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Técnico legislativo
Ata é um relato oficial de tudo o que ocorreu em uma reunião e tem como objetivo democratizar o acesso às decisões tomadas e aos assuntos abordados.
Atestado é: "Declaração escrita por alguém, em razão do cargo, ofício ou função, para afirmar a existência ou verdade de um fato, circunstância ou estado, constituindo um documento, para o que vai assinado pelo declarante.
Certidão é uma afirmação escrita, feita por uma pessoa autorizada, sem o concurso de outra, e por este subscrita.
Circular é um texto técnico que serve para realizar um comunicado interno aos integrantes de determinado local
Comunicado é uma declaração, uma nota ou um relatório que comunica una informação para conhecimento público. O comunicado pode ser elaborado por uma pessoa, uma empresa, uma organização ou um governo e é divulgado através dos meios de comunicação.
Convite é uma solicitação feita para uma ou mais pessoas para a participação num evento.
Convocação Ato ou efeito de convocar; chamado.
Edital é um ato administrativo que tem, dentre outras, a finalidade de levar ao conhecimento público a realização de uma licitação.
Memorando é um texto técnico destinado à comunicação interna entre departamentos e demais órgãos dentro de uma instituição.
Ofício é um gênero textual pertencente à redação técnica que possui valor jurídico.
Ordem de serviço (OS) é um documento que formaliza o trabalho a ser prestado para um cliente e serve como ponto de partida para a organização das atividades.
Portaria é um documento de ato administrativo de qualquer autoridade pública, que contém instruções acerca da aplicação de leis ou regulamentos, recomendações de caráter geral, normas de execução de serviço, nomeações, demissões, punições, ou qualquer outra determinação da sua competência.
Requerimento é um texto de modalidade técnica muito utilizado no cotidiano para fazer um pedido ou uma exigência para algum departamento, órgão ou instituição.
Tipos de organização
1. Estrutura linear
Também conhecida como hierárquica, vertical ou piramidal, a estrutura linear é a mais clássica de todas, justamente por ser a mais antiga.
Se baseia na organização dos antigos exércitos em que cada pessoa responde à outra que está em um nível hierárquico logo acima, sem haver sobreposição.
O desenho é de uma hierarquia bem estruturada na qual o poder tende a ser mais centralizado. 
2. Estrutura Funcional
A estrutura funcional é a que divide a empresa em departamentos, sendo a mais comum nas organizações. Os profissionais são alocados de acordo com sua área de atuação, sendo que cada departamento tem um líder.
3. Estrutura Matricial
A estrutura matricial faz parte dos tipos clássicos, como as apresentadas anteriormente, mas é a mais moderna das três. 
Isso porque organiza com base no departamento (função) e no projeto a ser executado.
Nesse tipo de estrutura, cada colaborador passa a ter duas lideranças: uma de linha, que é o “chefe” de departamento, e outra de projeto, e o objetivo é buscar o máximo desempenho possível.
Em outras palavras, empresas que seguem a estrutura matricial têm equipes multidisciplinares lideradas por gerentes de projetos. 
4. Estrutura Divisional
Por sua vez, a estrutura organizacional divisional é usada quando existem diferentes frentes de produção na empresa separadas de acordo com seu objetivo.
Essa forma de organização se aplica a empresas que trabalham com produtos variados, atendendo a diferentes públicos ou regiões.
Entende-se que, em um cenário assim, a empresa se divide em frentes independentes e autônomas. Cada uma responsável pela produção de um produto ou por um serviço.
5. Estrutura em Rede
A estrutura em rede aparece entre as mais modernas, tendo ganhado força e novas formas graças a situações como o home office.
É uma forma de organização em que a empresa contrata profissionais que estejam em qualquer parte do mundo para trabalhar remotamente. 
Assim, a comunicação, interação e entrega de resultados é feita por meio da internet.
Vale mencionar que a estrutura organizacional em rede já existia antes que o trabalho remoto se tornasse comum. 
Organograma é uma representação visual da estrutura organizacional de uma empresa.
Fluxograma é um diagrama que descreve um processo, sistema ou algoritmo de computador.
Noções de funções administrativas - Grancursos
Conceito de administração como um processo planejado, organizado e direcionado para gerenciar recursos para atingir objetivos de forma eficiente e eficaz. O processo administrativo é composto por quatro funções interdependentes: planejamento, organização, direção e controle. O planejamento envolve a definição de objetivos, enquanto a organização se prepara para executar esses planos. A direção executa os planos, e o controle monitora sua implementação e garante que os objetivos sejam atingidos. Essas funções formam um ciclo dinâmico de administração.
Planejamento, que é definido como o ato de pensar sobre o futuro, definir objetivos e metas, estabelecer estratégias e programar atividades. O planejamento também se comunica intrinsecamente com a função de controle e define os parâmetros para implementação. A segunda função administrativa é a organização, que se refere à preparação para a execução em vez de executar tarefas diretamente. Seu objetivo principal é definir a estrutura organizacional.
Estruturas organizacionais; organograma e seus componentes. Organogramas, são representações gráficas da estrutura de uma organização, com aspectos verticais e horizontais. Os aspectos verticais exibem a hierarquia organizacional, mostrando quem dá ordens e quem é responsável por executá-las, representado por uma cadeia de comando. Os aspectos horizontais lidam com a departamentalização, a divisão de uma organização em departamentos. A função Organizadora dentro de uma empresa é responsável por definir a estrutura organizacional, incluindo a hierarquia, centralização ou descentralização e grau de departamentalização. Além disso, a função Administrativa lida com a divisão do trabalho e a alocação de recursos dentro da empresa.
Funções da administração, direção. A função de direção é responsável por executar os planos estabelecidos. É a função administrativa mais relacionada à gestão de pessoas e às relações interpessoais. O diretor lidera, motiva, comunica e orienta os funcionários para que executem suas tarefas de forma eficaz. O diretor também estabelece os canais de comunicação dentro da organização e garante que a empresa esteja funcionando conforme o planejado, monitorando sua execução e fornecendo as informações necessárias ao processo de planejamento. 
