Prévia do material em texto
HISTO- UC19 Amanda Vieira PARTES MOLES • as partes moles referem‐se ao tecido não epitelial excluindo‐se o esqueleto, articulações, sistema nervoso central e tecidos hematopoiéticos e linfoide • maioria dos tumores de partes moles surgem nas extremidades especialmente na coxa • A maioria dos sarcomas não tem causa predisponente conhecida • O diagnóstico preciso, o grau e o estágio (tamanho, profundidade e disseminação metastática) influenciam o prognóstico TUMORES DO TECIDO ADIPOSO LIPOMA- BENIGNO • O lipoma, um tumor benigno da gordura, é o tumor de partes moles mais comum da vida adulta. • São classificados de acordo com morfologia/ características: lipoma convencional, fibrolipoma, angiolipoma, lipoma de células fusiformes e mielolipoma • Os lipomas são moles e indolores e são moveis e se cura geralmente quando são retirados • Morfologia: Os lipomas são tumores bem encapsulados (de tamanho variável) de adipócitos maduros. Raramente, eles podem ser grandes, intramusculares e pouco circunscritos. LIPOSSARCOMA- MALIGNO • Lipossarcoma é o mais comum da vida adulta, sendo comum em pessoas de 50-60 anos • Os lipossarcomas recorrem a pele de forma repetida a menos que sejam excisados • Eles são divididos em três tipos: 1. Lipossarcomas bem diferenciados: contém adipócitos com células fusiformes atípicas esparsas 2. Lipossarcoma mixoide: contem matriz estracelularabundante e basofilica, capilares arborizantes e células primitivas em vários estágios 3. Lipossarcoma pleomoficos: composto por lençóis de células anaplasicas com núcleos bizarros e quantidade variáveis de adipócitos imaturos ( lipoblastos) TUMORES FIBROSOS FASCIITE NODULAR • é uma proliferação autolimitada de fibroblastos e miofibroblastos que normalmente ocorre em adultos jovens nas extremidades superiores • as células variam de tamanho, forma( fusiformes e estreladas) apresentam nucléolos conspícius e abundantes figuras mitóticas • neutrófilos são algo incomum de se aparecer • surgem na derme profunda, no subcutâneo ou no músculo. • macroscopicamente: as neoplasias são tipicamente grandes e nodulares, com margens mal definidas. • Microscopicamente: as lesões são celulares e altamente mitóticas, com fibroblastos gordurosos, reativos, imaturos e miofibroblastos dispostos aleatoriamente ou em fascículos que se cruzam FIBROMATOSES FIBROMATOSE SUPERFICIAL • é uma proliferação de fibroblastos infiltrativa que pode causar deformidade local, mas tem um curso clínico inócuo. Todas as formas de fibromatose superficial afetam mais homens do que mulheres. Elas são caracterizadas por fascículos largos e longos, nodulares ou mal definidos de fibroblastos, rodeados por abundante colágeno denso • A fibromatose palmar (contratura de Dupuytren) apresenta espessamento irregular da fáscia palmar; • O anexo à pele subjacente leva ao encolhimento da pele, e os pacientes desenvolvem uma contractura de flexão lentamente progressiva dos dedos quarto e quinto. • A fibromatose da planta é o mesmo processo que ocorre no pé; No entanto, as contraturas são incomuns. • A fibromatose do pénis (doença de Peyronie) geralmente ocorre no pênis dorsolateral, levando a uma curvatura anormal e / ou a uma constrição uretral. FIBROMATOSE PROFUNDA • Fibromatoses profundas são massas grandes, infiltrativas, que frequentemente recorrem, mas não metastatizam • Ocorre com mais frequencia na adolescência • macroscopicamente: Os tumores são de 1 a 15 cm, cinza- branco, massa mal demarcada borrachosa. • Microscopicamente: as lesões são constituídas por fibroblastos dispostos em grandes fascículos curvos em meio ao colágeno denso que se infiltram nos tecidos vizinhos TUMORES DO MUSC ESQUELÉTICO RABDOMIOSSARCOMA • é um tumor mesenquimal maligno com diferenciação para músculo esquelético • Rabdomiossarcomas embrionários → massas macias, cinza, infiltrativas; A variante botrióide se assemelha