Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Bioquímica Clínica – Resumo Detalhado para Biomedicina
Introdução à Bioquímica Clínica
A bioquímica clínica é um ramo da biomedicina que estuda os componentes químicos dos fluidos biológicos e sua relação com o metabolismo e a fisiologia humana. Através de exames laboratoriais, é possível diagnosticar e monitorar doenças, além de avaliar a função de órgãos vitais como rins, fígado e pâncreas. Entre os principais exames bioquímicos estão os testes para equilíbrio ácido-básico, ionograma, avaliação da função pancreática e renal, além da dosagem de glicose e metabólitos nitrogenados.
Distúrbios Ácido-Básicos (Gasometria)
O equilíbrio ácido-básico do organismo é essencial para manter a homeostase e a função celular. A gasometria arterial mede parâmetros como:
· pH sanguíneo: indica se o sangue está ácido (7,45) ou dentro da faixa normal (7,35-7,45).
· Pressão parcial de dióxido de carbono (pCO₂): reflete a função respiratória, sendo um componente ácido do equilíbrio (valores normais: 35-45 mmHg).
· Bicarbonato (HCO₃⁻): componente metabólico que age como tampão no sangue (valores normais: 22-26 mEq/L).
Os distúrbios ácido-básicos podem ser classificados em:
· Acidose metabólica: ocorre quando há excesso de ácidos ou perda de bicarbonato (ex.: cetoacidose diabética, insuficiência renal).
· Alcalose metabólica: resulta do acúmulo excessivo de bicarbonato (ex.: vômitos prolongados, uso excessivo de diuréticos).
· Acidose respiratória: causada pelo acúmulo de CO₂ devido à hipoventilação (ex.: doença pulmonar obstrutiva crônica).
· Alcalose respiratória: ocorre devido à eliminação excessiva de CO₂ por hiperventilação (ex.: ansiedade, hipóxia).
A interpretação da gasometria arterial é essencial para a avaliação de distúrbios metabólicos e respiratórios, permitindo intervenções clínicas adequadas.
Equilíbrio Hidroeletrolítico (Ionograma)
O equilíbrio hidroeletrolítico envolve a regulação de íons essenciais para a função celular, volume plasmático e transmissão nervosa. O ionograma mede os seguintes eletrólitos:
· Sódio (Na⁺): principal cátion extracelular, regula a osmolaridade plasmática e a pressão arterial (135-145 mEq/L).
· Hiponatremia: pode ocorrer por perda excessiva de líquidos, insuficiência renal ou distúrbios endócrinos.
· Hipernatremia: associada à desidratação ou secreção inadequada de ADH.
· Potássio (K⁺): essencial para a contração muscular e condução nervosa (3,5-5,0 mEq/L).
· Hipocalemia: pode resultar de vômitos, diarreia ou uso excessivo de diuréticos.
· Hipercalemia: comum em insuficiência renal e acidose metabólica.
· Cloro (Cl⁻): mantém o equilíbrio ácido-básico e a osmolaridade (98-107 mEq/L).
· Hipocloremia: associada a vômitos prolongados e acidose metabólica.
· Hipercloremia: pode ocorrer em desidratação e acidose respiratória compensada.
· Bicarbonato (HCO₃⁻): principal tampão do sangue, regula o pH plasmático (22-26 mEq/L).
O equilíbrio eletrolítico é regulado pelo sistema renal, hormônios como aldosterona e vasopressina, e processos fisiológicos como a respiração e a ingestão de líquidos.
Função Pancreática e Diabetes
O pâncreas exerce funções endócrinas e exócrinas. Sua função endócrina é essencial no metabolismo da glicose e envolve hormônios produzidos pelas ilhotas de Langerhans:
· Insulina (células β): reduz a glicemia ao promover a captação de glicose pelas células.
· Glucagon (células α): aumenta a glicemia ao estimular a glicogenólise e a neoglicogênese hepática.
· Somatostatina (células δ): regula a liberação de insulina e glucagon.
O diabetes mellitus resulta da deficiência na produção ou ação da insulina e pode ser classificado em:
· Diabetes tipo 1: destruição autoimune das células β, levando à deficiência absoluta de insulina.
· Diabetes tipo 2: resistência periférica à insulina, associada à obesidade e fatores genéticos.
Os exames laboratoriais incluem:
· Glicemia de jejum: valores ≥126 mg/dL indicam diabetes.
· Hemoglobina glicada (HbA1c): reflete a glicemia média dos últimos três meses (normal:

Mais conteúdos dessa disciplina