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Anatomia dos 
Olhos e das 
Pálpebras
SUMÁRIO
1. Anatomia Externa ......................................................................................................... 3
2. Órbita ............................................................................................................................. 5
3. Musculatura Periorbitária............................................................................................ 7
4. Estruturas de Sustentação .......................................................................................... 9
5. Aparelho Lacrimal ...................................................................................................... 11
6. Musculatura Extrínseca ............................................................................................ 13
7. Globo Ocular ............................................................................................................... 15
8. Vascularização ........................................................................................................... 19
9. Inervação .................................................................................................................... 22
10. Drenagem Linfática .................................................................................................. 24
Referências ..................................................................................................................... 29
Anatomia dos Olhos e das Pálpebras   3
1. ANATOMIA EXTERNA
A anatomia externa do olho e das pálpebras corresponde às estruturas visíveis no 
exame clínico e desempenha um papel essencial na proteção e no funcionamento do 
sistema visual. Essas estruturas estão localizadas na transição entre o terço médio e 
o terço superior da face, onde se situam as órbitas, cavidades ósseas que abrigam e 
protegem os globos oculares e seus anexos.
PARTES DO OLHO 
Glândula 
Lacrimal
Ductos da Glândula 
Lacrimal
Esclera
Íris
Pupila
Pálpebra
Ponto Lacrimal Superior
Canal Lacrimal Superior
Canal Lacrimal 
Inferior
Saco Lacrimal
Ducto Lacrimal
Ponto Lacrimal 
Inferior
Prega Semilunar
Carúncula
Cílios
Figura 1. Anatomia Externa do Olho. 
Fonte: VectorMine/Shutterstock
O olho é composto por múltiplas camadas e estruturas essenciais para a visão. 
No centro do olho está a pupila, um orifício localizado na parte central da íris. A íris, 
por sua vez, é a região pigmentada do olho, cuja cor varia de acordo com a genética 
e a concentração de melanina, podendo ser castanha, preta, azul ou verde. A pupila 
modula a entrada de luz para a retina, ajustando seu tamanho conforme a iluminação 
do ambiente, por meio da ação dos músculos esfíncter da pupila e dilatador da pupila 
(miose e a midríase).
https://www.shutterstock.com/pt/image-vector/parts-eye-labeled-vector-illustration-diagram-1668462667
Anatomia dos Olhos e das Pálpebras   4
A córnea é uma estrutura transparente localizada na porção anterior do olho, reco-
brindo a íris e a pupila. Sua principal função é permitir a entrada de luz e contribuir com 
a refração da imagem. A transição entre a córnea e a esclera é chamada de limbo da 
córnea, região fundamental na manutenção da integridade ocular.
A esclera é a camada fibrosa branca e resistente do olho, que oferece sustentação 
estrutural. Ela é recoberta parcialmente pela conjuntiva, uma membrana mucosa fina 
e transparente que se estende até a superfície interna das pálpebras.
As pálpebras são estruturas móveis essenciais para a proteção ocular, pois evitam 
traumas, reduzem a exposição à luz intensa e distribuem o filme lacrimal sobre a cór-
nea. Elas possuem camadas que incluem pele, músculo, tecido conjuntivo e conjuntiva 
palpebral.
A sustentação das pálpebras é garantida por placas de tecido denso chamadas 
tarsos, sendo o tarso superior maior que o inferior. Eles contêm as glândulas tarsais 
(ou glândulas de Meibômio), responsáveis pela secreção de lipídios que evitam a eva-
poração precoce da lágrima.
A borda palpebral apresenta fileiras de cílios, que atuam como barreira protetora 
contra poeira e partículas estranhas. Além disso, ao longo da borda palpebral, encon-
tram-se as glândulas ciliares (Zeiss e Moll), que secretam substâncias oleosas para 
lubrificação dos cílios e da pele adjacente.
As pálpebras se encontram nas extremidades medial e lateral, formando as co-
missuras palpebrais. A comissura medial abriga estruturas importantes do sistema 
lacrimal, como a papila lacrimal e o ponto lacrimal, que são orifícios responsáveis pela 
drenagem do excesso de lágrimas.
A produção e drenagem lacrimal são essenciais para a lubrificação ocular e a eli-
minação de resíduos. A glândula lacrimal está localizada na porção superolateral da 
órbita e secreta o líquido lacrimal, que se espalha pela superfície ocular durante o piscar. 
Esse fluido drena através dos pontos lacrimais e segue pelos canalículos lacrimais até 
o saco lacrimal, localizado na fossa lacrimal do osso lacrimal. A partir daí, o líquido 
lacrimal flui pelo ducto nasolacrimal até a cavidade nasal, justificando por que lágrimas 
excessivas podem resultar em coriza.
Acima das pálpebras, localizam-se os supercílios, faixas de pelos cuja distribuição 
e espessura variam entre indivíduos. Eles auxiliam na proteção ocular ao desviar suor 
e outras partículas da testa para longe dos olhos.
As estruturas descritas aqui não apenas desempenham funções essenciais para 
a visão, mas também são elementos fundamentais no exame clínico oftalmológico. 
Alterações nessas estruturas podem indicar patologias oftalmológicas ou sistêmicas, 
como ptose palpebral, blefarite, conjuntivites e alterações lacrimais.
Anatomia dos Olhos e das Pálpebras   5
2. ÓRBITA
A órbita é uma estrutura óssea fundamental para a proteção e suporte das vísceras 
orbitárias, incluindo o globo ocular, nervos, vasos sanguíneos e gordura periorbitária. 
Anatomicamente, apresenta um formato de pirâmide quadrangular com a base voltada 
anterolateralmente e o ápice dirigido posteromedialmente .
Ossos da Órbita 
Osso 
Frontal
Fissura 
Orbital 
Superior
Osso 
Esfenóide
Fissura 
Orbital 
Inferior
Osso 
Zigomático
Forame 
Óptico
Osso 
Etmoide
Osso 
Lacrimal
Osso 
Palatino
Maxila
Figura 2. Ossos da órbita. 
Fonte: Twinkle picture/Shutterstock
As paredes orbitais são compostas por sete ossos principais, que se organizam 
para fornecer estabilidade e proteção às estruturas oculares. Essa estrutura óssea es-
tá intimamente relacionada com outras cavidades, como a cavidade nasal e os seios 
paranasais, tornando a órbita vulnerável a fraturas e patologias associadas.
Cada órbita é formada por sete ossos:
• Osso frontal: Constitui a parede superior (teto) da órbita e separa-a da fossa 
craniana anterior. Sua parte anterior apresenta a fossa lacrimal, onde se aloja a 
glândula lacrimal.