a um conjunto de uvas. As células tumorais formam folhas de células redondas e espelhadas em um estroma de mixóide. • Os rabdomiossarcomas alveolares exibem uma rede de septos fibrosos que dividem as células tumorais em grupos ou agregados que se assemelham a alvéolos; as células tumorais são de tamanho moderado, mas podem ter pouco citoplasma. • Os rabdomiossarcomas pleomórficos se assemelham a outros sarcomas pleomórficos. Rabdomiossarcoma embrionário: • O mais comum (60%); geralmente ocorre em crianças menores de 10 anos e envolve a cavidade nasal, órbita, orelha média, próstata e região parateticular. • Os tumores geralmente apresentam anomalia do cromossomo 11p15, levando a uma superexpressão do gene IGFII impresso. • O subtipo de botrioides desenvolve-se nas paredes de estruturas oco e mucosas (por exemplo, nasofaringe, via biliar comum, bexiga e vagina) e, em geral, tem o melhor prognóstico. Rabdomiossarcoma alveolar • (20%) tende a surgir na adolescência média na musculatura profunda das extremidades. Esse tipo está associado a translocações que fundem PAX3 ou PAX7 para FOXO1A (t [2,13] ou t [1,13] translocações, respectivamente) Rabdomiossarcom pleomórfico: • é raro, ocorrendo nos tecidos moles profundos dos adultos. TUMORES DO MUSCULO LISO LEIOMIOMA • O leiomioma, um tumor benigno do músculo • Mais comum entre mulheres • As lesões geralmente são de a 2 cm e são compostos por fascículos de células fusiformes densamente eosinófilas, que tendem a se cruzarem em ângulos retos. • As células tumorais apresentam um núcleo alongado e de extremidades arredondadas, com mínima atipia e poucas figuras de mitose LEIOMIOSARCOMA • Ocorrem em adultos e acometem mais mulheres • Desenvolve nas extremidade e no retroperitoneo • São massas firmes e indoleres • Quando retroperitoneal pode causar sintomas andominais • Microscopicamente: as lesões consistem em células do fusiformes eosinofílicas em fascículos de entrelaçamento; Os feixes de filamentos musculares podem ser demonstrados de forma ultra-estrutural e por imunohistoquímica. TUMORES DE ORIGEM INCERTA SARCOMA SINOVIAL • Maioria ocorre entre as idades de 20 e 50, e a maioria surge nos tecidos moles profundos da extremidade inferior (joelho e coxa). • Sarcomas sinoviais são morfologicamente mono ou bifásicos. O sarcoma sinovial monofásico é constituído por células fusiformes uniformes com citoplasma escasso e cromatina densa crescendo em fascículos curtos e amontoados • O tipo bifásico contém, além do componente de células fusiformes descrito, estruturas semelhantes a gla ̂ndulas compostas de células epitelioides cuboides a colunares SARCOMA PLEOMORFICO INDIFERENCIADO • Sarcoma pleomórfico indiferenciado (SPI) inclui tumores mesenquimais malignos com células pleomórficas de alto grau, que não podem ser classificados em outra categoria com uma combinação de histomorfologia, imunofenotipagem, ultraestrutura ou genética molecular • geralmente grandes massas carnosas, branco‐ acinzentadas, e podem crescer bastante (10 a 20 cm), dependendo do compartimento anato ̂mico. • Necrose e hemorragia são comuns. OSSO • A matriz óssea é composta por um componente orgânico conhecido como osteóide e um componente mineral • O osteoide é composto por colágeno tipo I com menores quantidades de glicosaminoglicanos e outras proteínas • No adulto, normal e saudável, a matriz óssea é chamada de lamelar. Essa é a forma mais organizada. • Na vida intrauterina, essa matriz é desorganizada, chamada de reticular. (Se aparecer no adulto, é uma condição patológica)CELULAS QUE COMPOEM O OSSO osteoblastos • osteoblastos, localizados na superfície da matriz, sintetizam, transportam e compõem a matriz e regulam a sua mineralizac ̧ão • eles podem ser estimulados por hormônio paratireoideo, estrógeno • quando eles amadurecem eles saem para o interior da matriz óssea e viram osteoclastos Osteócitos • são