim, agradeço aos membros da banca professor Mauricio e professora Elen. Sem vocês nada disso teria sido possível. E obrigada a todos que contribuíram de alguma forma, ou torceram para que eu concluísse a minha graduação. O papel do biomédico na prevenção, diagnóstico e monitoramento de doenças transmissíveis emergentes The biomedical role in the prevention, diagnosis and monitoring of emerging communicable diseases Resumo: A biomedicina é a ciência que estuda as patologias humanas, suas causas e os meios para tratá-las. O profissional biomédico é responsável pela identificação, classificação e estudo de microrganismos causadores de enfermidades e por desenvolver tecnologias e produzir medicamentos e vacinas para combatê-las. Atua em diferentes áreas, tendo 35 habilitações possíveis, como, por exemplo, análises clínicas, microbiologia, saúde pública, biologia molecular, informática em saúde, gestão de tecnologias em saúde, entre outras. O presente artigo é uma revisão bibliográfica do tipo narrativa que visa trazer informações sobre o papel do biomédico na conscientização e prevenção da COVID-19, dengue e sífilis, doenças transmissíveis de alta incidência atualmente na população brasileira, bem como descrever as novas tecnologias disponíveis para o monitoramento e diagnóstico rápido dessas patologias. Destaque foi dado à biomédicos e pesquisadores que contribuíram com o avanço da ciência biomédica como o sequenciamento do genoma do vírus da COVID-19, a produção de vacinas, o isolamento e cultivo do coronavírus em laboratório para ampliar a aplicação de testes diagnósticos e aos biossensores e testes imunocromatográficos rápidos, ferramentas que aceleram o processo de diagnóstico e tratamento, além de serem vantajosos e de baixo custo. Dessa forma, demonstra-se a importância da biomedicina e do profissional biomédico nos tempos atuais, quando a sociedade enfrenta problemas de saúde com novas epidemias de doenças emergentes e também a persistência de doenças negligenciadas. Palavras- chave: Biomédico; Covid-19; Dengue; Diagnóstico rápido; Sífilis. Abstract: Biomedicine is the science that studies human pathologies, their causes and the means to treat them. The biomedical professional is responsible for identifying, classifying and studying disease- causing microorganisms and for developing technologies and producing drugs and vaccines to combat them. It works in different areas, with 35 possible qualifications, such as clinical analysis, microbiology, public health, molecular biology, health informatics, health technology management, among others. This article is a narrative-type bibliographic review that aims to bring information about the role of the biomedical doctor in the awareness and prevention of COVID-19, dengue and syphilis, communicable diseases of high incidence currently in the Brazilian population, as well as describing the new technologies available for the monitoring and rapid diagnosis of these pathologies. Emphasis was given to biomedics and researchers who contributed to the advancement of biomedical science such as sequencing the genome of the COVID-19 virus, producing vaccines, isolating and culturing the coronavirus in the laboratory to expand the application of diagnostic tests and biosensors. and rapid immunochromatographic tests, tools that accelerate the process of diagnosis and treatment, in addition to being advantageous and low cost. In this way, the importance of biomedicine and the biomedical professional in current times is demonstrated, when society faces health problems with new epidemics of emerging diseases and also the persistence of neglected diseases. Keywords: Biomedical; Covid-19; Dengue; Quick diagnosis; Syphilis. Introdução Em 1966 surgiu o curso de Biomedicina no Brasil, com o principal objetivo de formar profissionais biomédicos capacitados para atuarem como docentes especializados nas disciplinas essenciais nas escolas de medicina e odontologia, além de auxiliarem pesquisas nas áreas de ciências básicas, aplicadas e científicas (CFBM, 2020). Os Conselhos Federal e Regionais de Biomedicina (CFBM) / (CRBM) foram criados pela lei 6.684. de 3 de setembro de 1979 com o objetivo de orientar, disciplinar e fiscalizar o exercício do biomédico, sendo assim, buscou difundir a profissão em todos os Estados da Federação (CRBM1, 1983). Atualmente, a Biomedicina consagrou-se como uma das