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Francisco Rogenio Cordeiro - rogenio.cordeiro@gmail.com - CPF: 054.215.023-92
 
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Seja muito bem-vindo! 
 
Você acaba de ter acesso ao material de estudos para o Tribunal Superior Eleitoral Unificado 
(TSE Unificado). 
 
Em primeiro lugar, quero que você saiba que o estudo da legislação é fundamental para o seu 
concurso. Nossos professores realizaram uma análise estatística de milhares de questões e 
constataram que 95% delas são extraídas diretamente da letra da Lei. Portanto, perceba a 
importância do estudo das leis. 
 
Por isso, preparar-se de forma direcionada, com um material que verdadeiramente otimize seu 
tempo e aprimore seu aprendizado da legislação, é extremamente importante. 
 
E é exatamente por essa razão que criamos o Legislação Mapeada, um material que engloba 
toda a legislação do edital, com esquemas, comentários e mnemônicos dos pontos mais relevantes 
para o seu concurso. Com nosso material, você não precisará mais procurar quais artigos foram 
cobrados no edital e se aquele assunto é ou não cobrado na sua prova. 
 
Lembre-se de seguir o nosso cronograma de estudos da legislação, pois ele ajudará você a 
criar o hábito da leitura da lei, o que será fundamental para sua aprovação. 
 
Destaca-se que este material é totalmente focado no seu concurso e aborda toda a lei cobrada na 
disciplina de Direito Administrativo, com ênfase na banca CESPE/CEBRASPE. 
 
Caso tenha qualquer dúvida, você pode entrar em contato conosco enviando seus 
questionamentos para o suporte: suporte@cadernomapeado.com.br e WhatsApp. 
 
Bons Estudos! 
Rumo à Aprovação!! 
Francisco Rogenio Cordeiro - rogenio.cordeiro@gmail.com - CPF: 054.215.023-92
mailto:suporte@cadernomapeado.com.br
https://wa.me/5534998822930
 
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SUMÁRIO 
CONSIDERAÇÕES INICIAIS .......................................................................................................................... 7 
ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA .......................................................................................................... 8 
1) Introdução.................................................................................................................................................. 8 
2) Aspectos Iniciais ....................................................................................................................................... 8 
3) Entidades políticas e administrativas .................................................................................................. 8 
3.1) Entidades políticas ................................................................................................................................ 8 
3.2) Entidades administrativas ................................................................................................................... 9 
4) Formas de Prestação da Atividade Administrativa .......................................................................... 9 
4.1) Centralização ........................................................................................................................................ 10 
4.2) Descentralização ................................................................................................................................. 10 
4.3) Concentração ....................................................................................................................................... 11 
4.4) Desconcentração ................................................................................................................................. 11 
5) Órgãos Públicos ...................................................................................................................................... 12 
5.2) Teoria do órgão ou imputação volitiva ......................................................................................... 12 
5.3) Criação e extinção dos órgãos ......................................................................................................... 13 
5.4) Classificação dos órgãos públicos ................................................................................................... 13 
5.4.1) Quanto à composição ..................................................................................................................... 13 
5.4.2) Quanto à estrutura .......................................................................................................................... 13 
5.4.3) Quanto à posição estatal (ou hierárquica) ................................................................................ 14 
5.4.4) Quanto à esfera de atuação .......................................................................................................... 14 
6) Entidades da Administração Pública Indireta ................................................................................. 14 
6.1) Autarquias ............................................................................................................................................ 15 
6.1.1) Autarquias corporativas ou profissionais .................................................................................. 16 
6.1.2) Agências reguladoras e executivas ............................................................................................. 17 
6.2) Fundações ............................................................................................................................................. 18 
6.3) Empresa pública e Sociedade de economia mista (Lei n. 13.303/2016) ................................ 19 
6.2.1) Aspectos comuns das estatais ...................................................................................................... 19 
6.3.1) Sociedade de Economia Mista (SEM).......................................................................................... 20 
6.3.2) Empresa Pública ............................................................................................................................... 20 
6.3.3) Esquema comparativo - Sociedade de Economia Mista e Empresa Pública ..................... 20 
7) Quadro esquematizado das entidades da administração indireta ............................................. 21 
8) Empresas subsidiárias e controladas ................................................................................................. 22 
8.1) Empresas controladas ........................................................................................................................ 22 
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8.2) Empresas subsidiárias ........................................................................................................................ 23 
ATOS ADMINISTRATIVOS ......................................................................................................................... 23 
1) Introdução................................................................................................................................................ 23 
2) Noções iniciais ........................................................................................................................................ 23 
2) Requisitos dos Atos Administrativos ................................................................................................. 26 
2.1) Teoria dos motivos determinantes ................................................................................................. 27 
2.2) Discricionariedade .............................................................................................................................. 28 
3) Classificações ........................................................................................................................................... 28 
3.1) Ato vinculado e discricionário ......................................................................................................... 28chamada de invalidação e é o desfazimento de um ato ilegal / inválido. 
Critério de legalidade: verifica se o ato está em conformidade com a lei. 
Pode ser decretada pela própria administração (autotutela) – de ofício ou a requerimento. Mas 
como a lei foi violada, o ato também pode ser anulado pelo Poder Judiciário, que deverá ser 
provocado (princípio da inércia). 
A anulação poderá incidir tanto em atos vinculados quanto discricionários – não olha o mérito, 
apenas os aspectos de sua legalidade. 
A anulação possui efeitos retroativos – retroage a data da prática do ato. Trata-se do efeito “ex tunc”. 
 
Qual o prazo que a administração pública tem para anular seus atos? 
Prazo decadencial de 5 anos, quando o destinatário estiver de boa-fé. Caso esteja de má-fé, a 
anulação do ato poderá ser feita a qualquer momento. 
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II) Revogação 
O ato é válido. Não há ilegalidade, pois foi praticado conforme a lei. No entanto, a administração 
pública fez o juízo de conveniência e oportunidade e verifica que o ato não coaduna mais com o 
interesse público. 
Critério de mérito: a administração faz a análise do mérito administrativo. 
Decretada apenas pela própria Administração Pública (autotutela – controle dos próprios atos) 
A revogação apenas incide sobre os atos discricionários. 
A revogação possui efeitos não retroativos (prospectivos). Trata-se do efeito “ex nunc”. 
 
Qual o prazo que a administração pública tem para revogar seus atos? 
A revogação poderá ser feita a qualquer momento. 
 
 
O Poder Judiciário não revoga ato dos outros. Mas revoga seus próprios atos quando atua em sua 
função administrativa. 
 
III) Cassação 
Trata-se de uma penalidade, aplicada em razão do descumprimento de alguma condição. 
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Ato vinculado
Atos que já geraram direito adquirido
Atos consumados / exauridos
Atos que integrem um procedimento
Mero ato administrativo
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 Ex.: Licença para construir que descumpre alguma regra. 
 
IV) Caducidade 
Ocorre quando o ato é incompatível com a nova legislação. 
 Ex.: tinha licença para jogar entulho no terreno, vem nova lei proibindo tal prática. 
É diferente da caducidade dos serviços públicos. 
 
V) Contraposição 
Ato novo com efeitos contrapostos (opostos) 
 Ex.: a nomeação chama e a exoneração “deschama”. 
 
EXTINÇÃO DOS ATOS ADMINISTRATIVOS 
Anulação Ilegal 
Revogação Interesse público 
Cassação Penalidade 
Caducidade Incompatível com lei nova 
Contraposição Ato novo oposto 
 
7) Convalidação 
A convalidação dos atos administrativos refere-se ao processo pelo qual a Administração Pública, 
reconhecendo a existência de um vício ou irregularidade em um ato que praticou, busca corrigi-lo, 
conferindo-lhe validade e eficácia. Os seus efeitos são retroativos – “ex tunc”, ou seja, sana o vício 
desde sua origem. 
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Ao Poder Judiciário cabe anular atos administrativos ilegais e não a sua convalidação. 
 
 Tome Nota! 
Como regra, se o vício for no elemento competência (salvo competência exclusiva, que não pode 
ser delegada, e competência em razão da matéria) ou na forma (salvo se a forma for essencial à 
validado do ato) poderá ser convalidado. 
“FoCo na convalidação”. 
 
8) Espécies de Atos Administrativos 
Os atos administrativos podem ser categorizados em diversas espécies, levando em conta suas 
características e finalidades específicas. Por se tratar de um tema com grande relevância no concurso 
públicos, anote esse mnemônico: N – O – N - E – P (Isso vai te salvar na hora da prova). 
 
 
 Normativos: Atos gerais (destinatários indeterminados – caráter genérico e abstrato) 
Requisitos para a 
convalidação
Vício sanável (ato anulável)
Ato ainda não foi impugnado
Não gerar prejuízos para o interesse público e 
terceiros 
N
•Normativos
O
•Ordinário
N
•Negociais
E
•Enunciativo
P
•Punitivo
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Ex.: Resolução, Decreto, Regulamentos, Regimentos 
 Ordinário: Atos internos (ordens que a administração pública profere para ser órgãos e servidores 
subordinados. Decorre do poder hierárquico. Aqueles que disciplinam o funcionamento da 
Administração Pública, incluindo as condutas dos seus agentes. 
Ex.: ordens de serviço, memorando, circulares internas, instruções, avisos, portaria. 
 Negociais: São casos em que o particular precisa da anuência da administração pública. Não são 
imperativos, coercitivos, autoexecutórios. 
Ex.: Licenças, autorizações, permissões, homologação, visto. 
 Enunciativo: É aquele ato que não representa uma manifestação de vontade propriamente dita. 
A administração pública simplesmente emite uma opinião (juízo de valor). Apenas declara uma 
situação. 
Ex.: atestado, parecer, certidão, apostila. Externam ou declaram uma situação existente em 
registros, processo ou arquivos públicos sem qualquer manifestação de vontade original da 
Administração). 
 Punitivo: Tem o objetivo de punir a prática de infrações administrativas. Pode estar punindo um 
servidor, particular ou particular com vínculo. 
 
9) Pareceres 
Os pareceres podem ser facultativos (meramente opcional), obrigatórios (exige-se o parecer para a 
realização do ato, mas é mera opinião, podendo a autoridade dele divergir) ou vinculantes (a 
autoridade não pode divergir dele, nesse caso deixa de ser mera opinião). 
 
10) Licenças, autorizações e permissões 
Quando se fala em atos negociais, temos: 
Licença Autorização Permissão 
Ato vinculado Ato discricionário Ato discricionário 
Não pode revogar Poder revogar Pode revogar 
Ex.: licença para dirigir 
 
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AGENTES PÚBLICOS 
1) Introdução 
A partir de agora estudaremos o tópico de Agentes Públicos. 
1 – Agentes públicos: conceito; espécies de agentes públicos; disposições constitucionais. 
 
2) Conceito 
Os agentes públicos são pessoas que desempenham atividades em nome do Estado. Essas 
atividades podem variar desde funções administrativas até o exercício do poder de polícia ou 
prestação de serviços públicos. 
Agente público é toda pessoa que presta serviço ao Estado. A Lei 8.429/1992, conceitua agente 
público, vejamos: 
Art. 2º. Reputa-se agente público, para os efeitos desta lei, todo aquele que exerce, ainda 
que transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, nomeação, designação, contratação 
ou qualquer outra forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, emprego ou função [...] 
 
 Tome Nota! 
É importante lembrar que agente público e servidor público não são sinônimos. O servidor público 
é uma das espécies de agente público. 
 
Neste tópico iremos incluir durante os estudos, os principais dispositivos constitucionais referente 
aos servidores públicos, descritos no Capítulo VII: Da Administração Pública, como cobrado em 
seu edital. 
 
3) Regime Jurídico Único – Lei nº 8.112/90 
A Lei n. 8.112/1990 institui o regime jurídico dos servidores públicos civis da União, das 
autarquias federais, incluindo as em regime especial e das fundações públicas federais. 
Na lei são encontradas disposições que definem os direitos e garantias, além dos requisitos para o 
exercício dos servidores federais estatutários. 
Além disso, as disposições da Lei n. 8.112/1990 não se aplicam a todos os agentes públicos, 
apenas aos servidores públicos civis federais, ou seja, os empregados públicos federais, regidos pela 
CLT, não estão incluídos. 
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4) Dispositivos Constitucionais 
A linhado tempo do serviço público possui as seguintes fases: concurso, provimento, posse, 
exercício, estágio probatório, estabilidade e vacância. 
 
 
Aprovação em concurso 
público - diferença 
Cargo Público
servidor público
vínculo regido diretamente pelo Estado -
regime estatutário
Administração direta e indireta autárquica 
ou fundacional 
gozam de garantia constitucional de 
estabilidade
Emprego 
Público
empregado público
vínculo regido pela CLT
empresas públicas e sociedades de 
economia mista
não gozam de garantia constitucional de 
estabilidade
Concurso
Provimento
Posse
Exercício
Estágio 
Probatório
Estabilidade
Vacância
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4.1) Concurso Público 
O concurso público é um processo seletivo utilizado pela administração pública para preencher 
cargos efetivos ou empregos públicos. Ele é regido por princípios constitucionais e legais, visando 
garantir a igualdade de oportunidades, a impessoalidade e a seleção dos candidatos mais 
qualificados para ocupar os cargos públicos. 
A principal finalidade do concurso público é assegurar que o acesso aos cargos públicos seja 
realizado de forma transparente e meritocrática, baseado no princípio da igualdade de condições a 
todos os concorrentes. Isso significa que qualquer pessoa que preencha os requisitos estabelecidos 
em edital pode participar do concurso, desde que atenda aos critérios de qualificação e realize as 
etapas de seleção previstas. 
É importante ressaltar que a realização de concurso público é obrigatória para o preenchimento de 
cargos efetivos na administração pública, exceto em casos específicos previstos em lei, como 
contratações temporárias para necessidades urgentes e temporárias. 
Conforme consta o art. 37, III da CF, a validade do concurso público será de dois anos, podendo 
ser prorrogado uma única vez e por igual período. Lembre-se o mero surgimento de novas vagas 
dentro do prazo de validade do concurso público não gera o direito líquido e certo (ou direito 
subjetivo à nomeação) do candidato aprovado dentro do cadastro reserva, ou seja, o candidato tem 
mera expectativa do direito. 
 
 Importante! 
O art. 37, IX da CF, dispõe que a lei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado 
para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público. Existem algumas exceções 
específicas para a contratação temporária: casos excepcionais, com prazo de contratação pré-
determinado assim como a necessidade do cargo deve ser temporário, de forma que o interesse 
público é excepcional. 
Além disso, o exercício do cargo temporário não pode ser para atividades típicas do estado, quais 
sejam: área da saúde, educação e assistência jurídica. 
 Ex.: é possível a contratação temporária no período do censo do IBGE. 
 
Também é desnecessária a realização de concurso público para o “Sistema S” (Senai, SESI, SENAC 
SESC – autonomia da entidade). 
 
4.2) Provimento 
Após a realização do concurso, a administração chamará os candidatos aprovados. O provimento 
dos cargos se dá por meio de ato da autoridade competente, o qual observará as regras 
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anteriormente estabelecidas em edital. É importante destacar que existe um limite mínimo de 
provimentos para as pessoas portadoras de deficiência. O limite, atualmente, é de até 20% das 
vagas oferecidas no concurso. 
Em relação aos estrangeiros ocuparem o cargo público, a Constituição traz a seguinte regra: 
Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos 
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, 
impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: 
I – os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os 
requisitos estabelecidos em lei, assim como aos estrangeiros, na forma da lei. 
 
Além disso, o art. 8º da Lei n. 8.112/1990 estabelece algumas formas de provimento de cargo 
público, são elas: 
Art. 8º São formas de provimento de cargo público: 
I – nomeação; 
II – promoção; 
III – Revogado; 
IV – Revogado; 
V – readaptação; 
VI – reversão; 
VII – aproveitamento; 
VIII – reintegração; 
IX – recondução. 
 
Apenas a nomeação é forma originária de provimento, as demais são consideradas derivadas. 
Vejamos características de cada uma: 
 Nomeação: a nomeação far-se-á em caráter efetivo, quando se tratar de cargo isolado de 
provimento efetivo ou de carreira; em comissão, inclusive na condição de interino, para cargos de 
confiança vagos. O servidor ocupante de cargo em comissão ou de natureza especial poderá ser 
nomeado para ter exercício, interinamente, em outro cargo de confiança, sem prejuízo das 
atribuições do que atualmente ocupa, hipótese em que deverá optar pela remuneração de um deles 
durante o período da interinidade. 
 Promoção: a promoção ocorre quando o servidor é elevado para outra classe no âmbito da 
mesma carreira. 
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 Readaptação: a readaptação é a investidura do servidor em cargo de atribuições e 
responsabilidades compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou 
mental verificada em inspeção médica. 
 Reversão: a reversão é o retorno à atividade de servidor aposentado por invalidez, quando 
junta médica oficial declarar insubsistentes os motivos da aposentadoria; ou no interesse da 
administração, desde que: a) tenha solicitado a reversão; b) a aposentadoria tenha sido voluntária; 
c) estável quando na atividade; d) a aposentadoria tenha ocorrido nos cinco anos anteriores à 
solicitação; e) haja cargo vago. 
 Aproveitamento: o retorno à atividade de servidor em disponibilidade far-se-á mediante 
aproveitamento obrigatório em cargo de atribuições e vencimentos compatíveis com o 
anteriormente ocupado. 
 Reintegração: a reintegração é a reinvestidura do servidor estável no cargo anteriormente 
ocupado, ou no cargo resultante de sua transformação, quando invalidada a sua demissão por 
decisão administrativa ou judicial, com ressarcimento de todas as vantagens. 
 Recondução: a recondução é o retorno do servidor estável ao cargo anteriormente ocupado e 
decorrerá de: I - inabilitação em estágio probatório relativo a outro cargo; II - reintegração do 
anterior ocupante. 
 
4.3) Posse 
A posse dar-se-á pela assinatura do respectivo termo, no qual deverão constar as atribuições, os 
deveres, as responsabilidades e os direitos inerentes ao cargo ocupado, que não poderão ser 
alterados unilateralmente, por qualquer das partes, ressalvados os atos de ofício previstos em lei. 
A posse ocorrerá no prazo de trinta dias contados da publicação do ato de provimento. 
 
 
4.4) Exercício 
O exercício é o efetivo desempenho das atribuições do cargo público ou da função de confiança. 
No contexto do serviço público, o exercício refere-se ao desempenho efetivo das atividades 
inerentes ao cargo ou emprego público pelo servidor. Durante o exercício, o servidor está em pleno 
desenvolvimento de suas atribuições e responsabilidades, colocando em prática suas 
competências e contribuindo para o cumprimento das finalidades da instituição pública. 
POSSE Prazo de 30 dias
Contados da publicação do 
ato de provimento
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FUNÇÃO DE CONFIANÇA CARGO EM COMISSÃO 
Exclusivas de servidores ocupantes de cargo 
efetivo. 
Podem ser preenchidos sem concurso público, 
desde que respeitados os percentuais mínimos a 
serem preenchidos por servidores de carreira. 
 
O exercício do cargo público ocorre em diferentes fases, que podem variar dependendo das 
características do cargo e da estrutura organizacional da instituição. 
 
4.5) Estágio Probatório 
Apartir do momento que o servidor entra em exercício inicia-se o estágio probatório, o qual é 
um período de avaliação onde são analisados alguns fatores para verificar a aptidão e a capacidade 
do agente público. 
O estágio probatório é uma fase específica do exercício do cargo público destinada a avaliar o 
desempenho e a aptidão do servidor durante os primeiros anos de sua nomeação. Ele é aplicado aos 
servidores efetivos, ou seja, aqueles que passaram por concurso público e foram nomeados para 
ocupar cargos públicos permanentes. 
O estágio probatório tem como objetivo verificar se o servidor possui as qualificações necessárias 
para o pleno exercício do cargo, avaliando sua capacidade técnica, ética, disciplina, responsabilidade 
e adaptação ao ambiente de trabalho. 
 
4.6) Estabilidade 
A estabilidade é uma garantia constitucional, disposta no art. 41 da CF, concedida aos servidores 
públicos efetivos após o período de estágio probatório, com base no princípio da segurança no 
emprego. Ela assegura que o servidor não poderá ser demitido sem justa causa, oferecendo-lhe uma 
maior proteção contra possíveis arbitrariedades ou pressões políticas. 
Para adquirir a estabilidade, o servidor público deve cumprir o período de estágio probatório, que 
geralmente tem a duração de três anos. Durante esse período, o servidor é avaliado quanto ao seu 
desempenho, comportamento, assiduidade, produtividade e outros critérios definidos pela 
legislação específica. 
 
 Tome nota! 
Existem hipóteses específicas nas quais o servidor estável poderá o cargo: 
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Hipóteses que o servidor 
estável perderá o cargo 
em virtude de sentença judicial transitada em julgado 
mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa 
mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma de 
lei complementar, assegurada ampla defesa 
 
Mas se atente, em caso de servidor em estágio probatório, este será desligado do serviço público. 
 
Por fim, como condição de aquisição da estabilidade, é necessário o preenchimento dos requisitos 
objetivos (3 anos de efetivo exercício) e subjetivos (avaliação especial de desempenho). 
 
4.7) Vacância 
A vacância de um cargo público desencadeia um processo para que ele seja novamente ocupado. 
Esse processo pode envolver a abertura de um novo concurso público para provimento do cargo, a 
nomeação de um servidor aprovado em concurso público anteriormente realizado, a redistribuição 
de servidores de outros órgãos ou a designação temporária para a função. 
A vacância do cargo público decorrerá de: 
 
 
A vacância decorre
exoneração
demissão
promoção
readaptação
aposentadoria
posse em outro cargo inacumulável 
falecimento
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A gestão da vacância é fundamental para a continuidade e o bom funcionamento dos serviços 
públicos, garantindo a substituição adequada dos servidores e evitando a interrupção ou atraso das 
atividades desempenhadas pela administração pública. 
A exoneração de cargo efetivo dar-se-á a pedido do servidor, ou de ofício. A exoneração de ofício 
dar-se-á: I - quando não satisfeitas as condições do estágio probatório; II - quando, tendo tomado 
posse, o servidor não entrar em exercício no prazo estabelecido. 
 A exoneração de cargo em comissão e a dispensa de função de confiança dar-se-á: I - a juízo da 
autoridade competente; II - a pedido do próprio servidor. 
 
5) Remoção 
A remoção refere-se à movimentação do servidor de um órgão ou entidade para outro, no âmbito 
do mesmo Poder, com o objetivo de ajustamento de lotação e da força de trabalho, atendendo 
aos interesses da administração. 
A remoção pode ocorrer por diversos motivos, tais como por pedido do próprio servidor, por 
motivo de saúde, por permuta entre servidores, por processo seletivo interno, entre outros. Além 
disso, a remoção poderá ocorrer por solicitação do servidor ou por solicitação da administração 
pública. 
 
 Tome nota! 
A legislação considera a estabilidade do servidor como um fator relevante no processo de remoção, 
protegendo-o contra mudanças arbitrárias. 
 
A remoção é um procedimento simples, mas que precisa da sua atenção nos estudos. Dessa forma 
fizemos um quadro esquematizando os principais tópicos sobre o assunto: 
Remoção 
Requisitos e 
critérios 
A remoção geralmente é condicionada à existência de vaga no órgão de destino e à 
compatibilidade entre os cargos envolvidos. A legislação estabelece os requisitos e 
critérios específicos para a realização da remoção, como tempo de serviço, habilitação 
profissional, classificação em processo seletivo interno, entre outros. 
Manifestação 
de interesse 
O servidor interessado em ser removido deve manifestar seu interesse junto à 
administração pública, geralmente por meio de requerimento formal. É importante 
destacar que a remoção depende da existência de vaga no órgão ou entidade de destino 
e da aceitação por parte do servidor responsável pela vaga. 
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Prioridades 
A legislação pode estabelecer prioridades na remoção, considerando critérios como a 
situação de saúde do servidor, a necessidade de reunificação familiar, a aproximação do 
cônjuge ou companheiro, a promoção da qualidade de vida, entre outros fatores 
relevantes. 
Processo de 
remoção 
A administração pública, por meio dos setores de recursos humanos, é responsável por 
coordenar e conduzir o processo de remoção. Isso pode envolver a análise dos requisitos, 
a verificação da existência de vaga, a avaliação de critérios de prioridade, a elaboração 
de lista de classificação, a negociação com os órgãos envolvidos e a formalização da 
remoção por meio de ato administrativo. 
Efeitos da 
remoção 
Ao ser removido para outro órgão ou entidade, o servidor passa a exercer suas atividades 
no novo local de trabalho. Podem ocorrer alterações na remuneração, benefícios e 
vantagens, dependendo das regras estabelecidas para o novo órgão ou entidade. 
 
A remoção é uma forma de movimentação dos servidores públicos que visa a atender às demandas 
da administração pública e promover a eficiência na distribuição de recursos humanos, considerando 
as necessidades e interesses tanto da instituição como dos servidores envolvidos. 
 
6) Redistribuição 
A Redistribuição é o deslocamento de cargo de provimento efetivo, ocupado ou vago no âmbito 
do quadro geral de pessoal, para outro órgão ou entidade do mesmo Poder, com prévia apreciação 
do órgão central do SIPEC. 
Diferentemente da remoção, que ocorre com a concordância do servidor, a redistribuição é uma 
medida de interesse da administração pública e pode ser realizada mesmo sem o consentimento 
do servidor. A redistribuição visa a atender às demandas de pessoal de forma mais ampla e 
abrangente, buscando um melhor aproveitamento dos recursos humanos disponíveis. 
Redistribuição 
Motivos para a 
redistribuição 
A redistribuição pode ocorrer por diferentes razões, como reestruturação administrativa, 
extinção ou fusão de órgãos, necessidade de pessoal em outro órgão ou entidade, 
adequação do quadro de servidores, entre outros motivos de interesse público. 
Autoridade 
competente 
A redistribuição é realizada por ato da autoridade competente, que pode ser o chefe do 
órgão ou entidade de origem ou a autoridade de nível superior responsável pela gestão 
de pessoal. 
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47 
Processo de 
redistribuição 
O processo de redistribuição envolve a análise das necessidades e justificativas para a 
redistribuição, a identificação de servidores disponíveis para a movimentação, a 
definição dos critérios de seleção, a formalização da redistribuição por meiode ato 
administrativo e a comunicação aos servidores envolvidos. 
Direitos e 
vantagens 
O servidor redistribuído mantém seus direitos e vantagens adquiridos no órgão ou 
entidade de origem, tais como remuneração, férias, licenças e benefícios. O órgão ou 
entidade de destino é responsável por garantir esses direitos e por realizar a 
transposição do servidor, assegurando sua integração ao novo ambiente de trabalho. 
Requisitos e 
critérios 
A redistribuição pode ser condicionada a requisitos e critérios estabelecidos em 
legislação específica, como compatibilidade entre os cargos, similaridade de atribuições, 
formação acadêmica, tempo de serviço, entre outros. 
 
