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Texto VI - A influencia da criatividade no DG

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preconceitos e quaisquer outras verdades estabelecidas. Encontramos o caminho da descoberta assim que conseguimos nos despojar da imagem social ou profissional a que nos impomos, para nos aproximarmos da criança que habita dentro de nós. 
Quando o homem toma consciência de seu potencial criativo, ele passa a tentar definir uma receita de criação, apontar um caminho através do qual possa desenvolver sua criatividade e indicar às novas gerações os procedimentos que julga adequados para obter maior rentabilidade do processo criativo.
Segundo SOUTIER (1993), design e criatividade possuem conceitos que se completam. Transformar em palavras e imagens tudo que esta ligado à criação é uma arte, e essa arte, por sua vez, se utiliza de uma linguagem como forma de expressão, o design gráfico.
Muitas vezes, o processo criativo não é levado em consideração durante o processo de desenvolvimento de um produto ou peça de design gráfico. Entretanto, seja qual for o projeto em desenvolvimento, a criatividade é uma parte importante no processo, pois é ela que determina caminhos, decidindo escolhas, as quais muitas vezes não se consegue explicar porque. Atualmente, criatividade é considerada como um processo ininterrupto e gerador contínuo de novidades que tanto podem ser a renovação de algo que já existe e possa continuar existindo, ou novidades geradoras de formas e componentes totalmente novos.
5 Considerações Finais
A partir da composição transcrita acima, tivemos a oportunidade de chegar as seguintes considerações:
Design gráfico se é a prática profissional pode ser conceituada como a organização estética e formal de elementos textuais e não textuais que compõem peças gráficas destinadas à reprodução com objetivo comunicacional,
Para que um projeto de design gráfico seja construído, é necessário que o designer tenha inspiração, e criatividade, para que este não torne-se apenas uma cópia melhorada de outro projeto qualquer;
Criatividade é algo subjetivo, e de difícil definição, no entanto deve estar incluso na personalidade do designer, a partir do momento que se considera fundamental para o desenvolvimento de um projeto de design gráfico.
A realidade de mercado de um profissional de design gráfico é muito diferente do que poderia se chamar de ideal, especialmente em se tratando de projetos de pequeno porte que não envolvem grandes marcas. Ocorre que a interação direta entre o cliente, que detém a idéia, e o designer, que será responsável pela elaboração do projeto gráfico da mesma, nem sempre acontece da maneira mais fácil. Na verdade, ambos julgam-se autores, e de fato, cada um tem sua parcela de autoria, cada qual com suas razões. 
Portanto, cabe ao designer usar toda sua criatividade a fim de conseguir satisfazer as exigências impostas pelo cliente, e ao mesmo imprimir sua marca no projeto, soltando sua imaginação dentro das restrições que lhe foram apresentadas. A criatividade exerce papel fundamental nessa situação, uma vez que será o apoio do qual o designer necessita para encontrar a solução de seu problema.
Diante disto vemos que torna-se evidente a importância da criatividade em nossas vidas. Porém, aliada ao potencial criativo devem estar outras qualidades, as quais sem elas de nada o valeria, como inteligência, astúcia, dinamismo, informação, rapidez de raciocínio, facilidade de aprendizado, perspicácia. Além disso tudo, voltando a enfatizar que vivemos em uma aldeia global, a interdiscipinaridade é um agente facilitador do desenvolvimento da criatividade no indivíduo, fazendo com que, sem maiores dificuldades, este conquiste seu espaço e adquira respeito dos demais.
Referências Bibliográficas
1) ALENCAR, Eunice Soriano de. Criatividade. Brasília: Ed. UnB, 1993.
2) BARRETO, Roberto Menna. Criatividade no Trabalho e na Vida. São Paulo: Summus, 1997.
3) BRANDÃO, Carlos Rodrigues et al,. Criatividade e novas metodologias. São Paulo: Papirus, 1995.
4) CÂNDIDO, Gesinaldo Ataíde. A Necessidade da Prática da Criatividade e da Melhoria dos Relacionamentos Interpessoais no Processo Ensino-Aprendizagem: Um Estudo de Caso. Dissertação de Mestrado do Programa de Pós Graduação da Engenharia de Produção/UFSC: 2000.
5) GARDNER, Howard. Estruturas da Mente – A Teoria das Inteligências Múltiplas.
6) GUIMARÃES, Marília Marques. Criatividade na Concepção do Produto.
7) PETERS, T. A busca do UAU!. São Paulo: Editora Harbra Ltda., 1997.
8) PREDEBON, José. Criatividade: abrindo o lado inovador da mente. São Paulo: Atlas, 1997.
9) SOUTIER, V. Design gráfico & Criatividade. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1993.
10) VILLAS-BOAS, A. O que é e o que nunca foi design gráfico. 3ed. Rio de Janeiro: 2AB, 2000.
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