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UNIDADE 3 PADRÕES DE ENFERMAGEM EM SAÚDE MENTAL E PSIQUIÁTRICA 9 Padrões de Assistência de Enfermagem e Processo de Enfermagem em Saúde Mental e Psiquiátrica ANEXO I ANEXO ANEXO III9 PADRÕES DE ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM E 0 PROCESSO DE ENFERMAGEM EM SAÚDE MENTAL E PSIQUIÁTRICA COSTA STEFANELLI ILZA MARLENE KUAE FUKUDA EVALDA ARANTES PONTOS A APRENDER 1. Conceituar padrões de assistência de enfermagem. 2. Refletir sobre a importância dos padrões de cuidado de enfermagem. 3. Conceituar processo de enfermagem. 4. Discorrer sobre as etapas do processo de enfermagem e as ações relacio- nadas a cada uma 5. Refletir sobre a importância do diagnóstico de enfermagem. 6. Implementar as etapas do processo de acordo com o nível de formação. 7. Descrever as ações específicas realizadas em cada etapa. 8. Avaliar a utilização do processo de enfermagem no cuidado à pessoa com transtorno mental ou na promoção de sua saúde. 9. Identificar os padrões de desempenho profissional. PALAVRAS-CHAVE Enfermagem em saúde mental e padrões de assistência de enfermagem, processo de enfermagem. DOS TÓPICOS Introdução. Condições essenciais para a implementação de padrões. Padrões de cuidado. Padrões de desempenho profissional. Considerações finais. Propostas para estudo. Referências 141ENFERMAGEM PSIQUIÁTRICA 142 INTRODUÇÃO O enfermeiro tem de se manter alerta para acompanhar as evi- dências científicas com o objetivo de aplicá-las à sua prática em seu papel terapêutico específico. Para tal, ele tem de conhecer ou iden- tificar os parâmetros que garantem a qualidade das suas ações - os padrões de assistência de enfermagem. Há padrões definidos em outros países, por exemplo, os Padrões da Prática de Enfermagem em Saúde Mental e que com as adequações necessárias quanto aos recursos humanos, à infra-estrutura e às diferenças culturais são passíveis de serem utili- zados na enfermagem Poderão, também, se constituir no ponto de partida para delineamento da criação de padrões a serem utilizados pelos enfermeiros brasileiros. O enfermeiro especialista em enfermagem em saúde mental e psiquiátrica precisa desenvolver suas atividades segundo parâmetros preestabelecidos não só para assegu- rar a qualidade como para permitir sua avaliação. Padrões de assistência de enfermagem são parâmetros que determinam as ações de enfermagem e os limites de atuação do enfermeiro. São eles que permitem uma avaliação mais objetiva da prática de enfermagem, garantindo assim a qualidade. Os padrões de enfermagem mais conhecidos são os elaborados pela American Nurses Association (ANA). Os seis primeiros padrões recebem a denominação Padrões de 1,2 Correspondem às seis fases do processo de enfermagem: avaliação inicial, diagnóstico de enfermagem, identificação dos resultados, planejamento, implemen- tação e avaliação final. O processo de enfermagem em enfermagem em saúde mental e psiquiátrica é a estrutura que oferece o embasamento científico para assegurar a qualidade da prática de enfermagem nesta área. Ele será apresentado em suas diferentes etapas, a partir da estrutura teóricaPADRÕES DE ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM E o PROCESSO DE ENFERMAGEM 143 Consideraram-se também outros autores internacionais da e o estudo realizado com enfermeiros de uma instituição psiquiátrica sobre as ações preconizadas pelos Padrões da ANA, no qual foi evidenciado que a execução das mesmas é viável em nosso meio, desde que sejam oferecidas as condições exigidas e realizadas as adaptações necessárias. O desenvolvimento do processo neste contexto exige a compe- tência em comunicação terapêutica e no processo de relacionamento terapêutico enfermeiro-cliente, pois este é papel crucial do enfer- meiro especialista na área em foco. É chamado também de apren- dizagem