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Pincel Atômico - 02/04/2025 15:42:37 1/4 SELMA LÚCIA DE ARAUJO Exercício Caminho do Conhecimento - Etapa 2 (16816) Atividade finalizada em 10/07/2024 21:11:13 (2370148 / 1) LEGENDA Resposta correta na questão # Resposta correta - Questão Anulada X Resposta selecionada pelo Aluno Disciplina: HISTÓRIA DA FILOSOFIA ANTIGA, MEDIEVAL E DO BRASIL [1166594] - Avaliação com 8 questões, com o peso total de 1,67 pontos [capítulos - 1] Turma: Segunda Graduação: Segunda Graduação 6 meses - Licenciatura em Filosofia - Grupo: FPD-JUN/2024 - SGegu0A260624 [130847] Aluno(a): 91636972 - SELMA LÚCIA DE ARAUJO - Respondeu 3 questões corretas, obtendo um total de 0,63 pontos como nota [355790_578 95] Questão 001 A mitologia grega nasce do imperativo de superar o medo do desconhecido e da natureza. X buscar o conhecimento verdadeiro das coisas. dominar os sujeitos em sociedade. impossibilitar a relação ritualística. construir um método científico. [355790_581 91] Questão 002 A mitologia é uma atividade narrativa de caráter criativo e ordenador. Diante disso, podemos definir a narrativa mitológica como uma narrativa metodológica pronunciada pelo poeta. uma narrativa ideal e transcendental. uma narrativa formalizada e escrita. X uma narrativa oral pronunciada pela autoridade do poeta. uma narrativa filosófica pronunciada pela autoridade do filósofo. [355791_582 02] Questão 003 Segundo Jaeger, as poesias de Homero destacam a vasta e complexa formação educacional do grego e, consequentemente, contribuem para a fundamentação da sociedade arcaica enquanto categorias fundamentais “da vida e do pensamento” (JAEGER, 1994, p. 59). Deste modo, o complexo educacional das narrativas homéricas funda-se no seguinte princípio: X na atividade da razão investigativa da sociedade. na busca pela aletheia. na areté (excelência) como norteadora do social. no logos como fundamentação do pensamento filosófico. na physis (natureza) como totalidade originária. Pincel Atômico - 02/04/2025 15:42:37 2/4 [355790_574 15] Questão 004 UNICENTRO (Adaptado). “Os poemas homéricos têm por fundamento uma visão de mundo clara e coerente. Manifestam-na quase a cada verso, pois colocam em relação com ela tudo quanto cantam de importante – é, antes de mais nada, a partir dessa relação que se define seu caráter particular. Nós chamamos de religiosa essa cosmovisão, embora ela se distancie muito da religião de outros povos e tempos. Essa cosmovisão da poesia homérica é clara e coerente. Em parte alguma ela enuncia fórmulas conceituais à maneira de um dogma; antes se exprime vivamente em tudo que sucede, em tudo que é dito e pensado. E embora no pormenor muitas coisas resultem ambíguas, em termos amplos e no essencial, os testemunhos não se contradizem. É possível, com rigoroso método, reuni-los, ordená-los, fazer-lhes o cômputo, e assim eles nos dão respostas explícitas às questões sobre a vida e a morte, o homem e Deus, a liberdade e o destino (…). ” OTTO. Os deuses da Grécia: a imagem do divino na visão do espírito grego. São Paulo: Odysseus Editora, 2005. Com base no texto, e em seus conhecimentos sobre a função dos mitos na Grécia arcaica, assinale a alternativa correta. O mito já era pensamento. Ao formalizar os versos de sua poesia, Homero inaugura uma modalidade literária bem singular no ocidente. As ações dos deuses e dos homens, por exemplo, sempre obedeceram a uma ordem pré-estabelecida, a qual sempre revelou uma lógica racional em funcionamento. Os mitos homéricos serviram de base para a educação, formação e visão de mundo que o homem grego arcaico possuía. Em seus cânticos, Homero justapõe conceitos importantes como harmonia, proporção e questionamentos a respeito dos princípios, das causas e do porquê das coisas. Embora todas essas instâncias apresentavam-se como tal, os mitos não deixaram de lado o caráter mágico, fictício e fabular em que eram narrados. X Os mitos tiveram função meramente ilustrativa na educação do homem grego, pois o caráter teórico e abstrato da cultura grega apagou em grande parte os aspectos que se revelariam relevantes na poesia grega. As poesias de Homero sempre mantiveram a função de educar o homem