interligados por uma intrincada rede de processos citoplasmáticos dendríticos através de túneis conhecidos como canalículos. Os osteócitos ajudam a controlar os níveis de cálcio e fosfato no microambiente, e a detectar forças mecânicas e traduzi‐las em atividade biológica, um processo chamado mecanotransduc ̧ão. • *Atividade física com impacto aumenta a massa óssea, pois os osteócitos têm mecanorreceptores (percebe o estímulo mecânico no corpo e converte em estímulo químico, para aumentar o depósito de cálcio e fosfato no osso, principais minerais da matriz óssea). Osteoclastos • são macrófagos multinucleados, especializados, derivados de monócitos circulantes que são responsáveis pela reabsorção óssea • Também regula o cálcio no sangue, pois se os níveis estão baixos, ele faz mais absorc ̧ão de matriz e libera mais cálcio no sangue FORMACAO DOS OSSOS Acontece na fase embrionária, por dois processos: Ossificação endocondral – é o osso que se forma dentro da cartilagem. Se forma a partir de um molde cartilaginoso. Começam com a ossificac ̧ão central, formando a medula e o periósteo. Depois inicia a formac ̧ão do centro de ossificac ̧ão secundário, na periferia. Na medida que os dois centros de ossificac ̧ão crescem, fica uma placa cartilaginosa entre eles. Esse é o tipo de ossificac ̧ão que acontece nos ossos longos, e nos permite fazer a divisão entre epífise, metáfise e diáfise. *Essa placa cartilaginosa está presente no osso longo em crescimento. Na medida que se vai crescendo, ela vai reduzindo até desaparecer. Quando desaparece, o osso cessa o crescimento. Por isso dá para se avaliar o grau de crescimento pelos ossos. Ossificação intramembranosa – Se forma no tecido conjuntivo. Primeiramente forma uma área mais central (será a medula), posteriormente um colar ósseo (será o córtex) mais periférico. *Processo de crescimento dos ossos chatos. Ex: ossos do cra ̂nio, quadril, esterno... FATORES QUE INFLUENCIAM CRESCIMENTO • HORMO ̂NIO DE CRESCIMENTO (pico noturno - por isso a criança • deve dormir bem) • HORMO ̂NIO DA TIREOIDE (T3) • OURIC ̧O INDIANO • PROTEÍNA RELACIONADA AO HORMO ̂NIO DA PARATIREOIDE • WnT • SOX9 • RUNX2 • FATORES DE CRESCIMENTO DO FIBROBLASTO • PROTEÍNAS MORFOGENÉTICAS ÓSSEAS DISTURBIOS DO DESENV DO OSSO E DA CARTILAGEM DISOSTOSE • Anomalias de desenvolvimento podem resultar de problemas localizados na migrac ̧ão e condensação do mese ̂nquima (disostose) • Falta de falanges • 6 dedos DISPLASIA • desorganização global de osso e/ou da cartilagem (displasia) • (proliferação excessiva de tecido conjuntivo fibroso, que afeta o desenvolvimento dos ossos e cartilagem). Exemplos: acondroplasia, raquitismo, osteoge ̂nese imperfeita "ossos de vidro”, osteopetrose “ossos de mármore” osteócito Cananiculas que se comunicam • *Nanismo é um termo genérico e pode ser causado por esses fatores acima, mas principalmente, por acondroplasia. DEFEITOS NOS HORMO ̂NIOS E PROTEÍNAS DE TRANSDUÇÃO DE SINAL ACONDROPLASIA • displasia esquelética mais comum e uma das causas principais de nanismo. • É uma doenc ̧a autosso ̂mica dominante, resultando em crescimento da cartilagem retardado. • Os indivíduos afetados te ̂m extremidades proximais encurtadas, um tronco de comprimento relativamente normal, e uma cabeça aumentada, com abaulamento da testa e depressão marcante da base do nariz. • causada pela formação anormal da placa epifisial de ossos longos; • é um defeito no gene que codifica o FGF-3, ele inibe a proliferação de células na cartilagem se não tem esse inibidor, nunca para de proliferar a cartilagem e não calcifica-ossifica corretamente, então o osso não cresce como deveria DEFEITOS NAS PROTEÍNAS ESTRUTURAIS EXTRACELULARES OSTEOGÊNESE IMPERFEITA ( OSSOS DE VIDRO) • distúrbio fenotipicamente diverso causado por deficie ̂ncias na síntese de colágeno tipo I. • Trata‐se do distúrbio herdado mais comum do tecido conjuntivo. • A OI afeta