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SISTEMA DE ENSINO
VIGILÂNCIA EM 
SAÚDE
Noções Básicas de Epidemiologia, Meio 
Ambiente e Saneamento
Livro Eletrônico
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Noções Básicas de Epidemiologia, Meio Ambiente e Saneamento
VIGILÂNCIA EM SAÚDE
Natale Souza
Sumário
Noções Básicas de Epidemiologia, Meio Ambiente, Medidas de Prevenção e Controle .. 3
1. Conceitos Básicos da Epidemiologia ....................................................................................... 3
2. Aplicações da Epidemiologia .................................................................................................... 4
2.1. Epidemiologia Ambiental ........................................................................................................ 5
2.2. Meio Ambiente e Saúde .......................................................................................................... 5
Exercícios .......................................................................................................................................... 9
Gabarito ............................................................................................................................................12
Gabarito Comentado .....................................................................................................................13
Referências Bibliográficas ........................................................................................................... 17
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a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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Noções Básicas de Epidemiologia, Meio Ambiente e Saneamento
VIGILÂNCIA EM SAÚDE
Natale Souza
NOÇÕES BÁSICAS DE EPIDEMIOLOGIA, MEIO 
AMBIENTE, MEDIDAS DE PREVENÇÃO E CONTROLE
1. ConCeitos BásiCos da epidemiologia
A epidemiologia é uma disciplina básica da saúde pública voltada para a compreensão do 
processo saúde-doença no âmbito de populações. Os primeiros registros sobre a concepção 
da epidemiologia enquanto manifestação da doença nos indivíduos e nas populações datam 
da Grécia Antiga, período em que se acreditava que as enfermidades e seus desfechos (cura 
ou morte) eram consequências da punição ou indulgência dos deuses e demônios.
Contrapondo-se a tal crença, o médico grego Hipócrates, ao analisar o processo de adoe-
cimento com base no pensamento racional, afastou-se das teorias sobrenaturais vigentes na 
época e a elas se contrapôs, introduzindo o conceito de doença como produto das relações 
complexas entre o indivíduo e o ambiente que o cerca. A teoria de Hipócrates foi perpetuada 
na Roma Antiga pelo médico Galeno, mas perdeu força e foi substituída pela Teoria Miasmáti-
ca ou Teoria dos Miasmas, que perdurou até meados do século XIX. Tal teoria explicava a má 
qualidade do ar como causa das doenças.
Epidemiologia pode ser definida como a ciência que estuda o processo saúde-doença em 
coletividades humanas:
	Analisando a distribuição e os fatores determinantes das enfermidades, 
danos à saúde e eventos associados à saúde coletiva;
	Propondo medidas específicas de prevenção, controle ou erradicação de 
doenças; e 
	Fornecendo indicadores que sirvam de suporte ao planejamento, admi-
nistração e avaliação das ações de saúde.
O termo “epidemiologia” significa o estudo sobre a população, que direcionado para o cam-
po da saúde pode ser compreendido como o estudo sobre o que afeta a população.
A epidemiologia congrega métodos e técnicas de três áreas principais de conhecimento:
A área de atuação da epidemiologia é bastante ampla e compreende em linhas gerais:
• O ensino e pesquisa em saúde;
• A descrição das condições de saúde da população;
• A investigação dos fatores determinantes da situação de saúde;
• A avaliação do impacto das ações para alterar a situação de saúde.
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VIGILÂNCIA EM SAÚDE
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A epidemiologia tem como princípio básico o entendimento de que os eventos relaciona-
dos à saúde como
• Doenças
• Seus determinantes e
• O uso de serviços de saúde
Podemos dizer que a distribuição das doenças na população é influenciada 
	Pelos aspectos biológicos dos indivíduos
	Pelos aspectos socioculturais e econômicos de sua comunidade e 
	Pelos aspectos ambientais do seu entorno
Fazendo com que o processo saúde-doença se manifeste de forma diferenciada entre 
as populações.
