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RESUMO DE DIREITO CIVIL II
AULA DO DIA 23/02/2015
A RELAÇÃO JURÍDICA OBRIGACIONAL
Obrigação (Dívida): Precisa ter caráter patrimonial.
É um vínculo jurídico que nos obriga a pagar alguma coisa
São elementos constitutivos da obrigação:
a) elementos subjetivos: o credor (sujeito ativo) e o devedor (sujeito passivo);
b) elemento objetivo imediato: a prestação;
c) elemento imaterial, virtual ou espiritual: o vínculo existente entre as partes.
Elementos subjetivos da obrigação
Trata-se dos elementos pessoais, os sujeitos ou pessoas envolvidas na relação jurídica obrigacional, a saber:
a) Sujeito ativo– é o beneficiário da obrigação, podendo ser uma pessoa natural ou jurídica ou, ainda, um ente despersonalizado a quem a prestação é devida. É denominado credor, sendo aquele que tem o direito de exigir o cumprimento da obrigação.
b) Sujeito passivo– é aquele que assume um dever, na ótica civil, de cumprir o conteúdo da obrigação, sob pena de responder com seu patrimônio. É denominado devedor. Recomenda-se a utilização da expressão deveres que consta do art. 1.º do atual Código Civil, em detrimento do termo obrigações, previsto no art. 2.º do CC/1916 e que está superado. Prevê o dispositivo do Código de 2002 que “toda pessoa é capaz de direitos e deveres na ordem civil”.
RESUMO ESQUEMÁTICO
– Conceito de obrigação: é a relação jurídica transitória, existente entre um credor e um devedor e cujo objeto imediato é uma prestação. No caso de inadimplemento, poderá o credor satisfazer-se com o patrimônio do devedor.
– Elementos constitutivos da obrigação:
a) Elementos subjetivos: credor (sujeito ativo) e devedor (sujeito passivo).
b) Elemento objetivo: o elemento imediato é a prestação; o mediato é a coisa, tarefa ou abstenção (bem jurídico tutelado).
ATENÇÃO: Elemento mediato da obrigação = elemento imediato da prestação.
c) Elemento imaterial: vínculo jurídico entre credor e devedor.
a) Dever jurídico: trata-se da necessidade de comportar-se de certa maneira. Contrapõe-se ao direito subjetivo. O seu desrespeito gera conseqüências amplas para aquele que o descumpriu e para a outra parte.
b) Responsabilidade: surge em decorrência do descumprimento do dever.
c) Ônus: dá a ideia de fardo, encargo. Não atendido o ônus, as consequências serão somente para a parte relacionada ao instituto.
Exemplo é o ônus de provar: art. 333, I, do CPC.
d) Direito potestativo: “é o poder que a pessoa tem de influir na esfera jurídica de outrem, sem que este possa fazer algo que não se sujeitar” (Francisco Amaral).
e) Estado de sujeição: conceito relacionado com o direito potestativo. Não há saída: a pessoa tem que se sujeitar àquela situação.
Citamos os casos da existência de impedimentos matrimoniais (art. 1.521 do CC), bem como as causas de anulabilidade do casamento (art. 1.550 do CC).
Fontes das Obrigações
Fontes das obrigações são todos os atos jurídicos através dos quais nascem as obrigações.
Formas de extinção das obrigações: 
QUESTÕES CORRELATAS
1. (Juiz de Direito TJ/SP 181º) Cuidando-se de vítima de pagamento indevido, assinale a alternativa correta.
(A) Na hipótese de o “solvens” demonstrar o dolo do “accipiens”, induzindo-o a fazer o pagamento, a ação cabível não deveria ser a de anulação do negócio nem a de repetição de indébito.
(B) Mesmo que não tenha ocorrido erro na conduta do “solvens”, ao pagar, voluntariamente, o que não devia, sempre lhe cabe ação de repetição de indébito.
(C) O fornecedor deve restituir, em dobro, ao consumidor, aquilo que este pagou indevidamente, salvo engano justificável.
(D) A vítima, em regra, não precisa provar engano no pagamento, para conseguir que o “accipiens” seja obrigado a restituir o que não lhe era devido.
