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Vera Lucia de Souza Alves Gerenciamento por processos e indicadores de desempenho em saúde GE RE NC IA M EN TO P OR P RO CE SS OS E IN DI CA DO RE S DE D ES EM PE NH O EM S AÚ DE Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Jeane Passos de Souza - CRB 8a/6189) Alves, Vera Lucia de Souza Gerenciamento por processos e indicadores de desempenho em saúde / Vera Lucia de Souza Alves. – São Paulo : Editora Senac São Paulo, 2020. (Série Universitária) Bibliografia. e-ISBN 978-65-5536-155-1 (ePub/2020) e-ISBN 978-65-5536-156-8 (PDF/2020) 1. Gestão de serviços em saúde 2. Gestão de serviços em saúde : Indicadores de desempenho 3. Gestão de processos : Gestão em Saúde 4. Análise de processos : Gestão em saúde. I. Título. II. Série. 20-1145t CDD – 353.6 BISAC MED002000 Índice para catálogo sistemático: 1. Gestão em saúde : Gestão de processos : Indicadores de desempenho 353.6 M at er ia l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . GERENCIAMENTO POR PROCESSOS E INDICADORES DE DESEMPENHO EM SAÚDE M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. Vera Lucia de Souza Alves Administração Regional do Senac no Estado de São Paulo Presidente do Conselho Regional Abram Szajman Diretor do Departamento Regional Luiz Francisco de A. Salgado Superintendente Universitário e de Desenvolvimento Luiz Carlos Dourado M at er ia l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo . Editora Senac São Paulo Conselho Editorial Luiz Francisco de A. Salgado Luiz Carlos Dourado Darcio Sayad Maia Lucila Mara Sbrana Sciotti Jeane Passos de Souza Gerente/Publisher Jeane Passos de Souza (jpassos@sp.senac.br) Coordenação Editorial/Prospecção Luís Américo Tousi Botelho (luis.tbotelho@sp.senac.br) Márcia Cavalheiro Rodrigues de Almeida (mcavalhe@sp.senac.br) Administrativo João Almeida Santos (joao.santos@sp.senac.br) Comercial Marcos Telmo da Costa (mtcosta@sp.senac.br) Acompanhamento Pedagógico Otacília da Paz Pereira Designer Educacional Hágara Rosa da Cunha Araujo Revisão Técnica Alexandra Bulgarelli do Nascimento Coordenação de Preparação e Revisão de Texto Luiza Elena Luchini Preparação e Revisão de Texto Carolina Hidalgo Castelani Projeto Gráfico Alexandre Lemes da Silva Emília Corrêa Abreu Capa Antonio Carlos De Angelis Editoração Eletrônica Stephanie Reis Baldin Ilustrações Stephanie Reis Baldin Imagens iStock Photos E-pub Ricardo Diana Proibida a reprodução sem autorização expressa. Todos os direitos desta edição reservados à Editora Senac São Paulo Rua 24 de Maio, 208 – 3o andar Centro – CEP 01041-000 – São Paulo – SP Caixa Postal 1120 – CEP 01032-970 – São Paulo – SP Tel. (11) 2187-4450 – Fax (11) 2187-4486 E-mail: editora@sp.senac.br Home page: http://www.editorasenacsp.com.br © Editora Senac São Paulo, 2020 Sumário Capítulo 1 Gestão de processos e gestão por processos, 7 1 Gestão de processos e gestão por processos, 9 2 Processos de negócios: gerenciais, finalísticos e de suporte, 15 3 Cadeia de valor na saúde e a satisfação do cliente, 19 4 Ciclo de gerenciamento por processos, 21 Considerações finais, 23 Referências, 23 Capítulo 2 Modelagem de processos, 27 1 Notações de modelagem de processo, 29 2 Participantes da modelagem de processos, 33 3 Níveis de processo: AS-IS (estado atual) e TO-BE (estado futuro), 34 4 Abordagens de modelagem, 37 5 Ferramentas de modelagem, 38 Considerações finais, 39 Referências, 39 Capítulo 3 Análise, desenho e gerenciamento do desempenho de processos, 41 1 Análise de processos, 43 2 Desenho de processos, 47 3 Gerenciamento do desempenho de processos, 51 4 Estudo de caso: processo de negócio, 54 Considerações finais, 56 Referências, 57 Capítulo 4 Indicadores, 59 1 O que é um indicador?, 61 2 Por que utilizar indicadores?, 63 3 Atributos adotados na estruturação de indicadores, 65 4 Tríade Donabediana – indicadores de estrutura, processo e resultado, 67 Considerações finais, 71 Referências, 