principalmente os ossos, mas também atinge outros tecidos ricos em colágeno tipo I (articulac ̧ões, olhos, ouvidos, pele e dentes). • esclera azulada, pois existe defeito no colágeno • os defeitos na síntese do colágeno tipo l causam rarefação óssea e tornam os ossos fracos e frágeis; • formas mais leves podem apresentar crescimento atrofiado e aumento da fragilidade dos ossos, predispondo as pessoas afetadas à fraturas, mesmo diante de lesões mínimas TIPO I: alterações mais sutis TIPO II: mais grave, múltiplas fraturas ainda no útero e geralmente fatais; TIPO III: múltiplas deformidades; TIPO IV: o mais comum é a atrofia de membros. DEFEITOS EM VIAS METABÓLICAS (ENZIMAS, CANAIS IO ̂NICOS E TRANSPORTADORES) OSTEOPETROSE (OSSOS DE MARMORE) • Esse grupo de doenças genéticas raras • caracterizado por uma redução na capacidade de reabsorção dos ossos e pelo espessamento anormal e simétrico do esqueleto. Isso acontece porque os osteoclastos, que são as células responsáveis por quebrar e remover o osso velho, não se formam ou não funcionam corretamente • O termo osteopetrose reflete a qualidade pétrea dos ossos. No entanto, os ossos são anormalmente quebradiços e fraturam facilmente, como um pedac ̧o de giz. • Osso brilha no RX • Os ossos nao desenvolvem o canal medular adequadamente. Além disso, as extremidades dos ossos longos ficam alargadas e deformadas, parecendo um balão de Erlenmeyer. • Os forames neurais, que são as aberturas por onde passam os nervos, ficam menores, comprimindo os nervos. O osso esponjoso, que normalmente seria removido durante o crescimento, permanece e ocupa a cavidade medular, bloqueando a medula óssea hematopoiética, o que impede a formação correta das trabéculas (estruturas ósseas). Como o osso não é remodelado, ele apresenta uma estrutura desorganizada. OSTEOPENIA X OSTEOPOROSE OSTEOPENIA • O termo osteopenia refere‐se à diminuic ̧ão da massa óssea • Osteopenia é entre 1 e 2,5 de desvio de padrão abaixo da média OSTEOPOROSE • a osteoporose é definida como a osteopenia que é grave o suficiente para aumentar significativamente o risco de fratura • osteoporose é considerada massa óssea de pelo menos 2,5 • As formas mais comuns de osteoporose são os tipos senil e pós‐menopausa • • Padrão ouro é densitometria óssea • Não pode ser dosado por exames de sangue, por isso existe muito • subdiagnóstico, pela falta de acesso ao exame de desintometria. • Prevenção é o melhor: acumular massa óssea até os 30 anos (melhor com atividades de impacto) e seguir uma dieta rica em cálcio e fósforo. RAQUITISMO E OSTEOMELACIA • manifestações de deficie ̂ncia de vitamina D ou de seu metabolismo anormal • é uma deficiência de mineralização e um acúmulo resultante de matriz não mineralizada. • Isso se contrasta com a osteoporose, em que o conteúdo mineral do osso é normal e a massa óssea total é diminuída. • O raquitismo refere‐se ao distúrbio em crianças, no qual há interferência com a deposic ̧ão de osso nas placas de crescimento. • A osteomalacia é a contrapartida de adultos, em que o osso formado durante o remodelamento é submineralizado, resultando em predisposic ̧ão a fraturas HIPERPARATIREOIDISMO O hormônio da paratireoide(PTH) tem um papel fundamental na regulação do cálcio no corpo, com os seguintes efeitos: 1. Ativação dos osteoclastos: aumenta a reabsorção óssea, liberando cálcio no sangue. O PTH faz isso ao aumentar a expressão de RANKL nos osteoblastos, o que indiretamente ativa os osteoclastos. 2. Aumento da reabsorção de cálcio nos rins: diminui a quantidade de cálcio que é excretada na urina. 3. Aumento da excreção de fosfato pela urina. 