Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

· DIREITO FINANCEIRO:
Conjunto de ações desempenhadas pelo Estado, com o fim de criar, adquirir (receita pública), gerir (orçamento público) e despender recursos (despesas públicas), para suprir as necessidades humanas coletivas públicas.
Atividade financeira do Estado envolve:
(i) o orçamento público, como peça responsável pela delimitação das receitas e despesas em um dado exercício,
(ii) as formas, condições e limites de obtenção de receita para fazer frente às despesas fixadas;
(iii)as formas, condições e limites de gasto do dinheiro público e, assim, os métodos de aplicação e dispêndio das receitas.
Todos os entes da Federação são titulares do dever de garantir e assegurar não só a manutenção da estrutura administrativa estatal, mas, igualmente, de satisfazer as necessidades públicas por meio do gasto do dinheiro público.
Elementos da atividade financeira: o orçamento público, a receita pública e a despesa pública.
· OS PRINCÍPIOS DE DIREITO FINANCEIRO
Legalidade
(Art. 5º, II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei;)
- O orçamento será criado por meio de leis ordinárias (as regras gerais do direito financeiro ficam à cargo de legislação complementar)
- Realização de receitas e renúncia de receitas exigem lei
- As leis orçamentárias serão propostas pelo poder executivo, devendo ser aprovadas pelo legislativo (PPA, LDO e LOA)
- Crédito adicional: autoriza para despesa que não estava na lei orçamentária também exige lei.
Economicidade
Art. 70 CR/88. O Estado realize os gastos públicos da forma mais eficiente possível: utilizar o mínimo de recursos possível para se atingir a máxima satisfação das necessidades públicas.
Transparência
Art. 74 CR/88 § 2º Qualquer cidadão, partido político, associação ou sindicato é parte legítima para, na forma da lei, denunciar irregularidades ou ilegalidades perante o Tribunal de Contas da União. Todo o ciclo de arrecadação das receitas e realização das despesas deve devidamente divulgado.
Responsabilidade fiscal
Trata-se de assegurar que o gasto público seja realizado dentro de certos limites e de acordo com regras estritas que, se não cumpridas, acarretam sanções aos entes públicos.
· PRINCÍPIOS ORÇAMENTÁRIOS 
Exclusividade
Art. 165, § 8º A lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à
previsão da receita e à fixação da despesa, não se incluindo na proibição a
autorização para abertura de créditos suplementares e contratação de
operações de crédito, ainda que por antecipação de receita, nos termos da lei.
Universalidade
Princípio pelo qual o orçamento deve conter todas as receitas e todas as despesas do Estado, devem estar na LOA. O § 5º do art. 165 da CF determina que a lei orçamentária anual compreenderá:
I - o orçamento fiscal referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da administração direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público;
II - o orçamento de investimento das empresas em que a União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto;
III - o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e órgãos a ela vinculados, da administração direta ou indireta, bem como os fundos e fundações instituídos e mantidos pelo Poder Público.
Programação
As despesas devem ser classificadas de acordo com os fins ou objetivos e os respectivos meios, do que decorre a classificação funcional e programática. 
Anualidade e Unidade
O orçamento deve ser elaborado e autorizado para um determinado período, chamado exercício financeiro, e que corresponde ao civil. Trata-se, aqui, da necessidade de haver um único orçamento para cada ente da Federação,
observada a periodicidade anual.
Equilíbrio orçamentário
Busca a igualdade numérica entre as entradas e saídas da administração, afastando-se a presença de déficit ou superávit.
· LEIS ORÇAMENTÁRIAS
Todas são elaboradas pelo Poder Executivo na forma de Projeto de Lei e submetidas ao Poder Legislativo. Todas são leis ordinárias, cada ente federativo elabora seu próprio orçamento. Prazos, exercício financeiros, deve ser estabelecido por LEI COMPLEMENTAR.
Plano Plurianual (PPA): Art. 165 § 1º CF, é um planejamento de médio prazo, que deve ser realizado por meio de lei. Nele, são identificadas as prioridades para o período de quatro anos e os investimentos de maior porte, norteia a elaboração das demais leis (LDO e da LOA). DOM diretrizes, objetivos, metas
Art. 167, § 1º, “nenhum investimento cuja execução ultrapasse um exercício financeiro poderá ser iniciado sem prévia inclusão no plano plurianual.
Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO): Art. 165 § 2º CF, estabelece as regras para a elaboração da LOA do ano seguinte. A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da administração pública federal, estabelecerá as diretrizes de política fiscal e respectivas metas, em consonância com trajetória sustentável da dívida pública, orientará a elaboração da lei orçamentária anual, disporá sobre as alterações na legislação tributária e estabelecerá a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento. 
