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Estudo Dirigido SAE PROVA DA VÂNIA Elaborado pelos Alunos(as): ❖ Jhonny Kauã Godinho Lima ❖ Isabella Araújo Rocha Dias ❖ Ane Caroline Gonçalves Carmo SAE O que é: Métodos de organização da enfermagem com base no processo de enfermagem. O conceito da SAE envolve um processo sistemático que abrange a avaliação, diagnóstico, planejamento, implementação e avaliação dos cuidados prestados, garantindo a qualidade do atendimento e a segurança do paciente. NANDA (North American Nursing Diagnosis Association): ● Definição: Mantém a classificação dos diagnósticos de enfermagem, que são utilizados para identificar as condições e problemas de saúde do paciente com base na avaliação de enfermagem. NIC (Nursing Interventions Classification): ● Definição: Classificação que descreve as intervenções de enfermagem a serem realizadas para resolver ou minimizar os diagnósticos identificados. Inclui ações específicas que os enfermeiros podem executar para melhorar a saúde do paciente. NOC (Nursing Outcomes Classification): ● Definição: Classificação que define os resultados esperados da intervenção de enfermagem, ou seja, as mudanças ou melhorias nas condições de saúde do paciente, baseadas nas intervenções realizadas. Tipos de diagnósticos 1. Diagnóstico de Risco Definição: O diagnóstico de risco é utilizado quando o paciente está suscetível a desenvolver problemas de saúde específicos, mas ainda não apresenta sinais ou sintomas. Esse diagnóstico identifica fatores de risco que podem causar o desenvolvimento de complicações. ● Exemplo: "Risco de infecção relacionado à imunossupressão" – o paciente não apresenta infecção, mas tem um risco aumentado devido à sua condição. Objetivo: Prevenir a manifestação do problema identificando e abordando os fatores de risco. 2. Diagnóstico de Bem-Estar Definição: Este diagnóstico é usado de forma padrão, aferir Sinais do paciente e manter a monitoração mesmo sem apresentar Sinais e Sintomas. Ele não está necessariamente relacionado a um problema de saúde, mas sim à promoção de saúde e ao fortalecimento da qualidade de vida. Exemplo: Garantir que o paciente se mantenha estável fisicamente, identificando precocemente qualquer alteração. Realizar verificações regulares da pressão arterial, frequência cardíaca, respiração e temperatura, a fim de assegurar que os parâmetros estejam dentro dos níveis saudáveis e agir rapidamente caso ocorram variações significativas. Objetivo: Manter ou melhorar o estado de saúde do paciente, com foco na promoção da saúde e qualidade de vida. 3. Diagnóstico Real Definição: O diagnóstico real é utilizado quando o paciente já apresenta sinais e sintomas clínicos de um problema de saúde. Este diagnóstico é baseado em dados objetivos (exames, observações) e subjetivos (relato do paciente). ● Exemplo: "Dor aguda relacionada à cirurgia recente" – o paciente está apresentando dor intensa, um sinal objetivo de que ele está vivenciando esse problema. Objetivo: Tratar o problema existente, proporcionando alívio e implementando intervenções adequadas para resolver ou controlar os sintomas. Diferença entre Ação e Conduta: ● Ação: É o ato específico e imediato realizado pelo profissional de enfermagem, como administrar um medicamento ou trocar um curativo. Exemplos: ● Ação: Realizar a higiene bucal de um paciente que está imobilizado ou com dificuldades para realizar sozinha essa atividade. ● Justificativa: Evitar a formação de placas bacterianas, prevenir infecções e promover o conforto do paciente. ● Ação: Posicionar o paciente de maneira adequada, conforme as necessidades (ex: paciente acamado para evitar úlceras de pressão). ● Justificativa: Evitar complicações como úlceras de pressão e melhorar a circulação sanguínea. ● Conduta: Refere-se a estratégias e decisões tomadas pelo enfermeiro, baseadas em uma avaliação contínua do paciente, como ajustes no tratamento ou encaminhamentos para especialistas. Exemplos: ● Conduta: Planejar e monitorar o cuidado de um paciente com uma doença crônica (como hipertensão ou diabetes), incluindo a revisão das medicações e o acompanhamento de hábitos saudáveis. ● Justificativa: A conduta é focada em proporcionar cuidados contínuos e ajustados para que o paciente mantenha uma boa qualidade de vida e controle de sua condição crônica. ● Conduta: Quando um paciente em