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Craniofacial
Crescimento e desenvolvimento 
Ossicação intramembranosa 
O termo crescimento significa uma alteração em magnitude, ou seja, massa, é um 
aumento quantitativo. Enquanto desenvolvimento é uma maturação das funções, 
em níveis celulares e teciduais, sendo assim, mudança quantitativa e qualitativa.
Ocorre pela condensação do tecido conjuntivo membranoso, onde as células 
mesenquimatosas diferenciam-se em osteoblastos, produzindo uma substancia 
óssea extracelular, a matriz osteoide. A matriz osteoide passa por uma calcificação, 
gerando o tecido ósseo neoformado, que é uma combinação de matriz mineralizada 
e osteoblastos enclausurados, ou osteócitos. 
• Tecidos depositados pelo periósteo;
• Tecidos depositados pelo endósteo;
• Suturas e membrana periodontal.
Crescimento
• Tecidual - hiperplasia e hipertrofia;
• Intersticial - novas células;
• Aposicional - novos elementos sobrepostos sobre os já existentes;
• Interposicional - intersticial + aposicional.
Ossicação
• Intramembranosa - o próprio osso provoca a ossificação;
• Endocondral - a ossificação é de forma indireta, necessitando de ajuda 
da cartilagem.
O etmoide é o único osso endocondral
No esqueleto cefálico, a maxila, corpo e ramo mandibulares, formam-se por 
ossificação intramembranosa.
Ossicação endocondral 
No esqueleto cefálico, o côndilo e base craniana, formam-se por ossificação 
endocondral, pois tem influência no crescimento facial.
Primeiramente é formado uma cartilagem, que serve como um molde para o osso, 
e posteriormente essa cartilagem é destruída pelo osso. A depender do local, essa 
cartilagem pode permanecer, sendo uma cartilagem de crescimento. Essas 
cartilagens são responsáveis pelos ossos longos, de áreas entre as epífises e 
diálises. Na formação da cartilagem, há um crescimento intersticial, onde as 
células mesenquimais diferenciam-se em condroblastos (formadoras de cartilagem). 
Os condroblastos então produzem uma matriz cartilagínea, que depois ficam presos 
na matriz, originando os condrócitos. O crescimento intersticial é na fase inicial de 
crescimento, pois, logo após, o crescimento torna-se aposicional, com os 
condroblastos se diferenciando do pericôndrio. Depois a cartilagem é invadida e 
substituída por tecido ósseo, o osso endocondral.
Mecanismos de crescimento ósseo
O crescimento ósseo ocorre por remodelação, deslizamento e deslocamento. A 
remodelação ocorre pela aposição óssea em um lado da superfície cortical, pela direção 
de crescimento e de reabsorção óssea do lado oposto promovida pelos osteoblastos e 
osteoclastos.
O deslizamento é de forma gradual da área de crescimento, combinado com aposição e 
remodelação. Já o deslocamento é o movimento do osso como uma coisa única.
• Deslocamento primário - crescimento do osso;
• Deslocamento secundário - crescimento por meio de outro osso.
O crescimento do osso por deposição óssea por uma direção faz com que ele se 
desloque em direção contrária, fazendo ele afastar-se do osso vizinho, isso é chamado 
de deslocamento primário. Esse deslocamento ocorre por força de expansão dos 
tecidos moles em crescimento que o recobrem.
Já o crescimento secundário é pelo crescimento de outros ossos que estejam 
relacionados a ele, seja por via direta ou indireta.
Centros de crescimento 
• Base do crânio;
• Terço médio da face e cavidade nasal;
• Túber, processo alveolar e palato;
• Côndilo e processo alveolar 
Teorias do crescimento
• A face cresce para frente e para baixo;
• A face cresce mais que o crânio;
• O crescimento nos primeiros anos de vida é mais generalizado até os 5 
anos, após isso, é mais localizado;
• Cada parte do complexo craniofacial tem seu padrão de maturação e 
taxa de crescimento.
Crescimento da abóbada e base craniana
Os ossos do crânio são auxiliados pelas suturas, fontanela e alongamento das 
sincondroses e remodelação óssea. O deslocamento primário dos ossos tensionam 
as suturas, causando neoformação óssea nas bordas dos ossos articulados.
Crescimento da maxila
É um osso intramembranoso, com crescimento por aposição e reabsorção óssea e 
proliferação de tecido conjuntivo nas suturas conectivas ao crânio e base do crânio. 
O Túber é a área de maior crescimento da maxila, fazendo o alongamento do arco 
na porção posterior e aumentando o comprimento maxilar, promovendo espaço 
para os molares que irão irromper.
A maxila tem seu crescimento para cima e para trás, tendo também deslocamento 
para anterior e inferior, o que aumenta a profundidade facial. O aumento 
anteroposterior também ocorre pelos ossos vômer e septo nasal.
Quanto ao crescimento do processo alveolar, ele sofre adaptação e remodelação e 
sofre reabsorção quando os dentes são perdidos. A deposição óssea nesse local 
contribui para o aumento de altura maxila e no aumento do comprimento.
Durante o crescimento, os dentes passam pela flutuação vertical, onde eles mantem 
suas posições anatômicas enquanto os maxilares crescem. Esse processo move todo 
o dente e o alvéolo.
O crescimento da altura da maxila ocorre também pelo desenvolvimento da cavidade 
nasal e dos seios maxilares, adequadas as necessidades respiratórias. A remodelação 
expande lateralmente e anteriormente dessas estruturas e realocam o palato para 
baixo. O crescimento na sutura palatina mediana faz o alargamento do palato e do 
arco alveolar. 
O rebordo alveolar tem reabsorção em sua superfície anterior externa e aposição 
óssea interna, acima do rebordo, ocorre aposição óssea externa, originando a 
espinha nasal anterior. Na superfície vestibular da maxila anterior ao processo 
zigomático ocorre reabsorção.
• A maxila atinge 95 a 98% da sua dimensão final aos 12 anos de idade 
e o maior incremento no sentido transversal no período de 7 a 11 anos;
• A sutura pré-maxilar se funde em aproximadamente 3 a 5 anos de 
idade;
• A sutura mediana se funde em aproximadamente 15 a 18 anos de 
idade;
• A sutura transpalatal se funde em aproximadamente 20 a 25 anos;
• A altura da maxila atinge seu crescimento máximo em aproximadamente 12 
anos em meninas e 15 anos em meninos;
• Projeção anterior da maxila atinge maturidade aos 13 anos em meninas e 14 
anos em meninos.
A chupeta aumenta a projeção anterior e diminui a projeção lateral
Crescimento mandibular
Tem uma ossificação mista, os côndilos possui uma ossificação endocondral, que são 
recobertos por tecido conjuntivo fibroso, enquanto os ramos e o corpo mandibular 
possuem uma ossificação intramembranosa.
