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HISTO- UC19 Amanda Vieira 
 
PARTES MOLES 
• as partes moles referem‐se ao tecido não epitelial 
excluindo‐se o esqueleto, articulações, sistema 
nervoso central e tecidos hematopoiéticos e linfoide 
• maioria dos tumores de partes moles surgem nas 
extremidades especialmente na coxa 
• A maioria dos sarcomas não tem causa 
predisponente conhecida 
• O diagnóstico preciso, o grau e o estágio (tamanho, 
profundidade e disseminação metastática) 
influenciam o prognóstico 
TUMORES DO TECIDO ADIPOSO 
 
LIPOMA- BENIGNO 
• O lipoma, um tumor benigno da gordura, é o tumor 
de partes moles mais comum da vida adulta. 
• São classificados de acordo com morfologia/ 
características: lipoma convencional, fibrolipoma, 
angiolipoma, lipoma de células fusiformes e 
mielolipoma 
• Os lipomas são moles e indolores e são moveis e se 
cura geralmente quando são retirados 
• Morfologia: Os lipomas são tumores bem 
encapsulados (de tamanho variável) de adipócitos 
maduros. Raramente, eles podem ser grandes, 
intramusculares e pouco circunscritos. 
 
LIPOSSARCOMA- MALIGNO 
• Lipossarcoma é o mais comum da vida adulta, sendo 
comum em pessoas de 50-60 anos 
• Os lipossarcomas recorrem a pele de forma repetida 
a menos que sejam excisados 
• Eles são divididos em três tipos: 
1. Lipossarcomas bem 
diferenciados: contém 
adipócitos com células 
fusiformes atípicas esparsas 
 
2. Lipossarcoma mixoide: contem matriz 
estracelularabundante e 
basofilica, capilares 
arborizantes e células 
primitivas em vários 
estágios 
 
3. Lipossarcoma pleomoficos: composto por lençóis de 
células anaplasicas com núcleos bizarros e quantidade 
variáveis de adipócitos 
imaturos ( lipoblastos) 
 
 
TUMORES FIBROSOS 
 
FASCIITE NODULAR 
• é uma proliferação autolimitada de fibroblastos e 
miofibroblastos que normalmente ocorre em adultos 
jovens nas extremidades superiores 
• as células variam de tamanho, forma( fusiformes e 
estreladas) apresentam nucléolos conspícius e 
abundantes figuras mitóticas 
• neutrófilos são algo incomum de se aparecer 
• surgem na derme profunda, no subcutâneo ou no 
músculo. 
• macroscopicamente: 
as neoplasias são 
tipicamente grandes e 
nodulares, com 
margens mal definidas. 
• Microscopicamente: 
as lesões são celulares 
e altamente mitóticas, 
com fibroblastos gordurosos, reativos, imaturos e 
miofibroblastos dispostos aleatoriamente ou em fascículos 
que se cruzam 
 FIBROMATOSES 
 
 FIBROMATOSE SUPERFICIAL 
• é uma proliferação de fibroblastos infiltrativa que 
pode causar deformidade local, mas tem um curso 
clínico inócuo. Todas as formas de fibromatose 
superficial afetam mais homens do que mulheres. Elas 
são caracterizadas por fascículos largos e longos, 
nodulares ou mal definidos de fibroblastos, rodeados 
por abundante colágeno denso 
• A fibromatose palmar (contratura de Dupuytren) 
apresenta espessamento irregular da fáscia palmar; 
• O anexo à pele subjacente leva ao encolhimento da 
pele, e os pacientes desenvolvem uma contractura 
de flexão lentamente progressiva dos dedos quarto e 
quinto. 
• A fibromatose da planta é o mesmo processo que 
ocorre no pé; No entanto, as contraturas são 
incomuns. 
• A fibromatose do pénis (doença de Peyronie) 
geralmente ocorre no pênis dorsolateral, levando a 
uma curvatura anormal e / ou a uma constrição 
uretral. 
 