72 Capítulo 5 Classificação e tipos de indicadores, 75 1 Classificação e tipos de indicadores, 76 2 Conceito de indicadores-chave de desempenho (KPI – key performance indicator), 78 3 Acordo de nível de serviço (SLA – service level agreement), 85 Considerações finais, 89 Referências, 89 Capítulo 6 Matriz e fichas técnicas de indicadores, 93 1 A importância da definição de uma matriz de indicadores, 94 2 Estrutura e elaboração de fichas técnicas de indicadores, 98 3 Passos para implantação de indicadores, 106 Considerações finais, 108 Referências, 108 M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. 6 Gerenciamento por processos e indicadores de desempenho em saúde M at er ia l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo .Capítulo 7 Indicadores de segurança do paciente, 111 1 Indicadores de segurança do paciente, 113 2 Indicadores relacionados aos protocolos básicos de segurança do paciente do Ministério da Saúde, 117 3 Indicadores para avaliação da experiência do paciente, 119 Considerações finais, 123 Referências, 124 Capítulo 8 Indicadores de desempenho na saúde, 129 1 Rede Interagencial de Informações para a Saúde (RIPSA), 130 2 Indicadores e Dados Básicos (IDB): DataSUS/TabNet, 133 3 Dados e indicadores do setor da saúde suplementar – Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), 136 4 Indicadores da ANAHP – Associação Nacional dos Hospitais Privados, 138 Considerações finais, 140 Referências, 140 Capítulo 9 Planejamento e monitoramento de indicadores, 143 1 Planejamento, monitoramento e análise de indicadores, 144 2 Realização do benchmarking em saúde, 147 3 Análise de performance assistencial através de indicadores, 150 4 Mediação do valor de entrega aos clientes, 154 Considerações finais, 157 Referências, 157 Capítulo 10 Gerenciamento, publicidade dos indicadores e planos de ação, 161 1 Noções de estatística descritiva, 162 2 Diagrama de Pareto e de controle, 165 3 Gráficos e dashboards de gestão de indicadores e metas, 168 4 Publicidade de indicadores: planos de ação a partir dos indicadores, 170 Considerações finais, 172 Referências, 172 Sobre a autora, 175 7 M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. Capítulo 1 Gestão de processos e gestão por processos As organizações têm se preocupado progressivamente com a qua- lidade de seus produtos e serviços e isso é reflexo da globalização, da automaçãodos processos, da busca incessante pela sustentabilidade econômica e social e de uma sociedade cada vez mais exigente quanto 8 Gerenciamento por processos e indicadores de desempenho em saúde M at er ia l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo .à qualidade do que é entregue e oferecido. Atualmente, a quantidade de informação que as pessoas têm acesso, com apenas alguns cliques no computador ou toques no smartphone, contribui para que elas não aceitem mais qualquer produto/serviço, estando sempre em busca do melhor em termos de custo-benefício. Esses fatores impulsionam as empresas a buscarem melhoria con- tínua por meio de processos bem desenhados, monitorados e avalia- dos, com o objetivo de gerar efetivamente mudanças nas atividades organizacionais, agregando valor aos resultados da empresa. Essa análise dos processos nas organizações originou-se com a difusão da filosofia da qualidade iniciada nos anos 1970, evidenciando que o al- cance dos resultados está relacionado à articulação das atividades e à identificação da responsabilidade das pessoas de cada área (ARAUJO; GARCIA; MARTINES, 2017). Na gestão de processos há que se considerar também, como as- pecto relevante, a agregação de valor pelos processos. Propriamente dito, o processo é uma atividade de transformação, que trabalha ou opera as entradas, com alocação de recursos, principalmente a mão de obra envolvida, tornando a saída mais valorizada do que a entrada do respectivo processo, considerando também as necessidades e as expectativas dos clientes, assim como