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Enf ª Gisely Bulian
Sistema Único de Saúde é a denominação do 
sistema público de saúde brasileiro criado pela 
Constituição Federal de 1988, em seu artigo 196, 
por meio da Lei nº. 8.080/1990.
Foi criado com a finalidade de alterar a situação
de desigualdade na assistência à Saúde da
população, tornando obrigatório o
atendimento público a qualquer cidadão,
sendo proibido cobrança de dinheiro sob
qualquer pretexto.
Com a sua criação, proporcionou o acesso 
universal ao sistema público de saúde, sem 
discriminação, a atenção integral à saúde, e 
passou a ser um direito de todos os brasileiros.
Se propõe a promover a saúde, priorizando as
ações preventivas, democratizando as
informações relevantes para que a população
conheça seus direitos e os riscos à sua saúde.
Conforme a Constituição Federal de 1988 (CF-
88), a “A Saúde é direito de todos e dever do 
Estado, garantindo mediante políticas sociais e 
econômicas que visem à redução do risco de 
doença e de outros agravos e ao acesso universal 
e igualitário às ações e serviços para sua 
promoção, proteção e recuperação.”
Sistema: Formado por várias instituições
dos três níveis de governo;
Único: Tem a mesma doutrina, a mesma
filosofia de atuação, é organizado de acordo
com a mesma sistemática;
Saúde: É responsabilidade de todos,
Governo e sociedade, assegurado pelo
conjunto das instituições e políticas públicas
da sociedade.
LEI Nº 8.080, de 19 de setembro de 1990.
(Lei Orgânica da Saúde)
Dispõe sobre as condições para a promoção, 
proteção e recuperação da saúde, a organização e 
o funcionamento dos serviços correspondentes e dá 
outras providências. 
Conforme a Lei 8.080/90:
A saúde tem como fatores determinantes e 
condicionantes, entre outros, a alimentação, a 
moradia, o saneamento básico, o meio ambiente, o 
trabalho, a renda, a educação, o transporte, o lazer 
e o acesso a bens e serviços essenciais; os níveis 
de saúde da população que expressam a 
organização social e econômica do país.
A gestão das ações e dos serviços de saúde deve 
ser solidária e participativa entre os três entes da 
Federação: a União, os Estados e os 
municípios. A rede que compõe o SUS é ampla e 
abrange tanto ações quanto os serviços de saúde. 
Engloba a atenção primária, média e alta 
complexidades, os serviços urgência e 
emergência, a atenção hospitalar, as ações e 
serviços das vigilâncias epidemiológica, sanitária e 
ambiental e assistência farmacêutica.
O Sistema Único de Saúde (SUS) é composto 
pelo Ministério da Saúde, Estados e Municípios, 
conforme determina a Constituição Federal. Cada 
ente tem suas co-responsabilidades.
MINISTÉRIO DA SAÚDE
Gestor nacional do SUS, formula, normatiza, 
fiscaliza, monitora e avalia políticas e ações, em 
articulação com o Conselho Nacional de Saúde. 
Atua no âmbito da Comissão Intergestores Tripartite 
para pactuar o Plano Nacional de Saúde. 
SECRETARIA ESTADUAL DE SAÚDE (SES)
Participa da formulação das políticas e ações de 
saúde, presta apoio aos municípios em articulação 
com o conselho estadual e participa da Comissão 
Intergestores Bipartite (CIB) para aprovar e 
implementar o plano estadual de saúde.
SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE (SMS)
Planeja, organiza, controla, avalia e executa as 
ações e serviços de saúde em articulação com o 
conselho municipal e a esfera estadual para 
aprovar e implantar o plano municipal de saúde.
PRINCÍPIOS DO SUS
Universalidade: a saúde é um direito de cidadania 
de todas as pessoas e cabe ao Estado assegurar 
este direito, sendo que o acesso às ações e 
serviços deve ser garantido a todas as pessoas, 
independentemente de sexo, raça, ocupação ou 
outras características sociais ou pessoais.
Equidade: o objetivo desse princípio é diminuir 
desigualdades. Apesar de todas as pessoas 
possuírem direito aos serviços, as pessoas não são 
iguais e, por isso, têm necessidades distintas. Em 
outras palavras, equidade significa igualdade, 
investindo mais onde a carência é maior.
Integralidade: este princípio considera as pessoas 
como um todo, atendendo a todas as suas 
necessidades. Para isso, é importante a integração 
de ações, incluindo a promoção da saúde, a 
prevenção de doenças, o tratamento e a 
reabilitação. Juntamente, o princípio de 
integralidade pressupõe a articulação da saúde com 
outras políticas públicas, para assegurar uma 
atuação intersetorial entre as diferentes áreas que 
tenham repercussão na saúde e qualidade de vida 
dos indivíduos.
PRINCÍPIOS ORGANIZATIVOS
Hierarquização: os serviços devem ser organizados em níveis 
crescentes de complexidade, circunscritos a uma determinada 
área geográfica, planejados a partir de critérios epidemiológicos e 
com definição e conhecimento da população a ser atendida.
A hierarquização deve proceder à divisão de níveis de atenção e 
garantir formas de acesso a serviços que façam parte da 
complexidade requerida pelo caso, nos limites dos recursos 
disponíveis numa dada região.
Regionalização: A regionalização é um processo de 
articulação entre os serviços que já existem, 
visando o comando unificado dos 
mesmos. Constitui uma estratégia para corrigir as 
desigualdades no acesso e a fragmentação dos 
serviços de Saúde, por meio da organização 
funcional do SUS, com definição das 
responsabilidades dos entes federados, e dos 
fluxos de referência, para a garantia de acesso da 
população residente na área.
Descentralização: Descentralizar é redistribuir poder e 
responsabilidade entre os três níveis de governo. Com 
relação à saúde, descentralização objetiva prestar serviços 
com maior qualidade e garantir o controle e a fiscalização 
por parte dos cidadãos. No SUS, a responsabilidade pela 
saúde deve ser descentralizada até o município, ou seja, 
devem ser fornecidas ao município condições gerenciais, 
técnicas, administrativas e financeiras para exercer esta 
função. 
Participação Popular: a sociedade deve participar 
no dia-a-dia do sistema. Para isto, devem ser 
criados os Conselhos de Saúde e as 
Conferências de Saúde, que visam formular 
estratégias, controlar e avaliar a execução da 
política de saúde.
O Conselho de Saúde, no âmbito de atuação 
(Nacional, Estadual ou Municipal), em caráter 
permanente e deliberativo, órgão colegiado 
composto por representantes do governo, 
prestadores de serviço, profissionais de saúde e 
usuários, atua na formulação de estratégias e no 
controle da execução da política de saúde na 
instância correspondente, inclusive nos aspectos 
econômicos e financeiros, cujas decisões serão 
homologadas pelo chefe do poder legalmente 
constituído em cada esfera do governo.
https://www.youtube.com/watch?v=L9hk1WRL84s
https://www.youtube.com/watch?v=FY06FRCNYgk
@gibulian

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