Resposta: letra “C”
2. (Procurador do Município – Belo Horizonte 2008) A respeito da Promessa de Recompensa, é INCORRETO afirmar.
(A) que é exemplo de negócio jurídico unilateral.
(B) que é possível que se abram concursos com promessa pública de recompensa.
(C) que, para fazer jus à gratificação, é necessário que se saiba da promessa antes de se executar a condição exigida.
(D) que, se várias pessoas praticarem o ato contemplado simultaneamente, a cada um tocará quinhão igual na recompensa.
Resposta: Letra “C”
3. (Procurador do Município – Belo Horizonte 2008) Acerca das obrigações, é INCORRETO afirmar que:
(A) ao credor não pode ser imposto pagamento diverso do avençado, ainda que de maior valor.
(B) negócios jurídicos são fontes de obrigações.
(C) o pagamento de obrigação prescrita gera direito à repetição de indébito.
(D) o valor da cominação imposta pela cláusula penal é, no máximo, o valor da obrigação principal.
Resposta: letra “C”
4. (VII Exame de Ordem Unificado – FGV) Mauro, entristecido com a fuga das cadelinhas Lila e Gopi de sua residência, às quais dedicava grande carinho e afeição, promete uma vultosa recompensa para quem eventualmente viesse a encontrá-las. Ocorre que, no mesmo dia em que coloca os avisos públicos da recompensa, ao conversar privadamente com seu vizinho João, afirma que não irá, na realidade, dar a recompensa anunciada, embora assim o tenha prometido. Por coincidência, no dia seguinte, João encontra as cadelinhas passeando tranquilamente em seu quintal e as devolve imediatamente a Mauro. Neste caso, é correto afirmar que:
(A) a manifestação de vontade no sentido da recompensa subsiste em relação a João, ainda que Mauro tenha feito a reserva mental de não querer o que manifestou originariamente.
(B) a manifestação de vontade no sentido da recompensa não subsiste em relação a João, pois este tomou conhecimento da alteração da vontade original de Mauro.
(C) a manifestação de vontade no sentido da recompensa não mais terá validade em relação a qualquer pessoa, pois ela foi alterada a partir do momento em que foi feita a reserva mental por parte de Mauro.
(D) a manifestação de vontade no sentido da recompensa subsiste em relação a toda e qualquer pessoa, pois a reserva mental não tem o condão de modificar a vontade originalmente tornada pública.
Resposta: Letra “B”
5. (Magistratura do Trabalho – 20.ª Região/2004) A liberdade de contratar, segundo preceito expresso na lei civil, será exercida em razão e nos limites da função social do contrato PORQUE o Código Civil vigente traz uma maior preocupação com a dignidade da pessoa humana, quando visualiza o contrato como instrumento de integração do homem na sociedade.
Assinale, na folha de respostas,
(A) se as duas são verdadeiras e a segunda justifica a primeira;
(B) se as duas são verdadeiras e a segunda não justifica a primeira;
(C) se a primeira é verdadeira e a segunda é falsa;
(D) se a primeira é falsa e a segunda é verdadeira;
(E) se as duas são falsas.
Resposta: Letra “A”
6. (OAB/PR – 2003) Assinale a alternativa INCORRETA:
(A) Obrigação é a relação jurídica na qual um determinado sujeito se obriga a realizar uma prestação em favor de outro, e o conteúdo desta prestação não é necessariamente patrimonial, pois existem obrigações cuja prestação não é de caráter patrimonial.
(B) Nas obrigações de dar a coisa certa, se esta se perder por culpa do devedor, este responderá pelo equivalente, mais perdas e danos.
(C) A solidariedade não se presume; resulta da lei ou da vontade das partes.
(D) A obrigação de fazer é aquela que vincula o devedor à prestação de um serviço ou à realização de um ato positivo, material ou imaterial, seu ou de terceiro, em benefício do credor ou de terceira pessoa. Trata-se de uma obrigação positiva.
Resposta: Letra “A”
10. (Magistratura de São Paulo – Exame Oral – 2004). Qual a diferença de obrigação, dever e estado de sujeição?
Resposta: Como vimos, o dever engloba não só relações obrigacionais, mas também aquelas de natureza real, de direito de família, de direito empresarial, de direito sucessório e relacionadas com os direitos da personalidade.
