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1 
 
1 
Durante uma discussão pelo excessivo ciúme demonstrado pelo marido, 
Clarissa disse a José que não queria mais viver com ele. Tomado de 
raiva e paixão, José, com intenção homicida, apropriou-se de uma faca 
na cozinha e desferiu dois golpes contra a mulher. Vendo-a caída ao 
solo, sangrando, arrependeu-se da reação emotiva, especialmente 
porque Clarissa, mesmo ferida e ofegante, repetia que o amava e o 
perdoava por tudo. José então socorreu a esposa e a levou até o 
hospital, onde ela, recebendo atendimento médico e intervenção 
cirúrgica (haja vista a primeira facada haver transfixado o pulmão da 
vítima), sobreviveu. Recuperada, Clarissa perdoou José, segundo suas 
próprias palavras registradas em carta, mas saiu de casa e foi morar com 
os 5 (cinco) filhos na casa da mãe (que, inclusive, levou os fatos 
praticados pelo genro ao conhecimento da polícia). José, desde então, 
caiu em depressão profunda e sucumbiu ao alcoolismo. Quanto à 
responsabilidade penal de José pelos fatos, é correto afirmar que ele 
responderá: 
A) Apenas pelas lesões causadas na vítima, configurada hipótese de 
arrependimento eficaz. 
B) Por homicídio tentado, descaracterizada a violência doméstica em 
razão do perdão da ofendida. 
C) Por feminicídio tentado, atenuado pelo arrependimento posterior, 
sendo irrelevante o perdão da ofendida. 
D) Por feminicídio tentado, mas poderá receber o perdão judicial, tendo 
em vista as consequências da infração. 
 
 
 
2 
Cléber e Davi possuem um inimigo em comum, qual seja, Evandro. Em 
determinado dia, sem prévio ajuste, ambos portando arma de fogo de 
igual calibre e munições idênticas, escondem-se, em diferentes locais, 
próximo ao trabalho de Evandro, esperando o momento em que este 
chegue ao trabalho para, enfim, eliminar a vida dele. Quando Evandro 
chega ao local, Cléber e Davi atiram simultaneamente em sua direção, 
sendo Evandro atingido e vindo a falecer. Posteriormente, o exame 
pericial concluiu que Evandro foi morto por um único disparo de arma de 
fogo, sendo que os demais tiros não o atingiram, todavia, o laudo não 
conseguiu identificar de qual arma de fogo partiu o tiro que eliminou a 
vida de Evandro. 
Considerando o caso hipotético narrado, assinale a alternativa correta. 
A) Não há concurso de pessoas, sendo hipótese de autoria 
desconhecida. Cléber e Davi respondem por homicídio consumado. 
B) Não há concurso de pessoas, sendo hipótese de autoria 
desconhecida. Cléber e Davi respondem por tentativa de homicídio. 
C) Não há concurso de pessoas, sendo hipótese de autoria incerta. 
Cléber e Davi respondem por homicídio consumado. 
D) Não há concurso de pessoas, sendo hipótese de autoria incerta. 
Cléber e Davi respondem por tentativa de homicídio. 
 
 
 
3 
No mês de Outubro do ano de 2019, Clóvis iniciou a execução de um 
crime de extorsão mediante sequestro, a restrição da liberdade da vítima 
teve uma duração maior que 60 dias. Entretanto, no mês de Novembro 
do mesmo ano, entrou em vigor lei penal que aumentou a pena do crime 
de extorsão mediante sequestro. A vítima só obteve a liberdade em 
janeiro de 2020, quando o Clóvis finalmente conseguiu a vantagem 
financeira indevida. Oferecida a denúncia em face de Clóvis, é correto 
afirmar que a condenação será com base: 
A) Na lei em vigor no mês de Outubro de 2019, pois foi o momento que 
o crime teve sua consumação. 
B) Na lei em vigor em Outubro de 2019, por ser aplicável o princípio da 
irretroatividade da lei penal mais gravosa. 
C) Na inovação legislativa, porque o crime imputado somente foi 
consumado quando aconteceu a obtenção de vantagem financeira 
indevida. 
D) Na inovação legislativa, ainda que mais gravosa, em razão da 
natureza do crime imputado. 
 
 
 
 
 
4 
Samuel sofre de sonambulismo desde quando criança e é apaixonado 
por Sabrina, sua esposa. Certa noite, durante o sono profundo e em 
estado de inconsciência, Samuel vai até a cozinha e pega uma faca. 
Nesse momento, ao perceber que Samuel não estava na cama, Sabrina 
vai até a cozinha e toca em seu ombro para levá-lo de volta. Ocorre que, 
ainda sonâmbulo, Samuel desfere dois golpes com a faca em sua 
esposa, atingindo de forma fatal. Samuel retorna para cama e continua 
o seu sono. Levando em consideração a hipótese narrada, é correto 
afirmar que Samuel: 
A) Deve responder por homicídio culposo, sendo aplicável o perdão 
judicial. 
B) Deve responder por homicídio doloso, praticado com dolo eventual. 
C) Deve responder por delito de homicídio preterdoloso. 
D) Não deve responder por crime, por ausência de voluntariedade no 
movimento. 
 
 
5 
Mauro guarda em seu guarda-roupas um saco contendo quase 1 kg de 
cocaína. A sacola está em sua casa desde 23 de julho 2006. Ocorre que, 
em 08 de outubro do mesmo ano, entrou em vigor uma lei mais severa, 
punindo as condutas do art. 33 da lei de drogas de forma mais gravosa. 
Mauro continuava guardando a mesma quantidade de entorpecente, até 
que em 09 de outubro de 2006, com mandado de busca e apreensão, a 
polícia ingressa em sua casa e localiza a droga. De acordo com o estudo 
sobre a lei penal no tempo, é correto afirmar que: 
A) A lei posterior que de qualquer modo favorecer o agente, aplica-se 
aos crimes permanentes e continuados, ainda que decididos por 
sentença condenatória transitada em julgado. 
B) Mauro poderá ser punido pela lei mais grave, uma vez que se trata 
de crime permanente, de modo que a lei mais grave poderá ser 
aplicada enquanto não cessada a permanência. 
C) Como a retroatividade penal da lei mais benéfica não é princípio 
automático e absoluto, a defesa de Mauro precisa alegar que o 
Código Penal adota a teoria da ubiquidade, para buscar a aplicação 
da lei penal mais benéfica. 
D) De acordo com entendimento sumulado, deve ser aplicada a lei que 
vigia no dia em que se iniciou sua conduta, independente se mais 
grave ou mais benéfica ao agente. 
 
