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ASSISTÊNCIA NA PARADA CARDIORRESPIRATÓRIO (PCR) EM AMBIENTE HOSPITALAR.
Preceptora: Tamires Ascenso e Estagiário de Graduação em Enfermagem da Universidade FMU 8° Semestre 
Diretrizes de 2020 da American Heart Association (AHA) para Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP).
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Conceitos
PCR: Interrupção da atividade mecânica do coração caracterizada por perda da consciência, apneia e ausência de pulso carotídeo.
 
Ressuscitação cardiopulmonar (RCP): série de ações coordenadas de salvamento que aumentam a chance de sobrevivência após uma PCR.
Cadeia de Sobrevivência de acordo com a AHA (American Heart Association)
Os elos são:
Reconhecimento da PCR;
Pedir ajuda;
RCP precoce, com ênfase nas compressões torácicas;
Rápida desfibrilação;
Suporte avançado de vida eficaz;
Cuidados pós-PCR integrados;
Reabilitação.
Como as vítimas de PCR podem apresentar: Curto período:
convulsão ou gasp agônico.
Chamar por ajudar imediatamente
Não responsivo, sem respiração ou com respiração anormal (gasping)
Não há movimentação no tórax
SEQUÊNCIA DO ATENDIMENTO DE EMERGÊNCIA
Controle do tempo: Contar de 1001 a 1006
C - Circulação
O profissional de saúde não deve levar mais do que 10 segundos verificando o pulso Carotídeo.
Freqüência de compressão:mínimo de 100 / 120 minuto
Relação Ventilação de 30: 2
O esterno adulto deve ser comprimido, no mínimo, 2 polegadas (5 e 6 cm).
Permitir retorno total entre as compressões
Alternar as pessoas que aplicam as compressões a cada 2 minutos ou se houver cansaço
Minimizar as interrupções das compressões torácicas 
Limitar as interrupções em 10 segundos
C - Circulação
Compressão Torácica
Importante:
Nos pacientes acamados o profissional para realizar compressão cardíaca efetiva deve ter os ombros sob o esterno do paciente.
Utilizar:
Estrados, escadas Ajoelhe-se sobre a cama
Coloque a tábua do carrinho de emergência sob o tórax do paciente
Retorno total do tórax entre as CTE
Compressão torácica externa:
Aumento da pressão intratorácica. Que promove o
esvaziamento (coração e pulmão).
Descompressão:
Diminuição da pressão torácica
Reenchimento (coração e pulmão).
A – Vias Aéreas
Ao Término das compressões
Abrir vias aéreas e iniciar ventilação
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Abertura de via aérea
B - Ventilação
Dispositivos via aérea não invasiva
POSICIONAMENTO CORRETO DO AMBU
Desfibrilação
Desfibrilação: aplicação de uma corrente elétrica em um paciente, através de um desfibrilador para reverter um quadro de fibrilação ventricular ou taquicardia ventricular sem pulso.
ATIVIDADE ELÉTRICA SEM PULSO (AESP) RITMOS NÃO CHOCÁVEIS 
Ausência de pulso, apresentando atividade elétrica ao monitor.
 Existe atividade mecânica cardíaca, mas é incapaz de gerar DC. 
Está associada a quadros clínicos específicos, e o diagnóstico precoce e as correções garantem o sucesso terapêutico.
Ritmos não chocavel: Não Desfibrilar. e realizar apenas compreensões torácica 30 compreensões por 2 ventilação, descartar Amiodarona, só vai utilizar Epinefrina.
RITMO NÃO CHOCAVEL ASSISTOLIA 
Assistolia É caracterizada pela ausência de atividade elétrica, Está associada a pior prognóstico. 
O tratamento adequado para esses ritmos geralmente envolve medidas como RCP (Reanimação Cardiopulmonar) e administração de medicamentos Deve-se manter as compressões torácicas por ciclos de 2 minutos Após cada ciclo, analisar possível mudança de ritmo Deve-se administrar a adrenalina o mais rápido possível.
DEA
Utilize assim que disponível!!!
DIFERENÇA ENTRE CARDIOVERSÃO E DESFIBRILAÇÃO
Desfibrilação: uso terapêutico da eletricidade não sincronizada para despolarizar o miocárdio, de modo que podem ocorrer contrações coordenadas. 
O termo desfibrilação é comumente aplicado a uma tentativa de terminar um ritmo não efetivo (por exemplo, fibrilação ventricular [FV] ou taquicardia ventricular [TV] sem pulso).
Cardioversão: aplicação de eletricidade de forma sincronizada para terminar um ritmo ainda viável (por exemplo, TV com pulso, taquicardias supraventriculares, incluindo arritmias atriais) para permitir o reinício de um ritmo sinusal normal. 