Art. 165 § 1º CF A concessão de qualquer vantagem ou aumento de remuneração, a criação de cargos... só poderão ser feitas: se houver autorização específica na lei de diretrizes orçamentárias, ressalvadas as empresas públicas e as sociedades de economia mista. 
Lei Orçamentária Anual (LOA): Art. 165 § 5º CF, prevê todas as receitas e fixa todas as despesas do governo municipal, com prazo de vigência anual. Quem propõe a lei é sempre o chefe do poder Executivo. Deve conter o demonstrativo da compatibilização da programação dos orçamentos, demonstrativo de compensação e reserva de contingência= reserva separada para enfrentar imprevistos.
· RECEITAS E DESPESAS
Receita pública é a entrada de dinheiro nos cofres públicos de forma definitiva.
As receitas originárias são aquelas que advém da exploração da atividade econômica do próprio Estado.
Receitas derivadas são aquelas embasadas na atividade financeira coercitiva do Estado.
Receitas transferidas resultam da transferência de recursos entre os entes da Federação.
· A Lei de Responsabilidade Fiscal estabelece, em regime nacional, parâmetros a serem seguidos relativos ao gasto público de cada ente federativo (estados e municípios) brasileiro. 
· Transferência obrigatória: Art. 157. Pertencem aos Estados e ao
Distrito Federal: I - o produto da arrecadação do imposto da União sobre renda e proventos de qualquer natureza, 25% do produto da arrecadação do imposto;
· Transferência obrigatória: Art. 158. Pertencem aos Municípios:
I - o produto da arrecadação do imposto da União sobre renda e proventos de qualquer natureza, 50% do produto da arrecadação do imposto e 25% sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços.
· RECEITAS CLASSIFICADAS QUANTO À ENTRADA:
RECEITAS CORRENTES: decorrem do poder impositivo do Estado (tributos em geral) e da exploração da atividade econômica;
RECEITAS DE CAPITAL: provenientes da realização de recursos financeiros oriundos de constituição de dívidas.
· DESPESAS:
Conjunto de gastos do Estado, cujo objetivo é promover a realização de necessidades públicas, o que implica o correto funcionamento e desenvolvimento de serviços públicos e manutenção da estrutura administrativa necessária para tanto.
São créditos adicionais as autorizações de despesas não computadas ou insuficientemente dotadas na Lei de Orçamento. Podem ser classificados como suplementares, especiais ou extraordinários.
· Suplementares reforçam dotação (verba destinada a determinado fim) já existente;
· Especiais criam dotação inexistente na LOA;
· Extraordinários criam ou reforçam dotação em casos de despesas urgentes e imprevistas (guerra, comoção intestina ou calamidade pública).
Art 1º § 1º, LRF, A responsabilidade na gestão fiscal pressupõe a ação planejada e transparente, em que se previnem riscos e corrigem desvios capazes de afetar o equilíbrio das contas públicas, medianteo cumprimento de metas de resultados entre receitas e despesas e a obediência a limites e condições no que tange a renúncia de receita, geração de despesas com pessoal, da seguridade social e outras, dívidas consolidada e mobiliária, operações de crédito, inclusive por antecipação de receita, concessão de garantia e inscrição em Restos a Pagar.
· O disposto no art. 14 da LRF não se aplica as alterações de alíquotas dos impostos:
1. Importação
2. Exportação
3. Produto industrializado
4. Operações financeiras
· DESPESAS COM PESSOAL
A despesa total com pessoal inclui a soma de todos os gastos do ente da Federação com os exercentes de mandatos eletivos, cargos, funções ou empregos, civis, militares e de membros de Poder, com quaisquer espécies remuneratórias. Além disso, os valores englobam o pessoal em atividade (ativos), os aposentados (inativos) e os pensionistas. Contratos de terceirização de mão de obra.
O que não é considerado na apuração das despesas de pessoal?
Não serão computadas as despesas de indenização por demissão de servidores ou empregados (e outras verbas indenizatórias); as relativas a incentivos à demissão voluntária; as decorrentes de decisão judicial e da competência de período anterior ao da apuração de doze meses.
Quanto aos inativos e pensionistas, não entram no cálculo, as despesas pagas por intermédio de unidade gestora única ou fundo de previdência, quanto à parcela custeada por recursos provenientes da arrecadação de contribuições dos segurados, de compensação financeira e de transferências destinadas a promover o equilíbrio atuarial do regime de previdência.

Mais conteúdos dessa disciplina