principais profissões na área da saúde do País, com aproximadamente 100 (cem) mil profissionais biomédicos ocupando cargos e funções em diversas especialidades, atuando principalmente no segmento de patologia clínica- análises clínicas (CRBM1, 2021) Além das análises clínicas, o Ministério da Educação (MEC), amparado no parecer CNE/CES 104, de 13 de março de 2002, publicou a Resolução CNE/CES nº 23, de 18 de fevereiro de 2003, que institui as diretrizes curriculares para o curso de Biomedicina. Na definição, “o biomédico é o egresso/profissional com formação generalista, humanista, crítica e reflexiva, para atuar em todos os níveis de atenção à saúde, com base no rigor científico e intelectual, dentro dos mais altos padrões de qualidade e dos princípios da ética/bioética” (CRBM1, 2021). Com base nos documentos do MEC, o CFBM passou a sistematizar as habilitações, com o estágio obrigatório supervisionado na graduação, de 500 horas mínimas por área, ou após a graduação, o biomédico irá realizar cursos de especialização, não bastando apenas o diploma/certificado do curso (CRBM1, 2021). A figura 1 apresenta, de forma resumida, as habilitações do biomédico, conforme documento do CRBM primeiraregião (CRBM 1) atualizado em 2021. Figura 1: Habilitações biomédicas Em 1º de novembro de 2021, o CFBM publicou a resolução nº 341, que autoriza o biomédico a atuar como responsável técnico na atividade de biotecnologia (CFBM, 2021). Em 4 de abril de 2022, o CFBM publicou a resolução nº 346, atualizando as atribuições e a denominação da habilitação de informática da saúde (CFBM, 2022). Em 07 de abril de 2022, com amparo no inciso II do artigo 10 da lei federal 6.684/79, através do Art. 1º, estabelece-se a competência do biomédico para solicitação de exames laboratoriais nas seguintes atividades e habilitações: fitoterapia, medicina tradicional chinesa, ozonioterapia, perfusão extracorpórea, aconselhamento genético, biomedicina estética e fisiologia do esporte (CFBM, 2022). Os biomédicos são, portanto, profissionais com uma gama bastante ampla de áreas possíveis de atuação, o que não os exime da responsabilidade fundamental que é trabalhar em prol da saúde e do bem-estar das pessoas. Portanto, qualquer que seja a área de escolha, é preciso que se mantenham na frente de combate de doenças que frequentemente acometem a população brasileira e alertas àquelas emergentes, que podem trazer prejuízos importantes à saúde pública. Este posicionamento é o que motivou o presente trabalho. Objetivo Objetivo geral Fonte :CRBM 1. (2021) relação das habilitações do biomédico Figura 1: Habilitações biomédicas Fonte: CRBM (2021). Relação das habilitações do biomédico Demonstrar, por meio de revisão bibliográfica do tipo narrativa, o papel do profissional biomédico no estudo e no combate de doenças transmissíveis emergentes ou negligenciadas no Brasil. Objetivos específicos Descrever o papel do biomédico no diagnóstico, controle e prevenção de doenças transmissíveis de alta incidência no Brasil. Descrever a contribuição do biomédico no desenvolvimento e na aplicação de novas tecnologias para o diagnóstico rápido da COVID-19, da dengue e da sífilis adquirida. Metodologia O presente trabalho é uma revisão bibliográfica do tipo narrativa que envolveu a pesquisa de literatura científica para resposta aos objetivos traçados. Para essa pesquisa utilizou-se como bases de dados: Google Acadêmico, SciELO (Scientific Electronic Library Online), PUBMED, biblioteca virtual da FAPESP, jornal (USP) e biblioteca online da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC). Foram consideradas publicações técnicas e científicas divulgadas entre os anos de 2014 e 2022, utilizando-se os seguintes termos de busca: história da biomedicina, habilitações biomédicas, biomédico nas doenças emergentes, biomédico na pandemia de COVID-19, biomédico no diagnóstico da dengue, o papel do biomédico no diagnóstico da sífilis e os respectivos termos em inglês. Foram encontrados 50 artigos e publicações com base nos termos utilizados. Destes foram selecionados os 29 que permitiriam reflexões e discussões sobre a temática proposta, a fim de evidenciar a importância do biomédico no acompanhamento de doenças transmissíveis de alta incidência no brasil atualmente. Desenvolvimento e discussão Doenças transmissíveis emergentes Desde 1980, o mundo enfrenta diversas ondas epidêmicas de doenças