A função de controle, outra função administrativa crucial, é responsável por garantir que a execução esteja alinhada aos planos e fornecer dados e informações para melhorar e otimizar o planejamento.
Conceito de controle na gestão. O processo de controle inclui a identificação de parâmetros de desempenho, a avaliação da situação atual e a comparação da situação atual com os parâmetros estabelecidos. O objetivo é identificar desvios e tomar ações corretivas. O processo de controle faz parte de um ciclo contínuo de planejamento e organização na administração. Administração é definida como planejar, organizar, direcionar e controlar recursos para atingir os resultados desejados. 
Os conceitos de eficiência e eficácia, que estão relacionados aos meios de produção e à relação entre entradas e saídas.
Conceitos de eficiência e eficácia na gestão de recursos organizacionais. Eficiência é definida como a economia de recursos, a tentativa de usar menos para produzir mais e a capacidade de resolver problemas. Eficácia, por outro lado, refere-se ao grau em que uma organização atinge seus objetivos, com eficácia sendo a combinação de eficiência e eficácia. Eficácia é a capacidade de transformar e gerar valor, levando à satisfação do cliente ou da sociedade. 
Conceitos básicos da Administração Financeira
1. Controle de estoque
Esse deve ser o primeiro passo na administração financeira, pois vai garantir que não seja escassoou excessivo, trazendo, assim, equilíbrio em relação aos demais recursos, e pode ser feito através da curva ABC, a qual lista, em ordem crescente ou decrescente, os produtos com mais ou menos saída.
O motivo principal de um bom controle de estoque ser incluído na administração financeira é o fato de manter o fluxo de caixa mais dinâmico, tornando possível, também, a programação de compras e vendas. 
2. Conciliação bancária
Conciliação bancária são as contas que sua empresa tem para pagar e receber: elas determinam se seus recursos trarão lucro nos próximos meses ou se ficarão aquém do estimado. Por isso, é relevante manter um fluxo de caixa.
3. Definição de custos e preços
É de extrema importância a administração financeira que a definição de custos e preços seja baseada nos princípios da administração financeira, manter a organização e boa precificação é ter uma planilha de custos, onde devem ser inseridos custos flexíveis e variáveis, com o acréscimo da margem de lucro desejada. Como exemplo, pode-se dizer que preço = custos + despesas + lucro.  
4. Controle sobre o lucro
Tecnicamente, este tópico trata-se de corrigir o lucro. Na prática, significa adaptar o planejamento financeiro aos lucros obtidos. Exemplo: se uma determinada meta não for alcançada, é preciso fazer ajustes de rumo com relação aos investimentos, custos, despesas ou portfólio de mercadorias. Assim, quando o lucro desejado é alcançado, a empresa precisa dar atenção em repetir e expandir esse lucro. Essa estratégia, é claro, deve ser incluída no planejamento financeiro.
5. Destinação do lucro líquido
Para fazer uma boa gestão do destino do lucro líquido, é preciso relacionar áreas de investimento, financiamento e uso do lucro líquido da empresa. Por ser uma fonte de recursos da organização, é fundamental determinar quanto dele será retido e quais serão seus fins.
Um dos destinos comumente utilizados são em decisões de financiamento e investimentos. Para a administração financeira, é de suma importância lembrar que, em relação a investimentos, há um retorno que deve ser alcançado. Pensando dessa forma, usar lucros para financiar aplicações, por exemplo, só pode ser uma possibilidade quando a alternativa de investir promete retorno maior que os proprietários conseguiriam se aplicassem os recursos a eles mesmos.
A administração de materiais pode ser definida como conjunto de decisões tomadas por uma ou mais pessoas, a fim de garantir o correto gerenciamento dos insumos disponíveis.
A administração de pessoal é o conjunto de tarefas que integram a gestão dos recursos humanos de uma empresa. Nessa administração, estão incluídos desde o recrutamento e a admissão, passando por benefícios corporativos, folha de pagamento, cumprimento de obrigações trabalhistas e promoção de treinamentos, até o processo de desligamento.
Qualidade no atendimento trata das estratégias e ações empregadas por uma empresa para garantir uma experiência positiva e satisfatória para seus clientes. Não envolve não apenas atender às suas necessidades e expectativas, mas também superá-las sempre que possível. Além do mais, a qualidade no atendimento não se limita a um simples cumprimento de tarefas. Sobretudo, ela engloba a criação de interações significativas, soluções eficazes e uma abordagem que demonstre empatia e comprometimento com a satisfação do cliente.
· atender com rapidez, eficiência e respeito;
· resolver as dúvidas e problemas do cliente da melhor maneira possível;
· ter colaboradores treinados e qualificados para atender bem;
· oferecer vários canais de atendimento para facilitar o contato;
· personalizar o atendimento conforme o perfil do cliente;
· surpreender o cliente, superando suas expectativas;
· medir o nível de satisfação do cliente para continuar melhorando.
NOÇÕES BÁSICAS DE ARQUIVOLOGIA
DOCUMENTO Unidade de registro de informações, qualquer que seja o suporte (papel, filme, fita magnética, disco óptico, etc) ou formato (livro, folha, ficha etc.). 
DOCUMENTO DE ARQUIVO Documento produzido e/ou recebido por uma pessoa física ou jurídica, no decorrer das suas atividades, qualquer que seja o suporte, e dotado de organicidade. CARACTERÍSTICAS DO DOCUMENTO DE ARQUIVO: 
● Imparcialidade: são produzidos dentro de determinado contexto e para determinados fins. 
● Unicidade: cada registro arquivístico tem um lugar único na estrutura documental do conjunto ao qual pertence. 
● Naturalidade: são produzidos e acumulados no curso de transações e de acordo com as necessidades do assunto tratado. CARACTERÍSTICAS DO DOCUMENTO DE ARQUIVO 
● Inter-relacionamento: estabelecem relações entre si e com as atividades que os geraram. 
● Autenticidade: são criados, mantidos e conservados sob custódia de acordo com procedimentos regulares que podem ser comprovados.
 DOCUMENTO DE ARQUIVO VALORES: Primário: interesses administrativos, legais e fiscais. Secundário: interesses de ordem cultural ou informativos. 
