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TECIDO ADIPOSO
Profª Ms. KARINE CARDOSO DOS SANTOS
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Origem e desenvolvimento das células adiposas
As células adiposas maduras
podem voltar a apresentar
apenas algumas gotículas em
seu citoplasma.
Nesse caso, elas voltam a um
estágio anterior, pelo qual
passaram durante a
histogênese (setas nos dois
sentidos).
Não há neoformação de tecido
adiposo multilocular após o
nascimento, nem ocorre
transformação de um tipo de tecido
adiposo em outro.
Em adultos a quanti/e é extrema/e
reduzida.
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Os adipócitos são células
especializadas no armazenamento de
triglicerídeos (gordura neutra), formado
por ácido graxo e glicerol, constituindo
a principal reserva de energia do corpo.
Funções do tecido adiposo:
papel energético;
localizado sob a pele(tecido subcutâneo), modela a superfície,
responsável pelas diferenças de contorno entre os corpos da mulher e do homem;
forma coxins absorventes de choques, principalmente na planta
dos pés e na palma das mãos protegendoa contra traumas direto;
contribui para o isolamento térmico do organismo por serem más
condutoras de calor;
preenche espaços entre outros tecidos e auxilia a manter
determinados órgãos em suas posições normais;
atividade secretora, sintetizando diversos tipos de moléculas,
como leptina e lipase lipoproteíca.
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Após o nascimento, adipócitos adicionais podem se originar a partir de precursores 
dos adipócitos que persistem no tecido conjuntivo. 
Células adipócitos podem ser encontradas isoladas ou em pequenos grupos no
tecido conjuntivo frouxo, porém a maioria forma grandes agregados, constituindo o
tecido adiposo distribuído pelo corpo.
Representação deste tecido nos indivíduos:
20 a 25% do peso corporal na mulher e
15 a 20% no homem.
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O tecido adiposo é o maior depósito corporal de energia, sob a forma de triglicerídios. 
Os triglicerídios armazenados originam-se da seguinte maneira:
- absorvidos da alimentação e trazidos até as células adiposas como triglicerídios
dos quilomícrons;
- oriundos do fígado e transportados até o tecido adiposo, sob a forma de
triglicerídios constituintes das lipoproteínas de pequeno peso molecular, ou VLDL (very
Low density lipoproteins);
- da síntese nas próprias células adiposas, a partir da glicose.
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Os quilomícrons são partículas formadas pelas células epiteliais do intestino delgado,
a partir dos nutrientes absorvidos.
São constituídos por 90% de triglicerídios e pequenas quantidades de
colesterol, fosfolipídios e proteínas.
Após deixarem as células epiteliais, os quilomícrons penetram nos capilares linfáticos
do intestino e pela corrente linfática, até a circulação sanguínea, que os distribui por
todo o organismo.
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As células hepáticas e o músculo
esquelético também acumulam
energia, mas sob a forma de
glicogênio.
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O lipídeo provém de moléculas que
circulam pelo sangue, sendo
renovado constantemente nos
adipócitos.
Os triglicerídeos dos adipócitos são
sintetizados a partir de ácidos
graxos oriundos da corrente
sanguínea.
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O acúmulo de quilomícros e /ou de VLDL no compartimento plasmático resulta em
hipertrigliceridemia.
Esta é uma desordem comum, exacerbada por:
diabetes melito não controlado, obesidade e hábitos sedentários.
Os triglicerídios elevam-se por diferentes causas:
Síndromes familiares e genéticas:
Hiperlipoproteinemia tipo I, Hiperlipidemia familial combinada é uma desordem
autossômica dominante; Hipertrigliceridemia familial também autossômica dominante.
Doenças metabólicas:
Diabetes melito não controlado tanto tipo I quanto tipo II; Sobrepeso e
obesidade; Hipotireoidismo, Síndrome nefrótica.
VALTER T. MOTTA. Bioquímica clínica para o laboratório.Princípios e interpretação
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Fármacos:
Altas doses de diuréticos tiazídicos ou clortalidona; Agentes bloqueadores beta
adrenérgicos; Terapia oral de reposição de estrogênio e anticoncepcionais orais com
elevado conteúdo de estrogênio; tamoxifeno, glicocorticóides, isotretionina oral,
retinóides, semelhantes inibidores da protease no tratamento de HIV,
imunossupressores.
Outras causas:
Alcoolismo, ingestão excessiva de carboidratos, pancreatite aguda, gravidez,
doença de armazenamento: Gaucher, Niemann-Pick, deficiência da enzima lecitina-
colesterolacil-transferase, tabagismo, lipodistrofia.
VALTER T. MOTTA. Bioquímica clínica para o laboratório.Princípios e interpretação
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Tecido conjuntivo denso não
modelado, envolve o tecido
adiposo
Vasos sanguíneos menores,
presentes na periferia do tecido,
criam uma grande rede capilar
no tecido adiposo.
ductos de
glândulas sudoríparas
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Como os depósitos de glicogênio são menores, os triglicerídios do tecido 
adiposo são as principais reservas de energia do organismo.
Os triglícerídios são mais eficientes como reserva energética 
porque fornecem 9,3 kcal/g contra apenas 4,1 kcal/g fornecidas 
pelo glicogênio. 
Os triglicerídios do tecido adiposo não são depósitos estáveis, porém com 
renovação contínua, e o tecido é muito influenciado por estímulos nervosos e 
hormonais (tireóide).
TECIDO ADIPOSO UNILOCULAR (amarelo)
Esse tecido forma o panículo adiposo, camada disposta sob a pele, e que é de
espessura uniforme por todo o corpo do recém-nascido e também no indivíduo
adulto, porém em maior concentração no adulto.
Essa deposição seletiva de gorduras é regulada, principalmente, pelos hormônios
sexuais e hormônios produzidos pela camada cortical da glândula adrenal.
A sustentação do tecido adiposo dá-se pelas fibras reticulares de colágeno tipo III.
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Com a idade, o panículo adiposo tende a desaparecer de certas áreas, desenvolvendo-se em
outras.
TECIDO ADIPOSO UNILOCULAR
A vascularização do tecido adiposo é muito abundante.
A relação volume de capilar sanguíneo/volume de citoplasma é maior no tecido
adiposo do que no músculo estriado. A gordura armazenada é quebrada para fornecer
ATP ao organismo.
A remoção dos lipídios, nos casos de necessidade energética, não se faz por igual em
todos os locais:
primeiro são mobilizados os depósitos subcutâneos, os do mesentério e os
retroperitoneais,
enquanto o tecido adiposo localizado nos coxins das mãos e dos pés
resiste a longos períodos de desnutrição.
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tecido conjuntivo subcutâneo,
almofada dos dedos,
planta dos pés,
omento(cobertura adiposa disposta no
abdômen),
mesentério,
nádegas;
nas mulheres este tecido é acentuado nas
mamas, quadris e coxas,
enquanto nos homens é proeminente no
pescoço, ombros, quadris.
Localização do tecido adiposo unilocular
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Imagem da distribuição do tecido adiposo
Triglicerídios: ésteres de ácidos graxos e glicerol. 
possui núcleo esférico preferencialmente localizado na região central e
grande quantidade de mitocôndrias, além de várias gotículas lipídicas. A
principal função do adipócito multilocular é gerar calor através da
metabolização da gordura. Devido a presença de uma proteína chamada
termogenina, também denominada UCP-1 (uncoupling protein 1), a
oxidação dos ácidos graxos produz calor e não ATP
Tecido adiposo unilocular
Histologia básica. Junqueira-Carneiro
Núcleo do adipócito
Tecido conjuntivo de sustentação e 
fibras reticulares de colágeno tipo III
Citoplasma e 
núcleo 
condensados na 
lateral da 
célula.
Gotícula de 
gordura
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são células volumosas com
poucas organelas. A gordura
armazenada é para uso por outros
tecidos do corpo, servindo como
fonte de energia para os diversos
processos metabólicos.
A célula adiposa possui
receptores para:
o hormônio do crescimento,
a insulina,
glicocorticóides,
o hormônio da tireóide e
noradrenalina, que modulam a
captação e liberação de gordura.
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O tecido adiposo unilocular é também um órgão secretor.