fase terminal ou com prognóstico desfavorável apresenta dor ou sofrimento intenso, encaminhar para uma equipe de cuidados paliativos para melhorar a qualidade de vida no final da vida. ● Justificativa: A conduta envolve decidir que o melhor para o paciente é buscar uma abordagem mais humanizada e confortável, focada no controle de sintomas e no suporte emocional. Anotações de Enfermagem: Acompanhamento do Cuidado Prescrito As anotações de enfermagem desempenham um papel essencial no acompanhamento do cuidado prescrito, garantindo que todas as intervenções realizadas sejam documentadas de maneira clara, objetiva e sistemática. Esses registros são fundamentais para a continuidade da assistência, avaliação da evolução do paciente e comunicação eficaz entre os membros da equipe de saúde. Objetivos das Anotações de Enfermagem 1. Garantir a Segurança do Paciente ○ Registros precisos evitam erros de medicação e asseguram a execução correta das prescrições médicas e de enfermagem. 2. Acompanhar a Evolução do Paciente ○ Permitem a identificação de mudanças no estado clínico do paciente, facilitando ajustes no plano de cuidados. 3. Assegurar a Continuidade do Cuidado ○ A equipe multidisciplinar pode consultar os registros para manter uma assistência coerente e eficiente. 4. Atender a Exigências Legais e Éticas ○ As anotações servem como documentos legais que comprovam os cuidados prestados, protegendo tanto o paciente quanto os profissionais de saúde. Principais Elementos das Anotações de Enfermagem 1. Identificação do Paciente ○ Nome completo, idade, número de prontuário e outras informações relevantes. 2. Registro das Intervenções ○ Procedimentos realizados, como administração de medicamentos, curativos, mudanças posturais, monitoramento de sinais vitais, entre outros. 3. Evolução Clínica ○ Descrição das condições do paciente antes e após as intervenções, destacando possíveis melhorias ou agravamentos. 4. Reações Adversas e Complicações ○ Qualquer evento adverso deve ser registrado imediatamente para permitir a adoção de condutas adequadas. 5. Respostas ao Tratamento ○ Observações sobre a eficácia das medidas adotadas e a adesão do paciente ao tratamento. 6. Comunicação com a Equipe de Saúde ○ Notificação de intercorrências e encaminhamentos realizados para outros profissionais. Exemplos de Registros Adequados ● Antes: "Paciente queixando-se de dor intensa no pós-operatório." ● Depois: "Paciente relata dor 8/10 na escala numérica. Administrado dipirona 1g EV conforme prescrição médica. Reavaliação após 30 minutos: dor reduzida para 4/10." ● Antes: "Curativo realizado." ● Depois: "Curativo realizado em ferida cirúrgica abdominal com SF 0,9% e gaze estéril. Ferida sem sinais de infecção, presença de exsudato seroso discreto." Melhores Práticas para Anotações de Enfermagem ✔ Seja Objetivo e Claro: Utilize termos técnicos apropriados e evite ambiguidades. ✔ Use a Linguagem Científica: Evite jargões informais ou subjetivos. ✔ Registre no Momento Correto: As anotações devem ser feitas imediatamente após a realização do cuidado. ✔ Siga o Padrão SOAP: ● S (Subjetivo): O que o paciente relata. ● O (Objetivo): Dados mensuráveis, como sinais vitais e exames. ● A (Avaliação): Interpretação dos dados clínicos. ● P (Plano):Intervenções realizadas e próximas condutas. Conclusão As anotações de enfermagem são ferramentas indispensáveis para o acompanhamento do cuidado prescrito, garantindo qualidade, segurança e continuidade da assistência. Registros bem feitos não apenas beneficiam o paciente, mas também asseguram a responsabilidade profissional dos enfermeiros. Manter um padrão adequado de anotações contribui para um atendimento mais eficiente e humanizado. Evolução no Processo de Enfermagem: Comparação de Dados A evolução no Processo de Enfermagem é fundamental para avaliar o impacto das intervenções realizadas e ajustar o plano de cuidados conforme necessário. A comparação de dados permite ao enfermeiro identificar mudanças no estado do paciente e adaptar as estratégias de cuidado para otimizar os resultados. Objetivos da Evolução: Avaliar a Resposta ao Cuidado: O principal objetivo da evolução é avaliar como o paciente está respondendo às intervenções de enfermagem. Isso envolve a comparação entre os dados de avaliação inicial e os dados subsequentes, ajudando a identificar se o paciente está melhorando