Além disso, a redistribuição ocorrerá ex officio para ajustamento de lotação e da força de trabalho 
às necessidades dos serviços, inclusive nos casos de reorganização, extinção ou criação de órgão ou 
entidade. 
A redistribuição é uma medida adotada pela administração pública com o intuito de promover a 
otimização dos recursos humanos, ajustar o quadro de pessoal e atender às necessidades e 
interesses da instituição. Ela contribui para a eficiência e a qualidade dos serviços prestados pela 
administração pública. 
 
7) Substituição 
A substituição decorre do princípio da continuidade dos serviços públicos. Os servidores 
investidos em cargo ou função de direção ou chefia e os ocupantes de cargo de Natureza Especial 
terão substitutos indicados no regimento interno ou, no caso de omissão, previamente designados 
pelo dirigente máximo do órgão ou entidade. 
O substituto assumirá automática e cumulativamente, sem prejuízo do cargo que ocupa, o 
exercício do cargo ou função de direção ou chefia e os de Natureza Especial, nos afastamentos, 
impedimentos legais ou regulamentares do titular e na vacância do cargo, hipóteses em que deverá 
optar pela remuneração de um deles durante o respectivo período. 
Substituição 
Caráter 
temporário 
A substituição é uma medida de caráter temporário, destinada a suprir a ausência 
temporária de um servidor. Assim que o servidor titular retorna às suas atividades, o 
servidor substituto retorna à sua função original. 
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Designação A designação para substituição é feita por meio de ato administrativo, geralmente 
emitido pela autoridade competente. Nesse ato, são especificados o período de 
substituição, as atribuições a serem desempenhadas e outros detalhes relevantes. 
Responsabilidades Durante o período de substituição, o servidor designado assume as atribuições e 
responsabilidades do cargo ou função do servidor ausente. Ele deve desempenhar as 
tarefas e cumprir as obrigações pertinentes ao cargo, seguindo as normas e 
procedimentos estabelecidos. 
Remuneração Em alguns casos, a substituição pode implicar o recebimento de uma remuneração 
adicional, conhecida como substituição remunerada. Isso ocorre quando o servidor 
substituto assume as atribuições de um cargo de nível superior ao seu cargo efetivo. 
Requisitos e 
qualificações 
O servidor designado para a substituição deve possuir os requisitos e qualificações 
necessários para o desempenho das atribuições do cargo ou função a ser substituído. 
É importante que ele tenha o conhecimento e as habilidades adequadas para realizar 
as tarefas de forma competente. 
Prestação de 
contas 
Durante o período de substituição, o servidor substituto é responsável por prestar 
contas de suas atividades, seguindo os procedimentos e normas estabelecidos pela 
instituição. Ele deve registrar e informar sobre o trabalho realizado, as decisões 
tomadas e outros aspectos relevantes. 
 
O substituto fará jus à retribuição pelo exercício do cargo ou função de direção ou chefia ou de 
cargo de Natureza Especial, nos casos dos afastamentos ou impedimentos legais do titular, 
superiores a trinta dias consecutivos, paga na proporção dos dias de efetiva substituição, que 
excederem o referido período. 
 
8) Prerrogativas do Servidor Público Federal 
Os servidores regidos pela lei possuem uma série de prerrogativas que regem a sua vida 
profissional, visando garantir condições adequadas de trabalho, valorização profissional e bem-
estar no exercício de suas atividades. Vejamos os direitos e vantagens que o servidor público civil 
federal poderá ter: 
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49 
 
 
8.1) Vencimento e Remuneração 
A remuneração e o vencimento termos relacionados à forma de pagamento dos servidores 
públicos, mas possem significados distintos. A CF ainda determina, em seu art. 39, §3º que alguns 
direitos sociais são aplicáveis aos servidores ocupantes de cargo público: 
Direitos Sociais dos Servidores Público 
Salário-mínimo; 
Garantia de percepção de no mínimo um salário-
mino aos que recebem renda variável ou trabalham 
em jornada reduzida; 
Décimo terceiro salário; 
Adicional noturno; 
Salário-família; 
Limitação à jornada de trabalho; 
Repouso semanal remunerado; 
Hora extra; 
Férias; 
Licença à gestante (180 dias) e licença adotante (180 
dias); 
Licença-paternidade (5 dias) e pai solo (180 dias – 
equiparado à licença à gestante); 
Proteção de riscos inerentes ao trabalho; 
Proibição de diferença de salários, de exercício ou 
função e de critério de admissão por motivos de 
sexo, idade, cor ou estado civil. 
 
 Remuneração: A remuneração é o conjunto de valores pagos ao servidor público em 
contrapartida ao trabalho desempenhado. Ela engloba não apenas o vencimento, mas também 
outras parcelas de caráter remuneratório, como gratificações, adicionais, auxílios e benefícios. Em 
Direitos e vantagens do 
servidor público
vencimento e remuneração
indenizações
gratificações e adicionais
férias
licenças
concessões
direito de petição
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50 
outras palavras, a remuneração é o montante total recebido pelo servidor, incluindo todas as parcelas 
de natureza pecuniária. 
A remuneração pode variar de acordo com o cargo, a jornada de trabalho, os níveis salariais, as 
classes e os padrões de progressão previstos para cada categoria de servidores. Geralmente, a 
remuneração é definida em uma tabela salarial, que estabelece os valores básicos para cada cargo 
ou nível hierárquico. 
 
 Tome nota! 
Nenhum servidor receberá remuneração inferior ao salário-mínimo, assim dispõe o art. 41, §5º da 
Lei n. 8.112/90. 
 
 Vencimento: O vencimento, por sua vez, é a parcela básica da remuneração do servidor. Ele 
representa a parte fixa do salário, sem considerar as demais parcelas adicionais, como gratificações 
e benefícios. O vencimento é calculado com base no cargo, a qualificação e a jornada de trabalho 
do servidor. 
O vencimento é o elemento principal da remuneração, pois é o valor base que serve de referência 
para os cálculos e para a progressão do servidor dentro da tabela salarial. É importante destacar que 
o vencimento é o valor mínimo garantido ao servidor, sem considerar eventuais adicionais ou 
benefícios a que ele possa ter direito. 
Todos os servidores públicos possuem um teto remuneratório, ou seja, o valor da remuneração do 
servidor não poderá exceder o subsídio mensal dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. Em 
outras palavras, o teto remuneratório é o limite máximo da remuneração que o funcionário público 
pode receber em determinado cargo ou posição dentro da organização governamental. O art. 37, 
XI da CF especifica as regras, conforme nosso quadro-resumo abaixo: 
TETO REMUNERATÓRIO 
Federal e geral Subsídio dos Ministros do STF 
Estadual e distrital 
Legislativo Subsídio dos Deputados Estaduais – limitados a 75% do valor 
do Deputado Federal 
Executivo Subsídio do Governador 
Judiciário Subsídio do Desembargador do TJ – limitado a 90,25 do STF, 
e também aplicado aos membros do MP, Procuradores eDefensoria Pública. 
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De acordo com o §12 do art. 37, é facultado aos Estados/DF, através de 
emenda à Constituição Estadual ou à Lei Orgânica do DF, fixar o subsídio do 
Desembargador do TJ como TETO ÚNICO, limitado a 90,25% do STF (exceto 
para os Deputados e Vereadores) 
Municipal Executivo Subsídio do prefeito 
 Legislativo Vereador – de 20 a 75% do valor do Deputado Estadual 
CONSIDERAÇÕES ESPECIAIS 
Subsídio dos Ministros dos Tribunais Superiores será de 95 % do STF. 
Os demais membros do poder judiciário terão subsídios escalonados segundo os padrões da carreira, 
sendo que a diferença entre uma e outra não poderá ser inferior a 5% nem superior a 10%, nem exceder 
95% dos Tribunais Superiores. 
Verbas de caráter indenizatório não se limitam ao teto remuneratório. 
A regra do teto remuneratório se aplica a administração direta, autárquica e fundacional, e, caso recebam 
recursos públicos para custeio, também alcança as Sociedades de Economia Mista, Empresas Públicas e 
suas subsidiárias. 
 
 Importante! 
O teto de remuneração não é aplicável às entidades de empresas públicas e sociedades de 
economia mista que não necessitam de recursos governamentais para sua sustentabilidade. 
 
O servidor perderá a remuneração do dia em que faltar ao serviço, sem motivo justificado ou a 
parcela de remuneração diária, proporcional aos atrasos, ausências justificadas, ressalvadas as 
concessões de que trata o art. 97 da Lei 8.112/90, e saídas antecipadas, salvo na hipótese de 
compensação de horário, até o mês subsequente ao da ocorrência, a ser estabelecida pela chefia 
imediata. 
Além disso, as faltas justificadas decorrentes de caso fortuito ou de força maior poderão ser 
compensadas a critério da chefia imediata, sendo assim consideradas como efetivo exercício. Salvo 
por imposição legal, ou mandado judicial, nenhum desconto incidirá sobre a remuneração ou 
provento. 
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52 
O vencimento, a remuneração e o provento não serão objeto de arresto, sequestro ou penhora, 
exceto nos casos de prestação de alimentos resultante de decisão judicial. 
Por fim, ainda no tocante a remuneração do servidor, existem possibilidades constitucionais de 
acúmulo de cargo. Pois via de regra, o servidor não pode ocupar simultaneamente dois ou mais 
cargos remunerados, exceto os casos abaixo: 
 
 
8.2) Indenizações 
A indenização no contexto do serviço público refere-se a um pagamento realizado ao servidor para 
compensar determinadas situações ou despesas às quais ele esteve exposto ou incorreu no exercício 
de suas funções. Diferentemente da remuneração, a indenização é uma compensação financeira 
específica e não faz parte da estrutura salarial regular do servidor. 
São quatro indenizações expressamente previstas no estatuto federal: 
Indenizações 
Transporte É uma compensação financeira destinada a cobrir despesas de deslocamento do servidor 
no exercício de suas atribuições, quando não é fornecido transporte pelo órgão ou 
entidade. Essa indenização pode ser concedida em forma de auxílio-transporte, 
reembolso ou outra modalidade prevista na legislação. 
Ajuda de Custo É uma verba com caráter compensatório. A ajuda de custo destina-se a compensar as 
despesas de instalação do servidor que, no interesse do serviço, passar a ter exercício 
em nova sede, com mudança de domicílio em caráter permanente, vedado o duplo 
pagamento de indenização, a qualquer tempo, no caso de o cônjuge ou companheiro 
que detenha também a condição de servidor, vier a ter exercício na mesma sede. 
Diária A diária será concedida por dia de afastamento, sendo devida pela metade quando o 
deslocamento não exigir pernoite fora da sede, ou quando a União custear, por meio 
diverso, as despesas extraordinárias cobertas por diárias, como dispõe o art. 58 da Lei. 
Exceções da proibição de 
acúmulo de cargo, função e 
emprego público
dois cargos de professor
um cargo de professor e um técnico 
ou científico (exige habilitação 
específica ou formação específica)
dois cargos ou empregos privativos de 
profissionais de saúde - com 
profissões regulamentadas
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53 
Auxílio 
Moradia 
O auxílio-moradia consiste no ressarcimento das despesas comprovadamente 
realizadas pelo servidor com aluguel de moradia ou com meio de hospedagem 
administrado por empresa hoteleira, no prazo de um mês após a comprovação da 
despesa pelo servidor. 
 
Será concedido auxílio-moradia quando o servidor atender os requisitos descritos no art. 60-B da 
Lei: 
Art. 60-B. Conceder-se-á auxílio-moradia ao servidor se atendidos os seguintes requisitos: 
I - não exista imóvel funcional disponível para uso pelo servidor; 
II - o cônjuge ou companheiro do servidor não ocupe imóvel funcional; 
III - o servidor ou seu cônjuge ou companheiro não seja ou tenha sido proprietário, 
promitente comprador, cessionário ou promitente cessionário de imóvel no Município aonde 
for exercer o cargo, incluída a hipótese de lote edificado sem averbação de construção, nos 
doze meses que antecederem a sua nomeação; 
IV - nenhuma outra pessoa que resida com o servidor receba auxílio-moradia; 
V - o servidor tenha se mudado do local de residência para ocupar cargo em comissão ou 
função de confiança do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores - DAS, níveis 4, 5 e 6, de 
Natureza Especial, de Ministro de Estado ou 
VI - o Município no qual assuma o cargo em comissão ou função de confiança não se 
enquadre nas hipóteses do art. 58, § 3o, em relação ao local de residência ou domicílio do 
servidor; 
VII - o servidor não tenha sido domiciliado ou tenha residido no Município, nos últimos doze 
meses, aonde for exercer o cargo em comissão ou função de confiança, desconsiderando-se 
prazo inferior a sessenta dias dentro desse período; e 
VIII - o deslocamento não tenha sido por força de alteração de lotação ou nomeação para 
cargo efetivo. 
IX - o deslocamento tenha ocorrido após 30 de junho de 2006. 
Parágrafo único. Para fins do inciso VII, não será considerado o prazo no qual o servidor 
estava ocupando outro cargo em comissão relacionado no inciso V. 
 
8.3) Gratificações e Adicionais 
Além do vencimento e das vantagens previstas no estatuto federal, os servidores poderão ter 
gratificações e adicionais, vejamos: 
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9) Das Férias 
O direito de férias não é um privilégio dos servidores públicos, ela é direito de todos os 
trabalhadores. As férias no contexto do serviço público referem-se ao período de descanso 
remunerado a que os servidores têm direito após determinado tempo de trabalho. O objetivo das 
férias é proporcionar o descanso necessário para a recuperação física e mental, promovendo o 
bem-estar e a qualidade de vida dos servidores. 
Vejamos o que diz a Constituição Federal: 
Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria 
de sua condição social: 
XVII – gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um terço a mais do que o salário 
normal; 
 
O servidor fará jus a trinta dias de férias, que podem ser acumuladas, até o máximo de dois períodos, 
no caso de necessidade do serviço, ressalvadas as hipóteses em que haja legislação específica. Para 
o primeiro período aquisitivo de férias serão exigidos 12 (doze) meses de exercício. 
É vedado levar à conta de férias qualquer falta ao serviço. 
As férias poderão ser parceladas em até três etapas, desde que assim requeridas pelo servidor, e 
no interesse da administração pública. 
 
Gratificações e adicionaisretribuição pelo exercício de função de direção, chefia e 
assessoramento
gratificação natalina
adicional pelo exercício de atividades insalubres, perigosas 
ou penosas
adicional pela prestação de serviço extraordinário
adicional noturno
adicional de férias
outros, relativos ao local ou à natureza do trabalho
gratificação por encargo de curso ou concurso.
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10) Regime Disciplinar 
O regime disciplinar no contexto do serviço público refere-se ao conjunto de normas, 
procedimentos e sanções aplicáveis aos servidores em caso de infrações ou transgressões 
cometidas no exercício de suas funções. O objetivo do regime disciplinar é garantir a ordem, a 
eficiência e a moralidade no serviço público, bem como preservar a qualidade dos serviços prestados 
à sociedade. 
 
a) Deveres 
Conforme estabelecido no estatuto federal, os servidores públicos regidos por essa norma estão 
sujeitos a uma série de deveres. É importante destacar que a lista de deveres apresentada não é 
exaustiva, mas sim exemplificativa. Portanto, o servidor não pode alegar o não cumprimento de 
alguma obrigação com base na ausência de previsão expressa no texto normativo que governa sua 
categoria funcional. 
De acordo com a Lei 8.112/90, são deveres do servidor: 
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b) Proibições 
As proibições impostas ao servidor público são elencadas como condutas vedadas, visando 
garantir a ética, a eficiência e a integridade no desempenho das funções públicas. Segue uma 
descrição detalhada das proibições: 
D
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id
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co
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F
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d
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ra
is
exercer com zelo e dedicação as atribuições do cargo;
ser leal às instituições a que servir;
observar as normas legais e regulamentares;
cumprir as ordens superiores, exceto quando 
manifestamente ilegais;
atender com presteza:
a) ao público em geral, prestando as 
informações requeridas, ressalvadas 
as protegidas por sigilo; 
b) à expedição de certidões 
requeridas para defesa de direito ou 
esclarecimento de situações de 
interesse pessoal
c) às requisições para a defesa da 
Fazenda Pública.
levar as irregularidades de que tiver ciência em razão 
do cargo ao conhecimento da autoridade superior ou, 
quando houver suspeita de envolvimento desta, ao 
conhecimento de outra autoridade competente para 
apuração;
zelar pela economia do material e a conservação do 
patrimônio público;
guardar sigilo sobre assunto da repartição;
manter conduta compatível com a moralidade 
administrativa;
ser assíduo e pontual ao serviço;
tratar com urbanidade as pessoas;
representar contra ilegalidade, omissão ou abuso de 
poder.
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Proibições dos Servidores Públicos Federais 
Ausentar-se do Serviço 
Sem Autorização 
ausentar-se do serviço durante o expediente, sem prévia autorização do 
chefe imediato 
Retirar Documentos ou 
Objetos sem Autorização 
retirar, sem prévia anuência da autoridade competente, qualquer 
documento ou objeto da repartição 
Recusar Fé a Documentos 
Públicos 
recusar fé a documentos públicos 
Opor Resistência 
Injustificada 
opor resistência injustificada ao andamento de documento e processo ou 
execução de serviço 
Manifestações 
Inapropriadas no Ambiente 
de Trabalho 
promover manifestação de apreço ou desapreço no recinto da repartição 
Delegar Atribuições a 
Pessoas Estranhas 
cometer a pessoa estranha à repartição, fora dos casos previstos em lei, o 
desempenho de atribuição que seja de sua responsabilidade ou de seu 
subordinado 
Coação ou Aliciamento 
para Filiação a Associações 
ou Partidos 
coagir ou aliciar subordinados no sentido de filiarem-se a associação 
profissional ou sindical, ou a partido político 
Nomeação de Parentes manter sob sua chefia imediata, em cargo ou função de confiança, 
cônjuge, companheiro ou parente até o segundo grau civil 
Uso Indevido do Cargo 
para Proveito Pessoal 
valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem, em 
detrimento da dignidade da função pública 
Participação em Atividades 
Privadas 
participar de gerência ou administração de sociedade privada, 
personificada ou não personificada, exercer o comércio, exceto na 
qualidade de acionista, cotista ou comanditário 
Atuação como Procurador 
ou Intermediário 
atuar, como procurador ou intermediário, junto a repartições públicas, 
salvo quando se tratar de benefícios previdenciários ou assistenciais 
de parentes até o segundo grau, e de cônjuge ou companheiro 
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Recebimento de Propina 
ou Vantagens Indevidas 
receber propina, comissão, presente ou vantagem de qualquer espécie, 
em razão de suas atribuições 
Aceitação de Comissão, 
Emprego ou Pensão de 
Estado Estrangeiro 
aceitar comissão, emprego ou pensão de estado estrangeiro 
Prática de Usura praticar usura sob qualquer de suas formas 
Usura: prática de cobrar juros excessivamente altos sobre empréstimos ou 
financiamentos, geralmente em condições consideradas abusivas ou 
desproporcionais em relação ao valor principal do empréstimo. 
Desídia no Cumprimento 
de Deveres 
proceder de forma desidiosa 
Uso Indevido de Recursos 
Públicos 
utilizar pessoal ou recursos materiais da repartição em serviços ou 
atividades particulares 
Delegação de Atribuições 
Estranhas ao Cargo 
cometer a outro servidor atribuições estranhas ao cargo que ocupa, 
exceto em emergências e transitórias 
Atividades Incompatíveis 
com o Cargo e Horário de 
Trabalho 
exercer quaisquer atividades que sejam incompatíveis com o exercício do 
cargo ou função e com o horário de trabalho 
Recusa em Atualizar Dados 
Cadastrais 
recusar-se a atualizar seus dados cadastrais quando solicitado 
 
c) Acumulação de Cargos 
Conforme estabelecido na Constituição Federal de 1988, a norma primária é a proibição da 
acumulação remunerada de dois ou mais cargos públicos. Essa vedação abrange cargos, 
empregos e funções em autarquias, fundações públicas, empresas públicas, sociedades de economia 
mista da União, do Distrito Federal, dos Estados, dos Territórios e dos Municípios. Mesmo nos casos 
em que a acumulação é permitida, está sujeita à demonstração da compatibilidade de horários. 
A acumulação é considerada proibida quando implica a percepção simultânea de vencimento de 
cargo ou emprego público efetivo com proventos da inatividade, exceto nos casos em que os cargos 
que geram essas remunerações são acumuláveis na atividade. 
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59 
As exceções, nos casos expressamente autorizados pela Constituição, permanecem condicionadas 
à compatibilidade de horário entre os dois cargos públicos ocupados. Essas exceções 
compreendem: 
 A acumulação de dois cargos de professor; 
 A acumulação de um cargo de professor com outro de natureza técnica ou científica; 
 A acumulação de dois cargos ou empregos destinados a profissionais de saúde, cujas profissões 
são regulamentadas; 
 A permissão de acumulação para os vereadores, desde que atendidos os requisitos legais; 
 A permissão para que juízes e membros do Ministério Público exerçam à docência. 
 
d) Responsabilidades 
De acordo com as disposições da Lei 8.112/1990, os servidores públicos federais estão sujeitos a três 
esferas de responsabilidade: 
 
 
A responsabilidade civil surge quando o servidor, seja por ação ou omissão, intencional ou 
negligente, causa prejuízo ao erário ou a terceiros. Abrangem-se nesse conceito todas as ações ou 
omissões do servidor que, ao agir em nome da administração, resultem em danos a particulares ou 
ao próprio Poder Público. Nesse contexto, a teoria da imputação faz com que as ações doservidor 
sejam atribuídas ao órgão ou entidade em que ele exerce suas funções. Inicialmente, a 
responsabilidade pelos danos causados cabe ao Poder Público, que pode, após indenizar o particular 
prejudicado, propor uma ação regressiva contra o servidor. Se condenado, o servidor deve restituir 
os cofres públicos, podendo ser parcelado o pagamento, desde que as parcelas não sejam inferiores 
a 10% de sua remuneração, pensão ou proventos. 
A responsabilidade penal engloba os crimes e contravenções atribuídos ao servidor no exercício 
de suas funções, conforme estabelecido no artigo 123 da Lei 8.112/1990: 
Responsabilidades
Civil Administrativa Penal
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60 
Art. 123. A responsabilidade penal abrange os crimes e contravenções imputadas ao servidor, 
nessa qualidade. 
 
Por fim, a responsabilidade administrativa decorre de ato, seja por ação ou omissão, praticado 
pelo servidor no desempenho de seu cargo ou função. As três esferas de responsabilização são 
independentes, o que significa que é possível acumular duas ou mais delas, sendo atribuídas ao 
servidor conforme as circunstâncias e a gravidade da conduta. 
As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviço público 
possuem responsabilidade objetiva, na qual deverão ser comprovados os elementos: conduta, 
dano e nexo para a possibilidade do direito de regresso ao agente público. 
Além disso, concessionárias e permissionárias respondem indenpendentemente de comprovação 
da culpa do agente. 
 
e) Penalidades 
De acordo com a Lei n. 8.112/1990 são as seguintes as penalidades passíveis de aplicação aos 
servidores públicos federais: 
Penalidades 
advertência É a penalidade mais branda, consistindo em uma repreensão por escrito ao 
servidor. A advertência tem o objetivo de chamar a atenção do servidor para a 
irregularidade cometida e orientá-lo para a correção de seu comportamento. 
suspensão É a penalidade em que o servidor é afastado temporariamente de suas funções 
por um período determinado. A suspensão pode variar de 1 a 90 dias, 
dependendo da gravidade da infração disciplinar. Durante o período de 
suspensão, o servidor fica sem remuneração. 
demissão É a penalidade mais severa, resultando na exoneração do servidor de seu cargo 
público. A demissão é aplicada em casos de infrações graves, como corrupção, 
abandono de cargo, improbidade administrativa, entre outras condutas que 
atentem gravemente contra os princípios da administração pública. 
cassação de 
aposentadoria ou 
disponibilidade 
É uma penalidade aplicada aos servidores inativos, que tenham se aposentado 
ou estejam em disponibilidade, quando cometem infrações disciplinares graves. 
A cassação de aposentadoria ou disponibilidade implica na perda dos benefícios 
e vantagens decorrentes da inatividade. 
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destituição de cargo 
em comissão 
É uma penalidade aplicada aos servidores ocupantes de cargos em comissão 
quando cometem infrações disciplinares. A destituição implica na perda do 
cargo em comissão e do status de ocupante de cargo de confiança. 
 
 Importante! 
As penalidades são um rol taxativo, ou seja, não poderão ser aplicadas outras penalidades além 
dessas mencionadas na lei. 
 
As penalidades descritas na lei dos servidores públicos federais estão pautadas no art. 37, §4º da CF, 
o qual apresenta as sanções dos atos administrativos, de forma que, para que nunca mais esqueça, 
anote o macete: O servidor foi para PARIS! (Isso vai te salvar na hora da prova). 
 
 
 Tome nota! 
Os servidores em geral, agentes políticos e estagiários, exceto o Presidente da República (art. 85, 
V da CF), se sujeitam às punições previstas no §4º deste inciso. 
 
P
•Perda da função pública
A
•Ação penal cabível
R
•Ressarcimento ao erário
I
•Indisponibilidade dos bens 
S
•Suspensão dos direitos políticos
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62 
PODERES E DEVERES DA ADMINISTRAÇÃO 
1) Introdução 
Seguimos o nosso estudo com o assunto Poderes Administrativos. Para iniciarmos são necessárias 
algumas informações importantes. 
1 – Poderes da administração pública: considerações iniciais, deveres da administração; 
abuso de poder; poderes administrativos. 
 
2) Considerações Iniciais 
Os poderes e deveres da Administração Pública estão relacionados ao exercício das atividades 
estatais, visando o interesse público e o correto funcionamento da máquina administrativa. 
A Administração Pública detém certas prerrogativas para a condução de suas atividades, conhecidas 
como poderes. Por conta da indisponibilidade do interesse público, o administrador encontra-se 
sujeito ao que a legislação determina. Essas responsabilidades são designadas como deveres 
administrativos. 
 