pela experiência ou de terapia do cotidiano, voltado para cuidado das manifestações de comportamento do cliente em sua vivência diária. O enfermeiro generalista tem de ter conhecimento de princípios do relacionamento terapêutico e domínio do uso da comunicação terapêutica, ambos fundamentais para tornar terapêuticas as intera- ções com cliente, transformando-se em cuidado competente e de cunho Com os clientes atendidos em hospital geral, ambu- latórios, centros de saúde e unidades básicas de saúde podem apre- sentar, em algum momento, manifestações de comportamento decor- rentes de medos, ansiedade, depressão, agitação, confusão mental, pânico, fobias, obsessão-compulsão, dependência química, entre outros transtornos emocionais e mentais. O enfermeiro especialista na área tem a responsabilidade de promover a educação continuada em serviço sobre o desenvolvimento do processo de enfermagem junto a clientes com transtorno mental, para os enfermeiros de outras especialidades e de hospital geral. conteúdo dos programas de educação continuada em serviço deve englobar, além dos temas específicos sobre saúde e doença men- tal, tópicos sobre comunicação humana, princípios de comunicação terapêutica e de relacionamento enfermeiro-cliente, para que enfer- meiro não-especialista possa desenvolver interações interpessoais terapêuticas com cliente. É com conhecimento necessário que o enfermeiro conseguirá obter dados fidedignos do cliente sobre estado atual que leva em busca da promoção e recuperação de sua saúde ou tratamento para seus agravos - anseios, problemas, distúrbios ou doenças. Torna-seENFERMAGEM PSIQUIÁTRICA 144 clara, portanto, a necessidade de trabalho conjunto ou em parceria entre enfermeiro e cliente, seja no nível primário, secundário ou terciá- rio de intervenção e de reabilitação social, considerando-se também a parceria com a família nesses movimentos. A apresentação dos padrões será centrada nas ações de enfer- magem de saúde mental e psiquiátrica para atuação do enfermeiro em serviços de saúde de um modo geral ou de outras especialidades, quando cliente manifestar comportamento de transtorno mental. Serão descritos apenas os padrões de cuidado. Aqueles relativos ao desempenho profissional, embora a denominação de alguns seja comum a outras áreas, conteúdo de cada um é mais atinente ao âmbito de especialistas e será apresentado de forma sintética. Além de profissionais devidamente capacitados, há uma série de condições que têm de ser para que os padrões da práti- ca da enfermagem sejam implementados durante a atividade. CONDIÇÕES ESSENCIAIS PARA A IMPLEMENTAÇÃO DE PADRÕES O local de trabalho deve oferecer programas de educação continua- da sobre a área específica e sobre pesquisas em relação aos avanços do conhecimento e dos modelos assistenciais. Só assim os enfermeiros poderão incorporar novos conhecimentos e tecnologia a sua prática. Recursos bibliográficos pertinentes devem estar à disposição dos enfermeiros no local da prática ou na biblioteca da instituição. Recursos materiais compatíveis com os padrões preconizados devem fazer parte da infra-estrutura do local, com impressos ade- quados que facilitem os registros necessários sobre cliente: admis- são, observação, tratamentos específicos, evolução, incidentes, entre outros. Estes têm de ser anexados ao prontuário do cliente para per- mitir o intercâmbio de informações, entre os diferentes profissionais que compõem a equipe interdisciplinar, sobre cliente, seu tratamen- to e sobre os cuidados a ele dispensados. Programas de educação continuada em serviço, recursos biblio- gráficos, recursos materiais e impressos adequados são essen- ciais para a implementação dos padrões.PADRÕES DE ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM E PROCESSO DE ENFERMAGEM 145 PADRÕES DE CUIDADO O enunciado de cada padrão