ARQUIVO (...) conjunto de documentos produzidos e recebidos por órgãos públicos, instituições de caráter público e entidades privadas, em decorrência do exercício de atividades específicas, bem como por pessoa física, qualquer que seja o suporte da informação. (Art. 2º, Lei 8159/91) 
ARQUIVO FINALIDADES: 
● servir, em um primeiro momento, à administração para fins administrativos, legais e fiscais; 
● servir, em um segundo momento, como fonte de pesquisa e informação para terceiros e para a própria administração. TEORIA DAS TRÊS IDADES Os documentos de arquivo são identificados como 
● correntes: aqueles em curso ou que, mesmo sem movimentação, constituam objeto de consultas frequentes. 
● intermediários: aqueles que, não sendo de uso corrente nos órgãos produtores, por razões de interesse administrativo, aguardam a sua eliminação ou recolhimento para guarda permanente. TEORIA DAS TRÊS IDADES 
● permanentes: os conjuntos de documentos de valor histórico, probatório e informativo que devem ser definitivamente preservados. (Art. 8º, Lei 8159/91) “Os documentos de valor permanente são inalienáveis e imprescritíveis.” (Art. 10, Lei 8.159/91) ) 
FUNDAMENTOS DA GESTÃO DE DOCUMENTOS GESTÃO DE DOCUMENTOS G.D. é conjunto de procedimentos e operações técnicas referentes à sua produção, tramitação, uso, avaliação e arquivamento em fase corrente e intermediária visando a sua eliminação ou recolhimento a guarda permanente. (Art. 3º, Lei 8159/91) 
GESTÃO DE DOCUMENTOS É dever do Poder Público a gestão documental e a proteção especial a documentos de arquivos, como instrumento de apoio à administração, à cultura, ao desenvolvimento científico e como elementos de prova e informação. (Art. 1º, Lei 8159/91)
COMISSÃO PERMANENTE DE AVALIAÇÃO DE DOCUMENTOS Em cada órgão e entidade da APF será constituída comissão permanente de avaliação de documentos, que terá a responsabilidade de orientar e realizar o processo de análise, avaliação e seleção da documentação produzida e acumulada no seu âmbito de atuação, tendo em vista a identificação dos documentos para guarda permanente e a eliminação dos destituídos de valor. (Decreto 4073, Art. 18) 
CLASSIFICAÇÃO Interpretação do conteúdo do documento, seguida de seu enquadramento no plano de classificação e da sua correspondente codificação. Classificar consiste em distribuir os documentos arquivísticos de forma lógica, coordenada e hierárquica, em classes, subclasses grupos, subgrupos, séries, subséries segundo as funções e atividades que estão relacionados.
PLANO CLASSIFICAÇÃO
 ● Torna eficiente a administração de documentos em fase corrente; 
● Facilita o uso e a localização dos documentos; 
● O método de classificação proporciona as bases para a avaliação e preservação dos documentos; 
● Facilita a destinação final dos documentos. AVALIAÇÃO Processo de análise que visa a estabelecer a destinação (transferência, recolhimento, eliminação) dos conjuntos documentais de acordo com os valores que lhes forem atribuídos.
● O produto da avaliação é a Tabela de Temporalidade e Destinação de Documentos TABELA DE TEMPORALIDADE E DESTINAÇÃO DE DOCUMENTOSÉ o registro esquemático do ciclo de vida documental da instituição, uma vez que determina: 
● os prazos de guarda dos documentos 
● e quando será a transferência, a eliminação ou recolhimento dos documentos. 
● Distinguir os documentos de guarda temporária dos de guarda permanente; 
● Reduzir a massa documental; 
● Aumentar o índice de recuperação da informação; 
● Garantir condições para preservação dos documentos permanentes; 
● Conquistar espaço físico. ELIMINAÇÃO DE DOCUMENTOS 
● A eliminação de documentos no âmbito dos órgãos e entidades integrantes do SINAR ocorrerá depois de concluído o processo de avaliação e seleção conduzido pelas respectivas CPADs. 
● Os órgãos e entidades só poderão eliminar documentos caso possuam CPAD constituídas e com autorização da instituição arquivística pública, na sua específica esfera de competência.
Conceito de atos administrativos
Características dos atos administrativos
Diferentemente dos contratos administrativos, os atos administrativos são unilaterais e dependem apenas da vontade da administração pública ou dos particulares que estejam exercendo prerrogativas públicas. Além disso, eles têm o condão de gerar efeitos jurídicos, independentemente de qualquer interpelação. Mas estão sujeitos ao controle do Poder Judiciário. Eles também possuem como finalidade o interesse público e se sujeitam ao regime jurídico de direito público.
Atributos do ato administrativo
A presunção de legitimidade significa que os atos foram realizados em conformidade com a lei. Já a presunção de veracidade significa que os atos, por serem alegados pela administração, presumem-se verdadeiros. Logo, isso significa que para gerar celeridade aos processos, os atos produzirão efeitos e são válidos até que se prove o contrário.
A imperatividade traz a possibilidade de os atos administrativos serem impostos a terceiros independentemente da concordância destes. Mas não são todos os atos administrativos que são dotados deste atributo.
A autoexecutoriedade significa que o ato pode ser executado independentemente de ordem judicial. Mas não confunda! Isso não significa que não pode haver controle judicial do ato. Este atributo só poderá estar presente diante de lei ou em casos urgentes.
Tipicidade prevê que o ato administrativo deve estar definido em lei para que se torne apto para produzir determinados resultados.
A presunção de legitimidade é um atributo previsto em todo ato administrativo, assim como a tipicidade. Já a imperatividade e a autoexecutoriedade estão previstos em alguns deles.
Elementos do ato
Elementos dos atos administrativos
Competência Poder legal conferido ao agente para desempenhar as atribuições. Então, de forma mais informal, seria o sujeito da realização do ato. Elementos vinculados são aqueles previstos em lei, então, a competência é um elemento vinculado. Se é a lei que define a competência, será que esta pode ser transferida?
