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Craniofacial Crescimento e desenvolvimento Ossicação intramembranosa O termo crescimento significa uma alteração em magnitude, ou seja, massa, é um aumento quantitativo. Enquanto desenvolvimento é uma maturação das funções, em níveis celulares e teciduais, sendo assim, mudança quantitativa e qualitativa. Ocorre pela condensação do tecido conjuntivo membranoso, onde as células mesenquimatosas diferenciam-se em osteoblastos, produzindo uma substancia óssea extracelular, a matriz osteoide. A matriz osteoide passa por uma calcificação, gerando o tecido ósseo neoformado, que é uma combinação de matriz mineralizada e osteoblastos enclausurados, ou osteócitos. • Tecidos depositados pelo periósteo; • Tecidos depositados pelo endósteo; • Suturas e membrana periodontal. Crescimento • Tecidual - hiperplasia e hipertrofia; • Intersticial - novas células; • Aposicional - novos elementos sobrepostos sobre os já existentes; • Interposicional - intersticial + aposicional. Ossicação • Intramembranosa - o próprio osso provoca a ossificação; • Endocondral - a ossificação é de forma indireta, necessitando de ajuda da cartilagem. O etmoide é o único osso endocondral No esqueleto cefálico, a maxila, corpo e ramo mandibulares, formam-se por ossificação intramembranosa. Ossicação endocondral No esqueleto cefálico, o côndilo e base craniana, formam-se por ossificação endocondral, pois tem influência no crescimento facial. Primeiramente é formado uma cartilagem, que serve como um molde para o osso, e posteriormente essa cartilagem é destruída pelo osso. A depender do local, essa cartilagem pode permanecer, sendo uma cartilagem de crescimento. Essas cartilagens são responsáveis pelos ossos longos, de áreas entre as epífises e diálises. Na formação da cartilagem, há um crescimento intersticial, onde as células mesenquimais diferenciam-se em condroblastos (formadoras de cartilagem). Os condroblastos então produzem uma matriz cartilagínea, que depois ficam presos na matriz, originando os condrócitos. O crescimento intersticial é na fase inicial de crescimento, pois, logo após, o crescimento torna-se aposicional, com os condroblastos se diferenciando do pericôndrio. Depois a cartilagem é invadida e substituída por tecido ósseo, o osso endocondral. Mecanismos de crescimento ósseo O crescimento ósseo ocorre por remodelação, deslizamento e deslocamento. A remodelação ocorre pela aposição óssea em um lado da superfície cortical, pela direção de crescimento e de reabsorção óssea do lado oposto promovida pelos osteoblastos e osteoclastos. O deslizamento é de forma gradual da área de crescimento, combinado com aposição e remodelação. Já o deslocamento é o movimento do osso como uma coisa única. • Deslocamento primário - crescimento do osso; • Deslocamento secundário - crescimento por meio de outro osso. O crescimento do osso por deposição óssea por uma direção faz com que ele se desloque em direção contrária, fazendo ele afastar-se do osso vizinho, isso é chamado de deslocamento primário. Esse deslocamento ocorre por força de expansão dos tecidos moles em crescimento que o recobrem. Já o crescimento secundário é pelo crescimento de outros ossos que estejam relacionados a ele, seja por via direta ou indireta. Centros de crescimento • Base do crânio; • Terço médio da face e cavidade nasal; • Túber, processo alveolar e palato; • Côndilo e processo alveolar Teorias do crescimento • A face cresce para frente e para baixo; • A face cresce mais que o crânio; • O crescimento nos primeiros anos de vida é mais generalizado até os 5 anos, após isso, é mais localizado; • Cada parte do complexo craniofacial tem seu padrão de maturação e taxa de crescimento. Crescimento da abóbada e base craniana Os ossos do crânio são auxiliados pelas suturas, fontanela e alongamento das sincondroses e remodelação óssea. O deslocamento primário dos ossos tensionam as suturas, causando neoformação óssea nas bordas dos ossos articulados. Crescimento da maxila É um osso intramembranoso, com crescimento por aposição e reabsorção óssea e proliferação de tecido conjuntivo nas suturas conectivas ao crânio e base do crânio. O Túber é a área de maior crescimento da maxila, fazendo o alongamento do arco na porção posterior e aumentando o comprimento maxilar, promovendo espaço para os molares que irão irromper. A maxila tem seu crescimento para cima e para trás, tendo também deslocamento para anterior e inferior, o que aumenta a profundidade facial. O aumento anteroposterior também ocorre pelos ossos vômer e septo nasal. Quanto ao crescimento do processo alveolar, ele sofre adaptação e remodelação e sofre reabsorção quando os dentes são perdidos. A deposição óssea nesse local contribui para o aumento de altura maxila e no aumento do comprimento. Durante o crescimento, os dentes passam pela flutuação vertical, onde eles mantem suas posições anatômicas enquanto os maxilares crescem. Esse processo move todo o dente e o alvéolo. O crescimento da altura da maxila ocorre também pelo desenvolvimento da cavidade nasal e dos seios maxilares, adequadas as necessidades respiratórias. A remodelação expande lateralmente e anteriormente dessas estruturas e realocam o palato para baixo. O crescimento na sutura palatina mediana faz o alargamento do palato e do arco alveolar. O rebordo alveolar tem reabsorção em sua superfície anterior externa e aposição óssea interna, acima do rebordo, ocorre aposição óssea externa, originando a espinha nasal anterior. Na superfície vestibular da maxila anterior ao processo zigomático ocorre reabsorção. • A maxila atinge 95 a 98% da sua dimensão final aos 12 anos de idade e o maior incremento no sentido transversal no período de 7 a 11 anos; • A sutura pré-maxilar se funde em aproximadamente 3 a 5 anos de idade; • A sutura mediana se funde em aproximadamente 15 a 18 anos de idade; • A sutura transpalatal se funde em aproximadamente 20 a 25 anos; • A altura da maxila atinge seu crescimento máximo em aproximadamente 12 anos em meninas e 15 anos em meninos; • Projeção