será apresentado tendo como sus- tentação os da e dos autores já com adaptações e ajustes que forem julgados necessários. PADRÃO I - AVALIAÇÃO INICIAL O enfermeiro especialista em enfermagem em saúde mental e psiquiátrica colhe dados pertinentes à situação e à saúde do cliente. O enfermeiro coleta dados de forma contínua durante o desen- volvimento do processo. A obtenção inicial dos dados sobre o cliente é efetuada por meio da entrevista e da observação do seu comporta- mento, as quais exigem uso efetivo de comunicação adequada. É necessário o conhecimento dos aspectos culturais e para a obtenção de dados fidedignos. Tem-se de contemplar as dimensões biopsicossociais, cultural, espiritual e intelectual do cliente e de sua família. A prioridade de obtenção de dados, após sua validação com cliente e a família, é determinada pelas condições ou necessidades imediatas do cliente. Esses dados dão suporte ao enfermeiro para que ele faça um julgamento clínico e planeje intervenções apropriadas para cliente. Os dados incluem a história e a evolução do estado emocional e mental do cliente, considerando também os aspectos de saúde física. Estas informações contêm elementos subjetivos e objetivos. Os sub- jetivos são constituídos pela história e pela observação do cliente; e os objetivos, pelo estado mental, emocional e pelas condições físicas identificadas. Síntese das ações de enfermagem nesta etapa: observação, descrição e avaliação das manifestações de com- portamento - condições físicas e mentais (Anexos I, II e III); obtenção de dados com cliente e família;ENFERMAGEM PSIQUIÁTRICA 146 histórico de enfermagem; validação dos dados com o cliente e a família; seguimento dos regulamentos da instituição para assegurar os direitos do cliente na coleta de dados; organização e síntese descritiva dos dados. Tem-se de fazer registro diário ou anotação do comportamento do cliente no prontuário, em todos os turnos do serviço. Este inclui: sono, higiene, aparência, alimentação e idéias expressas, atividades e intercorrências. PADRÃO II DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM O enfermeiro especialista em enfermagem em saúde mental e psiquiátrica analisa a avaliação preliminar e determina os diag- nósticos de enfermagem ou o problema. O diagnóstico de enfermagem é fundamental para a seleção e a provisão das intervenções de enfermagem, a partir da identificação das necessidades de cada pessoa diante do transtorno mental existen- te e potencial para outros, além de comorbidades Os problemas são identificados e organizados por prioridades de atendimento, avaliação que é feita com base nos dados obtidos no padrão anterior. São estabelecidos o diagnóstico, os problemas existen- tes e em potencial, e os riscos à saúde e à segurança do cliente. Analisa- se o impacto de eventos estressores existentes na família, bem como as alterações provocadas na vida familiar. Os diagnósticos de enfermagem são então priorizados segundo a North American Nursing Diagnosis Association (NANDA)8 e documentados para facilitar a identificação dos resultados esperados que direcionam a continuidade da assistência. Síntese das ações de enfermagem nesta etapa: identificação, listagem e priorização dos problemas (Anexo III); elaboração dos diagnósticos de enfermagem (Anexo III); priorização dos diagnósticos; registro em impresso adequado.PADRÕES DE ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM E PROCESSO DE ENFERMAGEM 147 PADRÃO III - IDENTIFICAÇÃO DOS RESULTADOS (OBJETIVOS) O enfermeiro especialista em enfermagem em saúde mental e psiquiátrica identifica os resultados esperados (objetivos) para a elaboração de um plano para cada cliente em particular. enfermeiro identifica os resultados esperados, segundo a Clas- sificação dos Resultados de Enfermagem para conduzir com qualidade a assistência de enfermagem e