3) Deveres da administração 
Os deveres da Administração Pública são conjuntos de obrigações éticas, legais e constitucionais 
que norteiam a atuação do Estado no exercício de suas funções. De maneira geral existem os 
seguintes deveres: 
 
 
 Poder dever de agir: significa que ao mesmo tempo que a Administração Pública possui 
competência para atuar e atender as necessidades públicas, ela possui o dever de agir, ou seja, tem 
uma obrigação em benefício da coletividade. 
Deveres da 
administração
Poder dever de agir
Dever de probidade
Dever de prestar contas
Dever de eficiência
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63 
 Dever de probidade: o administrador público deve desempenhar suas funções com ética, 
honestidade e boa-fé. 
 Dever de prestar contas: esse dever é imposto a qualquer órgão ou agente que tenha 
responsabilidade pela conservação ou gestão de bens públicos, inclusive particulares que tenham 
responsabilidade por algum recurso público. 
 Dever de eficiência: tem relação com a qualidade na prestação do serviço, deve prezar pela 
celeridade, economicidade e perfeição técnica. 
 
Este tema é de extrema importância para as provas de concursos públicos, uma vez que constitui os 
deveres da Administração Pública. 
Por isso, anote esse mnemônico: P – E – P – A (Isso vai te salvar na hora da prova). 
 
 
Em contrapartida, é fundamental que o exercício dos poderes administrativos seja conduzido de 
maneira apropriada, a fim de evitar o cometimento de abuso de poder por parte do agente 
público. 
 
4) Abuso de poder 
No estudo dos Poderes da Administração Pública, é essencial compreender termos importantes, 
sendo um deles o "Abuso de Poder". 
O abuso de poder refere-se à utilização irregular das prerrogativas administrativas, constituindo 
um vício que invalida o ato administrativo. Esse abuso manifesta-se por condutas do gestor 
marcadas pela ilegalidade, podendo se desdobrar em: falta de competência, ausência de interesse 
público e omissão. 
Quadro comparativo entre excesso de poder e desvio de poder: 
P
•Dever de Prestar Contas
E
•Dever de Eficiência
P
•Dever de Probidade
A
•Dever de Agir
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64 
ABUSO DE PODER (gênero) 
Excesso de poder (espécie) Desvio de poder (espécie) 
Agente competente Agente competente 
Exorbitância de competência: o agente vai além da 
sua competência. 
Ato visando interesse diverso do interesse 
público. 
Desproporcionalidade entre situação de fato e a 
conduta praticada 
Defeito na finalidade 
Defeito no motivo e/ou objeto Não pode ser convalidado 
Admite convalidação quando considerado efeito na 
competência 
 
5) Poderes Administrativos 
Para iniciarmos propriamente o assunto poderes, vejamos alguns conceitos trazidos por 
doutrinadores renomados: 
Para José dos Santos Carvalho Filho poderes é o “conjunto de prerrogativas de direito público que 
a ordem jurídica confereaos agentes administrativos para o fim de permitir que o Estado alcance 
seus fins”. 
Para Hely Lopes Meirelles cada agente público “é investido da necessária parcela de poder público 
para o desempenho de suas atribuições”. É este poder “que empresta autoridade ao agente público 
quando recebe da lei competência decisória e força para impor suas decisões aos administrados”. 
Após a explanação dos doutrinadores, podemos identificar que os poderes administrativos 
referem-se às prerrogativas e instrumentos concedidos à Administração Pública para que ela possa 
desempenhar suas funções de forma eficiente e atender ao interesse público. Existem diversos 
poderes administrativos, e cada um possui características específicas. 
Este tema é de extrema importância para as provas de concursos públicos, uma vez que constitui os 
seis principais poderes da Administração Pública. 
Por isso, anote esse mnemônico: HI – PO – DI DI – VI – NO (Isso vai te salvar na hora da prova). 
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65 
 
 
5.1) Poder vinculado 
A lei atribui competência e define todos os aspectos da conduta a ser praticada. Não há margem 
de liberdade para o agente escolher a melhor forma de agir (competência, forma e finalidade são 
requisitos sempre vinculados; motivo e objeto, não); 
De acordo com Hely Lopes Meirelles, “atos vinculados ou regrados são aqueles para os quais a lei 
estabelece os requisitos e condições de sua realização”. 
 Ex.: Uma licença para funcionamento de um estabelecimento. Quando particular cumpre todos 
os requisitos trazidos na lei, a Administração Pública é obrigada a conceder a licença, não há margem 
de escolha. 
 
5.2) Poder discricionário 
A lei atribui competência, mas reserva certa margem de discricionariedade para que, diante da 
situação concreta, o agente possa selecionar a opção mais apropriada para a defesa do interesse 
público. Essa discricionariedade só pode residir no motivo ou no objeto do ato administrativo. 
Para Hely Lopes Meirelles, “discricionários são os que a Administração pode praticar com liberdade 
de escolha de seu conteúdo, de seu destinatário, de sua conveniência, de sua oportunidade e de seu 
modo de realização”. 
O Poder Discricionário está ligado, inclusive com a revogação, pois quando um ato discricionário é 
praticado e em seguida a administração considera que não é mais conveniente ou oportuno, poderá 
haver a revogação desse ato. 
HI
•Hierárquico
PO
•Polícia
DI
•Disciplinar
DI
•Discricionário
VI
•Vinculado
NO
•Normativo / regulamentar
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66 
Além disso, é importante frisar que o poder discricionário também encontra limites na lei, caso um 
ato seja praticado com alguma ilegalidade disfarçada de discricionariedade, poderá haver a anulação, 
a esse procedimento dá-se o nome de controle de legalidade. 
 
5.3) Poder disciplinar 
É a possibilidade da Administração aplicar punições aos agentes públicos que cometem infrações 
funcionais. Esse poder tem relação com a natureza, a gravidade da infração e com os danos que ela 
causar ao serviço público. 
Características do poder disciplinar: 
Poder interno: só se aplica aos particulares quando eles forem contratados da Administração; 
Não permanente: só se aplica quando o servidor cometer falta funcional; 
É discricionário: a Administração pode escolher, com margem de liberdade, a punição mais 
apropriada. 
Diante do mencionado, podemos dividir a aplicação de sanções disciplinares em duas classes: os 
servidores públicos e os particulares com vínculo específico com a Administração, ou seja, não é 
qualquer particular. 
O poder disciplinar pode ser aplicado ao particular que celebrou contrato com a Administração, 
particular que participa de licitação, presidiários, estudantes de escola pública, pacientes de hospital 
público, concessionários, permissionários e autorizatários de serviço público. 
Já para o servidor, pode ser aplicado o poder disciplinar quando o servidor comete infrações 
funcionais que são punidas com: advertência, suspensão, demissão, destituição de cargo 
comissionado, cassação de aposentadoria, cassação de disponibilidade. 
 
 Tome Nota! 
Constatada a infração, a Administração é obrigada a punir, mas tem o poder discricionário de ajustar 
a pena. 
 
5.4) Poder hierárquico 
É o poder da administração para distribuir e escalonar as funções de seus órgãos e ordenar e rever 
a atuação de seus agentes, estabelecendo relação de subordinação entre os servidores do seu 
quadro de pessoal. 
a) Poder interno: só se manifesta dentro da mesma pessoa jurídica. Lembrando que não há 
hierarquia entre administração direta e indireta. 
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67 
b) Permanente: trata-se de exercício constante e permanente dos agentes públicos. 
 
De acordo com Hely Lope Meirelles “O Poder hierárquico tem por objetivo ordenar, coordenar, 
controlar e corrigir as atividades administrativas, no âmbito interno da Administração Pública (...) Do 
poder hierárquico decorrem faculdades implícitas para o superior, tais como a de dar ordens e 
fiscalizar o seu cumprimento, a de delegar e avocar atribuições, e a de rever os atos dos inferiores 
(...) Fiscalizar é vigiar permanentemente os atos praticados pelos subordinados, com o intuito de 
mantê-los dentro dos padrões legais e regulamentares instituídos para cada atividade 
administrativa.” 
Além disso, a manifestação do Poder Hierárquico pode ocorrer das seguintes maneiras: dar ordens 
aos subordinados, controle de atividades de órgãos inferiores, delegação de atribuições, avocação 
de atribuições, aplicação de sanções aos servidores e edição de atos normativos. 
É importante salientar que hierarquia não deve ser confundida com disciplina, elas apenas caminham 
juntas na base de organização do Estado. 
Principais características do poder hierárquico e poder disciplinar: 
Poder Hierárquico Poder disciplinar 
Subordinação entre agentes e órgãos 
Há distribuição de funções 
Apenas âmbito interno 
Ordena e revisa a atuação dos agentes. 
Apura infrações 
Aplica sanções 
Sujeitos internos da Administração 
Servidores públicos Particulares com vínculo 
específico 
 
5.5) Poder regulamentar ou normativo 
Segundo a doutrina o poder normativo é mais amplo e mais genérico do que o "poder 
regulamentar", pois permite a edição de todas as categorias de atos (regimentos, instruções, 
deliberações, resoluções e portarias). 
É um poder que apenas complementa a lei, não podendo alterar ou modificar o seu entendimento. 
De maneira geral o poder regulamentar é mais restrito que o "poder normativo", pois é a 
possibilidade de edição de decretos e regulamentos, tidos como atos administrativos gerais. 
 
 Importante! 
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68 
Esse poder dispensa previsão na lei a ser regulamentada. 
 
Além disso, decorre do poder hierárquico; se estende aos chefes do executivo federal, estadual e 
municipal. O agente não pode alterar a lei. Ele deve apenas regulamentá-la. 
O Poder Regulamentar se formaliza por Decreto, nos termos do art. 84, inc. IV da Constituição 
Federal, conforme o artigo transcrito abaixo: 
Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República: (...) 
IV - sancionar, promulgar e fazer publicar as leis, bem como expedir decretos e regulamentos 
para sua fiel execução; 
 
Segundo Maria Sylvia Zanella di Pietro (2008, p. 256): 
“O poder regulamentar como uma das formas pelas quais se expressa a função normativa do 
Poder Executivo pode ser definido como o que cabe ao Chefe do Poder Executivo da União, 
dos Estados e dos Municípios, de editar normas complementares à lei, para sua fiel execução”. 
 
Existem variadas situações em que o Poder Regulamentar está presente na AdministraçãoPública, 
vejamos: 
 Decretos regulamentares ou de execução: via de regra, as leis são editadas de maneira geral, 
necessitando de uma complementação posterior. Nesse sentido, é que funcionam os decretos 
regulamentares ou de execução, para garantir a execução das leis. Lembrando que os decretos não 
trazem inovações para a lei, são atos secundários. 
 Decretos autônomos: são atos normativos primários, tem validade e fundamento na 
Constituição. Não servem para regulamentar uma norma, eles trazem inovações ao ordenamento 
jurídico. Lembrando que, em regra, a Administração não pode inovar no ordenamento, mas o 
Decreto Autônomo é uma figura sui generis. A emenda Constitucional 32/2001 autorizou 
Presidente da República a expedir decretos autônomos, para dispor unicamente sobre: 
a) organização e funcionamento da administração federal, quando não implicar aumento de despesa 
nem criação ou extinção de órgãos públicos; 
b) extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos; 
 Regulamentos autorizados ou delegados: são autorizações dadas pela Lei para que o Poder 
Executivo regule situações do texto legal. Esses regulamentos são utilizados para editar normas 
técnicas, por exemplo. 
 Resoluções, Portarias, Deliberações, Instruções e Regimentos: o alcance desses atos é limitado 
a esfera de atuação do órgão normatizado. 
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69 
 
5.6) Poder de polícia 
Antes de adentrar nos estudos específicos sobre o poder de polícia, é relevante destacar que este é 
o poder da administração mais frequentemente abordado em concursos! 
Segundo o doutrinador Hely Lopes Meirelles: “Poder de polícia e a faculdade de que dispõe a 
administração pública para condicionar e restringir o uso de gozo de bens atividades e direitos 
individuais em benefício da coletividade ou do próprio Estado”. 
Dessa maneira, podemos dizer que poder de polícia é a imposição de limites à liberdade e 
propriedade dos particulares. Trata-se de poder do Estado utilizado para condicionar, restringir, 
limitar, frenar o exercício das atividades particulares em busca do interesse público. 
A base legal do poder de polícia encontra-se no artigo 78 do Código Tributário Nacional: 
Art. 78. Considera-se poder de polícia atividade da administração pública que, limitando ou 
disciplinando direito, interesse ou liberdade, regula a prática de ato ou abstenção de fato, em 
razão de interesse público concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos costumes, à 
disciplina da produção e do mercado, ao exercício de atividades econômicas dependentes de 
concessão ou autorização do Poder Público, à tranquilidade pública ou ao respeito à 
propriedade e aos direitos individuais ou coletivos. 
 
O poder de polícia, por norma, é de natureza preventiva. Em situações de emergência, 
contraditório e ampla defesa podem ser adiados. Sua titularidade não é exclusiva do chefe do 
Executivo; ao contrário, estende-se por toda a administração. Os atos emanados desse poder não 
são concretos, mas sim normativos, não sendo direcionados a destinatários específicos. A imposição 
de penalidades está vedada, uma vez que isso é matéria sujeita à reserva legal. 
 
 Tome nota! 
Atente para a distinção entre o poder de polícia e o poder da polícia. O poder da polícia refere-se 
ao tipo de poder voltado para a segurança pública, enquanto o poder de polícia consiste na 
prerrogativa preventiva que orienta toda a atividade administrativa, independentemente da área de 
atuação. 
 
O exercício do poder de polícia pode se manifestar por meio de diversas formas, envolvendo a 
regulação, fiscalização e restrição de atividades para preservar a ordem pública, segurança e 
interesses coletivos. 
 
 
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70 
Formas de exercer o poder de polícia 
Leis e atos normativos 
Estabelecimento de leis, decretos e regulamentos que determinam normas e 
padrões a serem seguidos pela sociedade para garantir a ordem pública e o 
interesse coletivo. 
Atos individuais 
Emissão de atos administrativos específicos direcionados a indivíduos ou 
entidades, impondo obrigações ou restrições em conformidade com a 
legislação. 
Ato de fiscalização 
Realização de ações de monitoramento e inspeção para verificar o cumprimento 
das normas estabelecidas, assegurando a conformidade com a legislação. 
Atos de sanção 
Aplicação de penalidades e sanções quando ocorre o descumprimento das 
normas, visando dissuadir comportamentos inadequados e manter a ordem 
pública. 
 
5.6.1) Atributos do Poder de Polícia 
O poder de polícia é um conjunto de prerrogativas concedidas à Administração Pública para regular, 
fiscalizar e, se necessário, restringir atividades em prol do interesse público e da ordem coletiva. O 
poder de polícia possui três atributos. 
Por se tratar de um tema de grande relevância dos poderes administrativos, os atributos do poder 
de polícia precisam estar afiados na sua mente. Por isso, anote esse mnemônico: DI – C – A (Isso vai 
te salvar na hora da prova). 
 
 
 Discricionariedade: Razoável liberdade de atuação, podendo valorar a oportunidade e 
conveniência de sua prática. 
DI
•DIscricionariedade
C
•Coercitibilidade
A
•Autoexecutoriedade
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71 
 Coercibilidade: Possibilidade de imposição coercitiva, ou seja, o poder de polícia será 
cumprido mesmo com o uso da força pública – segurança pública. 
 Autoexecutoriedade: Possibilidade de executar diretamente suas decisões sem necessidade 
de autorização do Judiciário. 
 
 Importante! 
A delegação do poder de polícia aos particulares é vedado. Essa restrição ocorre porque, ao praticar 
os atos decorrentes do poder de polícia, o Estado age com seu poder de império e sua supremacia. 
Os particulares não detêm essa prerrogativa, e permitir tal delegação equivaleria a transferir a 
entidades privadas a autoridade e o poder de império inerentes ao Estado. 
 Para o STF: Só a ordem é indelegável: "É constitucional a delegação do poder de polícia 
[consentimento, fiscalização e sanções], por meio de lei, a pessoas jurídicas de direito privado 
integrantes da Administração Pública indireta de capital social majoritariamente público que prestem 
exclusivamente serviço público de atuação própria do Estado e em regime não concorrencial.". 
Assim, para o STF, a única fase do ciclo de polícia que é indelegável é a ORDEM (poder legislativo), 
pois a sanção também é delegável a pessoas jurídicas que atuam em regime não concorrencial. 
(Conforme decisão do STF no RE 633.782 - 2021) 
 
Ciclos do poder de polícia (visão tradicional): 
Ordem É a norma legal que estabelece as restrições e as condições para o exercício das 
atividades privadas (para o STF, é o único indelegável); 
Consentimento É a anuência do Estado para que o particular desenvolva determinada atividade ou 
utilize a propriedade particular; 
Fiscalização É a verificação (pela Administração) do cumprimento (pelo particular) da ordem e do 
consentimento de polícia; 
Sanção É a medida coercitiva aplicada ao particular que descumpre a ordem de polícia. 
Ex.: multa de trânsito, interdição do estabelecimento; 
 
Quadro resumo entre polícia administrativa e judiciária (extraído das explicações do Prof. Cyonil 
Borges): 
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72 
PODER DE POLÍCIA 
 ADMINISTRATIVA JUDICIÁRIA 
Natureza Preventiva Repressiva 
Incidência Bens, direitos e atividades Pessoas 
Finalidade Proteção do interesse público em geral Diz respeito basicamente à apuração de 
crimes 
Competência Toda a Administração Pública de direito 
público 
Corporações específicas 
Sanções Administrativas Criminais (CP e CPP) 
 
LICITAÇÃO 
1) Introdução 
Seguiremos os estudos sobre o tema de licitação: 
1 – Licitação:Princípios; Contratação direta: dispensa e inexigibilidade; Modalidades; Tipos; 
Procedimento. 
 
2) Considerações Iniciais 
A nova Lei de Licitações, também conhecida como Lei nº 14.133/2021, foi sancionada em abril de 
2021 e entrou em vigor em abril de 2023, revogando a antiga Lei de Licitações e Contratos (Lei nº 
8.666/1993), a Lei do Pregão (Lei nº 10.520/2002) e parte da Lei do Regime Diferenciado de 
Contratações (Lei nº 12.462/2011). 
Essa nova legislação busca modernizar e aprimorar o sistema de contratações públicas no Brasil, 
introduzindo diversas inovações e atualizações em relação às normas anteriores. Alguns dos 
principais pontos da nova Lei de Licitações incluem: 
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73 
 
 
3) Aspectos Iniciais da Norma 
A Lei 14.133, também conhecida como "nova Lei de Licitações e Contratos" (NLLC ou NLL), estabelece 
normas que são obrigatórias para todas as esferas de governo (União, Estados/DF e Municípios), 
pois é considerada uma norma geral de aplicação nacional. 
Apesar disso, a existência dessa Lei não impede que Estados, Municípios e o Distrito Federal legislem 
sobre questões específicas relacionadas a licitações, mesmo sem uma autorização expressa da União. 
No entanto, é importante ressaltar que as regras específicas estabelecidas por esses entes 
subnacionais não devem entrar em conflito com as regras gerais estabelecidas pela União. 
 
3.1) Conceito e Natureza Jurídica 
O conceito de licitação refere-se ao procedimento administrativo utilizado pela administração 
pública para contratar obras, serviços, compras e alienações, visando garantir a igualdade de 
Principais pontos da Nova 
Lei de Licitações
Ampliação do rol de modalidades de licitação, introduzindo a 
modalidade de diálogo competitivo, além das já existentes, 
como concorrência, pregão, concurso e leilão.
Fortalecimento dos princípios da eficiência, transparência, 
competitividade, sustentabilidade, mitigação de riscos e 
ampliação da competitividade.
Criação de novos instrumentos de contratação, como o 
sistema de registro de preços global, que permite a formação 
de um único registro de preços para contratação por diversos 
órgãos públicos.
Estabelecimento de regras mais claras e objetivas para a fase 
de habilitação dos licitantes, com a previsão de um cadastro 
nacional de empresas idôneas.
Introdução de critérios de julgamento mais flexíveis, 
permitindo a combinação de critérios técnicos e de preço, de 
acordo com a natureza do objeto licitado.
Fortalecimento dos mecanismos de fiscalização e controle, 
com a previsão de sanções mais rigorosas para empresas e 
agentes públicos envolvidos em irregularidades nas licitações 
e contratos.
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74 
oportunidades entre os interessados em contratar com o poder público e a seleção da proposta mais 
vantajosa para a administração. 
Quanto à natureza jurídica, a licitação é um instituto do direito administrativo, sendo um 
procedimento que possui natureza pública, uma vez que está vinculado à atuação estatal na 
contratação de bens e serviços. Ela é regida por normas e princípios específicos estabelecidos pela 
legislação vigente, visando assegurar a legalidade, impessoalidade, moralidade, igualdade, 
publicidade, eficiência e economicidade nos processos de contratação pública. 
 
3.1.1) Alcance da Nova Lei de Licitações 
A Nova Lei de Licitações, instituída pela Lei nº 14.133/2021, possui um alcance amplo e abrange 
diversas esferas da administração pública, estabelecendo normas gerais aplicáveis a todos os entes 
federativos do Brasil: União, Estados, Distrito Federal e Municípios. Isso significa que suas disposições 
se estendem a órgãos e entidades da administração direta, autárquica e fundacional, bem como às 
empresas estatais dependentes e às entidades privadas que recebam recursos públicos para a 
realização de obras, serviços ou fornecimento de bens. 
Alcance a Lei de Licitações Não alcança a Lei de Licitações 
Administração direta – inclusive Legislativo e 
Judiciário (quando estão no exercício da função 
administrativa) 
Estatais – as regras estão descritas na Lei 13.303/16 
Autarquias Repartições no exterior – regulamento próprio 
Fundações públicas Contratações que envolvem recursos estrangeiros – 
podem ter regras próprias 
Fundos especiais Reservas internacionais – ato normativo do Bacen 
Entidades controladas 
 
Além disso, a nova lei se aplica nas contratações realizadas sobre a contratação de alguns objetos 
específicos, bem como possibilidade de aplicação subsidiária, as quais fizemos o seguinte quadro 
esquematizado para que você consiga fixar o tema e não fazer confusão na prova! 
A nova lei se aplica compra (inclusive por encomenda) 
prestação de serviços (inclusive os técnico-profissionais especializados) 
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75 
obras e serviços de arquitetura e engenharia 
contratações de tecnologia da informação e de comunicação (TIC) 
alienação de bens 
locação 
concessão e permissão de uso de bens públicos 
concessão de direito real de uso de bens 
Não se aplica operações de crédito e gestão da dívida pública 
Contratações sujeitas à legislação própria 
Aplica-se de forma 
subsidiária 
licitações para serviços de publicidade (Lei 12.232/2010) 
licitações p/ concessão de serviço público (Leis 8.987/95 e 11.079/04) 
 
Portanto, a nova lei se aplica a todas as contratações realizadas pela administração pública, sejam 
elas para aquisição de bens, serviços ou obras, independentemente do valor do contrato. Além disso, 
também abrange os processos de licenciamento e concessões, entre outros instrumentos de 
contratação pública. 
 
3.2) Objeto e Finalidade 
O objeto da licitação se refere ao que será contratado pela administração pública, ou seja, o bem, 
serviço ou obra que está sendo colocada em disputa para contratação. Esse objeto deve ser 
claramente definido no edital de licitação, de forma a especificar as características, quantidades e 
demais detalhes relevantes para que os interessados possam apresentar suas propostas de forma 
adequada. 
Já a finalidade da licitação é garantir a seleção da proposta mais vantajosa para a administração 
pública, levando em consideração não apenas o preço, mas também outros critérios estabelecidos 
no edital, como qualidade, prazo de entrega, capacidade técnica, entre outros. Além disso, a licitação 
busca promover a competitividade entre os interessados, assegurando a igualdade de 
oportunidades e a transparência nos processos de contratação pública. Em suma, a finalidade da 
licitação é assegurar uma gestão eficiente e responsável dos recursos públicos, buscando sempre 
o interesse público. 
 
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76 
3.3) Definições Importantes da Nova Lei de Licitações 
O artigo 6º da nova lei de licitações contém uma lista de 60 definições importantes que podem ser 
abordadas nas provas. Dentro desse conjunto, vamos dar ênfase especial às definições relacionadas 
aos objetos das licitações, aos principais projetos envolvidos em uma contratação e aos agentes 
públicos que participam do processo licitatório. Compreender esses conceitos será fundamental para 
o estudo das diferentes modalidades de licitação. 
 
3.3.1) Objetos de uma Licitação 
A nova Lei de Licitações especifica que os objetos da licitação podem incluir várias atividades, como, 
compras; alienação de bens; serviços; obras; locações; concessões e permissões. Agora, vamos 
fornecer algumas informações adicionais sobre esses objetos da licitação para ajudar a entender 
melhor o assunto. 
 Compras: Através dos contratos de compras, também conhecidos como contratos de 
fornecimento, a Administração Pública adquire os bens móveis que são3.2) Atos gerais e individuais ................................................................................................................... 28 
3.3) Atos simples, complexo e composto ............................................................................................. 29 
3.4) Atos de império, gestão e expediente ........................................................................................... 30 
3.5) Ato perfeito, válido e eficaz ............................................................................................................. 30 
4) Atributos dos atos administrativos .................................................................................................... 31 
4.1) Presunção de legitimidade e veracidade ...................................................................................... 31 
4.2) Autoexecutoriedade ........................................................................................................................... 32 
4.3) Tipicidade ............................................................................................................................................. 32 
4.4) Imperatividade .................................................................................................................................... 32 
5) Agente putativo e agente necessário ................................................................................................ 32 
6) Extinção dos atos administrativos ..................................................................................................... 33 
7) Convalidação ........................................................................................................................................... 35 
8) Espécies de Atos Administrativos ....................................................................................................... 36 
9) Pareceres .................................................................................................................................................. 37 
10) Licenças, autorizações e permissões ............................................................................................... 37 
AGENTES PÚBLICOS ................................................................................................................................... 38 
1) Introdução................................................................................................................................................ 38 
2) Conceito .................................................................................................................................................... 38 
3) Regime Jurídico Único – Lei nº 8.112/90 .......................................................................................... 38 
4) Dispositivos Constitucionais ................................................................................................................ 39 
4.1) Concurso Público ................................................................................................................................ 40 
4.2) Provimento ........................................................................................................................................... 40 
4.3) Posse ...................................................................................................................................................... 42 
4.4) Exercício ................................................................................................................................................ 42 
4.5) Estágio Probatório .............................................................................................................................. 43 
4.6) Estabilidade .......................................................................................................................................... 43 
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5 
4.7) Vacância ................................................................................................................................................ 44 
5) Remoção ................................................................................................................................................... 45 
6) Redistribuição ......................................................................................................................................... 46 
7) Substituição ............................................................................................................................................. 47 
8) Prerrogativas do Servidor Público Federal ...................................................................................... 48 
8.1) Vencimento e Remuneração ............................................................................................................ 49 
8.2) Indenizações ......................................................................................................................................... 52 
8.3) Gratificações e Adicionais ................................................................................................................. 53 
9) Das Férias ................................................................................................................................................. 54 
10) Regime Disciplinar ............................................................................................................................... 55 
PODERES E DEVERES DA ADMINISTRAÇÃO ......................................................................................... 62 
1) Introdução................................................................................................................................................ 62 
2) Considerações Iniciais ........................................................................................................................... 62 
3) Deveres da administração .................................................................................................................... 62 
4) Abuso de poder ...................................................................................................................................... 63 
5) Poderes Administrativos ...................................................................................................................... 64 
5.1) Poder vinculado .................................................................................................................................. 65 
5.2) Poder discricionário ........................................................................................................................... 65 
5.3) Poder disciplinar ................................................................................................................................. 66 
5.4) Poder hierárquico ............................................................................................................................... 66 
5.5) Poder regulamentar ou normativo ................................................................................................. 67 
5.6) Poder de polícia .................................................................................................................................. 69 
5.6.1) Atributos do Poder de Polícia ...................................................................................................... 70 
LICITAÇÃO .................................................................................................................................................... 72 
1) Introdução................................................................................................................................................ 72 
2) Considerações Iniciais ...........................................................................................................................necessários para suas 
operações. Esses bens podem ser entregues de uma vez só ou em várias etapas, conforme a 
necessidade. 
É crucial distinguir entre compras comuns e especiais, pois isso influencia a decisão de adotar ou 
não a modalidade de pregão: 
 
 
Compras
Comum
Adota-se a modalidade de pregão 
- independente do ente federativo 
que realizará a licitação.
São aqueles para os quais é 
possível definir objetivamente os 
padrões de desempenho e 
qualidade por meio de 
especificações usuais no mercado.
Especial
Adota-se a modalidade de 
concorrência.
São aqueles que, devido à sua 
grande variedade ou 
complexidade, não podem ser 
descritos de forma objetiva no 
edital, como acontece com os 
bens comuns. O conceito de 
"especial" abrange situações que 
não se enquadram na definição 
de comum.
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77 
Além disso, veja que a compra imediata possui o prazo de entrega de até 30 dias da ordem de 
fornecimento do produto. 
 