Titularidade da competência é intransferível, mas o exercício de parte das atribuições pode ser transferido em caráter temporário. E o meio de realizar essa transferência é por delegação ou por avocação.
A delegação é a atribuição para terceiro, com ou sem hierarquia, do exercício de atribuição do delegante. Pode ser realizada, exceto se houver vedação legal. Por exemplo, não pode haver delegação de: ato de competência exclusiva, atos normativos e recursos administrativos.
Já a avocação é atrair para si competência de subordinado. Logo, existe hierarquia. Além disso, em regra, não pode ser realizado, exceto se for excepcional, por motivos relevantes e justificados e for temporária.
A finalidade geral do ato administrativo é satisfazer ao interesse público. Já a finalidade específica, por sua vez, é aquela que a lei elegeu para o ato em específico. Como não se concebe que o ato não satisfaça ao interesse público ou da finalidade prevista em lei, é um elemento vinculado.
A forma é o modo de exteriorização do ato, a maneira de se manifestar no mundo externo. Por exemplo, o edital é a forma de se tornar pública a realização do concurso público. Em sentido amplo, também se incluem como forma as exigências procedimentais para realização do ato. Já que as formalidades estão previstas em lei e devem ser seguidas, também se considera a forma como elemento vinculado dos atos administrativos.
Motivo É a situação de fato e de direito que gera a vontade do agente que pratica o ato. Mas não o confunda com motivação, já que esta é definida como a exposição desse motivo. Logo, todo ato deve ter um motivo, mas nem todo ato precisa da exposição dele. Por exemplo, a exoneração de ocupante de cargo de provimento em comissão não precisa de motivação, mas precisa de motivo.
Vale ressaltar também que a teoria dos motivos determinantes afirma que uma vez motivado o ato, o motivo se vincula a ele. Então em caso de inexistente ou falho, o ato é nulo, independentemente de a motivação ser obrigatória ou não.
Objeto/conteúdo Considerando que a finalidade é o resultado mediato desejado para o ato, considera-se que o objeto é o fim imediato do ato. Assim sendo, representa o resultado prático a que determinado ato administrativo conduz.
Vícios dos atos administrativos
O vício mais conhecido de competência é o excesso de poder. O sujeito tem a competência legal para prática de alguns atos, mas excede os limites dessa competência. Ainda assim é possível a convalidação do ato, se a autoridade competente ratificar o ato da autoridade incompetente. Entretanto não é possível a convalidação no caso de competência exclusiva.
Já o vício principal da finalidade é o desvio de poder. É quando o ato não atende a finalidade do interesse público, e muitas vezes atende a necessidades particulares.
Espécies do abuso de poder
No elemento forma, há o vício quando não é atendida a forma prevista em lei ou o procedimento necessário para o cumprimento do ato.
Já no elemento motivo, quando este é falso, inexistente ou juridicamente inadequado, temos o vício.
No elemento objeto, pode-se invalidar um ato quando o mesmo for proibido ou não previsto em lei ou ainda ser imoral, impossível ou incerto.
Classificação dos atos administrativos
Classificações mais importantes para concursos públicos! Pois são elas: quanto à liberdade de ação e quanto à formação da vontade administrativa.
Quanto à liberdade de ação, o ato pode ser discricionário ou vinculado. Quando há uma margem de liberdade, o ato é discricionário. Mas, esta liberdade é limitada, já que os elementos competência, finalidade e forma são definidos de forma vinculada sem margem para alteração. Assim, há liberdade apenas nos elementos motivo e objeto. Em contraponto, o ato vinculado tem todos os elementos do ato administrativo definidos em lei, sem margem de liberdade.
Quanto à formação da vontade administrativa, o ato pode ser simples, complexo ou composto. O ato simples tem a manifestação de vontade de apenas um órgão formando apenas um ato. Já o complexo, tem a manifestação de vontade de dois ou mais órgãos e se forma apenas um ato. E o composto tem a formação da vontade por meio de dois atos, um principal e o outro acessório.
Extinção dos atos administrativos
Formas de extinção dos atos
A caducidade acontece quando o ato está baseado em uma legislação e uma lei superveniente revoga a lei anterior. Por isso, pela nova lei, aquele ato já não faz mais sentido no mundo jurídico.
E a contraposição também ocorre com a mudança no mundo jurídico, mas através de um novo ato que se contrapõe ao ato anterior. Assim sendo, a diferença entre a caducidade e a contraposição é que a caducidade é com base em nova lei e a contraposição com base em novo ato.
A cassação é a forma de extinção do ato por culpa do beneficiário, já que ele descumpriu condições que deveria manter.
A anulação é o desfazimento de ato ilegal e a revogação é a extinção de ato válido, mas que deixou de ser conveniente e oportuno. E então vale a pena descrever a súmula 473 do STF: “A administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios queos tornam ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial.”
A convalidação é o ato administrativo que suprime um defeito de ato administrativo anteriormente editado, retroagindo seus efeitos a partir da data da edição do ato administrativo convalidado.
A discricionariedade administrativa refere-se à forma que a Administração Pública utiliza de seu poder para exercer atos administrativos com a finalidade de atender as necessidades públicas.
O ato administrativo vinculado é aquele que contém todos os seus elementos constitutivos vinculados à lei, não existindo dessa forma qualquer subjetivismo ou valoração do administrador, mas apenas a averiguação da conformidade do ato com a lei.
Conceito - Poderes da Administração (ou Poderes Administrativos) é Prerrogativa/Instrumento que o Estado tem para a perseguição do Interesse Público, podendo ser de 4 Tipos: Poder Hierárquico, Poder Disciplinar, Poder Regulamentar e Poder de Polícia.
Poder Hierárquico é a prerrogativa que permite à Administração o controle interno entre órgãos e agentes de uma mesma pessoa jurídica.
Poder disciplinar a Administração tem o poder-dever de punir internamente as infrações funcionais dos servidores e demais pessoas sujeitas à sua disciplina.
Poder regulamentar é a prerrogativa conferida à Administração Pública de editar atos gerais para complementar as leis e possibilitar sua efetiva aplicação.