avaliar a consecução dos objetivos em relação à saúde física e mental do Para isso deve- se envolver cliente, a família e os demais profissionais de saúde. Os resultados esperados devem ser delineados da forma mais realista possível, de acordo com a capacidade atual e em potencial do cliente, levando-se em consideração contexto da oferta de assis- tência. Eles devem ser fundamentados em conhecimento atualizado, estabelecidos a curto, médio e longo prazos, e refletir a evolução do conhecimento em relação à saúde mental. Os resultados esperados precisam ser avaliados constantemente e atualizados ou renovados de acordo com a evolução do comportamento do cliente. Síntese das ações de enfermagem nesta etapa: priorização dos problemas; elaboração dos resultados esperados a partir dos problemas identificados; registro dos resultados esperados no prontuário do cliente. PADRÃO IV - INTERVENÇÕES (PLANEJAMENTO) O enfermeiro especialista em enfermagem em saúde mental e psiquiátrica desenvolve planejamento das intervenções para atingir os resultados esperados. No enfermeiro utiliza várias intervenções. Seleciona as mais adequadas para o cliente em foco e as prescreve de forma sistematizada em sintonia com comportamento do cliente. Considera sempre suas dimensões biopsicossociais, cultural, espiri-ENFERMAGEM PSIQUIÁTRICA 148 tual e intelectual de forma integrada. O foco é sempre voltado para todos os níveis de atenção à saúde. 2-4,10 planejamento das intervenções deve ser seguro, individualizado, apropriado e baseado em evidências. aspecto interdisciplinar da assistência não pode ser esquecido, mas no planejamento de enferma- gem são especificadas as ações do papel do enfermeiro. O trabalho dos demais membros da equipe é sempre considerado e a discussão com estes é a melhor forma de contribuição para sucesso da assistência de enfermagem integrada à interdisciplinaridade. Respeita-se assim cliente como ser integral, a priorização dos resultados a serem atingidos e papel específico de cada profissional. planejamento é registrado de modo que facilite a consulta por parte dos demais membros da equipe e para que as modificações necessárias possam ser feitas por outros enfermeiros. Assegura-se assim a continuidade do cuidado. Síntese das ações de enfermagem nesta etapa: planejamento das intervenções de forma individualizada, fundamentado no conhecimento e em práticas atualizadas e centradas nas necessidades do cliente; envolvimento da família do cliente e dos demais membros da equipe; registro das intervenções em impressos próprios e adequados, tendo sempre em mente aspectos éticos da documentação. PADRÃO V - IMPLEMENTAÇÃO O enfermeiro especialista em enfermagem em saúde mental e psiquiátrica implementa as intervenções prescritas para atingir os resultados esperados. enfermeiro especialista implementa as intervenções prescritas para atingir os resultados enfermeiro não-especialis- ta poderá utilizar uma gama de intervenções gerais. A fase de implementação enfeixa as divisões do padrãoPADRÕES DE ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM E o PROCESSO DE ENFERMAGEM 149 coordenação do cuidado; interações terapêuticas; ambiente terapêutico; atividades de auto-cuidado; intervenções biopsicológicas; orientação do cliente. Na coordenação do cuidado, o enfermeiro prescreve cuidado de enfermagem, orienta a equipe ou executa-o em colaboração com a equipe de enfermagem, dependendo do nível de complexidade das ações e da gravidade das manifestações apresentadas pelo cliente. Assegura-se a qualidade e a continuidade do cuidado. O desenvolvimento de interações interpessoais terapêuticas tem como meta a independência e a interdependência saudável do cliente e da família em suas vidas diárias. O enfermeiro utiliza de modo consciente as estratégias de comunicação terapêutica no cuidado integral do cliente (vide Capítulo 19). No ambiente terapêutico, enfermeiro provê ambiente seguro e propício ao desenvolvimento do cliente em colaboração com este, sua família e com outros profissionais de saúde. Utiliza ambiente físico, as estruturas social e cultural e os demais recursos disponíveis. Orienta cliente sobre seus direitos e responsabilidades em relação ao tratamento e cuidados (vide Capítulo 22). As atividades de autocuidado e intervenções biopsicológicas estão descritas nas Unidades 4 a 7. A educação para a saúde ajuda cliente a atingir satisfação, tornar- se produtivo e a desenvolver padrões saudáveis de vida. enfermeiro identifica as necessidades de educação do cliente desde primeiro encontro com ele. cliente recebe orientação sobre princípios básicos de saúde física e mental, informações sobre enfrentamento, habilida- des sociais, saúde e transtorno mental. Esta orientação visa estimular cliente e sua família para cuidado da própria saúde, nos aspectos promocionais, de manutenção, de recuperação da saúde mental e nos de prevenção dos transtornos mentais (vide Capítulo 16). Síntese das ações de enfermagem nesta etapa:ENFERMAGEM PSIQUIÁTRICA 150 implementação das intervenções adequadas e atualizadas, que refletem estado atual do desenvolvimento do conheci- mento, de forma competente, com cunho humanista; respeito aos aspectos legais e éticos na implementação do cuidado. O enfermeiro especialista em enfermagem em saúde mental e psiquiátrica teria ainda como intervenções sob sua responsabilidade desenvolvimento do relacionamento terapêutico com cliente e a interconsulta com seus colegas especialistas ou com profissionais de outras especialidades ou de serviços voltados para saúde em geral. PADRÃO VI - AVALIAÇÃO FINAL O enfermeiro especialista em enfermagem em saúde mental e psiquiátrica avalia progresso do cliente em relação à consecu- ção dos resultados esperados. O cuidado de enfermagem é um processo dinâmico que envolve mudanças no comportamento do cliente no curso do tempo. O enfermeiro realiza uma avaliação criteriosa, evolutiva e siste- mática dos diagnósticos de enfermagem, dos resultados esperados, evidenciando os progressos do cliente e as necessidades emergen- tes. Surge a necessidade de novos diagnósticos de enfermagem que exigem mudanças no plano de cuidado. A avaliação é um processo contínuo para conferir efeito das intervenções de enfermagem e do tratamento sobre estado de saúde do cliente. As pessoas significativas para cliente são envolvidas na avalia- ção, para verificar nível de satisfação do cliente e da família com o cuidado e custo-benefício associado ao processo de tratamento. A revisão dos diagnósticos é efetuada e documentada, assegurando-se a continuidade do cuidado. Documentam-se também todas as avalia- ções feitas. Para os cuidados específicos relacionados aos transtornos men- tais, sua identificação, diagnósticos de enfermagem, resultados espe- rados, planejamento, implementação e avaliação final, leitor deverá reportar-se aos capítulos pertinentes deste livro, aos autores citadosPADRÕES DE ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM E PROCESSO DE ENFERMAGEM 151 e, ainda, aos livros específicos sobre diagnóstico de enfermagem, resultados esperados e intervenções de enfermagem. 8-10 PADRÕES DE DESEMPENHO Padrão I - Qualidade da prática Padrão II - Avaliação do desempenho Padrão III - Educação continuada Padrão IV - Supervisão Padrão V - Desenvolvimento de seus pares Padrão VI - Ética Padrão VII - Colaboração interdisciplinar Padrão VIII - Pesquisa Padrão IX - Uso dos sistemas comunitários de saúde CONSIDERAÇÕES FINAIS Uma visão sucinta sobre os padrões do cuidado de enferma- gem em saúde mental e psiquiátrica foi apresentada para facilitar o desempenho do enfermeiro que atua em serviço geral, área que exige conhecimento básico de enfermagem