 Alienação de Bens: Uma licitação pode ser realizada para vender um bem pertencente ao poder 
público, seja ele móvel ou imóvel. No caso de bens imóveis, essa venda está condicionada a certos 
requisitos, como justificação do interesse público, avaliação prévia, autorização legislativa e 
realização da licitação na modalidade de leilão. Houve um avanço significativo na nova Lei, que agora 
exige o uso do leilão para a venda de qualquer tipo de imóvel, independentemente da forma como 
foi adquirido. Além disso, para facilitar a venda de imóveis provenientes de dação em pagamento 
ou de procedimentos judiciais, não é mais necessária autorização legislativa. 
No caso de bens móveis, também é necessário justificar o interesse público, realizar uma avaliação 
prévia e realizar a licitação na modalidade de leilão, com exceção dos casos específicos previstos na 
nova Lei. 
A dispensa da licitação está descrita no art. 76 da nova lei, a qual transcrevemos para facilitar os 
estudos: 
Art. 76. A alienação de bens da Administração Pública, subordinada à existência de interesse 
público devidamente justificado, será precedida de avaliação e obedecerá às seguintes 
normas: 
I - tratando-se de bens imóveis, inclusive os pertencentes às autarquias e às fundações, 
exigirá autorização legislativa e dependerá de licitação na modalidade leilão, dispensada a 
realização de licitação nos casos de: 
a) dação em pagamento; 
b) doação, permitida exclusivamente para outro órgão ou entidade da Administração Pública, 
de qualquer esfera de governo, ressalvado o disposto nas alíneas “f”, “g” e “h” deste inciso; 
c) permuta por outros imóveis que atendam aos requisitos relacionados às finalidades 
precípuas da Administração, desde que a diferença apurada não ultrapasse a metade do valor 
do imóvel que será ofertado pela União, segundo avaliação prévia, e ocorra a torna de valores, 
sempre que for o caso; 
d) investidura; 
e) venda a outro órgão ou entidade da Administração Pública de qualquer esfera de governo; 
f) alienação gratuita ou onerosa, aforamento, concessão de direito real de uso, locação e 
permissão de uso de bens imóveis residenciais construídos, destinados ou efetivamente 
usados em programas de habitação ou de regularização fundiária de interesse social 
desenvolvidos por órgão ou entidade da Administração Pública; 
g) alienação gratuita ou onerosa, aforamento, concessão de direito real de uso, locação e 
permissão de uso de bens imóveis comerciais de âmbito local, com área de até 250 m² 
(duzentos e cinquenta metros quadrados) e destinados a programas de regularização 
fundiária de interesse social desenvolvidos por órgão ou entidade da Administração Pública; 
h) alienação e concessão de direito real de uso, gratuita ou onerosa, de terras públicas rurais 
da União e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) onde incidam 
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78 
ocupações até o limite de que trata o § 1º do art. 6º da Lei nº 11.952, de 25 de junho de 2009, 
para fins de regularização fundiária, atendidos os requisitos legais; 
i) legitimação de posse de que trata o art. 29 da Lei nº 6.383, de 7 de dezembro de 1976, 
mediante iniciativa e deliberação dos órgãos da Administração Pública competentes; 
j) legitimação fundiária e legitimação de posse de que trata a Lei nº 13.465, de 11 de julho de 
2017; 
II - tratando-se de bens móveis, dependerá de licitação na modalidade leilão, dispensada a 
realização de licitação nos casos de: 
a) doação, permitida exclusivamente para fins e uso de interesse social, após avaliação de 
oportunidade e conveniência socioeconômica em relação à escolha de outra forma de 
alienação; 
b) permuta, permitida exclusivamente entre órgãos ou entidades da Administração Pública; 
c) venda de ações, que poderão ser negociadas em bolsa, observada a legislação específica; 
d) venda de títulos, observada a legislação pertinente; 
e) venda de bens produzidos ou comercializados por entidades da Administração Pública, em 
virtude de suas finalidades; 
f) venda de materiais e equipamentos sem utilização previsível por quem deles dispõe para 
outros órgãos ou entidades da Administração Pública. 
 
 Serviços: Seguindo a definição legal de serviço como uma atividade ou conjunto de atividades 
que busca obter uma utilidade específica, seja intelectual ou material, de interesse da 
Administração, os contratos de serviços são definidos pela doutrina como aqueles que têm como 
objetivo realizar uma atividade para alcançar uma utilidade específica que seja do interesse da 
Administração. 
Nesse tipo de contrato, a obrigação do contratado pelo poder público é executar algo que seja útil 
para a Administração. É importante destacar que aqui não estamos falando dos contratos de serviços 
públicos, que são direcionados à população, mas sim da prestação de serviços privados para a 
Administração. Nestes contratos de serviços, fica evidente a prática de terceirização realizada pela 
Administração. 
Na nova legislação de licitações, foram incluídas categorias significativas dentro do âmbito de 
serviços: 
Serviços 
Quanto à natureza 
Serviços Comuns - são aqueles para os quais é possível definir objetivamente 
os padrões de desempenho e qualidade no edital, utilizando especificações 
usuais no mercado. 
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79 
Obrigatoriedade de adoção da modalidade pregão na licitação (independente 
do ente federativo) 
Serviços Especiais - são aqueles que, devido à sua grande diversidade ou 
complexidade, não podem ser descritos de forma objetiva no edital, ao 
contrário dos serviços comuns, que possuem especificações claras e padrões 
definidos. 
Em regra, adota-se a modalidade concorrência. 
Quanto à continuidade 
Serviços Contínuos - são 
aqueles contratados pela 
Administração Pública para 
manter suas atividades em 
funcionamento, atendendo a 
necessidades que ocorrem de 
forma constante ou por um 
período prolongado. 
Com dedicação exclusiva de mão de obra - 
os trabalhadores terceirizados são 
designados exclusivamente para um 
órgão, sem serem compartilhados com 
outros contratos, e prestam serviços nas 
instalações físicas do próprio órgão 
público. 
Sem dedicação exclusiva de mão de obra - 
um trabalhador terceirizado pode ser 
designado para vários contratos ao 
mesmo tempo, sem estar vinculado a 
nenhum órgão público ou contrato 
específico durante a prestação dos serviços. 
Serviços não contínuos (por escopo) - Esses contratos estabelecem que o 
contratado tem a responsabilidade de fornecer um serviço específico dentro 
de um período pré-determinado, como um projeto. Embora haja um prazo 
inicialmente fixado, é possível prorrogá-lo, desde que devidamente justificado, 
pelo tempo necessário para concluir o trabalho. 
Antesda Lei 14.133/2021, cada estado ou município decidia se usaria o 
pregão para compras comuns. Mas, no governo federal, o Decreto 
10.024/2019 obrigava seu uso. 
Quanto ao objeto 
Serviços de engenharia - todas 
as atividades que não se 
enquadram como obras e que, 
por lei, são reservadas às 
profissões de arquiteto e 
engenheiro, ou a técnicos 
especializados. Essas atividades 
têm como objetivo alcançar uma 
utilidade específica, seja ela 
Comuns – são aquelas ações que podem 
ser claramente definidas em termos de 
desempenho e qualidade, como 
manutenção, ajustes ou adaptações de 
bens móveis e imóveis, sem alterar suas 
características originais. 
 Para a contratação desses serviços, é 
possível utilizar as modalidades de pregão 
ou concorrência. 
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80 
intelectual ou material, de 
interesse para a Administração. Especiais - são aqueles que possuem uma 
grande diversidade ou complexidade em 
sua realização. 
Para contratar esses serviços, apenas a 
modalidade de concorrência é admissível. 
Outros serviços – são todas as demais atividades que não se enquadram nos 
serviços de engenharia 
 
 Obras: De acordo com a lei, uma obra é qualquer atividade que, por lei, só pode ser realizada 
por arquitetos e engenheiros e que envolve a intervenção no ambiente natural através de uma 
série de ações coordenadas, resultando em uma mudança significativa no espaço físico da natureza 
ou nas características originais de um imóvel. Nas licitações que envolvem obras públicas, o objetivo 
é realizar indiretamente atividades como construção, reforma, fabricação, recuperação ou 
expansão de bens públicos. Antes da Lei 14.133/2021, a decisão de usar o pregão para objetos 
comuns era tomada por cada ente federativo, enquanto no âmbito federal, o uso do pregão era 
obrigatório conforme o Decreto 10.024/2019. 
 
 
 Locações: também conhecida como aluguel, é um contrato baseado nas leis do direito privado, 
no qual uma parte concede à outra o direito de usar e desfrutar de um determinado bem, em troca 
de um pagamento. 
Uma novidade introduzida pela Nova Lei de Licitações é que a locação de imóveis pode ser feita 
sem a necessidade de licitação prévia, através do procedimento de inexigibilidade de licitação, 
em vez de ser dispensada da licitação. No entanto, caso não se aplique a inexigibilidade de licitação, 
a locação de imóveis ainda deve passar por um processo de licitação, que inclui a avaliação prévia 
do bem, seu estado de conservação, os custos de adaptação necessários e o prazo de recuperação 
dos investimentos. 
•Realizado pela própria Administração Execução Direta
•Administração celebra contrato de obra pública com 
terceiros - após a licitação de obras públicas. 
•Licitante vencedor que realizará a obra
Execução Indireta
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81 
 
 Concessões: Nesse modelo, o poder público transfere a responsabilidade pela prestação de um 
serviço público a uma empresa privada, por um determinado período de tempo e mediante o 
pagamento de uma tarifa pelos usuários. 
 
 Permissões: o poder público autoriza temporariamente um particular a prestar um serviço 
público, geralmente de menor porte e com menor prazo de duração em comparação com as 
concessões. 
 
3.3.2) Anteprojeto, Projeto Básico e Projeto Executivo 
Para que uma licitação seja realizada de forma eficaz, a Administração precisa definir claramente o 
que deseja contratar, de modo que todos os interessados possam entender o que está sendo 
solicitado a partir do edital da licitação. Isso é especialmente importante em projetos complexos, 
como obras ou serviços, onde é necessário elaborar projetos detalhados para descrever exatamente 
o que se espera que seja feito pelos licitantes. 
Então, antes da licitação, durante a fase preparatória, a Administração começa com um estudo 
técnico preliminar (ETP), que serve como base para a elaboração do projeto básico. Este projeto 
básico é uma descrição inicial do que será feito, e serve como referência para os licitantes 
entenderem o escopo do trabalho. Posteriormente, o projeto básico é detalhado no projeto 
executivo, que fornece informações mais precisas e completas sobre a obra ou serviço a ser 
realizado. Em certos casos, antes do projeto básico, é necessário desenvolver um documento inicial 
chamado de anteprojeto. 
 
 
Desta forma, para facilitar os estudos, elaboramos o seguinte quadro-resumido: 
 Anteprojeto Projeto Básico Projeto Executivo 
Regra Geral Não é exigido Administração Pública elabora 
Contratação semi-
integrada 
Não é exigido Administração elabora Contratado elabora 
Anteprojeto (em 
algumas 
situações)
Projeto Básico
Projeto 
Executivo
Execução da obra 
ou serviço
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82 
Contratação integrada Administração elabora Contratado elabora 
Obs.: contratação integrada: método de execução de obras no qual o contratado assume praticamente 
todas as etapas do projeto. Em resumo, o contratado é responsável por todas as fases do projeto, o que 
simplifica a coordenação e pode agilizar o processo de entrega. 
 
3.3.3) Agentes Públicos Atuantes na Licitação 
Antes de entrarmos nos detalhes sobre os agentes envolvidos em uma contratação, é importante 
destacar algumas regras gerais relacionadas à sua designação. Para garantir a profissionalização na 
atuação desses agentes públicos, a Lei de Licitações estabelece em seu art. 7º: 
Art. 7º Caberá à autoridade máxima do órgão ou da entidade, ou a quem as normas de 
organização administrativa indicarem, promover gestão por competências e designar 
agentes públicos para o desempenho das funções essenciais à execução desta Lei que 
preencham os seguintes requisitos: 
I - sejam, preferencialmente, servidor efetivo ou empregado público dos quadros 
permanentes da Administração Pública; 
II - tenham atribuições relacionadas a licitações e contratos ou possuam formação 
compatível ou qualificação atestada por certificação profissional emitida por escola de 
governo criada e mantida pelo poder público; e 
III - não sejam cônjuge ou companheiro de licitantes ou contratados habituais da 
Administração nem tenham com eles vínculo de parentesco, colateral ou por afinidade, até 
o terceiro grau, ou de natureza técnica, comercial, econômica, financeira, trabalhista e civil. 
 
Além disso, para garantir a segregação de funções e reduzir riscos de erros ou fraudes, é proibida a 
designação do mesmo agente público para funções que possam ser suscetíveis a conflitos de 
interesse. Esses requisitos também se aplicam aos órgãos de assessoramento jurídico e de 
controle interno da Administração. 
Vamos agora estudar os principais agentes da condução da licitação, através do quadro abaixo: 
Agentes da Condução da Licitação 
Regra Geral Agente de contratação – são servidores efetivos ou empregados 
públicos dos quadros permanentes da Administração Pública, os quais 
serão auxiliados por uma equipe de apoio. 
 
 Tome nota! 
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83 
Se um agente cometer irregularidades, ele será responsável 
individualmente por suas ações, a menos que seja induzido a erro pela 
atuação da equipe. Isso significa que cada agente é responsável por suas 
próprias condutas, mas se for influenciado ou levado a erro pelas ações de 
outros membros da equipe, pode haver uma consideração diferente. Em 
resumo, cada pessoa é responsável por suas ações, mas há exceções se for 
influenciada ou enganada pelo comportamento de outros – da sua equipe 
de apoio. 
Exceções 
Bens ou serviços Pode ser substituído pela comissão de 
contratação na modalidade concorrência. 
Diálogo competitivo Realizado pela comissão de contratação – 
conjunto de, no mínimo, trêsagentes públicos 
que são coletivamente responsável por todas 
as decisões tomadas pela comissão, a menos 
que um deles tenha opinião diversa e 
fundamentada, devendo ser registrada em ata 
de reunião onde a decisão foi tomada. 
Pregão Realizado pelo pregoeiro 
Leilão Realizado pelo leiloeiro ou servidor designado 
 
A Nova Lei de Licitações traz uma novidade para proteger os agentes públicos que participam das 
licitações e incentivar sua aderência às orientações legais. 
Caso, no futuro, um agente público envolvido em uma licitação for investigado ou acusado de 
irregularidades e ele tiver seguido as orientações legais dos advogados públicos, geralmente os 
advogados públicos poderão defender o agente sem que ele tenha que pagar por isso. Isso 
também se aplica se o agente já não estiver mais no cargo que ocupava durante a licitação. 
Imagine que você é um funcionário público encarregado de conduzir uma licitação para contratar 
um serviço ou comprar algo para o governo. Você quer fazer tudo certo, mas às vezes surgem 
problemas e você é acusado de fazer algo errado, mesmo seguindo as orientações legais que 
recebeu. 
A nova lei diz que se você seguir os conselhos dos advogados do governo durante o processo de 
licitação e, mais tarde, enfrentar problemas legais por causa disso, geralmente os advogados do 
governo podem te defender sem que você precise pagar por isso. Isso vale mesmo se você já não 
trabalhar mais para o governo. 
 
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84 
 Importante! 
No entanto, essa regra não se aplica se houver evidências de que o agente cometeu 
deliberadamente atos ilícitos, como consta nos registros do processo administrativo ou judicial. 
 
3.3.4) Outras Definições Relevantes 
Finalmente, nesta seção estudaremos outras definições que ajudarão na compreensão das novas 
regulamentações legais da Lei de Licitações. 
 Portal Nacional de Contratações Públicas - PNCP: Este Portal é basicamente um grande banco 
de dados online que contém informações sobre licitações e contratos. Ele desempenha um papel 
fundamental na implementação dos principais processos estabelecidos pela Nova Lei de Licitações 
(NLL). Sua função principal é divulgar de forma centralizada e obrigatória os atos exigidos pela 
lei. Além disso, opcionalmente, ele possibilita que os órgãos e entidades de todos os poderes e 
esferas realizem suas próprias contratações através dele. 
O portal é administrado por um comitê composto por sete membros, liderado pelo representante 
designado pelo Presidente da República. Sua composição inclui representantes da União (3 
membros: um representante e dois membros), dos Estados (2 membros indicados pelo Conselho 
Nacional de Secretários de Estado da Administração) e dos municípios (2 membros indicados pela 
Confederação Nacional de Municípios). 
 
 Grande Vulto: O legislador definiu que serviços, obras e fornecimentos de grande vulto são 
aqueles cujo valor estimado ultrapassa R$ 200 milhões, posteriormente atualizado para R$ 
239.624.058,14. Para esses contratos de grande vulto, a lei estabelece diversos controles adicionais, 
incluindo: 
 
 
 Matriz de Risco: é um documento que define claramente as responsabilidades da 
Administração e da empresa contratada em caso de eventos adversos. Este documento tem o poder 
de contrato, sendo essencial para a gestão do contrato. No entanto, nem todas as licitações precisam 
incluir uma matriz de riscos. Geralmente, sua inclusão no edital é opcional. No entanto, ela se torna 
obrigatória em contratos de grande valor (acima de R$ 239 milhões), bem como nos regimes de 
contratação integrada e semi-integrada. 
Implantação obrigatória de um 
programa de integridade
pela empresa contratada.
Criação de uma matriz de 
alocação de riscos para obras 
e serviços de grande vulto.
Ampliação do seguro-
garantia para até 30% do 
valor do contrato, no caso de 
obras e serviços de engenharia 
de grande vulto.
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85 
 
 Consulta e Audiência Públicas: Embora não estejam especificamente mencionados no artigo 6º 
da NLL, é importante abordar os conceitos de consulta pública e audiência pública, que podem ser 
utilizados pela Administração durante a fase preparatória da licitação, de forma opcional. Ambos 
são mecanismos de participação social. 
A audiência pública é um evento específico onde os interessados se reúnem para discutir a 
contratação, seja pessoalmente ou virtualmente. Por outro lado, na consulta pública, a 
Administração pública um documento e abre um prazo para receber críticas e sugestões. 
Anteriormente, pela Lei 8.666, a audiência pública era obrigatória para licitações acima de R$ 330 
milhões, mas agora, com a Lei 14.133, não há mais essa obrigatoriedade. Tanto a audiência quanto 
a consulta públicas são facultativas segundo a NLL. Se a Administração optar por realizar uma 
audiência pública, ela deve convocar os interessados com pelo menos 8 dias úteis de 
antecedência, fornecendo informações relevantes sobre a contratação, incluindo estudos técnicos 
preliminares e elementos do edital de licitação, permitindo que todos os interessados se manifestem. 
 
4) Princípios Básicos e Correlatos 
A nova lei de licitações ampliou significativamente o número de princípios a serem observados 
nos processos licitatórios, passando de 8 para 22, conforme estabelecido na Lei 14.133/2021, em 
comparação com a antiga Lei 8.666. Alguns desses princípios já faziam parte da legislação anterior, 
como legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, os quais são aplicáveis a toda 
atividade administrativa, não se restringindo apenas às licitações públicas. 
No entanto, a nova lei adicionou princípios específicos das licitações, como a vinculação ao edital e 
o julgamento objetivo, que têm o objetivo de garantir a transparência e a imparcialidade nos 
processos de seleção de fornecedores e contratação de serviços pelo poder público. 
Além dos princípios expressos na própria lei, o legislador também fez referência aos princípios 
mencionados na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB), como a irretroatividade, 
transparência, isonomia e legalidade. Esses princípios são considerados fundamentais para o 
ordenamento jurídico brasileiro e servem como base para a interpretação e aplicação das normas 
em geral, incluindo as relacionadas às licitações públicas. 
Para o entendimento dos princípios da Lei de Licitação, fizemos o quadro-resumo para que você 
verifique todos os 22 princípios expressos: 
Princípios da Nova Lei de Licitações 
Legalidade Refere-se à necessidade de que todas as atividades da administração pública 
estejam em conformidade com a lei. Significa que os atos administrativos devem 
ter respaldo em normas jurídicas, sendo vedada qualquer atuação contrária à 
legislação vigente. 
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86 
 Ex.: A administração pública lança um edital de licitação apenas após garantir 
que todos os requisitos legais foram atendidos, como a elaboração de um 
estudo técnico preliminar conforme exigido pela legislação. 
Impessoalidade 
 
Consiste na obrigação de que a administração pública trate todos os cidadãos 
de forma igual, sem privilegiar ou discriminar pessoas ou grupos em suas 
decisões. 
 Ex.: Durante a avaliação das propostas, a comissão de licitação baseia-se 
estritamente nos critérios objetivos estabelecidos no edital, sem favorecer 
qualquer licitante em particular. 
Moralidade 
 
Exige que a administração pública atue de forma ética e íntegra, buscando 
sempre o interesse público e evitando práticas que violem os padrões éticos e 
os valores sociais. 
 Ex.: A administração pública recusa qualquer tentativa de suborno por parte 
dos licitantes, mantendo a integridade e a ética no processode contratação. 
Publicidade 
 
Determina que os atos administrativos e os procedimentos licitatórios sejam 
transparentes e acessíveis ao conhecimento de todos os interessados, 
garantindo a ampla divulgação das informações relacionadas aos processos de 
contratação pública. 
 Ex.: O edital de licitação é divulgado amplamente em meios de comunicação 
acessíveis ao público, garantindo que todos os interessados tenham 
conhecimento do processo. 
Eficiência 
 
Pressupõe a busca pela melhor utilização dos recursos públicos, visando 
alcançar os resultados pretendidos com o menor custo possível e no menor 
tempo possível, sem comprometer a qualidade dos serviços prestados. 
 Ex.: Os contratos são executados dentro do prazo e do orçamento 
estabelecidos, garantindo a otimização dos recursos públicos sem comprometer 
a qualidade dos serviços. 
Interesse Público 
 
Estabelece que todas as ações da administração pública devem estar voltadas 
para a promoção do bem comum e o atendimento das necessidades coletivas 
da sociedade. 
Probidade 
Administrativa 
Refere-se à honestidade, retidão e responsabilidade dos agentes públicos no 
exercício de suas funções, impedindo o uso indevido do poder para benefício 
próprio ou de terceiros. 
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87 
Igualdade Garante que todos os cidadãos sejam tratados de forma igual perante a lei, sem 
discriminação de qualquer natureza, assegurando a igualdade de oportunidades 
a todos os participantes dos processos licitatórios. 
Planejamento 
 
Preconiza a importância do planejamento prévio das contratações públicas, 
visando à definição clara dos objetivos, metas e necessidades da administração, 
bem como a otimização dos recursos disponíveis. 
 Ex.: Antes de lançar um edital, a administração pública realiza um 
planejamento detalhado, definindo claramente os objetivos, metas e 
necessidades da contratação. 
Transparência 
 
Corresponde à divulgação clara e acessível de informações sobre os atos e 
decisões da administração pública, promovendo a prestação de contas e a 
fiscalização por parte da sociedade. 
 Ex.: A administração pública divulga todas as informações relevantes sobre o 
processo de licitação, garantindo que a sociedade possa acompanhar e fiscalizar 
as ações governamentais. 
Eficácia 
 
Refere-se à capacidade de alcançar os resultados pretendidos com a execução 
das atividades administrativas, garantindo a efetividade das políticas públicas e 
a satisfação das necessidades da sociedade. 
Segregação de 
Funções 
Determina a separação das funções de planejamento, execução, controle e 
fiscalização das contratações públicas, visando evitar conflitos de interesse e 
assegurar a lisura dos processos. 
Motivação 
 
Exige que as decisões administrativas sejam fundamentadas em razões de fato 
e de direito, com justificativas claras e objetivas que demonstrem a pertinência 
e a legalidade dos atos praticados. 
Vinculação ao Edital 
 
Estabelece que os licitantes devem obedecer integralmente às regras e 
condições estabelecidas no edital, vinculando-se aos termos do documento 
durante todo o processo licitatório. 
Julgamento Objetivo 
 
Determina que a avaliação das propostas apresentadas pelos licitantes seja 
realizada de forma objetiva e imparcial, com critérios claros e previamente 
estabelecidos, visando garantir a igualdade de condições a todos os 
concorrentes. 
Segurança Jurídica 
 
Garante a estabilidade e previsibilidade das relações jurídicas, proporcionando 
confiança e estabilidade aos agentes públicos e privados envolvidos nos 
processos licitatórios e contratos administrativos. 
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88 
Razoabilidade 
 
Exige que os atos administrativos e as decisões dos gestores públicos sejam 
razoáveis e proporcionais aos objetivos pretendidos, evitando excessos ou 
arbitrariedades. 
Competitividade 
 
Incentiva a ampla concorrência entre os licitantes, visando à obtenção de 
propostas mais vantajosas para a administração pública e à promoção da 
eficiência na alocação de recursos. 
Proporcionalidade 
 
Determina que as medidas adotadas pela administração pública sejam 
proporcionais aos objetivos pretendidos, evitando restrições excessivas ou 
desproporcionais aos direitos dos particulares. 
Celeridade 
 
Busca a agilidade e a rapidez nos processos licitatórios e na execução dos 
contratos administrativos, visando evitar a burocracia e os atrasos que possam 
comprometer a eficácia e a eficiência das ações governamentais. 
Economicidade 
 
Visa à obtenção do melhor custo-benefício nas contratações públicas, buscando 
a otimização dos recursos disponíveis e a redução de gastos desnecessários, 
sem comprometer a qualidade dos serviços prestados. 
Desenvolvimento 
Nacional Sustentável 
Promove a realização de contratações públicas que contribuam para o 
desenvolvimento socioeconômico do país, respeitando os princípios da 
sustentabilidade ambiental, social e econômica. 
 