anterior da maxila atinge maturidade aos 13 anos em meninas e 14 anos em meninos. A chupeta aumenta a projeção anterior e diminui a projeção lateral Crescimento mandibular Tem uma ossificação mista, os côndilos possui uma ossificação endocondral, que são recobertos por tecido conjuntivo fibroso, enquanto os ramos e o corpo mandibular possuem uma ossificação intramembranosa. Os ramos e corpo mandibular passam por reabsorção em suas paredes anteriores e aposição óssea nas paredes posteriores, que promovem um deslizamento em direção posterior, o que causa espaço para irrupção dos dentes permanentes posteriores. As áreas de remodelação óssea também ocorrem nos processos coronoides e na chanfradura sigmoide (Aposição superior). O corpo de mandíbula passa por aposição em todo o bordo inferior e no mento, passando por reabsorção na região supramentoniana, o que modela o formato do queixo. O crescimento dos côndilos gera um movimento para trás e para cima, o que contribui para o crescimento em altura da mandíbula, e um deslocamento do osso para baixo e para frente, e ajuda no movimento da base craniana média para a frente. O processo alveolar depende diretamente dos dentes, assim como na maxila, crescendo verticalmente e em largura de acordo com o irrompimento e acompanha o crescimento para posterior dos ramos mandibulares. A mandíbula tem seu crescimento em v. Crescimento dos arcos dentários • Surto em meninas: 9,6 a 12,6 anos; • Surto em meninos: 10,6 a 13,6 anos. O arco dentário vai da mesial do primeiro molar permanente direito até a mesial do primeiro molar permanente esquerdo. Englobando a área de troca de dentes decíduos por dentes permanentes. Devido o alongamento da maxila e do corpo da mandíbula no ~ - período de crescimento facial, o primeiro e segundo molar permanentes já possuem seu espaço de irrupção. O arco dentário também pode ser chamado de perímetro do arco dentário,que é referente a circunferência do arco, que estende-se da mesial do primeiro molar permanente de um lado a outro, passando pelos sulcos dos pré-molares e cúspides dos caninos e incisivos. O comprimento refere-se a dimensão anteroposterior o arco, estendendo-se da face palatina do incisivo central, passando pela rafe palatina até a linha imaginária que passa pela face mesial dos primeiros molares permanentes. A largura é a medida transversal que estende-se de um dente até o seu contralateral. Ao nascimento, os dentes decíduos anteriores mostram-se apinhados no interior. Do nascimento até aproximadamente 6 anos de idade, a maxila e mandíbula tem um alargamento pelo crescimento na sutura palatina e na sincondrose mandibular. Essas dimensões transversais costumam tornar a crescer na fase de troca dos dentes. No arco superior a largura inter caninos aumenta em média 5mm dos 5 aos 13 anos. No arco inferior aumenta em média de 3mm, a distância intermolar aumenta 4 e 2 mm nos arcos superior e inferior. • Primeiro surto no nascimentos dos dentes decíduos; • Maior crescimento na fase de troca dos dentes; • Após os 13 anos, não se tem crescimento transversal. Comprimento e pímetro do arco dentário Tanto o crescimento como o perímetro mantém-se estáveis na dentição decídua, tendo apenas um pequeno decréscimo entre os 4 e 6 anos, que é o período em que os diastemas posteriores desaparecem. No primeiro período transitório da dentição mista, que é a fase de troca dos incisivos decíduos pelos permanente, causando um aumento no perímetro e comprimento dos arcos. No segundo período transitório da dentição mista, que é a fase em que caninos e molares decíduo são trocados pelos caninos permanentes e pré-molares, o comprimento e perímetro são diminuídos. Na dentição permanente completa há uma redução pequena e constante no perímetro dos arcos. • Primerio período transitório há um aumento; • Segundo período há uma diminuição; • Dentição permanente há uma redução pequena e constante; • Leeway space ou espaço livre de nance descreve os espaços que aparecem nos arcos durante a transição dos segundos molares decíduos pelos seus sucessores permanentes. É o espaço que sobra considerando o tamanho dos caninos e molares decíduos em relação ao tamanho de caninos e pré- molares permanentes. Maxila 0,9mm e mandíbula 1,7mm. Aplicabilidade O apinhamento é referente a irregularidade no posicionamento ou disposição dos dentes no arco. O apinhamento também inclui as rotações e deslocamentos dentários, sendo resultado de um desequilíbrio entre as dimensões do arco e volume dos dentes. • Apinhamento primário - desalinhamento dos dentes anteriores determinado no primeiro período transitório da dentição mista. Grande parte são de origem genética. • Apinhamento secundário - ocorre em região de caninos e pré-molares, definido no período tardio da dentição mista. A maior parte dos casos são de origem ambiental, como perda precoce dos molares decíduos e movimento mesial dos molares permanentes. • Apinhamento terciário ou tardio - apinhamento em região de incisivos que aparecem na dentição permanente madura, mesmo com ausência dos terceiros molares. Padrão facial Deformidades faciais • Pierre Robin; • Microcefalia; • Crouzon; • Teacher Collins. OBS • Chupeta aumenta a projeção anterior e diminui a lateral; • Todo RN nasce retrognata; • Padrão facial é diferente de oclusão; • Arco tipo I de Baume é onde os dentes decíduos conseguem acomodar-se com sobra de espaço, traduzida pela presença de espaçamentos ou diastemas generalizados. Considações nais • O crescimento do complexo craniofacial é importante para estabelecer uma relação equilibrada; • A teoria do crescimento mais aceita é a teoria da matriz funcional; • A face cresce para frente e para baixo; • O crescimento ocorre por remodelação e deslocamento; • A tipologia facial e o pico facial são determinantes para diagnóstico e tratamento. Crescimento: • Maxila: 8 anos; • Mandíbula: 12 anos. Oclusão Dentição decídua, mista e permanente Períodos • Pré-natal; • Dentição decídua; • Dentição mista; • Dentição permanente. Período Pré-natal • Aspecto de caixa tampa; • O comum é que não haja dentes irrompidos ao nascimento, também chamado de período dos roletes gengivais; • Arco superior tem formato arredondado e pouco profundo; • Arco inferior tem forma de U, porção anterior mais pontiaguda e inclinada vestibularmente; • O comum é que as arcadas não encostam, se encostarem, pode ter uma má formação; • Os roletes gengivais conecta-se em região posterior e tem um espaço anterior (mesial anterior), que a língua se sobressai, chamada de postura neonatal da língua. Com a amamentação a mandíbula vai se colocando mais a frente; • No nascimento os dentes decíduos estão em calcificação e há vestígios de calcificação do primeiro molar permanente. Dentição decídua Sequência favorável de erupção: 1. Incisivos centrais inferiores; 2. Incisivos centrais superiores; 3. Incisivos laterais superiores; 4. Incisivos laterais inferiores; 5. 