No campo obrigacional, o dever está dentro da obrigação, no aspecto relacionado com o sujeito passivo da obrigação,ocompromisso é assumido pelo devedor.
A obrigação pode ser conceituada como uma relação jurídica transitória, existente entre um credor e um devedor, cujo objeto é uma prestação. No caso de descumprimento do dever nela consubstanciado poderá o credor satisfazer-se no patrimônio do devedor.
O ônus consiste na necessidade de observar determinado comportamento para obtenção ou conservação de uma vantagem para o próprio sujeito (Maria Helena Diniz). Não atendido o ônus as consequências são somente para aquela pessoa que tem contra si o encargo. Ao contrário, desrespeitado o dever, as consequências são amplas, para aquele que o descumpriu e para a outra parte envolvida.
SEMANA 1
Descrição
Caso Concreto 1
Da leitura do material didático, autor Flávio Tartuce, p. 03-39, responda:
a) É correto afirmar que as normas de Direito Obrigacional são hoje as que mais se aplicam com frequência? Explique sua resposta.
Resposta: Sim, para ele as normas de direito obrigacional são hoje as que mais se aplicam.
b) Os princípios da eticidade e da socialidade se aplicam ao direito obrigacional? Ao responder, explique os princípios.
Resposta: Sim, os atos não devem exceder os limites impostos pelo seu fim econômico ou social, todos os direitos devem ser exercidos dentro da função social do contrato, observando os princípios de probidade e boa fé.
Art. 187. Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes.
Art. 421. A liberdade de contratar será exercida em razão e nos limites da função social do contrato.
Art. 422. Os contratantes são obrigados a guardar, assim na conclusão do contrato, como em sua execução, os princípios de probidade e boa-fé.
c) Há diferença entre obrigação, dever, responsabilidade, ônus e estado de sujeição?
Explique sua resposta e dê um exemplo de cada situação.
Resposta: Sim, Obrigação: Relação jurídica que se estabelece entre o credor e o devedor; Dever: É o débito na relação jurídica; Responsabilidade: Vinculo obrigacional de caráter patrimonial; ônus: Encargo gerado para o próprio indivíduo, que surge em consequência de um determinado; Estado de sujeição: É a contrapartida do direito potestativo.
Caso Concreto 2
Identifique as fontes das seguintes obrigações:
1.Obrigação alimentar decorrente de parentesco.
Resposta: A lei, Por meio da adoção ou nascimento com vida.
2.Obrigação de indenizar uma pessoa que foi atropelada.
Resposta: A lei, por força do artigo 186 C.C.
Art. 186. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito.
3.Pagar uma recompensa.
Resposta: Ato unilateral (se promessa), A lei (coisa achada) Art. 1234 c.c.
4.Pagar o café comprado na cantina durante o intervalo.
Resposta: Ato de vontade, ocorreu um contrato de compra e venda.
5.Pagar uma nota promissória.
Resposta: Ato de vontade.
Questão Objetiva
Assinale a alternativa correta:
a) A obrigação se refere a um dever de realizar uma prestação, portanto, é dever jurídico derivado, decorrente, por exemplo, de um contrato de compra e venda.
b) A responsabilidade é a consequência patrimonial do descumprimento de uma obrigação, tratando-se, portanto, de dever jurídico originário, como é o caso do dever de indenizar.
c) A servidão é uma espécie de obrigação propterre uma vez que limita a fruição e a disposição da propriedade.
d) A obrigação de pagar o condomínio é considerada um ônus real.
e) O vínculo jurídico é considerado o elemento abstrato ou imaterial das obrigações uma vez que é o liame que une o sujeito ativo ao sujeito passivo, conferindo ao primeiro o direito de exigir do segundo uma determinada prestação.
Resposta: Letra “e”
AULA DO DIA 02/03/2015
CLASSIFICAÇÃO QUANTO AO CONTEÚDO DO OBJETO OBRIGACIONAL:
Obrigação De dar;
Obrigação de fazer;
Obrigação de Não fazer.