 Tome nota! 
Mas professor, como vou saber diferenciar eficiência, eficácia e economicidade? 
Tomando como exemplo a contratação de um novo sistema informatizado para a área de saúde 
pública, que visa monitorar e rastrear a propagação de doenças infecciosas em uma determinada 
região: 
 Sob o prisma da eficiência, se a contratação do software envolveu um investimento de R$ 8 
milhões de recursos públicos, uma equipe de 30 profissionais da saúde durante 4 meses, para 
analisar uma região de 10.000km². Aqui, avaliamos se os recursos investidos foram utilizados da 
melhor maneira possível para alcançar os resultados esperados, ou seja, se a análise da área foi 
realizada de forma adequada dentro do orçamento e do prazo estabelecido. 
 Focando na eficácia, podemos afirmar que a utilização do sistema permitiu identificar os locais 
de maior incidência de determinada doença infecciosa, facilitando o direcionamento de recursos e 
ações de prevenção e controle. O sucesso em alcançar o objetivo principal do sistema, que é o 
monitoramento e rastreamento da propagação de doenças, demonstra a eficácia da ferramenta. 
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89 
 Em relação à economicidade, se considerarmos que o custo financeiro do sistema informatizado 
foi de R$ 8 milhões, analisaremos se houve um bom uso dos recursos públicos, ou seja, se o sistema 
oferece uma relação custo-benefício favorável em comparação com os resultados e benefícios 
obtidos na prevenção e controle de doenças infecciosas. 
 
5) Modalidades 
As modalidades de licitação são os procedimentos utilizados pela administração pública para 
selecionar a proposta mais vantajosa para contratação de obras, serviços, compras ou alienações. A 
escolha da modalidade adequada depende do valor e da natureza do objeto a ser licitado, além das 
peculiaridades de cada situação. 
 
 Importante! 
Antes da entrada em vigor da Nova Lei de Licitações (NLL), tínhamos um conjunto de modalidades 
de licitação estabelecidas pela Lei 8.666/93 e pelo Regime Diferenciado de Contratações (RDC). Com 
a NLL, houve uma reorganização dessas modalidades. Veja como era antes e como ficou: 
 
 
Vamos estudar aprofundadamente cada modalidade da nova Lei de Licitações. 
 
5.1) Pregão 
O pregão, agora obrigatório segundo a Nova Lei de Licitações, era opcional anteriormente. Essa 
mudança é significativa. Quando os bens ou serviços a serem adquiridos são considerados 
comuns, o pregão é o método apropriado. Bens e serviços comuns são aqueles cujos padrões de 
qualidade e desempenho podem ser facilmente definidos pelo edital, usando especificações comuns 
do mercado. No entanto, se o objeto for especial e não puder ser descrito objetivamente no edital 
devido à sua complexidade ou heterogeneidade, o pregão não é adequado. 
Antes daNova Lei de Licitações
•Concorrência 
•Tomada de preços
•Convite
•Leilão
•Concurso
•Pregão 
•Regime diferenciado de contratação
Nova Lei de Licitações
•Concorrência
•Leilão
•Concurso 
•Pregão
•Diálogo competitivo
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90 
É importante observar que há situações em que o pregão não pode ser utilizado, como para serviços 
técnicos especializados, obras, serviços de engenharia (a menos que sejam comuns) ou alienações. 
Outra novidade é que agora é permitido usar tanto o critério do menor preço quanto o do maior 
desconto no pregão. Antes, só o menor preço era considerado. Isso significa que a Administração 
pode escolher entre o fornecedor que oferece o menor preço ou aquele que oferece o maior 
desconto sobre um preço de referência. 
A condução do pregão é realizada por um pregoeiro designado para essa função. Além disso, a Nova 
Lei de Licitações permite que o pregão seja utilizado para formar um registro de preços, o que é 
útil quando a Administração precisa adquirir os mesmos itens repetidamente ao longo do tempo. 
 
5.2) Concorrência 
A Nova Lei de Licitações introduz mudanças significativas na modalidade de concorrência. Antes, 
sua utilização era determinada pelo valor da contratação, mas agora, de acordo com a NLL, a 
concorrência é adotada independentemente do valor para bens e serviços especiais, obras e 
serviços de engenharia. 
Essa nova abordagem significa que a escolha da concorrência está relacionada à natureza do objeto 
licitado, não ao seu valor financeiro. Ex.: para serviços de engenharia, a concorrência é obrigatória 
para serviços especiais e opcional para os comuns. 
Além disso, os critérios de julgamento na concorrência são mais amplos do que no pregão. 
Enquanto o pregão se restringe principalmente ao menor preço ou maior desconto, na concorrência, 
outros critérios, como melhor técnica, conteúdo artístico, técnica e preço, e maior retorno 
econômico, podem ser adotados. 
 
5.3) Concurso 
Inicialmente, é essencial esclarecer que não estamos tratando aqui de concursos públicos para 
contratação de funcionários para a Administração Pública. Estamos falando de uma modalidade de 
licitação utilizada para firmar contratos administrativos com o licitante vencedor. 
Nesse contexto, a Nova Lei de Licitações define o concurso como uma modalidade de licitação 
voltada para a seleção de trabalhos técnicos, científicos ou artísticos, bem como para premiar ou 
remunerar os vencedores, com base no critério de melhor técnica ou conteúdo artístico. 
 Ex.: se um órgão público deseja criar um novo logotipo para melhorar sua imagem institucional, 
mas não possui artistas em sua equipe, ele pode realizar um concurso por meio de licitação para 
contratar um profissional particular para criar o logotipo. Nesse concurso, vários profissionais 
competiriam entre si para criar o melhor logotipo. 
 
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91 
Existem duas principais mudanças em relação à legislação anterior: 
1) Critério de seleção: Antes, a Lei 8.666 não especificava os critérios de seleção a serem utilizados. 
Agora, a NLL determina que o critério de seleção do fornecedor deve ser a melhor técnica ou 
conteúdo artístico. 
2) Prazo mínimo do edital: O tempo mínimo entre a publicação do edital e a data de apresentação 
das propostas era de 45 dias, mas agora foi reduzido para 35 dias úteis. 
 
Além disso, o edital do concurso deve incluir informações como a qualificação exigida dos 
participantes, as diretrizes para a apresentação dos trabalhos e as condições para a realização do 
concurso, incluindo o prêmio ou remuneração a ser concedido ao vencedor. Nos concursos para 
elaboração de projetos, o vencedor deve ceder todos os direitos patrimoniais relativos ao projeto à 
Administração Pública, que terá liberdade para executá-lo conforme julgar conveniente, sem 
necessidade de nova autorização do autor do projeto. Em resumo, o autor do projeto não receberá 
royalties ou outras remunerações futuras, pois seus direitos foram cedidos à Administração. 
 
5.4) Leilão 
O leilão é uma forma de licitação usada para vender tanto bens móveis quanto imóveis para quem 
oferecer o lance mais alto. Aqui está um alerta importante: embora a definição legal do leilão na 
NLL mencione apenas a venda de bens imóveis ou móveis inservíveis ou legalmente apreendidos, 
na prática, a lei permite o uso do leilão para qualquer tipo de alienação de bens, sem as restrições 
da Lei 8.666. 
Então, o que mudou com a NLL em relação ao leilão? 
Antes, na Lei 8.666, o leilão era usado apenas para vender bens móveis legalmente apreendidos ou 
penhorados, com um limite de valor, e bens imóveis decorrentes de situações específicas. Com a 
NLL, o leilão pode ser usado para vender qualquer tipo de bem móvel ou imóvel. 
Quanto ao processo, o leilão pode ser conduzido por um leiloeiro oficial ou por um servidor 
designado pela Administração. Se for por um leiloeiro, a Administração deve selecioná-lo por meio 
de credenciamento ou licitação. O critério de julgamento para selecionar o leiloeiro é o maior 
desconto nas comissões cobradas. 
O procedimento do leilão é especial e tem algumas diferenças em relação ao processo padrão da 
NLL. Não há uma fase de habilitação, não é necessário registro prévio e o leilão deve ser 
homologado imediatamente após a fase de lances, tudo para facilitar a participação das pessoas 
interessadas em adquirir os bens da Administração. 
O prazo mínimo entre a publicação do edital e a data do leilão é de 15 dias úteis. Além disso, antes 
de realizar o leilão, a Administração deve avaliar os bens para estimar seu valor de mercado, o que 
vai ajudar a definir o preço mínimo para a venda, a ser especificado no edital. 
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Por fim, o edital do leilão deve ser divulgado no site oficial da Administração, afixado em local visível 
na sede da Administração e pode ser divulgado por outros meios para atrair mais interessados. O 
objetivo é garantir que o leilão seja amplamente conhecido para aumentar a competição entre 
os interessados em adquirir os bens da Administração. 
 
5.5) Diálogo Competitivo 
O diálogo competitivo segue um procedimento específico, que difere do processo usual da 
concorrência e do pregão, conforme resumido a seguir: 
 Fase de Diálogo: o processo de diálogo competitivo é dividido em duas fases distintas. Na 
primeira fase, a Administração se dedica a explorar e desenvolver diferentes opções que possam 
atender às suas necessidades. Isso envolve uma etapa de "pré-seleção", onde são escolhidos os 
participantes com os quais a Administração irá dialogar. 
 
 
Com o encerramento da indicação da solução a ser contratada, inicia-se a fase competitiva. 
 
 Fase Competitiva: Na segunda fase, conhecida como fase competitiva, uma vez que uma 
alternativa tenha sido desenvolvida ou escolhida, a Administração busca propostas específicas das 
empresas para fornecer essa alternativa. Em resumo, na primeira fase a Administração procura 
entender suas opções, enquanto na segunda fase ela solicita propostas específicas para implementar 
a solução escolhida. 
 
 
A condução da concorrência é geralmente feita pelo agente de contratação, mas a NLL permite a 
formação de uma comissão para essa finalidade em casos específicos de bens ou serviços especiais. 
Essa comissão é composta por no mínimo três membros. 
Instauração da 
comissão de 
contratação
edital de pré-
seleção
diálogo com os 
interessados
indicação da 
solução a ser 
contratada 
Edital da fase 
competitiva
proposta dos 
licitantes
seleção da proposta 
mais vantajosa
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93 
Algumas similaridades com o pregão permanecem, como a possibilidade de utilizara concorrência 
para formar um registro de preços e o seguimento do mesmo procedimento comum detalhado na 
legislação. 
Após estudarmos as modalidade de licitação, fizemos o quadro-resumo com os principais aspectos 
referente aos critérios de julgamento de cada uma dessas modalidades: 
Critérios de Julgamento 
Menor preço pode incluir os custos indiretos do ciclo de vida, sendo vedado em disputa 
fechada. 
Maior desconto Sobre o preço global e seus aditivos – pode incluir os custos indiretos do 
ciclo de vida, sendo vedado em disputa fechada. 
Melhor técnica ou 
conteúdo artístico 
O valor já consta no edital, realizados para projetos e trabalhos de 
natureza técnica, cientifica e artística. 
Técnicas e preço Serviços predominantemente intelectuais, tecnologia sofisticada ou de 
domínio restrito, objetos especiais de técnica, cientifica e artística, obras, 
serviços especiais de engenharia, soluções especificas e alternativas e 
variações de execução (repercussões significativas) 
Considera-se desempenho pretérito – nota técnica 
Máximo de 70% para nota técnica, sendo vedado para disputa aberta. 
Maior lance Realizado para leilão. 
Maior retorno econômico Contratos de eficiência (maior economia para a administração) 
Proposta de trabalhos – com economia estimada 
Proposta de preços – com percentual sobre a economia 
 
6) Dispensa e Inexigibilidade 
Neste tema, não houve grandes mudanças estruturais com a nova lei, mas alguns detalhes 
importantes foram alterados. Um ponto crucial é a ampliação de 3 para 5 hipóteses de 
inexigibilidade de licitação, enquanto, por outro lado, o número de hipóteses de licitação 
dispensável foi reduzido de 34 para 28. 
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94 
É essencial lembrar que, como princípio geral, a Administração Pública deve realizar licitação antes 
de contratar, exceto nos casos especificados na legislação, nos quais é permitida a contratação 
direta, ou seja, sem licitação prévia. 
 
 
Neste contexto, vamos explorar essas situações excepcionais em que a legislação permite que a 
Administração contrate um fornecedor sem abrir a possibilidade de competição com outros. Estamos 
falando das exceções ao dever de licitar. 
 
6.1) Dispensa 
A dispensa de licitação é uma exceção à obrigatoriedade de licitar, permitindo que a Administração 
Pública contrate diretamente um fornecedor sem a necessidade de realizar um processo licitatório. 
Vamos estudar as duas formas de dispensa da licitação – dispensável e dispensada. 
 
6.1.1) Licitação Dispensada 
Nos casos abordados adiante, o legislador concedeu ao administrador público a prerrogativa de 
escolher entre (i) realizar um processo licitatório ou (ii) celebrar o contrato diretamente. Nesse 
contexto de tomada de decisão, caracterizamos a conduta do administrador como discricionária 
nas licitações dispensáveis. Dessa forma, é evidente que, ao contrário das situações de licitação 
dispensada, aqui o legislador permite ao administrador optar por não realizar a licitação. 
Contratação Direta
inexigibilidade de licitação 
- inviabilidade de 
competição (art. 74, rol 
exemplificativo) 
dispensa de licitação -
decisão do legislador 
licitação dispensável 
(discricionário - art. 75, rol 
taxativo)
licitação dispensada 
(vinculado - art. 76, rol 
taxativo)
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95 
 
 
6.1.2) Licitação Dispensável 
Nas próximas situações que vamos discutir, o legislador definiu que o administrador público tem 
apenas uma opção: não realizar uma licitação. Esses casos estão relacionados à venda de bens que 
pertencem ao Estado, conhecidos como bens dominicais. Seja para alienar bens imóveis, como 
terrenos, ou móveis, como carros, em certas circunstâncias, o governo não precisa seguir o processo 
de licitação tradicional, onde as pessoas fazem ofertas. Isso acontece quando a lei permite que o 
governo simplesmente venda os bens sem passar por todo esse processo. 
Essas situações estão detalhadas na lei e são chamadas de dispensa de licitação. No entanto, é 
fundamental lembrar que essa dispensa só é válida se houver uma razão específica e legal para 
isso, e o governo precisa explicar por que está optando por não realizar a licitação. 
Portanto, quando falamos sobre a alienação de bens do governo, às vezes o governo pode evitar o 
processo de licitação se tiver uma justificativa sólida e se estiver dentro dos limites estabelecidos 
pela lei. 
possibilidade de 
comprometimento da 
segurança nacional -
casos pelo Ministro da 
Defesa
hortifrutigranjeiros, pão e 
outros gêneros perecíveis
aquisição nos termos de 
acordo intencional 
específico - condições 
mais vantajosas
abastacimento de navios, 
embarcações, unidades 
aéreas ou tropas e seus 
meios de deslocamento -
estada de curta duração
valor baixo - até R$ 
119.812,02 (obras e 
serviços de engenharia + 
manutenção de veículo) e 
R$ 59.906,02 (compras e 
demais serviços)
guerra, grave perturbação 
da ordem, estado de 
defesa, de sítio ou 
intervenção federal
emergência ou 
calamidade pública
licitação realizada há no 
máximo 1 ano (quando 
não surgirem licitates, 
sem propostas válidas e 
incompatíveis com os 
preços)
bens e serviços -
produzidos ou prestados 
no país (alta 
complexidade teconlógica 
+ defesa nacional)
atender forças militares 
em operações de paz no 
exterior
resíduos sólidos urbanos 
obras de arte e objetos 
históricos
equipamentos de 
rastreamento e obtenção 
de provas em inquérito e 
processo criminal - sigilo 
das informações
materal de uso pelas 
forças armadas 
aquisição de peças para 
manutenção de 
equipamentos durante 
período de garantia -
indispensável para 
garantia
produto para pesquisa e 
desenvolvimento
contração por instituição 
cientifica e tecnológica ou 
por agências de formento
contratação de associação 
de portadores de 
deficiência física
contratação de instituição 
brasileira incumbida de 
pesquisa, ensino ou 
desenvolvimento 
institucional ou dedicada 
à recuperação do preso
pessoa jurídica de direito 
público adquirir insumos 
estratégicos para saúde
cisternas ou outras 
tecnologias de acesso à 
água 
prgrama de cozinha 
solidária 
medicamento para 
doenças raras
construção de ambientes 
especializados e 
cooperativos de inovação
aquisição de bens e 
serviços produzidos ou 
serviços prestados que 
integre a Administração -
PJ de direito público
União intervir no domínio 
econômico
contrato de programa 
com ente público, para a 
prestação associada de 
serviços públicos
transferência de 
tecnologia de produtos 
estratégicos para o SUS
contratação de profissionais 
para compor Banca de 
avaliação de critérios técnico -
profissional de notória 
especialização 
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96 
Como mencionamos anteriormente, exploramos de forma mais detalhada as situações envolvendo 
a alienação de bens. A dispensa de licitação exige uma justificativa legal específica para cada caso 
e deve ser devidamente explicada pela Administração Pública. 
 
6.2) Inexigibilidade 
A inexigibilidade de licitação também é uma exceção à obrigatoriedade de licitar, mas ocorre 
quando a competição é inviável, seja por características singulares do objeto ou pela inexistência de 
concorrentes aptos a fornecer o serviço ou produto. 
A nova Lei de Licitações estabelece as situações em que a licitação pode ser considerada inexigível, 
como veremos a seguir: 
 
 
Assim como na dispensa de licitação, a inexigibilidade requer fundamentação legal específica e 
justificativa técnica que comprove a inviabilidade de competição. 
 
7) Processo Licitatório 
Vamos simplificar o conceito de licitação e entender suas etapas. A licitação é um processo 
administrativo que segue um conjunto de regrasestabelecidas por lei. Existem diferentes 
modalidades de licitação, mas vamos focar nas etapas comuns a algumas delas, como concorrência 
e pregão. 
Fornecedor 
Exclusivo 
•vedada
preferência de 
marca.
•Necessidade 
de 
comprovação 
da 
exclusividade.
serviços 
técnicos
•natureza 
intelectual 
predominante 
+ notória 
especialização 
+ enumerados 
no art. 74.
•vedada a 
utilização do 
serviço para a 
publicidade e 
divulgação.
•vedada a 
subcontratação 
para a atuação 
distintos dos 
contratados.
Artista 
consagrado
•divulgar o 
cachê do 
artista -
obrigatoriedad
e.
Aquisição ou 
locação de 
imóvel
•avaliação prévia 
do bem.
•inexistência de 
imóveis 
públicos 
disponiveis.
•justificativas 
das singulares 
do imóvel.
Credenciamento
•inclusão da 
hipótese na NLL. 
•determinados 
serviços.
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97 
Antes mesmo de o edital da licitação ser divulgado, ela já está acontecendo dentro da Administração, 
internamente. Isso significa que, mesmo antes de se tornar pública, a licitação está em andamento, 
na chamada fase preparatória. 
Com a Nova Lei de Licitações, ficou mais clara a distinção entre a fase preparatória, que ocorre antes 
da publicação do edital, e a fase externa, que começa com a publicação do edital e torna a licitação 
pública. 
Agora, vamos observar a ordem geral das etapas do procedimento licitatório, conforme previsto na 
NLL: 
 
 
Na nova lei, houve uma mudança importante na ordem das etapas da licitação. Agora, geralmente, 
a fase de habilitação dos concorrentes acontece depois da análise das propostas ou dos lances. Isso 
significa que, em vez de verificar se os concorrentes estão aptos para participar logo no início, 
primeiro são avaliadas as propostas ou lances para escolher a melhor oferta. Essa mudança é 
chamada de inversão de fases. 
No entanto, ainda é possível, em casos especiais e devidamente justificados, que o edital estabeleça 
a realização da habilitação antes da apresentação das propostas e lances. Isso é chamado de 
desinversão de etapas e precisa ser justificado adequadamente. 
A maioria das licitações agora ocorre de forma eletrônica, mas em casos específicos, pode-se 
realizar presencialmente. Quando isso acontece, é necessário justificar essa escolha e registrar tudo 
o que foi discutido e decidido durante a sessão, seja em ata ou por meio de gravação. 
Além disso, as licitações agora têm apenas uma fase de recurso, simplificando o processo, assim 
como já acontecia no pregão. 
Vamos esquematizar as etapas da Nova Lei de Licitações, descritas como rito comum, para que você 
entenda os pontos mais importantes: 
Nova Lei de Licitações – etapas comuns 
Fase preparatória
divulgação do 
edital
apresentação das 
propostas e 
lances
julgamento
habilitação recursos homologação
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98 
Fase preparatória Nesta fase, a Administração Pública inicia os procedimentos internos para a 
realização da licitação. Isso inclui a definição das especificações do objeto a ser 
contratado, a estimativa de custos, a elaboração do edital e a escolha do tipo de 
licitação a ser utilizada. 
Divulgação do 
edital 
Após a fase preparatória, o edital de licitação é divulgado publicamente. Esse 
documento contém todas as informações necessárias para que os interessados 
possam participar do processo, como descrição do objeto, critérios de participação, 
prazos e condições de pagamento. 
A impugnação do edital poderá ser realizado por qualquer pessoa no prazo de 3 
dias úteis. 
Apresentação das 
propostas 
Os interessados em participar da licitação devem apresentar suas propostas ou 
lances dentro do prazo estabelecido pelo edital. Nesta fase, os concorrentes 
competem entre si para oferecer a melhor proposta ou lance em relação ao objeto 
da licitação. 
Julgamento Após a apresentação das propostas ou lances, a comissão responsável pela licitação 
realiza o julgamento para escolher a proposta mais vantajosa para a Administração 
Pública, levando em consideração os critérios estabelecidos no edital. 
Habilitação Na fase de habilitação, verifica-se se o concorrente selecionado atende a todos os 
requisitos legais e técnicos exigidos pelo edital. Isso inclui a comprovação da 
regularidade fiscal e trabalhista, capacidade técnica e financeira, entre outros. 
Recursos Após o julgamento e a habilitação, os concorrentes que se sentirem prejudicados têm 
o direito de interpor recursos administrativos, contestando decisões da comissão 
de licitação que considerem injustas ou inadequadas. 
O prazo para a interposição do recurso se dará no prazo de 3 dias úteis. Devendo a 
decisão ser proferida no prazo máximo de 10 dias úteis. 
Homologação Finalmente, após a análise dos recursos e a confirmação da regularidade de todo o 
processo, a autoridade superior homologa o resultado da licitação, declarando o 
vencedor e autorizando a celebração do contrato. Essa etapa encerra formalmente 
o processo licitatório. 
 
7.1) Anulação, Revogação e Recursos Administrativos 
Na Nova Lei de Licitações, a anulação de um ato administrativo ocorre quando é considerado 
inválido por não estar em conformidade com a legislação ou devido a vícios que comprometam 
sua legalidade. Essa anulação pode ser iniciada pela Administração Pública, quando há 
irregularidades no procedimento licitatório, ou provocada pelos interessados através de recurso 
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99 
administrativo, ao identificarem falhas no certame. Ela pode ser realizada em qualquer momento, 
desde que haja um motivo legalmente válido, e tem como objetivo restaurar a legalidade e a 
moralidade do processo licitatório. 
Já a revogação é a extinção de um ato administrativo por conveniência e oportunidade da 
Administração Pública, mesmo que o ato seja legal. Na Nova Lei de Licitações, ela pode ocorrer por 
razões de interesse público, conveniência administrativa ou alterações nas circunstâncias que 
motivaram a realização da licitação, entre outros motivos. A revogação é um ato discricionário da 
Administração Pública, que deve respeitar os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, 
publicidade e eficiência. 
Por fim, os recursos administrativos são ferramentas utilizadas pelos interessados (licitantes) para 
questionar atos da Administração Pública que consideram ilegais ou injustos durante o processo 
licitatório. Eles garantem que os licitantes possam defender seus direitos e interesses de forma 
democrática e transparente. Esses recursos podem ser apresentados em várias etapas do processo 
licitatório, como na habilitação, julgamento das propostas, adjudicação e homologação, e devem ser 
analisados e decididos de maneira rápida e fundamentada pela autoridade competente. A 
interposição de recursos administrativos não suspende automaticamente o andamento do 
processo licitatório, a menos que haja uma disposição expressa nesse sentido ou uma medida 
cautelar seja deferida pela autoridade competente. 
 
CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 
1) Introdução 
A partir desse momento estudaremos sobre o assunto Controle da Administração Pública: 
1 –Controle da Administração Pública: classificação das formas de controle; controle 
administrativo; controle judicial; controle legislativo. 
 
2) Classificação das formas de controles 
Antes de adentrar na classificação das formas de controle, precisamos entender o conceito de 
controle. A doutrinadora Maria Sylvia Zanella Di Pietro dispõe que o controle da Administração 
Pública pode ser definido “como o poder de fiscalização e correção que sobre ela exercem os órgãos 
dos Poderes Judiciário, Legislativo e Executivo, com o objetivo de garantir a conformidade de sua 
atuação com os princípios que lhe são impostos pelo ordenamento jurídico”.O controle da Administração Pública representa tanto um poder quanto um dever de fiscalização 
e revisão da atuação administrativa, assegurando sua conformidade com o ordenamento jurídico e 
os princípios da boa administração pública. Isso implica que o controle vai além da mera verificação 
de legalidade e legitimidade, abrangendo também aspectos relacionados à eficiência, eficácia e 
efetividade. 
O controle da Administração Pública pode ser qualificado de cinco formas, vejamos: 
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100 
 
 
a) Quanto ao fundamento ou amplitude: o controle poderá ser hierárquico ou finalístico. O 
controle hierárquico é fundamentado nas relações em que há subordinação. Para Marcelo 
Alexandrino, esse controle decorre do “escalonamento vertical dos órgãos da administração direta 
ou do escalonamento vertical de órgãos integrantes de cada entidade da administração indireta”. 
 
 Tome Nota! 
Não há controle hierárquico entre pessoas jurídicas diferentes, essa relação de subordinação existe 
somente em uma mesma pessoa jurídica. 
 