1º molares inferiores e superiores (1º levante de oclusão); 6. Caninos (movimento lateral); 7. 2º molar inferior e superior (classificação de oclusão). No 4º ano de vida inicia o processo de rizólize. A dimensão vertical é a distância entre os maxilares superior e inferior, e a dimensão vertical de oclusão é a posição em que os dentes superiores e inferiores encontram-se em oclusão. 1. 1º levante - começa a falar de oclusão (erupção dos primeiros molares); 2. 2º levante; 3. 3º levante - oclusão estabelecida. Características: • Inclinação axial dos dentes; • Relação distal dos segundos molares decíduos; • Leeway space; • Espaços primatas; • Tipos de arco Características da dentição decídua - Inclinação axial dos dentes • Paralelismo entre raízes, ausência de inclinação axial; • Os incisivos (vestibularizados) formam entre si um ângulo próximo de 180º. Características da dentição decídua - Relação distal • Plano reto - 76%; • Degrau mesial - 14% (maior probabilidade de maloclusão); • Degrau distal - 10%. Este tipo pode evoluir para uma classe I > o ato Sup . -inc . Lateral e cami diferenças enfre do Tamanho de ce e decdios - e C e M permanentes (2 : período) Inf-conico e molar Reorganiza o apinhamento primário Chave canino Cincisivos ~ ↳o - chove carno Características da dentição decídua - Leeway space O espaço é bom para corrigir o espaço do apinhamento Canino + molares decíduos > Canino + pré-molares Inferior: 1,7mm para cada lado; Superior: 0,9mm para cada lado. Características da dentição decídua - Espaço primata • Inferior: caninos e primeiros molares; • Superior: caninos e incisivos laterais. Características da dentição decídua - Tipos de arco • Arco tipo I de Baume: vários espaços além do primata • Arco tipo II de Baume: apenas espaços primatas Avaliação da oclusão - Horizontal • Classe dos caninos; • Plano terminal; • Overjet - diferença anteroposterior entre arcadas. • Classe I - entre canino e primeiro molar; • Classe II - mais anteriorizado; • Classe III - mais posteriorizado. Overjet é o trespasse dos incisivos superiores em relação aos inferiores, sendo medido em mm a partir da face vestibular dos incisivos inferiores até a borda incisal dos incisivos superiores. Avaliação da oclusão - Vertical Overbite é o trespasse dos incisivos superiores em relação aos inferiores, é a medida entre as bordas incisais dos incisivos centrais, é normal uma sobremordida até os 12 anos, depois tende a diminuir devido ao aumento da DV. Dentição mista • Primeiro período transitório; • Período intertransicional; • Segundo período transitório Cronologia 1. Primeiro molar; 2. Incisivo central inferior; 3. Incisivo central superior; 4. Incisivo lateral inferior; 5. Incisivo lateral superior; 6. 1º pré-molar superior; 7. 1º pré-molar inferior; 8. Canino inferior; 9. 2º pré-molar superior; 10. 2º pré-molar inferior; 11. Canino superior; 12. 2º molar inferior;13. 2º molar superior. Primeiro período - • Tem a formação da curva de Wilson e de spee e vão se definindo conforme a oclusão se desenvolve; • Acomodação dos incisivos devido ao aumento do perímetro do arco, espaços primatas e distalização dos caninos; • Overbite e overjet aumentados; • Uso do plano terminal. Período intertransitório - • Fase do patinho feio; • Inclinação axial vestibular dos incisivos superiores, inclinação distal dos centrais e laterais superiores e sobremordida exagerada. Segundo período - • DV completamente estabelecida; • Overbite estabelecida; • Fase de resolução; • Leeway space (corrigir apinhamento primário); • Definição da chave molar; • Finalização da oclusão; • Overbite e overjet devem estar normalizados. - diminuido- mordida aberta ~ o quanto os superibifee (normal) dida muso ( - (mada > moxila a frente du mandibula ↳o normal i e feve star próximo e o Dentição permanente • Angle - relação molar; • Andrew - 6 chaves de oclusão; • 4 chaves - configuração dos arcos dentais, equilíbrio dos dentes, guias de oclusão dinâmica e harmonia facial. Dentição permanente - Relação molar É a chave de oclusão de Angle, onde a cúspide mesiovestibular do primeiro molar superior oclui no sulco mesiovestibular do primeiro molar inferior. Andrews afirma que é necessário o contato da vertente distal da cúspide distovestibular do primeiro molar superior com a superfície mesial da cúspide mesiovestibular do segundo molar, e a cúspide palatina do primeiro molar superior ocluir no sulco oclusal do primeiro molar inferior. Dentição permanente - Angulação mesiodistal É a linha que passa pela coroa e raiz dental, configurando uma curva de convexidade anterior necessária à estabilização funcional de cada dente e de todo o arco. Dentição permanente - Angulação vestíbulolingual Os dentes permanentes não se posicionam em suas bases ósseas perpendicularmente, como se observa nos dentes decíduos, mas apresentam uma inclinação axial. Dentição permanente - Contatos proximais rígidos É considerada como uma entidade anátomo-fisiopatológica que garante a integridade do periodonto, para evitar cáries, fraturas ou má posição dental. Dentição permanente - Rotação Os dentes são alinhados em forma de arcos, tocando os dentes adjacentes por meio dos pontos de contato. Por uma vista oclusal, os sulcos oclusais de