4. Estimulação da produção de vitamina D ativa (1,25(OH)2-D) nos rins, que aumenta a absorção de cálcio no intestino e promove a mobilização do cálcio do osso. O efeito geral dessas ações é elevar os níveis de cálcio no sangue. Quando os níveis de cálcio estão normais, a produção de PTH é inibida. No entanto, se o PTH for produzido em excesso, isso pode ocorrer devido a hiperparatireoidismo primário (secreção autônoma pela paratireoide) ou secundário (geralmente devido a doenças renais). No hiperparatireoidismo, há aumento da atividade dos osteoclastos, o que afeta os ossos de todo o corpo. Em casos de doença renal crônica, a deficiência na produção de vitamina D ativa prejudica a absorção de cálcio no intestino, o que contribui para problemas ósseos. • Paratormônio é responsável por tirar cálcio do osso e colocar no sangue • Doenças geradas pelo hiperparatireoidismo: • A osteoporose é generalizada, mas é mais grave nas falanges, vértebras e fêmur proximal. • Osteíte fibrosa: tecido fibroso que substitui as trabéculas ósseas em vários ossos ou em todo o esqueleto. • Tumor marrom de hiperparatireoidismo: a perda óssea predispõe a microfraturas e hemorragias secundárias que provocam um influxo de macrófagos e um crescimento de tecido fibroso reparador, criando uma massa de tecido reativo, conhecido como tumor marrom. FRATURAS Uma fratura é definida como a perda da integridade óssea devido à injúria mecânica e/ou redução da resiste ̂ncia óssea. • Simples: a pele sobrejacente está intacta. • Exposta: o osso se comunica com a superfície da pele. • Cominutiva: o osso está fragmentado. • Deslocada: as extremidades do osso no local da fratura não estão alinhadas. • Estresse: uma fratura de desenvolvimento lento, que segue um período de aumento da atividade física na qual o osso é submetido a cargas repetitivas. • “Galho verde”: estende‐se apenas parcialmente através do osso, comum em crianças quando os ossos são flexíveis. • Patológica: envolvendo o osso enfraquecido por uma doença subjacente, como um tumor. Osteonecrose • Infarto do osso e da medula é um evento relativamente comum, que pode ocorrer na cavidade medular ou envolver tanto o córtex como a medula. • Os infartos são geográficos e envolvem o osso tubecular e a medula • Os sintomas dependem da localização e extensão do infarto Osteomielite • inflamac ̧ão do osso e da medula, virtualmente sempre secundária à infecção • Todos os tipos de organismos, incluindo vírus, parasitas, fungos e bactérias, podem causar osteomielite, mas infecções causadas por certas bactérias pioge ̂nicas e micobactérias são as mais comuns. PROVA • Osteosarcoma • tumor maligno no qual as células tumorais produzem matriz osteoide ou osso mineralizado. • Comum em pessoas com menos de 20 anos • apresentam como massas dolorosas e de crescimento progressivo. Algumas vezes, uma fratura súbita do osso é o sintoma primário. • As radiografias mostram geralmente uma massa grande, destrutiva, mista (lítica e blástica), com margens infiltrativas Sarcoma de ewing • tumor ósseo maligno, caracterizado por células redondas, primitivas, sem diferenciac ̧ão óbvia. • O segundo grupo de câncer comum em crianças • Os meninos são afetados mais que meninas • Ewing geralmente invade o córtex, o periósteo e os tecidos moles. • O tumor é mole, ocre‐esbranquiçado, e frequentemente contém áreas de hemorragia e necrose. • É composto por lençóis de células uniformes pequenas e redondas que são ligeiramente maiores e mais coesas do que os linfócitos • A presença de rosetas de Homer‐Wright (agrupamentos redondos de células em torno de um núcleo fibrilar central) indica um maior grau de diferenciação neuroectodérmica. ARTICULAÇÕES • Permitem movimento, proporcionando estabilidade mecânica. • Classificação: SÓLIDAS (não sinoviais) CAVITADAS (sinoviais) SÓLIDAS • As articulac ̧ões sólidas, também conhecidas como sinartroses fornecem integridade estrutural e permitem somente o movimento mínimo. Elas não têm cavidade articular e são agrupadas de acordo com o tipo de tecido conjuntivo (tecido fibroso ou cartilagem) que une as extremidades dos ossos, possuem fibrocartilagem • Tipos: - Sinartroses fibrosas : incluem as suturas cranianas e as pontes entre as raízes dos dentes e os ossos maxilares. - Sinartroses cartilaginosas (sincondroses) : são representadas pelas sínfises (manubrioesternal e púbica). CAVITADAS • Possuem uma cavidade articular que permite uma ampla variedade de movimentos. • Situada entre as extremidades dos ossos formados pela ossificac ̧ão endocondral, elas são fortalecidas por uma densa cápsula fibrosa e reforc ̧adas pelos ligamentos e músculos. • Possui líquido sinovial : o líquido sinovial é um filtrado de plasma contendo ácido hialuro ̂nico, que atua como um lubrificante viscoso e proporciona nutrição para a cartilagem hialina articular. • Cartilagem hialina(absorve impacto) é um tecido conjuntivo único, idealmente adaptado para atuar como um absorvente elástico de choques e como superfície de resistência contra desgaste. Ela não possui suprimento sanguíneo nem drenagem linfática ou inervac ̧ão; Absorvente elástico de choques; composta por: Água, Colágeno tipo II, Proteoglicanas, Condrócitos. OSTEOARTRITE • Doença insidiosa • degeneração da cartilagem que resulta em falha estrutural e funcional das articulac ̧ões sinoviais. • Mais comum em mulheres Ocorre em duas formas: OA primário: ocorre principalmente nos idosos sem uma causa óbvia OA secundário: afeta lesões por outra doença (por exemplo, mucopolissacaridose, diabetes), malformação congênita (por exemplo, subluxação congênita do quadril) ou trauma • Lesão de condrócitos relacionada a fatores genéticos e bioquímicos • OA precoce → Lesão metabólica de condrócitos • AO tardia → Uso e desgaste da cartilagem articular fibras de colágeno se quebra e sofrem fissuras, eai vemos lesões cartilaginosas (são esses buracos na lamina), as vezes deixa o osso exposto • vemos o joint mouse nos exames de imagem na imagem vemos que com decorrer do tempo o osso vai sendo exposto e fica no processo de eburnação é o caso do 1 • Grandes articulações das extremidades inferiores - joelho e quadril • Juntas vertebrais - articulações cervical e lombar inferiores • Interfalangeanas distal e proximal Primeira articulação carpometacarpiana • Primeiras articulações tarsometatarsal • Dor, embotada e profunda; pode ser agravada pelo movimento • Rigidez das articulações, mais proeminente pela manhã ou depois do descanso • Crepitação, um som suscitado pelas superfícies das juntas opostas; apenas em casos avançados • Inchaço e derrame • Nódulos de Heberden (aparecem com o tempo) que envolvem as articulações dos dedos • Normalmente, apenas uma ou algumas articulações estão envolvidas, exceto na variante generalizada incomum. • O nível de gravidade da doença detectado radiograficamente, não se correlaciona bem com a dor e a deficiência. • A terapia inclui o manejo da dor, modificação da atividade e, para casos graves, artroplastia. ARTRITE REUMATÓIDE • é um distúrbio inflamatório cro ̂nicode origem autoimune, que pode afetar muitos tecidos e órgãos, mas principalmente ataca as articulações, produzindo sinovite inflamatória proliferativa e não supurativa. • Afeta mais mulheres na faixa etária dos 30 • sinóvia da AR contém centros germinativos com folículos secundários e plasmócitos abundantes que produzem anticorpos, alguns dos quais contra autoantígenos • sintomas tem que ser no mínimo por 6 meses • artrite simétrica , que afeta articulações pequenas das mãos e dos pés • sinóvia torna‐se visivelmente edematosa, espessada e hiperplásica, fazendo com que seu contorno liso fique coberto de vilosidades delicadas e bulbosas nesses buracos tem linfócitos e plasmócitos • carcateristicas histológicas 1- proliferação e hiperplasia de células sinoviais; 2- denso infiltrado inflamatório 3- aumento da vascularização devido angiogense 4- exsudata fibrinopurulento na superfície sinovial articular 5- atividadeosteoclastica no osso subjacente, permitindo que a sinovial penetre o osso • pannus: uma