Obrigação positiva de dar
A obrigação positiva de dar (obligatio ad dandum) pode ser conceituada como aquela em que o sujeito passivo compromete-se a entregar alguma coisa, certa ou incerta. Nesse sentido, há na maioria das vezes uma intenção de transmissão de propriedade de uma coisa, móvel ou imóvel. Assim sendo, a obrigação de dar se faz presente, por exemplo, no contrato de compra e venda, em que o comprador tem a obrigação de pagar o preço e o vendedor de entregar a coisa.
Vocabulário:
Resolve = dissolver.
Tradição = entrega.
Concentração = momento do escolha
Força maior = O inevitável.
Caso fortuito = O imprevisível.
A obrigação de dar, pelo que consta do atual Código Civil, é subclassificada em duas modalidades:
a) obrigação de dar coisa certa, também denominada obrigação específica(Bens infungíveis) Uma coisa que não pode ser substitutida;
Obs.: Todos os imóveis são infungíveis.
b) obrigação de dar coisa incerta ou obrigação genérica.
Vejamos quais as regras e consequências jurídicas relacionadas com tais modalidades obrigacionais.
De acordo com o art. 233 do CC, a obrigação de dar coisa certa abrange os acessórios, salvo se o contrário resultar do título ou das circunstâncias do caso. Pelo que consta em tal dispositivo, continua em vigor o princípio pelo qual o acessório segue o principal (accessorium sequiturprincipale) –princípio da gravitação jurídica.
Como acessórios, devem ser incluídos os frutos, os produtos, as benfeitorias e as pertenças que tenham natureza essencial, essas últimas nos termos do art. 94 da codificação atual, comentado noVolume 1 dessa coleção, para onde se remete aquele que quiser maiores aprofundamentos.
De acordo com o art. 234 do Código Civil em vigor, em havendo obrigação de dar coisa certa e perdendo-se a coisa sem culpa do devedor, antes da tradição ou pendente condição suspensiva, resolvem-se a obrigação e o respectivo contrato para ambas as partes, sem o pagamento das perdas e danos. Isso porque a coisa perece para o dono (res perit domino), conforme consagrado desde o Direito Romano. Anote-se que a expressão resolver, aqui, significa que as partes voltam à situação primitiva, anterior à celebração da obrigação, sem outras consequências jurídicas.
Da promessa de recompensa
Enuncia o art. 854 do CC que “aquele que, por anúncios públicos, se comprometer a recompensar,ou gratificar a quem preencha certa condição ou desempenhe certo serviço, contrai obrigação de cumprir o prometido”. São requisitos para a promessa de recompensa:
a) a capacidade da pessoa que emite a declaração de vontade;
b) a licitude e possibilidade do objeto;
c) o ato de publicidade.
AULA DO DIA 09/03/2015
Obrigação positiva de fazer
A obrigação de fazer (obligatio ad faciendum) pode ser conceituada como uma obrigação positiva cuja prestação consiste no cumprimento de uma tarefa ou atribuição por parte do devedor.
Obrigação de fazer:
Material (habilidade física);
Intelectual (ensino, artes, medicina);
Jurídica (advogar).
A obrigação de fazer pode ser classificada da seguinte forma:
a) Obrigação de fazer fungível, que é aquela que ainda pode ser cumprida por outra pessoa, à custa do devedor originário, segundo procedimentos que constam dos arts. 633 e 634 do Código de Processo Civil (o último dispositivo foi recentemente alterado pelaLei 11.382/2006).
b) Obrigação de fazer infungível, que é aquela que tem natureza personalíssima ou intuitu personae, em decorrência de regra constante do instrumento obrigacional ou pela própria natureza da prestação.
Exemplo: Contrato de um cirurgião famoso para fazer uma cirurgia plástica.
Obrigação de meio: A obrigação de meio ou de diligência é aquela em que o devedor só é obrigado a empenhar-se para perseguir um resultado, mesmo que este não seja alcançado.
Assumem obrigação de meio os profissionais liberais em geral, caso do advogado emrelação ao cliente e do médico em relação ao paciente, entre outros.
Obrigação de resultado: Por outra via,na obrigação de resultado ou de fim, a prestação só é cumprida com a obtenção de um resultado, geralmente oferecido pelo devedor previamente. Aqueles que assumem obrigação de resultado respondem independentemente de culpa (responsabilidade civil objetiva) ou por culpa presumida, conforme já entendiam doutrina e jurisprudência muito antes da entrada em vigor do Código Civil de 2002. Assumem obrigação de resultado o transportador, o médico cirurgião plástico estético e o dentista estético.