pré-molares estão em curva. Dentição permanente - Curva de Spee É a linha que une o ápice das cúspides vestibulares dos dentes superiores, com o seu ponto mais baixo (inferior) em correspondência com a cúspide mesiovestibular do primeiro molar permanente. Dentição permanente - Guias de oclusão Lateral e interior. Dentição permanente - Equilíbrio dental Deve ser levado em conta as forças funcionais dos dentes, ligamentos, músculos mastigadores e faciais, da língua, do palato e faringe. Dentição permanente - Harmonia facial OBS • Mais importantes: guias e análise dos sorrisos, classe canina. Spel Maloclusões classificacao Classificacao de Angle A oclusão normal deve ser estável, saudável e esteticamente atraente, mas nem sempre coincide com a oclusão ideal ou aos padrões estabelecidos, como as chaves de oclusão de Andrews. Ele explica que a chave da oclusão é a posição relativa do molar maxilar, pois o primeiro molar permanente superior está em posição correta. Sua classificação é baseada nas relações posteroanteriores dos maxilares entre si. A neutroclusão é definida como uma maoclusão onde a posição mesiodistal dos arcos está normal. Os primeiros molares estão em oclusão normal, a cúspide mesiovestibular do primeiro molar superior oclui no sulco mesiovestibular do primeiro molar inferior. Classe I (neutroclusao) A classe I pode ser confundida com a normoclusão, pois pacientes de classe I apresentam perfil facial harmônico, e é restrito às más posições dos dentes, que podem estar protruídos, desalinhados ou com sobremordida profunda, entre outras alterações. Classe II (distoclusao) É a relação anormal dos arcos, onde os dentes inferiores ocluem em uma relação distal se comparado aos superiores. O sulco mesiovestibular do primeiro molar inferior encontra-se distalizado em relação à cúspide mesiovestibular do primeiro molar superior. • Perfil facial harmônico; • Má posições dos dentes; • Protrusão; • Desalinhamento; • Sobremordida profunda. • Perfil convexo; • Protrusão maxilar; • Retrusão mandibular; • Inclinações dentárias. Classe II divisão 1 - • Incisivos superiores inclinados para vestibular; • Trespasse horizontal aumentado; • Curva de Spee acentuada; • Arco superior atrésico; • Palato profundo; • Lábios entreabertos e ressecados; • Desequilíbrio da musculatura facial. Classe II divisão 2 - • Incisivos centrais superiores verticalizados ou lingualizados; • Incisivos laterais superiores vestibularizados; • Sobremordida profunda; • Dimensão vertical diminuída; • Aparência de envelhecimento precoce. Se a distoclusão ocorrer apenas de um lado do arco, pode ser subdivisão direita (se for do lado direito) e esquerdo (se for do lado esquerdo). - Classe III (mesioclusao) Os dentes inferiores ocluem em uma relação mesial em relação aos superiores. O sulco mesiovestibular do primeiro molar inferior fica mesializado em relação à cúspide mesiovestibular do primeiro molar superior. • Perfil côncavo; • Retrusão maxilar; • Protrusão maxilar; • Alterações transversais; • Mordida cruzada posterior; • Alterações verticais; • Crescimento vertical excessivo. Classificacao de Lisher Ele classifica pelas posições individuais dentárias, acrescentando o sufixo “versão” ao termo da direção o desvio. • Vestibuloversão - coroa vestibularizada em relação à sua posição normal; • Linguoversão - coroa lingualizada em relação à sua posição normal; • Giroversão - rotacionado em torno do seu longo eixo; • Supraversão - face oclusal ou incisal além do plano oclusal; • Infraversão - face oclusal ou incisal aquém do plano oclusal; • Mesioversão - dente mesializado; • Distoversão - dente distalizado; • Axiversão - alteração da inclinação do dente; • Transversão - transposição dentária; • Perversão - impactado por falta de espaço no arco. Classificacao de Simon Relaciona os arcos com os três planos anatômicos, plano de Frankfurt, Sagital mediano e plano Orbitário. Essa classificação dá uma visão 3D. Anomalias posteroanteriores É referenciado pelo plano orbitário. • Protração - o arco ou parte dele está mais anteriorizado em relação ao plano orbitário; • Retração - o arco ou parte dele está mais posteriorizado em relação ao plano orbitário. Anomalias transversais É referenciado pelo plano sagital mediano. • Contração - o arco ou parte dele é próximo do plano sagital mediano (Atresia maxilar); • Distração - o arco ou parte dele é afastado do plano sagital mediano (síndrome de Brodie). Anomalias verticais É referenciado pelo plano horizontal de Frankfurt. • Atração - o arco ou parte dele é próximo do plano de Frankfurt (face curta); • Abstração - o arco ou parte dele é afastado do plano de Frankfurt (face longa). Classificacao de Andrews Utiliza-se das seis chaves da oclusão normal. 1- Relação dos molares - os primeiros molares permanentes superiores devem mostrar três pontos de contato evidentes com os dentes antagonistas: • A superfície distal da crista marginal do primeiro molar permanente superior contacta e oclui com a superfície mesial da crista marginal mesial do segundo molar permanente inferior; • A cúspide mesiovestibular do primeiro molar permanente superior oclui dentro do sulco existente entre a cúspide mesiovestibular e a mediana do primeiro molar inferior; • A cúspide mesiopalatina do primeiro molar permanente superior adapta-se à fossa central do primeiro molar permanente inferior. 