O termo distribuição pode ser observado em qualquer definição de Epidemiologia. Distri-
buição, neste sentido, é entendida como “o estudo da variabilidade da frequência das doenças 
de ocorrência em massa, em função de variáveis ambientais e populacionais ligadas ao tempo 
e ao espaço” (ALMEIDA FILHO e ROUQUAYROL, 1992).
Dessa forma, um primeiro passo em um estudo epidemiológico é analisar o padrão de ocor-
rência de doenças segundo três vertentes: pessoas, tempo e espaço, método este também co-
nhecido como “epidemiologia descritiva” e que responde às perguntas quem? quando? e onde?
É importante destacar que:
Do final do século XX até os dias atuais, a epidemiologia se firmou enquanto ciência, base-
ada em pesquisas e evidências científicas que visam à determinação das condições de saúde 
da população e à busca sistemática dos agentes etiológicos das doenças ou dos fatores de 
risco envolvidos no seu aparecimento, através de diferentes tipos de estudos (ex.: estudos de 
coorte, caso-controle) e da avaliação de intervenções em saúde para o efetivo controle das 
doenças que acometem a população.
2. apliCações da epidemiologia
A epidemiologia tornou-se ao longo dos anos uma ciência ampla que abriga inúmeras áre-
as do conhecimento e muitas subdivisões, tais como:
• Epidemiologia clínica;
• Epidemiologia investigativa;
• Epidemiologia nutricional;
• Epidemiologia de campo; e
• Epidemiologia descritiva.
Não se distribuem ao acaso 
entre as pessoas.
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Em linhas gerais, a epidemiologia apresenta três grandes áreas de atuação:
• Descrição das condições de saúde da população por meio da construção de indicadores 
de saúde.
• Investigação dos fatores determinantes da situação de saúde.
• Avaliação do impacto das ações para alterar a situação de saúde.
2.1. epidemiologia amBiental
A Epidemiologia Ambiental aplica dois métodos para compreender as relações entre o 
meio ambiente e a saúde, a saber:
• Epidemiologia Descritiva – que utiliza o método científico para estudar a distribuição 
dos riscos e dos efeitos adversos à saúde da população; e
• Epidemiologia analítica – que estuda a relação entre a exposição a um determinado 
fator e algum efeito adverso à saúde.
A Epidemiologia ambiental utiliza informações sobre:
• Os fatores de risco existentes (físicos, químicos, biológicos, mecânicos, ergonômicos 
ou psicossociais);
• As características especiais do ambiente que interferem no padrão de saúde da população; e
• Os efeitos adversos à saúde relacionados à exposição a fatores de risco ambientais.
Arelação entre saúde e ambiente sempre fez parte da saúde pública do Brasil, mas ao 
longo da história, diferentes concepções de ambiente foram desenvolvidas de acordo com as 
demandas colocadas pela sociedade e a evolução das disciplinas científicas presentes na saú-
de pública. Influenciada por modelos envolvendo relações entre agentes e hospedeiros, ou de 
fatores de risco biológicos, as ações de prevenção nos sistemas de saúde estruturaram-se por 
intermédio das várias formas de vigilância, tendo por objeto central o controle dos modos de 
transmissão das doenças e dos fatores de risco, os quais possibilitou alguma governabilidade 
e eficácia de sua ação no âmbito do setor saúde, principalmente para as doenças infectocon-
tagiosas clássicas (BRASIL, 2002).
2.2. meio amBiente e saúde
Toda ação humana tem impacto sobre a natureza, positivo ou negativo. A intensidade e 
a natureza desse impacto são proporcionais à organização social e às atividades econômi-
cas desenvolvidas pelo homem. Entre os problemas apresentados por essa relação entre o 
homem e a natureza, destacam-se os ambientais, que incidem sobre a saúde. Os efeitos do 
meio ambiente na saúde humana são acelerados em meados do século XIX, com o intenso 
processo de industrialização e urbanização, que passaram a acometer as condições de vida e 
trabalho das populações (RADICCH, 2009).