a natureza do negócio da or- ganização. As atividades que não agregam valor ao processo são des- necessárias, e, portanto, devem ser reduzidas ou eliminadas, evitando o desperdício de tempo dos colaboradores e de recurso financeiro da instituição (FNQ, 2018). Além dos aspectos destacados nesta introdução, serão explicitados outros elementos da gestão de processos. Ao final deste capítulo, espe- ra-se que o leitor possa compreender o conceito de processos, identifi- car seus diferentes tipos aplicados nas organizações de saúde e anali- sá-los na perspectiva da entrega de valor aos clientes. 9Gestão de processos e gestão por processos M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. 1 Gestão de processos e gestão por processos A gestão de processos, entendida como uma organização funcional, é quando o processo se confunde e coincide com a função de cada funcionário, além de que cada área entende, trata e gerencia apenas ati- vidades que lhe são inerentes e as decisões ocorrem verticalmente, em que há uma centralização de poder, contribuindo com uma visão limita- da da organização e o aparecimento dos handoffs.1 Esse cenário pode refletir em baixa produtividade e problemas de qualidade nos produtos/ serviços (ARAUJO; GARCIA; MARTINES, 2017; ONA, 2018). Figura 1 – Organização funcional tradicional Fornecedor Cliente Diretoria Gerência de projetos Gerência de produção Gerência financeira Gerência comercial handoff handoff handoff Fonte: adaptado de Tenner e DeToro (2000). A gestão por processos, também conhecida como gestão orienta- da por processos, é direcionada por atividades inter-relacionadas, ali- nhadas a missão, visão e valores da instituição. Esse modelo objetiva 1 Handoffs são pontos vulneráveis de um processo. É o exato momento em que o processo muda de responsabilidade, instituindo uma relação de cliente-interno, ocorrendo muitas vezes conflitos e perda de eficiência (PAVANI JUNIOR; SCUCUGLIA, 2011, p. 192). 10 Gerenciamento por processos e indicadores de desempenho em saúde M at er ia l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo .a tomada de decisão e a execução de ações com base na medição e análise do desempenho, considerando as informações disponíveis e os riscos identificados (ARAUJO; GARCIA; MARTINES, 2017; ONA, 2018). Figura 2 – Organização orientada a processos Fornecedor Cliente Diretoria Gerência de projetos Gerência de produção Gerência financeira Gerência comercial Fonte: adaptado de Tenner e DeToro (2000). Nesse formato de gestão, é possível analisar a organização de forma mais ampla e sistêmica em relação à interação dos macroprocessos, dispondo de estrutura horizontalizada, em que o resultado do todo está acima dos resultados das partes. Os processos são transversais em toda a organização e fazem um caminho crítico desde a entrada dos insumos até a entrega do resultado desse processo (produto/serviço) ao cliente (PAVANI JUNIOR, SCUCUGLIA, 2011; ONA, 2018). Segundo a Fundação Nacional da Qualidade (2018), um processo é composto por um agrupamento de atividades que se comunicam e de- vem ser executadas em uma sequência estabelecida, nas quais trans- formam insumos (entradas) em produtos/serviços (saídas), atendendo a expectativa do cliente. A gestão por processos é entendida também como uma valorosa fer- ramenta gerencial, qualificada para aproximar as diretrizes estratégicas 11Gestão de processos e gestão por processos M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. da rotina laboral das pessoas no desenvolvimento de suas atividades, posto que, ao alinhar os macroprocessos para os quais elas contribuem, instintivamente alinhará as unidades organizacionais às estratégias or- ganizacionais (BRASIL, 2014). 