2- Angulação das coroas - a porção cervical do longo eixo de cada coroa encontra- se distalmente à sua porção oclusal; 3- Inclinação das coroas - a porção cervical do longo eixo da coroa dos incisivos superiores encontra-selingualmente à superfície incisal, aumentando à inclinação lingual progressivamente na região posterior; 4- Rotações - não deve haver rotações; 5- Contatos interproximais - deve haver contatos interproximais justos; 6- Curva de Spee - deve apresentar-se plana ou suave. Classificacao de Capelozza É levado em consideração padrões na análise facial. • Padrão I - sem envolvimento esquelético com maloclusão dentária; • Padrão II - degrau sagital aumentado entre maxila e mandíbula. Protrusão maxilar ou deficiência mandibular (classe II, classe I, e raramente classe III); • Padrão III - degrau sagital maxilomandibular diminuído por retrusão maxilar e/ou prognatismo mandibular; • Padrão face longa - excesso do terço inferior da face, sem selamento labial (classe II, relação sagital dos molares pode ser classe I ou III); • Padrão face curta - deficiência vertical do terço inferior da face, selamento labial compressivo. Classificacao sentido vertical É uma forma de classificar o trespasse vertical caracterizando a mordida anterior em tais categorias: • Mordida anterior aberta; • Mordida anterior normal; • Mordida anterior profunda; • Mordida anterior em topo. A - Mordida anterior aberta; B - Mordida anterior normal; C - Mordida anterior profunda; D - Mordida anterior em topo. Etiologia Maloclusões Fatores genéticos • Padrão esquelético sagital da face (tipo I, II e III); • Discrepâncias entre dente e osso (apinhamento e espaçamento). Fatores genéticos - Tipo facial Há três tipos faciais diferentes, de acordo com a proporção entre a altura e largura da face: mesofacial (a distância bizigomática é proporcional à altura facial, do násio ao mento), braquifacial (face mais larga que altura) e dolicofacial (a altura facial predomina a largura). Fatores genéticos - Anomalias dentárias • Microdontia e agenesia: podem criar espaçamentos dentários, desvio de linha média, deslocamento irregular dos dentes adjacentes, sorriso com estética desagradável e prejuízos funcionais; • Supranumerários: cria uma discrepância negativa entre dente e osso e um comprometimento estético. Fatores genéticos - Infraoclusão de molares decíduos A infraoclusão é quando o dente não consegue manter-se na altura do plano oclusal, causando uma distancia dos dentes antagonistas e posicionando-se apicalmente em relação aos dentes vizinhos. Fatores genéticos - Anomalias craniofaciais • Síndrome de Down; • Disostose cleidocraniana; • Displasia ectodérmica; • Fissuras labiopalatinas. Fatores ambientais - traumatismos Quando os incisivos superiores decíduos, sofrem traumatismos, acompanhado de intrusão, isso pode causar defeitos do esmalte a alteração na posição do germe do sucessor. Essa alteração de posição deixa o dente inapto a irromper espontaneamente. Fatores ambientais - perda dos decíduos A perda de molares decíduos faz com que os molares permanentes migrem para mesial, diminuindo o perímetro do arco, pois “rouba” o espaço dos caninos e pré- molares. Esse é o apinhamento secundário, pois ocorre por fatores ambientais e pode ser prevenido com o uso de mantenedor de espaço após a perda do dente. Fatores ambientais - perda dos permanentes Causas adquiridas proximais - Sucção O ato de sucção do dedo ou chupeta restringe o desenvolvimento vertical normal dos incisivos superiores e inferiores, retira a língua da sua posição normal, modifica o desenvolvimento normal do palato (causando protrusão dos dentes anteriores e inclinação para lingual dos dentes inferiores anteriores). A maloclusão mais relacionada a esses hábitos é a mordida aberta anterior. Devido a sucção do dedo ou chupeta e a língua estar abaixada, o crescimento normal do palato é afetado, gerando uma mordida cruzada posterior. Essa atresia do arco dentário não é autocorrigida com o abandono dos hábitos. As implicações mais frequentes de sucção são: • Mordida aberta anterior; • Mordida cruzada posterior; • Inclinação para vestibular dos incisivos superiores; • Inclinação para lingual dos incisivos inferiores; • Alteração da postura e funcionamento da língua. Causas adquiridas proximais - Interposição lingual Ocorre por hábitos deletérios. A postura da língua, principalmente durante o repouso, pode acabar mantendo a mordida aberta anterior já instalada. Em uma deglutição normal, a maxila fica separada com interposição lingual, e a mandíbula é estabilizada pelos músculos faciais e controle. Entretanto, se houver uma maloclusão de mordida aberta, surge uma deglutição atípica, e com ela o pressionamento atípico da língua e ausência de contração dos masseteres, os músculos peribucais são contraídos para o se lamento labial, levando ao escape de ar. Causas adquiridas proximais - Sucção e mordida de lábio Quando um primeiro molar permanente é perdido, o segundo molar migra para mesial e o segundo pré-molar para distal, causando uma retroinclinação dos incisivos. Se a perda ocorre de apenas um lado da arcada, a linha média é desviada para o lado da perda, causando um desequilíbrio na oclusão. As consequências são: • Vestibularização dos incisivos superiores; • Lingualização dos incisivos inferiores (mordida aberta anterior); • Diastemas entre os incisivos superiores; • Aumento do trespasse horizontal; • Mordida cruzada posterior. Causas adquiridas proximais - Respiração bucal Obstáculos respiratórios superiores: • Hipertrofia adenoideana; • Rinite alérgica; • Hipertrofia dos cornetos; • Desvio do septo nasal. Obstáculos respiratórios inferiores: • Hipertrofia das tonsilas palatinas ou amígdalas; • Amigdalites frequentes. Efeitos imediatos (penetração do ar seco e impuro, ressecamento e irritação da mucosa bucal e faringeana). Os efeitos tardios (complicação das vias aéreas, perda do equilíbrio muscular e alteração no crescimento dos arcos (mais vesticalizado). Com isso, há uma má postura mandibular, podendo levar a uma mordida cruzada posterior e mordida aberta anterior. Analise de modelos É a melhor maneira de avaliação entre a diferença entre o volume dental (espaço requerido - ER) e o espaço disponível no osso basal (espaço presente - EP). DM - discrepância de modelos; EP - espaço presente (tamanho do osso basal, 1º molar permanente de um lado à medial de 1º molar do outro lado); ER - espaço requerido (soma das medidas mesio-distal de cada incisivo permanente + espaço requerido posterior (tabela 75%); DM = EP - ER Com o compasso de pontas secas dividir a medição em 4 seções: 1. Mesial do 1ºM permanente a distal do incisivo lateral; 2. Distal do incisivo lateral a mesial do incisivo central; 3. Mesial do incisivo central a distal do incisivo