• Esfenóide (asas menor e maior): A asa menor do esfenóide participa da parede 
superior e contém o canal óptico, permitindo a passagem do nervo óptico (NC II) 
e da artéria oftálmica. A asa maior contribui para a parede lateral da órbita.
• Zigomático: Principal componente da parede lateral, um dos mais robustos, ofe-
recendo resistência a impactos.
https://www.shutterstock.com/pt/image-vector/anatomical-bones-orbit-2497529611
Anatomia dos Olhos e das Pálpebras   6
• Maxila: Forma a maior parte da parede inferior (assoalho da órbita), separando-a do 
seio maxilar. Possui o forame infraorbital, por onde passam vasos e nervos infraorbitais.
• Etmóide: Principal osso da parede medial, extremamente fino, frequentemente 
chamado de "lâmina papirácea". Está separado do globo ocular apenas por uma 
delgada camada óssea, tornando-se vulnerável a fraturas que podem levar à co-
municação entre a órbita e os seios etmoidais.
• Lacrimal: Pequeno osso situado na parede medial, próximo ao canal lacrimal. Participa 
na formação da fossa do saco lacrimal, essencial para a drenagem das lágrimas.
• Palatino: Pequena contribuição para a paredemedial posterior da órbita.
A órbita é constituída por quatro paredes ósseas, cada uma desempenhando um papel 
essencial na proteção e sustentação das estruturas orbitárias. A parede superior (teto) 
é formada pelo osso frontal e pela asa menor do esfenóide, separando a órbita da fossa 
craniana anterior e abrigando a fossa da glândula lacrimal. A parede lateral, composta pelo 
zigomático e pela asa maior do esfenóide, é a mais espessa e resistente, conferindo maior 
proteção contra impactos laterais. Já a parede medial, constituída pela lâmina orbital do 
etmóide, osso lacrimal, maxila e uma pequena porção do esfenóide, é extremamente del-
gada, o que a torna suscetível a fraturas e facilita a comunicação da órbita com os seios 
etmoidais e a cavidade nasal. Por fim, a parede inferior (assoalho da órbita), formada 
principalmente pela maxila, com contribuições do zigomático e do palatino, delimita o seio 
maxilar e apresenta a fissura orbital inferior, por onde passam vasos e nervos importantes.
Figura 3. Paredes orbitárias. 
Fonte: acervo Sanar.
Anatomia dos Olhos e das Pálpebras   7
Além das paredes ósseas, a órbita contém forames e fissuras que permitem a pas-
sagem de estruturas neurovasculares essenciais. O canal óptico, localizado na asa 
menor do esfenóide, é a via de passagem do nervo óptico (NC II) e da artéria oftálmica. 
A fissura orbital superior, situada entre as asas maior e menor do esfenóide, permite 
a passagem dos nervos oculomotor (NC III), troclear (NC IV), abducente (NC VI), além 
de ramos do nervo oftálmico (NC V1) e da veia oftálmica superior. Já a fissura orbital 
inferior, localizada entre o esfenóide e a maxila, é o local de trânsito do nervo infraorbital, 
do nervo zigomático e dos vasos infraorbitais. Por fim, o forame infraorbital, situado 
na maxila, permite a passagem do nervo e vasos infraorbitais, estruturas fundamentais 
para a sensibilidade da face.
A importância clínica da anatomia óssea da órbita é notável, principalmente devido à 
sua proximidade com os seios paranasais e o sistema nervoso central (SNC). Fraturas 
orbitais são comuns, especialmente nas paredes medial e inferior, que são mais frágeis. 
Fraturas "em explosão" podem comprometer o movimento ocular e a função do nervo 
infraorbital, causando dormência na região da bochecha e do lábio superior. A celulite 
orbitária, por sua vez, pode surgir devido à comunicação direta com os seios etmoidais, 
permitindo a disseminação de infecções. Outra condição relevante é a síndrome do 
ápice orbitário, caracterizada pela compressão dos nervos e vasos no ápice da órbita, 
resultando em dor intensa, oftalmoplegia e perda visual progressiva. Assim, embora a 
órbita tenha uma estrutura robusta para proteção do globo ocular, suas regiões vulne-
ráveis podem predispor a complicações clínicas graves, exigindo atenção especial em 
casos de trauma ou infecção.
3. MUSCULATURA PERIORBITÁRIA
A musculatura da região periorbitária desempenha papel essencial na proteção 
ocular, na movimentação das pálpebras e na expressão facial. Esses músculos são 
responsáveis tanto pelo controle voluntário quanto pelos movimentos reflexos que 
garantem a proteção do olho contra traumas e ressecamento.
Anatomia dos Olhos e das Pálpebras   8
Músculo corrugador do supercílio
Parte orbital dos músculos
orbiculares do olho
Parte palpebral 
dos músculos orbiculares do olho
Figura 4. Músculos Orbitais. 
Fonte: acervo Sanar.
O músculo corrugador do supercílio tem uma função importante na expressão facial 
e na regulação da exposição à luz. Ele se origina no osso frontal, próximo à glabela, e 
se insere na pele acima do terço médio da sobrancelha. Sua principal ação é aproximar 
as sobrancelhas medialmente, formando rugas verticais na testa, o que ocorre, por 
exemplo, em reações de preocupação ou esforço visual.
O músculo orbicular do olho é um dos mais importantes da região periorbitária e 
tem função essencial no fechamento das pálpebras, tanto voluntário quanto reflexo. 
Ele se divide em duas porções:
• Porção Palpebral: Localizada dentro das pálpebras, essa parte do músculo é res-
ponsável pelo piscar suave e involuntário, fundamental para a dispersão da lágrima 
sobre a superfície ocular e a proteção contra partículas em suspensão no ar.
• Porção Orbicular: Envolve toda a abertura da órbita e está associada ao fechamento 
vigoroso dos olhos, como ocorre em resposta a luz intensa ou dor.
O músculo orbicular do olho tem grande importância clínica, pois sua disfunção pode 
levar a alterações no fechamento palpebral, resultando em condições como lagoftalmo, 
a incapacidade de fechamento completo das pálpebras, e ectrópio. Essas alterações 
podem comprometer a lubrificação ocular e predispor a úlceras de córnea e infecções .
Anatomia dos Olhos e das Pálpebras   9
O músculo levantador da pálpebra superior é essencial para a abertura dos olhos. Ele 
se origina na asa menor do osso esfenóide e se insere no tarso superior da pálpebra. Sua 
inervação ocorre pelo nervo oculomotor, e uma de suas camadas profundas, o músculo 
tarsal superior, recebe fibras do sistema nervoso simpático. O comprometimento dessa 
estrutura pode levar à ptose palpebral, que é a queda da pálpebra superior .
Além dos músculos mencionados, a região periorbitária conta com músculos auxi-
liares, como:
• Músculo depressor do supercílio: Auxilia na movimentação das sobrancelhas, 
frequentemente em sinergia com o corrugador do supercílio.
• Músculo frontal (parte do músculo occipitofrontal): Contribui para a elevação das 
sobrancelhas e a expressão de surpresa ou atenção.
A integridade funcional da musculatura periorbitária é essencial para a saúde ocu-
lar. O dano ao nervo facial pode resultar na incapacidade de fechamento palpebral, 
predispondo à exposição corneana e ao desenvolvimento de ceratite por exposição. 
Por outro lado, lesões do nervo oculomotor levam à ptose, dificultando a abertura dos 
olhos e afetando a visão .
A análise anatômica e funcional desses músculos é essencial tanto para a com-
preensão das expressões faciais quanto para o diagnóstico e tratamento de diversas 
condições oftalmológicas e neuromusculares.
4. ESTRUTURAS DE SUSTENTAÇÃO
A sustentação das pálpebras e da órbita é garantida por um conjunto de estruturas 
ósseas, musculares e fibroelásticas que proporcionam integridade funcional ao com-
plexo ocular. Essas estruturas garantem o posicionamento adequado do globo ocular, 
a mobilidade das pálpebras e a proteção contra traumatismos.
Anatomia dos Olhos e das Pálpebras   10
Septo 
Orbitário
Músculo Levantador 
da Pálpebra Superior
Carúncula Lacrimal
Canalículos Lacrimais 
Superior e Inferior
Ligamento Palpebral 
Medial
Pontos Lacrimais 
Superior e Inferior
Ducto Nasolacrimal
Saco Lacrimal
Glândula Lacrimal, 
Parte Orbital
Glândula Lacrimal, 
Parte Palpebral
Pálpebra Superior
Pálpebra Inferior
Figura 5. Estrutura de sustentação e canal lacrimal. 
Fonte: burakbl/Shutterstock
O septo orbital, uma continuidade do periósteo, estende-se do rebordo orbitário 
superior e inferior até as pálpebras, funcionando como uma barreira que separa as es-
truturas profundas da órbita do tecido subcutâneo. Ele desempenha um papel crucial 
na contenção da gordura periorbitária, evitando que ela se projete anterior e patologi-
camente, como ocorre em condições como a ptose senil e o entrópio. Além disso, o 
septo orbital limita a disseminação de infecções, restringindo processos inflamatórios 
à região pré-septal ou orbitária.
Dentro da órbita, o músculo levantador da pálpebra superior desempenha papel 
essencial na mobilidade da pálpebra. Sua aponeurose se insere no tarso superior, con-
ferindo elevação e estabilidade. O tarso superior e o tarso inferior, placas fibroelásticas 
densas, são os principais elementos de sustentação da pálpebra e servem como pontos 
de fixação para ligamentos e músculos.
Os ligamentos cantais medial e lateral desempenham um papel fundamental no 
alinhamento das pálpebras. O ligamento cantal medialancora a pálpebra ao osso la-
crimal, enquanto o ligamento cantal lateral fixa-se ao tubérculo orbitário lateral do osso 
zigomático. Esses ligamentos garantem a tensão necessária para manter a margem 
palpebral em contato com o globo ocular, prevenindo ectrópio ou entrópio. Em casos de 
trauma ou cirurgia, a ruptura do ligamento cantal lateral pode resultar em desalinhamento 
palpebral, comprometendo a função protetora do olho e levando a exposição corneana.
Além disso, a fáscia orbital circunda e sustenta as estruturas intraorbitárias. A bainha 
do globo ocular, também chamada de cápsula de Tenon, é uma camada fibroelástica 
que reveste o bulbo do olho e forma uma interface deslizante entre o globo ocular e a 
gordura orbitária, permitindo o movimento suave do olho dentro da órbita.
https://www.shutterstock.com/pt/image-vector/tear-device-septum-orbit-eye-2539471219
Anatomia dos Olhos e das Pálpebras   11
Por fim, a distribuição harmônica da gordura orbitária contribui para a manutenção 
da posição do globo ocular. Com o envelhecimento, pode ocorrer atrofia da gordura 
orbitária, levando a enoftalmia e à diminuição do suporte palpebral, resultando em ptose 
e aumento da exposição ocular.
Dessa forma, a sustentação das pálpebras e da órbita é um processo altamente inte-
grado, no qual ossos, ligamentos, músculos e tecido conjuntivo trabalham em conjunto 
para garantir a estabilidade estrutural e funcional da região ocular .
5. APARELHO LACRIMAL
O aparelho lacrimal desempenha um papel essencial na lubrificação, proteção e 
manutenção da integridade ocular. Ele é composto pela glândula lacrimal, os ductos 
excretores, os canalículos lacrimais, o saco lacrimal e o ducto nasolacrimal, permitindo 
a produção, distribuição e drenagem do fluido lacrimal.
Aparelho Lacrimal 
Glândula 
Lacrimal
Saco Lacrimal
Pontos Lacrimais
Canalículos Lacrimais
Ducto Nasolacrimal
Cavidade Nasal
Figura 6. Aparelho lacrimal. 
Fonte: Alila Medical Media/Shutterstock
A glândula lacrimal encontra-se na porção superolateral da órbita, dentro da fossa 
lacrimal do osso frontal. Estruturalmente, divide-se em duas partes:
• Porção orbital: Situada acima do septo orbital.
• Porção palpebral: Posicionada abaixo do tendão do músculo levantador da pál-
pebra superior .
https://www.shutterstock.com/pt/image-illustration/lacrimal-gland-120437542
Anatomia dos Olhos e das Pálpebras   12
Essa glândula secreta um líquido lacrimal composto por uma solução salina fisioló-
gica com enzimas bactericidas (como a lisozima) e outros componentes que lubrificam 
e nutrem a superfície da córnea e da conjuntiva .
A produção do fluido lacrimal ocorre continuamente e é regulada pelo nervo facial 
(NC VII). Estímulos emocionais ou irritativos aumentam essa produção. O fluido é 
secretado através de 8 a 12 ductos excretores, que se abrem no fórnice conjuntival 
superior, permitindo que as lágrimas se espalhem sobre o olho .
O movimento das lágrimas é influenciado por:
• Ação da gravidade: Deslocando o fluido inferiormente.
• Fechamento das pálpebras: Direciona as lágrimas da lateral para a região medial, 
similar ao funcionamento de um limpador de para-brisa.
• Capilaridade: Auxilia na drenagem do líquido para os canalículos lacrimais .
A drenagem do fluido lacrimal ocorre por meio de um sistema altamente eficiente, 
que direciona as lágrimas da superfície ocular até a cavidade nasal. Esse processo tem 
início nos pontos lacrimais, pequenas aberturas localizadas na papila lacrimal, junto 
ao canto medial do olho. A partir desses pontos, o fluido é conduzido pelos canalículos 
lacrimais, pequenos ductos que transportam as lágrimas acumuladas no lago lacrimal 
até o saco lacrimal, uma estrutura dilatada situada na fossa lacrimal, medial à órbita. 
Dali, o líquido segue pelo ducto nasolacrimal, que o conduz até o meato nasal inferior, 
explicando a sensação de umidade nas narinas durante o choro. Quando a produção de 
lágrimas ultrapassa a capacidade de drenagem, como em episódios de intensa emoção 
ou irritação ocular, ocorre o extravasamento do fluido pelas pálpebras, resultando no 
lacrimejamento visível sobre as bochechas.
Além de sua função na drenagem, o fluido lacrimal é essencial para a home-
ostase ocular. Ele lubrifica continuamente a córnea e a conjuntiva, garantindo a 
integridade da superfície ocular e prevenindo o ressecamento. Também atua na 
eliminação de partículas estranhas e microrganismos, protegendo contra infec-
ções. Além disso, o líquido lacrimal fornece oxigênio e nutrientes para a córnea, 
estrutura avascular que depende desse suprimento externo. Outro aspecto crucial 
é a sua contribuição para a movimentação eficiente das pálpebras e a qualidade 
visual, uma vez que mantém a superfície ocular lisa e homogênea, evitando dis-
torções na refração da luz. A regulação desse sistema é essencial para prevenir 
distúrbios como o olho seco, a dacriocistite (infecção do saco lacrimal) e as obs-
truções do ducto nasolacrimal, que podem comprometer tanto o conforto ocular 
quanto a acuidade visual.
Anatomia dos Olhos e das Pálpebras   13
6. MUSCULATURA EXTRÍNSECA 
A musculatura extrínseca do olho é responsável pelo controle preciso dos movimen-
tos oculares, permitindo a mobilidade do globo ocular dentro da órbita e garantindo a 
convergência e a acomodação visual. Esses músculos possibilitam deslocamentos em 
três eixos principais: vertical (elevação e depressão), horizontal (adução e abdução) e 
rotacional (intorsão e extorsão), sendo fundamentais para a visão binocular e a manu-
tenção do alinhamento visual.
O olho humano possui seis músculos extrínsecos que controlam sua posição dentro 
da órbita: quatro músculos retos e dois músculos oblíquos.
Músculos do Olho Humano
Olho Direito (Vista Lateral) Olho Direito (Vista Anterior)
Músculo Elevador da 
Pálpebra Superior
Tróclea (Polia Ligamentosa)
Músculo Oblíquo 
Superior
Músculo Oblíquo Superior
Músculo Reto 
Superior
Músculo Reto Superior
Músculo 
Reto Medial
Músculo Reto Medial
Músculo 
Reto 
Lateral
Músculo Reto Lateral
Músculo 
Oblíquo Inferior
Músculo Oblíquo Inferior
Músculo 
Reto InferiorMúsculo Reto 
Inferior
Anel Tendíneo 
Comum
Nervo Óptico
Figura 7. Musculatura Extrínseca. 
Fonte: VectorMine/Shutterstock
• Os músculos retos se originam no anel tendíneo comum, localizado na órbita 
posterior, e seguem trajetos relativamente retos até suas inserções na esclera: 
• Reto superior: eleva o olho e contribui para adução e intorsão.
• Reto inferior: deprime o olho, além de contribuir para adução e extorsão.
• Reto medial: aduz o olho (movimento em direção ao nariz).
• Reto lateral: abduz o olho (movimento para longe da linha média).
https://www.shutterstock.com/pt/image-vector/eye-muscles-detailed-anatomical-description-medical-2162652879
Anatomia dos Olhos e das Pálpebras   14
• Os músculos oblíquos, por sua vez, têm trajetos mais complexos e são essenciais 
para a compensação rotacional dos movimentos oculares: 
• Oblíquo superior: se origina na parte medial da órbita e seu tendão passa por 
uma estrutura em formato de polia, a tróclea, antes de se inserir na esclera, 
permitindo que atue na depressão, abdução e intorsão do olho.
• Oblíquo inferior: tem um percurso distinto, originando-se na parte anterior da 
órbita e se inserindo na região posterolateral do globo ocular, sendo responsável 
pela elevação, abdução e extorsão.
Esses músculos funcionam em sinergia para permitir movimentos coordenados, 
essenciais para tarefas como acompanhar objetos em movimento e convergir os olhos 
durante a leitura.
A inervação desses músculos é realizada por três nervos cranianos. O nervo oculo-
motor (NC III) inerva a maior parte dos músculos extrínsecos, incluindo reto superior, 
reto inferior, reto medial e oblíquo inferior, além do levantador da pálpebra superior, 
que auxilia na abertura ocular. O nervo troclear (NC IV) inerva exclusivamente o oblí-
quo superior, enquanto o nervo abducente (NC VI) é responsável pela inervação doreto lateral. 
Tabela 1. Inervação dos músculos extrínsecos do bulbo do olho. 
Nervo Oculomotor Nervo Troclear Nervo Abducente
M. Levantador da pálpebra superior M. Oblíquo superior M. Reto lateral
M. Reto superior
M. Reto medial
M. Reto inferior
M. Oblíquo inferior
Fonte: Elaborado pela autora.
Os movimentos oculares resultam da ação coordenada entre os músculos extrínse-
cos, garantindo deslocamentos precisos do olho para diversas direções. Os músculos 
retos exercem ações primárias mais intuitivas, promovendo movimentos verticais e 
horizontais, enquanto os oblíquos atuam em movimentos combinados e são essenciais 
para a estabilidade ocular. Quando os olhos estão em posição primária, os músculos 
reto superior e inferior promovem elevação e depressão, respectivamente, mas também 
contribuem para a adução e rotação do olho. Da mesma forma, os músculos oblíquos 
são importantes para ajustes finos de rotação, prevenindo distorções visuais ao inclinar 
a cabeça.
Anatomia dos Olhos e das Pálpebras   15
O conhecimento da musculatura extrínseca do olho e sua inervação tem grande 
relevância clínica, sendo essencial para o diagnóstico de distúrbios neurológicos que 
afetam a motricidade ocular. A paralisia do nervo oculomotor (NC III) resulta em ptose 
palpebral, desvio lateral do olho e comprometimento da elevação, depressão e adução. 
A paralisia do nervo troclear (NC IV) leva a diplopia vertical, especialmente ao olhar 
para baixo, dificultando ações como descer escadas ou ler. Já a paralisia do nervo 
abducente (NC VI) impede a abdução do olho, causando estrabismo convergente e 
visão dupla lateral.
 Na prática!  Avaliação da Função dos Músculos Extrínsecos
A avaliação clínica da função dos músculos extrínsecos é realizada através do 
teste do "H", no qual o paciente acompanha o movimento do dedo do examinador 
em seis direções principais. Esse exame permite identificar déficits musculares 
específicos e direcionar o diagnóstico de possíveis neuropatias ou condições que 
afetam o controle motor ocular. A ação sinérgica entre os músculos de ambos os 
olhos é essencial para a visão binocular e o alinhamento preciso do olhar, garan-
tindo que o sistema visual funcione de maneira integrada e eficiente.
7. GLOBO OCULAR
O olho humano é um órgão complexo responsável pela captação e processamento 
dos estímulos luminosos, possibilitando a visão. Sua anatomia interna é composta por 
várias estruturas especializadas, que trabalham em conjunto para garantir a formação 
de imagens nítidas na retina e sua posterior interpretação pelo cérebro.
Anatomia dos Olhos e das Pálpebras   16
Anatomia do Olho Humano 
Corpo Ciliar
Pupila
Cristalino
Câmara 
Anterior
Humor 
Vítreo
Músculo Reto 
Medial
Músculo Reto Lateral
Coroide
Esclera
Fóvea Central
Nervo Óptico
Artéria Central 
da Retina
Cabeça do 
Nervo Óptico
Vasos Sanguíneos 
da Retina
Retina
Córnea
Íris
Figura 8. Anatomia do globo ocular. 
Fonte: Selim gdb/Shutterstock
A parte anterior do olho inclui a córnea, uma membrana transparente e altamente 
sensível que protege o olho e auxilia na refração da luz. Logo atrás, a íris, composta por 
músculos lisos, regula a quantidade de luz que entra no olho ao controlar o diâmetro 
da pupila, a abertura central que permite a passagem da luz.
A íris divide o segmento anterior do olho em duas câmaras:
• Câmara anterior, localizada entre a córnea e a íris.
• Câmara posterior, situada entre a íris e o cristalino.
Essas câmaras contêm o humor aquoso, um líquido que nutre as estruturas avascu-
lares do olho (como a córnea e o cristalino) e mantém a pressão intraocular adequada. 
O humor aquoso é produzido pelos processos ciliares do corpo ciliar e drenado pelo 
canal de Schlemm, localizado no ângulo iridocorneal.
https://www.shutterstock.com/pt/image-vector/human-eye-anatomy-science-vector-design-2459045445
Anatomia dos Olhos e das Pálpebras   17
O cristalino é uma lente biconvexa que ajusta seu formato para permitir o foco de 
objetos próximos e distantes. Essa capacidade, chamada acomodação, é regulada pelo 
músculo ciliar. O cristalino é avascular e recebe seus nutrientes do humor aquoso.
A cavidade posterior do olho é preenchida pelo corpo vítreo, uma substância gela-
tinosa que auxilia na manutenção da forma do globo ocular e permite a passagem da 
luz para a retina.
O globo ocular é composto por três camadas principais, cada uma com funções 
específicas essenciais para a proteção, nutrição e processamento dos estímulos visu-
ais. A túnica fibrosa externa é a camada mais superficial e exerce um papel estrutural 
e protetor. Ela é formada pela esclera, uma membrana branca e opaca que confere 
resistência ao olho e serve como ponto de fixação para os músculos extraoculares, e 
pela córnea, uma estrutura transparente que atua na refração da luz, permitindo sua 
entrada no olho.
A camada intermediária, denominada túnica vascular média ou úvea, é altamente 
vascularizada e responsável pelo suprimento sanguíneo das estruturas oculares inter-
nas. Nela se encontra a corioide, uma rica rede de vasos sanguíneos que nutre a retina 
e auxilia na absorção da luz para reduzir reflexos indesejados. O corpo ciliar, localizado 
na porção anterior dessa camada, contém os músculos ciliares, que regulam a curva-
tura do cristalino para o processo de acomodação visual, além dos processos ciliares, 
responsáveis pela produção do humor aquoso. Já a íris, também parte da túnica vas-
cular, funciona como um diafragma ajustável que controla a entrada de luz no olho ao 
modificar o diâmetro da pupila.
Por fim, a túnica nervosa interna, representada pela retina, é a camada sensorial do 
olho. A parte óptica da retina contém os fotorreceptores – cones, responsáveis pela 
visão de cores e detalhes finos, e bastonetes, especializados na captação de luz em 
ambientes de baixa luminosidade. Já a parte cega reveste o corpo ciliar e a íris, mas 
não possui fotorreceptores, sendo, portanto, incapaz de captar estímulos luminosos. 
Essa complexa organização das camadas do globo ocular garante a captação e o pro-
cessamento adequado das imagens, permitindo a formação de uma percepção visual 
precisa e funcional.
Anatomia dos Olhos e das Pálpebras   18
Estrutura da Retina
Coróide
Epitélio 
Pigmentar Epitélio 
Pigmentar
Camada de 
Fotorreceptores
Camada Nuclear 
Externa
Camada Plexiforme 
Externa
Camada Nuclear 
Interna
Camada Plexiforme 
Interna
Camada de Células 
Ganglionares
Camada de Fibras 
Nervosas
Bastonete
Célula Horizontal
Célula Bipolar
Célula Amácrina
Célula Ganglionar
Para o Nervo 
Óptico
Cone
Retina
Nervo 
óptico
Figura 9. Estrutura da Retina. 
Fonte: inspiring.team/Shutterstock
Na retina, destaca-se a mácula lútea, uma área responsável pela visão de alta defi-
nição. No centro da mácula está a fóvea central, onde há alta concentração de cones, 
permitindo maior acuidade visual. O disco óptico, por onde o nervo óptico sai do olho, 
não possui fotorreceptores e corresponde ao "ponto cego" da visão.