grego para o pleno exercício da atividade racional que surgiria no século VI a.C., uma vez que, de acordo com historiadores e helenistas, não houve uma ruptura na passagem do mito para o logos, mas sim um processo gradual e contínuo de enraizamento histórico que culminou no advento da filosofia. De acordo com os poemas homéricos, os deuses em nada poderiam interferir no destino dos humanos e, assim, a determinação divina (ananque) se colocava em segundo plano, uma vez que era o acaso (tykhe) quem governava, isto é, possuía a função de ensinar ao homem o que este deveria escolher no momento de sua livre ação. Pincel Atômico - 02/04/2025 15:42:37 3/4 [355790_574 08] Questão 005 Leia o texto abaixo e responda o que se segue (Fonte: Filosofia na Escola – Adaptado). “ (…) Assim, a magia e a mitologia ocupam a imensa região exterior do desconhecido, englobando o pequeno campo do conhecimento concreto comum. O sobrenatural está em todas as partes, dentro ou além do natural; e o conhecimento do sobrenatural que o homem acredita possuir, não sendo da experiência direta comum, parece ser um conhecimento de ordem diferente e superior. É uma revelação acessível apenas ao homem inspirado ou (como diziam os gregos) ‘divino’ — o mágico e o sacerdote, o poeta e o vidente”. CORNFORD, F.M. Antes e Depois de Sócrates. São Paulo: Martins Fontes, 2001. A partir do texto acima, é correto afirmar que o mito é narrado pelo filósofo e, portanto, tem compromisso direto com a verdade. o mito não distingue o plano natural do sobrenatural, sendo o conhecimento do sobrenatural superior narrado pelo poeta. X o conhecimento no mito, por ser uma revelação, é acessível igualmente a todos os homens. a magia e a mitologia não se confundem com o conhecimento concreto comum. o campo do conhecimento mítico limita-se ao que se manifesta no campo concreto comum. [355790_574 09] Questão 006 Para Adorno, Ulisses, da “Odisseia”, exemplifica: o mitológico como superior a racionalidade. X a reverência aos deuses e deusas do politeísmo grego. o fortalecimento do mito diante do humano. a elevação da racionalidade como superação do mitológico. o homem irracional como sujeito central das narrativas mitológicas. [355790_574 04] Questão 007 Leia os textos e responda o que se segue (Fonte: Filosofia na Escola – Adaptado). Para a mitologia grega […] “Zeus ocupa o trono do universo. Agora o mundo está ordenado. Alguns deuses disputaram entre si, alguns triunfaram. Tudo que havia de ruim no céu etéreo foi expulso, ou para a prisão do tártaro ou para a terra, entre os mortais. E os homens, o que aconteceu com eles? Quem são eles? ” VERNANT, J. O universo, os deuses, os homens. São Paulo: Companhia das Letras, 2000. A ordem, em todas as suas acepções, é o grande objeto do espanto filosófico. Causam maravilhamento a ordem das leis naturais que a ciência descobre, a ordem manifesta nas proporções e harmonias da obra de arte e a ordem das ações justas na vida moral e política da sociedade. Antes da filosofia, os mitos já expressavam esse maravilhamento, porém com diferenças importantes. Sobre esse assunto, é correto afirmar que o mito possui uma grande densidade teológico-moral, dando a cada membro do grupo autonomia para decidir e atuar sem limites objetivos. estabelece parâmetros de abordagem dos fenômenos naturais sobre bases estritamente lógicas, como o princípio de não contradição. enuncia de modo argumentativo a escala de valores de uma sociedade pré-crítica. X busca explicações suficientes sobre o lugar do homem no mundo, apelando ao sagrado. representam o conhecimento verdadeiro, logocêntrico e afastado do natural. Pincel Atômico - 02/04/2025 15:42:37 4/4 [355792_582 07] Questão 008 A principal função das artes trágicas a sociedade, segundo Aristóteles, é a seguinte: a produção de conflitose dissoluções no seio social. X a produção da catarse, isto é, da purificação dos sentimentos que não são saudáveis para a vida social. a produção de logos, isto é, de racionalidade científica e sistemática. a produção de narrações mitológicas capazes de satisfazer o apetite desejo dos sujeitos gregos. a produção de rituais sagrados e ordenadores da vida social e cultural dos sujeitos gregos.