emergentes. A partir do século XXI, essas patologias causaram uma preocupação em nível global, devido aos seus impactos econômicos e de saúde em países com recursos limitados (SABIN et al., 2020). Com o passar dos anos, se torna mais difícil impedir o surgimento de novas patogenias devido à interconexão entre humanos, animais e o meio ambiente, porém é possível reduzir seus impactos e disseminação através da implementação de melhorias nos sistemas de alerta precoce, controle e prevenção eficazes. Estratégias importantes envolvem também o desenvolvimento de tecnologias para o diagnóstico, tratamentos e vacinas para responder a quaisquer ameaças (SABIN et al., 2020). A biomedicina exerce um papel de extrema importância na saúde pública brasileira, sendo assim, cabe ao profissional biomédico por meio de diversas áreas de atuação com mais de trinta habilitações, desenvolver atividades que possibilitem um bem-estar à população, conscientização e prevenção de doenças. Participa também da evolução das tecnologias científicas laboratoriais para o diagnóstico, monitoramento e tratamento de determinadas patologias transmissíveis com grande potencial de expansão atualmente no Brasil (SILVA et al., 2014). O papel da ciência biomédica no enfrentamento das doenças transmissíveis emergentes COVID-19 Em 2019 houve a descoberta de um novo vírus de alerta mundial, denominado (SARS-COV-2), sendo a variação de um coronavírus preexistente, que causa uma doença infecciosa com manifestações predominantemente respiratórias. (ROLLAND et al., 2021). As suas formas de contágio são através de gotícula de saliva, espirro, tosse, catarro, contato pessoal próximo ou contato com superfícies contaminadas seguido de contato com a boca, nariz ou olhos (ROLLAND et al., 2021). No Brasil, o primeiro caso de COVID-19 foi confirmado em fevereiro de 2020 e o primeiro óbito em março do mesmo ano. Em janeiro de 2021, o Brasil ocupava a terceira posição entre os países com o maior número de casos confirmados no mundo (8.638.249) e a segunda em número de óbitos (212.831), sendo declarada pelo país emergência de saúde pública (FARIA et al., 2021). Desde o surgimento da COVID-19, a ciência biomédica tem se apresentado como uma das possíveis áreas de combate à propagação do vírus, na sua detecção, bem como no acompanhamento, evolução e cura da doença, tudo isso por meio da nanotecnologia, engenharia de vacinas, produtos farmacêuticos, dispositivos biomédicos, computação, bioimagem entre outros (LEDEZMA et al., 2020). Em 2020, a biomédica Jaqueline Góes de Jesus e uma equipe de cientistas coordenados por Ester Cerdeira Sabino, participaram do sequenciamento do genoma do vírus SARS-COV-2 novo coronavírus. A equipe de investigação do instituto Adolfo Lutz recebeu as amostras do primeiro paciente brasileiro infectado no dia 26 de fevereiro de 2020 e Jaqueline e sua equipe realizaram o sequenciamento do genoma do vírus em apenas 48 horas (CNS, 2021). A pesquisa de Jaqueline auxiliou em diversos estudos cujo objetivo é descobrir possível tratamento ou cura, uma vez que o sequenciamento do genoma pôde revelar quais proteínas alimentam o vírus, quais mutações ele sofre e de que forma atua no sistema imunológico humano, informações essenciais para a produção de medicamentos e vacinas (CNS, 2021). De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), “as vacinas salvam milhões de vidas todos os anos “, a partir do treinamento e preparo das defesas naturais do organismo. O sistema imunológico tende a reconhecer e combater os vírus e bactérias que atacam um organismo, estando mais preparados para isso se o indivíduo for previamente vacinado contra as doenças causadas por esses antes (JÚNIOR, et al., 2021). Da mesma forma que para outras doenças, as vacinas se tornaram um importante instrumento na batalha contra a COVID-19 (JÚNIOR et al., 2021). A Universidade de Oxford, na Inglaterra, em 2020, contou com a contribuição da biomédica baiana Alessandra Silva Coley para a produção de uma vacina contra a COVID-19. A Universidade chegou a aplicar testes em 10 mil voluntáriosno Reino Unido e no Brasil cerca de dois mil voluntários foram imunizados nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo, no mesmo ano (G1, 2020). No Brasil, a vacinação contra a COVID-19 teve início em 17 de janeiro de 2021, com a aplicação da vacina CoronaVac, produzida a partir de uma parceria