psiquiátrica e de saúde mental. São noções básicas a serem utilizadas pelo enfermeiro e pelos alunos de graduação, ao tratar de pessoas que precisam de cuidados da competência da área em foco. Ressalta-se aqui a importância e a necessidade de os enfermeiros adquirirem hábito de solicitar consulta aos colegas especialistas da área para atuar com segurança, uma vez que já não é mais possível acompanhar a celeridade do conhecimento científico. É mister "aprender a aprender" a melhor forma de oferecer cuidado embasado em conhecimento especializado em benefício dos clientes, de sua família e da comunidade.ENFERMAGEM PSIQUIATRICA 152 PROPOSTAS PARA ESTUDO Observe a assistência de enfermagem desenvolvida no ser- viço em que você estagia ou trabalha. Quais padrões de cuidado de enfermagem você viu con- templado nas ações do enfermeiro? Discuta os resultados com colegas, professores ou super- visores. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. American Nurses Association. Statement on Psychiatric-Mental Health Clinical Nursing Practice and Standards of Psychiatric-Men- tal Health Clinical Nursing Practice. Washington: American Nurses Publishing, 1994. 2. Varcarolis EM. Assesment strategies and the nursing process. In: Varcarolis EM, Carson VB, Shoemaker NC. Foundations of psy- chiatric mental health nursing: a clinical approach. 5th ed. St. Louis: Saunders/Elsevier, 2006. p. 138-54. 3. Arantes EC, Stefanelli MC, Fukuda IMK, Forcella HT. Estudo pre- liminar sobre padrão de assistência de enfermagem psiquiátrica. Rev Bras Enf 1984; 37(2/4):205-17. 4. Stefanelli MC. Comunicação terapêutica. In: Stefanelli MC, Car- valho EC. A comunicação nos diferentes contextos da enfermagem. Barueri: Manole, 2005. p. 73-104. 5. Stuart GW, Laraia MT. Enfermagem princípios e prática. Porto Alegre: Artmed, 2001. 6. Townsed MC. Enfermagem conceitos de Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002. p. 96-114. 7. Hutton AP, Parkison AR. The nursing process in psychiatric nursing. In: Rawlins RP, Williams SR, Beck CK. Mental health-psychiatric nursing: a holistic life-cycle approach. 3rd ed. St. Louis: Mosby, 1993. p. 134-65. 8. Diagnóstico de enfermagem da NANDA: definições e classificação 2005/2006. North American Diagnosis Association. Porto Alegre: Artmed, 2006. 9. Johnson M, Maas M, Moorhead S. Classificação dos resultados de enfermagem (NOC). ed. Porto Alegre: Artmed, 2004. 10. McCloskey JC, Bulecheck GM. Classificação das intervenções de enfermagem (NIC). ed. Porto Alegre: Artmed, 2004.Anexo I ROTEIRO PARA OBSERVAÇÃO DO COMPORTAMENTO DO CLIENTE Observar cliente nas diversas atividades registrando o que ele aparenta, manifesta ou comunica. Assinalar o item que melhor des- creve a manifestação observada. Nome Registro Idade Sexo Estado civil Religião Escolaridade Ocupação Peso Altura Sinais vitais: T: P: R: PA: DESCRIÇÃO/ ITENS PARA OBSERVAÇÃO DATA DATA EVOLUÇÃO SEMANAL* 1. APARÊNCIA Aparentemente sadio Parece envelhecido para a idade Deformidade física Sinais de lesão física Sinais de doença física Outras observações 1.1. Postura Nada em particular Permanece na mesma posição Fica em posições estranhas Parece cansado Fica curvado e cabisbaixo Outras observações *Se necessário, coloque data e descreva o item assinalado 153ENFERMAGEM PSIQUIÁTRICA 154 DESCRIÇÃO/ ITENS PARA OBSERVAÇÃO DATA DATA EVOLUÇÃO SEMANAL* 1.2. Higiene pessoal Limpo e vestido adequadamente Necessita de ajuda para tomar banho Negligente quanto ao seu aspecto Excessivamente exigente com sua aparência pessoal Suja a roupa com fezes e urina Veste-se de modo bizarro Tem particularidade no modo de se vestir Uso do vestuário inadequado Tem preocupação excessiva com sua limpeza Outras observações 1.3. Expressão facial Mímica facial inexpressiva Apresenta tiques Denota ansiedade Denota medo de alguma coisa Denota preocupação Denota