 
 
 
FIBROMATOSE PROFUNDA 
• Fibromatoses profundas são massas grandes, infiltrativas, 
que frequentemente recorrem, mas não metastatizam 
• Ocorre com mais frequencia na adolescência 
• macroscopicamente: Os tumores são de 1 a 15 cm, cinza-
branco, massa mal demarcada borrachosa. 
• Microscopicamente: as lesões são constituídas por 
fibroblastos dispostos em grandes fascículos curvos em 
meio ao colágeno denso que se infiltram nos tecidos 
vizinhos 
 
TUMORES DO MUSC ESQUELÉTICO 
 
RABDOMIOSSARCOMA 
• é um tumor mesenquimal maligno com diferenciação 
para músculo esquelético 
• Rabdomiossarcomas embrionários → massas macias, 
cinza, infiltrativas; A variante botrióide se assemelha a um 
conjunto de uvas. As células tumorais formam folhas de 
células redondas e espelhadas em um estroma de 
mixóide. 
• Os rabdomiossarcomas alveolares exibem uma rede de 
septos fibrosos que dividem as células tumorais em grupos 
ou agregados que se assemelham a alvéolos; as células 
tumorais são de tamanho moderado, mas podem ter 
pouco citoplasma. 
• Os rabdomiossarcomas pleomórficos se assemelham a 
outros sarcomas pleomórficos. 
Rabdomiossarcoma embrionário: 
• O mais comum (60%); geralmente ocorre em crianças 
menores de 10 anos e envolve a cavidade nasal, órbita, 
orelha média, próstata e região parateticular. 
• Os tumores geralmente apresentam anomalia do 
cromossomo 11p15, levando a uma superexpressão do 
gene IGFII impresso. 
• O subtipo de botrioides desenvolve-se nas paredes de 
estruturas oco e mucosas (por exemplo, nasofaringe, via 
biliar comum, bexiga e vagina) e, em geral, tem o melhor 
prognóstico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Rabdomiossarcoma alveolar 
 
• (20%) tende a surgir na adolescência média na 
musculatura profunda das extremidades. Esse tipo está 
associado a translocações que fundem PAX3 ou PAX7 
para FOXO1A (t [2,13] ou t [1,13] translocações, 
respectivamente) 
 
 
 
 
 
Rabdomiossarcom pleomórfico: 
• é raro, ocorrendo nos tecidos moles profundos dos adultos. 
 
TUMORES DO MUSCULO LISO 
 
LEIOMIOMA 
• O leiomioma, um tumor 
benigno do músculo 
• Mais comum entre mulheres 
• As lesões geralmente são de 
a 2 cm e são compostos por 
fascículos de células 
fusiformes densamente 
eosinófilas, que tendem a se 
cruzarem em ângulos retos. 
• As células tumorais 
apresentam um núcleo 
alongado e de extremidades arredondadas, com mínima 
atipia e poucas figuras de mitose 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LEIOMIOSARCOMA 
• Ocorrem em adultos e acometem mais mulheres 
• Desenvolve nas extremidade e no retroperitoneo 
• São massas firmes e indoleres 
• Quando retroperitoneal pode causar sintomas andominais 
• Microscopicamente: as lesões consistem em células do 
fusiformes eosinofílicas em fascículos de entrelaçamento; 
Os feixes de filamentos musculares podem ser 
demonstrados de forma ultra-estrutural e por 
imunohistoquímica. 
 
 
TUMORES DE ORIGEM INCERTA 
 
SARCOMA SINOVIAL 
• Maioria ocorre entre as idades de 20 e 50, e a maioria 
surge nos tecidos moles profundos da extremidade inferior 
(joelho e coxa). 
• Sarcomas sinoviais são morfologicamente mono ou 
bifásicos. O sarcoma sinovial monofásico é constituído por 
células fusiformes uniformes com citoplasma escasso e 
cromatina densa crescendo em fascículos curtos e 
amontoados 
• O tipo bifásico contém, além do componente de células 
fusiformes descrito, estruturas semelhantes a gla ̂ndulas 
compostas de células epitelioides cuboides a colunares 
 