Já o controle finalístico é a fiscalização e revisão, o qual, uma pessoa jurídica exerce sobre atos 
praticados por outra pessoa jurídica. Geralmente, esse controle é exercido pela administração direta 
sobre as entidades da administração indireta. Pode ser chamado também de supervisão ministerial 
ou tutela administrativa. 
 
 
Formas de controles
Quanto ao fundamento
Quanto a origem
Quanto ao órgão que exerce o controle
Quanto ao momento do controle
Quanto ao aspecto de controle
Amplitude
Hierárquico Resulta de hierárquia 
Finalístico Não resulta da hierarquia
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101 
b) Quanto à origem: o controle poderá ser interno, ou seja, o controle poderá ser feito por órgão 
que seja da mesma estrutura do órgão que praticou o ato; externo, o qual, será exercido por órgão 
de outra estrutura organizacional; ou controle popular, o qual é exercido pelos administrados ou 
pela sociedade civil. 
 
c) Quanto ao órgão que exerce o controle: em relação ao órgão controlador poderá ser 
administrativo, legislativo ou judicial. O controle administrativo é aquele exercido pela própria 
administração pública que praticou o ato, está relacionado com o princípio da autotutela. 
Já o controle legislativo ou parlamentar é o realizado pelo Poder Legislativo quando está exercendo 
sua função fiscalizadora. 
E por último, o controle judicial, o qual é exercido pelo Poder Judiciário em sua função típica de 
julgar. 
 
 
d) Quanto ao momento do controle: poderá ser prévio, concomitante ou posterior. 
O controle prévio ou preventivo tem a finalidade de impedir a prática de atos ilegais ou que não 
estejam de acordo com o interesse público. Já o controle concomitante é controle que ocorre 
quando, por exemplo, há uma fiscalização in loco em um prédio em construção com recurso do 
âmbito federal. 
E por último, temos o controle posterior, o qual é exercido após a pratica do ato. 
 
e) Quanto ao aspecto de controle: poderá ser de legitimidade ou legalidade e de mérito. 
O controle de legitimidade/legalidade pode ser exercido pelos três poderes. Já o controle de 
mérito é realizado pela própria administração ou em alguns momentos pode ser exercido pelo 
Poder Legislativo. 
Veja abaixo um quadro esquematizado para facilitara sua memorização: 
Órgão controlador 
Administrativo Função administrativa 
Legislativo Função fiscalizadora
Judicial Função julgadora
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102 
FUNDAMENTO ORIGEM ÓRGÃO QUE 
EXERCE 
MOMENTO DO 
CONTROLE 
ASPECTO DO 
CONTROLE 
Hierárquico Interno Poder Executivo Prévio Legalidade 
Finalístico Externo Poder Legislativo Concomitante Mérito 
 Popular Poder Judiciário Posterior 
 
3) Controle administrativo 
De acordo com José dos Santos Carvalho Filho, é possível conceituar controle da Administração 
Pública como sendo o conjunto de mecanismos jurídicos e administrativos por meio dos quais 
se exerce o poder de fiscalização e revisão da atividade administrativa em qualquer das esferas de 
Poder. 
 Súmula 473 do STF: A administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de 
vícios que os tornam ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de 
conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, 
a apreciação judicial. 
 
4) Controle judicial 
O controle judicial é um princípio fundamental em sistemas legais que estabelece a autoridade dos 
tribunais para revisar, avaliar e, se necessário, corrigir as ações, decisões e políticas tomadas por 
outros poderes do governo, como o executivo e o legislativo. Esse conceito é central para a 
separação dos poderes e o Estado de Direito em muitos sistemas legais ao redor do mundo. 
O controle judicial desempenha um papel crucial para garantir que o governo e seus agentes operem 
de acordo com as leis e os regulamentos, evitando abusos de poder e protegendo os direitos e 
liberdades dos cidadãos. Ele envolve a capacidade dos tribunais de analisar a legalidade, 
constitucionalidade e justiça das ações governativas, bem como resolver disputas entre partes 
privadas. 
Existem várias formas de controle judicial: 
Revisão Judicial 
Isso permite que os tribunais revisem as decisões e ações administrativas e 
legislativas para garantir que estejam em conformidade com a lei e a 
constituição. Isso pode incluir decisões anulares que princípios violentos. 
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103 
Jurisdição Constitucional 
Em muitos países, os tribunais têm o poder de revisar a constitucionalidade 
das leis e atos do governo. Se uma lei for considerada inconstitucional, ela 
pode ser anulada. 
Mandado de Segurança 
É uma ação judicial que permite a indivíduos ou entidades questionar a 
legalidade de atos do governo que preencheram seus direitos ou interesses. 
Ação Declaratória de 
Inconstitucionalidade 
Permite que os tribunais declarem a inconstitucionalidade de leis e normas, 
estabelecendo assim um padrão para futuras decisões. 
Habeas Corpus 
É uma ação judicial que visa proteger os direitos dos indivíduos detidos, 
garantindo que eles não sejam admitidos ilegalmente. 
Controle de 
Proporcionalidade 
Os tribunais podem avaliar se uma ação do governo é proporcional aos 
objetivos que visa alcançar, especialmente quando se trata de limitar direitos 
individuais. 
Revisão de Decisões 
Administrativas 
Os tribunais podem revisar decisões tomadas por autoridades 
governamentais para garantir que elas estejam de acordo com a lei e os 
procedimentos jurídicos. 
 
O controle judicial é um componente essencial da democracia e do Estado de Direito, pois ajuda a 
equilibrar os poderes do governo, evitando abusos e assegurando que as leis e os direitos dos 
cidadãos sejam respeitados. 
 
5) Controle legislativo 
O controle legislativo é um princípio fundamental em sistemas democráticos que estabelece o 
poder e a responsabilidade do poder legislativo para supervisionar, monitorar e influenciar as ações 
do poder executivo e outras autoridades governamentais. Esse conceito é crucial para garantir a 
separação dos poderes e a prestação de contas no governo. 
O controle legislativo envolve várias atividades e negociação que permite ao poder legislativo 
exercer supervisão e influência sobre as ações do poder executivo e outras entidades 
governamentais. Alguns aspectos do controle legislativo incluem: 
Aprovação de Leis e 
Orçamentos 
O poder legislativo tem a autoridade para criar, debater e aprovar leis e 
orçamentos governamentais. Esse processo garante que as políticas e ações do 
governo sejam consistentes com a vontade do legislativo, que represente osinteresses dos cidadãos. 
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104 
Votação de 
Confiança e Moções 
de Desconfiança 
Em sistemas parlamentaristas, o governo precisa manter a confiança do legislativo 
para permanecer no poder. O legislativo pode votar moções de confiança ou 
desconfiança, influenciando a estabilidade do governo. 
Comissões 
Parlamentares 
O poder legislativo pode criar comissões parlamentares para fiscalizar questões 
específicas, realizar e recolher informações sobre as ações do governo. Essas 
comissões têm o poder de convocar autoridades e testemunhas para 
depoimentos. 
Perguntas 
Parlamentares 
Os legisladores podem fazer perguntas ao governo para obter informações sobre 
suas atividades, políticas e decisões. Isso ajuda a garantir transparência e 
responsabilidade. 
Debates e Discussões 
Os legisladores podem debater políticas, ações governamentais e questões de 
interesse público em sessões parlamentares. Esses debates permitem que os 
representantes expressem suas opiniões e exijam entusiasmo do governo. 
Aprovação de 
Tratados e 
Nomeações 
Em muitos sistemas, o poder legislativo deve desenvolver aprovação internacional 
e nomeações para cargas importantes no governo, garantindo que essas ações 
estejam em conformidade com os interesses do país. 
Controle de Atos 
Administrativos 
O poder legislativo pode revisar, alterar ou anular atos administrativos tomados 
pelo governo, assegurando que eles estejam de acordo com as leis e 
regulamentos. 
 
O controle legislativo é essencial para garantir que o governo atue em nome do povo e dentro dos 
limites pela lei. Ele contribui para a prestação de contas, a transparência e a responsabilidade no 
governo, bem como para a proteção dos direitos e interesses dos cidadãos. 
 
RESPONSABILIDADE CIVIL DA ADMINISTRAÇÃO 
1) Introdução 
Neste momento estudaremos o assunto sobre a responsabilidade civil da Administração: 
Responsabilidade civil do Estado: 
1 – Responsabilidade Civil da Administração: conceito e fundamento constitucional; história e 
teorias da responsabilidade civil da administração pública; excludente; responsabilidade do 
Estado; direito de regresso; prazo; responsabilidade do Estado por atos omissivos; 
responsabilidade por ato jurisdicional; Covid-19; responsabilidade por ato legislativo; 
situações específicas; prescrição. 
 
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105 
2) Conceito e Fundamento constitucional 
A responsabilidade é de natureza civil, manifestando-se por meio do pagamento de indenizações. O 
Estado, por intermédio de seus agentes, ao causar danos a um indivíduo, fica obrigado a compensá-
lo pelos prejuízos sofridos. É importante ressaltar que a responsabilidade pelos atos dos agentes 
recai sobre o Estado, não sendo diretamente imputada aos próprios agentes. 
O ressarcimento dos danos é inicialmente suportado pelo Estado, sendo posteriormente buscada a 
recuperação dos valores junto ao servidor por meio de uma ação regressiva. 
A responsabilidade civil do Estado é objetiva, ou seja, não há necessidade de demonstrar culpa ou 
dolo do agente público para obrigar o Estado a indenizar o dano causado ao particular. Essa 
responsabilidade está fundamentada no disposto constitucional art. 37, §6º, CF: 
Art. 37, § 6º As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de 
serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a 
terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. 
 
Dessa forma, o Estado será responsável, sem a necessidade de comprovação de intenção 
deliberada ou negligência, sempre que, no exercício de uma atividade, ocasionar prejuízos a 
terceiros. É suficiente que a vítima evidencie: a conduta, o dano e o vínculo causal. 
 
3) História e Teorias da Responsabilidade Civil da Administração Pública 
A história da responsabilidade civil da Administração Pública é marcada por uma evolução 
significativa ao longo do tempo. Inicialmente, nos sistemas jurídicos de alguns países, predominava 
a ideia de que o Estado não poderia ser responsabilizado por danos causados aos cidadãos no 
exercício de suas funções públicas. Esse princípio era conhecido como a "imunidade do príncipe". 
No entanto, à medida que as atividades estatais foram se expandindo e se diversificando, tornou-se 
evidente que a imunidade absoluta era injusta, pois deixava os cidadãos desamparados em casos de 
prejuízos causados pela Administração Pública. Com o tempo, a necessidade de equilibrar os 
interesses públicos e privados levou ao desenvolvimento da teoria da responsabilidade civil do 
Estado. 
A Revolução Francesa, no final do século XVIII, foi um marco importante nesse processo. Com o 
advento do princípio da igualdade, cresceu a percepção de que o Estado deveria responder por seus 
atos danosos, da mesma forma que qualquer outro agente privado. A França, então, promulgou a 
Lei de 1790, que permitia que os cidadãos demandassem o Estado por danos. 
Ao longo do século XIX e início do século XX, outros países europeus, como Alemanha e Itália, 
também começaram a adotar princípios semelhantes, consolidando a ideia de que a Administração 
Pública deveria ser responsabilizada pelos danos que causasse. 
No século XX, a responsabilidade civil da Administração Pública tornou-se um tema central nas 
discussões jurídicas e legislativas em todo o mundo. Diversos sistemas jurídicos desenvolveram 
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106 
normas específicas para regular a responsabilidade do Estado, estabelecendo critérios como a 
existência de conduta, dano e nexo causal para a responsabilização. 
Essa evolução culminou em sistemas de responsabilidade objetiva, nos quais o Estado é 
responsabilizado independentemente da presença de culpa, bastando a comprovação dos 
elementos objetivos para a configuração da responsabilidade. 
 
3.1) Teorias da Responsabilidade Civil 
A base da responsabilidade civil do Estado está fundamentada em diversas teorias que procuram 
elucidar os princípios e critérios pelos quais o Estado pode ser responsabilizado por danos infligidos 
a terceiros. A evolução da responsabilidade estatal pode ser subdividida em três períodos distintos: 
a fase de irresponsabilidade estatal, seguida pela responsabilidade subjetiva, e, atualmente, a 
predominância da responsabilidade objetiva. Dentre as teorias mais relevantes, merecem destaque: 
 
 Teoria da irresponsabilidade: Essa teoria foi adotada no período dos Estados Absolutistas onde 
se tinha a ideia de que igreja e Estado eram considerados um só. De acordo com essa Teoria o Estado 
não responde civilmente, pois é representante de DEUS, que não erra. No entanto, essa concepção 
foi gradualmente abandonada em face da crescente demanda por justiça e igualdade. 
 
 Teorias civilistas: As teorias civilistas compreendem três abordagens distintas: 
a) Atos de império X atos de gestão: De acordo com esta teoria, o Estado não é responsável por 
atos de império, mas assume responsabilidade por atos de gestão. Nesse último caso, a 
responsabilidade é subjetiva, requerendo a comprovação da culpa do agente público. 
b) Culpa do servidor: Conforme esta teoria, a responsabilidade do Estado é subjetiva e depende da 
comprovação da culpa do servidor público. O Estado responde pelos danos causados apenas quando 
a conduta negligente, dolosa ou culposa do agente é estabelecida. 
c) Culpa do serviço (faut du service ou culpa anônima): Essa teoria dispensa a necessidade de 
provar a culpa do agente público. O foco recai sobre a demonstração de que (i) o serviço não foi 
prestado; (ii) foi prestado de maneira defeituosa; ou (iii) foi prestado com atraso. Em casos de falha 
do serviço, a responsabilidade é imputada ao Estado de forma objetiva.Teorias publicistas: As teorias publicistas, por sua vez, adotam a responsabilidade do Estado de 
forma objetiva, sendo representadas por duas abordagens distintas: 
a) Teoria do risco administrativo: embora a responsabilidade seja objetiva, admite-se a exclusão 
do nexo causal em alguns casos (é a teoria adotada no Brasil, em regra). No entanto, o STJ e a 
doutrina tradicional entendem que, em caso de omissão, a responsabilidade será subjetiva. O STF, 
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107 
contudo, em alguns julgados, já disse que a responsabilidade será sempre objetiva, pois a CF (art. 
37, §6º) não distingue ação de omissão. 
b) Teoria do risco integral: A regra no Brasil é a teoria do risco administrativo, mas em casos 
excepcionais, é adotada a teoria do risco integral. De acordo com essa teoria o Estado é 
responsabilizado e obrigado a indenizar, não podendo utilizar nenhuma excludente. Além disso, 
segundo a doutrina existem três situações principais em que pode ser adotada a teoria do risco 
integral: 
 
 
4) Excludentes 
As excludentes de responsabilidade civil são circunstâncias que, quando presentes, podem isentar 
a Administração Pública ou seus agentes de responderem por danos causados a terceiros. 
Embora a responsabilidade do Estado seja, em muitos casos, objetiva, existem situações em que 
certas condutas ou eventos podem afastar essa responsabilidade. Aplicam-se normalmente todas as 
Exceções a teoria 
do risco 
administrativo 
Responsabilidade do 
Estado por danos 
nucleares
Art. 21, XXIII, CF - É competência da União 
explorar os serviços e instalações nucleares de 
qualquer natureza e exercer monopólio estatal 
sobre a pesquisa, a lavra, o enriquecimento e 
reprocessamento, a industrialização e o 
comércio de minérios nucleares e seus 
derivados, atendidos os seguintes princípios e 
condições, a responsabilidade civil por danos 
nucleares independe da existência de culpa. 
Danos decorrentes a 
ataques terroristas, 
atos de guerra ou 
eventos correlatos 
contra aeronaves de 
empresas aéreas 
brasileiras
Lei 10.309/01, art. 1º - Fica a União autorizada 
a assumir as responsabilidades civis perante 
terceiros no caso de danos a bens e pessoas no 
solo, provocados por atentados terroristas ou 
atos de guerra contra aeronaves de empresas 
aéreas brasileiras no Brasil ou no exterior.
Lei 10.744/03, art. 1º - Fica a União 
autorizada, na forma e critérios estabelecidos 
pelo Poder Executivo, a assumir despesas de 
responsabilidades civis perante terceiros na 
hipótese da ocorrência de danos a bens e 
pessoas, passageiros ou não, provocados por 
atentados terroristas, atos de guerra ou 
eventos correlatos, ocorridos no Brasil ou no 
exterior, contra aeronaves de matrícula 
brasileira operadas por empresas brasileiras de 
transporte aéreo público, excluídas as 
empresas de táxi aéreo.
Responsabilidade do 
Estado por dano 
ambiental 
Súmula 652, STJ: A responsabilidade civil da 
Administração Pública por danos ao meio 
ambiente, decorrente de sua omissão no dever 
de fiscalização, é de caráter solidário, mas de 
execução subsidiária.
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108 
excludentes do nexo de causalidade (caso fortuito, força maior e culpa exclusiva da vítima). Na 
hipótese de culpa concorrente, deve ser diminuído o valor da indenização. 
 
 
 Tome Nota! 
Nos termos do artigo 37, § 6º, da CF, não se caracteriza a responsabilidade civil objetiva do Estado 
por danos decorrentes de crime praticado por pessoa foragida do sistema prisional, quando não 
demonstrado o nexo causal direto entre o momento da fuga e a conduta praticada. STF. Plenário. RE 
608880, Rel. Min. Marco Aurélio, Relator p/ Acórdão Alexandre de Moraes, julgado em 08/09/2020 
(Repercussão Geral – Tema 362) (Info 993). 
 
Outro assunto bastante cobrado nas provas é a responsabilidade estatal em situações de 
confronto entres policiais e criminosos. É relevante destacar também uma decisão do Supremo 
Tribunal Federal (STF) que abordou o tema de bala perdida. 
 Informativo 1089: Segundo o STF, se uma pessoa é atingida por uma bala perdida durante 
um confronto entre policiais e criminosos, o Estado pode ser condenado a indenizar, mesmo que 
a parte autora não consiga comprovar que a bala partiu dos policiais. Nesse contexto, cabe ao Estado 
apresentar evidências que excluam o nexo causal entre a ação e o dano, pois a responsabilidade civil 
objetiva do Estado presume a conexão entre o ato estatal e o prejuízo. Essa posição foi ratificada 
pelo STF, 2ª Turma, no julgamento do ARE 1.382.159 AgR/RJ, tendo como Relator o Ministro Nunes 
Marques e como redator do acórdão o Ministro Gilmar Mendes, ocorrido em 28/03/2023. 
 
•o dano é causado pela própria pessoa que se lesou;Culpa exclusiva da vítima
•é o acontecimento involuntário, imprevisível e 
incontrolável; 
Força maior
•fato ou evento imprevisível ou de difícil previsão, que 
não pode ser evitado, que provocam consequências ou 
efeitos para outras pessoas;
Caso fortuito 
•quanto o ato foi praticado por outra pessoa (e não um 
agente do público).
Culpa de terceiros
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109 
5) Responsabilidade do Estado 
Em 2019, o STF pacificou, em sede de repercussão geral, a teoria da dupla garantia, segundo a qual 
a vítima só pode ajuizar a ação contra o Poder Público, e não contra o agente público causador do 
dano, uma vez que o servidor tem, a seu favor, a garantia de só ser processado via ação de regresso 
proposta pelo Estado. 
Para o STF, a necessidade de ação de regresso (Estado X agente) representa uma dupla garantia: 
 Em favor do particular: que ajuíza ação diretamente contra quem pode pagar; 
 Em favor do agente público: que somente responderá futuramente. 
 
Quando há ato que possa gerar indenização, o trâmite é o seguinte: 
1º passo: ação do cidadão contra o ente público (U/E/DF/M). Nessa ação, não se verifica se o agente 
que causou o dano agiu com culpa ou dolo. 
2º passo: ação de regresso: depois que ressarcir o cidadão, o Estado vai entrar com uma ação contra 
o agente que praticou o ato e, nesse caso, irá verificar se ele agiu com culpa ou dolo. Se ele não teve 
nem mesmo culpa, não vai pagar pelo erro. 
Em resumo: primeiro o Estado paga o cidadão e depois tenta receber do agente público que 
cometeu o erro. 
 
 Importante! 
A responsabilidade do estado é objetiva, mas a do servidor é subjetiva. 
 
6) Direito de regresso 
No contexto da responsabilidade civil, o direito de regresso geralmente surge quando uma pessoa 
ou entidade é obrigada a indenizar um terceiro por danos causados, mas existe uma relação 
jurídica que justifica a transferência desse ônus para outra parte. 
O Estado propõe ação regressiva contra o agente causador do dano, quando há dolo ou culpa. Nesse 
tipo de ação, o Estado já foi processado pela vítima e condenado a pagar indenização. Dessa maneira, 
é cabível ao Estado propor ação regressiva contra o agente público, para que ele ressarça o Estado. 
A ação de regresso perante a Fazenda Pública é obrigatória, ou seja, o Estado tem a obrigação de 
mover a ação regressiva, conforme o princípio da indisponibilidade do interesse público, essa 
obrigatoriedade está fundamentada no art. 122, §2º da Lei 8.112/92 – Estatuto dos Servidores 
Públicos Federais, o qual transcrevemos abaixo: 
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110 
Art. 122. A responsabilidade civil decorre de ato omissivo ou comissivo, doloso ou culposo, 
que resulte em prejuízo ao erário ou a terceiros. 
§ 1o A indenização de prejuízo dolosamente causado ao erário somente será liquidada na 
forma prevista no art. 46, na falta de outros bens que assegurem a execução do débito pela 
via judicial. 
§ 2o Tratando-se de dano72 
3) Aspectos Iniciais da Norma .................................................................................................................. 73 
3.1) Conceito e Natureza Jurídica ........................................................................................................... 73 
3.1.1) Alcance da Nova Lei de Licitações ............................................................................................... 74 
3.2) Objeto e Finalidade ............................................................................................................................ 75 
3.3) Definições Importantes da Nova Lei de Licitações ..................................................................... 76 
3.3.1) Objetos de uma Licitação .............................................................................................................. 76 
3.3.2) Anteprojeto, Projeto Básico e Projeto Executivo .................................................................... 81 
3.3.3) Agentes Públicos Atuantes na Licitação .................................................................................... 82 
3.3.4) Outras Definições Relevantes ....................................................................................................... 84 
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6 
4) Princípios Básicos e Correlatos ........................................................................................................... 85 
5) Modalidades ............................................................................................................................................ 89 
5.1) Pregão.................................................................................................................................................... 89 
5.2) Concorrência ........................................................................................................................................ 90 
5.3) Concurso ............................................................................................................................................... 90 
5.4) Leilão ...................................................................................................................................................... 91 
5.5) Diálogo Competitivo .......................................................................................................................... 92 
6) Dispensa e Inexigibilidade ................................................................................................................... 93 
6.1) Dispensa ................................................................................................................................................ 94 
6.1.1) Licitação Dispensada....................................................................................................................... 94 
6.1.2) Licitação Dispensável ...................................................................................................................... 95 
6.2) Inexigibilidade ..................................................................................................................................... 96 
7) Processo Licitatório ............................................................................................................................... 96 
7.1) Anulação, Revogação e Recursos Administrativos ..................................................................... 98 
CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ......................................................................................... 99 
1) Introdução................................................................................................................................................ 99 
2) Classificação das formas de controles ............................................................................................... 99 
3) Controle administrativo ...................................................................................................................... 102 
4) Controle judicial ................................................................................................................................... 102 
5) Controle legislativo .............................................................................................................................. 103 
RESPONSABILIDADE CIVIL DA ADMINISTRAÇÃO ............................................................................ 104 
1) Introdução.............................................................................................................................................. 104 
2) Conceito e Fundamento constitucional .......................................................................................... 105 
3) História e Teorias da Responsabilidade Civil da Administração Pública ................................ 105 
3.1) Teorias da Responsabilidade Civil ................................................................................................ 106 
4) Excludentes ............................................................................................................................................ 107 
5) Responsabilidade do Estado .............................................................................................................. 109 
6) Direito de regresso .............................................................................................................................. 109 
7) Prazo Prescricional ............................................................................................................................... 110 
8) Responsabilização do Estado por atos omissivos ....................................................................... 111 
8.1) Doutrina tradicional e do Superior Tribunal de Justiça .......................................................... 111 
8.2) Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal ............................................................................ 111 
9) Responsabilidade por ato jurisdicional ........................................................................................... 112 
10) Responsabilidade por ato legislativo ............................................................................................ 112 
11) Situações específicas ......................................................................................................................... 113 
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7 
 
CONSIDERAÇÕES INICIAIS 
Pessoal! 
Antes de iniciarmos o estudo da Legislação da matéria de Direito Administrativo, apresentaremos 
os assuntos que são cobrados no edital. Siga firme com os estudos que a aprovação virá!! 
CONTEÚDO 
1 Noções de organização administrativa. 1.1 Centralização, descentralização, concentração e 
desconcentração. 1.2 Administração direta e indireta. 1.3 Autarquias, fundações, empresas públicas e 
sociedades de economia mista. 2 Ato administrativo. 2.1 Conceito, requisitos, atributos, classificação e 
espécies. 3 Agentes públicos. 3.1 Legislação pertinente. 3.1.1 Disposições constitucionais aplicáveis. 3.2 
Disposições doutrinárias. 3.2.1 Conceito. 3.2.2 Espécies. 3.2.3 Cargo, emprego e função pública. 4 Poderes 
administrativos. 4.1 Hierárquico, disciplinar, regulamentar e de polícia. 4.2 Uso e abuso do poder. 5 Licitação. 
5.1 Princípios. 5.2 Contratação direta: dispensa e inexigibilidade. 5.3 Modalidades. 5.4 Tipos. 5.5 
Procedimento. 6 Controle da administração pública. 6.1 Controle exercido pela administração pública. 6.2 
Controle judicial. 6.3 Controle legislativo. 7 Responsabilidade civil do Estado. 7.1 Responsabilidade civil do 
Estado no direito brasileiro. 7.1.1 Responsabilidade por ato comissivo do Estado. 7.1.2 Responsabilidade por 
omissão do Estado. 7.2 Requisitos para a demonstração da responsabilidade docausado a terceiros, responderá o servidor perante a Fazenda 
Pública, em ação regressiva. 
§ 3o A obrigação de reparar o dano estende-se aos sucessores e contra eles será executada, 
até o limite do valor da herança recebida. 
 
Além disso, existe o instituto da denunciação da lide, o qual, se dá pelo ato de chamar o agente 
público a integrar o processo original movido pela vítima contra a administração pública, entretanto, 
o STJ entende que, processado apenas o Poder Público, não é obrigatória a denunciação da lide 
em face do servidor. 
 