Máscara laríngea
RESOLUÇÃO COFEN 641/2020
Art. 1º É privativo do Enfermeiro, no âmbito da equipe de enfermagem, a utilização dos Dispositivos Extraglóticos (DEG) para acesso à via aérea, exclusivamente, em situação de iminente risco de morte.
Art. 2º Compete ao Enfermeiro, no âmbito da equipe de enfermagem, a averiguação quanto ao correto posicionamento e as técnicas de manutenção das pressões internas dos manguitos e/ou balonetes dos DEGs e tubos traqueais, a instilação de líquidos (soro fisiológico ou água destilada), e o esvaziamento controlado, conforme protocolo institucional, para os pacientes submetidos ao transporte em aeronaves de asa fixa e/ou rotativa.
Art. 3º É privativo do Enfermeiro, no âmbito da equipe de enfermagem, a utilização da pinça Magill com auxílio de laringoscopia para a retirada de corpo estranho, quando da OVACE em pacientes inconscientes, após insucesso nas tentativas de desobstrução pela técnica de Heimlich.
Art. 4º É de responsabilidade do Enfermeiro, no âmbito da equipe de enfermagem, a execução da cricotireoidostomia por punção na obstrução completa da via aérea por OVACE ou edema das estruturas orofaríngeas, quando os demais procedimentos previstos para esta situação não forem efetivos.
Art. 5º Para a execução dos procedimentos constantes nos artigos supracitados, o Enfermeiro deve estar devidamente capacitado, por meio de curso presencial com conteúdo que inclua teoria e prática simulada.
TUBO ENDOTRAQUEAL
Suporte Avançado de Vida
Algoritmo SAV:
Qualidade da RCP
Ritmo desfibrilável
Acesso venoso
Via aérea avançada
Drogas
Tratar a causa
Administração EV:
Administre o medicamento em bolus; 
Aplique com um bolus de 20 ml de SF 0,9%; 
Eleve a extremidade acima do nível do coração por 10 a 20 segundos. 
O acesso IV é preferível em relação ao acesso IO: É aconselhável para os profissionais tentarem, primeiro, estabelecer o acesso IV para administração de medicamento em PCR.
O acesso IO pode ser considerado se as tentativas para acesso IV não forem bem-sucedidas ou não forem viáveis.
Medicações
Vasopressor (otimiza o DC e a PA): 
Indicação: todos os ritmos de PCR;
Epinefrina - 1mg EV – repetir a cada 3 a 5 minutos 
Administração precoce de epinefrina: Com relação à marcação do tempo, para PCR com um ritmo não chocável, é aceitável administrar a epinefrina assim que for possível.
Medicações
FV /TV sem pulso refratárias:
Amiodarona – bolus de 300mg EV, segunda dose - 150mg EV
Lidocaína – 1 a 1,5mg/kg EV . Após 5 a 10 minutos: 0,5 a 0,75mg/kg EV (dose máxima 3mg/kg)
D – Diagnóstico diferencial
	5 Hs	5Ts
	Hipovolemia: O choque hipovolêmico acontece quando há uma hemorragia em que se perde muito sangue. 	Tensão no tórax (pneumotórax) é uma condição grave que ocorre quando há acúmulo de ar entre o pulmão e a parede torácica.
	Hipóxia: é quando a quantidade de oxigênio transportada para as células do corpo é insuficiente, causando sintomas como dor de cabeça, sonolência, suores frios	Tamponamento cardíaco pode ocorrer por diversos mecanismos: medicamentos (trombolíticos e anticoagulantes), pós-radioterapia, cirurgia
	Hidrogênio íon (acidose) O aumento dos íons de hidrogênio (H+) no sangue é característico da acidose, um distúrbio do equilíbrio ácido-base. 	Toxinas: são substâncias que podem ser produzidas por organismos vivos ou sinteticamente, e que podem causar danos à saúde. 
	Hipo/hipercalemia:são distúrbios do potássio no sangue, que podem interferir na polarização celular. 	Trombose pulmonar:é causada por um coágulo presente em uma artéria.
	Hipotermia: é quando a temperatura do corpo se encontra abaixo dos 35°C.	Trombose coronária:é a formação de um coágulo de sangue em uma artéria coronária, interrompendo o fluxo de sangue para o coração
Cuidados pós-PCR
FASE DE ESTABILIZAÇÃO INICIAL
Manejo de via aérea
Controle de parâmetrosrespiratórios (manter SpO2 92- 98%)
Controle dos parâmetros hemodinâmicos ( manter PAS>90mmHg ou PAM>65mmHg) – volume; drogas vasoativas
Cuidados pós-PCR
MANEJO CONTÍNUO
Intervenções cardíacas de urgência (angioplastia?)