 
SARCOMA PLEOMORFICO INDIFERENCIADO 
• Sarcoma pleomórfico 
indiferenciado (SPI) 
inclui tumores 
mesenquimais 
malignos com células 
pleomórficas de alto 
grau, que não 
podem ser 
classificados em 
outra categoria com 
uma combinação de histomorfologia, 
imunofenotipagem, ultraestrutura ou genética 
molecular 
• geralmente grandes massas carnosas, branco‐
acinzentadas, e podem crescer bastante (10 a 20 
cm), dependendo do compartimento anato ̂mico. 
• Necrose e hemorragia são comuns. 
OSSO 
• A matriz óssea é composta por um componente 
orgânico conhecido como osteóide e um 
componente mineral 
• O osteoide é composto por colágeno tipo I com 
menores quantidades de glicosaminoglicanos e 
outras proteínas 
• No adulto, normal e saudável, a matriz óssea é chamada 
de lamelar. Essa é a forma mais organizada. 
• Na vida intrauterina, essa matriz é desorganizada, 
chamada de reticular. (Se aparecer no adulto, é uma 
condição patológica)CELULAS QUE COMPOEM O OSSO 
 
osteoblastos 
• osteoblastos, localizados na superfície da matriz, 
sintetizam, transportam e compõem a matriz e regulam a 
sua mineralizac ̧ão 
• eles podem ser estimulados por hormônio paratireoideo, 
estrógeno 
• quando eles amadurecem eles saem para o interior da 
matriz óssea e viram osteoclastos 
 
 
Osteócitos 
 
• são interligados por uma intrincada rede de processos 
citoplasmáticos dendríticos através de túneis conhecidos 
como canalículos. Os osteócitos ajudam a controlar os 
níveis de cálcio e fosfato no microambiente, e a detectar 
forças mecânicas e traduzi‐las em atividade biológica, um 
processo chamado mecanotransduc ̧ão. 
• *Atividade física com impacto aumenta a massa óssea, 
pois os osteócitos têm mecanorreceptores (percebe o 
estímulo mecânico no corpo e converte em estímulo 
químico, para aumentar o depósito de cálcio e fosfato no 
osso, principais minerais da matriz óssea). 
 
 
 
 
 
Osteoclastos 
 
• são macrófagos multinucleados, especializados, 
derivados de monócitos circulantes que são responsáveis 
pela reabsorção óssea 
• Também regula o cálcio no sangue, pois se os níveis estão 
baixos, ele faz mais absorc ̧ão de matriz e libera mais cálcio 
no sangue 
 
 
FORMACAO DOS OSSOS 
 
Acontece na fase embrionária, por dois processos: 
 Ossificação endocondral – é o osso que se forma dentro da 
cartilagem. Se forma a partir de um molde cartilaginoso. 
Começam com a ossificac ̧ão central, formando a medula e o 
periósteo. Depois inicia a formac ̧ão do centro de ossificac ̧ão 
secundário, na periferia. Na medida que os dois centros de 
ossificac ̧ão crescem, fica uma placa cartilaginosa entre eles. 
Esse é o tipo de ossificac ̧ão que acontece nos ossos longos, e 
nos permite fazer a divisão entre epífise, metáfise e diáfise. 
*Essa placa cartilaginosa está presente no osso longo em 
crescimento. Na medida que se vai crescendo, ela vai 
reduzindo até desaparecer. Quando desaparece, o osso cessa 
o crescimento. Por isso dá para se avaliar o grau de 
crescimento pelos ossos. 
 
 
 
Ossificação intramembranosa – Se forma no tecido conjuntivo. 
Primeiramente forma uma área mais central (será a medula), 
posteriormente um colar ósseo (será o córtex) mais periférico. 
*Processo de crescimento dos ossos chatos. Ex: ossos do cra ̂nio, 
quadril, esterno... 
 
FATORES QUE INFLUENCIAM CRESCIMENTO 
• HORMO ̂NIO DE CRESCIMENTO (pico noturno - por isso a 
criança 
• deve dormir bem) 
• HORMO ̂NIO DA TIREOIDE (T3) 
• OURIC ̧O INDIANO 
• PROTEÍNA RELACIONADA AO HORMO ̂NIO DA 
PARATIREOIDE 
• WnT 
• SOX9 
• RUNX2 
• FATORES DE CRESCIMENTO DO FIBROBLASTO 
• PROTEÍNAS MORFOGENÉTICAS ÓSSEAS 
 
DISTURBIOS DO DESENV DO OSSO E DA CARTILAGEM 
DISOSTOSE 
• Anomalias de desenvolvimento podem resultar de 
problemas localizados na migrac ̧ão e condensação do 
mese ̂nquima (disostose) 
• Falta de falanges 
• 6 dedos 
DISPLASIA 
• desorganização global de osso e/ou da cartilagem 
(displasia) 
• (proliferação excessiva de tecido conjuntivo fibroso, que 
afeta o desenvolvimento dos ossos e cartilagem). 
Exemplos: acondroplasia, raquitismo, osteoge ̂nese 
imperfeita "ossos de vidro”, osteopetrose “ossos de 
mármore” 
osteócito 
Cananiculas que se 
comunicam 
• *Nanismo é um termo genérico e pode ser causado por 
esses fatores acima, mas principalmente, por 
acondroplasia. 
 
