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SISTEMA DE ENSINO
INTERPRETAÇÃO 
DE TEXTO
Caderno de Questões – AOCP
Livro Eletrônico
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INTERPRETAÇÃO DE TEXTO
Caderno de Questões – AOCP
Prof. Bruno Pilastre
Questões de Concurso .................................................................................4
Gabarito ..................................................................................................64
Gabarito Comentado .................................................................................65
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INTERPRETAÇÃO DE TEXTO
Caderno de Questões – AOCP
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Olá! Que tal 50 questões recentes da banca Instituto AOCP para trabalharmos 
nossos conhecimentos sobre Texto? É agora o momento de conhecer o perfil da 
banca, ok? Com a resolução das questões, você será capaz de ter uma ideia de 
como será a sua prova.
A primeira impressão que temos sobre a banca é esta: OS TEXTOS ANALISA-
DOS SÃO ENORMES! Isso mesmo, enormes. Alguns possuem mais de 40 linhas. 
A dúvida que surge é a seguinte: é preciso ler tudo? Minha resposta é: SIM! Mas a 
sua leitura pode ser superficial, mais geral. Após ler o texto, você deve ir à questão 
e verificar o que se pede. É nesse momento que você precisará voltar a trechos 
do texto, realizando uma leitura mais cuidadosa. Com a prática, essa dinâmica vai 
ficando mais automática. É importante que você saiba ganhar tempo nesse proces-
so, para não se perder na administração do tempo da prova.
Em relação aos conteúdos, destaco o seguinte:
• Você precisa se lembrar das características das tipologias e dos gêneros 
textuais, principalmente da narração e da dissertação (expositiva e argu-
mentativa).
• O conteúdo de coesão textual é muito recorrente, principalmente em rela-
ção ao uso de pronomes (anáfora e catáfora).
• O domínio das figuras de linguagem também é exigido com frequência.
Espero que esse material seja útil em sua preparação. Desejo muito sucesso em 
sua prova!
Um grande abraço!
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QUESTÕES DE CONCURSO
A indústria do espírito
JORDI SOLER – 23 DEZ 2017 - 21:00
O filósofo Daniel Dennett propõe uma fórmula para alcançar a felicidade: “Pro-
cure algo mais importante que você e dedique sua vida a isso”.
Essa fórmula vai na contracorrente do que propõe a indústria do espírito no 
século XXI, que nos diz que não há felicidade maior do que essa que sai de dentro 
de si mesmo, o que pode ser verdade no caso de um monge tibetano, mas não para 
quem é o objeto da indústria do espírito, o atribulado cidadão comum do Ocidente 
que costuma encontrar a felicidade do lado de fora, em outra pessoa, no seu entor-
no familiar e social, em seu trabalho, em um passatempo, etc. [...]
A indústria do espírito, uma das operações mercantis mais bem-sucedidas de 
nosso tempo, cresceu exponencialmente nos últimos anos, é só ver a quantidade de 
instrutores e pupilos de mindfulness e de ioga que existem ao nosso redor. Mindful-
ness e ioga em sua versão pop para o Ocidente, não precisamente as antigas disci-
plinas praticadas pelos mestres orientais, mas um produto prático e de rápida apren-
dizagem que conserva sua estética, seu merchandising e suas toxinas culturais. [...]
Frente ao argumento de que a humanidade, finalmente, tomou consciência de 
sua vida interior, por que demoramos tanto em alcançar esse degrau evolutivo?, 
proporia que, mais exatamente, a burguesia ocidental é o objetivo de uma grande 
operação mercantil que tem mais a ver com a economia do que com o espírito, 
a saúde e a felicidade da espécie humana. [...]
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A indústria do espírito é um produto das sociedades industrializadas em que as 
pessoas já têm muito bem resolvidas as necessidades básicas, da moradia à comi-
da até o Netflix e o Spotify. Uma vez instalada no angustiante vazio produzido pelas 
necessidades resolvidas, a pessoa se movimenta para participar de um grupo que 
lhe procure outra necessidade.
Esse crescente coletivo de pessoas que cavam em si mesmas buscando a feli-
cidade já conseguiu instalar um novo narcisismo, um egocentrismo new age, um 
egoísmo raivosamente autorreferencial que, pelo caminho, veio alterar o famoso 
equilíbrio latino de mens sana in corpore sano, desviando-o descaradamente 
para o corpo. [...]
Esse inovador egocentrismo new age encaixa divinamente nessa compulsão 
contemporânea de cultivar o físico, não importa a idade, de se antepor o corpore 
à mens. Ao longo da história da humanidade o objetivo havia sido tornar-se mais 
inteligente à medida que se envelhecia; os idosos eram sábios, esse era seu valor, 
mas agora vemos sua claudicação: os idosos já não querem ser sábios, preferem 
estar robustos e musculosos, e deixam a sabedoria nas mãos do primeiro iluminado 
que se preste a dar cursos. [...]
Parece que o requisito para se salvar no século XXI é inscrever-se em um cur-
so, pagar a alguém que nos diga o que fazer com nós mesmos e os passos que se 
deve seguir para viver cada instante com plena consciência. Seria saudável não 
perder de vista que o objetivo principal dessas sessões pagas não é tanto salvar a 
si mesmo, mas manter estável a economia do espírito que, sem seus milhões de 
subscritores, regressaria ao nível que tinha no século XX, aquela época dourada 
do hedonismo suicida, em que o mindfulness era patrimônio dos monges, a ioga 
era praticada por quatro gatos pingados e o espírito era cultivado lendo livros em 
gratificante solidão.
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Questão 1 (INSTITUTO AOCP/TÉCNICO/TRT 1ª REGIÃO/2018) Assinale a alter-
nativa que apresenta um uso coloquial da linguagem.
a) “[...] os idosos já não querem ser sábios, preferem estar robustos e musculosos [...]”.
b) “[...] um egoísmo raivosamente autorreferencial que, pelo caminho, veio alterar 
o famoso equilíbrio latino de mens sana in corpore sano [...]”.
c) “[...] os idosos eram sábios, esse era seu valor, mas agora vemos sua claudicação [...]”.
d) “Seria saudável não perder de vista que o objetivo principal dessas sessões pagas 
não é tanto salvar a si mesmo, mas manter estável a economia do espírito [...]”.
e) “[...] o mindfulness era patrimônio dos monges, a ioga era praticada por quatro 
gatos pingados e o espírito era cultivado lendo livros em gratificante solidão.”.
Questão 2 (INSTITUTO AOCP/TÉCNICO/TRT 1ª REGIÃO/2018) Sobre tipologia e 
gêneros textuais, assinale a alternativa correta.
a) O texto “A indústria do espírito” apresenta, majoritariamente, a tipologia narra-
tiva, a qual tipicamente emprega verbos no pretérito, como é possível notar neste 
excerto: “A indústria do espírito, uma das operações mercantis mais bem-sucedi-
das de nosso tempo, cresceu exponencialmente nos últimos anos [...]”.
b) Não há um número definido de tipologias textuais, uma vez que elas surgem e de-
saparecem conforme as necessidades sociodiscursivas de determinada comunidade.
c) O segundo parágrafo dodo mundo lá fora, duro e competitivo, 
as ‘redes’ de vínculos humanos se transformam em territórios de fronteira em que 
é preciso travar, dia após dia, intermináveis conflitos de reconhecimento.”
(http://www.fronteiras.com/artigos/zygmunt-bauman-estamos-isolados -em-rede)
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Em “[...] apelamos, então, para a quantidade de novas mensagens, novas partici-
pações, para as manifestações efusivas nessas redes sociais digitais. Tornamo-nos, 
portanto, seres que se sentem seguros somente se conectados a essas redes. Fora 
delas os relacionamentos são frágeis, superficiais, “um cemitério de esperanças 
destruídas e expectativas frustradas” [...]”, o termo em destaque se refere:
a) às novas mensagens.
b) às novas participações.
c) às manifestações efusivas.
d) às redes sociais digitais.
e) às expectativas frustradas.
“Estamos Enlouquecendo Nossas Crianças!
Estímulos Demais... Concentração de Menos”
31 Maio 2015 em Bem-Estar, filhos
Vivemos tempos frenéticos. A cada década que passa o modo de vida de 10 
anos atrás parece ficar mais distante: 10 anos viraram 30, e logo teremos a sen-
sação de ter se passado 50 anos a cada 5. E o mundo infantil foi atingido em cheio 
por essas mudanças: já não se educa (ou brinca, alimenta, veste, entretêm, cuida, 
consola, protege, ampara e satisfaz) crianças como antigamente!
O iPad, por exemplo, já é companheiro imprescindível nas refeições de milhares 
de crianças. Em muitas casas a(s) TV(s) fica(m) ligada(s) o tempo todo na progra-
mação infantil – naqueles canais cujo volume aumenta consideravelmente durante 
os comerciais – mesmo quando elas estão comendo com o iPad à mesa.
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Muitas e muitas crianças têm atividades extracurriculares pelo menos três ve-
zes por semana, algumas somam mais de 50 horas semanais de atividades, entre 
escola, cursos, esportes e reforços escolares.
Existe em quase todas as casas uma profusão de brinquedos, aparelhos, re-
cursos e pessoas disponíveis o tempo todo para garantir que a criança “aprenda 
coisas” e não “morra de tédio”. As pré-escolas têm o mesmo método de ensino dos 
cursos pré-vestibulares.
Tudo está sendo feito para que, no final, possamos ocupar, aproveitar, espremer, 
sugar, potencializar, otimizar e, finalmente, capitalizar todo o tempo disponível para 
impor às nossas crianças uma preparação praticamente militar, visando seu “suces-
so”. O ar nas casas onde essa preocupação é latente chega a ser denso, tamanha a 
pressão que as crianças sofrem por desenvolver uma boa competitividade. Porém, 
o excesso de estímulos sonoros, visuais, físicos e informativos impedem que a 
criança organize seus pensamentos e atitudes, de verdade: fica tudo muito confuso 
e nebuloso, e as próprias informações se misturam fazendo com que a criança mal 
saiba descrever o que acabou de ouvir, ver ou fazer.
Além disso, aptidões que devem ser estimuladas estão sendo deixadas de lado: 
Crianças não sabem conversar. Não olham nos olhos de seus interlocutores. Não 
conseguem focar em uma brincadeira ou atividade de cada vez (na verdade a maio-
ria sequer sabe brincar sem a orientação de um adulto!). Não conseguem ler um 
livro, por menor que seja. Não aceitam regras. Não sabem o que é autoridade. Pior 
e principalmente: não sabem esperar.
Todas essas qualidades são fundamentais na construção de um ser humano 
íntegro, independente e pleno, e devem ser aprendidas em casa, em suas rotinas.
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Precisamos pausar. Parar e olhar em volta. Colocar a mão na consciência, tirá-la 
um pouco da carteira, do telefone e do volante: estamos enlouquecendo nossas 
crianças, e as estamos impedindo de entender e saber lidar com seus tempos, seus 
desejos, suas qualidades e talentos. Estamos roubando o tempo precioso que nos-
sos filhos tanto precisam para processar a quantidade enorme de informações e 
estímulos que nós e o mundo estamos lhes dando.
Calma, gente. Muita calma. Não corramos para cima da criança com um iPad na 
mão a cada vez que ela reclama ou achamos que ela está sofrendo de “tédio”. Não 
obriguemos a babá a ter um repertório mágico, que nem mesmo palhaços profis-
sionais têm, para manter a criança entretida o tempo todo. O “tédio” nada mais é 
que a oportunidade de estarmos em contato conosco, de estimular o pensamento, 
a fantasia e a concentração.
Sugiro que leiamos todos, pais ou não, “O Ócio Criativo” de Domenico di Masi, 
para que entendamos a importância do uso consciente do nosso tempo.
E já que resvalamos o assunto para a leitura: nossas crianças não lêem mais. 
Muitos livros infantis estão disponíveis para tablets e iPads, cuja resposta é imediata 
ao menor estímulo e descaracteriza a principal função do livro: parar para ler, para 
fazer a mente respirar, aprender a juntar uma palavra com outra, paulatinamente 
formando frases e sentenças, e, finalmente, concluir um raciocínio ou uma estória.
Cerquem suas crianças de livros e leiam com elas, por amor. Deixem que se 
esparramem em almofadas e façam sua imaginação voar!
(Fonte: http://www.saudecuriosa.com.br/estamos-enlouquecendo-nossas-criancas-estimulos-
-demais-concentracao-de-menos/)
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Questão 27 (INSTITUTO AOCP/TÉCNICO/CASAN/2016) O texto se apresenta, 
quase integralmente, na primeira pessoa do plural. Quem seria o “nós” ao qual o 
texto se refere?
a) Seria todas as crianças da atualidade.
b) Seria os pais e/ou cuidadores das crianças.
c) Seria somente os professores e/ou educadores das crianças.
d) Seria as pessoas que comercializam produtos infantis.
e) Seria apenas crianças que usam iPads.
Questão 28 (INSTITUTO AOCP/TÉCNICO/CASAN/2016) Qual é o gênero textual 
que mais se adéqua ao texto “Estamos Enlouquecendo Nossas Crianças! Estímulos 
Demais... Concentração de Menos”?
a) Relatório Científico.
b) Artigo de opinião.
c) Debate.
d) Charge.
e) Carta.
Questão 29 (INSTITUTO AOCP/TÉCNICO/CASAN/2016) De acordo com o texto, 
o que o excesso de estímulos sensoriais ocasiona nas crianças?
a) Esse excesso de estímulos faz que a criança seja mais obediente e respeite mais 
as regras impostas pelos adultos.
b) Esse excesso de estímulos faz que a criança se prepare para o futuro de forma 
mais eficiente.
c) Esse excesso de estímulos faz que a criança tenha mais facilidade em organizar 
seu pensamento e suas atitudes.
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d) Esse excesso de estímulos faz que a criança tenha dificuldades em organizar seu 
pensamento e sua conduta.
e) Esse excesso de estímulos faz que a criança tenha mais imaginação e saibaaproveitar melhor o seu tempo.
Questão 30 (INSTITUTO AOCP/TÉCNICO/CASAN/2016) Qual é a ideia central de-
fendida pelo texto “Estamos Enlouquecendo Nossas Crianças! Estímulos Demais... 
Concentração de Menos”?
a) O texto defende a ideia de que o iPad e a programação infantil incessante são 
ótimos estímulos sensoriais para educar as crianças na atualidade.
b) O texto defende a ideia de que as crianças da atualidade precisam ocupar todo 
o seu tempo livre com atividades extracurriculares, visando o sucesso no futuro.
c) O texto defende a ideia de que as crianças da atualidade recebem muitos estí-
mulos sensoriais, mas pouca atenção e tempo suficiente para aprender a lidar com 
tanto estímulo.
d) O texto defende a ideia de que as crianças da atualidade precisam de mais ati-
vidades extracurriculares e brinquedos porque se sentem muito entediadas.
e) O texto defende a ideia de que os pais da atualidade estimulam cada vez mais 
a imaginação de suas crianças.
Campinas tem alerta após 10 casos de microcefalia
Por Inaê Miranda – publicado em 05/12/2015
O número de casos de microcefalia registrados em Campinas chegou a dez, se-
gundo informou na última sexta-feira (4) a diretora do Departamento de Vigilância 
em Saúde (Devisa), Brigina Kemp. Todos os bebês nasceram em Campinas, mas 
três deles são de mães moradoras de Sumaré.
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Uma criança nasceu no mês de outubro, a segunda no dia 3 de novembro e as 
outras oito nasceram nos últimos dias — do final de novembro até ontem. A média 
anual da doença até 2014 era de um registro, o que torna os casos recentes uma 
preocupação para os Serviços de Saúde da cidade. O município apura a relação dos 
casos com o zika vírus.
No último sábado, o Ministério da Saúde confirmou a relação entre o zika vírus 
e o surto de microcefalia na região Nordeste do País. Até esta data, foram notifi-
cados 1.248 casos suspeitos, identificados em 311 municípios de 14 unidades da 
federação. Até então, São Paulo não figurava nesta lista e os únicos dois casos 
registrados ocorreram em Sumaré e São José do Rio Preto. Segundo a Secretaria 
Municipal de Saúde, o vírus pode ter ocorrido na cidade sem que as autoridades 
tenham conhecimento.
Segundo Brigina, Campinas está contabilizando os casos dos três residentes de 
Sumaré porque os bebês nasceram na cidade. “A gente notifica, avisando que é 
de outro município e esse município também é informado. As investigações iniciais 
ocorrem aqui e, na hora que a criança tem alta, a investigação tem continuidade na 
cidade onde ela reside”, explicou.
Ela informou que as crianças nasceram nas redes pública e privada, sendo que a 
maior parte foi na Maternidade de Campinas. “Quase todos”, disse. Uma das mães é 
moradora de rua e usuária de crack. “Mas todos os dez permanecem sob investigação 
para o zika. Não confirmamos nenhum até agora, mas também não descartamos.”
A diretora do Devisa acrescentou que as mães estão recebendo toda a assis-
tência necessária. “Se alguma mãe não tem condição de fazer a tomografia, nós 
estamos fazendo.”
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Campinas tinha um caso de microcefalia por ano, entre 2010 a 2014, causada por 
infecção congênita. Sendo que em 2011 foram registrados quatro casos de microce-
falia por infecção congênita. “Mas a gente acredita que esse era um número subno-
tificado. Agora todos estão bem sensibilizados para fazer as notificações”, disse.
Segundo Brigina, esse aumento da notificação pode estar relacionado com o 
alerta que foi dado pelo Ministério da Saúde.
Múltiplas causas
A microcefalia não é uma doença nova. Trata-se de uma malformação congê-
nita, em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada. “É quando você 
mede a cabeça e vê que está menor do que deveria ser para a idade gestacional 
em que o bebê nasceu”, explicou Brigina.
A especialista esclarece que a microcefalia pode ser efeito de uma série de fato-
res de diferentes origens. “Microcefalia não significa zika vírus. É importante dizer 
isso para as pessoas não relacionarem imediatamente esses 10 casos de Campinas 
ao vírus”, diz.
As causas, segundo ela, em geral são o uso de drogas, medicamentos, cigarro, 
tabagismo, bebida, traumatismo, falta de irrigação adequada da cabeça do bebê 
durante a gestação, contato com radiação, fatores genéticos e uma série de vírus 
ou outros agentes infecciosos, chamados de infecção congênita.
Segundo Brigina, o que tem causado a microcefalia nas crianças é o que está em 
questão. “As notificações chegaram para a gente e agora vamos investigar.” De acor-
do com ela, a investigação consiste num exame de tomografia sem contraste, exames 
no sangue, na urina e no líquor, que é um líquido do sistema nervoso da coluna.
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As tomografias estão sendo feitas em Campinas, mas os exames estão sendo 
conduzidos pelo Instituto Adolfo Lutz, na Capital. “Vai para o Lutz porque toda do-
ença sob vigilância e de importância para saúde pública a gente tem que fazer num 
laboratório de referência de saúde pública.”
Vírus
Segundo as secretarias estadual e municipal de Saúde, o vírus zika não está 
circulando em São Paulo. Brigina, entretanto, não descarta que ele tenha entrado 
no Estado e se mantém despercebido. “Só posso dizer que tem uma possibilidade. 
E porque digo que tem uma possibilidade? Porque o vírus circulou amplamente 
no Norte e Nordeste, tem um percentual de casos que não apresentam sintomas, 
e porque é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti.”
Desde junho, Campinas organizou cinco unidades sentinelas na tentativa de de-
tecção precoce do zika vírus. “A gente se organizou para tentar detectar, mas isso 
não me dá garantia de dizer que não teve. As pessoas circulam e viajam muito hoje 
em dia pelo País.”
(Fonte: http://correio.rac.com.br/_conteudo/2015/12/campinas_e_rm-c/402739-campinas-tem-
-alerta-apos-dez-casos-de-microcefalia.html)
Questão 31 (INSTITUTO AOCP/TÉCNICO/CASAN/2016) Qual é a tipologia do texto 
“Campinas tem alerta após 10 casos de microcefalia”?
a) Texto narrativo.
b) Texto dissertativo.
c) Texto descritivo.
d) Texto informativo.
e) Texto injuntivo.
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Questão 32 (INSTITUTO AOCP/TÉCNICO/CASAN/2016) Qual é o assunto central 
abordado pelo texto?
a) O texto aborda principalmente o aumento do número de casos notificados de 
pessoas com zika vírus em Campinas.
b) O texto aborda principalmente o aumento no número de notificações de bebês 
nascidos com microcefalia em Campinas.
c) O texto aborda principalmente as causas da microcefalia em bebês nascidos em 
Campinas.
d) O texto aborda principalmente as doenças transmitidas pelo mosquito Aedes 
aegypti.
e) O texto aborda principalmente a relação da microcefalia com o zika vírus.
Questão 33 (INSTITUTO AOCP/TÉCNICO/CASAN/2016) De acordo com o texto, 
o que podemos afirmara respeito da microcefalia?
a) A microcefalia é uma malformação congênita advinda de fatores de origem diversa.
b) A microcefalia é uma malformação congênita advinda da infecção pelo zika vírus.
c) A microcefalia é uma malformação congênita advinda apenas de fatores genéticos.
d) A causa da microcefalia é confirmada pela medida menor da cabeça do bebê.
e) A causa da microcefalia é confirmada pelo exame de zika vírus feito na mãe da 
criança.
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Questão 34 (INSTITUTO AOCP/AGENTE/ITEP-RN/2018)
Cuidar de idoso não é só cumprir tarefa, é preciso dar carinho e escuta
Cláudia Colluci
A maior taxa de suicídios no Brasil se concentra entre idosos acima de 70 anos, 
segundo dados recentes divulgados pelo Ministério da Saúde. São 8,9 mortes por 
100 mil pessoas, contra 5,5 por 100 mil entre a população em geral. Pesquisas 
anteriores já haviam apontado esse grupo etário como o de maior risco. Abandono 
da família, maior grau de dependência e depressão são alguns dos fatores de risco.
Em se tratando de idosos, há outras mortes passíveis de prevenção se o país 
tivesse políticas públicas voltadas para esse fim. Ano passado, uma em cada três 
pessoas mortas por atropelamento em São Paulo tinha 60 anos ou mais. Pessoas 
mais velhas perdem reflexos e parte da visão (especialmente a lateral) e da audi-
ção por conta da idade.
Levando em conta que o perfil da população brasileira mudará drasticamente nos 
próximos anos e que, a partir de 2030, o país terá mais idosos do que crianças, já 
passou da hora de governos e sociedade em geral encararem com seriedade os cui-
dados com os nossos velhos, que hoje somam 29,4 milhões (14,3% da população).
Com a mudança do perfil das famílias (poucos filhos, que trabalham fora e que 
moram longe dos seus velhos), faltam cuidadores em casa. Também são poucos os 
que conseguem bancar cuidadores profissionais ou casas de repouso de qualidade. 
As famílias que têm idosos acamados enfrentam desafios ainda maiores quando 
não encontram suporte e orientação nos sistemas de saúde.
Recentemente, estive cuidando do meu pai de 87 anos, que se submeteu à im-
plantação de um marca-passo. Após a alta hospitalar, foi um susto atrás do outro. 
Primeiro, a pressão arterial disparou (ele já teve dois infartos e carrega quatro 
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stents no coração), depois um dos pontos do corte cirúrgico se rompeu (risco de 
infecção) e, por último, o braço imobilizado começou a inchar muito (perigo de 
trombose venosa). Diante da recusa dele em ir ao pronto atendimento, da demora 
de retorno do médico que o assistiu na cirurgia e sem um serviço de retaguarda do 
plano de saúde ou do hospital, a sensação de desamparo foi desesperadora. Mas 
essas situações também trazem lições. A principal é a de que o cuidado não se 
traduz apenas no cumprimento de tarefas, como fazer o curativo, medir a pressão, 
ajudar no banho ou preparar a comida. Cuidado envolve, sobretudo, carinho e es-
cuta. É demonstrar que você está junto, que ele não está sozinho em suas dores.
Meu pai é um homem simples, do campo, que conheceu a enxada aos sete anos 
de idade. Aos oito, já ordenhava vacas, mas ainda não conhecia um abraço. Foi 
da professora que ganhou o primeiro. Com o cultivo da terra, formou uma família, 
educou duas filhas. Lidar com a terra continua sendo a sua terapia diária. É onde 
encontra forças para enfrentar o luto pelas mortes da minha mãe, de parentes e 
de amigos. É onde descobre caminhos para as limitações que a idade vai impondo 
(“não consigo mais cuidar da horta, então vou plantar mandioca”).
Ouvir do médico que só estará liberado para suas atividades normais em três 
meses foi um baque para o meu velho. Ficou amuado, triste. Em um primeiro mo-
mento, dei bronca (“pai, a cirurgia foi um sucesso, custa ter um pouco mais de 
paciência?”). Depois, ao me colocar no lugar desse octogenário hiperativo, que até 
dois meses atrás estava trepado em um abacateiro, podando-o, mudei o meu dis-
curso (“vai ser um saco mesmo, pai, mas vamos encontrar coisas que você consiga 
fazer no dia a dia com o aval do médico”).
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Sim, envelhecer é um desafio sob vários pontos de vista. Mas pode ficar ainda 
pior quando os nossos velhos não contam com uma rede de proteção, seja do Es-
tado, da comunidade ou da própria família.
Os números de suicídio estão aí para ilustrar muito bem esse cenário de aban-
dono, de solidão. Uma das propostas do Ministério da Saúde para prevenir essas 
mortes é a ampliação dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps). A presença desses 
serviços está associada à diminuição de 14% do risco de suicídio. Essa medida é prio-
ritária, mas, em se tratando da prevenção de suicídio entre idosos, não é o bastante.
Mais do que diagnosticar e tratar a depressão, apontada como um dos mais 
importantes fatores desencadeadores do suicídio, é preciso que políticas públicas 
e profissionais de saúde ajudem os idosos a prevenir/diminuir dependências para 
que tenham condições de sair de casa com segurança, sem o risco de morrerem 
atropelados ou de cair nas calçadas intransitáveis, que ações sociais os auxiliem a 
ter uma vida de mais interação na comunidade. E, principalmente, que as famílias 
prestem mais atenção aos seus velhos. Eles merecem chegar com mais dignidade 
ao final da vida.
Adaptado de . 
Acesso em: 6 dez. 2017.
Em relação às afirmações a seguir, assinale a alternativa correta.
a) No trecho “É onde encontra forças para enfrentar o luto [...]”, retirado do 6º 
parágrafo, o termo em destaque se refere à lida com a terra.
b) No trecho “Diante da recusa dele em ir ao pronto atendimento [...]”, retirado do 
5º parágrafo, o termo em destaque se refere ao médico que realizou a cirurgia do 
pai da autora.
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c) No trecho “Recentemente, estive cuidando do meu pai de 87 anos [...]”, retirado 
do 5º parágrafo, o termo em destaque se refere à cuidadora de idosos e ao pai dela.
d) No trecho “Pesquisas anteriores já haviam apontado esse grupo etário como o 
de maior risco.”, retirado do 1º parágrafo, o termo em destaque se refere a idosos 
entre 60 e 70 anos de idade.
e) No trecho “Diante [...] da demora de retorno do médico que o assistiu na cirur-
gia [...]”, retirado do 5º parágrafo, o termo em destaque se refere ao idoso tio da 
autora do texto.