O nervo óptico (NC II) transporta os impulsos visuais da retina para o córtex occipital 
do cérebro. A vascularização do olho ocorre principalmente pela artéria oftálmica, com 
a artéria central da retina sendo responsável pelo suprimento sanguíneo da camada 
interna da retina. A drenagem venosa se dá pelas veias oftálmicas e pela veia central 
da retina, que desembocam no seio cavernoso.
Durante a fundoscopia, é possível visualizar o fundo do olho, incluindo o disco óp-
tico, a mácula e os vasos retinianos, permitindo a detecção de alterações vasculares 
e neurológicas.
https://www.shutterstock.com/pt/image-vector/eye-retina-anatomy-human-vision-organ-2209889737
Anatomia dos Olhos e das Pálpebras   19
Figura 10. Fundoscopia normal. 
Fonte: Kateryna Kon/Shutterstock
Essa organização estrutural sofisticada do globo ocular garante a captação eficiente 
dos estímulos luminosos e a formação de imagens, permitindo que o cérebro interprete 
os sinais visuais e proporcione a experiênciada visão.
8. VASCULARIZAÇÃO
A vascularização do olho e das pálpebras destaca-se por sua complexidade e papel 
vital na manutenção da visão e proteção ocular. Os vasos sanguíneos responsáveis por 
essa irrigação derivam principalmente da artéria oftálmica, ramo da artéria carótida 
interna, e de ramos da artéria carótida externa, assegurando o fornecimento de oxigênio 
e nutrientes para as estruturas internas do globo ocular e as pálpebras.
https://www.shutterstock.com/pt/image-illustration/normal-retina-illustration-ophthalmoscope-image-2367291119
Anatomia dos Olhos e das Pálpebras   20
No globo ocular, a artéria oftálmica, ao penetrar na órbita através do forame óptico, 
acompanha o nervo óptico e origina importantes ramificações. Entre elas, a artéria 
central da retina se destaca por penetrar o nervo óptico e emergir no disco óptico 
para suprir a retina interna. Esta artéria é classificada como uma artéria terminal, 
e sua obstrução pode levar à isquemia retiniana, resultando em perda de visão. As 
artérias ciliares posteriores curtas perfuram a esclera ao redor do nervo óptico e 
suprem a corioide, que nutre a camada externa avascular da retina. Já as artérias 
ciliares posteriores longas percorrem entre a esclera e a corioide até alcançarem 
o corpo ciliar e a íris, participando da formação do plexo ciliar. As artérias ciliares 
anteriores, derivadas dos ramos musculares da artéria oftálmica, irrigam a esclera, 
a íris e o corpo ciliar .
Artérias do Olho 
Artéria Oftálmica
Artéria Ciliar 
Posterior Curta
Artéria Lacrimal
Artéria caróide 
interna
Artéria Meníngea Média
Artéria Supra-Orbital
Artéria Nasal 
Dorsal
Artéria 
Supratroclear
Artéria Ciliar Anterior
Canais no Osso Zigomático
Artérias Etmoidais nos 
Canais do Osso Etmoide
Posterior Anterior
Nervo Óptico
Figura 11. Artérias do olho. 
Fonte: inspiring.team/Shutterstock
A drenagem venosa do globo ocular é igualmente sofisticada. A veia central da 
retina acompanha sua artéria homônima e geralmente drena diretamente para o seio 
cavernoso, ou, alternativamente, para as veias oftálmicas. As veias vorticosas são 
responsáveis pela drenagem da corioide e desembocam nas veias oftálmicas superior 
e inferior, que se conectam ao plexo venoso pterigóideo e ao seio cavernoso. O seio 
venoso da esclera (Canal de Schlemm), situado na junção esclero-corneana, desempe-
nha um papel crucial na drenagem do humor aquoso, sendo fundamental na regulação 
da pressão intraocular e prevenção de condições como o glaucoma .
https://www.shutterstock.com/pt/image-vector/human-eye-arteries-ophthalmic-artery-central-2267961075
Anatomia dos Olhos e das Pálpebras   21
Figura 12. Veias do olho. 
Fonte: acervo Sanar.
Na porção anterior do olho, forma-se uma rede anastomótica na íris, que facilita a 
troca de substâncias com a câmara anterior, essencial para a nutrição da córnea. A 
córnea, por ser avascular, depende de difusão para sua nutrição. Esse processo ocorre 
a partir do humor aquoso presente na câmara anterior e através de capilares no limbo 
escleral, que provê renovação celular. Além disso, o filme lacrimal proporciona oxigênio 
e defesa antimicrobiana, fundamentais para a saúde corneana.
A órbita e as pálpebras recebem suprimento sanguíneo tanto de ramos da carótida 
interna quanto da carótida externa, criando um sistema vascular redundante que protege 
contra isquemias locais. Da artéria oftálmica, derivam ramos como a artéria supraorbital, 
que nutre a fronte e o couro cabeludo, a artéria supratroclear, que irriga as pálpebras e a 
testa, e a artéria lacrimal, que fornece sangue para a glândula lacrimal, a conjuntiva e as 
pálpebras. Já os ramos da carótida externa, como a artéria infraorbital (proveniente da 
artéria maxilar) e a artéria angular (ramo terminal da facial), contribuem para a vasculari-
zação das pálpebras e da região nasal, enquanto ramos das artérias temporal superficial 
e transversa da face formam arcos vasculares nas pálpebras superior e inferior .
Anatomia dos Olhos e das Pálpebras   22
A drenagem venosa da órbita e das pálpebras ocorre principalmente através das veias 
oftálmicas superior e inferior, que se comunicam com o seio cavernoso, facilitando a 
drenagem para a circulação cerebral. Essa interconexão torna possível a ocorrência de 
trombose do seio cavernoso a partir de infecções faciais, devido à proximidade com 
a "área perigosa da face" .
A interligação das redes arteriais e venosas que suprem o olho e as pálpebras 
demonstra a importância desse sistema vascular para a oftalmologia e neurologia, 
enfatizando a necessidade de vigilância clínica constante para prevenir complicações 
como glaucoma, retinopatia isquêmica e trombose do seio cavernoso.
9. INERVAÇÃO
A inervação do olho e das pálpebras envolve uma complexa rede de nervos cranianos 
responsáveis tanto pela motricidade quanto pela sensibilidade da região orbitária. A 
coordenação entre essas estruturas garante movimentos precisos do globo ocular e a 
manutenção da integridade do sistema visual.