 
 
6 
Mévio e Tício, previamente ajustados, subtraíram no interior de uma 
residência bens avaliados no total de 800 reais. Mévio é primário e Tício 
é reincidente. De acordo com o STJ, a figura do furto privilegiado: 
A) aplica-se aos dois sujeitos, diante do pequeno valor da coisa. 
B) não aplica-se para nenhum dos sujeitos, pois não cabe o furto 
privilegiado para furto qualificado de ordem objetiva. 
C) aplica-se somente para Mévio diante da sua primariedade, do 
pequeno valor da coisa e da qualificadora ser de ordem objetiva. 
D) aplica-se somente para Mévio diante de sua primariedade e do 
pequeno valor da coisa, não sendo relevante a qualificadora ser de 
ordem objetiva. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2 
 
7 
Ricardo é caminhoneiro e estacionou seu caminhão em um posto de 
gasolina para tomar um café na conveniência mais próxima. Poucos 
minutos dele retornar ao caminhão, Roberval se escondeu entre as 
rodas e debaixo do caminhão para se esconder da polícia, sem que 
Ricardo pudesse imaginar. Quando Ricardo começou a dirigir, a roupa 
de Roberval ficou presa entre as rodas, arrastando-o e causando sérias 
lesões físicas. No momento em que um pedestre consegue avisar, 
imediatamente o caminhoneiro para e socorre Roberval. Sobre a 
conduta de Ricardo, trata-se de caso de exclusão: 
A) da imputabilidade 
B) de ilicitude 
C) do dolo por erro de proibição 
D) do dolo por erro de tipo 
 
 
 
8 
André de 29 anos, através de um site propagador de instigação ao 
suicídio, foi procurado por dois irmãos, Lais de 13 anos e Lucas de 12 
anos, para orientação de suicídio indolor. André, através de mensagens 
no chat do próprio site, recomendou a utilização de veneno de extrema 
letalidade. Os irmãos ingeriram juntos a substância. Lais morreu 
imediatamente, já Lucas ficou hospitalizado por 40 dias, ficando 
paraplégico permanentemente. Com base nas informações acima, é 
correto afirmar que André deverá ser penalmente responsabilizado pelo 
crime de: 
A) Induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio ou a automutilação 
consumada em face de Lais e namodalidade tentada em face de 
Lucas. 
B) Homicídio contra a vida de Lais e lesão corporal gravíssima em face 
de Lucas. 
C) Homicídio contra a vida de Lais e lesão corporal grave em face de 
Lucas. 
D) Homicídio contra a vida de Lais e induzimento, instigação ou auxílio 
ao suicídio ou a automutilação consumada em face de Lucas. 
 
 
 
9 
Maurício, inconformado com a participação de Gustavo e Leila, pais de 
sua ex-namorada Laís, no fim de seu relacionamento, decide praticar um 
crime de roubo na residência do rico casal. Para isso, compra cordas e 
elásticos, que utilizaria para amarrar as mãos das vítimas, além de um 
simulacro de arma de fogo. Momentos antes da prática delitiva, quando 
Maurício se preparava para sair de casa, Laís liga e demonstra interesse 
em retomar a relação, o que faz com que Maurício decida não mais ir até 
a casa de Gustavo e Leila, mas sim ao encontro de Laís. 
Considerando apenas as informações expostas, é correto afirmar que a 
conduta de Maurício é: 
A) típica, mas deve ser reconhecida a causa de diminuição de pena da 
tentativa em seu patamar mínimo, tendo em vista que o critério a ser 
observado para definir o quantum de redução de pena é a gravidade 
do delito; 
B) típica, mas deve ser reconhecida a causa de diminuição de pena da 
tentativa em seu patamar máximo, já que o critério a ser observado 
no quantum de redução de pena é o iter criminis percorrido; 
C) atípica, em razão de não ter sido iniciada a execução; 
D) atípica, em razão do arrependimento eficaz. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
10 
 Nas lições de Miguel Reale Júnior (Teoria do delito), se a não 
consumação do crime por circunstâncias alheias à vontade do agente 
torna típica a conduta tentada, funcionando o artigo 14, inciso II, do 
Código Penal como autêntica norma de extensão temporal do tipo penal, 
deve-se, pela mesma ratio, ter por atípica a tentativa quando o resultado 
não se concretiza em decorrência da vontade do próprio agente. Sob 
essa visão, independentemente da importância político-criminal desses 
institutos, a não punição da desistência voluntária e do arrependimento 
eficaz emana da atipicidade da conduta como modalidade tentada. 
Sobre a desistência voluntária e o arrependimento eficaz, assinale a 
alternativa correta. 
A) A desistência voluntária e o arrependimento eficaz podem ocorrer 
tanto nas hipóteses de crime falho quanto nos casos de tentativa 
imperfeita. 
B) Uma vez reconhecido o arrependimento eficaz ou a desistência 
voluntária, o agente até poderá responder criminalmente pelos atos 
já praticados, mas não poderá ser responsabilizado pela tentativa do 
resultado que visava a alcançar antes de abandonar seu dolo inicial. 
C) A desistência voluntária e o arrependimento eficaz possuem efeitos 
equivalentes, pois ambos funcionam como causa de atipicidade da 
conduta. A diferença entre os institutos consiste no momento de sua 
manifestação, pois enquanto a desistência voluntária deve ocorrer 
antes de o resultado típico se consumar, o arrependimento eficaz 
pode ser reconhecido mesmo após a consumação do crime. 
D) Na desistência voluntária, o agente, após esgotar os meios 
executórios que tinha à sua disposição, pratica uma nova conduta 
para impedir o advento do resultado, razão pela qual ele somente 
responderá penalmente pelos atos até então praticados. 
 
