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Apostila de terapêutica das afecções respiratórias veterinárias. Descreve sistema mucociliar; expectorantes e mucolíticos (ex.: guaifenesina, bromexina, N‑acetilcisteína); antitússicos (codeína, butorfanol, dropropizina) e broncodilatadores (β‑agonistas, metilxantinas, anticolinérgicos).

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17/03/2025
1
TERAPÊUTICA DAS AFECÇÕES RESPIRATÓRIAS
Profa. Dra. Brenda Carla Luquetti
Fev/2025
CURSO DE MEDICINA VETERINÁRIA
FARMACOLOGIA TERAPÊUTICA E TOXICOLOGIA 
VETERINÁRIA 
EXPECTORANTES
Sistema Mucociliar
 Responsável pela movimentação de fluidos que são
produzidos pelas células caliciformes e glândulas
bronquicas
 Situações patológicas: secreção excessiva de muco que se
torna mais viscoso (- água) catarro ou esputo
 Expectorantes são agentes que estimulam direta ou
indiretamente a secreção das glândulas da árvore
respiratória.
 Redução da viscosidade do muco.
Clinvetbrasil.com.br
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EXPECTORANTES REFLEXOS
Estimulam as terminações nervosas vagais (faringe,
esôfago e mucosa gástrica aumentando a produção de
muco
Aumento da secreção salivar, nasal e lacrimal
Iodeto de potássio
 Latência de 15 min e efeito de 6h
 Náusea e vomito (irritante gástrico)
 Uso por mais de 3 sem  hipotireoidismo, contra
indicado na prenhez e animais lactantes
 Aumenta a secreção em ate 150%
EXPECTORANTES REFLEXOS
Guaifenesina
 Absorvida no TGI, irritante, ação após absorção
 Contra indicado em animais com úlceras ou
distúrbios da coagulação
 Não indicado para gatos
Ipeca
 Raiz de planta – emetina
 Em doses baixas, a emetina é expectorante com ação por
varias horas
 Contra indicada para cardíacos/idosos (hipotensão,
taquicardia, alterações eletrocardiograficas)
Bromexina:
 Mecanismo ação desconhecido
 Fragmenta as fibras glicoproteínas do muco e tem efeito
broncodilatador
 Pouca ação nas secreções predominantemente purulentas, onde os
componentes principais são fibras de DNA e não de glicoproteínas.
 Efeitos colaterais desconhecidos nos animais
 CAES, BOVINOS, EQUINOS
EXPECTORANTES MUCOLÍTICOS
Produzem diminuição da viscosidade das
secreções pulmonares, facilitando sua eliminação
DEMBREXINA:
Metabólito ativo da Bromexina, uso em
equinos
Via oral ou injetável
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N- Acetilcisteína
 Grupo tiólico que interage com 
as pontes dissulfídricas das 
mucoproteinas e também de 
DNA, fragmentado o catarro
 Inalaçao (1 min), instilada 
(efeito imediato)
 Atua melhor em nebulização, 
mas pode ser utilizada por 
outras vias (oral)
 Cães, gatos
EXPECTORANTES INALANTES
 Emprego limitado
 Aparelhos para produção de vapores
 Mascaras, local apropriado e inquietação do animal
Benzoina
Oleo de eucalipto
NaCl 0,9%
ANTITUSSÍGENOS
Tosse: reflexo protetor
Deve ser combatida quando:
Não produtiva ou muito intensa, crônica 
Onde pode causar disseminação de infecções,
Rompimento de alvéolos e prejuízo do sono do 
animal. 
Medicamentos antitussígenos
 Estímulo inicial normalmente é a
broncoconstrição
 Ação no SNC  inibem as respostas da
tosse as estímulos que lá chegam
 Agentes de ação central
não devem ser associados
com expectorantes ou animais
com secreção abundante
Antitussígenos narcóticos
 Codeína*, hidrocodona, butorfanol*
 Receituário especial ou
notificação de receita
*Menor risco de dependência e são efetivos por via oral
Codeína:
 Narcótico de ação central atua diretamente no centro da
tosse no SNC.
 Indicada para o combate da tosse “seca” e irritante.
 Doses elevadas e/ou constantes: vomito, depressão
respiratória, constipação e dependência.
 Belacodit, Codaten, Tylex
Butorfanol
• Cães, felinos, equinos, bovinos
•Potência 20x maior do que a codeína e poder
analgésico 5 a 7 x maior que a morfina
•VO, IM, IV, SC
Hidrocodona
• Cães
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Dropropizina
Atua nos receptores periféricos e condutores
aferentes envolvidos no reflexo da tosse.