Questão 35 (INSTITUTO AOCP/TÉCNICO/UFBA/2017)
Texto 1
A insana mania de economizar em coisas erradas
Existe uma grande diferença entre oportunidade e oportunismo. Uma é aquela 
em que as pessoas querem levar vantagem em tudo, serem espertas, ganhar a 
qualquer custo, sendo que a outra vai na contramão deste movimento cada vez 
maispresente e enraizado na cultura brasileira. [...]
A cultura do Brasil é riquíssima, linda e super diversificada. Porém, esse vício 
maldito acaba com a beleza. A necessidade de levar vantagem deixa as pessoas 
cegas e a feira de Acari, no Rio de Janeiro, é um belo exemplo deste contraste. 
O mercadão de produtos roubados é promovido às custas de inúmeras mortes e 
assaltos por conta de um comércio que não tem fim. [...]
Não há pagamento de impostos referente à mercadoria e recolhimento de tribu-
tos. Só por isso esse produto chegou até o seu consumidor final. Vidas acabam por-
que alguém tem a necessidade porca de comprar algo “baratinho”. E não é exagero.
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Tenho um amigo que hoje reside nos Estados Unidos. A família dele, quando 
morava no Brasil, possuía uma transportadora com cinco caminhões. Sempre que 
se tratava de uma carga valiosa, quem fazia o transporte era o pai, o dono da em-
presa. Ele tinha esse cuidado para zelar pelo material do cliente e garantir que o 
produto caro chegaria ao seu destino conforme o esperado, sem danos. Até que um 
dia ele foi roubado e sequestrado. A quadrilha pediu R$50 mil reais, e a carga era 
de televisões. Ele ficou quatro dias em cativeiro e não havia possibilidade de pagar 
pelo valor exigido. Não avisaram a polícia e as negociações chegaram a R$10 mil. 
A quantia foi paga, mas o pai foi encontrado morto, sendo que ele havia falecido 
muito antes da entrega do dinheiro.
Ainda me questiono como que as pessoas têm coragem de comprar esses pro-
dutos. O detergente mais barato, o salame, sabão em pó que são vendidos na feira 
de Acari custaram a vida de alguém. Além disso, deixou o seguro para todo mundo 
mais caro, impactando na economia como um todo. Quantas vezes subiu o seguro 
do seu carro? Mas na hora de comprar uma peça, muitos não abrem a mão de ir 
até um desmanche. É essa consciência que precisa mudar. Quando isso acontecer, 
o país muda de patamar. [...]
Daniel Toledo. Adaptado de e disponível em: http://envolverde.cartacapital.com.br/insana-
-mania-de-economizar-em-coisas-erradas
Em relação ao Texto 1, julgue, como CERTO ou ERRADO, o item a seguir.
Em “Ainda me questiono como que as pessoas têm coragem de comprar esses pro-
dutos.”, o termo em destaque refere-se, anaforicamente, ao detergente, ao salame 
e ao sabão em pó.
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Texto 1
Longe é um lugar que existe?
Voamos algum tempo em silêncio, até que finalmente ele disse: “Não entendo 
muito bem o que você falou, mas o que menos entendo é o fato de estar indo a 
uma festa.”
— Claro que estou indo à festa. — respondi. — O que há de tão difícil de se 
compreender nisso?
Enfim, sem nunca atingir o fim, imaginando-se uma Gaivota sobrevoando o 
mar, viajar é sentir-se ainda mais pássaro livre tocado pelas lufadas de vento, con-
traponto, de uma ave mirrada de asas partidas numa gaiola lacrada, sobrevivendo 
apenas de alpiste da melhor qualidade e água filtrada. Ou ainda, pássaros presos 
na ambivalência existencial... fadado ao fracasso ou ao sucesso... ao ser livre ou 
viver presos em suas próprias armadilhas...
Fica sob sua escolha e risco, a liberdade para voar os ventos ascendentes; que 
pássaro quer ser; que lugares quer sobrevoar; que viagem ao inusitado mais lhe 
compraz. Por mais e mais, qual a serventia dessas asas enormes, herança genética 
de seus pais e que lhe confere enorme envergadura? Diga para quê serve? Ao pri-
meiro sinal de perigo, debique e pouse na cerca mais próxima. Ora, não venha com 
desculpas esfarrapadas e vamos dona Gaivota, espante a preguiça, bata as asas e 
saia do ninho! Não tenha medo de voar. Pois, como é de conhecimento dos “Mes-
tres dos ares e da Terra”, longe é um lugar que não existe para quem voa rente ao 
céu e viaja léguas e mais léguas de distância com a mochila nas costas, olhar no 
horizonte e os pés socados em terra firme.
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Longe é a porta de entrada do lugar que não existe? Não deve ser, não; pois as 
Gaivotas sacodem a poeira das asas, limpam os resquícios de alimentos dos bicos 
e batem o toc-toc lá.
Fonte:.
Acesso em: 21 Jun, 2017
Releia o terceiro e o quarto parágrafos do texto. A respeito do uso do pronome “seu” e 
suas variações, julgue, como CERTO ou ERRADO, as afirmativas a seguir.
Questão 36 (INSTITUTO AOCP/ASSISTENTE/CÂMARA DE MARINGÁ-PR/2017/
ADAPTADA) Não há como identificar o referente do pronome no terceiro parágrafo.
Questão 37 (INSTITUTO AOCP/ASSISTENTE/CÂMARA DE MARINGÁ-PR/2017/
ADAPTADA) Os pronomes possuem referentes diferentes em cada parágrafo, o que 
marca uma mudança de intenção comunicativa no texto.
Questão 38 (INSTITUTO AOCP/ELETROTÉCNICO/CASAN/2016) Na oração “As in-
vestigações iniciais ocorrem aqui e, na hora que a criança tem alta, a investigação 
tem continuidade na cidade onde ela reside”, o pronome pessoal “ela” funciona 
como elemento coesivo, retomando o sintagma:
a) “a gente”.
b) “esse município”.
c) “a criança”.
d) “a investigação”
e) “na cidade”.
‘Plano contra crise hídrica é como seguro: para não usar’, diz secretário
Documento prevê a implantação de rodízio em situações de emergência.
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Governo de SP apresentou plano nesta quinta-feira, com 5 meses de atraso.
O secretário estadual de Recursos Hídricos, Benedito Braga, comparou o plano 
de contingência contra a crise hídrica em São Paulo com um seguro: “estamos fa-
zendo para não usar”, afirmou. O documento, obtido com exclusividade pelo G1 na 
semana passada, foi apresentado oficialmente, com cinco meses de atraso, nesta 
quinta-feira (19). Na reunião estavam presentes representantes de prefeituras da 
região metropolitana e entidades.
Braga afirmou que o plano demorou para ser apresentado porque foi um tra-
balho integrado entre o estado paulista, municípios, sociedade civil e universida-
des. “Obviamente em uma região tão complexa como a região metropolitana de 
São Paulo, o levantamento de dados é muito demorado, não é muito simples”, 
disse o secretário.
O plano de contingência vai orientar como o poder público, companhias e so-
ciedade civil devem agir no caso de seca ou de desabastecimento de água para a 
população. O documento também prevê a implantação de rodízio – cortes sistemá-
ticos na distribuição – em situações de emergência. De acordo com o secretário de 
Recursos Hídricos, a Grande São Paulo está, atualmente, em estado de atenção.
Três níveis de ações O plano de contingência, divulgado com exclusividade pelo 
G1 na semana passada, considera ações em três níveis (veja abaixo).
Atualmente, segundo o governo estadual, a Grande São Paulo está no nível 
2 - Alerta porque os reservatórios ainda estão com níveis baixos. O secretário de 
Recursos Hídricos garante, no entanto, que todas as medidasnecessárias para essa 
situação já foram tomadas.
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“O Cantareira ainda está no volume morto. O Alto Tietê está com 15% da ca-
pacidade. Entretanto, nós estamos no processo de redução de pressão a noite, 
e assim por diante. Essa é uma característica de redução na demanda quando a 
perspectiva de oferta ainda é baixa. Porém não está ainda em uma situação tão 
complicada que você não consiga o nível dos reservatórios estáveis”, completou.
Níveis e ações
NÍVEL 1 - ATENÇÃO: deverá ser adotado quando houver sinais de estiagem 
prolongada, quando então passa a existir uma situação de risco elevado de não ser 
atendida a demanda de água.
NÍVEL 2 - ALERTA: será adotado quando a situação dos sistemas de abasteci-
mento chegar a níveis críticos, podendo comprometer a curto prazo o atendimento 
à demanda de abastecimento de água. O risco de não atendimento é elevado.
“Isso quer dizer que, mesmo se você estiver fazendo tudo isso e o nível dos 
reservatórios continuar caindo, aí seria necessário acionar o nível de emergência. 
Porque seria necessário não só reduzir a pressão mas cortar água mesmo, para 
que a gente não ficasse dependendo só da água do rio”, explicou o secretário de 
Recursos Hídricos, Benedito Braga.
NÍVEL 3 - EMERGÊNCIA: será adotado quando for eminente o não atendimento 
da demanda, uma vez que um ou mais sistemas de abastecimento estejam sob 
elevado risco de esvaziamento crítico, comprometendo o abastecimento de parte 
da população com grau de severidade significativo.
Neste nível (emergência) serão feitos cortes sistemáticos no abastecimento de 
água de modo a evitar o colapso total de um ou mais sistemas produtores de água 
potável. Em caso de emergência, quando a possibilidade do rodízio existe, o plano 
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prevê ações como a restrição de água potável para atividades industriais de grande 
impacto e atividades de irrigação.
Caberá à Sabesp, à Secretaria de Recursos Hídricos e às prefeituras a operação 
de abastecimento em pontos prioritários e a requisição, se necessário, de poços 
outorgados para a distribuição de água à população em pontos de apoio. [...].
Retirado e adaptado de: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2015/11/ governo-de-sp-apresenta-
plano-contra-crise-hidrica-com-5-meses-de -atraso.html. Acesso em: 09 dez. 2015
Em relação ao texto, julgue, como CERTO ou ERRADO, as afirmativas a seguir.
Questão 39 (INSTITUTO AOCP/MÉDICO/EBSERH/2016/ADAPTADA) No excerto 
“[...] O documento, obtido com exclusividade pelo G1 na semana passada [...]”, 
o termo em destaque foi utilizado para fazer referência ao termo “seguro”.
Questão 40 (INSTITUTO AOCP/MÉDICO/EBSERH/2016/ADAPTADA) No excerto 
“[...] Essa é uma característica de redução na demanda quando a perspectiva de 
oferta ainda é baixa [...]”, o termo em destaque foi utilizado para anunciar “em 
uma situação tão complicada”, expressão que aparece posteriormente no texto.
Questão 41 (INSTITUTO AOCP/MÉDICO/EBSERH/2016/ADAPTADA) No excerto 
“[...] O documento, obtido com exclusividade pelo G1 na semana passada [...]”, 
o termo em destaque foi utilizado para fazer referência a “plano de contingência”.
Questão 42 (INSTITUTO AOCP/MÉDICO/EBSERH/2016/ADAPTADA) No excerto 
“[...] O secretário de Recursos Hídricos garante, no entanto, que todas as medidas 
necessárias para essa situação já foram tomadas [...]”, a expressão em destaque 
foi utilizada para fazer referência à crise hídrica de todo o estado de São Paulo.
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Questão 43 (INSTITUTO AOCP/MÉDICO/EBSERH/2016/ADAPTADA) No excerto 
“[...] Essa é uma característica de redução na demanda quando a perspectiva de 
oferta ainda é baixa [...]”, o termo em destaque foi utilizado para retomar “O Can-
tareira ainda está no volume morto”.
Questão 44 (INSTITUTO AOCP/TÉCNICO/EBSERH/2016) Em “[...] a ciência en-
carou os pesadelos: como algo negativo”, há quais das figuras de estilo apresen-
tadas a seguir?
a) Pleonasmo e prosopopeia.
b) Sinestesia e antítese.
c) Metáfora e hipérbole.
d) Onomatopeia e comparação.
e) Prosopopeia e comparação.
Questão 45 (Instituto AOCP/ASSISTENTE/CÂMARA DE MARINGÁ-PR/2017) 
No excerto “[…] ela me telefonou e, ao invés de perguntar assim, na lata, se 
eu já tinha um novo amor [...]”, a expressão destacada expressa a figura de 
linguagem denominada:
a) pleonasmo.
b) prosopopeia.
c) metonímia.
d) hipérbole.
e) metáfora.
Questão 46 (INSTITUTO AOCP/AGENTE/SEJUS-CE/2017/ADAPTADA)
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Julgue, como CERTO ou ERRADO, a afirmativa a seguir.
No terceiro quadrinho do Texto 2, há a ocorrência de uma figura de linguagem 
chamada prosopopeia.
TEXTO 1
O acúmulo de compromissos preenche horários livres, adia o lazer e a vida 
social, dando a impressão de que o tempo passa cada vez mais rápido
Raphael Martins
O ano passou rápido? Não dá para cumprir todas as obrigações dentro dos prazos? 
O dia parece cada vez mais curto? Por que não se tem mais tempo para nada?
O estilo de vida atarefada e a dificuldade de conciliar compromissos profissionais 
com relações sociais dão uma nítida impressão de que o tempo voa. Dentre os prin-
cipais motivos para que isso aconteça está o aumento de tarefas e obrigações que 
as pessoas se envolvem nos dias de hoje. Cria-se, assim, uma sensação pessoal de 
que há cada vez menos tempo para si. Florival Scheroki, doutor em Psicologia Expe-
rimental pela Universidade de São Paulo e psicólogo clínico, explica: “Há realmente 
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INTERPRETAÇÃO DE TEXTO
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essa impressão de que o tempo se acelerou. Na realidade, é uma percepção que as 
pessoas têm que não cabe, no tempo disponível, tudo aquilo que elas têm que fazer”.
O psicólogo complementa: “Isso tudo acontece pelo estilo de vida que temos 
hoje. Uma mãe de família sai às 7 horas da manhã para deixar as crianças na es-
cola. Se sai às 7h15, ela não cumpre o horário de entrada no trabalho, às 8 horas. 
Parece que não temos mais intervalos”. Maria Helena Oliva Augusto, professora da 
Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, concorda: “É como se o ritmo 
do tempo se acelerasse. Na verdade, a percepção temporal muda por conta dos 
inúmeros compromissos que estão presentes no cotidiano, que fazem não se dar 
conta de perceber o tempo de maneira mais tranquila”.
Sobre o assunto, Luiz Silveira MennaBarreto, professor especializado em cro-
nobiologia da Escola de Artes, Ciências e Humanidades, coloca que, na sociedade 
contemporânea, as cobranças são cada vez mais intensas e frequentes, o que pro-
duz uma sensação crônica de faltade tempo. As demandas exigem que as pessoas 
tenham inúmeras habilidades e qualificações acadêmicas, tomando boa parte do 
tempo que poderia ser destinado ao lazer. Scheroki completa: “Por que hoje é as-
sim e antes não era? Hoje temos várias tarefas que não tínhamos. Temos que saber 
inglês, francês, jogar tênis, trabalhar… As pessoas tentam alocar dentro do tempo 
mais ações do que cabem nele”. [...]
A professora Maria Helena destaca: “A percepção de aceleração do tempo é uma 
coisa angustiante. É possível se dar conta disso pela quantidade de pessoas ansio-
sas, depressivas e estressadas que se encontra. Elas percebem o tempo passando 
rapidamente e, por isso, tem pressa de viver intensamente. Isso acaba criando 
situações de tensão muito grandes”.[...]
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O psicólogo acredita que os principais prejuízos de uma vida atarefada é sentido 
nas relações com amigos ou familiares. Na hora de escolher entre uma obrigação 
profissional ou uma interação social, as pessoas acabam priorizando o trabalho: 
“Nós somos nossas relações sociais, nós acontecemos a partir delas. Se elas aca-
bam sendo comprometidas, comprometem toda a nossa vida. A vida é composta 
pelas nossas ações no tempo e cada vez menos a gente tem autonomia sobre ela”.
Para o professor Menna-Barreto, o ideal é buscar alternativas de trabalho ou 
estudo em horários mais compatíveis com uma vida saudável. “Exercício físico, 
relações sociais e familiares ricas e alimentação saudável também ajudam, mas a 
raiz do problema reside no trabalho excessivo”, completa.[...]
Disponível em: http://www.ip.usp.br/portal/index.php?option=com_ content&view=article&i-
d=3330%3Aa-sensacao-dos-dias-de-poucashoras&catid=46%3Ana-midia&Itemid=97&lang=pt
Julgue, como CERTO ou ERRADO, as afirmativas a seguir.
Questão 47 (INSTITUTO AOCP/AGENTE/SEJUS-CE/2017/ADAPTADA) No excerto 
“[...] as cobranças são cada vez mais intensas e frequentes [...]”, os termos em 
destaque constituem uma relação de sinonímia.
Questão 48 (INSTITUTO AOCP/AGENTE/SEJUS-CE/2017/ADAPTADA) No excerto 
“O acúmulo de compromissos preenche horários livres, adia o lazer e a vida social 
[...]”, tem-se a figura de linguagem chamada Zeugma.
Questão 49 (INSTITUTO AOCP/AGENTE/SEJUS-CE/2017/ADAPTADA) No excerto 
“As demandas exigem que as pessoas tenham inúmeras habilidades e qualificações 
acadêmicas [...]”, o termo “demandas” pode ser substituído por “vicissitudes” sem 
alterar o sentido da frase.
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Questão 50 (INSTITUTO AOCP/AGENTE/SEJUS-CE/2017/ADAPTADA) No excerto 
“Uma mãe de família sai às 7 horas da manhã para deixar as crianças na escola.”, 
tem-se a figura de linguagem chamada Sinédoque.
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GABARITO
1. e
2. e
3. c
4. d
5. a
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7. d
8. e
9. d
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11. e
12. d
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46. E
47. E
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50. E
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GABARITO COMENTADO
A indústria do espírito
JORDI SOLER – 23 DEZ 2017 - 21:00
O filósofo Daniel Dennett propõe uma fórmula para alcançar a felicidade: “Pro-
cure algo mais importante que você e dedique sua vida a isso”.
Essa fórmula vai na contracorrente do que propõe a indústria do espírito no sé-
culo XXI, que nos diz que não há felicidade maior do que essa que sai de dentro de 
si mesmo, o que pode ser verdade no caso de um monge tibetano, mas não para 
quem é o objeto da indústria do espírito, o atribulado cidadão comum do Ocidente 
que costuma encontrar a felicidade do lado de fora, em outra pessoa, no seu entor-
no familiar e social, em seu trabalho, em um passatempo, etc. [...]
A indústria do espírito, uma das operações mercantis mais bem-sucedidas de 
nosso tempo, cresceu exponencialmente nos últimos anos, é só ver a quantidade de 
instrutores e pupilos de mindfulness e de ioga que existem ao nosso redor. Mindful-
ness e ioga em sua versão pop para o Ocidente, não precisamente as antigas disci-
plinas praticadas pelos mestres orientais, mas um produto prático e de rápida apren-
dizagem que conserva sua estética, seu merchandising e suas toxinas culturais. [...]
Frente ao argumento de que a humanidade, finalmente, tomou consciência de 
sua vida interior, por que demoramos tanto em alcançar esse degrau evolutivo?, 
proporia que, mais exatamente, a burguesia ocidental é o objetivo de uma grande 
operação mercantil que tem mais a ver com a economia do que com o espírito, 
a saúde e a felicidade da espécie humana. [...]
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A indústria do espírito é um produto das sociedades industrializadas em que as 
pessoas já têm muito bem resolvidas as necessidades básicas, da moradia à comi-
da até o Netflix e o Spotify. Uma vez instalada no angustiante vazio produzido pelas 
necessidades resolvidas, a pessoa se movimenta para participar de um grupo que 
lhe procure outra necessidade.
Esse crescente coletivo de pessoas que cavam em si mesmas buscando a felicida-
de já conseguiu instalar um novo narcisismo, um egocentrismo new age, um egoísmo 
raivosamente autorreferencial que, pelo caminho, veio alterar o famoso equilíbrio 
latino de mens sana in corpore sano, desviando-o descaradamente para o corpo. [...]
Esse inovador egocentrismo new age encaixa divinamente nessa compulsão 
contemporânea de cultivar o físico, não importa a idade, de se antepor o corpore 
à mens. Ao longo da história da humanidade o objetivo havia sido tornar-se mais 
inteligente à medida que se envelhecia; os idosos eram sábios, esse era seu valor, 
mas agora vemos sua claudicação: os idosos já não querem ser sábios, preferem 
estar robustos e musculosos, e deixam a sabedoria nas mãos do primeiro iluminado 
que se preste a dar cursos. [...]
Parece que o requisito para se salvar no século XXI é inscrever-se em um cur-
so, pagar a alguém que nos diga o que fazer com nós mesmos e os passos que se 
deve seguir para viver cada instante com plena consciência. Seria saudável não 
perder de vista que o objetivo principal dessas sessões pagas não é tanto salvar 
a si mesmo, mas manter estável a economia do espírito que, sem seus milhões 
de subscritores, regressaria ao nível que tinha no século XX, aquela época dou-
rada do hedonismo suicida, em que o mindfulness era patrimônio dos monges, 
a ioga era praticada por quatro gatos pingados e o espírito era cultivado lendo 
livros em gratificante solidão.
a sua reprodução, cópia,divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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Caderno de Questões – AOCP
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Questão 1 (INSTITUTO AOCP/TÉCNICO/TRT 1ª REGIÃO/2018) Assinale a alterna-
tiva que apresenta um uso coloquial da linguagem.
a) “[...] os idosos já não querem ser sábios, preferem estar robustos e musculosos [...]”.
b) “[...] um egoísmo raivosamente autorreferencial que, pelo caminho, veio alterar 
o famoso equilíbrio latino de mens sana in corpore sano [...]”.
c) “[...] os idosos eram sábios, esse era seu valor, mas agora vemos sua claudi-
cação [...]”.
d) “Seria saudável não perder de vista que o objetivo principal dessas sessões pagas 
não é tanto salvar a si mesmo, mas manter estável a economia do espírito [...]”.
e) “[...] o mindfulness era patrimônio dos monges, a ioga era praticada por quatro 
gatos pingados e o espírito era cultivado lendo livros em gratificante solidão.”.
Letra e.
O uso coloquial é marcado por diversos fatores, como vocabulário (expressões), pa-
drões morfológicos e sintáticos. No caso das alternativas em análise, o uso da expres-
são gatos pingados (significando “poucos indivíduos) é o marcador de coloquialidade.
Questão 2 (INSTITUTO AOCP/TÉCNICO/TRT 1ª REGIÃO/2018) Sobre tipologia e 
gêneros textuais, assinale a alternativa correta.
a) O texto “A indústria do espírito” apresenta, majoritariamente, a tipologia narra-
tiva, a qual tipicamente emprega verbos no pretérito, como é possível notar neste 
excerto: “A indústria do espírito, uma das operações mercantis mais bem-sucedi-
das de nosso tempo, cresceu exponencialmente nos últimos anos [...]”.
b) Não há um número definido de tipologias textuais, uma vez que elas surgem e de-
saparecem conforme as necessidades sociodiscursivas de determinada comunidade.
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c) O segundo parágrafo do texto “A indústria do espírito” é composto por períodos 
simples, típicos da tipologia injuntiva.
d) A maneira com que o texto “A indústria do espírito” se inicia, utilizando uma 
citação, é comum no gênero textual carta aberta.
e) O texto “A indústria do espírito” é um exemplar do gênero textual artigo de opinião.
Letra e.
Ao longo do texto, percebemos claramente um posicionamento crítico do autor em 
relação ao tema abordado – havendo uso de argumentos para tornar seu posicio-
namento crítico válido. Não há predominância narrativa (não há relatos de eventos 
realizados/sofridos por personagens em um tempo e um espaço). Também não há 
traços de tipologia injuntiva (em que o autor apresenta orientações/comandos ao 
leitor) no segundo parágrafo. Além disso, o gênero carta aberta não está condicio-
nado à utilização de citação.
Questão 3 (INSTITUTO AOCP/TÉCNICO/TRT 1ª REGIÃO/2018)
Texto II
“Eu era piloto...
Quando ainda estava no sétimo ano, um avião chegou à nossa cidade. Isso 
naqueles anos, imagine, em 1936. Na época, era uma coisa rara. E então veio um 
chamado: ‘Meninas e meninos, entrem no avião!’. Eu, como era komsomolka*, es-
tava nas primeiras filas, claro. Na mesma hora me inscrevi no aeroclube. Só que 
meu pai era categoricamente contra. Até então, todos em nossa família eram me-
talúrgicos, várias gerações de metalúrgicos e operadores de altos-fornos. E meu 
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pai achava que metalurgia era um trabalho de mulher, mas piloto não. O chefe do 
aeroclube ficou sabendo disso e me autorizou a dar uma volta de avião com meu 
pai. Fiz isso. Eu e meu pai decolamos, e, desde aquele dia, ele parou de falar nisso. 
Gostou. Terminei o aeroclube com as melhores notas, saltava bem de paraquedas. 
Antes da guerra, ainda tive tempo de me casar e ter uma filha.
Desde os primeiros dias da guerra, começaram a reestruturar nosso aeroclube: 
os homens foram enviados para combater; no lugar deles, ficamos nós, as mulheres. 
Ensinávamos os alunos. Havia muito trabalho, da manhã à noite. Meu marido foi um 
dos primeiros a ir para o front. Só me restou uma fotografia: eu e ele de pé ao lado 
de um avião, com capacete de aviador… Agora vivia junto com minha filha, passamos 
quase o tempo todo em acampamentos. E como vivíamos? Eu a trancava, deixava 
mingau para ela, e, às quatro da manhã, já estávamos voando. Voltava de tarde, 
e se ela comia eu não sei, mas estava sempre coberta daquele mingau. Já nem cho-
rava, só olhava para mim. Os olhos dela são grandes como os do meu marido…
No fim de 1941, me mandaram uma notificação de óbito: meu marido tinha 
morrido perto de Moscou. Era comandante de voo. Eu amava minha filha, mas a 
mandei para ficar com os parentes dele. E comecei a pedir para ir para o front…
Na última noite… Passei a noite inteira de joelhos ao lado do berço…”
Antonina Grigórievna Bondareva, tenente da guarda, piloto
* komsomolka: a jovem que fazia parte do Komsomol, Juventude do Partido 
Comunista da União Soviética.
(Disponível em: ALEKSIÉVITCH, Svetlana. A guerra não tem rosto de mulher. Tradução de Cecí-
lia Rosas. São Paulo: Companhia das Letras, 2016.)
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Quanto às expressões de circunstâncias de tempo no texto II, assinale a alterna-
tiva correta.
a) Em “Quando ainda estava no sétimo ano, um avião chegou à nossa cidade.”, 
a oração em destaque indica que o avião chegou à cidade da narradora quando ela 
tinha 7 anos de idade.
b) Em “Até então, todos em nossa família eram metalúrgicos [...]”, a expressão em 
destaque indica o momento em que os membros da família da narradora começa-
ram a exercer a profissão de metalúrgicos.
c) Em “No fim de 1941, me mandaram uma notificação de óbito [...]”, a palavra em 
destaque poderia ser substituída por “termo”, sem prejuízo sintático ou semântico.
d) Em “Voltava de tarde, e se ela comia eu não sei [...]”, a preposição em destaque 
poderia ser omitida, sem causar prejuízo sintático ou semântico.
e) Em “Havia muito trabalho, da manhã à noite.”, a expressão em destaque poderia 
ser substituída por “de manhã e à noite”, sem causar prejuízo sintático ou semântico.
Letra c.
O erro de análise da alternativa (a) é equivaler ano escolar a idade.