lateral; 4. Distal do incisivo lateral a medial do primeiro molar permanente. DM = EP - (ERa + ERp) Ex. Dm - discrepância de modelos EP - espaço presente (osso basal) 41mm ER - soma dos dentes ERa - soma dos incisivos ERp - canino, 1M, 2M (75%) x2 (lado direito + lado esquerdo) = 48mm Dm = 41 - 48 = -7mm Analise cefalometrica Objetivos da análise cefalométrica • Apreciação do crescimento dos diferentes componentes ósseos do crânio e da face, também a direção do crescimento dos maxilares e seus incrementos, a depender a idade; • Diagnóstico clínico da anomalia que o paciente apresenta; • Comparação das mudanças durante o tratamento ortodôntico pelo aparelho utilizado e pelo crescimento; • Avaliação dos resultados pelos cálculos seriados superpostos. Desenho anatômico Pontos cefalométricos • S - sela; • N - násio; • A - subespinhal; • B - supramental; • D - centro da sínfise mentoniana; • P - pogônio; • Me - mentoniano; • Go - gônio; • Gn - gnátio; • Or - orbitário; • Po - pório; • Pn - pró-nasal; Posição da maxila e da mandíbula Ângulo SNA - posição anteroposterior da maxila em relação à base do crânio • Média - 81,5º; • Desvio - mais 2º ou menos 2º. • SNA = 82º - maxila bem posicionado; • SNA >82º - maxila protruída; • SNA• Desvio - mais 2º ou menos 2º. • SNB ou SND = 80º - mandíbula bem posicionada; • SNB ou SND >80º - mandíbula protruída; • SNB ou SND 2º - deficiente (classe II); • ANB 32º - crescimento ruim (crescimento vertical); • SNGoGn e NSGn 22º - IS’s vestibularizados; • 1.NA 25º - incisivos vestibularizados; • -1.NB 2,5º - convexo, classe II; • NAP > Classificacao dos dispositivos Mantenedor e recuperador de espacos Quanto à função: • Funcionais: mantém o espaço nos sentidos AP e vertical, restabelece mastigação, fonação e estética e recupera oclusão; • Semifuncionais: restabelece parcialmente a função mastigatória; • Não funcionais: apenas mantém o espaço no sentido AP, mas não restabelece oclusão ou outras funções, como a banda-alça ou coroa- alça. Quanto à adaptação: • Removíveis: semelhante a PPR, utilizam grampos (retenção) em dentes que estai em locais que não passam por surtos de crescimentos; • Fixos: são os dispostos que precisam ser cimentados ou colados aos dentes de suporte. O mantenedor é o dispositivo que evita a movimentação de dentes adjacentes após perda precoce do dente decíduo. Sendo assim, o mantenedor preserva o espaço oferecendo condições para que a oclusão se desenvolva normalmente. Mantenedores de espaco removiveis funcionais Indicações: • Perdas múltiplas bilaterais; • Restaurar função; • Restaurar estética; • Pacientes cooperadores. Vantagens: • Fácil instalação e higienização; • Oclusão funcional e estética; • Mantém a DV e evita extrusão dos dentes antagonistas. Desvantagens: • O uso depende da cooperação do paciente. Mantenedores de espaco fixos nao funcionaisIndicações: • Perdas uni ou bilaterais de decíduos; • Pacientes não cooperadores. Vantagens: • Independe da cooperação do paciente; • Fácil construção e adaptação; • Facilita a limpeza. Desvantagens: • Não devolve a função mastigatória; • Não impede a extrusão do dente antagonista. Banda-alca • Mantenedor fixo não funcional; • Indicado na perda de um dente (geralmente o primeiro ou segundo molar decíduo); • É uma alça com fio de 0,9mm soldada a uma banda, que é cimentada no molar vizinho ao espaço da perda. Coroa-alca • Indicado na perda de um dente (geralmente o primeiro ou segundo molar decíduo); • Utilizado se o dente de suporte tem uma lesão extensa de cárie e precisa de uma coroa metálica; • A alça é soldada na coroa. Arco lingual de Nance • Indicado nas perdas múltiplas de decíduos inferiores, uni ou bilaterais, quando os incisivos permanentes inferiores já irromperam; • É um arco passivo de 0,9mm que toca as línguas dos anteroinferiores, e as extremidades da alça são soldadas nas línguas das bandas comentadas. Botao lingual de Nance • Indicado para perdas múltiplas bilaterais de molares superiores decíduos; • Utilizado no arco superior; • É um botão de acrílico apoiado na região anterior do palato; • O fio é soldado na palatina das bandas dos primeiros molares permanentes superiores; • É um aparelho dentomucossuportado, por isso, é necessária a remoção a cada 6 meses para higienização. Requisitos para um mantenedor de espaco • Manter espaço suficiente para permitir erupção dos sucessores permanentes; • Não interferir no crescimento e desenvolvimento dos dentes e arcos dentários; • Impedir a extrusão dos dentes do arco oposto; • Restituir a função; • Ser biologicamente aceitável pelos tecidos intrabucais, dentes e periodonto; • Ser de fácil higienização. Recuperadores de espaco Os recuperadores de espaço não criam espaço, apenas recuperam o espaço preexistente e que foi perdido. Recuperadores de espaco - Indicacoes • Recuperação de espaço de até 3mm nas regiões posterior superior e inferior; • Utilizar na dentição mista. Em condições normais, não há fechamento de espaço na região AP após perda prematura dos decíduos, principalmente após erupção dos caninos. A instalação do dispositivo nesses casos serve como auxiliador de autoestima. Considera-se perda precoce do decíduo, quando seu sucessor tem menos de 2/3 de raiz formada (ainda não atingiu 8 de Nolla). Caso tenha mais de 2/3 de raiz formada, a perda de espaço é mínima ou nula. Também é considerada como perda precoce se houver mais de 1mm de osso acima do germe permanente, pois o sucessor irá levar mais tempo para irromper. O fechamento do espaço ocorre durante os seis meses posteriores à perda do decíduo. OBS Os recuperadores verticalizam os molares permanentes por meio de movimentos de inclinação. Quando desejar fazer translação (corpo do dente) ou recuperar grandes espaços, é necessário utilizar aparelhos fixos mais complexos. Após recuperar o espaço, colocar um mantenedor para preservar o espaço. Aparelho removivel com mola helicoidal • Constituído por uma placa de resina acrílica associada a grampos de retenção e arco vestibular; • O movimento do dente é devido a mola helicoidal; • É um fio de aço de 