A motricidade ocular depende de três nervos cranianos que suprem os músculos 
extrínsecos do olho:
• Nervo Oculomotor (NC III): É o principal responsável pela movimentação do olho, 
suprindo os músculos reto superior, reto inferior, reto medial e oblíquo inferior, 
além do levantador da pálpebra superior. Possui também uma função autonômi-
ca ao transportar fibras parassimpáticas pré-ganglionares para o gânglio ciliar, 
que posteriormente inervam o músculo esfíncter da pupila e o músculo ciliar, 
fundamentais para a contração pupilar e acomodação visual .
• Nervo Troclear (NC IV): Exclusivamente motor, inerva o músculo oblíquo superior, 
que permite a depressão e a rotação medial do olho .
• Nervo Abducente (NC VI): Controla apenas o músculo reto lateral, responsável 
pela abdução do olho, ou seja, pelo movimento lateral do globo ocular .
O nervo trigêmeo (NC V) é o principal responsável pela inervação sensitiva da órbita 
e das estruturas anexas. Seu ramo oftálmico (V1) se divide em três ramos principais:
• Nervo Lacrimal: Fornece inervação sensitiva para a glândula lacrimal e para a 
conjuntiva lateral .
• Nervo Frontal: Responsável pela inervação da pálpebra superior e da pele da fronte .
• Nervo Nasociliar: Envia ramos para a córnea, a esclera e as pálpebras, além de 
participar da inervação do gânglio ciliar por meio dos nervos ciliares longos e cur-
tos, que carregam fibras simpáticas e parassimpáticas para a íris e o corpo ciliar .
Anatomia dos Olhos e das Pálpebras   23
Nervos Motores do Olho 
Nervo Oculomotor (NC III)
Nervo Troclear (NC IV)
Nervo Abducente (NC VI)
Nervos Ciliares 
Curtos
Músculo ciliar
Músculo Esfíncter 
da Pupila
Músculo Levantador 
da Pálpebra Superior
Músculo oblíquo superior
Músculo reto superior
Músculo reto lateral
Músculo reto medial
Músculo reto inferior
Músculo oblíquo inferior
Fibras motoras
Óptica (II) sensorial
Fibras sensoriais
Gânglio 
Ciliar
Figura 13. Inervação do olho. 
Fonte: Pikovit/Shutterstock
O sistema nervoso autônomo regula funções involuntárias essenciais para a visão, 
como a acomodação do cristalino e o controle do diâmetro pupilar:
• Parassimpático: Fibras originadas do núcleo de Edinger-Westphal (NC III) viajam 
até o gânglio ciliar, onde fazem sinapse. As fibras pós-ganglionares inervam o 
músculo esfíncter da pupila (responsável pela miose) e o músculo ciliar (que 
ajusta a curvatura do cristalino para visão de perto) .
• Simpático: As fibras simpáticas pós-ganglionares originam-se do gânglio cervi-
cal superior, seguem pelo plexo carotídeo interno e atingem a órbita via nervos 
ciliares longos e curtos. Elas inervam o músculo dilatador da pupila (responsável 
pela midríase) e o músculo tarsal superior, que auxilia na elevação da pálpebra .
As pálpebras possuem uma inervação mista, combinando fibras motoras e sensitivas:
• Nervo Oculomotor (NC III): Controla o músculo levantador da pálpebra superior, 
essencial para a abertura dos olhos. Sua paralisiaresulta em ptose palpebral .
• Nervo Facial (NC VII): Inerva o músculo orbicular do olho, responsável pelo fecha-
mento das pálpebras. Sua lesão pode impedir o piscar reflexo e causar exposição 
excessiva da córnea .
• Nervo Trigêmeo (NC V1 e V2): Proporciona sensibilidade à pálpebra superior (via 
ramo oftálmico - V1) e inferior (via ramo maxilar - V2) .
A inervação dos olhos e das pálpebras envolve uma interação precisa entre nervos 
cranianos motores e sensitivos, além de fibras autonômicas simpáticas e parassimpá-
ticas. Essa complexa rede neuronal assegura não apenas os movimentos coordenados 
do globo ocular, mas também a proteção da córnea, a regulação da pupila e a acomo-
dação visual, permitindo uma resposta eficiente a estímulos ambientais e condições 
luminosas variadas.
https://www.shutterstock.com/pt/image-vector/motor-nerves-eye-anatomy-poster-abducens-2487970189
Anatomia dos Olhos e das Pálpebras   24
10. DRENAGEM LINFÁTICA
A drenagem linfática da região orbitária e das pálpebras é essencial para a home-
ostase tecidual e a defesa imunológica, garantindo a remoção de líquidos intersticiais 
e células do sistema imune que possam estar respondendo a processos inflamatórios 
ou infecciosos. Essa drenagem ocorre através de uma rede linfática complexa, que se 
comunica com estruturas adjacentes da face e do pescoço.
A região orbitária conta com uma drenagem linfática que segue principalmente para 
os linfonodos pré-auriculares (parotídeos) e submandibulares, por meio de vasos que 
acompanham os plexos venosos. Diferentemente de outros tecidos, a órbita não contém 
linfonodos próprios, e a drenagem linfática ocorre por meio de trajetos conectados às 
estruturas palpebrais e perioculares.
Sistema 
Linfático 
Facial
Linfonodos 
Pós-Auriculares
Linfonodos 
Pré-Auriculares
Glândula 
Parótida
Linfonodos Cervicais 
Posteriores
Linfonodos Cervicais 
Profundos
Linfonodos 
Supraclaviculares
Linfonodos 
Faciais
Linfonodos 
Submentonianos
Linfonodos 
Submandibulares
Linfonodos Cervicais 
Anteriores
Figura 14. Drenagem Linfática da Face. 
Fonte: ORLY design/Shutterstock
https://www.shutterstock.com/pt/image-illustration/woman-profile-facial-lymphatic-system-nodes-2327727499
Anatomia dos Olhos e das Pálpebras   25
As pálpebras possuem um sistema de drenagem linfática bem estabelecido, com 
dois trajetos principais:
• Drenagem lateral: Direciona-se para os linfonodos pré-auriculares (parotídeos), 
acompanhando as veias temporais superficiais.
• Drenagem medial: Segue para os linfonodos submandibulares, através de canais 
linfáticos próximos ao canto medial do olho e ao aparelho lacrimal .
O fluxo linfático das pálpebras e da região orbitária não é isolado, estando intimamen-
te relacionado à drenagem linfática da face. Isso significa que processos infecciosos 
ou inflamatórios na face podem afetar a região orbitária e vice-versa. Além disso, essa 
interconexão favorece a drenagem para os linfonodos cervicais profundos, por meio 
de coletores linfáticos associados à veia jugular interna.
Após passar pelos linfonodos pré-auriculares e submandibulares, a drenagem linfá-
tica segue padrões semelhantes ao restante da face:
• No lado direito, direciona-se ao ducto linfático direito.