Os ramos e corpo mandibular passam por reabsorção em suas paredes anteriores 
e aposição óssea nas paredes posteriores, que promovem um deslizamento em 
direção posterior, o que causa espaço para irrupção dos dentes permanentes 
posteriores. As áreas de remodelação óssea também ocorrem nos processos 
coronoides e na chanfradura sigmoide (Aposição superior). O corpo de mandíbula 
passa por aposição em todo o bordo inferior e no mento, passando por reabsorção 
na região supramentoniana, o que modela o formato do queixo.
O crescimento dos côndilos gera um movimento para trás e para cima, o que 
contribui para o crescimento em altura da mandíbula, e um deslocamento do osso 
para baixo e para frente, e ajuda no movimento da base craniana média para a 
frente.
O processo alveolar depende diretamente dos dentes, assim como na maxila, 
crescendo verticalmente e em largura de acordo com o irrompimento e acompanha 
o crescimento para posterior dos ramos mandibulares. A mandíbula tem seu 
crescimento em v.
Crescimento dos arcos dentários
• Surto em meninas: 9,6 a 12,6 anos;
• Surto em meninos: 10,6 a 13,6 anos.
O arco dentário vai da mesial do primeiro molar permanente direito até a mesial do 
primeiro molar permanente esquerdo. Englobando a área de troca de dentes decíduos 
por dentes permanentes. Devido o alongamento da maxila e do corpo da mandíbula no 
~
-
período de crescimento facial, o primeiro e segundo molar permanentes já possuem 
seu espaço de irrupção.
O arco dentário também pode ser chamado de perímetro do arco dentário,que é 
referente a circunferência do arco, que estende-se da mesial do primeiro molar 
permanente de um lado a outro, passando pelos sulcos dos pré-molares e cúspides 
dos caninos e incisivos.
O comprimento refere-se a dimensão anteroposterior o arco, estendendo-se da 
face palatina do incisivo central, passando pela rafe palatina até a linha imaginária 
que passa pela face mesial dos primeiros molares permanentes.
A largura é a medida transversal que estende-se de um dente até o seu 
contralateral.
Ao nascimento, os dentes decíduos anteriores mostram-se apinhados no interior. 
Do nascimento até aproximadamente 6 anos de idade, a maxila e mandíbula tem 
um alargamento pelo crescimento na sutura palatina e na sincondrose 
mandibular.
Essas dimensões transversais costumam tornar a crescer na fase de troca dos 
dentes. No arco superior a largura inter caninos aumenta em média 5mm dos 5 
aos 13 anos. No arco inferior aumenta em média de 3mm, a distância intermolar 
aumenta 4 e 2 mm nos arcos superior e inferior.
• Primeiro surto no nascimentos dos dentes decíduos;
• Maior crescimento na fase de troca dos dentes;
• Após os 13 anos, não se tem crescimento transversal.
Comprimento e pímetro do arco dentário
Tanto o crescimento como o perímetro mantém-se estáveis na dentição decídua, 
tendo apenas um pequeno decréscimo entre os 4 e 6 anos, que é o período em 
que os diastemas posteriores desaparecem.
No primeiro período transitório da dentição mista, que é a fase de troca dos 
incisivos decíduos pelos permanente, causando um aumento no perímetro e 
comprimento dos arcos. 
No segundo período transitório da dentição mista, que é a fase em que caninos e 
molares decíduo são trocados pelos caninos permanentes e pré-molares, o 
comprimento e perímetro são diminuídos. Na dentição permanente completa há 
uma redução pequena e constante no perímetro dos arcos.
• Primerio período transitório há um aumento;
• Segundo período há uma diminuição;
• Dentição permanente há uma redução pequena e constante;
• Leeway space ou espaço livre de nance descreve os espaços que aparecem 
nos arcos durante a transição dos segundos molares decíduos pelos seus 
sucessores permanentes. É o espaço que sobra considerando o tamanho 
dos caninos e molares decíduos em relação ao tamanho de caninos e pré-
molares permanentes. Maxila 0,9mm e mandíbula 1,7mm.
Aplicabilidade 
O apinhamento é referente a irregularidade no posicionamento ou disposição dos 
dentes no arco. O apinhamento também inclui as rotações e deslocamentos 
dentários, sendo resultado de um desequilíbrio entre as dimensões do arco e 
volume dos dentes.
• Apinhamento primário - desalinhamento dos dentes anteriores determinado 
no primeiro período transitório da dentição mista. Grande parte são de 
origem genética.
• Apinhamento secundário - ocorre em região de caninos e pré-molares, 
definido no período tardio da dentição mista. A maior parte dos casos são de 
origem ambiental, como perda precoce dos molares decíduos e movimento 
mesial dos molares permanentes.
• Apinhamento terciário ou tardio - apinhamento em região de incisivos que 
aparecem na dentição permanente madura, mesmo com ausência dos 
terceiros molares.
Padrão facial
Deformidades faciais 
• Pierre Robin;
• Microcefalia;
• Crouzon;
• Teacher Collins.
OBS
• Chupeta aumenta a projeção anterior e diminui a lateral;
• Todo RN nasce retrognata;
• Padrão facial é diferente de oclusão;
• Arco tipo I de Baume é onde os dentes decíduos conseguem acomodar-se 
com sobra de espaço, traduzida pela presença de espaçamentos ou 
diastemas generalizados.
Considações nais
• O crescimento do complexo craniofacial é importante para estabelecer 
uma relação equilibrada;
• A teoria do crescimento mais aceita é a teoria da matriz funcional;
• A face cresce para frente e para baixo;
• O crescimento ocorre por remodelação e deslocamento;
• A tipologia facial e o pico facial são determinantes para diagnóstico e 
tratamento.
Crescimento:
• Maxila: 8 anos;
• Mandíbula: 12 anos.
Oclusão 
Dentição decídua, mista e permanente 
Períodos
• Pré-natal;
• Dentição decídua;
• Dentição mista;
• Dentição permanente.
Período Pré-natal
• Aspecto de caixa tampa;
• O comum é que não haja dentes irrompidos ao nascimento, também 
chamado de período dos roletes gengivais;
• Arco superior tem formato arredondado e pouco profundo;
• Arco inferior tem forma de U, porção anterior mais pontiaguda e 
inclinada vestibularmente;
• O comum é que as arcadas não encostam, se encostarem, pode ter uma 
má formação;
• Os roletes gengivais conecta-se em região posterior e tem um espaço 
anterior (mesial anterior), que a língua se sobressai, chamada de postura 
neonatal da língua. Com a amamentação a mandíbula vai se colocando mais 
a frente;
• No nascimento os dentes decíduos estão em calcificação e há vestígios de 
calcificação do primeiro molar permanente.