0,7mm, ativada 1 a 2mm por mês; • Quando utilizado no arco inferior, é desconfortável e a retenção é crítica. Placa labio ativa • É um arco vestibular espesso inserido nos tubos soldados nas faces vestibulares dos primeiros molares permanentes inferiores; • Possui um anteparo acrílico na região anterior que entra em contato internamente com o lábio inferior e transmite aos molares a força da contração do lábio; • Este aparelho promove recuperação do espaço pela verticalização dos molares; • Ganha espaço no arco inferior pela vestibularização dos incisivos inferiores, pois o anteparo neutraliza a ação da musculatura labial. Conceito Ortopedia funcional dos maxilares Soluciona desequilíbrios ósseos, musculares e de funcionamento dos maxilares, alinhamento dos dentes e problemas da ATM. Além de previnir, controlar e tratar as anormalidades do crescimento e desenvolvimento das arcadas e bases dento- alveolares. Função • Corrigir desequilíbrio ósseo; • Alinhamento dos dentes; • Problemas da ATM; • Corrige problemas musculares e de funcionamento dos maxilares. Indicações • Más-oclusões; • Retrognatismo mandibular; • Falta de espaço para erupção de dentes permanentes; • Arcadas estreitas ou atresiadas; • Diastemas localizados ou generalizados; • Mordida profunda; • Mordida cruzada; • Mordida aberta anterior. Aparelhos ortopédicos - Frankel • Regulador de função; • Corrige más oclusões classe II, divisão 1; • Dentição mista ou permanente precoce; • É um exercitador da musculatura bucofacial; • Tem escudos de acrílicos ao nível do vestíbulo bucal e labial, com função de estirar os tecidos moles em nível de fundo de sulco, e estimula aposição óssea na base alveolar apical; • Faz um aumento transversal dos arcos dentários; • Mucossuportado; • Tem um menor efeito dentoalveolar na correção da classe II, pois permite um mínimo contato com os dentes. Aparelhos ortopédicos - Ativador • Posiciona a mandíbula em uma posição mais anterior quando o paciente fecha a boca; • Produz alterações no crescimento estimulando ou transmitindo forças fisiológicas; • Ativa as forcas musculares. Aparelhos ortopédicos - Bionator de Balters • De fácil construção e manuseio clínico; • Objetiva o selamento labial e trazer o dorso da língua em contato com o palato mole; • Leva os incisivos para o topo a topo; • Melhora a relação dos maxilares, língua e dentes e tecidos moles; • Aumenta o espaço bucal. Aparelhos ortopédicos - Ativador de Klammnt • Menor interferência na fala; • Por ser um ativador aberto elástico, permite um amplo espaço para língua; • O aparelho não causa tensão e acompanha todos os movimentos mandibulares; • Classe II, divisão 1, com protrusão dos dentes superiores; • Mordida profunda; • Classe III (mordida cruzada anterior); • Mordida cruzada unilateral; • Mordida aberta anterior; • Terapêutica com extrações; • Biprotrusão alveolar. Mordida aberta Tem presença de: Anterior e posterior classe II • Mordida aberta anterior; • Mordida aberta posterior; • Classe II: relação anteroposterior em que a arcada superior está posicionada mais à frente em relação à arcada inferior (retrognatia mandibular ou prognatismo maxilar). Etiologia • Hábitos orais; • Fatores esqueléticos; • Fatores funcionais; • Respiração bucal; • Genética. Consequencias • Perfil alongado; • Sorriso gengival; • Dificuldade mastigatória, de fala e deglutição. Tratamento • Bionator ou placa de expansão (esquelética - retrognatia mandibular); • Herbst (retrognatia mandibular severa); • Disjuntores palatinos (mordida aberta posterior associada a atresia maxilar) • Aparelhos fixos ou alinhadores para correção dentária; • Mini-implantes (intruir os dentes posteriores); • Máscara facial (mordida aberta com hipodesenvolvimento maxilar); • Grade lingual (eliminar sucção digital ou deglutição atípica); • Disjuntor com mini-implante (adultos- mordida aberta posterior). • Ortognática. Definicao Mordida profunda • Definido como overbite; • Os dentes superiores se sobrepõem em excesso aos dentes inferiores quando a boca está fechada; • Pode causar desgaste excessivo dos dentes, dor na ATM, dificuldade mastigatória e estética facial comprometida. • Leve; incisivos superiores recobre a cincisal dos inferires • Moderado: incisivos superiores recobrem ate o terço medio dos inferiores; • Grave: incisivos superiores recobrem todo o dente inferior • Diagnóstico facial - sorriso • Diagnóstico cefalométrica - horizontal, normal e vertical a forma de diagnóstico na dentária de sobremordida é se o paciente for padrão face II Caracteristicas • Excesso de sobreposição; • Oclusão excessiva; • Possíveis variações. Causas • Fatores genéticos; • Má oclusão dentária; • Desvio no crescimentoesquelético; • Hábitos. Consequencias • Desgaste dentário; • Problemas na ATM; • Estética: queixo retraído ou lábios comprimidos; • Dificuldade de mastigação e fala. Subdivisao Diagnostico Tratamento • Aparelhos ortodônticos: fixo, elásticos intermaxilares, Herbst ou Twin block; • Ortognática; • Aparelhos de retração: mordida profunda vertical; • Expansores palatinos; • Correção de hábitos orais. Definicao Mordida aberta posterior Ausência de contato entre os dentes posteriores quando a boca está fechada. Caracteristicas • Falta de contato entre dentes posteriores; • Causa funcional; • Visibilidade. Causas • Fatores genéticos; • Hábitos orais; • Problemas funcionais; • Perda prematura dos dentes de leite ou permanente. Consequencias • Dificuldade na mastigação; • Disfunção na ATM; • Problemas estéticos. Tratamento • Aparelho fixo; • Expansor palatino: corrige a mordida cruzada; • Herbst ou Twin block: reposiciona a mandíbula ou maxila; • Ortognática; • Correção de hábitos. Clae III Definição A mandíbula está projetada para frente em relação a maxila Caractisticas • Prognatismo mandibular; • Aparecimento estético; • Dificuldades funcionais. Causas Causas esqueléticas: • Prognatismo mandibular; • Deficiência da maxila; • Desvio do crescimento ósseo. Causas dentárias: • Posição incorreta dos dentes; • Perda prematura de dentes. Csequências • Desgaste dentário; • Dificuldade