1.1 Composição do processo Um processo contempla alguns elementos, que são indicados na figura 3. Figura 3 – Elementos de um processo Fornecedor ClienteProcesso Entradas: Informações, materiais. Atividades que agregam valor. Saídas: Produto ou serviço. Requisitos Requisitos Atendimento Atendimento Fonte: adaptado de Fundação Nacional da Qualidade (2018). Segundo Blumm et al. (2014, p. 8), esses elementos consistem em: I. Entradas: são insumos necessários para iniciar um processo (ma- térias-primas, serviços, informações, equipamentos, entre outros). II. Processo: conjunto de atividades pelas quais insumos transfor- mam-se em produtos ou serviços. 12 Gerenciamento por processos e indicadores de desempenho em saúde M at er ia l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo .III. Saídas: são produtos ou serviços entregues aos clientes com agregação de valor (resultados da transformação). IV. Clientes: são para quem as saídas são produzidas. Podem ser externos e/ou internos. V. Fornecedores: são quem fornece algo para que o processo inicie. Podem ser internos e/ou externos. (BLUMM et al., 2014) PARA PENSAR Após a leitura sobre gestão de processos e gestão por processos, você consegue identificar em qual modalidade sua organização está estru- turada? 1.2Hierarquia dos processos A hierarquia dos processos é uma abordagem que permite à organi- zação visualizar como seus processos desdobram-se desde uma visão do todo – normalmente representada pela cadeia de processos – até uma visão operacional, em geral representada por fluxogramas e pro- cedimentos. Durante a etapa de desdobramento da cadeia de valor, o objetivo é chegar até o último nível, com o detalhamento de todas as atividades que precisam ser feitas (FNQ, 2018). Hierarquicamente, os processos podem ser apresentados conforme figura 4. 13Gestão de processos e gestão por processos M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. Figura 4 – Hierarquia dos processos Nível 0 Macroprocessos Nível 2 Subprocessos Nível 3 Fluxo de atividades Nível 1 Processos Processos gerenciais Processos operacionais Nível 4 Tarefas w q ox Fluxograma Desdobramento Desdobramento SIPOC simplificadoSIPOC Pro Pro Pro Políticas manual SIPOC* Cadeia de processo Figura 6 – Macroprocesso Instruções de trabalho Li m pe za Pr ep ar o Es te ril iz. Ar m az en . Di st rib . Ce nt ra l de M at er ia l Un id ad e Co ro ná ria Es tra té gi a Ce nt ro Ci rú rg ic o Pr on to -S oc or ro Pr on to -S oc or ro Fonte: adaptado de Fundação Nacional da Qualidade (2018). *SIPOC corresponde à junção das iniciais em inglês: supplier, input, process, outputs e customer, e é uma ferramenta muito utilizada na metodologia Seis Sigma para mapear processos, devido à sua fácil aplicação e potencialidade em demonstrar claramente as etapas do processo, assim o gestor poder atuar em pontos específicos do processo, promovendo melhoria contínua (PAVANI JUNIOR; SCUCUGLIA, 2011, p. 57). 14 Gerenciamento por processos e indicadores de desempenho em saúde M at er ia l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo .Segundo Blumm et al. (2014, p. 9-10), essas etapas consistem em: • Macroprocesso: “conjunto de processos pelo qual a organização cumpre a sua missão, gerando valor e que devem estar alinha- dos aos objetivos essenciais de suas unidades organizacionais”. Exemplo: todos os programas do Sistema Único de Saúde (SUS) são macroprocessos voltados para o atendimento do usuário. • Processo: “conjunto de atividades interligadas e interdependentes que recebem entradas, que agregam valor e as transformam em resultados. Têm início e fim bem determinados, numa sucessão clara e lógica de ações interdependentes que geram resultados”. Exemplo: estratégia Saúde da Família, que está baseada na proxi- midade das equipes médicas com a família e a comunidade, permi- tindo que o profissional da saúde conheça com mais profundidade as características específicas daquela realidade e consiga realizar orientações e encaminhamentos pertinentes a cada situação. • Subprocesso: “desdobramento de um processo em processos menores ou processo em um nível maior de detalhamento, que demonstra os fluxos de trabalho e atividades sequenciais e in- terdependentes, necessárias e suficientes para a execução de cada processo da organização, que gera produtos/serviços fi- nais”. Exemplo: atendimento da criança em uma Unidade Básica de Saúde (SUS). • Atividade: “é a ação executada dentro do processo ou subproces- so, que tem por finalidade dar suporte aos objetivos da organiza- ção. As atividades correspondem a ‘o quê’ é feito e ‘como’ é feito durante o processo”. Exemplo: vacinar a criança em uma campa- nha de vacinação, seguindo o manual de procedimento operacio- nal padrão. 