Prévia do material em texto
AO JUIZO DA VARA DE FAZENDA PUBLICA DA COMARCA DA CAPITAL DO ESTADO GOIANEIRO ABC Mix, pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ sob o no ...,endereço eletronico… com sede na Rua ..., no ..., Cidade ..., Estado ..., CEP no ..., vem, respeitosamente perante Vossa Excelência, por intermédio de seu advogado abaixo assinado (procuração anexa) com escritório na Rua ..., No.., Bairro ..., Cidade ..., CEP ..., onde recebe intimações, propor com fulcro nos artigos 319 do CPC e 165, I do CTN, apresentar AÇÃO DE REPETIÇÃO DE INDÉBITO em face DE Estado Goianeiro pessoa jurídica de direito público, inscrita no CNPJ no ..., com sede na Rua ..., no.., Bairro, Cidade, CEP, endereço eletrônico ..., pelos motivos de fato e de direito abaixo aduzidos: 1. DOS FATOS A indústria Porcopeiro vende bebidas para o supermercado ABC Mix, que, por sua vez, revende-as a consumidores finais, sendo certo que todas as operações ocorrem dentro dos limites do estado Goianeiro, em cuja capital estão domiciliadas as duas sociedades empresárias. No estado Goianeiro tem vigência a Lei Ordinária nº 1020, que prevê a indústria como substituta tributária do ICMS incidente nas operações subsequentes. Em abril de 2017, o estado Goianeiro exigiu de Porcopeiro todo o tributo incidente sobre a cadeia produtiva descrita. Assim, Porcopeiro pagou o ICMS incidente na operação própria (a venda que fez ao supermercado ABC Mix) e também na operação subsequente – isto é, o ICMS que incidiria na operação entre o supermercado ABC Mix, e os consumidores finais. Dessa forma, para a verificação do valor a ser pago, o ICMS foi calculado sobre o valor presumido de venda da mercadoria ao consumidor final. Ocorre que, para surpresa da indústria Porcopeiro, o supermercado ABC Mix, que sempre vendeu as bebidas produzidas por Porcopeiro pelo valor de R$ 15,00, resolveu, diante da crise econômica, comercializar as bebidas por R$ 13,00. Com isso, a indústria Porcopeiro entendeu que a base de cálculo do imposto foi inferior àquela que havia sido presumida, razão pela qual, na prática, pagou, como contribuinte substituto, um valor de ICMS maior do que aquele que seria realmente devido. Diante disso, e em razão de a indústria Porcopeiro e o supermercado ABC Mix serem clientes do mesmo escritório X, as duas sociedades empresárias lhe expuseram os fatos narrados acima.. Assim, não restou outra alternativa ao autor senão buscar a tutela jurisdicional. 2. DO CABIMENTO Nos termos do art. 165, I do CIN o sujeito passivo, independentemente de protesto poderá requerer a restituição dos valores pagos indevimente ou a maior No presente caso, o contribuinte pagou indevidamente o tributo. Assim sendo, a presente medida é cabível, segundo art. 165, I do CTN Para reaver os valores pagos indevidamente. 3. TEMPESTIVIDADE Nos termos do artigo 168, I, do CTN, o sujeito passivo tem cinco anos, a Contar da extinção do crédito tributário, para pleitear a restituição. Considerando que, nos tributos sujeitos a lançamento de ofício e por declaração, a extinção do crédito tributário ocorre com o pagamento indevido ou a maior, a presente ação é tempestiva. Sugestão para tributos sujeitos a lançamento por homologação: Por decorrência do artigo 3o da LC no 118/2005, entende-se extinto o crédito tributário para os tributos sujeitos a lançamento por homologação na data do pagamento antecipado; logo a presente ação é tempestiva. 4. LEGITIMIDADE ATIVA O autor da ação/legitimado ativo é o supermercado ABC Mix, que é o contribuinte de fato que suportou o ônus financeiro do tributo na operação que causou o recolhimento a maior de ICMS ,conforme Art. 10 da LC nº 87/1996 5. FUNDAMENTOS Demonstração do cabimento da ação de repetição do indébito (0,20), conforme o Art. 165, inciso I, do CTN No caso presente, a base de cálculo do ICMS é o valor estimado de comercialização e venda da mercadoria ao consumidor final , conforme definido no Art. 8º da LC nº 87/1996 No caso em exame, o valor estimado ou presumido não se verificou, pois a venda efetivamente praticada pelo supermercado se deu por valor inferior Trata-se de tributo indireto, cuja restituição se regula pelo artigo 166 do CTN OU Súmula 546 do STF Como o fato gerador presumido não se concretizou, o autor terá direito à restituição do valor pago a maior que devida restituição da diferença do ICMS- ST pago a maior se a base de cálculo efetiva da operação for inferior à presumida, conforme o Art. 150, §7º da CRFB/88 OU Art. 10 da LC nº 87/1996,confirmado por entendimento reiterado do STF 6. DO DIREITO A base de cálculo para o recolhimento do icms deve ser o valor estimado de comercialização da mercadoria ao consumidor fina, conforme disciplina o art. 8° da LC 87 DE 1996, nesse sentido , o autor faz jus da restituição do valor pago. Ademais, o art.150,§ 7° CF, parte final, prevê a restituição assegurada de quantia paga, caso não se realize o fato gerador presumido, situação demonstrada ao passo que a parte autora passou a comercializar seus produtos no montante de R$13,00, pagando assim, um recolhimento de ICMS, maior que o devido. Entendimento firmado pelo Súmula 546 do STF - Cabe a restituição do tributo pago indevidamente, quando reconhecido por decisão, que o contribuinte "de jure" não recuperou do contribuinte "de facto" o "quantum" respectivo. Razão pela qual pede- se a restituição dos valores pagos a mais pela parte autora. 7. DOS PEDIDOS Diante do exposto requer-se: a) a designação de audiência de conciliação ou de mediação, nos termos do art. 319, VII, do CPC e a citação do réu para comparecer à audiência de conciliação ou mediação a ser designada por esse juízo; OU a citação do réu para, querendo, apresente resposta, sob as penas da revelia, declarando o autor o desinteresse na designação de audiência de conciliação ou mediação, nos termos do art. 319, VII, do CPC; (realizar esse pedido de acordo com a proposta) b) que seja julgado procedente a ação/o pedido, a fim de condenar a Ré à restituição das quantias pagas indevidamente; c) que seja calculada a restituição, juntamente com a correção monetária, nos termos do artigo 167 do CTN e Súmula no 162 do STJ (se tributos municipais ou estaduais) e com base no artigo 39, § 4º, da Lei no 9.250/95 (se tributos federais); d) a condenação da Ré nas custas e honorários de sucumbência, de acordo com os artigos 82 a 85 do CPC, em especial art. 85, § 3º do CPC.; e) a produção de todas as provas em direito admitidas nos termos do art. 319, VI do CPC, em especial a prova documental. Dá-se a causa o valor de R$... Nestes termos, Pede-se deferimento. Local e data. Advogado OAB...