entre o Instituto Butantan e a farmacêutica Sinovac BioNTech (JÚNIOR et al., 2021). Também no ano de 2020, pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), conseguiram isolar e cultivar em laboratório o coronavírus SARS-COV-2 obtido dos dois primeiros pacientes brasileiros diagnosticados com a doença no hospital Israelita Albert Einstein. A seguir, na figura 2, é possível visualizar uma célula humana não infectada à esquerda e uma célula humana infectada à direita onde o coronavírus multiplica-se na célula cultivada em laboratório (ALISSON; FAPESP, 2020). Figura 2: Células humanas Fonte: À esquerda uma célula humana não infectada; à direita, o coronavírus multiplicando-se em célula cultivada em laboratório/Divulgação ICB 2020. Os vírus foram levados para grupos de pesquisa e laboratórios clínicos públicos e privados em todo o Brasil com o objetivo de ampliar a capacidade de realizações de testes diagnósticos e avançar em estudos sobre a causa e propagação da doença. Dessa forma, a disponibilização de amostras desse vírus cultivados em células iria permitir aos laboratórios clínicos terem um controle positivo para validar os testes de diagnósticos, de modo a assegurar que realmente funcionassem, visto que a falta de amostras para serem usadas como controles positivos na época era um dos fatores que limitavam o diagnóstico de coronavírus no Brasil (ALISSON; FAPESP, 2020). Eles foram distribuídos inativados para os laboratórios clínicos, ou seja, sem a capacidade de infectar células e em temperatura ambiente em alíquotas com mais ou menos 1 mililitro (ml) em volume. O ácido nucleico dos vírus, presente nessas amostras, foi extraído e usado como controle positivo em exames baseados na técnica conhecida como PCR (reação em cadeia da polimerase). Essa técnica permite amplificar o genoma do vírus em uma amostra clínica, aumentando em milhões o número de cópias do RNA do coronavírus. Dessa forma, é possível detectá- lo e quantificá-lo em uma amostra clínica. O PCR permite realizar o diagnóstico em até quatro horas (ALISSON; FAPESP, 2020). Os biossensores são uma tecnologia aplicável a testes diagnósticos e fornecem resultados em alguns minutos. São componentes de dispositivos analíticos utilizados para a detecção de uma substância biológica (RASMI et al., 2021). Essa tecnologia requer um menor volume de amostra comparada aos ensaios convencionais e permite o controle preciso e a manipulação de fluidos, além de melhorar a interação entre reagentes de ensaio e biomarcadores de destino, possibilitando uma menor duração do ensaio e fornecendo a leitura rápida (RASMI et al., 2021). Portanto, devido à alta demanda por testes rápidos na pandemia de COVID-19, os biossensores se demonstram úteis para o diagnóstico precoce da doença, sendo crucial na prevenção de complicações graves e fundamental para a implementação de medidas contra a disseminação adicional da doença (RASMI et al., 2021) Um dispositivo biomédico portátil foi criado por pesquisadores brasileiros em 2020 que detecta o coronavírus em tempo real. O equipamento usa biossensores avançados com nano compósitos de óxido de grafeno para detectar o SARS-COV-2, como indicado na figura 3. Além de ajudar no monitoramento da COVID-19 no Brasil, poderá ser útil no diagnóstico de outras doenças (JORNAL DA USP, 2020). Figura 3: Aparelho biossensor Fonte: Biossensor e interface de bancada que estão sendo utilizados para o desenvolvimento da plataforma GRAPH Covid-19 – Foto: Divulgação 2020. O dispositivo biomédico GRAPH COVID-19, desenvolvido na Biosíntesis, empresa de pesquisa, desenvolvimento e inovação USP/IPEN-cietec é uma plataforma de Diagnostic on a chip baseada na tecnologia inovadora de biossensores como descrito acima. Uma das vantagens é que a plataforma de diagnóstico GRAPH utiliza baixo volume de amostra biológica, como, por exemplo, uma gota de sangue e é capaz de detectar e monitorar diversas doenças, tendo como prioridade testar a infecção por SARS-COV-2, como demonstra a figura 4. Além disso, o dispositivo terá produção nacional, possibilitando alta escala de produção para atender rapidamente à demanda diagnostica em todo o País (JORNAL DA USP, 2020). Atualmente, a chegada de biossensores como plataforma diagnóstica no setor clínico é uma evolução tecnológica, com grandes vantagens, tendo em vista que eles chegam para substituir os testes rápidos importados