 
 
11 
Nos termos do Código de Processo Penal, ficam, entre os dias 
compreendidos entre 20 de dezembro e 20 de janeiro, suspensos o 
curso dos prazos processuais penais e vedadas a realização de 
audiências e de sessões de julgamento nos processos: 
A) regidos pelo Estatuto do Idoso; 
B) que envolvam réus presos, nos processos vinculados a essas 
prisões; 
C) regidos pela Lei Maria da Penha; 
D) que possuam medidas consideradas urgentes, mediante despacho 
fundamentado do juízo competente 
 
 
 
 
12 
Laryssa, durante as festividades de ano novo, foi presa em flagrante por 
crime de tráfico de drogas ilícitas. Em razão de não haver policiais 
suficientes na Delegacia, Laryssa não foi encaminhada para a realização 
da audiência de custódia. 
O Delegado plantonista, assim, remeteu os autos do flagrante ao 
Ministério Público, que requereu a prisão preventiva de Laryssa. O 
magistrado, desconsiderando a ausência da audiência de custória, deu 
provimento ao requerimento ministerial e determinou o recolhimento 
provisório de Laryssa. 
Com base no entendimento jurisprudencial do Supremo Tribunal 
Federal, é correto afirmar que: 
A) a prisão deve ser relaxada em razão da não realização da audiência 
de custódia, sem motivação idônea, em 24 (horas) da prisão. 
B) não realização de audiência de custódia no prazo legal acarretará, 
não só a nulidade da prisão preventiva, como a automática nulidade 
de todos os atos processuais produzidos. 
C) A ausência de realização de audiência de custódia é irregularidade 
que não conduz à automática revogação da prisão preventiva, 
cabendo ao juízo da causa promover análise acerca da presença 
dos requisitos autorizadores da medida extrema. 
D) não realização da audiência de custódia acarretará na nulidade da 
prisão preventiva decretada, a qual não poderá mais ser decretada 
no curso da persecução penal, mas não implicará da anulação dos 
demais atos. 
 
 
3 
 
13 
Com relação à citação do acusado, assinale a alternativa correta 
conforme o Código de Processo Penal. 
A) Se o acusado, citado por pessoalmente, não comparecer, nem 
constituir advogado, ficará suspenso o processo e o curso do prazo 
prescricional, podendo o juiz determinar a produção antecipada das 
provas consideradas urgentes e, se for o caso, decretar prisão 
preventiva, nos termos do disposto no art. 312. 
B) O processo seguirá sem a presença do acusado que, citado ou 
intimado pessoalmente para qualquer ato, deixar de comparecer 
sem motivo justificado, ou, no caso de mudança de residência, não 
comunicar o novo endereço ao juízo. 
C) O dia designado para funcionário público comparecer em juízo, 
como vítima, será notificado assim a ele como ao chefe de sua 
repartição. 
D) Estando o acusado no estrangeiro, em lugar sabido, será citado 
mediante carta rogatória, sem a suspensão do prazo prescricional 
até o seu cumprimento. 
 
 
 
14 
Em relação às garantias constitucionais do processo penal, é correto 
afirmar que: 
A) após a prisão preventiva, o delegado deve entregar nota de culpa ao 
preso. 
B) a materialização do direito à informação sobre a prisão se dá na 
realização da audiência de custódia. 
C) o preso tem direito à identificação dos responsáveis por seu 
interrogatório policial. 
D) deixar de identificar-se por ocasião da prisão dá causa à nulidade, 
mas não configura crime. 
 
 
 
15 
Durante o trâmite de inquérito policial para apurar crime contra o 
patrimônio, supostamente cometido por organização criminosa, o 
advogado de Laryssa entrou em contato com a autoridade policial, 
afirmando que a investigada deseja realizar acordo de colaboração 
premiada. Após historiar os fatos de que tem conhecimento, durante as 
rodadas de negociação, a investigada aponta as provas que possui. O 
acordo é formalizado e submetido ao Ministério Público, que o endossa 
e encaminha ao Poder Judiciário. 
O magistrado competente, após a adoção dos protocolos necessários, 
homologa o acordo. Enquanto a investigação tem prosseguimento, 
agora com a colaboração direta de Laryssa, o Promotor de Justiça atenta 
que há processo em curso na Vara Criminal, em que a colaboradora 
pode servir como testemunha, pugnando por sua oitiva, o que é deferido 
pelo Juízo. No dia aprazado, a colaboradora não comparece, em que 
pese devidamente intimada. O Ministério Público postula a condução 
coercitiva dela. 
Diante deste cenário, assinale a afirmativa correta. 
A) A condução coercitiva foi totalmente extirpada do ordenamento 
jurídico, diante do reconhecimento da inconstitucionalidade por 
violação da garantia contra a autoincriminação. 
B) A colaboradora, na condição de testemunha,não pode ser 
conduzida coercitivamente, diante da garantia contra a 
autoincriminação. 
C) A condução coercitiva era reservada aos investigados e réus, não 
tendo previsão de sua aplicação para testemunhas, informantes ou 
peritos. 
D) A colaboradora pode ser conduzida coercitivamente, podendo deixar 
de responder a perguntas que possam incriminá-la. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
16 
Ronaldo, vereador na cidade de Arapiraca/AL, incorreu na prática de 
crime tributário tipificado na Lei nº 8.137/90, consubstanciada em fraude 
tributária consistente na redução de ICMS devido ao Estado de 
Pernambuco, praticado no âmbito de uma filial de uma de suas 
empresas, situada em Comarca de Petrolina/PE. 
A sede da empresa de Ronaldo é localizada na cidade de Delmiro 
Gouveia/AL, onde consta ainda pedido de recuperação judicial deferido 
pela Vara Única da localidade. 
A competência para o processo e o julgamento do crime tributário será 
A) de uma das Varas Criminais da Comarca de Petrolina/PE. 
B) do Tribunal de Justiça de Alagoas, em razão da prerrogativa de foro. 
C) de uma das Varas Criminais da Comarca de Arapiraca/AL. 
D) na Vara Única da Comarca de Delmiro Gouveia/AL. 
 
 
 
17 
Durante interrogatório, Alik, processada criminalmente pelo crime de 
roubo, negou a autoria delitiva mas confessou ter praticado o crime de 
furto em outras oportunidades. Verificando a ausência de suporte 
probatório mínimo, o MP requereu o arquivamento do inquérito policial 
relativo ao delito de roubo, o que foi acatado pelo juízo. Posteriormente, 
outro membro do Ministério Público, reexaminando os autos, requisitou 
a instauração de novo inquérito contra Alik pelo crime de roubo. 
Sobre essa situação, assinale a alternativa correta: 
A) após seu arquivamento, o inquérito poderá ser desarquivado a 
qualquer momento para possibilitar novas investigações, desde que 
haja concordância do Ministério Público. 
B) o inquérito em curso poderá ser avocado por superior por motivo de 
interesse público. 
C) o inquérito poderá ser instaurado por requisição do Ministério 
Público, a depender da análise de conveniência e oportunidade do 
delegado de polícia. 
D) nos casos de ação penal privada e ação penal pública condicionada 
poderá ser instaurado o inquérito mesmo sem a representação da 
vítima ou seu representante legal, desde que se trate de crime 
hediondo. 
 