DEFEITOS NOS HORMO ̂NIOS E PROTEÍNAS DE TRANSDUÇÃO DE 
SINAL 
 
ACONDROPLASIA 
• displasia esquelética mais comum e uma das causas 
principais de nanismo. 
• É uma doenc ̧a autosso ̂mica dominante, resultando em 
crescimento da cartilagem retardado. 
• Os indivíduos afetados te ̂m extremidades proximais 
encurtadas, um tronco de comprimento relativamente 
normal, e uma cabeça aumentada, com abaulamento 
da testa e depressão marcante da base do nariz. 
• causada pela formação anormal da placa epifisial de 
ossos longos; 
• é um defeito no gene que codifica o FGF-3, ele inibe a 
proliferação de células na cartilagem se não tem esse 
inibidor, nunca para de proliferar a cartilagem e não 
calcifica-ossifica corretamente, então o osso não cresce 
como deveria 
 
DEFEITOS NAS PROTEÍNAS ESTRUTURAIS EXTRACELULARES 
 
OSTEOGÊNESE IMPERFEITA ( OSSOS DE VIDRO) 
 
• distúrbio fenotipicamente 
diverso causado por 
deficie ̂ncias na síntese de 
colágeno tipo I. 
• Trata‐se do distúrbio herdado 
mais comum do tecido 
conjuntivo. 
• A OI afeta principalmente os 
ossos, mas também atinge 
outros tecidos ricos em 
colágeno tipo I (articulac ̧ões, 
olhos, ouvidos, pele e dentes). 
• esclera azulada, pois existe 
defeito no colágeno 
• os defeitos na síntese do 
colágeno tipo l causam 
rarefação óssea e tornam os 
ossos fracos e frágeis; 
• formas mais leves podem apresentar crescimento 
atrofiado e aumento da fragilidade dos ossos, 
predispondo as pessoas afetadas à fraturas, mesmo 
diante de lesões mínimas 
 
 TIPO I: alterações mais sutis 
 TIPO II: mais grave, múltiplas fraturas ainda no útero 
e geralmente fatais; 
 TIPO III: múltiplas deformidades; 
 TIPO IV: o mais comum é a atrofia de membros. 
 
DEFEITOS EM VIAS METABÓLICAS (ENZIMAS, CANAIS IO ̂NICOS E 
TRANSPORTADORES) 
 
OSTEOPETROSE (OSSOS DE MARMORE) 
• Esse grupo de doenças genéticas raras 
• caracterizado por uma redução na capacidade de 
reabsorção dos ossos e pelo espessamento anormal e 
simétrico do esqueleto. Isso acontece porque os 
osteoclastos, que são as células responsáveis por quebrar 
e remover o osso velho, não se formam ou não funcionam 
corretamente 
• O termo osteopetrose reflete a qualidade pétrea dos 
ossos. No entanto, os ossos são anormalmente 
quebradiços e fraturam facilmente, como um pedac ̧o de 
giz. 
• Osso brilha no RX 
 
• Os ossos nao desenvolvem o canal medular 
adequadamente. Além disso, as extremidades dos ossos 
longos ficam alargadas e deformadas, parecendo um 
balão de Erlenmeyer. 
• Os forames neurais, que são as aberturas por onde passam 
os nervos, ficam menores, comprimindo os nervos. O osso 
esponjoso, que normalmente seria removido durante o 
crescimento, permanece e ocupa a cavidade medular, 
bloqueando a medula óssea hematopoiética, o que 
impede a formação correta das trabéculas (estruturas 
ósseas). Como o osso não é remodelado, ele apresenta 
uma estrutura desorganizada. 
 