O poder de polícia é uma prerrogativa conferida ao Estado para regulamentar, controlar e fiscalizar as atividades individuais e coletivas, visando garantir o bem-estar social e a ordem pública.
O processo administrativo são as atividades adotadas pela Administração Pública para alcançar seus objetivos conforme previsto na lei. Sem isso, não haveria regras claras e transparentes.
LEI Nº 9.784 , DE 29 DE JANEIRO DE 1999.
Art. 1o Esta Lei estabelece normas básicas sobre o processo administrativo no âmbito da Administração Federal direta e indireta, visando, em especial, à proteção dos direitos dos administrados e ao melhor cumprimento dos fins da Administração.
✤ Poderes do Estado - Os Poderes do Estado são o Poder Executivo, o Poder Legislativo e o Poder Judiciário, ou seja, quando falamos em Poderes do Estado temos que nos lembrar que são Elementos Estruturais do Estado, ou seja, Elementos Orgânicos ou Elementos Organizacionais.
O Legislativo: estabelece normas que regem a sociedade. Cabe a ele criar leis em cada uma das três esferas e fiscalizar e controlar os atos do Poder Executivo. O presidente da República também pode legislar, seu principal instrumento é a medida provisória.
Esse Poder é exercido pelo Congresso Nacional, que atua através do Senado Federal, composto por senadores, e da Câmara dos Deputados, formado por deputados. O Tribunal de contas também compõe esse órgão, ele auxilia o Congresso na fiscalização financeira, operacional, orçamentária, contábil e patrimonial da União e das entidades da administração pública direta e indireta, quanto à legitimidade, legalidade e economicidade.
2) O Executivo: é responsável pela administração dos interesses públicos, sempre de acordo com nossa carta magna e as ordenações legais. A Constituição regula-o através do artigo 76 até o 91. O executivo é distribuído no âmbito nacional, regional e municipal. No plano Federal é exercido pelo Presidente da República, que é escolhido pelo povo, em eleições de dois turnos, e substituído, quando necessário, pelo vice-presidente. Já no nível regional o executivo é representado pelo governador, substituído circunstancialmente pelo vice-governador e auxiliado pelos Secretários do Estado. No municipal quem o exerce é o Prefeito, substituído pelo vice-prefeito e auxiliado pelos Secretários Municipais.
3) Já o Judiciário: possui duas tarefas principais, a primeira é a de controle de constitucionalidade, ou seja, é a averiguação da compatibilidade das normas com a Constituição da República, pois só assim serão válidas. A segunda obrigação é justamente solucionar as controvérsias que podem surgir com a aplicação da lei.
Tal poder divide-se de três formas: quanto à matéria, que são chamados de órgãos de justiça comum e de especial, quanto ao número de julgadores, que são classificados como órgãos singulares e colegiados, e a respeito do ponto de vista federativo, que são os órgãos estaduais e federais.
Então, a hierarquia das normas é um princípio a ser observado antes mesmo do nascimento de uma norma (como já afirmamos).Aquilo que se disciplina por lei não pode de modo algum ser tratado por meio de decretos, resoluções ou qualquer espécie normativa inferior.
Princípios fundamentais
Estado Democrático de Direito, Soberania Popular, Soberania, Cidadania, Dignidade da Pessoa Humana, Valorização do Trabalho, Livre iniciativa e Pluralismo Político. Eis os pilares que sustentam todos os demais direitos constitucionais.
Os direitos e garantias fundamentais são normas protetivas que objetivam proteger o cidadão da ação do Estado (uma vez que o Estado é obrigado a garantir as mesmas) e garantir os requisitos mínimos para que o indivíduo tenha uma vida digna perante a sociedade, estão previstas na Constituição Federal de 1988, no título II da mesma.
Os artigos 5º ao 17 da Carta Magna estipulam quais são os direitos fundamentais e garantias que o indivíduo brasileiro e a sociedade desfrutam de forma contínua.
Os direitos e garantias fundamentais estão divididos na Constituição Federal por temas específicos. São eles: direitos individuais e coletivos (artigo 5º da CF), direitos sociais (do artigo 6º ao artigo 11 da CF), direitos de nacionalidade (artigos 12 e 13 da CF) e direitos políticos (artigos 14 ao 17 da CF).
Os direitos e garantias fundamentais são normas protetivas que objetivam proteger o cidadão da ação do Estado (uma vez que o Estado é obrigado a garantir as mesmas) e garantir os requisitos mínimos para que o indivíduo tenha uma vida digna perante a sociedade, estão previstas na Constituição Federal de 1988, no título II da mesma.
Os artigos 5º ao 17 da Carta Magna estipulam quais são os direitos fundamentais e garantias que o indivíduo brasileiro e a sociedade desfrutam de forma contínua.
Os direitos e garantias fundamentais estão divididos na Constituição Federal por temas específicos. São eles: direitos individuais e coletivos (artigo 5º da CF), direitos sociais (do artigo 6º ao artigo 11 da CF), direitos de nacionalidade (artigos 12 e 13 da CF) e direitos políticos (artigos 14 ao 17 da CF).
Os direitos individuais e coletivos, por exemplo, trazem direitos fundamentais relacionados ao direito à vida e à liberdade, tanto de indivíduos quanto de coletivos organizados ou formados a partir de características específicas.
Os direitos sociais, por sua vez, levam em consideração os direitos fundamentais que toda a sociedade desfruta. Os direitos à educação, alimentação, segurança, trabalho, moradia e saúde são exemplos de direitos sociais fundamentais.
Os direitos de nacionalidade, como o nome já diz, determina quais são as normas, direitos e deveres dos brasileiros (natos e naturalizados), em relação ao seu país e à sua condição de cidadão brasileiro em outros locais.
Por último, os direitos políticos determinam a liberdade de manifestação política, de se organizar politicamente e de constituir partidos políticos, apresentando regras, direitos e deveres do cidadão e da célula partidária política frente à sociedade.
A ordem social tem como base o primado do trabalho, e como objetivo o bem-estar e a justiça sociais.
A Seguridade Social compreende um conjunto de políticas públicas destinadas a garantir proteção social a toda a população.