 
 
 
18 
No que diz respeito à ação penal pública condicionada à requisição do 
ministro da Justiça, assinale a opção correta. 
Alternativas: 
A) A requisição está sujeita ao prazo decadencial de seis meses, 
contado do dia em que o ministro da Justiça vier a saber quem é o 
autor do crime. 
B) A requisição do ministro da Justiça impõe ao Ministério Público o 
dever de ofertar denúncia. 
C) A definição jurídica do fato delituoso feita pelo ministro da Justiça, na 
requisição, vincula o juiz criminal que irá julgar a causa. 
D) A requisição do ministro da justiça, na ação penal pública 
condicionada, é condição de procedibilidade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
 
19 
Quando o juiz competente é regularmente comunicado sobre a prisão 
em flagrante de um suposto autor de homicídio doloso, constata que 
todos os requisitos para o flagrante estiveram presentes e decide manter 
a prisão, porém omite fundamentação sobre as hipóteses autorizadoras 
da prisão preventiva: 
A) a prisão é legal, afinal, para a autoridade judicial competente foi 
resultado de um flagrante formalmente correto. 
B) a prisão é legal mas o juiz pratica crime de abuso de autoridade se 
tiver agido com dolo. 
C) a prisão é ilegal e pode ser anulada. 
D) a prisão é legal e poderá perdurar enquanto a defesa ou mesmo o 
Ministério Público não requererem a liberdade provisória, ocasião 
em que o juiz poderá concluir não estarem presentes os requisitos 
para a prisão preventiva. 
 
 
 
20 
Renata terminou um relacionamento que mantivera com André por cerca 
de dois anos. Inconformado com a separação, André passou a ameaçar 
Renata por ligações telefônicas e mensagens de aplicativo, dizendo que 
a mataria se a encontrasse com outro. Sentindo-se intimidada, Renata 
comunicou o fato à Delegacia de Polícia, que instaurou inquérito para 
apurar o crime de ameaça. 
Não conseguindo obter provas do crime, a autoridade policial pleiteou, 
então, ao Poder Judiciário a interceptação das comunicações telefônicas 
e telemáticas mantidas entre o investigado e a vítima. 
Nessa situação hipotética, deve o juiz 
A) indeferi-lo, pois que não se admite a interceptação de comunicações 
telefônicas para prova do fato investigado. 
B) indeferi-lo, por não haver indícios razoáveis de autoria, restando tão 
somente a palavra de uma das partes contra a outra. 
C) deferi-lo, dada a existência de indícios razoáveis de autoria. 
D) deferi-lo, a contrário senso, por inexistir outro meio de obtenção de 
prova do crime. 
 
GABARITO – DIREITO PENAL 
5 
 
 
Questão 01 
 
Gabarito: A 
Tanto na desistência voluntária, quanto no arrependimento eficaz, o 
agente abandona o seu dolo inicial. Dessa feita, afasta-se a possibilidade 
de responsabilização pelo delito iniciado, respondendo o agente apenas 
pelo resultado dos atos já praticados. 
No caso da questão, José, após realizar a execução com intenção 
homicida, arrepende-se e evita a consumação (morte), configurando o 
chamado arrependimento eficaz (artigo 15, do Código Penal). Por 
consequência, como o dolo inicial (homicida) fora abandonado, o agente 
responderá apenas pelo resultado dos atos já praticados (lesões 
corporais). 
 
 
 
 
 
 
 
Questão 02 
 
Gabarito: D 
Para responder a presente questão é necessário rememorar os 
requisitos do concurso de agentes. Então, vamos lá! 
1 – Pluralidade de agentes culpáveis; 
2 – Relevância causal da conduta; 
3 – Vínculo subjetivo entre os agentes; 
4 – Unidade de infração; 
5 – Existência de fato punível. 
Note que o item 3 foi propositalmente destacado. Isso para demonstrar 
que, no caso da questão, é justamente o requisito ausente e, conforme 
sabemos, o concurso de pessoas deve respeitar, cumulativamente, 
todos os requisitos acima. 
Assim, não há concurso de pessoas entre Cléber e Davi, posto que um 
não sabe da intenção do outro (ausência de liame subjetivo). No caso, 
temos a chamada autoria incerta, uma vez que a perícia não conseguiu 
concluir se o disparo fatal partiu de Cléber ou se partiu de Davi. Dessa 
forma, a dúvida deve beneficiar ambos os agentes (in dubio pro reo), 
devendo Cléber e Davi responder por homicídio na modalidade tentada. 
 
 
 
 
 
 
 
Questão 03 
 
Gabarito: D 
Trata-se de crime Permanente. O momento da consumação se prolonga 
no tempo por vontade do agente. 
Na extorsão mediante sequestro: 
O crime se consuma com a privação da liberdade da vítima 
independentemente da obtenção da vantagem pretendida pelo agente. 
O crime é permanente, pois a consumação se prolonga enquanto 
perdurar a privação da liberdade da vítima. 
Súmula 711 
A lei penal mais grave aplica-se ao crime continuado ou ao crime 
permanente, se a sua vigência é anterior à cessação da continuidade 
ou da permanência. 
Detalhes adicionais: 
I) Nesse caso, o recebimento da vantagem é um mero exaurimento, 
tendo em vista que o crime de extorsão 
mediante sequestro consuma-se com a privação da liberdade da vítima. 
II) Estamos diante de uma Extorsão mediante sequestro em sua forma 
qualificada, pois o sequestro durou mais de 24 h 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Questão 04 
 
Gabarito: D 
São causas de exclusão da conduta: 
a) Caso fortuito ou de força maior: segundo o Código Civil, há o caso 
fortuito ou de força maior quando uma determinada ação gera 
consequências imprevisíveis, impossíveis de evitar ou impedir. 
b) Involuntariedade: é a incapacidade de o agente dirigir sua conduta de 
acordo com uma finalidade predeterminada. São casos de 
involuntariedade: 
(1) Estado de inconsciência completa, como o sonambulismo e a 
hipnose; 
(2) Movimentos reflexos: nos atos reflexos o movimento é apenas um 
sintomade reação automática do organismo a um estímulo externo. 
c) Coação física irresistível (vis absoluta): ocorre nas situações em que 
o agente, em razão de força física externa, é impossibilitado de 
determinar seus movimentos de acordo com sua vontade. 
 