Obrigação negativa de não fazer
A obrigação de não fazer (obligatio ad non faciendum) é a única obrigação negativa admitida no
Direito Privado Brasileiro, tendo como objeto a abstenção de uma conduta.
Exemplo: Contrato com os participantes do BBB que não podem dar entrevista para outras emissoras.
Exemplo de exercício dado em aula:
1) Uma pessoa comprou uma obra de arte (um quadro) para ser entregue posteriormente em sua casa, o quadro sumiu e não pode ser entregue, qual seria a solução para o problema?
- Tipo de obrigação: De fazer (a entrega).
- Coisa certa: O quadro é um bem infungível (não cabe substituição).
- Artigo 313 C.C. O credor não é obrigado a receber prestação diversa da que lhe é devida, ainda que mais valiosa.
Situação 1
O quadro se perdeu por motivo de caso fortuito ou força maior (forças da natureza, violência urbana etc.).
Resposta: Como não houve dolo ou culpa, se ocorreu algum tipo de pagamento, o dinheiro deve ser devolvido e o negócio fica resolvido.
Art. 235. Deteriorada a coisa, não sendo o devedor culpado, poderá o credor resolver a obrigação, ou aceitar a coisa, abatido de seu preço o valor que perdeu.
Situação 2
O quadro se perdeu por motivo de falta de capacitação de um funcionário no momento do transporte.
Resposta: Trata-se o caso de culpa latu sensus, neste caso a obrigação se resolve e há o pagamento de perdas e danos.
Art. 234. Se, no caso do artigo antecedente, a coisa se perder, sem culpa do devedor, antes da tradição, ou pendente a condição suspensiva, fica resolvida a obrigação para ambas às partes; se a perda resultar de culpa do devedor, responderá este pelo equivalente e mais perdas e danos.
Objetivos da questão:
Identificar:
- Se o objeto é fungível ou infungível;
- Se houve dolo ou culpa, caso fortuito ou força maior;
- Qual o tipo de obrigação.
2) Mévio emprestou o carro para Tício, Tício bateu o carro e inutilizou o veículo. Qual é a responsabilidade de Tício nas situações de:
a) Se for um caso de força maior.
b) Se for um caso de dolo ou culpa.
Resposta: Tício não deve nada à Mélvio, por força do artigo 237. Até a tradição pertence ao devedor a coisa, com os seus melhoramentos e acrescidos, pelos quais poderá exigir aumento no preço; se o credor não anuir, poderá o devedor resolver a obrigação.
Resposta: Tício deverá indenizar Mélvio.
3) Pedro compra um cavalo em um haras, antes da escolha o local sofre uma enchente e todos os cavalos são perdidos, o que pode acontecer com o negócio?
Resposta: Antes da escolha (concentração) o animal é considerado um bem fungível, incerto e indeterminado, e portanto substituível.
a) O pagamento é devolvido e o negócio se resolve.
b) O haras adquire um outro cavalo e entrega a Pedro.
Art. 246. Antes da escolha, não poderá o devedor alegar perda ou deterioração da coisa, ainda que por força maior ou caso fortuito.
AULA DO DIA 30/03/2015
OBRIGAÇÕES:
Simples (devo A);
Cumulativa (devo A + B);
Alternativa (devo A ou B);
Com prestação facultativa (devo A, mas posso substituir A por B).
Simples: Somente um objeto é devido.
Cumulativa: Mais de um objeto é devido. A obrigação só se exime com a prestação de todos os objetos.
Ex: Uma Pessoa está decorando um apartamento e compra uma mesa de jantar e cadeiras, combinando com a decoração de sua sala, no dia seguinte o vendedor entra em contato para informa-la de que só poderá entregar as cadeiras, pois o fabricante não está mais produzindo a mesa.
Trata-se o caso de prestação cumulativa, pois somente a entrega das cadeiras não resulta na tradição do negócio.
Alternativa:Do artigo 252 ao artigo 256 do C.C. – Pluralidade de objetos, o devedor se desobriga mediante a prestação de um dos objetos devidos.