por imunocromatografia (método de baixa exatidão). Os biossensores avançados associados a nanocompósitos de óxido de grafeno podem ser utilizados para o diagnóstico em tempo real e para o monitoramento de diversas doenças como a dengue também. O GRAPH, é o método mais rápido disponível no mercado, com resultados em menos de um minuto, não necessita de laboratórios de biossegurança, o dispositivo é totalmente portátil e não necessita de um ponto de energia, internet ou estrutura laboratorial. Dessa forma, ele é um equipamento que trouxe muitos benefícios ao monitoramento da pandemia no Brasil, e o SUS foi o principal foco de atuação desta tecnologia (JORNAL DA USP, 2020). Figura 4: Dispositivo GRAPH Covid-19 Fonte: Diagrama de funcionamento do GRAPH Covid-19 – Foto: Divulgação 2020 Dengue Apesar de tanto desenvolvimento no cenário da saúde brasileira, têm-se observado infecções e doenças que reemergiram após um período de declínio, como é o caso da dengue (SILVA; VENTURA; JUNIOR, 2015). Muito mais antiga do que a COVID-19, ela também é uma preocupação de saúde pública. É uma doença transmitida por um vetor, o mosquito Aedes aegypti e é considerada uma infecção de difícil distinção da COVID-19, pois ambas compartilham manifestações clínicas semelhantes (RABIU et al., 2021). Além disso, o mosquito Aedes aegypti também pode transmitir as patologias Zika e Chikungunya e apresentam sintomas bem parecidos. Por essa razão, o diagnóstico clínico não é o suficiente para distinguir uma da outra, sendo necessário realizar testes laboratoriais que detectam qual o tipo de vírus está infectando o paciente e dessa forma contribuir na ativação de medidas públicas de controle em possíveis surtos ou epidemias (BIOEMFOCO, 2019). Ela é caracterizada como um grande problema de saúde no Brasil desde sua identificação, em 1845. O clima tropical brasileiro, com altas temperaturas e condições úmidas, proporciona um ambiente favorável para o desenvolvimento do vetor da dengue. Como resultado das condições climáticas e do tamanho da população, o país registrou três epidemias explosivas, em 2002, 2008 e 2010 e após o último ano houve uma queda significativa no número de casos da doença. Porém, em 2019 os casos voltaram a aumentar no Brasil, ultrapassando dois milhões de novas infecções em um ano (RABIU et al., 2021). O diagnóstico laboratorial da dengue se dá a partir do isolamento do vírus, da detecção do antígeno viral ou ácido ribonucleico (RNA) ou da detecção de anticorpos presentes no soro do paciente. Os testes sorológicos, entretanto, não são capazes de diagnosticar o estado microvascular (extravasamento de plasma), sendo uma das principais alterações fisiopatológicas na infecção por dengue (IBRAHIM et al., 2015). A engenharia biomédica (BME), a fim de superar algumas dificuldades nos métodos convencionais de diagnóstico de infecção pelo vírus da dengue, propõe ferramentas não invasivas para diagnosticar e classificar a gravidade da doença (IBRAHIM, et al.,2015). Uma dessas ferramentas éo lab-on-paper, como exemplo o dispositivo GRAPH, descrito na seção acima, que pode ser traduzida como plataforma de diagnóstico baseada em papel. É um método de baixo custo desenvolvido para implementar o diagnóstico no ponto atendimento do paciente e os dispositivos são fáceis de manipular, descartáveis e podem ser utilizados para uma ampla gama de diagnósticos biomédicos (IBRAHIM et al., 2015) Em 2016, a biomédica e doutora brasileira Ticiane Henriques Santa Rita pesquisadora do setor de pesquisa e desenvolvimento do Sabin Medicina Diagnóstica, foi premiada pela criação do teste diagnóstico que diferencia Zika, dengue e Chikungunya (REVISTA DO BIOMÉDICO, 2020). A vantagem do teste é que ele permite diagnosticar a doença ainda na fase aguda, enquanto o vírus está se replicando, a fim de prevenir complicações (REVISTA DO BIOMÉDICO, 2020). Sífilis Destacava-se também a sífilis, uma infecção que reemergiu nos últimos anos, com a propagação de casos principalmente entre os jovens, devido ao aumento da liberdade sexual, associação ao vírus HIV, tratamentos inadequados nas atenções primárias e a não adesão ao preservativo nas relações sexuais (FREITAS et al., 2021). Ela é uma IST causada pela bactéria Treponema pallidum e a sua principal via de transmissão é através de contato sexual sem o uso de preservativos (LIDIANE et al., 2021). No Brasil, estudos nacionais