 
 
 
 
 
 
Questão 05 
 
Gabarito: B 
Trata-se de uma questão hipotética de sucessão de leis envolvendo a lei 
de drogas, mas que o foco é a Aplicação da Lei Penal, especialmente no 
que se refere a retroatividade da lei penal benéfica. Já revisou os 1o ao 
12 do Código Penal? Sugiro a leitura, mesmo que tenha acertado a 
questão. Importante revisar também o conceito de crime permanente e 
crime continuado. Vamos aos comentários: 
 
A) INCORRETA. A alternativa buscou confundir o entendimento do 
parágrafo único do art. 2o do código penal, que trata do princípio da 
retroatividade penal da lei mais benéfica: “A lei posterior, que de qualquer 
modo favorecer o agente, aplica-se aos fatos anteriores, ainda que 
decididos por sentença condenatória transitada em julgado.” O 
dispositivo não fala especificamente sobre os crimes permanentes e 
continuados, pois não tratam-se de fatos anteriores enquanto estiverem 
em vigência. 
B) CORRETA. É o entendimento da súmula 711 do STF: “A lei penal mais 
grave aplica-se ao crime continuado ou crime permanente, se a sua 
vigência é anterior à cessação da continuidade ou da permanência.” Em 
outras palavras, a súmula diz que independente da lei ser mais benéfica 
ou mais gravosa, será aplicada aquela que estiver em vigência quando 
houver a cessação do delito. Como a lei antes de encerrar o crime 
(quando a polícia apreendeu) era mais gravosa, ela será aplicada. 
Cuidado! A súmula não diz que é sempre para aplicar a lei mais gravosa, 
apenas diz que MESMO que a lei for mais gravosa, será aplicada no 
encerramento do crime se estiver vigente. “E se fosse o contrário, prof? 
Se quando Mauro iniciou o armazenamento tivesse uma lei mais severa 
e antes da polícia apreender a lei fosse mais benéfica?” Você já sabe a 
resposta, aplica-se sempre a última lei que estava em vigência na época 
antes de encerrar o crime. 
C) INCORRETA. Sempre importante lembrar de desconfiar quando a 
questão dizer que “princípio é absoluto”. O código penal utiliza a teoria 
da ubiquidade para o lugar do crime, nos termos do art. 6o, CP. Não 
trata-se de aplicação de teoria da atividade, ubiquidade ou resultado, que 
se referem ao tempo e local do crime. A retroatividade penal benéfica é 
um princípio fundamental previsto na Constituição Federal e por questão 
de política criminal é possível ser aplicada em benefício do Réu. 
D) INCORRETA. A questão está incorreta, pois não é aplicada a lei de 
quando o agente iniciou a conduta quando houver sucessão de leis em 
casos de crimes permanentes e continuados, por força da súmula 711, 
STF. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://youtu.be/_f9vKbPIC0Q
https://youtu.be/nsVgNuJHkiM
https://youtu.be/zATuwvj2Bgk
https://youtu.be/KH6eapudD4k
https://youtu.be/oekpfMHBW0k
GABARITO – DIREITO PENAL 
6 
 
 
Questão 06 
 
Gabarito: C 
Diante da qualificadora “concurso de duas ou mais pessoas”, que é de 
ordem objetiva, e considerando o art. 155, §2º, CP, bem como a súmula 
511, STJ. São requisitos para o furto privilegiado: criminoso primário + 
coisa de pequeno valor (até um salário mínimo), que tem como 
consequência: diminuição de pena, substituição de pena ou aplicação 
apenas da pena de multa. Se o furto for qualificado, exige a súmula 511, 
STJ que a qualificadora seja de ordem OBJETIVA. Para o STJ são de 
ordem SUBJETIVAS, e portanto, não sabe o furto privilegiado: abuso de 
confiança e, segundo os mais recentes entendimentos (embora ainda 
controverso), o furto mediante fraude. 
 
 
 
 
 
 
 
Questão 07 
 
Gabarito: D 
A) INCORRETA. São causas legais de exclusão da imputabilidade: 
doença mental ou 
desenvolvimento mental incompleto ou retardado, embriaguez completa 
e involuntária, decorrente de caso fortuito ou força maior, dependência 
ou intoxicação involuntária decorrente do consumo de drogas ilícitas e 
menoridade penal. Como podemos perceber, não é o caso da questão. 
B) INCORRETA. São causas legais de exclusão da ilicitude: legítima 
defesa, estado de necessidade, estrito cumprimento do dever legal, 
exercício regular do direito. Também não se enquadra para gabarito da 
questão. 
C) INCORRETA. O art. 21 prevê: “O desconhecimento da lei é 
inescusável. O erro sobre a ilicitude do fato, se inevitável, isenta de pena; 
se evitável, poderá diminuí-la de 1/6 a 1/3.” No erro de proibição o sujeito 
sabe o que está fazendo, mas acredita que o seu comportamento é lícito. 
Como podemos observar, o caminhoneiro não sabia que havia alguém 
escondido no caminhão, por isso que não há que se falar em erro de 
proibição. 
D) CORRETA. O art. 20 prevê: “O erro sobre elemento constitutivo do 
tipo legal de crime exclui o dolo, mas permite a punição por crime 
culposo, se previsto em lei.” Essa é a melhor resposta. O caminhoneiro 
tinha uma falsa percepção da realidade. Não sabia o que estava 
acontecendo. Por isso que exclui o dolo, pois o erro de tipo SEMPRE vai 
excluir o dolo. “Professora, mas ele poderá responder a título de culpa?” 
Sim, dependendo do processo... Mas a questão não quer saber disso. 
Cuidado pra não ir além e se confundir. A questão apenas quer saber se 
você sabe que o erro de tipo SEMPRE exclui o dolo. 
 