Na alternativa (b), a expressão temporal Até então marca fim.
Em (d), se não houvesse a preposição, o sentido seria alterado (equivalendo a “de-
pois do tempo ou da hora certa”).
Em (e), também haveria prejuízo de sentido: ao invés de um intervalo (de manhã à 
noite), a reescrita indica dois pontos temporais (um pela manhã e outro à noite).
A alternativa correta, (c), propõe uma reescrita adequada: pode-se substituir a 
palavra fim por termo: “No termo de 1941, me mandaram...”.
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Questão 4 (INSTITUTO AOCP/ANALISTA/TRT 1ª REGIÃO/2018)
Texto II
[...] Saiu da casa da cartomante aos tropeços e parou no becoescurecido pelo 
crepúsculo — crepúsculo que é hora de ninguém. Mas ela de olhos ofuscados como se 
o último final da tarde fosse mancha de sangue e ouro quase negro. Tanta riqueza de 
atmosfera a recebeu e o primeiro esgar da noite que, sim, sim, era funda e faustosa. 
Macabéa ficou um pouco aturdida sem saber se atravessaria a rua pois sua vida já 
estava mudada. E mudada por palavras — desde Moisés se sabe que a palavra é divi-
na. Até para atravessar a rua ela já era outra pessoa. Uma pessoa grávida de futuro. 
Sentia em si uma esperança tão violenta como jamais sentira tamanho desespero. 
Se ela não era mais ela mesma, isso significava uma perda que valia por um ganho. 
Assim como havia sentença de morte, a cartomante lhe decretara sentença de vida. 
Tudo de repente era muito e muito e tão amplo que ela sentiu vontade de chorar. 
Mas não chorou: seus olhos faiscavam como o sol que morria. Então ao dar o passo 
de descida da calçada para atravessar a rua, o Destino (explosão) sussurrou veloz e 
guloso: é agora é já, chegou a minha vez! E enorme como um transatlântico o Mer-
cedes amarelo pegou-a — e neste mesmo instante em algum único lugar do mundo 
um cavalo como resposta empinou-se em gargalhada de relincho.
Macabéa ao cair ainda teve tempo de ver, antes que o carro fugisse, que já 
começavam a ser cumpridas as predições de madama Carlota, pois o carro era de 
alto luxo. Sua queda não era nada, pensou ela, apenas um empurrão. Batera com 
a cabeça na quina da calçada e ficara caída, a cara mansamente voltada para a sar-
jeta. E da cabeça um fio de sangue inesperadamente vermelho e rico. O que queria 
dizer que apesar de tudo ela pertencia a uma resistente raça não teimosa que um 
dia vai talvez reivindicar o direito ao grito. [...]
(Excerto adaptado e extraído da obra “A Hora da Estrela”. LISPECTOR, Clarice. 23ª edição. Rio 
de Janeiro: Francisco Alves, 1995.)
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De acordo com o texto II, assinale a alternativa correta.
a) O narrador, em primeira pessoa, descreve o momento em que a personagem vai 
à casa de uma vidente e descobre estar grávida.
b) Trata-se de um texto predominantemente dissertativo, em que se expõe o relato 
de uma tragédia ocorrida com Macabéa.
c) A mudança na vida de Macabéa, citada em “[...] pois sua vida já estava muda-
da.”, refere-se à viagem empreendida por ela, que se realizara após encontrar o 
carro que estava à sua espera.
d) O excerto demonstra a fragilidade social da personagem que, ironicamente, teve 
um momento de esperança antes de ser atropelada.
e) A narrativa descreve uma cena trivial de final de tarde, em que Macabéa presen-
cia o atropelamento e a morte de um cavalo.
Letra d.
A alternativa (a) está incorreta porque:
(i) o texto é narrado em terceira pessoa;
(ii) narra-se a saída da personagem da casa da cartomante;
(iii) a gravidez é “de futuro” (sentido não literal).
O texto é predominantemente narrativo, por isso a alternativa (b) está incorreta.
A personagem não empreende uma viagem. Na verdade, a viagem é interna 
(consciência).
A alternativa (d) analisa corretamente os eventos apresentados no texto.
Por fim, a alternativa (e) está incorreta porque Macabéa não presenciou o atrope-
lamento – ela mesma foi atropelada.
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Texto I
Os medos que o poder transforma em mercadoria política e comercial
Zygmunt Bauman
O medo faz parte da condição humana. Poderíamos até conseguir eliminar uma 
por uma a maioria das ameaças que geram medo (era justamente para isto que 
servia, segundo Freud, a civilização como uma organização das coisas humanas: 
para limitar ou para eliminar totalmente as ameaças devidas à casualidade da Na-
tureza, à fraqueza física e à inimizade do próximo): mas, pelo menos até agora, 
as nossas capacidades estão bem longe de apagar a “mãe de todos os medos”, 
o “medo dos medos”, aquele medo ancestral que decorre da consciência da nossa 
mortalidade e da impossibilidade de fugir da morte.
Embora hoje vivamos imersos em uma “cultura do medo”, a nossa consciência 
de que a morte é inevitável é o principal motivo pelo qual existe a cultura, primeira 
fonte e motor de cada e toda cultura. Pode-se até conceber a cultura como esforço 
constante, perenemente incompleto e, em princípio, interminável para tornar viví-
vel uma vida mortal. Ou pode-se dar mais um passo: é a nossa consciência de ser 
mortais e, portanto, o nosso perene medo de morrer que nos tornam humanos e 
que tornam humano o nosso modo de ser-no-mundo.
A cultura é o sedimento da tentativa incessante de tornar possível viver com a 
consciência da mortalidade. E se, por puro acaso, nos tornássemos imortais, como 
às vezes (estupidamente) sonhamos, a cultura pararia de repente [...].
Foi precisamente a consciência de ter que morrer, da inevitável brevidade do 
tempo, da possibilidade de que os projetos fiquem incompletos que impulsionou os 
homens a agir e a imaginação humana a alçar voo. Foi essa consciência que tornou 
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necessária a criação cultural e que transformou os seres humanos em criaturas 
culturais. Desde o seu início e ao longo de toda a sua longa história, o motor da 
cultura foi a necessidade de preencher o abismo que separa o transitório do eterno, 
o finito do infinito, a vida mortal da imortal; o impulso para construir uma ponte 
para passar de um lado para outro do precipício; o instinto de permitir que nós, 
mortais, tenhamos incidência sobre a eternidade, deixando nela um sinal imortal 
da nossa passagem, embora fugaz.
Tudo isso, naturalmente, não significa que as fontes do medo, o lugar que ele 
ocupa na existência e o ponto focal das reações que ele evoca sejam imutáveis. 
Ao contrário, todo tipo de sociedade e toda época histórica têm os seus próprios 
medos, específicos desse tempo e dessa sociedade. Se é incauto divertir-se com a 
possibilidade de um mundo alternativo “sem medo”, em vez disso, descrever com 
precisão os traços distintivos do medo na nossa época e na nossa sociedade é con-
dição indispensável para a clareza dos fins e para o realismo das propostas. [...]
(Adaptado de http://www.ihu.unisinos.br/563878-os-medos-que-o -poder-transforma-em-mer-
cadoria-politica-e-comercial-artigo-dezygmunt-bauman - Acesso em 26/03/2018)
Questão 5 (INSTITUTO AOCP/ANALISTA/TRT 1ª REGIÃO/2018) Assinale a alter-
nativa correta a respeito do excerto “[...] Desde o seu início e ao longo de toda 
a sua longa história, o motor da cultura foi a necessidade de preencher o abismo 
que separa o transitório do eterno, o finito do infinito, a vida mortal da imortal; o 
impulso para construir uma ponte para passar de um lado para outro do precipício; 
o instinto de permitir que nós, mortais, tenhamos incidência sobre a eternidade, 
deixando nela um sinal imortal da nossa passagem, embora fugaz.”.
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Prof. Bruno Pilastrea) As expressões “desde” e “ao longo de” referem-se temporalmente à história da 
cultura, sendo que a primeira está ligada a um ponto temporal de origem, enquanto 
a segunda está ligada à extensão temporal a partir desse ponto.
b) O excerto constitui-se de variadas antíteses, as quais colocam em oposição 
ideias que se referem à cultura e à história. Com isso, o autor traz maior impesso-
alidade, objetividade e formalidade ao texto.
c) Ao utilizar a expressão “nós, mortais”, o autor evita dialogar com o leitor do tex-
to, com a finalidade de potencializar eventuais contestações que possam ocorrer 
diante da sua argumentação.
d) O verbo “tenhamos” está flexionado de modo que se interpreta uma ação fac-
tual que ocorre no momento da fala, por isso afirma-se que está no presente do 
modo indicativo.
e) As palavras “impulso” e “instinto” revelam o caráter finito da vida. Referem-se, 
semanticamente, ao “abismo que separa o transitório do eterno, o finito do infinito, 
a vida mortal da imortal” e complementam, sintaticamente, o verbo “preencher”.
Letra a.
A alternativa (a) analisa corretamente os valores temporais das expressões desde 
e ao longo de.
A alternativa (b) está incorreta pelo fato de não haver correlação entre os con-
trastes (antíteses) e as propriedades textuais de impessoalidade, objetividade e 
formalidade.
Na alternativa (c), o uso da primeira pessoa do plural (nós) na verdade potencializa 
a tentativa de evitar contestações.
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A forma verbal tenhamos, analisada na alternativa (d), não expressa uma ação 
factual, mas potencial (hipotética). Por isso, temos de analisá-la como uma forma 
verbal no modo subjuntivo.
Por fim, na alternativa (e), as palavras impulso e instinto referem-se ao termo o 
motor da cultura.
Questão 6 (INSTITUTO AOCP/ANALISTA/TRT 1ª REGIÃO/2018) Em relação ao 
texto I, assinale a alternativa correta.
a) Uma das propriedades linguísticas que caracterizam o texto como argumentati-
vo é a predominância de formas verbais no pretérito.
b) Os verbos e pronomes em primeira pessoa do plural, presentes em “Poderíamos 
até conseguir eliminar uma por uma a maioria das ameaças que geram medo [...]” 
e “[...] é a nossa consciência de ser mortais e, portanto, o nosso perene medo [...]” 
são fortes marcas do tipo textual injuntivo, predominante no texto.
c) O tipo argumentativo é o eixo da construção do texto, tendo em vista que o autor 
defende uma tese por meio de relações lógicas de argumentação. Uma dessas relações 
é a de condição, presente no excerto “E se, por puro acaso, nos tornássemos imortais, 
como às vezes (estupidamente) sonhamos, a cultura pararia de repente [...]”.
d) Não é possível classificar o tipo textual predominante no texto I, uma vez que 
os tipos textuais constituem uma lista irrestrita na cultura linguística. Ao contrário 
disso, os gêneros textuais compõem uma lista restrita, o que possibilita que se 
classifique o texto I como um artigo de opinião.
e) O amplo uso de figuras de linguagem, especialmente de metáforas, no texto I, 
é uma pista de que o tipo narrativo é o eixo da construção textual, enriquecendo as 
formas de expressão do autor a partir do uso de uma linguagem denotativa.
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Letra c.
Diferentemente do que afirma a alternativa (a), o texto argumentativo é caracteri-
zado por formas verbais no presente.
Na alternativa (b), está incorreta a afirmativa de que o texto injuntivo é marcado 
pelo uso de primeira pessoa do plural (verbos e nomes). Na verdade, no texto in-
juntivo faz-se uso de formas no modo imperativo e/ou na forma nominal infinitiva.
A alternativa (c) analisa corretamente as propriedades linguísticas do texto.
Em (d), há uma inversão dos conceitos de tipo textual e de gênero textual. 
A definição correta é a seguinte:
TIPOS: compõem uma lista restrita (linguisticamente estáveis).
GÊNEROS: constituem uma lista irrestrita na cultura linguística (mais ou me-
nos estáveis).
Como já observamos, o texto não pertence à tipologia narrativa.
Oh! Minas Gerais
O irresistível sotaque dos mineiros me encanta.
Sei que deveria ir mais a Minas Gerais do que vou, umas duas, três vezes ao 
ano. Pra rever meus parentes, meus amigos, pra não perder o sotaque.
Sotaque que, acho eu, fui perdendo ao longo dos anos, desde aquele 1973, 
quando abandonei Belo Horizonte pra ir morar a mais de dez mil quilômetros de lá.
Senti isso quando, outro dia, pousei no aeroporto de Uberlândia e fui direto na 
lanchonete comer um pão de queijo que, fora de brincadeira, é mesmo o mais gos-
toso do mundo.
— Cê qué qui eu isquento um tiquinho procê?
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Foi assim que a mocinha me recebeu, quase de braços abertos, como se fosse 
uma amiga íntima de longo tempo.
Sei não, mas eu acho que o sotaque mineiro aumentou – e muito – desde que 
parti. Quando peguei o primeiro avião com destino à felicidade, todos chamavam 
o centro de Belo Horizonte de cidade. O trólebus subia a Rua da Bahia, as pessoas 
tomavam Guarapan, andavam de Opala, ouviam Fagner cantando Manera Fru Fru, 
Manera, chamavam acidente de trombada e a polícia de Radio Patrulha.
Como pode, meu filho mais velho, que nasceu tão longe de Beagá, e, que hoje 
mora lá, me ligar e perguntar:
— E ai pai, tudo jóia, tudo massa?
A repórter Helena de Grammont, quando ainda trabalhava no Show da Vida, 
voltou encantada de lá e veio logo me perguntar se o sotaque mineiro era mesmo 
assim ou se estavam brincando com ela. Helena estava no carro da Globo, procu-
rando um endereço perto de Belo Horizonte, quando perguntou para um guarda de 
trânsito se ele poderia ajudá-la. A resposta veio de imediato.
— Cê ségui essa istrada toda vida e quando acabá o piche, cê quebra pra lá e 
continua siguino toda vida!
Já virou folclore esse negócio de mineiro engolir parte das palavras. Debaixo 
da cama é badacama, conforme for é confórfô, quilo de carne é kidicarne, muito 
magro é magrilin, atrás da porta é trádaporta, ponto de ônibus é pôndions, litro de 
leite é lidileiti, massa de tomate é mastumati e tira isso daí é tirisdaí.
Isso é verdade. Um garoto que mora em São Paulo foi a Minas Gerais e voltou 
com essa: Lá deve ser muito mais fácil aprender o português porque as palavras 
são muito mais curtas.
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Mineiro quando para num sinal de trânsito, se está vermelho, ele pensa: Péra. 
Se pisca o amarelo: Prestenção. Quando vem o verde: Podií.
Mas não é só esse sotaque delicioso que o mineiro carrega dentro dele. Carrega 
também um jeitinho de ser.
A Gabi, amiga nossa mineira, que mora em São Paulo há anos, toda vez que 
vem, aqui em casa, chega com um balaio de casos de Minas Gerais.
Da última vez que foi a Minas, ela viu na mesa de café da tia Teresa uma ca-
pinha de crochê, cobrindo a embalagem do adoçante. Achou aquilo uma graça e 
comentoucom a tia prendada. Pra quê? Tem dias que Teresa não dorme, preocupa-
da querendo saber qual é a marca do adoçante que a Gabi usa, pra ela fazer uma 
capinha igual, já que ela gostou tanto. Chega a ligar interurbano pra São Paulo:
— Num isquéci de mi falá a marca do seu adoçante não, preu fazê a capinha de 
crocrê procê...
Coisa de mineiro.
Bastou ela contar essa história que a Catia, outra amiga mineira – e praticante 
– que estava aqui em casa também, contar a história de um doce de banana divi-
no que comeu na casa da mãe, dona Ita, a última vez que foi lá. Depois de todos 
elogiarem aquele doce que merecia ser comido de joelhos, ela revelou o segredo:
— Cês criditam que eu vi um cacho de banana madurin, bonzin ainda, no lixo do 
vizinho, e pensei: Genti, num podêmo dispidiçá não!
Mais de quarenta anos depois de ter deixado minha terra querida, o jeito minei-
ro de ser me encanta e cada vez mais.
Quer saber o que é ser mineiro? No final dos anos 80, quando o meu primeiro 
casamento se acabou, minha mãe, que era uma mineira cem por cento, queria sa-
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ber se eu já “tinha outra”, como se diz lá em Minas Gerais. Um dia, cedo ainda, ela 
me telefonou e, ao invés de perguntar assim, na lata, se eu já tinha um novo amor, 
usou seu modo bem mineiro de ser:
— Eu tava pensâno em comprá um jogo de cama procê, mas tô aqui sem sabê. 
Sua cama nova é di casal ou di soltero?
ADAPTADO. VILLAS, Alberto. Oh! Minas Gerais. In: Carta Capital. Publicado em 10 fev. 2017. 
Disponível em https://www.cartacapital.com. br/cultura/oh-minas-gerais.
Questão 7 (INSTITUTO AOCP/ASSISTENTE/CÂMARA DE MARINGÁ-PR/2017) Em 
relação à tipologia textual, no texto Oh! Minas Gerais, há o predomínio do tipo:
a) argumentativo, visto que o autor busca convencer o seu leitor sobre o quão ir-
resistível é o sotaque mineiro.
b) descritivo, pois o autor descreve, por meio de exemplos, o sotaque mineiro.
c) instrutivo, visto que o autor incentiva o uso do sotaque mineiro.
d) narrativo, uma vez que o autor narra suas memórias sobre o falar mineiro.
e) expositivo, pois o autor declara toda sua admiração sobre o sotaque dos mineiros.
Letra d.
O texto é predominantemente narrativo. O narrador, em primeira pessoa, relata 
uma série de eventos em que personagens sofrem e/ou praticam ações e intera-
gem verbalmente (diálogos).
Ao longo da narração, é possível perceber trechos descritivos e até argumentativos. 
Mas esses trechos não são o eixo norteador da tipologia.
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Questão 8 (INSTITUTO AOCP/ASSISTENTE/CÂMARA DE MARINGÁ-PR/2017) Em 
relação ao texto Oh! Minas Gerais, assinale a alternativa correta referente à con-
cepção que o autor expõe sobre o falar mineiro.
a) O falar mineiro é uma variedade linguística-cultural prestigiada, por ser um 
exemplar da cultura caipira.
b) O falar mineiro deveria ser adotado como língua padrão, por ser uma das varie-
dades que representa a riqueza linguística-cultural brasileira.
c) Há uma crítica positiva sobre o falar mineiro, uma vez que o autor enfatiza o 
apagamento do /r/ em posição final de palavra.
d) Há uma argumentação a favor de os mineiros buscarem se adaptar à língua pa-
drão de um determinado grupo sociocultural.
e) Há uma manifestação de respeito à diversidade linguística-cultural, visto que o 
autor enaltece o falar mineiro.
Letra e.
Toda a narração é uma forma de enaltecer o falar mineiro. O autor não busca, 
ao longo do texto, realizar uma análise linguística crítica ou argumentar em favor 
da norma padrão (e assim eliminamos as alternativas (b), (c) e (d)).
Na alternativa (a), não há indicações no texto sobre o que se informa.
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INTERPRETAÇÃO DE TEXTO
Caderno de Questões – AOCP
Prof. Bruno Pilastre
Questão 9 (INSTITUTO AOCP/ASSISTENTE/CÂMARA DE MARINGÁ-PR/2017)
Texto 1
Longe é um lugar que existe?
Voamos algum tempo em silêncio, até que finalmente ele disse: “Não entendo 
muito bem o que você falou, mas o que menos entendo é o fato de estar indo a 
uma festa.”
— Claro que estou indo à festa. — respondi. — O que há de tão difícil de se 
compreender nisso?
Enfim, sem nunca atingir o fim, imaginando-se uma Gaivota sobrevoando o 
mar, viajar é sentir-se ainda mais pássaro livre tocado pelas lufadas de vento, con-
traponto, de uma ave mirrada de asas partidas numa gaiola lacrada, sobrevivendo 
apenas de alpiste da melhor qualidade e água filtrada. Ou ainda, pássaros presos 
na ambivalência existencial... fadado ao fracasso ou ao sucesso... ao ser livre ou 
viver presos em suas próprias armadilhas...
Fica sob sua escolha e risco, a liberdade para voar os ventos ascendentes; que 
pássaro quer ser; que lugares quer sobrevoar; que viagem ao inusitado mais lhe 
compraz. Por mais e mais, qual a serventia dessas asas enormes, herança genética 
de seus pais e que lhe confere enorme envergadura? Diga para quê serve? Ao pri-
meiro sinal de perigo, debique e pouse na cerca mais próxima. Ora, não venha com 
desculpas esfarrapadas e vamos dona Gaivota, espante a preguiça, bata as asas e 
saia do ninho! Não tenha medo de voar. Pois, como é de conhecimento dos “Mes-
tres dos ares e da Terra”, longe é um lugar que não existe para quem voa rente ao 
céu e viaja léguas e mais léguas de distância com a mochila nas costas, olhar no 
horizonte e os pés socados em terra firme.
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INTERPRETAÇÃO DE TEXTO
Caderno de Questões – AOCP
Prof. Bruno Pilastre
Longe é a porta de entrada do lugar que não existe? Não deve ser, não; pois as 
Gaivotas sacodem a poeira das asas, limpam os resquícios de alimentos dos bicos 
e batem o toc-toc lá.
Fonte:.
Acesso em: 21 Jun, 2017
O uso do termo “Gaivota” sempre com letra maiúscula ao longo do texto se deve 
ao fato de que:
a) o autor busca, com isso, fazer uma conexão mais próxima entre o leitor e 
o animal.
b) o autor quis dar destaque ao termo, apesar de não haver importância da 
referência ao animal para o texto.
c) há uma mudança no texto, em que, no início, as personagens eram duas pesso-
as e, a partir do segundo parágrafo, é uma gaivota.
d) o texto faz uma reflexão sobre a ação humana de viajar, porém comparando os 
seres humanos com gaivotas.
e) o autor utiliza o termo “Gaivota” como símbolo de imponência, o que se relacio-
na à forma como os seres humanos são tratados no texto.
Letra d.
Estamos diante de uma questão complicada. Isso porque não há muita relação en-
tre o comando da questão e as alternativas.
A alternativa (d) está correta porque correlaciona adequadamente o fato de as gai-
votas terem sido alçadas à condição humana (antropomorfizadas) – e a adoção da 
maiúscula se deve a isso.
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INTERPRETAÇÃO DE TEXTO
Caderno de Questõestexto “A indústria do espírito” é composto por períodos 
simples, típicos da tipologia injuntiva.
d) A maneira com que o texto “A indústria do espírito” se inicia, utilizando uma 
citação, é comum no gênero textual carta aberta.
e) O texto “A indústria do espírito” é um exemplar do gênero textual artigo de opinião.
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INTERPRETAÇÃO DE TEXTO
Caderno de Questões – AOCP
Prof. Bruno Pilastre
Questão 3 (INSTITUTO AOCP/TÉCNICO/TRT 1ª REGIÃO/2018)
Texto II
“Eu era piloto...
Quando ainda estava no sétimo ano, um avião chegou à nossa cidade. Isso 
naqueles anos, imagine, em 1936. Na época, era uma coisa rara. E então veio um 
chamado: ‘Meninas e meninos, entrem no avião!’. Eu, como era komsomolka*, es-
tava nas primeiras filas, claro. Na mesma hora me inscrevi no aeroclube. Só que 
meu pai era categoricamente contra. Até então, todos em nossa família eram me-
talúrgicos, várias gerações de metalúrgicos e operadores de altos-fornos. E meu 
pai achava que metalurgia era um trabalho de mulher, mas piloto não. O chefe do 
aeroclube ficou sabendo disso e me autorizou a dar uma volta de avião com meu 
pai. Fiz isso. Eu e meu pai decolamos, e, desde aquele dia, ele parou de falar nisso. 
Gostou. Terminei o aeroclube com as melhores notas, saltava bem de paraquedas. 
Antes da guerra, ainda tive tempo de me casar e ter uma filha.
Desde os primeiros dias da guerra, começaram a reestruturar nosso aeroclube: 
os homens foram enviados para combater; no lugar deles, ficamos nós, as mulheres. 
Ensinávamos os alunos. Havia muito trabalho, da manhã à noite. Meu marido foi um 
dos primeiros a ir para o front. Só me restou uma fotografia: eu e ele de pé ao lado 
de um avião, com capacete de aviador… Agora vivia junto com minha filha, passamos 
quase o tempo todo em acampamentos. E como vivíamos? Eu a trancava, deixava 
mingau para ela, e, às quatro da manhã, já estávamos voando. Voltava de tarde, 
e se ela comia eu não sei, mas estava sempre coberta daquele mingau. Já nem cho-
rava, só olhava para mim. Os olhos dela são grandes como os do meu marido…
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No fim de 1941, me mandaram uma notificação de óbito: meu marido tinha 
morrido perto de Moscou. Era comandante de voo. Eu amava minha filha, mas a 
mandei para ficar com os parentes dele. E comecei a pedir para ir para o front…
Na última noite… Passei a noite inteira de joelhos ao lado do berço…”
Antonina Grigórievna Bondareva, tenente da guarda, piloto
* komsomolka: a jovem que fazia parte do Komsomol, Juventude do Partido 
Comunista da União Soviética.
(Disponível em: ALEKSIÉVITCH, Svetlana. A guerra não tem rosto de mulher. Tradução de Cecília 
Rosas. São Paulo: Companhia das Letras, 2016.)
Quanto às expressões de circunstâncias de tempo no texto II, assinale a alternativa 
correta.
a) Em “Quando ainda estava no sétimo ano, um avião chegou à nossa cidade.”, 
a oração em destaque indica que o avião chegou à cidade da narradora quando ela 
tinha 7 anos de idade.
b) Em “Até então, todos em nossa família eram metalúrgicos [...]”, a expressão em 
destaque indica o momento em que os membros da família da narradora começa-
ram a exercer a profissão de metalúrgicos.
c) Em “No fim de 1941, me mandaram uma notificação de óbito [...]”, a palavra em 
destaque poderia ser substituída por “termo”, sem prejuízo sintático ou semântico.
d) Em “Voltava de tarde, e se ela comia eu não sei [...]”, a preposição em destaque 
poderia ser omitida, sem causar prejuízo sintático ou semântico.
e) Em “Havia muito trabalho, da manhã à noite.”, a expressão em destaque poderia 
ser substituída por “de manhã e à noite”, sem causar prejuízo sintático ou semântico.
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Questão 4 (INSTITUTO AOCP/ANALISTA/TRT 1ª REGIÃO/2018)
Texto II
[...] Saiu da casa da cartomante aos tropeços e parou no beco escurecido pelo 
crepúsculo — crepúsculo que é hora de ninguém. Mas ela de olhos ofuscados como 
se o último final da tarde fosse mancha de sangue e ouro quase negro. Tanta ri-
queza de atmosfera a recebeu e o primeiro esgar da noite que, sim, sim, era funda 
e faustosa. Macabéa ficou um pouco aturdida sem saber se atravessaria a rua pois 
sua vida já estava mudada. E mudada por palavras — desde Moisés se sabe que 
a palavra é divina. Até para atravessar a rua ela já era outra pessoa. Uma pessoa 
grávida de futuro. Sentia em si uma esperança tão violenta como jamais sentira 
tamanho desespero. Se ela não era mais ela mesma, isso significava uma perda 
que valia por um ganho. Assim como havia sentença de morte, a cartomante lhe 
decretara sentença de vida. Tudo de repente era muito e muito e tão amplo que 
ela sentiu vontade de chorar. Mas não chorou: seus olhos faiscavam como o sol 
que morria. Então ao dar o passo de descida da calçada para atravessar a rua, 
o Destino (explosão) sussurrou veloz e guloso: é agora é já, chegou a minha vez! 