do Sistema de Informações de Agravos de Notificação (SINAN) registraram 75,8 casos de sífilis adquirida por 100.000 habitantes, sendo que o maior crescimento se concentrou na população entre 20 e 29 anos entre os anos 2010 e 2018. Os dados demonstram que se tornou uma das ISTs mais recorrentes entre jovens adultos no país (LIDIANE et al., 2021). O diagnóstico da sífilis baseia-se em testes para a detecção direta do patógeno ou em testes imunológicos. A detecção direta do Treponema pallidum inclui testes de microscopia e de amplificação de ácido nucleico, que são vantajosos por permitirem o diagnóstico de casos positivos de uma a três semanas antes dos testes imunológicos (GASPAR et al., 2021). Os testes imunológicos são os de maior utilização no diagnóstico da sífilis. Eles detectam anticorpos em amostras de sangue total, soro ou plasma (GASPAR et al., 2021). A partir da pesquisa biomédica é possível abordar áreas inexploradas sobre a história natural da doença, através de uma descrição completa das respostas imunes ao Treponema pallidum. Dessa forma, será possível produzir testes diagnósticos de melhor qualidade e de resposta mais rápida, desenvolver antimicrobianos mais eficazes e uma vacina capaz de proteger os indivíduos da infecção (KERSH; LUKEHART, 2018). As plataformas de diagnóstico baseadas em papel, como o descrito anteriormente envolve testes que possibilitam a execução, obtenção e interpretação dos resultados de forma ágil e barata e que podem ser realizados com amostra de sangue, soro ou plasma e no local onde o paciente se encontra, sem necessidade de encaminhamento da amostra ao laboratório (HACHUL et al.,2019). É uma forma importante de teste em situações clínicas em que usualmente ocorrem atrasos nos diagnósticos ou os pacientes não retornam ao atendimento (HACHUL et al., 2019). Em setembro de 2019, o Instituto Biomédico da Universidade Federal Fluminense realizou uma ação extramuros sobre ISTs. O principal objetivo foi que os alunos e os professores de curso de biomedicina realizassem testes rápidos de sífilis, além de conscientizar e educar a população quanto aos riscos da doença e as suas formas de prevenção (UFF, 2019). Conclusão A partir do material pesquisado, demonstra-se a importância da biomedicina e do profissional biomédico nos tempos atuais, onde a sociedade enfrenta problemas de saúde com novas epidemias de doenças emergentes e também de doenças negligenciadas que comprometem o bem-estar da população, como a COVID-19, dengue e sífilis. Nesse contexto, o biomédico por meio de sua ampla habilitação, atua em estudos e pesquisas que podem fornecer dados desde o diagnóstico até a descoberta científica para a cura e prevenção dessas patologias na população em geral, com o desenvolvimento de vacinas, testes sorológicos e testes rápidos, assim como a produção de ferramentas como os biossensores que aceleram o processo de diagnóstico e o tratamento, além de serem vantajosos, de baixo custo e relevantes em cenários epidêmicos. Dessa forma, a biomedicina é o suporte que a saúde pública brasileira necessita para que se tenha segurança no campo da descoberta cientifica, prevenção, monitoramento e diagnósticos de patologias que acercam a humanidade. Referências ALISSON, Elton; Agência FAPESP. Pesquisadores da USP produzem coronavírus em laboratório. 2020. Disponível em: https://agencia.fapesp.br/pesquisadores-da- usp-produzem-coronavirus-em-laboratorio/32692/. Acesso em: 04 de novembro de 2022. BIOEMFOCO. Por que é tão difícil diferenciar a Zika, dengue ou Chikungunya. Saúde em foco, 2019. Disponível em: https://bioemfoco.com.br/noticia/dificil- diferenciar-zika-dengue-chikungunya/. Acesso em: 05 de novembro de 2022. CNS, Conselho nacional de saúde. Jacqueline Goes de Jesus, cientista que mapeou o genoma do coronavírus, é homenageada pelo CNS. 2021. Disponível em: http://conselho.saude.gov.br/ultimas-noticias-cns/2251-jaqueline-goes-de-jesus- cientista-que-mapeou-o-genoma-do-coronavirus-e-homenageada-pelo-cns. Acesso em: 04 de novembro de 2022. CONSELHO FEDERAL DE BIOMEDICINA. História da Biomedicina. Brasília: CFBM, 2020. Disponível em: História da Biomedicina – Conselho Federal de Biomedicina (cfbm.gov.br). Acesso em: 5 de abril de 2022. CONSELHO REGIONAL DE BIOMEDICINA 1ª REGIÃO. Decreto n º 88.439. São Paulo: 28 de junho de 1983. Disponível em: https://crbm1.gov.br/decreto/.Acesso em: 5 de abril