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SEÇÃO 14 A APLICAÇÃO w = z 2 43
dois semieixos reais do plano z, o positivo e o negativo, são levados sobre o semiei
xo 11eal positivo do plano w.
Se n for um inteiro f ositivo maior do que 2, muitas das propr ,edades da apl. ca
ção w = ,ti, ou w = r'1ein , são análogas às da aplicação w = z2. ma aplicação dessas
leva todo o plano z sobre o plano w, s ndo cada ponto ão nulo do p ano w a · magem
de n pon~o di tintos do plano z. O círculo r = r0 é levado no círculo p = r;, e o · etor
r v-
(a) lin1 Re z = Re zo;
.,. -(1
(c lim:.... = O •
•-o -
2. Sejam a, b e e constantes complexas. 1 se a definição de limites (2) da Seção 15 para
provar que
(a) lim (az + b = azo+ b· (b) lim ("': 2 + e = zl + e;
. --,. ! ( 1 i~ ::o
(e) lim [x+i(2x+ y)]= l+i z=x+ iy.
l-+ 1-i
3. Sejam n um "nteí, o po itivo ,e P(z) ,e Q(z) polinômio , endo Q(z0) # O. Use o ,eorema
2 da Seção 16, bem como os limite, que ap~ecem naquela seção, para obter
( )
'
. 1 ( 0 (b) 1. i z
3
- 1. , ) 1. P(z) a 1m - zo # ); 1m ---, e 1m --.
z-.Z(1 -ti /('
12. Explique por que ão únicos o limit,es envolvendo o ponto no infinito.
13. Mostre que um ,conjunto S é ilimitado ( •eção 12) ·e. ,e ó e, qualquer vizinhança do
ponto no infinito contém algum ponto de S.
1'9 DERIVADAS
Seja/ u a função cujo domínio de definição contenha uma v· zinhança lz - z01 é contínua no ponto w0 = f(z0). Logo, a
composição 4>[/(z)] é contí , ua em z0 ,e, já que ·cl>( w0) = O, segue
hm,expre são na equação (6)
quando z tende a z0•
EXERCÍCIOS
L I e a definição (3) da Seção 9 para demon "trar diretamente que
dtv .,
- - 2- e w = z-.
dz - "
2. 1 se o re ultado: da Seção 20 para encontrar/' (z) e
(a) /(z)=3z2 -2z+4; (b) f(z)= 2-2 +i)-;
(e) J(z) =
2
\- \ ( z =I= -~); (d) .f(z) = (I ::t)4
(z =I= O).
3.. sando r ultados da Seção 20, mostre que
(.a) um polinômio
P (z) = ao ª"~O)
de grau n (n :::: ) é de ivável em toda parte, ,com derivada
P '(z) = a 1 + 2a.,-: + · · · na11 z'1-
1
;
(b) os ooeficientes do polinômio P(r,) da parte (a) podem ser escrito como
P' (0) P" (0 p M 0)
ao = P (O) , a1 = - 1,
1
-, a2 = 2!' ... , an = n.
4.. Suponha que f(z0) = g(zo) = O e que exi tam J' (zo) e g'(zo), sendo g' (z.o) # O. Use a
de, nição de derivada (1) da Seção 19 para mootrar que
1
. /(z) .f'Czo)
lill -- = --.
; ZIJ g(z.) gl(-o)
5.. Deduza a expressão da derivada da sorna de duas f mções (3) da Seção 20.
6. Deduza a ,expressão da derivada de z11 (2) da Seção 20 se n for um in~eiro positivo usando
(a) indução matemática e a expressão da derivada do produto de duas funções (4) da
Seção20·
(b) a defini,ção da derivada (3) da Seção 19 e a fórmula do binômio (Seção 3).
i .. Prov,e que a expressão da deri ada de Z71 (2) da Seção 20 permanece álida •e n for um
inteiro negati o (n = - 1, - 2, ... ), de, de que z =I= O.
Si,gestão: esc1,eva m = -n eu e a regra da derivada do quociente de duas funções.