1. Educação
O intutito do art. 205 da CF/88, a educação é direito de todos/as e dever do Estado e da família, bem como deve ser promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, com vistas a assegurar o pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadaniae sua qualificação para o mercado de trabalho.
· 1 Ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para aqueles/as que não tiverem tido acesso na idade própria.
· 2 Progressiva universalização da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio.
· 3 Atendimento educacional especializado às pessoas com deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino.
· 4 Atendimento em creche e pré-escola a crianças de 0 a 6 anos de idade.
· 5 Acesso aos níveis mais elevados de ensino, pesquisa e criação artística, de acordo com a capacidade de cada estudante.
· 6 Oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do educando.
· 7 Atendimento ao estudante, a partir de programas suplementares de material didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde.
· 8 Ensino religioso como disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental, instituído enquanto de matrícula facultativa.
· 9 Ensino fundamental regular ministrado em língua portuguesa, estando assegurados às comunidades indígenas também a utilização de suas línguas maternas e seus processos próprios de aprendizagem.
Princípios do ensino, com base no art. 206 da CF, tomam em consideração
1. igualdade de condições para acesso e permanência na escola,
2. liberdade de aprendizado, ensino, pesquisa e divulgação do pensamento, da arte e do saber,
3. pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas,
4. coexistência de instituições públicas e privadas de ensino,
5. gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais,
6. valorização dos profissionais de ensino e
7. gestão democrática do ensino público com garantia de padrão de qualidade.
COLABORAÇÃO ENTRE UNIÃO, ESTADOS, DISTRITO FEDERAL E MUNICÍPIOS
União:
Para sermos coerente na teoria redistributiva e supletiva, financia ensino público federal e mantém padrões mínimos de funcionamento entre as instituições de ensino como um todo.
Municípios:
Já prioritariamente responsabilizam-se pelo oferecimento de ensino fundamental e pré-escolar.
Estados e DF: prioritariamente, ensinos fundamental e médio.
2. Cultura
Uma dos fatores correspondente basilares da cultura corresponde a um direito social fundamental, demandando uma prestação positiva do Estado, isto é, consistindo em uma liberdade positiva.
art. 215 da CF/88, o Estado deve garantir a todos e todas o pleno exercício dos direitos culturais e o acesso às fontes da cultura nacional, apoiando e incentivando a valorização e difusão das manifestações culturais – em especial protegendo as culturas populares, indígenas, afro-brasileiras e de outros participantes do processo civilizatório nacional.
CF/88, compete ao Estado fomentar práticas desportivas formais e não formais enquanto direito humano de cada um
Dessa maneira, observando os princípios de autonomia das entidades desportivas dirigentes e associações quanto à sua organização e ao seu funcionamento; destinação de recursos públicos para a promoção prioritária do desporto educacional e, em casos específicos, para a do desporto de alto rendimento; tratamento diferenciado entre desporto profissional e desporto não profissional, e a proteção e incentivo às manifestações desportivas de criação nacional.
O Estado promoverá e incentivará o desenvolvimento científico, a pesquisa e a capacitação tecnológicas.
A Constituição de 1988, em seu art. 220, estabeleceu que a liberdade de manifestação do pensamento, de criação, de expressão e de informação, sob qualquer forma, processo ou veículo, não sofrerá qualquer restrição, observado o que nela estiver disposto.
Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.
A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado. § 1º O casamento é civil e gratuita a celebração. § 2º O casamento religioso tem efeito civil, nos termos da lei. § 4º Entende-se, também, como entidade familiar a comunidade formada por qualquer dos pais e seus descendentes.
A criança e o adolescente têm direito à liberdade, ao respeito e à dignidade como pessoas humanas em processo de desenvolvimento e como sujeitos de direitos civis, humanos e sociais garantidos na Constituição e nas leis.
O idoso tem direito a moradia digna, no seio da família natural ou substituta, ou desacompanhado de seus familiares, quando assim o desejar, ou, ainda, em instituição pública ou privada.
Da organização político-administrativa do Brasil, conforme artigo 18 da Constituição Federal tem caráter genérico e regulamenta a organização político-administrativa do Estado.
Definição os entes federados que irão compor o Estado brasileiro. Neste dispositivo preceitual se percebe o Pacto Federativo firmado entre os entes autônomos que compõem o Estado brasileiro.
Na federação, todos os entes que compõem o Estado têm autonomia, cabendo à União apenas concentrar esforços necessários para a manutenção do Estado uno.
A organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos autônomos, nos termos desta Constituição.
artigo 18, CF, que o Brasil adota um modelo de Estado Federado no qual são considerados entes federados e, como tais,
1. autônomos,
2.União,
3. Estados,
4 Distrito Federal
5 Municípios.
Esta autonomia garantidora pelo os mandamentos constitucionais reflete tanto numa capacidade de auto-organização (normatização própria) quanto numa capacidade de autogoverno (administrar-se pelos membros eleitos pelo eleitorado da unidade federada). 
O orçamento público é o instrumento de planejamento que detalha a previsão dos recursos a serem arrecadados (impostos e outras receitas estimadas) e a destinação desses recursos (ou seja, em quais despesas esses recursos serão utilizados) a cada ano.
Os princípios são normas gerais que, pela sua relevância, abrangência e valor intrínseco, fundamentam o sistema jurídico. Permitem a interpretação de situações concretas com base nos fins a que se destinam a norma. Desde seus primórdios, a instituição orçamentária foi cercada de uma série de princípios e regras com a finalidade de aumentar-lhe a consistência no cumprimento de sua principal finalidade política: auxiliar o controle parlamentar sobre o governo.
Tais normas receberam grande ênfase na fase em que os orçamentos possuíam preponderante conotação jurídica, sendo que alguns foram incorporados na legislação: basicamente a Constituição Federal de 1988, a Lei 4.320/64 (Lei de Finanças Públicas), a Lei 101/2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal) e as Leis de Diretrizes Orçamentárias (LDOs). Os princípios orçamentários são premissas a serem observadas na elaboração e na execução da lei orçamentária.
Unidade
O orçamento deve ser uno, ou seja, deve existir apenas um orçamento para dado exercício financeiro e para determinado ente, contendo todas as receitas e despesas. 