7) Prazo Prescricional 
No tocante à prescrição, é crucial observar que duas ações podem ser instauradas: 
(a) uma contra o Estado, movida pelo terceiro prejudicado; 
(b) uma ação regressiva contra o agente, nos casos de dolo ou culpa, promovida pelo Estado quando 
condenado a reparar os danos causados. 
 
Quanto ao prazo prescricional da ação intentada pelo terceiro prejudicado contra o Estado, há certa 
divergência na jurisprudência, mas a inclinação atual é considerar um prazo de cinco anos, conforme 
estabelecido no Decreto 20.910/32 e no art. 1º-C da Lei 9.494/97: 
Lei 9.494/97, art. 1º-C. Prescreverá em cinco anos o direito de obter indenização dos danos 
causados por agentes de pessoas jurídicas de direito público e de pessoas jurídicas de direito 
privado prestadoras de serviços públicos. 
Dec. 20.910/32, art. 1º As dívidas passivas da União, dos Estados e dos Municípios, bem assim 
todo e qualquer direito ou ação contra a Fazenda federal, estadual ou municipal, seja qual for 
a sua natureza, prescrevem em cinco anos contados da data do ato ou fato do qual se 
originarem. 
 
Contudo, é importante destacar que as ações de reparação de danos resultantes de atos de 
improbidade administrativa não estão sujeitas a prescrição. 
 Tema 897: São imprescritíveis as ações de ressarcimento ao erário fundadas na prática de ato 
doloso tipificado na Lei de Improbidade Administrativa. 
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111 
 
As ações de compensação por danos morais e materiais resultantes de perseguição, tortura e 
detenção por motivações políticas durante o regime militar não estão sujeitas a prescrição. 
 
Nesses casos, o prazo prescricional de 5 anos estipulado no art. 1º do Decreto 20.910/1932 não se 
aplica. A natureza imprescritível dessas demandas decorre do contexto em que ocorreram, marcado 
por uma desconsideração da ordem jurídica, a presença de legislação excepcional e uma série de 
abusos e violações dos direitos fundamentais, com destaque para o direito à dignidade da pessoa 
humana. 
 Súmula 647 do STJ: São imprescritíveis as ações indenizatórias por danos morais e materiais 
decorrentes de atos de perseguição política com violação de direitos fundamentais ocorridos 
durante o regime militar. 
 
8) Responsabilização do Estado por atos omissivos 
8.1) Doutrina tradicional e do Superior Tribunal de Justiça 
Na doutrina, ainda hoje, a posição majoritária é a de que a responsabilidade civil do Estado em caso 
de atos omissivos é subjetiva, baseada na teoria da culpa administrativa (culpa anônima). Assim, em 
caso de danos causados por omissão, o particular, para ser indenizado, deveria provar: 
a) a omissão estatal; 
b) o dano; 
c) o nexo causal; 
d) a culpa administrativa (o serviço público não funcionou, funcionou de forma tardia ou ineficiente). 
Esta é a posição que você encontra na maioria dos Manuais de Direito Administrativo. Vide: STJ. 2ª 
Turma. AgRg no REsp 1345620/RS, Rel. Min. Assusete Magalhães, julgado em 24/11/2015. 
 
8.2) Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal 
Na jurisprudência do STF, contudo, tem ganhado força nos últimos anos o entendimento de que a 
responsabilidade civil por atos omissivos também é objetiva, com base na teoria do risco 
administrativo. (...) A jurisprudência da Corte firmou-se no sentido de que as pessoas jurídicas de 
direito público respondem objetivamente pelos danos que causarem a terceiros, com fundamento 
no art. 37, § 6º, da Constituição Federal, tanto por atos comissivos quanto por atos omissivos, desde 
que demonstrado o nexo causal entre o dano e a omissão do Poder Público. (...) STF. 2ª Turma. ARE 
897890 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 22/09/2015. No mesmo sentido: STF. 2ª Turma. RE 
677283 AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 17/04/2012. 
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112 
Informativo 819: Deve-se fazer, no entanto, uma advertência: para o STF, o Estado responde de 
forma objetiva pelas suas omissões. No entanto, o nexo de causalidade entre essas omissões e os 
danos sofridos pelos particulares só restará caracterizado quando o Poder Público tinha o dever legal 
específico de agir para impedir o evento danoso e mesmo assim não cumpriu essa obrigação legal. 
Em caso de inobservância de seu dever específico de proteção previsto no art. 5º, inciso XLIX, da 
CF/88, o Estado é responsável pela morte de detento. STF. Plenário. RE 841526/RS, Rel. Min. Luiz 
Fux, julgado em 30/3/2016 (repercussão geral). 
 
9) Responsabilidade por ato jurisdicional 
Em regra, o Estado não responde por ato jurisdicional. A CF/88 prevê a responsabilidade civil do 
Estado apenas quando houver erro judiciário ou excesso de prisão. Nesses casos, haverá 
responsabilidade objetiva, ou seja, a obrigação de indenizar independe de culpa ou dolo do 
magistrado. 
 
 Tome Nota! 
O Estado poderá ajuizar ação de regresso contra o magistrado, que será responsabilizado quando 
tiver agido com dolo ou fraude, ou tiver se recusado a providência que devesse ordenar, sem justa 
causa (art. 143, CPC). 
 
10) Responsabilidade por ato legislativo 
Em regra, o Estado não é sujeito a responsabilidade civil pela atividade legislativa, uma vez que 
esta se enquadra no legítimo exercício do poder de império. Desse modo, se a atividade legislativa 
ocorrer de acordo com os parâmetros normais, mesmo que imponha obrigações ou restrinja direitos, 
não há obrigação de indenizar. 
Contudo, há três situações em que o Estado pode ser responsabilizado civilmente pelo exercício 
da atividade legislativa. São elas: 
 Edição de lei inconstitucional: Refere-se à criação de uma lei que viola as normas e princípios 
estabelecidos na Constituição. Quando o Poder Legislativo promulga uma lei que é considerada 
inconstitucional, ou seja, contrária às disposições da Constituição Federal, o Estado pode ser 
responsabilizado civilmente pelos danos decorrentes dessa ação. Isso destaca a importância do 
respeito à constitucionalidade na elaboração das leis. 
 Edição de leis de efeitos concretos: Indica a promulgação de leis que têm impacto específico 
sobre determinadas pessoas ou situações, em vez de terem uma aplicação geral e abstrata. Se uma 
legislação é direcionada a um grupo restrito de indivíduos ou circunstâncias de maneira 
discriminatória ou arbitrária, isso pode resultar em responsabilização civil do Estado pelos prejuízos 
causados. 
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113 
 Omissão legislativa: Diz respeito à falta de atuação do Legislativo diante de uma lacuna legal 
que deveria ser preenchida para garantir direitos ou resolver questões relevantes. Se o Estado, por 
meio do Poder Legislativo, deixa de criar normas necessárias para regular situações específicas, e 
isso acarreta danos ou violações de direitos, a omissão legislativa pode levar à responsabilização 
civil. 
 
11) Situações específicas 
União não tem responsabilidade por prejuízos causados no caso de redução de impostos de 
importação (Informativo 963 do STF); 
Concurso fraudado: responsabilidade direta da organizadora e subsidiária do Estado: Estado 
responde subsidiariamente caso a prova do concurso público seja suspensa ou cancelada por 
indícios de fraude; a responsabilidade direta é dainstituição organizadora; 
Responsabilidade objetiva do Estado sobre os cartórios: Em casos de cartórios, o Estado tem 
responsabilidade objetiva e deve ajuizar ação de regresso contra o responsável, sob pena de 
improbidade administrativa; 
 
 Tome Nota! 
O STF entendeu (fev/2019) que o Estado tem responsabilidade civil objetiva para reparar danos 
causados a terceiros por cartorários tabeliães e oficiais de registro no exercício de suas funções 
cartoriais. Além disso, deve ajuizar ação de regresso contra o responsável pelo dano, nos casos de 
dolo ou culpa, sob pena de improbidade administrativa. 
 
Se o agente pratica crime com arma da corporação, o Estado responde objetivamente, mesmo que 
ele esteja fora de suas funções. Mas, fique atento: se for policial federal a responsabilidade é da 
União, se for guarda municipal, responsabilidade do município; 
Causas de responsabilidade objetiva do Estado: 
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114 
 
 
Considerando que é dever do Estado, imposto pelo sistema normativo, manter em seus presídios os 
padrões mínimos de humanidade previstos no ordenamento jurídico, é de sua responsabilidade, nos 
termos do art. 37, § 6º, da Constituição, a obrigação de ressarcir os danos, inclusive morais, 
comprovadamente causados aos detentos em decorrência da falta ou insuficiência das condições 
legais de encarceramento. STF. Plenário. RE 580252/MS, rel. orig. Min. Teori Zavascki, red. p/ o ac. 
Min. Gilmar Mendes, julgado em 16/2/2017 (repercussão geral) (Info 854). 
 
Parabéns por ter concluído o estudo da Legislação dessa matéria! 
 
Bora para cima! 
 
Causas de responsabilidade 
objetiva do Estado:
Morte e suicídio de preso
Atos praticados por cartorários
Matérias ambientais
Erro judiciário
Questões nucleares 
Francisco Rogenio Cordeiro - rogenio.cordeiro@gmail.com - CPF: 054.215.023-92Estado. 7.3 Causas 
excludentes e atenuantes da responsabilidade do Estado. 
Destaca-se que abordaremos os aspectos previstos na legislação presentes nessa disciplina e no 
conteúdo programático exigido pelo seu edital. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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8 
ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA 
1) Introdução 
A Organização administrativa é a parte do Direito Administrativo a qual estuda a estrutura interna 
da Administração Pública, os órgãos e pessoas jurídicas que a compõem. 
1 – Organização Administrativa: aspectos iniciais; entidades políticas e administrativas; 
técnicas administrativas; órgãos públicos; entidades da administração indireta. 
 
2) Aspectos Iniciais 
A organização administrativa refere-se à estrutura e distribuição das entidades e órgãos que 
compõem a administração pública em um determinado contexto governamental. Essa estrutura tem 
como objetivo facilitar o funcionamento eficiente do Estado, permitindo a implementação e 
execução das políticas públicas. 
Este modelo, que consiste na organização administrativa dividida entre Administração Direta e 
Indireta, será examinado a seguir. É crucial destacar que, atualmente, a atividade administrativa pode 
ser desempenhada não apenas por entidades inseridas na estrutura da Administração Pública, mas 
também por pessoas jurídicas sujeitas a regime privado. Estas fornecem serviços públicos, como 
concessionárias ou permissionárias de serviços públicos, ou colaboram com o Estado na consecução 
de seus objetivos, como os entes de cooperação, por meio de diversos vínculos jurídicos. Este 
aspecto também será explorado em momento oportuno. 
 
3) Entidades políticas e administrativas 
As entidades políticas e administrativas referem-se a diferentes organizações e estruturas presentes 
em uma sociedade ou em um sistema político-administrativo. Essas entidades desempenham papéis 
específicos na condução dos assuntos públicos e na implementação de políticas. 
 
3.1) Entidades políticas 
As entidades políticas são os entes federativos, compondo a Administração Direta, assim, detém 
uma parcela de poder político, sendo regidas pelo Direito Constitucional. As entidades que 
compõem a Administração Direta são: União, Estados, Distrito Federal e Municípios. 
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9 
 
 
3.2) Entidades administrativas 
As entidades administrativas são organizações jurídicas, seja de direito público ou privado, 
estabelecidas pelas entidades políticas com o propósito de exercer uma porção de sua capacidade 
de autoadministração. Em outras palavras, essas entidades são criadas pelas entidades políticas com 
a finalidade específica de prestar serviços conforme os deveres conferidos a elas pela Constituição 
Federal. 
As entidades administrativas são entidades que compõem a administração indireta, vinculadas às 
entidades políticas, as quais são regidas pelo Direito Administrativo. 
 
4) Formas de Prestação da Atividade Administrativa 
Este tópico é um dos assuntos mais relevantes do Direito Administrativo, pois ele serve de base para 
o entendimento da maior parte da disciplina. A prestação da atividade administrativa refere-se às 
maneiras como o Estado realiza suas funções e fornece serviços à sociedade. Existem diversas 
formas de prestação da atividade administrativa, cada uma com características específicas, são elas: 
Capacidade de autonomia 
política
Autoadministração
Auto-organização 
Autogoverno 
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10 
 
 
4.1) Centralização 
A centralização ocorre quando as atribuições, competências e poderes são concentrados em um 
único órgão ou entidade dentro da administração pública. Nesse modelo, as decisões e ações são 
tomadas de forma hierárquica, com uma autoridade central tomando as principais decisões. Isso 
pode resultar em uma administração mais eficaz e uniforme, mas também pode tornar o processo 
decisório mais lento e menos flexível. 
Ocorre quando a entidade política (Administração Direta) realiza a execução das tarefas 
administrativas pelo próprio Estado, por meio de órgãos internos integrantes da administração 
direta. 
 Ex.: Órgãos de segurança, como: polícia civil, polícia militar, guarda municipal, bombeiro; e órgãos 
de arrecadação, como: secretaria da receita federal, secretaria das receitas estaduais e municipais. 
 
4.2) Descentralização 
Na descentralização são criadas entidades, as quais, possuem Personalidade Jurídica Própria, 
podendo ser pública ou privada. Não possuem relação de hierarquia com os entes políticos que os 
criaram (Administração Direta), possuindo apenas uma relação de vinculação, denominando-se 
''supervisão ministerial'' ou ''controle finalístico'', formando, assim, a chamada Administração Indireta 
(Autarquias, Fundações Públicas, Empresas Públicas e por fim, as Sociedades de Economia Mista). 
DescEntralização = criam Entidades 
 
F
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Centralização
Descentralização
Concentração
Desconcentração
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11 
Essa descentralização se dá por: 
outorga delegação 
transfere a titularidade e a execução do serviço; 
Também é conhecida como descentralização por 
serviços / descentralização por serviço / outorga / 
técnica / funcional. O Estado cria uma nova 
entidade (uma pessoa jurídica) e a ela transfere 
determinado serviço público. É o que ocorre na 
criação das entidades da administração indireta. 
 Estado cria a entidade administrativa; 
 Transfere a titularidade e execução; 
 Mediante lei. 
transfere apenas a execução de determinado 
serviço. 
Também é chamada descentralização por 
colaboração. O Estado transfere por contrato 
(concessão ou permissão) ou por ato unilateral 
(autorização) unicamente a execução do serviço, 
para que a pessoa delegada o preste à população, 
em seu próprio nome e por sua conta e risco, sob 
fiscalização do Estado. 
 Estado não cria entidade; 
 Transfere somente a execução da atividade 
(titularidade não); 
 Mediante contrato administrativo por prazo 
determinado. 
 
4.3) Concentração 
A concentração ocorre quando as atribuições e competências são centralizadas em um único órgão 
ou autoridade dentro da administração pública. Nesse modelo, as decisões e ações são tomadas por 
uma autoridade central, que detém o poder de decisão sobre uma variedade de assuntos. A 
concentração é característica de estruturas organizacionais mais hierárquicas. 
 
4.4) Desconcentração 
Criam Órgãos Públicos. É uma técnica de distribuição interna de competências. Esses Órgãos não 
possuem Personalidade Jurídica Própria e possuem relação de subordinação e hierarquização. 
Denominando-se, assim, as chamadas Secretárias. 
O = Ó
 
A desconcentração refere-se à distribuição interna de competências e responsabilidades dentro de 
um mesmo órgão ou entidade da administração pública. Nesse caso, não há transferência de poder 
para outra pessoa jurídica, mas sim uma delegação interna de funções. Isso permite uma gestão mais 
eficiente e especializada de determinadas atividades, sem a necessidade de criar novas entidades. 
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12 
 
5) Órgãos Públicos 
Órgãos públicos são centros de competências – sem personalidade jurídica – instituídos para o 
desempenho de funções estatais, através de seus agentes, cuja atuação é imputada à pessoa jurídica 
a que pertencem. Órgãos públicos estão organizados em uma estrutura hierárquica e podem estar 
sujeitos a relações de subordinação. A hierarquia facilita a coordenação e o controle das atividades 
administrativas. 
Cada órgão público possui competências e atribuiçõesespecíficas, definidas por lei. Suas funções 
estão relacionadas às atividades do respectivo poder ou entidade a que pertencem. 
 Ex.: Ministérios, suas secretarias, coordenadorias e departamentos. 
 
 
 
 
5.2) Teoria do órgão ou imputação volitiva 
O jurista alemão Otto Gierke, estabeleceu uma analogia entre o Estado e o corpo humano, 
concebendo o Estado como uma entidade com personalidade e os órgãos como componentes 
intrínsecos do Estado. 
De acordo com Gierke, os órgãos representam centros de competência com a finalidade de exercer 
funções públicas, estando diretamente vinculados à pessoa jurídica à qual pertencem. 
Consequentemente, toda conduta dos agentes é imputada ao órgão, que, por sua vez, está associado 
à entidade (responsável civilmente). 
Órgãos públicos 
Centros de competências 
Sem personalidade jurídica 
Instituídos para o desempenho de funções 
estatais
Atuação é imputada à pessoa jurídica a que 
pertencem.
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13 
Essa perspectiva, proposta pelo jurista, substitui as abordagens tradicionais do mandato e da 
representação. Em nossa legislação, adotamos a teoria da imputação volitiva, a qual postula que 
o agente público atua em nome do Estado. 
 
5.3) Criação e extinção dos órgãos 
A criação e extinção de órgãos na administração pública são processos regulados por normas legais 
e administrativas. Esses procedimentos são essenciais para adequar a estrutura administrativa às 
demandas e mudanças nas políticas públicas, garantindo eficiência na prestação de serviços. 
A criação dos órgãos ocorrem através da desconcentração. Dessa forma, a criação e extinção de 
órgãos demandam a edição de uma lei; contudo, para regulamentar a estrutura e operação, é 
possível utilizar um instrumento normativo de hierarquia inferior à lei: o decreto. 
 
5.4) Classificação dos órgãos públicos 
Há diversos critérios que tratam da classificação dos órgãos públicos. No entanto, a mais utilizada 
nas provas de concursos públicos é a classificação dada por Hely Lopes Meirelles, um dos principais 
doutrinadores do Direito Administrativo no Brasil. 
O referido autor classifica órgãos públicos quanto à: composição, estrutura, posição estatal e 
atuação. 
 
5.4.1) Quanto à composição 
Segundo essa classificação, os órgãos públicos podem ser definidos como: 
I) singulares (unipessoais): são aqueles que atuam, ou são integrados, através de um único agente.
 Ex.: cargo de Presidente da República. 
II) colegiados: também conhecidos como órgãos pluripessoais, são aqueles formados por vários 
agentes e as decisões são tomadas por meio de uma deliberação coletiva. Ex.: Conselho Nacional 
de Justiça, Poder Judiciário, dentre outros. 
 
5.4.2) Quanto à estrutura 
Quanto à sua estrutura os órgãos públicos podem ser classificados como simples (ou unitários) e 
compostos: 
I) simples: possuem um único centro de competência, não possui outro órgão em sua estrutura que 
o auxilie na aplicação de suas funções. Esses órgãos contam com estruturas simplificadas, sem 
subdivisões, como acontece em órgãos maiores. 
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14 
II) compostos: são formados pela união de diversos órgãos menores. Sob a supervisão de um órgão 
chefe, as suas incumbências são distribuídas por outros centros de competência. São bons exemplos: 
Ministérios de Estado, Secretarias Estaduais e Municipais. 
 
5.4.3) Quanto à posição estatal (ou hierárquica) 
Hely Lopes Meirelles, ao classificar os órgãos da administração pública quanto à posição estatal ou 
hierárquica, destaca a distinção entre órgãos superiores ou centrais e órgãos subalternos ou locais. 
Essa classificação leva em consideração a posição de cada órgão na estrutura hierárquica da 
administração. 
Vamos nos aprofundar nessa classificação: 
I) independentes: são os órgãos que decorrem diretamente da Constituição, sem que tenham 
subordinação hierárquica a qualquer outro. Cúpula dos poderes. Ex.: parlamentos, tribunais, MPs. 
II) autônomos: estão logo abaixo dos independentes. São órgãos igualmente localizados no ápice 
da Administração, contudo subordinados diretamente aos independentes, com plena autonomia 
financeira, técnica e administrativa. Ex.: Ministérios, secretarias e AGU. 
III) superiores: denominados diretivos, são os órgãos encarregados do controle, da direção, e de 
soluções técnicas em geral e, diferentemente dos autônomos e dos independentes, não gozam de 
autonomia financeira e administrativa. Ex.: gabinetes, secretarias-gerais, procuradorias 
administrativas, divisões, inspetorias. 
IV) subalternos: são os órgãos comuns dotados de atribuições meramente executórias. Ex.: 
portarias, seções de expediente e protocolos. 
 
5.4.4) Quanto à esfera de atuação 
Segundo essa classificação, os órgãos podem ser: centrais e locais. 
I) centrais: executam atribuições no território nacional, estadual ou municipal. Os Ministérios de 
Estado podem atuar em todo o Brasil, as Secretarias Estaduais atuam em todo o território do estado 
em que está inserida e as Municipais no território do município. 
II) locais: atuam apenas em parte do território como é o caso das Delegacias de Polícia. 
 
6) Entidades da Administração Pública Indireta 
Este tema é de extrema importância para as provas de concursos públicos, uma vez que a base da 
Administração Indireta. 
Por isso, anote esse mnemônico: F – A – S – E (Isso vai te salvar na hora da prova). 
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15 
 
 
O fundamento jurídico relacionado ao tema encontra-se estabelecido no artigo 5º do Decreto-lei 
nº 200/67 e, para facilitar os estudos, transcrevemos o artigo: 
Art. 5º Para os fins desta lei, considera-se: 
I - Autarquia - o serviço autônomo, criado por lei, com personalidade jurídica, patrimônio e 
receita próprios, para executar atividades típicas da Administração Pública, que requeiram, 
para seu melhor funcionamento, gestão administrativa e financeira descentralizada. 
II - Empresa Pública - a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, com 
patrimônio próprio e capital exclusivo da União, criado por lei para a exploração de atividade 
econômica que o Governo seja levado a exercer por força de contingência ou de conveniência 
administrativa podendo revestir-se de qualquer das formas admitidas em direito. 
III - Sociedade de Economia Mista - a entidade dotada de personalidade jurídica de direito 
privado, criada por lei para a exploração de atividade econômica, sob a forma de sociedade 
anônima, cujas ações com direito a voto pertençam em sua maioria à União ou a entidade da 
Administração Indireta. 
IV - Fundação Pública - a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, sem 
fins lucrativos, criada em virtude de autorização legislativa, para o desenvolvimento de 
atividades que não exijam execução por órgãos ou entidades de direito público, com 
autonomia administrativa, patrimônio próprio gerido pelos respectivos órgãos de direção, e 
funcionamento custeado por recursos da União e de outras fontes. 
 
6.1) Autarquias 
As autarquias são entidades da administração pública indireta que possuem personalidade jurídica 
própria e autonomia administrativa, financeira e patrimonial. Elas são criadas por lei específica para 
desempenhar atividades de interesse público que demandam uma gestão mais flexível e 
especializada. A principal característica das autarquias é a descentralização de funções do Estado, 
permitindo uma atuação mais eficiente em determinadas áreas. 
Possuem as seguintes características: 
F
•Fundações Públicas
A
•Autarquia
S
•Sociedade de Economia Mista
E
•Empresas Públicas
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16 
 
 
6.1.1) Autarquias corporativasou profissionais 
As autarquias corporativas ou profissionais são os órgãos de fiscalização das profissões 
regulamentadas, conhecidos como Conselhos de Fiscalização. Esses conselhos são classificados 
como autarquias corporativas, conferindo-lhes o status de pessoas jurídicas de direito público. A 
contratação de agentes para esses conselhos requer a realização de concurso público, embora 
estes profissionais possam adotar o regime celetista. 
 
 Importante! 
Características da 
Autarquia
Criadas e extintas por lei específica: como a criação se dá por lei, não é 
necessário registrar nos órgãos de registros públicos.
Dotadas de autonomia gerencial, orçamentária e patrimonial.
Não exercem atividade econômica.
Tem capacidade de autoadministração.
Possuem imunidade tributária.
Têm bens públicos.
Regime normal de contratação é estatutário.
Possuem prerrogativas da fazenda pública.
Devem realizar licitações.
Responsabilidade objetiva e direta.
Devem observar as regras de contabilidade pública.
Seus dirigentes ocupam cargos em comissão de livre provimento e 
exoneração.
Controle finalístico (ou “tutela” ou "supervisão ministerial") exercido pelo 
ente que a criou: essa supervisão é exercida pelo ente que criou a pessoa 
jurídica e visa à verificação da realização dos objetivos que justificaram a 
criação da autarquia.
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17 
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) é uma entidade peculiar, sendo considerada sui generis, 
pois não está sujeita à exigência de concurso público para a contratação de seus membros. 
 
6.1.2) Agências reguladoras e executivas 
Agências reguladoras e agências executivas são tipos de entidades governamentais com funções 
específicas e características distintas. 
I) agências reguladoras 
As agências reguladoras desempenham um papel fundamental na regulação setorial e fiscalização. 
Elas são incumbidas da responsabilidade de regular setores específicos da economia, ao mesmo 
tempo em que monitoram e fiscalizam as atividades das empresas e entidades que atuam nessas 
áreas, com o objetivo de garantir o cumprimento de normas e padrões estabelecidos. 
Além disso, essas agências detêm autonomia técnica, permitindo-lhes tomar decisões 
fundamentadas em critérios técnicos, em detrimento de considerações políticas. Isso assegura 
imparcialidade em suas ações. Essas entidades são essenciais para promover a eficiência, 
transparência e conformidade nas áreas específicas que regulamentam 
. Ex.: ANVISA, ANP, ANCINE, ANAC, ANS e CADE. 
 
II) agências executivas 
A agência executiva é uma autarquia ou fundação pública que recebe uma qualificação jurídica 
para alcançar maior autonomia, sendo um título atribuído pelo governo federal. Esta qualificação é 
aplicável a autarquias, fundações públicas e órgãos que celebram contrato de gestão para ampliação 
de sua autonomia, mediante a fixação de metas de desempenho. A qualificação é estabelecida por 
meio de Decreto do Presidente da República ou portaria do Ministro de Estado. 
Requisitos para a qualificação como agência executiva incluem: 
 Celebração de um contrato de gestão com o Ministério supervisor. 
 Existência de um plano estratégico de reestruturação e desenvolvimento institucional. 
 