mastigatória; • Disfunção da ATM; • Problemas estéticos. Tratamento • Aparelho ortodôntico; • Aparelho fixo; • Elásticos intermaxilares; • Herbst ou Twin block: reposiciona a mandíbula e estimula o crescimento da maxila; • Ortognática; • Expansores palatinos (Hyrax). Mordida aberta aerior Definição • Espaço entre os dentes anteriores; • Estética facial; • Problemas funcionais. É a ausência de contato entre os dentes anteriores superiores e os inferiores Caraeristicas Causas • Sucção do dedo; • Uso prolongado de chupeta; • Respiração bucal; • Deglutição incorreta; • Fatores genéticos; • Fatores de desenvolvimento ósseo; • Perda prematura de dentes de leite ou permanentes. Consequências • Dificuldade na mastigação; • Dificuldade na fala; • Desgaste dentário irregular; • Alterações estéticas. Trameo • Aparelhos fixos; • Elásticos intermaxilares; • Expansor palatino (Hyrax); • Ortognática; • Herbst ou Twin block. Tratamentos Mordida aberta anterior Dentária x Esquelética Em crianças: • Grade lingual ou palatina; • Aparelho para interrupção de sucção. • Bionator: indicado para retrognatia mandibular; • Aparelho para expansão palatina: atresia maxilar. Em adolescentes: • Bráquetes; • Mini implantes: intruir dentes posteriores (esquelética). Em adultos: • Bráquetes; • Mini-implantes; • Ortognática. Mordida aberta leve: Aparelho fixo + elásticos verticais + terapia mio funcional Mordida aberta moderada em adolescentes: Aparelho fixo ou removível + mini-implantes + expansão palatina Mordida aberta grave em adultos: ortognática. Mordida cruzada poerior Dentária x esquelética Dentária: expansores • Hawley + expansor; • Quadrihélice. Esquelética: disjuntores • Hyrax; • Hass; • Mac Namara. Em crianças: • Disjuntores palatinos: mordida cruzada esquelética por atresia maxilar (Hass, Hyrax quadrihélice); • Placa de expansão. Em adolescentes: • Disjuntor palatino rápido: atresia maxilar moderada; • Disjuntor + mini-implantes: adolescentes maiores; • Aparelhos fixos. Em adultos: • Aparelhos de expansão + mini-implantes: expansão maxilar; • Ortognática; • Aparelho fixo. Criança com mordida cruzada bilateral (atresia maxilar): Hyrax Adolescente com mordida cruzada unilateral (dentária): aparelho fixo com elástico; Adulto com mordida cruzada esquelética grave: Hyrax Mordida cruzada anterior Dentária x esquelética Dentária: • Pistas palatinas; • Hawley com mola; • Fixo 4x2; • Máscara facial Esquelética: • Mini-implantes; • Máscara facial Em crianças: • Máscara facial: retrognatia maxilar; • Bionator: estimula crescimento maxilar e freia mandibular; • Placa de protração anterior: mordida cruzada dentária; • Expansão palatina: mordida cruzada anterior com atresia maxilar. Em adolescentes: • Máscara funcional; • Aparelho fixo: mordida cruzada dentária; • Mini-implantes: mordida cruzada severa. Em adultos: • Ortodontia fixa com compensação dentária: mordida cruzada leve; • Ortognática: grave esquelética. Criança com mordida cruzada anterior dentária: placa removível de protração Adolescente com mordida cruzada esquelética moderada: máscara facial + expansor Adulto com mordida cruzada anterior esquelética grave: ortodontia fixa pré- cirúrgica seguida de ortognática Mordida cruzada funcional: aparelho ortodôntico removível com guia anterior + terapia miofuncional. Sobremordida Dentária x esquelética Dentária: • Intrusão de incisivos (aparelho fixo e mini- implante), Esquelética: • Extrusão de posterior: aumentar DVO • Batente; • PIC VEM. Em crianças: • Bionator: retrognatia mandibular; • Placa de mordida anterior: sobremordida vertical; • Expansor palatino: sobremordida com atresia maxilar. Em adolescentes: • Aparelhos fixos; • Mini-implantes: sobremordida vertical severa; • Máscara facial. Em adultos: • Ortodontia fixa; • Mini-implantes: intrusão dos anteriores; • Ortognática. Criança com sobremordida vertical dentária moderada: placa de mordida anterior Adolescente com sobremordida horizontal (overjet): aparelho fixo e expansão palatina Adulto com sobremordida vertical severa: ortodontia fixa pré-cirúrgica, ortognática e ortodontia pós-cirúrgica Clae II Dentária x esquelética Dentária: • Corretiva Esquelética: • AEB; • Propulsor mandibular; • Bionator; • Mini-implante. Crianças e adolescentes: • Máscara facial: retrognatia mandibular; • Bionator e Herbst: retrognatia mandibular ou protrusão maxilar; • Aparelho fixo: alinhamento dos dentes após correção maxilo-mandibular. Em adultos: • Aparelho fixo: corrigir sobremordida ou desajuste; • Ortognática. Mordida profunda Criança com retrognatia mandibular leve: máscara facial + Bionator + aparelho fixo Adolescente com sobremordida e retrognatia mandibular moderada: aparelho fixo + máscara facial Adulto classe II grave e retrognatia mandibular: ortodontia pré-cirúrgica + ortognática + ortodontia pós-cirúrgica • Tratamento ortodôntico; • Aparelho fixo: inclinação dos dentes ou discrepâncias dentárias; • Bionator ou Herbstl: esquelético; • Placa de mordida anterior; • Ortognática Adolescente com mordida profunda dentária: aparelho fixo + elásticos intermaxilares Adulto com mordida profunda esquelética: aparelho pré-Ortognática + ortognática + aparleho pós-Ortognática Clae III Mordida aberta poerior • Aparelho fixo: ajustar o posicionamento dos dentes; • Herbst, Bionator ou twin block: corrigir desajuste esquelético; • Expansor palatino: atresia maxilar; • Ortognática. Adolescente com classe III dentária: aparelho fixo + elásticos intermaxilares Adulto com classe III esquelética: aparelho ortodôntico pré-cirúrgico + cirurgia ortognática + pós-cirúrgico • Aparelho fixo: correção dentária; • Herbst, twin block ou Bionator: desajuste esquelético (mandíbula muito pequena ou maxila muito alta); • Expansão da maxila; • Ortognática. Mordida aberta posterior em adolescente com desajuste dentário: aparelho fixo + elásticos intermaxilares Mordida aberta posterior com discrepância esquelética: expansor palatino + aparelho fixo + ortognática Expansores: • HAAS; • Hyrax. Disjuntor: • Kelsey Sequência de tratamento Transversal - vertical - ântero-posterior