 
 
 
 
 
 
Questão 08 
 
Gabarito: B 
Para resolver essa questão é importante lembrar que para caracterizar 
o crime do art. 122, CP, a vítima precisa ter discernimento suficiente. O 
código penal, de modo geral, entende que o menor de 14 anos é 
considerado vulnerável, a exemplo do art. 217-A, no qual o estupro vai 
ser considerado independente se o menor de 14 anos aceitar ou não a 
prática sexual. Além disso, o próprio art. 122, CP no §6oe §7o, deixa 
claro que quando a vítima for menor de 14 anos e houver lesão 
gravíssima ou morte, será remetido para o art. 129, §2o e 121. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Questão 09 
 
Gabarito: B 
A alternativa B explica perfeitamente a consequência da incidência dos 
institutos da desistência voluntária e do arrependimento eficaz. De fato, 
tanto na desistência voluntária, quanto no arrependimento eficaz, o 
agente abandona o seu dolo inicial. Dessa feita, afasta-se a possibilidade 
de responsabilização pelo delito iniciado, respondendo o agente apenas 
pelo resultado dos atos já praticados. Assim, por exemplo, o indivíduo 
que, com a intenção de matar, desfere golpes de faca em outrem, mas 
desiste de prosseguir na execução (desistência voluntária) ou evita a 
consumação (arrependimento eficaz), deverá responder apenas por 
lesão corporal (resultado dos atos praticados), não havendo se falar em 
crime de homicídio tentado, uma vez que o dolo inicial (intenção de 
matar) fora abandonado. 
 
 
 
 
 
 
 
Questão 10 
 
Gabarito: C 
Não podemos negar que Maurício cogitou a prática de roubo contra 
Gustavo e Leila. Maurício, inclusive, iniciou a preparação, comprando 
cordas e elásticos a fim de amarrar as mãos das vítimas. Contudo, o 
cogitado crime de roubo não teve sua execução ao menos iniciada, não 
havendo se falar nem mesmo em tentativa. 
Assim, Maurício não poderá ser responsabilizado, uma vez que o crime 
de roubo não teve sua execução iniciada, sendo apenas cogitado e 
preparado. 
 
 
https://youtu.be/ffC73rzoRP4
https://youtu.be/BcAVOdOKSQk
https://youtu.be/LH_-HwYe12k
https://youtu.be/SqjpB7xiYV4
https://youtu.be/ITgztp4e3L0
GABARITO – DIREITO PROCESSUAL PENAL 
7 
 
 
Questão 11 
 
Gabaito: A 
A questão exigiu o conhecimento dos casos previstos no art. 798-A do 
Código de Processo Penal, incluído pela Lei nº 14.365, de 2022: 
Art. 798-A. Suspende-se o curso do prazo processual nos dias 
compreendidos entre 20 de dezembro e 20 de janeiro, inclusive, salvo 
nos seguintes casos: 
I - que envolvam réus presos, nos processos vinculados a essas prisões; 
II - nos procedimentos regidos pela Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006 
(Lei Mariada Penha); 
III - nas medidas consideradas urgentes, mediante despacho 
fundamentado do juízo competente. 
Parágrafo único. Durante o período a que se refere o caput deste artigo, 
fica vedada a realização de audiências e de sessões de julgamento, 
salvo nas hipóteses dos incisos I, II e III do caput deste artigo. 
Conforme o citado artigo, ficam suspensos os prazos e vedadas a 
realizações de audiências em todos os processos penais exceto os 
citados nos incisos I a III (alternativas B, C e D da questão). Assim, ao 
menos conforme a lei, um processo penal regido pelo Estatuto do Idoso 
ficaria suspenso. 
 
 
 
 
 
 
 
Questão 12 
 
Gabarito: C 
Importante frisar que a questão exigiu o conhecimento da jurisprudência 
do Supremo Tribunal Federal sobre o assunto. 
O dispositivo do Código de Processo Penal que regula a situação 
apresentada é o art. 310, § 4º, incluído pela Lei nº 13.964/2019: 
“Transcorridas 24 (vinte e quatro) horas após o decurso do prazo 
estabelecido no caput deste artigo, a não realização de audiência de 
custódia sem motivação idônea ensejará também a ilegalidade da 
prisão, a ser relaxada pela autoridade competente, sem prejuízo da 
possibilidade de imediata decretação de prisão preventiva.” 
Contudo, o citado dispositivo, desde 2020, está suspenso por decisão 
do Ministro Luiz Fux ressaltou que o termo "motivação idônea", que 
excepciona a ilegalidade da prisão, é excessivamente abstrato e não 
fornece baliza interpretativa segura para aplicação do dispositivo. 
A decisão de Fux permanece em vigor até que o plenário do Supremo 
julgue o mérito (ADIns 6.298, 6.299, 6.300 e 6.305). O julgamento, 
porém, permanece sem data marcada. 
Seguindo esse entendimento, as duas turmas do STF vem decidindo 
que: 
A ausência de realização de audiência de custódia é irregularidade que 
não conduz à automática revogação da prisão preventiva, cabendo ao 
juízo da causa promover análise acerca da presença dos requisitos 
autorizadores da medida extrema. (STF. 2a Turma. HC 198896 AgR, Rel. 
Min. Edson Fachin, julgado em 14/06/2021). 
A falta de audiência de custódia constitui irregularidade, não afastando a 
prisão preventiva, no caso de estarem atendidos os requisitos do art. 312 
do CPP e observados direitos e garantias versados na Constituição 
Federal. (STF. 1ª Turma. HC 202260 AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, 
julgado em 30/08/2021) 
Vejam a literalidade do CPP, que também pode ser exigida na prova: 
Art. 310. Após receber o auto de prisão em flagrante, no prazo máximo 
de até 24 (vinte e quatro) horas após a realização da prisão, o juiz deverá 
promover audiência de custódia com a presença do acusado, seu 
advogado constituído ou membro da Defensoria Pública e o membro do 
Ministério Público, e, nessa audiência, o juiz deverá, 
fundamentadamente: 
I - relaxar a prisão ilegal; ou 
II - converter a prisão em flagrante em preventiva, quando presentes os 
requisitos constantes do art. 312 deste Código, e se revelarem 
inadequadas ou insuficientes as medidas cautelares diversas da prisão; 
ou 
III - conceder liberdade provisória, com ou sem fiança. 
§ 1º Se o juiz verificar, pelo auto de prisão em flagrante, que o agente 
praticou o fato em qualquer das condições constantes dos incisos I, II ou 
III do caput do art. 23 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 
1940 (Código Penal), poderá, fundamentadamente, conceder ao 
 