Dentição decídua
Sequência favorável de erupção:
1. Incisivos centrais inferiores;
2. Incisivos centrais superiores;
3. Incisivos laterais superiores;
4. Incisivos laterais inferiores;
5. 1º molares inferiores e superiores (1º levante de oclusão);
6. Caninos (movimento lateral);
7. 2º molar inferior e superior (classificação de oclusão).
No 4º ano de vida inicia o processo de rizólize.
A dimensão vertical é a distância entre os maxilares superior e inferior, e a dimensão 
vertical de oclusão é a posição em que os dentes superiores e inferiores encontram-se 
em oclusão.
1. 1º levante - começa a falar de oclusão (erupção dos primeiros molares);
2. 2º levante;
3. 3º levante - oclusão estabelecida.
Características:
• Inclinação axial dos dentes;
• Relação distal dos segundos molares decíduos;
• Leeway space;
• Espaços primatas;
• Tipos de arco
Características da dentição decídua - Inclinação axial dos dentes 
• Paralelismo entre raízes, ausência de inclinação axial;
• Os incisivos (vestibularizados) formam entre si um ângulo próximo de 180º.
Características da dentição decídua - Relação distal
• Plano reto - 76%;
• Degrau mesial - 14% (maior probabilidade de maloclusão);
• Degrau distal - 10%.
Este tipo pode evoluir para uma classe I
> o
ato
Sup . -inc . Lateral e cami diferenças enfre do Tamanho de ce e decdios
- e C e M permanentes (2 : período)
Inf-conico e molar Reorganiza o apinhamento primário
Chave canino Cincisivos
~ ↳o
- chove carno
Características da dentição decídua - Leeway space
O espaço é bom para corrigir o espaço do apinhamento 
Canino + molares decíduos > Canino + pré-molares 
 Inferior: 1,7mm para cada lado;
 Superior: 0,9mm para cada lado.
Características da dentição decídua - Espaço primata 
• Inferior: caninos e primeiros molares;
• Superior: caninos e incisivos laterais.
Características da dentição decídua - Tipos de arco
• Arco tipo I de Baume: vários espaços além do primata
• Arco tipo II de Baume: apenas espaços primatas 
Avaliação da oclusão - Horizontal
• Classe dos caninos;
• Plano terminal;
• Overjet - diferença anteroposterior entre arcadas.
• Classe I - entre canino e primeiro molar;
• Classe II - mais anteriorizado;
• Classe III - mais posteriorizado.
Overjet é o trespasse dos incisivos superiores em relação aos inferiores, sendo 
medido em mm a partir da face vestibular dos incisivos inferiores até a borda 
incisal dos incisivos superiores.
Avaliação da oclusão - Vertical
Overbite é o trespasse dos incisivos superiores em relação aos inferiores, é a medida 
entre as bordas incisais dos incisivos centrais, é normal uma sobremordida até os 12 
anos, depois tende a diminuir devido ao aumento da DV.
Dentição mista
• Primeiro período transitório;
• Período intertransicional;
• Segundo período transitório
Cronologia
1. Primeiro molar;
2. Incisivo central inferior;
3. Incisivo central superior;
4. Incisivo lateral inferior;
5. Incisivo lateral superior;
6. 1º pré-molar superior;
7. 1º pré-molar inferior;
8. Canino inferior;
9. 2º pré-molar superior;
10. 2º pré-molar inferior;
11. Canino superior;
12. 2º molar inferior;13. 2º molar superior.
Primeiro período - 
• Tem a formação da curva de Wilson e de spee e vão se definindo 
conforme a oclusão se desenvolve;
• Acomodação dos incisivos devido ao aumento do perímetro do arco, 
espaços primatas e distalização dos caninos;
• Overbite e overjet aumentados;
• Uso do plano terminal.
Período intertransitório -
• Fase do patinho feio;
• Inclinação axial vestibular dos incisivos superiores, inclinação distal dos 
centrais e laterais superiores e sobremordida exagerada.
Segundo período -
• DV completamente estabelecida;
• Overbite estabelecida;
• Fase de resolução;
• Leeway space (corrigir apinhamento primário);
• Definição da chave molar;
• Finalização da oclusão;
• Overbite e overjet devem estar normalizados.
- diminuido- mordida aberta
~ o quanto os
superibifee
(normal)
dida
muso
(
- (mada
>
moxila a frente du mandibula
↳o normal i e
feve star próximo e o
Dentição permanente
• Angle - relação molar;
• Andrew - 6 chaves de oclusão;
• 4 chaves - configuração dos arcos dentais, equilíbrio dos dentes, guias 
de oclusão dinâmica e harmonia facial.
Dentição permanente - Relação molar
É a chave de oclusão de Angle, onde a cúspide mesiovestibular do primeiro molar 
superior oclui no sulco mesiovestibular do primeiro molar inferior.
Andrews afirma que é necessário o contato da vertente distal da cúspide 
distovestibular do primeiro molar superior com a superfície mesial da cúspide 
mesiovestibular do segundo molar, e a cúspide palatina do primeiro molar superior 
ocluir no sulco oclusal do primeiro molar inferior.
Dentição permanente - Angulação mesiodistal
É a linha que passa pela coroa e raiz dental, configurando uma curva de 
convexidade anterior necessária à estabilização funcional de cada dente e de todo o 
arco.
Dentição permanente - Angulação vestíbulolingual
Os dentes permanentes não se posicionam em suas bases ósseas 
perpendicularmente, como se observa nos dentes decíduos, mas apresentam uma 
inclinação axial.
Dentição permanente - Contatos proximais 
rígidos
É considerada como uma entidade anátomo-fisiopatológica que garante a integridade 
do periodonto, para evitar cáries, fraturas ou má posição dental. 
Dentição permanente - Rotação
Os dentes são alinhados em forma de arcos, tocando os dentes adjacentes por meio 
dos pontos de contato. Por uma vista oclusal, os sulcos oclusais de pré-molares estão 
em curva.
Dentição permanente - Curva de Spee
É a linha que une o ápice das cúspides vestibulares dos dentes superiores, com o seu 
ponto mais baixo (inferior) em correspondência com a cúspide mesiovestibular do 
primeiro molar permanente.
Dentição permanente - Guias de oclusão
Lateral e interior.
Dentição permanente - Equilíbrio dental
Deve ser levado em conta as forças funcionais dos dentes, ligamentos, músculos 
mastigadores e faciais, da língua, do palato e faringe.
Dentição permanente - Harmonia facial
OBS
• Mais importantes: guias e análise dos sorrisos, classe canina.