ou não. ● Exemplo 1: ○ Dados Iniciais: Paciente com diabetes tipo 2 e nível de glicemia de 200 mg/dL. ○ Plano de Cuidados: Administração de insulina, orientação sobre dieta e acompanhamento de glicemia. ○ Dados de Evolução: Após 3 dias, o nível de glicemia foi reduzido para 130 mg/dL. ○ Parâmetros de Mudança: Nível de glicemia. ○ Análise: A glicemia foi reduzida, mostrando que a resposta ao tratamento está sendo positiva. ● Exemplo 2: ○ Dados Iniciais: Paciente com doença renal crônica e edema nas extremidades inferiores. ○ Plano de Cuidados: Restrição de sódio, administração de diuréticos e monitoramento de peso. ○ Dados de Evolução: Após 4 dias, o edema diminuiu e o peso do paciente foi estabilizado. ○ Parâmetros de Mudança: Edema nas extremidades inferiores e peso do paciente. ○ Análise: O tratamento está gerando a resposta esperada, com a redução do edema e controle do peso. Identificar Mudanças: A comparação de dados ajuda a identificar qualquer alteração no quadro do paciente, seja para melhor ou para pior. Mudanças nas condições clínicas são detectadas através da avaliação contínua e da comparação entre as medições anteriores e as mais recentes. ● Exemplo 1: ○ Dados Iniciais: Paciente com hipotensão pós-operatória (pressão arterial de 90/60 mmHg) e tontura. ○ Plano de Cuidados: Administração de líquidos intravenosos e monitoramento de sinais vitais. ○ Dados de Evolução: Após 6 horas, a pressão arterial subiu para 110/70 mmHg e a tontura foi aliviada. ○ Parâmetros de Mudança: Pressão arterial e sintomas (tontura). ○ Análise: Houve uma melhoria no quadro do paciente, com a normalização da pressão arterial e a resolução da tontura. ○ ● Exemplo 2: ○ Dados Iniciais: Paciente com infecção urinária e febre de 38,5°C. ○ Plano de Cuidados: Administração de antibióticos e monitoramento da temperatura. ○ Dados de Evolução: Após 24 horas, a febre do paciente diminuiu para 37°C. ○ Parâmetros de Mudança: Temperatura corporal. ○ Análise: A febre foi controlada, indicando que a infecção está respondendo ao tratamento. Como Realizar a Comparação de Dados na Evolução: Coleta de Dados Relevantes: ● Dados Subjetivos: Queixas do paciente sobre dor, cansaço, ansiedade, entre outros. ● Dados Objetivos: Resultados laboratoriais, sinais vitais (pressão arterial, temperatura, frequência cardíaca), avaliação física. Organização das Informações: ● Organize os dados de maneira cronológica, facilitando a análise de como os parâmetros de saúde mudaram ao longo do tempo. ● Utilize gráficos e tabelas para representar as tendências dos sinais vitais e outros indicadores de saúde. Análise Comparativa: Compare os dados anteriores (coletados na avaliação inicial) com os dados atuais, identificando se houve melhora, piora ou estabilidade no quadro do paciente. ● Exemplo 3: ○ Dados Iniciais: Paciente com dor torácica (classificada como 8/10 na escala de dor) e dificuldade respiratória. ○ Plano de Cuidados: Administração de analgésicos, oxigenoterapia e monitoramento de saturação de oxigênio. ○ Dados de Evolução: Após 4 horas, a dor caiu para 4/10 e a saturação de oxigênio melhorou para 95%. ○ Parâmetros de Mudança: Nível de dor (escala de dor) e saturação de oxigênio. ○ Análise Comparativa: A dor foi aliviada e a saturação de oxigênio aumentou, indicando uma resposta positiva ao tratamento. Decisão e Ação: ● Se os dados indicarem uma melhora no estado do paciente, o plano de cuidados pode ser mantido com ajustes mínimos. ● Se houver piora, o plano de cuidados deve ser reavaliado, considerando mudanças nas intervenções. ● Se o quadro permanecer estável, pode ser necessário monitorar a evolução com mais frequência, mantendo as intervenções atuais. ● Exemplo 4: ○ Dados Iniciais: Paciente pós-cirúrgico com dificuldade para mobilização e dor na região abdominal (6/10). ○ Plano de Cuidados: Incentivo à mobilização precoce, administração de analgésicos e monitoramento de sinais vitais. ○ Dados de Evolução: Após 48 horas, o paciente já consegue levantar-se da cama com menor dor (4/10). ○ Parâmetros de Mudança: Dor abdominal (escala de dor) e mobilização (capacidade de levantar-se). ○ Análise Comparativa: O paciente está apresentando uma recuperação gradual, com redução da dor e melhora na mobilidade. Decisão: Continuar as intervenções de mobilização e analgésicos, com nova avaliação em 24 horas. Importância do Registro: A