 
acusado liberdade provisória, mediante termo de comparecimento 
obrigatório a todos os atos processuais, sob pena de revogação. 
§ 2º Se o juiz verificar que o agente é reincidente ou que integra 
organização criminosa armada ou milícia, ou que porta arma de fogo de 
uso restrito, deverá denegar a liberdade provisória, com ou sem medidas 
cautelares. 
§ 3º A autoridade que deu causa, sem motivação idônea, à não 
realização da audiência de custódia no prazo estabelecido no caput 
deste artigo responderá administrativa, civil e penalmente pela omissão. 
§ 4º Transcorridas 24 (vinte e quatro) horas após o decurso do prazo 
estabelecido no caput deste artigo, a não realização de audiência de 
custódia sem motivação idônea ensejará também a ilegalidade da 
prisão, a ser relaxada pela autoridade competente, sem prejuízo da 
possibilidade de imediata decretação de prisão preventiva. 
 
 
 
 
 
 
 
Questão 13 
 
Gabarito: B 
A questão demanda conhecimento de diversos artigos previstos no 
Código de Processo Penal relacionados à citação. 
O gabarito está baseado no art. 367 do CPP: 
O processo seguirá sem a presença do acusado que, citado ou intimado 
pessoalmente para qualquer ato, deixar de comparecer sem motivo 
justificado, ou, no caso de mudança de residência, não comunicar o novo 
endereço ao juízo. 
Vejamos os erros das demais alternativas: 
Alternativa A: 
Art. 366. Se o acusado, citado por edital, não comparecer, nem constituir 
advogado, ficarão suspensos o processo e o curso do prazo 
prescricional, podendo o juiz determinar a produção antecipada das 
provas consideradas urgentes e, se for o caso, decretar prisão 
preventiva, nos termos do disposto no art. 312. 
Em relação às provas consideradas urgentes, lembrem-se desta Súmula 
do STJ: 
Súmula 455: A decisão que determina a produção antecipada de provas 
com base no art. 366 do CPP deve ser concretamente fundamentada, 
não a justificando unicamente o mero decurso do tempo. 
Alternativa C: 
Art. 359. O dia designado para funcionário público comparecer em juízo, 
como acusado, será notificado assim a ele como ao chefe de sua 
repartição. 
Alternativa D: 
Art. 368. Estando o acusado no estrangeiro, em lugar sabido, será citado 
mediante carta rogatória, suspendendo-se o curso do prazo de 
prescrição até o seu cumprimento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://youtu.be/UU4elc106gM
https://youtu.be/bxHXtdH9Fk0
https://youtu.be/kKtlk7-Yepo
GABARITO – DIREITO PROCESSUAL PENAL 
8 
 
 
Questão 14 
 
Gabarito: C 
A) ERRADA. A nota de culpa é elaborada para o caso de prisão em 
flagrante (vide art. 306, § 2º do CPP). 
 
B) ERRADA. A materialização do direito à informação sobre a 
identificação da autoridade policial responsável pela prisão ou 
interrogatório se dá, num primeiro momento, na emissão da nota de 
culpa e, num segundo, na realização da audiência de custódia. 
 
C) CERTA. É uma garantia constitucional, prevista no rol de direitos e 
garantias individuais: 
 
Art. 5°, LXIV - o preso tem direito à identificação dos responsáveis por 
sua prisão ou por seu interrogatório policial; 
 
D) ERRADA. Trata-se também de crime de abuso de autoridade (Lei nº 
13.869/2019): 
 
Art. 16. Deixar de identificar-se ou identificar-se falsamente ao preso por 
ocasião de sua captura ou quando deva fazê-lo durante sua detenção 
ou prisão: 
Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa. 
Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem, como responsável por 
interrogatório em sede de procedimento investigatório de infração penal, 
deixa de identificar-se ao preso ou atribui a si mesmo falsa identidade, 
cargo ou função. 
 
 
 
 
 
 
 
Questão 15 
 
Gabarito: D 
Atenção, pois o corréu não pode ser testemunha ou informante, pois não 
presta compromisso, nem tem o dever de dizer a verdade, com exceção 
para o caso de corréu colaborador ou delator. 
No caso da Lei de Organizações Criminosas, há expressamente essa 
menção: 
 
Art. 4º O juiz poderá, a requerimento das partes, conceder o perdão 
judicial, reduzir em até 2/3 (dois terços) a pena privativa de liberdade ou 
substituí-la por restritiva de direitos daquele que tenha colaborado 
efetiva e voluntariamente com a investigação e com o processo criminal, 
desde que dessa colaboração advenha um ou mais dos seguintes 
resultados: 
(...) 
§ 12. Ainda que beneficiado por perdão judicial ou não denunciado, o 
colaborador poderá ser ouvido em juízo a requerimento das partes ou 
por iniciativa da autoridade judicial. 
(...) 
§ 14. Nos depoimentos que prestar, o colaborador renunciará,na 
presença de seu defensor, ao direito ao silêncio e estará sujeito ao 
compromisso legal de dizer a verdade. 
 
No recente julgamento das ADPFs 395 e 444, o STF entendeu pela 
inconstitucionalidade da utilização da condução coercitiva de 
réu/investigado para fins de interrogatório policial/judicial. Por outro lado, 
no que tange às testemunhas, o entendimento é o inverso; é justamente 
no sentido de que as testemunhas estão obrigadas a comparecer em 
audiência para serem inquiridas, pois diferentemente do que ocorre com 
o interrogatório do acusado, que é simultaneamente meio de prova e 
meio de defesa, a inquirição das testemunhas é exclusivamente um meio 
probatório. O que significa dizer que a presença delas em audiência é 
imprescindível para o esclarecimento dos fatos – até mesmo porque elas 
não podem faltar com a verdade, sob pena de incidirem no crime de falso 
testemunho (art. 342, CP). 
 