OSTEOPENIA X OSTEOPOROSE 
 
OSTEOPENIA 
• O termo osteopenia refere‐se à diminuic ̧ão da massa 
óssea 
• Osteopenia é entre 1 e 2,5 de desvio de padrão 
abaixo da média 
OSTEOPOROSE 
• a osteoporose é definida como a osteopenia que é 
grave o suficiente para aumentar significativamente 
o risco de fratura 
• osteoporose é considerada massa óssea de pelo 
menos 2,5 
• As formas mais comuns de osteoporose são os tipos 
senil e pós‐menopausa 
• 
 
• Padrão ouro é densitometria óssea 
• Não pode ser dosado por exames de sangue, por isso 
existe muito 
• subdiagnóstico, pela falta de acesso ao exame de 
desintometria. 
• Prevenção é o melhor: acumular massa óssea até os 
30 anos (melhor com atividades de impacto) e seguir 
uma dieta rica em cálcio e fósforo. 
 
 
 
RAQUITISMO E OSTEOMELACIA 
• manifestações de deficie ̂ncia de vitamina D ou de seu 
metabolismo anormal 
• é uma deficiência de mineralização e um acúmulo 
resultante de matriz não mineralizada. 
• Isso se contrasta com a osteoporose, em que o conteúdo 
mineral do osso é normal e a massa óssea total é 
diminuída. 
• O raquitismo refere‐se ao distúrbio em crianças, no qual há 
interferência com a deposic ̧ão de osso nas placas de 
crescimento. 
• A osteomalacia é a contrapartida de adultos, em que o 
osso formado durante o remodelamento é 
submineralizado, resultando em predisposic ̧ão a fraturas 
 
HIPERPARATIREOIDISMO 
 
O hormônio da paratireoide(PTH) tem um papel fundamental 
na regulação do cálcio no corpo, com os seguintes efeitos: 
1. Ativação dos osteoclastos: aumenta a reabsorção 
óssea, liberando cálcio no sangue. O PTH faz isso ao 
aumentar a expressão de RANKL nos osteoblastos, o 
que indiretamente ativa os osteoclastos. 
2. Aumento da reabsorção de cálcio nos rins: diminui a 
quantidade de cálcio que é excretada na urina. 
3. Aumento da excreção de fosfato pela urina. 
4. Estimulação da produção de vitamina D ativa 
(1,25(OH)2-D) nos rins, que aumenta a absorção de 
cálcio no intestino e promove a mobilização do 
cálcio do osso. 
O efeito geral dessas ações é elevar os níveis de cálcio no 
sangue. Quando os níveis de cálcio estão normais, a produção 
de PTH é inibida. No entanto, se o PTH for produzido em 
excesso, isso pode ocorrer devido a hiperparatireoidismo 
primário (secreção autônoma pela paratireoide) ou 
secundário (geralmente devido a doenças renais). 
No hiperparatireoidismo, há aumento da atividade dos 
osteoclastos, o que afeta os ossos de todo o corpo. Em casos 
de doença renal crônica, a deficiência na produção de 
vitamina D ativa prejudica a absorção de cálcio no intestino, o 
que contribui para problemas ósseos. 
• Paratormônio é responsável por tirar cálcio do osso e 
colocar no sangue 
 
 
• Doenças geradas pelo hiperparatireoidismo: 
• A osteoporose é generalizada, mas é mais grave nas 
falanges, vértebras e fêmur proximal. 
• Osteíte fibrosa: tecido fibroso que substitui as trabéculas 
ósseas em vários ossos ou em todo o esqueleto. 
• Tumor marrom de hiperparatireoidismo: a perda óssea 
predispõe a microfraturas e hemorragias secundárias que 
provocam um influxo de macrófagos e um crescimento de 
tecido fibroso reparador, criando uma massa de tecido 
reativo, conhecido como tumor marrom. 
 
FRATURAS 
 
Uma fratura é definida como a perda da integridade óssea 
devido à injúria mecânica e/ou redução da resiste ̂ncia óssea. 
 
• Simples: a pele sobrejacente está intacta. 
• Exposta: o osso se comunica com a superfície da pele. 
• Cominutiva: o osso está fragmentado. 
• Deslocada: as extremidades do osso no local da fratura 
não estão alinhadas. 
• Estresse: uma fratura de desenvolvimento lento, que segue 
um período de aumento da atividade física na qual o osso 
é submetido a cargas repetitivas. 
• “Galho verde”: estende‐se apenas parcialmente através 
do osso, comum em crianças quando os ossos são flexíveis. 
• Patológica: envolvendo o osso enfraquecido por uma 
doença subjacente, como um tumor. 
 