Exemplo: Uma compra pela internet dará direito ao cliente a receber um brinde escolhido pela loja, mediante disponibilidade do produto.
Com prestação facultativa: É uma obrigação simples, que permite a substituição do objeto, previamente expressa em contrato.
Exemplo:
Substituição de um carro no contrato de locação.
Substituição do hotel em pacotes de viagem.
SEMANA 5
Descrição
Caso Concreto 1
(CESPE 2012 – STJ Analista Judiciário - adaptada) Nas obrigações alternativas, quando a escolha couber ao credor e recair sobre prestação inexigível por culpa do devedor, o credor terá direito de exigir a prestação subsistente ou optar pelo recebimento do valor da inexigível acrescentado de perdas e danos. Certo ou Errado? Justifique sua resposta.
Resposta: Certo, Por força do artigo 255 do C.C. se cumprirá exatamente o que está no enunciado da questão.
Caso Concreto 2
Analise o relato a seguir e aponte pelo menos cinco erros na assertiva referente ao problema (cada erro encontrado deve ser indicado e corrigido corretamente). Os cinco erros encontrados devem ser corrigidos (reescrever a frase ou expressão apontando o erro que se pretende corrigir) e, quando for possível, corrigi-lo indicando o artigo respectivo!
Caroline compromete-se a entregar a Joana, em razão de contrato de compra e venda, o cachorro Ickx ou o cachorro Jack, ambos de seu premiado canil. O preço ajustado é de R$
1.500,00 (mil e quinhentos reais). O direito de escolha é conferido a Caroline que deverá exercê-lo até 1º de outubro de 2009, direito que é exercido em 25 de setembro recaindo a escolha sobre o cachorro Ickx. A comunicação da escolha é feita em 26 de setembro. A tradição do bem, então deverá ser realizada até 10 de novembro de 2009 no domicílio da credora.
Pode-se afirmar que, quanto ao cachorro escolhido, Caroline é o solvense Joana o accipiens. Trata-se de uma obrigação natural(Civil), divisível(indivisível), facultativa (Alternativa), de execução instantânea (Diferida) e condicional (Termo). A sua fonte mediata é a lei e a fonte imediata obrigação de dar coisa certa (antes da concentração) (Contrato), cuja escolha pertence ao devedor. O seu objeto imediato é o contrato de compra e venda (Dar coisa certa) seu objeto mediato é a obrigação de dar coisa certa (após a concentração) (O cão). Imagine que antes da concentração da obrigação, o cachorro Jack morre fulminado por doença genética incurável; pode-se afirmar que a obrigação, nesse caso, se resolverá nos termos do art. 234, CC.
Resposta: Não, a obrigação alternativa torna-se simples.
Em outra situação, após a concentração da obrigação, o cachorro escolhido morre porque Caroline deixou de vaciná-lo; nesse caso, a obrigação se concentrará no cachorro remanescente, nos termos do art. 253, CC.
Resposta: Não, a obrigação se resolve com pagamento de perdas e danos.
Questão Objetiva 1
(CEPERJ 2012 – PROCON RJ) Mévio contrata com Caio o empréstimo de um valor correspondente a R$ 10.000,00 (dez mil reais), que poderá ser pago em moeda nacional corrente ou através da transferência de um bem, do mesmo valor, à escolha do devedor.
Nesse caso, estamos diante da seguinte obrigação: 
a) alternativa
b) condicional
c) cumulativa
d) simples
e) instantânea
Resposta: Letra “a”
Questão Objetiva 2
(MP/RS - 2001) À solução de questões que envolvem danos decorrentes de erro médico, nas cirurgias plásticas de correção de defeito físico e embelezamento, quanto à relação paciente-médico e à relação paciente-hospital, é correto afirmar-se que:
a) a relação paciente-hospital é regulada pela responsabilidade civil subjetiva.
b) a relação paciente-médico não é contratual.
c) a obrigação resultante da relação paciente-médico é de resultado, salvo prova de intervenção de fator imprevisível,força maior ou caso fortuito.
d) a obrigação resultante da relação paciente-médico é sempre de meio.
e) nenhuma das alternativas anteriores está correta.
Resposta: Letra “c”

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