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Saúde ambiental compreende aqueles aspectos da saúde humana, incluindo a qualidade 
de vida, que são determinados por fatores físicos, químicos, biológicos, sociais e psicológicos 
no meio ambiente. Refere-se também a teoria e prática de avaliação, correção, controle e pre-
venção daqueles fatores que, presentes no ambiente, podem afetar potencialmente de forma 
adversa a saúde humana das gerações do presente e do futuro. (ORGANIZAÇÃO PANAMERI-
CANA DE SAÚDE, 1993).
A expressão “meio ambiente” é definida como - “o conjunto de condições, leis, influências 
e interações de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas 
as suas formas”.
No início do século V a.C., na Grécia, escritos da escola Hipocrática, sobretudo Sobre os 
Ares, as Águas e os Lugares, destacam a relação entre as doenças, principalmente as endêmi-
cas, e a localização de seus focos. O reconhecimento da influência do lugar no desencadea-
mento de doenças permitiu o desenvolvimento de uma nova visão intelectual da medicina que 
estudava, refletia e criava hipóteses sobre o papel do meio ambiente nas condições de saúde 
das populações (BARRET, 2000).
Por décadas essa obra constituiu o primeiro trabalho sistemático a apresentar uma relação 
causal entre fatores ambientais e doenças e foi a base da epidemiologia.
O modelo biomédico define a doença como uma falha, um desajuste do organismo huma-
no na sua relação com outros seres biológicos, capazes de provocar perdas ou alterações no 
funcionamento de órgãos e sistemas fisiológicos. A fisiologia, a patologia, a clínica e a micro-
biologia alcançaram, assim, extraordinário desenvolvimento. A ênfase está no meio interno 
contido no corpo humano e na força do microrganismo capaz de produzir doença. O meio 
externo interessa como habitat dos germes antes de penetrarem ou atingirem o corpo humano 
(RADICCH, 2009).
O modelo sistêmico permite romper a dicotomia entre meio interno e meio externo, presen-
te nos modelos biomédico e processual (história natural das doenças). O ecossistema, que 
envolve os seres humanos, inclui as relações dos homens entre si e com a diversidade biológi-
ca presente no planeta, com o substrato inanimado presente no ambiente e de todos entre si. 
Meio ambiente contém espaço físico, seres biológicos e espaço social. Ambiente pode ser de-
finido como o “espaço onde se desenvolvem as populações humanas” (AUGUSTO. et al, 2001) 
ou, numa visão mais ampliada, o espaço onde se desenvolvem os seres vivos (LISBOA, 1997). 
O seu caráter social pela presença humana é um dos elementos constitutivos desse grande 
ecossistema – o planeta Terra.
Assim, o ambiente deixa de ser o “meio externo” e passa para o interior do sistema, é inter-
nalizado, sendo para a epidemiologia “o conjunto de fatores que mantêm relações interativas 
com o agente etiológico e o suscetível, sem se confundir com os mesmos” (PAIM; ALMEIDA 
FILHO, 2000). A alteração de um ou mais elementos do sistema cria desequilíbrio. O sistema 
tende ao equilíbrio, que pode ser ou não benéfico para os seres humanos e/ou biológicos.
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Um indivíduo é considerado exposto a um fator de risco quando existem vias de ingresso 
do fator ao organismo, ou seja, pela inalação, ingestão, contato dérmico etc. No caso da expo-
sição a um poluente, é primordial o conhecimento:
• Características toxicológicas do contaminante como, por exemplo, capacidade de trans-
formação, persistência ambiental e vias ingresso no organismo;
• Quem são as pessoas que estão expostas a esse poluente;
• O local onde as pessoas estão expostas;
• Temporalidade, intensidade e frequência da exposição.
De acordo com Radicch (2009), Na saúde ambiental, as principais ocorrências identificá-
veis são os acidentes e as doenças e outros agravos causados por condições do ambiente. 
Entretanto, no caso das doenças e agravos, é difícil a definição de casos em uma situação na 
qual um exposto teve sua saúde afetada por um fator ambiental adverso a ser estudado. Os 
sinais e sintomas identificados são inespecíficos, podendo o quadro clínico ficar inalterado 
muito tempo após a fase inicial da exposição. Esse cenário é evidenciado em estudos epide-
miológicos, em que é comum a existência de casos suspeitos, que podem posteriormente ser 
confirmados ou não. Os estudos epidemiológicos devem valorizar os sinais e sintomas preco-
ces dos agravos, uma vez que as ações de saúde nessa fase são mais efetivas e podem evitar 
o desenvolvimento completo do agravo.
2.2.1. O Saneamento e Saúde
A Organização Mundial de Saúde (OMS) define saneamento como o controle de todos os 
fatores do meio físico do homem, que exercem ou podem exercer efeito deletério sobre o seu 
bem-estar físico, mental e social. Portanto, é evidente que, pela sua própria definição, o sanea-
mento é indissociável do conceito de saúde.
Segundo Radicch (2009), diversas doenças infecciosas e parasitárias têm no meio am-
biente uma fase de seu ciclo de transmissão, como, por exemplo, uma doença de veiculação 
hídrica, com transmissão feco-oral. A implantação de um sistema de saneamento, nesse caso, 
significaria interferir no meio ambiente, de maneira a interromper o ciclo de transmissão da 
doença. O controle da transmissão das doenças, além da intervenção em saneamento e dos 
cuidados médicos, completa-se quando é promovida a educação sanitária, adotando-se hábi-
tos higiênicos como:
• utilização e manutenção adequadas das instalações sanitárias;
• melhoria da higiene pessoal, doméstica e dos alimentos.
As ações voltadas para as questões de saúde ambiental devem buscar prioritariamente 
ações de promoção e prevenção, realçando, desta forma, o controle dos riscos ambientais e a 
melhoria das condições do meioambiente e da saúde das pessoas. Isso significa, ao mesmo 
tempo, um dilema e um desafio permanente da saúde pública desde a sua criação: o fato de 
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que a saúde se realiza, fundamentalmente, fora do setor saúde. O complexo processo saúde/
doença que culmina por levar determinada população à rede assistencial, seja ela pública ou 
privada, é revestido de inúmeros condicionantes “externos” que moldam o ambiente ao redor 
das pessoas (RADICCH, 2009).
As ações específicas do setor saúde tradicionalmente se concentram sobre os efeitos dos 
problemas ambientais, a partir das ações de assistência e recuperação das pessoas para a 
saúde pública, bem como da sistematização e análise dessas informações, por exemplo, por 
meio de estudos epidemiológicos descritivos sobre a distribuição de certas doenças na po-
pulação. Mas esses efeitos são apenas as consequências finais para a saúde humana de um 
longo processo, em que vários determinantes e condicionantes gerais atuaram sobre certas 
regiões e grupos populacionais.
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EXERCÍCIOS
001. (INSTITUTO AOCP/CASAN/2016) A disciplina que corresponde ao estudo da frequên-
cia, da distribuição e dos determinantes dos estados ou eventos relacionados à saúde em 
específicas populações e a aplicação desses estudos no controle dos problemas de saúde é
a) toxicologia.
b) biologia.
c) epidemiologia.
d) antropologia.
e) bioestatística.
002. (IDECAN/PREFEITURA DE IPATINGA-MG/2010) Uma das questões centrais da epide-
miologia é a busca da causa e dos fatores que influenciam a ocorrência dos eventos relaciona-
dos ao processo saúde-doença. Com este objetivo, a epidemiologia descreve e compara:
a) A frequência e a distribuição destes eventos, comparando sua ocorrência em diferentes 
grupos populacionais.
b) Estados ou eventos expostos e sem características comparativas.
c) A distribuição geográfica que se torna única num estudo comparativo.
d) Condições ideais comparadas com medidas de controle reais.
e) Características genéticas, comportamentais e imunológicas de controle reais.
003. (INSTITUTO AOCP/IBC/2013) Em termos gerais, os indicadores são medidas-síntese 
que contêm informação relevante sobre determinados atributos e dimensões do estado de 
saúde, bem como do desempenho do sistema de Saúde. Sobre os indicadores de saúde, assi-
nale a alternativa INCORRETA.
a) A qualidade de um indicador depende das propriedades dos componentes utilizados em sua 
formulação (frequência de casos, tamanho da população em risco) e da precisão dos sistemas 
de informação empregados (registro, coleta, transmissão dos dados).
b) O grau de excelência de um indicador deve ser definido por sua validade (capacidade de 
medir o que se pretende) e confiabilidade (reproduzir os mesmos resultados quando aplicado 
em condições similares).
c) Em geral, a validade de um indicador é determinada por sua sensibilidade (capacidade de 
detectar somente o fenômeno analisado) e especificidade (capacidade de detectar o fenôme-
no analisado).
d) A construção de um indicador é um processo cuja complexidade pode variar desde a sim-
ples contagem direta de casos de determinada doença, até o cálculo de proporções, razões, 
taxas ou índices mais sofisticados, como a esperança de vida ao nascer.
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e) A disponibilidade de um conjunto básico de indicadores tende a facilitar o monitoramento 
de objetivos e metas em saúde, estimular o fortalecimento da capacidade analítica das equi-
pes e promover o desenvolvimento de sistemas de informação intercomunicados.
004. (VUNESP/MPE-SP/2016) Um dos atributos que definem o grau de excelência dos indica-
dores de saúde é a validade que
a) reflete a capacidade do indicador para reproduzir os mesmos resultados quando aplicado 
em condições similares.
b) é a qualidade essencial do indicador utilizada para justificar o investimento de tempo e recursos.
c) é um componente exclusivo dos indicadores qualitativos.
d) corresponde à capacidade do indicador para medir o que se pretende.
e) é o atributo que define o uso exclusivo do indicador para a comparação temporal de dados.
005. (ESAF/MPOG/2012) Dada a complexidade do conceito de saúde, a tarefa de mensurá-lo 
é também complexa, o que torna de suma importância a existência de indicadores confiáveis. 
Sobre os indicadores em saúde é correto afirmar:
a) os indicadores de saúde constituem ferramenta fundamental para a gestão e avaliação da 
situação de saúde, em todos os níveis.
b) são um recurso para a obtenção de informações sobre situações de saúde nas quais não é 
possível a quantificação.
c) a confiabilidade de um indicador em saúde é decorrente de sua não vinculação ao problema, 
evento ou tema a ser observado ou medido.
d) os indicadores de processo são aqueles nos quais os gestores buscam saber os benefícios 
reais que uma dada ação de saúde provocou na população.
006. (QUESTÃO INÉDITA/2020) A Epidemiologia ambiental utiliza informações sobre:
a) Os fatores de risco não existentes.
b) As características especiais do ambiente que interferem no padrão de saúde da população.
c) Os efeitos adversos à saúde relacionados à não exposição a fatores de risco ambientais.
d) Ações de promoção e prevenção.
A Epidemiologia ambiental utiliza informações sobre: Os fatores de risco existentes (físicos, 
químicos, biológicos, mecânicos, ergonômicos ou psicossociais); as características especiais 
do ambiente que interferem no padrão de saúde da população; e os efeitos adversos à saúde 
relacionados à exposição a fatores de risco ambientais.
Letra b.
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007. (QUESTÃO INÉDITA/2020) Julgue o item abaixo:
O saneamento é definido como o descontrole de todos os fatores do meio físico do homem, 
que exercem ou podem exercer efeito deletério sobre o seu bem-estar físico, mental e social. 
Portanto, o saneamento não é indissociável do conceito de saúde.
008. (CONSULPLAN/PREFEITURA DE CAMPO VERDE-MT/2010) A epidemiologia ambien-
tal com indicador de saúde aplica dois métodos para compreender as relações entre meio 
ambiente e saúde: epidemiologia descritiva e analítica. Utiliza, portanto informações tais 
como, EXCETO:
a) Fatores de risco existentes: físicos, químicos e biológicos.
b) Características especiais do ambiente queinterferem no padrão de saúde da população.
c) Efeitos adversos a saúde relacionados à exposição a fatores de riscos ambientais.
d) Fatores de riscos ergonômicos ou psicossociais e mecânicos.
e) Relação entre fatores e fatos diversificados de forma científica ou analítica.
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GABARITO
1. c
2. a
3. c
4. d
5. a
6. b
7. E
8. e
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GABARITO COMENTADO
001. (INSTITUTO AOCP/CASAN/2016) A disciplina que corresponde ao estudo da frequên-
cia, da distribuição e dos determinantes dos estados ou eventos relacionados à saúde em 
específicas populações e a aplicação desses estudos no controle dos problemas de saúde é
a) toxicologia.
b) biologia.
c) epidemiologia.
d) antropologia.
e) bioestatística.
Epidemiologia é o estudo da frequência, da distribuição e dos determinantes dos estados ou 
eventos relacionados à saúde em específicas populações e a aplicação desses estudos no 
controle dos problemas de saúde. (J. Last, 1995).
Letra c.
002. (IDECAN/PREFEITURA DE IPATINGA-MG/2010) Uma das questões centrais da epide-
miologia é a busca da causa e dos fatores que influenciam a ocorrência dos eventos relaciona-
dos ao processo saúde-doença. Com este objetivo, a epidemiologia descreve e compara:
a) A frequência e a distribuição destes eventos, comparando sua ocorrência em diferentes 
grupos populacionais.
b) Estados ou eventos expostos e sem características comparativas.
c) A distribuição geográfica que se torna única num estudo comparativo.
d) Condições ideais comparadas com medidas de controle reais.
e) Características genéticas, comportamentais e imunológicas de controle reais.
A epidemiologia preocupa-se com a frequência e o padrão dos eventos relacionados com o 
processo saúde-doença na população. A frequência inclui não só o número desses eventos, 
mas também as taxas ou riscos de doença nessa população. O padrão de ocorrência dos even-
tos relacionados ao processo saúde-doença diz respeito à distribuição desses eventos.
Letra a.
003. (INSTITUTO AOCP/IBC/2013) Em termos gerais, os indicadores são medidas-síntese 
que contêm informação relevante sobre determinados atributos e dimensões do estado de 
saúde, bem como do desempenho do sistema de Saúde. Sobre os indicadores de saúde, assi-
nale a alternativa INCORRETA.
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a) A qualidade de um indicador depende das propriedades dos componentes utilizados em sua 
formulação (frequência de casos, tamanho da população em risco) e da precisão dos sistemas 
de informação empregados (registro, coleta, transmissão dos dados).
b) O grau de excelência de um indicador deve ser definido por sua validade (capacidade de 
medir o que se pretende) e confiabilidade (reproduzir os mesmos resultados quando aplicado 
em condições similares).
c) Em geral, a validade de um indicador é determinada por sua sensibilidade (capacidade de 
detectar somente o fenômeno analisado) e especificidade (capacidade de detectar o fenôme-
no analisado).
d) A construção de um indicador é um processo cuja complexidade pode variar desde a sim-
ples contagem direta de casos de determinada doença, até o cálculo de proporções, razões, 
taxas ou índices mais sofisticados, como a esperança de vida ao nascer.
e) A disponibilidade de um conjunto básico de indicadores tende a facilitar o monitoramento 
de objetivos e metas em saúde, estimular o fortalecimento da capacidade analítica das equi-
pes e promover o desenvolvimento de sistemas de informação intercomunicados.
a) Certa. A qualidade de um indicador depende das propriedades dos componentes utilizados 
em sua formulação (frequência de casos, tamanho da população em risco etc.) e da precisão 
dos sistemas de informação empregados (registro, coleta, transmissão dos dados etc).
b) Certa. O grau de excelência de um indicador deve ser definido por sua validade (capacidade 
de medir o que se pretende) e confiabilidade (reproduzir os mesmos resultados quando aplica-
do em condições similares).
c) Errada. Em geral, a validade de um indicador é determinada pelas características de sensibilida-
de (medir as alterações desse fenômeno) e especificidade (medir somente o fenômeno analisado).
d) Certa. A construção de um indicador é um processo cuja complexidade pode variar desde 
a simples contagem direta de casos de determinada doença, até o cálculo de proporções, ra-
zões, taxas ou índices mais sofisticados, como a esperança de vida ao nascer.
e) Certa. Além de prover matéria prima essencial para a análise de saúde, a disponibilidade de 
um conjunto básico de indicadores tende a facilitar o monitoramento de objetivos e metas em 
saúde, estimular o fortalecimento da capacidade analítica das equipes de saúde e promover o 
desenvolvimento de sistemas de informação de saúde intercomunicados.
Letra c.
004. (VUNESP/MPE-SP/2016) Um dos atributos que definem o grau de excelência dos indica-
dores de saúde é a validade que
a) reflete a capacidade do indicador para reproduzir os mesmos resultados quando aplicado 
em condições similares.
b) é a qualidade essencial do indicador utilizada para justificar o investimento de tempo e recursos.
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c) é um componente exclusivo dos indicadores qualitativos.
d) corresponde à capacidade do indicador para medir o que se pretende.
e) é o atributo que define o uso exclusivo do indicador para a comparação temporal de dados.
O grau de excelência de um indicador deve ser definido por sua validade (capacidade de medir 
o que se pretende) e confiabilidade (reproduzir os mesmos resultados quando aplicado em 
condições similares).
Letra d.
005. (ESAF/MPOG/2012) Dada a complexidade do conceito de saúde, a tarefa de mensurá-lo 
é também complexa, o que torna de suma importância a existência de indicadores confiáveis. 
Sobre os indicadores em saúde é correto afirmar:
a) os indicadores de saúde constituem ferramenta fundamental para a gestão e avaliação da 
situação de saúde, em todos os níveis.
b) são um recurso para a obtenção de informações sobre situações de saúde nas quais não é 
possível a quantificação.
c) a confiabilidade de um indicador em saúde é decorrente de sua não vinculação ao problema, 
evento ou tema a ser observado ou medido.
d) os indicadores de processo são aqueles nos quais os gestores buscam saber osbenefícios 
reais que uma dada ação de saúde provocou na população.
Se forem gerados de forma regular e manejados em um sistema dinâmico, os indicadores de 
saúde constituem ferramenta fundamental para a gestão e avaliação da situação de saúde, em 
todos os níveis.
Letra a.
006. (QUESTÃO INÉDITA/2020) A Epidemiologia ambiental utiliza informações sobre:
a) Os fatores de risco não existentes.
b) As características especiais do ambiente que interferem no padrão de saúde da população.
c) Os efeitos adversos à saúde relacionados à não exposição a fatores de risco ambientais.
d) Ações de promoção e prevenção.
A Epidemiologia ambiental utiliza informações sobre: Os fatores de risco existentes (físicos, 
químicos, biológicos, mecânicos, ergonômicos ou psicossociais); as características especiais 
do ambiente que interferem no padrão de saúde da população; e os efeitos adversos à saúde 
relacionados à exposição a fatores de risco ambientais.
Letra b.
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Noções Básicas de Epidemiologia, Meio Ambiente e Saneamento
VIGILÂNCIA EM SAÚDE
Natale Souza
007. (QUESTÃO INÉDITA/2020) Julgue o item abaixo:
O saneamento é definido como o descontrole de todos os fatores do meio físico do homem, 
que exercem ou podem exercer efeito deletério sobre o seu bem-estar físico, mental e social. 
Portanto, o saneamento não é indissociável do conceito de saúde.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) define saneamento como o controle de todos os fa-
tores do meio físico do homem, que exercem ou podem exercer efeito deletério sobre o seu 
bem-estar físico, mental e social. Portanto, é evidente que, pela sua própria definição, o sanea-
mento é indissociável do conceito de saúde.
Errado.
008. (CONSULPLAN/PREFEITURA DE CAMPO VERDE-MT/2010) A epidemiologia ambien-
tal com indicador de saúde aplica dois métodos para compreender as relações entre meio 
ambiente e saúde: epidemiologia descritiva e analítica. Utiliza, portanto informações tais 
como, EXCETO:
a) Fatores de risco existentes: físicos, químicos e biológicos.
b) Características especiais do ambiente que interferem no padrão de saúde da população.
c) Efeitos adversos a saúde relacionados à exposição a fatores de riscos ambientais.
d) Fatores de riscos ergonômicos ou psicossociais e mecânicos.
e) Relação entre fatores e fatos diversificados de forma científica ou analítica.
Não é utilizada a Relação entre fatores e fatos diversificados de forma científica ou analítica. 
A Epidemiologia Ambiental aplica dois métodos para compreender as relações entre o meio 
ambiente e a saúde, a saber:
• Epidemiologia Descritiva – que utiliza o método científico para estudar a distribuição 
dos riscos e dos efeitos adversos à saúde da população; e
• Epidemiologia analítica – que estuda a relação entre a exposição a um determinado 
fator e algum efeito adverso à saúde.
Letra e.
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VIGILÂNCIA EM SAÚDE
Natale Souza
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ALBUQUERQUE, C.M.S.; OLIVEIRA C.P.F. Saúde e doença: significações e perspectivas em mu-
dança. Revista do ISP. 2002. Disponível em: [http://www.ipv.pt/millenium/ Millenium25/25_27.
htm] Acesso em: 30 novembro 2010.
ALMEIDA, E.S.; CASTRO, C.G. J.; VIEIRA, C.A.L. Distritos sanitários: concepção e organização. 
Para gestores municipais de serviços de saúde. 2ª. ed. São Paulo: Faculdade de Saúde Pública, 
2002.
BARROS, José Augusto C. Pensando o processo Saúde-Doença: a que responde o modelo 
biomédico? Saude soc. [online]. 2002, v. 11, n. 1, p. 67-84.
Radicchi, Antonio Leite Alves R129s Saúde ambiental/ Antônio Leite Alves Radicchi e Alysson 
Feliciano Lemos. --Belo Horizonte: Nescon/UFMG, Coopmed, 2009. 76p.: il., 22x27cm. https://
ares.unasus.gov.br/acervo/html/ARES/144/1/saude_ambiental.pdf
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Natale Souza
Enfermeira, graduada pela UEFS – Universidade Estadual de Feira de Santana – em 1999; pós-graduada 
em Saúde Coletiva pela UESC – Universidade Estadual de Santa Cruz – em 2001, em Direito Sanitário pela 
FIOCRUZ em 2004; e mestre em Saúde Coletiva.
Atualmente, é servidora pública da Prefeitura Municipal de Salvador e atua como Educadora/Pesquisadora 
pela Fundação Osvaldo Cruz – FIOCRUZ – no Projeto Caminhos do Cuidado. Além disso, é docente em 
cursos de pós-graduação e preparatórios para concursos há 16 anos, ministrando as disciplinas: Legislação 
do SUS, Políticas de Saúde, Programas de Saúde Pública e específicas de Enfermagem.
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	Noções Básicas de Epidemiologia, Meio Ambiente, Medidas de Prevenção e Controle
	1. Conceitos Básicos da Epidemiologia
	2. Aplicações da Epidemiologia
	2.1. Epidemiologia Ambiental
	2.2. Meio Ambiente e Saúde
	Exercícios
	Gabarito
	Gabarito Comentado
	Referências Bibliográficas
	AVALIAR 5: 
	Página 18:

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