Osteonecrose 
 
• Infarto do osso e da medula é um evento relativamente 
comum, que pode ocorrer na cavidade medular ou 
envolver tanto o córtex como a medula. 
• Os infartos são geográficos e envolvem o osso tubecular e 
a medula 
• Os sintomas dependem da localização e extensão do 
infarto 
 
Osteomielite 
• inflamac ̧ão do osso e da medula, virtualmente sempre 
secundária à infecção 
• Todos os tipos de organismos, incluindo vírus, parasitas, 
fungos e bactérias, podem causar osteomielite, mas 
infecções causadas por certas bactérias pioge ̂nicas e 
micobactérias são as mais comuns. 
 
PROVA 
 
• 
Osteosarcoma 
 
• tumor maligno no qual as células tumorais produzem 
matriz osteoide ou osso mineralizado. 
• Comum em pessoas com menos de 20 anos 
• apresentam como massas dolorosas e de 
crescimento progressivo. Algumas vezes, uma fratura 
súbita do osso é o sintoma primário. 
• As radiografias mostram geralmente uma massa 
grande, destrutiva, mista (lítica e blástica), com 
margens infiltrativas 
 
 
 
Sarcoma de ewing 
 
• tumor ósseo maligno, caracterizado por células redondas, 
primitivas, sem diferenciac ̧ão óbvia. 
• O segundo grupo de câncer comum em crianças 
• Os meninos são afetados mais que meninas 
• Ewing geralmente invade o córtex, o periósteo e os tecidos 
moles. 
• O tumor é mole, ocre‐esbranquiçado, e frequentemente 
contém áreas de hemorragia e necrose. 
• É composto por lençóis de células uniformes pequenas e 
redondas que são ligeiramente maiores e mais coesas do 
que os linfócitos 
• A presença de rosetas de Homer‐Wright (agrupamentos 
redondos de células em torno de um núcleo fibrilar 
central) indica um maior grau de diferenciação 
neuroectodérmica. 
 
 
ARTICULAÇÕES 
 
• Permitem movimento, proporcionando estabilidade 
mecânica. 
• Classificação: SÓLIDAS (não sinoviais) 
 CAVITADAS (sinoviais) 
SÓLIDAS 
• As articulac ̧ões sólidas, também conhecidas como 
sinartroses fornecem integridade estrutural e permitem 
somente o movimento mínimo. Elas não têm cavidade 
articular e são agrupadas de acordo com o tipo de tecido 
conjuntivo (tecido fibroso ou cartilagem) que une as 
extremidades dos ossos, possuem fibrocartilagem 
 
• Tipos: 
- Sinartroses fibrosas : incluem as suturas cranianas e as pontes 
entre as raízes dos dentes e os ossos maxilares. 
- Sinartroses cartilaginosas (sincondroses) : são representadas 
pelas sínfises (manubrioesternal e púbica). 
 
CAVITADAS 
• Possuem uma cavidade articular que permite uma 
ampla variedade de movimentos. 
• Situada entre as extremidades dos ossos formados 
pela ossificac ̧ão endocondral, elas 
são fortalecidas por uma densa cápsula fibrosa e reforc ̧adas 
pelos ligamentos e músculos. 
• Possui líquido sinovial : o líquido sinovial é um filtrado 
de plasma contendo ácido 
hialuro ̂nico, que atua como um lubrificante viscoso e 
proporciona nutrição para a cartilagem 
hialina articular. 
• Cartilagem hialina(absorve impacto) é um tecido 
conjuntivo único, idealmente adaptado para atuar 
como um 
absorvente elástico de choques e como superfície de 
resistência contra desgaste. Ela não possui suprimento 
sanguíneo nem drenagem linfática ou inervac ̧ão; Absorvente 
elástico de choques; composta por: Água, Colágeno tipo II, 
Proteoglicanas, Condrócitos. 
OSTEOARTRITE 
 
• Doença insidiosa 
• degeneração da cartilagem que resulta em falha 
estrutural e funcional das articulac ̧ões sinoviais. 
• Mais comum em mulheres 
 