15Gestão de processos e gestão por processos M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. • Tarefa: “é quando a atividade não pode ser mais decomposta. É uma parte específica das atividades, podendo ser um único ele- mento ou subconjunto de uma atividade”. Exemplo: a ação de re- gistrar e assinar no cartão de vacinação. Do ponto de vista macro, os processos são as atividades-chave neces- sárias para administrar uma organização (ARAUJO; GARCIA; MARTINES, 2017). Assim sendo, um macroprocesso ou processo pode ser subdividi- do em subprocessos, que são inter-relacionados de forma lógica. 2 Processos de negócios: gerenciais, finalísticos e de suporte Processos de negócio (BPM – business process management) “é um trabalho que entrega valor para os clientes ou apoia/gerencia outros processos” (ABPMP, 2013, p. 35). Tem como objetivo alinhar os proces- sos da organização às necessidades dos clientes, principalmente por meio do trabalho ponta a ponta interfuncional, através das estratégias que analisam, implementam e estabelecem a governança de proces- sos, apoiados na tecnologia da informação, independentemente de quais áreas funcionais ou locais estejam envolvidos (ABPMP, 2013). Os processos de ponta a ponta não se limitam às paredes que divi- dem as salas da organização, mas permeiam os diversos setores, isto é, consideram a transversalidade de diversas áreas e cargos distintos de uma estrutura organizacional. Assim, é possível entender a comple- xidade dos elos entre as funções e o impacto no resultado do negó- cio, pois para o cliente não importa qual foi o departamento que não cumpriu a sua função, o que ele deseja é receber a entrega de valor prometida pela instituição. Por exemplo, o processo ponta a ponta de administração de medicação em uma instituição hospitalar, conforme demonstrado na figura 5, é onde verifica-se o envolvimento de vários setores e profissionais. 16 Gerenciamento por processos e indicadores de desempenho em saúde M at er ia l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo .Figura 5 – Processo ponta a ponta de administração de medicação Administração de medicação Técnico de enfermagem: realiza o protocolo institucional, administra e registra em prontuário Enfermeiro: recebe, confere e guarda Agente administrativo da farmácia: envia a medicação ao setor Farmacêutico: analisa e libera o pedido Agente administrativo do setor: envia o pedido à farmácia Médico: realiza a prescrição 2.1 Classificação dos processos de negócios A classificação de processos de negócio despontou a partir da ca- deia de valor de Michael Porter, que relacionou as diversas atividades rea lizadas nas organizações, visando obter subsídios para compreender 17Gestão de processos e gestão por processos M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. como os processos de negócio são transformados em valor aos clien- tes (ALVES, 2019): • Processos gerenciais/estratégicos: são aqueles ligados à estra- tégia da organização e necessários para assegurar que a organi- zação opere de acordo com as políticas e diretrizes para o esta- belecimento e consecução de metas e avaliação dos resultados alcançados interna e externamente à organização. Gerenciamou- tros processos para que possam atingir seus objetivos e não agre- gam valor diretamente ao cliente. Exemplo de processo gerencial: na figura 6, tem-se a diretoria