E enorme como um transatlântico o Mercedes amarelo pegou-a — e neste mesmo 
instante em algum único lugar do mundo um cavalo como resposta empinou-se em 
gargalhada de relincho.
Macabéa ao cair ainda teve tempo de ver, antes que o carro fugisse, que já 
começavam a ser cumpridas as predições de madama Carlota, pois o carro era de 
alto luxo. Sua queda não era nada, pensou ela, apenas um empurrão. Batera com 
a cabeça na quina da calçada e ficara caída, a cara mansamente voltada para a sar-
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jeta. E da cabeça um fio de sangue inesperadamente vermelho e rico. O que queria 
dizer que apesar de tudo ela pertencia a uma resistente raça não teimosa que um 
dia vai talvez reivindicar o direito ao grito. [...]
(Excerto adaptado e extraído da obra “A Hora da Estrela”. LISPECTOR, Clarice. 23ª edição. 
Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1995.)
De acordo com o texto II, assinale a alternativa correta.
a) O narrador, em primeira pessoa, descreve o momento em que a personagem vai 
à casa de uma vidente e descobre estar grávida.
b) Trata-se de um texto predominantemente dissertativo, em que se expõe o relato 
de uma tragédia ocorrida com Macabéa.
c) A mudança na vida de Macabéa, citada em “[...] pois sua vida já estava muda-
da.”, refere-se à viagem empreendida por ela, que se realizara após encontrar o 
carro que estava à sua espera.
d) O excerto demonstra a fragilidade social da personagem que, ironicamente, teve 
um momento de esperança antes de ser atropelada.
e) A narrativa descreve uma cena trivial de final de tarde, em que Macabéa presen-
cia o atropelamento e a morte de um cavalo.
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Texto I
Os medos que o poder transforma em mercadoria política e comercial
Zygmunt Bauman
O– AOCP
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Questão 10 (INSTITUTO AOCP/ASSISTENTE/EBSERH/2017)
A Beleza e a arte não constituem nenhuma garantia moral
Contardo Calligaris
Gostei muito de “Francofonia”, de Aleksandr Sokurov. Um jeito de resumir o 
filme é este: nossa civilização é um navio cargueiro avançando num mar hostil, 
levando contêineres repletos dos objetos expostos nos grandes museus do mun-
do. Será que o esplendor do passado facilita nossa navegação pela tempestade 
de cada dia? Será que, carregados de tantas coisas que nos parecem belas, se-
remos capazes de produzir menos feiura? Ou, ao contrário, os restos do passado 
tornam nosso navio menos estável, de forma que se precisará jogar algo ao mar 
para evitar o naufrágio?
Essa discussão já aconteceu. Na França de 1792, em plena Revolução, a Assem-
bleia emitiu um decreto pelo qual não era admissível expor o povo francês à visão 
de “monumentos elevados ao orgulho, ao preconceito e à tirania” – melhor seria 
destruí-los. Nascia assim o dito vandalismo revolucionário – que continua.
Os guardas vermelhos da Revolução Cultural devastaram os monumentos his-
tóricos da China.
O Talibã destruiu os Budas de Bamiyan (séculos 4 e 5). Em Palmira, Síria, o Es-
tado Islâmico destruiu os restos do templo de Bel (de quase 2.000 anos atrás). 
A ideia é a seguinte: se preservarmos os monumentos das antigas ideias, nunca 
teremos a força de nos inventarmos de maneira radicalmente livre.
Na mesma Assembleia francesa de 1792, também surgiu a ideia de que não era 
preciso destruir as obras, elas podiam ser conservadas como patrimônio “artístico” 
ou “cultural” – ou seja, esquecendo sua significação religiosa, política e ideológica.
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Caderno de Questões – AOCP
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Sentado no escuro do cinema, penso que nós não somos o navio, somos os 
contêineres que ele carrega: um emaranhado de esperanças, saberes, intuições, 
dúvidas, lamentos, heranças, obrigações e gostos. Tudo dito belamente: talvez o 
belo artístico surja quando alguém consegue sintetizar a nossa complexidade num 
enigma, como o sorriso de “Mona Lisa”.
Os vândalos dirão que a arte não tem o poder de redimir ou apagar a ignomínia 
moral. Eles têm razão: a estátua de um deus sanguinário pode ser bela sem ser 
verdadeira nem boa. Será que é possível apreciá-la sem riscos morais?
Não sei bem o que é o belo e o que é arte. Mas, certamente, nenhum dos dois 
garante nada.
Por exemplo, gosto muito de um quadro de Arnold Böcklin, “A Ilha dos Mortos”, 
obra imensamente popular entre o século 19 e 20, que me evoca o cemitério de 
Veneza, que é, justamente, uma ilha, San Michele. Agora, Hitler tinha, em sua co-
leção particular, a terceira versão de “A Ilha dos Mortos”, a melhor entre as cinco 
que Böcklin pintou. Essa proximidade com Hitler só não me atormenta porque “A 
Ilha dos Mortos” era também um dos quadros preferidos de Freud (que chegou a 
sonhar com ele).
Outro exemplo: Hitler pintava, sobretudo aquarelas, que retratam edifícios aus-
teros e solitários, e que não são ruins; talvez comprasse uma, se me fosse ofere-
cida por um jovem artista pelas ruas de Viena. Para mim, as aquarelas de Hitler 
são melhores do que as de Churchill. Pela pior razão: há, nelas, uma espécie de 
pressentimento trágico de que o mundo se dirigia para um banho de sangue.
É uma pena a arte não ser um critério moral. Seria fácil se as pessoas que des-
prezamos tivessem gostos estéticos opostos aos nossos. Mas, nada feito.
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Caderno de Questões – AOCP
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Os nazistas queimavam a “arte degenerada”, mas só da boca para fora. Na 
privacidade de suas casas, eles penduraram milhares de obras “degeneradas” que 
tinham pretensamente destruído. Em Auschwitz, nas festinhas clandestinas só para 
SS, os nazistas pediam que a banda dos presos tocasse suingue e jazz – oficial-
mente proibidos.
Para Sokurov, o museu dos museus é o Louvre. Para mim, sempre foi a Accade-
mia, em Veneza. A cada vez que volto para lá, desde a infância, medito na frente de 
três quadros, um dos quais é “A Tempestade”, do Giorgione. Com o tempo, o maior 
enigma do quadro se tornou, para mim, a paisagem de fundo, deserta e inquietan-
te. Pintado em 1508, “A Tempestade” inaugura dois séculos que produziram mais 
beleza do que qualquer outro período de nossa história. Mas aquele fundo, mais té-
trico que uma aquarela de Hitler, lembra-me que os dois séculos da beleza também 
foram um triunfo de guerra, peste e morte – Europa afora.
É isto mesmo: infelizmente, a arte não salva.
Texto adaptado de: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/contardocalligaris/2016/08/
1806530-a-beleza-e-a-arte-nao-constituem-nenhuma-garantia-moral.shtml
A expressão “Essa proximidade com Hitler [...]” e o advérbio destacado no trecho 
“A cada vez que volto para lá [...]” referem-se, respectivamente:
a) ao fato de o autor do texto compartilhar o gosto pela obra “A ilha dos mortos”, 
do pintor Arnold Böcklin, com Hitler e à Accademia em Veneza.
b) ao fato de o autor do texto gostar das aquarelas que foram pintadas por Hitler, 
uma vez que elas evocam um sentimento trágico, e ao Museu do Louvre.
c) ao fato de Hitler e Freud compartilharem o gosto pela obra “A ilha dos mortos”, do 
pintor Arnold Böcklin, uma vez que o primeiro tinha em sua coleção particular uma 
versão do quadro e o segundo chegou a sonhar com ele e à Academia em Veneza.
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INTERPRETAÇÃO DE TEXTO
Caderno de Questões – AOCP
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d) ao fato de o autor do texto, assim como Freud, também sonhar com a obra “A 
ilha dos mortos”, do pintor Arnold Böcklin, cuja a melhor versão pertenceu a Hitler 
e ao Museu do Louvre.
e) ao fato de o autor do texto, além compartilhar o gosto pela obra “A ilha dos 
mortos”, do pintor Arnold Böcklin, com Hitler, ter comprado uma aquarela do líder 
nazista oferecida por um jovem artista em Viena e à Accademia em Veneza.
Letra a.
Nessa questão, a banca exige seus conhecimentos de coesão textual (ou seja, 
como os elementos internos ao texto se articulam).
O primeiro termo, essa, retoma o fato de o autor possuir o mesmo gosto por de-
terminada obra artística com Hitler.
O segunto termo, lá, retoma a Accademia, em Veneza.
Tomar remédio é fácil; difícil é tomar rumo
Remédios antidepressivos nem sempre funcionam. Sua eficácia pode depender 
de quão estressado você está.
Daniel Martins de Barros
A depressão caminha para se tornar uma das principais doenças da humanida-
de. Segundo a Organização Mundial da Saúde ela afeta 350 milhões de pessoas, 
e daqui quatro anos se tornará a principal causa de incapacidade no mundo. Parte 
desse aumento se deve ao melhor esclarecimento das pessoas e à maior taxa de 
diagnósticos, mas não é só isso. O suicídio também aumenta mundo afora, indican-
do que há crescimento real no número de casos. A pergunta principal é: por quê?
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Como todos os transtornos mentais, a depressão não tem uma causa só, bem 
definida. Sua origemé “multifatorial”, ou seja, múltiplos fatores contribuem para 
que ela surja. E um dos personagens mais cotados para vilão principal no aumento 
dos casos é o estresse. Ele não é um problema exclusivo do nosso tempo, sempre 
existiu, mas hoje em dia, onde quer que procuremos, vamos achar fontes de es-
tresse. Seja vinda do trabalho onde se exige sempre mais; seja do meio cultural, 
com o fluxo de informação ininterrupto sobrecarregando nossos cérebros; do am-
biente doméstico, com relações e papeis sendo redefinidos, gerando insegurança; 
ou mesmo do simples fato de o mundo passar por uma urbanização crescente, le-
vando para mais gente o bônus, mas também o ônus de se viver em cidades. Uma 
das maneiras de o estresse levar à depressão é por estimular a resposta inflama-
tória geral do nosso organismo, desgastando-o lentamente.
O pior é que esse estresse todo pode não só estar causando, mas também per-
petuando a depressão. Um estudo acaba de ser publicado investigando porque os 
antidepressivos funcionam, mas não para todo mundo. Sabendo desse papel da 
resposta inflamatória na origem da depressão os cientistas estressaram um grupo 
de ratos, levando-os a ter alterações comportamentais semelhantes às que ocorrem 
nos deprimidos. Passaram então a tratá-los com placebo ou com o antidepressivo 
fluoxetina, mantendo metade no ambiente estressante original e metade num am-
biente tranquilo. Resultado? Não só o comportamento desses últimos melhorou mais 
do que nos outros, como também os parâmetros biológicos de atividade inflama-
tória diminuíram, enquanto nos pobres ratos estressados a inflamação aumentou.
Os pesquisadores concluíram algo difícil de discordar: não adianta muito to-
mar remédio se nós não atuarmos também no ambiente. O que faz todo sentido: 
se a origem da depressão não é só química, apenas medicamentos dificilmente 
bastarão para curá-la.
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E como se combate o estresse se ele vem de todos os lados? Pode ser difícil, mas 
não é impossível. Cuidando bem do sono, por exemplo: a maioria das pessoas que 
dorme menos do que gostaria tem falta de sono por sua própria culpa, por ficar na 
TV ou celular por mais tempo do que deveria. E o sedentarismo, então? Não é pre-
ciso ter dinheiro para personal trainer: meia hora de caminhada na rua, dia sim, dia 
não, já combate os sintomas do estresse. Isso para não falar de alimentação – die-
tas ricas em carboidratos simples (açúcar e farinha) contribuem para também ativar 
o estado inflamatório do organismo, enquanto dietas saudáveis fazem o oposto.
Talvez você não possa mudar de chefe, de cidade ou de família. Mas com 
certeza poderia mudar de vida. Só que, como sempre digo, tomar remédio é fácil. 
O difícil é tomar rumo.
Texto adaptado de: http://vida-estilo.estadao.com.br/blogs/daniel-martins-de-barros/tomar-re-
medio-e-facil-dificil-e-tomar-rumo/
Questão 11 (INSTITUTO AOCP/ENGENHEIRO/UFFS/2016) Em relação ao conteú-
do elaborado no texto, sobre a expressão “tomar rumo”, evidenciada tanto no título 
quanto no último parágrafo em oposição a “tomar remédio”, é correto afirmar que:
a) considerando que se registra, contemporaneamente, um aumento significativo 
tanto dos casos de depressão quanto dos casos de suicídio e que, conforme bem 
exemplifica o relato da experiência científica retomada pelo texto, o ambiente ine-
vitavelmente estressante no qual vivemos neutraliza a eficácia dos medicamentos, 
a expressão em questão evidencia uma necessidade de enfrentar a depressão to-
talmente sem a utilização de medicamentos.
b) considerando que a experiência científica relatada no texto evidenciou que o 
tratamento da depressão em ratos por meio de placebo demonstrou ser tão eficaz 
quanto o tratamento com o antidepressivo fluoxetina, a expressão em questão 
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corrobora a conclusão dos pesquisadores que constataram a ineficácia total dos 
remédios comuns no combate à depressão, sendo menos oneroso ao organismo do 
doente tomar placebo.
c) considerando que a principal causa da depressão é o estresse e que, como expli-
ca o autor do texto, uma das maneiras deste acarretar em depressão é estimulan-
do a resposta inflamatória geral do nosso organismo, desgastando-o lentamente, 
a expressão em questão indica a necessidade de que o doente em tratamento da 
depressão tome, além do antidepressivo fluoxetina, também anti-inflamatórios.
d) considerando que a depressão tem como principal causa o estresse e de que 
este vem de todos os lados, a expressão em questão evidencia que se curar da de-
pressão é difícil, mas não impossível e que, ainda que o doente tome remédio, me-
dida considerada fácil, é necessário que elimine as causas do seu estresse tomando 
atitudes como contratar um personal trainer, enriquecer a dieta com carboidratos 
simples e mudar de emprego ou cidade.
e) considerando que a origem da depressão é multifatorial e que um dos principais 
agentes para aumento de casos da doença é o estresse, a expressão em questão 
evidencia a necessidade, relatada pelo autor do texto, tanto por meio do exemplo 
da experiência científica quanto pelas sugestões de alterações de hábitos, de que, 
contíguo à utilização de medicamentos, o doente assuma novas atitudes que com-
batam o estresse do dia a dia.
Letra e.
Vamos tratar objetivamente o significado das expressões tomar rumo e to-
mar remédio:
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• tomar rumo: assumir um caminho (novo).
• tomar remédio: fazer uso (ingerir) substância ou recurso utilizado para com-
bater uma doença ou um mal.
A alternativa em (e) traz corretamente a relação entre os significados acima indicados.
Questão 12 (INSTITUTO AOCP/ENGENHEIRO/UFFS/2016) A partir da leitura integral 
do texto “Tomar remédio é fácil; difícil é tomar rumo”, assinale a alternativa correta.
a) Conforme dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde, a depressão é, 
na atualidade, a principal doença da humanidade.
b) Apesar de não ser um problema exclusivo da contemporaneidade, o estresse é 
identificado hoje, uma vez que está relacionado ao modo de vida moderno, como a 
única causa a ser combatida para prevenção e tratamento da depressão.
c) O posicionamento do autor do texto, evidenciado pelos argumentos que ele 
apresenta, demonstra seu preconceito e sua ignorância em relação à tratativa da 
depressão enquanto uma doença, fato que se comprova pelo trecho “Só que, como 
sempre digo, tomar remédio é fácil. O difícil é tomar rumo”.
d) A depressão é uma doença que pode ter como ponto de partida diversos fatores, 
inclusive externos ao indivíduo, o que justifica um tratamento que também tenha 
como foco o combate à fonte exterior do estresse ao qual o doente está submetido.
e) Os estudos realizados com ratos em laboratórios acerca das causas e do trata-
mento da depressão não podem ser utilizados como parâmetro para propor alter-
nativas para o combate da doença em seres humanos, uma vez que o funciona-
mento cerebral de um humano e de um rato são incomparáveis.
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Letra d.
Vejamos os desvios das alternativas (a), (b), (c) e (e):
a) Errada. “A depressão caminha para se tornar uma das principais doenças da 
humanidade”. Ou seja, a depressão ainda não é a principal doença da humanidade.
b) Errada. “Como todos os transtornos mentais, a depressão não tem uma causa 
só, bem definida. Sua origem é ‘multifatorial’”.
c) Errada. A fala do autor não evidencia preconceito e ignorância.
e) Errada. De acordo com as informações presentes no texto, os estudos podem 
ser utilizados como parâmetro para propor alternativas para o combate da doença 
em seres humanos.
A alternativa (d) analisa corretamente o texto.
O que é ética hoje?
Sem uma discussão lúcida sobre a ética não é possível agir com ética
Marcia Tiburi
A palavra ética aparece em muitos contextos de nossas vidas. Falamos sobre 
ética em tom de clamor por salvação. Cheios de esperança, alguns com certa em-
páfia, exigimos ou reclamamos da falta de ética, mas não sabemos exatamente o 
que queremos dizer com isso. Há um desejo de ética, mas mesmo em relação a ele 
não conseguimos avançar com ética. Este é nosso primeiro grande problema.
O que falta na abordagem sobre ética é justamente o que nos levaria a ser-
mos éticos. Falta reflexão, falta pensamento crítico, falta entender “o que é” agir 
e “como” se deve agir. Com tais perguntas é que a ética inicia. Para que ela inicie 
é preciso sair da mera indignação moral baseada em emoções passageiras, que 
tantos acham magnífico expor, e chegar à reflexão ética. Aqueles que expõem suas 
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emoções se mostram como pessoas sensíveis, bondosas, creem-se como anteci-
padamente éticos porque emotivos. Porém, não basta. As emoções em relação à 
política, à miséria ou à violência, passam e tudo continua como antes. A passagem 
das emoções indignadas para a elaboração de uma sensibilidade elaborada que 
possa sustentar a ação boa e justa - o foco de qualquer ética desde sempre - é o 
que está em jogo.
Falta, para isso, entendimento. Ou seja, compreensão de um sentido comum 
na nossa reivindicação pela ética. Falta, para se chegar a isso, que haja diálogo, ou 
seja, capacidade de expor e de ouvir o que a ética pode ser. Clamamos pela ética, 
mas não sabemos conversar. E para que haja ética é preciso diálogo. E, por isso, 
permanecemos num círculo vicioso em que só a inação e a ignorância triunfam.
Na inanição intelectual em voga, esperamos que os cultos, os intelectuais, 
os professores, os jornalistas, todos os que constroem a opinião pública, tragam 
respostas. Nem estes podem ajudar muito, pois desconhecem ou evitam a profun-
didade da questão. Há, neste contexto, quem pense que ser corrupto não exclui a 
ética. E isso não é opinião de ignorantes que não frequentaram escola alguma, mas 
de muitos ditos “cultos” e “inteligentes”. Quem hoje se preocupa em entender do 
que se trata? Quem se preocupa em não cair na contradição entre teoria e prática? 
Em discutir ética para além dos códigos de ética das profissões pensando-a como 
princípio que deve reger nossas relações?
Exatamente pela falta de compreensão do seu fundamento, do que significa 
a ética como elemento estrutural para cada um como pessoa e para a sociedade 
como um todo, é que perdemos de vista a possibilidade de uma realização da ética. 
A ética não entra em nossas vidas porque nem bem sabemos o que deveria entrar. 
Nem sabemos como. Mas quando perguntamos pela ética, em geral, é pelo “como 
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fazemos para sermos éticos” que tudo começa. Aí começa também o erro em re-
lação à ética. Pois ético é o que ultrapassa o mero uso que podemos fazer da pró-
pria ética quando se trata de sobreviver. Ética é o que diz respeito ao modo de nos 
comportamos e decidirmos nosso convívio e o modo como partilhamos valores e a 
própria liberdade. Ela é o sentido da convivência, mais do que o já tão importante 
respeito do limite próprio e alheio. Portanto, desde que ela diz respeito à relação 
entre um “eu” e um “tu”, ela envolve pensar o outro, o seu lugar, sua vida, sua po-
tencialidade, seus direitos, como eu o vejo e como posso defendê-lo.
A Ética permanece, porém, sendo uma palavra vã, que usamos a esmo, sem 
pensar no conteúdo que ela carrega. Ninguém é ético só porque quer parecer ético. 
Ninguém é ético porque discorda do que se faz contra a ética. Só é ético aquele 
que enfrenta o limite da própria ação, da racionalidade que a sustenta e luta pela 
construção de uma sensibilidade que possa dar sentido à felicidade. Mas esta é 
mais do que satisfação na vida privada. A felicidade de que se trata é a “felicidade 
política”, ou seja, a vida justa e boa no universo público. A ética quando surgiu na 
antiguidade tinha este ideal. A felicidade na vida privada – que hoje também se 
tornou debate em torno do qual cresce a ignorância - depende disso.
Por isso, antes de mais nada, a urgência que se tornou essencial hoje – e que 
por isso mesmo, por ser essencial, muitos não percebem – é tratar a ética como 
um trabalho da lucidez quanto ao que estamos fazendo com nosso presente, mas 
sobretudo, com o que nele se planta e define o rumo futuro. Para isso é preciso re-
novar nossa capacidade de diálogo e propor um novo projeto de sociedade no qual 
o bem de todos esteja realmente em vista.
(http://www.marciatiburi.com.br/textos/somoslivre.htm)
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Questão 13 (INSTITUTO AOCP/FISIOTERAPEUTA/EBSERH/2016/ADAPTADA)
De acordo com o texto, ainda há ignorância sobre a prática ética porque:
a) apenas os intelectuais têm respostas sobre o assunto.
b) os indivíduos buscam a felicidade política ao invés da felicidade individual.
c) falta aos indivíduos envolver suas emoções com essa prática.
d) a ética entra em nossas vidas sem termos consciência desse processo.
e) falta diálogo e entendimento sobre isso.
Letra e.
As alternativas (a), (b), (c) e (d) estão incorretas porque divergem do exposto no texto:
a) Errada. “Na inanição intelectual em voga, esperamos que os cultos, os intelec-
tuais, os professores, os jornalistas, todos os que constroem a opinião pública, tra-
gam respostas. Nem estes podem ajudar muito, pois desconhecem ou evitam a 
profundidade da questão.”
b) Errada. Não há, no texto, uma oposição entre felicidade pública e felicidade 
individual.
c) Errada. “Para que ela inicie é preciso sair da mera indignação moral baseada em 
emoções passageiras [...].”
d) Errada. “A ética não entra em nossas vidas porque nem bem sabemos o que 
deveria entrar.”
A alternativa (e) está correta porque é exatamente isso o expresso no texto: “E 
para que haja ética é preciso diálogo.”
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Questão 14 (INSTITUTO AOCP/FISIOTERAPEUTA/EBSERH/2016/ADAPTADA)
Assinale a alternativa correta de acordo com o texto.
a) A ética deve ser pensada individualmente, a partir de uma reflexão pessoal que 
não envolva a relação com o outro.
b) As respostas sobre uma vida ética se encontram na educação, na opinião públi-
ca, nas escolas, com os professores, os cultos e os intelectuais.
c) Os indivíduos não sabem exatamente o que é ética porque lhes faltam a crítica 
e o entendimento sobre esse assunto.
d) Indignar-se moralmente com o que acontece de errado na prática cotidiana se-
ria um exemplo de como exercitar ética.
e) A prática ética se limita ao que é necessário para sobreviver.
Letra c.
A alternativa (c) sintetiza o núcleo da tese da autora.
Os erros das alternativas (a), (b), (d) e (e) são estes:
a) Errada. A ética deve ser pensada individualmente, a partir de uma reflexão 
pessoal que não envolva a relação com o outro.
b) Errada. As respostas sobre uma vida ética se encontram na educação, na opi-
nião pública, nas escolas, com os professores, os cultos e os intelectuais.
d) Errada. Indignar-se moralmente com o que acontece de errado na prática coti-
diana seria um exemplo de como exercitar ética.
e) Errada. A prática ética se limita ao que é necessário para sobreviver.
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Julgue, como CERTO ou ERRADO, as afirmativas a seguir.
Questão 15 (INSTITUTO AOCP/FISIOTERAPEUTA/EBSERH/2016/ADAPTADA) Em 
“[...] E isso não é opinião de ignorantes que não frequentaram escola alguma, mas 
de muitos ditos ‘cultos’ e ‘inteligentes’ [...]”, as aspas em “cultos” e “inteligentes” 
foram utilizadas para marcar uma ironia.
Certo.
Dentre os usos das aspas, está a sinalização, por parte do autor, de ironia. Os termos 
entre aspas passam a ser tomados não mais em seu sentido literal, mas passam a 
serem considerados como elementos de significado inferior (ou distintos do original).
Questão 16 (INSTITUTO AOCP/FISIOTERAPEUTA/EBSERH/2016/ADAPTADA) Em 
“[...] O que falta na abordagem sobre ética é justamente o que nos levaria a ser-
mos éticos. [...]”, há um eufemismo, marcado pelo termo “justamente”.
Errado.
O termo justamente dá ênfase à ideia exposta. No eufemismo, diferentemente, há 
uma atenuação do significado real do termo ou da ideia.
Questão 17 (INSTITUTO AOCP/FISIOTERAPEUTA/EBSERH/2016/ADAPTADA) Em 
“[...] Ninguém é ético só porque quer parecer ético. [...]”, há hipérbole, marcada 
pelo termo “só”.
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Errado.
Não há presença de hipérbole (ênfase expressiva resultante do exagero da signifi-
cação linguística) no trecho em análise.
Questão 18 (INSTITUTO AOCP/FISIOTERAPEUTA/EBSERH/2016/ADAPTADA) Em 
“[...] a urgência que se tornou essencial hoje – e que por isso mesmo, por ser es-
sencial, muitos não percebem – é tratar a ética como um trabalho da lucidez [...]”, 
os travessões são utilizados para marcar uma metáfora.
Errado.
Não há presença de metáfora (designação de um objeto ou qualidade mediante 
uma palavra que designa outro objeto ou qualidade que tem com o primeiro uma 
relação de semelhança) no trecho em análise. A expressão entre os travessões 
possui a função de marcar a fala ratificadora do autor.
Questão 19 (INSTITUTO AOCP/FISIOTERAPEUTA/EBSERH/2016/ADAPTADA)
Em “[...] A felicidade de que se trata é a ‘felicidade política’, ou seja, a vida justa 
e boa no universo público. [...]”, o termo “vida justa e boa” marca uma antítese.
Errado.
A antítese é caracterizada pela oposição. No caso, justa e boa são palavras que 
estão no mesmo campo semântico (de valor positivo). Não há, portanto, oposição 
(e, consequentemente, antítese).
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Questão 20 (INSTITUTO AOCP/PROFESSOR/IFBA/2016)
O desafio de usar a tecnologia a favor do ensino
Não basta usar computador e tablet em sala de aula.
Professores devem estar capacitados para auxiliar e orientar alunos
Não restam dúvidas sobre a intensa presença da tecnologia no dia a dia dos 
jovens - uma geração que já nasceu conectada com o mundo virtual - e os impac-
tos que esse novo perfil de aluno traz ao ambiente escolar. Esse contexto lança o 
desafio para escolas e professores sobre como usar os novos recursos tecnológicos 
a favor do ensino. Lutar contra a presença deles não é mais visto como uma opção.