Spel
Maloclusões classificacao
Classificacao de Angle 
A oclusão normal deve ser estável, saudável e esteticamente atraente, mas nem 
sempre coincide com a oclusão ideal ou aos padrões estabelecidos, como as chaves 
de oclusão de Andrews.
Ele explica que a chave da oclusão é a posição relativa do molar maxilar, pois o 
primeiro molar permanente superior está em posição correta. Sua classificação é 
baseada nas relações posteroanteriores dos maxilares entre si.
A neutroclusão é definida como uma maoclusão onde a posição mesiodistal dos 
arcos está normal. Os primeiros molares estão em oclusão normal, a cúspide 
mesiovestibular do primeiro molar superior oclui no sulco mesiovestibular do 
primeiro molar inferior.
Classe I (neutroclusao)
A classe I pode ser confundida com a normoclusão, pois pacientes de classe I 
apresentam perfil facial harmônico, e é restrito às más posições dos dentes, que 
podem estar protruídos, desalinhados ou com sobremordida profunda, entre 
outras alterações.
Classe II (distoclusao)
É a relação anormal dos arcos, onde os dentes inferiores ocluem em uma relação 
distal se comparado aos superiores. O sulco mesiovestibular do primeiro molar 
inferior encontra-se distalizado em relação à cúspide mesiovestibular do primeiro 
molar superior.
• Perfil facial harmônico;
• Má posições dos dentes;
• Protrusão;
• Desalinhamento;
• Sobremordida profunda.
• Perfil convexo;
• Protrusão maxilar;
• Retrusão mandibular;
• Inclinações dentárias.
Classe II divisão 1 - 
• Incisivos superiores inclinados para vestibular;
• Trespasse horizontal aumentado;
• Curva de Spee acentuada;
• Arco superior atrésico;
• Palato profundo;
• Lábios entreabertos e ressecados;
• Desequilíbrio da musculatura facial.
Classe II divisão 2 - 
• Incisivos centrais superiores verticalizados ou lingualizados;
• Incisivos laterais superiores vestibularizados;
• Sobremordida profunda;
• Dimensão vertical diminuída;
• Aparência de envelhecimento precoce.
Se a distoclusão ocorrer apenas de um lado do arco, pode ser subdivisão direita (se 
for do lado direito) e esquerdo (se for do lado esquerdo).
-
Classe III (mesioclusao)
Os dentes inferiores ocluem em uma relação mesial em relação aos superiores. O 
sulco mesiovestibular do primeiro molar inferior fica mesializado em relação à 
cúspide mesiovestibular do primeiro molar superior.
• Perfil côncavo;
• Retrusão maxilar;
• Protrusão maxilar;
• Alterações transversais;
• Mordida cruzada posterior;
• Alterações verticais;
• Crescimento vertical excessivo.
Classificacao de Lisher
Ele classifica pelas posições individuais dentárias, acrescentando o sufixo “versão” 
ao termo da direção o desvio.
• Vestibuloversão - coroa vestibularizada em relação à sua posição 
normal;
• Linguoversão - coroa lingualizada em relação à sua posição normal;
• Giroversão - rotacionado em torno do seu longo eixo;
• Supraversão - face oclusal ou incisal além do plano oclusal;
• Infraversão - face oclusal ou incisal aquém do plano oclusal;
• Mesioversão - dente mesializado;
• Distoversão - dente distalizado;
• Axiversão - alteração da inclinação do dente;
• Transversão - transposição dentária;
• Perversão - impactado por falta de espaço no arco.
Classificacao de Simon
Relaciona os arcos com os três planos anatômicos, plano de Frankfurt, Sagital 
mediano e plano Orbitário. Essa classificação dá uma visão 3D.
Anomalias posteroanteriores
É referenciado pelo plano orbitário.
• Protração - o arco ou parte dele está mais anteriorizado em relação ao 
plano orbitário;
• Retração - o arco ou parte dele está mais posteriorizado em relação ao 
plano orbitário.
Anomalias transversais
É referenciado pelo plano sagital mediano.
• Contração - o arco ou parte dele é próximo do plano sagital mediano 
(Atresia maxilar);
• Distração - o arco ou parte dele é afastado do plano sagital mediano 
(síndrome de Brodie).
Anomalias verticais
É referenciado pelo plano horizontal de Frankfurt.
• Atração - o arco ou parte dele é próximo do plano de Frankfurt (face 
curta);
• Abstração - o arco ou parte dele é afastado do plano de Frankfurt 
(face longa).
Classificacao de Andrews
Utiliza-se das seis chaves da oclusão normal.
1- Relação dos molares - os primeiros molares permanentes superiores devem 
mostrar três pontos de contato evidentes com os dentes antagonistas:
• A superfície distal da crista marginal do primeiro molar permanente 
superior contacta e oclui com a superfície mesial da crista marginal mesial 
do segundo molar permanente inferior;
• A cúspide mesiovestibular do primeiro molar permanente superior oclui 
dentro do sulco existente entre a cúspide mesiovestibular e a mediana do 
primeiro molar inferior;
• A cúspide mesiopalatina do primeiro molar permanente superior adapta-se 
à fossa central do primeiro molar permanente inferior.
2- Angulação das coroas - a porção cervical do longo eixo de cada coroa encontra-
se distalmente à sua porção oclusal;
3- Inclinação das coroas - a porção cervical do longo eixo da coroa dos incisivos 
superiores encontra-selingualmente à superfície incisal, aumentando à inclinação 
lingual progressivamente na região posterior;
4- Rotações - não deve haver rotações;
5- Contatos interproximais - deve haver contatos interproximais justos;
6- Curva de Spee - deve apresentar-se plana ou suave.
Classificacao de Capelozza
É levado em consideração padrões na análise facial.
• Padrão I - sem envolvimento esquelético com maloclusão dentária;
• Padrão II - degrau sagital aumentado entre maxila e mandíbula. 
Protrusão maxilar ou deficiência mandibular (classe II, classe I, e 
raramente classe III);
• Padrão III - degrau sagital maxilomandibular diminuído por retrusão 
maxilar e/ou prognatismo mandibular;
• Padrão face longa - excesso do terço inferior da face, sem selamento 
labial (classe II, relação sagital dos molares pode ser classe I ou III);
• Padrão face curta - deficiência vertical do terço inferior da face, 
selamento labial compressivo.
Classificacao sentido vertical
É uma forma de classificar o trespasse vertical caracterizando a mordida anterior 
em tais categorias:
• Mordida anterior aberta;
• Mordida anterior normal;
• Mordida anterior profunda;
• Mordida anterior em topo.
A - Mordida anterior aberta;
B - Mordida anterior normal;
C - Mordida anterior profunda;
D - Mordida anterior em topo.