de gestão de pessoas e de qualidade e ouvidoria, entre outros (ABPMP, 2013; BLUMM et al., 2014). • Processos primários/finalísticos/assistenciais: são processos interfuncionais ponta a ponta. Referem-se às atividades essen- ciais da organização, segundo sua missão. São eles que geram valor diretamente ao cliente. Somente aquelas atividades que influenciam e impactam imediatamente são parte desse tipo de processo (PAVANI JUNIOR; SCUCUGLIA, 2011; ABPMP, 2013; BLUMM et al., 2014). Exemplo de processo finalístico: conforme demonstra a figura 6, os processos finalísticos do instituto fictício de radiologia são: tomografia computadorizada; medicina nucle- ar; radioterapia e ultrassonografia/ecocardiograma. • Processos de suporte/apoio: são processos essenciais para a gestão efetiva da organização, garantindo o suporte adequado aos processos finalísticos, assistenciais ou primários. Entregam valor para outros processos e indiretamente ao cliente, mas não significa que não sejam importantes para a organização (ABPMP, 2013; BLUMM et al., 2014). Exemplo de suporte de apoio: no caso de uma indústria farmacêutica, o envase de um tipo de medica- mento poderia ser um processo de suporte na perspectiva do cliente. Nesse exemplo, se ocorresse uma interrupção desse en- vase, os clientes levariam tempo para perceber, pois os estoques 18 Gerenciamento por processos e indicadores de desempenho em saúde M at er ia l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo .nas fabricas abasteceriam as farmácias por um período de tem- po razoável, ou até eles nem percebessem, caso nesse interim a indústria solucionasse o problema brevemente (ABPMP, 2013). A figura 6 exemplifica um macroprocesso de um instituto fictício de radiologia. Figura 6 – Macroprocesso de um instituto fictício de radiologia Diretoria exclusiva Tecnologia da informação Nutrição Lavanderia Telefonia Farmácia Controle de infecção hospitalar Central de material esterelizado Compras SESMT Higiene e limpeza Jurídico Manutenção e engenharia Segurança Hospital-dia S A Í D A S E N T R A D A S Diretoria recursos financeiros Diretoria de qualidade e ouvidoria Diretoria gestão de pessoas Diretoria médica Diretoria de enfermagem Diretoria assistencial Tomografia computadorizada Radiologias Exames intervencionistas Ressonância magnética Ultrassonografia/ ecocardiograma Medicina nuclear Radioterapia Processos finalísticos Estratégicos Processos gerenciais Processos de apoio NA PRÁTICA Pequenas e grandes empresas que atuam com a gestão por processos conseguem identificar rapidamente os resultados positivos. Em 2007, a Natura realizou um diagnóstico situacional e percebeu a importância de 19Gestão de processos e gestão por processos M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. mudar sua gestão e cultura, para isso, implantou unidades regionais no Norte e Nordeste do país. Com esse tipo de gestão, passou a trabalhar com unidades de negócios, distribuindo poder e autoridade para as pon- tas da cadeia de produção. Depois da mudança, o planejamento estraté- gico da Natura foi desdobrado por processos, cujo resultado é sempre acompanhado (não mais por diretoria ou área específica), resultando no aumento do lucro líquido e na diminuição de erros nos processos (CARVALHO, 2010). 3 Cadeia de valor na saúde e a satisfação do cliente A cadeia de valor é uma conexão relevante entre as estratégias da organização e os processos organizacionais responsáveis em possibi- litar uma visão sistêmica da organização a partir da conexão entre os processos; assegurar seu posicionamento no mercado que atua de for- ma sustentável (eliminação de retrabalho, redução de custos e fluxos eficientes); e gerar valor para o usuário (FNQ, 2018; ARAUJO; GARCIA; MARTINES, 2017). A cadeia de valor deve ser estruturada contemplan- do algumas etapas, conforme apresentado na figura 7. Figuras 7 – Etapas da estruturação da cadeia de valor Definir a equipe de trabalho