“Estamos no século 21, não tem como dar aula como se dava há 10 anos”, diz 
Glaucia Brito, professora do departamento de Comunicação Social da Universidade 
Federal do Paraná (UFPR) e especialista em Tecnologia na Educação. Para ela, a es-
cola está atrasada. Os jovens são outros e os professores precisam se transformar 
para seguir essa mudança.
O uso da tecnologia pode ser proveitoso no estudo interativo de conteúdos, tor-
nando-os mais atraentes e fazendo com que o aluno adote uma postura mais parti-
cipativa. No Colégio Dom Bosco, em Curitiba, tablets e netbooks são fornecidos aos 
alunos desde o 6º ano do ensino fundamental. “A ideia é tentarfalar a mesma lingua-
gem [dos alunos]. Não adianta ser diferente em casa. Trabalhamos o uso responsá-
vel”, explica o professor de Física e coordenador de Tecnologias, Raphael Corrêa.
A escola trabalha de duas maneiras: recorre a objetos educacionais digitais, 
como vídeos, animações, imagens e infográficos, para dar suporte às aulas, e esti-
mula a pesquisa dos alunos na internet, com a orientação do professor sobre como 
encontrar a informação desejada de forma segura e a partir de fontes confiáveis. 
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Entretanto, não são só benefícios que os dispositivos móveis trazem. O colégio con-
trola o uso quando a aula não necessita dos aparelhos e bloqueia o acesso às redes 
sociais, os principais vilões quando o assunto é distração.
“Tem professor que reclama que os alunos não prestam atenção, ficam só no 
celular. Mas, na minha época, por exemplo, nos distraíamos com gibi. A questão é 
como está a aula do professor”, avalia Glaucia, que defende ser possível dar uma 
aula de qualidade e atraente mesmo sem usar aparatos modernos.
Envolvimento
No Colégio Sion, a tecnologia é mais usada pelos professores, embora os alunos 
também usufruam em determinados momentos. Para a coordenadora do ensino 
médio, Cinthia Reneaux, é preciso fazer com que o estudante participe do proces-
so, saiba contar o que aprendeu. “Para não ficar muito no virtual, fazemos muitos 
seminários, debates e pesquisas. Tentamos resgatar o diálogo, a conversa e discus-
são entre eles”, explica Cinthia, citando o formato semicircular na disposição das 
carteiras nas salas para facilitar o método.
Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/educacao/o-desafio-de-usar-a-tecnologia-a-favor-do-
-ensino-almosyp83vcnzak775day3bi
Os textos, de acordo com a sua intencionalidade, estrutura e formato, podem ser 
classificados de acordo com sua tipologia. Com relação aotexto “O desafio de usar a 
tecnologia a favor do ensino”, é correto afirmar que ele pode ser classificado como:
a) epistolar.
b) narrativo.
c) informativo.
d) injuntivo.
e) descritivo.
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Letra c.
Para a banca Instituto AOCP, a tipologia dissertativa-expositiva é equivalente 
à informativa.
No texto, o autor procura apenas informar o leitor. Não há a tentativa de con-
vencer o leitor (por meio de argumentos). É por isso que devemos classificá-lo 
como informativo.
A lista de desejos
Rosely Sayao
Acabou a graça de dar presentes em situações de comemoração e celebração, 
não é? Hoje, temos listas para quase todas as ocasiões: casamento, chá de cozinha 
e seus similares – e há similares espantosos, como chá de lingerie –, nascimento 
de filho e chá de bebê, e agora até para aniversário.
Presente para os filhos? Tudo eles já pediram e apenas mudam, de vez em 
quando ou frequentemente, a ordem das suas prioridades. Quem tem filho tem 
sempre à sua disposição uma lista de pedidos de presentes feita por ele, que pode 
crescer diariamente, e que tanto pode ser informal quanto formal.
A filha de uma amiga, por exemplo, tem uma lista na bolsa escrita à mão pelo 
filho, que tem a liberdade de sacá-la a qualquer momento para fazer as mudanças 
que ele julgar necessárias. Ah! E ela funciona tanto como lista de pedidos como 
também de “checklist” porque, dessa maneira, o garoto controla o que já recebeu 
e o que ainda está por vir. Sim: essas listas são quase uma garantia de conseguir 
ter o pedido atendido.
Ninguém mais precisa ter trabalho ao comprar um presente para um conhecido, 
para um colega de trabalho, para alguma criança e até amigo. Sabe aquele esforço 
de pensar na pessoa que vai receber o presente e de imaginar o que ela gostaria 
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de ganhar, o que tem relação com ela e seu modo de ser e de viver? Pois é: agora, 
basta um telefonema ou uma passada rápida nas lojas físicas ou virtuais em que as 
listas estão, ou até mesmo pedir para uma outra pessoa realizar tal tarefa, e pron-
to! Problema resolvido!
Não é preciso mais o investimento pessoal do pensar em algo, de procurar até en-
contrar, de bater perna e cabeça até sentir-se satisfeito com a escolha feita que, além 
de tudo, precisaria estar dentro do orçamento disponível para tal. Hoje, o presente 
custa só o gasto financeiro e nem precisa estar dentro do orçamento porque, para não 
transgredir a lista, às vezes é preciso parcelar o presente em diversas prestações...
E, assim que os convites chegam, acompanhados sem discrição alguma das listas, 
é uma correria dos convidados para efetuar sem demora sua compra. É que os pre-
sentes menos custosos são os primeiros a serem ticados nas listas, e quem demora 
para cumprir seu compromisso acaba gastando um pouco mais do que gostaria.
Se, por um lado, dar presentes deixou de dar trabalho, por outro deixou também 
totalmente excluído do ato de presentear o relacionamento entre as pessoas envol-
vidas. Ganho para o mercado de consumo, perda para as relações humanas afetivas.
Os presentes se tornaram impessoais, objetos de utilidade ou de luxo deseja-
dos. Acabou-se o que era doce no que já foi, num passado recente, uma demons-
tração pessoal de carinho.
Sabe, caro leitor, aquela expressão de surpresa gostosa, ou de um pequeno susto 
que insiste em se expressar, apesar da vontade de querer que ele passe desperce-
bido, quando recebíamos um mimo? Ou aquela frase transparente de criança, que 
nunca deixa por menos: “Eu não quero isso!”? Tudo isso acabou. Hoje, tudo o que 
ocorre é uma operação mental dupla. Quem recebe apenas tica algum item da lista 
elaborada, e quem presenteia dá-se por satisfeito por ter cumprido seu compromisso.
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Que tempos mais chatos. Resta, a quem tiver coragem, a possibilidade de trans-
gredir essas tais listas. Assim, é possível tornar a vida mais saborosa.
Disponível em http://www1.folha.uol.com.br/colunas/roselysayao/2014/07/1489356-a-lista-de-
-desejos.shtml
Questão 21 (INSTITUTO AOCP/MÉDICO/EBSERH/2016) Qual das alternativas a 
seguir apresenta, explicitamente, a busca da autora em manter um diálogo com o 
interlocutor de seu texto?
a) “E, assim que os convites chegam, acompanhados sem discrição alguma das 
listas, é uma correria dos convidados para efetuar sem demora sua compra.”
b) “Hoje, tudo o que ocorre é uma operação mental dupla.”.
c) “Ninguém mais precisa ter trabalho ao comprar um presente para um conhecido, 
para um colega de trabalho, para alguma criança e até amigo.”.
d) “Sabe, caro leitor, aquela expressão de surpresa gostosa, ou de um pequeno 
susto que insiste em se expressar, apesar da vontade de querer que ele passe des-
percebido, quando recebíamos um mimo?”.
e) “Quem recebe apenas tica algum item da lista elaborada, e quem presenteia 
dá-se por satisfeito por ter cumprido seu compromisso.”.
Letra d.
A busca em manter o diálogo com o interlocutor (leitor) é marcada pela presença 
do vocativo caro leitor, na alternativa (d).
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Questão 22 (INSTITUTO AOCP/MÉDICO/EBSERH/2016) De acordo com a autora:
a) com as listas de presentes, os presentes tornaram-se ainda mais pessoais, exi-
gindo a habilidade da pessoa para não transgredir a lista sugerida.
b) seguir as listas de presentes e comprar exatamente o que está sendo solicitado 
é uma demonstração de carinho maior que escolher um presente por conta própria.
c) antes das listas de presentes, presentear exigia esforço, pois era necessário 
pensar em quem iria receber o presente, no que a pessoa gostaria de ganhar, o que 
teria relação com ela e seu modo de ser e de viver.
d) o esforço para comprar um presente solicitado em uma lista de presente é muito 
maior que escolher por conta própria.
e) os itens mais caros da lista de presentes são os primeiros a serem selecionados 
para a compra.
Letra c.
Os desvios das alternativas (a), (b), (d) e (e) são estes:
a) Errada. “com as listas de presentes, os presentes tornaram-se ainda mais pes-
soais, exigindo a habilidade da pessoa para não transgredir a lista sugerida.” As 
listas tornaram os presentes mais impessoais.
b) Errada. “seguir as listas de presentes e comprar exatamente o que está sendo 
solicitado é uma demonstração de carinho maior que escolher um presente por 
conta própria.” Para a autora, escolher por conta própria é uma demonstração de 
carinho maior que comprar exatamente na lista.
c) Errada. “o esforço para comprar um presente solicitado em uma lista de presen-
te é muito maior que escolher por conta própria.” O esforço é muito menor.
d) Errada. “os itens mais caros da lista de presentes são os primeiros a serem selecio-
nados para a compra.” Os itens mais baratos são os primeiros a serem selecionados.
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Questão 23 (INSTITUTO AOCP/MÉDICO/EBSERH/2016) Em “... que tem a liberda-
de de sacá-la a qualquer momento para fazer as mudanças que ele julgar necessá-
rias.”, o termo destacado retoma:
a) bolsa.
b) filha.
c) lista.
d) amiga.
e) liberdade.
Letra c.
O referente da forma pronominal “-la” é lista, palavra presente no mesmo período.
Questão 24 (INSTITUTO AOCP/TÉCNICO/EBSERH/2016)
Texto 2
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De acordo com o texto 2, assinale a alternativa correta.
a) Mafalda não está disposta a esperar tanto tempo para que a planta nasça.
b) Mafalda está atenta à explicação, mas isso não é o suficiente para que a menina 
entenda como nascem algumas plantas.
c) O homem não estranha a atitude de Mafalda, pois ela representa as crianças 
atuais que não se interessam pela natureza.
d) O humor do texto dá-se devido ao fato de Mafalda não estar atenta ao que o 
homem explica.
e) O humor do texto dá-se devido à quebra de expectativa da Mafalda, visto que 
ela não queria saber, com antecedência, o que aconteceria com a semente.
Letra e.
O humor da tirinha origina-se na quebra de expectativa (e esse recurso é muito 
comum em piadas e histórias de humor).
Questão 25 (INSTITUTO AOCP/TÉCNICO/EBSERH/2016)
Texto 2
 
Disponível em: .
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Em relação ao texto 2, é correto afirmar que:
a) o personagem, ao fazer a pergunta “Não é perigoso?”, refere-se aos problemas 
que os resíduos tóxicos podem causar ao meio ambiente.
b) o descarte de resíduos tóxicos em ralos comuns, conforme evidenciam os per-
sonagens, é totalmente apropriado.
c) as luvas de borracha não oferecem qualquer proteção ao personagem na mani-
pulação do resíduo.
d) o personagem que faz as perguntas refere-se, de fato, à integridade do perso-
nagem que manipula os resíduos tóxicos.
e) ambos os personagens se referem ao mesmo tipo de perigo, ou seja, à degra-
dação do meio ambiente.
Letra a.
De fato, o referente da pergunta (ou seja, o que é perigoso) é “resíduos tóxicos” – e 
por isso a alternativa (a) está correta.
Na alternativa (b), não se pode afirmar que os personagens evidenciam que o des-
carte de resíduos tóxicos em ralos comuns é apropriado.
Em (c), é incorreto afirmar que as luvas não oferecem proteção.
A alternativa (d) está incorreta porque o personagem não faz referência à integri-
dade do personagem que manipula os resíduos tóxicos.
Em (e), por fim, o erro está na análise de que o referencial dos personagens é o mesmo.
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Questão 26 (INSTITUTO AOCP/MÉDICO/EBSERH/2016)
Zygmunt Bauman: Estamos isolados em rede?
“As relações humanas não são mais espaços de certeza, tranquilidade e conforto 
espiritual. Em vez disso, transformaram-se numa fonte prolífica de ansiedade. Em 
lugar de oferecerem o ambicionado repouso, prometem uma ansiedade perpétua 
e uma vida em estado de alerta. Os sinais de aflição nunca vão parar de piscar, 
os toques de alarme nunca vão parar de soar.” – Zygmunt Bauman
Em tempos líquidos, a crise de confiança traz consequências para os vínculos 
que são construídos. Estamos em rede, mas isolados dentro de uma estrutura que 
nos protege e, ao mesmo tempo, nos expõe. É isso mesmo?
O sociólogo polonês Zygmunt Bauman, em seu livro Medo líquido, diz que esta-
mos fragilizando nossas relações e, diante disso, nos contatamos inúmeras vezes, 
seja qual for a ferramenta digital que usamos, acreditando que a quantidade vai 
superar a qualidade que gostaríamos de ter.
Bauman diz que, nesses tempos líquidos modernos, os homens precisam e de-
sejam que seus vínculos sejam mais sólidos e reais. Por que isso acontece? Se-
riam as novas redes de relacionamento que são formadas em espaços digitais que 
trazem a noção de aproximação? Talvez sim, afinal a conexão com a rede, muitas 
vezes, se dá em momentos de isolamento real. O sociólogo, então, aponta que, 
quanto mais ampla a nossa rede, mais comprimida ela está no painel do celular. 
“Preferimos investir nossas esperanças em ‘redes’ em vez de parcerias, esperando 
que em uma rede sempre haja celulares disponíveis para enviar e receber mensa-
gens de lealdade”, aponta ele.
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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E já que as novas sociabilidades, aumentadas pelas pequenas telas dos dispo-
sitivos móveis, nos impedem de formar fisicamente as redes de parcerias, Bauman 
diz que apelamos, então, para a quantidade de novas mensagens, novas participa-
ções, para as manifestações efusivas nessas redes sociais digitais. Tornamo-nos, 
portanto, seres que se sentem seguros somente se conectados a essas redes. Fora 
delas os relacionamentos são frágeis, superficiais, “um cemitério de esperanças 
destruídas e expectativas frustradas”.
A liquidez do mundo moderno esvai-se pela vida, parece que participa de tudo, 
mas os habitantes dessa atual modernidade, na verdade, fogem dos problemas em 
vez de enfrentá-los. Quando as manifestações vão para as ruas, elas chamam a 
atenção porque se estranha a formação de redes de parceria reais. “Para vínculos 
humanos, a crise de confiança é má notícia. De clareiras isoladas e bem protegi-
das, lugares onde se esperava retirar (enfim!) a armadura pesada e a máscara rí-
gida que precisam ser usadas na imensidão do mundo lá fora, duro e competitivo, 
as ‘redes’ de vínculos humanos se transformam em territórios de fronteira em que 
é preciso travar, dia após dia, intermináveis conflitos de reconhecimento.”
(http://www.fronteiras.com/artigos/zygmunt-bauman-estamos-isolados -em-rede)
Em “[...] apelamos, então, para a quantidade de novas mensagens, novas partici-
pações, para as manifestações efusivas nessas redes sociais digitais. Tornamo-nos, 
portanto, seres que se sentem seguros somente se conectados a essas redes. Fora 
delas os relacionamentos são frágeis, superficiais, “um cemitério de esperanças 
destruídas e expectativas frustradas” [...]”, o termo em destaque se refere:
a) às novas mensagens.
b) às novas participações.
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c) às manifestações efusivas.
d) às redes sociais digitais.
e) às expectativas frustradas.
Letra d.
O referente da forma pronominal (de + elas) está presente no período anterior: se 
conectados a essas redes (sociais digitais).
“EstamosEnlouquecendo Nossas Crianças!
Estímulos Demais... Concentração de Menos”
31 Maio 2015 em Bem-Estar, filhos
Vivemos tempos frenéticos. A cada década que passa o modo de vida de 10 
anos atrás parece ficar mais distante: 10 anos viraram 30, e logo teremos a sen-
sação de ter se passado 50 anos a cada 5. E o mundo infantil foi atingido em cheio 
por essas mudanças: já não se educa (ou brinca, alimenta, veste, entretêm, cuida, 
consola, protege, ampara e satisfaz) crianças como antigamente!
O iPad, por exemplo, já é companheiro imprescindível nas refeições de milhares 
de crianças. Em muitas casas a(s) TV(s) fica(m) ligada(s) o tempo todo na progra-
mação infantil – naqueles canais cujo volume aumenta consideravelmente durante 
os comerciais – mesmo quando elas estão comendo com o iPad à mesa.
Muitas e muitas crianças têm atividades extracurriculares pelo menos três ve-
zes por semana, algumas somam mais de 50 horas semanais de atividades, entre 
escola, cursos, esportes e reforços escolares.
Existe em quase todas as casas uma profusão de brinquedos, aparelhos, re-
cursos e pessoas disponíveis o tempo todo para garantir que a criança “aprenda 
coisas” e não “morra de tédio”. As pré-escolas têm o mesmo método de ensino dos 
cursos pré-vestibulares.
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Tudo está sendo feito para que, no final, possamos ocupar, aproveitar, espremer, 
sugar, potencializar, otimizar e, finalmente, capitalizar todo o tempo disponível para 
impor às nossas crianças uma preparação praticamente militar, visando seu “suces-
so”. O ar nas casas onde essa preocupação é latente chega a ser denso, tamanha a 
pressão que as crianças sofrem por desenvolver uma boa competitividade. Porém, 
o excesso de estímulos sonoros, visuais, físicos e informativos impedem que a 
criança organize seus pensamentos e atitudes, de verdade: fica tudo muito confuso 
e nebuloso, e as próprias informações se misturam fazendo com que a criança mal 
saiba descrever o que acabou de ouvir, ver ou fazer.
Além disso, aptidões que devem ser estimuladas estão sendo deixadas de lado: 
Crianças não sabem conversar. Não olham nos olhos de seus interlocutores. Não 
conseguem focar em uma brincadeira ou atividade de cada vez (na verdade a maio-
ria sequer sabe brincar sem a orientação de um adulto!). Não conseguem ler um 
livro, por menor que seja. Não aceitam regras. Não sabem o que é autoridade. Pior 
e principalmente: não sabem esperar.
Todas essas qualidades são fundamentais na construção de um ser humano 
íntegro, independente e pleno, e devem ser aprendidas em casa, em suas rotinas.
Precisamos pausar. Parar e olhar em volta. Colocar a mão na consciência, tirá-la 
um pouco da carteira, do telefone e do volante: estamos enlouquecendo nossas 
crianças, e as estamos impedindo de entender e saber lidar com seus tempos, seus 
desejos, suas qualidades e talentos. Estamos roubando o tempo precioso que nos-
sos filhos tanto precisam para processar a quantidade enorme de informações e 
estímulos que nós e o mundo estamos lhes dando.
Calma, gente. Muita calma. Não corramos para cima da criança com um iPad na 
mão a cada vez que ela reclama ou achamos que ela está sofrendo de “tédio”. Não 
obriguemos a babá a ter um repertório mágico, que nem mesmo palhaços profis-
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sionais têm, para manter a criança entretida o tempo todo. O “tédio” nada mais é 
que a oportunidade de estarmos em contato conosco, de estimular o pensamento, 
a fantasia e a concentração.
Sugiro que leiamos todos, pais ou não, “O Ócio Criativo” de Domenico di Masi, 
para que entendamos a importância do uso consciente do nosso tempo.
E já que resvalamos o assunto para a leitura: nossas crianças não lêem mais. 
Muitos livros infantis estão disponíveis para tablets e iPads, cuja resposta é imediata 
ao menor estímulo e descaracteriza a principal função do livro: parar para ler, para 
fazer a mente respirar, aprender a juntar uma palavra com outra, paulatinamente 
formando frases e sentenças, e, finalmente, concluir um raciocínio ou uma estória.
Cerquem suas crianças de livros e leiam com elas, por amor. Deixem que se 
esparramem em almofadas e façam sua imaginação voar!
(Fonte: http://www.saudecuriosa.com.br/estamos-enlouquecendo-nossas-criancas-estimulos-
-demais-concentracao-de-menos/)
Questão 27 (INSTITUTO AOCP/TÉCNICO/CASAN/2016) O texto se apresenta, 
quase integralmente, na primeira pessoa do plural. Quem seria o “nós” ao qual o 
texto se refere?
a) Seria todas as crianças da atualidade.
b) Seria os pais e/ou cuidadores das crianças.
c) Seria somente os professores e/ou educadores das crianças.
d) Seria as pessoas que comercializam produtos infantis.
e) Seria apenas crianças que usam iPads.
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Letra b.
No texto, a primeira pessoa do plural refere-se aos pais e/ou cuidadores das 
crianças. Isso porque a realidade apresentada no texto diz respeito a aspectos 
relativos à criação de crianças. Isso não se aplica, por exemplo, a quem não lida 
diretamente com crianças.
Questão 28 (INSTITUTO AOCP/TÉCNICO/CASAN/2016) Qual é o gênero textual 
que mais se adequa ao texto “Estamos Enlouquecendo Nossas Crianças! Estímulos 
Demais... Concentração de Menos”?
a) Relatório Científico.
b) Artigo de opinião.
c) Debate.
d) Charge.
e) Carta.
Letra b.
O texto é um representante do gênero artigo de opinião. Nele, o autor aborda 
uma temática a partir de um ponto de vista (o de pais/cuidadores de criança).
Os demais gêneros são marcados por outras características linguísticas, não pre-
sentes no texto em análise:
• relatório científico: uso de linguagem objetiva, técnica e formal, sendo pre-
dominante a exposição de fatos e de uma metodologia de análise;
• debate: presença clara de interlocutores e mudanças de turno de fala;
• charge: uso de linguagem não verbal;
• carta: endereçamento claro a um interlocutor.
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Questão 29 (INSTITUTO AOCP/TÉCNICO/CASAN/2016) De acordo com o texto, 
o que o excesso de estímulos sensoriais ocasiona nas crianças?
a) Esse excesso de estímulos faz que a criança seja mais obediente e respeite mais 
as regras impostas pelos adultos.
b) Esse excesso de estímulos faz que a criança se prepare para o futuro de forma 
mais eficiente.
c) Esse excesso de estímulos faz que a criança tenha mais facilidade em organizar 
seu pensamento e suas atitudes.
d) Esse excesso de estímulos faz que a criança tenha dificuldades em organizar seu 
pensamento e sua conduta.
e) Esse excesso de estímulos faz que a criança tenha mais imaginação e saiba 
aproveitar melhor o seu tempo.
Letra d.
A alternativa (d) é condizente com o seguinte trecho do texto:
Porém, o excesso de estímulos sonoros, visuais, físicos e informativos impedem 
que a criança organize seus pensamentos e atitudes, de verdade: fica tudo 
muito confusoe nebuloso, e as próprias informações se misturam fazendo com que 
a criança mal saiba descrever o que acabou de ouvir, ver ou fazer.
Questão 30 (INSTITUTO AOCP/TÉCNICO/CASAN/2016) Qual é a ideia central de-
fendida pelo texto “Estamos Enlouquecendo Nossas Crianças! Estímulos Demais... 
Concentração de Menos”?
a) O texto defende a ideia de que o iPad e a programação infantil incessante são 
ótimos estímulos sensoriais para educar as crianças na atualidade.
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b) O texto defende a ideia de que as crianças da atualidade precisam ocupar todo 
o seu tempo livre com atividades extracurriculares, visando o sucesso no futuro.
c) O texto defende a ideia de que as crianças da atualidade recebem muitos estí-
mulos sensoriais, mas pouca atenção e tempo suficiente para aprender a lidar com 
tanto estímulo.
d) O texto defende a ideia de que as crianças da atualidade precisam de mais ati-
vidades extracurriculares e brinquedos porque se sentem muito entediadas.
e) O texto defende a ideia de que os pais da atualidade estimulam cada vez mais 
a imaginação de suas crianças.
Letra c.
A alternativa (c) apresenta uma análise adequada em relação à ideia central do 
texto. As demais alternativas apresentam erros, destacados a seguir:
a) Errada. O texto defende a ideia de que o iPad e a programação infantil inces-
sante são ótimos estímulos sensoriais para educar as crianças na atualidade.
b) Errada. O texto defende a ideia de que as crianças da atualidade precisam ocupar 
todo o seu tempo livre com atividades extracurriculares, visando o sucesso no futuro.
d) Errada. O texto defende a ideia de que as crianças da atualidade precisam de 
mais atividades extracurriculares e brinquedos porque se sentem muito entediadas.
e) Errada. O texto defende a ideia de que os pais da atualidade estimulam cada 
vez mais a imaginação de suas crianças.
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Campinas tem alerta após 10 casos de microcefalia
Por Inaê Miranda – publicado em 05/12/2015
O número de casos de microcefalia registrados em Campinas chegou a dez, se-
gundo informou na última sexta-feira (4) a diretora do Departamento de Vigilância 
em Saúde (Devisa), Brigina Kemp. Todos os bebês nasceram em Campinas, mas 
três deles são de mães moradoras de Sumaré.
Uma criança nasceu no mês de outubro, a segunda no dia 3 de novembro e as 
outras oito nasceram nos últimos dias — do final de novembro até ontem. A média 
anual da doença até 2014 era de um registro, o que torna os casos recentes uma 
preocupação para os Serviços de Saúde da cidade. O município apura a relação dos 
casos com o zika vírus.
No último sábado, o Ministério da Saúde confirmou a relação entre o zika vírus 
e o surto de microcefalia na região Nordeste do País. Até esta data, foram notifi-
cados 1.248 casos suspeitos, identificados em 311 municípios de 14 unidades da 
federação. Até então, São Paulo não figurava nesta lista e os únicos dois casos 
registrados ocorreram em Sumaré e São José do Rio Preto. Segundo a Secretaria 
Municipal de Saúde, o vírus pode ter ocorrido na cidade sem que as autoridades 
tenham conhecimento.
Segundo Brigina, Campinas está contabilizando os casos dos três residentes de 
Sumaré porque os bebês nasceram na cidade. “A gente notifica, avisando que é 
de outro município e esse município também é informado. As investigações iniciais 
ocorrem aqui e, na hora que a criança tem alta, a investigação tem continuidade na 
cidade onde ela reside”, explicou.
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Ela informou que as crianças nasceram nas redes pública e privada, sendo 
que a maior parte foi na Maternidade de Campinas. “Quase todos”, disse. Uma 
das mães é moradora de rua e usuária de crack. “Mas todos os dez permanecem 
sob investigação para o zika. Não confirmamos nenhum até agora, mas também 
não descartamos.”
A diretora do Devisa acrescentou que as mães estão recebendo toda a assis-
tência necessária. “Se alguma mãe não tem condição de fazer a tomografia, nós 
estamos fazendo.”
Campinas tinha um caso de microcefalia por ano, entre 2010 a 2014, causada por 
infecção congênita. Sendo que em 2011 foram registrados quatro casos de microce-
falia por infecção congênita. “Mas a gente acredita que esse era um número subno-
tificado. Agora todos estão bem sensibilizados para fazer as notificações”, disse.
Segundo Brigina, esse aumento da notificação pode estar relacionado com o 
alerta que foi dado pelo Ministério da Saúde.