 
 
 
 
 
 
Questão 16 
 
Gabarito: A 
A questão em nenhum momento demonstrou que o pedido de 
recuperação judicial se deu em razão do crime contra a ordem tributária 
decorrente na redução de ICMS, mas sim ressaltou de modo genérico 
que havia, concomitantemente, um pedido de recuperação judicial da 
referida empresa. 
Como a questão não trata de crime falimentar (o que atrai o juízo 
universal da falência ou recuperação - art. 183 da Lei 11.101/2005), a 
competência para o processo e julgamento do réu é regulada pelo artigo 
69 do CPP, pois não há previsão diferenciada da competência na Lei nº 
8.137/90 (Crimes Contra a Ordem Tributária): 
: 
CPP, Art. 69. Determinará a competência jurisdicional: 
I - o lugar da infração. 
 
Por fim, é importante considerar que a jurisprudência do STF (RHC 
181895 AgR), não admite a previsão de prerrogativa de foro para os 
Vereadores no âmbito da Constituição Estadual. 
No caso analisado, assim como a inviolabilidade ou imunidade material 
– de que ora não se discute e que foi estendida, em termos, aos 
vereadores pela Constituição Federal (CF, art. 29, IV) – e a prerrogativa 
de sigilo – de que cogita o §6º do art. 102, cuja extensão aos vereadores 
se questiona -, são matéria de direito penal, as imunidades processuais 
são tema de Processo Penal: porque se compreendem 
substancialmente em áreas de competência legislativa exclusiva da 
União (art. 22, I), afora e acima da lei federal, só a Constituição da 
República pode dispor a respeito. Silente a Constituição Federal sobre 
prerrogativas processuais penais dos integrantes das Câmaras 
Municipais, plausível é a conclusão de que não se deixou espaço à 
inserção de normas constitucionais locais. 
 
 
 
 
 
 
 
Questão 17 
 
Gabarito: B 
A alternativa cobrou o teor do artigo 2º, §4º, da Lei 12.830/13. 
Vejamos o erro das demais: 
A) ERRADA: A reabertura do inquérito independe de concordância do 
Ministério Público (art. 18, CPP). 
C) ERRADA: se requisitado pelo juiz ou Ministério Público, o inquérito 
deverá ser instaurado sem análise de conveniência ou oportunidade. 
D) ERRADA: prazo de conclusão do inquérito varia de acordo com a 
legislação, sem contar a possibilidade de prorrogação, quando o réu 
estiver solto. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://youtu.be/Pw_5w1kG058
https://youtu.be/WfhNa0d1dik
https://youtu.be/kIV_jkxc-7M
https://youtu.be/DCn48zyKUDU
GABARITO – DIREITO PROCESSUAL PENAL 
9 
 
 
Questão 18 
 
Gabarito: D 
Aponta a doutrina que em determinados ilícitos penais, entendeu o 
legislador ser pertinente que o Ministro da Justiça avalie a conveniência 
política de ser iniciada a ação penal pelo Ministério Público. 
 
Trata-se de uma condição de procedibilidade da ação penal. 
 
É o que ocorre quando um estrangeiro pratica crime contra brasileiro fora 
do território nacional (art. 7º, § 3º, b, do CP) ou quando é cometido crime 
contra a honra do Presidente da República ou chefe de governo 
estrangeiro (art. 145, parágrafo único, do CP). Nesses casos, somente 
se presente a requisição é que poderá ser oferecida a denúncia. 
 
A existência da requisição, entretanto, não vincula o Ministério Público, 
que, apesar dela, pode promover o arquivamento do feito, uma vez que 
a Constituição Federal, em seu art. 127, § 1º, assegura independência 
funcional e livre convencimento aos membros do Ministério Público, 
possuindo seus integrantes total autonomia na formação da “opinio 
delicti”. 
 
Ademais, os magistrados também não ficam vinculados à requisição. 
 
 
 
 
 
 
 
Questão 19 
 
Gabarito: C 
No caso, a decisão sempre deve ser motivada e fundamentada, sob 
pena da declaração de sua nulidade. 
Sobre o ponto é importante destacar os requisitos incorporados ao CPP 
pela Lei nº 13.964/2019 (Pacote Anticrime), com origem no CPC/15: 
 
Art. 315. A decisão que decretar, substituir ou denegar a prisão 
preventiva será sempre motivada e fundamentada. (Redação dada 
pela Lei nº 13.964, de 2019) (Vigência) 
§ 1º Na motivação da decretação da prisão preventiva ou de qualquer 
outra cautelar, o juiz deverá indicar concretamente a existência de fatos 
novos ou contemporâneos que justifiquem a aplicação da medida 
adotada. 
§ 2º Não se considera fundamentada qualquer decisão judicial, seja ela 
interlocutória, sentença ou acórdão, que: 
I - limitar-se à indicação, à reprodução ou à paráfrase de ato normativo, 
sem explicar sua relação com a causa ou a questão decidida; 
II - empregar conceitos jurídicos indeterminados, sem explicar o motivo 
concreto de sua incidência no caso; 
III - invocar motivos que se prestariam a justificar qualquer outra decisão; 
IV - não enfrentar todos os argumentos deduzidos no processo capazes 
de, em tese, infirmar a conclusão adotada pelo julgador; 
V - limitar-se a invocar precedente ou enunciado de súmula, sem 
identificar seus fundamentos determinantes nem demonstrar que o caso 
sob julgamento se ajusta àqueles fundamentos; 
VI - deixar de seguir enunciado de súmula, jurisprudência ou precedente 
invocado pela parte, sem demonstrar a existência de distinção no caso 
em julgamento ou a superação do entendimento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Questão 20 
 
Gabarito: A 
Conforme o art. 2º, III, da Lei 9.296/96, não poderá haver interceptação 
telefônica quando o fato investigado (ameaça) constituir infração penal 
punida, no máximo, com pena de detenção (vide artigo 147 do Código 
Penal). 
Por outro lado, é importante lembrar que, conforme o Superior Tribunal 
de Justiça, é legítima a prova obtida por meio de interceptação telefônica 
para apuração de delito punido com detenção, se conexo com outro 
crime apenado com reclusão (STF. Jurisprudência em teses. Edição 117 
— janeiro de 2019). 
 
 
https://youtu.be/3AHNIMNX2sI
https://youtu.be/kCbMiCbEpY8
https://youtu.be/fom8BCsCu58
 
 
https://www.vilacacursos.com.br/questoes-da-oab
https://www.instagram.com/vilacacursos
https://www.youtube.com/@vilaca.cursos?sub_confirmation=1
vilacacursos.com.br
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