comparação de dados deve ser registrada adequadamente no prontuário do paciente, seja em formato físico ou eletrônico. Isso garante a continuidade do cuidado, facilita a comunicação entre a equipe de enfermagem e outros profissionais de saúde, e serve como base para futuras intervenções. Domínios 13: Domínio 01: Promoção da saúde: ● Comportamentos sedentários excessivos. ● Autogestão ineficaz da saúde. Domínio 02: Nutrição: ● Amamentação exclusiva conturbada. ● Hiperbilirrubinemia neonatal. Domínio 03: Eliminação e troca: ● Risco de retenção urinária. ● Constipação funcional Crônica. Domínio 04: Atividade e Repouso: ● Padrão de sono ineficaz. ● Habilidade de ficar em pé prejudicada. ● Carga excessiva de fadiga. Domínio 05: Percepção e Cognição: ● Confusão aguda. ● Controle de impulsos ineficazes. Domínio 06: Autopercepção: ● Identidade pessoal conturbada. ● Autoestima inadequada crônica. Domínio 07: Papel e relacionamento: ● Processos familiares prejudicados. ● Interação social prejudicada Domínio 08: Sexualidade: ● Função sexual prejudicada ● Risco de binômio mãe-feto prejudicado Domínio 09: Enfrentamento/ Tolerância ao estresse: ● Risco de síndrome pós trauma ● Ansiedade excessiva Domínio 10: Princípios da vida: ● Sofrimento moral ● Risco de religiosidade prejudicada Domínio 11: Segurança e proteção: ● Risco de infecção. ● Lesão por pressão neonatal. Domínio 12: Conforto: ● Dor aguda. ● Dor crônica. Domínio 13: Crescimento e desenvolvimento: ● Crescimento atrasado da criança. ● Resposta ineficaz de sucção - deglutição do lactente. RESOLUÇÃO COFEN Nº 736/2024 – Processo de Enfermagem A Resolução COFEN nº 736/2024 determina a obrigatoriedade da implementação do Processo de Enfermagem (PE) em todos os contextos socioambientais onde há cuidado de enfermagem (Art. 1º). Principais pontos: ● Definição: O Processo de Enfermagem é um método sistemático que orienta o pensamento crítico e o julgamento clínico do enfermeiro para direcionar a equipe no cuidado ao paciente, família e coletividade (Art. 1º). ● Fundamentação: O Processode Enfermagem deve ser baseado em teorias, modelos de cuidado, protocolos institucionais e evidências científicas (Art. 2º). ● Etapas do Processo de Enfermagem: 1. Avaliação: Coleta de dados subjetivos e objetivos sobre o paciente (Art. 4º, § 1º). 2. Diagnóstico de Enfermagem: Identificação de problemas, vulnerabilidades e necessidades (Art. 4º, § 2º). 3. Planejamento: Priorização de diagnósticos, definição de resultados esperados e prescrição de enfermagem (Art. 4º, § 3º). 4. Implementação: Execução dos cuidados prescritos, respeitando competências profissionais (Art. 4º, § 4º). 5. Evolução: Avaliação dos resultados e revisão do processo (Art. 4º, § 5º). Responsabilidades: ● O enfermeiro tem exclusividade na realização do Diagnóstico de Enfermagem e na Prescrição de Enfermagem (Art. 6º). ● Técnicos e auxiliares participam da implementação dos cuidados e fazem anotações de enfermagem, sob supervisão do enfermeiro (Art. 7º). Registro e Fiscalização: ● Todas as etapas devem ser documentadas no prontuário (físico ou eletrônico) (Art. 8º). ● O COFEN e os Corens têm a responsabilidade de fiscalizar a aplicação do PE na prática profissional (Art. 12). Capacitação e Pesquisa: ● Instituições e profissionais devem investir em qualificação sobre o Processo de Enfermagem (Art. 9º). ● Devem ser incentivadas políticas institucionais para aplicação de pesquisas sobre o tema (Art. 11). 📌 Importante: A Resolução revoga a COFEN nº 358/2009 e entra em vigor na data de publicação de 17 de Janeiro de 2024 (Art. 14). 1. Diagnóstico de Risco 2. Diagnóstico de Bem-Estar 3. Diagnóstico Real Diferença entre Ação e Conduta: Anotações de Enfermagem: Acompanhamento do Cuidado Prescrito Objetivos das Anotações de Enfermagem Principais Elementos das Anotações de Enfermagem Exemplos de Registros Adequados Melhores Práticas para Anotações de Enfermagem Conclusão Evolução no Processo de Enfermagem: Comparação de Dados Objetivos da Evolução: Avaliar a Resposta ao Cuidado: Identificar Mudanças: Como Realizar a Comparação de Dados na Evolução: Coleta de Dados Relevantes: Organização das Informações: Análise Comparativa: Decisão e Ação: Decisão: Importância do Registro: RESOLUÇÃO COFEN Nº 736/2024 – Processo de Enfermagem Principais pontos: Responsabilidades: Registro e Fiscalização: Capacitação e Pesquisa: