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CGA grupo 4 Conhecimentos Gerais de Aeronaves Conhecimentos Gerais de Aeronaves AERODINÂMICA E ELEMENTOS COMPONENTES DAS AERONAVES 1. AERODINÂMICA Ciência que estuda as forças produzidas pelo movimento relativo entre o ar e os corpos. 2. AERONAVE Qualquer veículo que voa é chamado de aeronave. Dividem-se em dois grupos: AERÓSTATO: são os balões e dirigíveis chamados de mais leves que o ar, elevam-se segundo o princípio de Arquimedes, que diz basicamente que todo corpo mergulhado num fluido recebe o empuxo debaixo para cima equivalente ao peso do fluido deslocado. AERÓDINOS: são os mais pesados que o ar, seu vôo baseia-se na 3ª lei de Newton (ação e reação) e no Teorema de Bernoulli que diz: “quando a velocidade de fluido aumenta, a pressão dinâmica também aumenta e a pressão estática diminui”. Os aviões, helicópteros, planadores, autogiros e ultraleves são exemplos de aeródinos. 3. AVIÃO Para um melhor estudo, o avião e dividido em cinco partes principais. São elas: ASA EMPENAGEM TREM DE POUSO FUSELAGEM GRUPO MOTO PROPULSOR (MOTORES) ASA A função da asa é dar a sustentação necessária ao vôo. Classificação da asa quanto a quantidade de planos: MONOPLANO: um plano de asa BIPLANO: dois planos de asa TRIPLANO: três planos de asa MULTIPLANO: quatro ou mais planos de asa. Comissário(a) de Vôo Pg. 77- 1 CGA grupo 4 Conhecimentos Gerais de Aeronaves Classificação de asa quanto a posição: ASA BAIXA: posicionada na parte inferior da fuselagem. ASA MÉDIA: posicionada na parte central da fuselagem. ASA ALTA: posicionada na parte superior da fuselagem ASA PARASSOL: posicionada acima da fuselagem fixada por montantes (suportes). Classificação da asa quanto a fixação: ASA CANTILEVER: asa fixada à fuselagem sem suportes (montantes) externos. ASA SEMI-CANTILEVER: asa fixada à fuselagem com o auxílio de montantes. ELEMENTOS DA ASA BORDO DE ATAQUE: parte dianteira da asa. BORDO DE FUGA: parte traseira da asa. EXTRADORSO OU DORSO: parte superior da asa. INTRADORSO OU VENTRE: parte inferior da asa CORDA: distância da linha reta entre o bordo de ataque e o bordo de fuga. PONTA DA ASA: extremidade lateral da asa. RAIZ DA ASA: união entre a asa e a fuselagem. ENVERGADURA: distância de uma ponta a outra da asa. ELEMENTOS ESTRUTURAIS DA ASA LONGARINAS: são os principais elementos estruturais da asa. NERVURAS: são presas nas longarinas e dão o formato aerodinâmico a asa. TIRANTES: são cabos de aço esticados em diagonal para suportar esforços de tração. REVESTIMENTO TELA: tecido impermeabilizado que não auxilia na resistência estrutural da asa (revestimento não trabalhante). MADEIRA: chapas de madeira impermeabilizadas que auxiliam na resistência estrutural da asa (revestimento trabalhante). ALUMÍNIO: chapas de alumínio que auxiliam na resistência estrutural da asa. É o revestimento trabalhante mais utilizado atualmente. EMPENAGEM É todo o conjunto da cauda do avião e sua função é fornecer a estabilidade necessária ao vôo. ELEMENTOS DA EMPENAGEM ESTABILIZADOR VERTICAL: é toda a superfície vertical da empenagem. LEME ou Leme de direção: É fixado no estabilizador vertical, movimenta-se lateralmente e destina-se a fornecer o movimento de guinada. COMPENSADOR DO LEME: é fixado no leme de direção, movimenta-se lateralmente e destina-se a compensar o movimento de guinada da aeronave. ESTABLIZADOR HORIZONTAL: é toda a superfície horizontal da empenagem. PROFUNDOR ou Leme de Profundidade: É fixado no estabilizador horizontal,movimenta-se verticalmente e destina-se a fornecer o movimento de arfagem da aeronave. COMPENSADOR DO PROFUNDOR: é fixado no profundor, movimenta-se verticalmente e destina-se a compensar o movimento de arfagem da aeronave. Quanto ao posicionamento dos estabilizadores, a empenagem classifica-se em Convencional e em “T”. Comissário(a) de Vôo Pg. 77- 2 CGA grupo 4 Conhecimentos Gerais de Aeronaves TREM DE POUSO É o dispositivo que serve para amortecimento no pouso, controle e deslocamento da aeronave quando não estiver voando. Classificação da aeronave quanto ao tipo de operação: LITOPLANO: o trem de pouso permite operação em superfícies sólidas. Ex.: asfalto, cimento, grama, terra, neve, etc. HIDROPLANO: o trem de pouso permite operação em superfícies líquidas. ANFÍBIOS: o trem de pouso permite operação em superfícies sólidas ou líquidas. Classificação do trem de pouso quanto ao recolhimento: TREM FIXO: não se recolhe (aviões de pequeno porte). TREM RETRÁTIL: recolhe-se parcialmente. TREM ESCAMOTEÁVEL: recolhe-se totalmente. Classificação do trem de pouso quanto ao posicionamento das rodas: TREM CONVENCIONAL: roda direcional localizada atrás das rodas principais. TREM TRICICLO: roda direcional localizada a frente das rodas principais (mais usadas na aviação de grande porte). Obs.: as rodas principais são localizadas abaixo das asas. FUSELAGEM É a parte destinada a acomodação dos passageiros, tripulação e cargas. Tem formato cilíndrico e serve também para fixação das asas, empenagem e motores (se for o caso). Classificação da fuselagem quanto ao número de lugares: MONOPLACE: apenas um lugar. BIPLACE: dois lugares. TRIPLACE: três lugares. QUADRIPLACE: quatro lugares. MULTIPLACE: quatro ou mais lugares. CABINE: compartimentos das aeronaves comerciais destinados a acomodação de passageiros. Classificação da fuselagem quanto à estrutura: TUBULAR: feita de tubos de aço soldados (usadas apenas em aviões de pequeno porte). MONOCOQUE: feita de anéis (cavernas) de alumínio e revestimento trabalhante de chapas de alumínio (usada em aviões de pequeno porte). SEMIMONOCOQUE: feita de anéis (cavernas) de alumínio, revestimento de chapas de alumínio trabalhante e longarinas, que aumentam a resistência do conjunto (usada nos aviões de grande porte). Comissário(a) de Vôo Pg. 77- 3 CGA grupo 4 Conhecimentos Gerais de Aeronaves GRUPO MOTO PROPULSOR Tem a função de produzir a tração necessária ao vôo utilizando o princípio da ação e reação. Classificação das aeronaves quanto ao número de motores: MONOMOTOR: um motor. BIMOTOR: dois motores. TRIMOTOR: três motores. QUADRIMOTOR: quatro motores. MULTIMOTOR: acima de quatro motores. DEFINIÇÕES E TERMOS UTILIZADOS FORÇA: aquilo que produz ou modifica o movimento ou causa deformações físicas. FLUIDO: qualquer matéria que se encontre no estado líquido ou gasoso, isto é, não possui forma definida. ESCOAMENTO: o movimento de um fluido é chamado escoamento. Pode ser de dois tipos: TURBULENTO ou turbilhonado: neste escoamento as partículas se deslocam de forma irregular, com velocidades e direções diferentes. LAMINAR ou Lamelar: neste escoamento as partículas se deslocam de forma regular, com velocidade direção uniformes. VELOCIDADE: distância percorrida em determinado tempo. Velocidade = distância / tempo. MASSA: quantidade de matéria contida num corpo. Não varia. GRAVIDADE: força de atração entre as massas. Na Terra, todos os corpos que possuem massa são atraídos para o seu centro a 9,8 m/seg2 aproximadamente. PESO: nome que se a ação da força dagravidade sobre as massas. Peso = Massa. Gravidade. ÁREA: Largura. Comprimento. VOLUME: Largura. Comprimento. Altura PRESSÃO: força exercida numa área. Pressão = Força / Área DENSIDADE: massa contida num volume. Densidade = Massa / Volume ESTÁTICO: parado, sem movimento. DINÂMICO: em movimento. ATMOSFERA: camada de ar que circunda a Terra. VENTO RELATIVO: movimento do ar em relação a um ponto. Ex.: quando estamos em um automóvel em alta velocidade ao colocarmos a mão para fora sentimos a pressão de um vento causado pelo deslocamento. O vento Relativo tem sempre, em relação à trajetória, mesma velocidade, mesma direção e sentido oposto. PRESSÃO ESTÁTICA: e a pressão que o ar parado exerce sobre os corpos na atmosfera. PRESSÃO DINÂMICA: e a pressão que o ar em movimento exerce sobre os corpos na atmosfera. TEOREMA DE BERNOULLI: num dado escoamento, quando a velocidade aumenta, a pressão dinâmica também aumenta e a pressão estática diminui. Quando a velocidade diminui, a pressão dinâmica também diminui e a pressão Comissário(a) de Vôo Pg. 77- 4 CGA grupo 4 Conhecimentos Gerais de Aeronaves estática aumenta. Quando não há movimento a pressão dinâmica é zero e a pressão estática é a máxima. ARRASTO: ou resistência ao avanço, dificuldade que um corpo encontra para se deslocar através de um fluido. Sempre paralelo ao deslocamento. SUPERFÍCIE AERODINÂMICA: superfície cujo formato produz pouco arrasto. AEROFÓLIO: superfície aerodinâmica que, além de produzir pouco arrasto, produz reações aerodinâmicas úteis ao vôo. SUSTENTAÇÃO: reação útil gerada pelos aerofólios. É sempre perpendicular (90°) ao deslocamento. EIXO: centro de um movimento giratório. Todo giro é em torno de um eixo. ÂNGULO: abertura entre duas linhas ou planos que se unem em um ponto. VETOR: grandeza que possui intensidade, direção e sentido. DIREÇÃO: posição de um vetor. Ex.: horizontal, vertical, inclinado, etc. SENTIDO: indica de onde vem e para onde vai o vetor. É representado por uma seta. TUBO DE VENTURI: tubo de escoamento que possui um estreitamento. Nele é possível comprovar o Teorema de Bernoulli. FORÇAS QUE ATUAM NA AERONAVE EM VÔO A asa tem a função de gerar a sustentação necessária ao vôo, para isso é preciso que haja velocidade. O desenho especial da asa tem maior curvatura no extradorso que no intradorso. Com a curvatura o ar percorre uma maior distância no extradorso que no intradorso, mas o tempo é o mesmo. Portanto, a velocidade do ar no extradorso é maior que no intradorso. Conforme o Teorema de Bernoulli, quando a velocidade aumenta, a pressão dinâmica aumenta e a pressão estática diminui. O intradorso com menos velocidade tem uma pressão estática maior, que empurra a asa para cima. Conclui-se que a sustentação é gerada pela diferença entre as pressões estáticas do extradorso e do intradorso da asa. Esta força é chamada de Resultante Aerodinâmica (RA) e tem origem num ponto chamado Centro de Pressão (CP). A resultante aerodinâmica tem esse nome, pois resulta das componentes: Sustentação (que empurra a asa para cima) e Arrasto (que empurra a asa para trás). Logo é uma força inclinada para cima e para trás. Além da Sustentação e do Arrasto, temos também as forças de Tração (que empurra o avião para frente) e Peso (que empurra o avião para baixo). Então podemos afirmar que as quatro forças que atuam numa aeronave em vôo são: Comissário(a) de Vôo Pg. 77- 5 CGA grupo 4 Conhecimentos Gerais de Aeronaves SUSTENTAÇÃO L (LIFT) PESO W (WEIGHT) TRAÇÃO T (THRUST) ARRASTO D (DRAG) Em uma aeronave com a velocidade constante, temos a TRAÇÃO IGUAL AO ARRASTO ou T=D. Quando a Tração é maior que o Arrasto (T>D), a aeronave acelera, e quando a Tração é menor que o arrasto (TW), a aeronave sobe, e quando a sustentação é menor que o Peso (LD ACELERA TW SOBE LCompensador do Profundor Compensador do Leme Superfícies de comando primárias: AILERON: localiza-se nos bordos de fuga próximos as pontas das asas e produz o movimento de inclinação das asas chamado de rolamento, rolagem, inclinação lateral ou bancagem. O avião gira em torno do eixo longitudinal. Para acionar-se os Comissário(a) de Vôo Pg. 77- 7 CGA grupo 4 Conhecimentos Gerais de Aeronaves ailerons, o piloto movimenta o manche lateralmente. EX.: manche para direita, aileron esquerdo desce, direito sobe, inclinação para direita. PROFUNDOR: também conhecido como Leme de Profundidade, localiza-se no bordo de fuga do estabilizador horizontal e produz os movimentos de subir (cabrar) ou descer (picar) chamados de arfagem ou tangagem. O avião gira em torno do eixo lateral ou transversal. Para acionar-se o profundor, o piloto puxa ou empurra o manche. Ex.: manche para frente, profundor desce, nariz desce. Manche para trás, profundor sobe, nariz sobe. LEME DE DIREÇÃO: ou simplesmente leme, localiza-se no bordo de fuga do estabilizador vertical e produz o movimento para esquerda ou direita chamado guinada. O avião gira em torno do eixo vertical. Para acionar-se o leme, o piloto aplica o pedal para o lado em que quer virar. Ex.: pedal para direita, leme para direita, nariz para direita. Superfícies de comando secundárias: COMPENSADORES: estão instalados nas superfícies primárias de controle e destinam-se a aliviar as pressões nos comandos de vôo (subida prolongada) ou tirar tendências indesejáveis (vento de través). Podem ser Fixos (Estáticos), Automáticos e/ou Comandáveis (Dinâmicos). GRUPO MOTO-PROPULSOR TIPOS E UTILIZAÇÃO O Grupo Moto-Propulsor é formado pelo motor (ou motores) e sistemas de hélices (se for o caso). Sua finalidade é produzir a tração necessária para se vencer o arrasto utilizando-se para isso a 3ª Lei de Newton: Ação e Reação, ou seja, o motor empurra o ar para trás que reage empurrando o avião para frente. O grupo moto-propulsor é utilizado para movimentar a aeronave tanto em vôo como no solo (taxiamento). Classificação das aeronaves quanto ao número de motores: MONOMOTOR: um motor. BIMOTOR: dois motores. TRIMOTOR: três motores. QUADRIMOTOR: quatro motores. MULTIMOTOR: acima de quatro motores. Classificação das aeronaves quanto ao processo que utilizam para produzir tração: MOTOR CONVENCIONAL: a tração é conseguida através da hélice, que é acionada por um eixo de manivelas. Esse eixo transforma o movimento alternativo de pistões em movimento giratório para a hélice, por isso também é chamado de Motor a Pistão. É utilizado em aeronaves de pequeno Comissário(a) de Vôo Pg. 77- 8 CGA grupo 4 Conhecimentos Gerais de Aeronaves porte e seu combustível é a gasolina de aviação (azul). MOTOR TURBO-JATO: a tração é conseguida através da reação causada pela expansão dos gases dentro de uma câmara de combustão. O ar é admitido e comprimido pelo compressor, vai para a câmara de combustão, onde é misturado com combustível pulverizado, ai produz-se uma faísca para que a reação comece lançando violentamente os gases queimados para trás e a aeronave para frente. A velocidade de saída dos gases é aproveitada por um cata-vento ou turbina que gira ligada ao compressor, fazendo-o girar e captar mais ar. Os turbo-jatos utilizam querosene de aviação e apesar de produzirem muita velocidade, são barulhentos e pouco econômicos, não sendo mais utilizados pela aviação comercial. Deram origem a outras versões mais aperfeiçoadas como: MOTOR TURBO-HÉLICE: um pequeno motor turbo-jato aciona uma grande hélice, unindo a economia do motor pequeno com a força da grande hélice, porém é limitado em velocidade e vibra muito. Utiliza querosene de aviação. MOTOR TURBO-FAN: é um aperfeiçoamento do motor turbo-jato, nele, existe um enorme ventilador (fan) localizado na parte dianteira. Este FAN aspira uma enorme quantidade de ar, uma parte deste ar penetra no compressor e é queimada, a outra passa por fora (by-pass) refrigerando a câmara de combustão, permitindo que ela queime muito melhor o querosene. Produzem alta tração, são econômicos e silenciosos, sendo os mais utilizados atualmente. UTILIZAÇÃO DO MOTOR COMO FREIO Os motores podem funcionar como freio invertendo-se o sentido da tração. Esse sistema é conhecido como Reverso. Nos motores a hélice, basta inverter o ângulo das pás e nos motores turbo-jato, basta fechar o escapamento através de conchas defletoras e direcionar o fluxo do jato para frente. EMBADEIRAMENTO DE HÉLICE Quando um motor a hélice falha, suas pás ficam numa posição que tende a Comissário(a) de Vôo Pg. 77- 9 CGA grupo 4 Conhecimentos Gerais de Aeronaves produzir giro devido ao ar de impacto (semelhante a um cata-vento). O grande arrasto produzido é eliminado ao se alinhar às pás na mesma direção do vento relativo, como uma bandeira, daí o nome embandeiramento da hélice. SISTEMAS DE PRESSURIZAÇÃO E AR CONDICIONADO PRESSURIZAÇÃO: As aeronaves modernas voam a altitudes acima de vinte mil pés (seis mil metros), porém o organismo humano resiste até a altitude de doze mil pés (quatro mil metros), pois acima disso a pressão atmosférica é muito baixa tornando necessária a utilização da chamada PRESSURIZAÇÃO, que é o aumento da pressão interna do avião através da vedação hermética e controle de entrada e saída do ar. A pressurização é conseguida aproveitando-se uma parte de ar captado pelos motores e enviando-o para dentro da cabine cuja pressão interna é controlada através de válvulas de saída de fluxo chamadas out-flow. Havendo falha e as out-flow emperrarem na posição fechada, a pressão irá subir além do limite estrutural da aeronave, para isso existem as safety valves, que se abrem aliviando a pressão diferencial entre a cabine e a atmosfera. SISTEMA DE AR CONDICIONADO: é o responsável pela pressurização, ventilação e climatização da cabine e cockpit da aeronave. Nele, o ar quente sangrado (bleed air) dos motores é resfriado e distribuído aos compartimentos da aeronave através de dutos. AUXILIAR POWER UNIT – APU: esta Unidade Auxiliar de Energia é um pequeno gerador turbo-jato cuja função é servir como fonte de energia elétrica, hidráulica (pressão líquida) e pneumática (pressão de ar) quando os motores ainda não estiverem funcionando, para acioná-los ou complementá-los. ESTABILIDADE, PESO E BALANCEAMENTO Um avião, quando afastado da condição de equilíbrio (numa turbulência, por exemplo), pode comportar-se de três diferentes maneiras: INSTÁVEL: tende a afastar-se cada vez mais da posição inicial. Não é aceitável na aviação comercial. INDIFERENTE: sem tendência alguma, não se afasta nem retorna ao ponto inicial. Também não aceitável. ESTÁVEL: tende a retornar a posição inicial sem auxílio dos comandos. É a condição