Totalidade
O princípio da totalidade possibilita a coexistência de vários orçamentos autônomos, mas que podem ser vistos de forma consolidada, permitindo-se assim uma visão ao mesmo tempo segregada e geral das finanças públicas.
Universalidade
Princípio pelo qual o orçamento deve conter todas as receitas e todas as despesas do Estado . O § 5º do art. 165 da CF determina que a lei orçamentária anual compreenderá:
I - o orçamento fiscal referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da administração direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público;
II - o orçamento de investimento das empresas em que a União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto;
III - o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e órgãos a ela vinculados, da administração direta ou indireta, bem como os fundos e fundações instituídos e mantidos pelo Poder Público.
A adoção desse princípio possibilita:
a) conhecer a priori todas as receitas e despesas do governo e dar préviaautorização para respectiva arrecadação e realização;
b) impedir ao Executivo a realização de qualquer operação de receita e de despesa sem prévia autorização Legislativa;
c) conhecer o exato volume global das despesas projetadas pelo governo, a fim de autorizar a cobrança de tributos estritamente necessários para atendê-las;
d) garantir que todos os órgãos e unidades da administração pública estejam contemplados no orçamento.
A universalidade do orçamento alia-se ao princípio da unidade.
Na Lei 4.320/64, o cumprimento da regra é exigido nos seguintes dispositivos:
● Art. 2º A Lei do Orçamento conterá a discriminação da receita e da despesa, de forma a evidenciar a política econômico-financeira e o programa de trabalho do governo, obedecidos os princípios de unidade, universalidade e anualidade.
● Art. 3º A Lei do Orçamento compreenderá todas as receitas, inclusive as operações de crédito autorizadas em lei.
A Emenda Constitucional n.º 1/69 consagra essa regra de forma peculiar: "O orçamento anual compreenderá obrigatoriamente as despesas e receitas relativas a todos os Poderes, órgãos, fundos, tanto da administração direta quanto da indireta, excluídas apenas as entidades que não recebam subvenções ou transferências à conta do orçamento.
Somente a partir de 1988 as operações de crédito foram incluídas no orçamento. Além disso, as empresas estatais e de economia mista, bem como as agências oficiais de fomento (BNDES, CEF, Banco da Amazônia, BNB) e os Fundos Constitucionais (FINAM, FINOR, PIN/PROTERRA) não têm a obrigatoriedade de integrar suas despesas e receitas operacionais ao orçamento público. A inclusão de seus investimentos no Orçamento da União é justificada na medida que tais aplicações contam com o apoio do orçamento fiscal e até mesmo da seguridade.
Anualidade ou Periodicidade
O orçamento deve ser elaborado e autorizado para um determinado período de tempo, chamado exercício financeiro, e que corresponde ao civil. A exceção se dá nos créditos especiais e extraordinário autorizados nos últimos quatro meses do exercício, que podem ser reabertos nos limites de seus saldos, no ano seguinte, incorporando-se ao orçamento do exercício subsequente.
O exercício financeiro é o período de tempo ao qual se referem a previsão das receitas e a fixação das despesas registradas na LOA. O § 5º do art. 165 da CF 88 refere-se à existência de uma lei orçamentária anual. Conforme o art. 2º e 34 da Lei nº 4.320, de 1964, o orçamento é anual e o exercício financeiro coincidirá com o ano civil (1º de janeiro a 31 de dezembro).
Pureza ou Exclusividade Orçamentária
O princípio da pureza ou exclusividade, previsto no § 8º do art. 165 da CF, estabelece que a LOA não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa. São ressalvados a autorização para abertura de créditos suplementares e a contratação de operações de crédito, ainda que por Antecipação de Receitas Orçamentárias - ARO, nos termos da lei.
Ademais, nos termos do art. 64, parágrafo único, I, "d", da Constituição, é vedada a edição de medidas provisórias para matérias orçamentárias, quais sejam, planos plurianuais, diretrizes orçamentárias, orçamento e créditos adicionais, ressalvados os créditos extraordinários previstos 
Especificação, Especialização ou Discriminação, Clareza, Programação
Tratam-se de princípios apontados pela doutrina que apresentam certa correlação. As receitas e as despesas devem ser evidenciadas na lei orçamentária de forma discriminada, de tal forma que se possa saber, pormenorizadamente, as origens dos recursos e sua aplicação. A regra objetiva de facilitar a função do controle político do gasto público, pois inibe autorizações (dotações) genéricas, com finalidade aberta, e que propiciam demasiada flexibilidade e arbítrio ao Poder Executivo. Desse modo, ao se exigir especificação do gasto, permite-se mais transparência ao contribuinte.
Neste sentido, a literatura cita a necessidade de que o orçamento público seja apresentado em linguagem clara e objetiva para uso de todas as pessoas que, por força do ofício ou de interesse na sua elaboração ou no acompanhamento de sua execução, ou mesmo na fiscalização, precisam precisam analisar e compreender seu conteúdo (princípio da clareza).
A literatura também se refere à existência do princípio da programação, pelo qual as despesas devem ser classificadas de acordo com os fins ou objetivos e os respectivos meios, do que decorre a classificação funcional e programática.
O fim do orçamento público é a entrega de bens e serviços para satisfazer as necessidades da sociedade.
Assim, o princípio da programação determina a existência de uma estrutura classificatória relativamente complexa que permite uma visão organizada das despesas, uma forma de atender à exigência de transparência e permitir a análise detalhada do gasto público.
Regionalização
O princípio da regionalização do gasto público tem como propósito atender à necessidade de se verificar, na elaboração e na execução da lei orçamentária, o cumprimento do art. 3º, inciso III, da Constituição. Esse dispositivo elege, como um dos objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil, a redução das desigualdades sociais e regionais.
Essa disposição repercute nas normas constitucionais que regem as leis do ciclo orçamentário. Seu cumprimento é objeto de atenção legislativa e de conflitos federativos quando da apreciação do projeto de lei orçamentária. O § 7º do art. 165 da CF determina que os orçamentos fiscal e das estatais, compatibilizados com o plano plurianual (que também é regionalizado, a teor do § 1º do mesmo artigo), terão entre suas funções a de reduzir desigualdades inter-regionais, segundo critério populacional.