Ocorre em duas formas: 
OA primário: ocorre principalmente nos idosos sem uma causa 
óbvia 
OA secundário: afeta lesões por outra doença (por exemplo, 
mucopolissacaridose, diabetes), malformação congênita (por 
exemplo, subluxação congênita do quadril) ou trauma 
• Lesão de condrócitos relacionada a fatores genéticos e 
bioquímicos 
• OA precoce → Lesão metabólica de condrócitos 
• AO tardia → Uso e desgaste da cartilagem articular 
 
fibras de colágeno se 
quebra e sofrem 
fissuras, eai vemos 
lesões cartilaginosas 
(são esses buracos na 
lamina), as vezes deixa 
o osso exposto 
 
 
• vemos o joint 
mouse nos exames de imagem 
 
na imagem vemos que com 
decorrer do tempo o osso 
vai sendo exposto e fica no 
processo de eburnação é o 
caso do 1 
 
 
 
 
 
• Grandes articulações das extremidades inferiores - joelho 
e quadril 
• Juntas vertebrais - articulações cervical e lombar inferiores 
• Interfalangeanas distal e proximal Primeira articulação 
carpometacarpiana 
• Primeiras articulações tarsometatarsal 
• Dor, embotada e profunda; pode ser agravada pelo 
movimento 
• Rigidez das articulações, mais proeminente pela manhã 
ou depois do descanso 
• Crepitação, um som suscitado pelas superfícies das juntas 
opostas; apenas em casos avançados 
• Inchaço e derrame 
• Nódulos de Heberden (aparecem com o tempo) que 
envolvem as articulações dos dedos 
• Normalmente, apenas uma ou algumas articulações 
estão envolvidas, exceto na variante generalizada 
incomum. 
• O nível de gravidade da doença detectado 
radiograficamente, não se correlaciona bem com a dor e 
a deficiência. 
• A terapia inclui o manejo da dor, modificação da 
atividade e, para casos graves, artroplastia. 
 
ARTRITE REUMATÓIDE 
 
• é um distúrbio inflamatório cro ̂nicode origem autoimune, 
que pode afetar muitos tecidos e órgãos, mas 
principalmente ataca as articulações, produzindo sinovite 
inflamatória proliferativa e não supurativa. 
• Afeta mais mulheres na faixa etária dos 30 
• sinóvia da AR contém centros germinativos com folículos 
secundários e plasmócitos abundantes que produzem 
anticorpos, alguns dos quais contra autoantígenos 
• sintomas tem que ser no mínimo por 6 meses 
• artrite simétrica , que afeta articulações pequenas das 
mãos e dos pés 
• sinóvia torna‐se visivelmente edematosa, espessada e 
hiperplásica, fazendo com que seu contorno liso fique 
coberto de vilosidades delicadas e bulbosas 
 
nesses buracos tem linfócitos e 
plasmócitos 
 
 
 
 
 
 
 
• carcateristicas histológicas 
1- proliferação e hiperplasia de células sinoviais; 
2- denso infiltrado inflamatório 
3- aumento da vascularização devido angiogense 
4- exsudata fibrinopurulento na superfície sinovial 
articular 
5- atividadeosteoclastica no osso subjacente, 
permitindo que a sinovial penetre o osso 
• pannus: uma massa de sinóvia edematosa, células 
inflamatórias, tecido de granulação e fibroblastos, que 
cresce ao longo da cartilagem articular e causa sua 
erosão. 
• Com o tempo, após a cartilagem ter sido destruída, o 
pannus liga os ossos opostos para formar uma anquilose 
fibrosa, que finalmente ossifica e resulta na fusão dos ossos, 
chamada de anquilose óssea 
• Nódulos reumatoides subcutâneos são as lesões mais 
comuns 
 
 
 
A foto mostra uma necrose 
central 
 
 
 
 
 
 
 
• articulações envolvidas ficam edemaciadas, quentes e 
doloridas, e particularmente rígidas após horas seguidas 
de sono ou após inatividade. 
• O DX se dá achados radiográficos característicos, 
líquido sinovial estéril, turvo, com diminuic ̧ão da 
viscosidade, malformac ̧ão do coágulo de mucina, e 
neutrófilos portadores de inclusões e a combinac ̧ão do 
fator reumatoide e do anticorpo anti‐CCP 
 
PROVA 
Artrite reumatoide da mão. 
Características incluem 
osteopenia difusa, 
acentuada perda dos 
espaços articulares das 
articulações do carpo, 
metacarpofalangianas e 
interfalangianas, erosões 
ósseas periarticulares, e 
desvio cubital dos dedos 
 