animação, alegria Denota zanga, cólera Denota tristeza Olha as pessoas de modo particular Não encara as pessoas Outras observações 2. ATIVIDADE GERAL Apresenta peculiaridades ao andarPADRÕES DE ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM E o PROCESSO DE ENFERMAGEM 155 DESCRIÇÃO/ ITENS PARA OBSERVAÇÃO DATA DATA EVOLUÇÃO SEMANAL* Repete os mesmos gestos ou movimentos Fica parado, completamente inativo Anda no corredor a maior parte do tempo Atividade não tem qualquer propósito Ocupa-se com atividades produtivas Participa de atividades quando solicitado Recusa-se a participar de qualquer atividade Outras observações 3. COMPORTAMENTO GERAL 3.1. Comportamento social Permanece isolado no quarto Reservado e formal Quieto Turbulento Irriquieto Amistoso e cooperador Membro de um grupo especial de clientes Não se mistura ao grupo Fica junto às pessoas sem demonstrar percebê-las Outras observações 3.2. Interação social Mantém relacionamento estreito com outro clienteENFERMAGEM PSIQUIÁTRICA 156 DESCRIÇÃO/ ITENS PARA OBSERVAÇÃO DATA DATA EVOLUÇÃO SEMANAL* Excessivamente familiar com pessoa de outro sexo Evita pessoa de outro sexo Excessivamente familiar com pessoas do mesmo sexo Impopular (não aceito pelo grupo) Participa de atividades em grupo Só participa de atividades solitárias Procura a companhia do pessoal de enfermagem Segue as rotinas da unidade Sai de seu quarto apenas após insistência Não interage com o pessoal de enfermagem Outras observações 4. COMUNICAÇÃO VERBAL 4.1. Fala Voz sem inflexão, monótona Fala vagarosamente, é reticente Murmura as palavras Usa palavras e frases estranhas Fala sozinho Fala sem parar Peculiaridades no modo de falar Dificuldade em pronunciar certas palavras Outras observações 4.2. Expressão do pensamento Não consegue manter conversação Expressa-se com lógica e clarezaPADRÕES DE ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM E o PROCESSO DE ENFERMAGEM 157 DESCRIÇÃO/ ITENS PARA OBSERVAÇÃO DATA DATA EVOLUÇÃO SEMANAL* Limita-se a responder as perguntas que lhe são feitas Responde somente com monossilabos: sim, não Persiste no mesmo assunto Suas respostas são disparatadas Repete sempre as mesmas palavras, frases e idéias Minucioso ao relatar fatos Coloca-se como centro da conversação Desvia a conversa de sua pessoa Conversa somente quando o assunto é neutro Usa linguagem vulgar Demonstra dificuldade para lembrar-se de fatos Demonstra dificuldade para concentrar a atenção Demonstra dificuldade para orientar-se no tempo e espaço Relata suas alucinações Mostra-se sarcástico em seus comentários Outras observações 4.3. Idéias que expressa Suas idéias estão em desacordo com a realidade Afirma haver pessoas que o perseguem Insiste em deixar o hospital Afirma que as pessoas são injustas para com ele Nega estar doenteENFERMAGEM PSIQUIÁTRICA 158 DESCRIÇÃO/ ITENS PARA OBSERVAÇÃO DATA DATA EVOLUÇÃO SEMANAL* Atribui seus distúrbios mentais a causas físicas Não aceita sua internação Demonstra consciência de sua doença Aceita sua internação Seus planos para o futuro estão fora da realidade Seus planos para o futuro estão dentro da realidade Faz comentários inadequados à situação Expressa idéias infantis Expressa idéias de Suspeita das pessoas que cercam Outras observações 5. HUMOR Excessivamente alegre Excessivamente triste Desinteressado de tudo Parece estar sonhando acordado Dá demonstrações afetivas inadequadas Muda bruscamente de um estado de humor para outro Irrita-se com facilidade Aparenta serenidade Chora sem motivo aparente Outras observações 6. COMPORTAMENTO EM SITUAÇÕES ESPECIAIS 6.1. Atividades ocupacionais Recusa-se a fazer qualquer atividadePADRÕES DE ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM E o PROCESSO DE ENFERMAGEM 159 DESCRIÇÃO/ ITENS PARA OBSERVAÇÃO DATA DATA EVOLUÇÃO SEMANAL* Não consegue compreender as explicações Interessado