Múltiplas causas
A microcefalia não é uma doença nova. Trata-se de uma malformação congê-
nita, em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada. “É quando você 
mede a cabeça e vê que está menor do que deveria ser para a idade gestacional 
em que o bebê nasceu”, explicou Brigina.
A especialista esclarece que a microcefalia pode ser efeito de uma série de fato-
res de diferentes origens. “Microcefalia não significa zika vírus. É importante dizer 
isso para as pessoas não relacionarem imediatamente esses 10 casos de Campinas 
ao vírus”, diz.
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As causas, segundo ela, em geral são o uso de drogas, medicamentos, cigarro, 
tabagismo, bebida, traumatismo, falta de irrigação adequada da cabeça do bebê 
durante a gestação, contato com radiação, fatores genéticos e uma série de vírus 
ou outros agentes infecciosos, chamados de infecção congênita.
Segundo Brigina, o que tem causado a microcefalia nas crianças é o que está em 
questão. “As notificações chegaram para a gente e agora vamos investigar.” De acor-
do com ela, a investigação consiste num exame de tomografia sem contraste, exa-
mes no sangue, na urina e no líquor, que é um líquido do sistema nervoso da coluna.
As tomografias estão sendo feitas em Campinas, mas os exames estão sendo 
conduzidos pelo Instituto Adolfo Lutz, na Capital. “Vai para o Lutz porque toda do-
ença sob vigilância e de importância para saúde pública a gente tem que fazer num 
laboratório de referência de saúde pública.”
Vírus
Segundo as secretarias estadual e municipal de Saúde, o vírus zika não está 
circulando em São Paulo. Brigina, entretanto, não descarta que ele tenha entrado 
no Estado e se mantém despercebido. “Só posso dizer que tem uma possibilidade. 
E porque digo que tem uma possibilidade? Porque o vírus circulou amplamente 
no Norte e Nordeste, tem um percentual de casos que não apresentam sintomas, 
e porque é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti.”
Desde junho, Campinas organizou cinco unidades sentinelas na tentativa de de-
tecção precoce do zika vírus. “A gente se organizou para tentar detectar, mas isso 
não me dá garantia de dizer que não teve. As pessoas circulam e viajam muito hoje 
em dia pelo País.”
(Fonte: http://correio.rac.com.br/_conteudo/2015/12/campinas_e_rm-c/402739-campinas-tem-
-alerta-apos-dez-casos-de-microcefalia.html)
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Questão 31 (INSTITUTO AOCP/TÉCNICO/CASAN/2016) Qual é a tipologia do texto 
“Campinas tem alerta após 10 casos de microcefalia”?
a) Texto narrativo.
b) Texto dissertativo.
c) Texto descritivo.
d) Texto informativo.
e) Texto injuntivo.
Letra d.
Para a banca Instituto AOCP, a tipologia dissertativa-expositiva é equivalente 
à informativa.
No texto, o autor procura apenas informar o leitor sobre casos de microcefalia em 
Campinas. Não há a tentativa de convencer o leitor (por meio de argumentos). 
É por isso que devemos classificá-lo como informativo.
Questão 32 (INSTITUTO AOCP/TÉCNICO/CASAN/2016) Qual é o assunto central 
abordado pelo texto?
a) O texto aborda principalmente o aumento do número de casos notificados de 
pessoas com zika vírus em Campinas.
b) O texto aborda principalmente o aumento no número de notificações de bebês 
nascidos com microcefalia em Campinas.
c) O texto aborda principalmente as causas da microcefalia em bebês nascidos em 
Campinas.
d) O texto aborda principalmente as doenças transmitidas pelo mosquito Aedes 
aegypti.
e) O texto aborda principalmente a relação da microcefalia com o zika vírus.
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Letra b.
O título do texto pode nos auxiliar a encontrar a resposta: aborda-se o aumento no 
número de notificações de bebês nascidos com microcefalia em Campinas.
Questão 33 (INSTITUTO AOCP/TÉCNICO/CASAN/2016) De acordo com o texto, 
o que podemos afirmar a respeito da microcefalia?
a) A microcefalia é uma malformação congênita advinda de fatores de origem diversa.
b) A microcefalia é uma malformação congênita advinda da infecção pelo zika vírus.
c) A microcefalia é uma malformação congênita advinda apenas de fatores genéticos.
d) A causa da microcefalia é confirmada pela medida menor da cabeça do bebê.
e) A causa da microcefalia é confirmada pelo exame de zika vírus feito na mãe da criança.
Letra a.
A resposta dessa questão está presente nos seguintes parágrafos do texto:
[...] A microcefalia não é uma doença nova. Trata-se de uma malformação congêni-
ta, em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada.
[...] A especialista esclarece que a microcefalia pode ser efeito de uma série de 
fatores de diferentes origens.
Questão 34 (INSTITUTO AOCP/AGENTE/ITEP-RN/2018)
Cuidar de idoso não é só cumprir tarefa, é preciso dar carinho e escuta
Cláudia Colluci
A maior taxa de suicídios no Brasil se concentra entre idosos acima de 70 anos, 
segundo dados recentes divulgados pelo Ministério da Saúde. São 8,9 mortes por 
100 mil pessoas, contra 5,5 por 100 mil entre a população em geral. Pesquisas 
anteriores já haviam apontado esse grupo etário como o de maior risco. Abandono 
da família, maior grau de dependência e depressão são alguns dos fatores de risco.
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Em se tratando de idosos, há outras mortes passíveis de prevenção se o país 
tivesse políticas públicas voltadas para esse fim. Ano passado, uma em cada três 
pessoas mortas por atropelamento em São Paulo tinha 60 anos ou mais. Pessoas 
mais velhas perdem reflexos e parte da visão (especialmente a lateral) e da audi-
ção por conta da idade.
Levando em conta que o perfil da população brasileira mudará drasticamente nos 
próximos anos e que, a partir de 2030, o país terá mais idosos do que crianças, já 
passou da hora de governos e sociedade em geral encararem com seriedade os cui-
dados com os nossos velhos, que hoje somam 29,4 milhões (14,3% da população).
Com a mudança do perfil das famílias (poucos filhos, que trabalham fora e que 
moram longe dos seus velhos), faltam cuidadores em casa. Também são poucos os 
que conseguem bancar cuidadores profissionais ou casas de repouso de qualidade. 
As famílias que têm idosos acamados enfrentam desafios ainda maiores quando 
não encontram suporte e orientação nos sistemas de saúde.
Recentemente, estive cuidando do meu pai de 87 anos, que se submeteu à im-
plantação de um marca-passo. Após a alta hospitalar, foi um susto atrás do outro. 
Primeiro, a pressão arterial disparou (ele já teve dois infartos e carrega quatro 
stents no coração), depois um dos pontos do corte cirúrgico se rompeu (risco de 
infecção) e, por último, o braço imobilizado começou a inchar muito (perigo de 
trombose venosa). Diante da recusa dele em ir ao pronto atendimento, da demora 
de retorno do médico que o assistiu na cirurgia e sem um serviço de retaguarda do 
plano de saúde ou do hospital, a sensação de desamparo foi desesperadora. Mas 
essas situações também trazem lições. A principal é a de que o cuidado não se 
traduz apenas no cumprimento de tarefas, como fazer o curativo, medir a pressão, 
ajudar no banho ou preparar a comida. Cuidado envolve, sobretudo, carinho e es-
cuta. É demonstrar que você está junto, que ele não está sozinho em suas dores.
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Meu pai é um homem simples, do campo, que conheceu a enxada aos sete anos 
de idade. Aos oito, já ordenhava vacas, mas ainda não conhecia um abraço. Foi 
da professora que ganhou o primeiro. Com o cultivo da terra, formou uma família, 
educou duas filhas. Lidar com a terra continua sendo a sua terapia diária. É onde 
encontra forças para enfrentar o luto pelas mortes da minha mãe, de parentes e 
de amigos. É onde descobre caminhos para as limitações que a idade vai impondo 
(“não consigo mais cuidar da horta, então vou plantar mandioca”).
Ouvir do médico que só estará liberado para suas atividades normais em três 
meses foi um baque para o meu velho. Ficou amuado, triste. Em um primeiro mo-
mento, dei bronca (“pai, a cirurgia foi um sucesso, custa ter um pouco mais de 
paciência?”). Depois, ao me colocar no lugar desse octogenário hiperativo, que até 
dois meses atrás estava trepado em um abacateiro, podando-o, mudei o meu dis-
curso (“vai ser um saco mesmo, pai, mas vamos encontrar coisas que você consiga 
fazer no dia a dia com o aval do médico”).
Sim, envelhecer é um desafio sob vários pontos de vista. Mas pode ficar ainda 
pior quando os nossos velhos não contam com uma rede de proteção, seja do Es-
tado, da comunidade ou da própria família.
Os números de suicídio estão aí para ilustrar muito bem esse cenário de abando-
no, de solidão. Uma das propostas do Ministério da Saúde para prevenir essas mortes 
é a ampliação dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps). A presença desses serviços 
está associada à diminuição de 14% do risco de suicídio. Essa medida é prioritária, 
mas, em se tratando da prevenção de suicídio entre idosos, não é o bastante.
Mais do que diagnosticar e tratar a depressão, apontada como um dos mais 
importantes fatores desencadeadores do suicídio, é preciso que políticas públicas 
e profissionais de saúde ajudem os idosos a prevenir/diminuir dependências para 
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que tenham condições de sair de casa com segurança, sem o risco de morrerem 
atropelados ou de cair nas calçadas intransitáveis, que ações sociais os auxiliem 
a ter uma vida de mais interação na comunidade. E, principalmente, que as fa-
mílias prestem mais atenção aos seus velhos. Eles merecem chegar com mais 
dignidade ao final da vida.
Adaptado de .
Acesso em: 6 dez. 2017.
Em relação às afirmações a seguir, assinale a alternativa correta.
a) No trecho “É onde encontra forças para enfrentar o luto [...]”, retirado do 6º 
parágrafo, o termo em destaque se refere à lida com a terra.
b) No trecho “Diante da recusa dele em ir ao pronto atendimento [...]”, retirado do 
5º parágrafo, o termo em destaque se refere ao médico que realizou a cirurgia do 
pai da autora.
c) No trecho “Recentemente, estive cuidando do meu pai de 87 anos [...]”, retirado 
do 5º parágrafo, o termo em destaque se refere à cuidadora de idosos e ao pai dela.
d) No trecho “Pesquisas anteriores já haviam apontado esse grupo etário como o 
de maior risco.”, retirado do 1º parágrafo, o termo em destaque se refere a idosos 
entre 60 e 70 anos de idade.
e) No trecho “Diante [...] da demora de retorno do médico que o assistiu na cirur-
gia [...]”, retirado do 5º parágrafo, o termo em destaque se refere ao idoso tio da 
autora do texto.
Letra a.
O referente do termo onde está no parágrafo imediatamente anterior: “Lidar com 
a terra continua sendo a sua terapia diária.”
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Nas demais alternativas, há erros na correlação entre o termo referente e o termo 
referido:
b) Errada. Dele retoma o pai.
c) Errada. O termo meu se refere à autora do texto.
d) Errada. Idosos acima de 70 anos.
e) Errada. O pronome o faz referência ao pai da autora.
Questão 35 (INSTITUTO AOCP/TÉCNICO/UFBA/2017)
Texto 1
A insana mania de economizar em coisas erradas
Existe uma grande diferença entre oportunidade e oportunismo. Uma é aquela 
em que as pessoas querem levar vantagem em tudo, serem espertas, ganhar a 
qualquer custo, sendo que a outra vai na contramão deste movimento cada vez 
mais presente e enraizado na cultura brasileira. [...]
A cultura do Brasil é riquíssima, linda e super diversificada. Porém, esse vício 
maldito acaba com a beleza. A necessidade de levar vantagem deixa as pessoas 
cegas e a feira de Acari, no Rio de Janeiro, é um belo exemplo deste contraste. 
O mercadão de produtos roubados é promovido às custas de inúmeras mortes e 
assaltos por conta de um comércio que não tem fim. [...]
Não há pagamento de impostos referente à mercadoria e recolhimento de tribu-
tos. Só por isso esse produto chegou até o seu consumidor final. Vidas acabam por-
que alguém tem a necessidade porca de comprar algo “baratinho”. E não é exagero.
Tenho um amigo que hoje reside nos Estados Unidos. A família dele, quando 
morava no Brasil, possuía uma transportadora com cinco caminhões. Sempre que 
se tratava de uma carga valiosa, quem fazia o transporte era o pai, o dono da em-
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presa. Ele tinha esse cuidado para zelar pelo material do cliente e garantir que o 
produto caro chegaria ao seu destino conforme o esperado, sem danos. Até que um 
dia ele foi roubado e sequestrado. A quadrilha pediu R$50 mil reais, e a carga era 
de televisões. Ele ficou quatro dias em cativeiro e não havia possibilidade de pagar 
pelo valor exigido. Não avisaram a polícia e as negociações chegaram a R$10 mil. 
A quantia foi paga, mas o pai foi encontrado morto, sendo que ele havia falecido 
muito antes da entrega do dinheiro.
Ainda me questiono como que as pessoas têm coragem de comprar esses pro-
dutos. O detergente mais barato, o salame, sabão em pó que são vendidos na feira 
de Acari custaram a vida de alguém. Além disso, deixou o seguro para todo mundo 
mais caro, impactando na economia como um todo. Quantas vezes subiu o seguro 
do seu carro? Mas na hora de comprar uma peça, muitos não abrem a mão de ir 
até um desmanche. É essa consciência que precisa mudar. Quando isso acontecer, 
o país muda de patamar. [...]
Daniel Toledo. Adaptado de e disponível em: http://envolverde.cartacapital.com.br/insana-ma-
nia-de-economizar-em-coisas-erradas
Em relação ao Texto 1, julgue, como CERTO ou ERRADO, o item a seguir.
Em “Ainda me questiono como que as pessoas têm coragem de comprar es-
ses produtos.”, o termo em destaque refere-se, anaforicamente, ao detergente, 
ao salame e ao sabão em pó.
Errado.
O referente do pronome esses é produtos roubados, explicitado no segundo 
parágrafo.
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Texto 1
Longe é um lugar que existe?
Voamos algum tempo em silêncio, até que finalmente ele disse: “Não entendo mui-
to bem o que você falou, mas o que menos entendo é o fato de estar indo a uma festa.”
— Claro que estou indo à festa. — respondi. — O que há de tão difícil de se 
compreender nisso?
Enfim, sem nunca atingir o fim, imaginando-se uma Gaivota sobrevoando o 
mar, viajar é sentir-se ainda mais pássaro livre tocado pelas lufadas de vento, con-
traponto, de uma ave mirrada de asas partidas numa gaiola lacrada, sobrevivendo 
apenas de alpiste da melhor qualidade e água filtrada. Ou ainda, pássaros presos 
na ambivalência existencial... fadado ao fracasso ou ao sucesso... ao ser livre ou 
viver presos em suas próprias armadilhas...
Fica sob sua escolha e risco, a liberdade para voar os ventos ascendentes; que 
pássaro quer ser; que lugares quer sobrevoar; que viagem ao inusitado mais lhe 
compraz. Por mais e mais, qual a serventia dessas asas enormes, herança genética 
de seus pais e que lhe confere enorme envergadura? Diga para quê serve? Ao pri-
meiro sinal de perigo, debique e pouse na cerca mais próxima. Ora, não venha com 
desculpas esfarrapadas e vamos dona Gaivota, espante a preguiça, bata as asas e 
saia do ninho! Não tenha medo de voar. Pois, como é de conhecimento dos “Mes-
tres dos ares e da Terra”, longe é um lugar que não existe para quem voa rente ao 
céu e viaja léguas e mais léguas de distância com a mochila nas costas, olhar no 
horizonte e os pés socados em terra firme.
Longe é a porta de entrada do lugar que não existe? Não deve ser, não; pois as 
Gaivotas sacodem a poeira das asas, limpam os resquícios de alimentos dos bicos 
e batem o toc-toc lá.
Fonte:. Acesso em: 21 Jun, 2017
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Releia o terceiro e o quarto parágrafos do texto. A respeito do uso do pronome “seu” 
e suas variações, julgue,medo faz parte da condição humana. Poderíamos até conseguir eliminar uma 
por uma a maioria das ameaças que geram medo (era justamente para isto que 
servia, segundo Freud, a civilização como uma organização das coisas humanas: 
para limitar ou para eliminar totalmente as ameaças devidas à casualidade da Na-
tureza, à fraqueza física e à inimizade do próximo): mas, pelo menos até agora, 
as nossas capacidades estão bem longe de apagar a “mãe de todos os medos”, 
o “medo dos medos”, aquele medo ancestral que decorre da consciência da nossa 
mortalidade e da impossibilidade de fugir da morte.
Embora hoje vivamos imersos em uma “cultura do medo”, a nossa consciência 
de que a morte é inevitável é o principal motivo pelo qual existe a cultura, primeira 
fonte e motor de cada e toda cultura. Pode-se até conceber a cultura como esforço 
constante, perenemente incompleto e, em princípio, interminável para tornar viví-
vel uma vida mortal. Ou pode-se dar mais um passo: é a nossa consciência de ser 
mortais e, portanto, o nosso perene medo de morrer que nos tornam humanos e 
que tornam humano o nosso modo de ser-no-mundo.
A cultura é o sedimento da tentativa incessante de tornar possível viver com a 
consciência da mortalidade. E se, por puro acaso, nos tornássemos imortais, como 
às vezes (estupidamente) sonhamos, a cultura pararia de repente [...].
Foi precisamente a consciência de ter que morrer, da inevitável brevidade do 
tempo, da possibilidade de que os projetos fiquem incompletos que impulsionou os 
homens a agir e a imaginação humana a alçar voo. Foi essa consciência que tornou 
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necessária a criação cultural e que transformou os seres humanos em criaturas 
culturais. Desde o seu início e ao longo de toda a sua longa história, o motor da 
cultura foi a necessidade de preencher o abismo que separa o transitório do eterno, 
o finito do infinito, a vida mortal da imortal; o impulso para construir uma ponte 
para passar de um lado para outro do precipício; o instinto de permitir que nós, 
mortais, tenhamos incidência sobre a eternidade, deixando nela um sinal imortal 
da nossa passagem, embora fugaz.
Tudo isso, naturalmente, não significa que as fontes do medo, o lugar que ele 
ocupa na existência e o ponto focal das reações que ele evoca sejam imutáveis. 
Ao contrário, todo tipo de sociedade e toda época histórica têm os seus próprios 
medos, específicos desse tempo e dessa sociedade. Se é incauto divertir-se com a 
possibilidade de um mundo alternativo “sem medo”, em vez disso, descrever com 
precisão os traços distintivos do medo na nossa época e na nossa sociedade é con-
dição indispensável para a clareza dos fins e para o realismo das propostas. [...]
(Adaptado de http://www.ihu.unisinos.br/563878-os-medos-que-o -poder-transforma-em-mer-
cadoria-politica-e-comercial-artigo-dezygmunt-bauman - Acesso em 26/03/2018)
Questão 5 (INSTITUTO AOCP/ANALISTA/TRT 1ª REGIÃO/2018) Assinale a alter-
nativa correta a respeito do excerto “[...] Desde o seu início e ao longo de toda 
a sua longa história, o motor da cultura foi a necessidade de preencher o abismo 
que separa o transitório do eterno, o finito do infinito, a vida mortal da imortal; o 
impulso para construir uma ponte para passar de um lado para outro do precipício; 
o instinto de permitir que nós, mortais, tenhamos incidência sobre a eternidade, 
deixando nela um sinal imortal da nossa passagem, embora fugaz.”.
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a) As expressões “desde” e “ao longo de” referem-se temporalmente à história da 
cultura, sendo que a primeira está ligada a um ponto temporal de origem, enquanto 
a segunda está ligada à extensão temporal a partir desse ponto.
b) O excerto constitui-se de variadas antíteses, as quais colocam em oposição 
ideias que se referem à cultura e à história. Com isso, o autor traz maior impesso-
alidade, objetividade e formalidade ao texto.
c) Ao utilizar a expressão “nós, mortais”, o autor evita dialogar com o leitor do tex-
to, com a finalidade de potencializar eventuais contestações que possam ocorrer 
diante da sua argumentação.
d) O verbo “tenhamos” está flexionado de modo que se interpreta uma ação fac-
tual que ocorre no momento da fala, por isso afirma-se que está no presente do 
modo indicativo.
e) As palavras “impulso” e “instinto” revelam o caráter finito da vida. Referem-se, 
semanticamente, ao “abismo que separa o transitório do eterno, o finito do infinito, 
a vida mortal da imortal” e complementam, sintaticamente, o verbo “preencher”.
Questão 6 (INSTITUTO AOCP/ANALISTA/TRT 1ª REGIÃO/2018) Em relação ao 
texto I, assinale a alternativa correta.
a) Uma das propriedades linguísticas que caracterizam o texto como argumentati-
vo é a predominância de formas verbais no pretérito.
b) Os verbos e pronomes em primeira pessoa do plural, presentes em “Poderíamos 
até conseguir eliminar uma por uma a maioria das ameaças que geram medo [...]” 
e “[...] é a nossa consciência de ser mortais e, portanto, o nosso perene medo [...]” 
são fortes marcas do tipo textual injuntivo, predominante no texto.
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c) O tipo argumentativo é o eixo da construção do texto, tendo em vista que o 
autor defende uma tese por meio de relações lógicas de argumentação. Uma des-
sas relações é a de condição, presente no excerto “E se, por puro acaso, nos tor-
nássemos imortais, como às vezes (estupidamente) sonhamos, a cultura pararia 
de repente [...]”.
d) Não é possível classificar o tipo textual predominante no texto I, uma vez que 
os tipos textuais constituem uma lista irrestrita na cultura linguística. Ao contrário 
disso, os gêneros textuais compõem uma lista restrita, o que possibilita que se 
classifique o texto I como um artigo de opinião.
e) O amplo uso de figuras de linguagem, especialmente de metáforas, no texto I, 
é uma pista de que o tipo narrativo é o eixo da construção textual, enriquecendo as 
formas de expressão do autor a partir do uso de uma linguagem denotativa.
Oh! Minas Gerais
O irresistível sotaque dos mineiros me encanta.
Sei que deveria ir mais a Minas Gerais do que vou, umas duas, três vezes ao 
ano. Pra rever meus parentes, meus amigos, pra não perder o sotaque.
Sotaque que, acho eu, fui perdendo ao longo dos anos, desde aquele 1973, 
quando abandonei Belo Horizonte pra ir morar a mais de dez mil quilômetros de lá.
Senti isso quando, outro dia, pousei no aeroporto de Uberlândia e fui direto na 
lanchonete comer um pão de queijo que, fora de brincadeira, é mesmo o mais gos-
toso do mundo.
— Cê qué qui eu isquento um tiquinho procê?
Foi assim que a mocinha me recebeu, quase de braços abertos, como se fosse 
uma amiga íntima de longo tempo.
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Sei não, mas eu acho que o sotaque mineiro aumentou – e muito – desde que 
parti. Quando peguei o primeiro aviãocomo CERTO ou ERRADO, as afirmativas a seguir.
Questão 36 (INSTITUTO AOCP/ASSISTENTE/CÂMARA DE MARINGÁ-PR/2017/
ADAPTADA) Não há como identificar o referente do pronome no terceiro parágrafo.
Errado.
O referente do pronome suas, no terceiro parágrafo, é pássaros.
Questão 37 (INSTITUTO AOCP/ASSISTENTE/CÂMARA DE MARINGÁ-PR/2017/
ADAPTADA) Os pronomes possuem referentes diferentes em cada parágrafo, o que 
marca uma mudança de intenção comunicativa no texto.
Certo.
No terceiro parágrafo, como vimos, o referente da forma suas é pássaros. No 
quarto parágrafo, as variações do pronome seu são dirigidas ao leitor.
Questão 38 (INSTITUTO AOCP/ELETROTÉCNICO/CASAN/2016) Na oração “As in-
vestigações iniciais ocorrem aqui e, na hora que a criança tem alta, a investigação 
tem continuidade na cidade onde ela reside”, o pronome pessoal “ela” funciona 
como elemento coesivo, retomando o sintagma:
a) “a gente”.
b) “esse município”.
c) “a criança”.
d) “a investigação”
e) “na cidade”.
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Letra c.
O referente do pronome ela é a criança. Observe a concordância em gênero (fe-
minino) e em número (singular).
‘Plano contra crise hídrica é como seguro: para não usar’, diz secretário
Documento prevê a implantação de rodízio em situações de emergência.
Governo de SP apresentou plano nesta quinta-feira, com 5 meses de atraso.
O secretário estadual de Recursos Hídricos, Benedito Braga, comparou o plano 
de contingência contra a crise hídrica em São Paulo com um seguro: “estamos fa-
zendo para não usar”, afirmou. O documento, obtido com exclusividade pelo G1 na 
semana passada, foi apresentado oficialmente, com cinco meses de atraso, nesta 
quinta-feira (19). Na reunião estavam presentes representantes de prefeituras da 
região metropolitana e entidades.
Braga afirmou que o plano demorou para ser apresentado porque foi um trabalho 
integrado entre o estado paulista, municípios, sociedade civil e universidades. “Ob-
viamente em uma região tão complexa como a região metropolitana de São Paulo, 
o levantamento de dados é muito demorado, não é muito simples”, disse o secretário.
O plano de contingência vai orientar como o poder público, companhias e so-
ciedade civil devem agir no caso de seca ou de desabastecimento de água para a 
população. O documento também prevê a implantação de rodízio – cortes sistemá-
ticos na distribuição – em situações de emergência. De acordo com o secretário de 
Recursos Hídricos, a Grande São Paulo está, atualmente, em estado de atenção.
Três níveis de ações O plano de contingência, divulgado com exclusividade pelo 
G1 na semana passada, considera ações em três níveis (veja abaixo).
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Atualmente, segundo o governo estadual, a Grande São Paulo está no nível 
2 - Alerta porque os reservatórios ainda estão com níveis baixos. O secretário de 
Recursos Hídricos garante, no entanto, que todas as medidas necessárias para essa 
situação já foram tomadas.
“O Cantareira ainda está no volume morto. O Alto Tietê está com 15% da ca-
pacidade. Entretanto, nós estamos no processo de redução de pressão a noite, 
e assim por diante. Essa é uma característica de redução na demanda quando a 
perspectiva de oferta ainda é baixa. Porém não está ainda em uma situação tão 
complicada que você não consiga o nível dos reservatórios estáveis”, completou.
Níveis e ações
NÍVEL 1 - ATENÇÃO: deverá ser adotado quando houver sinais de estiagem 
prolongada, quando então passa a existir uma situação de risco elevado de não ser 
atendida a demanda de água.
NÍVEL 2 - ALERTA: será adotado quando a situação dos sistemas de abasteci-
mento chegar a níveis críticos, podendo comprometer a curto prazo o atendimento 
à demanda de abastecimento de água. O risco de não atendimento é elevado.
“Isso quer dizer que, mesmo se você estiver fazendo tudo isso e o nível dos 
reservatórios continuar caindo, aí seria necessário acionar o nível de emergência. 
Porque seria necessário não só reduzir a pressão mas cortar água mesmo, para 
que a gente não ficasse dependendo só da água do rio”, explicou o secretário de 
Recursos Hídricos, Benedito Braga.
NÍVEL 3 - EMERGÊNCIA: será adotado quando for eminente o não atendimento 
da demanda, uma vez que um ou mais sistemas de abastecimento estejam sob 
elevado risco de esvaziamento crítico, comprometendo o abastecimento de parte 
da população com grau de severidade significativo.