 
 
• O tratamento da artrite 
reumatoide tem o objetivo aliviar a dor e inflamação e 
retardar ou conter destruição articular 
 
 
 
Espondilite anquilosante 
 
• Provoca a destruição da cartilagem articular e anquilose 
óssea, especialmente articulaçõessacroiliacas e 
apofisarias 
• Pacientes de 20 a 40 anos, principalmente homens 
• torna sintomática na 2a e 3a décadas de vida 
• dor lombar e imobilidade da coluna vertebral. 
• O envolvimento das articulac ̧ões periféricas, como os 
quadris, joelhos e ombros, ocorre em pelo menos um 
terço dos pacientes. 
• Coluna em bambu 
• 
• Aproximadamente 90% dos pacientes são positivos para 
HLA‐B27 
• Artrite, conjuntivite e uretrite= síndrome de hater 
 
Gota 
 
marcada por ataques transitórios de artrite aguda iniciados 
pela cristalização de urato monossódico dentro e em torno das 
articulac ̧ões. 
 
Pode se dividir em primaria e secundaria: 
Primaria – gota é o principal manifestação. A causa é 
desconhecida 
Secundaria- o acido úrico é aumentado devido causa 
desconhecida 
 
A inflamação na gota é desencadeada pela precipitac ̧ão de 
cristais de urato monossódico (UMS) nas articulac ̧ões, o que 
resulta na produção de citocinas que recrutam leucócitos 
 
As alterações morfológicas distintas na gota são: (1) artrite 
aguda, (2) artrite tofácea crônica, (3) tofos em vários locais, e 
(4) nefropatia gotosa. 
 
 
 
• a gota é monoarticular 
 
A artrite aguda se caracteriza por um denso infiltrado 
neutrofílico que permeia a sinóvia e o fluido sinovial. 
artrite tofácea crônica evolui da precipitação repetitiva de 
cristais de urato durante os ataques agudos 
 
tofos são as marcas patognomônicas da gota. Eles são 
formados por grandes agregados de cristais de urato cercados 
por uma reação inflamatória intensa, com células gigantes do 
tipo corpo estranho 
 
 
a nefropatia gotosa se refere a complicações renais causadas 
por cristais de UMS ou tofos no interstício medular renal ou nos 
túbulos. 
 
 
	PARTES MOLES
	LIPOMA- BENIGNO
	LIPOSSARCOMA- MALIGNO
	FASCIITE NODULAR
	FIBROMATOSE SUPERFICIAL
	FIBROMATOSE PROFUNDA
	RABDOMIOSSARCOMA
	LEIOMIOMA
	LEIOMIOSARCOMA
	SARCOMA SINOVIAL
	SARCOMA PLEOMORFICO INDIFERENCIADO
	OSSO
	CELULAS QUE COMPOEM O OSSO
	osteoblastos
	Osteócitos
	Osteoclastos
	FORMACAO DOS OSSOS
	FATORES QUE INFLUENCIAM CRESCIMENTO
	DISTURBIOS DO DESENV DO OSSO E DA CARTILAGEM
	DISOSTOSE
	DISPLASIA
	DEFEITOS NOS HORMÔNIOS E PROTEÍNAS DE TRANSDUÇÃO DE SINAL
	ACONDROPLASIA
	DEFEITOS NAS PROTEÍNAS ESTRUTURAIS EXTRACELULARES
	OSTEOGÊNESE IMPERFEITA ( OSSOS DE VIDRO)
	DEFEITOS EM VIAS METABÓLICAS (ENZIMAS, CANAIS IÔNICOS E TRANSPORTADORES)
	OSTEOPETROSE (OSSOS DE MARMORE)
	OSTEOPENIA X OSTEOPOROSE
	OSTEOPENIA
	OSTEOPOROSE
	RAQUITISMO E OSTEOMELACIA
	HIPERPARATIREOIDISMO
	FRATURAS
	Osteonecrose
	Osteomielite
	Osteosarcoma
	Sarcoma de ewing
	ARTICULAÇÕES
	SÓLIDAS
	CAVITADAS
	OSTEOARTRITE
	ARTRITE REUMATÓIDE
	Espondilite anquilosante
	Gota