em aprender coisas novas Faz sempre o mesmo tipo de trabalho Completa os trabalhos que inicia Não completa os trabalhos que inicia Desinteressa-se logo pelo que está fazendo Não participa de atividade por longo tempo Outras observações 6.2. Acontecimentos sociais Demonstra vontade de participar Indiferente aos acontecimentos Participa das atividades somente quando solicitado Recusa-se a comparecer às reuniões sociais Mantém-se isolado nas reuniões sociais Outras observações 6.3. Visitantes Demonstra alegria ao receber visita Torna-se agitado, agressivo ou irritado Mantém-se indiferente, fala pouco Mantém-se em mutismo Chora Exige que o retirem do hospitalENFERMAGEM PSIQUIÁTRICA 160 DESCRIÇÃO/ ITENS PARA OBSERVAÇÃO DATA DATA EVOLUÇÃO SEMANAL* Recusa-se a receber visita Outras observações 6.4. Tratamento Sabe qual tratamento está recebendo Demonstra medo do tratamento Esconde sua medicação Queixa-se muito das reações ao tratamento Quer falar com seu médico a todo instante Queixa-se a todos os médicos Recusa-se a falar com seu médico Outras observações 6.5. Refeitório Apresenta modos adequados à mesa Recusa-se a comer Recusa determinados alimentos Ingere quantidade insuficiente de alimentos Ingere quantidade excessiva de alimentos Dificuldade para mastigar ou deglutir Exige dieta especial Não se alimenta sozinho Outras observações 7. NOITE Dorme durante a noite toda Deita-se cedo Deita-se muito tarde Dorme durante o diaPADRÕES DE ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM E o PROCESSO DE ENFERMAGEM 161 DESCRIÇÃO/ ITENS PARA OBSERVAÇÃO DATA DATA EVOLUÇÃO SEMANAL* Queixa-se de não conseguir dormir Tem sono agitado Sonâmbulo Não dorme, mas permanece na cama Não dorme e provoca distúrbios Consegue dormir só após ser medicado Dorme e queixa-se que não dormiu Outras observações 8. PROBLEMAS SOMÁTICOS 8.1. Queixas do paciente Boca seca Cansaço Cefaléia Desconforto gástrico Desconforto na região torácica Distúrbios visuais Dor à micção Dor de dente Dor de garganta Dor nas costas Dor nas extremidades Dores abdominais Dores musculares Formigamento nas extremidades Fraqueza Mal-estar geral Náuseas ObstipaçãoENFERMAGEM PSIQUIÁTRICA 162 DESCRIÇÃO/ ITENS PARA OBSERVAÇÃO DATA DATA EVOLUÇÃO SEMANAL* Palpitações Sensação vertiginosa Sialorréia Tonturas Outras queixas 8.2. Observação Contorções Coriza Crise convulsiva Dificuldade de deglutição Dificuldade para andar Epistaxe Lipotímia Palidez Rubor SialorréiaAnexo II AVALIAÇÃO DO COMPORTAMENTO DO CLIENTE ATITUDE DO CLIENTE FACE À SITUAÇÃO VIVENCIADA Ao fim da descrição da observação, leia e releia o relato feito e assinale no quadro abaixo como você percebe a atitude do cliente em relação a cada item. Atitude em sem. sem. sem. sem. relação: + - + - + + A si mesmo À doença Ao tratamento À unidade de tratamento Aos clientes da unidade Aos profissionais/cuidadores Aos familiares Aos amigos À escola À ocupação TOTAL Obs.: sem. = semana 163Anexo III MANIFESTAÇÕES DE COMPORTAMENTOS A SEREM MANTIDAS E MODIFICADAS DATA MANTIDOS* MODIFICADOS * As áreas do psiquismo que estão conservadas têm de ser estimuladas ao máximo de acordo com as condições do cliente. DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM DATA DIAGNÓSTICO 164UNIDADE 4 DIFERENTES ABORDAGENS TERAPÊUTICAS NA ASSISTÊNCIA ÀS PESSOAS SUBMETIDAS A TRATAMENTOS BIOLÓGICOS E COMPLEMENTARES Capítulo 10 Psicofarmacologia 11 Anticonvulsivantes no Tratamento do Transtorno Bipolar Capítulo 12 Assistência de Enfermagem à Pessoa Submetida à Psicofarmacoterapia ANEXO Capítulo 13 Assistência de Enfermagem a Clientes Submetidos à Eletroconvulsoterapia ANEXO Capítulo 14 Terapia Cognitivo-Comportamental Capítulo 15 Psicoterapia de Grupo: Fundamentos Básicos Capítulo 16 Intervenção Psicoeducacional: Orientação e Educação em Saúde Mental

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