de 2022. CONSELHO REGIONAL DE BIOMEDICINA- 1ª REGIÃO. Manual do biomédico: edição digital- inclui o novo código de ética. São Paulo: CRBM, 2021. CONSELHO FEDERAL DE BIOMEDICINA. Habilitações. Brasília: CFBM, 2021. Disponível em: Habilitações – Conselho Federal de Biomedicina (cfbm.gov.br). Acesso em: 5 de abril de 2022. CONSELHO FEDERAL DE BIOMEDICINA. Resolução n º 346, de 4 de abril de 2022. Habilitação de informática da saúde. Brasília, CFBM, 2022. CONSELHO REGIONAL DE BIOMEDICINA. Resolução n º 347, de 7 de abril de 2022. Dispõe sobre solicitação de exames laboratoriais em áreas especificas da biomedicina. Brasília, CFBM, 2022. CONSELHO REGIONAL DE BIOMEDICINA. Revista do biomédico. n º 129-, 2020. CRBM, São Paulo, 2020. FARIA, M. Helena. et. al. Evolução da COVID-19 em Santa Catarina: decretos, estaduais e indicadores epidemiológicos até agosto de 2020. Epidemiol. Serv. https://agencia.fapesp.br/pesquisadores-da-usp-produzem-coronavirus-em-laboratorio/32692/ https://agencia.fapesp.br/pesquisadores-da-usp-produzem-coronavirus-em-laboratorio/32692/ https://bioemfoco.com.br/noticia/dificil-diferenciar-zika-dengue-chikungunya/ https://bioemfoco.com.br/noticia/dificil-diferenciar-zika-dengue-chikungunya/ http://conselho.saude.gov.br/ultimas-noticias-cns/2251-jaqueline-goes-de-jesus-cientista-que-mapeou-o-genoma-do-coronavirus-e-homenageada-pelo-cns http://conselho.saude.gov.br/ultimas-noticias-cns/2251-jaqueline-goes-de-jesus-cientista-que-mapeou-o-genoma-do-coronavirus-e-homenageada-pelo-cns https://cfbm.gov.br/o-que-fazemos/historia-da-biomedicina/ https://cfbm.gov.br/o-que-fazemos/historia-da-biomedicina/ https://crbm1.gov.br/decreto/ https://cfbm.gov.br/profissionais/habilitacao/ Saúde 30, Santa Catarina, 2021. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ress/a/tJTTQG7mXswxRrRgvP5QbXy/?lang=pt. Acesso em: 14 de abril de 2022. FREITAS, D.G. Aline. et. al. O desempenho da saúde coletivano Brasil ante aos agravos infecciosos emergentes e reemergentes. Pontifica Universidade Católica de Goiás, Goiânia, 2021. GASPAR, C. Pâmela. et. al. Protocolo Brasileiro para infecções sexualmente transmissíveis 2020: testes diagnósticos para Sífilis. Epidemiol. Serv. Saúde 30 (spe1), 2021. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ress/a/TfDK54RTKgfnqvB7TDFkjSD/. Acesso em: 01 de junho de 2022. G1.GLOBO.COM. Biomédica baiana participa de estudo de vacina contra COVI- 19 em Oxford, na Inglaterra. Bahia, 2020. Disponível em: https://g1.globo.com/ba/bahia/noticia/2020/06/07/biomedica-baiana-participa-de- estudo-de-vacina-contra-covid-19-em-oxford-na-inglaterra.ghtml. Acesso em: 04 de novembro de 2022. HACHUL, Maurício. et. al. Infecções sexualmente transmissíveis: diagnóstico laboratorial. 2019. IBRAHIM, Fatimah. et. al. The Application of Biomedical Engineering Techniques to the Diagnosis and Management of tropical Diseases: A Review. Sensors (Basel):6947-6995, 2015. Disponível em: Aplicação de Técnicas de Engenharia Biomédica ao Diagnóstico e Manejo de Doenças Tropicais: Uma Revisão - PMC (nih.gov). Acesso em: 29 de maio de 2022. JORNAL DA USP. Dispositivo portátil criado por pesquisadores brasileiros detecta o coronavírus em tempo real. Ciências da saúde, 2020. Disponível em: https://jornal.usp.br/ciencias/dispositivo-portatil-criado-por-pesquisadores-brasileiros- detecta-o-coronavirus-em-tempo-real/. Acesso em: 04 de novembro de 2022. JÚNIOR, B. D. Walter. et. al. Impacto das decisões das autoridades públicas na vida e na morte da população: COVID-19 no Brasil, julho de 2021. SciELO Preprints, 2021. KERSH, N. Ellen; LUKEHART, A. Sheila. Biomedical Research Priorities for Modern Syphilis Clinical Management, Diagnosis, and Vaccines: Overview and Commentary for Unit 1. Sex Transm Dis. 45(9): S7-S9, 2018. Disponível em: Prioridades de Pesquisa Biomédica para o Manejo Clínico, Diagnóstico e Vacinas da Sífilis Moderna: Visão geral e Comentário para a Unidade 1 - PMC (nih.gov). Acesso em: 01 de junho de 2022. LEDEZMA, Z. Camilo. et. al. Biomedical Science to tackle the COVID-19 Pandemic: Current Status and Future Perspectives. Molecules. 25(20): 4620, 2020. Disponível em: Ciência Biomédica para Enfrentar a Pandemia COVID-19: Status Atual e Perspectivas Futuras - PMC (nih.gov). Acesso em: 29 de maio de 2022. LIDIANE, Francisca. et. al. Brazilian protocol for sexual Transmitted infections 2020: acquired syphilis. Consenso Epidemiol. Serv. Saúde, 2021. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ress/a/tJTTQG7mXswxRrRgvP5QbXy/?lang=pt https://www.scielo.br/j/ress/a/TfDK54RTKgfnqvB7TDFkjSD/ https://g1.globo.com/ba/bahia/noticia/2020/06/07/biomedica-baiana-participa-de-estudo-de-vacina-contra-covid-19-em-oxford-na-inglaterra.ghtml https://g1.globo.com/ba/bahia/noticia/2020/06/07/biomedica-baiana-participa-de-estudo-de-vacina-contra-covid-19-em-oxford-na-inglaterra.ghtml https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4435123/#!po=43.7500 https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4435123/#!po=43.7500 https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4435123/#!po=43.7500 https://jornal.usp.br/ciencias/dispositivo-portatil-criado-por-pesquisadores-brasileiros-detecta-o-coronavirus-em-tempo-real/ https://jornal.usp.br/ciencias/dispositivo-portatil-criado-por-pesquisadores-brasileiros-detecta-o-coronavirus-em-tempo-real/ https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC6089653/ https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC6089653/ https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC6089653/ https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC7587204/#__ffn_sectitle https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC7587204/#__ffn_sectitle https://www.scielosp.org/article/ress/2021.v30nspe1/e2020616/pt/. Acesso em: 15 de abril de 2022. RABIU, T. Aishat. et. al. Dengue and COVID-19: A double burden to Brazil. Nigeria, 2021. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33755221/. Acesso em: 15 de abril de 2022. RASMI, Yousef. et. al. Emerging point-of-care biosensors for rapid diagnosis of COVID-19: current progress, challenges, and prospects. Anal bioanal chem, 2021. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34008124/. Acesso em: 21 de abril de 2022. REVISTA DO BIOMÉDICO. Juntos contra a covid-19. Conselho regional de biomedicina. CRBM 1: Nº129, 2020. ROLLAND, S. Alex. et. al. Aspectos gerais da pandemia de COVID-19. Rev. Bras. Saúde mater. Infant, 2021. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbsmi/a/8phGbzmBsSynCQRWjpXJL9m/?lang=pt#:~:text=in%2 0Malayan%20pangolins.- ,Natur%20e.,bastante%20semelhante%2C%20sugerindo%20mesma%20patog%C3% AAnese. Acesso em: 14 de abril de 2022 SABIN, S. NUNDU. et. al. Implications of human activities for (re)emerging infectious diseases, including COVID-19. Journal of physiological Anthropology. 39, article number: 29, 2020. Disponível em: https://jphysiolanthropol.biomedcentral.com/articles/10.1186/s40101-020-00239-5. Acesso em: 29 de maio de 2022. SILVA, Adriana. et. al. O papel do biomédico na saúde pública. Revista interfaces: Saúde, humanas e tecnologia. Ano 2, V.2, Número especial, faculdade Leão Sampaio, 2014. SILVA, A. J. Camila; VENTURA, F. Amanda; JUNIOR, C. O. Carlos Eduardo. O papel do biomédico na Análise ambiental. Ciências biológicas e da saúde. V.2. N.3. p. 11- 20. Periódicos Edu, 2015. UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE. Ação extramuros instituto biomédico de diagnóstico de sífilis e HIV. 2019. Disponível em: https://www.uff.br/?q=acao- extramuros-instituto-biomedico-diagnostico-de-sifilis-e-hiv. Acesso em: 05 de novembro de 2022. https://www.scielosp.org/article/ress/2021.v30nspe1/e2020616/pt/ https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33755221/ https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34008124/ https://www.scielo.br/j/rbsmi/a/8phGbzmBsSynCQRWjpXJL9m/?lang=pt#:~:text=in%20Malayan%20pangolins.-,Natur%20e.,bastante%20semelhante%2C%20sugerindo%20mesma%20patog%C3%AAnese https://www.scielo.br/j/rbsmi/a/8phGbzmBsSynCQRWjpXJL9m/?lang=pt#:~:text=in%20Malayan%20pangolins.-,Natur%20e.,bastante%20semelhante%2C%20sugerindo%20mesma%20patog%C3%AAnese https://www.scielo.br/j/rbsmi/a/8phGbzmBsSynCQRWjpXJL9m/?lang=pt#:~:text=in%20Malayan%20pangolins.-,Natur%20e.,bastante%20semelhante%2C%20sugerindo%20mesma%20patog%C3%AAnese https://www.scielo.br/j/rbsmi/a/8phGbzmBsSynCQRWjpXJL9m/?lang=pt#:~:text=in%20Malayan%20pangolins.-,Natur%20e.,bastante%20semelhante%2C%20sugerindo%20mesma%20patog%C3%AAnese https://jphysiolanthropol.biomedcentral.com/articles/10.1186/s40101-020-00239-5 https://www.uff.br/?q=acao-extramuros-instituto-biomedico-diagnostico-de-sifilis-e-hiv https://www.uff.br/?q=acao-extramuros-instituto-biomedico-diagnostico-de-sifilis-e-hiv