Controle direcionado de temperatura ( paciente arresponsivo: manter temp 32 a 36º por 24hs)
Algoritmo de cuidados pós-PCR para adultos. 
Pacientes vítimas de PCR com reanimação bem sucedida, suas famílias e cuidadores necessitam de assistência. Nesta última atualização, foi dada uma importância maior ao apoio psicológico e físico aos sobreviventes e às pessoas que o cercam.
É recomendada uma avaliação estruturada para transtornos de ansiedade e depressão em pacientes e familiares. Pacientes sobreviventes muitas vezes enfrentarão problemas físicos, neurológicos, cognitivos, emocionais ou sociais, que nem sempre estão evidentes após a alta hospitalar!
RECUPERAÇÃO
Leitura
American Heart Association. Atualização das diretrizes de RPC e ACE 2020.
 RESOLUÇÃO COFEN Nº 641/2020. Utilização de Dispositivos Extraglóticos (DEG) e outros procedimentos para acesso à via aérea, por Enfermeiros, nas situações de urgência e emergência, nos ambientes intra e pré-hospitalares. Disponível em: http://www.cofen.gov.br/resolucao-cofen-no-641-2020_80392.html
A CAPNOGRAFIA É O PADRÃO OURO DA PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA (PCR)
A capnografia é o padrão ouro da parada cardiorrespiratória
Capnógrafo, é Possível mensurar a pressão parcial do dióxido de carbono (Pco2) no ar expirado, fornecendo informações cruciais sobre a eficácia das compressões torácicas e a resposta do paciente à reanimação cardiopulmonar (RCP). Valores de Referência Pco2: padrão ouro da parada cardiorrespiratória verificado por capnógrafo. Abaixo de 10 mmHg: Prognóstico ruim, indicando uma baixa Perfusão. Entre10 e 20 mmHg: Indica necessidade de melhorar a qualidade das compressões. Acima de 20 mmHg: Indica compressões eficazes e melhor prognóstico. Abaixo de 35 mmHg ou acima de 45 mmHg: Compressão ineficaz.
 Importância na RCP Monitoramento contínuo da Pco2 auxilia na avaliação da qualidade das compressões torácicas. O aumento abrupto da Pco2 pode indicar o retorno da circulação espontânea (ROSC). Permite ajustes imediatos nas manobras de reanimação para otimizar a resposta do paciente. 
A capnografia é, portanto, uma ferramenta fundamental para a tomada de decisões durante a PCR, contribuindo para melhores desfechos clínicos.
Estagiários de Graduação em Enfermagem FMU 8°Semestre
Preceptora: Tamires Ascenso 
Jaqueline Machado da Silva RA: 2003571
Isabella Cristina Marques RA: 1783709
Isabela Chiarello. RA: 2030591
Ivanuza Teodozio V. S. Silva RA: 3976073
Henrique Schettine Adriano RA: 8223914
Ingrid Santos Ferreira RA: 2085100
Grazieli Cássia S. Zacharias RA: 2695940
Giselle Ribeiro da Conceição RA: 2852195
Referências
Destaques das diretrizes de RCP e ACE de 2020 da American Heart Association. 2020 American Heart Association JN-1088. Disponível em: https://cpr.heart.org/-/ media/cpr-files/cpr-guidelines-files/highlights/ hghlghts_2020eccguidelines_portuguese.
GONZALEZ, Mm et al. I Diretriz de Ressuscitação Cardiopulmonar e Cuidados Cardiovasculares de Emergência da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, [s. l.], v. 101, n. 2, p. 01-221, 2013
GONCALVES, Maria Aparecida Batistão. Nocoes Basicas de Eletrocardiograma E Arritmias. São Paulo: SENAC, 1995.
Qulici, A. P. ; Bento, A M ; Ferreira, F. G. ; Cardoso, L. F. ; MOREIRA, R.S.L.; Silva, S. C. Enfermagem em Cardiologia. 2. ed. SÃO PAULO: Editora Atheneu, 2014.
Stefanini, E; Kasinski, N.; Carvalho, A.C. Guias de medicina ambulatorial e hospitalar: Cardiologia. 2 ed.
Barueri: Manole, 2009
15. Casey G. Capnography: monitoring CO2. [Internet]. Kai Tiaki Nurs. [Internet]. 2015 [Access Jul 20, 2015];21(9):20–45p. Available from: http://search. ebscohost.com/login.aspx?direct=true&AuthType=ip,ur l,cookie,uid&db=ccm&AN=110468564&site=ehost-live16.
 Restrepo RD, Nuccio P, Spratt G, Waugh J. Current applications of capnography in non-intubated patients.
 Expert Rev Respir Med. [Internet].2014 [Access Jul 20, 2015];8(5):629–39. Available from: http://search. ebscohost.com/login.aspx?direct=true&AuthType=
Referências 
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