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Neste nível (emergência) serão feitos cortes sistemáticos no abastecimento de 
água de modo a evitar o colapso total de um ou mais sistemas produtores de água 
potável. Em caso de emergência, quando a possibilidade do rodízio existe, o plano 
prevê ações como a restrição de água potável para atividades industriais de grande 
impacto e atividades de irrigação.
Caberá à Sabesp, à Secretaria de Recursos Hídricos e às prefeituras a operação 
de abastecimento em pontos prioritários e a requisição, se necessário, de poços 
outorgados para a distribuição de água à população em pontos de apoio. [...].
Retirado e adaptado de: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2015/11/ governo-de-sp-apresenta-
plano-contra-crise-hidrica-com-5-meses-de -atraso.html. Acesso em: 09 dez. 2015.
Em relação ao texto, julgue, como CERTO ou ERRADO, as afirmativas a seguir.
Questão 39 (INSTITUTO AOCP/MÉDICO/EBSERH/2016/ADAPTADA) No excerto 
“[...] O documento, obtido com exclusividade pelo G1 na semana passada [...]”, 
o termo em destaque foi utilizado para fazer referência ao termo “seguro”.
Errado.
O termo o documento faz referência ao “plano de contingência contra a crise hí-
drica em São Paulo”.
Questão 40 (INSTITUTO AOCP/MÉDICO/EBSERH/2016/ADAPTADA) No excerto 
“[...] Essa é uma característica de redução na demanda quando a perspectiva de 
oferta ainda é baixa [...]”, o termo em destaque foi utilizado para anunciar “em 
uma situação tão complicada”, expressão que aparece posteriormente no texto.
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INTERPRETAÇÃO DE TEXTO
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Errado.
O pronome essa possui, no texto, função anafórica: retoma uma ideia/expressão 
anteriormente referida.
Questão 41 (INSTITUTO AOCP/MÉDICO/EBSERH/2016/ADAPTADA) No excerto 
“[...] O documento, obtido com exclusividade pelo G1 na semana passada [...]”, 
o termo em destaque foi utilizado para fazer referência a “plano de contingência”.
Certo.
A questão apresenta a análise correta: o termo o documento faz referência ao 
“plano de contingência contra a crise hídrica em São Paulo”.
Questão 42 (INSTITUTO AOCP/MÉDICO/EBSERH/2016/ADAPTADA) No excerto 
“[...] O secretário de Recursos Hídricos garante, no entanto, que todas as medidas 
necessárias para essa situação já foram tomadas [...]”, a expressão em destaque 
foi utilizada para fazer referência à crise hídrica de todo o estado de São Paulo.
Errado.
A expressão essa situação faz referência à crise hídricana Grande São Paulo (e 
não no estado de São Paulo).
Questão 43 (INSTITUTO AOCP/MÉDICO/EBSERH/2016/ADAPTADA) No excerto 
“[...] Essa é uma característica de redução na demanda quando a perspectiva de 
oferta ainda é baixa [...]”, o termo em destaque foi utilizado para retomar “O Can-
tareira ainda está no volume morto”.
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INTERPRETAÇÃO DE TEXTO
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Errado.
O pronome essa retoma “processo de redução de pressão a noite”.
Questão 44 (INSTITUTO AOCP/TÉCNICO/EBSERH/2016) Em “[...] a ciência enca-
rou os pesadelos: como algo negativo”, há quais das figuras de estilo apresentadas 
a seguir?
a) Pleonasmo e prosopopeia.
b) Sinestesia e antítese.
c) Metáfora e hipérbole.
d) Onomatopeia e comparação.
e) Prosopopeia e comparação.
Letra e.
A ação de encarar é de natureza mais humana, daí estarmos diante de uma proso-
popeia (a ciência, que não possui propriedades humanas, passa a agir com traços 
humanos). Em seguida, temos a forma como, a qual explicita uma comparação.
Questão 45 (Instituto AOCP/ASSISTENTE/CÂMARA DE MARINGÁ-PR/2017) No ex-
certo “[…] ela me telefonou e, ao invés de perguntar assim, na lata, se eu já tinha um 
novo amor [...]”, a expressão destacada expressa a figura de linguagem denominada:
a) pleonasmo.
b) prosopopeia.
c) metonímia.
d) hipérbole.
e) metáfora.
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INTERPRETAÇÃO DE TEXTO
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Letra e.
A expressão na lata significa “prontamente, bruscamente; sem rodeios”. Trata-se 
de uma metáfora, pois estamos diante de designação de um objeto ou qualidade 
mediante uma palavra que designa outro objeto ou qualidade que tem com o pri-
meiro uma relação de semelhança.
Questão 46 (INSTITUTO AOCP/AGENTE/SEJUS-CE/2017/ADAPTADA)
 
Julgue, como CERTO ou ERRADO, a afirmativa a seguir.
No terceiro quadrinho do Texto 2, há a ocorrência de uma figura de linguagem cha-
mada prosopopeia.
Errado.
No terceiro quadrinho, estamos diante de uma onomatopeia (formação de uma 
palavra a partir da reprodução aproximada, com os recursos de que a língua dis-
põe, de um som natural a ela associado).
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INTERPRETAÇÃO DE TEXTO
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TEXTO 1
O acúmulo de compromissos preenche horários livres, adia o lazer e a vida so-
cial, dando a impressão de que o tempo passa cada vez mais rápido
Raphael Martins
O ano passou rápido? Não dá para cumprir todas as obrigações dentro dos pra-
zos? O dia parece cada vez mais curto? Por que não se tem mais tempo para nada?
O estilo de vida atarefada e a dificuldade de conciliar compromissos profissionais 
com relações sociais dão uma nítida impressão de que o tempo voa. Dentre os prin-
cipais motivos para que isso aconteça está o aumento de tarefas e obrigações que 
as pessoas se envolvem nos dias de hoje. Cria-se, assim, uma sensação pessoal de 
que há cada vez menos tempo para si. Florival Scheroki, doutor em Psicologia Expe-
rimental pela Universidade de São Paulo e psicólogo clínico, explica: “Há realmente 
essa impressão de que o tempo se acelerou. Na realidade, é uma percepção que as 
pessoas têm que não cabe, no tempo disponível, tudo aquilo que elas têm que fazer”.
O psicólogo complementa: “Isso tudo acontece pelo estilo de vida que temos 
hoje. Uma mãe de família sai às 7 horas da manhã para deixar as crianças na es-
cola. Se sai às 7h15, ela não cumpre o horário de entrada no trabalho, às 8 horas. 
Parece que não temos mais intervalos”. Maria Helena Oliva Augusto, professora da 
Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, concorda: “É como se o ritmo 
do tempo se acelerasse. Na verdade, a percepção temporal muda por conta dos 
inúmeros compromissos que estão presentes no cotidiano, que fazem não se dar 
conta de perceber o tempo de maneira mais tranquila”.
Sobre o assunto, Luiz Silveira MennaBarreto, professor especializado em cro-
nobiologia da Escola de Artes, Ciências e Humanidades, coloca que, na sociedade 
contemporânea, as cobranças são cada vez mais intensas e frequentes, o que pro-
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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duz uma sensação crônica de falta de tempo. As demandas exigem que as pessoas 
tenham inúmeras habilidades e qualificações acadêmicas, tomando boa parte do 
tempo que poderia ser destinado ao lazer. Scheroki completa: “Por que hoje é as-
sim e antes não era? Hoje temos várias tarefas que não tínhamos. Temos que saber 
inglês, francês, jogar tênis, trabalhar… As pessoas tentam alocar dentro do tempo 
mais ações do que cabem nele”. [...]
A professora Maria Helena destaca: “A percepção de aceleração do tempo é uma 
coisa angustiante. É possível se dar conta disso pela quantidade de pessoas ansio-
sas, depressivas e estressadas que se encontra. Elas percebem o tempo passando 
rapidamente e, por isso, tem pressa de viver intensamente. Isso acaba criando 
situações de tensão muito grandes”.[...]
O psicólogo acredita que os principais prejuízos de uma vida atarefada é sentido 
nas relações com amigos ou familiares. Na hora de escolher entre uma obrigação 
profissional ou uma interação social, as pessoas acabam priorizando o trabalho: 
“Nós somos nossas relações sociais, nós acontecemos a partir delas. Se elas aca-
bam sendo comprometidas, comprometem toda a nossa vida. A vida é composta 
pelas nossas ações no tempo e cada vez menos a gente tem autonomia sobre ela”.
Para o professor Menna-Barreto, o ideal é buscar alternativas de trabalho ou 
estudo em horários mais compatíveis com uma vida saudável. “Exercício físico, 
relações sociais e familiares ricas e alimentação saudável também ajudam, mas a 
raiz do problema reside no trabalho excessivo”, completa.[...]
Disponível em: http://www.ip.usp.br/portal/index.php?option=com_ content&view=article&i-
d=3330%3Aa-sensacao-dos-dias-de-poucashoras&catid=46%3Ana-midia&Itemid=97&lang=pt
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Julgue, como CERTO ou ERRADO, as afirmativas a seguir.
Questão 47 (INSTITUTO AOCP/AGENTE/SEJUS-CE/2017/ADAPTADA) No excerto 
“[...] as cobranças são cada vez mais intensas e frequentes [...]”, os termos em 
destaque constituem uma relação de sinonímia.
Errado.
Cada palavra possui seu sentido particular, não havendo proximidade de significado 
para considerá-las sinônimas.
Questão 48 (INSTITUTO AOCP/AGENTE/SEJUS-CE/2017/ADAPTADA) No excerto 
“O acúmulo de compromissos preenche horários livres, adia o lazer e a vida social 
[...]”, tem-se a figura de linguagem chamada Zeugma.
Certo.
Zeugma é uma forma de elipse que consiste na supressão, em orações subsequen-
tes, de um termo expresso na primeira. Há zeugma na supressão da forma verbal 
adia (“adia o lazer e [adia] a vida social”).
Questão 49 (INSTITUTO AOCP/AGENTE/SEJUS-CE/2017/ADAPTADA)No excerto 
“As demandas exigem que as pessoas tenham inúmeras habilidades e qualificações 
acadêmicas [...]”, o termo “demandas” pode ser substituído por “vicissitudes” sem 
alterar o sentido da frase.
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Errado.
Os significados das palavras são distintos, por isso não podem ser considerados 
sinônimos:
Demanda: manifestação de um desejo, pedido ou exigência; solicitação.
Vicissitude: sucessão de mudanças ou de alternâncias.
Questão 50 (INSTITUTO AOCP/AGENTE/SEJUS-CE/2017/ADAPTADA) No excerto 
“Uma mãe de família sai às 7 horas da manhã para deixar as crianças na escola.”, 
tem-se a figura de linguagem chamada Sinédoque.
Errado.
A sinédoque é tipo especial de metonímia baseada na relação quantitativa entre 
o significado original da palavra e o conteúdo ou referente mentado. Não é esse o 
caso presente no excerto em análise.
Bruno Pilastre
Doutor em Linguística pela Universidade de Brasília. É autor de obras didáticas de Língua Portuguesa 
(Gramática, Texto, Redação Oficial e Redação Discursiva). Pela Editora Gran Cursos, publicou o “Guia 
Prático de Língua Portuguesa” e o “Guia de Redação Discursiva para Concursos”. No Gran Cursos Online, 
atua na área de desenvolvimento de materiais didáticos (educação e popularização de C&T/CNPq: http://
lattes.cnpq.br/1396654209681297).
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	Questões de Concurso
	Gabarito
	Gabarito Comentado
	AVALIAR 7:com destino à felicidade, todos chamavam 
o centro de Belo Horizonte de cidade. O trólebus subia a Rua da Bahia, as pessoas 
tomavam Guarapan, andavam de Opala, ouviam Fagner cantando Manera Fru Fru, 
Manera, chamavam acidente de trombada e a polícia de Radio Patrulha.
Como pode, meu filho mais velho, que nasceu tão longe de Beagá, e, que hoje 
mora lá, me ligar e perguntar:
— E ai pai, tudo jóia, tudo massa?
A repórter Helena de Grammont, quando ainda trabalhava no Show da Vida, 
voltou encantada de lá e veio logo me perguntar se o sotaque mineiro era mesmo 
assim ou se estavam brincando com ela. Helena estava no carro da Globo, procu-
rando um endereço perto de Belo Horizonte, quando perguntou para um guarda de 
trânsito se ele poderia ajudá-la. A resposta veio de imediato.
— Cê ségui essa istrada toda vida e quando acabá o piche, cê quebra pra lá e 
continua siguino toda vida!
Já virou folclore esse negócio de mineiro engolir parte das palavras. Debaixo 
da cama é badacama, conforme for é confórfô, quilo de carne é kidicarne, muito 
magro é magrilin, atrás da porta é trádaporta, ponto de ônibus é pôndions, litro de 
leite é lidileiti, massa de tomate é mastumati e tira isso daí é tirisdaí.
Isso é verdade. Um garoto que mora em São Paulo foi a Minas Gerais e voltou 
com essa: Lá deve ser muito mais fácil aprender o português porque as palavras 
são muito mais curtas.
Mineiro quando para num sinal de trânsito, se está vermelho, ele pensa: Péra. 
Se pisca o amarelo: Prestenção. Quando vem o verde: Podií.
Mas não é só esse sotaque delicioso que o mineiro carrega dentro dele. Carrega 
também um jeitinho de ser.
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A Gabi, amiga nossa mineira, que mora em São Paulo há anos, toda vez que 
vem, aqui em casa, chega com um balaio de casos de Minas Gerais.
Da última vez que foi a Minas, ela viu na mesa de café da tia Teresa uma ca-
pinha de crochê, cobrindo a embalagem do adoçante. Achou aquilo uma graça e 
comentou com a tia prendada. Pra quê? Tem dias que Teresa não dorme, preocupa-
da querendo saber qual é a marca do adoçante que a Gabi usa, pra ela fazer uma 
capinha igual, já que ela gostou tanto. Chega a ligar interurbano pra São Paulo:
— Num isquéci de mi falá a marca do seu adoçante não, preu fazê a capinha de 
crocrê procê...
Coisa de mineiro.
Bastou ela contar essa história que a Catia, outra amiga mineira – e praticante 
– que estava aqui em casa também, contar a história de um doce de banana divi-
no que comeu na casa da mãe, dona Ita, a última vez que foi lá. Depois de todos 
elogiarem aquele doce que merecia ser comido de joelhos, ela revelou o segredo:
— Cês criditam que eu vi um cacho de banana madurin, bonzin ainda, no lixo do 
vizinho, e pensei: Genti, num podêmo dispidiçá não!
Mais de quarenta anos depois de ter deixado minha terra querida, o jeito minei-
ro de ser me encanta e cada vez mais.
Quer saber o que é ser mineiro? No final dos anos 80, quando o meu primeiro 
casamento se acabou, minha mãe, que era uma mineira cem por cento, queria sa-
ber se eu já “tinha outra”, como se diz lá em Minas Gerais. Um dia, cedo ainda, ela 
me telefonou e, ao invés de perguntar assim, na lata, se eu já tinha um novo amor, 
usou seu modo bem mineiro de ser:
— Eu tava pensâno em comprá um jogo de cama procê, mas tô aqui sem sabê. 
Sua cama nova é di casal ou di soltero?
ADAPTADO. VILLAS, Alberto. Oh! Minas Gerais. In: Carta Capital. Publicado em 10 fev. 2017. 
Disponível em https://www.cartacapital.com. br/cultura/oh-minas-gerais.
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Questão 7 (INSTITUTO AOCP/ASSISTENTE/CÂMARA DE MARINGÁ-PR/2017) Em 
relação à tipologia textual, no texto Oh! Minas Gerais, há o predomínio do tipo:
a) argumentativo, visto que o autor busca convencer o seu leitor sobre o quão ir-
resistível é o sotaque mineiro.
b) descritivo, pois o autor descreve, por meio de exemplos, o sotaque mineiro.
c) instrutivo, visto que o autor incentiva o uso do sotaque mineiro.
d) narrativo, uma vez que o autor narra suas memórias sobre o falar mineiro.
e) expositivo, pois o autor declara toda sua admiração sobre o sotaque dos mineiros.
Questão 8 (INSTITUTO AOCP/ASSISTENTE/CÂMARA DE MARINGÁ-PR/2017) Em 
relação ao texto Oh! Minas Gerais, assinale a alternativa correta referente à con-
cepção que o autor expõe sobre o falar mineiro.
a) O falar mineiro é uma variedade linguística-cultural prestigiada, por ser um 
exemplar da cultura caipira.
b) O falar mineiro deveria ser adotado como língua padrão, por ser uma das varie-
dades que representa a riqueza linguística-cultural brasileira.
c) Há uma crítica positiva sobre o falar mineiro, uma vez que o autor enfatiza o 
apagamento do /r/ em posição final de palavra.
d) Há uma argumentação a favor de os mineiros buscarem se adaptar à língua pa-
drão de um determinado grupo sociocultural.
e) Há uma manifestação de respeito à diversidade linguística-cultural, visto que o 
autor enaltece o falar mineiro.
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Questão 9 (INSTITUTO AOCP/ASSISTENTE/CÂMARA DE MARINGÁ-PR/2017)
Texto 1
Longe é um lugar que existe?
Voamos algum tempo em silêncio, até que finalmente ele disse: “Não entendo 
muito bem o que você falou, mas o que menos entendo é o fato de estar indo a 
uma festa.”
— Claro que estou indo à festa. — respondi. — O que há de tão difícil de se 
compreender nisso?
Enfim, sem nunca atingir o fim, imaginando-se uma Gaivota sobrevoando o 
mar, viajar é sentir-se ainda mais pássaro livre tocado pelas lufadas de vento, con-
traponto, de uma ave mirrada de asas partidas numa gaiola lacrada, sobrevivendo 
apenas de alpiste da melhor qualidade e água filtrada. Ou ainda, pássaros presos 
na ambivalência existencial... fadado ao fracasso ou ao sucesso... ao ser livre ou 
viver presos em suas próprias armadilhas...
Fica sob sua escolha e risco, a liberdade para voar os ventos ascendentes; que 
pássaro quer ser; que lugares quer sobrevoar; que viagem ao inusitado mais lhe 
compraz. Por mais e mais, qual a serventia dessas asas enormes, herança genética 
de seus pais e que lhe confere enorme envergadura? Diga para quê serve? Ao pri-
meiro sinal de perigo, debique e pouse na cerca mais próxima. Ora, não venha com 
desculpas esfarrapadas e vamos dona Gaivota, espante a preguiça, bata as asas e 
saia do ninho! Não tenha medo de voar. Pois, como é de conhecimento dos “Mes-
tres dos ares e da Terra”, longe é um lugar que não existe para quem voa rente ao 
céu e viaja léguas e mais léguas de distância com a mochila nas costas, olhar no 
horizonte e os pés socados em terra firme.
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Longe é a porta de entrada do lugar que não existe? Não deve ser, não; pois as 
Gaivotas sacodem a poeira das asas, limpam os resquícios de alimentos dos bicos 
e batem o toc-toc lá.
Fonte:.Acesso em: 21 Jun, 2017
O uso do termo “Gaivota” sempre com letra maiúscula ao longo do texto se deve 
ao fato de que:
a) o autor busca, com isso, fazer uma conexão mais próxima entre o leitor e 
o animal.
b) o autor quis dar destaque ao termo, apesar de não haver importância da re-
ferência ao animal para o texto.
c) há uma mudança no texto, em que, no início, as personagens eram duas pesso-
as e, a partir do segundo parágrafo, é uma gaivota.
d) o texto faz uma reflexão sobre a ação humana de viajar, porém comparando os 
seres humanos com gaivotas.
e) o autor utiliza o termo “Gaivota” como símbolo de imponência, o que se relacio-
na à forma como os seres humanos são tratados no texto.
Questão 10 (INSTITUTO AOCP/ASSISTENTE/EBSERH/2017)
A BELEZA E A ARTE NÃO CONSTITUEM NENHUMA GARANTIA MORAL
Contardo Calligaris
Gostei muito de “Francofonia”, de Aleksandr Sokurov. Um jeito de resumir o 
filme é este: nossa civilização é um navio cargueiro avançando num mar hostil, 
levando contêineres repletos dos objetos expostos nos grandes museus do mun-
do. Será que o esplendor do passado facilita nossa navegação pela tempestade 
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de cada dia? Será que, carregados de tantas coisas que nos parecem belas, se-
remos capazes de produzir menos feiura? Ou, ao contrário, os restos do passado 
tornam nosso navio menos estável, de forma que se precisará jogar algo ao mar 
para evitar o naufrágio?
Essa discussão já aconteceu. Na França de 1792, em plena Revolução, a Assem-
bleia emitiu um decreto pelo qual não era admissível expor o povo francês à visão 
de “monumentos elevados ao orgulho, ao preconceito e à tirania” – melhor seria 
destruí-los. Nascia assim o dito vandalismo revolucionário – que continua.
Os guardas vermelhos da Revolução Cultural devastaram os monumentos his-
tóricos da China.
O Talibã destruiu os Budas de Bamiyan (séculos 4 e 5). Em Palmira, Síria, o Es-
tado Islâmico destruiu os restos do templo de Bel (de quase 2.000 anos atrás). 
A ideia é a seguinte: se preservarmos os monumentos das antigas ideias, nunca 
teremos a força de nos inventarmos de maneira radicalmente livre.
Na mesma Assembleia francesa de 1792, também surgiu a ideia de que não era 
preciso destruir as obras, elas podiam ser conservadas como patrimônio “artístico” 
ou “cultural” – ou seja, esquecendo sua significação religiosa, política e ideológica.
Sentado no escuro do cinema, penso que nós não somos o navio, somos os 
contêineres que ele carrega: um emaranhado de esperanças, saberes, intuições, 
dúvidas, lamentos, heranças, obrigações e gostos. Tudo dito belamente: talvez o 
belo artístico surja quando alguém consegue sintetizar a nossa complexidade num 
enigma, como o sorriso de “Mona Lisa”.
Os vândalos dirão que a arte não tem o poder de redimir ou apagar a ignomínia 
moral. Eles têm razão: a estátua de um deus sanguinário pode ser bela sem ser 
verdadeira nem boa. Será que é possível apreciá-la sem riscos morais?
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Não sei bem o que é o belo e o que é arte. Mas, certamente, nenhum dos dois 
garante nada.
Por exemplo, gosto muito de um quadro de Arnold Böcklin, “A Ilha dos Mortos”, 
obra imensamente popular entre o século 19 e 20, que me evoca o cemitério de 
Veneza, que é, justamente, uma ilha, San Michele. Agora, Hitler tinha, em sua co-
leção particular, a terceira versão de “A Ilha dos Mortos”, a melhor entre as cinco 
que Böcklin pintou. Essa proximidade com Hitler só não me atormenta porque “A 
Ilha dos Mortos” era também um dos quadros preferidos de Freud (que chegou a 
sonhar com ele).
Outro exemplo: Hitler pintava, sobretudo aquarelas, que retratam edifícios aus-
teros e solitários, e que não são ruins; talvez comprasse uma, se me fosse ofere-
cida por um jovem artista pelas ruas de Viena. Para mim, as aquarelas de Hitler 
são melhores do que as de Churchill. Pela pior razão: há, nelas, uma espécie de 
pressentimento trágico de que o mundo se dirigia para um banho de sangue.
É uma pena a arte não ser um critério moral. Seria fácil se as pessoas que des-
prezamos tivessem gostos estéticos opostos aos nossos. Mas, nada feito.
Os nazistas queimavam a “arte degenerada”, mas só da boca para fora. Na 
privacidade de suas casas, eles penduraram milhares de obras “degeneradas” que 
tinham pretensamente destruído. Em Auschwitz, nas festinhas clandestinas só para 
SS, os nazistas pediam que a banda dos presos tocasse suingue e jazz – oficial-
mente proibidos.
Para Sokurov, o museu dos museus é o Louvre. Para mim, sempre foi a Accade-
mia, em Veneza. A cada vez que volto para lá, desde a infância, medito na frente de 
três quadros, um dos quais é “A Tempestade”, do Giorgione. Com o tempo, o maior 
enigma do quadro se tornou, para mim, a paisagem de fundo, deserta e inquietan-
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te. Pintado em 1508, “A Tempestade” inaugura dois séculos que produziram mais 
beleza do que qualquer outro período de nossa história. Mas aquele fundo, mais té-
trico que uma aquarela de Hitler, lembra-me que os dois séculos da beleza também 
foram um triunfo de guerra, peste e morte – Europa afora.
É isto mesmo: infelizmente, a arte não salva.
Texto adaptado de: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/contardocalligaris/2016/08/
1806530-a-beleza-e-a-arte-nao-constituem-nenhuma-garantia-moral.shtml
A expressão “Essa proximidade com Hitler [...]” e o advérbio destacado no trecho 
“A cada vez que volto para lá [...]” referem-se, respectivamente:
a) ao fato de o autor do texto compartilhar o gosto pela obra “A ilha dos mortos”, 
do pintor Arnold Böcklin, com Hitler e à Accademia em Veneza.
b) ao fato de o autor do texto gostar das aquarelas que foram pintadas por Hitler, 
uma vez que elas evocam um sentimento trágico, e ao Museu do Louvre.
c) ao fato de Hitler e Freud compartilharem o gosto pela obra “A ilha dos mortos”, do 
pintor Arnold Böcklin, uma vez que o primeiro tinha em sua coleção particular uma 
versão do quadro e o segundo chegou a sonhar com ele e à Academia em Veneza.
d) ao fato de o autor do texto, assim como Freud, também sonhar com a obra “A 
ilha dos mortos”, do pintor Arnold Böcklin, cuja a melhor versão pertenceu a Hitler 
e ao Museu do Louvre.
e) ao fato de o autor do texto, além compartilhar o gosto pela obra “A ilha dos 
mortos”, do pintor Arnold Böcklin, com Hitler, ter comprado uma aquarela do líder 
nazista oferecida por um jovem artista em Viena e à Accademia em Veneza.
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Tomar remédio é fácil; difícil é tomar rumo
Remédios antidepressivos nem sempre funcionam. Sua eficácia pode depender 
de quão estressado você está.
Daniel Martins de Barros
A depressão caminha para se tornar uma das principais doenças da humanida-
de. Segundo a Organização Mundial da Saúde ela afeta 350 milhões de pessoas, 
e daqui quatro anos se tornará a principal causade incapacidade no mundo. Parte 
desse aumento se deve ao melhor esclarecimento das pessoas e à maior taxa de 
diagnósticos, mas não é só isso. O suicídio também aumenta mundo afora, indican-
do que há crescimento real no número de casos. A pergunta principal é: por quê?
Como todos os transtornos mentais, a depressão não tem uma causa só, bem 
definida. Sua origem é “multifatorial”, ou seja, múltiplos fatores contribuem para 
que ela surja. E um dos personagens mais cotados para vilão principal no aumento 
dos casos é o estresse. Ele não é um problema exclusivo do nosso tempo, sempre 
existiu, mas hoje em dia, onde quer que procuremos, vamos achar fontes de es-
tresse. Seja vinda do trabalho onde se exige sempre mais; seja do meio cultural, 
com o fluxo de informação ininterrupto sobrecarregando nossos cérebros; do am-
biente doméstico, com relações e papeis sendo redefinidos, gerando insegurança; 
ou mesmo do simples fato de o mundo passar por uma urbanização crescente, le-
vando para mais gente o bônus, mas também o ônus de se viver em cidades. Uma 
das maneiras de o estresse levar à depressão é por estimular a resposta inflama-
tória geral do nosso organismo, desgastando-o lentamente.