desejável. A parte da aeronave responsável por manter a estabilidade é a empenagem, mas outros fatores, também influenciam, como: Os ângulos de Diedro e Enflechamento, quando positivos, aumentam a estabilidade lateral (oscilação da inclinação das asas) e direcional (oscilação donariz para direita e esquerda) do avião; e quando negativos, as diminuem. O posicionamento do centro de gravidade também influencia na estabilidade longitudinal (oscilação do nariz para cima e para baixo) da aeronave. Ex.: com o nariz pesado a aeronave torna-se mais estável e com a cauda pesada, menos estável. A estabilidade longitudinal é mais importante que lateral e direcional, pois as forças horizontais são pequenas se comparadas com as forças verticais aplicadas a aeronave. CENTRO DE GRAVIDADE – CG: é o ponto onde está aplicada a força peso de qualquer objeto. Ao se suspender este objeto pelo CG ele apresentará equilíbrio. É no CG que os três eixos se cruzam. DESLOCAMENTO DO CG: seria impossível sustentar uma aeronave sempre pelo CG, pois qualquer variação de posicionamento de passageiros ou consumo de combustível já iria tirá-la do equilíbrio. Comissário(a) de Vôo Pg. 77- 10 CGA grupo 4 Conhecimentos Gerais de Aeronaves Por isso o CG sempre ficará a frente do Centro de Pressão – CP, produzindo um momento de picada (nariz para baixo) anulado pela sustentação negativa do estabilizador horizontal. BALANCEAMENTO: seu funcionamento é idêntico a uma balança. O ponto de apoio é o CP, o peso de um lado é o CG e do outro é a sustentação negativa do estabilizador horizontal, porém na balança, as distâncias dos pesos ao ponto de apoio são iguais, na aeronave a distância do CP ao estabilizador horizontal é fixa, variando somente a força aplicada em função do peso da aeronave e distância do CG ao CP. Ex.:Peso = 100 toneladas (valor variável) Distância do CG ao CP = 2 metros (valor variável, pois depende da distribuição da carga, passageiros e combustível). Distância do CP ao Estabilizador Horizontal = 10 metros (valor fixo que varia somente em função do modelo da aeronave). Força necessária para Equilibrar o Avião aplicado através da Variação do ângulo de Inclinação do Estabilizador Horizontal = ? 100.2=10.X 200 = 10X X=200:10 X=20 toneladas LIMITES DO CG: toda a aeronave possui um envelope aerodinâmico, que são os limites de peso e posição máxima dianteira e traseira do CG. Esses limites nunca poderão ser ultrapassados. CORDA MÉDIA AERODINÂMICA: tamanho de corda existente na asa usado como referência nos cálculos de peso e balanceamento. Independente de seu tamanho, será expressa de 0% a 100%. DEFINIÇÕES DE PESOS PESO BÁSICO: peso da aeronave + equipamentos fixos PESO BÁSICO OPERACIONAL: peso da aeronave + equipamentos fixos + equipamentos removíveis + tripulação + comissária. PESO BÁSICO OPERACIONAL: peso da aeronave + equipamentos fixos + equipamentos removíveis + tripulação + comissária. PESO DE DECOLAGEM: Peso Básico Operacional + passageiros + carga + combustível. PESO MÁXIMO DE DECOLAGEM: é o máximo peso permitido para decolagem. PESO DE POUSO: peso de decolagem – combustível consumido. PESO MÁXIMO DE POUSO: é o máximo peso de pouso suportado pela aeronave, geralmente é menor que o PMD. PESO MÁXIMO ZERO COMBUSTÍVEL: é o peso máximo suportado pela aeronave com os yanques de combustível vazios, isto é, sem contar o peso do combustível. Comissário(a) de Vôo Pg. 77- 11 Conhecimentos Gerais de Aeronaves ELEMENTOS DA ASA ELEMENTOS ESTRUTURAIS DA ASA REVESTIMENTO ELEMENTOS DA EMPENAGEM