Entender o modelo de negócio (setor vs estratégia vs produtos vs clientes) Entender o modus operandi da empresa (estrutura vs processos vs cultura) Elaborar um draft da cadeia de valor Analisar e aprovar a cadeia de valor Fonte: adaptado de Fundação Nacional da Qualidade (2018). Na elaboração do escopo da cadeia de valor, é possível identificar, além dos processos que agregam valor, os que não agregam – mas são imprescindíveis – e os que são desperdícios. Assim, o gestor deve: 20 Gerenciamento por processos e indicadores de desempenho em saúde M at er ia l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo .aumentar o tempo de atividades e buscar melhorias para os que agre- gam valor; monitorar e otimizar o tempo dedicado às atividades que não agregam valor, mas são indispensáveis; e eliminar as que não agregam valor, são desnecessárias (desperdício) e dão prejuízo à organização (ALVES, 2019). Na área da saúde, o significado de valor pode apresentar inúmeras interpretações, mas de forma abrangente é entendido como a relação entre os benefícios propiciados aos usuários que adquirem/utilizam produtos e serviços e os custos econômicos da entrega, visando des- fechos assertivos e minimização de desperdícios em todo processo do cuidado (PEDROSO; MALIK, 2012). Nesse setor, o valor social está for- çosamente interligado aos seus objetivos. Pedroso e Malik (2012, p. 2) destacam que “esse valor é criado quando os recursos, os processos, os produtos e os serviços de uma organização são utilizados para gerar melhoria nas vidas dos indivíduos ou da sociedade como um todo, adi- cionalmente ao valor econômico”. Nesse sentido, Dias (2016) cita que o retorno de investimentos em inovações e tecnologias corresponde a ganhos em saúde e à redução de custos de tratamento, isto é, visa a melhoria da saúde e a qualidade de vida das pessoas, resultando em satisfação do cliente, com custos monitorados por meio de análises de custo-efetividade. A satisfação do cliente está diretamente relacionada ao desempe- nho da empresa. O resultado da avaliação dos serviços de saúde e do nível de satisfação dos usuários fornece subsídios para as decisões e ações dos gestores, transformando essas informações em medidas que auxiliarão o aperfeiçoamento dos cuidados/serviços oferecidos (BASTOS; FASOLO, 2013). Esse desempenho positivo pressupõe que a organização emprega esforços para trabalhar os processos de forma eficiente e eficaz, vi- sando o entendimento das necessidades dos clientes por meio de um 21Gestão de processos e gestão por processos M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. planejamento adequado das atividades, definição das responsabilida- des das pessoas envolvidas e uso adequado dos recursosdisponíveis (FNQ, 2018). PARA SABER MAIS A saúde baseada em valor é um tema contemporâneo e tem sido cada vez mais pesquisado, visto que no Brasil, com as devidas exceções, o sistema de saúde é segmentado, possuindo baixa capacidade de gestão e criatividade e dificuldade de acessos, para prestar uma assistência de qualidade. Nesse panorama, o Hospital Israelita Albert Einstein (2016) ressalta o conceito de saúde baseada em valor e defende que os siste- mas de saúde necessitam de transformações imediatas para oferecer aos clientes uma assistência de qualidade, isto é, com menores custos, melhores desfechos e menores riscos, pois ainda existem serviços com controles gerenciais insuficientes, líderes/gestores pouco capacitados e insatisfação dos colaboradores, com transferência de custos, sem preocupação com a proposição de valor ao cliente final. 4 Ciclo de gerenciamento por processos A cultura de gestão por processo requer da organização compromis- so perene e contínuo de gerenciamento de seus processos e feedbacks estruturados e ininterruptos, a fim de assegurar que os processos es- tejam alinhados com a estratégia da instituição (MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO, 2017). O ciclo de gerenciamento de proces- sos pode ser desenvolvido sob a égide do ciclo PDCA, conforme modelo apresentado na figura 8. 