 Tem ação miorrelaxante nos brônquios,
promovendo melhora na ventilação pulmonar.
Antitussígeno de ação periférica
Cães
Antitussígenos não narcóticos Modificação da Resistência do Ar
Dificultam a passagem do ar:
O estreitamento anatômico (por secreções
excessivas, edema da mucosa, corpos
estranhos, fibrose ou infiltração inflamatória)
Broncoespasmo (por constrição da
musculatura lisa da árvore respiratória)
BRONCODILATADORES
Broncodilatadores β- Adrenérgicos
Agonistas adrenérgicos
 Cães, gatos, equinos
 Usados pelas vias oral, SC ou pulmonar, sendo
esta última a mais efetiva, pois os aerossóis
determinam um efeito quase imediato.
 Salbutamol, terbutalina, clembuterol (equinos)
BRONCODILATADORES
Broncodilatadores β- Adrenérgicos
 Efeitos colaterais: tremores, alterações pressão arterial 
Alergia crônica, bronquite e influenza
Metilxantinas
 Mecanismo ação controverso
 Alcalóides vegetais, usados via oral e EV
 Broncodilatadores, estimulantes do miocárdio
 Teofilina, teobromina, cafeina
 Cães, gatos, equinos
 Tremores, insonia, vomito
 Baixo índice terapêutico 
BRONCODILATADORES
Anticolinérgicos
Ipratrópio
 Bloqueio receptor M2
 Asma e da doença pulmonar obstrutiva crônica (pacientes nos quais o uso de 
agonistas adrenérgicos está contra-indicado)
 Controle da doença pulmonar obstrutiva crônica.
 Equinos
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Descongestionantes Nasais 
RINITES, SINUSITE ALERGICA OU VIRAL
HISTAMINA: etiologia da broncoconstricção e da tosse
H1: contração musculatura lisa brônquio, aumento da 
permeabilidade vascular e desenvolvimento de processos 
alérgicos
Anti histaminicos (H1)
 Efeito parassimpatolitico (diminui secreções)
 Efeito anestésico
 Clemastina , Difenidramina , Loratadina, Prometazina
 Caes, gatos e equinos 
Sol.Fisiológica:
Atua com descongestionante por hidratar o muco. 
Efeito final é menor que o das drogas anteriormente 
citadas. 
Rinosoro.
Descongestionantes Nasais Estimulação da Respiração
Insuficiência respiratória.
Estímulo Medicamentoso 
 Insuficiências respiratórias agudas (sobretudo 
naquelas causadas por intoxicação por 
anestésicos gerais) 
 Recém-nascidos que não respiram bem.
 Cloridrato de doxapran  centro respiratório do 
SNC. EV . Dopran
Controle da Infecção
 Diagnóstico
 A maioria das infecções bronco-pulmonares
envolve G+ sensíveis às penicilinas (amoxicilina,
ampicilina)
 Tetraciclinas para micoplasmoses e
traqueobronquite infecciosa
 Estreptomicina na tuberculose
 Enrofloxacina, sulfas
Oxigenioterapia
 Insuficiência respiratória aguda,
 Colapsos circulatórios, hemorragias extensas
 Oxigênio
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OUTROS MEDICAMENTOS
Terapêutica de Algumas das 
Principais Afecções 
Respiratórias
Pneumonias
 Bacterianas: penicilina, vaporização, mucolíticos e
exercícios leves com o animal, visando acelerar o
desprendimento das secreções.
 Verminóticas: a droga de escolha é o levamisol.
 Alérgicas: corticosteróides.
 De inalação: antibioticoterapia, oxigênio, corticosteróides,
broncodilatadores.
Edema Pulmonar
 Reduzir
a atividade
do animal;
 Melhorar a homeostase através de
oxigenioterapia e broncodilatação (aminofilina)
 Reduzir a pressão capilar pulmonar com a
aplicação de diuréticos;
 Os corticosteróides pode ser administrados
visando reduzir a permeabilidade capilar;
Hemotórax
 Remover a causa primária e repor o volume sanguíneo
perdido, através de solução de Ringer-Lactato ou, nos casos
mais severos, transfusão sanguínea;
 Administrar corticosteróides via IV;
 Fazer oxigenioterapia e, nos casos mais severos,
toracocentese;