Ou seja, a distribuição dos recursos no PPA e na LOA deve estar orientada de modo a reduzir as desigualdades regionais. Do que decorre a necessidade de especificar o local onde as ações serão promovidas, notadamente os investimentos públicos.
Publicidade e Transparência
O conteúdo orçamentário deve ser divulgado (publicado) nos veículos oficiais de comunicação para conhecimento do público e para eficácia de sua validade. Este princípio é consagrado no art. 37 da CF de 88: "A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: ..."
De acordo com o art. 48 da LRF, são “instrumentos de transparência da gestão fiscal, aos quais será dada ampla divulgação, inclusive em meios eletrônicos de acesso público: os planos, orçamentos e leis de diretrizes orçamentárias; as prestações de contas e o respectivo parecer prévio; o Relatório Resumido da Execução Orçamentária e o Relatório de Gestão Fiscal; e as versões simplificadas desses documentos.”
As versões simplificadas devem facilitar a compreensão das expressões de conteúdo técnico mais complexo, permitindo-se assim o acesso de mais pessoas ao orçamento público.
Não Vinculação ou Não Afetação das Receitas
Nenhuma parcela da receita geral poderá ser reservada ou comprometida para atender a certos casos ou a determinado gasto. Ou seja, a receita não pode ter vinculações. Essas reduzem o grau de liberdade do gestor e engessa o planejamento de longo, médio e curto prazos.
Equilíbrio Orçamentário
Princípio clássico que tem merecido maior atenção, mesmo fora do âmbito específico do orçamento, pautado nos ideais liberais dos economistas clássicos (Smith, Say, Ricardo). O keynesianismo (a partir dos anos 30) tornou-se uma contraposição ao princípio do orçamento equilibrado, justificando a intervenção do governo nos períodos de recessão, especialmente para financiar investimentos com potencial de geração de emprego. Admitia-se o déficit (dívida) e seu financiamento. Economicamente haveria compensação, pois a utilização de recursos ociosos geraria mais emprego, mais renda, mais receita para o Governo e, finalmente, recolocaria a economia na sua rota de crescimento.
LegalidadeHistoricamente, sempre se procurou dar um cunho jurídico ao orçamento, ou seja, para ser legal, tanto as receitas e as despesas precisam estar previstas a Lei Orçamentária Anual, ou seja, a aprovação do orçamento deve observar processo legislativo porque trata-se de um dispositivo de grande interesse da sociedade.
O respaldo a este princípio pode ser encontrado nos art. 37 166 da CF de 1988. O Art. 166 dispõe que: "Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao orçamento anual e aos créditos adicionais serão apreciados pelas duas Casas do Congresso Nacional, na forma do regimento comum."
A evidência de seu cumprimento encontra-se na própria ementa das leis orçamentárias: "O Presidente da República Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte lei:"
Orçamento Bruto
Todas as parcelas da receita e da despesa devem aparecer no orçamento em seus valores brutos, sem qualquer tipo de dedução.
A intenção é a de impedir a inclusão de valores líquidos ou de saldos resultantes do confronto entre receitas e as despesas de determinado serviço público.
Lei 4.320/64 consagra este princípio em seu art. 6º: "Todas as receitas e despesas constarão da Lei do Orçamento pelos seus totais, vedadas quaisquer deduções. Reforçando este princípio, o § 1º do mesmo artigo estabelece o mecanismo de transferência entre unidades governamentais "
Dessa forma, as cotas de receita que uma entidade pública deva transferir a outra incluir-se-ão, como despesa, no orçamento da entidade obrigada à transferência e, como receita, no orçamento da que as deva receber.
Exatidão ou Realismo Orçamentário
De acordo com esse princípio as estimativas devem ser tão exatas quanto possível, de forma a garantir à peça orçamentária um mínimo de consistência para que possa ser empregado como instrumento de programação, gerência e controle. Indiretamente, os autores especializados em matéria orçamentária apontam os arts. 7º e 16 do Decreto-Lei nº 200/67 como respaldo ao mesmo.
Em relação às estimativas de receita, o art. 12 da LRF determina que “as previsões de receita observarão as normas técnicas e legais, considerarão os efeitos das alterações na legislação, da variação do índice de preços, do crescimento econômico ou de qualquer outro fator relevante e serão acompanhadas de demonstrativo de sua evolução nos últimos três anos, da projeção para os dois seguintes àquele a que se referirem, e da metodologia de cálculo e premissas utilizadas.” .
Orçamento Impositivo
Trata-se de princípio novo que define o dever de execução das programações orçamentárias, o que supera o antigo debate acerca da natureza jurídica da lei orçamentária, ou seja, se as programações representavam mera autorização para a execução (modelo autorizativo) ou se, diante do sistema de planejamento e orçamento da Constituição de 1988, poder-se-ia extrair o caráter vinculante da lei orçamentária, o que acabou prevalecendo.
De acordo com o § 10 do art. 165 da CF, a administração tem o dever de executar as programações orçamentárias, adotando os meios e as medidas necessários, com o propósito de garantir a efetiva entrega de bens e serviços à sociedade. Esse dever de executar as programações que constam da lei orçamentária foi inserido pela Emenda Constitucional 100, de 2019. Ampliou-se, para todo o orçamento público, o regime jurídico de execução que já se encontrava definido para as programações incluídas por emendas individuais (desde a EC nº 85, 2015, que promoveu mudanças no art. 166 da CF).
O dever de execução é um vínculo imposto ao gestor, no interesse da sociedade, que o impele a tomar todas as medidas necessárias (empenho, contratação, liquidação, pagamento) para viabilizar a entrega de bens e serviços correspondente às programações da lei orçamentária. A própria Constituição esclarece que o dever de execução não se aplica nos casos em que impedimentos de ordem técnica ou legal, na medida em que representam óbice intransponível para o gestor. É o caso, por exemplo, da necessidade legal de cumprir metas fiscais, o que requer contingenciamento das despesas.
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