22 Gerenciamento por processos e indicadores de desempenho em saúde M at er ia l p ar a us o ex cl us ivo d e al un o m at ric ul ad o em c ur so d e Ed uc aç ão a D is tâ nc ia d a Re de S en ac E AD , d a di sc ip lin a co rre sp on de nt e. P ro ib id a a re pr od uç ão e o c om pa rti lh am en to d ig ita l, s ob a s pe na s da L ei . © E di to ra S en ac S ão P au lo .Figura 8 – Ciclo PDCA A Action – Agir Check – Verificar Plan – Planejar Do – Executar C P D 1.Identificar o processo a ser acompanhado 2. Estabelecer aonde se quer chegar (meta) 3. Definir o procedimento para alcançar a meta (método) 4. Analisar os possíveis desdobramentos 5. Elaborar plano de ação 6. Executar o que foi planejado 7. Treinar os envolvidos / fazer piloto 8. Coletar dados / realizar tarefas 12. Padronizar ações 13. Aperfeiçoar o processo, caso tenha sido identificado algum problema 9. Verificar se a meta proposta foi alcançada 10. Checar se os resultados atuais foram comparados aos anteriores 11. Conferir quais são os desvios quanto à meta estabelecida e aos resultados encontrados Fonte: adaptado de Alves (2019). O ciclo PDCA é uma metodologia estruturada e fundamentada que – de forma engajada e disseminada em todo a organização, por meio das etapas básicas de planejar (Plan), executar (Do), verificar (Check) e agir (Action) – identifica os gaps, analisa as causas, implementa ações, ava- lia os resultados, padroniza procedimentos e proporciona uma comuni- cação positiva para os colaboradores (LANGLEY et al., 2011). Contribui também na redução das variações do processo, na inovação e na sus- tentabilidade do negócio (financeira, ética e ambiental) (ALVES, 2019). Para cada uma das etapas há uma sequência de atividades que devem ser realizadas de forma cíclica e consecutiva, facilitando a sua execução, além de dar agilidade e evitar desperdício de tempo, promovendo a melhoria sistemática nos processos da organização (ALPENDRE et al., 2017). 23Gestão de processos e gestão por processos M aterial para uso exclusivo de aluno m atriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com partilham ento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo. IMPORTANTE Cabe ressaltar que a Association of Business Process Professionals (2013) não considera que o PDCA deva ser utilizado em todos os pro- cessos e sim como um pano de fundo para alguns debates, pois os ci- clos dos processos podem variar em função do escopo que é empre- gado, na medida em que a arquitetura dos processos, os conceitos de interoperabilidade e o reaproveitamento de componentes de arquitetura ainda não maturaram totalmente. Considerações finais Este capítulo demonstrou que a implantação da gestão por proces- sos pode ser uma das estratégias mais apropriadas para o desenvolvi- mento da gestão do conhecimento organizacional e melhoria da quali- dade dos serviços de saúde, tornando-se um instrumental prático para o aperfeiçoamento gerencial e dos sistemas produtivos, e fornecendo melhor visibilidade das atividades desenvolvidas. A gestão por proces- sos auxilia ainda o encaminhamento e aplicação de ações direcionadas a pontos críticos, resultando na minimização dos erros e maior segu- rança e eficiência do processo de trabalho, pois permite uma visão in- tegrada da organização; identifica, monitora e avalia a variabilidade dos processos, custos e desperdícios; concentra o foco no que realmente interessa; e contribui para aumentar o grau de satisfação dos clientes. Referências ALPENDRE, Francine T. et al. Ciclo PDCA para elaboração de checklist de se- gurança cirúrgica. Cogitare Enfermagem, Paraná, v. 22, n. 3: e50964, 2017. Disponível em: http://www.saude.ufpr.br/portal/revistacogitare/wp-content/ uploads/sites/28/2017/07/50964-215149-1-PB.pdf. 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