A seguir, apresentamos um comparativo entre agência reguladora e agência executiva: 
 AGÊNCIAS EXECUTIVAS AGÊNCIAS REGULADORAS 
Natureza É uma qualificação jurídica de algumas 
autarquias e fundações. 
Autarquias com regime especial 
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18 
Atuação Visa operacionalidade mediante 
exercício descentralizado de tarefas 
públicas 
Controle e fiscalização de setores 
privados 
Surgimento Contexto da reforma administrativa Contexto da reforma administrativa 
Exemplos Inmetro Anatel, Aneel, Anac 
Base ideológica Modelo da Administração gerencial Modelo de Administração gerencial 
Âmbito federativo Somente no âmbito federal Existentes em todas as esferas 
federativas 
 
6.2) Fundações 
Na Administração Indireta, as fundações são entidades que fazem parte do conjunto de instituições 
criadas para atuar em nome do Estado, mas com certa autonomia em relação à Administração Direta. 
A característica central das fundações reside na personificação do patrimônio, com a finalidade é 
não lucrativa. Compete à lei complementar estabelecer as áreas de atuação específicas dessas 
entidades. As Fundações públicas podem ter natureza jurídica de direito privado ou de direito 
público. 
Quando são de direito público, podem, também, ser chamadas de fundação autárquica, são 
efetivamente criadas por lei. Dessa forma, elas ganham a personalidade jurídica no momento da 
vigência da lei instituidora. 
No que diz respeito aos bens, as fundações públicas de direito público se distinguem por possuírem 
bens públicos. Consequentemente, desfrutam dos benefícios da impenhorabilidade, 
imprescritibilidade e inalienabilidade. 
Por outro lado, as fundações Públicas de direito privado recebem autorização legislativa para 
criação, mas dependem do registro do ato constitutivo no registro civil de pessoas jurídicas para 
que adquiram a personalidade jurídica. As Fundações públicas de direito privado não fazem jus à 
isenção das custas processuais, somente as entidades com personalidade de direito público. 
As fundações públicas de direito privado geralmente detêm bens de natureza privada. Entretanto, 
caso esses bens estejam sendo diretamente utilizados na prestação de serviços, podem adquirir 
certas prerrogativas associadas aos bens públicos, como, por exemplo, a impenhorabilidade. 
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6.3) Empresa pública e Sociedade de economia mista (Lei n. 13.303/2016) 
A Lei n.º 13.303/2016, conhecida como Lei das Estatais, estabelece normas específicas para a 
governança, a transparência e a gestão das empresas públicas, sociedades de economia mista e de 
suas subsidiárias no Brasil. A Empresa Pública é uma pessoa jurídica de Direito Privado, seu capital 
é exclusivamente público, além disso, poderá ser constituída em qualquer forma das modalidades 
empresariais. 
Já a Sociedade Economia Mista é uma estatal com capital misto, contudo, a maior parte do capital 
deverá pertencer a um ente da Administração Pública. Além disso, por determinação legislativa a 
SEM deverá ser constituída na forma de Sociedade Anônima (SA). 
 
6.2.1) Aspectos comuns das estatais 
Ambos os tipos de empresas desempenham atividades de natureza econômica, e, por isso, estão 
sujeitos ao regime aplicável às empresas privadas, abrangendo obrigações civis, comerciais, 
trabalhistas e tributárias. 
Dessa forma, as empresas públicas e as sociedades de economia mista, nesses casos, não têm o 
privilégio de usufruir de benefícios fiscais não estendidos ao setor privado. No entanto, ao 
prestarem serviços públicos, essas empresas predominam sob regras de direito público. 
No que diz respeito à imunidade tributária, empresas públicas, sociedades de economia mista e suas 
subsidiárias que prestam serviços públicos constituem uma exceção à regra, podendo, nesses 
casos, usufruir de benefícios fiscais. 
Características da 
Fundação
natureza
direito público lei cria
direito privado lei autoriza
atividade de 
caráter social - não
exclusiva do 
estado
regime pessoal
direito público
servidores 
estatutários
direito privado CLT 
Imunidade 
tributário - em 
ambas as 
modalidades
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20 
Quanto ao regime de pessoal, há um contrato de emprego público na relação de trabalho. No 
entanto, a contratação permanente demanda concurso público, sem direito à estabilidade no 
cargo. 
As sociedades estão obrigadas a realizar licitações, mas têm a capacidade de estabelecer, por meio 
de lei própria,as condições para o cumprimento dessa obrigação. Em resposta a essa possibilidade, 
a Lei n.º 13.303/2016 regulamentou o procedimento licitatório para essas empresas. 
 
6.3.1) Sociedade de Economia Mista (SEM) 
As Sociedades de Economia Mista são entidades jurídicas de direito privado, sendo, portanto, 
criadas mediante autorização legal. Geralmente, essas sociedades têm a capacidade de se envolver 
na exploração de atividades de natureza econômica em geral e, em determinadas circunstâncias, na 
prestação de serviços públicos. 
Ao contrário das empresas públicas, que podem adotar diversas formas jurídicas, as sociedades de 
economia mista são constituídas como sociedades anônimas. Nesse formato, a maioria das ações 
com direito a voto deve pertencer à União, Estados, Distrito Federal, Municípios ou a entidades da 
administração indireta. 
Exemplificando, o Banco do Brasil e a Petrobras são casos representativos de Sociedades de 
Economia Mista, ilustrando a presença dessas entidades no cenário econômico nacional. 
 
6.3.2) Empresa Pública 
As Empresas Públicas são entidades de direito privado, criadas mediante autorização legal e 
podendo adotar qualquer forma jurídica adequada à sua finalidade. Elas têm a prerrogativa de 
exercer atividades de natureza econômica em geral, e em determinadas circunstâncias, realizar a 
prestação de serviços públicos. 
O patrimônio das empresas públicas é integralmente pertencente à União, Estados, Distrito Federal 
e Municípios. Contudo, é admissível a participação de outras pessoas jurídicas de direito público 
interno. A composição do patrimônio de uma empresa pública, por exemplo, pode envolver a União, 
um Estado e uma autarquia. 
Exemplificando, temos Empresas Públicas notáveis, como os Correios, a Caixa Econômica Federal e 
o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), destacando a presença dessas 
entidades no cenário institucional brasileiro. 
 
6.3.3) Esquema comparativo - Sociedade de Economia Mista e Empresa Pública 
Sociedade de Economia Mista Empresa Pública 
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21 
Pessoas jurídicas de direito privado; Pessoas jurídicas de direito privado 
Criadas mediante autorização legal; Criadas mediante autorização legal 
Capital público e privado (o poder público detém a 
maioria do capital votante) 
Capital exclusivamente público 
Prestação de serviço público ou exploração de 
atividade econômica 
Prestação de serviço público ou exploração de 
atividade econômica 
Sob a forma de sociedade anônima Qualquer forma de organização empresarial 
Foro comum Foro Federal (apenas empresa pública federal) 
 
7) Quadro esquematizado das entidades da administração indireta 
 Autarquia Fundação SEM Empresa Pública 
Natureza 
Jurídica 
Direito Público Definição por lei: 
direito público 
(autárquicas) ou 
privado. 
Direito privado Direito privado 
Criação Criada por lei 
específica 
Fundação pública - 
Criado por lei 
Fundação privada – 
autorizada por lei 
Autorizada por lei Autorizada por lei 
Finalidade Serviço Público; 
poder de polícia; 
fomento 
Serviços de interesse 
da Administração e 
coletivo 
Atua no domínio 
econômico ou 
presta serviços 
públicos 
Atua do domínio 
econômico ou 
presta serviços 
públicos 
Regime de bens Direito Público: 
impenhoráveis, 
inalienáveis e 
imprescritíveis. 
Direito público: 
impenhoráveis, 
inalienáveis e 
imprescritíveis. 
Direito privado. 
bens são 
penhoráveis 
Direito privado. 
Bens são 
penhoráveis 
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Contratos Licitação Licitação Não precisa de 
licitação para 
atividades-fim 
Não precisa de 
licitação para 
atividades-fim 
Administração Autonomia 
administrativa e 
financeira 
Autonomia 
administrativa e 
financeira 
Autonomia 
administrativa e 
financeira 
Autonomia 
administrativa e 
financeira 
Privilégios Imunidade tributária 
e privilégios da 
Fazenda 
Privilégios próprios 
da Fazenda pública 
Sem privilégios Sem privilégios 
Regime de 
pessoal 
Estatutários Estatutários Celetistas 
(emprego público) 
Celetistas (emprego 
público) 
Constituição do 
capital 
Descentralização do 
capital público 
Descentralização do 
capital público 
Capital misto: a 
maioria tem que 
ser público 
Capital 100% 
público 
Forma jurídica Autarquias comuns, 
agências 
reguladoras, 
agências executivas 
(contratos de 
gestão) 
Fundação de Direito 
Público (autárquica) 
ou direito privado 
Sempre será 
sociedade 
anônima 
Qualquer forma 
Exemplos INMETRO / IBAMA FUNAI / IBGE / 
FUNASA 
Banco do Brasil Caixa Econômica 
Federal 
 
8) Empresas subsidiárias e controladas 
No contexto público, os termos "subsidiária" e "controlada" não é aplicado da mesma forma como 
em entidades privadas, uma vez que, no setor público, as empresas são geralmente vinculadas ao 
Estado. No entanto, existem estruturas semelhantes que refletem o controle e a relação entre 
diferentes entidades. 
 
8.1) Empresas controladas 
São entidades de direito privado que têm sua totalidade ou parte do capital social adquirido por 
empresa estatal. A dispensa de autorização legal implica que a sua criação ocorre 
independentemente de aprovação legislativa, resultando na não integração das controladas à 
Administração Pública. 
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23 
 
8.2) Empresas subsidiárias 
São pessoas jurídicas de direito privado criadas para integrar um grupo empresarial encabeçado por 
uma empresa-matriz estatal. 
 Ex.: Petrobras (Transpetro, Gaspetro). 
 
Podem ser subsidiárias integrais (entidade matriz detém a totalidade do capital) ou subsidiária 
controlada (quando a matriz detém apenas o controle societário). 
Criadas por autorização legal, integram a Administração indireta como empresas públicas ou 
sociedades de economia mista, conforme seus institutos. 
Dispensa-se autorização legislativa expressa para criação de subsidiária quando já houver previsão 
na lei de criação da Empresa Pública e Sociedade de Economia Mista (ainda que seja genérica – ADI 
1.649). 
Além disso, dispensa autorização legislativa expressa para vender controle acionário (info 1018). Em 
palavras mais simples: como não se exige lei específica para criar, também não será exigida lei 
específica para “vender”. 
 
ATOS ADMINISTRATIVOS 
1) Introdução 
Iremos iniciar o estudo dos atos administrativos: 
1 – Atos administrativos: noções iniciais; diferenciação; classificação; elementos dos atos 
administrativos; atributos dos atos administrativos; agente putativo e agente necessário; 
convalidação; extinção dos atos administrativos; espécies de atos administrativos; pareceres; 
licenças, autorizações e permissões. 
 
2) Noções iniciais 
Os atos administrativos são todas as expressões de vontade da Administração Pública 
materializadas por meio de decretos, resoluções, portarias, instruções, ordens de serviço, circulares, 
entre outros documentos. De maneira mais técnica, um ato administrativo é uma declaração 
unilateral de vontade do Estado ou de seu representante, no exercício da função administrativa, 
subordinada à legislação, com o propósito de atender ao interesse público. Seu objetivo é criar, 
restringir, declarar ou extinguir direitos, estando sujeito ao controle judicial. 
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24 
 
 
Ao empregar essa manifestação unilateral, a Administração Pública utiliza as prerrogativas do direito 
público, valendo-se de sua superioridade. Nem toda ação realizada pela administração pública 
configura um ato administrativo; este somente se configura quando a administração atua com suas 
prerrogativas de direito público. 
Os atos administrativos são praticados (exarados) pela: 
 Administração Pública(direta – função administrativa – e indireta) 
 Particulares – atividade administrativa 
 
No sentido de conceituar ato administrativo podemos citar algumas definições dos principais 
autores, vejamos: 
Hely Lopes Meirelles: “Ato administrativo é toda manifestação unilateral de vontade da 
Administração Pública que, agindo nessa qualidade, tenha por fim imediato adquirir, resguardar, 
transferir, modificar, extinguir e declarar direitos, ou impor obrigações aos administrados ou a si 
própria.” 
Celso Antônio Bandeira de Mello: “Declaração do Estado (ou de quem lhe faça as vezes – como, por 
exemplo, um concessionário de serviço público), no exercício de prerrogativas públicas, manifestada 
mediante providências jurídicas complementares da lei a título de lhe dar cumprimento, e sujeitas a 
controle de legitimidade por órgãos jurisdicional.” 
De maneira geral o conceito de ato administrativo, envolve declaração unilateral de vontade; 
vontade da administração; finalidade de interesse público. 
 
 Tome Nota! 
Para a doutrina majoritária, o silêncio não é propriamente ato administrativo, mas sim fato 
administrativo, o qual pode gerar consequências jurídicas, como a prescrição e a decadência. E, 
realmente, não é ato, pois falta, ao silêncio, a declaração de vontade, algo que é essencial ao conceito 
Ato administrativo 
Manifestação unilateral de vontade 
Impõe obrigações, cria direitos, aplica 
penalidades
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25 
de ato administrativo. O silêncio é o oposto disso: é ausência de manifestação. E não há ato sem a 
declaração de vontade. 
Vamos esquematizar os atos administrativos? 
Atos da administração 
A administração pratica sem as prerrogativas públicas. 
 Ex.: compra e venda e locação. 
Atos administrativos 
É a manifestação de vontade do Estado, com o objetivo de criar, 
modificar e extinguir direitos, com a finalidade de satisfazer o interesse 
público. 
Ato administrativo abdicativo 
É aquele pelo qual, mediante autorização legal, o titular renuncia a um 
direito. A peculiaridade desse ato é seu caráter incondicional e 
irretratável. 
Formalismo moderado Meras irregularidades não geram nulidade de atos do processo; 
Poder extroverso É o poder de o ato atingir 3ºs independentemente de sua vontade; 
Móvel dos atos administrativos 
É a vontade pessoal e psíquica que move o agente público na 
elaboração dos atos administrativos. 
 Ex. de como foi cobrado (considerado errado): "o MÓVEL DOS 
ATOS ADMINISTRATIVOS é a situação real que justifica a edição 
legítima do ato administrativo". 
Controle de juridicidade 
(sindicabilidade) 
É a possibilidade, em caso de violação da razoabilidade e da 
proporcionalidade, de o Judiciário rever a conveniência e a 
oportunidade dos atos discricionários. Esse controle acarreta a 
nulidade do ato e nunca a sua revogação. 
Atos de administradores de empresa estatal também podem ter natureza de ato administrativo. 
Ex.: decisões que indeferem requerimento de informações sobre os serviços públicos prestados pela 
empresa. 
 
 Tome nota! 
Para a administração pública, temos os tipos de manifestações de vontade – ato unilateral e ato 
bilateral. O ato unilateral é emitido por uma única parte, enquanto o ato bilateral resulta do acordo 
e da vontade de duas partes. 
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26 
 
2) Requisitos dos Atos Administrativos 
São os chamados requisitos de validade. Requisitos que devem ser observados para que o ato seja 
válido. Requisitos que se não forem observados o ato será inválido. Por se tratar de um tema com 
grande relevância no concurso públicos, anote esse mnemônico: CO – FI – FO – MO - OB (Isso vai 
te salvar na hora da prova). 
 
 
a) Competência 
A competência é o poder atribuído ao agente ocupante de cargo, emprego ou função pública para 
desempenhar suas atividades. Pode ser entendido como sujeito competente para a prática de atos 
administrativos. 
Sujeito é a pessoa que possui atribuição legal para a prática do ato. 
 
b) Finalidade 
A finalidade está ligada ao objetivo, o qual, o interesse público pretende atingir. Todo ato 
administrativo é praticado necessariamente com um fim público. Além disso, é importante deixar 
claro que podem existir vícios na finalidade e esses vícios são chamados de desvio de finalidade ou 
desvio de poder. 
Não se pode praticar o ato com fins privados, nem para beneficiar amigos e prejudicar inimigos. A 
finalidade que deve ser observada é aquele prevista em lei para o ato. 
 
c) Forma 
CO
•Competência 
FI
•Finalidade 
FO
•Forma
MO
•Motivo
OB
•Objeto
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27 
A forma é a manifestação do ato no mundo externo, ou seja, o jeito como o ato é praticado. Como 
regra, o ato é formal e escrito. 
Motivação: representa a exteriorização / exposição / apresentação dos motivos. De maneira mais 
simples de explicar seria dizer que “a motivação é a demonstração dos motivos, seria coloca-los no 
papel”. 
 
d) Motivo 
O motivo é a situação de direito ou de fato, o qual, autoriza a realização do ato administrativo. Além 
disso, o motivo pode ser um elemento vinculado, previsto em lei, ou discricionário, a critério do 
administrador. 
No caso da vinculação o ato será praticado de acordo com as diretrizes legais, a lei descreverá 
exatamente como o ato deverá ser praticado e na discricionariedade, a lei traz diversos objetos e 
que serão escolhidos a critério do administrador. 
Situação fática (fatos – o que aconteceu no caso concreto) e jurídica (o que está na lei) que justifica 
a prática do ato. 
 
e) Objeto 
O objeto, o qual, também pode ser chamado de conteúdo, é o efeito jurídico produzido pelo ato 
administrativo. Seria o que o ato enuncia, prescreve ou dispõe. São os efeitos produzidos. Trata-se 
do próprio ato. 
 Ex.: Demissão, exoneração. 
 
Em resumo o objeto pode ser definido como: conteúdo, de efeito imediato, pode ser vinculado ou 
discricionário, lícito, possível e certo. 
 
2.1) Teoria dos motivos determinantes 
A Teoria dos motivos determinantes entende que uma vez motivado o ato, a validade está 
vinculada aos motivos que o fundamentam. Dessa maneira, se os motivos indicados não existirem, 
o ato será nulo. Portanto, os motivos alegados para prática do ato devem ser verdadeiros. 
A Teoria se aplica aos atos discricionários ou vinculados e quando a motivação for ou não obrigatória. 
 
 Tome Nota! 
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28 
Nem todo ato precisa ser motivado. Ex.: exoneração do titular de um cargo em comissão. A 
motivação neste caso não é exigida, mas, se por acaso a motivação for feita, aplica-se esta teoria. 
 
2.2) Discricionariedade 
A discricionariedade no ato administrativo está presente nos elementos motivo e objeto. A 
competência, finalidade e forma são elementos vinculados, enquanto o motivo e o objeto podem 
ser vinculados ou discricionários. 
 
3) Classificações 
Os atos administrativos podem ser classificados de várias formas, levando em consideração 
diferentes critérios. 
 
3.1) Ato vinculado e discricionário 
a) Ato vinculado 
É aquele praticado pela Administração Pública sem qualquer margem de liberdade / escolha. Uma 
vez que os requisitos legais forem preenchidos a Administração é obrigada a praticar o ato nos 
exatos termos da lei. É praticado apenas no aspecto da legalidade. 
 Ex.: Licença para tratar da própria saúde. 
 
b) Ato discricionário 
É aquele em que o administrador tem certa margem de escolha. Escolha: análise do mérito 
administrativo (juízo de conveniência e oportunidade) – interesse público 
A discricionariedade jamais é presumida. Ela está prevista na lei ou em conceitos jurídicos 
indeterminados ( ex.: conduta escandalosa na repartição). 
Épraticado apenas no aspecto da legalidade. Mas, além disso, também deve ser observado o aspecto 
de mérito. 
 Ex.: Licença para tratar de interesses particulares 
 
3.2) Atos gerais e individuais 
a) Atos gerais 
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29 
Os atos gerais ou normativos são aqueles que possuem destinatários indeterminados, ou seja, não 
sabemos as pessoas que serão atingidas por aquele ato. 
Por possuir caráter genérico, atingem todos aqueles que se enquadrarem na situação descrita. Em 
resumo, possuem caráter normativo, natureza genérica e conteúdo abstrato. 
 Ex.: Decretos, instruções normativas, resoluções. 
 
b) Atos individuais 
Os atos individuais ou especiais são aqueles que possuem destinatários, certos, determinados, ou 
seja, sabemos quem serão os atingidos pelo ato. 
Além disso podemos dizer que produzem efeitos nos casos concretos. 
 Ex.: Nomeação, demissão, licença. 
 
3.3) Atos simples, complexo e composto 
a) Ato simples 
É aquele ato formado pela manifestação de vontade de um órgão, podendo ser unipessoal ou 
colegiado. O número de agentes que participa do ato não é relevante, desde que se trate de uma 
vontade unitária. Um ato simples poderá ser um despacho manifestando a vontade do colegiado de 
um órgão, por exemplo. 
 
b) Ato complexo 
É aquele formado pela manifestação de vontade de dois ou mais órgãos, produzindo um ato. 
 Ex.: Aposentadoria (manifestação de vontade do órgão no qual a pessoa trabalha + manifestação 
de vontade do respectivo tribunal de contas = formam um único ato da aposentadoria). 
 
c) Ato composto 
É aquele formado pela manifestação de vontade de um órgão (ato principal). 
Porém, é necessário a aprovação da vontade (ato acessório / instrumental), que é feita por outro 
órgão. Neste caso, há dois atos distintos, ou seja, um ato principal e um ato acessório. 
 Ex.: Homologação. 
 
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30 
Ato simples Ato ou órgão unitário ou colegiado. Ex.: exoneração de servidor 
Ato composto 
Dois atos, sendo um principal e outro acessório; o ato principal depende do 
acessório para a produção de efeitos. Ex.: homologação. 
Ato complexo Manifestação de dois ou mais órgãos; único ato. Ex.: Portaria interministerial. 
 
3.4) Atos de império, gestão e expediente 
a) Ato de império 
Atos de império ou de autoridade são os praticados com prerrogativas e de uma autoridade e 
impostos de maneira unilateral e coercitiva ao particular, ou seja, não são de obediência facultativa. 
 
b) Ato de gestão 
É aquele ato que a administração pratica sem utilizar a sua supremacia, são atos praticados em 
situação de igualdade com os particulares. 
 
c) Ato de expediente 
São aqueles atos internos, que não possuem conteúdo decisório, apenas se destinam a dar 
andamento aos processos. Além disso, os atos de expediente não geram efeitos vinculantes nem 
possuem forma específica. 
 Ex.: Entrega de certidão, expedição de ofício. 
 
3.5) Ato perfeito, válido e eficaz 
a) Ato perfeito 
É aquele que completou o seu ciclo de formação, ou seja, todas as etapas foram realizadas. Se o ato 
não completou o seu ciclo de formação ele será imperfeito. 
 
b) Ato válido 
É aquele que está em conformidade com o ordenamento jurídico (lei). Caso o ato não esteja de 
acordo com a lei ele será inválido. 
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31 
 
c) Ato eficaz 
É aquele ato que está apto para produção de efeitos, é um ato que independe de evento posterior 
para produzir seus efeitos. 
Se o ato não está apto a produzir os seus efeitos ele será ineficaz. 
 
4) Atributos dos atos administrativos 
Os atributos ou características do ato administrativo são as peculiaridades que os fazem ser 
diferentes dos atos privados. 
São atributos do ato administrativo a presunção de legalidade (legitimidade, veracidade); a 
imperatividade (coercibilidade ou poder extroverso); a autoexecutoriedade (executoriedade e 
exigibilidade); e a tipicidade. 
Por se tratar de um tema com grande relevância no concurso públicos, anote esse mnemônico: P – 
A – T – I (Isso vai te salvar na hora da prova). 
 
 
4.1) Presunção de legitimidade e veracidade 
De acordo com esse atributo pressupõe-se que os atos estão de acordo com a lei, até que se prove 
o contrário, ou seja, são legítimos, legais, lícitos ou válidos. 
Presunção de legitimidade: presume que o ato está de acordo com a lei. 
Presunção de veracidade: presume que os fatos narrados são verdadeiros. 
Obs. 1: Presunção universal: presente em todos os atos administrativos 
Obs. 2: Presunção relativa: admite prova em contrário 
P
•Presunção de Legitimidade e Veracidade
A
•Autoexecutoriedade
T
•Tipicidade
I
•Imperatividade
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32 
Obs. 3: Ônus da prova é do destinatário do ato e não da administração pública. 
 
4.2) Autoexecutoriedade 
Atributo que permite a Administração Pública executar as suas decisões de forma direta, imediata. 
Sem necessidade de intervenção judicial, inclusive com o uso da força, caso seja necessário. A 
autoexecutoriedade existe em duas principais situações, quando estiver expressamente prevista em 
lei e quando se tratar de medida urgente (medida que deve ser adotada de imediato). 
 Ex.: Interdição de estabelecimento, apreensão de mercadorias, demolição de obra irregular. 
 
Nem todo ato possui o atributo da autoexecutoriedade. As situações em que o ato administrativo 
não tem este atributo: cobrança de multa, tributos, desapropriação, servidão administrativa. 
 
4.3) Tipicidade 
Nem todo doutrinador entende que a tipicidade é um atributo. Esse atributo está presente na obra 
de Maria Sylvia Zanella Di Pietro. Segunda a doutrinadora, tal atributo deve corresponder a figuras 
definidas em lei para que produzam resultados. Ou seja, a tipicidade exige que haja uma previsão 
legal do ato administrativo. Deve ser previsto em lei. 
Em resumo a tipicidade é regida pelo princípio da legalidade. Todo ato administrativo unilateral 
possui esse atributo. Se for ato administrativo bilateral, há doutrina que diga que não possui esse 
atributo. 
 
4.4) Imperatividade 
É decorrente do poder de império / extroverso, ou seja, o poder público pode editar atos que estão 
relacionados a terceiros e não somente para o sujeito que o emitiu. 
Como impõe obrigações a terceiros, os atos administrativos são impostos de forma unilateral pelo 
Estado independente da anuência (concordância) dos administrados. 
Nem todo ato possui o atributo da imperatividade, como, por exemplo, os atos negociais. 
 
5) Agente putativo e agente necessário 
Os agentes putativos são sujeitos que desempenham uma atividade pública presumindo que seja 
legítima, mesmo que a investidura no cargo não tenha sido dentro do procedimento exigido. Já os 
agentes necessários, são aqueles que praticam atos em situações excepcionais, em emergências, 
por exemplo. 
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Agente putativo Agente necessário 
É aquele que está investido irregularmente. 
Ex.: entrou em exercício sem tomar posse e ninguém 
percebeu. Logo, não assinou a posse. 
É aquele convocado em situações emergenciais. 
Ex.: bombeiro pede ajuda para cidadão ajudá-lo. 
 
Os atos são válidos perante terceiros de boa-fé - Atos praticados: Estado responde 
 
 Tome Nota! 
Usurpador de função: fingindo ser agente público com uma finalidade ilícita. Os atos por ele 
praticados não são ilegais, mas inexistentes. 
 
6) Extinção dos atos administrativos 
A extinção é o desfazimento do ato administrativo. Retirada do ato do mundo jurídico. O ato deixa 
de existir. Poderá ser extinto das seguintes formas: 
I) Anulação (invalidação) 
A anulação também pode ser

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