• No lado esquerdo, drena para o ducto torácico, que leva a linfa à circulação sis-
têmica .
A drenagem linfática eficiente da região orbitária desempenha um papel funda-
mental na manutenção da função ocular e na resposta imunológica. Uma drenagem 
comprometida pode levar a edema periorbitário, infecções recorrentes e processos 
inflamatórios prolongados, como observado em condições como celulite orbitária e 
conjuntivites severas.
Além disso, o conhecimento da drenagem linfática da órbita e das pálpebras tem 
importância cirúrgica, especialmente em procedimentos oftalmológicos e plásticos. 
Intervenções na região periorbitária, como blefaroplastias e drenagem de abscessos, 
devem considerar o trajeto linfático para evitar complicações como linfedema persis-
tente e fibrose tecidual.
Assim, a drenagem linfática dos olhos e das pálpebras é um componente essencial 
da homeostase local e da defesa imunológica da região orbitária. Sua conexão com 
os linfonodos parotídeos, submandibulares e cervicais torna essa rede altamente inte-
grada ao sistema linfático da face, garantindo a remoção eficiente de fluidos e células 
imunológicas. O entendimento desses mecanismos é crucial tanto para a abordagem 
clínica quanto para intervenções cirúrgicas oftalmológicas e faciais.
Anatomia dos Olhos e das Pálpebras   26
Órbita: Cavidade óssea que protege o olho
Músculo Levantador da Pálpebra Superior: Elevação da pálpebra (inervado pelo NC III)
Globo Ocular: Estrutura esférica composta por múltiplas camadas essenciais para a visão
Músculo Tarsal Superior: Auxilia na abertura da pálpebra (inervado pelo sistema simpático)
MAPA MENTAL: ANATOMIA DOS OLHOS E DAS PÁLPEBRAS.
Anatomia Externa
Pálpebras: Estruturas móveis que protegem os olhos contra traumas e reduzem a exposição à luz
Glândulas tarsais (Meibômio): Secreção de lipídios 
para evitar evaporação da lágrima
Tarsos (superior e inferior): 
Estruturas de sustentação
Cílios e Glândulas Ciliares (Zeiss e Moll): 
Proteção contra partículas e lubrificação
Comissuras Palpebrais (Medial e Lateral): 
Cantos do olho que contêm o sistema lacrimal
Limbo da córnea: 
Transição entre córnea e esclera
Esclera: Camada fibrosa branca que dá 
sustentação ao olho
Conjuntiva: Membrana mucosa transparente que 
recobre a esclera e a parte interna das pálpebras
Íris e Pupila: Regulam a 
entrada de luz
Supercílios: Proteção contra suor e 
partículas da testa
Córnea: Estrutura transparente 
responsável pela refração da luz
Órbita
Musculatura Periorbitária
Função: Proteção e suporte para o globo ocular e estruturas anexas
Músculo Corrugador do Supercílio: Aproxima as sobrancelhas, 
formando rugas verticais
Formato: Pirâmide quadrangular com base anterolateral 
e ápice posteromedial
Músculo Orbicular do Olho
Porção palpebral: Piscar suave e dispersão da lágrima
Paredes Ósseas (7 ossos)
Porção orbicular: Fechamento vigoroso do olho
Forames e Fissuras
Canal óptico → Nervo óptico (NC II) 
e artéria oftálmica
Fissura orbital superior → NC III, IV, VI, V1 
e veia oftálmica superior
Fissura orbital inferior → 
Nervo infraorbital e zigomático
Forame infraorbital → 
Nervo e vasos infraorbitai
(continua)
Anatomia dos Olhos e das Pálpebras   27
Estruturas de Sustentação
Septo Orbital: Barreira fibrosa que separa 
estruturas profundas da órbita
Fáscia Orbital: Envolve e protege as 
estruturas intraorbitárias Ligamentos Cantais: Mantêm o alinhamento das pálpebras
Medial → Fixa-se ao osso lacrimal Lateral → Fixa-se ao zigomático
Cápsula de Tenon: Permite o movimento suave do olho dentro da órbita Gordura Orbitária: Mantém a posição do globo ocular e sofre alterações com o envelhecimento
Aparelho Lacrimal
Inervação
Musculatura Extrínseca do Olho
Glândula Lacrimal: Secreção de lágrimas
Reto Lateral → Abdução
Motora
Drenagem Lacrimal
Oblíquo Superior → Depressão, abdução e intorsão
Pontos lacrimais → Canalículos lacrimais → Saco lacrimal → 
Ducto nasolacrimal → Cavidade nasal
NC IV (Troclear): Movimento do oblíquo superiorNC III (Oculomotor): Movimentos oculares e controle da pupila NC VI (Abducente): Movimento do reto lateral
Funções: Lubrificação, proteção contra microrganismos e 
remoção de partículas
Oblíquo Inferior → Elevação, abdução e extorsão
(continua)
Reto Superior → Elevação, adução e intorsão Reto Inferior → Depressão, adução e extorsão Reto Medial → Adução
Anatomia dos Olhos e das Pálpebras   28
Artéria Oftálmica → Principal suprimento arterial
Artéria Central da Retina: Irriga a retina interna Artérias Ciliares: Irrigam a corioide, esclera e corpo ciliar
Vascularização
Drenagem Venosa
Veias Vorticosas → Drenam a corioideVeia Central da Retina → Drena para o seio cavernoso Veias Oftálmicas → Comunicação com o sistemavenoso cerebral
Fonte: Elaborado pela autora.
Sensitiva Autonômica
Parassimpático → Miose (contração pupilar) e 
acomodação do cristalino
NC V (Trigêmeo) - Ramo oftálmico (V1): Sensibilidade da córnea, 
órbita e pálpebras
Simpático → Midríase (dilatação pupilar) e elevação da pálpebra pelo 
músculo tarsal superior
Anatomia dos Olhos e das Pálpebras   29
REFERÊNCIAS 
Sabiston DC. Tratado de cirurgia. 19ª ed.
Sobotta J. Atlas de anatomia humana. 21ª ed. 2000.
Netter FH. Atlas interativo 3.0.
Escrito por Laura Francisca Moura e revisado por Rafael Siqueira
sanarflix.com.br
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	1.	Anatomia Externa
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	3.	Musculatura Periorbitária
	4.	Estruturas de Sustentação
	5.	Aparelho Lacrimal
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	7.	Globo Ocular
	8.	Vascularização
	9.	Inervação
	10.	Drenagem Linfática
	REFERÊNCIAS

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