O pior é que esse estresse todo pode não só estar causando, mas também per-
petuando a depressão. Um estudo acaba de ser publicado investigando porque os 
antidepressivos funcionam, mas não para todo mundo. Sabendo desse papel da 
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resposta inflamatória na origem da depressão os cientistas estressaram um grupo 
de ratos, levando-os a ter alterações comportamentais semelhantes às que ocorrem 
nos deprimidos. Passaram então a tratá-los com placebo ou com o antidepressivo 
fluoxetina, mantendo metade no ambiente estressante original e metade num am-
biente tranquilo. Resultado? Não só o comportamento desses últimos melhorou mais 
do que nos outros, como também os parâmetros biológicos de atividade inflama-
tória diminuíram, enquanto nos pobres ratos estressados a inflamação aumentou.
Os pesquisadores concluíram algo difícil de discordar: não adianta muito to-
mar remédio se nós não atuarmos também no ambiente. O que faz todo sentido: 
se a origem da depressão não é só química, apenas medicamentos dificilmente 
bastarão para curá-la.
E como se combate o estresse se ele vem de todos os lados? Pode ser difícil, mas 
não é impossível. Cuidando bem do sono, por exemplo: a maioria das pessoas que 
dorme menos do que gostaria tem falta de sono por sua própria culpa, por ficar na 
TV ou celular por mais tempo do que deveria. E o sedentarismo, então? Não é pre-
ciso ter dinheiro para personal trainer: meia hora de caminhada na rua, dia sim, dia 
não, já combate os sintomas do estresse. Isso para não falar de alimentação – die-
tas ricas em carboidratos simples (açúcar e farinha) contribuem para também ativar 
o estado inflamatório do organismo, enquanto dietas saudáveis fazem o oposto.
Talvez você não possa mudar de chefe, de cidade ou de família. Mas com cer-
teza poderia mudar de vida. Só que, como sempre digo, tomar remédio é fácil. 
O difícil é tomar rumo.
Texto adaptado de: http://vida-estilo.estadao.com.br/blogs/daniel-martins-de-barros/tomar-
-remedio-e-facil-dificil-e-tomar-rumo/
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Questão 11 (INSTITUTO AOCP/ENGENHEIRO/UFFS/2016) Em relação ao conteú-
do elaborado no texto, sobre a expressão “tomar rumo”, evidenciada tanto no título 
quanto no último parágrafo em oposição a “tomar remédio”, é correto afirmar que:
a) considerando que se registra, contemporaneamente, um aumento significativo 
tanto dos casos de depressão quanto dos casos de suicídio e que, conforme bem 
exemplifica o relato da experiência científica retomada pelo texto, o ambiente ine-
vitavelmente estressante no qual vivemos neutraliza a eficácia dos medicamentos, 
a expressão em questão evidencia uma necessidade de enfrentar a depressão to-
talmente sem a utilização de medicamentos.
b) considerando que a experiência científica relatada no texto evidenciou que o 
tratamento da depressão em ratos por meio de placebo demonstrou ser tão eficaz 
quanto o tratamento com o antidepressivo fluoxetina, a expressão em questão 
corrobora a conclusão dos pesquisadores que constataram a ineficácia total dos 
remédios comuns no combate à depressão, sendo menos oneroso ao organismo do 
doente tomar placebo.
c) considerando que a principal causa da depressão é o estresse e que, como expli-
ca o autor do texto, uma das maneiras deste acarretar em depressão é estimulan-
do a resposta inflamatória geral do nosso organismo, desgastando-o lentamente, 
a expressão em questão indica a necessidade de que o doente em tratamento da 
depressão tome, além do antidepressivo fluoxetina, também anti-inflamatórios.
d) considerando que a depressão tem como principal causa o estresse e de que 
este vem de todos os lados, a expressão em questão evidencia que se curar da de-
pressão é difícil, mas não impossível e que, ainda que o doente tome remédio, me-
dida considerada fácil, é necessário que elimine as causas do seu estresse tomando 
atitudes como contratar um personal trainer, enriquecer a dieta com carboidratos 
simples e mudar de emprego ou cidade.
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e) considerando que a origem da depressão é multifatorial e que um dos principais 
agentes para aumento de casos da doença é o estresse, a expressão em questão 
evidencia a necessidade, relatada pelo autor do texto, tanto por meio do exemplo 
da experiência científica quanto pelas sugestões de alterações de hábitos, de que, 
contíguo à utilização de medicamentos, o doente assuma novas atitudes que com-
batam o estresse do dia a dia.
Questão 12 (INSTITUTO AOCP/ENGENHEIRO/UFFS/2016) A partir da leitura integral 
do texto “Tomar remédio é fácil; difícil é tomar rumo”, assinale a alternativa correta.
a) Conforme dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde, a depressão é, 
na atualidade, a principal doença da humanidade.
b) Apesar de não ser um problema exclusivo da contemporaneidade, o estresse é 
identificado hoje, uma vez que está relacionado ao modo de vida moderno, como a 
única causa a ser combatida para prevenção e tratamento da depressão.
c) O posicionamento do autor do texto, evidenciado pelos argumentos que ele 
apresenta, demonstra seu preconceito e sua ignorância em relação à tratativa da 
depressão enquanto uma doença, fato que se comprova pelo trecho “Só que, como 
sempre digo, tomar remédio é fácil. O difícil é tomar rumo”.
d) A depressão é uma doença que pode ter como ponto de partida diversos fatores, 
inclusive externos ao indivíduo, o que justifica um tratamento que também tenha 
como foco o combate à fonte exterior do estresse ao qual o doente está submetido.
e) Os estudos realizados com ratos em laboratórios acerca das causas e do trata-
mento da depressão não podem ser utilizados como parâmetro para propor alter-
nativas para o combate da doença em seres humanos, uma vez que o funciona-
mento cerebral de um humano e de um rato são incomparáveis.
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Caderno de Questões – AOCP
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O que é ética hoje?
Sem uma discussão lúcida sobre a ética não é possível agir com ética
Marcia Tiburi
A palavra ética aparece em muitos contextos de nossas vidas. Falamos sobre 
ética em tom de clamor por salvação. Cheios de esperança, alguns com certa em-
páfia, exigimos ou reclamamos da falta de ética, mas não sabemos exatamente o 
que queremos dizer com isso. Há um desejo de ética, mas mesmo em relação a ele 
não conseguimos avançar com ética. Este é nosso primeiro grande problema.
O que falta na abordagem sobre ética é justamente o que nos levaria a ser-
mos éticos. Falta reflexão, falta pensamento crítico, falta entender “o que é” agir 
e “como” se deve agir. Com tais perguntas é que a ética inicia. Para que ela inicie 
é preciso sair da mera indignação moral baseada em emoções passageiras, que 
tantos acham magnífico expor, e chegar à reflexão ética. Aqueles que expõem suas 
emoções se mostram como pessoas sensíveis, bondosas, creem-se como anteci-
padamente éticos porque emotivos. Porém, não basta. As emoções em relação à 
política, à miséria ou à violência, passam e tudo continua como antes. A passagem 
das emoções indignadas para a elaboração de uma sensibilidade elaborada que 
possa sustentar a ação boa e justa - o foco de qualquer ética desde sempre - é o 
que está em jogo.
Falta, para isso, entendimento. Ou seja, compreensão de um sentido comum 
na nossa reivindicação pela ética. Falta, para se chegar a isso, que haja diálogo, ou 
seja, capacidade de expor e de ouvir o que a ética pode ser. Clamamos pela ética, 
mas não sabemos conversar. E para que haja ética é preciso diálogo. E, por isso, 
permanecemos num círculo vicioso em que só a inação e a ignorância triunfam.
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Na inanição intelectual em voga, esperamos que os cultos, os intelectuais, 
os professores, os jornalistas, todos os que constroem a opinião pública, tragam 
respostas. Nem estes podem ajudar muito, pois desconhecem ou evitam a profun-
didade da questão. Há, neste contexto, quem pense que ser corrupto não exclui a 
ética. E isso não é opinião de ignorantes que não frequentaram escola alguma, mas 
de muitos ditos “cultos” e “inteligentes”. Quem hoje se preocupa em entender do 
que se trata? Quem se preocupa em não cair na contradição entre teoria e prática? 
Em discutir ética para além dos códigos de ética das profissões pensando-a como 
princípio que deve reger nossas relações?
Exatamente pela falta de compreensão do seu fundamento, do que significa 
a ética como elemento estrutural para cada um como pessoa e para a sociedade 
como um todo, é que perdemos de vista a possibilidade de uma realização da ética. 
A ética não entra em nossas vidas porque nem bem sabemos o que deveria entrar. 
Nem sabemos como. Mas quando perguntamos pela ética, em geral, é pelo “como 
fazemos para sermos éticos” que tudo começa. Aí começa também o erro em re-
lação à ética. Pois ético é o que ultrapassa o mero uso que podemos fazer da pró-
pria ética quando se trata de sobreviver. Ética é o que diz respeito ao modo de nos 
comportamos e decidirmos nosso convívio e o modo como partilhamos valores e a 
própria liberdade. Ela é o sentido da convivência, mais do que o já tão importante 
respeito do limite próprio e alheio. Portanto, desde que ela diz respeito à relação 
entre um “eu” e um “tu”, ela envolve pensar o outro, o seu lugar, sua vida, sua po-
tencialidade, seus direitos, como eu o vejo e como posso defendê-lo.
A Ética permanece, porém, sendo uma palavra vã, que usamos a esmo, sem 
pensar no conteúdo que ela carrega. Ninguém é ético só porque quer parecer ético. 
Ninguém é ético porque discorda do que se faz contra a ética. Só é ético aquele 
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que enfrenta o limite da própria ação, da racionalidade que a sustenta e luta pela 
construção de uma sensibilidade que possa dar sentido à felicidade. Mas esta é 
mais do que satisfação na vida privada. A felicidade de que se trata é a “felicidade 
política”, ou seja, a vida justa e boa no universo público. A ética quando surgiu na 
antiguidade tinha este ideal. A felicidade na vida privada – que hoje também se 
tornou debate em torno do qual cresce a ignorância - depende disso.
Por isso, antes de mais nada, a urgência que se tornou essencial hoje – e que 
por isso mesmo, por ser essencial, muitos não percebem – é tratar a ética como 
um trabalho da lucidez quanto ao que estamos fazendo com nosso presente, mas 
sobretudo, com o que nele se planta e define o rumo futuro. Para isso é preciso re-
novar nossa capacidade de diálogo e propor um novo projeto de sociedade no qual 
o bem de todos esteja realmente em vista.
(http://www.marciatiburi.com.br/textos/somoslivre.htm)
Questão 13 (INSTITUTO AOCP/FISIOTERAPEUTA/EBSERH/2016/ADAPTADA)
De acordo com o texto, ainda há ignorância sobre a prática ética porque:
a) apenas os intelectuais têm respostas sobre o assunto.
b) os indivíduos buscam a felicidade política ao invés da felicidade individual.
c) falta aos indivíduos envolver suas emoções com essa prática.
d) a ética entra em nossas vidas sem termos consciência desse processo.
e) falta diálogo e entendimento sobre isso.
Questão 14 (INSTITUTO AOCP/FISIOTERAPEUTA/EBSERH/2016/ADAPTADA)
Assinale a alternativa correta de acordo com o texto.
a) A ética deve ser pensada individualmente, a partir de uma reflexão pessoal que 
não envolva a relação com o outro.
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b) As respostas sobre uma vida ética se encontram na educação, na opinião públi-
ca, nas escolas, com os professores, os cultos e os intelectuais.
c) Os indivíduos não sabem exatamente o que é ética porque lhes faltam a crítica 
e o entendimento sobre esse assunto.
d) Indignar-se moralmente com o que acontece de errado na prática cotidiana se-
ria um exemplo de como exercitar ética.
e) A prática ética se limita ao que é necessário para sobreviver.
Julgue, como CERTO ou ERRADO, as afirmativas a seguir.
Questão 15 (INSTITUTO AOCP/FISIOTERAPEUTA/EBSERH/2016/ADAPTADA) Em 
“[...] E isso não é opinião de ignorantes que não frequentaram escola alguma, mas 
de muitos ditos ‘cultos’ e ‘inteligentes’ [...]”, as aspas em “cultos” e “inteligentes” 
foram utilizadas para marcar uma ironia.
Questão 16 (INSTITUTO AOCP/FISIOTERAPEUTA/EBSERH/2016/ADAPTADA) Em 
“[...] O que falta na abordagem sobre ética é justamente o que nos levaria a ser-
mos éticos. [...]”, há um eufemismo, marcado pelo termo “justamente”.
Questão 17 (INSTITUTO AOCP/FISIOTERAPEUTA/EBSERH/2016/ADAPTADA) Em 
“[...] Ninguém é ético só porque quer parecer ético. [...]”, há hipérbole, marcada 
pelo termo “só”.
Questão 18 (INSTITUTO AOCP/FISIOTERAPEUTA/EBSERH/2016/ADAPTADA) Em 
“[...] a urgência que se tornou essencial hoje – e que por isso mesmo, por ser es-
sencial, muitos não percebem – é tratar a ética como um trabalho da lucidez [...]”, 
os travessões são utilizadospara marcar uma metáfora.
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Questão 19 (INSTITUTO AOCP/FISIOTERAPEUTA/EBSERH/2016/ADAPTADA)
Em “[...] A felicidade de que se trata é a ‘felicidade política’, ou seja, a vida justa 
e boa no universo público. [...]”, o termo “vida justa e boa” marca uma antítese.
Questão 20 (INSTITUTO AOCP/PROFESSOR/IFBA/2016)
O desafio de usar a tecnologia a favor do ensino
Não basta usar computador e tablet em sala de aula.
Professores devem estar capacitados para auxiliar e orientar alunos
Não restam dúvidas sobre a intensa presença da tecnologia no dia a dia dos 
jovens - uma geração que já nasceu conectada com o mundo virtual - e os impac-
tos que esse novo perfil de aluno traz ao ambiente escolar. Esse contexto lança o 
desafio para escolas e professores sobre como usar os novos recursos tecnológicos 
a favor do ensino. Lutar contra a presença deles não é mais visto como uma opção.
“Estamos no século 21, não tem como dar aula como se dava há 10 anos”, diz 
Glaucia Brito, professora do departamento de Comunicação Social da Universidade 
Federal do Paraná (UFPR) e especialista em Tecnologia na Educação. Para ela, a es-
cola está atrasada. Os jovens são outros e os professores precisam se transformar 
para seguir essa mudança.
O uso da tecnologia pode ser proveitoso no estudo interativo de conteúdos, tor-
nando-os mais atraentes e fazendo com que o aluno adote uma postura mais parti-
cipativa. No Colégio Dom Bosco, em Curitiba, tablets e netbooks são fornecidos aos 
alunos desde o 6º ano do ensino fundamental. “A ideia é tentarfalar a mesma lingua-
gem [dos alunos]. Não adianta ser diferente em casa. Trabalhamos o uso responsá-
vel”, explica o professor de Física e coordenador de Tecnologias, Raphael Corrêa.
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A escola trabalha de duas maneiras: recorre a objetos educacionais digitais, 
como vídeos, animações, imagens e infográficos, para dar suporte às aulas, e esti-
mula a pesquisa dos alunos na internet, com a orientação do professor sobre como 
encontrar a informação desejada de forma segura e a partir de fontes confiáveis. 
Entretanto, não são só benefícios que os dispositivos móveis trazem. O colégio con-
trola o uso quando a aula não necessita dos aparelhos e bloqueia o acesso às redes 
sociais, os principais vilões quando o assunto é distração.
“Tem professor que reclama que os alunos não prestam atenção, ficam só no 
celular. Mas, na minha época, por exemplo, nos distraíamos com gibi. A questão é 
como está a aula do professor”, avalia Glaucia, que defende ser possível dar uma 
aula de qualidade e atraente mesmo sem usar aparatos modernos.
Envolvimento
No Colégio Sion, a tecnologia é mais usada pelos professores, embora os alunos 
também usufruam em determinados momentos. Para a coordenadora do ensino 
médio, Cinthia Reneaux, é preciso fazer com que o estudante participe do proces-
so, saiba contar o que aprendeu. “Para não ficar muito no virtual, fazemos muitos 
seminários, debates e pesquisas. Tentamos resgatar o diálogo, a conversa e discus-
são entre eles”, explica Cinthia, citando o formato semicircular na disposição das 
carteiras nas salas para facilitar o método.
Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/educacao/o-desafio-de-usar-a-tecnologia-a-favor-do-
-ensino-almosyp83vcnzak775day3bi
Os textos, de acordo com a sua intencionalidade, estrutura e formato, podem ser 
classificados de acordo com sua tipologia. Com relação ao texto “O desafio de usar a 
tecnologia a favor do ensino”, é correto afirmar que ele pode ser classificado como:
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INTERPRETAÇÃO DE TEXTO
Caderno de Questões – AOCP
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a) epistolar.
b) narrativo.
c) informativo.
d) injuntivo.
e) descritivo.
A lista de desejos
Rosely Sayao
Acabou a graça de dar presentes em situações de comemoração e celebração, 
não é? Hoje, temos listas para quase todas as ocasiões: casamento, chá de cozinha 
e seus similares – e há similares espantosos, como chá de lingerie –, nascimento 
de filho e chá de bebê, e agora até para aniversário.
Presente para os filhos? Tudo eles já pediram e apenas mudam, de vez em 
quando ou frequentemente, a ordem das suas prioridades. Quem tem filho tem 
sempre à sua disposição uma lista de pedidos de presentes feita por ele, que pode 
crescer diariamente, e que tanto pode ser informal quanto formal.
A filha de uma amiga, por exemplo, tem uma lista na bolsa escrita à mão pelo 
filho, que tem a liberdade de sacá-la a qualquer momento para fazer as mudanças 
que ele julgar necessárias. Ah! E ela funciona tanto como lista de pedidos como 
também de “checklist” porque, dessa maneira, o garoto controla o que já recebeu 
e o que ainda está por vir. Sim: essas listas são quase uma garantia de conseguir 
ter o pedido atendido.
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INTERPRETAÇÃO DE TEXTO
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Ninguém mais precisa ter trabalho ao comprar um presente para um conhecido, 
para um colega de trabalho, para alguma criança e até amigo. Sabe aquele esforço 
de pensar na pessoa que vai receber o presente e de imaginar o que ela gostaria 
de ganhar, o que tem relação com ela e seu modo de ser e de viver? Pois é: agora, 
basta um telefonema ou uma passada rápida nas lojas físicas ou virtuais em que as 
listas estão, ou até mesmo pedir para uma outra pessoa realizar tal tarefa, e pron-
to! Problema resolvido!
Não é preciso mais o investimento pessoal do pensar em algo, de procurar até en-
contrar, de bater perna e cabeça até sentir-se satisfeito com a escolha feita que, além 
de tudo, precisaria estar dentro do orçamento disponível para tal. Hoje, o presente 
custa só o gasto financeiro e nem precisa estar dentro do orçamento porque, para não 
transgredir a lista, às vezes é preciso parcelar o presente em diversas prestações...
E, assim que os convites chegam, acompanhados sem discrição alguma das listas, 
é uma correria dos convidados para efetuar sem demora sua compra. É que os pre-
sentes menos custosos são os primeiros a serem ticados nas listas, e quem demora 
para cumprir seu compromisso acaba gastando um pouco mais do que gostaria.
Se, por um lado, dar presentes deixou de dar trabalho, por outro deixou também 
totalmente excluído do ato de presentear o relacionamento entre as pessoas envol-
vidas. Ganho para o mercado de consumo, perda para as relações humanas afetivas.
Os presentes se tornaram impessoais, objetos de utilidade ou de luxo deseja-
dos. Acabou-se o que era doce no que já foi, num passado recente, uma demons-
tração pessoal de carinho.
Sabe, caro leitor, aquela expressão de surpresa gostosa, ou de um pequeno susto 
que insiste em se expressar, apesar da vontade de querer que ele passe desperce-
bido, quando recebíamos um mimo? Ou aquela frase transparente de criança, que 
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INTERPRETAÇÃO DE TEXTO
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nunca deixa por menos: “Eu não quero isso!”? Tudo isso acabou. Hoje, tudo o que 
ocorre é uma operação mental dupla. Quem recebe apenas tica algum item da lista 
elaborada, e quem presenteia dá-se por satisfeito por ter cumprido seu compromisso.
Que tempos mais chatos. Resta, a quem tiver coragem, a possibilidade de trans-
gredir essas tais listas. Assim, é possível tornar a vida mais saborosa.
Disponível em http://www1.folha.uol.com.br/colunas/roselysayao/2014/07/1489356-a-lista-de-
-desejos.shtml
Questão 21 (INSTITUTO AOCP/MÉDICO/EBSERH/2016) Qual das alternativas a 
seguir apresenta, explicitamente, a busca da autora em manter um diálogo com o 
interlocutor de seu texto?
a) “E, assim que os convites chegam, acompanhados sem discrição alguma das 
listas, é uma correria dos convidados para efetuar sem demora sua compra.”
b) “Hoje, tudo o que ocorre é uma operação mental dupla.”.
c) “Ninguém mais precisa ter trabalho ao comprar um presente para um conhecido, 
para um colega de trabalho, para alguma criança e até amigo.”.
d) “Sabe, caro leitor, aquela expressão de surpresa gostosa, ou de um pequeno 
susto que insiste em se expressar, apesar da vontade de querer que ele passe des-
percebido, quando recebíamos um mimo?”.
e) “Quem recebe apenas tica algum item da lista elaborada, e quem presenteia 
dá-se por satisfeito por ter cumprido seu compromisso.”.
Questão 22 (INSTITUTO AOCP/MÉDICO/EBSERH/2016) De acordo com a autora:
a) com as listas de presentes, os presentes tornaram-se ainda mais pessoais, 
exigindo a habilidade da pessoa para não transgredir a lista sugerida.
b) seguir as listas de presentes e comprar exatamente o que está sendo solicitado 
é uma demonstração de carinho maior que escolher um presente por conta própria.
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INTERPRETAÇÃO DE TEXTO
Caderno de Questões – AOCP
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c) antes das listas de presentes, presentear exigia esforço, pois era necessário 
pensar em quem iria receber o presente, no que a pessoa gostaria de ganhar, o que 
teria relação com ela e seu modo de ser e de viver.
d) o esforço para comprar um presente solicitado em uma lista de presente é muito 
maior que escolher por conta própria.
e) os itens mais caros da lista de presentes são os primeiros a serem selecionados 
para a compra.
Questão 23 (INSTITUTO AOCP/MÉDICO/EBSERH/2016) Em “... que tem a liberda-
de de sacá-la a qualquer momento para fazer as mudanças que ele julgar necessá-
rias.”, o termo destacado retoma:
a) bolsa.
b) filha.
c) lista.
d) amiga.
e) liberdade.
Questão 24 (INSTITUTO AOCP/TÉCNICO/EBSERH/2016)
Texto 2
Disponível em: .
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INTERPRETAÇÃO DE TEXTO
Caderno de Questões – AOCP
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De acordo com o texto 2, assinale a alternativa correta.
a) Mafalda não está disposta a esperar tanto tempo para que a planta nasça.
b) Mafalda está atenta à explicação, mas isso não é o suficiente para que a menina 
entenda como nascem algumas plantas.
c) O homem não estranha a atitude de Mafalda, pois ela representa as crianças 
atuais que não se interessam pela natureza.
d) O humor do texto dá-se devido ao fato de Mafalda não estar atenta ao que o 
homem explica.
e) O humor do texto dá-se devido à quebra de expectativa da Mafalda, visto que 
ela não queria saber, com antecedência, o que aconteceria com a semente.
Questão 25 (INSTITUTO AOCP/TÉCNICO/EBSERH/2016)
Texto 2
 
Disponível em:
.
Em relação ao texto 2, é correto afirmar que:
a) o personagem, ao fazer a pergunta “Não é perigoso?”, refere-se aos problemas 
que os resíduos tóxicos podem causar ao meio ambiente.
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INTERPRETAÇÃO DE TEXTO
Caderno de Questões – AOCP
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b) o descarte de resíduos tóxicos em ralos comuns, conforme evidenciam os per-
sonagens, é totalmente apropriado.
c) as luvas de borracha não oferecem qualquer proteção ao personagem na mani-
pulação do resíduo.
d) o personagem que faz as perguntas refere-se, de fato, à integridade do perso-
nagem que manipula os resíduos tóxicos.
e) ambos os personagens se referem ao mesmo tipo de perigo, ou seja, à degra-
dação do meio ambiente.
Questão 26 (INSTITUTO AOCP/MÉDICO/EBSERH/2016)
Zygmunt Bauman: Estamos isolados em rede?
“As relações humanas não são mais espaços de certeza, tranquilidade e conforto 
espiritual. Em vez disso, transformaram-se numa fonte prolífica de ansiedade. Em 
lugar de oferecerem o ambicionado repouso, prometem uma ansiedade perpétua 
e uma vida em estado de alerta. Os sinais de aflição nunca vão parar de piscar, 
os toques de alarme nunca vão parar de soar.” – Zygmunt Bauman
Em tempos líquidos, a crise de confiança traz consequências para os vínculos 
que são construídos. Estamos em rede, mas isolados dentro de uma estrutura que 
nos protege e, ao mesmo tempo, nos expõe. É isso mesmo?
O sociólogo polonês Zygmunt Bauman, em seu livro Medo líquido, diz que esta-
mos fragilizando nossas relações e, diante disso, nos contatamos inúmeras vezes, 
seja qual for a ferramenta digital que usamos, acreditando que a quantidade vai 
superar a qualidade que gostaríamos de ter.
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INTERPRETAÇÃO DE TEXTO
Caderno de Questões – AOCP
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Bauman diz que, nesses tempos líquidos modernos, os homens precisam e de-
sejam que seus vínculos sejam mais sólidos e reais. Por que isso acontece? Se-
riam as novas redes de relacionamento que são formadas em espaços digitais que 
trazem a noção de aproximação? Talvez sim, afinal a conexão com a rede, muitas 
vezes, se dá em momentos de isolamento real. O sociólogo, então, aponta que, 
quanto mais ampla a nossa rede, mais comprimida ela está no painel do celular. 
“Preferimos investir nossas esperanças em ‘redes’ em vez de parcerias, esperando 
que em uma rede sempre haja celulares disponíveis para enviar e receber mensa-
gens de lealdade”, aponta ele.
E já que as novas sociabilidades, aumentadas pelas pequenas telas dos dispo-
sitivos móveis, nos impedem de formar fisicamente as redes de parcerias, Bauman 
diz que apelamos, então, para a quantidade de novas mensagens, novas participa-
ções, para as manifestações efusivas nessas redes sociais digitais. Tornamo-nos, 
portanto, seres que se sentem seguros somente se conectados a essas redes. Fora 
delas os relacionamentos são frágeis, superficiais, “um cemitério de esperanças 
destruídas e expectativas frustradas”.
A liquidez do mundo moderno esvai-se pela vida, parece que participa de tudo, 
mas os habitantes dessa atual modernidade, na verdade, fogem dos problemas em 
vez de enfrentá-los. Quando as manifestações vão para as ruas, elas chamam a 
atenção porque se estranha a formação de redes de parceria reais. “Para vínculos 
humanos, a crise de confiança é má notícia. De clareiras isoladas e bem protegi-
das, lugares onde se esperava retirar (enfim!) a armadura pesada e a máscara rí-
gida que precisam ser usadas na imensidão

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