massa de sinóvia edematosa, células inflamatórias, tecido de granulação e fibroblastos, que cresce ao longo da cartilagem articular e causa sua erosão. • Com o tempo, após a cartilagem ter sido destruída, o pannus liga os ossos opostos para formar uma anquilose fibrosa, que finalmente ossifica e resulta na fusão dos ossos, chamada de anquilose óssea • Nódulos reumatoides subcutâneos são as lesões mais comuns A foto mostra uma necrose central • articulações envolvidas ficam edemaciadas, quentes e doloridas, e particularmente rígidas após horas seguidas de sono ou após inatividade. • O DX se dá achados radiográficos característicos, líquido sinovial estéril, turvo, com diminuic ̧ão da viscosidade, malformac ̧ão do coágulo de mucina, e neutrófilos portadores de inclusões e a combinac ̧ão do fator reumatoide e do anticorpo anti‐CCP PROVA Artrite reumatoide da mão. Características incluem osteopenia difusa, acentuada perda dos espaços articulares das articulações do carpo, metacarpofalangianas e interfalangianas, erosões ósseas periarticulares, e desvio cubital dos dedos • O tratamento da artrite reumatoide tem o objetivo aliviar a dor e inflamação e retardar ou conter destruição articular Espondilite anquilosante • Provoca a destruição da cartilagem articular e anquilose óssea, especialmente articulaçõessacroiliacas e apofisarias • Pacientes de 20 a 40 anos, principalmente homens • torna sintomática na 2a e 3a décadas de vida • dor lombar e imobilidade da coluna vertebral. • O envolvimento das articulac ̧ões periféricas, como os quadris, joelhos e ombros, ocorre em pelo menos um terço dos pacientes. • Coluna em bambu • • Aproximadamente 90% dos pacientes são positivos para HLA‐B27 • Artrite, conjuntivite e uretrite= síndrome de hater Gota marcada por ataques transitórios de artrite aguda iniciados pela cristalização de urato monossódico dentro e em torno das articulac ̧ões. Pode se dividir em primaria e secundaria: Primaria – gota é o principal manifestação. A causa é desconhecida Secundaria- o acido úrico é aumentado devido causa desconhecida A inflamação na gota é desencadeada pela precipitac ̧ão de cristais de urato monossódico (UMS) nas articulac ̧ões, o que resulta na produção de citocinas que recrutam leucócitos As alterações morfológicas distintas na gota são: (1) artrite aguda, (2) artrite tofácea crônica, (3) tofos em vários locais, e (4) nefropatia gotosa. • a gota é monoarticular A artrite aguda se caracteriza por um denso infiltrado neutrofílico que permeia a sinóvia e o fluido sinovial. artrite tofácea crônica evolui da precipitação repetitiva de cristais de urato durante os ataques agudos tofos são as marcas patognomônicas da gota. Eles são formados por grandes agregados de cristais de urato cercados por uma reação inflamatória intensa, com células gigantes do tipo corpo estranho a nefropatia gotosa se refere a complicações renais causadas por cristais de UMS ou tofos no interstício medular renal ou nos túbulos. PARTES MOLES LIPOMA- BENIGNO LIPOSSARCOMA- MALIGNO FASCIITE NODULAR FIBROMATOSE SUPERFICIAL FIBROMATOSE PROFUNDA RABDOMIOSSARCOMA LEIOMIOMA LEIOMIOSARCOMA SARCOMA SINOVIAL SARCOMA PLEOMORFICO INDIFERENCIADO OSSO CELULAS QUE COMPOEM O OSSO osteoblastos Osteócitos Osteoclastos FORMACAO DOS OSSOS FATORES QUE INFLUENCIAM CRESCIMENTO DISTURBIOS DO DESENV DO OSSO E DA CARTILAGEM DISOSTOSE DISPLASIA DEFEITOS NOS HORMÔNIOS E PROTEÍNAS DE TRANSDUÇÃO DE SINAL ACONDROPLASIA DEFEITOS NAS PROTEÍNAS ESTRUTURAIS EXTRACELULARES OSTEOGÊNESE IMPERFEITA ( OSSOS DE VIDRO) DEFEITOS EM VIAS METABÓLICAS (ENZIMAS, CANAIS IÔNICOS E TRANSPORTADORES) OSTEOPETROSE (OSSOS DE MARMORE) OSTEOPENIA X OSTEOPOROSE OSTEOPENIA OSTEOPOROSE RAQUITISMO E OSTEOMELACIA HIPERPARATIREOIDISMO FRATURAS Osteonecrose Osteomielite Osteosarcoma Sarcoma de ewing ARTICULAÇÕES SÓLIDAS CAVITADAS OSTEOARTRITE ARTRITE REUMATÓIDE Espondilite anquilosante Gota