Etiologia 
Maloclusões 
Fatores genéticos
• Padrão esquelético sagital da face (tipo I, II e III);
• Discrepâncias entre dente e osso (apinhamento e espaçamento).
Fatores genéticos - Tipo facial
Há três tipos faciais diferentes, de acordo com a proporção entre a altura e 
largura da face: mesofacial (a distância bizigomática é proporcional à altura facial, 
do násio ao mento), braquifacial (face mais larga que altura) e dolicofacial (a altura 
facial predomina a largura).
Fatores genéticos - Anomalias dentárias
• Microdontia e agenesia: podem criar espaçamentos dentários, desvio de 
linha média, deslocamento irregular dos dentes adjacentes, sorriso com 
estética desagradável e prejuízos funcionais;
• Supranumerários: cria uma discrepância negativa entre dente e osso e 
um comprometimento estético.
Fatores genéticos - Infraoclusão de molares 
decíduos
A infraoclusão é quando o dente não consegue manter-se na altura do plano 
oclusal, causando uma distancia dos dentes antagonistas e posicionando-se 
apicalmente em relação aos dentes vizinhos.
Fatores genéticos - Anomalias craniofaciais
• Síndrome de Down;
• Disostose cleidocraniana;
• Displasia ectodérmica;
• Fissuras labiopalatinas.
Fatores ambientais - traumatismos
Quando os incisivos superiores decíduos, sofrem traumatismos, acompanhado de 
intrusão, isso pode causar defeitos do esmalte a alteração na posição do germe 
do sucessor. Essa alteração de posição deixa o dente inapto a irromper 
espontaneamente.
Fatores ambientais - perda dos decíduos
A perda de molares decíduos faz com que os molares permanentes migrem para 
mesial, diminuindo o perímetro do arco, pois “rouba” o espaço dos caninos e pré-
molares.
Esse é o apinhamento secundário, pois ocorre por fatores ambientais e pode ser 
prevenido com o uso de mantenedor de espaço após a perda do dente.
Fatores ambientais - perda dos permanentes
Causas adquiridas proximais - Sucção
O ato de sucção do dedo ou chupeta restringe o desenvolvimento vertical normal dos 
incisivos superiores e inferiores, retira a língua da sua posição normal, modifica o 
desenvolvimento normal do palato (causando protrusão dos dentes anteriores e 
inclinação para lingual dos dentes inferiores anteriores).
A maloclusão mais relacionada a esses hábitos é a mordida aberta anterior. Devido a 
sucção do dedo ou chupeta e a língua estar abaixada, o crescimento normal do palato 
é afetado, gerando uma mordida cruzada posterior.
Essa atresia do arco dentário não é autocorrigida com o abandono dos hábitos.
As implicações mais frequentes de sucção são:
• Mordida aberta anterior;
• Mordida cruzada posterior;
• Inclinação para vestibular dos incisivos superiores;
• Inclinação para lingual dos incisivos inferiores;
• Alteração da postura e funcionamento da língua.
Causas adquiridas proximais - Interposição 
lingual
Ocorre por hábitos deletérios. A postura da língua, principalmente durante o 
repouso, pode acabar mantendo a mordida aberta anterior já instalada.
Em uma deglutição normal, a maxila fica separada com interposição lingual, e a 
mandíbula é estabilizada pelos músculos faciais e controle. Entretanto, se houver uma 
maloclusão de mordida aberta, surge uma deglutição atípica, e com ela o 
pressionamento atípico da língua e ausência de contração dos masseteres, os 
músculos peribucais são contraídos para o se lamento labial, levando ao escape de ar.
Causas adquiridas proximais - Sucção e 
mordida de lábio
Quando um primeiro molar permanente é perdido, o segundo molar migra para 
mesial e o segundo pré-molar para distal, causando uma retroinclinação dos 
incisivos. Se a perda ocorre de apenas um lado da arcada, a linha média é desviada 
para o lado da perda, causando um desequilíbrio na oclusão.
As consequências são:
• Vestibularização dos incisivos superiores;
• Lingualização dos incisivos inferiores (mordida aberta anterior);
• Diastemas entre os incisivos superiores;
• Aumento do trespasse horizontal;
• Mordida cruzada posterior.
Causas adquiridas proximais - Respiração bucal
Obstáculos respiratórios superiores:
• Hipertrofia adenoideana;
• Rinite alérgica;
• Hipertrofia dos cornetos;
• Desvio do septo nasal.
Obstáculos respiratórios inferiores:
• Hipertrofia das tonsilas palatinas ou 
amígdalas;
• Amigdalites frequentes.
Efeitos imediatos (penetração do ar seco e impuro, ressecamento e irritação da 
mucosa bucal e faringeana). Os efeitos tardios (complicação das vias aéreas, perda do 
equilíbrio muscular e alteração no crescimento dos arcos (mais vesticalizado). Com 
isso, há uma má postura mandibular, podendo levar a uma mordida cruzada 
posterior e mordida aberta anterior.
Analise de modelos
É a melhor maneira de avaliação entre a diferença entre o volume dental (espaço requerido - ER) e o espaço disponível no osso basal (espaço presente - EP).
DM - discrepância de modelos;
EP - espaço presente (tamanho do osso basal, 1º molar permanente de um 
lado à medial de 1º molar do outro lado);
ER - espaço requerido (soma das medidas mesio-distal de cada incisivo 
permanente + espaço requerido posterior (tabela 75%);
DM = EP - ER
Com o compasso de pontas secas dividir a medição em 4 seções:
1. Mesial do 1ºM permanente a distal do incisivo lateral;
2. Distal do incisivo lateral a mesial do incisivo central;
3. Mesial do incisivo central a distal do incisivo lateral;
4. Distal do incisivo lateral a medial do primeiro molar permanente.
DM = EP - (ERa + ERp)
Ex.
Dm - discrepância de modelos
EP - espaço presente (osso basal) 41mm
ER - soma dos dentes
ERa - soma dos incisivos
ERp - canino, 1M, 2M (75%) x2 (lado direito + lado esquerdo) = 48mm 
Dm = 41 - 48 = -7mm
Analise cefalometrica
Objetivos da análise cefalométrica 
• Apreciação do crescimento dos diferentes componentes ósseos do crânio 
e da face, também a direção do crescimento dos maxilares e seus 
incrementos, a depender a idade;
• Diagnóstico clínico da anomalia que o paciente apresenta;
• Comparação das mudanças durante o tratamento ortodôntico pelo 
aparelho utilizado e pelo crescimento;
• Avaliação dos resultados pelos cálculos seriados superpostos.
Desenho anatômico 
Pontos cefalométricos
• S - sela;
• N - násio;
• A - subespinhal;
• B - supramental;
• D - centro da sínfise mentoniana;
• P - pogônio;
• Me - mentoniano;
• Go - gônio;
• Gn - gnátio;
• Or - orbitário;
• Po - pório;
• Pn - pró-nasal;
Posição da maxila e da mandíbula
Ângulo SNA - posição anteroposterior da maxila em relação à base do crânio
• Média - 81,5º;
• Desvio - mais 2º ou menos 2º.
• SNA = 82º - maxila bem posicionado;
• SNA >82º - maxila protruída;
• SNA• Desvio - mais 2º ou menos 2º.
• SNB ou SND = 80º - mandíbula bem posicionada;
• SNB ou SND >80º - mandíbula protruída;
• SNB ou SND 2º - deficiente (classe II);
• ANB 32º - crescimento ruim (crescimento vertical);
• SNGoGn e NSGn 22º - IS’s vestibularizados;
• 1.NA 25º - incisivos vestibularizados;
• -1.NB 2,5º - convexo, classe II;
• NAP 
>
Classificacao dos dispositivos
Mantenedor e recuperador de espacos
Quanto à função:
• Funcionais: mantém o espaço nos sentidos AP e vertical, restabelece 
mastigação, fonação e estética e recupera oclusão;
• Semifuncionais: restabelece parcialmente a função mastigatória;
• Não funcionais: apenas mantém o espaço no sentido AP, mas não 
restabelece oclusão ou outras funções, como a banda-alça ou coroa-
alça.
Quanto à adaptação:
• Removíveis: semelhante a PPR, utilizam grampos (retenção) em dentes 
que estai em locais que não passam por surtos de crescimentos;
• Fixos: são os dispostos que precisam ser cimentados ou colados aos 
dentes de suporte.
O mantenedor é o dispositivo que evita a movimentação de dentes adjacentes após 
perda precoce do dente decíduo. Sendo assim, o mantenedor preserva o espaço 
oferecendo condições para que a oclusão se desenvolva normalmente.
Mantenedores de espaco removiveis funcionais 
Indicações:
• Perdas múltiplas bilaterais;
• Restaurar função;
• Restaurar estética;
• Pacientes cooperadores.
Vantagens:
• Fácil instalação e higienização;
• Oclusão funcional e estética;
• Mantém a DV e evita extrusão dos dentes antagonistas.
Desvantagens:
• O uso depende da cooperação do paciente.
Mantenedores de espaco fixos nao funcionaisIndicações:
• Perdas uni ou bilaterais de decíduos;
• Pacientes não cooperadores.
Vantagens:
• Independe da cooperação do paciente;
• Fácil construção e adaptação;
• Facilita a limpeza.
Desvantagens:
• Não devolve a função mastigatória;
• Não impede a extrusão do dente antagonista.
Banda-alca
• Mantenedor fixo não funcional;
• Indicado na perda de um dente (geralmente o primeiro ou segundo molar 
decíduo);
• É uma alça com fio de 0,9mm soldada a uma banda, que é cimentada no 
molar vizinho ao espaço da perda.
Coroa-alca
• Indicado na perda de um dente (geralmente o primeiro ou segundo molar 
decíduo);
• Utilizado se o dente de suporte tem uma lesão extensa de cárie e precisa de 
uma coroa metálica;
• A alça é soldada na coroa.
Arco lingual de Nance
• Indicado nas perdas múltiplas de decíduos inferiores, uni ou bilaterais, 
quando os incisivos permanentes inferiores já irromperam;
• É um arco passivo de 0,9mm que toca as línguas dos anteroinferiores, e as 
extremidades da alça são soldadas nas línguas das bandas comentadas.
Botao lingual de Nance
• Indicado para perdas múltiplas bilaterais de molares superiores decíduos;
• Utilizado no arco superior;
• É um botão de acrílico apoiado na região anterior do palato;
• O fio é soldado na palatina das bandas dos primeiros molares permanentes 
superiores;
• É um aparelho dentomucossuportado, por isso, é necessária a remoção a 
cada 6 meses para higienização.
Requisitos para um mantenedor de espaco 
• Manter espaço suficiente para permitir erupção dos sucessores 
permanentes;
• Não interferir no crescimento e desenvolvimento dos dentes e arcos 
dentários;
• Impedir a extrusão dos dentes do arco oposto;
• Restituir a função;
• Ser biologicamente aceitável pelos tecidos intrabucais, dentes e periodonto;
• Ser de fácil higienização.
Recuperadores de espaco 
Os recuperadores de espaço não criam espaço, apenas recuperam o espaço 
preexistente e que foi perdido.
Recuperadores de espaco - Indicacoes 
• Recuperação de espaço de até 3mm nas regiões posterior superior e 
inferior;
• Utilizar na dentição mista.
Em condições normais, não há fechamento de espaço na região AP após perda 
prematura dos decíduos, principalmente após erupção dos caninos. A instalação do 
dispositivo nesses casos serve como auxiliador de autoestima.
Considera-se perda precoce do decíduo, quando seu sucessor tem menos de 2/3 
de raiz formada (ainda não atingiu 8 de Nolla). Caso tenha mais de 2/3 de raiz 
formada, a perda de espaço é mínima ou nula. Também é considerada como perda 
precoce se houver mais de 1mm de osso acima do germe permanente, pois o 
sucessor irá levar mais tempo para irromper.
O fechamento do espaço ocorre durante os seis meses posteriores à perda do 
decíduo.
OBS
Os recuperadores verticalizam os molares permanentes por meio de movimentos 
de inclinação. Quando desejar fazer translação (corpo do dente) ou recuperar 
grandes espaços, é necessário utilizar aparelhos fixos mais complexos. Após 
recuperar o espaço, colocar um mantenedor para preservar o espaço.
Aparelho removivel com mola helicoidal
• Constituído por uma placa de resina acrílica associada a grampos de 
retenção e arco vestibular;
• O movimento do dente é devido a mola helicoidal;
• É um fio de aço de 0,7mm, ativada 1 a 2mm por mês;
• Quando utilizado no arco inferior, é desconfortável e a retenção é crítica.
Placa labio ativa
• É um arco vestibular espesso inserido nos tubos soldados nas faces 
vestibulares dos primeiros molares permanentes inferiores;
• Possui um anteparo acrílico na região anterior que entra em contato 
internamente com o lábio inferior e transmite aos molares a força da 
contração do lábio;
• Este aparelho promove recuperação do espaço pela verticalização dos 
molares;
• Ganha espaço no arco inferior pela vestibularização dos incisivos 
inferiores, pois o anteparo neutraliza a ação da musculatura labial.
Conceito
Ortopedia funcional dos maxilares 
Soluciona desequilíbrios ósseos, musculares e de funcionamento dos maxilares, 
alinhamento dos dentes e problemas da ATM. Além de previnir, controlar e tratar 
as anormalidades do crescimento e desenvolvimento das arcadas e bases dento-
alveolares.
Função 
• Corrigir desequilíbrio ósseo;
• Alinhamento dos dentes;
• Problemas da ATM;
• Corrige problemas musculares e de funcionamento dos maxilares.
Indicações
• Más-oclusões;
• Retrognatismo mandibular;
• Falta de espaço para erupção de dentes permanentes;
• Arcadas estreitas ou atresiadas;
• Diastemas localizados ou generalizados;
• Mordida profunda;
• Mordida cruzada;
• Mordida aberta anterior.
Aparelhos ortopédicos - Frankel
• Regulador de função;
• Corrige más oclusões classe II, divisão 1;
• Dentição mista ou permanente precoce;
• É um exercitador da musculatura bucofacial;
• Tem escudos de acrílicos ao nível do vestíbulo bucal e labial, com função 
de estirar os tecidos moles em nível de fundo de sulco, e estimula 
aposição óssea na base alveolar apical;
• Faz um aumento transversal dos arcos dentários;
• Mucossuportado;
• Tem um menor efeito dentoalveolar na correção da classe II, pois 
permite um mínimo contato com os dentes.
Aparelhos ortopédicos - Ativador
• Posiciona a mandíbula em uma posição mais anterior quando o 
paciente fecha a boca;
• Produz alterações no crescimento estimulando ou transmitindo 
forças fisiológicas;
• Ativa as forcas musculares.
Aparelhos ortopédicos - Bionator de Balters
• De fácil construção e manuseio clínico;
• Objetiva o selamento labial e trazer o dorso da língua em contato com o 
palato mole;
• Leva os incisivos para o topo a topo;
• Melhora a relação dos maxilares, língua e dentes e tecidos moles;
• Aumenta o espaço bucal.
Aparelhos ortopédicos - Ativador de Klammnt
• Menor interferência na fala;
• Por ser um ativador aberto elástico, permite um amplo espaço para língua;
• O aparelho não causa tensão e acompanha todos os movimentos 
mandibulares;
• Classe II, divisão 1, com protrusão dos dentes superiores;
• Mordida profunda;
• Classe III (mordida cruzada anterior);
• Mordida cruzada unilateral;
• Mordida aberta anterior;
• Terapêutica com extrações;
• Biprotrusão alveolar.
Mordida aberta 
Tem presença de:
Anterior e posterior classe II
• Mordida aberta anterior;
• Mordida aberta posterior;
• Classe II: relação anteroposterior em que a arcada superior está posicionada mais à frente em relação à arcada inferior (retrognatia mandibular ou prognatismo 
maxilar).
Etiologia
• Hábitos orais;
• Fatores esqueléticos;
• Fatores funcionais;
• Respiração bucal;
• Genética.
Consequencias
• Perfil alongado;
• Sorriso gengival;
• Dificuldade mastigatória, de fala e deglutição.
Tratamento
• Bionator ou placa de expansão (esquelética - retrognatia mandibular);
• Herbst (retrognatia mandibular severa);
• Disjuntores palatinos (mordida aberta posterior associada a atresia maxilar)
• Aparelhos fixos ou alinhadores para correção dentária;
• Mini-implantes (intruir os dentes posteriores);
• Máscara facial (mordida aberta com hipodesenvolvimento maxilar);
• Grade lingual (eliminar sucção digital ou deglutição atípica);
• Disjuntor com mini-implante (adultos- mordida aberta posterior).
• Ortognática.
Definicao 
Mordida profunda
• Definido como overbite;
• Os dentes superiores se sobrepõem em excesso aos dentes inferiores quando a boca está fechada;
• Pode causar desgaste excessivo dos dentes, dor na ATM, dificuldade mastigatória e estética facial comprometida.
• Leve; incisivos superiores recobre a cincisal dos inferires
• Moderado: incisivos superiores recobrem ate o terço medio dos inferiores;
• Grave: incisivos superiores recobrem todo o dente inferior
• Diagnóstico facial - sorriso 
• Diagnóstico cefalométrica - horizontal, normal e vertical 
a forma de diagnóstico na dentária de sobremordida é se o paciente for padrão face II 
Caracteristicas 
• Excesso de sobreposição;
• Oclusão excessiva;
• Possíveis variações.
Causas 
• Fatores genéticos;
• Má oclusão dentária;
• Desvio no crescimentoesquelético;
• Hábitos.
Consequencias 
• Desgaste dentário;
• Problemas na ATM;
• Estética: queixo retraído ou lábios comprimidos;
• Dificuldade de mastigação e fala.
Subdivisao 
Diagnostico 
Tratamento 
• Aparelhos ortodônticos: fixo, elásticos intermaxilares, Herbst ou Twin block;
• Ortognática;
• Aparelhos de retração: mordida profunda vertical;
• Expansores palatinos;
• Correção de hábitos orais.
Definicao
Mordida aberta posterior 
Ausência de contato entre os dentes posteriores quando a boca está fechada.
Caracteristicas
• Falta de contato entre dentes posteriores;
• Causa funcional;
• Visibilidade.
Causas
• Fatores genéticos;
• Hábitos orais;
• Problemas funcionais;
• Perda prematura dos dentes de leite ou permanente.
Consequencias
• Dificuldade na mastigação;
• Disfunção na ATM;
• Problemas estéticos.
Tratamento
• Aparelho fixo;
• Expansor palatino: corrige a mordida cruzada;
• Herbst ou Twin block: reposiciona a mandíbula ou maxila;
• Ortognática;
• Correção de hábitos.
Clae III
Definição 
A mandíbula está projetada para frente em relação a maxila
Caractisticas 
• Prognatismo mandibular;
• Aparecimento estético;
• Dificuldades funcionais.
Causas 
Causas esqueléticas:
• Prognatismo mandibular;
• Deficiência da maxila;
• Desvio do crescimento ósseo.
Causas dentárias:
• Posição incorreta dos dentes;
• Perda prematura de dentes.
Csequências 
• Desgaste dentário;
• Dificuldade mastigatória;
• Disfunção da ATM;
• Problemas estéticos.
Tratamento 
• Aparelho ortodôntico;
• Aparelho fixo;
• Elásticos intermaxilares;
• Herbst ou Twin block: reposiciona a mandíbula e estimula o crescimento da maxila;
• Ortognática;
• Expansores palatinos (Hyrax).
Mordida aberta aerior 
Definição 
• Espaço entre os dentes anteriores;
• Estética facial;
• Problemas funcionais.
É a ausência de contato entre os dentes anteriores superiores e os inferiores
Caraeristicas 
Causas 
• Sucção do dedo;
• Uso prolongado de chupeta;
• Respiração bucal;
• Deglutição incorreta;
• Fatores genéticos;
• Fatores de desenvolvimento ósseo;
• Perda prematura de dentes de leite ou permanentes.
Consequências 
• Dificuldade na mastigação;
• Dificuldade na fala;
• Desgaste dentário irregular;
• Alterações estéticas.
Trameo 
• Aparelhos fixos;
• Elásticos intermaxilares;
• Expansor palatino (Hyrax);
• Ortognática;
• Herbst ou Twin block.
Tratamentos 
Mordida aberta anterior 
Dentária x Esquelética
Em crianças:
• Grade lingual ou palatina;
• Aparelho para interrupção de sucção.
• Bionator: indicado para retrognatia mandibular;
• Aparelho para expansão palatina: atresia maxilar.
Em adolescentes:
• Bráquetes;
• Mini implantes: intruir dentes posteriores (esquelética).
Em adultos: 
• Bráquetes;
• Mini-implantes;
• Ortognática.
Mordida aberta leve: Aparelho fixo + elásticos verticais + terapia mio 
funcional
Mordida aberta moderada em adolescentes: Aparelho fixo ou removível + 
mini-implantes + expansão palatina
Mordida aberta grave em adultos: ortognática.
Mordida cruzada poerior
Dentária x esquelética 
Dentária: expansores
• Hawley + expansor;
• Quadrihélice.
Esquelética: disjuntores
• Hyrax;
• Hass;
• Mac Namara.
Em crianças:
• Disjuntores palatinos: mordida cruzada esquelética por atresia maxilar 
(Hass, Hyrax quadrihélice);
• Placa de expansão.
Em adolescentes:
• Disjuntor palatino rápido: atresia maxilar moderada;
• Disjuntor + mini-implantes: adolescentes maiores;
• Aparelhos fixos.
Em adultos:
• Aparelhos de expansão + mini-implantes: expansão maxilar;
• Ortognática;
• Aparelho fixo.
Criança com mordida cruzada bilateral (atresia maxilar): Hyrax
Adolescente com mordida cruzada unilateral (dentária): aparelho fixo com elástico;
Adulto com mordida cruzada esquelética grave: Hyrax
Mordida cruzada anterior 
Dentária x esquelética 
Dentária:
• Pistas palatinas;
• Hawley com mola;
• Fixo 4x2;
• Máscara facial
Esquelética:
• Mini-implantes;
• Máscara facial
Em crianças:
• Máscara facial: retrognatia maxilar;
• Bionator: estimula crescimento maxilar e freia mandibular;
• Placa de protração anterior: mordida cruzada dentária;
• Expansão palatina: mordida cruzada anterior com atresia maxilar.
Em adolescentes:
• Máscara funcional;
• Aparelho fixo: mordida cruzada dentária;
• Mini-implantes: mordida cruzada severa.
Em adultos:
• Ortodontia fixa com compensação dentária: mordida cruzada leve;
• Ortognática: grave esquelética.
Criança com mordida cruzada anterior dentária: placa removível de protração
Adolescente com mordida cruzada esquelética moderada: máscara facial + expansor
Adulto com mordida cruzada anterior esquelética grave: ortodontia fixa pré-
cirúrgica seguida de ortognática
Mordida cruzada funcional: aparelho ortodôntico removível com guia anterior + 
terapia miofuncional.
Sobremordida
Dentária x esquelética 
Dentária:
• Intrusão de incisivos 
(aparelho fixo e mini-
implante),
Esquelética:
• Extrusão de posterior: aumentar 
DVO
• Batente;
• PIC VEM.
Em crianças:
• Bionator: retrognatia mandibular;
• Placa de mordida anterior: sobremordida vertical;
• Expansor palatino: sobremordida com atresia maxilar.
Em adolescentes: 
• Aparelhos fixos;
• Mini-implantes: sobremordida vertical severa;
• Máscara facial.
Em adultos:
• Ortodontia fixa;
• Mini-implantes: intrusão dos anteriores;
• Ortognática.
Criança com sobremordida vertical dentária moderada: placa de mordida anterior
Adolescente com sobremordida horizontal (overjet): aparelho fixo e expansão 
palatina 
Adulto com sobremordida vertical severa: ortodontia fixa pré-cirúrgica, ortognática 
e ortodontia pós-cirúrgica
Clae II
Dentária x esquelética 
Dentária:
• Corretiva
Esquelética:
• AEB;
• Propulsor mandibular;
• Bionator;
• Mini-implante.
Crianças e adolescentes:
• Máscara facial: retrognatia mandibular;
• Bionator e Herbst: retrognatia mandibular ou protrusão maxilar;
• Aparelho fixo: alinhamento dos dentes após correção maxilo-mandibular.
Em adultos:
• Aparelho fixo: corrigir sobremordida ou desajuste;
• Ortognática.
Mordida profunda
Criança com retrognatia mandibular leve: máscara facial + Bionator + aparelho fixo
Adolescente com sobremordida e retrognatia mandibular moderada: aparelho fixo 
+ máscara facial
Adulto classe II grave e retrognatia mandibular: ortodontia pré-cirúrgica + 
ortognática + ortodontia pós-cirúrgica
• Tratamento ortodôntico;
• Aparelho fixo: inclinação dos dentes ou discrepâncias dentárias;
• Bionator ou Herbstl: esquelético;
• Placa de mordida anterior;
• Ortognática
Adolescente com mordida profunda dentária: aparelho fixo + elásticos intermaxilares
Adulto com mordida profunda esquelética: aparelho pré-Ortognática + ortognática + 
aparleho pós-Ortognática 
Clae III
Mordida aberta poerior 
• Aparelho fixo: ajustar o posicionamento dos dentes;
• Herbst, Bionator ou twin block: corrigir desajuste esquelético;
• Expansor palatino: atresia maxilar;
• Ortognática.
Adolescente com classe III dentária: aparelho fixo + elásticos intermaxilares
Adulto com classe III esquelética: aparelho ortodôntico pré-cirúrgico + cirurgia 
ortognática + pós-cirúrgico 
• Aparelho fixo: correção dentária;
• Herbst, twin block ou Bionator: desajuste esquelético (mandíbula muito 
pequena ou maxila muito alta);
• Expansão da maxila;
• Ortognática.
Mordida aberta posterior em adolescente com desajuste dentário: aparelho fixo + 
elásticos intermaxilares
Mordida aberta posterior com discrepância esquelética: expansor palatino + aparelho 
fixo + ortognática
Expansores:
• HAAS;
• Hyrax.
Disjuntor:
• Kelsey
Sequência de tratamento
Transversal - vertical - ântero-posterior