Sintetiza:
leptina, que são transportadas pelo sangue, e
a lipase lipoproteica, que fica ligada à superfície das células endoteliais dos
capilares sanguíneos situados em volta dos adipócitos.
A leptina é um hormônio proteico constituído por 164 aminoácidos.
Diversascélulas no cérebro e em outros órgãos têm receptores para leptina.
A leptina participa da regulação da quantidade de tecido adiposo no corpo e da
ingestão de alimentos.
Atua principalmente no hipotálamo, diminuindo a ingestão de alimentos e
aumentando o gasto de energia .
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Produzida por:
Tecido adiposo unilocular
Tecido adiposo multilocular
Estômago
placenta
Inervação do tecido adiposo
O tecido adiposo unilocular e o multilocular são inervados por fibras simpáticas do
sistema nervoso autônomo.
No tecido unilocular, as terminações nervosas são encontradas na parede dos vasos
sanguíneos, e apenas alguns adipócitos são inervados.
No tecido multilocular, as terminações nervosas simpáticas alcançam diretamente
tanto os vasos sanguíneos como as células adiposas.
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Tumores do tecido adiposo unilocular
Os adipócitos uniloculares com frequência originam tumores benignos, os lipomas,
geralmente removidos cirurgicamente com grande facilidade.
Os tumores malignos dos adipócitos uniloculares, ou lipossarcomas, são muito menos
frequentes do que os lipomas, porém de tratamento muito mais difícil porque
facilmente formam metástases.
Lipossarcomas costumam aparecer em pessoas com mais de 50 anos de idade.
TECIDO ADIPOSO MULTILOCULAR (pardo)
Este tecido multilocular tem distribuição limitada, localizando- se em áreas
determinadas, em adultos ao redor da traquéia e glândulas adrenais.
No feto humano e no recém - nascido, o tecido adiposo multilocular apresenta
localização bem determinada.
Em algumas regiões do corpo, particularmente costas e ombros, ocorre uma mistura
de tecido adiposo unilocular e tecido adiposo multilocular.
Em alguns indivíduos idosos com doenças degenerativas, os adipócitos
multiloculares podem reaparecer.
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Histogênese do tecido adiposo unilocular
Essas células são parecidas com os fibroblastos, porém logo acumulam gordura no 
seu citoplasma.
As gotículas lipídicas são inicialmente separadas umas das outras, porém muitas se 
fundem, formando a gotícula única característica da célula adiposa unilocular.
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Histogênese do tecido adiposo multilocular
Sua formação é diferente da observada no
tecido unilocular.
As células mesenquimais que formam o tecido
multilocular, adquirem um aspecto de glândula
endócrina cordonal, antes de acumularem
gordura.
Histologia básica. Junqueira-Carneiro
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ADIPOSO MULTILOCULAR ADIPOSO UNILOCULAR
Vascularização abundante acumula-se em determinados locais, de acordo com o sexo e
idade do individuo
Numerosas mitocôndrias deposição seletiva de gorduras é regulada, principalmente,
pelos hormônios sexuais e pelos hormônios produzidos pela
camada cortical da glândula adrenal
Distribuição limitada: cintura escapular e pélvica apresenta septos de conjuntivo, que contêm vasos e nervos.
Desses septos partem fibras reticulares
( colágeno III) que sustentam as células adiposas
Especializado na produção de calor A remoção dos lipídios, nos casos de necessidade
energética, não se faz por igual em todos os locais.
Ordem: 1. são mobilizados os depósitos subcutâneos,
2. mesentério e
3. retroperitoneais,
Assemelha-se a glândula endócrina cordonal, devido
as células associarem-se a vários capilares
é classificado como um órgão secretor, por sintetizar várias
moléculas como leptina (circulação) e a lipase lipoproteíca;
Somente é significativo em recém-nascidos secreta os hormônios adiponectina, que diminui a liberação
de glicose pelo fígado, e a resistina, com função
hiperglicemiante
Norepinefrina é liberada nas terminações nervosas ao
redor das células
Referência
JUNQUEIRA, Luiz C.; CARNEIRO, José. Histologia básica. 11. ed. Rio de Janeiro: 
Guanabara Koogan, 2008. 524 p.
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