8. 1 se o método do EXiempLo 2 da Seção t9 para mostrar que/' (z) não existe em ponto z
algum se
62 CAPIÍ.TULO 2 FUNÇÕES AINAL,TICAS
(a) f(z) =Rez; (b)f(z) = Imz.
9. ejaf a fiunção definida pelos valores
l z) = {:'lz e z =fO.,
e z = O..
Mostre que se z = o. então l:l. w / /:l.z = l em cada pomo não nulo dos eixos real e imagi
nário do plano l:!.,z ou l:l.x l:l.y. Em eguida, mo tre que l:l.w/ l:l.z = -1 em ,cada ponto não
nulo (6.x, ~) da reta l:l.y = ~ ne: e plano (Figura 29). Conclua des as observações
que não existe!' ~O). Observe que para obte esse resultado, não é ufic'ente considerar
omente tendências hori2ion1.aL e verticai. para a origem do plano 6z. ~Compare com o
Exercício S da Seção 18, bem como com o Ex, mplo 2 da Seção 19.)
f).y
( X, ~X)
(O, ê.y)
(0,0) ( X, 0)
Figura 29
10. Usando a fórmula do binômio (13) da S·cção 3, indique exatamente por que cada uma
das funçõe
dlf , n
P11 ' z) = ----(-:- - 1
nl2'' d z1
(n = O, J, 2, ... )
é um polinômio de grau ri (Seção 13). * ( samos a convenção de que a derivada de or
dem zem de uma função ,é a rópria função.)
2'1 EQUAÇÕES DE CAUCHY-RIEMANN
e ta eção, obtemos um par de equações ,que devem ser ati foitas pelas derivadas
parcial' de primeira ordem das :fünçõ,es c,omponente u ,e v de uma função
(1) /(z) = u(x ) + iv(x, y)
em cada ponto Zo = (x0, y0) em que exi tir a derivada de f Também veremos como
expressar a derivada f'(z0) em termos dessas derivadas parciai ".
Começamos "upondo que exista /' (zo), e escvev,emos
zo = xo + i yo, fl. z = .ô.x + i fl. y ,
* Es ·es são os po.linDmios de Le,ge.ndre, de importância na Matemática Aplicada. Ver, por
exemplo, o Capítulo 10 do livro (2012) do autores li tado na bibliografia.
70 CftJPÍTUl:O 2 FUNÇÕESANALÍTIICAS
com z # O, as funç,ões componentes são
cos20 sen20
v=--,.2 . u= -
r 2
e
Corno
2 cos 20 2 en 20
rur = - --- = VJ, UQ = - --- = - rVr re ,2
e como as demais condições do teorema ,e tão satisfeita. em cada ponto não nulo
O, a O.Oto, pois sua de ivada /' (z) = - 1/z2 existe um tal ponto. A funçãof(z) = lzl2 não é
analítica ,em ponto a[gum, pois ua derivada existe apenas em z - O, e não em todos
os pontos de alguma vizinhança. (Ver emplo da Seção 19.) Finalmente, como
a derivada de um polinômio existe em toda parte, egue que qualquer polinômio é
uma função inteira.
Uma cond:ção necessária, mas de modo algum suficiente, para uma função ser
analítica em um domínio D é, claramente, a continuidade des a função ,em cada
ponto de D . (~er afirmação em itálico per o do final da Seção 19 .. ) A validade das
equações de Cauchy-Riemann também ,é nece sária mas não uficiente. Condiçõe
· uficiente para a analiticidade em D são dadas nas Seçõe 23 e 24.
Outras condições uficiente útei são obtida das regras de derivação da Seção
20. As derivadas da soma e do produto de duas funções existem ,em cada ponto em
que cada uma dessas fünçõe tiv,er d ivada. ssim, se duas funções ão analftica
em um domínio D, então a soma e o produto dessas funções são funções anallti
cas em D. Analogamente, o quociente dessas funções é uma função analítica ,em
D, desde que a função no denominador não se anule em ,algum ponto de D. m
* a literatura também ão utilizado os rermo regular ou holornorfa, em vez de analítica.
76 CAPÍTULO 2 FUNÇÕES ANALÍTICAS
em ,que e é uma constante real. Se e = O, · egue que /(z) = O em cada z de D. Se
e f: O, a propriedade z = 171 2 dos números complexos nos diz que
f(z)A = c2 # O
e que portanto /(z) não se anula em D. Logo
2
f (z) = .; (z ,em cada z de D,
e egue di o que /(z) é analítica em D. O principal re ultado que acabamo de
obter no E~emplo 3 agora gar'an_e que /(z) é cons ante em D.
EXEROÍCIIOS
1. Aplique o teorema da Seção 23 pa_ra verificar que cada uma des a funções é inteira.
(a) /(z) = 3x + y + i(3y - x); (b) f(z) = ooshx,cos y i senh x en y;
(e) f(z) = .e- >' sen x - ie- y cos x; (d) J(z) = (C - 2)e-x .e- 1>'.
2. U ando o teorema da Seçã,o 21, mo tre que cada uma de as funções não ,é analítica ,em
ponto algum.
(a) J(z) = xy + iy; (b) f(z) = 2xy + i(x" - y2)·
(e) f( z) = f!.eix.
3. Justifique por que a ,compo içilo de dua funçõe inteiras é uma função inteira. Ju tifi
que ainda por que é uma função inteira qualquer comhin.Of,ã O, - rr 1.
com deri ada
/ 1
G (-:) = (?.,, - ? .) g _., - + l
Sugestão: observe que Re(2z - 2 + i) > O ex >
77 SEÇÃO 27 1FUNÇÕES HAIRIMÔNICAS _______________ ___.;;._ ----
6. se resultados da Seção 24 para verificar que a função
,S?(Z) = ln r + i0 (r > O, O O, y > O,
com derivada
G' (~) = 2z
- 1 '
Sugestão: observe ,que lm(.r + l) > O se x > O, y > O.
7. Seja fuma fiunção analítica em cada ponto de um domínio D. Pt-ove que e f(z) tiver
valor real em cada z de D, então f (z) deve er uma função oon tante em D.
27 FUNÇÕES HARMÔNICAS
Dizemos que uma função real H de duas variáveí reais x e y é harmônica em um
dado domínio do plano xy · e as derivadas parciais de segunda ordem de H ex.islirem
e for m contínuas em cada ponto do domfuio e sati f~er m a ,equação diferencial
parcial
(1) HxAx , y) + Hy ,(. y) = O,
conhec' da como equação de Laplace ..
As funções harmônicas desempenham um papel importante na Matemática
Aplicada. Por e emplo,. as temp ratu as T(x, y) de placas fi , as do plano xy ão,
muitas vezes, harmônicas. Também é hannônica uma função V(x, y) que repres,enta
um potencial eletrostático que varia · omente com x e y no interior de alguma região
do e paço tridimensional livre de cargas.
EXEMPLO 1. 1 fáci v,e ·ficar que a função T(x, y) = e- >' sen x é armônica em
qualquer domínio do plano xy e, em particular, na faixa vertical semi-infinita
O O. Os valores de a iunção nas are tas da faixa estão indicados na
Figura 31. Mais preci amente, essa função satisfaz todas as condiçõe
T.rx(X, y ) + Ty .(x , y) = O,
T(O , y) = O, T(lí , y) = O,
T ( . O) = . en x lim T (x, , ) = O,
)'-
que desc ev, m as temperatu as estacionárias T(x, y) de uma placa homogên a fina
do plano xy, em fontes ou poços de ca.lor e que esteja isolada, exceto pelas condie
ções indicada ao longo •das aresta .
79 SEÇÃO 27 1FUNÇÕES HAIRIMÔNICAS ----------------~ ---
EXEMPLO 2. A função f(z) = ,e- Y sen x -ie- Y cos x é ínteira conforme Exercí
cio l(c) da Seção 26. Segue que o componente lieal, que é a função temperatura
T(x, y) = .e- Y sen x do · xemplo 1, é harmônico ,em qualquer donúnio do plano xy.
EXEMPLO 3. Co , o a função /(z) - 1 / z2 é a alítfoa em cada ponto z não nulo, e
como
I z2 z z2 (x2 - y2) - i2xy
z - -2 - (z z)2 - lz 12 - (x + 2) 2
as duas funçõe0s
u(x e
2 y
v(x, ') = - (x2 + y2)2
são harmônicas ,en qualque domínio do plano xy que não contenha a orig,em.
o Cap~tulo 9 e 10, etomamo nos· a discu · ão de funçõe harmônica em
relação à teoria de fiunções de uma variávd complexa para resolver problemas da
Fí . ica como o do Exemplo 1 de ta seção.
EXERCÍCIOS
1. Seja/(z) = u(r, 8) + iv(r, 0) uma função analítica em um domínio D que não inclua a
origem. sando as equações de Cauchy-Riemann em coordenadas polar-es (Seção 24)
e supondo a continuidade das derivadas parciais, mos re que em cada ponto de D, a
função u(r, 0) satisfaz a equação diferencial parcial
r 2urr(r, 0) + ru,- r, 0) + ueo r , 0) = O,
que é aforma pQ/ar da equação de Laplace. Mostre que o mesmo vale para a função
v(r, 0).
l . Sejaf(z) = u(x, y) + iv(x, y) uma função analítica em um domínio D e considere as fa
mílias de curvas de nti el u(x, y) = c 1 ,e v(x, y) = c2, em que c 1 e c2 ão con tante rea·
arbitrárias. Prove que ,essas famílias são ortogonais. Mai precisamente, mostre que se z0
= (xo, y0) for um ponto de D que está na duas ,curva e pecíficas u(x y) = c1 ,e v(x, y) =
cz e se/' (zo) # O, então as reta tangente a es as curvas em (.to, y0) são erpendiculares.
Sugestão: observe ,que, do par de equações u(x, y) = ct e v(x, y) = c2, segue que
ôu au d y O - + -- -ª a dx
3 .• Mostre que se/(z.) = z2, então as curvas de nív,el u(x, y) = c 1 e v(x., y) = c2 das funções
componentes são as hipérboles ·ndicadas na Figura 32. Note a ortogonalidade das duas
facru1ias. descrita no Exercício 2. Observe que as cur as u(x, y) = O e v(x, y) - O se
intersectam na origem, mas não são ortogonais nesse ponto. Por que isso não contradiz
o resultado do Exercício 2 '?
80 CAPIÍ.TULO 2 FUNÇÕES AINAL,TICAS
y
X
Figura 32
4. Esboce a, famílias de curvru de nível das funç,õe. componentes u e v da função /(z) =
l / z e observe a ortogonalidade descrita no xercício 2,
S. Refaça ,o E~ercfcio 4 u ando ,coordenadas polar,es ..
6. Esboce as famílias de curvas de nível das funções componente i, e v da função
z- 1
f( z ) = z + 1 ,
e observe como o resultado do E~ercício 2 é exemplificado nesse caso.
28 UN CIDADE DE IFUINÇÕES ANAL(T CAS
Conclu' · os e te capítulo com duas seçõe ,em que estudamos a maneira pela qual
os valores de uma função analítica ,em um domínio D ão afetados pelos valo11e "
dessa função em algum subdomínio de D ou em algum segmento de reta ,contido
em D. Es· a seções ão de ,con iderável interesse teórfoo, ma, não são ,centrais para
o nosso desenolvimento de funções analítica • de modo que o leitor pode passar
diretamente para o Capítulo 3 e só voltar quando julgar nece áxio.
Lema. Suponha q.ue
(a) uma/unção f sej,a analítica em um domínio D e que
(b) f(z) = O.em e.ada ponto z de algum subdonúnio ou segmento de reta contido em D.
Então, f(z) = O em D; ou seja, f(z) é identicamente igual a zero em D.
Para pmvar ,esse lema, suponha que f seja uma função sati fazendo as hipóteses
e eja/(z) = O um ponto qualquer do ubdonúnio ou segmento de re a em ,que/(z)
= O. Com o D é um conjunto aberto conexo (S ção 12), existe alguma linha poli
gonal L consistindo em um número finito de segmentos de rnta justapostos inteira
mente ,co tido em D ,que inicia em z0 e termina em um outro ponto P qualquer de